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Exu, Pombagira e a Riqueza Espiritual

O documento explora a relação entre Exu, Pombagira e o dinheiro na Quimbanda Brasileira, destacando a importância do entendimento sobre como o dinheiro pode influenciar a evolução espiritual. A obra argumenta que a riqueza não é um obstáculo à espiritualidade, mas sim a forma como lidamos com ela que determina nosso progresso. Além disso, enfatiza que Exu pode ser um aliado na busca por prosperidade, desde que o adepto mantenha um equilíbrio saudável em sua relação com o dinheiro.

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Exu, Pombagira e a Riqueza Espiritual

O documento explora a relação entre Exu, Pombagira e o dinheiro na Quimbanda Brasileira, destacando a importância do entendimento sobre como o dinheiro pode influenciar a evolução espiritual. A obra argumenta que a riqueza não é um obstáculo à espiritualidade, mas sim a forma como lidamos com ela que determina nosso progresso. Além disso, enfatiza que Exu pode ser um aliado na busca por prosperidade, desde que o adepto mantenha um equilíbrio saudável em sua relação com o dinheiro.

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Elias Oliveira eliassouza1998@outlook.

com
Elias Oliveira [email protected]

Introdução:

Antes de adentramos no trabalho em si, vamos fazer uma explanação da relação entre
Exu e Pombagira e o dinheiro. Quanto mais fundamentos vocês tiverem, mais força

aplicarão em seus feitiços.

A relação entre Exu e o Dinheiro é um tema controverso dentro da Quimbanda


Brasileira, pois possui entendimentos contrários acerca da ação dos espíritos nesse
campo. Dessa forma, estruturamos esse tópico a fim de que os adeptos possam encontrar
fundamentos relevantes e desmistificarem conceitos errôneos e ultrapassados.

Sabemos que sem dinheiro não há como sobreviver na nossa sociedade. Em outras
culturas talvez isso seja possível, mas definitivamente não é nossa realidade. O dinheiro é
a base e o topo de diversos microssistemas que nos cercam e quando não o possuímos
tudo se torna difícil. A comida, estudo, moradia, higiene, transporte, comunicação, dentre
outras necessidades básicas são movidas pelo combustível monetário.

A relação que explanaremos é até onde o dinheiro pode influenciar a evolução espiritual.
Ter dinheiro é um erro? Viver em boas condições, cursar uma boa escola, se alimentar
corretamente, acompanhar a tecnologia e ter poder de compra são formas de
enfraquecimento do espírito? Em meio ao exposto, onde entra Exu?

Talvez a resposta para todas essas questões esteja na forma como enxergamos o dinheiro.
Em primeiro lugar, se entendermos que o mesmo é um Deus estaremos submissos ao
seu poder e ergueremos um altar identificando-o como ‘Dono da Terra’, a força capaz
de nos matar ou promover libertação e júbilo. Quando isso ocorre o ser-humano esquece
sua evolução e sucumbe aos prazeres ilusórios proporcionados pelo dinheiro como se
estivesse preso às teias visíveis e invisíveis tecidas por esse poder. O desconhecimento
dessa ação hipnótica e escravista é largamente usado pelos agentes espirituais do ‘Falso
Deus’ como forma de entorpecimento coletivo e individual. Milhares de mensagens
diretas e subliminares invadem nossos campos energéticos insistentemente a fim de
fortalecer os gomos das correntes escravistas o que gera a formação de seres alienados,
sem conceitos próprios e conduzidos conforme a melodia silenciosa do Sistema
Escravocrata. O dinheiro acaba sendo um meio de escravizar e cegar o rebanho. Dentro
desse enredo nasce a pobreza e a riqueza.
Elias Oliveira [email protected]

Ação restritiva do Sistema: Os Escravos e os Libertos

Ao nos tornarmos sabedores do escravismo implícito e explicito na ação do dinheiro


temos duas opções: Dominarmos os impulsos escravistas e de forma consciente usarmos
essa energia em benefício próprio (material e espiritual) ou aceitarmos a pobreza material,
exaltarmos a riqueza espiritual e nos sujeitarmos às dificuldades e restrições.
Nós entendemos que a segunda opção, tão exaltada por certos ocultistas, é apenas uma
evasiva para dar um significado à pobreza material e espiritual que os norteia. O discurso
dessas pessoas alega que viver com o mínimo estimula a ‘Chama Interior’ (motivada pela
revolta e ódio) e fortalece a escalada espiritual. Usam como exemplo os Aghoris
(membros de uma Corrente Tântrica Shivaista) que vivem em estado de renúncia, mas
exalam espiritualidade e poder. Correlacionam viver com pouco dinheiro à libertação de
certas estruturas e alguns ainda nutrem repulsa pelos que alcançam certos patamares
financeiros. Essas pessoas se sentem superiores por conseguirem sobreviver à pressão
imposta pelo Sistema sem serem corrompidas pelas fontes monetárias usando como
premissa maior o fato que não possuem necessidades ou desejos que o dinheiro possa
adquirir, pois suas riquezas estão apenas nas benesses espirituais. Procuram se relacionar
apenas com pessoas que comungam da mesma opinião e costumeiramente escarnecem
de grupos que exaltam a ascensão financeira e o uso das forças espirituais como forma de
alcançar o crescimento mundano.

Nosso Templo entende que inconscientemente tais pessoas estão estabilizadas à situação
que vivem em estado de passividade e aceitação usando como subterfúgio o desapego
Elias Oliveira [email protected]

como forma de esconder o constante estado de dificuldade, pois são vítimas da inércia
emanada pela Fonte ao qual se dizem contrárias. São adeptos da autoimagem negativa,
escondidos atrás de estereótipos cristalizados, cuja trajetória é oculta nos escombros de
uma suposta ‘dignidade’. Pessoas dessa natureza tem medo de sair de suas ‘zonas de
conforto’ onde podem apontar seus olhos para seus semelhantes visionários e julgá-los
dentro de seus padrões morais e éticos. São beneficiários das esmolas espirituais, assim
como seus antepassados recentes que comungavam o ideal de que a plenitude da jornada
evolutiva só é ofertada aos que vivem na pobreza doando sua vida aos preceitos cristitas.
Alguns vivem em um constante estado de frustação, pois possuem projetos que não
prosperam enquanto aguardam uma hipotética melhora para sanar suas angustias, outros
não possuem projeto algum e vivem aguardando o despertar da luz interior para conduzir
suas mudanças e os mais ‘cegos’ são aqueles que buscam incansavelmente a evolução
espiritual atrelados ao servilismo e a conceitos estáticos e errôneos.

Relacionar-se com tais pessoas é muito difícil, pois toda crítica vira objeto de discussão e
guerra. Não aceitam que uma pessoa que vive em melhores condições financeiras
encontre-se em um grau de evolução superior ao delas e vão procurar todo tipo de ‘fenda’
para ataca-las e diminuí-las. Uma pessoa desperta e espiritualizada pode ser bem
sucedida, pois seus impulsos modelarão incisivamente o destino alinhando seus desejos
ao compromisso espiritual de evolução. Não estamos falando de pessoas atreladas ao
dinheiro, escravas de suas tendências, consumistas exacerbados e viciados em poder;
estamos falando de pessoas que buscam no dinheiro as benesses que o mesmo pode
oferecer sempre se questionando sobre a necessidade de ter. O poder de compra é um
punhal de dois gumes, mas nas mãos certas é apenas uma faca simples, cujo movimento
não traz reflexos negativos àquele que a porta.

Todo adepto deve entender que a vida gera necessidades e que nenhum espírito da
Quimbanda deseja que a trajetória tenha como referencial a pobreza e miséria. A
Quimbanda Brasileira é um culto necrosófico aos Mortos que adquiriram, através da Luz
Luciférica, um completo desprendimento das amarras escravistas impostas pelo Sistema
e esses espíritos, enquanto presos na matéria, viveram em estados de pobreza ou riqueza,
porém, conhecem todas as dificuldades e necessidades que norteiam o homem e a
mulher. A riqueza ou a pobreza não são referenciais para se alcançar a libertação
espiritual, entretanto, a forma com que convivemos com esses estados é o que determina
nossa evolução.
Elias Oliveira [email protected]

Exu e a Ação do Dinheiro


No primeiro volume dessa obra descrevemos todo enredo histórico e esotérico que
relaciona o nome de Èsú (deidade africana) com os Exus da Quimbanda. Dessa forma
torna-se primordial ter lido esse capítulo para o integral entendimento do que estaremos
tratando. Resumidamente, o nome africano Èṣú possui características que foram
absorvidas, modificadas e por vezes descaracterizadas para ser usado como título pelos
Poderosos Mortos.

Encontramos em um antigo Órikì trechos que alicerçam a relação que Èsú possui com o
dinheiro e a ascensão financeira.

“Èsú k΄òni ohun-àrà-lọjà.


Egúngún-ọbá-gbé-m΄ilé.
Ó gbá tãra-rá-l΄ọjà-lo.
Èṣú ko ta, bẹ̃ni kò rà.
Bẹ́ẹ̀ si nkọ´mú owó Iọwọ´.
Ãpọn ni Ẹlẹ́gbará wá lo...”

Ao traduzirmos encontramos:

“Exu hoje há coisas novas no mercado.


Elias Oliveira [email protected]

Ancestral soberano erga minha casa.


Nós aceitamos espontaneamente comprar mais e mais no mercado.
Exu não exponha à venda, assim encontramos e compramos.
Compramos em pequena quantidade por um longo período; quando receberemos
dinheiro nas mãos?
Persistentes, nós, Senhor do poder, procuramos por mais e mais...”

Esse trecho é de um Òrikí dedicado ao Èṣú Oláàlú (ou Lalu –como se escreve no Brasil)
que é uma variante da deidade africana. Dentro dos cultos de matriz africana Oláàlú é o
‘Exu da Riqueza’ da cidade, possuidor de uma face fascinante e capaz de aumentar
permanentemente as oportunidades.

Dentro da Quimbanda Brasileira existe, em raros casos, a manifestação de uma legião


que se apresenta como ‘Lalu’. Estão conectados ao Reino da Lira e exercem suas funções
junto ao Exu Chama Dinheiro e Exu do Ouro. Sua principal função é proporcionar
condições financeiras para que os adeptos possam suprir suas necessidades primordiais
com abundancia (não tem relação com o desperdício). Existem alguns adeptos que
alegam a dissociação da Quimbanda com Exus que se apresentam portando em seus
nomes-títulos referências aos Exus africanos. Nós entendemos que essa afirmativa não se
enquadra dentro do processo formador dos Povos de Exu, afinal, muitos Exus receberam
seus nomes pelo meio comparativo, ou seja, um espírito que se manifestava com
Elias Oliveira [email protected]

qualidades similares à deidade africana recebia o mesmo título (alcunha) como, por
exemplo, os Exus Marabô e Tiriri e o próprio Omolu rei

Exu Lalu é a prova de que a Quimbanda não é um caminho que exalta a pobreza (material
e espiritual) como atitude evolutiva. Apesar de não ter relação alguma com a deidade
africana que inspirou seu título e nome, esses espíritos possuem características muito
similares, principalmente no que diz respeito à severidade e prosperidade. No mesmo
Òrikí citado anteriormente, encontramos mais alguns trechos que corroboram com essa
comparação:

“Ó wú tú tú tu...”
Você acrescenta, dá, derrama e ajuda...
Exu tem a capacidade de visualizar a dificuldade e a luta por melhores condições,
trazendo a seus adeptos menos favorecidos, através de seu poder ígneo e dinâmico,
melhoras financeiras. Os seguidores antigos retratavam que a ascensão material era
motivo de inveja e clamavam para Exu não as manipularem:

“Sĩ Elégbà lara.”


Durante algum tempo, pessoas de qualidade notável sentirão inveja.
“Èṣú máṣe mi, ọmọ ẹlòmíràn ni o ṣe.”
Exu não me manipule. Outra pessoa deve ser manipulada.
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Nesses trechos, fica evidente que o povo antigo sabia que a ação de Exu poderia
manipulá-los, ou seja, acorrenta-los a uma suposta felicidade monetária. Pediam o
crescimento, mas ao mesmo tempo sabiam que isso causaria inveja até de pessoas mais
favorecidas. Acreditamos que tais pessoas são as viciadas no poder que o dinheiro
proporciona, completamente enroladas nas teias do Sistema.

Não vamos nos restringir apenas ao Òrikí para tecermos nosso estudo. Entendemos que
o dinheiro, por ser uma força gerada pós-criação, pode ser um instrumento usado pela
evolução e sua contraparte. Da mesma forma que o ‘Falso-Deus’ hipnotiza e acorrenta
seus rebanhos, Exu também pode se apropriar desse poder segundo seus objetivos. Sua
ação caótica tendência destruir individualmente e coletivamente. Essa destruição pode
visar um recomeço ou mesmo um fim.

O Dinheiro e o Reino da Lira

Segundo nosso entendimento, o dinheiro é uma força que se faz presente em todos os
Reinos de Exu, entretanto, ocorre com maior frequência nas relações dominadas pelo
Povo da Lira. Para aqueles que não conhecem a ação desse Reino transcreveremos nossa
definição:

“Na Quimbanda, o “Reino da Lira” é um espaço astral composto por toda essa legião
que circundava o mundo dos negócios, da sedução e dos cabarés. Prostitutas, cafetões e
cafetinas, senhores abastados (banqueiros, políticos, fazendeiros), jogadores e
apostadores, artistas circenses, ciganos e ciganas, viciados em sexo e luxúria, assassinos
passionais, traficantes, dentre outros seres. Seus pontos de força são os cabarés, motéis,
Elias Oliveira [email protected]

boates, discotecas, bares, casas de aposta, porta de bancos, locais onde existam circos e
outras atrações do gênero, casas antigas, casas de espetáculo e museus. Todavia, o as
legiões da Lira também respondem em quase todas as partes das cidades urbanizadas.

Os Exus e Pombagiras desse Reino são seres espertos e ladinos, aptos e sempre prontos
para os golpes de boa sorte. São portadores de caminhos para as riquezas materiais e
satisfações carnais. Podem levantar da miséria os adeptos dando oportunidades de
trabalho, retirando pessoas dos vícios e depressões, em contrapartida, obscuramente são
seres que “chafurdam” os humanos nos vícios e na luxúria descontrolada. Capazes de
iludir e enevoar, levam as pessoas a completa derrota em todos os sentidos. Não sentem
piedade em escravizar e manipular os humanos fazendo-os cometer barbáries e sandices,
além de corromper todos os pilares morais individuais.” (Coppini, Danilo. Quimbanda-
O Culto da Chama Vermelha e Preta. Editora Capelobo. SP-2015).

Essa definição encaixa-se perfeitamente com o Òrikí descrito anteriormente. A ação do


Reino da Lira é dinâmica e forte o suficiente para retirar uma pessoa da miséria e pobreza
e coloca-la em uma situação de conforto (não confundam com inércia). O adepto (a)
deverá entender que a pluralidade de Legiões tem um propósito global, porém, tudo se
inicia no campo individual. Um (a) adepto (a) desperto (a) pode evocar e invocar essas
energias para promover as mudanças necessárias em sua vida e o dinheiro, ao invés de
ser uma armadilha ou objeto repudiado, passa ser uma arma contra o próprio Sistema.
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Como dito anteriormente, possuir ou não dinheiro não determina o grau de evolução. O
objetivo que galgamos é mostrar aos adeptos (as) que a evolução pode ser encontrada
sem contrastar com a quantidade de dinheiro que cada um possui. Exu não é capitalista
ou socialista, Ele é individualista e jamais carregará fardo de ninguém. O esforço
individual (material e espiritual) é o que determina a ação de Exu. Infelizmente, existem
os seguidores que desconhecem a ação do Reino da Lira e são contrários à ascensão
financeira. Como descrevemos anteriormente, o verdadeiro Quimbandeiro jamais
poderá ser estático, pois se assim agir, receberá energias nocivas das próprias forças que
cultua. Exu não é contra e nem a favor da pobreza, mas certamente é inimigo da
estagnação.

Ter não significa ostentar e posses não significam desperdícios. Dominar os instintos
através do autoconhecimento faz do adepto um ser apto ao confronto e ao comando de
tais forças. A prosperidade é fruto de uma mudança de atitude espiritual, física e mental
que transforma o adepto em um manipulador, repleto de escolhas e caminhos, com
visões objetivas e otimistas. O ideal da Quimbanda é a destruição das limitações e isso
reflete no dinheiro, no trabalho, nos relacionamentos e nas amizades.

O Ritual e seus objetivos


No calendário vulgar entre os dias 31 de dezembro e 01 de janeiro os semelhantes
comemoram a “Virada de Ano”. Apesar de ser uma comemoração global ocorrem
diversos tipos de festas que seguem padrões locais, ou seja, existem certas particularidades
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nas formas de comemoração. Essas diferenças não são grandes o suficiente para
atrapalhar a criação de uma gigantesca massa energética que envolve o globo terrestre.

Nessas datas os semelhantes costumam se concentrar em locais públicos ou privados pré-


estabelecidos, ingerir bebidas alcoólicas e despejar confusas energias de fé, esperança,
amor, paz, prosperidade, fartura e família. Essas energias são abundantes e fortes. A
queima de fogos, mesmo que eles não tenham ciência, é uma grande forma de
deslocamento e de purificação do espaço denso para que essas energias possam ser
drenadas pelos espíritos envoltos na Corrente Contrária, ou seja, nas Colunas do Falso-
Deus. Portanto, a primeira grande informação é que a comemoração de fim de ano,
também conhecida como Reveillon, é uma das maiores e significativas datas onde o Falso-
Deus recebe grandes cargas energéticas que o possibilitam dar continuidade ao Sistema
escravista.

A nível de etimologia, réveillon tem origem no verbo em frânces réveiller, que significa
"acordar" ou "reanimar" (em sentido figurado). Assim, o réveillon é o despertar do novo
ano. (Significados.com)
Dentro do contexto da Casa de Pantera 49, nossos antigos irmãos descobriram que parte
dessas energias poderiam ser desviadas do sentido original e serem colocadas em nossas
vidas profanas, ou seja, certas forças podem ser drenadas e usadas conscientemente em
nossas vidas. Mas para isso funcionar realmente deveríamos filtrar essas energias e
direciona-las adequadamente. O maior foco desse trabalho é o carregamento de certos
objetos que serão usados posteriormente dentro do Culto de Exu Chama Dinheiro, Exu
do Ouro, Pombagira Maria Padilha Rica e Pombagira da Fortuna.

Resumindo: Através de uma ritualística usurpamos a parte saldável da energia de abertura


de caminhos, prosperidade e fartura para carregarmos objetos ritualísticos que serão
usados em datas posteriores. Não faremos determinados rituais na data em questão, pois
o ambiente não estará propício para tal, haja vista que é um momento onde as Correntes
do Falso-Deus estarão muito ativas e as regências (espirituais) anuais estarão em conflito.
Elias Oliveira [email protected]

Preparando o Ritual
Os Exus e Pombagiras que exercem seus pontos de força em campos financeiros
pertencem ao Povo da Lira. A Lira envolve todo comércio, estudo, música, shows,
prostituição, bares, ou seja, é um Reino amplo e que domina grande parte da área urbana.
O adepto deverá sair nas noites que antecedem a data em questão e pegar um pouco da
energia desses Reinos. Para isso recolherá uma porção de terra em três locais que haja
grande movimentação financeira (portas de: banco, grandes comércios, empresas,
instituições financeiras). O procedimento de retirar terra é pontual e individual para cada
Reino e passaremos a forma correta de retirar terra da Lira.

O adepto deverá ter em mãos:

• Uma pequena pá;


• Três vidros novos de vidro com tampa de rosca;
• 03 Búzios brancos abertos;
• 03 Moedas correntes;
• 03 Moedas antigas.

O pote com tampa será o lugar onde a terra será armazenada. Antes de usá-lo deverá ser
lavado convencionalmente, descarregado de energias nocivas e programado para servir
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como receptáculo. Após a limpeza convencional, devemos fazer uma mistura de um copo
de água mineral e sete pitadas de sal refinado. Com o dedo indicador da mão direita
mechemos 21 vezes essa mistura em sentido anti-horário enquanto dizemos: “Sal e água,
água e sal, purifica a forma física, purifica a forma astral!”. Feito esse procedimento,
lavamos o pote com a água salgada e deixamos secar. O terceiro passo é carregar esse
pote para que o mesmo possa ser usado como receptáculo energético. O adepto deverá
pegar sete palitos de fósforo e riscá-los unidos. No mesmo instante em que ocorrer a
combustão devem ser jogados dentro do pote enquanto falamos em voz baixa: “Pólvora
que sai e fogo que entra, o poder está aqui, fica aqui, é guardado aqui e permanecerá
aqui!“. Após esse ato escrevemos a lápis nossos objetivos e queimamos o papel em prato
convencional. Viramos a boca do pote e permitimos que a fumaça adentre e impregne o
recipiente. Logo em seguida o lacramos e deixamos fechado até o momento do uso.

Os búzios, moedas correntes e antigas serão bezuntados com uma mistura de óleo de
dendê (epô), melaço e cachaça. Não precisamos efetuar nenhuma reza especifica.

Após escolher os locais, o adepto sairá na noite para comprar essas terras. Ao chegar no
ponto desejado deverá pedir licença e evocar o Rei e a Rainha da Lira: “Eu, filho da
Quimbanda, em nome de Maioral, peço ao Rei e a Rainha da Lira, bem a todos (as)
como aos guardiões (ãs) desse Ponto de Força as devidas licenças para retirar uma porção
de terra que será usada em meus rituais e, em nome de Exu e Pombagira, pago o preço
justo e peço que a Terra siga com a força plena!”. Pegue apenas uma pá cheia. No buraco
deposite 01 moeda corrente, 01 moeda antiga e um búzio e exclame: “Dinheiro de
homem vivo é moeda que gira, dinheiro de homem morto é moeda que se foi e dinheiro
de espírito é cauri.” Para cada ponto repita a mesma operação.
O Ritual feito dia 31/12

Material necessário:

• 07 velas amarelas;
• 07 velas pretas;
• 07 velas vermelhas;
• 03 moedas correntes;
• 03 moedas antigas;
• 03 búzios brancos (gema média) abertos;
• Um imã pequeno;
• 01 vela em formato de cifrão;
• 03 pedaços de fio de cobre (aproximadamente ½ m);
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• 01 lápis de carvão ou pemba preta;


• 01 copo de melaço;
• 01 copo de Óleo de dendê;
• 04 notas de dinheiro de diversos valores; (Pode ser quantas notas desejar e de
quantas nacionalidades tiver);
• 01 pedra de esmeralda pequena (opcional).

Modo de fazer:

Antes de iniciar o ritual, devemos efetuar uma limpeza espiritual em todos os objetos que
serão consagrados. Para isso existem duas técnicas simples que descreveremos:

1- Em um borrifador colocamos 1 copo americano de água mineral, ½ copo de


cachaça ou outra bebida destilada, ½ copo de espumante, sete gotas de óleo de
dendê e sete pimentas tipo malagueta. Deixe essa mistura descansar por 02 dias ao
lado das firmações pessoais de Exu e Pombagira. Peça para Exu e Pombagira
carregarem o líquido com a força da purificação. Depois desse tempo esse líquido
pode ser usado para limpar todos os objetos ritualísticos antes de serem usados.
2- Pegue um alguidar pequeno. Aqueça um carvão até que o mesmo esteja em brasa.
Jogue uma mistura de arruda seca, guiné e casca de alho em cima desse carvão.
Enquanto a fumaça queima defume os objetos ritualísticos. Enquanto pratica o ato
peça a Exu e Pombagira que limpem o objeto de todas as energias profanas e
prepare-os para receber as energias do ritual.

Com todos os objetos energeticamente limpos, o primeiro passo é traçar com a pemba
preta ou lápis de carvão (muito melhor) o Ponto Riscado do Povo do Ouro e
Dinheiro. Podemos usar uma lajota de ardósia ou mesmo no chão se for possível.
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No círculo central negro colocamos o imã. Por cima desse depositamos a Terra
comprada até cobrirmos o círculo central.

Nos símbolos do cifrão colocamos separadamente: Moedas correntes (de vários valores),
moedas antigas, notas e búzios (Cauris).

Amarramos três conjuntos de velas finas (amarela, preta e vermelha) com o fio de cobre
e colocamos em forma triangular invertida dentro do símbolo.

Detalhe importante: Coloque as velas dentro de pratos para não ter risco de acidentes.
Amarre-as bem com fio de cobre e queime o fundo antes de firmá-las para que fiquem
bem fixadas. Use pratos firmes para não quebrarem (opção: pequenos alguidares).

Como opção colocamos a pedra de esmeralda no centro por cima do imã (que está
coberto de terra).

Pegamos um pequeno prato, colocamos em cima do imã (que está coberto de terra) e
firmamos a vela de cifrão (seguindo as normas de segurança descritas anteriormente).
Deixamos o feitiço montado até o momento da virada. Quando faltar poucos minutos
para a queima de fogos (24:00h), acendemos a vela de cifrão e realizamos a seguinte reza:
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“O povo reza pelo dinheiro, mas dinheiro eu tenho, o povo reza pela herança, mas
herança eu tenho, o povo reza pedindo ajuda, mas ajuda eu tenho, o povo reza em muitas
línguas e muitas línguas eu tenho.
Pego o que é seu, aqui e acolá, pego o que é seu para me ajudar, Exu está aqui ,está acolá,
Exu trás pra mim o trazes de lá.
Carregue de forças meu toco e minha mironga um rico ficou pobre para seu ouro me
dar.
Carrega minha terra com força e mironga, mais um rico ficou pobre para fortuna me dar.
Carrego meu altar com força e mironga, Exu do Ouro vai me ajudar, mais um rico ficou
pobre e sua fortuna me deu, minha vela é dourada esse ouro é meu.
Carrego meu altar com força e mironga e mais um rico ficou pobre para seu dinheiro me
dar, Exu Chama Dinheiro está me ajudando e todo dinheiro que preciso Ele me traz!”.
Depois da comemoração e queima de fogos repita essa oração de hora em hora até o
momento que se recolher ao sono. Guarde a terra, a esmerada, as moedas correntes e
antigas e o imã no pote com tampa para serem usadas em rituais de prosperidade
realizados posteriormente, as notas coloque na carteira (pague uma conta, adquira algo
para comer e saia de casa e compre algo que você deseja). O dinheiro deve entender
como agir em suas mãos. Deixe as velas queimarem até o fim. Certamente todos os
caminhos serão abertos quando essas velas forem acesas. Jogue as borras no lixo
convencional.

O ponto será apagado com a mistura do borrifador. Assim, fechamos o ciclo do dinheiro
e roubamos a sorte de alguém que a tem e não a merece. Esse é o grande segredo.

Caso você esteja festejando fora de casa, faça o trabalho um ou dois dias antes e a oração
no local em que estiver. Os resultados sempre serão positivos.

Projeto: Danilo Coppini

Imagens: Mundo Espiritual IA


Elias Oliveira [email protected]

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