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Aula Corrente Russa

A corrente russa é uma técnica de eletroestimulação que utiliza uma corrente de média frequência (2500 Hz) para aumentar a força muscular em até 40% em atletas treinados. Embora tenha se popularizado no Brasil, há preocupações sobre a qualidade dos equipamentos oferecidos no mercado. A combinação da corrente russa com exercícios voluntários é recomendada para otimizar o fortalecimento muscular, pois cada método recruta diferentes tipos de fibras musculares.

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Silnara Duarte
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Aula Corrente Russa

A corrente russa é uma técnica de eletroestimulação que utiliza uma corrente de média frequência (2500 Hz) para aumentar a força muscular em até 40% em atletas treinados. Embora tenha se popularizado no Brasil, há preocupações sobre a qualidade dos equipamentos oferecidos no mercado. A combinação da corrente russa com exercícios voluntários é recomendada para otimizar o fortalecimento muscular, pois cada método recruta diferentes tipos de fibras musculares.

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CORRENTE RUSSA

Corrente Russa

Estimulação Elétrica

Na década de 1970 trabalhos foram publicados dando conta de


que uma corrente interrompida de média frequência (2500 Hz)
foi utilizada para prover maior ganho de força muscular que
aquela obtida através da contração muscular voluntária. Esta
forma de corrente foi denominada de corrente russa, e sua
técnica terapêutica foi chamada de estimulação russa.
Corrente Russa Estimulação Elétrica
Yakov Kots, afirmava
que aquela estimulação
elétrica de músculos
saudáveis em atletas
produziam:

❑ 0 a 30% a mais de força comparada só a contrações voluntarias.


❑ 30% a 40% de melhora na força em atletas já treinados em cima de programas
de fortalecimento tradicionais.
❑ 10% de área de seção transversa do musculo
❑ Um redução em gordura subcutânea no local da aplicação.

Atualmente a corrente russa vem se popularizando no Brasil, por conta de um apelo


contundentemente mercadológico, onde o que se vê são empresas sem um mínimo
de conhecimento tecnológico oferecerem aos consumidores unidades de
eletroestimulação russa construídos totalmente fora dos padrões técnicos descritos
na literatura.
Corrente Russa

Estimulação Elétrica
Visa o fortalecimento muscular, a hipertrofia e o treinamento
muscular (JARUSSI, 2001;OLIVEIRA, 2002).
Corrente Russa

A centelha que despertou esse grande interesse na


eletroestimulação neuromuscular EENM surgiu no ano de
1977.

O pesquisador russo Yakov Kots (Universidade de


Montreal),que desenvolveu a técnica da estimulação, relatou
que a ( EENM produziria ganhos de força muscular,
incrementando aos exercícios voluntários (DELITTO, 2002).
Corrente Russa

• O termoCorrente Russa foi


aplicado aos eletroestimuladores
com uma saída de corrente de
onda senoidal com uma frequência
portadora de aproximadamente
2.500 a 5.000 Hz, modulada de
forma a produzir 50 bursts por
segundo (bps). Essa forma de
estimulação foi promovida
comercialmente como "estimulação
russa"
Corrente Russa

A propriedade básica do músculo


esquelético é a contratibilidade do seu
sarcoplasma (SALTER, 2001).

Todas as fibras musculares inervadas por


uma só fibra nervosa motora formam a
chamada “unidade motora”(SMITH, WEISS e
LEHMKUHL, 1997).
Corrente Russa
FIBRAS DO TIPO I

Fibras do tipo I (fibras de


contração lenta ou fibras tônicas)
são mais adequadas para
contrações sustentadas ou
repetitivas, que requerem tensão
relativamente baixa.

São resistentes à fadiga e bem


apropriadas para o exercício
aeróbico prolongado ou de
resistência (WILMORE e
COSTILL, 2001; MAcARDLE,
1998).
Corrente Russa
FIBRAS DO TIPO II

As fibras tipo II, são também denominadas de fibras de


contração rápida ou fibras fásicas;

Subtipos:
•II a- contração rápida resistente a fadiga
•II b- contração rápida e pouco resistente a fadiga
(WILMORE E COSTILL, 2001; JUNQUEIRA eCARNEIRO, 2000).

Essas fibras são recrutadas em atividades que requerem


desenvolvimento de ações rápidas e de altas tensões;
atividades essas que podem vir a promover a hipertrofia
muscular (WEINECK, 2000).
Corrente Russa

A contração muscular induzida por ativação elétrica dá-se de


modo diferente daquele que ocorre durante a contração
voluntária.
As fibras do tipo II (rápidas e calibrosas) são as primeiras a
serem recrutadas.
Esse tipo de ativação
acontece porque o estímulo
elétrico é aplicado
externamente à terminação
nervosa e as células
“grandes” são mais
excitáveis (SALGADO,
1999; KITCHEN e BAZIN,
1998).
Corrente Russa

Fibras musculares de contração rápida (tipo II) são


recrutadas para acrescentar força muscular e
rapidez ao movimento, estas respondem melhora
frequências na faixa de 50-150 Hertz.
Corrente Russa
Corrente Russa

As modulações mais comuns nos diversos aparelhos


de eletroestimulação giram em torno dos ajustes :

•intensidade de corrente (amplitude)


• rampas de subida (rise) e descida (decay)
•duração (largura) de pulso
•frequência portadora e modulada
•ciclo (duty cicle)
•sustentação e repouso (tempo ON e tempo OFF)
•forma de onda, etc
Corrente Russa

A célula nervosa responde a estímulos de curta duração


porque sua resposta é muito rápida ao estímulo, e é por este
motivo que esta célula não é despolarizada com estímulos
cujo tempo de subida seja lento.
Corrente Russa

Fatores que influenciam na força de contração de um músculo

✓intensidade do
sinal;
✓frequência do
sinal;
✓largura de pulso do
sinal.
Intensidade: cuja unidade pode ser
dada em mA ou volts é um fator que
influencia na força muscular devido ao
recrutamento das fibras produzido pelo
aumento da intensidade.
Corrente Russa

Fatores que influenciam na força de contração de um músculo

Frequência: Após o
recrutamento do número
máximo de fibras, o meio mais
eficiente de aumentar a força
muscular é através do aumento
da frequência do estímulo.
Agindo assim, estamos
sobrecarregando a fibra
selecionada, estamos fazendo ela
trabalhar mais.
Fatores que influenciam na força de contração de um músculo
Largura de pulso: Nosso cérebro não utiliza outro recurso
para aumentar a força muscular além do aumento da
intensidade do estímulo e do aumento da frequência. No
entanto, quando utilizamos a eletroestimulação, percebemos
que a largura de pulso (tempo em que a corrente passa
agindo no organismo) também é outro fator que pode
influenciar na força do músculo.
O cérebro - aumentar a intensidade do
estímulo para recrutar o máximo de fibras
e depois aumentar a frequência para
aumentar o trabalho de cada fibra.
Forma: quadrada bifásica balanceada
Polarização: não polarizada
Amplitude: nível motor
Duração: 0,1 – 1 ms
Freqüência: 1–100 Hz
Corrente Russa
Estimulação Elétrica Neuromuscular
Média Freqüência de 2.500 Hz,
liberada em Bursts de 50 Hz
Corrente Russa Indicações de uso da corrente RUSSA
Fortalecimento do músculo esquelético melhorando de maneira
significativa tanto o controle motor quanto a morfologia das células
musculares por meio do aumento da área de secção transversa das fibras
do músculo esquelético.

Características originais da corrente RUSSA


-corrente alternada
-frequência de 2.5kHz
-modulação em Burst em 50 Hz
-ciclo de trabalho de 50%
-regime de oferta dos pulsos 10/50/10 – 10 segundos “on”, 50
segundos “off’” por um período de 10 minutos por sessão
Corrente Russa

TÉCNICAS DE APLICAÇÃO
Ponto motor : pode ser localizado por meio de um estímulo
elétrico de parâmetros excitatórios (T e f) fornecido ao
músculo do paciente, é o ponto na superfície da pele onde o
ramo motor do nervo penetra no músculo. Este ponto é
considerado o de menor resistência a passagem da corrente
elétrica permitindo assim, a maior excitabilidade do músculo.
Corrente Russa

TÉCNICAS DE APLICAÇÃO

Ventre muscular: localiza-se o ventre


muscular visualmente solicitando-se
do paciente por exemplo, uma
contração isométrica sendo que a
região central e de maior volume
percebida corresponde ao ventre
muscular que se deseja estimular por
meio da corrente Russa.
Corrente Russa

Contraindicações para o uso do recurso :

-pacientes portadores de dores musculares de etiologia


desconhecida.
-pacientes portadores de lesões musculares agudas.
-pacientes portadores de distrofia muscular independente
do tipo.
-pacientes com alterações cognitivas importantes e
incapazes de fornecer feedback de intensidade de corrente
prescrita durante o tratamento.
-pacientes portadores de cardiopatias de condução graves.
Corrente Russa

Corrente Russa:

-corrente alternada
-frequência de 2.5kHz
-modulação em Burst em 50 Hz
-ciclo de trabalho de 50%
-regime de oferta dos pulsos 10/50/10 – 10
segundos -“on”, 50 segundos “off’” por um
período de 10 minutos por sessão
Corrente Russa

Ressalta-se que não foram apenas nos estudos produzidos


por Kots e seu grupo que se verificou aumento da força
muscular após o uso da corrente Russa, também apontam a
efetividade do recurso em diversas populações. Uma dúvida
apontada por cientistas de áreas correlatas seria em relação
aos grupos controles utilizados por Kots e colaboradores,
porém o resultado de outras pesquisas como mencionado
aliviam esta preocupação.
Corrente Russa

O contrário também é verdadeiro, ou seja, o


exercício voluntário não parece ser mais efetivo em
relação à corrente no aumento da força do músculo
esquelético. Assim, quando possível, sugere-se a
combinação de ambos os recursos quando o
objetivo for o fortalecimento muscular.
Corrente Russa

A combinação do exercício voluntário + a


corrente Russa deve-se ao fato dos diferentes
padrões de recrutamento muscular
conseguidos pelos dois diferentes recursos
pois sabe-se que, o exercício voluntário
recruta preferencialmente as fibras
musculares de contração lenta (tipo I)
enquanto que a estimulação Russa recrutaria
de maneira inversa, ou seja, primeiramente
as fibras musculares de contração rápida
(tipo II) as quais respondem mais
efetivamente ao treinamento de força
muscular e que são inervadas por
motoneurônios de grande diâmetro.

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