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6 GBLeiDroga

O Decreto-lei n.º 2 B/93 estabelece normas para o combate ao tráfico e consumo de drogas, alinhando-se com legislações internacionais. Define penalidades para diversas infrações relacionadas ao cultivo, produção e tráfico de substâncias controladas, diferenciando entre drogas de alto risco e drogas de risco. O documento também prevê agravantes e atenuantes nas penas, dependendo das circunstâncias da infração.
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O Decreto-lei n.º 2 B/93 estabelece normas para o combate ao tráfico e consumo de drogas, alinhando-se com legislações internacionais. Define penalidades para diversas infrações relacionadas ao cultivo, produção e tráfico de substâncias controladas, diferenciando entre drogas de alto risco e drogas de risco. O documento também prevê agravantes e atenuantes nas penas, dependendo das circunstâncias da infração.
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Decreto-lei n.º 2 B/93 de 28 de do Planeta.

Posto estar harmonizado o


Outubro1 presente projecto com a legislação
daquele departamento das Nações
Reconhecendo os esforços, a nível Unidas;
mundial, que têm vindo a travar os
Governos na luta contra o cultivo, o Nesta conformidade.
tráfico e o consumo da droga, expresso
em legislação nacionais e internacionais O Conselho de Estado decreta nos termos
atinentes; do n.º 2 do art. 64.º da Constituição para
Concordando e harmonizando-se com os valer como Lei, o seguinte:
restantes Países, o Conselho de Estado,
logo nos primórdios da Independência, TITULO I
compreendendo a dimensão do problema DISPOSIÇÕES GERAIS
do tráfico e do consumo de
estupefacientes, aprovou, pelo Decreto-lei ARTIGO l.º
n.º 1/76 de 21 de Abril, a Lei de combate (Direito das Convenções e tabelas)
a droga; l. As normas do presente Decreto-lei são
Volvidos, porém, dezasseis anos sobre o interpretadas de harmonia com as
início da vigência daquele diploma convenções relativas a estupefacientes,
impõe, a prática, proceder não apenas a substâncias psicotrópicas ou precursores,
revisão e adequação de alguma das ratificadas ou a ratificar pela Guiné-
medidas no anterior diploma consagradas, Bissau.
mas também ajustamentos estruturais a 2. As referências neste Decreto-lei a
até institucionais; tabelas de estupefacientes, substâncias
A crescer ao acima exposto consagra-se psicotrópicas ou precursores entendem-se
uma das maiores preocupações do reportadas às tabelas anexas as quais são
Programa das Nações Unidas para o obrigatoriamente actualizadas nos termos
Controle Internacional da Droga ai previstos.
(PNUCID), que é o da harmonização da 3. Para efeito de aplicação das
legislação Antidroga a nível da África e disposições do presente Decreto-Lei,

1
1.º Suplemento ao B.O. n.º 43 de 28 de Outubro de 1993.

1
estabelece-se uma distinção entre ―droga
de alto risco‖, representadas pelo ARTIGO 3.°
conjunto das plantas e substâncias (Drogas de alto risco)
constantes dos quadros I e II, ―drogas de 1. Quem, sem se encontrar autorizado,
risco‖, representadas pelo conjunto das cultivar, produzir, fabricar, extrair,
plantas e substâncias constantes do preparar, oferecer, puser à venda, vender,
quadro III e precursores, representados distribuir, comprar, ceder ou por qualquer
pelas substâncias classificadas no quadro titulo receber, proporcionar a outrem,
IV. transportar, importar, fizer transitar ou
ilicitamente detiver, fora dos casos
ARTIGO 2.º previstos no Art. 20.°, plantas,
(Definições) substâncias ou preparações com-
No presente Decreto-lei: preendidas nas tabelas I e II, é punido
- As expressões "abuso de droga" e "uso com pena de prisão de a 12 anos.
ilícito" significam o uso de drogas 2. Quem agindo em contrário de
proibidas e o uso sem receita médica de autorização concedida, ilicitamente ceder,
outras drogas colocadas sob controlo no introduzir ou diligenciar por que outrem
território nacional; introduza no comércio plantas,
- O termo "toxicodependente" designa a substâncias ou preparações referidas no
pessoa em estado de dependência física e número anterior, é punido com pena de
ou psíquica em face de uma droga prisão de 3 a 15 anos.
colocada sob controlo no território 3. Na pena prevista no número anterior
nacional. aquele que cultivar plantas, produzir ou
fabricar substâncias ou preparações
TITULO II diversas das que constam do título de
PRODUÇÃO E TRÁFICO ILÍCITOS DE autorização.
SUBSTÂNCIA SOB CONTROLO
ARTIGO 4.º
CAPÍTULO I (Drogas de risco)
INCRIMINAÇÕES E PENAS Quem, sem encontrar autorizado, praticar
PRINCIPAIS alguma das acções referidas no número 1

2
do artigo 3.º, respeitante a drogas b) No caso do n.º 2, com pena de prisão
incluídas na tabela III, é punido com pena de l a 8 anos.
de prisão de 2 a 8 anos.
ARTIGO 6.°
ARTIGO 5.º (Conversão, transferência ou
(Equipamentos, materiais e precursores) dissimulação de bens ou produtos)
1. Quem, sem se encontrar autorizado, 1. Quem, sabendo que os bens ou
produzir, fabricar, extrair, preparar, produtos são provenientes da prática, sob
oferecer, puser à venda, vender, distribuir, qualquer forma de comparticipação, de
comprar, ceder ou por qualquer titulo infracção prevista nos artigos 3.º, 4.º, 5.º,
receber, proporcionar a outrem, 8.º e 9.º:
transportar, importar exportar, fizer a) Converte, transfere, auxilia ou facilita
transitar equipamentos, materiais ou alguma operação de conversão ou
substancias inscritas na tabela IV, transferência desses bens ou produtos, no
sabendo que são ou vão ser utilizados no todo ou em parte, directa ou
cultivo, produção ou fabrico ilícitos de indirectamente, com o fim de ocultar ou
estupefacientes ou substâncias dissimular a sua origem ilícita ou de
psicotrópicas, é punido com pena de auxiliar uma pessoa implicada na prática
prisão de l a 10 anos. de qualquer uma dessas infracções a
2. Quem, sem se encontrar autorizado, eximir-se ás consequências jurídicas dos
detiver, a qual quer titulo, equipamentos, seus actos, é punido com pena de prisão
materiais ou substâncias inscritas na de 2 a 12 anos;
tabela IV, sabendo que são ou vão ser b) Oculta ou dissimula a verdadeira
utilizados no cultivo, produção ou fabrico natureza, origem, localização, disposição,
ilícitos de estupefacientes ou substâncias movimentação, propriedade desses bens
psicotrópicas, é púnico com pena de ou produtos ou de direitos a eles relativos,
prisão de 1 a 5 anos. é punido com pena de prisão de 2 a 10
3 Se o agente beneficia de autorização, é anos;
punido: c) Os adquire ou recebe a qualquer titulo
a) No caso do n.º l, com pena de prisão de utiliza, detém ou conserva, é punido com
l a 12 anos; pena de prisão de l a 5 anos.

3
2. A punição pelos crimes previstos no prisionais ou dos serviços de reinserção
número anterior não excederá a aplicável social, trabalhadores dos correios,
às correspondentes infracções dos artigos telégrafos, telefones ou telecomunicações,
3° a 5.º, 8.º e 9°. docente, educador ou trabalhador de
3. A punição pelos crimes previstos no estabelecimento de educação ou tra-
número l tem lugar ainda que os factos balhador de serviços ou instituições de
referidos nos artigos 3.° a 5.°, 8.° e 9.°, acção social, e o facto for praticado no
hajam sido praticados fora do território exercício da sua profissão;
nacional. l) O agente participar em outras
actividades criminosas organizadas, de
CAPÍTULO II âmbito internacional;
AGRAVAÇÃO DAS PENAS g) O agente participar em outras
actividades ilegais facilitadas pela prática
ARTIGO 7.° da infracção;
(Causas de agravação) h) A infracção tiver sido cometida em
As penas previstas nos artigos 3.° a 6.°, instalações de serviço de tratamento de
são aumentadas de um quarto nos seus consumidores de droga, de reinserção
limites mínimo e máximo se: social, de serviços ou instituições de ac-
a) As substâncias ou preparações foram ção social, em estabelecimento prisional,
entregues ou se destinavam a menores ou unidade militar, estabelecimento de
diminuídos psíquicos; educação, ou em outros locais onde os
b) As substâncias ou preparações foram alunos ou estudantes se dediquem à
distribuídas por grande número de prática de actividades educativas,
pessoas; desportivas ou sociais, ou na sua
c) O agente obteve ou procurava obter imediações;
avultada compensação remuneratória; i) O agente utilizar a colaboração, por
d) O agente for funcionário incumbido da qualquer forma, de menores ou de
prevenção ou repressão dessas infracções; diminuídos psíquicos;
e) O agente for médico, farmacêutico ou j) O agente actuar como membro de
qualquer outro técnico de saúde, bando destinado a prática reiterada dos
funcionário das alfândegas, dos serviços crimes previstos nos artigos 3.º a 6.°, com

4
colaboração de, pelo menos, outro 2. As mesmas penas são aplicadas ao
membro de bando; farmacêutico ou a quem o substitua na
l) As substâncias ou preparações foram sua ausência ou impedimento que vender
corrompidas, alteradas ou adulteradas, ou entregar aquelas substâncias ou
por manipulação ou mistura, aumentando preparações para fim não terapêutico.
o perigo para a vida ou para a integridade 3. Em caso de condenação nos termos dos
física de outrem. números anteriores, o tribunal comunica
as decisões à Ordem dos Médicos, à
ARTIGO 8.° Ordem dos Farmacêuticos e ao Ministério
(Traficante-consumidor) da Saúde.
1. Quando, pela prática de algum dos
factos referidos no artigo 3.°, o agente ARTIGO 10.º
tiver por finalidade exclusiva conseguir (Associações criminosas)
plantas, substâncias ou preparações para l. Quem promover, fundar ou financiar
uso pessoal, a pena é de prisão até 2 anos. grupo, organização ou associação de duas
2. A tentativa é punível. ou mais pessoas que actuando
3. Não é aplicável o disposto no número l, concertadamente, vise praticar algum dos
mas as deposições gerais deste diploma, crimes previstos nos artigos 3.º a 6.º, é
quando o agente detiver plantas, punido com pena de prisão de 4 a 10
substâncias ou preparações em anos.
quantidade que exceda a necessária para o 2. Quem prestar colaboração, directa ou
consumo médio individual durante o indirecta, aderir ou apoiar o grupo,
período de 5 dias. organização ou associação referidos no
número anterior, é punido com pena de
ARTIGO 9.° prisão de l a 5 anos.
(Abuso do exercido de profissão) 3. Incorre na pena de 6 a 14 anos de
1. As penas previstas nos artigos 3.º e 4.º prisão quem chefiar ou dirigir grupo,
são aplicadas ao médico que passe organização ou associação referidos o n.º
receitas, ministre ou entregue substâncias l.
ou preparações aí indicadas, com fim não 4. Se o grupo, organização ou associação
terapêutico. tiver como finalidade ou actividade a

5
conversão, transferência, dissimulação ou a) Os factos foram praticados em prejuízo
receptação de bens ou produtos dos de menor, diminuído psíquico ou de
crimes previstos nos artigos 3.° a 6.°, o pessoa que se encontrava ao cuidado do
agente é punido: agente do crime para tratamento,
a) Nos casos dos nºs l e 3, com pena de educação, instrução, vigilância ou guarda;
prisão de 2 a 6 anos; b) Ocorreu alguma das circunstâncias
b) No caso do n.° 2, com pena de prisão previstas nas alíneas d), e) ou h) do artigo
de l a 6 anos. 7.°.

ARTIGO 11.° ARTIGO 13.°


(Incitamento) (Trafico e consumo em lugares públicos
Aqueles que, por qualquer meio, ou de reunião)
incitarem ao cometimento de um dos 1. Quem, sendo proprietário, gerente,
delitos previstos nos artigos 3.° a 6.° e 8.º, director ou, por qualquer título, explore
são punidos com a pena prevista para a hotel, restaurante, café, taberna, clube,
infracção respectiva. casa ou recinto de reunião, de espectáculo
ou de diversão, consentir que esse lugar
ARTIGO 12.° seja utilizado para o tráfico ou uso ilícito
(Incitamento ao uso de estupefaciente» ou de plantas, substância ou preparações
substâncias psicotrópicas) incluídas nas tabelas I a III, é punido com
1. Quem induzir, incitar ou instigar outra pena de prisão de l a 6 anos.
pessoa, em público ou em privado, ou por 2. Quem, tendo ao seu dispor edifício,
qualquer modo facilitar o uso ilícito de recinto vedado ou veículo, consente que
plantas, substância ou preparações seja habitualmente utilizado para o tráfico
compreendidas nas tabelas I e II, é punido ou uso ilícito de plantas, substâncias ou
com pena de prisão até 3 anos. preparações incluídas nas tabelas I a III, é
2. Se se tratar de substâncias ou punido com pena de prisão de l a 5 anos.
preparações compreendida na tabela III, a 3. Sem prejuízo do disposto nos números
pena é de prisão até l ano. anteriores, o agente que, após notificação
3. Os limites mínimo e máximo das penas nos termos do n.° 4, não tomar as
são aumentados de um terço se: medidas adequadas para evitar que os

6
lugares neles mencionados sejam crime de desobediência qualificada.
utilizados para o tráfico ou o uso ilícito de 2. Incorre em igual pena quem não
plantas, substâncias ou preparações cumprir em tempo as obrigações de
incluídas nas tabelas I a III, é punido com participação urgente de subtracção ou
pena de prisão até 5 anos. extravio de substância ou documentos
4. O disposto no número anterior só é referidos no diploma anteriormente
aplicável após duas apreensões de mencionado.
plantas, substâncias ou preparações
incluídas nas tabelas I a III, realizadas por CAPITULO III
autoridade judiciária ou por órgão de ATENUAÇÃO OU ISENÇÃO DE
polícia criminal, devidamente notificadas PENA EM SITUAÇÕES ESPECIAIS
ao agente referido nos nºs l e 2, e não
mediando entre elas período superior a ARTIGO 15.°
um ano, ainda que sem identificação dos (Atenuação ou dispensa de pena)
detentores. Se, nos casos previstos nos artigos 3.° a
5. Verificadas as condições referidas nos 6.°, 9.° e 10.°, o agente abandonar
n°s 3 e 4 a autoridade competente para a voluntariamente a sua actividade, afastar
investigação dá conhecimento dos factos ou fizer diminuir por forma considerável
à autoridade administrativa que concedeu o perigo produzido pela conduta, impedir
a autorização de abertura do ou se esforçar seriamente por impedir que
estabelecimento, que decidirá sobre o o resultado que a lei quer evitar se
encerramento. verifique, ou auxiliar concretamente as
autoridades na recolha de provas
decisivas para a identificação ou a captura
ARTIGO 14.° de outros responsáveis, particularmente
(Desobediência qualificada) tratando-se de grupos, organizações ou
1. Que se opuser a actos de fiscalização associações pode a pena ser-lhe especi-
ou se negar a exibir os documentos almente atenuada ou ter lugar a dispensa
exigidos depois de advertidos das de pena.
consequências penais da sua conduta, é
punido com a pena correspondente ao CAPITULO IV

7
MEDIDAS E PENAS ACESSÓRIAS outrem, dos bens móveis ou imóveis nos
quais foram transformados ou convertidos
ARTIGO 16.° e, até ao montante do valor estimado dos
(Perda de bens ou direitos relacionados produtos em causa, dos bens adquiridos
com o facto) legitimamente com os quais os ditos
1. Os tribunais declaram perdidas a favor produtos foram misturados, bem como
do Estado as plantas e substâncias dos rendimentos, juros, lucros e outras
apreendidas em virtude da prática de vantagens extraídas desses produtos, dos
infracção prevista no presente diploma, bens nos quais estes foram transformados
que não tiverem sido destruídas ou ou investidos, ou bens com que tenham
entregues a organismo autorizado para a sido misturados.
sua utilização licita, ainda que nenhuma 2. Se os direitos, objecto ou vantagens
pessoa determinada possa ser punida pelo referidos no número anterior não puderem
facto. ser apropriados em espécie, a perda é
2. Os tribunais declaram igualmente substituída pelo pagamento ao Estado do
perdidos a favor do Estado as instalações, respectivo valor.
materiais, equipamentos e outros bens 3. O disposto nos números anteriores
móveis utilizados ou destinados a ser aplica-se aos direitos, objectos ou
utilizados para a prática da infracção, sem vantagens obtidos mediante transacção ou
prejuízo dos direitos de terceiros de boa troca com os direitos, objecto, objectos ou
fé, bem como as recompensas dadas ou vantagens directamente conseguidos por
prometidas aos agentes da infracção. meio da infracção.

ARTIGO 17.° ARTIGO 18.°


(Bens transformados, convertidos ou (Destino dos bens declarados perdidos a
misturados) favor do Estado)
l. Nos casos previstos no presente 1. Os bens e produtos declarados perdidos
diploma, os tribunais ordenam ainda a a favor do Estado nos termos dos artigos
perda a favor do Estado dos produtos anteriores ou montante proveniente da sua
provenientes da infracção, directamente venda, são utilizados em acções e me-
adquiridos pelos agentes, para si ou para didas de prevenção do consumo de droga,

8
de tratamento e reinserção de ordenado judicial ou administrativamente,
toxicodependentes e de combate ao o período decorridos será levado em
tráfico. conta na sentença.
2. A forma e percentagem de distribuição 4. Se o réu for absolvido cessará
dos bens e produtos são estabelecidas por imediatamente o encerramento ordenado
decreto do Governo. administrativamente.
3. Na falta de acordo ou tratado, os bens e
produtos apreendidos a solicitação de TÍTULO III
autoridades de Estado estrangeiro ou os CONSUMO DE DROGA
fundos provenientes da sua venda, perten- TRATAMENTO DA
cem ao Estado onde se encontrava no TOXICODEPENDÊNCIA
momento da apreensão.
ARTIGO 20.°
ARTIGO 19.° (Consumo)
(Expulsão de estrangeiros e encerramento l. Quem consumir ou, para o seu
de estabelecimento) consumo, cultivar, adquirir ou detiver
1. Sem prejuízo do disposto no artigo plantas, substâncias ou preparações
24.°, em caso de condenação por crime de compreendidas nas tabelas I a III cuja
tráfico previsto no presente diploma, se o fraca quantidade permitida considera que
arguido for estrangeiro, o tribunal pode se destinavam ao seu consumo pessoal, é
ordenar a sua expulsão do país, por punido:
período não inferior a 10 anos. a) Se se trata de planta ou substancia
2. Na sentença condenatória pela prática classificada de alto risco, incluindo o óleo
de crime previsto no artigo 13.º, e de cannabis, com a pena de prisão de 2
independentemente da interdição de meses a l ano.
profissão ou actividade, pode ser b) Se se trata de um derivado da planta da
decretado o encerramento do cannabis diferente de óleo de cannabis,
estabelecimento ou lugar público onde os com a pena de prisão de l mês a 6 meses.
factos tenham ocorridos, pelo período de c) Se se trata de planta ou substância
1 a 5 anos. classificada como droga de risco, com
3. Tendo havido prévio encerramento pena de prisão de 15 dias a 3 meses.

9
2. O interessado pode ser dispensado de ções em que as entidades privadas
pena se cumulativamente preencher os atendem os toxicodependentes.
seguintes requisitos:
a) não tiver atingido a maioridade; ARTIGO 22.º
b) não for reincidente; (Suspensão da pena e obrigação de
c) mediante declaração solene perante o tratamento)
Magistrado se comprometer a não l. Se o arguido tiver sido condenado pela
recomeçar. prática do crime previsto no artigo 20.º ou
de outro que com ele se encontre numa
ARTIGO 21.° relação directa de conexão e tiver sido
(Tratamento espontâneo e atendimento de considerado toxicodependente, pode o
consumidores) tribunal suspender a execução da pena de
1. Quem utilize ilicitamente, para acordo com a lei geral, sob condição, para
consumo individual, plantas, substâncias além do outros deveres ou regras de
ou preparações compreendidas nas tabelas conduta adequa dos, de se sujeitar a
I a III e solicite a assistência de serviços tratamento ou a internamento em
de saúde do Estado ou particulares terá a estabelecimento apropriado, o que
garantia de anonimato. comprovará pela forma e no tempo que o
2. Os médicos, técnicos e restante pessoal tribunal determinar.
do estabelecimento que assista o paciente 2. Se durante o período da suspensão da
estão sujeitos ao dever de segredo execução da pena o toxicodependente
profissional, não sendo obrigados a depor culposamente não se sujeitar ao
em tribunal ou a prestar informações ás tratamento ou ao internamento ou deixar
entidades policiais sobre a natureza e de cumprir qualquer dos outros deveres
evolução do processo terapêutico. ou regras de conduta impostos pelo
3. O Ministério da Saúde desenvolverá, tribunal, aplica-se o disposto na lei penal
através dos serviços respectivos, as para a falta de cumprimento desses
acções necessárias à prestação de deveres ou regras de conduta.
atendimento a toxicodependentes ou 3. Revogada a suspensão, o cumprimento
outros consumidores que se apresentam da pena terá lugar, de preferência em zona
espontaneamente e fiscalizará as condi- apropriada do estabelecimento prisional,

10
sendo prestada a assistência médica ne- (Legislação penal)
cessária. Na falta de disposição específica do
4. Pode, com as devidas adaptações, ser presente diploma são aplicáveis,
aplicados o regime de prova. subsidiariamente, as disposições da parte
geral do Código penal e legislação
ARTIGO 23.° complementar.
(Tratamento no âmbito de processo
pendente) ARTIGO 25.°
1. Sempre que o tratamento, em qualquer (Aplicação da lei penal nacional)
das modalidades seguidas, decorra no Para efeitos do presente diploma, a lei
âmbito de um processo pendente em penal da GUINÉ-BISSAU é ainda
tribunal, o médico ou o estabelecimento aplicável a factos cometidos fora do terri-
enviam, de 3 em 3 meses, se outro tório nacional:
período não for fixado, uma informação
sobre a evolução da pessoa a ele sujeita,
com respeito pela confidencialidade da
relação terapêutica, podendo sugerir as
medidas que entendam convenientes.
2. Após a recepção da informação
referida no número anterior, o tribunal
pronuncia-se, se o entender necessário,
sobre a situação processual do visado.

TÍTULO IV
LEGISLAÇÃO SUBSIDIÁRIA

CAPITULO I
LEGISLAÇÃO PENAL E
PROCESSUAL

ARTIGO 24.°

11
a) Quando praticados por estrangeiros, complementar.
desde que o agente se encontre em
território nacional, e não seja extraditado; CAPÍTULO II
b) Sob reserva de acordos concluídos DISPOSIÇÕES ESPECIAIS DE
entre Estado, quando praticados a bordo PROCESSO
de navio em relação ao qual o Estado do
pavilhão autorizou o Estado da Guiné- ARTIGO 28.º
Bissau a examinar, a visitar ou a tomar, (Buscas e apreensões)
em caso de descoberta de provas de 1. As visitas, buscas e apreensões aos
participação em tráfico ilícito, as medidas locais onde sejam fabricadas,
apropriadas face ao navio, às pessoas a transformadas ou armazenadas
bordo e à carga. ilicitamente droga de alto risco, droga de
risco ou precursores, equipamentos e
ARTIGO 26.º materiais destinados à cultura, produção
(Medidas respeitantes a menores) ou fabrico ilícito das mesmas, são
Compete aos tribunais com jurisdição na permitidas a qualquer hora do dia ou da
área de menores a aplicação das medidas noite.
previstas neste diploma, com as devidas 2. Às diligências a efectuar em casa de
adaptações, quando a pessoa a elas sujeita habitação são precedidas de autorização
for menor, nos termos da legislação escrita da autoridade judiciária compe-
especial de menores, e sem prejuízo da tente, nos termos das leis de processo.
aplicação pelos tribunais comuns da 3. Em caso de infracções previstas no
legislação respeitante a jovens dos 16 aos presente diploma, as drogas e precursores
21 anos. são imediatamente apreendidos, o mesmo
se fazendo quanto a instalações,
ARTIGO 27.° materiais, equipamentos e outros bens
(Legislação processual penal) móveis suspeitos de terem sido utilizados
Na falta de disposição específica do ou de se destinarem a ser utilizados para à
presente diploma, são aplicáveis prática do crime, somas e valores
subsidiariamente as normas do Código de mobiliários suspeitos de proveniência
Processo Penal e legislação directa ou indirecta da infracção, bem

12
como de todos os documentos que 1. Sempre que haja indícios sérios de que
facilitem a sua prova ou a culpabilidade um individuo suficientemente
dos seus autores, sem que o segredo possa identificado utiliza ou utilizou o sistema
ser invocado. financeiro, bancário ou instituições
similares, para efectuar operações
ARTIGO 29.° relacionadas com prática das infracções
(Revista e perícia) previstas nos artigos 3.° a 6.° e 10.º, a
l. Quando houver indicies sérios de quem autoridade judiciária competente pode
alguém oculta ou transporta no seu corpo autorizar, sem que o segredo profissional
estupefacientes ou substâncias ou bancário lhe possa ser oposto:
psicotrópicas é ordenada revista e, se a) A colocação sob vigilância, por
necessário, proceder-se a perícia. período determinado, de contas bancárias;
2. O visado pode ser conduzido a unidade b) O acesso por período determinado a
hospitalar ou a outro estabelecimento sistema informáticos usados naquelas
adequado e aí permanecer pelo tempo operações;
estritamente necessário à realização da c) A exibição ou fornecimento de
perícia. quaisquer informações ou documentos
3. A revista é efectuada pelo funcionário financeiros, bancários, fiscais ou
habilitado a constar a infracção, o qual comerciais.
relatará por escrito à autoridade judiciária 2. Os estabelecimentos financeiros
competente, no prazo máximo de 48 bancários e instituições similares,
horas, o resultado da diligência. públicos ou privados, podem, por sua
4. Quem, depois de devidamente iniciativa, alertar as autoridades
advertido das consequências penais do judiciárias competentes sobre as
seu acto, se recusar a ser submetido a operações que suspeitem relacionadas
revista ou a perícia autorizada nos termos com a prática das infracções referidas no
do número anterior, é punido com pena n.º l, não constituindo tal procedimento
de prisão até 2 anos. uma violação do segredo profissional ou
bancário, nem implicando
ARTIGO 30.° responsabilidade civil.
(Sistema Financeiro e Bancário)

13
ARTIGO 31.° pormenores da acção desenvolvidas por
(Entregas controladas) cada um dos agentes da prática dos
l. Pode ser autorizada, caso a caso, pelo crimes, especialmente dos que agiram na
Ministério Público, a não actuação da Guiné-Bissau.
Policia Judiciária sobre os portadores de 3. Apesar de concedida a autorização
substâncias estupefacientes ou mencionada anteriormente, a Policia
psicotrópicas em trânsito por Guiné- Judiciária intervém se as margens de
Bissau com a finalidade de proporcionar, segurança tiverem diminuído
em colaboração com o país ou países des- sensivelmente, se se verificar alteração
tinatários e outro eventuais países de imprevista de itinerário ou qualquer outra
trânsito, a identificação e arguição do circunstância que dificulte a futura
maior número de participantes nas diver- apreensão das substâncias e a captura dos
sas operações de tráfico e distribuição, agentes: se aquela intervenção não tiver
mas sem prejuízo de exercício da acção sido comunicada previamente à entidade
penal pelos factos aos quais a lei nacional que concede a autorização, é-o nas 24
é aplicável. horas seguintes, mediante relato escrito.
2. A autorização só é concedida a pedido 4. Por acordo com o país de destino, as
de país destinatário, desde que: substâncias em trânsito podem ser
a) Seja conhecido detalhadamente o substituídas parcialmente por outras
itinerário provável dos portadores e a inócuas, de tal se lavrando o respectivo
identificação suficiente destes; auto.
b) Seja garantida pelas autoridades 5. Os contactos internacionais podem ser
competentes dos países de destino e dos efectuados através do Gabinete Nacional
países de trânsito a segurança das da Interpol.
substâncias contra riscos de fuga ou 6. Qualquer entidade que receba pedidos
extravio; de entregas controladas canaliza-os
c) As autoridades judiciárias competentes imediatamente para a Polícia Judiciária
dos países de destino ou de trânsito se para execução.
comprometam a comunicar, com
urgência, informação pormenorizada ARTIGO 32.º
sobre os resultados da operação e os (Prisão Preventiva)

14
l. Sempre que o crime imputado for de (Conduta não punível)
tráfico de droga desvio de precursores, 1. Não é punível a conduta do funcionário
branqueamento de capitais ou de de investigação criminal que, para fins de
associação criminosa, e o arguido se inquérito e sem revelação da sua
encontre preso preventivamente, ao qualidade e identidade, aceitar
ponderar a sua libertação, o juiz tomará directamente ou por intermédio de um
especialmente em conta os recursos terceiro a entrega de estupefacientes ou
económicos do arguido utilizáveis para substâncias psicotrópicas.
suportar a quebra da caução e o perigo de 2. O relato de tais factos é junto ao
continuação da actividade criminosa, em processo no prazo máximo de 24 horas.
termos nacionais e internacionais. ARTIGO 35.°
2. Antes de se pronunciar sobre a (Protecção das fontes de informação]
subsistência dos pressupostos da prisão 1. Nenhum funcionário de investigação
preventiva, o juiz recolherá a informação criminal, declarante ou testemunha, é
actualizada que possa interessar ao obrigado a revelar ao tribunal a
reexame daqueles pressupostos. identificação ou qualquer elemento que
leve á identificação de alguém que tenha
CAPÍTULO III auxiliado a polícia na descoberta de
DISPOSIÇÕES DE NATUREZA infracção prevista no presente diploma.
INVESTIGATÓRIA 2. Se, no decurso da audiência de
julgamento, o tribunal se convencer que a
ARTIGO 33.° pessoa que auxiliou a policia transmitiu
(Investigação criminal) dados ou informações que sabia ou devia
A investigação do tráfico ilícito de saber serem falsos, pode obrigar á
plantas, substâncias, preparações e revelação da sua identidade e à inquirição
precursores compreendidos nas tabelas em audiência dela.
anexas ao presente diploma é da 3. Na situação prevista na parte final do
competência exclusiva da Polícia número anterior, o presidente do tribunal
Judiciária. pode decidir a exclusão ou restrição da
publicidade da audiência.
ARTIGO 34.°

15
CAPÍTULO IV numa mesma operação de incineração
DESTRUIÇÃO DE DROGA E podem realizar-se destruições de droga
RECOLHA DE AMOSTRAS apreendida em vários processos.
6. Proferida decisão definitiva, o tribunal
ARTIGO 36° ordena a destruição da amostra guardada
(Exame e destruição das substâncias) em cofre, o que se fará com observância
l. As plantas, substâncias e preparações do disposto no n.º 5, sendo-lhe remetida
apreendidas são examinadas, por ordem cópia do auto respectivo.
da autoridade judiciária competente, no
mais curto prazo de tempo possível. ARTIGO 37.°
2. Após o exame laboratorial, o perito (Amostras pedidas por entidades
procede recolha, identificação, pesagem - estrangeiras)
bruta e líquida - , acondicionamento e 1. Podem ser enviadas amostras de
selagem de uma amostra, no caso de a substâncias e preparações que tenham
quantidade de droga o permitir, e do sido apreendidas, a solicitação de
remanescente, se o houver. entidades estrangeiras, para fins
3. A amostra fica guardada em cofre do científicos ou de investigação, mesmo na
organismo que procede à investigação até pendência do processo.
decisão final. 2. Para o efeito, o pedido é transmitido à
4. No prazo de 5 dias após a junção do autoridade judiciária competente, que
relatório do exame laboratorial, a decidirá sobre a sua satisfação.
autoridade judiciária competente ordena a 3. O pedido pode ser apresentado através
destruição da droga remanescente, do Gabinete Nacional da Interpol.
despacho que é cumprido em período não
superior a 30 dias, ficando a droga até à ARTIGO 38.°
destruição, guardada em cofre forte. (Comunicação de decisões)
5. A destruição da droga faz-se por 1. São comunicadas á Entidade
incineração, na presença de um Coordenadora do Combate à Droga todas
magistrado, de um funcionário designado as apreensões de plantas, substancias e
para o efeito, de um técnico de preparações compreendidas nas tabelas I
laboratório, lavrando-se o auto respectivo; a IV.

16
2. Os tribunais enviam á mesma Entidade No tocante a extradição, auxílio judiciário
cópia das decisões proferidas em mútuo, execução de sentenças penais
processo-crime por infracções previstas estrangeiras e transmissão de processos
no presente diploma. criminais, aplicam-se os tratados,
convenções e acordos a que a Guiné-
TÍTULO V Bissau se vinculou e subsidiariamente o
COORDENAÇÃO NACIONAL E disposto na Convenção das Nações
COOPERAÇÃO INTERNACIONAL NA Unidas de 1988 contra o tráfico de
LUTA CONTRA O TRÁFICO ILÍCITO estupefacientes e de substâncias
psicotrópicas.
ARTIGO 39.°
(Coordenação do combate à droga)2 DISPOSIÇÕES FINAIS
l. Será criada, na dependência do
Primeiro-ministro, uma Comissão ARTIGO 41.º
Nacional com a finalidade de propor as (Norma revogatória)
estratégias e coordenar as acções políticas Fica revogada o Decreto-Lei n.º 1/76, de
emanadas do Governo em todos os 21 de Abril.
domínios do combate à droga, sendo a
sua composição e atribuição objecto de ARTIGO 42.°
decreto. (Entrada em vigor)
2. Será igualmente criada uma estrutura O presente diploma entra imediatamente
de coordenação do combate ao tráfico em vigor.
ilícito, tanto no plano nacional como
internacional, na dependência do Aprovado em 9 de Setembro de 1993.
Procurador-geral da República.
Promulgado em 9 de Setembro de 1993.
ARTIGO 40.º
(Cooperação internacional) Publique-se.

2
A Comissão Interministerial de Combate à O Presidente do Conselho de Estado,
Droga, foi criada pelo Decreto n.º 11/94 de 14 de
Fevereiro, Publicado no Boletim Oficial n.º 7 de General João Bernardo Vieira.
14 de Fevereiro de 1994.

17
Alfacetilmetadol
Acetil-alfa-metilfentanil
Cannabis e resina de cannabis
Cetobemidona
Desomorfma
ANEXO Etorfina
(a que se refere o n.º 2 do artigo 1.°) Heroína
Este anexo compreende: Alfa-medilatiofentanil
— as substâncias adiante designadas pela Beta-hidroxifentanil
sua denominação comum internacional ou Beta-hidroxi-3-metilfentanil
nome utilizado nas convenções 3 - metilfentanil
internacionais em vigor; 3 - metiltiofentanil
— os seus isómeros, salvo excepções Para-fluorofentanil
expressas em todos os casos onde possam PEPAD
existir em conformidade com a fórmula Tiofentanil
química correspondente às ditas subs-
tâncias;
— os ésteres e éteres destas substâncias QUADRO I
em todas as formas em que possam Brolanfetamina
existir; Catinona
— os sais destas substâncias, DET
compreendidos ainda os sais dos ésteres, DMA
de éteres e de isómeros em todas as DMHP
formas em que estes sais possam existir; DMT
— As preparações destas substâncias, DOET
salvo excepções previstas pela lei: Eticiclidina
(+) – Lisergida, LSD, LSD-25
TABELA I MDMA
QUADRO IV Mescalina
Metil-4 aminorex
Acetorfina MMDA

18
N-etil MD Butirato de dioxafetilo
Parahexilo Clonitazeno
PMA Coca (folha de)
Psilocina, Psilotsin Cocaína
Psilocibina Codoxina
Rolicilidina Concentrado de palha de papoila
STP, DOM Dextromoramida
Tenanfetamina Diampromida
Tenociclidina Dietiltiambuteno
Tetrahidrocanabinol Difenoxina
TMA Dimenoxadol
Dimefeptanol
Dimetiltiambuteno
Difenoxilato

TABELA II
QUADRO I

Acetilmetadol
Alfameprodina
Alfametadol
Alfa - metilfentanil
Alfaprodina
Alfentamil
Alilprodina
Anileridina
Benxetidina
Benzilmorfina
Batacetilmetadol
Betameprodina
Bezitramida

19
Dipipanona Morfina metobrometo e outros derivados
Drotebanol morfinicos com azoto pentavalente
Ecgonina esteres e derivados Mirofina
Etilmetiltiambuteno Nicomorfina
Etonitazeno Noracimetadol
Etoxeridina Norlevorfanol
Fenampromida Normetadona
Fenazocina Normorfina
Fenomorfano Norpipanona
Fenoperidina N-Oximorfina
Fentanil Ópio
Furetidina Oxicodona
Hidrocodona Oximorfona
Hidromorfinol Petidina
Hidromorfona Petidina, intermediário A de (ciano - 4
Hidroxipetina metil-1 fenil - 4 piperidina)
Isometadona Petidina, intermediário B do (éster etílico
Levometorfano do ácido fenil - 4 piperidino carboxílico -
Levomoramida 4)
Levofenacilmorfano Petidina, intermediário C do (acido metil-
Levorfanol 1 fenil-4 piperidino carboxílico - 4)
Metazonia Piminodína
Metadona Piritramida
Metadona, intermediário da (ciano - 4 Proheptazina
dimetilamino - 2 difenil - 4,4 butano) Properidina
Metildesorfina Racemetorfano
Metildihidromorfina Recemoramida
Metopão Racemorfano
Moramida Sufentamil
Morferidina Tebacona
Morfina Tebaina

20
Tilidina
Trimeperidina

QUADRO II

Acetildiidrocodeina
Codeína
Dextropropoxifeno
Diidrocodeina
Etilmorfina
Folcodina
Nicocodina
Nicodicodina
Norcodeína
Propirano
Anfetamina
Dexanfetamina
Fenciclidina
Fenetilina
Levanfetamina
Mecloqualona
Metanfetamina
Metaqualona
Metilfenidato
Racemato de Metanfetamina
Renmetrazina
Secobarbital

21
TABELA III Butobarbital
Camazepan
QUADRO III Clordiazepóxido
da Convenção de 1961 sobre Clobazam
estupefacientes Clonazepam
Clorazepato
Acetilhidrocodeina Clotiazepan
Codeína Cloxazolan
Díhidrocodeina Diazepan
Etilmorfina Estazolan
Folcodina Etciorvinol
Nicocodina Etinamato
Nicodicodina Etilanfetamina
Norcodeina Fencanfamina
Amobarbital Fendimetrazina
Buprenorfina Fenobarbital
Butalbital Fenproporex
Catina Fentermina
Ciclobarbital Fludiazepan
Glutetamida Flunitrazepam
Pentazocina Flurazepam
Pentobarbital Halazepam
Haloxazolam
QUADRO IV Ketazolam
Lefetamina
Alobarbital Loflazepato de Etilo
Alprazolan Loprazolan
Anfepramona Lorazepan
Barbital Lormetazepan
Benzefetamina Mazindol
Bromazepan Medazepan

22
Mefenorex ácido sulfúrico e do ácido clorídrico.
Meprobamato
Metilfenobarbital
Metilprilone
Midazolam
Nimetazepam
Nitrazepam
Nordazepam
Oxazepam
Oxazolam
Pemolina
Pinazepam
Pipradol
Prazepam
Propilhexedrina
Pirovalerona
Secbutabarbital
Temazepam
Tetrazepam
Triazolam
Vinilbital

TABELA IV (PERCURSORES)

Este anexo compreende:


As substâncias adiante designadas pela
sua denominação comum internacional ou
pelo nome utilizado nas Convenções
Internacionais em vigor;
Os sais destas substâncias em todas as
formas que possam existir, à excepção do

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QUADRO 1

Ácido lisérgico
Efedrina
Ergometrina
Ergotamina
Fenil-1 propanona-2
Pseudo - efedrina
Ácido N - acetilantranílico
Isosafrole
Metilenadioxio - 3, 4 fenil propanona - 2
Piperonal
Safrole

QUADRO 2

Acetona
Ácido Antranílico
Ácido fenilacético
Anidricdo acético
Éter etílico
Piperidina
Ácido clorídrico
Metiletilcetona
Permanganato de potássio
Ácido sulfúrico
Tolueno

24

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