Panorama da cana-de-açúcar
para Etanol, Açúcar e Energia
no Brasil
Prof. Dr. Edgar G. F. de Beauclair – [Link]@[Link]
Cana-de-açúcar no Brasil, 2009
7,7 MILHÕES DE HECTARES
629 MILHÕES DE TON. DE CANA
36 MILHÕES DE TON. DE AÇÚCAR
27,8 BILHÕES DE LITROS DE ETANOL
80 TON. CANA/ha
Fonte: MAPA 2009
Cana-de-açúcar no Estado de São Paulo, 2009
4,2 MILHÕES DE HECTARES
364 MILHÕES DE TON. DE CANA
22,3 MILHÕES DE TON. DE AÇÚCAR
15,5 BILHÕES DE LITROS DE ETANOL
87 TON. CANA/ha
Fonte: UNICA. 2009
Fonte: IEA, 2009
Avaliação – Geral CS 2011
• A safra atual foi a pior dos últimos 24 anos com
uma quebra generalizada de 18% em relação à
média histórica de 85 t/ha (69 t/ha).
• As causas gerais foram:
– Clima: seca e excesso e chuvas (3%); condições de
florescimento intenso (3%) e geada (1%).
– Falta de investimentos: área de reforma inferior à 8%
(5%); redução dos tratos (2%); qualidade da
mecanização (2%); perdas gerais (2%)
– Raquitismo da soqueira e mudas contaminadas (2%)
– Ambientes de produção com novas restrições (3%) *
• * porcentagens estimadas pelo CTC
CRESC.
MASSA
25-30 perf./m
Açúcar/t
10-15 perf./m
PERFILHOS
IAF
Tempo
Brotação Crescimento Maturação
Perfilhamento
Níveis hierárquicos da produtividade
**Solo
**Solo
Limitada Atual
EXEMPLO: MODELO MOSICAS
CRESCIMENTO BALANÇO HÍDRICO
Radiação incidente T°
Área foliar ET0
INTERCEPTAÇÃO Necessidade
Radiação interceptada Max ET
Chuva +
CONVERSÃO Irrigação
Biomassa Balanço de água no solo
PARTIÇÃO
Estoque de água
Raizes Folhas Colmos
output
(Fibra, sacarose)
Variáveis climaticas: precipitação, max ET, atual ET, soma calórica …
Variáveis de solo: drenagem, estoque de água,…
Variáveis de planta: área foliar, altura, biomassa e sacarose produzida, profund. raiz
EXEMPLO: MODELO SIMULEX
DADOS DE CLIMA
SIMULEX
IRRIGAÇÃO IAF
BALANÇO
CRESCIMENTO
ET/max ET
HÍDRICO estresse
modulo
Estoque água
/max disponib. de biomassa
água no solo
raizes folhas colmos
Parâmetros de solo fibra, sacarose
RESULTADO
Parâmetros de planta •variáveis climáticas
•variáveis solo
•variáveis planta
Parâmetros de cultivo
(época de cultivo condições,…)
MATRIZ ENERGÉTICA BRASILEIRA 2006
Sugarcane Others
vegetal coal and 13,8% renewables
other biomass 2,9%
13,0% Fontes
renováveis
44.5 %
Hidro
power
14,8%
Uranium Oil and
1,2% byproducts
Mineral
% 38,7%
Natural gas 100
Coal
6,3% 9,4% 80
60
86
Renewable
40 55
Gilberto Ribeiro de Carvalho - PETROBRAS 14 45 No Renewable
20
0
Fonte: MME, BEN 2006 World Brazil
BRAZILIAN ENERGY BASE 2009
Renewable
sources
45.3 %
%
100
80
60
86
Renewable
40 55
14 45 No Renewable
20
0
Fonte: EPE, 2009. World Brazil
Etanol na Matriz Energética
Brasileira
Fonte: UNICA, 2008.
SUSTENTABILIDADE ENERGÉTICA!
Geração de energias elétrica e
mecânica
Usinas e Destilarias também geram 11,3 TWh de energias
elétrica e mecânica, sendo a maior parte destinada para o
consumo próprio. Esta energia equivale a 3% de toda a
energia consumida no país.
A utilização do bagaço como
um combustível equivale a 20,2 M toneladas de petróleo.
Energia da biomassa da
cana-de-açúcar
(MW/ano)
Energia utilizada na produção de açúcar e etanol
Excesso de energia, atualmente comercializado
como energia elétrica
Potencial energético – com as atuais tecnologias
Novas tecnologias e expansão das
áreas com cana-de-açúcar (5-10 anos)
Fonte: Aneel/Unica
Usina Santa Cândida / SP
32MW
Fotos: Koblitz
Usina Santa Cândida / SP
32MW
Fotos: Koblitz
Energia: cana X petróleo
cana energia ou energia da cana?
150 kg de açúcar ------ 2,400 MJ ------ 90%
140 kg de bagaço ------ 2,500 MJ ------ 40%
140 kg de palhiço ------ 2,500 MJ ------ 10 - 40%
1 ton colmos de cana 1 barril petóleo
7,400 MJ 6,000 MJ
1 ton de cana-de-açúcar = 1,25 barril de petróleo
85 tons de cana/hectare = 630GJ / ha ou 105 barris de petróleo
470 milhões de toneladas de cana = 587 milhões de barris de petróleo
Cana-de-açúcar
Partição e terminologia agroindustrial
CANA
FIBRA 10-18% CALDO 82-90%
ÁGUA 75-82% SÓLIDOS SOLÚVEIS (brix) 18-25%
Celulose, hemicelulose, lignina NÃO AÇÚCARES
1,0-2,0%
AÇÚCARES REDUTORES TOTAIS
SACAROSE 14-24% (S%)
GLICOSE 0,2-1,0%
FRUTOSE 0,0-0,5% SAIS – INORGÂNICOS
ORGÂNICOS
ESTRUTURA DA CELULOSE
Processo de Hidrólise
Protótipo de Dedini
5000L/dia
Ácido
concentrado
Hidrólise
química Ácido
Pré-tratamento diluído
Hidrólise
enzimática
TECNOLOGIA
Solvente DHR
orgânico
Produção de Etanol a partir do bagaço
Potencial de conversão de bagaço em etanol
Kg Kg litros
hidrolise fermentação
celulose 200 glicose 209 etanol 123
hemicelulose 158
lignina 100 xilose
proteinas 17 arabinose 126 etanol 63
cinza 25
agua 500 total 186
ECOFISIOLOGIA
C4
ÁGUA
TEMPERATURA
SOLO
Source: INPE [Link]/canasat
Novas areas no NE
Indústrias de açúcar e etanol no Brasil, 2007
Produção de Cana-de-açúcar e
necessidade de irrigação
Alta
Média
Baixa
Impróprio
Fonte: Ministério da Agricultura
Usinas de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil
Moagem 2005
Moagem 2006
Moagem 2007
Moagem 2008
Moagem 2009
Fonte: CTC/UNICA
Área estimada de cana no Estado São Paulo
(2005 – 2015)
9
8
7
6
10 ha
5
6
4
3
2
1
2006/07 2007/08 2008/09 2009/10 2010/11 2011/12 2012/13 2013/14 2014/15 2015/16
Safras
Área para a expansão da agricultura no
Brasil
106 milhões de
hectares
para agricultura
A área ocupada pela agropecuária no Brasil
Áreas agrícolas (milhões de ha)
Cana-de-açúcar 6,7
Agricultura 62 Pastagens
50 milhões de ha no cerrado
Pastagens 220
Área agropecuária 282
Média Brasil = 0,7 UA/ha
1 UA=450 kg Peso Vivo
Área agrícola não utilizada 104
Área agricultável 386
Se, 1,2 UA/ha (SP) = Brasil
Área não agricultável 465 + 110 milhões de ha livres
Brasil 851
0 100 200 300 400 500 600 700 800 900
Milhões de ha
214 milhões de ha! + 25,7 milhões de ha
= 239,7 milhões de ha!!
(Integração)
Brasil: Projeções 2008/09 a 2018/19 – Resultados de Produção
Disponibilidade de Terras Aráveis
400
350
Agricultura Pastagem e terras não usadas
300
milhões hectares
250
200
150
100
50
a
a
a
ia
o
a
ia
ça
ia
il
na
A
el
tin
si
bi
ad
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s
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tr
en
In
an
cr
B
us
ne
Fr
do
M
R
rg
C
ol
U
A
Ve
In
A
Nota: Area colhida em 2004. Fonte: FAO, Land Resource Potential and Constraints at Regional and Country Level (2000); FAO (2007). Elaborado pelo ICONE.
Area cultivada no Brasil
(1990 – 2007)
ZAE CANA – Zoneamento Agro
Ecológico
• Restrições a 92,5% da área brasileira
• 81,5% (proibido) inclui:
– Vegetação nativa
• Amazônia
• Pantanal
• Bacia do Alto Paraguai
– Unidades de conservação
– Territórios indígenas
• 11,0% de terras não recomendadas
• 64 milhões de hectares sobram –
atualmente são cerca de 8,9 milhões
Protocolos
• Protocolo Social – a detalhar
– Condições gerais de trabalho; higiene;
saúde; transporte; alimentação; moradia; etc.
• Protocolo ambiental
– Conservação do solo e água; proteção de
florestas, matas ciliares e corredores;
redução nas emissões de GEE (ABC);
outros.
• Disponibilidade de tecnologias de
produção sustentáveis
Redução da Queimada da Cana
20%
Fração Colhida Sem Queima 30%
40%
Lei 11.241/02
50%
60%
70%
80% Protocolo
Agroambiental
90%
100%
2006 2011 2016 2021
Ano Calendário
Source: Secretaria de Desenvolvimento de São Paulo
Source: Glencore
Usinas Brasileiras
Há no Brasil 357 usinas que produzem açúcar, etanol e algumas delas
também produzem energia elétrica usando bagaço
Até 2010 serão instaladas mais 88 usinas: 19 em 2007/08; 36 em 2008/09; 33 em 2009/10
Total de investimentos = US$ 17 bilhões
Usina Barralcool – Barra do Bugres, MT – possui 30.000
ha de cana, capacidade de 14.000 t/dia de cana.
A primeira no Brasil a produzir:
açúcar, etanol, energia e biodiesel
Usina de
Biodiesel
MONOCULTURA DA CANA ?
COLABORAÇÃO DE PAULO CORRÊA
pscorrei2005@[Link]
Usina Sucroalcooleira + Etanol e Energia Complementar
(sorgo/capim elefante) + Frigorífico + Confinamento
Cana/Capim/Sorgo
Resíduos Compostagem Sacarino
Mercado crescente e Fertilizante de baixo custo e Alta produtividade com baixo
Sustentabilidade na Cadeia Ecologicamente Correto custo de produção
Integrada
2010 / 2011 / 2012 / 2013 / 2014 / 2015 / 2016 / 2017 / 2018 / 2019
First year Second year Third year Forth year Fifth year
Third
Second Third
Second Second
crop
crop
First crop crop
First crop
crop First crop
crop First crop
2010 / 2011 / 2012 / 2013 / 2014 / 2015 / 2016 / 2017 / 2018 / 2019
Sixth year Seventh year Eighth year Ninth year Tenth year
Third
Second Third
Second Third
Second Third
Second Third
Second
crop
crop crop
crop crop
crop crop
crop crop
crop
Adubação Verde
Rotação de Culturas
PLANTIO INTERCALAR (MEIOSE) DE
SOJA
Meiose - Usina São João
(Araras/SP)
FEIJAO, SOJA E AMENDOIN
MEIOSI - MÉtodo Intercalar/Rotacional Ocorrendo
SImultaneamente
• “Prática de manejo ligada à cultura de cana-de açúcar, que
visa a rápida produção de mudas, para o plantio de cana de
ano e meio, associando o cultivo intercalar de culturas de
interesse econômico ou simplesmente agronômico.”
- Plantio em setembro outobro
Mudas > 5 meses
- Cultivo interligado: Soja, amendoim,
feijão
- Sulcador 02 linhas: 02 linhas muda e
08 linhas de espera;
- Sulcador triplo: 03 linhas de muda e 12
de espera.
MEIOSI - MÉtodo Intercalar/Rotacional Ocorrendo
SImultaneamente
VANTAGENS econômicos e
agronômicos
• Produção de mudas :
– Rápida. Multiplicação de novas variedades;
– Redução da área para plantio
• Dispensa o carregamento de mudas – redução de custos
logísticos
• Renda extra – incremento de receita
• Redução geral de custos: cerca de 20-25% (Us. São João,
2000)
• Adubação verde = Conservação do solo + Aumento da
produtividade da cana
Aumento estimado na produção brasileira de
cana-de-açúcar
Milhões de ton.
559
600 521
487
455
500 427
403 225
217 40%
400 210 42%
203 43%
200 45%
300 198 47%
49%
200
334
277 304
252 60%
205 227 57% 58%
100 53% 55%
51%
0
2005/06 2006/07 2007/08 2008/09 2009/10 2010/11
Aumento de 30 milhões de t/ano Para açúcar
Para etanol
PROGRAMA BRASILEIRO DE
ETANOL
1975 – altos custos de importação do petróleo + baixos preços mundiais do açúcar
•Governo Federal promoveu produção de etanol para mistura-E20
•Garantias de créditos e de empréstimos a juros baixos a novas destilarias
•Empresas comerciais estatais começam a comprar etanol a preços elevados
•Programa de marketing
•Petrobras – distribuição de etanol no país
RESULTADOS - Entre 1975 e 1979, a produção de etanol aumentou em mais
de 500%.
PROGRAMA BRASILEIRO DE
ETANOL
1979 – Governo brasileiro assina acordos com empresas
automobilísticas para carros movidos a 100% etanol
RESULTADOS – Fiat, VW, MB,GM e Toyota produziram
250.000 carros movidos a etanol em 1980
350.000 em 1982
1985 – Período de problemas
Queda dos preços mundiais de petróleo – redução dos benefícios de substituição
de importações de petróleo por etanol.
Brasil enfrenta sério problema de inflação e inicia reformas econômicas.
Preço diferencial entre gasolina e etanol é eliminado.
Empréstimos diferenciados para destilarias são cortados.
PROGRAMA BRASILEIRO DE
ETANOL
1990 – Momento ruim para o Programa Brasileiro de Etanol –
Governo requer que toda gasolina vendida no Brasil contenha E20%
Final da déc. 1990 – acordos entre governo brasileiro e indústria automobilística
para desenvolver os veículos flex fuel.
2001 – Governo propõe um imposto preferencial para veículos flex ou a etanol,
sobre vendas de 14% , comparado aos 16% de não etanol.
RESULTADOS - Ford lança o primeiro protótipo flex fuel em 2002, seguido da VW
em 2003.
PROGRAMA BRASILEIRO DE
ETANOL
2005 - Setor desperta a atenção de grandes capitais nacionais e estrangeiros.
2006 - Grandes barreiras não tarifárias ao etanol brasileiro
Crise financeira internacional com manutenção de preços baixos de venda ,
alta nos preços dos insumos e queda no preço do petróleo.
Entrada no setor de grandes capitais. Fusões e aquisições são retomadas.
Petrobrás, BP, Shell-COSAN, Louis Dreyfus, ETH, Bunge juntas já detém 50%.
RESULTADOS – Começam a cair as barreiras internacionais.
USA reconhece o etanol de cana do Brasil como sustentável.
Aumenta a necessidade de profissionalismo no setor.
Primeiro carro brasileiro a utilizar a mistura
de etanol e gasolina - 1925
Etanol
Produção brasileira de etanol
(1993 – 2007)
20.000.000
18.000.000
16.000.000
14.000.000
12.000.000
10³ L
10.000.000
8.000.000
6.000.000
4.000.000
2.000.000
0
4
7
/9
/9
/9
/9
/9
/9
/0
/0
/0
/0
/0
/0
/0
/0
93
94
95
96
97
98
99
00
01
02
03
04
05
06
Evolução da Produtividade
Evolução do Processo Industrial de
Fermentação
Parâmetros 1977 2007
Rendimento da fermentação 75 - 80% 90 - 92%
Rendimento da destilação 95% >99%
Contaminação do vinho 108-109/mL 105-106/mL
(número de bacteries)
Tempo de Fermentação 18 - 22 h 6 - 10 h
Recirculação de leveduras ~70% >90%
Leveduras no vinho 4-6% 8-17%
Sustentabilidade das praticas agrícolas
Melhoramento e controles biológicos de pragas Erosão do solo de diferentes culturas
Uso de fertilizantes por diferentes culturas
Fonte: UNICA 2007
Sustentabilidade das práticas agrícolas
BRASIL : Uso de defensivos por diferentes culturas
KG DE INGREDIENTE ATIVOS/HA (2006)
Café
Tabaco
Trigo
Milho
Cebola
Banana
Uva
Algodão
Amendoim
Arroz
Cana
Tomate
Maçã
Alho
Laranja
Soja
Batata
SUSTENTABILIDADE DA INDÚSTRIA
Eficiência energética
Limpeza a seco da cana
Uso do palhiço
Captação de água
Resíduos = Subprodutos
• Biofertilização
• Vinhaça
• Torta de filtro
• Cinzas e fuligem
• Águas servidas – reciclagem e irrigação
• Palhiço e bagaço
• Energia elétrica (cogeração)
Produção de biomassa para energia elétrica
e etanol
CONSERVAÇÃO DE ÁGUA NO SOLO E LONGEVIDADE?
15 to 20 t de palhiço / ha . ano
Setor sucroalcooleiro
• CRESCIMENTO CONTINUO
• MÁQUINAS E IMPLEMENTOS
AGRÍCOLAS
COMPACTAÇÂO
AUSÊNCIA DE CRONOGRAMAS
CAPACIDADE DE SUPORTE DE
CARGA DO SOLO
CONTROLE E REDUÇÃO DO
TRÁFEGO
PRINCIPAL CAUSA
pressões
exercidas + UMIDADE
por tráfego
PRINCIPAIS
EFEITOS
Redução da porosidade
Aumento da densidade
Redução da aeração
Maior resistência à
penetração
Compactação em canaviais
• Volume de macroporos;
• Tamanho de agregados
• Taxa de infiltração
• CAD
• PRODUTIVIDADE
• Resistência a penetração de raízes
• Densidade do solo
• Problema da compactação em canaviais
esta relacionado às colhedoras e aos
veículos de transbordo.
– Colhedoras: 13 t
– Veículo de transbordo: 23 t
Balbo (1994)
Preparo do solo
• Sistemáticos e mesma profundidade-
desconsideração da umidade
• Manejo inadequado – degradação dos
atributos do solo
• Problema nas soqueiras – tráfego
intensivo
Produção da cana
PLATAFORMA ETC
Emissões de Gases do Efeito Estufa (GHG) pelo setor
As emissões de GHG evitadas pelo setor em 2003 foram:
- substituição da gasolina por etanol: 27,5 milhões de tons de
CO2 equivalente.
- utilização do bagaço em substituição dos combustíveis fósseis na
produção de açúcar: 5,7 milhões de tons de CO2 equivalente.
Para cada 100 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, a emissão de 12,6 milhões
de toneladas de CO2 equivalente pode ser evitada ao longo dos próximos anos,
com a utilização do etanol, do bagaço e do adicional de energia elétrica produzido.
Emissões de GEE para
diferentes tipos de etanol
Sugarcane ethanol
Corn ethanol
Wheat straw ethanol
Beet ethanol
Cereal ethanol
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
kg CO2eq./GJ fuel
Fonte: Macedo et. alii, 2004, UK DTI, 2003 and USDA, 2004.
Componentes do etanol CARB UNICA ESTADO DA
de cana GREET ARTE
g CO2 eq/MJ
Cultivo da cana 1,74 1,74 1,50*
Queima 8,20 2,90 –
Agrot. Químicos 8,70 8,59 8,0
Produção, uso e impactos
Cana-de-açúcar 2,0 1,80 1,0 to1,6
(Transporte)
Produção etanol 1,90 1,10 1,0
T&D 4,10 4,10 4,10
Total 26,6 20,23 16,20
LUC/ILUC 46,8 A discutir
TOTAL EMISSÕES 73,4 21,03 16,20
Créditos da cogeração – - 1,8 a 3,6 - 3,60
de bagaço
TOTAL 73,40 19,23 12,60
Área em hectares e porcentagens de classes de uso da terra deslocados para a
expansão da cana-de-açúcar nos mais relevantes estados produtores de cana na
região Centro-Sul em 2007 e 2008.
Total expansion:
2007 1,022,00
2008 1,162,203
2007 2008
Source:Nassar et al.
Teor de carbono no solo para diferentes culturas (t C/ha)
Crop IPCC defaults Experimental Selected values
LAC HAC HAC Other
Degraded pasturelands 33 46 41 16 41
Natural pasturelands 46 63 56 56
Cultivated pasturelands 55 76 52 24 52
Soybean cropland 31 42 53 53
Maize cropland 31 42 40 40
Cotton cropland 23 31 38 38
Cerrado 47 65 46 46
Campo limpo 47 65 72 72
Cerradão 47 65 53 53
Burned cane 23 31 35-37 35 36
Unburned cane 60 83 44-59 51
LAC: Low activity clay HAC: High activity clay
Source:Macedo and Seabra
DEGRATED PASTURE
IS THIS LAND USE CHANGE?
LAND USE EFFICIENCY
EFICIÊNCIA DE USO DA TERRA
Soluções locais
Cana: Máquina de absorção de CARBONO
Fonte: LPV, Esalq; van Dilljein
Custos e balanço energético
da produção de etanol
Preço no Varejo US$/gallon
gasolina $ 3.03
Etanol de Custos de produção
EUA: 4,9 bilhões de galões
milho $ 1.09 por galão etanol $2.62
Balanço $ 3.71
Energético 1:1.3
Energia equivalente
gasolina (E25)
Ethanol de Custos de produção $ 4.91
BR: 4 bilhões de galões
cana $ 0.87 por galão
etanol $ 2.92
Balanço
Energético 1: 8
$ 3.88
energia equivalente
Balanço Energético é a diferença entre a energia de combustíveis
fósseis utilizada na produção do combustível (input) e a
energia do combustível produzido (output)
Fonte: R. Covey, National Geographic, 2007
Novas tecnologias para a produção de etanol
Hidrólide do bagaço
2007 2015 2025
Tecnologia l/tc l/ha l/tc l/ha l/tc l/ha
Convencional 85 6,500 100 8,200 109 10,400
Hidrólise - - 14 1,100 37 3,500
Total 85 6,500 114 9,300 146 13,900
Impacto Social – 3200 t / dia
• Colheita manual • Colheita mecânica
– 400 cortadores – 12 operadores
– 10 motoristas de ônibus – 24 tratoristas
– 40 tratoristas – 9 mecânicos
– 2,5 mecânicos – 12 motoristas de caminhão
– 12 fiscais – 9 fiscais
– 18 motoristas de caminhão • 66 homens
• 482 homens • 4 colhedoras
• 10 ônibus; 5 • 4 tratores
carregadeiras; 5 tratores • 8 carretas
– US$ 6,56 / t – US$ 4,08 / t
COLHEITA MANUAL
• Número de trabalhadores para colher cana
manualmente:
– [Link] t (projeção)
– 6 t cana / [Link]
– 180 dias / safra
– aproximadamente 1000 t cana / [Link]
– significa 1.000.000 cortadores de cana
• Cana precisa ser queimada - Ambiental
• Menores rendimentos e maiores custos
• Ou mecanização com menos, porém
melhores empregos?
PROTOCOLOS
• Protocolo social
– Condições gerais de trabalho
• Refeições
• Acomodações
• Transporte ao campo
• Condições sanitárias
• Comunicabilidade
• Transporte ao local de origem
• Cumprimento pleno das leis trabalhistas
– CONSIDERADO UM MODELO
RELATÓRIO UNICA 2010 - SOCIAL
IMPACTO SOCIAL – RELATÓRIO OIT
• De acordo com o relatório anual da OIT (Organização Internacional do
Trabalho) de 2005 e aprovado pela UNESCO:
– Brasil é um exemplo na luta contra “trabalho forçado”.
– Atualmente existem 17 milhões de pessoas trabalhando nos campos
no Brasil e apenas 4.273 foram encontradas em condições
consideradas de “trabalho forçado”.
– No mesmo relatório são reportados 12 milhões de pessoas no
mundo em condições de “trabalho forçado”.
– Brasil tem apenas 0,04% deste total, e não estão nas grandes
culturas.
– Escravidão e trabalho forçado são considerados crimes hediondos.
Participação de veículos Flex no
Brasil
88% on
July/2007
Source: Anfavea
Source: Glencore
countries Ethanol (m3)
South Africa 2,006
Destino Angola 3,178
Canada 18,855
do etanol Colombia
South Coreia
10,320
92,273
exportado Costa Rica
El Salvador
91,265
181,143
pelo Brasil United States
France
1,767,060
8,900
2006/07 Ghana 6,075
India 10,074
Jamaica 131,643
Japan 225,403
Mexico 50,241
Nigeria 42,680
Holand 346,616
Sweden 204,614
Source:
Venezuela 104,606
Other countries 129,905
TOTAL 3,426,857
Conclusões
Desde 1975, quando foi lançado o Pró-Álcool, a utilização da
cana-de-açúcar continua a ser a maior aplicação de biomassa na
produção e uso de energia no mundo.
Ao longo dos últimos 25 anos, um montante de 1,8 bilhão de US$/ano
foi economizado devido à substituição de aproximadamente
200.000 barris de gasolina/dia.
Impactos Sociais - Mais de 400.000 empregos diretos e 200.000 indiretos
na zona rural – diminuição das rupturas sociais e ambientais
nos grandes centros urbanos.
Conclusões
Com altos preços do petróleo Incentivo econômico para o Programa de
(> US$40/barril) Etanol.
Com baixos preços do petróleo Programa de Etanol depende de sua
(< US$40/barril) contribuição no combate aos GHG.
As novas usinas e destilarias irão produzir: açúcar, etanol, energia elétrica, biodiesel,
bioprodutos da sacarose e etanol a partir da biomassa da cana.
Futuro – novas tecnologias: gaseificação do bagaço e resíduos; hidrólise;
automação industrial; processo fermentativo – reprodução de leveduras;
agricultura de precisão; cana-de-açúcar geneticamente modificada; FBN;
novos sistemas de produção; etc
O Brasil tem interesse que seja estabelecido um mercado global
para o etanol como commodity agrícola.
FINAL MESSAGE
Dr. Ignacy Sachs - ecossocialeconomista
Desenvolvimento baseado numa convergência entre:
-Economia
-Ecologia
-Antropologia e cultura
-Ciências políticas
Melhor compreendido sob um cenário de mudanças climáticas
“O etanol da cana-de-açúcar pode ser o início de uma nova era da
humanidade, o surgimento da CIVILIZAÇÃO DA BIOMASSA”.
AGRONEGÓCIO NÃO É CONFLITANTE COM SUSTENTABILIDADE
SUSTENTABILIDADE PRECISA DE TECNOLOGIA “VERDE”
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