0% acharam este documento útil (0 voto)
43 visualizações11 páginas

Fábula

A coletânea de fábulas apresenta lições morais através de histórias como a da cigarra e da formiga, que ensina sobre a importância do trabalho e da preparação para o futuro. Outras fábulas, como a da lebre e da tartaruga, destacam que a perseverança e a paciência podem levar à vitória, enquanto a história do leão e do ratinho ilustra que até os menores amigos podem ser úteis. Cada narrativa termina com uma moral que sintetiza a mensagem central da fábula.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
43 visualizações11 páginas

Fábula

A coletânea de fábulas apresenta lições morais através de histórias como a da cigarra e da formiga, que ensina sobre a importância do trabalho e da preparação para o futuro. Outras fábulas, como a da lebre e da tartaruga, destacam que a perseverança e a paciência podem levar à vitória, enquanto a história do leão e do ratinho ilustra que até os menores amigos podem ser úteis. Cada narrativa termina com uma moral que sintetiza a mensagem central da fábula.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

A CIGARRA E A FORMIGA

No verão, a cigarra cantava alegremente, distraída e sem se preocupar com o


futuro. Ela passava os dias cantando, sem fazer mais nada. Já a formiga trabalhava
arduamente, dia e noite, para garantir que tivesse alimento suficiente para o inverno.
— Que bela estação! — disse a cigarra para a formiga em um dia ensolarado. —
Você não vai parar um pouco para descansar e ouvir a música que o sol me inspira?
A formiga olhou para a cigarra e respondeu:
— Não posso, minha amiga. Preciso trabalhar agora para ter o que comer
quando o inverno chegar.
A cigarra, então, riu e respondeu:
— O inverno está muito longe, não há razão para se preocupar. Vamos
aproveitar o sol enquanto ele brilha!
E a cigarra continuou a cantar, enquanto a formiga, sem perder tempo, seguia
sua tarefa.
Passaram-se semanas, e o verão chegou ao fim. O inverno chegou mais rápido
do que a cigarra imaginava. A neve cobriu os campos, e o frio foi intenso. Sem comida e
sem abrigo, a cigarra, que agora tremia de frio, foi até a casa da formiga pedir ajuda.
— Formiga, por favor! — pediu a cigarra, batendo à porta da casa da formiga. —
Estou faminta e congelando. Você pode me dar um pouco de comida e abrigo?
A formiga olhou para a cigarra com um olhar sério e respondeu:
— Você passou o verão cantando e não se preocupou em trabalhar. Agora, não
posso ajudá-la. O que eu tenho é resultado do meu esforço, e você não fez o seu. É
hora de aprender que, quem não se prepara na estação certa, sofre nas dificuldades
que vêm depois.
A cigarra, envergonhada, se afastou, sabendo que não havia mais o que fazer.
E assim, ela aprendeu a dura lição de que é preciso trabalhar no presente para
garantir um futuro seguro.
Moral da história:
"Quem não trabalha no verão, sofre no inverno."
A LEBRE E A TARTARUGA
Era uma vez uma lebre que se gabava de sua velocidade. Ela estava sempre se
vangloriando de ser a mais rápida de todos os animais da floresta.

— Eu sou a mais veloz! — exclamou a lebre, enquanto todos os outros animais estavam
reunidos. — Ninguém pode me vencer em uma corrida!

A tartaruga, que estava ouvindo a conversa, decidiu interromper.

— Talvez você seja muito rápida, lebre, mas eu gostaria de desafiar você para uma
corrida — disse a tartaruga com calma.

Todos os animais riram da ideia da tartaruga. Eles sabiam que a lebre venceria
facilmente. Mesmo assim, a lebre aceitou o desafio com um sorriso de deboche.
— Uma corrida contra você, tartaruga? Isso será fácil! — respondeu a lebre, já se
preparando para a competição.

No dia da corrida, todos os animais se reuniram para assistir ao evento. O juiz, que era o
corvo, deu o sinal de partida:

— Preparar, apontar, já!

A lebre disparou como uma flecha, correndo a uma velocidade impressionante,


enquanto a tartaruga, com seu passo lento e constante, começava sua jornada.

A lebre olhou para trás e viu que estava muito à frente da tartaruga. Então, ela pensou:

— Tenho tanto tempo, posso descansar um pouco.

A lebre encontrou uma sombra agradável de uma árvore e decidiu tirar uma soneca.
Enquanto isso, a tartaruga continuava sua caminhada devagar, sem parar.

O tempo passou, e a lebre ainda estava dormindo profundamente. A tartaruga, passo a


passo, foi se aproximando da linha de chegada. Quando a lebre finalmente acordou, ela viu a
tartaruga bem perto de chegar à linha de chegada.

— Oh, não! — gritou a lebre, correndo o mais rápido que podia, mas já era tarde
demais. A tartaruga cruzou a linha de chegada primeiro.

Todos os animais aplaudiram a tartaruga, que, com calma e determinação, havia


vencido a corrida.

A lebre, envergonhada, foi até a tartaruga e disse:

— Eu nunca pensei que você fosse me vencer. Você provou que, com perseverança e
paciência, é possível alcançar nossos objetivos, mesmo que a jornada seja longa.

Moral da história:
"Devagar e sempre se vai ao longe."

O LEÃO E O RATINHO
Era uma vez um grande leão que estava descansando na floresta. De repente,
um pequeno rato apareceu correndo e, sem querer, passou por cima da pata do leão. O
leão acordou, irritado, e agarrou o rato com suas garras.
— Como ousa me incomodar, pequeno rato? — rugiu o leão, com a boca cheia
de dentes afiados. — Vou devorar você!
O ratinho, tremendo de medo, olhou para o leão e, com uma voz tímida, disse:
— Por favor, senhor leão, não me coma! Eu sou muito pequeno e fraco para
causar-lhe qualquer dano. Mas, se você me poupar, prometo que um dia poderei ajudá-
lo.
O leão olhou para o ratinho e riu da ideia de que um ser tão pequeno pudesse
ajudá-lo algum dia. No entanto, ele decidiu libertá-lo, achando que não havia razão para
matá-lo.
— Vá embora, pequeno rato. Eu vou te poupar, mas não pense que você poderá
fazer algo por mim. — disse o leão, soltando o rato.
O rato, aliviado, correu rapidamente para longe, mas não esqueceu a bondade
do leão.
Algum tempo depois, o leão estava vagando pela floresta quando caiu em uma
armadilha de caçadores. Ele ficou preso em uma rede e começou a rugir
desesperadamente. O rato, que passava por ali, ouviu os rugidos do leão e
imediatamente correu até ele.
— Não se preocupe, senhor leão! Eu vou ajudá-lo! — gritou o rato.
Com seus dentes afiados, o rato roeu as cordas da rede até que o leão estivesse
livre.
— Eu não acreditava que você pudesse me ajudar, mas agora vejo que estava
errado. — disse o leão, impressionado com a coragem do pequeno rato.
O rato sorriu e respondeu:
— Às vezes, até os menores amigos podem ser de grande ajuda.
Moral da história:
"Até o menor dos amigos pode ser de grande ajuda."

O CORVO E A CEGONHA

Um corvo e uma cegonha estavam ambos à beira de um campo, observando o que


havia ao seu redor. O corvo, com sua plumagem negra e brilhante, sempre se gabava de ser um
dos mais espertos entre os pássaros.

— Eu sou o mais astuto e inteligente de todos os animais! — disse o corvo, com


confiança. — Eu sei exatamente como conseguir o que quero, seja caçando ou enganando.

A cegonha, que estava ouvindo, olhou para o corvo com um sorriso e, sem dizer uma
palavra, o desafiou a uma competição.

— Que tal vermos quem consegue pegar mais comida hoje? — sugeriu a cegonha.

O corvo, sempre disposto a provar sua inteligência, aceitou o desafio sem hesitar.

— Claro, vou vencer você facilmente, cegonha! — respondeu o corvo, arrogante.

Ambos começaram a procurar comida. O corvo, com sua esperteza, pegava pedaços
pequenos de carne, frutas e até sobras que encontrava pelo campo. Ele estava muito satisfeito
consigo mesmo, achando que ia vencer sem dificuldades.

A cegonha, por outro lado, estava sendo mais cuidadosa. Ela procurou por um campo
cheio de pequenos insetos e sementes, e, com seu longo bico, conseguiu pegar a comida com
muita facilidade.

Quando o fim do dia chegou, o corvo estava cansado, com um grande número de
pedaços de comida. Ele olhou para a cegonha, que estava tranquila, com seu bico cheio de
sementes e insetos.

O corvo, convencido de que tinha mais comida, sorriu e disse:


— Veja, cegonha, eu tenho muito mais comida do que você! Parece que ganhei!

A cegonha sorriu e, com calma, respondeu:

— Não se engane, corvo. Eu encontrei a comida que preciso, mas você pegou coisas
que são difíceis de carregar e comer. Eu fiz escolhas inteligentes, enquanto você se apressou a
pegar tudo sem pensar.

O corvo, percebendo seu erro, ficou envergonhado e aprendeu que, às vezes, a


sabedoria está em fazer boas escolhas e não apenas em pegar o máximo possível.

Moral da história:
"Inteligência é melhor do que acumular coisas sem pensar."

O LOBO E O CORDEIRO

Era um dia quente de verão, e um cordeiro estava bebendo água de um riacho,


com sua cabeça baixa, bem tranquilo. De repente, um lobo feroz apareceu à margem
do riacho, esfomeado e com os olhos brilhando de raiva.
O lobo, com um olhar ameaçador, se aproximou do cordeiro e disse:
— Como ousa sujar a água que estou bebendo? — rugiu o lobo.
O cordeiro, assustado, olhou para o lobo e, com uma voz suave e trêmula,
respondeu:
— Mas, senhor lobo, a água desce das montanhas e eu estou bem abaixo de
onde você está bebendo. Eu não tenho como sujar a sua água. Não fiz nada de errado!
O lobo, que já tinha decidido o que faria, ignorou o pedido do cordeiro e
continuou sua acusação:
— Não me venha com desculpas! Eu ouvi dizer que você falou mal de mim o
ano passado, e agora você vai pagar por isso!
O cordeiro, tentando se defender, falou novamente:
— Mas, senhor lobo, eu sou apenas um cordeiro jovem e fraco. Eu não tenho
nem força para falar mal de alguém, muito menos de um ser tão forte como você! Eu
nunca faria algo assim!
O lobo, no entanto, não estava disposto a ouvir mais. Ele já havia decidido que
iria atacar o cordeiro.
— Não importa o que você diga. — disse o lobo, com um sorriso cruel. — Eu já
tomei minha decisão. Você vai pagar por sua insolência, não importa o que aconteça!
Sem mais palavras, o lobo atacou o cordeiro, devorando-o sem piedade. O
cordeiro, mesmo inocente, não teve chance de escapar, pois o lobo era muito mais
forte e poderoso.
Moral da história:
"Às vezes, os poderosos acusam os fracos sem motivo, apenas para justificar suas próprias
ações."

O Corvo e a Raposa
Um corvo, ao encontrar um pedaço de queijo, voou até um galho alto de
uma árvore para saborear sua deliciosa refeição. Ele estava tão satisfeito e
orgulhoso de sua conquista que começou a cantar, exibindo seu queijo.
Uma raposa, que passava por ali, viu o corvo com o pedaço de queijo e
pensou em como poderia pegar aquilo para si. Ela se aproximou sorrateiramente
e, com um sorriso encantador, disse ao corvo:
— Como você está lindo hoje, corvo! Suas penas estão tão brilhantes,
parecem ouro! E que voz forte você tem! Tenho certeza de que, se você cantar
para mim, será a melhor música que eu já ouvi. Deixe-me ouvir, por favor!
O corvo, com o ego subindo, ficou muito feliz com o elogio da raposa. Ele
pensou:
— Se ela acha que minha voz é tão bonita, então eu vou cantar com
ainda mais força!
E assim, o corvo abriu o bico e começou a cantar, esquecendo-se
completamente do pedaço de queijo que ainda estava em sua boca. Mas, ao
abrir o bico, o queijo caiu de sua boca e foi imediatamente capturado pela
raposa.
A raposa, sorrindo, pegou o queijo e disse:
— Meu caro corvo, o que você não percebeu foi que eu só elogiava para
que você cantasse. Agora, o queijo é meu!
O corvo, envergonhado por ter sido enganado, percebeu que havia
perdido o queijo por sua vaidade. Ele não podia fazer nada, exceto assistir à
raposa levar seu prêmio.
Moral da história:
"Não se deixe levar por elogios vazios, pois a vaidade pode ser o caminho para a
perda."

O GATO E O RATO DE CAMPO


Era uma vez um rato de campo que vivia tranquilamente no campo, correndo
pelas plantas e se alimentando de grãos. Ele estava muito feliz em seu lar simples,
longe dos perigos da cidade.
Certo dia, o rato de cidade, um rato que vivia em uma mansão luxuosa, visitou
o rato de campo.
— Você vive em um lugar tão simples e sem luxo, não é? Por que não vem
morar na cidade? Eu tenho muitos banquetes e comida deliciosa em minha casa! —
sugeriu o rato de cidade.
O rato de campo, curioso, aceitou o convite e foi até a cidade. Quando chegou,
ficou impressionado com a grande quantidade de alimentos que o rato de cidade tinha,
como queijos, pães e frutas frescas.
— Uau! Eu nunca vi tanta comida! — exclamou o rato de campo.
Enquanto comiam, o rato de cidade começou a contar sobre sua vida na cidade.
— A vida na cidade é maravilhosa, com tudo o que precisamos. Você poderia se
acostumar aqui e viver com todos esses luxos! — disse o rato de cidade.
No entanto, enquanto eles estavam comendo, o rato de campo ouviu um
barulho na cozinha. O rato de cidade olhou para ele com uma expressão de pânico.
— Oh não, o gato! — gritou o rato de cidade, correndo para se esconder.
O rato de campo, que nunca havia experimentado esse tipo de perigo, ficou
assustado. Ele não sabia onde se esconder, mas viu o gato se aproximando e correu o
mais rápido que pôde.
Depois do susto, o rato de campo se escondeu em um canto da casa, tremendo
de medo.
— Eu prefiro minha vida no campo, onde não tenho que me preocupar com o
perigo de um gato. Aqui, mesmo com toda a comida, há sempre o medo à espreita. —
disse o rato de campo, decidido a voltar para sua vida simples.
Ele se despediu do rato de cidade e voltou para o campo, onde sabia que estava
mais seguro e em paz.
Moral da história:
"Mais vale uma vida simples e tranquila do que uma vida cheia de riquezas e perigos."

A RAPOSA E AS UVAS
Certa vez, uma raposa faminta caminhava pela floresta à
procura de algo para comer. Ela estava muito cansada e já não
aguentava mais procurar sem sucesso. De repente, ela avistou uma
videira cheia de uvas maduras e suculentas penduradas em um
galho alto.
A raposa, vendo a comida deliciosa, imediatamente se
aproximou da videira e disse:
— Que uvas maravilhosas! Elas estão tão bonitas e parecem
ser bem doces! Eu não vou perder essa chance de me deliciar com
essas uvas.
Ela tentou alcançar as uvas, mas estavam muito altas. A
raposa deu um salto, mas não conseguiu pegar o cacho de uvas. Não
desanimada, ela deu mais alguns saltos, mas todas as tentativas
falharam. Cansada e já suada, a raposa parou por um momento e
olhou para as uvas com frustração.
— Não posso acreditar que não consigo pegá-las! —
resmungou ela, respirando pesado.
Ela então se afastou um pouco, olhou novamente para as
uvas, e, com um sorriso irônico, disse:
— Bem, de qualquer maneira, essas uvas devem estar verdes
e azedas. Não valem a pena. Eu não queria mesmo essas uvas.
Com isso, a raposa se afastou, tentando disfarçar sua
frustração e decepção. Ela já não estava mais interessada nas uvas,
apesar de ainda desejar tê-las.
Moral da história:
"É fácil desprezar aquilo que não podemos alcançar."

A GALINHA DOS OVOS DE OURO

Era uma vez um homem que possuía uma galinha muito especial. Todos os dias,
ela botava um ovo de ouro brilhante. O homem ficava cada vez mais rico, pois vendia
os ovos e podia comprar tudo o que desejava. Sua vida estava confortável, mas, ao
invés de se contentar, ele começou a ficar cada vez mais insatisfeito.
— Se essa galinha me dá um ovo de ouro por dia, imagine o que aconteceria se
eu tivesse todos os ovos de uma vez! Eu seria muito mais rico! — pensava o homem,
cada vez mais obcecado pela ideia de enriquecer rapidamente.
A ganância começou a consumir o homem. Ele queria mais e mais, e não
conseguia esperar. Então, decidiu que mataria a galinha para tirar todos os ovos de
uma vez, em vez de esperar pelo ovo diário.
— Não preciso mais esperar. Vou matar a galinha e pegar todos os ovos de ouro
de uma vez só. Assim, ficarei rico imediatamente! — falou consigo mesmo, com um
sorriso de satisfação ao imaginar a riqueza que teria.
Sem pensar nas consequências, o homem pegou a galinha e a matou. Abriu sua
barriga com pressa, ansioso para encontrar os ovos de ouro. Mas, para sua surpresa,
não encontrou nada. Não havia ovos de ouro. A galinha estava vazia por dentro.
— O que fiz? Agora perdi a galinha e não ganhei nada! — exclamou,
desesperado.
Ele tentou procurar mais, mas não havia mais nada a fazer. A ganância o fizera
cometer o erro de matar a fonte de sua riqueza. Agora, ele estava arruinado, sem os
ovos de ouro e sem a galinha.
Sentado no chão, ele ficou refletindo sobre o que havia feito.
— Eu era rico todos os dias com um ovo de ouro, mas agora, por minha
imprudência, perdi tudo. Não posso mais voltar atrás. A ganância me cegou... e agora
perdi o que tinha de mais valioso.

Moral: A ganância pode nos levar a perder o que já temos de mais valioso.

O CACHORRO E SUA IMAGEM


Era um dia quente e ensolarado, e um cachorro caminhava tranquilamente por
uma estrada. Ele estava com um pedaço de carne delicioso, que havia encontrado em
uma casa. Satisfeito, pensava consigo mesmo:
— Que sorte a minha! Agora vou poder me deliciar com esse pedaço de carne
suculento.
Ele estava indo para sua casa e decidiu atravessar uma ponte que passava por
um rio. Quando chegou no meio da ponte, olhou para baixo, na água clara, e viu seu
reflexo. Para sua surpresa, ele viu um outro cachorro, com um pedaço de carne ainda
maior do que o seu.
— Uau! Olha só aquele cachorro! E aquele pedaço de carne... parece tão grande
quanto o meu... Não, na verdade, ele tem um pedaço maior!
O cachorro ficou encarando o reflexo, imaginando como seria maravilhoso ter
aquele pedaço de carne ainda maior. A ideia de ter mais carne o deixou com muita
fome e ganância.
— Se eu conseguir pegar aquele pedaço de carne, vou ter dois! E vou ser o
cachorro mais feliz do mundo!
Decidido a pegar a carne, ele não pensou nas consequências. Sem hesitar, abriu
a boca e deu um latido forte, como se estivesse atacando o outro cachorro.
— Ei, isso é meu! Dê-me aquele pedaço de carne!
No momento em que abriu a boca para latir, o pedaço de carne que ele
carregava caiu diretamente na água do rio. Ele parou, olhando, confuso.
— O que aconteceu? Não acredito! O pedaço de carne desapareceu!
Ele olhou desesperado para a água, mas o reflexo já não mostrava nada além
de um rio calmo. O pedaço de carne que ele tinha agora estava perdido, e ele não
conseguia mais ver o reflexo do outro cachorro.
— Eu era tão feliz com o que tinha! Agora, por causa da minha ganância, perdi
tudo.
O cachorro, cabisbaixo e arrependido, caminhou de volta para casa, refletindo
sobre o que fizera.

Moral: A ganância pode nos fazer perder o que já temos de mais valioso.

Você também pode gostar