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Jogos e Esportes Adaptados para Inclusão

O documento aborda a importância de adaptar brincadeiras, jogos e esportes para pessoas com deficiências auditiva, visual e intelectual, promovendo a inclusão e a equidade nas atividades. Sugere diversas adaptações e exemplos de jogos que podem ser utilizados, além de destacar a relevância dos esportes adaptados na reabilitação e inclusão social. Enfatiza a necessidade de educadores estarem preparados para atender às necessidades individuais dos alunos, garantindo que todos possam participar e se divertir juntos.

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Jogos e Esportes Adaptados para Inclusão

O documento aborda a importância de adaptar brincadeiras, jogos e esportes para pessoas com deficiências auditiva, visual e intelectual, promovendo a inclusão e a equidade nas atividades. Sugere diversas adaptações e exemplos de jogos que podem ser utilizados, além de destacar a relevância dos esportes adaptados na reabilitação e inclusão social. Enfatiza a necessidade de educadores estarem preparados para atender às necessidades individuais dos alunos, garantindo que todos possam participar e se divertir juntos.

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Brincadeiras, jogos e esportes

para pessoas com deficiência


auditiva, visual e intelectual
PROIBIDA A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL, SEM AUTORIZAÇÃO.
Lei nº 9610/98 – Lei de Direitos Autorais

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Brincadeiras, jogos e esportes para pessoas com
deficiência auditiva, visual e intelectual
Seja na escola, no lazer, ou mesmo para fins de saúde ou até como atividade profissional,
as brincadeiras, jogos e as práticas esportivas atraem muito interesse, inclusive o das
pessoas com algum tipo de deficiência e ou necessidade específica, o que revela a
necessidade de que os educadores estejam preparados para compreender as
necessidades de seu público e qual a melhor maneira para adaptar atividades diversas,
promovendo a inclusão efetiva dentro de espaços de convivência compartilhados, como a
escola.

Brincadeiras e jogos adaptados


Jogos, brincadeiras ou mesmo brinquedos adaptados para alunos com algum tipo de
deficiência podem ser considerados como atividades lúdicas que foram adaptadas para
permitir que todos os alunos possam ter as mesmas oportunidades e participar das
atividades junto com seus amigos. Essas mudanças podem incluir flexibilização das regras
de bricadeiras, sobre o uso dos equipamento, no tempo e até mesmo na maneira como a
atividade é realizada ou jogada. Meira, Mesquita e Gomes (2016, p. 2) explicam que

"partindo-se do pressuposto de que os jogos possuem funções essenciais na formação do


ser humano, como socialização, valores éticos e morais, relacionamento interpessoal, etc.,
os jogos e brincadeiras populares surgem como uma valorosa alternativa para se trabalhar
a inclusão nas escolas, visto o fato de promover autoconfiança, reforçar a convivência em
grupo, introduzir novas experiências e tornar a pessoa livre para experimentar o prazer do
brincar sobreposto ao desejo de vencer".

O objetivo dessas adaptações é justamente garantir que todos os alunos possam


participar de maneira justa, com equidade, se sentindo incluídos, independentemente de
suas habilidades ou limitações. Além disso, jogos, brinquedos e brincadeiras adaptadas
podem auxiliar no desenvolvimento acadêmico, nas habilidades sociais, além das
habilidades cognitiva e motora dos alunos. No âmbito educacional ou mesmo social, tais
adaptações podem incluir:

Mudanças nas regras de jogos diversos para torná-los mais acessíveis e justos para
todos os jogadores.
Uso de equipamentos adaptados como bolas mais leves ou com texturas diferentes,
permitindo que os alunos com deficiências físicas possam participar das atividades.
Adição de pistas visuais ou táteis para ajudar alunos com deficiências visuais ou
auditivas a entender o jogo.
Modificação do ambiente de jogo para torná-lo mais seguro e acessível para todos.

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Todavia, é fundamental se atentar para o fato de que cada aluno tem necessidades e
habilidades diferentes, por isso, as adaptações devem ser pensadas para atender às
necessidades individuais de cada um, evitando que se reforce um ambiente excludente.
Abaixo temos algumas brincadeiras e jogos que podem facilmente ser adaptados.

1. Jogo da memória tátil: Este jogo é ideal para pessoas com deficiência visual. Em
vez de usar cartas com imagens, use cartas com texturas diferentes. Os jogadores
devem encontrar as cartas que correspondem à mesma textura.
2. Jogo de dominó com números em Braille: Este jogo é ideal para pessoas com
deficiência visual, possibilitando que os jogadores possam sentir as peças e jogar.
3. Jogo de boliche adaptado: Este jogo é ideal para pessoas com deficiência física.
Use uma bola de boliche mais leve e coloque pinos com cores diferentes para que os
jogadores possam identificá-los.
4. Jogo de quebra-cabeça adaptado: Este jogo é ideal para pessoas com deficiência
visual, pois é possível usar jogos com peças grandes e texturas diferentes para que
os jogadores possam sentir as peças.
5. Jogo de Dama adaptado: Este jogo é ideal para pessoas com deficiência visual.
Use um tabuleiro de Dama com peças em Braille para que os jogadores possam
sentir as peças e jogar.

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6. Jogo de memória com imagens em alto relevo: Ideal para pessoas com
deficiência visual, permite a uttilização de cartas com imagens em alto relevo para
que os jogadores possam sentir as imagens e encontrar as cartas correspondentes.
7. Jogo de cartas adaptado: É possível utilizar cartas com números e símbolos em
Braille para que os jogadores possam sentir as cartas e jogar.

É imprescindível compreender que a adaptação de jogos, brinquedos e brincadeiras é


essencial para garantir o acesso de todos os alunos, com ou sem algum tipo de
necessidade ou deficiência, permitindo que todos possam participar e se divertir juntos,
em uma verdadeira inclusão.

Esporte adaptado
Entende-se como esportes adaptados, o processo de tornar uma prática esportiva
acessível para qualquer pessoa, garantindo que deficiências, sejam elas de qualquer
ordem ou necessidades específicas, sejam respeitadas e nenhum indivíduo seja excluído
da atividade. Em uma retrospectiva histórica, Lima (2014, p. 33) destaca que "a gênese
do esporte adaptado está diretamente ligada à sua utilização na reabilitação física dos
indivíduos com deficiência. Seu início deu-se no final do século XIX e desde então vem
reunindo pessoas que apresentam a mesma deficiência em várias modalidades
esportivas".

Na contemporaneidade, esses esportes são pensados para atender às necessidades


específicas de cada atletas, possibilitando que eles participem de competições esportivas
com as mesmas condições que outros atletas, ou seja, o esporte de maneira geral, é
benéfico para a parte física, emocional e social de todos, sendo, inclusive, um valioso
instrumento na reabilitação e inclusão social e educacional.

Alguns exemplos de esportes adaptados segundo a deficiência são:

Deficiência visual: futebol de pano, goalball, atletismo, natação, judô, ciclismo,


hipismo, etc.
Deficiência intelectual: Dança, atletismo, natação, tênis de mesa, etc.
Deficiência física: basquete em cadeira de rodas, vôlei sentado, vôlei para
amputados, etc.
Deficiência auditiva: Dança (vibração), atletismo, basquete, futebol, natação,
vôlei, etc.

Todos esses exemplos de esportes são fundamentais na inclusão e ainda promovem a


igualdade de oportunidades entre as pessoas.

Sugestões para garantir a participação de todos


Estimular a participação e ajuda mútua entre alunos.
Uso de bolas com guizos ou objetos que produzam sons.
Optar por pisos planos, principalmente para quem faz uso de cadeira de rodas.
Respeitar o tempo de alunos que apresentem hipersensibilidade tátil, visual ou
auditiva.

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Elaborar brinquedos que explorem figuras, cores, cheiros, texturas e sons.
Ter sempre a ciência de possíveis restrições no brincar.
Compartilhar com as famílias ideias de brinquedos, brincadeiras e jogos para
fazerem em casa com os filhos.
Não permitir atos preconceituosos ou discriminatórios no grupo.
Privilegiar atividades que valorizem as habilidades de cada um.

Ao adaptar os cenários, regras e ferramentas, abrimos portas para a expressão plena das
habilidades e potenciais únicos de cada indivíduo. Por isso, reconhecer que o engajamento
ativo em brincadeiras, jogos e esportes transcende a mera recreação é imperativo para
criar cada vez mais situações em que todos podem ser protagonistas, inclusive em
momentos de lazer.

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Referências
BAGATINI, Vilson. Psicomotricidade para deficientes. Porto Alegre: Sagra: DC Luzzatto,
1992.

BRASIL. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Lei nº 9.394, de 20 de


dezembro de 1996. Brasília, 1996.

FERREIRA, Eliana Lucia (org.). ESPORTES E ATIVIDADES FÍSICAS INCLUSIVAS. Juiz de


Fora: Ngime, 2014.

LIMA, Solange Rodovalho. Introdução ao esporte adaptado: história, evolução e


atualidades. In: FERREIRA, Eliana Lucia (org.). ESPORTES E ATIVIDADES FÍSICAS
INCLUSIVAS. Juiz de Fora: Ngime, 2014, p. 31-74.

MEIRA, Lethícia Nascimento; MESQUITA, Amanda Alvino; GOMES, Silvana Nóbrega. JOGOS
E BRINCADEIRAS POPULARES COMO FORMA DE INCLUSÃO DA CRIANÇA COM
DEFICIÊNCIA FÍSICA NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR NO ENSINO
FUNDAMENTAL I. In: CINTEDI, 2., 2016, Campina Grande. Anais [...]. 2016. p. 1-10.

MORI, N. N. R. et al. Jogos e brincadeiras no desenvolvimento da atenção e da memória


em alunos com deficiência intelectual. Praxis Educativa, [S.L.], v. 12, n. 2, p. 551-569,
dez. 2017.

NASCIMENTO, Telma Suely Bezerra do et al. AS PRÁTICAS CORPORAIS E A INCLUSÃO


DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA. In: CONEDU, 3., 2016, [S.I]. Anais [...]. [S.I]: Editora
Realize, 2016. p. 1-9.

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