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Fé Inabalável

O capítulo discute a importância da fé e da perseverança em tempos de ansiedade e expectativas não atendidas, ressaltando que a paciência é uma virtude esquecida na era da tecnologia. Através das histórias da mulher com hemorragia e da mulher cananeia, enfatiza que a fé ativa e a busca por ajuda divina são essenciais para a cura e transformação. A obra de Deus em nossas vidas é completa e ocorre no tempo certo, exigindo nossa confiança e ação diante das adversidades.
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Fé Inabalável

O capítulo discute a importância da fé e da perseverança em tempos de ansiedade e expectativas não atendidas, ressaltando que a paciência é uma virtude esquecida na era da tecnologia. Através das histórias da mulher com hemorragia e da mulher cananeia, enfatiza que a fé ativa e a busca por ajuda divina são essenciais para a cura e transformação. A obra de Deus em nossas vidas é completa e ocorre no tempo certo, exigindo nossa confiança e ação diante das adversidades.
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FÉ INABALÁVEL

Cap. 7 – Fé e Perseverança

Esperei com paciência pelo Senhor, e ele se inclinou para mim e ouviu o meu
clamor. (Salmos 40:1)

Esse capítulo começa falando que somos a geração mais afetada pela
tecnologia na história da humanidade. Até 3 séculos atrás as pessoas
esperavam o tempo entre plantar e colher. Havia o esperar. Só que com a
Revolução Industrial fomos desaprendendo gradualmente a virtude da paciência.
A ideia de desperdiçar tempo é absurda, queremos tudo acontecendo no nosso
tempo e do nosso jeito. Com isso oprimimos a nós mesmos quando nossas
expectativas em Deus não se cumprem na hora que queremos. E querendo ou
não, a ansiedade nada pode fazer por nós, além de diminuir nosso tempo na
terra. Precisamos entender que Deus tem seus meios e seu tempo, então ficar
ansioso ou deprimido não vai acelerar o processo.

Ele dá o exemplo de duas histórias: da filha de Jairo de 12 anos que estava


quase à morte e da mulher que sofria de hemorragia há 12 anos. Não foi nada
fácil pra essa mulher passar esse tempo todo com a doença, isolada, sem poder
frequentar os locais e cultos normalmente e ainda sobreviver! Fiquei pensando
na fé que ela teve ao saber que se tocasse no manto de Jesus seria curada.
Teve muita perseverança porque buscou ajuda de todos as maneiras que podia
e mesmo assim não desistiu. E quando soube de Jesus teve fé.

Essa história é narrada nos evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas. Dos 4


evangelhos o de Lucas é o que mais faz referência a assuntos médicos e às
curas operadas por Jesus. Além disso há também destaque dados às pessoas
que foram transformadas pelo seu encontro com Jesus, como: Zaqueu, o ladrão
arrependido da cruz, a parábola do filho pródigo, a parábola do bom samaritano
e o leproso que foi curado.

Essa doença hemorrágica causava sérios problemas:


 De saúde: pela perda excessiva de sangue e consequente enfraquecimento;
 Social: no Velho Testamento as mulheres quando estavam menstruadas
ficavam afastadas fora da cidade até que terminasse o ciclo. Conclui-se que
essa mulher nunca podia participar de nada, além de não poder ser tocada
por ninguém. Nessas condições imagino que não tinha nenhuma amiga e que
ninguém quisesse conversar com ela. (Havia então rejeição, distanciamento
e isolamento);
 Financeiro: ela gastou tudo o que tinha com médicos e de nada adiantou. Além
de não obter a cura não podia usufruir de qualquer conforto ou posses e ter
que viver pelo resto da vida contando com a ajuda e misericórdia dos outros;
 Emocional
 Esterilidade
 Exclusão e solidão
 Depressão

Talvez a situação dela fosse igual até pior que a do leproso.


Não há nada mais ilógico do que esperar mudanças sem se posicionar e dar os
passos que Deus pede para dar. No momento certo ela reagiu e tomou uma
atitude para conseguir a cura que tanto desejava. Ela foi curada porque tomou
uma atitude. A fé não é uma experiência estática, ela exige movimento e ação.
A mulher não se importou com a opinião de ninguém e nem com o
constrangimento de estar sangrando no meio do povo, ela simplesmente focou
em Jesus e ignorou qualquer obstáculo, porque sabia que Ele era a sua solução.

A fé dela foi maior que seus medos, imagina se alguém a visse e a


reconhecesse, ela seria apedrejada até a morte.

Aquela frase que deixou os discípulos sem entender e talvez até a gente mesmo:
“quem me tocou?” Primeiro porque nos últimos minutos muita gente deve ter
tocado nele, segundo que ele é onisciente. Então porque essa pergunta?
Embora muita gente tenha tocado nele, com certeza nenhum o tocou com a fé e
clamor silencioso daquela mulher. Talvez o próprio Jesus também tenha querido
chamar a atenção pra aquela mulher que ninguém dava atenção e mostrar que
ela simplesmente confiou e não se limitou aos obstáculos que poderiam
aparecer. Sua saúde foi restaurada de imediato. Foi o toque de quem confiou
em seu amor e poder.
Fica o questionamento: será que a falta de cura ou outro milagre na nossa vida
se deve por confiar totalmente nele?

A obra que ele tem a realizar em nossas vidas é completa. Cada área na nossa
vida é restaurada no tempo determinado por ele. Ele é um Deus que se importa,
não com a opinião dos outros, mas em restaurar a vida do ser humano. Se fosse
um rabino teria ficado irado se uma mulher impura o tivesse tocado, mas Jesus
em sua misericórdia olha para a nossa miserabilidade e nos transforma. Da
mesma forma só ele a liberta do isolamento e a insere novamente na sociedade.

Jesus também a adota, chamando-a de filha. Se ele não a tivesse identificado,


ela sairia dali curada mas ainda arruinada pela rejeição. Um fato curioso é que
ela não quis chamar a atenção, clamar em alta voz ou até mesmo abordá-lo,
tanto que ela nem imaginava que Jesus iria saber e perguntar em alta voz e
deixar que ela se aproximasse, a fim de ter um contato direto.

Pelo fato de ela estar viva já era um milagre, pois a quantidade de sangue que
perdia provavelmente era maior do que a renovada. O interessante é que Deus
preparou o momento certo e pessoal para que ela recebesse a cura.

Os ouvidos de quem sofre são mais sensíveis à voz de Deus. O sofrimento cria
um contraste entre os males causados pelo pecado e a alegria de tê-los
perdoados.

A mulher cananeia
Foi mais um exemplo de fé, pois mesmo não sendo judia foi alcançada pela
misericórdia de Deus ao clamar a Jesus pela cura de sua filha endemoninhada.
Talvez os discípulos ficassem indignados por um estrangeiro pedir ajuda a um
Deus judeu, pois eram povos pagãos e trouxeram muito sofrimento ao povo de
Israel. Nesse caso da filha possuída por demônio não poderia resolver de
maneira natural ou humana, só Jesus teria poder para libertá-la desse mal
espiritual. Enquanto há no homem a chance de resolver os problemas com as
próprias forças não se buscará socorro no Senhor. Mas quando tudo está fora
do seu alcance esse será o lugar em que a prepotência, a vaidade e o orgulho
se rendem ao poder de Deus, para quem nada é impossível.

Toda a ação de Deus é sobrenatural. Tudo o que ele fez e faz está acima do
natural.

Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque,


aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-
á. E qual dentre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma
pedra? E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente? Se vós, pois, sendo maus,
sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos
céus, dará bens aos que lhe pedirem? (Mateus 7:7-11)

A mulher cananeia pediu, mas a resposta inicial foi o silêncio. Havia um abismo
a ser superado e ela deveria crer apesar das barreiras religiosas. Era como se
Jesus tivesse perguntado: qual o tamanho da sua fé? Para isso ela precisaria
crer.

A ansiedade dificulta e talvez nos afaste da comunhão. Podemos ter a impressão


de que Deus nos abandonou, mas Ele quer usar da nossa aflição para fazer-nos
amadurecer. As adversidades nos ensinam a confiar em Deus, a buscá-lo e a
nos entregar a Ele por completo. A mulher cananeia não se intimidou diante do
silêncio de Jesus, pois sabia que ele daria a resposta.

Ao contrário da mulher que sofria hemorragia, ela clamou em voz alta, insistiu e
se expôs para que sua filha fosse curada. Ainda assim precisou ouvir mais duas
objeções de Jesus que disse: “Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da
casa de Israel. Então, chegou ela e o adorou, dizendo: Senhor, socorre-me. Ele
porém, respondendo, disse: Não é bom pegar o pão dos filhos e deitá-lo aos
cachorrinhos. E ela disse: Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem
das migalhas que caem da mesa dos seus senhores. Então, respondeu Jesus e
disse-lhe: ó, mulher, grande é a tua fé. Seja isso feito para contigo, como tu
desejas. E, desde aquela hora sua filha ficou sã.” (Mateus 15:21-28).

Pela fé a mulher alcançou graça, misericórdia, compaixão e admiração. A fé dela


não foi igual a de Pedro que foi baseada nas circunstâncias, mas no poder de
Jesus.

Nossa atitude deve ser de total dependência a Deus e ao seu poder, adorando,
dando graças a Deus e louvando numa atitude de quebrantamento.

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