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O documento aborda a via óptica, detalhando a anatomia e funcionamento da retina, que é composta por 10 camadas responsáveis pela recepção e transmissão de estímulos luminosos. A informação visual é processada através do nervo óptico, quiasma óptico e corpo geniculado lateral, antes de chegar ao córtex visual primário, onde ocorre a interpretação final das imagens. Cada camada do corpo geniculado lateral tem funções específicas, contribuindo para a percepção visual precisa e a integração da visão binocular.

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O documento aborda a via óptica, detalhando a anatomia e funcionamento da retina, que é composta por 10 camadas responsáveis pela recepção e transmissão de estímulos luminosos. A informação visual é processada através do nervo óptico, quiasma óptico e corpo geniculado lateral, antes de chegar ao córtex visual primário, onde ocorre a interpretação final das imagens. Cada camada do corpo geniculado lateral tem funções específicas, contribuindo para a percepção visual precisa e a integração da visão binocular.

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Óptica fisiológica - Kamilly Ribeiro, Ranieri Ferreira e Thamires Henning.

A via óptica se refere aos caminhos anatômicos que os estímulos luminosos percorrem
até seu destino, sendo composta pela respectiva ordem, retina, nervo óptico, quiasma
óptico, trato óptico, corpo geniculado lateral, radiações ópticas e córtex visual.

O processo de análise de informação luminosa começa na retina, sendo definida como


um estrato neurossensorial, pois é um prolongamento do sistema nervoso central.

A retina é dividida em 10 camadas, as quais cada uma possui uma função, mas que ao
todo recebem estímulos e são enviadas ao córtex.

A primeira camada é o epitélio pigmentar da retina, localizado sob a coróide, apresenta-


se uma única camada de células, cúbicas e hexagonais e se estende do nervo óptico até a
ora serrata, apresenta alto conteúdo de melanina, evitando que a luz não se espalhe e
proporcione uma imagem mais nítida.

Em seguida, tem-se a camada dos fotorreceptores, possuindo aproximadamente de 6 a 7


milhões de cones e 120 milhões de bastonetes. Os cones são para uma visão mais
detalhada, além de terem alta funcionalidade para luz. Já os bastonetes, são utilizados
para uma visão mais grosseira, de percepção de movimentos e orientações, e para visão
noturna.

A terceira camada da retina, membrana limitante externa, é formada por um complexo


juncional entre as células gliais e o segmento interno dos fotorreceptores.

A quarta camada, chamada de nuclear externa, encontram-se os corpos celulares dos


cones e bastonetes, e são responsáveis por fazerem a sinapse na camada plexiforme
externa com as células bipolares e horizontais.

O plexiforme externo é a quinta camada, é a mais espessa da retina, pois possui os axônios
dos cones e bastonetes oblíquos e longos.

Nuclear interna, é a sexta camada da retina, onde localiza-se os núcleos dos neurônios
bipolares e de associação, e o núcleo das células de Muller.

A sétima camada, chama-se plexiforme interna, formada por prolongamentos dendríticos


das células ganglionares e por axônios de células bipolares da camada nuclear interna, e
possuem uma alta conexão sináptica.
As células ganglionares são a oitava camada, formada por corpos celulares das células
ganglionares e por algumas células amácrinas, além disso, é mais espessa na mácula e
desaparece na região da fovéola.

Localiza-se na nona camada da retina, as fibras nervosas, compostas por 1,25 milhão de
células ganglionares e são responsáveis pela visão central.

A décima e última camada da retina, chamada de limitante interna, é formada pelas


membranas das células da glia e das terminações das células de Muller, fibras colagenosas
do corpo vítreo e mucopolissacarídeos.

Em seguida, chegam os impulsos nervosos no nervo óptico, que a partir desse momento
são transmitidos para o quiasma óptico. Os nervos ópticos de cada olho são coordenados
e conectados a outras áreas em nível cortical cerebral, disso resulta a visão.

Sendo formado por 1,2 milhão de axônios das células ganglionares da retina, que chegam
através do disco óptico, o qual não possui fotorreceptores e assim, corresponde por uma
mancha cega fisiológica.

A junção dos dois nervos ópticos O.D. + O.E. formam o quiasma óptico, o qual é
envolvido pela pia-máter. Geralmente é encontrada centralmente na sela turnica. Se
apresenta mais de 2 milhões de axônios que estão arranjados em: fibras nasais inferiores
e superiores, fibras temporais e fibras maculares. As fibras nasais se cruzam e juntam com
as fibras temporais do lado oposto, formando o trato óptico. Logo a hemidecussação das
fibras nervosas, acontece de tal maneira que toda a informação visual de ambos os olhos
do espaço visual esquerdo está relacionada ao córtex cerebral direito, e vice-versa.

Após o quiasma óptico, as fibras que seguem diretamente formam o trato óptico. Cada
trato óptico contém fibras nervosas de ambos os olhos, mas apenas aquelas que
correspondem ao campo visual oposto. A principal função do trato óptico é transmitir
sinais visuais da retina para o tálamo, especificamente o corpo geniculado lateral.
Desempenhando um papel vital na visão binocular.

O Corpo Geniculado Lateral é importante na retransmissão e processamento de


informações visuais dos olhos para o córtex. Localizado no tálamo, o CGL funciona como
uma estação de integração e modulação, essencial para a percepção visual precisa e
eficiente. É composto por seis camadas, cada uma com funções específicas no
processamento de informações visuais.
As duas camadas mais internas são chamadas de camadas magnocelulares, que contêm
grandes células nervosas (neurônios magnocelulares), responsáveis pelo processamento
de movimento e contraste.

As quatro camadas mais externas são conhecidas como camadas parvocelulares, que
possuem células menores (neurônios Parvocelulares) e são responsáveis pelo
processamento de detalhes finos e informações de cor.

Entre essas camadas estão as camadas koniocelulares, que contêm pequenos neurônios
(neurônios koniocelulares) com funções especializadas adicionais no processamento
visual.

O CGL recebe influências de outras áreas do cérebro, como o córtex visual e estruturas
subcorticais, que ajustam sua atividade. Isso permite que filtre e modifique as
informações visuais conforme necessário, aprimorando a percepção.

As radiações ópticas são feixes de fibras nervosas que emergem CGL do tálamo e se
dirigem ao córtex visual primário no lobo occipital. Elas formam a via final para a
transmissão das informações visuais processadas antes que essas informações cheguem
ao córtex visual para interpretação. A principal função das radiações ópticas é transportar
informações visuais processadas pelo CGL até o córtex visual primário. Esse transporte
é importante para a visão consciente, permitindo a percepção detalhada de cores, formas,
movimentos e a integração da visão binocular. A integridade das radiações ópticas é
essencial para a visão precisa e a percepção tridimensional do ambiente ao nosso redor.

As radiações ópticas se dirigem posteriormente para o córtex visual primário, composto


por axônios altamente mielinizados.

A capacidade do sistema visual de descobrir a forma dos objetos, sombras, etc, dependem
do córtex visual primário.

Existem 6 áreas que enviam informações na detecção visual de um objeto: V1: uma visão
geral do objeto é recebida e processada (primeira área a receber o estímulo, e então é
distribuído). V2: uma visão estereoscópica do objeto é recebida e processada. V3: a
profundidade e a distância do objeto são recebidas e processadas. V4: a cor do objeto é
recebida e processada. V5: o movimento do objeto é recebido e processado. V6: a posição
absoluta do objeto acaba de ser desenvolvida.

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