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Compiladão Provas Com Respostas

O documento apresenta uma série de questões clínicas e diagnósticas relacionadas a casos de medicina interna, abordando temas como hipertensão, diarreia aguda, cirrose, tromboembolismo pulmonar, fibrilação atrial, cetoacidose diabética e doenças intestinais inflamatórias. Cada questão inclui um cenário clínico específico e opções de resposta, exigindo conhecimento sobre condutas médicas adequadas. Além disso, são discutidos critérios de diagnóstico para diabetes mellitus e complicações da doença renal crônica.
Direitos autorais
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Compiladão Provas Com Respostas

O documento apresenta uma série de questões clínicas e diagnósticas relacionadas a casos de medicina interna, abordando temas como hipertensão, diarreia aguda, cirrose, tromboembolismo pulmonar, fibrilação atrial, cetoacidose diabética e doenças intestinais inflamatórias. Cada questão inclui um cenário clínico específico e opções de resposta, exigindo conhecimento sobre condutas médicas adequadas. Além disso, são discutidos critérios de diagnóstico para diabetes mellitus e complicações da doença renal crônica.
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RCG 0509 – ESTÁGIO EM MEDICINA INTERNA I – Turma D

Nome: _________________________________________________________________________

1. Homem, 42 anos, sem comorbidades, é vegetariano e praticante de maratona. Sua mãe é hipertensa e seu pai morreu de infarto
do miocárdio aos 48 anos de idade. Não fuma e não faz uso de bebida alcoólica. Exame de rotina: glicemia 80 mg/dl, creatinina
1,0 mg/dl, triglicerídeos 200 mg/dl, colesterol total 370 mg/dl e colesterol HDL 30 mg/dl. Qual é a conduta mais apropriada?
a. prescrever ciprofibrato e ômega-3
b. repetir os exames em 12 meses
c. associar sinvastatina e fenofibrato
d. iniciar rosuvastatina

2. Dentre os cenários abaixo, em qual das situações está correta a prescrição de antibiótico na diarreia aguda:
a. 80 anos, diarreia líquida há 3 dias, redução do apetite
b. 40 anos, diarreia com temperatura 38,5ºC, muco e queda do estado geral
c. 60 anos, diarreia há 5 dias, exame físico normal
d. 30 anos, retornando de viagem ao Nordeste, diarreia com cólica abdominal há 3 dias
e. 20 anos, há 24h com temperatura 37,5ºC, diarreia líquida e vômitos

3. Cirrótico por HCV é internado com dispneia e ascite volumosa. Ele não usava medicações regularmente. Exames laboratoriais
mostram hemoglobina 9 g/dl, VCM 76, leucometria normal, plaquetas 80 mil/mm³, ureia 100 mg/dl, creatinina 1,8 mg/dl, sódio
122 mEq/L, potássio 5,5 mEq/L, ferro sérico 15 mcg/d, Saturação de transferrina 22% e ferritina 300 ng/ml. Foi realizada
paracentese de alívio, com saída de 6 litros. Qual é a conduta mais apropriada:
a. associar albumina com furosemida 30 min depois
b. associar espironolactona
c. reposição de sódio a 3%
d. infundir albumina e restrição água livre
e. iniciar albumina, furosemida e espironolactona

4. No tromboembolismo pulmonar agudo, é CORRETO afirmar que:


a. a terapia trombolítica está indicada apenas nos casos confirmados de TEP, com instabilidade hemodinâmica até 12 horas
do início dos sintomas.
b. é indicado usar trombolítico durante reanimação cardiopulmonar na parada cardiorrespiratória de casos com forte
suspeita clínica de TEP.
c. a terapia trombolítica está indicada em casos com suspeita clínica de TEP com instabilidade hemodinâmica e elevação de
troponina.
d. a terapia trombolítica está indicada nos casos em que há confirmação diagnóstica de TEP associado a instabilidade
hemodinâmica até duas semanas do evento agudo.

5. Homem, 52 anos, procura serviço médico para acompanhamento. Refere que há 6 meses apresenta quadros recorrentes de
palpitação sendo documentado fibrilação atrial paroxística não valvar. No momento encontra-se assintomático em ritmo sinusal e
não há evidência de doença cardíaca subjacente. Em relação à anticoagulação desse paciente, podemos afirmar:
a. Warfarina deve ser utilizada em todos os pacientes com fibrilação atrial paroxística não valvar
b. Warfarina ou novos anticoagulantes devem ser utilizados em todos os pacientes com fibrilação atrial paroxística não
valvar
c. O que determinará o uso da anticoagulação é a frequência de recorrência da fibrilação atrial
d. O escore de CHADsVASc é utilizado apenas na fibrilação atrial persistente ou permanente
e. O que determinará o uso da anticoagulação é o perfil de risco do paciente avaliado pelo escore de CHADsVASc

6. O quadro que melhor define cetoacidose diabética é:


a. glicemia: 650 mg/dL; pH: 7,32; bicarbonato: 21 mg/dL; cetonúria: 4+/4+
b. glicemia: 126 mg/dL; pH: 6,9; bicarbonato: 19 mg/dL; cetonúria: 2+/4+
c. glicemia: 330 mg/dL; pH: 7,13; bicarbonato: 8 mg/dL; cetonúria: 3+/4+
d. glicemia: 190 mg/dL; pH: 7,27; bicarbonato: 31 mg/dL; cetonúria: 1+/4+
e. glicemia: 450 mg/dl; pH: 7,58; bicarbonato: 45 mg/dl; cetonúria: 2+/4+

7. Os diuréticos são medicações de uso consagrado no tratamento da hipertensão arterial. Em 4 a 6 semanas de uso, seu efeito
dá-se por:
a. aumento da excreção de sódio e água.
b. diminuição do volume extracelular.
c. diminuição da resistência vascular periférica.
d. redução parcial do débito cardíaco.
8. Mulher chega ao PS, letárgica e edemaciada trazida pela filha. Relata a piora no estado geral nas últimas 24 horas e relaciona a
piora à ausência na sessão de hemodiálise que deveria ter sido realizada há 48 hora. Ela conta que a mãe é hipertensa e que faz
hemodiálise há 3 anos. Usa Sorcal® (poliestirenossulfonato de cálcio). Solicitado eletrólitos, função renal, gasometria e
eletrocardiograma que mostra ritmo sinusal, com QRS alargado e onda T apiculada em todas as derivações. A pressão arterial é
130 x 80 mmHg. Frente a esse quadro, assinale a alternativa que apresenta a conduta imediata mais adequada:
a. Administrar, imediatamente, gluconato de cálcio
b. Administrar uma solução com insulina e glicose, porém antes checar os níveis séricos de potássio
c. Iniciar bicarbonato e aguardar o resultado da bioquímica solicitada para tomar uma conduta dirigida
d. Administrar insulina regular endovenosa e Sorcal® via retal, além de acionar equipe de hemodiálise

9. Homem é admitido na emergência com insuficiência hepática aguda. Os achados que confirmam o diagnóstico são:
a. encefalopatia e prolongamento do tempo de protrombina
b. icterícia e encefalopatia
c. icterícia e prolongamento do tempo de protrombina
d. encefalopatia e hemiplegia
e. encefalopatia e distúrbio hidroeletrolítico

10. Homem, 75 anos, acamado, deu entrada no PS com quadro de queda do estado geral, hiporexia e febre há 3 dias. Ao exame físico,
apresenta-se em regular estado geral, consciente, descorado, desidratado e febril (38,5ºC). Laboratório evidencia creatinina de
4,0, ureia 162, sódio de 150, potássio de 4,0. Hemograma com 14.000 leucócitos, 5% bastonetes, 150.000 plaquetas Hb 13 Ht 37.
A elevação das escórias nitrogenadas é provavelmente devido a:
a. insuficiência renal intrínseca
b. insuficiência renal crônica
c. insuficiência renal pós-renal
d. insuficiência renal pré-renal

11. Em relação às doenças intestinais inflamatórias, assinale a alternativa correta.


a. A história familiar é um fator de risco associado somente à doença de Crohn
b. O efeito do fumo reduz o risco da doença de Crohn
c. Na retocolite ulcerativa, o predomínio de envolvimento é mais comum no cólon proximal
d. O reto é comumente poupado na doença de Crohn

12. Com relação ao D-dímero nos quadros de embolia pulmonar, podemos afirmar que é:
a. muito sensível e pouco específico, adequado para pacientes com baixa probabilidade do evento
b. pouco sensível e específico, adequado para pacientes com baixa probabilidade do evento
c. pouco sensível e muito específico, adequado para pacientes com probabilidade intermediária do evento
d. muito sensível e específico, adequado para pacientes com grande probabilidade do evento
e. muito sensível e específico, adequado para pacientes com baixa probabilidade do evento.

13. Mulher, 42 anos, portadora de síndrome do anticorpo antifosfolipídeo chega ao PS queixando do surgimento de hematomas e
sangramentos aos mínimos traumatismos. Na admissão FC=76, PA=136 x 84 mmHg, FR=16, SatO2=98% AA, TEC<3seg. Fazia uso
de varfarina devido a TVP de MID há 6 meses, colhido INR com valor de 4,5. Qual é a melhor conduta?
a. suspender a varfarina , após INR retornar a faixa terapêutica reintroduzir com 20% de redução na dose semanal
b. suspender a varfarina, fazer vitamina K 2,5 mg VO imediato devido ao sangramento e retornar com dose semanal 20%
reduzida
c. suspender a varfarina, fazer vitamina K 10 mg EV de imediato, se o sangramento não cessar indicar plasma
d. reduzir a dose semanal em 20% apenas retorno em 1 semana

14. Homem, 78 anos, com câncer em rim direito, com metástases pulmonares, sem possibilidade de quimioterapia. Queixa de dor de
intensidade 3 em 10 pela Escala Visual Analógica da Dor, contínua, há uma semana, em local da tumoração. Nega alteração da
micção. EF: BEG, eupneico, hipocorado +/4+, com massa palpável em flanco direito, ruídos hidroaéreos normoativos, sem dor à
descompressão brusca. Não usa medicação no momento. A primeira conduta para o controle da dor neste caso é:
a. Dipirona
b. Tramadol
c. Morfina
d. Amitriptilina

15. Homem, 22 anos,fez exames sorológicos para hepatite B. Resultado: HBsAg negativo; HBeAg negativo; Anti-HBc (IgG) positivo;
Anti-HBs positivo. A interpretação desses resultados em relação à hepatite B é:
a. infecção prévia.
b. infecção crônica com baixa replicação viral.
c. infecção crônica com replicação viral ativa.
d. vacinação prévia – imunidade
16. Mulher, 19 anos, refere adinamia e cansaço aos esforços moderados há cerca de três meses. O exame físico revela palidez
cutâneo-mucosa e taquicardia regular com frequência cardíaca em torno de 110 bpm. Refere hipermenorreia desde a primeira
menstruação. Assinale a alternativa que contém os achados laboratoriais mais prováveis.
a. Hb = 10,0 g/dL; VCM = 100; nível sérico de vitamina B12 e ácido fólico diminuídos.
b. Hb = 8,5 g/dL; VCM = 92; ferro sérico elevado; ferritina elevada; transferrina baixa.
c. Hb = 8,2 g/dL; VCM = 111; ferro sérico baixo; ferritina baixa; transferrina baixa.
d. Hb = 9,2 g/dL; VCM = 69; ferro sérico baixo; ferritina baixa; transferrina elevada.

17. Analise a imagem radiológica a seguir. A propedêutica pulmonar deste paciente certamente revelará:

a. frêmito toracovocal e murmúrio vesicular diminuídos em terço inferior do hemitórax esquerdo.


b. som claro pulmonar à percussão e ausência de ausculta da voz no hemitórax esquerdo.
c. submacicez à percussão e estertores crepitantes até o terço médio do hemitórax esquerdo.
d. estertores crepitantes e roncos na ausculta do hemitórax esquerdo.

18. Homem, 67 anos, portador de DRC em tratamento domiciliar por diálise peritoneal, apresenta quadro clínico e radiológico
compatíveis como pneumonia no lobo inferior do pulmão esquerdo. Apresenta-se em regular estado geral, consciente e
orientado, FR 28 irpm, FC 104 bpm, temperatura 37,8º C, PA 144 x 92 mmHg, glicemia = 122 mg/dl e ureia 81 mg/dl. Não foi
tratado com antibióticos nos últimos 10 meses. Considerando o quadro descrito e o escore CURB-65, a conduta mais adequada é:
a. tratamento em regime de internação com ceftriaxone.
b. tratamento ambulatorial com levofloxacino.
c. tratamento ambulatorial com azitromicina.
d. tratamento em regime de internação com amoxacilina/clavulanato + claritromicina.

19. Mulher, 21 anos, previamente hígida, é trazida ao P.A. por quadro de adinamia, náuseas, vômitos e febre de 38 graus. Familiares
referem que há cerca de 4 dias ela vinha apresentando sede intensa, aumento da ingestão hídrica, poliúria e disúria. Ao exame de
entrada: desidratada, torporosa, taquipneica e com hálito cetônico. PA = 90 x 50 mmHg, FC = 102 bpm, FR = 27 ipm. A análise da
urina evidenciou presença de corpos cetônicos 4+ e glicosúria. A gasometria arterial que mostrou acidose metabólica com pH =
7,1 e bicarbonato = 12 mEq/L. 58. A melhor abordagem terapêutica inicial para essa paciente deve incluir:
a. hidratação com solução fisiológica 0,45% intravenosa e insulina NPH subcutânea.
b. hidratação via oral e insulina regular intravenosa.
c. hidratação com solução fisiológica 0,9% e insulina regular intravenosas.
d. hidratação com solução fisiológica 0,9% e bicarbonato de sódio 8,4% intravenosos.

20. Após a abordagem terapêutica inicial, o distúrbio hidroeletrolítico mais esperado é a


a. hipercalemia.
b. hiponatremia.
c. hipocalemia.
d. hipomagnesemia.

A. Quais os critérios para o diagnóstico de Diabetes mellitus?


B. Você está cuidando de um paciente na Enfermaria de Geriatria e precisa comunicar ao paciente que ele tem uma neoplasia
gástrica com metástases para pulmões e cérebro. Quais são os passos que você seguiria para comunicar essa notícia ao
paciente.

C. Uma das complicações da Doença renal crônica (DRC) é o surgimento de acidose metabólica. Por que o paciente com DRC
apresenta acidose metabólica e quais as consequências do surgimento da acidose metabólica?

Incapacidade de excretar amônia pelos túbulo distal


Incapacidade de reabsorver bicarbonato pelo túbulo proximal
Incapacidade de excretar ácidos orgânicos

Consequências
Osteoporose
Hiporexia
Aceleração do catabolismo (ativa o sistema ubiquitina-proteassoma que aumente a degradação da proteína

D. Homem 40 anos com queixa de dispneia progressiva há 2 anos associado a edema de MMII, vespertino, ascendente,
depressível e indolor. Há 2 meses vem apresentando dispneia aos mínimos esforços, ortopneia e dispneia paroxística
noturna. Exame físico: P.A. 90x50, ausência de estase jugular a 90 graus. ACV: RCR, sopro holossistólico 2+/6+ em FM. Ictus
com extensão de 3 polpas digitais no sétimo espaço intercostal na linha axilar média esquerda. Abdome: fígado a 5 cm do
rebordo costal direito e presença de refluxo hepatojugular.
Pelos critérios de Framingham o paciente tem Insuficiência cardíaca? Justifique a sua resposta citando os critérios maiores e
menores e quantos precisam esta preenchidos.

Maiores: DPN ou ortopneia, estase venosa jugular, refluxo hepatojugular, estertores pulmonares em bases, cardiomegalia
(RX), EAP (Rx), B3, PVC >16, perda de 4,5 Kg ou mais em 5 dias com tratamento.
Menores: dispneia aos esforços usuais, edema de MMII, tosse noturna, hepatomegalia, derrame pleural FC>120.

Precisa de 2 maiores ou 1 maior e dois menores.


RCG 0509 – Estágio em Medicina Interna I - Turma F
Nome: _______________________________________________________ 05/03/2020

1. Homem, 42 anos, sem comorbidades, é vegetariano e praticante de maratona. Sua mãe é hipertensa e seu pai morreu de infarto
do miocárdio aos 48 anos de idade. Não fuma e não faz uso de bebida alcoólica.Exame de rotina: glicemia 80 mg/dl, creatinina
1,0 mg/dl, triglicerídeos 200 mg/dl, colesterol total 370 mg/dl e colesterol HDL 30 mg/dl. Qual é a conduta mais apropriada?
a. Prescrever ciprofibrato e ômega-3
b. repetir os exames em 12 meses
c. associar sinvastatina e fenofibrato
d. iniciar rosuvastatina

2. Mulher apresenta a seguinte sorologia para hepatite B: Anti-HBS: negativo HbSAg: negativo, Anti-HBC total: positivo,
Anti-HBCIgM: negativo, HBEAg: negativo, Anti-HBE: negativo. Qual é a interpretação clínica mais apropriada:
a. hepatite B aguda
b. vacinação prévia
c. hepatite B curada
d. janela imunológica
e. hepatite B crônica

3. Homem, 52 anos, procura serviço médico para acompanhamento. Refere que há 6 meses apresenta quadros recorrentes de
palpitação sendo documentado fibrilação atrial paroxística não valvar. No momento encontra-se assintomático em ritmo sinusal
e não há evidência de doença cardíaca subjacente. Em relação à anticoagulação desse paciente, podemos afirmar:
a. Warfarina deve ser utilizada em todos os pacientes com fibrilação atrial paroxística não valvar
b. Warfarina ou os novos anticoagulantes devem ser utilizados em todos os pacientes com fibrilação atrial paroxística não
valvar
c. O que determinará o uso da anticoagulação é a frequência de recorrência da fibrilação atrial
d. O escore de CHADsVASc é utilizado apenas na fibrilação atrial persistente ou permanente
e. O que determinará o uso da anticoagulação é o perfil de risco do paciente avaliado pelo escore de CHADsVASc

4. O quadro que melhor define cetoacidose diabética é:


a. glicemia: 650 mg/dL; pH: 7,32; bicarbonato: 21 mg/dL; cetonúria: 4+/4+
b. glicemia: 126 mg/dL; pH: 6,9; bicarbonato: 19 mg/dL; cetonúria: 2+/4+
c. glicemia: 330 mg/dL; pH: 7,13; bicarbonato: 8 mg/dL; cetonúria: 3+/4+
d. glicemia: 190 mg/dL; pH: 7,27; bicarbonato: 31 mg/dL; cetonúria: 1+/4+
e. glicemia: 450 mg/dl; pH: 7,58; bicarbonato: 45 mg/dl; cetonúria: 2+/4+

5. A hipertensão arterial que ocorre em decorrência da doença renal crônica é explicada, principalmente, pela:
a. produção excessiva de vasoconstrictores e pelo estímulo simpático.
b. produção em excesso de aldosterona.
c. tendência à retenção de sódio e água devido à perda de néfrons.
d. produção em excesso de renina.

6. Mulher chega ao pronto-socorro, letárgica e edemaciada trazida pela filha. Ela relata a piora no estado geral nas últimas 24 horas
e relaciona a piora à ausência na sessão de hemodiálise que deveria ter sido realizada há 48 horas, quando a família estava
viajando. Ela conta que a mãe é hipertensa e que faz hemodiálise há 3 anos. Ela usa, entre outras medicações, o Sorcal®
(poliestirenossulfonato de cálcio). O exame físico está normal, exceto pelo edema e por leve taquicardia. Solicitada a análise
bioquímica (eletrólitos, função renal, gasometria) e um eletrocardiograma (ECG). O ECG mostra ritmo sinusal, com QRS alargado
e onda T apiculada em todas as derivações. A pressão arterial é 130 x 80 mmHg. Frente a esse quadro, assinale a alternativa que
apresenta a conduta imediata mais adequada:
a. Administrar, imediatamente, gluconato de cálcio
b. Administrar uma solução com insulina e glicose, porém antes checar os níveis séricos de potássio
c. Iniciar bicarbonato e aguardar o resultado da bioquímica solicitada para tomar uma conduta dirigida
d. Administrar insulina regular endovenosa e Sorcal® via retal, além de acionar equipe de hemodiálise

7. Homem é admitido na emergência com insuficiência hepática aguda. Os achados que confirmam o diagnóstico são:
a. encefalopatia e prolongamento do tempo de protrombina
b. icterícia e encefalopatia
c. icterícia e prolongamento do tempo de protrombina
d. encefalopatia e hemiplegia
e. encefalopatia e distúrbio hidroeletrolítico
8. Mulher, 65 anos, diabética, deu entrada no PS queixando-se de dor torácica há 2 horas, tipo aperto, persistente e com irradiação
para o pescoço, após andar de bicicleta. Relata que já sentiu essas dores há 5 meses, com piora progressiva, mas não procurou
atendimento médico. Exame físico sem alterações, a não ser pela PA de 150x90 mmHg e FC: 110 bpm. ECG evidencia onda T
invertida, simétrica em DII, DIII e aVF. Enzimas cardíacas são negativas na 1ª amostra. Qual é o provável diagnóstico?
a. Angina de Prinzmetal
b. Angina estável
c. Angina instável
d. Infarto agudo do miocárdio com supra de ST
e. Infarto agudo do miocárdio sem supra de ST

9. Mulher, 34 anos, obesa e tabagista, fraturou o tornozelo direito há 10 dias e está imobilizada. Deu entrada no PS com dispneia
súbita há 1 hora, com piora progressiva. Ao exame: diminuição do murmúrio vesicular à direita, esforço respiratório, SatO2: 80%
em ar ambiente, PA: 80x60mmhg, FC: 120 bpm. Tomografia de tórax com contraste revela falha de enchimento em artéria
pulmonar direita. Qual é o tratamento mais adequado para a paciente?
a. Anticoagulação terapêutica
b. Antibioticoterapia
c. Trombólise
d. Anti-inflamatório
e. Antiagregantesplaquetários

10. Homem, 75 anos, acamado, deu entrada no PS com quadro de queda do estado geral, hiporexia e febre há 3 dias. Ao exame
físico, apresenta-se em regular estado geral, consciente, descorado, desidratado e febril (38,5ºC). Laboratório evidencia
creatinina de 4,0, ureia 110, sódio de 150, potássio de 4,0. Hemograma com 14.000 leucócitos, 5% bastonetes, 150.000
plaquetas Hb 13 Ht 37. A elevação das escórias nitrogenadas é provavelmente devido a:
a. insuficiência renal intrínseca
b. insuficiência renal crônica
c. insuficiência renal pós-renal
d. insuficiência renal pré-renal

11. Mulher, 55 anos, ao fazer exames laboratoriais de rotina, apresenta creatinina 3,8, ureia 100, glicemia de jejum (GJ) 135mg/dl,
TGO 20, TGP 18, hemograma sem alterações. Após pedido do médico para repetir a glicemia, ele retorna com um novo exame
que consta GJ 138mg/dl. Dentre as opções abaixo, qual é o tratamento mais adequado para esse paciente neste momento?
a. Metformina
b. Glimepirida
c. Glibenclamida
d. Insulinoterapia

12. Em relação às doenças intestinais inflamatórias, assinale a alternativa correta.


a. A história familiar é um fator de risco associado somente à doença de Crohn
b. O efeito do fumo reduz o risco da doença de Crohn
c. Na retocolite ulcerativa, o predomínio de envolvimento é mais comum no cólon proximal
d. O reto é comumente poupado na doença de Crohn
e. As úlceras aftosas são características da retocolite ulcerativa

13. Com relação ao D-dímero nos quadros de embolia pulmonar, podemos afirmar que é:
a. muito sensível e pouco específico, adequado para pacientes com baixa probabilidade do evento
b. pouco sensível e específico, adequado para pacientes com baixa probabilidade do evento
c. pouco sensível e muito específico, adequado para pacientes com probabilidade intermediária do evento
d. muito sensível e específico, adequado para pacientes com grande probabilidade do evento
e. muito sensível e específico, adequado para pacientes com baixa probabilidade do evento.

14. Mulher, 42 anos, portadora de síndrome do anticorpo antifosfolipídeo chega ao PS queixando do surgimento de hematomas e
sangramentos aos mínimos traumatismos. Na admissão FC=76, PA=136 x 84 mmHg, FR=16, SatO2=98% AA, TEC<3seg. Fazia uso
de varfarina devido a TVP de MID há 6 meses, colhido INR com valor de 4,5. Qual é a melhor conduta?
a. suspender a varfarina , após INR retornar a faixa terapêutica reintroduzir com 20% de redução na dose semanal
b. suspender a varfarina, fazer vitamina K 2,5 mg VO imediato devido ao sangramento e retornar com dose semanal 20%
reduzida
c. suspender a varfarina, fazer vitamina K 10 mg EV de imediato, se o sangramento não cessar indicar a utilização de
plasma
d. reduzir a dose semanal em 20% apenas retorno em 1 semana
15. Homem, 78 anos, com câncer em rim direito, com metástases pulmonares, sem possibilidade de quimioterapia. Queixa de dor
de intensidade 3 em 10 pela Escala Visual Analógica da Dor, contínua, há uma semana, em local da tumoração. Nega alteração da
micção. EF: BEG, eupneico, hipocorado +/4+, com massa palpável em flanco direito, ruídos hidroaéreos normoativos, sem dor à
descompressão brusca. Não usa medicação no momento. A primeira conduta para o controle da dor neste caso é:
a. Dipirona
b. Tramadol
c. Morfina
d. Amitriptilina

16. A determinação do hiato iônico (anion gap) ajuda a classificar as acidoses metabólicas. Dentre as acidoses
metabólicas relacionadas abaixo, qual não possui anion gap elevado?
a. Acidose tubular renal.
b. Cetoacidose diabética.
c. Acidose láctica.
d. Intoxicação por salicilato.

17. Homem, 67 anos, portador de DRC em tratamento domiciliar por diálise peritoneal, apresenta quadro clínico e radiológico
compatíveis como pneumonia no lobo inferior do pulmão esquerdo. Regular estado geral, consciente e orientado, FR 28 irpm, FC
104 bpm, temperatura 37,8º C, PA 144 x 92 mmHg, glicemia = 122 mg/dl e ureia 81 mg/dl. Não foi tratado com antibióticos nos
últimos 10 meses. Considerando o quadro descrito e o escore CURB-65, a conduta mais adequada é:
a. tratamento em regime de internação com ceftriaxone.
b. tratamento ambulatorial com levofloxacino.
c. tratamento ambulatorial com azitromicina.
d. tratamento em regime de internação com amoxacilina/clavulanato + claritromicina.

18. A principal causa de dispneia durante o exercício no DPOC é:


a. perda de massa muscular e fadiga diafragmática
b. redução VEF1 e da complacência pulmonar
c. hiperinsuflação pulmonar por aumento da capacidade inspiratória
d. hiperinsuflação pulmonar por redução da capacidade inspiratória

19. Mulher, 21 anos, previamente hígida, é trazida ao P.A. por quadro de adinamia, náuseas, vômitos e febre de 38 graus. Familiares
referem que há cerca de 4 dias ela vinha apresentando sede intensa, aumento da ingestão hídrica, poliúria e disúria. Ao exame
de entrada: desidratada, torporosa, taquipneica e com hálito cetônico. PA = 90 x 50 mmHg, FC = 102 bpm, FR = 27 ipm. A análise
da urina evidenciou presença de corpos cetônicos 4+ e glicosúria. A gasometria arterial que mostrou acidose metabólica com pH
= 7,1 e bicarbonato = 12 mEq/L. 58. A melhor abordagem terapêutica inicial para essa paciente deve incluir:
a. hidratação com solução fisiológica 0,45% intravenosa e insulina NPH subcutânea.
b. hidratação via oral e insulina regular intravenosa.
c. hidratação com solução fisiológica 0,9% e insulina regular intravenosas.
d. hidratação com solução fisiológica 0,9% e bicarbonato de sódio 8,4% intravenosos.

20. Após a abordagem terapêutica inicial, o distúrbio hidroeletrolítico mais esperado é a


a. hipercalemia.
b. hiponatremia.
c. hipocalemia.
d. hipomagnesemia.

A. Homem, 56 anos, procura atendimento clínico com diagnóstico prévio de cirrose por uso abusivo de álcool,
confirmado por biópsia. Você deseja avaliar o prognóstico deste paciente. Cite um índice utilizado para este fim e os
exames laboratoriais e parâmetros clínicos que devem ser avaliados para que se possa utilizar este índice (não é
necessário descrever os pontos de corte).
B. Em relação à meningite bacteriana aguda em adultos jovens na comunidade:
1. Quais os dois agentes etiológicos mais comuns (escreva somente dois)?
2. Quais os principais fatores associados com pior prognóstico?
3. Quais as características liquóricas mais comuns?
4. Qual a classe medicamentosa de antibiótico de escolha empírica?

C. Ao analisar radiografia de tórax em P.A. e lateral, quais são as alterações que possam sugerir aumento do átrio
esquerdo e as alterações que sinalizam cardiomegalia?

D. Diante de uma mulher de 43 anos com palidez cutâneo-mucosa (+++/4), quais exames deveriam ser solicitados para
investigar se essa palidez é proveniente de anemia ferropriva? O que você esperaria encontrar nesses exames? Qual
a conduta para investigação, caso confirmasse anemia ferropriva?
questões abertas
- diferenciar laboratorialmente e dar o tratamento de peritonite bacteriana espontânea e
secundária, bacteriascite e neutrofilia peritoneal
- fisiopatologia da sd nefrótica
- diferenciar insuficiência pre o pós renal
- causas de diarréia em pcte com sne

questões fechadas (lembro poucas)


- mieloma múltiplo
- caiu algo sobre que antidepressivo usar em idoso cardiopata
- alguma coisa p falar que choque que aumenta o débito cardíaco
- paciente com gastroparesia diabética como fz o dx
- distúrbio eletrolítico q da em intoxicação por digoxina → hipercalemia
- principal causa de morte em pcte dialítico → causa cardiovascular, seguida de sepse
- púrpura trombocitopênica x Shu
- pedicardite
- alergia em pcte cabelereira p falar conduta q eh tirar agente q tava expondo
- ex físico p diferenciar atelectasia e derrame pleural
Caso clínico 1
Mulher, 78 anos, há oito meses vem apresentando indisposição para realizar as atividades físicas no
domicílio com o educador físico, porém continua fazendo apesar das reclamações de “canseira”,
mas frisa que não é dispneia. A filha reclama que a mãe tem dormido mais tempo e não tem
aceitado o convite para os almoços de domingos. Tem alimentação adequada. Diabética há 30
anos e usa: Metformina XR 1 grama no almoço e 1 grama no jantar. Insulina de ação lenta 30
unidades a noite. Insulina de ação rápida 8 unidades antes das principais refeições. É hipertensa, há
10 anos, controlada com Enalapril 10 mg duas vezes ao dia. Peso há seis meses era 50 kg e
atualmente 52 kg. Altura 156 cm.
Exames de seis meses atrás: Hb 13; Ht 38; GB 8.000; VCM 92; Plq 190.000; Hb glicada 7,0;
glicemia 98; creatinina 1,2; Sódio 140; Potássio 4,8; Colesterol total 190; Triglicérides 75; HDL 50,
Urina I proteínas ++.

1. Quais hipóteses diagnósticas seriam plausíveis para essa paciente? Justifique.


2. Quais procedimentos (inclusive exames) são indicados? Justifique.
3. Assuma uma das suas hipóteses e faça uma receita para esta paciente.

A paciente trouxe os exames e relata que tinha esquecido de informar que nos últimos 20 dias vem
apresentando episódios de hipoglicemia (52, 54, 50, 58, 56, todos com sintomas).
4. O que pode estar acontecendo para a paciente desenvolver esses episódios de hipoglicemia
tendo em vista que não alterou a dieta, o peso ou os medicamentos?

Caso clínico 2
Mulher de 62 anos, casada, costureira. Ela procura a UPA por quadro de febre vespertina há 5 dias
(38,5 a 39 0C), com dor intensa em ombro direito que impede a movimentação. Queixa-se de
fraqueza, mal-estar e perda de apetite. Refere ser hipertensa e diabética controlada, em uso de
losartana 100 mg ao dia, Metformina 850 mg 3x/dia e Gliclazida 60 mg ao dia. Refere dor eventual
em ombros, leve, quando fica muito tempo costurando. Nega traumas, episódios semelhantes
anteriores e procedimentos realizados no ombro. Nega sintomas urinários, intestinais e respiratórios.
Ao exame:
BEG, corada, hidratada, eupneica, anictérica, acianótica, Temperatura: 37,80C.
Segto cef: nada digno de nota.
Ombro direito: aumento do volume, com calor e rubor 4+/4+. Dor intensa (10/10) à movimentação
ativa e passiva. Ombro esquerdo sem alterações. Sem outras alterações articulares.
Pulmões com SCP à percussão, MV simétrico, sem RA.
Coração 2BRNF, com sopro sistólico mitral 3+ /6 +, holossistólico. FC: 94 bpm.
PA: 100 x 70 mmHg.
Pulsos periféricos amplos e simétricos
Abdome com RHA normais, plano, normotenso. Ausência de visceromegalias ou massas anormais.
Sem dor à descompressão brusca ou outros sinais de peritonismo.
MMII sem edema.
Glicemia em ponta de dedo: 390 mg/dL

1. Quais suas principais hipóteses diagnósticas?


2. Quais exames você solicitaria e o que esperaria nos resultados?
3. Qual a conduta para este caso?
4. Faça a prescrição completa de internação para esta paciente, com dieta, medicamentos e
doses, considerando que sua hipótese diagnóstica foi comprovada.

Caso clínico 3
Paciente de 57 anos de idade, sabe ser portador de Diabetes Mellitus há 12 anos com controle
glicêmico insatisfatório, conforme se verifica pelo seu histórico médico, e portador de
hipercolesterolemia há também 12 anos, em uso de estatinas com controle insatisfatório dos níveis
séricos de lípides. Há 1 ano, seu endocrinologista observa consistente aumento dos níveis
pressóricos. Na sua consulta, o paciente refere dor precordial aos grandes esforços, há longa data, e
caimbras em MMII também ao caminhar mais de 8 quarteirões. Ao exame está em regular estado
geral devido a obesidade (altura: 1,73m, peso: 98 Kg), Pulmões limpos, RCR 2T BNF, Pressão
arterial MSE 165 x 100 mmHg, (sem variações significativas com os outros membros). Abdome sem
visceromegalias ou massas. MMII: pés frios, pulsos pediosos fracos. A bioquímica encaminhada
pelo endocrinologista, de data recente, mostrava: creatinina 1,9 mg%, glicemia de jejum 156mg%,
Hb: 13mg%, Ht: 37mg%, e urina tipo I com densidade 1020, pH5,5, proteinúria ausente, sem
sedimento urinário ativo.

1. Discutam o diagnóstico diferencial da HAS deste paciente, e sua conduta diagnóstica para a
mesma.
2. Quais são as metas para controle do diabetes, da hipertensão e do lipidograma desta paciente?
3. Como classificariam e que investigação proporiam para o quadro de dor precordial?
Compilado das questões e temas que lembramos

Questões dissertativas:

1. Caso de anemia ferropriva. Saber interpretar o hemograma (como calcular VCM)


(ele não dá os valores de referência!). Como investigar (ferro cinética). Qual a
primeira conduta (investigar possíveis causas antes de sair tratando)
2. Paciente com Anti-HCV positivo. Como confirmar o diagnóstico de hepatite C (PCR
para RNA do vírus!) Quais as formas de transmissão e como orientar o paciente
para não transmitir aos seus familiares.
3. Caso de PTT igualzinho ao caso na videoaula do Calado que está no Moodle
4. Quais as principais características que permitem diferenciar o líquor de infecções
bacterianas, virais e fúngicas.

Temas das questões teste:


- Indicação de diálise
- DRC consequências
- Sódio na LRA pre renal
- Anemia megaloblástica
- Hipotireoidismo (consequências)
- Alcoolismo - pneumococo e anaeróbios orais
- Como tratar pneumonia por Mycoplasma pneumoniae (classe do medicamento)
- Ajuste de varfarina (paciente com sangramento e INR 4,5)
- Trombólise de TEP
- Pneumocistose (wtf)
- Delirium
- Anemia por verminose (wtf)
- Diarreia com sangue
- Insuficiência aórtica
- Infecção hospitalar
- HAS (primária, secundária)

Questões que estavam no compilado que caíram:

A determinação do hiato iônico (anion gap) ajuda a classificar as acidoses metabólicas.


Dentre as acidoses metabólicas relacionadas abaixo, qual não possui anion gap elevado?
a. Acidose tubular renal.
b. Cetoacidose diabética.
c. Acidose láctica.
d. Intoxicação por salicilato.

Qual das alternativas abaixo apresenta características clínicas do Estado Confusional


Agudo?
1. Início abrupto, ausência de alterações do nível de consciência, curso flutuante
2. Orientação relativamente preservada, consciência clara, curso flutuante
3. Início abrupto, ausência de alucinações, nível de consciência alterado
4. Início abrupto, alterações do nível de consciência, presença de alucinações
No tromboembolismo pulmonar agudo, é CORRETO afirmar que:
a. a terapia trombolítica está indicada apenas nos casos confirmados de TEP, com
instabilidade hemodinâmica até 12 horas do início dos sintomas.
b. é indicado usar trombolítico durante reanimação cardiopulmonar na parada
cardiorrespiratória de casos com forte suspeita clínica de TEP.
c. a terapia trombolítica está indicada em casos com suspeita clínica de TEP com
instabilidade hemodinâmica e elevação de troponina.
d. a terapia trombolítica está indicada nos casos em que há confirmação
diagnóstica de TEP associado a instabilidade hemodinâmica até duas semanas do
evento agudo.

Mulher, 42 anos, portadora de síndrome do anticorpo antifosfolipídeo chega ao PS


queixando do surgimento de hematomas e sangramentos aos mínimos traumatismos. Na
admissão FC=76, PA=136 x 84 mmHg, FR=16, SatO2=98% AA, TEC<3seg. Fazia uso de
varfarina devido a TVP de MID há 6 meses, colhido INR com valor de 4,5. Qual é a melhor
conduta?
a. suspender a varfarina, após INR retornar a faixa terapêutica reintroduzir com
20% de redução na dose semanal
b. suspender a varfarina, fazer vitamina K 2,5 mg VO imediato devido ao sangramento e
retornar com dose semanal 20% reduzida
c. suspender a varfarina, fazer vitamina K 10 mg EV de imediato, se o sangramento não
cessar indicar plasma
d. reduzir a dose semanal em 20% apenas retorno em 1 semana

Escolha a alternativa correta relacionada ao uso da metformina no tratamento do


diabetes:
a) deve ser usada principalmente em indivíduos com deficiência de secreção de
insulina.
b) nunca deve ser utilizada em esquema terapêutico com insulina.
c) predispõe a acidose lática.
d) é uma boa opção terapêutica para a paciente com diabetes mellitus tipo 2 após
episódio de infarto do miocárdio.
e) é mais indicada para paciente com diabetes mellitus tipo 2 magro que o obeso.
COMPILADÃO DOS COMPILADOS
VALORES DE REFERÊNCIA

PAC

ANEMIAS
Anemia Falciforme:
Anemia Ferropriva
Outras Anemias

MENINGITE

DIETA ENTERAL

CIRROSE

ASCITE

DIABETES

CUIDADOS PALIATIVOS

COMUNICAÇÃO MÁS NOTÍCIAS

DOENÇA RENAL CRÔNICA

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA

RAIO-X

SÍNDROME CONSUMPTIVA IDOSOS

IRA PRÉ E RENAL

TEP

DRGE, ÚLCERA PÉPTICA E DISPEPSIA FUNCIONAL

ANTIBIOTICOTERAPIA

ÂNION GAP

DPOC

ARTRITE REUMATÓIDE

ESTADO CONFUSIONAL AGUDO

H.A.S.

DISLIPIDEMIA

DIARREIA

COAGULAÇÃO
HIPOTIREOIDISMO

HEPATITES

HEPATOLOGIA

GOTA

ESTENOSE AÓRTICA
ANGINA INSTÁVEL

DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL

OUTRAS PROVAS

VALORES DE REFERÊNCIA
Colesterol Total: < 190
LDL:

Pacientes de baixo risco: < 130

Pacientes médio risco: < 100

Pacientes alto risco: < 70

Pacientes muito alto risco: < 50

HDL:

Homens → < 40 homens

Mulheres → < 50 mulheres

Triglicerídeos: TG <150 (<175 se fora do jejum)

TSH: 0,4 - 4,5

TGO: 5 - 40

TGP 7 - 56

HT 39 - 50% / VCM 81 - 95 / GB 3,5 - 10,5 Ur

16 - 40

Na 135 - 145 / K 3,5 - 5,5

Fe 65 - 175/ Ferritina 215 - 365

PAC
Curb-65: cada ítem = 1 ponto

C – confusão mental

Uréia ≥ 50,

Respirações por minuto ≥ 30

Blood Pressure: PAS < 90 ou PAD < 60

> 65 anos.
0-1: tto amb (mortalidade baixa)

2: considerar internação (mort intermediária)

3-5: interna, sendo 4-5 provavelmente uti (mort


alta)

Tratamento:

Ambulatoriais: CURB-65 = 0 ou 1

Internados não-graves: CURB-65 = 2

Internados em UTI: CURB-65 > 3

QUESTÕES:

1- Homem, 56 anos, apresenta quadro clínico e radiológico compatível com pneumonia em


lobo superior direito. Apresenta-se em regular estado geral, consciente e orientado, com FR
32 irpm, FC 100 bpm, PA 110 x 72 mmHg, glicemia 110 mg/dl e ureia 42 mg/dl. Apresentou
recentemente quadro de amigdalite, o qual foi tratado com cefalexina.
Considerando o quadro descrito e o escore CURB-65, a conduta mais adequada é:

a) internação breve, iniciando tratamento com levofloxacina venosa, substituída a posteriori


por levofloxacina oral.
b) tratamento ambulatorial com levofloxacina
c) tratamento ambulatorial com amoxacilina/clavulanato
d) tratamento ambulatorial com azitromicina.

CURB: 1

Segundo a Sociedade brasileira de pneumologia (diretriz PAC 2018), se o paciente:

➔ Tem história de uso de um antibiótico nos três meses anteriores, quando os pacientes
➔ Vêm de regiões onde a taxa local de resistência aos macrolídeos é superior a 25% — o que ocorre, por
exemplo, nos EUA e em alguns outros países —
➔ Tem doenças associadas (DPOC, doença hepática ou renal, câncer, diabetes, insuficiência cardíaca
congestiva, alcoolismo ou imunossupressão)
★ É recomendado usar fluoroquinolona respiratória por 5 dias ou macrolídeo + b-lactâmico - (resposta B)

2- Homem, 67 anos, portador de DRC em tratamento domiciliar por diálise peritoneal, apresenta quadro clínico
e radiológico compatíveis como pneumonia no lobo inferior do pulmão esquerdo. Apresenta-se em regular estado
geral, consciente e orientado, FR 28 irpm, FC 104 bpm, temperatura 37,8º C, PA 144 x 92 mmHg, glicemia = 122
mg/dl e ureia 81 mg/dl. Não foi tratado com antibióticos nos últimos 10 meses. Considerando o quadro descrito
e o escore CURB-65, a condu/ta mais adequada é:
a) tratamento em regime de internação com ceftriaxone
b) tratamento ambulatorial com levofloxacino
c) tratamento ambulatorial com azitromicina
d) tratamento em regime de internação com amoxacilina/clavulanato + claritromicina.

(resposta d)

3- Com relação a Pneumonia Adquirida na Comunidade, quais são os parâmetros importantes para classificar a
gravidade e como é feito o manejo (critérios para internação)?

- ANEMIAS

Anemia Falciforme:
Rastreio:
Diagnóstico:

Anemia Ferropriva
HMG: Hb baixo, ht menor ainda, vcm e hcm baixos, rdw elevado, anisocitose, reticulocitose

Ferrocinética: Ferro baixo, ferritina baixo, tibc alto, sat transferrina baixa

Investigar: hipermenorreia, gravidez, gastrectomia parcial com reconstrução Billroth II, perda
sanguínea intestinal (colono EDA), baixa ingestão, má absorção (doença celíaca, omeprazol)
Diferenciar de anemia de doença crônica: Ferro baixo, saturação transferrina normal, ferritina
normal ou aumentada e tibc baixo.

Dinâmica do Fe

Ferritina – representa os estoques de Ferro no fígado – 1ª que abaixa

- é uma proteína de fase aguda (aumenta em casos de infecção pois o organismo tira
Fe da circulação para tentar impedir o metabolismo do agente invasor)

Fe sérico: abaixa em seguida – quando abaixa ferro sérico, abaixa Hb

Transferrina

Capacidade de ligação total do Fe – TIBC – analisa a transferrina

- na anemia ferropriva, estará aumentada pq tenta compensar

- saturação: Fe sérico/TIBC

- na anemia ferropriva, a saturação cai

TIBC = saturação + UIBC

Outras Anemias

QUESTÕES:
1- Mulher, 19 anos, refere adinamia e cansaço aos esforços moderados há cerca de três
meses. O exame físico revela palidez cutâneo-mucosa e taquicardia regular com frequência
cardíaca em torno de 110 bpm. Refere hipermenorreia desde a primeira menstruação. Assinale
a alternativa que contém os achados laboratoriais mais prováveis.
a) Hb = 10,0 g/dL; VCM = 100; nível sérico de vitamina B12 e ácido fólico diminuídos b)
Hb = 8,5 g/dL; VCM = 92; ferro sérico elevado; ferritina elevada; transferrina baixa c) Hb
= 8,2 g/dL; VCM = 111; ferro sérico baixo; ferritina baixa; transferrina baixa.
d) Hb = 9,2 g/dL; VCM = 69; ferro sérico baixo; ferritina baixa; transferrina elevada.

2- Como é feito o diagnóstico de anemia falciforme? Cite 5 modos de apresentação clínica. - queda
leve ou moderada de Hb e queda do Ht

3- Diante de uma mulher de 43 anos com palidez cutâneo-mucosa (+++/4), quais exames
deveriam ser solicitados para investigar se essa palidez é proveniente de anemia ferropriva? O
que você esperaria encontrar nesses exames? Qual a conduta para investigação, caso
confirmasse anemia ferropriva?
4- Você é chamado para atender paciente internado na enfermaria. A enfermeira relata que o
paciente internou há cerca de 36 horas com dor torácica, febre e dispneia. Você lê no
prontuário do paciente: "A.M.S, 18 anos de idade, anemia falciforme". O paciente está
recebendo dieta geral + hidratação com soro fisiológico 1.000 ml/24 horas e analgesia com
dipirona de 6/6 horas. Ao exame físico, observa o paciente com fácies de dor, desidratado+,
ictérico+, hipocorado++. PA = 100/60 mmHg, FC = 105 bpm, T = 38oC, FR = 26 irpm, SatO2
= 92% ar ambiente. Laboratório: Hb = 7,5 g/dl, leucócitos = 14.360/mm3, plaquetas =
356mil/mm3. Raios X do tórax: infiltrado interstício-alveolar em terços inferiores pulmões. Com
base no caso clínico, assinale a alternativa CORRETA.

a) A presença de febre, leucocitose e infiltrado interstício-alveolar torna improvável a


síndrome torácica aguda (STA) e a conduta mais adequada é iniciar antibiótico e elevar
o nível de hemoglobina acima de 10 para melhorar a oxigenação tecidual.
b) A manifestação mais comum nos pacientes falcêmicos é a crise álgica ou
vaso-oclusiva, com surgimento imprevisível e sem fatores desencadeantes
conhecidos.
c) Acidente vascular encefálico, sequestro esplênico e anemia aplástica são
complicações da anemia falciforme grave que ocorrem frequentemente na idade
adulta.
d) Síndrome torácica aguda (STA) deve ser considerada nesta situação e o manejo
inicial envolve analgesia com opioide, antipirético e aumento da hidratação.

CASO CLÍNICO 2

Sra. Célia, 62 anos, branca, casada, natural e procedente de Ribeirão Preto, costureira,

aposentada. A paciente refere que, há seis meses , vem apresentando evacuações líquidas,
sem restos alimentares, sem presença de sangue, ocasionalmente com muco. Evacua cerca de
três vezes ao dia, em volume moderado (antes evacuava uma vez ao dia). Nega tenesmo.
Refere, ocasionalmente, dor abdominal em cólica, mais localizada no quadrante inferior direito
do abdome, que dura até uma hora mas passa espontaneamente, sem relação com as
evacuações. Nega melena. A diarreia, às vezes, cede por uma semana ou duas, mas volta em
seguida. Ocasionalmente evacua durante a noite (acorda com necessidade de evacuar). Nega
febre, nega perda de peso, nega outros sintomas. É portadora de diabetes mellitus há 7 anos,
em uso de metformina, 1g por noite (há 1 ano) e é hipertensa controlada, em uso de
Olmesartana 20mg cedo (Benicar) há 6 meses. Nega quadros intestinais semelhantes em sua
família; mãe e irmão hipertensos.

Ao exame:

BEG, descorada +/4+, hidratada, eupneica, anictérica, acianótica, afebril.

Segto cef: nada digno de nota.

Pulmões com SCP à percussão, MV simétrico, sem RA.

Coração 2BRNF, sem sopros. FC: 84 bpm. PA: 130 x 85 mmHg.

Pulsos periféricos amplos e simétricos

Abdome plano, normotenso. Ausência de visceromegalias ou massas anormais. Dor leve a


moderada à palpação do quadrante inferior direito, sem dor à descompressão brusca ou

outros sinais de peritonismo.

MMII sem edema.

Hemograma:

GV: 4,0 x 10 6 /mL

Hb: 8,0 g/dL

Ht: 24%

GB: 8.200/mL (distribuição sem alterações)

Plaquetas: 500.000/L

Questões:

1. Qual o tipo de anemia apresentada (micro, normo ou macrocítica)?

2. Qual(is) a(s) etiologia(s) possível(is) desta anemia?

3. Que exames solicitaria para confirmar sua(s) hipótese(s) no item 2? Que resultados esperaria
para ela(s)?

4. Considerando o quadro clínico, que hipóteses diagnósticas estabeleceriam para o quadro


diarreico?

5. Que exame(s) solicitariam, para a investigação do quadro diarreico?


MENINGITE
Principais bactérias: Streptococcus pneumoniae, neisseria meningidites, haemophilus
influenzae

Fator de pior prognóstico: crises convulsivas, rebaixamento do nível de copnsci~encia, udade


maior que 60 anos

LCR meningite bacteriana: Pressão do líquor acima de 45 mmHG, celularidade maior que 1000
com predomíneo de neutrófilos, proteínas acima de 250, glicoraquia, ldh alto

Indicações para TC antes da punção: acomentimento neurológico, defcit neurologico focal,


papiledema, idade maior de 60 anos, perda do nivel de consciencia, sindrome convulsiva
aguda.

QUESTÕES:

1- Em relação à meningite bacteriana aguda em adultos jovens na comunidade: a)

Quais os dois agentes etiológicos mais comuns?

Streptococcus penumoniae e Neisseria meningiditis


b) Quais os principais fatores associados com pior prognóstico?

idade maior de 60 anos, crise convulsiva, rebaixamento do nível de consciêncai na adimissão

c) Quais as características liquóricas mais comuns?

aspecto turvo, Pressão de abertura maior que 50 mmHG, celulariade maior que 1000 com predomínio
de neutrófilos, glicorraquia abaixo de 40, proteinas acima de 100. Pode-se pesquisar a cultura do líquor.

d) Qual a classe medicamentosa de antibiótico de escolha empírica?

Escolhemos as cefalosporinas de terceira geração como a ceftriaxone.

2- Com relação às Meningites bacterianas em adultos, quais são os principais agentes etiológicos e
quais são os fatores de risco para evolução desfavorável?

3- Em relação à meningite bacteriana aguda em adultos jovens na comunidade:

a) Quais os dois agentes etiológicos mais comuns?

b) Quais os principais fatores associados com pior prognóstico?

c) Quais as características liquóricas mais comuns?

d) Qual a classe medicamentosa de antibiótico de escolha empírica?

4- Homem, 58 anos, foi atendido na UPA com queixa de cefaleia em região occipital, parietal e
temporal bilateral de forte intensidade (8/10) há um dia que melhora parcialmente com
analgésicos. Concomitantemente, vem apresentando febre alta (39 graus). Negava diarreia,
náuseas ou vômitos. Não apresentava sinais de irritação meníngea, porém apresentava
rebaixamento do nível de consciência. Na ocasião, o médico plantonista fez a hipótese
diagnóstica de meningite bacteriana aguda, administrou Ceftriaxona 2 gramas EV e
encaminhou para a Unidade de Emergência.

a) Você concorda com a hipótese diagnóstica? Sem meningismo?

DIETA ENTERAL
Motivos:

QUESTÕES:

1- Homem, 52 anos, internado no HCRP, está em uso de dieta enteral exclusiva há 10 dias e
hoje começou apresentar diarreia. Em relação a dieta, comente as possíveis causas que
poderiam justificar a diarréia no paciente em questão.

CIRROSE
Cirrose: via final comum de lesão hepática por conta de fibrose e alteração na arquitetura
hepática em pessoas pré-dispostas. Diferente de fibrose. F1-4 (cirrose só na 4). F1: acomete
espaço porta. F2: extravasa espaço porta, atinge parênquima. F3: septos se ligam, formam
pontes. F4: nódulos de regeneração e desorganização da estrutura lobular e vascular do
fígado.

Fase compensada: pode estar com TGO, TGP, FA, BT, ALB normais. Na fase descompensada
aumentam Bilirrubinas Totais, diminui ALB e aumenta INR. Se plaquetopenia →
hiperesplenismo.

CHILD: bilirrubina, encefalopatia hepática, albumina, tp/inr, ascite. CHILD B e C →


descompensados.

MELD: creatinina, bilirrubina, INR (cálculo matemático) > 15 é indicação de transplante.

Insuficiência hepática aguda: encefalopatia + alargamento de TP. Vai ter tb hiperbilirrubinemia,


> TP, > INR

Complicações: PBE, encefalopatia hepática e síndrome hepatorrenal

QUESTÕES:

1- Um paciente do sexo masculino de 56 anos procura atendimento clínico com diagnóstico


prévio de cirrose por uso abusivo de álcool, confirmado por biópsia.

Você deseja avaliar o prognóstico deste paciente.

Cite um índice utilizado para este fim e os exames laboratoriais e parâmetros clínicos que
devem ser avaliados para que se possa utilizar este índice (não é necessário descrever os
pontos de corte).

Resposta: Usamos o critério Child-Pugh, onde analisamos se há ou não encefalopatia hepática e sua
intensidade, se há ou não ascite e o quanto é volumosa, a bilirruibina total, o ttpa e o nível de albumina.

2- Um paciente do sexo masculino de 56 anos procura atendimento clínico com diagnóstico


prévio de cirrose por uso abusivo de álcool, confirmado por biópsia. Você deseja avaliar o
prognóstico deste paciente. Cite um índice utilizado para este fim e os exames laboratoriais
e parâmetros clínicos que devem ser avaliados para que se possa utilizar este índice (não é
necessário descrever os pontos de corte).

Classificação de Child-Turcotte-Pugh: “BEATA”

·ASCITE
Ascite: tem que avaliar neutrófilos, proteína e albumina. Se neutrófilo > 250 -> PBE. Seu prot >
1,5 -> risco. Se retirar mais de 5l de líquido, repor 8g de albumina para cada litro a mais. Às
vezes se utiliza diurético antes da paracentese. Se recente, furosemida; se > 4 meses furo +
espironolactona.

QUESTÕES:

1- Cirrótico por HCV é internado com dispneia e ascite volumosa. Ele não usava medicações
regularmente. Exames laboratoriais mostram hemoglobina 9 g/dl, VCM 76, leucometria normal,
plaquetas 80 mil/mm³, uréia 100 mg/dl, creatinina 1,8 mg/dl, sódio 122 mEq/L, potássio 5,5
mEq/L, ferro sérico 15 mcg/d, Saturação de transferrina 22% e ferritina 300 ng/ml. Foi realizada
paracentese de alívio, com saída de 6 litros. Qual é a conduta mais apropriada:

a) associar albumina com furosemida 30 min depois


b) associar espironolactona
c) reposição de sódio a 3%
d) infundir albumina e restrição de água livre
e) iniciar albumina, furosemida e espironolactona

Uréia: 16-40

Sódio: 135-140

Potássio: 3,5-5,5

Ferro sérico: 65-175

Ferritina: 215-365

DIABETES
Diagnóstico DM:
- 2 aferições de GJ ≥ 126 ou sintomático + GJ ≥ 200 ou Hb glicada ≥ 6,5% (adultos e não
grávidas)

Sintomas: poliúria, polidipsia, perda de peso

GTT ≥ 200 após 2h 75mg açúcar é outro meio de diagnóstico

Tratamento DM:

Sulfoniluréias: tolbutamida, glibenclamida, glipizida

- A principal indicação de SU é em DM2, com peso normal ou magro, nos quais os níveis de
insulina estão normais ou diminuídos, nos quais não se consiga um controle satisfatório com
dieta e exercícios, na ausência de infecção ou cetose.

Biguanidas: metformina e fenformina

- Está indicada como monoterapia nos diabéticos obesos ou mesmo intolerantes à glicose

Metformina: predispõe acidose láctica e diarreias

CETOACIDOSE DIABÉTICA: pH < 7,3 / glicemia > 250 / HCO3 < 15 / cetonúria

Tratamento: reposição volêmica + insulina + repor K + bicarbonato após insulina (se pH


< 7 → insulina aumenta entrada de potássio com a glicose nas células)

ESTADO HIPEROSMOLAR HIPERGLICÊMICO:

NEFROPATIA DIABÉTICA: susceptibilidade genética, idade avançada, negro, PA elevada,


obeso, fumante, pobre controle glicêmico

QUESTÕES:

1- Homem, 54 anos, magro, normotenso, glicemia de jejum, em duas ocasiões: 128 e 130
mg/dl. Qual é a conduta mais adequada?

a) Tratamento com dieta e exercício e, posteriormente, em caso de não controle,


associação de biguanida.

b) Tratamento com dieta e exercício e, posteriormente, em caso de não-controle,


associação de sulfoniluréia.
c) Tratamento com dieta, exercício e biguanida.
d) Tratamento com dieta, exercício e sulfoniluréia

2- Homem, 50 anos, sedentário, hipertenso e assintomático. Altura: 1,70 m e peso: 90 kg.


Glicemia de jejum de 165 mg/dL. O exame foi repetido, tendo como resultado 150 mg/dL. A
melhor conduta nesse momento é
a) orientar dieta e atividade física e informar que o exame normalizar-se-á se o mesmo
perder 15 kg → não é possível fazer tal afirmação
b) orientar dieta, atividade física e iniciar metformina.
c) solicitar teste oral de tolerância à glicose e hemoglobina glicada para complementar a
avaliação. → não precisa, diagnóstico confirmado com duas GJ +
d) orientar dieta, atividade física e repetir a glicemia de jejum após três meses. 3-

O quadro que melhor define cetoacidose diabética é:

a) glicemia: 650 mg/dL; pH: 7,32; bicarbonato: 21 mg/dL; cetonúria: 4+/4+ → bicarbonato
alto
b) glicemia: 126 mg/dL; pH: 6,9; bicarbonato: 19 mg/dL; cetonúria: 2+/4+ → glicemia < 250
c) glicemia: 330 mg/dL; pH: 7,13; bicarbonato: 8 mg/dL; cetonúria: 3+/4+
d) glicemia: 190 mg/dL; pH: 7,27; bicarbonato: 31 mg/dL; cetonúria: 1+/4+ → glicemia < 250
e) glicemia: 450 mg/dl; pH: 7,58; bicarbonato: 45 mg/dl; cetonúria: 2+/4+ → básico pH

< 7,3, glicemia > 250, HCO3 < 15, cetonúria ou cetonemia
3-
Mulher, 21 anos, previamente hígida, é trazida ao P.A. por quadro de adinamia, náuseas, vômitos
e febre de 38 graus. Familiares referem que há cerca de 4 dias ela vinha
apresentando sede intensa, aumento da ingestão hídrica, poliúria e disúria. Ao exame de
entrada: desidratada, torporosa, taquipneica e com hálito cetônico. PA = 90 x 50 mmHg, FC =
102 bpm, FR = 27 ipm. A análise da urina evidenciou presença de corpos cetônicos 4+ e
glicosúria. A gasometria arterial que mostrou acidose metabólica com pH = 7,1 e bicarbonato =
12 mEq/L. 58. A melhor abordagem terapêutica inicial para essa paciente deve incluir:

a) hidratação com solução fisiológica 0,45% intravenosa e insulina NPH subcutânea → tem
que ser a insulina de ação rápida/regular, não a NPH (pico de ação em 6-12h)

b) hidratação via oral e insulina regular intravenosa → hidratação vigorosa, não pode ser
VO, pcte também pode ter rebaixamento de consciência e não conseguir VO

c) hidratação com solução fisiológica 0,9% e insulina regular intravenosas

d) hidratação com solução fisiológica 0,9% e bicarbonato de sódio 8,4% intravenosos →


corrige a acidose corrigindo a cetoacidose, com insulina.

4- Após a abordagem terapêutica inicial da paciente acima, o distúrbio hidroeletrolítico mais


esperado é a:

a) hipercalemia
b) hiponatremia
c) hipocalemia
d) hipomagnesemia.

Portanto, abordagem CAD:

reposição volêmica intensa

insulina IM ou EV, com dose de ataque de 10-20 UI

reposição K+

NaHCO3 se pH < 7 após reposição hídrica e insulina


5- Quais os critérios para o diagnóstico de Diabetes mellitus?

2 critérios: glicemia de jejum > 126 mg/dL, TTOG > 200 mg/dL em 2h, HbA1 > 6,5%

6- Mulher, 55 anos, ao fazer exames laboratoriais de rotina, apresenta creatinina 3,8, uréia 100,
glicemia de jejum (GJ) 135 mg/dl, TGO 20, TGP 18, hemograma sem alterações. Após pedido
do médico para repetir a glicemia, ele retorna com um novo exame que consta GJ
138 mg/dl. Dentre as opções abaixo, qual é o tratamento mais adequado para esse paciente
neste momento?

a) Metformina
b) Glimepirida
c) Glibenclamida
d) Insulinoterapia → DM tipo 1 Insulinoterapia / DM tipo 2 Metformina e mudança do estilo
de vida (nutrição e exercícios físicos).

CUIDADOS PALIATIVOS

obs.: junto com opióides, observar TGI e, se necessário, associar laxativos e antieméticos
IMPORTANTE: classe de cuidados paliativos
A- cuidados paliativos no sentido que não curam a doença, mas sujeito a intervenções
agressivas (IOT, UTI) em caso de agudização devido ao bom prognóstico de retorno à
funcionalidade e morte posterior por outra causa.

B- cuidados paliativos no sentido de que não curam a doença mas já em paciente um pouco
mais debilitado, pode-se tentar medidas mais agressivas, mas são mais ponderadas e o
retorno à funcionalidade prévia é menos esperado, provavelmente haverá alguma perda
C- não se propoe novas medidas terapeuticas, em caso de agudizações ou outros quadros,
não são tentadas novas terapias ou se tentadas, são mínimas (ATB simples, etc).

D- não são instituidas novas terapias e se estuda a possibilidade de retirar medidas já


utilizadas, como por exemplo realizar a extubação paliativa.

QUESTÕES:

1- Homem, 78 anos, com câncer em rim direito, com metástases pulmonares, sem
possibilidade de quimioterapia. Queixa de dor de intensidade 3 em 10 pela Escala Visual
Analógica da Dor, contínua, há uma semana, em local da tumoração. Nega alteração da
micção. EF: BEG, eupneico, hipocorado +/4+, com massa palpável em flanco direito, ruídos
hidroaéreos normoativos, sem dor à descompressão brusca. Não usa medicação no momento.
A primeira conduta para o controle da dor neste caso é:

a) Dipirona → paciente no primeiro degrau da analgesia


b) Tramadol
c) Morfina
d) Amitriptilina

COMUNICAÇÃO MÁS NOTÍCIAS


Protocolo Spikes:

S: setting up – prepare a cena

P: perception

I: invitation

K: knowledge

E: emotions

S: strategy

QUESTÕES:

1- Você está cuidando de um paciente na Enfermaria de Geriatria e precisa comunicar ao


paciente que ele tem uma neoplasia gástrica com metástases para pulmões e cérebro. Quais
são os passos que você seguiria para comunicar essa notícia ao paciente.

O protocolo Spikes pode auxiliar:

S: setting up: planejando a entrevista - consiste em buscar um local com privacidade,


dar as notícias sentado, mantendo contato visual
P: perception – perguntas amplas sobre o que o paciente ou o familiar realmente
sabem do quadro atual, a fim de corrigir desinformações e melhorar a percepção da situação
médica
I: invitation: convite do paciente - Questionar como o indivíduo gostaria de receber as
notícias. Ex: “Como você desejaria ser informado sobre o resultado da cirurgia? Prefere discutir
tudo ou apenas um esboço, para então falar por mais tempo do tratamento?”

K: knowledge: dando conhecimento – avisar antes que possui más notícias; depois,
após revelar do que se trata, usar vocabulário de fácil entendimento, sem muitos termos
técnicos

E: emotions: abordar as emoções – observar e identificar o que a pessoa está


sentindo, descobrir o porquê dessas emoções e respondem compreensivamente, com palavras
de afeto

S: strategy: estratégia e resumo – discutir planos de tratamento, mas antes, perguntar


se paciente está pronto para isso.

DOENÇA RENAL CRÔNICA


Acidose metabólica com anion gap aumentado: Incapacidade de excretar amônia e ácidos
orgânicos e de reter bicarbonato. Hiperventila – acidose metabólica para tentar compensar e
hiperfosfatemia, pode acelerar catabolismo e dar osteoporose. Respiração de Kussmaul,
arritmias..

Acumula fósforo, diminui cálcio, diminui ativação do calcitriol, aumenta o PTH.

Hiperfosfatemia: onda T apiculada, QRS alargado. Para reverter → gluconato de cálcio


imediato.

QUESTÕES:

1- A hipertensão arterial que ocorre em decorrência da doença renal crônica é explicada,


principalmente, pela:

a) produção excessiva de vasoconstrictores e pelo estímulo simpático b)


produção em excesso de aldosterona
c) tendência à retenção de sódio e água devido à perda de néfrons d)
produção em excesso de renina.

2- Assinale a alternativa que representa corretamente as alterações ácido-básicas e


eletrolíticas em pacientes com doença renal crônica:

a) Hipercalcemia, hiperfosfatemia, acidose metabólica, hipopotassemia. b)


Hipocalcemia, hiperfosfatemia, alcalose metabólica, hiperpotassemia. c)
Hipocalcemia, hipofosfatemia, acidose metabólica, hiperpotassemia. d)
Hipercalcemia, hiperfosfatemia, alcalose metabólica, hipopotassemia.
e) Hipocalcemia, hiperfosfatemia, acidose metabólica, hiperpotassemia.

DRC: acidose metabólica com anion gap elevado


- tendência à acumulo de fósforo por diminuição de sua eliminação renal
→ reduzo ativação de calcitriol (absorção de fósforo e cálcio tubular) → queda
cálcio à ativação PTH (retira cálcio dos ossos e joga fosfato na urina)

→ estágios 4 e 5: fósforo alto, cálcio baixo, calcitriol reduzido, PTH e


FGF 23 elevado;

- vit D baixa

3- Mulher chega ao PS, letárgica e edemaciada trazida pela filha. Relata a piora no estado
geral nas últimas 24 horas e relaciona a piora à ausência na sessão de hemodiálise que
deveria ter sido realizada há 48 horas. Ela conta que a mãe é hipertensa e que faz hemodiálise
há 3 anos. Usa Sorcal® (poliestirenossulfonato de cálcio). Solicitado eletrólitos, função renal,
gasometria e eletrocardiograma que mostra ritmo sinusal, com QRS alargado e onda T
apiculada em todas as derivações (indicação de hipercalemia). A pressão arterial é de 130 x
80 mmHg. Frente a esse quadro, assinale a alternativa que apresenta a conduta imediata mais
adequada:

a) Administrar, imediatamente, gluconato de cálcio → medicamento mais usado para


tratamento da hipercalemia; assim como o Sorcal é usado para evitar a hiperpotassemia
em casos de IRC
b) Administrar uma solução com insulina e glicose, porém antes checar os níveis séricos de
potássio → gli+insulina coloca potássio no meio intra, mas é emergência, não precisa
dosar K (supõem-se alto)
c) Iniciar bicarbonato e aguardar o resultado da bioquímica solicitada para tomar uma
conduta dirigida → emergência, não aguardar resultado
d) Administrar insulina regular endovenosa e Sorcal® via retal, além de acionar equipe de
hemodiálise → quando tratar hipercalemia com insulina, tem que ministrar em
associação com glicose (evitar hipoglicemia)

- paciente DRC tem tendência a hiperfosfatemia e hipocalcemia = hipercalemia

- hipocalcemia no ECG: prolongamento do segmento ST, aumento do intervalo QT e ondas T


invertidas

- hipercalcemia: diminuição intervalo QT

Hipercalemia (POTÁSSIO)
4- Uma das complicações da Doença renal crônica (DRC) é o surgimento de acidose
metabólica. Por que o paciente com DRC apresenta acidose metabólica e quais as
consequências do surgimento da acidose metabólica?

O paciente com DRC apresenta acidose metabólica devido a incapacidade excretar


ácidos orgânicos. Sendo assim, apresenta uma acidose metabólica com anion gap aumentado.

→ a acidose metabólica leva a um quadro de descompensação sistêmica: o organismo,


para tentar reverter isso, tenta provocar uma alcalose respiratória a partir de uma
hiperventilação; sendo assim, apresenta-se dispneico, com um padrão respiratório
característico: respiração de Kussmaul (curtinha e rápida). Além disso, o paciente pode evoluir
com uma vasodilatação periférica, desequilíbrio eletrolítico, disfunção miocárdica e arritmias.
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
DX: 2 critérios maiores ou 1 maior e 2 menores

Maiores: DPN, cardiomegalia no Rx, Edema Agudo de Pulmão, TVJ, RHJ, perda ponderal
(mais de 4,5kg em 5 dias de tto), estertores crepitantes em bases, B3, aumento da PVC (>16)

Menores: tosse noturna, dispneia aos esforços, hepatomegalia, redução de 1/3 da capacidade
vital, edema maleolar, taquicardia

Perfis: A – quente e seco, B – quente e úmido, C – frio e úmido, L – frio e seco

TTO de ICC perfil B descompensada -> furosemida + drogas modificadoras da mortalidade ->
primeiro IECA, aí quando sair da descompensação -> betabloqueador.
QUESTÕES:

1- Homem, 34 anos de idade, procura o ambulatório de clínica médica com queixa de dispneia
de caráter progressivo de início há três meses. Há um mês, vem apresentando episódios de
dor torácica retroesternal desencadeados por esforço físico, com duração de cerca de cinco
minutos. Ao exame físico, o médico evidencia um sopro sistólico de ejeção com irradiação
para o pescoço (o paciente refere que tem “sopro no coração” desde a infância), a ausculta
pulmonar é normal, o ritmo cardíaco é regular, o paciente não apresenta cianose nem edemas.
Assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico MAIS PROVÁVEL.
a) Estenose mitral.
b) Estenose aórtica. → sopro sistólico rude em foco aórtico ou irradiação para
pescoço; sintomas de dispneia aos esforços, angina, síncope e IC
c) Comunicação interventricular.
d) Insuficiência aórtica.
e) Prolapso de válvula mitral

2- Homem 40 anos com queixa de dispneia progressiva há 2 anos associado a edema de


MMII, vespertino, ascendente, depressível e indolor. Há 2 meses vem apresentando dispnéia
aos mínimos esforços, ortopneia e dispneia paroxística noturna. Exame físico: P.A. 90x50,
ausência de estase jugular a 90 graus. ACV: RCR, sopro holossistólico 2+/6+ em FM. Ictus
com extensão de 3 polpas digitais no sétimo espaço intercostal na linha axilar média
esquerda. Abdome: fígado a 5 cm do rebordo costal direito e presença de refluxo
hepatojugular.
Pelos critérios de Framingham o paciente tem Insuficiência cardíaca? Justifique a sua
resposta citando os critérios maiores e menores e quantos precisam estão preenchidos. 2
Maiores ou 1 maior e 2 menores
Sim, o paciente tem IC. Para satisfazer os critérios de Framingham, é necessário haver
2 maiores ou 1 maior e 2 menores. A saber:
Critérios maiores (9):
- edema agudo de pulmão
- DPN
- estertores finos
- TVJ
- refluxo hepatojugular
- PVC > 16cmH20
- B3
- Cardiomegalia ao RX (no caso, o exame físico já identificou a presença) -
perda de 4,5kg após inicio do tratamento

Critérios menores (7):


- edema maleolar bilateral
- hepatomegalia
- derrame pleural
- dispneia aos esforços
- tosse noturna
- 1/3 da capacidade vital esperada
- taquicardia > 120 bpm
3- CASO CLÍNICO

ID: Homem de 65 anos, branco, casado, natural e procedente de Batatais (SP), caminhoneiro
aposentado há 2 anos.

QD: Falta de ar e inchaço há 6 meses

HMA: Paciente refere dispneia ao andar dois quarteirões , há 6 meses, e edema em membros
inferiores, que piora ao longo do dia, indolor, bilateral e simétrico. Há 2 semanas, refere que
houve piora da dispneia, apresentando ao tomar banho e acordou à noite com sensação de
sufocamento, melhorando ao levantar-se da cama . Também refere tosse seca à noite, que o
acorda muitas vezes. Nega dor precordial.

IDA: Anorexia recente e desconforto em epigástrio. Redução do volume urinário durante o dia
e nictúria.

AP: Refere casamento estável, mora com esposa. Fumou durante 30 anos, parou há 15 anos,
1 maço por dia. Costumava ingerir cerveja nos finais de semana, cerca de 3 latas por dia, mas
há 10 anos só consome 1 lata em festas. Refere que não estava em acompanhamento médico,
mas uma vez mediu a pressão arterial em uma campanha e disseram que sua pressão estava
alta. Na ocasião não se preocupou, pois tinha viajado por 3 dias, sem dormir e atribuiu o fato ao
estresse. Não realizou quaisquer exames nos últimos anos. Nega internações prévias.

AF: Duas filhas, de 35 e 40 anos, saudáveis. Quatro netos saudáveis. Mãe viva, com 85 anos,
hipertensa, com boa funcionalidade. Pai falecido aos 50 anos, subitamente. Não sabe a causa,
mas disse que o pai bebia muito.

Exame físico:

BEG, corado, hidratado, afebril, eupneico em repouso.

Peso: 66 Kg Alt: 1,70 m; Refere peso mantido.

Ausência de estase jugular a 45 graus.

Ap. respiratório: boa expansibilidade, com estertores crepitantes bilaterais em bases. Ap.

cardiovascular: RC regular, em 2 tempos, com ictus no sexto espaço intercostal, na linha

axilar anterior, como sopro sistólico mitral 3+/6 +. FC: 74 bpm e PA: 154x64 mm Hg deitado,
156x70 mmHg sentado e 146x/72 mmHg em posição ortostática. Perfusão periférica

mantida.

Abdome: fígado palpável a 4 cm do RCD, doloroso à palpação, sem refluxo hepato jugular

Edema de 3+/4 +, frio, bilateral e indolor.

Medicações em uso: Nenhuma


Você recebe este paciente no Hospital Estadual, recém internado, e faz sua primeira avaliação.

1. Qual a hipótese principal para este caso (síndrome)?

A hipótese principal é Insuficiência Cardíaca.

Os Critérios de Framingham apresentados pelo paciente são:

● Critérios maiores: dispneia paroxística noturna, estertores pulmonares em


bases

● Critérios menores: dispneias aos esforços usuais, edema de membros


inferiores, tosse noturna, hepatomegalia.

Para o diagnóstico sindrômico, são necessários 2 critérios maiores OU 1 maior e


2 menores.

2. Quais as possíveis etiologias para esta síndrome neste paciente?

A IC é a via final comum de grande parte das doenças cardiovasculares. Dentre suas
etiologias, pode-se mencionar: miocardiopatia isquêmica, miocardiopatia hipertensiva,
hipertensão arterial sistêmica, miocardiopatia dilatada, doença de Chagas, valvulopatia,
miocardite, cardiopatia secundária ao álcool, dentre outras. No caso em questão, as etiologias
mais prováveis são: hipertensão arterial sistêmica (sustentada por anamnese e exame físico),
doença de Chagas (devido epidemiologia da região), cor pulmonale (devido a uma DPOC, por
exemplo, devido história prévia de tabagismo por 30 anos).

3. Cite um diagnóstico diferencial para a síndrome referida.

DPOC.

4. Cite todos os exames laboratoriais a serem solicitados na primeira avaliação e justifique o


motivo da solicitação.

A avaliação inicial do paciente deve ser feita amparada nos seguintes exames: -

ECG → avaliar bloqueios de ramo, sobrecargas, infartos prévios, etc

- Raio-X de tórax PA e Perfil: procura de cardiomegalia (índice cardiotorácico


superior a 0.5), sinais de congestão pulmonar (redistribuição vascular para os ápices,
edema intersticial e/ou alveolar e derrame pleural);

- Ecocardiograma: quantificação de câmaras, função diastólica, regurgitação


valvar, pressão arterial pulmonar.

- Peptídeos natriuréticos: toda distensão/estiramento cardíaco libera peptídeos


que estimulam a excreção de água e sal.
- Lipidograma: procura de fatores de risco para aterosclerose e síndrome
metabólica (dislipidemia).
- Hemograma: avaliação de anemia (pode ser um preditor prognóstico adverso).

- Ureia, Creatinina: para verificar função renal (comprometida, pode ser preditor
prognóstico adverso) (verificação necessária já vislumbrando-se introdução de drogas
para tratamento, como IECA).

- Eletrólitos: para verificar se há distúrbios eletrolíticos; hiponatremia pode ser


um preditor prognóstico adverso; como relacionados ao K+ (hipocalemia pode causar
arritmias fatais; quando se iniciado diuréticos expoliadores de potássio, como

tiazídicos, pode ser fatal)

- Bilirrubinas, Albumina, TP/INR: Função Hepática (avaliação de hepatomegalia)

- Glicemia de jejum: avaliação de síndrome metabólica associada (supondo-se


Diabetes Mellitus).

5. Eletrocardiograma (descreva a análise deste exame):


Ritmo sinusal regular.

FC: 84 bpm (Segundo V1 longo).

Eixo no plano frontal: em torno de - 30 graus.

Eixo no plano coronal: V4

Sobrecarga ventricular esquerda segundo Sokolow-Lyon (S de V1 + R de V5 ou V6 >


35mm).

Bloqueio da divisão ântero-superior do ramo esquerdo:

● QRS estreito.

● S de DIII > S de DII e > 10 mm.


● qR em DI e aVL.

● rS em DII, DIII e aVF.

6. Imaginando todos os exames laboratoriais solicitados como normais, quais seriam as


medicações prescritas neste momento inicial? Justifique

Seria interessante um bloqueio neuro hormonal triplo, feito da seguinte forma:

- iECA (Captopril): promove venodilatação (redução da pós-carga);


arteriolodilatação (redução da pré-carga); diminui efeitos deletérios da
Angiotensina II. Aumenta sobrevida do paciente com IC.

- Betabloqueador (Carvedilol): bloqueia receptores de catecolaminas no


miocárdio,diminuindo frequência cardíaca; promove vasodilatação periférica por
receptores alfa-1, que promove uma melhor tolerância na introdução da droga. Aumenta
a sobrevida do paciente com IC.

- Antagonista da Aldosterona (Espironolactona): inibe ação da aldosterona


(reduzindo, assim, degeneração de fibras, apoptose, fibrose); previne remodelamento
cardíaco; previne hipocalemia, por ser um poupador de K+. No entanto, só deve-se
introduzir esta droga quando o iECA estiver em sua dose otimizada, justamente pelo
risco de hiperpotassemia.

7. Qual a orientação dietética?

Restringir a ingestão de sal, pois quanto maior o consumo de sal, maior será o acúmulo
de líquido e a volemia do doente. No entanto, consumo muito baixo pode baixar em excesso a
volemia. Por isso, recomenda-se a ingesta de 4-6g de sal ou 2 a 3g de sódio por dia.

8. Quais outros exames você solicitaria a este paciente para melhor avaliação da síndrome e
causa da mesma? Justifique

Sorologia para Trypanosoma cruzi. Levando-se em conta a epidemiologia da região do


paciente, os achados do ECG mencionados previamente, pode-se dizer que o quadro é
sugestivo de uma cardiomiopatia chagásica. Desta forma, para se confirmar a hipótese,
deve-se realizar sorologia para Trypanosoma cruzi . Caso positiva, deve-se prescrever também
ao paciente:

- Amiodarona: antiarrítmico.
- Benzonidazol: anti-chagásico.

RAIO-X
Aumento do átrio esquerdo: duplo contorno, quarto arco, sinal da bailarina

Cardiomegalia: aumento do índice cardiotorácico: > 50% é anormal.

QUESTÕES:

1- Analise a imagem radiológica a seguir (derrame pleural). A propedêutica pulmonar deste


paciente certamente revelará:
a) frêmito toracovocal e murmúrio vesicular diminuídos em terço inferior do
hemitórax esquerdo
b) som claro pulmonar à percussão e ausência de ausculta da voz no hemitórax esquerdo
c) submacicez à percussão e estertores crepitantes até o terço médio do hemitórax
esquerdo

d) estertores crepitantes e roncos na ausculta do hemitórax esquerdo. -

semiologia de DERRAME
2- Analise a imagem radiológica a seguir. A propedêutica pulmonar deste paciente
certamente revelará:

a) frêmito toracovocal e murmúrio


vesicular diminuídos em terço inferior do
hemitórax esquerdo
b) som claro pulmonar à percussão e
ausência de ausculta da voz no hemitórax
esquerdo
c) submacicez à percussão e
estertores crepitantes até o terço médio do
hemitórax esquerdo
d) estertores crepitantes e roncos na
ausculta do hemitórax esquerdo.

- derrame pleural

3- Ao analisar radiografia de tórax em P.A. e lateral, quais são as alterações que possam
sugerir aumento do átrio esquerdo e as alterações que sinalizam cardiomegalia? Aumento
do AE:
- sinal do duplo contorno: geralmente, à direita da coluna vemos apenas o
contorno do AD; se houver aumento do AE, vemos um duplo contorno por trás do
AD.
- quarto arco à esquerda: normalmente, vemos apenas 3: arco aórtico, arco da
artéria pulmonar e VE. Se houver aumento de AE, vemos um quarto arco acima do
VE.
- sinal da bailarina: o aumento do AE torna o brônquio fonte esquerdo mais
horizontalizado.

Cardiomegalia:
- coração em moringa
- aumento
do índice
cardio
torácico:
linha na
área de
maior
diâmetro
do coração
e uma
linha no
maior do
diâmetro
do tórax
em
inspiração
profunda:
tem que
ser menor
ou igual metade

SÍNDROME CONSUMPTIVA IDOSOS É

a perda involuntária de mais de 5% do peso em 6 meses.


9 Ds: depressão, doença crônica, dentição, disgeusia, disfagia, demência, disfunção, diarreia e
drogas

QUESTÕES:

1- Para a avaliação de um paciente com síndrome consumptiva que interna na enfermaria,


quais os dados importantes para a investigação?

- pode simbolizar: quadro clínico de doenças sistêmicas avançadas, simbolizar primeiro


sintoma de malignidade ou manifestação de doenças psiquiátricas. Independente da causa, há
correlação entre perda de peso e morbimortalidade.

- perda de peso significativa: 5% do peso em 6-12 meses

- é necessário perguntar ao paciente sobre seu apetite, atividade física, como é o padrão da
perda de peso (flutuante ou estável), por quanto tempo vem perdendo peso e se a perda é
voluntária ou involuntária;

- investigar também o grau de dependência nas atividades diárias (medida de independência


funcional – MIF): As categorias são agrupadas em seis dimensões: autocuidados, controle de
esfíncteres, transferências, locomoção, comunicação e cognição social. Quando menor a
pontuação, maior a dependência

9 D’s:

- Dentição: alteração na cavidade oral

- Disfagia

- Disgeusia (Distúrbio do paladar)

- Diarréia

- Doença crônica

- Depressão

- Demência

- Disfunção (física, cognitiva e psicossocial) ou dependência.

- Drogas

Incluir mini mental no exame físico

Para uma avaliação inicial da etiologia em casos em que a história e o exame físico não forem
indicativos da causa, os seguintes exames complementares são sugeridos:
1) hemograma

2) eletrólitos

3) glicemia
4) Função renal e hepática 5)

TSH

6) Sorologia para HIV 7)

Proteína C Reativa 8)

Parasitológico de fezes 9)

Raio X de tórax

10) Urina 1

11) PPD

IRA PRÉ E RENAL


IRA pré-renal: hipoperfusão (provavelmente subsequente à infecção), nefrons retém sódio, pcte
desidratado, relação uréia/creat > 40, cilindros hialinos. Causada por depleção de volume,
hipotensão, medicações, têm má perfusão e edema. Não compromete a integridade do
parênquima.
Renal: necrose tubular aguda, glomerulonefrites, nefrite intersticial aguda. Causada por
isquemias ou nefrotoxinas que induzem NTA. Compromete a integridade do parênquima.
Cilindros hemáticos, leucocitários, hemácias dismórficas.

QUESTÕES
1- Homem, 75 anos, acamado, deu entrada no PS com quadro de queda do estado geral,
hiporexia e febre há 3 dias. Ao exame físico, apresenta-se em regular estado geral, consciente,
descorado, desidratado e febril (38,5ºC). Laboratório evidencia creatinina de
4,0, ureia 162, sódio de 150, potássio de 4,0. Hemograma com 14.000 leucócitos, 5%
bastonetes, 150.000 plaquetas Hb 13 Ht 37. A elevação das escórias nitrogenadas é
provavelmente devido a:

a) insuficiência renal intrínseca


b) insuficiência renal crônica
c) insuficiência renal pós-renal
d) insuficiência renal pré-renal → desidratado + relação U/Cr > 40 – levam a pensar em
pré-renal

2- Comente sobre o diagnóstico diferencial de IRA renal e pré-renal.

• Pré-renal: doenças que provocam hipoperfusão renal, sem comprometer a integridade do


parênquima, cerca de 55% ;

• Renal: doenças que afetam diretamente o parênquima renal, cerca de 40%;

- A maioria dos casos (90%) é desencadeada por isquemia ou nefrotoxinas que


induzem NTA

• Pós-renal: doenças associadas à obstrução do trato urinário, cerca de 5%;

- Exige a ocorrência de obstrução com repercussão renal bilateral, ou unilateral com rim
único; A obstrução do colo vesical é a causa mais comum e em geral é decorrente de doença
prostática, bexiga neurogênica ou tratamento com anticolinérgicos

A análise da urina é o teste não invasivo mais importante na investigação etiológica da IRA -

pré renal: sedimento urinário costuma ser sem acelular; cilindros hialinos

- fração de excreção de sódio: baixa à intensa reabsorção (desidratação); FENa < 1%

- densidade urinária > 1020

- renal: cilindros hemáticos indicam lesão glomerular, leucocitários e granulosos indicam nefrite
intersticial e largos indicam DRC; hemácias dismórficas

- fração de excreção de sódio: não ocorre reabsorção intensa pela lesão; FENa >1%;
densidade 1010-1020

2- Mulher, 75 anos, com história pregressa de hipertensão arterial sistêmica, há sete dias
apresentando dor abdominal, náuseas, vômitos e diarreia profusa. Familiares relatam recusa
alimentar e redução significativa do volume urinário. Faz uso de captopril e nimesulida devido à
dor lombar crônica. Ao exame físico, encontra-se sonolenta e desidratada, FC = 120 bpm, PA =
100/60 mmHg. O abdome é difusamente doloroso à palpação, mas não há sinais de irritação
peritoneal. Os exames laboratoriais são: creatinina = 2,0 mg/dl; ureia = 120 mg/dl; sódio sérico
= 138 mg/dl; potássio sérico = 3,5 mg/dl; sódio urinário = 10 mEq/l; creatinina urinária = 70
mE/l; osmolalidade urinária = 720 mEq/l; parcial de urina sem alterações. No caso acima
relatado, qual a causa da insuficiência renal?
a) Insuficiência renal pré-renal.
b) Necrose tubular aguda.
c) Nefrite intersticial aguda pelo uso de AINH.
d) Rabdomiólise.

TEP
Critérios de Wells:

sinais clínicos de TEP (dor pleurítica, taquipneia e hemoptise) (3)

diagnóstico alternativo menos provável (3)

TVP ou TEP prévios (1,5)

FC>100bpm (1,5)

cirurgia recente ou imobilização nas últimas 4 semanas (1,5)

hemoptise (1)

câncer (1)

0-1: baixa probabilidade -> fazer D dímero

2-6: intermediária

≥7: alta -> fazer angio TC


Dímero D muito sensível pouco específico, indicado para pessoas com baixa probabilidade de
TEP.

Trombólise em paciente instável até 14 dias depois, preferência nas primeiras 48 hrs.

Anticoagulação com heparina e varfarina.

Contraindicações absolutas trombólise: AVCH, AVCI últimos 6 meses, cirurgia de grande porte
últimas 3 semanas, trauma cranioencefálico, lesão de SNC, sangramento digestivo no último
mês.

Contraindicações relativas: ACO, gravidez, puerpério, AIT últimos 6 meses

QUESTÕES:

1- No tromboembolismo pulmonar agudo, é CORRETO afirmar que:

a) a terapia trombolítica está indicada apenas nos casos confirmados de TEP, com
instabilidade hemodinâmica até 12 horas do início dos sintomas
b) é indicado usar trombolítico durante reanimação cardiopulmonar na parada
cardiorrespiratória de casos com forte suspeita clínica de TEP
c) a terapia trombolítica está indicada em casos com suspeita clínica de TEP com
instabilidade hemodinâmica e elevação de troponina
d) a terapia trombolítica está indicada nos casos em que há confirmação diagnóstica
de TEP associado a instabilidade hemodinâmica até duas semanas do evento
agudo.

2- Com relação ao D-dímero nos quadros de embolia pulmonar, podemos afirmar que é: a)
muito sensível e pouco específico, adequado para pacientes com baixa probabilidade
do evento
b) pouco sensível e específico, adequado para pacientes com baixa probabilidade do
evento → muito sensível, pouco específico
c) pouco sensível e muito específico, adequado para pacientes com probabilidade
intermediária do evento → muito sensível e pouco específico
d) muito sensível e específico, adequado para pacientes com grande probabilidade do
evento → pouco específico
e) muito sensível e específico, adequado para pacientes com baixa probabilidade do
evento. → pouco específico

- Se for positivo, não quer dizer muita coisa. Se for negativo, posso descartar e buscar outra
causa.

3- Quando suspeitar e como fazer a investigação de tromboembolismo pulmonar? Comente


sucintamente sobre o seu tratamento.

Clínica: - dispneia, síncope, dor torácica (pleurítica) e taquipneia;

- dor pleurítica e hemoptise; tosse

- procurar sinais e sintomas de TVP (forte associação)

Investigação: classificar quando a probabilidade pré teste pelo escore de Wells; se baixa
probabilidade, fazer dímero D; se alta, angio CT. Posso fazer outros exames como RX de tórax,
ECG, arteriografia, eco.
Tratamento inclui medidas de suporte para pacientes instáveis; trombolítico para casos
confirmados em, de preferência, até 48h do início do quadro.

Anticoagulação de suporte com heparina e antagonistas de vitamina K em regime hospitalar


até INR alvo e, de manutenção, por tempo que varia de acordo com a causa atribuída ao
quadro de TEP.

4- Mulher, 34 anos, obesa e tabagista, fraturou o tornozelo direito há 10 dias e está


imobilizada. Deu entrada no PS com dispneia súbita há 1 hora, com piora progressiva. Ao
exame: diminuição do murmúrio vesicular à direita, esforço respiratório, SatO2: 80% em ar
ambiente, PA: 80 x 60 mmHg, FC: 120 bpm. Tomografia de tórax com contraste revela falha
de enchimento em artéria pulmonar direita. Qual é o tratamento mais adequado para a
paciente?
a) Anticoagulação terapêutica
b) Antibioticoterapia
c) Trombólise → para pacientes instáveis, idealmente nas primeiras 48h (pode-se
fazer até 14 dias)
d) Anti-inflamatório
e) Antiagregantes plaquetários

DRGE, ÚLCERA PÉPTICA E DISPEPSIA


FUNCIONAL
Como erradicar: amoxi 1g 2x/d, claritro 500mg 2x/d, omeprazol 20mg 2x/d por 7 dias.

Qd erradicar H. pylori: linfoma MALT, metaplasia intestinal, gastrite atrófica, tto com aines,
dispepsia, pti, anemia ferropriva (pq diminui absorção de B12)

TTO ulcera péptica: inibidor bomba de próton (hipocloridria), parar de fumar (proteção da
mucosa gástrica), parar de beber (sangra mais fácil), pesquisar e erradicar h pylori, cx em
casos refratários

QUESTÕES:

1- A indicação para erradicação da infecção pelo Helicobacter pylori é ABSOLUTA em


portadores de:

a) úlcera péptica, doença do refluxo gastroesofágico e dispepsia funcional b)


úlcera péptica e linfoma MALT
c) linfoma MALT, gastrite atrófica e carcinoma gástrico
d) gastrite atrófica, carcinoma gástrico e dispepsia funcional

Comentários:

Para erradicar:
A) esquema convencional: tríplice (é CLARo que AMOXA e OMEPRAZOL) -

inibidor bomba de prótons (omeprazol) – 20mg - 2x/dia

- amoxicilina – 1g – 2x ao dia

- claritromicina – 500mg – 2x ao dia

- ATB por 7 dias – há um novo consenso para aumentar para 10-14 dias, pois houve um
ganho de 10% na taxa de erradicação (ainda não foi incorporado aos guidelines)

- 75-85% sucesso (declinante nos últimos anos → resistência bacteriana)


B) esquemas alternativos

- tríplice por 10-14 dias

- uso de outros antib: metronidazol, furazolidona, tinidazol

- levofloxacina, tetraciclina

- associação com sais de bismuto (pouco usada no BR)

Indicações para erradicação H pylori:

- anemia ferropriva de etiologia obscura: diminui absorção de B12

- Púrpura Trombocitopênica Imune

- Dispepsia associada ao H pylori

- Metaplasia intestinal e gastrite atrófica

- Linfoma MALT

- Pacientes que farão tratamento com AINES

(2014)
2- Paciente apresenta quadro de erisipela em membro inferior direito, e refere no passado ter
sido alérgico à penicilina. A droga de escolha para ele é:
a) penicilina benzatina
b) penicilina cristalina
c) nitrofurantoína
d) claritromicina
e) ceftriaxona
ANTIBIOTICOTERAPIA
Enterobactérias = bacilo gram negativo ex: e coli, klebsiella, proteus, enterobacter,
salmonella, shigella.

ATB: ceftriaxona, gentamicina, amicacina, imipenem, cefalosporinas 3ª e 4ª

Efeitos colaterais: vancomicina – oto e nefrotóxica, ceftriaxona – hipersensibilidade, hepatite e


flebite, ciprofloxacino – demência em idosos, cefuroxima – flebite
QUESTÕES

1- Atuam prioritariamente sobre bacilos Gram-negativos aeróbicos os seguintes


antimicrobianos:
a) gentamicina, oxacilina - não, imepenem
b) b. amicacina, ciprofloxacina, eritromicina (macrolídeo) - não
c) gentamicina, imipenem, ceftriaxona
d) clindamicina - não, amicacina, gentamicina

Gram negativos aeróbicos: enterobactérias

- E coli, Klebsiella, Proteus, Enterobacter sp, Salmonella sp, Shigella sp -

cefalosporinas de 3ª, de 4ª (cefepime), imipenem, genta, ciprofloxacina -

amicacina: é aminoglicosídeo assim como a gentamicina

2- Idoso é trazido por ambulância com quadro clínico de sepse grave por pneumonia. Das
opções a seguir, qual indica o fármaco classicamente associado com mais risco de
desenvolvimento de (delirium?) em pacientes idosos?

a) Vancomicina → nefrotóxica, ototóxica, vestibulotóxica


b) Ceftriaxone → hipersensibilidade, flebite, hepatite
c) Ciprofloxacino → lesões na cartilagem articular (mais em crianças), tox SNC
(desencadeamento convulsões/diminuição limiar convulsivo) e hipersensibilidade
Ciprofloxacino é conhecido por dar DELIRIUM em idoso!!
d) Cefuroxime → hipersensibilidade e flebite

ÂNION GAP
- Ânion GAP elevado → acúmulo de ácido, normoclorêmicas
Ex.: acidose láctica (sepse, choque, PCR, hipoxemia grave, insuficiência hepática,
isquemia mesentérica, HIV, cianeto, monóxido de carbono, crise convulsiva, neoplasia maligna,
biguaninas), cetoacidose diabética, cetoacidose alcoólica e de jejum prolongado, toxinas
(salicilatos, metanol, etilenoglicol), IRC (uremia), HIV, rabdomiólise.

- Ânion GAP normal → perde H+ (hiperclorêmico) ou retém HCO3

Ex.: diarreia, acidoses tubulares renais (necrose tubular aguda), hipoaldosteronismo,


ileostomia, muito SF 0,9%, fístula biliar, entérica ou pancreática, ureterossigmoidostomia,
acetazolamida, diuréticos poupadores de potássio, nutrição parenteral total, IRC, insuficiência
suprarrenal, hipoaldosteronismo hiporreninêmico, pseudo-hipoaldosteronismo, acidose tubular
renal tipo I e II.

QUESTÕES:
1- A determinação do hiato iônico (anion gap) ajuda a classificar as acidoses metabólicas.
Dentre as acidoses metabólicas relacionadas abaixo, qual não possui anion gap elevado? a)
Acidose tubular renal
b) Cetoacidose diabética
c) Acidose láctica
d) Intoxicação por salicilato.

DPOC
DPOC: VEF1/CVF < 70% pós broncodilatador

- Na DPOC, CVF normal, VEF1 diminuído → padrão obstrutivo.

- complacência é a capacidade do pulmão aumentar seu volume em relação à pressão - é

inversamente proporcional à elastância

- doenças restritivas: baixa complacência – diminuição de surfactante, situações que


aumentem trabalho elástico, obesidade (impede trabalho diafragma)

- doenças obstrutivas: não há dificuldade relacionada ao aumento de volume da caixa


torácica; o problema é o aumento da resistência das vias aéreas; na expiração, a resistência é
ainda maior.

- O problema não é mobilizar volumes, mas gerar fluxos muito rápidos

Classificação:

Gold A/B/C/D

Tratamento:
Gold A – beta-agonista de curta ação

Gold B – beta agonista ou antimuscarínico de longa ação

Gold C – igual + corticoide inalatório

Gold D - beta agonista e/ou antimuscarínico de longa ação + corticoide inalatório.

QUESTÕES

1- A principal causa de dispneia durante o exercício no DPOC é:


a) perda de massa muscular e fadiga diafragmática
b) redução do VEF1 e da complacência pulmonar - isso ocorre nas doenças restritivas. c)
hiperinsuflação pulmonar por aumento da capacidade inspiratória
d) hiperinsuflação pulmonar por redução da capacidade inspiratória – isso é visto no
VEF1, não há como medir pelo volume insp

2- Homem, 65 anos, apresenta tosse crônica com secreção esbranquiçada e dispneia leve.
Refere fumar 15 cigarros por dia há 20 anos. Foi realizada espirometria, cujos resultados
mostraram Capacidade Vital Forçada (CVF) normal, Volume Expiratório Forçado no 1º
segundo (VEF1) = 75% e relação VEF1/CVF = 0,65, sem alteração após a prova
broncodilatadora. Nesse caso, está indicado o início de qual tratamento por via inalatória?

a) Beta-2-agonista de longa ação, de uso contínuo


b) Beta-2-agonista de longa ação e corticosteroide, ambos de uso contínuo c)
Corticosteroide de forma contínua e beta-2-agonista nos episódios de piora do
quadro
d) Beta-2-agonista de longa ação e brometo de tiotrópio, ambos de uso contínuo e)
Brometo de tiotrópio de uso contínuo e beta-2-agonista nos episódios de piora do
quadro

ARTRITE REUMATÓIDE
Artrite crônica, erosão e osteopenia periarticular, nódulos de Bouchard e Heberden

Rigidez matinal pelo menos uma hora, acomete pelo menos três grupos articulares; edema
em punho, mcf e ifp; artrite simétrica; nódulos reumatoides; alterações radiográficas.

QUESTÕES:

1- Mulher, 41 anos, dor e edema de mãos, punhos e joelhos há 3 meses, com piora
progressiva. Refere também dificuldade para escrever e para abotoar roupas pela manhã.
Nega outras queixas. Exame físico: BEG, afebril. Artrite de interfalangeanas proximais,
metacarpofalangeanas, punhos, joelhos e tornozelos. Nódulos de consistência borrachosa
em face extensora de antebraços. Sem outras alterações. Qual é o achado radiológico mais
característico desta doença?
a) Sindesmófitos – Espondilite anquilosante
b) Lesões em saca-bocado – erosões ósseas marginais - gota
c) Erosões marginais → artrite crônica → erosão e osteopenia periarticular → nódulos em
falangianas proximais (Bouchard) ou distais (Heberden)
d) Proliferação periosteal
Diagnóstico de Artrite reumatóide:
• Rigidez matinal de pelo menos 1h.
• Artrite em 3 ou mais áreas (grupos articulares) observadas pelo médico. • Artrite nas
articulações das mãos (pelo menos uma área com edema: punho, MTC ou IFP).
• Artrite simétrica: envolvimento simétrico das mesmas áreas à direita e à esquerda. •
Nódulos reumatóides (nódulos subcutâneos sobre proeminências ósseas ou faces
extensoras).
• Fator reumatóide +.
• Alterações radiográficas (raio X das mãos em posição PA, com erosões ou
osteoporose justa-articular).

ESTADO CONFUSIONAL AGUDO


Delirium ou Estado Confusional Agudo é caracterizado por uma alteração cognitiva de início
agudo (geralmente de horas a dias), curso flutuante ao longo do dia e distúrbios da
consciência, atenção, orientação, memória, pensamento, percepção e/ou comportamento. Um
distúrbio de consciência e cognição alterada são componentes essenciais do delirium

★ pode ser na forma hiperativa, hipoativa ou mista


★ a sensopercepção pode estar comprometida e ocorrerem ilusões, distorçoes nas
interpretações ou alucinações, principalmente as visuais e auditivas ○ situações
de chamar por parente que já faleceu

QUESTÕES

1- Qual das alternativas abaixo apresenta características clínicas do Estado Confusional


Agudo?
a) Início abrupto, ausência de alterações do nível de consciência, curso flutuante
b) Orientação relativamente preservada, consciência clara, curso flutuante
c) Início abrupto, ausência de alucinações – pode ter, nível de consciência alterado d)
Início abrupto, alterações do nível de consciência, presença de alucinações
Delirium: síndrome aguda com sintomas flutuantes (alteração da atenção, do nível de
consciência e desorganização do pensamento) que é precipitada por evento ou doença em
pessoas vulneráveis e é reversível. •Hipoativo: letargia, funcionamento psicomotor reduzido,
sonolência excessiva, déficit claro de atenção. •Hiperativo: agitação, funcionamento
psicomotor aumentado, insônia, alucinações visuais e auditivas, agressividade.

H.A.S.
Efeitos colaterais IECA: aumenta creatinina sérica, hipotensão e hipercalemia

Causas de hipertensão secundária: nefropatia (aumento creatinina sérica), feocromocitoma


(palpitações, sudorese e cefaleias), estenose de artéria renal, hipoaldosteronismo primário
(hipocalemia espontânea)

QUESTÕES:

1- A variável compensatória que um paciente hipertenso desenvolve quando sofre um acidente


automobilístico e perde mais da metade de sua volemia é o aumento:

a) da resistência vascular periférica


b) da frequência cardíaca → perde a capacidade de vasoconstrição ? c)
do volume sistólico final
d) do volume diastólico final

2- Mulher, 28 anos de idade, previamente hígida, dá entrada na emergência com queixa de


cefaleia intensa de início súbito; apresentava também um quadro gripal e vinha em uso de
descongestionante sistêmico. Ao exame, a paciente encontra-se lúcida, orientada e
contactante, pupilas isocóricas, ausência de rigidez de nuca e de déficits neurológicos focais. A
pressão arterial é de 170/120 mmHg em ambos os MMSS; ausculta cardíaca e pulmonar
normais; exame de fundo de olho sem alterações. Assinale a alternativa que apresenta a
conduta emergencial MAIS ADEQUADA ao caso.
a) Iniciar nitroprussiato de sódio endovenoso objetivando redução da pressão arterial em
25% em duas a três horas.
b) Administrar captopril via oral e encaminhar a paciente ao ambulatório para investigação
de hipertensão arterial secundária. – captopril tem ação lenta
c) Reavaliar a pressão arterial após analgesia adequada e melhora do quadro álgico.
→ a pressão não vai estar fidedigna se tem um quadro álgico ativo/Não
posso diminuir bruscamente a pressão sem antes descartar um aneurisma ou outra
causa. Administrar captopril via oral e solicitar TC de crânio de urgência. → A queixa de
cefaléia intensa de início súbito deve ser abordada como uma possível cefaleia
secundária potencialmente grave, aquelas causadas por lesões expansivas
intracranianas, infecções ou hemorragia. Dois outros fatores relevantes no exame
clínico são a presença de hipertensão arterial e uso de descongestionantes nasais, os
quais podem conter em sua composição compostos que atuam no sistema nervoso
adrenérgico. Dentre eles, as imidazolianas podem causar hemorragia subaracnóidea
quando utilizadas em abuso ou de forma crônica, e elevação da pressão arterial. Diante
disso, a cefaleia deve ser abordada com um exame de imagem como a tomografia
computadorizada e tratada com captopril, via oral ou sublingual. Por quê não é
alternativa D? - Questionamento do compilado do Safadão

3- Em relação às medicações habitualmente prescritas para hipertensão arterial sistêmica,


assinale a alternativa que contém a associação correta entre a classe medicamentosa e os
eventos adversos que frequentemente eles causam.

a) Antagonistas da angiotensina II: hipercalemia, tosse irritativa e sintomas posturais. →


tosse é do iECA
b) Bloqueadores dos receptores alfa-1: bradicardia, retenção urinária e hipotensão
postural.
c) Bloqueadores dos canais de cálcio: edema de membros inferiores, fenômeno de
Raynauld e resistência a insulina.
d) Inibidores da enzima conversora de angiotensina: aumento da creatinina
sérica, hipotensão e hipercalemia.

4- Homem, 42 anos, sem comorbidades, é vegetariano e praticante de maratona. Sua mãe é


hipertensa e seu pai morreu de infarto do miocárdio aos 48 anos de idade. Não fuma e não faz uso
de bebida alcoólica. Exame de rotina: glicemia 80 mg/dl, creatinina 1,0 mg/dl, triglicerídeos 200
mg/dl, colesterol total 370 mg/dl e colesterol HDL 30 mg/dl. Qual é a conduta mais apropriada?
a) prescrever ciprofibrato e ômega-3
b) repetir os exames em 12 meses
c) associar sinvastatina e fenofibrato
d) iniciar rosuvastatina

associação fibrato e estatina: aumenta muito os riscos de miopatia e rabdomiólise

início fibrato: se TGL acima de 500 ou 1000 (depende do corte usado)

5- Os diuréticos são medicações de uso consagrado no tratamento da hipertensão arterial.


Em 4 a 6 semanas de uso, seu efeito dá-se por:

a) aumento da excreção de sódio e água → na verdade o efeito desejado é a consequência


disso
b) diminuição do volume extracelular → queremos a consequência disso
c) diminuição da resistência vascular periférica → redução da pós-carga d)
redução parcial do débito cardíaco.
DISLIPIDEMIA
Associação fibrato mais estatina aumenta risco de miopatias e rabdomiólise

Na hipirlipidemia mista – se TG > 500 fibratos (pode adicionar ácido nicotínico). TG < 500
estatina (pode add ezetimibe)

QUESTÕES:

1- Homem, 46 anos, IMC = 23,0 kg/m2, assintomático, procurou médico em consultório para
realizar exames laboratoriais de rotina; apresenta como antecedentes: Tabagismo e História
Familiar positiva para Dislipidemia e Doença Arterial Coronariana (pai, mãe e dois irmãos).
Resultados: Glicemia: 98 mg/dl; Colesterol Total: 290 mg/dl; Triglicérides; 150 mg/dl; HDL-C: 30
mg/dl; LDL-C: 175 mg/dl; TSH: 3,0 mg/dl; TGO: 28U/I; TGP: 30 U/I. O esquema terapêutico
ideal para este paciente será:

a) Mudanças do estilo de vida e fibrato


b) Mudanças do estilo de vida e estatina
c) Fibrato e estatina
d) Apenas estatina

Comentários:

Valores de referência:

- colesterol total: <190

- LDL: até 70 para pacientes de altos risco e até 100 para risco moderado -

HDL: > 40

- triglicérides: <150

- TSH: 0,4-4,5

- TGO: 5-40U/L

- TGP: 7-56 U/L – é mais específica para hepatopatias

Hipertrigliceridemia: TG ≥ 150 mg/dl em jejum ou > 175mg/dl sem jejum → Fibrato.


Hipercolesterolemia: LDL-C ≥ 160mg/dl → Estatina.

DIARREIA
Antibiótico: se diarreia > 4 dias, muco, sangue, toxemia, complicações, leucocitose com
desvio à esquerda, RN, desnutrido, idoso, imunossuprimido

QUESTÕES:

1- Assinale a manifestação que NÃO ocorre na diarreia que pode acompanhar as doenças
funcionais do aparelho digestivo:

a. distensão abdominal
b. esteatorreia
c. alternância com constipação intestinal
d. dor abdominal
2- Dentre os cenários abaixo, em qual das situações está correta a prescrição de antibiótico na
diarreia aguda:

a) 80 anos, diarreia líquida há 3 dias, redução do apetite


b) 40 anos, diarreia com temperatura 38,5ºC, muco e queda do estado geral c)
60 anos, diarreia há 5 dias, exame físico normal
d) 30 anos, retornando de viagem ao Nordeste, diarreia com cólica abdominal há 3 dias e)
20 anos, há 24h com temperatura 37,5ºC, diarreia líquida e vômitos

Quando usar antib para diarreia?

- febre + diarréia > 4 dias

- febre + diarréia muco-sanguinolenta

- toxemia – bacteremia

- complicações

- leucocitose/leucopenia com desvio à esquerda (gram negativos princ) -

leucócitos nas fezes

- RN, desnutridos, idosos

- imunossuprimidos

COAGULAÇÃO
Vitamina K: para sangramento volumoso (queda de 2 pontos no Ht). INR > 5 com
sangramento e INR > 9 mesmo sem sangramento
QUESTÕES:

1- Homem, 52 anos, procura serviço médico para acompanhamento. Refere que há 6 meses
apresenta quadros recorrentes de palpitação sendo documentado fibrilação atrial paroxística não
valvar. No momento encontra-se assintomático em ritmo sinusal e não há evidência de doença
cardíaca subjacente. Em relação à anticoagulação desse paciente, podemos afirmar:
a) Warfarina deve ser utilizada em todos os pacientes com fibrilação atrial paroxística não
valvar
b) Warfarina ou novos anticoagulantes devem ser utilizados em todos os pacientes com
fibrilação atrial paroxística não valvar
c) O que determinará o uso da anticoagulação é a frequência de recorrência da fibrilação
atrial
d) O escore de CHADsVASc é utilizado apenas na fibrilação atrial persistente ou
permanente
e) O que determinará o uso da anticoagulação é o perfil de risco do paciente avaliado
pelo escore de CHADsVASc
Usado para pacientes com Fibrilação Atrial não valvar ou FA por valvopatia não corrigida
cirurgicamente (pois se houver prótese valvar ou valvoplastia já é indicativo de ACO)
2- Mulher, 42 anos, portadora de síndrome do anticorpo antifosfolipídeo chega ao PS
queixando do surgimento de hematomas e sangramentos aos mínimos traumatismos. Na
admissão FC= 76 bpm, PA= 136 x 84 mmHg, FR=16, SatO2=98% AA, TEC < 3seg. Fazia
uso de varfarina devido a TVP de MID há 6 meses, colhido INR com valor de 4,5. Qual é a
melhor conduta?

a) suspender a varfarina, após INR retornar a faixa terapêutica reintroduzir com


20% de redução na dose semanal
b) suspender a varfarina, fazer vitamina K 2,5 mg VO imediato devido ao sangramento e
retornar com dose semanal 20% reduzida → paciente tem INR alargado mas
sangramentos menores, não indica antídoto cumarínico
c) suspender a varfarina, fazer vitamina K 10 mg EV de imediTôato, se o sangramento
não cessar indicar plasma → idem B
d) reduzir a dose semanal em 20% apenas retorno em 1 semana → tem que
suspender para restabelecer INR (se só diminuir, demora muito)

INR supra terapêutico:

- suspender anticoag oral e heparina, se tiver usando

- retornar apenas quando INR em faixa terapêutica

Vitamina K se:

- sangramento maior (volumoso, dentro de cavidades, queda de 2 pontos


no hematócrito) independente do valor do INR

- INR > 5 com sangramento (maior ou menor – hematoma,


gengivorragia)

- INR > 9 mesmo sem sangramento

HIPOTIREOIDISMO
Subclínico: tratar se TSH > 10, se > 65 anos e TSH > 7 e TSH entre 5 e 9 grávidas, bócio,
DLP, risco CV, infertilidade

Haldol tem muito efeito tireoidiano

QUESTÕES:

1- Quanto ao tratamento do hipotireoidismo subclínico, ao considerarmos o T4 livre normal, dos


cenários abaixo, a reposição de levotiroxina está melhor indicada em:
a) gestante com TSH 7,0 mUI/L → gestante, tratar com 5 < TSH < 9
b) mulher pós-menopausa com ganho de peso e TSH 5,0 mUI/L → tratar se TSH > 7
c) homem 60 anos, TSH 6,0 mUI/L e LDL 120 mg/dl → tratar <65 anos se TSH > 7
d) mulher 30 anos, hemoglobina 11 g/dl e TSH 8,0 mUI/L → TSH entre 5 e 9: se
sintomas recentes, bócio, TPO+, dislipidemia, risco cardiovasc, gravidez e infertilidade:
considerar tratamento
e) idosa com inapetência, osteoporose e TSH 9,0 mUI/L → >65 anos tratar se TSH > 10
HEPATITES
No início aumenta TGP -> HbSAg, HbeAg e HBVDNA -> depois IgM antiHbc (marcador da
fase aguda) -> depois IgG antiHbc (persiste por muito tempo).

HbsAg desaparece em 3 meses e antiHbs aparece depois de 5 meses. Entre os dois fica só
IgG anti Hbc presente (período de janela imunológica).

QUESTÕES:
1- Mulher, 32 anos, enfermeira, sofreu perfuração do primeiro dedo da mão esquerda ao
aplicar antibiótico endovenoso em paciente diabético internado para tratamento de infecção do
trato urinário. A enfermeira procurou atendimento de urgência imediatamente após o ocorrido.
Foram solicitados exames tanto dela, quanto do paciente fonte do acidente:
Enfermeira acidentada Paciente fonte do acidente

HBsAg: não reagente HBsAg: reagente

Anti-HBs: reagente
Anti-HBs: não reagente

(título: 123 mUI/mL; cut-off: 10 mUI/mL)

Anti-HIV: não reagente Anti-HIV: não reagente

Anti-HCV: não reagente Anti-HCV: reagente

Qual é a conduta mais adequada?


a) Administrar zidovudina + lamivudina para a enfermeira → anti-retrovirais, para HIV; não
precisa pois paciente fonte HIV negativo
b) Solicitar HBV-DNA para a enfermeira (enf é imune à hep. B → vacinada ou infectada
prévia)
c) Solicitar RNA-HCV para o paciente fonte → detectar se infecção por hep. C estava
ativa para definir profilaxia da enf. acidentada (anti-HCV pode ser positivo pelo resto da
vida, mesmo se infecção resolvida)
d) Vacinar contra hepatite B para o paciente fonte → infecção ativa, apenas HBsAg positivo,
sem imunidade (Anti-HBs), mas enf imune
Após a exposição ao HCV, o RNA-HCV torna-se positivo, pois mostra infecção
presente no momento; se houver manutenção da positividade por 6 meses, trata-se da forma
crônica da infecção.
O anti-HCV só se torna positivo em 3-4 meses após a exposição e permanece positivo com a
cura da infecção.

2- Homem, 22 anos, fez exames sorológicos para hepatite B. Resultado: HBsAg negativo (não
tem infecção ativa, não tem antígeno viral); HBeAg negativo (não tem marcador de
replicação/fase aguda); Anti-HBc (IgG) positivo (tem anticorpo); Anti-HBs positivo. A
interpretação desses resultados em relação à hepatite B é:

a) infecção prévia.
b) infecção crônica com baixa replicação viral. → não tem infecção no momento c)
infecção crônica com replicação viral ativa. → não tem infecção no momento d)
vacinação prévia – imunidade → não teria IgG positivo, só anti-HBs

3- Mulher apresenta a seguinte sorologia para hepatite B:

Anti-HBS: negativo → não tem marcador de imunidade (fica positivo em vacina ou


infecção prévia)

HbSAg: negativo → não tem antígeno ativo

Anti-HBC total: positivo → as custas de IgG

Anti-HBC IgM: negativo → não tem IgM (some rápido)

HBEAg: negativo → não tem replicação viral

Anti-HBE: negativo → não tem anticorpo para replicação viral

Qual é a interpretação clínica mais apropriada:

a) hepatite B aguda → teria marcadores de fase aguda/replicação viral, como


HBEAg, HBsAg, Anti-HBC IgM
b) vacinação prévia → vacinação não dá Anti-HBC, e sim Anti-HBs
c) hepatite B curada →
d) janela imunológica → já tem IgG, mas sem marcador de imunidade ainda →
Janela imunológica: período em que o único marcador positivo é o Anti-HBc IgG. O
HBsAg desaparece e o Anti-HBs ainda não é detectável.
e) hepatite B crônica → precisa do marcador viral ou de replicação viral

- no início, ALT elevado, HBsAg, HBeAg e HBV-DNA positivos

- em seguida, vamos detectar o IgM anti HBc, que é o marcador de fase


aguda, e o IgG anti-HBc
- com a resolução da infecção, o IgM desaparece e persiste o IgG

- HbsAg desaparece em cerca de 3 meses pós exposição; surge o


anti-HBs surge 5 meses depois – esse período é a janela imunológica (nesse
caso, só temos o IgG anti HBc como positivo)

HEPATOLOGIA
QUESTÕES:

1- Homem é admitido na emergência com insuficiência hepática aguda. Os achados que


confirmam o diagnóstico são:

a) encefalopatia e prolongamento do tempo de protrombina


b) icterícia e encefalopatia
c) icterícia e prolongamento do tempo de protrombina
d) encefalopatia e hemiplegia
e) encefalopatia e distúrbio hidroeletrolítico

O diagnóstico de IHA baseia-se no exame objetivo (EPS) e nos achados


laboratoriais (hiperbilirrubinemia, prolongamento do tempo de protrombina e do INR ≥
1.5). Ao EF, a icterícia pode ser de outras causas, como hemólise por hiperesplenismo;
hemiplegia não é indicativo claro e distúrbio hidro-eletrolítico indica mais a função renal.
GOTA
Tratamento de hiperuricemia apenas acima de 12

ESTENOSE AÓRTICA
Sopro sistólico rude em foco aórtico ou irradiação para pescoço. Sintomas: dispneia angina e
síncope

ANGINA INSTÁVEL
Desconforto pré-cordial isquêmico, surgimento ao repouso ou aos mínimos esforços,
duração maior que 10-20min, início recente (últimas 4-6 semanas), padrão crescente de
dor.

QUESTÕES:

1- Mulher, 65 anos, diabética, deu entrada no PS queixando-se de dor torácica há 2 horas,


tipo aperto, persistente e com irradiação para o pescoço, após andar de bicicleta. Relata que
já sentiu essas dores há 5 meses, com piora progressiva, mas não procurou atendimento
médico. Exame físico sem alterações, a não ser pela PA de 150x90 mmHg e FC: 110 bpm.
ECG evidencia onda T invertida, simétrica em DII, DIII e aVF. Enzimas cardíacas são
negativas na 1ª amostra. Qual é o provável diagnóstico?

a) Angina de Prinzmetal
b) Angina estável
c) Angina instável
d) Infarto agudo do miocárdio com supra de ST
e) Infarto agudo do miocárdio sem supra de ST

DOENÇA INFLAMATÓRIA NTESTINAL RCU X DC


RCU: reto sempre acometido, exclusividade da mucosa, lesões contínuas, trato
hiperemiado, com edema, friável, sangrante, cólon tubuliforme, úlceras podem coalescer,
pseudopólipos, infiltrado inflamatório

DC: acomete todo o TGI, principalmente ílio terminal e colon, transmural, lesões
descotínuas, úlceras e fissuras, espessamento, com granulomas

Manifestações extraintestinais: articulares, ósseas, dermatológicas, hepatobiliares...

QUESTÕES:
1- Homem, 28 anos, relata aumento da frequência das evacuações e diminuição da
consistência das fezes há 4 meses. Refere, há um mês, cólicas abdominais, fezes
amolecidas com sangue e muco, 10 evacuações diárias, com tenesmo, evacuações noturnas
e febre não aferida, com artralgias em joelho e tornozelo direito, sem limitação de
movimentos. Perdeu 6 kg no período. EF: abdome difusamente doloroso com RHA presentes,
descompressão brusca negativa. PA: 116 x 60 mmHg e FC: 110 bpm. Discreta hiperemia e
aumento de temperatura em joelho e tornozelo direito, sem sinais de derrame
articular. Exame perianal sem alterações. Toque retal doloroso, sem sangue na luva, sem
massas palpáveis.
Ex. lab.: Hb: 10,5 g/dL; HT: 23%; VCM: 72fL; GB: 9600/mm3, sem desvio à esquerda; VHS:
98 mm/1a hora.
Colonoscopia: mucosa do reto ao ceco difusamente hiperemiada, friável, granular, com
erosões e ulcerações superficiais recobertas por fibrina em reto e cólon sigmóide. Biópsia
de cólon: infiltrado inflamatório leucocitário e presença de micro-abscessos. Qual é o
diagnóstico mais provável?
a) Doença Celíaca
b) Doença de Crohn
c) Colite pseudomembranosa
d) Retocolite ulcerativa

Valores de referência
- Ht: 39-50%
- VCM: 81-95
- GB: 3,5-10,5 x 106

- doença celíaca associada com DM1 (ambas auto imunes, mas isso ocorre principalmente na
infância); no adulto, investigar tireoidite de Hashimoto
- retocolite ulcerativa: inflamação é contínua, atinge apenas reto (sempre!!) e intestino -
crohn: pode atingir todo o tecido digestivo e de maneira irregular
- artrite é a manifestação extra intestinal mais comum

2- Em relação às doenças intestinais inflamatórias, assinale a alternativa correta.


a) A história familiar é um fator de risco associado somente à doença de Crohn
b) O efeito do fumo reduz o risco da doença de Crohn
c) Na retocolite ulcerativa, o predomínio de envolvimento é mais comum no cólon
proximal → distal
d) O reto é comumente poupado na doença de Crohn
e) As úlceras aftosas são características da Retocolite Ulcerativa

OUTRAS PROVAS
Mulher, 58 anos, previamente hígida, há sete dias iniciou com dor em hipogástrio associada a
disúria. Usou analgésicos comuns sem melhora. Há três dias, dor lombar esquerda intensa e
progressiva, associada a febre de até 39°C, astenia intensa, lipotimia. Hoje, foi trazida à
emergência. Ao exame encontra-se prostrada, estado geral ruim, confusa, pálida++, com
sudorese, pele fria, pressão arterial inaudível e sem melhora significativa após hidratação
vigorosa, pulsos finos, FC = 130 bpm. Ausculta cardíaca e pulmonar sem alterações, com FR
= 32 irpm e saturação periférica de oxigênio de 83% em ar ambiente e 88% com
suplementação de oxigênio. Abdome sem sinais de irritação peritoneal, com Giordano
presente à esquerda.
Com relação ao caso clínico, analise as afirmativas abaixo.
I. Trata-se de paciente com quadro de choque séptico de provável foco urinário.
II. A taquipneia pode estar associada a acidose metabólica.
III. Está indicada intubação orotraqueal.
IV. Deve ser iniciada droga vasoativa para manter níveis pressóricos adequados.

51. Assinale a alternativa CORRETA.


a) Somente as afirmativas II e III estão corretas.
b) Todas as afirmativas estão corretas.
c) Somente as afirmativas II, III e IV estão corretas.
d) Somente as afirmativas I e IV estão corretas.

52. Ainda em relação ao caso descrito, assinale a alternativa que apresenta a MELHOR
OPÇÃO de tratamento antibiótico inicial.
a) Carbapenêmico.
b) Vancomicina.
c) Ceftriaxona.
d) Azitromicina.

53. Homem, 57 anos, com história de tabagismo de 30 cigarros ao dia por 30 anos,
atualmente há quatro anos sem fumar, sem história prévia de asma. Chega à consulta
ambulatorial referindo episódios de dispneia com sibilância, tosse produtiva diária, com
piora progressiva dos sintomas nos últimos seis meses, associada a perda de peso de 10kg
neste período. Atualmente dispneia aos pequenos esforços e recentemente episódios de
hemoptise discreta nos quadros de infecção respiratória, sendo o último há três semanas.
Exame físico geral sem alterações, paciente eupneico, ausculta pulmonar evidencia sibilos
bilateralmente, alguns roncos. Sem linfonodomegalias periféricas, a saturação de oxigênio de
93% em ar ambiente. Em relação ao caso acima descrito, é CORRETO afirmar que:
a) prova de função pulmonar e radiografia de tórax são os exames iniciais a
serem solicitados.
b) não será indicada realização de tomografia computadorizada de tórax.
c) tratamento com corticoide oral e antibióticos deve ser iniciado imediatamente. d)
a história de exposição ao fumo exclui a hipótese diagnóstica de pneumonia
intersticial usual.

54. Mulher, 64 anos, IMC 34, em exames de rotina apresentou hemograma sem alterações,
colesterol total 230 mg/dl, HDL 35 mg/dl, glicemia de jejum 185 mg/dl, creatinina 1,3 mg/dl.
Exame posterior: glicemia de jejum em 200 mg/dl. Em consulta de retorno, relata poliúria,
fadiga e astenia. Considerando os dados clínicos acima, assinale a alternativa que apresenta a
hipótese diagnóstica MAIS PROVÁVEL.
a) Síndrome de obesidade com hipoventilação.
b) Diabete melito tipo 2.
c) Diabetes insípido nefrogênico.
d) Hipotireoidismo.
e) Neoplasia de cabeça de pâncreas.

55. Com relação ao diabete melito, é CORRETO afirmar que:


a) não se observa componente genético no diabete melito tipo 2.
b) o fato de muitos pacientes já apresentarem insuficiência renal no momento do
diagnóstico de diabetes melito confirma que esta é uma complicação aguda da
doença e independe da duração e da intensidade da hiperglicemia.
c) história familiar, obesidade e sedentarismo encontram-se entre os fatores de
risco para desenvolvimento de diabetes melito tipo 2.
d) o uso de bloqueadores do canal de cálcio está indicado em pacientes com diabetes
melito que apresentem microalbuminúria, mesmo sem hipertensão arterial associada.

56. Mulher, 37 anos, com diagnóstico de endocardite bacteriana subaguda causada por
enterococos, recebendo vancomicina e gentamicina. A paciente vem evoluindo com melhora
clínica e não apresenta sinais de comprometimento hemodinâmico. No décimo dia de
tratamento, evidencia-se aumento da creatinina sérica de 0,6 mg/dl para 1.6 mg/dl. O exame
do sedimento urinário demonstra a presença de cilindros granulosos, sem outras alterações.
Qual a causa mais provável da piora da função renal?
a) Hipoperfusão renal.
b) Nefrite intersticial alérgica.
c) Toxicidade tubular direta por aminoglicosídeos.
d) Glomerulonefrite membranosa.

57. Homem, 39 anos, relata "dor nas costas" há um ano, que associava ao "cansaço" do
trabalho sentado por muitas horas diárias. Iniciou atividade física (pilates) com melhora parcial
do quadro. Procurou ortopedista há seis meses e, após radiografia de coluna lombar normal,
recebeu algumas injeções de corticoide IM. Há três meses, refere dor lombar mais intensa, em
especial no período da manhã, com alívio parcial no decorrer do dia. Há um mês, a dor
concentrou-se nos glúteos e se associou à limitação de movimento, em especial subir escadas,
levantar da cama ou do sofá e entrar e sair do carro. Preocupado com a limitação de
movimento nas suas atividades diárias, foi ao médico. Mãe com história de
cirurgia intestinal por doença de Crohn. Com base no caso clínico e nas
espondiloartropatias, assinale a alternativa CORRETA.
a) A presença do antígeno HLA-B27 é encontrada em menos de 50% dos pacientes com
diagnóstico de espondiloartropatias e não tem relevância diagnóstica.
b) Artrite reumatoide, espondilite anquilosante, síndrome de Reiter e artrite psoriática
fazem parte do grupo de artropatias soronegativas e entram no diagnóstico diferencial do
caso.
c) A principal suspeita diagnóstica do caso clínico é espondilite anquilosante,
cursando com sacroileíte, com rigidez e dor matinal, podendo simular até
ciática quando irradia para a face posterior das coxas.
d) O tratamento do paciente acima deve ser feito com sintomáticos (ex.: indometacina),
pois não há drogas seguras até o momento que possam alterar o curso natural da
doença.

58. Qual das doenças abaixo cursa mais habitualmente com pulso paradoxal?

a) Estenose aórtica.
b) Pericardite constritiva.
c) Insuficiência aórtica.
d) Estenose mitral.

TRATAMENTOS
BY: Natália Lolita
DPOC:
<2 exacerbações/ano = Beta2 agonista de longa duração (LABA)
>2 exacerbações/ano = LABA + corticoide inalatório
Refratários: anticolinérgico de longa duração
ASMA:
Intermitente ( <1/semana): Beta2 agonista de curta duração
Persistente leve (>1/semana, <1/dia): corticoide inalatório + beta2 agonista de curta duração
Persistente moderada: corticoide inalatório + b2 de longa duração + b2 de curta duração
Persistente grave (contínuo): corticoide inalatório + b2 longa duração + corticoide oral + b2 de
curta duração

DISLIPIDEMIA:
Hipertrigliceridemia: fibrato (estimula PPAR - fator de transcrição → aumento lipoproteína)
Refratários: fibrato + vitamina B3 (redução da lipase tecidual)
Hipercolesterolemia: estatinas (inibe a via de síntese do colesterol)

DISPEPSIA FUNCIONAL:
Inibidores de bomba de prótons a antagonistas do receptor histamínica H2 (redução da
secreção gástrica) + pró-cinéticos + antidepressivos tricíclicos

DRGE:
Inibidor de bomba de prótons em dose dupla por 8 a 12 semanas → aumenta a redução da
dose até atingir a quantidade mínima necessária para ausência de sintomas
ÚLCERA PÉPTICA:
Inibidores de secreção gástrica (bomba de receptor de histamina H2) + erradicação do H.
pylori (amoxiciclina)

DEPRESSÃO:
Inibidores da MAO (degradação de monoaminas - noradrenalina e serotonina) Não seletivos:
aumento dos efeitos adversos (aumento da PA, taquicardia, agitação) Tricíclicos: analgésico,
sedativo, aumento do apetite e peso
Inibidores da recaptação de serotonina: redução do apetite e peso, inibe o sono, agitação
Inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (DUAIS): analgsico e ansiolítico
Mirtazapina: aumento sonolência
Bupropiona: indicado para tabagismo compulsões

PAC:
Hígidos: macrolídeos ou beta lactâmico
Doença ou ATB recente: macrolídeos + beta lactâmico ou quinolona (gram + e -)
Graves: macrolídeos + beta lactâmico + quinolona
Graves com risco de pseudomonas: beta lactâmico (cefalosporina 4ª geração + quinolona)

MENINGITES:
AB: ceftriaxona (H. influenzae, pneumococo, meningococo) + corticoide
Tratamento empírico: ceftriaxona + ampicilina (gram +) ou cefotaxima

ITU:
Quinolonas 2ª ou 3ª geração
COMPILADO DE QUESTÕES TESTES MEDICINA INTERNA – 5º ANO – SAFADÃO

1. Homem, 46 anos, IMC = 23,0 kg/m2, assintomático, procurou médico em consultório para realizar
exames laboratoriais de rotina; apresenta como antecedentes: Tabagismo e História Familiar positiva
para Dislipidemia e Doença Arterial Coronariana (pai, mãe e dois irmãos). Resultados: Glicemia:
98mg/dl; Colesterol Total: 290mg/dl; Triglicérides; 150mg/dl; HDL-C: 30mg/dl; LDL-C: 175mg/dl; TSH:
3,0mg/dl; TGO: 28U/I; TGP:30U/I. O esquema terapêutico ideal para este paciente será:
a. Mudanças do estilo de vida e fibrato
b. Mudanças do estilo de vida e estatina
c. Fibrato e estatina
d. Apenas estatina

Hipertrigliceridemia: TG ≥ 150 mg/dl em jejum ou > 175 mg/dl sem jejum 🡪 Fibrato.
Hipercolesterolemia: LDL-C ≥ 160 mg/dl 🡪 Estatina.

2. Assinale a manifestação que NÃO ocorre na diarreia que pode acompanhar as doenças funcionais do
aparelho digestivo:
a. distensão abdominal
b. esteatorreia
c. alternância com constipação intestinal
d. dor abdominal

3. A indicação para erradicação da infecção pelo Helicobacter pylori é ABSOLUTA em portadores de:
a. úlcera péptica, doença do refluxo gastroesofágico e dispepsia funcional.
b. úlcera péptica e linfoma MALT.
c. linfoma MALT, gastrite atrófica e carcinoma gástrico.
d. gastrite atrófica, carcinoma gástrico e dispepsia funcional.

4. Atuam prioritariamente sobre bacilos Gram-negativos aeróbicos os seguintes antimicrobianos:


a. gentamicina, oxacilina, imepenem
b. amicacina, ciprofloxacina, eritromicina
c. gentamicina, imipenem, ceftriaxona
d. clindamicina, amicacina, gentamicina

5. Homem, 54 anos, magro, normotenso, glicemia de jejum, em duas ocasiões: 128 e 130 mg/dl. Qual é a
conduta mais adequada?
a. Tratamento com dieta e exercício e, posteriormente, em caso de não controle, associação de
biguanida. (Por quê não iniciar Metformina?)
b. Tratamento com dieta e exercício e, posteriormente, em caso de não-controle, associação de
sulfoniluréia.
c. Tratamento com dieta, exercício e biguanida.
d. Tratamento com dieta, exercício e sulfoniluréia.

Biguanida = Metformina.

6. A determinação do hiato iônico (anion gap) ajuda a classificar as acidoses metabólicas. Dentre as
acidoses metabólicas relacionadas abaixo, qual não possui anion gap elevado?
a. Acidose tubular renal.
b. Cetoacidose diabética.
c. Acidose láctica.
d. Intoxicação por salicilato.

Ânion Gap elevado (normoclorêmicas):


● Acidose láctica: sepse, choque, PCR, hipoxemia grave, insuficiência hepática, isquemia mesentérica,
HIV, cianeto, monócido de carbono, crise convulsiva, neoplasia maligna, biguanidas.
● Cetoacidose diabética.
● Cetoacidose alcoólica e de jejum prolongado.
● Insuficiência renal (uremia).
● Intoxicação por Salicilatos, Metanol e Etilenoglicol.
● Rabdomiólise.
Ânion Gap Normal (hiperclorêmica):
● Diarreia.
● Fístula biliar, entérica ou pancreática.
● Ureterossigmoidostomia.
● Acetazolamida.
● Diuréticos poupadores de potássio.
● Nutrição parenteral total.
● Insuficiência renal crônica.
● Insuficiência suprarrenal.
● Hipoaldosteronismo hiporreninêmico.
● Pseudo-hipoaldosteronismo.
● Acidose tubular renal tipo I e II.

7. A principal causa de dispneia durante o exercício no DPOC é:


a. perda de massa muscular e fadiga diafragmática
b. redução VEF1 e da complacência pulmonar
c. hiperinsuflação pulmonar por aumento da capacidade inspiratória
d. hiperinsuflação pulmonar por redução da capacidade inspiratória

8. Mulher, 41 anos, dor e edema de mãos, punhos e joelhos há 3 meses, com piora progressiva. Refere
também dificuldade para escrever e para abotoar roupas pela manhã. Nega outras queixas. Exame físico:
BEG, afebril. Artrite de interfalangeanas proximais, metacarpofalangeanas, punhos, joelhos e tornozelos.
Nódulos de consistência borrachosa em face extensora de antebraços. Sem outras alterações. Qual é o
achado radiológico mais característico desta doença?
a. Sindesmófitos (Espondilite anquilosante).
b. Lesões em saca-bocado
c. Erosões marginais (Artrite reumatoide)
d. Proliferação periosteal

Diagnóstico de Artrite reumatóide:


● Rigidez matinal de pelo menos 1h.
● Artrite em 3 ou mais áreas (grupos articulares) observadas pelo médico.
● Artrite nas articulações das mãos (pelo menos uma área com edema: punho, MTC ou IFP).
● Artrite simétrica: envolvimento simétrico das mesmas áreas à direita e à esquerda.
● Nódulos reumatóides (nódulos subcutâneos sobre proeminências ósseas ou faces extensoras).
● Fator reumatóide +.
● Alterações radiográficas (raio X das mãos em posição PA, com erosões ou osteoporose
justa-articular).

9. A variável compensatória que um paciente hipertenso desenvolve quando sofre um acidente


automobilístico e perde mais da metade de sua volemia é o aumento:
a. da resistência vascular periférica
b. da frequência cardíaca
c. do volume sistólico final
d. do volume diastólico final

10. Idoso é trazido por ambulância com quadro clínico de sepse grave por pneumonia. Das opções a seguir,
qual indica o fármaco classicamente associado com mais risco de desenvolvimento de em pacientes
idosos?
a. Vancomicina
b. Ceftriaxone
c. Ciprofloxacino
d. Cefuroxime
11. Mulher, 28 anos de idade, previamente hígida, dá entrada na emergência com queixa de cefaleia intensa
de início súbito; apresentava também um quadro gripal e vinha em uso de descongestionante sistêmico.
Ao exame, a paciente encontra-se lúcida, orientada e contactuante, pupilas isocóricas, ausência de
rigidez de nuca e de déficits neurológicos focais. A pressão arterial é de 170/120 mmHg em ambos os
MMSS; ausculta cardíaca e pulmonar normais; exame de fundo de olho sem alterações. Assinale a
alternativa que apresenta a conduta emergencial MAIS ADEQUADA ao caso.
a. Iniciar nitroprussiato de sódio endovenoso objetivando redução da pressão arterial em 25% em
duas a três horas.
b. Administrar captopril via oral e encaminhar a paciente ao ambulatório para investigação de
hipertensão arterial secundária.
c. Reavaliar a pressão arterial após analgesia adequada e melhora do quadro álgico.
d. Administrar captopril via oral e solicitar TC de crânio de urgência.

12. Mulher, 32 anos, enfermeira, sofreu perfuração do primeiro dedo da mão esquerda ao aplicar
antibiótico endovenoso em paciente diabético internado para tratamento de infecção do trato urinário.
A enfermeira procurou atendimento de urgência imediatamente após o ocorrido. Foram solicitados
exames tanto dela, quanto do paciente fonte do acidente:
Enfermeira acidentada Paciente fonte do acidente

HBsAg: não reagente HBsAg: reagente

Anti-HBs: reagente Anti-HBs: não reagente

(título: 123 mUI/mL; cut-off: 10 mUI/mL)

Anti-HIV: não reagente Anti-HIV: não reagente

Anti-HCV: não reagente Anti-HCV: reagente

Qual é a conduta mais adequada?


a. Administrar zidovudina + lamivudina para a enfermeira
b. Solicitar HBV-DNA para a enfermeira
c. Solicitar RNA-HCV para o paciente fonte
d. Vacinar contra hepatite B para o paciente fonte

Após a exposição ao HCV, o RNA-HCV torna-se positivo, pois mostra infecção presente no momento; se
houver manutenção da positividade por 6 meses, trata-se da forma crônica da infecção.
O anti-HCV só se torna positivo em 3-4 meses após a exposição e permanece positivo com a cura da infecção.

13. Qual das alternativas abaixo apresenta características clínicas do Estado Confusional Agudo?
a. Início abrupto, ausência de alterações do nível de consciência, curso flutuante
b. Orientação relativamente preservada, consciência clara, curso flutuante
c. Início abrupto, ausência de alucinações, nível de consciência alterado
d. Início abrupto, alterações do nível de consciência, presença de alucinações

Delirium: síndrome aguda com sintomas flutuantes (alteração da atenção, do nível de consciência e
desorganização do pensamento) que é precipitada por evento ou doença em pessoas vulneráveis e é
reversível.
● Hipoativo: letargia, funcionamento psicomotor reduzido, sonolência excessiva, déficit claro de
atenção.
● Hiperativo: agitação, funcionamento psicomotor aumentado, insônia, alucinações visuais e
auditivas, agressividade.

14. A hipertensão arterial que ocorre em decorrência da doença renal crônica é explicada, principalmente,
pela:
a. produção excessiva de vasoconstrictores e pelo estímulo simpático.
b. produção em excesso de aldosterona.
c. tendência à retenção de sódio e água devido à perda de néfrons.
d. produção em excesso de renina.

15. Assinale a alternativa que representa corretamente as alterações ácido-básicas e eletrolíticas em


pacientes com doença renal crônica.
a. Hipercalcemia, hiperfosfatemia, acidose metabólica, hipopotassemia.
b. Hipocalcemia, hiperfosfatemia, alcalose metabólica, hiperpotassemia.
c. Hipocalcemia, hipofosfatemia, acidose metabólica, hiperpotassemia.
d. Hipercalcemia, hiperfostatemia, alcalose metabólica, hipopotassemia.
e. Hipocalcemia, hiperfosfatemia, acidose metabólica, hiperpotassemia.

16. Homem, 28 anos, relata aumento da frequência das evacuações e diminuição da consistência das fezes
há 4 meses. Refere, há um mês, cólicas abdominais, fezes amolecidas com sangue e muco, 10
evacuações diárias, com tenesmo, evacuações noturnas e febre não aferida, com artralgias em joelho e
tornozelo direito, sem limitação de movimentos. Perdeu 6 kg no período. EF: abdome difusamente
doloroso com RHA presentes, descompressão brusca indolor. PA: 116 x 60 mmHg e FC: 110 bpm. Discreta
hiperemia e aumento de temperatura em joelho e tornozelo direito, sem sinais de derrame articular.
Exame perianal sem alterações. Toque retal doloroso, sem sangue na luva, sem massas palpáveis.
Ex. lab.: Hb: 10,5 g/dL; HT: 23%; VCM: 72fL; GB: 9600/mm3, sem desvio à esquerda; VHS: 98 mm/1a hora.
Colonoscopia: mucosa do reto ao ceco difusamente hiperemiada, friável, granular, com erosões e ulcerações
superficiais recobertas por fibrina em reto e cólon sigmóide.
Biópsia de cólon: infiltrado inflamatório leucocitário e presença de micro-abscessos.
Qual é o diagnóstico mais provável?
a. Doença Celíaca
b. Doença de Crohn
c. Colite pseudomembranosa
d. Retocolite ulcerativa

Manifestações extra-intestinais: articulares (22-43%), ósseas (osteopenia e osteoporose), dermatológicas


(eritema nodoso e pioderma gangrenoso), hepatobiliares, oftalmológicas, urológicas.
RCU:
● Local: reto é sempre afetado.
● Profundidade: exclusiva da mucosa.
● Continuidade: contínuas, sem interrupções.
● Aparência: hiperemia, mucosa edemaciada, friável e facilmente sangrante; úlceras que podem
coalescer; pseudopólipos (15-30% dos casos); desaparecimento de haustrações e o cólon fica
tubuliforme.
● Microscopia: infiltrado inflamatório (linfoplasmocitário) e disarquitetura de criptas. Granulomas
ausentes.
DC:
● Local: todo o TGI, com predileção para íleo terminal e, secundariamente, colón.
● Profundidade: transmurais.
● Continuidade: lesões descontínuas, com segmentos aparentemente interalados.
● Aparência: úlceras e fissuras (mucosa em pedra de calçamento); espessamento da parede intestinal;
estreitamento da luz; envolvimento perianal com fístulas, fissuras, úlceras e abscessos (30%).
● Microscopia: granulomas não caseosos.

17. Homem, 50 anos, sedentário, hipertenso e assintomático. Altura: 1,70 m e peso: 90 kg. Glicemia de
jejum de 165 mg/dL. O exame foi repetido, tendo como resultado 150 mg/dL. A melhor conduta nesse
momento é
a. orientar dieta e atividade física e informar que o exame normalizar-se-á se o mesmo perder 15 kg.
b. orientar dieta, atividade física e iniciar metformina.
c. solicitar teste oral de tolerância à glicose e hemoglobina glicada para complementar a avaliação.
d. orientar dieta, atividade física e repetir a glicemia de jejum após três meses.

Diagnóstico de DM:
Glicemia plasmática em jejum ≥ 126 mg/dl em duas amostras.
GTT 2h após 75g de glicose: ≥ 200 mg/dl. (fazer para quem apresenta glicemia entre 100 e 126).
HbA1c: ≥ 6,5%.

18. Analise a imagem radiológica a seguir. A propedêutica pulmonar deste paciente certamente revelará:

a. frêmito toracovocal e murmúrio vesicular diminuídos em terço inferior do hemitórax esquerdo.


b. som claro pulmonar à percussão e ausência de ausculta da voz no hemitórax esquerdo.
c. submacicez à percussão e estertores crepitantes até o terço médio do hemitórax esquerdo.
d. estertores crepitantes e roncos na ausculta do hemitórax esquerdo.

19. Homem, 56 anos, apresenta quadro clínico e radiológico compatível com pneumonia em lobo superior
direito. Apresenta-se em regular estado geral, consciente e orientado, com FR 32 irpm, FC 100 bpm, PA
110 x 72 mmHg, glicemia 110 mg/dl e ureia 42 mg/dl. Apresentou recentemente quadro de amigdalite, o
qual foi tratado com cefalexina. Considerando o quadro descrito e o escore CURB-65, a conduta mais
adequada é:
a. internação breve, iniciando tratamento com levofloxacina venosa, substituída a posteriori por
levofloxacina oral.
b. tratamento ambulatorial com levofloxacina.
c. tratamento ambulatorial com amoxacilina/clavulanato.
d. tratamento ambulatorial com azitromicina.

Tratamento empírico ambulatorial:


● Paciente previamente hígido: Beta-lactâmico (Amoxicilina) OU Macrolídeo (Azitromicina,
Claritromicina).
● Paciente com doenças associadas ou ATB (3 meses): Quinolona (Levofloxacina).

20. Em relação às medicações habitualmente prescritas para hipertensão arterial sistêmica, assinale a
alternativa que contém a associação correta entre a classe medicamentosa e os eventos adversos que
frequentemente eles causam.
a. Antagonistas da angiotensina II; hipercalemia, tosse irritativa e sintomas posturais.
b. Bloqueadores dos receptores alfa-1: bradicardia, retenção urinária e hipotensão postural.
c. Bloqueadores dos canais de cálcio: edema de membros inferiores, fenômeno de Raynauld e
resistência a insulina.
d. Inibidores da enzima conversora de angiotensina: aumento da creatinina sérica, hipotensão e
hipercalemia.

21. Homem, 42 anos, sem comorbidades, é vegetariano e praticante de maratona. Sua mãe é hipertensa e
seu pai morreu de infarto do miocárdio aos 48 anos de idade. Não fuma e não faz uso de bebida
alcoólica. Exame de rotina: glicemia 80 mg/dl, creatinina 1,0 mg/dl, triglicerídeos 200 mg/dl, colesterol
total 370 mg/dl e colesterol HDL 30 mg/dl. Qual é a conduta mais apropriada?
a. prescrever ciprofibrato e ômega-3
b. repetir os exames em 12 meses
c. associar sinvastatina e fenofibrato
d. iniciar rosuvastatina

Hipercolesterolemia isolada: LDL-c ≥ 160 mg/dl.


● Estatina.
Hipertrigliceridemia isolada: TG ≥ 150 mg/dl.
● Fibrato.
Hiperlipidemia mista: o nível de triglicérides orienta como o tratamento deve ser iniciado.
● TG > 500 mg/dl: Iniciar tratamento com fibrato e, se necessário, adicionar ácido nicotínico e/ou
Omega-3. Visa evitar pancreatite.
● TG < 500 mg/dl: iniciar com estatina isoladamente ou associada a Ezetimiba. Visa meta de LDL-c.
HDL-c baixo: < 40 mg/dl em homens e < 50 mg/dl em mulheres.

22. Dentre os cenários abaixo, em qual das situações está correta a prescrição de antibiótico na diarreia
aguda:
a. 80 anos, diarreia líquida há 3 dias, redução do apetite
b. 40 anos, diarreia com temperatura 38,5ºC, muco e queda do estado geral
c. 60 anos, diarreia há 5 dias, exame físico normal
d. 30 anos, retornando de viagem ao Nordeste, diarreia com cólica abdominal há 3 dias
e. 20 anos, há 24h com temperatura 37,5ºC, diarreia líquida e vômitos

Indicações de ATB empírico na diarreia aguda: Fluoroquinolonas (Ciprofloxacina ou Levofloxacina).


● Presença de leucócitos fecais no EAF.
● Disenteria + febre + dor abdominal intensa.
● Desidratação importante.
● ≥ 8 evacuações/dia.
● Paciente imunossuprimido.
● Necessidade de hospitalização pela diarreia.

23. Cirrótico por HCV é internado com dispneia e ascite volumosa. Ele não usava medicações regularmente.
Exames laboratoriais mostram hemoglobina 9 g/dl, VCM 76, leucometria normal, plaquetas 80 mil/mm³,
ureia 100 mg/dl, creatinina 1,8 mg/dl, sódio 122 mEq/L, potássio 5,5 mEq/L, ferro sérico 15 mcg/d,
Saturação de transferrina 22% e ferritina 300 ng/ml. Foi realizada paracentese de alívio, com saída de 6
litros. Qual é a conduta mais apropriada:
a. associar albumina com furosemida 30 min depois
b. associar espironolactona
c. reposição de sódio a 3%
d. infundir albumina e restrição água livre
e. iniciar albumina, furosemida e espironolactona

A paracentese de alívio de grandes quantidades espolia o paciente de albumina, o que pode levar a piora
aguda do volume circulante efetivo e desencadear injúria renal aguda grave. A fim de evitar tal desfecho,
deve-se repor albumina IV.
Quando forem retirados mais de 5 litros de líquido ascítico, para cada litro devem ser repostos 8g de
albumina IV.
Na presença de hiponatremia importante (Na < 120-125 mEq/l), recomenda-se restrição hídrica em torno de
1000-1500 ml/dia.

24. No tromboembolismo pulmonar agudo, é CORRETO afirmar que:


a. a terapia trombolítica está indicada apenas nos casos confirmados de TEP, com instabilidade
hemodinâmica até 12 horas do início dos sintomas.
b. é indicado usar trombolítico durante reanimação cardiopulmonar na parada cardiorrespiratória de
casos com forte suspeita clínica de TEP.
c. a terapia trombolítica está indicada em casos com suspeita clínica de TEP com instabilidade
hemodinâmica e elevação de troponina.
d. a terapia trombolítica está indicada nos casos em que há confirmação diagnóstica de TEP associado
a instabilidade hemodinâmica até duas semanas do evento agudo.
25. Homem, 52 anos, procura serviço médico para acompanhamento. Refere que há 6 meses apresenta
quadros recorrentes de palpitação sendo documentado fibrilação atrial paroxística não valvar. No
momento encontra-se assintomático em ritmo sinusal e não há evidência de doença cardíaca
subjacente. Em relação à anticoagulação desse paciente, podemos afirmar:
a. Warfarina deve ser utilizada em todos os pacientes com fibrilação atrial paroxística não valvar
b. Warfarina ou novos anticoagulantes devem ser utilizados em todos os pacientes com fibrilação
atrial paroxística não valvar
c. O que determinará o uso da anticoagulação é a frequência de recorrência da fibrilação atrial
d. O escore de CHADsVASc é utilizado apenas na fibrilação atrial persistente ou permanente
e. O que determinará o uso da anticoagulação é o perfil de risco do paciente avaliado pelo escore de
CHADsVASc

Em fibrilação atrial, a anticoagulação está indicada se CHADsVASc ≥ 2.


● ICC (FE < 40%).
● HAS.
● Idade > 75 anos.
● Diabetes.
● AVE.
● Doença vascular.
● Idade entre 65-75 anos.
● Sexo feminino.

26. O quadro que melhor define cetoacidose diabética é:


a. glicemia: 650 mg/dL; pH: 7,32; bicarbonato: 21 mg/dL; cetonúria: 4+/4+
b. glicemia: 126 mg/dL; pH: 6,9; bicarbonato: 19 mg/dL; cetonúria: 2+/4+
c. glicemia: 330 mg/dL; pH: 7,13; bicarbonato: 8 mg/dL; cetonúria: 3+/4+
d. glicemia: 190 mg/dL; pH: 7,27; bicarbonato: 31 mg/dL; cetonúria: 1+/4+
e. glicemia: 450 mg/dl; pH: 7,58; bicarbonato: 45 mg/dl; cetonúria: 2+/4+

CAD:
● Acidose metabólica com pH < 7,3.
● Bicarbonato no plasma < 15 mmol/l.
● Glicemia > 250 mg/dl.
● Cetonúria positiva.

27. Os diuréticos são medicações de uso consagrado no tratamento da hipertensão arterial. Em 4 a 6


semanas de uso, seu efeito dá-se por:
a. aumento da excreção de sódio e água.
b. diminuição do volume extracelular.
c. diminuição da resistência vascular periférica.
d. redução parcial do débito cardíaco.

28. Mulher chega ao PS, letárgica e edemaciada trazida pela filha. Relata a piora à ausência na sessão de
hemodiálise que deveria ter sido realizada há 48 horas. Ela conta que a mãe é hipertensa e que faz
hemodiálise há 3 anos. Usa Sorcal® (poliestirenossulfonato de cálcio). Solicitados eletrólitos, função
renal, gasometria e eletrocardiograma que mostra ritmo sinusal, com QRS alargado e onda T apiculada
em todas as derivações. A pressão arterial é 130 x 80 mmHg. Frente a esse quadro, assinale a alternativa
que apresenta a conduta imediata mais adequada:
a. Administrar, imediatamente, gluconato de cálcio
b. Administrar uma solução com insulina e glicose, porém antes checar os níveis séricos de potássio
c. Iniciar bicarbonato e aguardar o resultado da bioquímica solicitada para tomar uma conduta
dirigida
d. Administrar insulina regular endovenosa e Sorcal® via retal, além de acionar equipe de hemodiálise
Gluconato de cálcio é indicado quando houver qualquer alteração no ECG compatível com hipercalemia,
independente do nível sérico de potássio.
ECG de hipercalemia:
● Onda T apiculada.
● Achatamento de onda P.
● Prolongamento do intervalo PR.
● Alargamento do QRS.
● Ritmo idioventricular.
● Formação de onda sinusoidal.
● Fibrilação ventricular e assistolia.

29. Homem é admitido na emergência com insuficiência hepática aguda. Os achados que confirmam o
diagnóstico são:
a. encefalopatia e prolongamento do tempo de protrombina
b. icterícia e encefalopatia
c. icterícia e prolongamento do tempo de protrombina
d. encefalopatia e hemiplegia
e. encefalopatia e distúrbio hidroeletrolítico

Complicações da Cirrose hepática:


● Encefalopatia hepática: quadro agudo de confusão, agressividade ou rebaixamento do nível de
consciência.
● Peritonite bacteriana espontânea: infecção bacteriana do líquido ascítico previamente estéril.
● Síndrome hepatorrenal: desenvolvimento de insuficiência renal funcional em pacientes com
insuficiência hepática aguda ou crônica, que apresentam hipertensão portal e ascite.

30. Homem, 75 anos, acamado, deu entrada no PS com quadro de queda do estado geral, hiporexia e febre
há 3 dias. Ao exame físico, apresenta-se em regular estado geral, consciente, descorado, desidratado e
febril (38,5ºC). Laboratório evidencia creatinina de 4,0, ureia 162, sódio de 150, potássio de 4,0.
Hemograma com 14.000 leucócitos, 5% bastonetes, 150.000 plaquetas Hb 13 Ht 37. A elevação das
escórias nitrogenadas é provavelmente devido a:
a. insuficiência renal intrínseca
b. insuficiência renal crônica
c. insuficiência renal pós-renal
d. insuficiência renal pré-renal

31. Em relação às doenças intestinais inflamatórias, assinale a alternativa correta.


a. A história familiar é um fator de risco associado somente à doença de Crohn
b. O efeito do fumo reduz o risco da doença de Crohn.
c. Na retocolite ulcerativa, o predomínio de envolvimento é mais comum no cólon proximal
d. O reto é comumente poupado na doença de Crohn

32. Com relação ao D-dímero nos quadros de embolia pulmonar, podemos afirmar que é:
a. muito sensível e pouco específico, adequado para pacientes com baixa probabilidade do evento
b. pouco sensível e específico, adequado para pacientes com baixa probabilidade do evento
c. pouco sensível e muito específico, adequado para pacientes com probabilidade intermediária do
evento
d. muito sensível e específico, adequado para pacientes com grande probabilidade do evento
e. muito sensível e específico, adequado para pacientes com baixa probabilidade do evento.

33. Mulher, 42 anos, portadora de síndrome do anticorpo antifosfolipídeo chega ao PS queixando do


surgimento de hematomas e sangramentos aos mínimos traumatismos. Na admissão FC=76, PA=136 x 84
mmHg, FR=16, SatO2=98% AA, TEC<3seg. Fazia uso de varfarina devido a TVP de MID há 6 meses,
colhido INR com valor de 4,5. Qual é a melhor conduta?
a. suspender a varfarina, após INR retornar a faixa terapêutica reintroduzir com 20% de redução na
dose semanal
b. suspender a varfarina, fazer vitamina K 2,5 mg VO imediato devido ao sangramento e retornar com
dose semanal 20% reduzida
c. suspender a varfarina, fazer vitamina K 10 mg EV de imediato, se o sangramento não cessar indicar
plasma
d. reduzir a dose semanal em 20% apenas retorno em 1 semana

Se INR supraterapêutico, suspender os anticoagulantes orais, que devem ser retomados quando o INR voltar
à faixa terapêutica. Para retomar, reduzir a dose semanal prévia em 20%.
Há indicação de vitamina K se: sangramento maior, INR > 5 com sangramento, INR > 9 mesmo sem
sangramento.

34. Homem, 78 anos, com câncer em rim direito, com metástases pulmonares, sem possibilidade de
quimioterapia. Queixa de dor de intensidade 3 em 10 pela Escala Visual Analógica da Dor, contínua, há
uma semana, em local da tumoração. Nega alteração da micção. EF: BEG, eupneico, hipocorado +/4+,
com massa palpável em flanco direito, ruídos hidroaéreos normoativos, sem dor à descompressão
brusca. Não usa medicação no momento. A primeira conduta para o controle da dor neste caso é:
a. Dipirona
b. Tramadol
c. Morfina
d. Amitriptilina

Escolha do analgésico segundo a intensidade da dor:


● Dor até 4: analgésicos não opioides (dipirona, paracetamol e AINH).
● Dor de 5 a 7: analgésicos não opioides + opioides fracos (codeína, tramadol), manter analgésicos.
● Dor de 8 a 10: analgésico não opioide + opioide forte (fentanil, morfina, metadona, oxicodona).
● Adjuvantes: podem ser adicionados em qualquer fase da dor, úteis em dores de origem
neurogênica. Inclui antidepressivos tricíclicos, anticonvulsivantes, antiinflamatórios e neurolépticos.

35. Homem, 22 anos, fez exames sorológicos para hepatite B. Resultado: HBsAg negativo; HBeAg negativo;
Anti-HBc (IgG) positivo; Anti-HBs positivo. A interpretação desses resultados em relação à hepatite B é:
a. infecção prévia.
b. infecção crônica com baixa replicação viral.
c. infecção crônica com replicação viral ativa.
d. vacinação prévia – imunidade.

36. Mulher, 19 anos, refere adinamia e cansaço aos esforços moderados há cerca de três meses. O exame
físico revela palidez cutâneo-mucosa e taquicardia regular com frequência cardíaca em torno de 110
bpm. Refere hipermenorreia desde a primeira menstruação. Assinale a alternativa que contém os
achados laboratoriais mais prováveis.
a. Hb = 10,0 g/dL; VCM = 100; nível sérico de vitamina B12 e ácido fólico diminuídos.
b. Hb = 8,5 g/dL; VCM = 92; ferro sérico elevado; ferritina elevada; transferrina baixa.
c. Hb = 8,2 g/dL; VCM = 111; ferro sérico baixo; ferritina baixa; transferrina baixa.
d. Hb = 9,2 g/dL; VCM = 69; ferro sérico baixo; ferritina baixa; transferrina elevada.

37. Homem, 67 anos, portador de DRC em tratamento domiciliar por diálise peritoneal, apresenta quadro
clínico e radiológico compatíveis como pneumonia no lobo inferior do pulmão esquerdo. Apresenta-se
em regular estado geral, consciente e orientado, FR 28 irpm, FC 104 bpm, temperatura 37,8º C, PA 144 x
92 mmHg, glicemia = 122 mg/dl e ureia 81 mg/dl. Não foi tratado com antibióticos nos últimos 10
meses. Considerando o quadro descrito e o escore CURB-65, a conduta mais adequada é:
a. tratamento em regime de internação com ceftriaxone.
b. tratamento ambulatorial com levofloxacino.
c. tratamento ambulatorial com azitromicina.
d. tratamento em regime de internação com amoxacilina/clavulanato + claritromicina.

CURB-65: 2 pontos🡪 considerar tratamento hospitalar.


● Confusão mental.
● Ureia > 50 mg/dl. *
● Frequência respiratória ≥ 30.
● PAS < 90 ou PAD < 60.
● Idade ≥ 65 anos. *

Tratamento ambulatorial de pacientes com doenças associadas e sem ATB há 3 meses:


● Quinolona.
● Beta-lactâmico + Macrolídeo.

Tratamento de pacientes internados não graves:


● Quinolona (Levofloxacina).
● Beta-lactâmico + Macrolídeo (Amoxacilina-clavulanato + Claritromicina).

38. Mulher, 21 anos, previamente hígida, é trazida ao P.A. por quadro de adinamia, náuseas, vômitos e febre
de 38 graus. Familiares referem que há cerca de 4 dias ela vinha apresentando sede intensa, aumento da
ingestão hídrica, poliúria e disúria. Ao exame de entrada: desidratada, torporosa, taquipneica e com
hálito cetônico. PA = 90 x 50 mmHg, FC = 102 bpm, FR = 27 ipm. A análise da urina evidenciou presença
de corpos cetônicos 4+ e glicosúria. A gasometria arterial que mostrou acidose metabólica com pH = 7,1
e bicarbonato = 12 mEq/L. 58. A melhor abordagem terapêutica inicial para essa paciente deve incluir:
a. hidratação com solução fisiológica 0,45% intravenosa e insulina NPH subcutânea.
b. hidratação via oral e insulina regular intravenosa.
c. hidratação com solução fisiológica 0,9% e insulina regular intravenosas.
d. hidratação com solução fisiológica 0,9% e bicarbonato de sódio 8,4% intravenosos.

Tratamento da cetoacidose diabética:


● Hidratação.
● Insulinoterapia.
● Reposição de potássio.
● Reposição de bicarbonato de sódio.
● Reposição de fósforo.
● Diagnóstico e tratamento dos fatores desencadeantes.

39. Após a abordagem terapêutica inicial, o distúrbio hidroeletrolítico mais esperado é a


a. hipercalemia.
b. hiponatremia.
c. hipocalemia.
d. Hipomagnesemia.

A insulina aumenta a entrada de glicose na célula, levando, concomitantemente, o potássio, com risco de
hipocalemia e arritmias.

40. Mulher apresenta a seguinte sorologia para hepatite B: Anti-HBS: negativo HbSAg: negativo, Anti-HBC
total: positivo, Anti-HBCIgM: negativo, HBEAg: negativo, Anti-HBE: negativo. Qual é a interpretação
clínica mais apropriada:
a. hepatite B aguda
b. vacinação prévia
c. hepatite B curada
d. janela imunológica
e. hepatite B crônica

Janela imunológica: período em que o único marcador positivo é o Anti-HBc IgG. O HBsAg desaparece e o
Anti-HBs ainda não é detectável.

41. Mulher, 65 anos, diabética, deu entrada no PS queixando-se de dor torácica há 2 horas, tipo aperto,
persistente e com irradiação para o pescoço, após andar de bicicleta. Relata que já sentiu essas dores há
5 meses, com piora progressiva, mas não procurou atendimento médico. Exame físico sem alterações, a
não ser pela PA de 150x90 mmHg e FC: 110 bpm. ECG evidencia onda T invertida, simétrica em DII, DIII e
aVF. Enzimas cardíacas são negativas na 1ª amostra. Qual é o provável diagnóstico?
a. Angina de Prinzmetal
b. Angina estável
c. Angina instável
d. Infarto agudo do miocárdio com supra de ST
e. Infarto agudo do miocárdio sem supra de ST.

Angina instável:
● Desconforto precordial isquêmico.
● Surgimento em repouso ou aos mínimos esforços.
● Duração prolongada (> 10-20 minutos).
● Início recente (últimas 4-6 semanas).
● Padrão em crescendo (progressivamente mais intensa, frequente e duradoura).

42. Mulher, 34 anos, obesa e tabagista, fraturou o tornozelo direito há 10 dias e está imobilizada. Deu
entrada no PS com dispneia súbita há 1 hora, com piora progressiva. Ao exame: diminuição do murmúrio
vesicular à direita, esforço respiratório, SatO2: 80% em ar ambiente, PA: 80x60mmhg, FC: 120 bpm.
Tomografia de tórax com contraste revela falha de enchimento em artéria pulmonar direita. Qual é o
tratamento mais adequado para a paciente?
a. Anticoagulação terapêutica
b. Antibioticoterapia
c. Trombólise
d. Anti-inflamatório
e. Antiagregantesplaquetários

Trombólise da TEP de alto risco:


● Janela terapêutica de até 14 dias, mas o maior benefício ocorre quando é iniciada dentro de 48h dos
sintomas.
● Estreptoquinase, Tenecteplase ou t-PA (ativador de plasminogênio tecidual).
Contraindicações:
● Absolutas: AVC hemorrágico prévio, AVC isquêmico nos últimos 6 meses, neoplasia ou lesão atual
de SNC, politrauma, trauma cranioencefálico ou cirurgia de grande porte nas últimas 3 semanas,
sangramento digestivo nos últimos 30 dias, diátese hemorrágica.
● Relaticas: AIT nos últimos 6 meses, uso atual de ACO, gravidez ou menos de 1 semana do parto,
punção em sítio vascular não compressível, ressuscitação cardiorrespiratória traumática, doença
hepática avançada, endocardite infecciosa, úlcera péptica ativa.

43. Mulher, 55 anos, ao fazer exames laboratoriais de rotina, apresenta creatinina 3,8, ureia 100, glicemia de
jejum (GJ) 135mg/dl, TGO 20, TGP 18, hemograma sem alterações. Após pedido do médico para repetir a
glicemia, ele retorna com um novo exame que consta GJ 138mg/dl. Dentre as opções abaixo, qual é o
tratamento mais adequado para esse paciente neste momento?
a. Metformina
b. Glimepirida
c. Glibenclamida
d. Insulinoterapia

DM tipo 1🡪 Insulinoterapia.
DM tipo 2🡪 Metformina e mudança do estilo de vida (nutrição e exercícios físicos).

44. Quanto ao tratamento do hipotireoidismo subclínico, ao considerarmos o T4 livre normal, dos cenários
abaixo, a reposição de levotiroxina está melhor indicada em:
a. gestante com TSH 7,0 mUI/L.
b. mulher pós-menopausa com ganho de peso e TSH 5,0 mUI/L
c. homem 60 anos, TSH 6,0 mUI/L e LDL 120 mg/dl
d. mulher 30 anos, hemoglobina 11 g/dl e TSH 8,0 mUI/L
e. idosa com inapetência, osteoporose e TSH 9,0 mUI/L

Tratamento de hipotireoidismo subclínico (TSH elevado e T4L normal) com levotiroxina:


● TSH ≥ 10.
● TSH entre 5 e 9: sintomas recentes, bócio, anti-TPO +, aumento de lipídios, risco cardiovascular,
gravidez, infertilidade. Se > 85 anos, observação.

45. Homem, 65 anos, apresenta tosse crônica com secreção esbranquiçada e dispneia leve. Refere fumar 15
cigarros por dia há 20 anos. Foi realizada espirometria, cujos resultados mostraram Capacidade Vital
Forçada (CVF) normal, Volume Expiratório Forçado no 1º segundo (VEF1) = 75% e relação VEF1/CVF =
0,65, sem alteração após a prova broncodilatadora. Nesse caso, está indicado o início de qual tratamento
por via inalatória?
a. Beta-2-agonista de longa ação, de uso contínuo
b. Beta-2-agonista de longa ação e corticosteroide, ambos de uso contínuo
c. Corticosteroide de forma contínua e beta-2-agonista nos episódios de piora do quadro
d. Beta-2-agonista de longa ação e brometo de tiotrópio, ambos de uso contínuo
e. Brometo de tiotrópio de uso contínuo e beta-2-agonista nos episódios de piora do quadro

Tratamento DPOC:
A. Broncodilatador de curta duração para alívio sintomático.
B. Broncodilatador de longa duração (beta-2-agonista) ou Antimuscarínico de longa duração.
C. Broncodilatador de longa duração + Corticoide inalatório.
D. Broncodilatador de longa duração e/ou Antimuscarínico de longa duração + Corticoide inalatório.

46. Paciente apresenta quadro de erisipela em membro inferior direito, e refere no passado ter sido alérgico
à penicilina. A droga de escolha para ele é:
a. penicilina benzatina
b. penicilina cristalina
c. nitrofurantoína
d. claritromicina
e. ceftriaxona

47. Você é chamado para atender paciente internado na enfermaria. A enfermeira relata que o paciente
internou há cerca de 36 horas com dor torácica, febre e dispneia. Você lê no prontuário do paciente:
"A.M.S, 18 anos de idade, anemia falciforme". O paciente está recebendo dieta geral + hidratação com
soro fisiológico 1.000 ml/24 horas e analgesia com dipirona de 6/6 horas. Ao exame físico, observa o
paciente com fácies de dor, desidratado+, ictérico+, hipocorado++. PA = 100/60 mmHg, FC = 105 bpm, T =
38oC, FR = 26 irpm, SatO2 = 92% ar ambiente. Laboratório: Hb = 7,5 g/dl, leucócitos = 14.360/mm3,
plaquetas = 356mil/mm3. Raios X do tórax: infiltrado interstício-alveolar em terços inferiores pulmões.
Com base no caso clínico, assinale a alternativa CORRETA.
a. A presença de febre, leucocitose e infiltrado interstício-alveolar torna improvável a síndrome torácica
aguda (STA) e a conduta mais adequada é iniciar antibiótico e elevar o nível de hemoglobina acima de 10
para melhorar a oxigenação tecidual.
b. A manifestação mais comum nos pacientes falcêmicos é a crise álgica ou vaso-oclusiva, com surgimento
imprevisível e sem fatores desencadeantes conhecidos.
c. Acidente vascular encefálico, sequestro esplênico e anemia aplástica são complicações da anemia
falciforme grave que ocorrem frequentemente na idade adulta.
d. Síndrome torácica aguda (STA) deve ser considerada nesta situação e o manejo inicial envolve analgesia
com opioide, antipirético e aumento da hidratação.

48. Mulher, 28 anos, previamente hígida, dá entrada na emergência com queixa de cefaleia intensa de início
súbito; apresentava também quadro gripal e vinha em uso de descongestionante sistêmico. Ao exame, a
paciente encontra-se lúcida, orientada e contactuante, pupilas isocóricas, ausência de rigidez de nuca e
de déficits neurológicos focais. A P.A. é de 170/120 mmHg em ambos os MMSS; ausculta cardíaca e
pulmonar normais; exame de fundo de olho sem alterações. Qual é a conduta emergencial MAIS
ADEQUADA ao caso.
a) Iniciar nitroprussiato de sódio endovenoso objetivando redução da pressão arterial em 25% em
duas a três horas.
b) Administrar captopril via oral e encaminhar a paciente ao ambulatório para investigação de
hipertensão arterial secundária.
c) Reavaliar a pressão arterial após analgesia adequada e melhora do quadro álgico.
d) Administrar captopril via oral e solicitar TC de crânio de urgência.

A queixa de cefaleia intensa de início súbito deve ser abordada como uma possível cefaleia secundária
potencialmente grave, aquelas causadas por lesões expansivas intracranianas, infecções ou hemorragia.
Dois outros fatores relevantes no exame clínico são a presença de hipertensão arterial e uso de
descongestionantes nasais, os quais podem conter em sua composição compostos que atuam no sistema
nervoso adrenérgico. Dentre eles, as imidazolianas podem causar hemorragia subaracnóidea quando
utilizadas em abuso ou de forma crônica, e elevação da pressão arterial.
Diante disso, a cefaleia deve ser abordada com um exame de imagem como a tomografia computadorizada e
tratada com captopril, via oral ou sublingual.
Por quê não é alternativa D?

49. Homem, 34 anos de idade, procura o ambulatório de clínica médica com queixa de dispneia de caráter
progressivo de início há três meses. Há um mês, vem apresentando episódios de dor torácica
retroesternal desencadeados por esforço físico, com duração de cerca de cinco minutos. Ao exame físico,
o médico evidencia um sopro sistólico de ejeção com irradiação para o pescoço (o paciente refere que
tem “sopro no coração” desde a infância), a ausculta pulmonar é normal, o ritmo cardíaco é regular, o
paciente não apresenta cianose nem edemas. Assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico MAIS
PROVÁVEL.
a. Estenose mitral.
b. Estenose aórtica.
c. Comunicação interventricular.
d. Insuficiência aórtica.
e. Prolapso de válvula mitral

Estenose aórtica:
● Sopro sistólico rude em foco aórtico ou irradiação para pescoço
● Sintomas: dispneia aos esforços, angina, síncope e IC.

50. Mulher, 75 anos, com história pregressa de hipertensão arterial sistêmica, há sete dias apresentando dor
abdominal, náuseas, vômitos e diarreia profusa. Familiares relatam recusa alimentar e redução
significativa do volume urinário. Faz uso de captopril e nimesulida devido à dor lombar crônica. Ao
exame físico, encontra-se sonolenta e desidratada, FC = 120 bpm, PA = 100/60 mmHg. O abdome é
difusamente doloroso à palpação, mas não há sinais de irritação peritoneal. Os exames laboratoriais são:
creatinina = 2,0 mg/dl; ureia = 120 mg/dl; sódio sérico = 138 mg/dl; potássio sérico = 3,5 mg/dl; sódio
urinário = 10 mEq/l; creatinina urinária = 70 mE/l; osmolalidade urinária = 720 mEq/l; parcial de urina
sem alterações. No caso acima relatado, qual a causa da insuficiência renal?
a. Insuficiência renal pré-renal.
b. Necrose tubular aguda.
c. Nefrite intersticial aguda pelo uso de AINH.
d. Rabdomiólise.

Mulher, 58 anos, previamente hígida, há sete dias iniciou com dor em hipogástrio associada a disúria. Usou
analgésicos comuns sem melhora. Há três dias, dor lombar esquerda intensa e progressiva, associada a febre
de até 39°C, astenia intensa, lipotimia. Hoje, foi trazida à emergência. Ao exame encontra-se prostrada,
estado geral ruim, confusa, pálida++, com sudorese, pele fria, pressão arterial inaudível e sem melhora
significativa após hidratação vigorosa, pulsos finos, FC = 130 bpm. Ausculta cardíaca e pulmonar sem
alterações, com FR = 32 irpm e saturação periférica de oxigênio de 83% em ar ambiente e 88% com
suplementação de oxigênio. Abdome sem sinais de irritação peritoneal, com Giordano presente à esquerda.
Com relação ao caso clínico, analise as afirmativas abaixo.
I. Trata-se de paciente com quadro de choque séptico de provável foco urinário.
II. A taquipneia pode estar associada a acidose metabólica.
III. Está indicada intubação orotraqueal.
IV. Deve ser iniciada droga vasoativa para manter níveis pressóricos adequados.

51. Assinale a alternativa CORRETA.


a. Somente as afirmativas II e III estão corretas.
b. Todas as afirmativas estão corretas.
c. Somente as afirmativas II, III e IV estão corretas.
d. Somente as afirmativas I e IV estão corretas.

52. Ainda em relação ao caso descrito, assinale a alternativa que apresenta a MELHOR OPÇÃO de
tratamento antibiótico inicial.
a. Carbapenêmico.
b. Vancomicina.
c. Ceftriaxona.
d. Azitromicina.

53. Homem, 57 anos, com história de tabagismo de 30 cigarros ao dia por 30 anos, atualmente há quatro
anos sem fumar, sem história prévia de asma. Chega à consulta ambulatorial referindo episódios de
dispneia com sibilância, tosse produtiva diária, com piora progressiva dos sintomas nos últimos seis
meses, associada a perda de peso de 10 kg neste período. Atualmente dispneia aos pequenos esforços e
recentemente episódios de hemoptise discreta nos quadros de infecção respiratória, sendo o último há
três semanas. Exame físico geral sem alterações, paciente eupneico, ausculta pulmonar evidencia sibilos
bilateralmente, alguns roncos. Sem linfonodomegalias periféricas, saturação de oxigênio de 93% em ar
ambiente. Em relação ao caso acima descrito, é CORRETO afirmar que:
a. prova de função pulmonar e radiografia de tórax são os exames iniciais a serem solicitados.
b. não será indicada realização de tomografia computadorizada de tórax.
c. tratamento com corticoide oral e antibióticos deve ser iniciado imediatamente.
d. a história de exposição ao fumo exclui a hipótese diagnóstica de pneumonia intersticial usual.

54. Mulher, 64 anos, IMC 34, em exames de rotina apresentou hemograma sem alterações, colesterol total
230 mg/dl, HDL 35 mg/dl, glicemia de jejum 185 mg/dl, creatinina 1,3 mg/dl. Exame posterior: glicemia
de jejum em 200 mg/dl. Em consulta de retorno, relata poliúria, fadiga e astenia. Considerando os dados
clínicos acima, assinale a alternativa que apresenta a hipótese diagnóstica MAIS PROVÁVEL.
a. Síndrome de obesidade com hipoventilação.
b. Diabete melito tipo 2.
c. Diabetes insípido nefrogênico.
d. Hipotireoidismo.
e. Neoplasia de cabeça de pâncreas.

55. Com relação ao diabete melito, é CORRETO afirmar que:


a. não se observa componente genético no diabete melito tipo 2.
b. o fato de muitos pacientes já apresentarem insuficiência renal no momento do diagnóstico de diabetes
melito confirma que esta é uma complicação aguda da doença e independe da duração e da intensidade
da hiperglicemia.
c. história familiar, obesidade e sedentarismo encontram-se entre os fatores de risco para desenvolvimento
de diabetes melito tipo 2.
d. o uso de bloqueadores do canal de cálcio está indicado em pacientes com diabetes melito que
apresentem microalbuminúria, mesmo sem hipertensão arterial associada.

56. Mulher, 37 anos, com diagnóstico de endocardite bacteriana subaguda causada por enterococos,
recebendo vancomicina e gentamicina. A paciente vem evoluindo com melhora clínica e não apresenta
sinais de comprometimento hemodinâmico. No décimo dia de tratamento, evidencia-se aumento da
creatinina sérica de 0,6 mg/dl para 1.6 mg/dl. O exame do sedimento urinário demonstra a presença de
cilindros granulosos, sem outras alterações. Qual a causa mais provável da piora da função renal?
a. Hipoperfusão renal.
b. Nefrite intersticial alérgica.
c. Toxicidade tubular direta por aminoglicosídeos.
d. Glomerulonefrite membranosa.

57. Homem, 39 anos, relata "dor nas costas" há um ano, que associava ao "cansaço" do trabalho sentado
por muitas horas diárias. Iniciou atividade física (pilates) com melhora parcial do quadro. Procurou
ortopedista há seis meses e, após radiografia de coluna lombar normal, recebeu algumas injeções de
corticoide IM. Há três meses, refere dor lombar mais intensa, em especial no período da manhã, com
alívio parcial no decorrer do dia. Há um mês, a dor concentrou-se nos glúteos e se associou à limitação
de movimento, em especial subir escadas, levantar da cama ou do sofá e entrar e sair do carro.
Preocupado com a limitação de movimento nas suas atividades diárias, foi ao médico. Mãe com história
de cirurgia intestinal por doença de Crohn. Com base no caso clínico e nas espondiloartropatias, assinale
a alternativa CORRETA.
a. A presença do antígeno HLA-B27 é encontrada em menos de 50% dos pacientes com diagnóstico de
espondiloartropatias e não tem relevância diagnóstica.
b. Artrite reumatoide, espondilite anquilosante, síndrome de Reiter e artrite psoriática fazem parte do
grupo de artropatias soronegativas e entram no diagnóstico diferencial do caso.
c. A principal suspeita diagnóstica do caso clínico é espondilite anquilosante, cursando com sacroileíte, com
rigidez e dor matinal, podendo simular até ciática quando irradia para a face posterior das coxas.
d. O tratamento do paciente acima deve ser feito com sintomáticos (ex.: indometacina), pois não há drogas
seguras até o momento que possam alterar o curso natural da doença.

58. Qual das doenças abaixo cursa mais habitualmente com pulso paradoxal?
a. Estenose aórtica.
b. Pericardite constritiva.
c. Insuficiência aórtica.
d. Estenose mitral.
COMPILADO DE QUESTÕES DISCURSIVAS – MEDICINA INTERNA – 5º ANO –
SAFADÃO
1. Com relação a Pneumonia Adquirida na Comunidade, quais são os parâmetros importantes para classificar a
gravidade e como é feito o manejo (critérios para internação)?
CURB-65:
● Confusão mental: 1 ponto.
● Ureia > 50: 1 ponto.
● Frequência respiratória > 30: 1 ponto.
● Pressão arterial sistólica < 90 ou Pressão arterial diastólica < 60: 1 ponto.
● Idade > 65 anos: 1 ponto.
Pontuação de 0 a 1: mortalidade baixa (1,5%)🡪 provavelmente tratamento ambulatorial.
Pontuação 2: mortalidade intermediária (9,2%)🡪 considerar tratamento hospitalar.
Pontuação 3 ou mais: mortalidade alta (22%)🡪 internação e inclusive considerar UTI nos casos de pontuação 4-5.
1.a) Diferencie PAC de Pneumonia

2. Como é feito o diagnóstico de anemia falciforme? Cite 5 modos de apresentação clínica.


Diagnóstico:
● Teste do pezinho.
● Homozigose da hemoglobina S (HbSS).
● Hemograma (Hb baixa, VCM e HCM normais, reticulócitos aumentados, pode haver leucocitose e plaquetose,
presença de drepanócitos no esfregaço).
● Eletroforese de hemoglobina, Cromatografia líquida de alta performance (HPLC), teste de solubilidade.
5 modos de apresentação clínica:
● Hemólise/lesão endotelial: hipertensão pulmonar, priapismo, úlcera de MMII, AVC.
● Falcização/vaso-oclusão: crise álgica, síndrome torácica aguda, osteonecrose, autoesplenectomia, retinopatia.
● Anemia hemolítica: colelitíase, crise aplástica, crise megaloblástica, sequestro esplênico/hepático/pulmonar.

3. Com relação às meningites bacterianas em adultos, quais são os principais agentes etiológicos e quais são os
fatores de risco para evolução desfavorável?
Streptococcus pneumoniae, Neisseria meningitidis, Haemophilus influenzae.
Idade ≥ 60 anos, rebaixamento do nível de consciência na admissão, crises convulsivas nas primeiras 24h.

4. Homem, 52 anos, internado no HCRP, está em uso de dieta enteral exclusiva há 10 dias e hoje começou
apresentar diarreia. Em relação a dieta, comente as possíveis causas que poderiam justificar a diarreia no
paciente em questão.
Velocidade de infusão (rápida), temperatura da dieta, osmolaridade da dieta e contaminação da dieta.
Composição da fórmula, volume excessivo, posição da extremidade distal da sonda.

5. Um paciente do sexo masculino de 56 anos procura atendimento clínico com diagnóstico prévio de cirrose por
uso abusivo de álcool, confirmado por biópsia. Você deseja avaliar o prognóstico deste paciente. Cite um índice
utilizado para este fim e os exames laboratoriais e parâmetros clínicos que devem ser avaliados para que se
possa utilizar este índice (não é necessário descrever os pontos de corte).
Classificação de Child-Turcotte-Pugh: BEATA
● Bilirrubina.
● Encefalopatia hepática.
● Albumina.
● Tempo de protrombina/INR.
● Ascite.
Classificação de MELD:
● Creatinina.
● Bilirrubina.
● INR.

6. Em relação à meningite bacteriana aguda em adultos jovens na comunidade:


a. Quais os dois agentes etiológicos mais comuns?
Streptococcus pneumoniae e Neisseria meningitidis.
b. Quais os principais fatores associados com pior prognóstico?
Idade ≥ 60 anos.
Rebaixamento do nível de consciência na admissão.
Crises convulsivas nas primeiras 24h.
c. Quais as características liquóricas mais comuns?
Leucocitose (1000 a 5000 células/mm3) às custas de neutrófilos.
Glicose reduzida (< 40 mg/dl).
Proteína aumentada (100 a 500 mg/dl).
Glicose LCR/sérica ≤ 0,4.
Pressão de abertura aumentada 200-500 cmH2O.
d. Qual a classe medicamentosa de antibiótico de escolha empírica?
Cefalosporina de 3ª geração (Ceftriaxona ou Cefotaxima).

7. Quais os critérios para o diagnóstico de Diabetes mellitus?


Glicemia de jejum ≥ 126 mg/dl (confirmado em uma 2ª amostra).
Glicemia ao acaso ≥ 200 mg/dl + Sintomas de diabetes (poliúria, polidipsia, perda de peso inexplicada).
GTT 75 g: glicemia em 120 min ≥ 200 mg/dl.
HbA1c ≥ 6,5%.

8. Você está cuidando de um paciente na Enfermaria de Geriatria e precisa comunicar ao paciente que ele tem
uma neoplasia gástrica com metástases para pulmões e cérebro. Quais são os passos que você seguiria para
comunicar essa notícia ao paciente.
Comunicação de más notícias (Protocolo SPIKES):
● Preparando-se para o encontro.
● Percebendo o paciente.
● Convidando para o diálogo.
● Transmitindo a informação.
● Expressando emoções.
● Resumindo e organizando estratégias.

9. Uma das complicações da Doença renal crônica (DRC) é o surgimento de acidose metabólica. Por que o paciente
com DRC apresenta acidose metabólica e quais as consequências do surgimento da acidose metabólica?
A acidose metabólica ocorre pela incapacidade de excretar amônia pelo túbulo distal, pela incapacidade de reabsorver
bicarbonato pelo túbulo proximal e pela incapacidade de excretar ácidos orgânicos.
Como consequência, tem-se: osteoporose, hiporexia e aceleração do catabolismo (ativa o sistema ubiquitina
proteassoma, que aumenta a degradação de proteínas).

10. Homem 40 anos com queixa de dispneia progressiva há 2 anos associado a edema de MMII, vespertino,
ascendente, depressível e indolor. Há 2 meses vem apresentando dispneia aos mínimos esforços, ortopneia e
dispneia paroxística noturna. Exame físico: P.A. 90x50, ausência de estase jugular a 90 graus. ACV: RCR, sopro
holossistólico 2+/6+ em FM. Ictus com extensão de 3 polpas digitais no sétimo espaço intercostal na linha axilar
média esquerda. Abdome: fígado a 5 cm do rebordo costal direito e presença de refluxo hepatojugular.
Pelos critérios de Framingham o paciente tem Insuficiência cardíaca? Justifique a sua resposta citando os
critérios maiores e menores e quantos precisam estar preenchidos.
Critérios maiores (9): DPN ou ortopneia, estase venosa jugular, refluxo hepatojugular, estertores pulmonares em bases,
Cardiomegalia no RX, edema agudo de pulmão no RX, ausculta de B3, PVC > 16, perda de peso ≥ 4,5 kg em 5 dias de
tratamento.
Critérios menores (6): dispneias aos esforços usuais, edema de MMII, tosse noturna, hepatomegalia, derrame pleural e
FC > 120.
Sim, o paciente apresenta insuficiência cardíaca segundo os critérios de Framingham (2 maiores OU 1 maior e 2
menores).

11. Ao analisar radiografia de tórax em P.A. e lateral, quais são as alterações que possam sugerir aumento do átrio
esquerdo e as alterações que sinalizam cardiomegalia?
Sinais de crescimento do AE:
● Duplo contorno.
● Quarto arco.
● Projeção posterior do AE no perfil.
● Elevação do BFE.

Sinais de Cardiomegalia:
● Aumento do índice cardiotorácico: compara-se o diâmetro transverso do coração com o diâmetro transverso
máximo do tórax. ICT > 50 é anormal, representando Cardiomegalia.

12. Diante de uma mulher de 43 anos com palidez cutâneo-mucosa (+++/4), quais exames deveriam ser solicitados
para investigar se essa palidez é proveniente de anemia ferropriva? O que você esperaria encontrar nesses
exames? Qual a conduta para investigação, caso confirmasse anemia ferropriva?
Hemograma: redução de GV, Hb, HT, VCM, HCM; aumento do RDW. GB normal. Plaquetas normal.
Ferrocinética:
● Ferro sérico: reduzido (< 30 µg/dl).
● TIBC: aumentado (> 360 µg/dl).
● Ferritina: reduzida (< 15 ng/ml).
● Saturação de transferrina: reduzida.
● Protoporfirina livre eritrocitária: aumentada.

13. Para a avaliação de um paciente com síndrome consumptiva que interna na enfermaria, quais os dados
importantes para a investigação?
Síndrome consumptiva é a perda involuntária de peso maior que 5% em 6 meses.
É importante investigar os 9 Ds da perda de peso:
● Demência.
● Depressão.
● Doença.
● Disfagia.
● Disgeusia (paladar).
● Diarreia.
● Drogas.
● Dentição.
● Disfunção.
14. Comente sobre o diagnóstico diferencial de IRA renal e pré-renal.
IRA pré-renal:
● Depleção de volume.
● Hipotensão.
● Medicações.
● Má perfusão + edema: ICC, cirrose, síndrome nefrótica.

IRA renal:
● Necrose tubular aguda.
● Glomerulonefrite rapidamente progressiva.
● Nefrite intersticial aguda.

15. Descreva os achados laboratoriais de um paciente com anemia ferropriva e como deve ser investigado?
Achados laboratoriais:
● Ferritina reduzida.
● Transferrina aumentada.
● TIBC aumentada.
● Saturação de transferrina reduzida.
● Ferro sérico diminuído.
● Hemograma: anemia microcítica e hipocrômica (inicialmente, pode ser normo/normo).
Investigar causas:
● Hipermenorreia.
● Gravidez.
● Gastrectomia parcial com reconstrução Billroth II.
● Perda sanguínea intestinal crônica.
● Gastrectomia total.
16. Quando suspeitar e como fazer a investigação de tromboembolismo pulmonar? Comente sucintamente sobre o
seu tratamento.
Critérios de Wells:
● Sinais clínicos de TVP (dor pleurítica, taquipneia e hemoptise) (3).
● Diagnóstico alternativo menos provável (3).
● TVP ou TEP prévios (1,5).
● FC > 100 bpm (1,5).
● Cirurgia recente ou imobilização nas últimas 4 semanas (1,5).
● Hemoptise (1).
● Câncer (1).
Baixa probabilidade: 0 a 1.
Intermediária probabilidade: 2 a 6.
Alta probabilidade: ≥ 7.

Investigação:
A investigação baseia-se na probabilidade pré-teste de ser TEP:
● Se alto risco: Angiotomografia.
● Se médio ou baixo risco: Dímeros D.
Em caso de dúvida, há outros exames que podem auxiliar no diagnóstico e no descarte de diagnósticos diferenciais:
cintilografia pulmonar V/Q, arteriografia, ecocardiograma, ISG doppler de MMII.
Grupo: Vanessa Cunha; Victor Becher; Vinícius Fernandes; Vinícius Bragagnollo.
CASO CLÍNICO 1

Homem, 58 anos, foi atendido na UPA com queixa de ​cefaleia em região occipital, parietal
e temporal bilateral de forte intensidade (8/10) há um dia que melhora parcialmente com
analgésicos. Concomitantemente, vem apresentando ​febre alta (39 graus). Negava
diarreia, náuseas ou vômitos. Não apresentava sinais de irritação meníngea, porém
apresentava ​rebaixamento do nível de consciência​. Na ocasião o médico plantonista fez
a hipótese diagnóstica de ​meningite bacteriana aguda​, administrou Ceftriaxona 2 gramas
EV e encaminhou para a Unidade de Emergência.
1. Você concorda com a hipótese diagnóstica? Sem meningismo?
Sim, concordo.
Febre, alteração do estado mental e cefaleia são as principais manifestações clínicas de
Meningite bacteriana.
Sinais meníngeos tem pouca sensibilidade para o diagnóstico de meningites: Kernig (5%),
Brudzinski (5%), Rigidez de nuca (30%). Fora isso, nem sempre estarão presentes ou serão
tão óbvios no momento da meningite aguda.

2. Faça uma análise crítica da conduta terapêutica do plantonista.


A conduta do plantonista foi precipitada.
Deve-se fazer hemocultura e, se possível, coleta do LCR antes de iniciar a antibioticoterapia
empírica. Vale ressaltar que, no caso de rebaixamento do nível de consciência, é indicada a
realização de TC de crânio antes da punção para coletar LCR (avaliação necessária não
para diagnóstico, mas para se evitar herniação em caso de hipertensão craniana). Esses
são passos fundamentais para guiar a antibioticoterapia posteriormente. Deve-se iniciar
antes ou junto com a antibioticoterapia, corticoide sistêmico para reduzir complicações
neurológicas:
- Dexametasona (0,15mg/kg EV a cada 6h, por 2-4 dias)
A dexametasona apresenta maior benefício se Pneumococo (agente etiológico mais
comum) ou rebaixamento neurológico na admissão.

Inicialmente, o tratamento empírico para > 50 anos inclui uma cefalosporina de terceira
geração (Ceftriaxona 2g de 12/12h) e inclui também a associação de Ampicilina 2g de
4/4h. Isso porque os principais agentes etiológicos a se pensar são: S pneumoniae, bacilos
Gram negativos e Listeria monocytogenes.

3. Para meningite bacteriana, o que deveria ser solicitado ao atendê-lo na UE, por que, e o
que esperar dos resultados?
- Exame do LCR: os primeiros parâmetros avaliados são o aspecto do líquor e a
pressão de abertura (20-50 cmH2O). As principais alterações são: aumento da
pressão do líquor, leucócitos entre 1.000-5.000 células/uL; tipo celular predominante
de polimorfonucleares (neutrófilos), glicorraquia <40 mg/dL, e proteína entre
100-500mg/dL. A partir do líquor, pode-se também identificar a presença do agente
etiológico ao exame bacteriológico direto e detectar antígenos bacterianos pela
prova do látex.
- TC de crânio: é recomendada fazê-lo antes da punção lombar nas seguintes
situações: idade maior que 60 anos, papiledema, déficit neurológico focal,
imunossupressão, alteração do nível de consciência (como é o caso), convulsões de
início agudo (dentro de 1 semana da apresentação). A TC não é necessário para
fazer o diagnóstico da meningite em si, mas sim para evitar complicações da punção
liquórica (perigo de hipertensão craniana, gerando herniação).
- HMG: sinais sugestivos de infecção bacteriana, como leucocitose e neutrofilia.
- Hemocultura: pode ser possível o isolamento do agente e o antibiograma.
- Proteína C Reativa e VHS: aumentados, úteis para acompanhar a evolução do caso
e resposta ao tratamento
- Função renal: pode ou não ter alteração da função renal como comprometimento da
infecção

4. Qual dos exames solicitados é o mais importante para fechar o diagnóstico de


meningite?
LCR, pois, com ele, têm-se parâmetros para se guiar se a suposta meningite é de etiologia
viral, bacteriana, e também mais especificamente tuberculínica, ou criptocócica. Desta
forma, pode-se iniciar um tratamento empírico para cada etiologia.

5. Quais são os fatores de risco para evolução desfavorável na meningite bacteriana do


adulto?
Idade ≥ 60 anos.
Rebaixamento do nível de consciência na admissão.
Crises convulsivas nas primeiras 24h.

No quinto dia de tratamento o paciente persistia com febre e evoluiu com i​nstabilidade
hemodinâmica e foi transferido para o CTI onde apresentou ​crise convulsiva e paralisia
do nervo abducente ​além de ​icterícia e oligoanúria​. TGO=300, TGP=340, Fosfatase
alcalina e gama GT normais, BT=3,1, BD=2,0, BI=1,1, INR=1, ​Creatinina=4,5​, ​Ureia=225 e
sódio urinário=15.

6. A que se deve essa lesão hepatocelular e aumento de bilirrubinas?


A lesão hepatocelular aguda pode ocorrer como resposta à agressão por fármacos, vírus e
toxinas. Pelo caso apresentando, uma possível hipótese é, então, a hepatite
medicamentosa. Tendo em vista o quadro de infecção e instabilidade hemodinâmica,
pode-se pensar também que a lesão tenha ocorrido em resposta ao aumento dos
mediadores inflamatórios e uma possível agressão tecidual.

7. Qual a possível etiologia da lesão renal aguda? Comente a sua resposta.


Uma possível etiologia para a lesão renal aguda é devido a quadro de provável choque
séptico. Nele, ocorre uma diminuição da resistência vascular periférica, bem como
hipoperfusão tecidual. Nesse caso, tratar-se-ia de uma lesão renal aguda pré renal.

CASO CLÍNICO 2
Sra. Célia, 62 anos, branca, casada, natural e procedente de Ribeirão Preto, costureira,
aposentada.
A paciente refere que, ​há seis meses​, vem apresentando ​evacuações líquidas​, sem
restos alimentares, sem presença de sangue, ocasionalmente ​com muco​. Evacua cerca ​de
três vezes ao dia, em volume moderado (antes evacuava uma vez ao dia). Nega tenesmo.
Refere, ocasionalmente, dor abdominal em cólica, mais localizada no quadrante inferior
direito do abdome, que dura até uma hora mas passa espontaneamente, sem relação com
as evacuações. Nega melena. A diarreia, às vezes, cede por uma semana ou duas, mas
volta em seguida. Ocasionalmente evacua durante a noite (acorda com necessidade de
evacuar). Nega febre, nega perda de peso, nega outros sintomas. É ​portadora de diabetes
mellitus há 7 anos, em uso de metformina, 1g por noite (há 1 ano) e é hipertensa
controlada, em uso de Olmesartana 20mg cedo (Benicar) há 6 meses. Nega quadros
intestinais semelhantes em sua família; mãe e irmão hipertensos.
Ao exame:
BEG, descorada +/4+, hidratada, eupneica, anictérica, acianótica, afebril.
Segto cef: nada digno de nota.
Pulmões com SCP à percussão, MV simétrico, sem RA.
Coração 2BRNF, sem sopros. FC: 84 bpm. PA: 130 x 85 mmHg.
Pulsos periféricos amplos e simétricos
Abdome plano, normotenso. Ausência de visceromegalias ou massas anormais​. Dor leve a
moderada à palpação do quadrante inferior direit​o, sem dor à descompressão brusca ou
outros sinais de peritonismo.
MMII sem edema.
Hemograma:
GV: 4,0 x 10 6 /mL
Hb: 8,0 g/dL
Ht: 24%
GB: 8.200/mL (distribuição sem alterações)
Plaquetas: 500.000/L
Questões:
1. Qual o tipo de anemia apresentada (micro, normo ou macrocítica)?

VCM = Ht/GV x 10 --> VCM = 60 FL (VR: 80-100) - microcítica


HCM = Hb/GV x 10 --> HCM = 20 PG (VR: 26-34) - hipocrômica

Anemia microcítica hipocrômica

2. Qual(is) a(s) etiologia(s) possível(is) desta anemia?

- Caracterizam-se como anemia microcítica hipocrômica: anemia ferropriva, talassemia e


anemia sideroblástica

Portanto, dentre as etiologias, podemos citar:


- Deficiência de Ferro, pode ocorrer por:
·​ ​baixo aporte nutricional: desnutrição, etilismo, ingesta insuficiente;
·​ ​má absorção: gastrectomia, pós cirurgias, enteropatias (doença celiaca, por ex);
· ​perda de sangue: hemorragias, hipermenorréia, sangramentos em todo o trato
digestivo, parasitoses intestinais.
- Hemoglobinopatia
- Deficiência no metabolismo do Ferro

3. Que exames solicitaria para confirmar sua(s) hipótese(s) no item 2? Que


resultados esperaria para ela(s)?
É necessário solicitar:
- Hemograma: para analisar RDW e o esfregaço sanguíneo
- Ferrocinética: Ferro sérico, capacidade total de ligação do Ferro (TIBC) e ferritina

Se anemia ferropriva, esperamos encontrar:


- RDW aumentado e anisocitose no esfregaço sanguíneo
- Ferro: sérico baixo
- TIBC: aumentado
- Ferritina: baixa
- saturação de Ferro (Fe sérico/TIBC) = baixo (<20%)

Se os exames não corresponderem ao esperado (de anemia ferropriva), seria necessário


solicitar eletroforese de hemoglobina a fim de investigar talassemia.

​4. Considerando o quadro clínico, que hipóteses diagnósticas estabeleceriam para


o quadro diarreico?

- Diarréia funcional: diarréia diabética (é uma neuropatia autonômica que ocorre como
complicação crônica do Diabetes Mellitus; exacerba-se no período noturno e pode alternar
entre constipação e diarréia)
- Secundária a medicações - uso crônico de metformina
- Neoplasia intestinal
- Parasitose intestinal
- Doença celíaca
- Doença inflamatória intestinal

5. Que exame(s) solicitariam, para a investigação do quadro diarreico?


O diagnóstico diarréia diabética é de exclusão, portanto, é fundamental descartar outras
causas a partir dos exames:
Além do hemograma e bioquimica plasmática, devemos solicitar:
- parasitológico de fezes
- gordura fecal (quantitativo e qualitativo)
- colonoscopia: para investigar neoplasia ou doença inflamatória intestinal
- dosagem de anticorpo antiglutaminase: para investigar doença celíaca
CASO CLÍNICO 3
ID: Homem de 65 anos, branco, casado, natural e procedente de Batatais (SP),
caminhoneiro aposentado há 2 anos.
QD:​ Falta de ar e inchaço há 6 meses
HMA: Paciente refere ​dispneia ao andar dois quarteirões​, há 6 meses, e​ edema em
membros inferiores, que piora ao longo do dia, ​indolor, bilateral e simétrico. Há 2
semanas, refere que houve ​piora da dispneia, apresentando ao tomar banho e acordou
à noite com sensação de sufocamento, melhorando ao levantar-se da cama​. Também
refere tosse seca à noite, que o acorda muitas vezes. Nega dor precordial.
IDA: Anorexia recente e desconforto em epigástrio.
Redução do volume urinário durante o dia e nictúria.
AP: Refere casamento estável, mora com esposa. ​Fumou durante 30 ano​s, parou há 15
anos, 1 maço por dia. Costumava ingerir cerveja nos finais de semana, cerca de 3 latas por
dia, mas há 10 anos só consome 1 lata em festas. Refere que não estava em
acompanhamento médico, mas uma vez mediu a pressão arterial em uma campanha e
disseram que sua pressão estava alta. Na ocasião não se preocupou, pois tinha viajado por
3 dias, sem dormir e atribuiu o fato ao estresse. Não realizou quaisquer exames nos últimos
anos. Nega internações prévias.
AF: Duas filhas, de 35 e 40 anos, saudáveis. Quatro netos saudáveis.
Mãe viva, com 85 anos, hipertensa, com boa funcionalidade. Pai falecido aos 50 anos,
subitamente. Não sabe a causa, mas disse que o pai bebia muito.
Exame físico:
BEG, corado, hidratado, afebril, eupneico em repouso.
Peso: 66 Kg Alt: 1,70 m
Refere peso mantido.
Ausência de estase jugular a 45 graus.
Ap. respiratório: boa expansibilidade, com ​estertores crepitantes bilaterais em bases.
Ap. cardiovascular: RC regular, em 2 tempos, com ​ictus no sexto espaço intercostal, na
linha axilar anterio​r, como s​opro sistólico mitral 3+/6​+. FC: 74 bpm e PA: ​154x64 mm​Hg
deitado, 156x70 mmHg sentado e 146x/72 mmHg em posição ortostática.
Perfusão periférica mantida.
Abdome: ​fígado palpável a 4 cm do RCD, doloroso à palpaçã​o, sem refluxo hepato
jugular
Edema de 3+/4​+, frio, bilateral, indolor.
Medicações em uso: Nenhuma
Você recebe este paciente no Hospital Estadual, recém internado, e faz sua primeira
avaliação.

1. Qual a hipótese principal para este caso (síndrome)?


A hipótese principal é Insuficiência Cardíaca.
Os Critérios de Framingham apresentados pelo paciente são:
● Critérios maiores: dispneia paroxística noturna, estertores pulmonares em bases
● Critérios menores: dispneias aos esforços usuais, edema de membros inferiores,
tosse noturna, hepatomegalia.
Para o diagnóstico sindrômico, são necessários 2 critérios maiores OU 1 maior e 2
menores.

2. Quais as possíveis etiologias para esta síndrome neste paciente?


A IC é a via final comum de grande parte das doenças cardiovasculares. Dentre suas
etiologias, pode-se mencionar: miocardiopatia isquêmica, miocardiopatia hipertensiva,
hipertensão arterial sistêmica, miocardiopatia dilatada, doença de Chagas, valvulopatia,
miocardite, cardiopatia secundária ao álcool, dentre outras.
No caso em questão, as etiologias mais prováveis são: hipertensão arterial sistêmica
(sustentada por anamnese e exame físico), doença de Chagas (devido epidemiologia da
região), cor pulmonale (devido a uma DPOC, por exemplo, devido história prévia de
tabagismo por 30 anos).

3. Cite ​um​ diagnóstico diferencial para a síndrome referida.


DPOC.

4. Cite todos os exames laboratoriais a serem solicitados na primeira avaliação e


justifique o motivo da solicitação.
A avaliação inicial do paciente deve ser feita amparada nos seguintes exames:
- ECG
- Raio-X de tórax PA e Perfil: procura de cardiomegalia (índice cardiotorácico superior
a 0.5), sinais de congestão pulmonar (redistribuição vascular para os ápices, edema
intersticial e/ou alveolar e derrame pleural);
- Ecocardiograma: quantificação de câmaras, função diastólica, regurgitação valvar,
pressão arterial pulmonar.
- Peptídeos natriuréticos: toda distensão/estiramento cardíaco libera peptídeos que
estimulam a excreção de água e sal.
- Lipidograma: procura de fatores de risco para aterosclerose e síndrome metabólica
(dislipidemia).
- Hemograma: avaliação de anemia (pode ser um preditor prognóstico adverso).
- Ureia, Creatinina: para verificar função renal (comprometida, pode ser preditor
prognóstico adverso) (verificação necessária já vislumbrando-se introdução de
drogas para tratamento, como IECA).
- Eletrólitos: para verificar se há distúrbios eletrolíticos; hiponatremia pode ser um
preditor prognóstico adverso; como relacionados ao K+ (hipocalemia pode causar
arritmias fatais; quando se iniciado diuréticos expoliadores de potássio, como
tiazídicos, pode ser fatal)
- Bilirrubinas, Albumina, TP/INR: Função Hepática (avaliação de hepatomegalia)
- Glicemia de jejum: avaliação de síndrome metabólica associada (supondo-se
Diabetes Mellitus).
5. Eletrocardiograma (descreva a análise deste exame):

Ritmo sinusal regular.


FC: 84 bpm (Segundo V1 longo).
Eixo no plano frontal: em torno de - 30 graus.
Eixo no plano coronal: V4
Sobrecarga ventricular esquerda segundo Sokolow-Lyon (S de V1 + R de V5 ou V6 >
35mm).
Bloqueio da divisão antero-superior do ramo esquerdo:
● QRS estreito.
● S de DIII > S de DII e > 10 mm.
● qR em DI e aVL.
● rS em DII, DIII e aVF.

6. Imaginando todos os exames laboratoriais solicitados como normais, quais seriam


as medicações prescritas neste momento inicial? Justifique
Seria interessante um bloqueio neurohormonal triplo, feito da seguinte forma:
- iECA (Captopril): promove venodilatação (redução da pós-carga); arteriolodilatação
(redução da pré-carga); diminui efeitos deletérios da Angiotensina II. Aumenta
sobrevida do paciente com IC.
- Beta-bloqueador (Carvedilol): bloqueia receptores de catecolaminas no miocárdio,
diminuindo frequência cardíaca; promove vasodilatação periférica por receptores
alfa-1, que promove uma melhor tolerância na introdução da droga. Aumenta
sobrevida do paciente com IC.
- Antagonista da Aldosterona (Espironolactona): inibe ação da aldosterona
(reduzindo, assim, degeneração de fibras, apoptose, fibrose); previne
remodelamento cardíaco; previne hipocalemia, por ser um poupador de K+. No
entanto, só deve-se introduzir esta droga quando o iECA estiver em sua dose
otimizada, justamente pelo risco de hiperpotassemia.
7. Qual a orientação dietética?
Restringir a ingestão de sal, pois quanto maior o consumo de sal, maior será o acúmulo de
líquido e a volemia do doente. No entanto, consumo muito baixo pode baixar em excesso a
volemia. Por isso, recomenda-se a ingesta de 4-6g de sal ou 2 a 3g de sódio por dia.

8. Quais outros exames você solicitaria a este paciente para melhor avaliação da
síndrome e causa da mesma? Justifique
Sorologia para​ Trypanosoma cruzi​.
Levando-se em conta a epidemiologia da região do paciente, os achados do ECG
mencionados previamente, pode-se dizer que o quadro é sugestivo de uma cardiomiopatia
chagásica. Desta forma, para se confirmar a hipótese, deve-se realizar sorologia para
Trypanosoma cruzi.​ Caso positiva, deve-se prescrever também ao paciente:
- Amiodarona: antiarrítmico.
- Benzonidazol: anti-chagásico.
CASO CLÍNICO 1

Homem, 58 anos, foi atendido na UPA com queixa de cefaleia em região occipital, parietal e
temporal bilateral de forte intensidade (8/10) há um dia que melhora parcialmente com analgésicos.
Concomitantemente, vem apresentando febre alta (39 graus). Negava diarreia, náuseas ou
vômitos. Não apresentava sinais de irritação meníngea, porém apresentava rebaixamento do nível
de consciência. Na ocasião o médico plantonista fez a hipótese diagnóstica de meningite
bacteriana aguda, administrou Ceftriaxona 2 gramas EV e encaminhou para a Unidade de
Emergência.
1. Você concorda com a hipótese diagnóstica? Sem meningismo?
a. Resposta: Sim, concordamos com a hipótese diagnóstica pois o paciente apresenta
um quadro de cefaleia holocraniana em forte intensidade, associada a febre alta de
início agudo e rebaixamento de nível de consciência. Quanto à ausência de
meningismo, não é motivo para descartar o diagnóstico pois apesar de ser um sinal
clínico de meningite, tem baixa sensibilidade. Existem estudos que mostram que
apenas 30% dos casos de meningite confirmada apresentaram sinais meníngeos
(rigidez de nuca).
2. Faça uma análise crítica da conduta terapêutica do plantonista.
a. Resposta: Na conduta ideal, o médico em vigência de hipótese de meningite
bacteriana deve:
i. Solicitar um hemograma, para verificar sinais infecciosos (leucocitose),
contraindicações de punção lombar (plaquetopenia) além de ter um
panorama geral do paciente.
ii. Solicitar PCR, para auxílio no diagnóstico e controle terapêutico.
iii. Solicitar Punção Lombar para citologia do Líquor Cefalorraquidiano (LCR) e
cultura, pois é padrão ouro como diangóstico para meningite além de
especificar o agente etiológico, direcionando a terapêutica mais adequada.
Porém como neste caso o paciente apresenta rebaixamento do nível de
consciência, nos faz pensar numa possível hipertensão intracraniana, que
seria uma contraindicação à punção lombar por risco de herniação cerebral.
Logo, o ideal seria o pedido de uma tomografia de crânio para avaliar sinais
de hipertensão craniana.
iv. Com base na análise do LCR se tiver características de meningite bacteriana
devemos iniciar o tratamento empírico com ceftriaxona EV, podendo pensar
em associar com ampicilina para o tratamento empírico de Listeria, devido à
idade do paciente.
v. Antes de iniciar a antibioticoterapia o paciente tem indicação de uso de
glicocorticoide (dexametasona).
vi. Por último pedir uma hemocultura antes da antibioticoterapia para guiar o
tratamento posteriormente.
Em relação à conduta terapêutica do plantonista, consideramos parcialmente
adequada. Pois ele formulou a hipótese correta, utilizou a antibioticoterapia empírica
correta e encaminhou para serviço nível terciário uma vez que apresenta
rebaixamento de nível de consciência. Entretanto ele não iniciou a dexametasona e
nem realizou os exames acima listados (pelo menos aqueles que estiverem
disponíveis na UPA – PCR, hemocultura pelo menos)
3. Para meningite bacteriana, o que deveria ser solicitado ao atende-lo na UE, por que, e o
que esperar dos resultados?
Resposta: Hemograma: espera-se encontrar leucocitose com desvio à esquerda.
PCR: quanto mais elevado maior a probabilidade de infecção bacteriana. LCR: aspecto turvo,
pleocitose, pressão de abertura elevada (200 – 500 cmH2O), proteínas aumentadas (100-500),
aumento de células (1000 – 5000 mm³) com predomínio de polimorfonucleares, redução de glicose
(<40 mg/dl – relação glicose plasma/líquor < 40 %).
Nesse caso como o paciente tem suspeita de hipertensão intracraniana, na tomografia
esperaríamos: aumento dos ventrículos, espessamento da meninge, apagamentos dos sulcos do
córtex. Sinais de herniação e sinais de encefalite. Hemocultura e cultura de líquor positiva com
crescimento bacteriano (provavelmente de pneumococo, meningococo ou haemophilus – não
esperaríamos crescimento pelo início do antibiótico)
4. Qual dos exames solicitados é o mais importante para fechar o diagnóstico de meningite?
a. Padrão ouro: Citologia de LCR.
5. Quais são os fatores de risco para evolução desfavorável na meningite bacteriana do
adulto?
a. Resposta: Paciente com idade maior que 60 anos, convulsão nas últimas 24 horas
e rebaixamento do nível de consciência na admissão.
No quinto dia de tratamento o paciente persistia com febre e evoluiu com instabilidade
hemodinâmica e foi transferido para o CTI onde apresentou crise convulsiva e paralisia do nervo
abducente além de icterícia e oligoanúria. TGO=300, TGP=340, Fosfatase alcalina e gama GT
normais, BT=3,1, BD=2,0, BI=1,1, INR=1, Creatinina=4,5, Ureia=225 e sódio urinário=15.
6. A que se deve essa lesão hepatocelular e aumento de bilirrubinas?
Resposta: O paciente com o quadro infeccioso, sinais de instabilidade hemodinâmica e com
complicações neurológicas, nos faz pensar em um quadro séptico de foco primário do SNC. Nesse
cenário a inflamação sistêmica generalizada com liberação maciça de mediadores inflamatórios
provoca lesão de órgãos alvo. Devido a presença de icterícia, TGO/TGP elevados, bilirrubinas
direta elevada nos faz pensar em lesão hepatocelular. Como a fosfatase alcalina e gama GT têm
níveis normais, nos faz excluir diagnóstico de possibilidade de colangite. Outro componente que
contribui a lesão hepatocelular é a instabilidade hemodinâmica causando hipoperfusão hepática.
7. Qual a possível etiologia da lesão renal aguda? Comente a sua resposta.
a. Provavelmente trata-se de uma Lesão Renal Aguda pré-renal (KDIGO 3), devido a
oligoanúria, creatinina e ureia elevadas e sódio urinário baixo secundário à
hipoperfusão renal devido ao quadro séptico.

CASO CLÍNICO 2

Sra. Célia, 62 anos, branca, casada, natural e procedente de Ribeirão Preto, costureira,
aposentada.
A paciente refere que, há seis meses, vem apresentando evacuações líquidas, sem restos
alimentares, sem presença de sangue, ocasionalmente com muco. Evacua cerca de três vezes ao
dia, em volume moderado (antes evacuava uma vez ao dia). Nega tenesmo. Refere,
ocasionalmente, dor abdominal em cólica, mais localizada no quadrante inferior direito do abdome,
que dura até uma hora mas passa espontaneamente, sem relação com as evacuações. Nega
melena. A diarreia, às vezes, cede por uma semana ou duas, mas volta em seguida.
Ocasionalmente evacua durante a noite (acorda com necessidade de evacuar). Nega febre, nega
perda de peso, nega outros sintomas. É portadora de diabetes mellitus há 7 anos, em uso de
metformina, 1g por noite (há 1 ano) e é hipertensa controlada, em uso de Olmesartana 20mg cedo
(Benicar) há 6 meses. Nega quadros intestinais semelhantes em sua família; mãe e irmão
hipertensos.
Ao exame:
BEG, descorada +/4+, hidratada, eupneica, anictérica, acianótica, afebril.
Segto cef: nada digno de nota.
Pulmões com SCP à percussão, MV simétrico, sem RA.
Coração 2BRNF, sem sopros. FC: 84 bpm. PA: 130 x 85 mmHg.
Pulsos periféricos amplos e simétricos
Abdome plano, normotenso. Ausência de visceromegalias ou massas anormais. Dor leve a
moderada à palpação do quadrante inferior direito, sem dor à descompressão brusca ou outros
sinais de peritonismo.
MMII sem edema.
Hemograma:
GV: 4,0 x 10 6 /mL
Hb: 8,0 g/dL
Ht: 24%
GB: 8.200/mL (distribuição sem alterações)
Plaquetas: 500.000/L
Questões:
1. Qual o tipo de anemia apresentada (micro, normo ou macrocítica)?
Resposta: Considerando a fórmula VCM = Ht*10/GV (VCM = 240/4 = 60) e a fórmula HCM =
Hb*10/GV (HCM = 80/4 = 20), temos uma anemia microcítica, hipocrômica.
2. Qual(is) a(s) etiologia(s) possível(is) desta anemia?
Resposta: A principal hipótese é Anemia ferropriva. Nesse caso possivelmente por sangramento
oculto secundário a uma neoplasia intestinal ou doença inflamatória inflamatória. Uma hipótese
secundária seria anemia da doença crônica também possivelmente relacionada a câncer ou
doença inflamatória intestinal.
3. Que exames solicitaria para confirmar sua(s) hipótese(s) no item 2? Que resultados esperaria
para ela(s)?
Resposta: Ferro sérico, ferritina e UIBC (unsaturated iron binding capacity). Esperaríamos ferro
sérico reduzido, transferrina aumentada, ferritina diminuída e UIBC aumentado, com saturação de
transferrina diminuída para a anemia ferropriva.
Na anemia de doença crônica esperaríamos ferritina normal/aumentada, UIBC normal/diminuído
por elevação de hepcidina, saturação de transferrina normal e ferro sérico diminuído.
4. Considerando o quadro clínico, que hipóteses diagnósticas estabeleceriam para o quadro
diarreico?
Resposta: A diarreia é crônica com fezes líquidas e com muco, associada a dor abdominal
espontânea em cólica em quadrante inferior direito sem relação com as evacuações.
Levando em consideração também, a idade da paciente pensamos em
1) Neoplasia de cólon direito (localização da dor e alternância de hábito intestinal, além da anemia
provavelmente ferropriva
2) Parasitoses intestinal, por diarreia, dor abdominal e anemia.
3) Doença de Chron, pois diarreia crônica, com alternância de hábito e dor em quadrante inferior
(íleo terminal)
4) Uso contínuo de metformina à noite (evacuação noturna) relativamente recente (início no ano
passado com aparecimento da diarreia 6 meses após), entretanto não explica vários
comemorativos como anemia e dor abdominal
5) Disautonomia diabética (diabética há 7 anos)
5. Que exame(s) solicitariam, para a investigação do quadro diarreico?
Resposta:
Diarreia Geral:
Teste de Sudan (Pesquisa de gordura nas fezes)
Parasitológico das fezes
Sangue oculta nas fezes
Hemograma
PCR e VHS
Para investigação de neoplasia e doença inflamatória:
Colonoscopia

CASO CLÍNICO 3

ID: Homem de 65 anos, branco, casado, natural e procedente de Batatais (SP), caminhoneiro
aposentado há 2 anos.
QD: Falta de ar e inchaço há 6 meses
HMA: Paciente refere dispneia ao andar dois quarteirões, há 6 meses, e edema em membros
inferiores, que piora ao longo do dia, indolor, bilateral e simétrico. Há 2 semanas, refere que houve
piora da dispneia, apresentando ao tomar banho e acordou à noite com sensação de sufocamento,
melhorando ao levantar-se da cama. Também refere tosse seca à noite, que o acorda muitas
vezes. Nega dor precordial.
IDA: Anorexia recente e desconforto em epigástrio.
Redução do volume urinário durante o dia e nictúria.
AP: Refere casamento estável, mora com esposa. Fumou durante 30 anos, parou há 15 anos, 1
maço por dia. Costumava ingerir cerveja nos finais de semana, cerca de 3 latas por dia, mas há 10
anos só consome 1 lata em festas. Refere que não estava em acompanhamento médico, mas uma
vez mediu a pressão arterial em uma campanha e disseram que sua pressão estava alta. Na
ocasião não se preocupou, pois tinha viajado por 3 dias, sem dormir e atribuiu o fato ao estresse.
Não realizou quaisquer exames nos últimos anos. Nega internações prévias.
AF: Duas filhas, de 35 e 40 anos, saudáveis. Quatro netos saudáveis.
Mãe viva, com 85 anos, hipertensa, com boa funcionalidade. Pai falecido aos 50 anos,
subitamente. Não sabe a causa, mas disse que o pai bebia muito.
Exame físico:
BEG, corado, hidratado, afebril, eupneico em repouso.
Peso: 66 Kg Alt: 1,70 m
Refere peso mantido.
Ausência de estase jugular a 45 graus.
Ap. respiratório: boa expansibilidade, com estertores crepitantes bilaterais em bases.
Ap. cardiovascular: RC regular, em 2 tempos, com ictus no sexto espaço intercostal, na linha axilar
anterior, como sopro sistólico mitral 3+/6+. FC: 74 bpm e PA: 154x64 mmHg deitado, 156x70
mmHg sentado e 146x/72 mmHg em posição ortostática.
Perfusão periférica mantida.
Abdome: fígado palpável a 4 cm do RCD, doloroso à palpação, sem refluxo hepato jugular
Edema de 3+/4+, frio, bilateral, indolor.
Medicações em uso: Nenhuma
Você recebe este paciente no Hospital Estadual, recém internado, e faz sua primeira avaliação.
1. Qual a hipótese principal para este caso (síndrome)?
Resposta: Síndrome de Insuficiência Cardíaca por Critérios de Framingham
Maiores: Dispneia paroxística noturna, estertor crepitantes em bases.
Menores: tosse noturna, edema de mmii, dispneia aos esforços, hepatomegalia.
2. Quais as possíveis etiologias para esta síndrome neste paciente?
Resposta:
a) Hipertensão, pelo histórico de hipertensão (aferição pontual no passado), apresentando-se
no exame hipertensão, além de histórico familiar
b) Valvopatia pela presença de sopro sistólico no exame (podendo ser sopro secundário à
disfunção ocasionada por cardiomegalia)
c) Doença de Chagas (cardiomegalia e morte súbita na família)
d) Doença Arterial Coronariana crônica (tabagismo, sedentarismo – caminhoneiro, morte
súbita na família antes de 55 anos de homem)
3. Cite um diagnóstico diferencial para a síndrome referida.
Resposta: Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica com Hipertensão pulmonar.
Síndrome Nefrótica (por conta do quadro de edema, dispneia por derrame pleural)

4. Cite todos os exames laboratoriais a serem solicitados na primeira avaliação e justifique o


motivo da solicitação.
Resposta:
Hemograma: análise de anemia, pensando em possível fator compensatório
Creatinina, Ureia: para avaliar função renal
Sódio, Potássio: análise de distúrbios hidroeletrolíticos
Sorologia para Chagas: Chagas
Ácido Úrico: para avaliar uso de tiazídico.
Marcadores de necrose (Troponina): possível evento cardiovascular.
Gasometria: para análise de função respiratória do paciente
Peptídeos Natriuréticos: BNP, Pro-BNP: para avaliação do quadro humoral e sobrecarga
volêmica.
TGO, TGP: análise de lesão hepatocelular frente à hepatomegalia.
Albumina, INR e Bilirrubina: análise de função hepática frente a hepatomegalia
5. Eletrocardiograma (descreva a análise deste exame):

Frequência: 14x 6 = 84 bpm


Ritmo: Sinusal
Eixo Cardíaco: Aproximadamente em 0º (Positivo em DI e isoelétrico em avF)
Onda P: positivo em derivações inferiores, sem distúrbio de ritmos ou bloqueios
Onda QRS: Sem bloqueio de condução. Sobrecarga ventricular esquerda.
Critério Sokolov: S de V1 e R de V6 > 35 mm
Onda T: sem sinais de isquemia

6. Imaginando todos os exames laboratoriais solicitados como normais, quais seriam as


medicações prescritas neste momento inicial? Justifique
Resposta: Considerando IC descompensada Perfil B, iniciamos furosemida para controle
sintomático e drogas modificadora de mortalidade. No caso dele iniciaríamos IECA em primeiro
momento e beta bloqueador apenas após compensação da IC para não piorar o quadro do
paciente.
7. Qual a orientação dietética?
Resposta: Dieta hipossódica e restrição hídrica (máximo 5 g de sal (2 g de sódio))
8. Quais outros exames você solicitaria a este paciente para melhor avaliação da síndrome e
causa da mesma? Justifique
Resposta: Raio X: verificação de cardiomegalia e edema pulmonar.
Ecocardiograma: alterações estruturais e mobilidade do coração, fração de ejeção e
classificação da IC, valvopatias.
A depender dos achados do Ecocardiograma avaliaríamos a indicação de outros exames
direcionados para etiologia:
Se acinesia segmentar: Cateterismo ou cintilografia
1. Um paciente do sexo masculino de 56 anos procura atendimento clínico com
diagnóstico prévio de cirrose por uso abusivo de álcool, confirmado por biópsia.
Você deseja avaliar o prognóstico deste paciente.
Cite um índice utilizado para este fim e os exames laboratoriais e parâmetros clínicos
que devem ser avaliados para que se possa utilizar este índice (não é necessário
descrever os pontos de corte).

PROGNOSTICO PCT COM CIRROSE

Classificação de Child-Turcotte-Pugh: BEATA

● Bilirrubina.
● Encefalopatia hepática.
● Albumina.
● Tempo de protrombina/INR.
● Ascite.

Classificação de MELD:

● Creatinina.
● Bilirrubina.
● INR.

2. Em relação à meningite bacteriana aguda em adultos jovens na comunidade:


a) Quais os dois agentes etiológicos mais comuns?
Streptococcus pneumoniae e Neisseria meningitidis.
b) Quais os principais fatores associados com pior prognóstico?
Idade ≥ 60 anos.
Rebaixamento do nível de consciência na admissão.
Crises convulsivas nas primeiras 24h.
c) Quais as características liquóricas mais comuns?
Leucocitose (1000 a 5000 células/mm3) as custas de neutrófilos.
Glicose reduzida (< 40 mg/dl).
Proteína aumentada (100 a 500 mg/dl).
Glicose LCR/sérica ≤ 0,4.
Pressão de abertura aumentada 200-500 cmH2O.
d) Qual a classe medicamentosa de antibiótico de escolha empírica?
Cefalosporina de 3ª geração (Ceftriaxona ou Cefotaxima).
Prova de Clínica Médica - Turma 56

1- Um paciente de 79 anos procura a Unidade de Emergência com febre há três dias,


queda do estado geral, tosse produtiva com escarro amarelado, dispneia leve. Ao exame,
se encontra em regular estado geral, com temperatura de 38,7°C, hidratado, com
freqüência respiratória de 24 incursões por minuto. Não há sinais clínicos de condensação
pulmonar, exceto estertores em ambas as bases. A freqüência cardíaca é de 112 b.p.m.,
RCR sem sopros. Não há alterações no exame de abdome. O paciente é tabagista,
portador de “bronquite”.
A- Quais seriam suas hipóteses diagnósticas, incluindo agentes etiológicos? B- Que
exames você solicitaria para a elucidação do quadro e detecção de condições
associadas? Justifique cada exame solicitado.
C- Que terapêutica você instituiria, considerando cada uma das hipóteses
diagnósticas que você formulou?

2- Quais os principais fatores que aceleram o desenvolvimento da nefropatia diabética?


Susceptibilidade genética, idade avançada, hiperfiltração glomerular, PA elevada,
pobre controle glicêmico, negro, obesidade, fumo, uso de anticoncepcionais
orais.

3- Descreva a conduta imediata e a estratégia para a terapêutica medicamentosa de um


caso recém-diagnosticado de úlcera péptica gástrica, ressaltando e comentando os
diferentes objetivos do tratamento.
Inibidores da Bomba de Prótons (Omeprazol 40mg):
Hipocloridria Pesquisa de H. pylori
Amoxicilina 1g + Claritromicina 500mg 12/12h 10 dias: Erradicação do H.
pylori Fumo: reparo e proteção da mucosa gástrica
Álcool: aumenta o risco de hemorragia
Cirurgia: Hemorragia refratária à terapia endoscópica; perfuração; recidivas
constantes; não resposta ao tto clínico

4- Paciente com 34 anos, oriundo de área endêmica em Doença de Chagas, é admitido


com quadro de insuficiência cardíaca. Descreva os exames complementares a serem
solicitados inicialmente e a justificativa para tal.
ECG: BRD, BAVT precedido de BAV 2o grau Mobitz II (Implante de
Marca-Passo) Rx Tórax: Cardiomegalia
ECO: Cardiopatia Dilatada, FEVE
Sorologia para T. cruzi: Reação de Machado Guerreiro; Imunofluorescência;

ELISA 5- Diferenças entre Rinossinusite Aguda Viral e Bacteriana.

6- Retinopatia Diabética (tudo sobre o assunto).

TESTES

1- São indícios de HAS secundária, exceto:


a) Início da hipertensão antes dos 30 ou após os 50 anos. - Estenose da Artéria Renal
b) Paciente hipertenso com palpitações, sudorese e cefaléia em crises. -
Feocromocitoma
c) Aumento de creatinina sérica. - Nefropatia
d) Aumento do LDL e Colesterol total.
e) Hipopotassemia espontânea (< 3,0 mEq/L). - Hiperaldosteronismo Primário
2- Assinale a alternativa incorreta:
a) A CIVD é uma síndrome adquirida, sempre associada a uma situação clínica de
base. b) A ativação da coagulação culmina na deposição de fibrina na
microvasculatura, levando a falência de múltiplos órgãos.
c) A CIVD pode acompanhar quadros de alterações obstétricas, como descolamento
prematuro de placenta, síndrome HELLP, além de septicemia, cirurgias e neoplasias. d)
O tratamento da CIVD se baseia no tratamento da doença de base. e) O tratamento da
CIVD com reposição dos fatores da coagulação se faz desde o início do quadro,
quando detectamos apenas o aumento da fibrinólise.

3- Assinale a alternativa correta:


a) Diabetes mellitus do tipo 2 é caracterizado por uma grave deficiência de secreção de
insulina com marcante tendência a cetose.
b) Glicemias em jejum acima de 140 mg/dL não são suficientes para o diagnóstico de
diabetes mellitus.
c) O diabético do tipo 1 deve ser tratado com dieta / exercício e sulfonilureias. d)
O aumento da atividade física do diabético diminui a sensibilidade insulínica no
organismo.
e) Nenhuma das anteriores é correta.

4- Na Azotemia pré-renal, encontra-se:


a) Relação uréia/creatinina > 40, FENa > 2%, densidade urinária > 1020 b)
Relação uréia/creatinina > 40, FENa < 1%, densidade urinária > 1020 c)
Relação uréia/creatinina > 40, FENa < 1%, densidade urinária < 1010 d)
Relação uréia/creatinina < 20, FENa > 2%, densidade urinária > 1020 e)
Relação uréia/creatinina < 20, FENa < 1%, densidade urinária > 1020

5- Estabeleça a associação entre cada um dos conceitos da coluna da esquerda (I a IV) e


um dos agentes etiológicos das HEPATITES A VÍRUS mencionados na coluna da direita
(A a D).
I. Transmissão Transmissão depende de
exclusivamente parenteral infecção prévia com outro
II. Transmissão vírus da hepatite
exclusivamente fecal-oral A. Vírus A B. Vírus B C.
III.Freqüente transmissão Vírus C D. Vírus D
vertical perinatal IV.

Assinale a alternativa que contém as associações corretas:


a) I-A; II-B; III-D; IV-C
b) I-C;II-A;III-B;IV-D
c) I-C; II-D; III-A; IV-B
d) I-D; II-A; III-B; IV-C
e) I-A; II-C; III-B; IV-D

6- São medidas comprovadamente eficazes para o controle da PA, no tratamento não


farmacológico da HAS, exceto:
a) Redução de peso e da ingestão de sódio.
b) Aumento da ingestão de potássio e exercícios aeróbicos.
c) Interrupção do fumo e do uso de anticoncepcionais orais.
d) Redução da ingestão de álcool e caminhadas.
e) Restrição de gorduras polissaturadas e de magnésio.
7- Um paciente de 60 anos, com cansaço, palidez e discreta icterícia, apresenta os
seguintes resultados:
hemácias: 1,9 x 106/mm3; Hematócrito 20%; hemoglobina 6,8 g/dL, reticulócito 0,1%. A
anemia é provavelmente: VCM=105 HCM=35
a) megaloblástica.
b) hemolítica. VCM = Ht x 10/Hematimetria
c) ferropriva. HCM = Hb x 10/Hematimetria
↑Reticulócitos: Hemolítica e
d) aplástica.
Hemorragia Ferropriva: Hipo/Micro
e) hemorragia aguda.

8- A modalidade terapêutica mais adequada para o tratamento de uma crise aguda de


asma é:
a) Corticosteróides por via endovenosa.
b) Aminofilina por via endovenosa.
c) Inalações sequenciais com agonistas adrenérgicos.
d) Inalações com N-acetil-cisteína.
e) Beta agonistas por via subcutânea.

9- Qual a conduta imediata mais adequada para um paciente de 38 anos de idade, que
apresenta pirose e regurgitação características da doença do refluxo gastroesofágico, há
1 ano?
a) Solicitar seriografia do esôfago.
b) Teste terapêutico com anti-ácidos.
c) Solicitar pHmetria esofágica de 24 horas.
d) Teste terapêutico com inibidor da bomba de prótons.
e) Solicitar endoscopia digestiva alta.

10- Assinale a alternativa com a relação correta: (V Mitsuda - Bacilo +) a) Hanseníase


turbeculóide; placas com limites imprecisos; reação de Mitsuda negativa; infiltrado
dérmico linfohistiocitário; esquema terapêutica com rifampicina, clofazimina e dapsona.
b) Hanseníase indeterminada; pápulas e tubérculos; reação de Mitsuda negativa; infiltrado
dérmico linfohistiocitário com granulomas; esquema terapêutico com rifampicina,
clofazimina e dapsona.
c) Hanseníase dimorfa; placas infiltradas bem delimitadas; reação de Mitsuda negativa;
infiltrado dérmico linfohistiocitário com granulomas e células vacuolizadas; esquema
terapêutico com rifampicina e dapsona.
d) Hanseníase virchoviana; lesões simétricas, múltiplas e de limites imprecisos;
reação de Mitsuda negativa; infiltrado dérmico com macrófagos vacuolizados e
poucos linfócitos; esquema terapêutico com rifampicina, clofazimina e dapsona.
e) Hanseníase indeterminada; placas infiltradas; reação de Mitsuda negativa; infiltrado
linfocitário inespecífico; esquema terapêutico com rifampicina, clofazimina e dapsona.

11- A evolução da DPOC leva ao desenvolvimento de hipertensão pulmonar e cor


pulmonale; qual das alternativas abaixo NÃO se refere a sintoma de cor
pulmonale?
a) Turgência jugular.
b) Edema de membros inferiores.
c) Hepatomegalia.
d) Hiperfonese de P2.
e) Estertores finos das bases pulmonares.
12- Paciente de 36 anos, sexo masculino vai ao seu consultório porque fez
vários exames (avaliação anual obrigatória da empresa em que trabalha) e está
com hiperuricemia (8,0 mg%) e dislipidemia. É hipertenso leve. Qual a sua
conduta? a) Alopurinol.
b) Colchicina + Alopurinol. Tto > 12mg/dL
c) Uricosúrico.

d) Colchicina + AINH em caso de dor articular.


e) Controle da obesidade, da hipertensão arterial e da dislipidemia.

13- Uma paciente de 47 anos, branca, diabética, com microalbuminúria, retorna com
níveis tensionais de 170 X 100 mmHg, após tratamento não farmacológico (higieno
dietético) para Hipertensão Arterial. Qual a medicação está mais indicada para o
tratamento subsequente?
a) Inibidor da ECA.
b) Beta-bloqueador.
c) Diurético.
d) Antagonista do Ca++.
e) Simpaticolítico.

14- Qual é a etiologia mais provável da meningite aguda em paciente da comunidade cujo
L.C.R. lombar mostrou 400 células/mm3, 95% de linfócitos e 5% de monócitos, proteinas -
35 mmg%; glicose - 60 mg%:
a) Tuberculose.
b) Bacteriana piogênica.
c) Virótica.
d) Fúngica.
e) Cisticercótica.

15- Os exames laboratoriais tempo de protrombina (TP) e tempo de tromboplastina parcial


ativado (TTPA) respectivamente são utilizados para monitorização da anticoagulação
com:
a) Anticoagulantes orais e heparina não fracionada.
b) Heparina não fracionada e anticoagulantes orais.
c) Heparina não fracionada e heparina de baixo peso molecular.
d) Anticoagulantes orais e heparina de baixo peso molecular.
e) Nenhuma das anteriores.

16- Atuam prioritariamente sobre bacilos Gram-negativos aeróbicos os seguintes


antimicrobianos:
a) gentamicina, oxacilina, imepenem
b) amicacina, ciprofloxacina, eritromicina
c) gentamicina, imipenem, ceftriaxona
d) clindamicina, amicacina, gentamicina
e) ciprofloxacina, ceftriaxona, vancomicina

17- Sobre as infecções graves por Staphylococcus aureus, assinale a alternativa


FALSA:

a) Comumente tem como porta de entrada soluções de continuidade com a pele


produzidas por punções, cateteres, sondas e cânulas.
b) Quando adquiridas no hospital, são comumente causadas por bactérias
multirresistentes, apenas sensíveis à oxacilina.
c) Acometem usuários de drogas intravenosas produzindo endocardite infecciosa de
válvula tricúspide.
d) Devem ser tratadas com antimicrobianos bactericidas, por via parenteral, inclusive,
utilizando mais de uma droga com ação sinérgica.
e) Quando adquiridas na comunidade, na maioria dos casos, são produzidas por
bactérias produtoras de penicilinase.

18- Em relação à fisiopatologia da ICC, podemos afirmar:


a) Alterações na pré-carga e pós-carga são os únicos fatores responsáveis pelo
desenvolvimento de ICC.
b) Bradiarritmias podem causar ICC, por redução da freqüência cardíaca, que reduz o
débito cardíaco, e as taquiarritmias não desencadeiam ICC, por elevarem o débito
cardíaco.
c) Quadros infecciosos podem desencadear ICC, mesmo sem acometer diretamente
o coração.
d) A contratilidade do miocárdio diminuída é o mecanismo fisiopatológico principal da ICC
na Hipertensão Arterial Sistêmica.
e) Ocorre ativação do Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona que determina maior
diurese e elevação da pressão arterial.

19- Entre as manifestações abaixo, assinale aquela que não ocorre na diarréia que pode
acompanhar as doenças funcionais do aparelho digestivo:
a) distensão abdominal.
b) esteatorréia.
c) alternância com constipação intestinal.
d) diarréia aquosa.
e) dor abdominal.

20- Escolha a alternativa correta relacionada ao uso da metformina no tratamento do


diabetes:
a) deve ser usada principalmente em indivíduos com deficiência de secreção
de insulina.
b) nunca deve ser utilizada em esquema terapêutico com insulina.
c) predispõe a acidose lática.
d) é uma boa opção terapêutica para a paciente com diabetes mellitus tipo 2 após
episódio de infarto do miocárdio.
e) é mais indicada para paciente com diabetes mellitus tipo 2 magro que o obeso.
Identificação: AH, 78 anos, feminino, viúva, do lar, natural de Campo Verde (MG) e procedente de
Pradópolis (SP).

Queixa e duração: esquecimento há 5 anos.

HMA: Há 5 anos, quadro progressivo de esquecimento para fatos recentes. No início, esquecia
recados, perdia-se dentro de casa, esquecia datas comemorativas, confundia nome de familiares.
Passou a apresentar dificuldade para realização de seus afazeres domésticos. Esquecia panelas no
fogão, a geladeira aberta, errava receitas dos alimentos. Tornou-se isolada, apática, dormia mais que
o habitual e ficou negligente com a higiene pessoal. Reagia com agitação e agressividade quando
contrariada e passou a apresentar delírios persecutórios. Evoluiu com dificuldade para deambular e
incontinência urinária e fecal ocasional. Passou a necessitar de auxílio para alimentar-se, vestir-se e
para higiene íntima.

IDA:
● Vertigem recorrente há 20 anos + hipoacusia e zumbidos no ouvido esquerdo.
● Dor lombossacra esquerda após trauma contuso.
● Nego queixas depressivas ou outras.

Antecedentes:
● AIT há 5 anos e meio, apresentando na ocasião afasia sensitiva, confusão mental e agitação,
revertido em 24h.
● Tireoidectomia parcial há 15 anos.
● Ex-tabagista (parou há 40 anos). Etilista social.
● Negou HAS, DM, DLP, cardiopatia, nefropatia, doença psiquiátrica prévia.
● Tia falecida com demência aos 104 anos.

Medicamentos de uso:
● Pentoxifilina 400 mg 1 cp/dia.
● Haloperidol 1 mg 2cp/dia.
● Biperideno 1 mg 1cp/dia.
● Flunarizina 1 mg 1cp/dia.

Exame físico:
● Rigidez muscular, hipomimia facial, movimentos mastigatórios repetitivos (discinesia).
● Marcha com passos curtos e desequilíbrio.
● Mini-exame do estado mental (MEEM): 11 pontos (2 anos de escolaridade).
● Índice de Barthel de AVDs: 13/20 pontos.

Questões:
1. Quais suas hipóteses diagnósticas?
• Síndrome demencial.
o Doença de Alzheimer (esquecimento com piora progressiva).
o Demência vascular/mista?
o Demência reversível?
• Transtorno psicótico e do comportamento
o Secundário a demência?
o Delirium medicamentoso anticolinérgico?
• Parkinsonismo
o Medicamentoso?
o Vascular?
o Doença de Parkinson?
• AIT/tireoidectomia parcial/nódulo tireoideano a/e.

2. Como proceder a investigação e o manejo clínico?


● Exames laboratoriais e de imagem: DX de certeza de Alzheimer é anátomo-patológico (não
se faz usualmente). Pedem-se exames para descartar causas secundárias.
o Hb 12,7 Ht 39,8 Gb 79000 plaquetas 150000
o UR normal
o Cr 1,1, Ur 58, Glicemia 79 TGO 20 TGP 28 FA 82 🡪 afastar encefalopatia hepática.
o B12 301 folato 6,9
o TSH 9,3 T4L 1,2🡪 descarta-se hipótese de hipoteireoidesmo.
o CT 150 TG 80 HDL 38 LDL 96 🡪 paciente com AIT prévio
o VDRL negative Anti-HIV negativo 🡪 demência por neurossífilis e doenças
relacionadas ao HIV.
o CT crânio: atrofia cerebral e cerebelar compatível com idade🡪 alteração não é
obrigatória para o Alzheimer.
● Suspender todas as medicações em uso.
● Risperidona (no lugar do haloperidol, com menos efeitos tireoideanos) e AAS (prevenção
secundária de AIT).
● Repetido função tireoidena.
● Retorno para avaliação.

Evolução após 2 meses: Conclui-se que era iatrogenia.


● MEEM: 22 pontos
● Desaparecimento dos sintomas psicóticos e comportamentais.
● Sonolência com risperidona.
● Melhora gradual da cognição e do parksonismo.
● THS 5,5 T4L 0,9

Diagnóstico:
● Delirium medicamentoso: pode demorar até 6 meses para reverter o quadro após retirar a
causa. Isso porque a paciente ficou 5 anos tomando o medicamento, necessitando de uma
adaptação do organismo.
RCG 0509 – Estágio em Medicina Interna I - Turma A
Nome: _______________________________________________________ 31/05/2019

1. Homem, 42 anos, sem comorbidades, é vegetariano e praticante de maratona. Sua mãe é hipertensa e seu pai morreu de infarto
do miocárdio aos 48 anos de idade. Não fuma e não faz uso de bebida alcoólica. Exame de rotina: glicemia 80 mg/dl, creatinina
1,0 mg/dl, triglicerídeos 200 mg/dl, colesterol total 370 mg/dl e colesterol HDL 30 mg/dl. Qual é a conduta mais apropriada?
a. prescrever ciprofibrato e ômega-3
b. repetir os exames em 12 meses
c. associar sinvastatina e fenofibrato
d. iniciar rosuvastatina

2. Dentre os cenários abaixo, em qual das situações está correta a prescrição de antibiótico na diarreia aguda:
a. 80 anos, diarreia líquida há 3 dias, redução do apetite
b. 40 anos, diarreia com temperatura 38,5ºC, muco e queda do estado geral
c. 60 anos, diarreia há 5 dias, exame físico normal
d. 30 anos, retornando de viagem ao Nordeste, diarreia com cólica abdominal há 3 dias
e. 20 anos, há 24h com temperatura 37,5ºC, diarreia líquida e vômitos

3. Cirrótico por HCV é internado com dispneia e ascite volumosa. Ele não usava medicações regularmente. Exames laboratoriais
mostram hemoglobina 9 g/dl, VCM 76, leucometria normal, plaquetas 80 mil/mm³, ureia 100 mg/dl, creatinina 1,8 mg/dl, sódio
122 mEq/L, potássio 5,5 mEq/L, ferro sérico 15 mcg/d, Saturação de transferrina 22% e ferritina 300 ng/ml. Foi realizada
paracentese de alívio, com saída de 6 litros. Qual é a conduta mais apropriada:
a. associar albumina com furosemida 30 min depois
b. associar espironolactona
c. reposição de sódio a 3%
d. infundir albumina e restrição água livre
e. iniciar albumina, furosemida e espironolactona

4. Quanto ao tratamento do hipotireoidismo subclínico, ao considerarmos o T4 livre normal, dos cenários abaixo, a reposição de
levotiroxina está melhor indicada em:
a. gestante com TSH 7,0 mUI/L.
b. mulher pós-menopausa com ganho de peso e TSH 5,0 mUI/L
c. homem 60 anos, TSH 6,0 mUI/L e LDL 120 mg/dl
d. mulher 30 anos, hemoglobina 11 g/dl e TSH 8,0 mUI/L
e. idosa com inapetência, osteoporose e TSH 9,0 mUI/L

5. Mulher apresenta a seguinte sorologia para hepatite B: Anti-HBS: negativo HbSAg: negativo, Anti-HBC total: positivo, Anti-HBC
IgM: negativo, HBEAg: negativo, Anti-HBE: negativo. Qual é a interpretação clínica mais apropriada:
a. hepatite B aguda
b. vacinação prévia
c. hepatite B curada
d. janela imunológica
e. hepatite B crônica

6. Homem, 52 anos, procura serviço médico para acompanhamento. Refere que há 6 meses apresenta quadros recorrentes de
palpitação sendo documentado fibrilação atrial paroxística não valvar. No momento encontra-se assintomático em ritmo sinusal
e não há evidência de doença cardíaca subjacente. Em relação à anticoagulação desse paciente, podemos afirmar:
a. Warfarina deve ser utilizada em todos os pacientes com fibrilação atrial paroxística não valvar
b. Warfarina ou os novos anticoagulantes devem ser utilizados em todos os pacientes com fibrilação atrial paroxística não
valvar
c. O que determinará o uso da anticoagulação é a frequência de recorrência da fibrilação atrial
d. O escore de CHADsVASc é utilizado apenas na fibrilação atrial persistente ou permanente
e. O que determinará o uso da anticoagulação é o perfil de risco do paciente avaliado pelo escore de CHADsVASc

7. O quadro que melhor define cetoacidose diabética é:


a. glicemia: 650 mg/dL; pH: 7,32; bicarbonato: 21 mg/dL; cetonúria: 4+/4+
b. glicemia: 126 mg/dL; pH: 6,9; bicarbonato: 19 mg/dL; cetonúria: 2+/4+
c. glicemia: 330 mg/dL; pH: 7,13; bicarbonato: 8 mg/dL; cetonúria: 3+/4+
d. glicemia: 190 mg/dL; pH: 7,27; bicarbonato: 31 mg/dL; cetonúria: 1+/4+
e. glicemia: 450 mg/dl; pH: 7,58; bicarbonato: 45 mg/dl; cetonúria: 2+/4+
8. A hipertensão arterial que ocorre em decorrência da doença renal crônica é explicada, principalmente, pela:
a. produção excessiva de vasoconstrictores e pelo estímulo simpático.
b. produção em excesso de aldosterona.
c. tendência à retenção de sódio e água devido à perda de néfrons.
d. produção em excesso de renina.

9. Mulher chega ao pronto-socorro, letárgica e edemaciada trazida pela filha. Ela relata a piora no estado geral nas últimas 24 horas
e relaciona a piora à ausência na sessão de hemodiálise que deveria ter sido realizada há 48 horas, quando a família estava
viajando. Ela conta que a mãe é hipertensa e que faz hemodiálise há 3 anos. Ela usa, entre outras medicações, o Sorcal®
(poliestirenossulfonato de cálcio). O exame físico está normal, exceto pelo edema e por leve taquicardia. Solicitada a análise
bioquímica (eletrólitos, função renal, gasometria) e um eletrocardiograma (ECG). O ECG mostra ritmo sinusal, com QRS alargado
e onda T apiculada em todas as derivações. A pressão arterial é 130 x 80 mmHg. Frente a esse quadro, assinale a alternativa que
apresenta a conduta imediata mais adequada:
a. Administrar, imediatamente, gluconato de cálcio
b. Administrar uma solução com insulina e glicose, porém antes checar os níveis séricos de potássio
c. Iniciar bicarbonato e aguardar o resultado da bioquímica solicitada para tomar uma conduta dirigida
d. Administrar insulina regular endovenosa e Sorcal® via retal, além de acionar equipe de hemodiálise

10. Homem, 65 anos, apresenta tosse crônica com secreção esbranquiçada e dispneia leve. Refere fumar 15 cigarros por dia há 20
anos. Foi realizada espirometria, cujos resultados mostraram Capacidade Vital Forçada (CVF) normal, Volume Expiratório Forçado
no 1º segundo (VEF1) = 75% e relação VEF1/CVF = 0,65, sem alteração após a prova broncodilatadora. Nesse caso, está indicado
o início de qual tratamento por via inalatória?
a. Beta-2-agonista de longa ação, de uso contínuo
b. Beta-2-agonista de longa ação e corticosteroide, ambos de uso contínuo
c. Corticosteroide de forma contínua e beta-2-agonista nos episódios de piora do quadro
d. Beta-2-agonista de longa ação e brometo de tiotrópio, ambos de uso contínuo
e. Brometo de tiotrópio de uso contínuo e beta-2-agonista nos episódios de piora do quadro

11. Homem é admitido na emergência com insuficiência hepática aguda. Os achados que confirmam o diagnóstico são:
a. encefalopatia e prolongamento do tempo de protrombina
b. icterícia e encefalopatia
c. icterícia e prolongamento do tempo de protrombina
d. encefalopatia e hemiplegia
e. encefalopatia e distúrbio hidroeletrolítico

12. Mulher, 65 anos, diabética, deu entrada no PS queixando-se de dor torácica há 2 horas, tipo aperto, persistente e com irradiação
para o pescoço, após andar de bicicleta. Relata que já sentiu essas dores há 5 meses, com piora progressiva, mas não procurou
atendimento médico. Exame físico sem alterações, a não ser pela PA de 150x90 mmHg e FC: 110 bpm. ECG evidencia onda T
invertida, simétrica em DII, DIII e aVF. Enzimas cardíacas são negativas na 1ª amostra. Qual é o provável diagnóstico?
a. Angina de Prinzmetal
b. Angina estável
c. Angina instável
d. Infarto agudo do miocárdio com supra de ST
e. Infarto agudo do miocárdio sem supra de ST

13. Mulher, 34 anos, obesa e tabagista, fraturou o tornozelo direito há 10 dias e está imobilizada. Deu entrada no PS com dispneia
súbita há 1 hora, com piora progressiva. Ao exame: diminuição do murmúrio vesicular à direita, esforço respiratório, SatO2: 80%
em ar ambiente, PA: 80x60mmhg, FC: 120 bpm. Tomografia de tórax com contraste revela falha de enchimento em artéria
pulmonar direita. Qual é o tratamento mais adequado para a paciente?
a. Anticoagulação terapêutica
b. Antibioticoterapia
c. Trombólise
d. Anti-inflamatório
e. Antiagregantes plaquetários

14. Homem, 75 anos, acamado, deu entrada no PS com quadro de queda do estado geral, hiporexia e febre há 3 dias. Ao exame
físico, apresenta-se em regular estado geral, consciente, descorado, desidratado e febril (38,5ºC). Laboratório evidencia
creatinina de 4,0, ureia 110, sódio de 150, potássio de 4,0. Hemograma com 14.000 leucócitos, 5% bastonetes, 150.000
plaquetas Hb 13 Ht 37. A elevação das escórias nitrogenadas é provavelmente devido a:
a. insuficiência renal intrínseca
b. insuficiência renal crônica
c. insuficiência renal pós-renal
d. insuficiência renal pré-renal
15. Mulher, 55 anos, ao fazer exames laboratoriais de rotina, apresenta creatinina 3,8, ureia 100, glicemia de jejum (GJ) 135mg/dl,
TGO 20, TGP 18, hemograma sem alterações. Após pedido do médico para repetir a glicemia, ele retorna com um novo exame
que consta GJ 138mg/dl. Dentre as opções abaixo, qual é o tratamento mais adequado para esse paciente neste momento?
a. Metformina
b. Glimepirida
c. Glibenclamida
d. Insulinoterapia

16. Em relação às doenças intestinais inflamatórias, assinale a alternativa correta.


a. A história familiar é um fator de risco associado somente à doença de Crohn
b. O efeito do fumo reduz o risco da doença de Crohn
c. Na retocolite ulcerativa, o predomínio de envolvimento é mais comum no cólon proximal
d. O reto é comumente poupado na doença de Crohn
e. As úlceras aftosas são características da retocolite ulcerativa

17. Com relação ao D-dímero nos quadros de embolia pulmonar, podemos afirmar que é:
a. muito sensível e pouco específico, adequado para pacientes com baixa probabilidade do evento
b. pouco sensível e específico, adequado para pacientes com baixa probabilidade do evento
c. pouco sensível e muito específico, adequado para pacientes com probabilidade intermediária do evento
d. muito sensível e específico, adequado para pacientes com grande probabilidade do evento
e. muito sensível e específico, adequado para pacientes com baixa probabilidade do evento.

18. Paciente apresenta quadro de erisipela em membro inferior direito, e refere no passado ter sido alérgico à penicilina. A droga de
escolha para ele é:
a. penicilina benzatina
b. penicilina cristalina
c. nitrofurantoína
d. claritromicina
e. ceftriaxona

19. Mulher, 42 anos, portadora de síndrome do anticorpo antifosfolipídeo chega ao PS queixando do surgimento de hematomas e
sangramentos aos mínimos traumatismos. Na admissão FC=76, PA=136 x 84 mmHg, FR=16, SatO2=98% AA, TEC<3seg. Fazia uso
de varfarina devido a TVP de MID há 6 meses, colhido INR com valor de 4,5. Qual é a melhor conduta?
a. suspender a varfarina , após INR retornar a faixa terapêutica reintroduzir com 20% de redução na dose semanal
b. suspender a varfarina, fazer vitamina K 2,5 mg VO imediato devido ao sangramento e retornar com dose semanal 20%
reduzida
c. suspender a varfarina, fazer vitamina K 10 mg EV de imediato, se o sangramento não cessar indicar a utilização de
plasma
d. reduzir a dose semanal em 20% apenas retorno em 1 semana

20. Homem, 78 anos, com câncer em rim direito, com metástases pulmonares, sem possibilidade de quimioterapia. Queixa de dor
de intensidade 3 em 10 pela Escala Visual Analógica da Dor, contínua, há uma semana, em local da tumoração. Nega alteração da
micção. EF: BEG, eupneico, hipocorado +/4+, com massa palpável em flanco direito, ruídos hidroaéreos normoativos, sem dor à
descompressão brusca. Não usa medicação no momento. A primeira conduta para o controle da dor neste caso é:
a. Dipirona
b. Tramadol
c. Morfina
d. Amitriptilina

A. Ao analisar radiografia de tórax em P.A. e lateral, quais são as alterações que possam sugerir aumento do átrio
esquerdo e as alterações que sinalizam cardiomegalia?

Sinais de aumento de átrio esquerdo: horizontalização de brônquio fronte esquerdo, sinal do duplo contorno, 4
espaço costal.

Cardiomegalia: sempre avaliada na incidência posteroanterior e definida como a presença de ICT > 0,5, cefalização da
trama.
B. Diante de uma mulher de 43 anos com palidez cutâneo-mucosa (+++/4), quais exames deveriam ser solicitados
para investigar se essa palidez é proveniente de anemia ferropriva? O que você esperaria encontrar nesses
exames? Qual a conduta para investigação, caso confirmasse anemia ferropriva?

Hemograma completo: HB < 12 g/dL, VCM < 80, HCM < 26 , CHCM baixa - anemia microcítica hipocrômica,
plaquetose, anisocitose (RDW).
Ferro sérico: baixo.
Ferritina: baixa.
Capacidade de ligação de ferro: alta.
Índice de saturação de transferrina: baixo - obtido a partir de um cálculo que leva em consideração ferro sérico,
ferritina e CTLF.

C. Quais os critérios para o diagnóstico de Diabetes mellitus?

2 medidas GJ > 126;


1 medida G ao acaso > 200 + sintomas (poliúria, polidipsia, perda de peso);
GTT>200 após 2h de 75mg de açúcar;
Hb1ac>6,5%

D. Você está cuidando de um paciente na Enfermaria de Geriatria e precisa comunicar ao paciente que ele tem
uma neoplasia gástrica com metástases para pulmões e cérebro. Quais são os passos que você seguiria para
comunicar essa notícia ao paciente.

Protocol SPIKES
Setting up (preparar o ambiente)
Perception (perceber o paciente)
Invitation (convidar para a conversa)
Knowledge (transmitir conhecimento)
Emotions (demonstrar emoção)
Strategy (o que fazer)
PROVA CLÍNICA MÉDICA – INTERNATO (5º Ano) – GRUPO A

Aluno(a): _________________________________________________

1. Homem, 46 anos, IMC = 23,0 kg/m2, assintomático, procurou médico em consultório para realizar exames laboratoriais de
rotina; apresenta como antecedentes: Tabagismo e História Familiar positiva para Dislipidemia e Doença Arterial Coronariana
(pai, mãe e dois irmãos). Resultados: Glicemia: 98mg/dl; Colesterol Total: 290mg/dl; Triglicérides; 150mg/dl; HDL-C: 30mg/dl;
LDL-C: 175mg/dl; TSH: 3,0mg/dl; TGO: 28U/I; TGP:30U/I. O esquema terapêutico ideal para este paciente será:
a. Mudanças do estilo de vida e fibrato
b. Mudanças do estilo de vida e estatina
c. Fibrato e estatina
d. Apenas estatina

2. Assinale a manifestação que NÃO ocorre na diarreia que pode acompanhar as doenças funcionais do aparelho digestivo:
a. distensão abdominal
b. esteatorreia
c. alternância com constipação intestinal
d. dor abdominal

3. A indicação para erradicação da infecção pelo Helicobacter pylori é ABSOLUTA em portadores de:
a. úlcera péptica, doença do refluxo gastroesofágico e dispepsia funcional.
b. úlcera péptica e linfoma MALT.
c. linfoma MALT, gastrite atrófica e carcinoma gástrico.
d. gastrite atrófica, carcinoma gástrico e dispepsia funcional.

4. Atuam prioritariamente sobre bacilos Gram-negativos aeróbicos os seguintes antimicrobianos:


a. gentamicina, oxacilina, imepenem
b. amicacina, ciprofloxacina, eritromicina
c. gentamicina, imipenem, ceftriaxona
d. clindamicina, amicacina, gentamicina

5. Homem, 54 anos, magro, normotenso, glicemia de jejum, em duas ocasiões: 128 e 130 mg/dl. Qual é a conduta mais adequada?
a. Tratamento com dieta e exercício e, posteriormente, em caso de não controle, associação de biguanida.
b. Tratamento com dieta e exercício e, posteriormente, em caso de não-controle, associação de sulfoniluréia.
c. Tracxtamento com dieta, exercício e biguanida.
d. Tratamento com dieta, exercício e sulfoniluréia.

6. A determinação do hiato iônico (anion gap) ajuda a classificar as acidoses metabólicas. Dentre as acidoses metabólicas
relacionadas abaixo, qual não possui anion gap elevado?
a. Acidose tubular renal.
b. Cetoacidose diabética.
c. Acidose láctica.
d. Intoxicação por salicilato.

7. A principal causa de dispneia durante o exercício no DPOC é:


a. perda de massa muscular e fadiga diafragmática
b. redução VEF1 e da complacência pulmonar
c. hiperinsuflação pulmonar por aumento da capacidade inspiratória
d. hiperinsuflação pulmonar por redução da capacidade inspiratória

8. Mulher, 41 anos, dor e edema de mãos, punhos e joelhos há 3 meses, com piora progressiva. Refere também dificuldade para
escrever e para abotoar roupas pela manhã. Nega outras queixas. Exame físico: BEG, afebril. Artrite de interfalangeanas
proximais, metacarpofalangeanas, punhos, joelhos e tornozelos. Nódulos de consistência borrachosa em face extensora de
antebraços. Sem outras alterações. Qual é o achado radiológico mais característico desta doença?
a. Sindesmófitos
b. Lesões em saca-bocado
c. Erosões marginais
d. Proliferação periosteal
9. A variável compensatória que um paciente hipertenso desenvolve quando sofre um acidente automobilístico e perde mais da
metade de sua volemia é o aumento:
a. da resistência vascular periférica
b. da frequência cardíaca
c. do volume sistólico final
d. do volume diastólico final

10. Idoso é trazido por ambulância com quadro clínico de sepse grave por pneumonia. Das opções a seguir, qual indica o fármaco
classicamente associado com mais risco de desenvolvimento de em pacientes idosos?
a. Vancomicina
b. Ceftriaxone
c. Ciprofloxacino
d. Cefuroxime

11. Mulher, 28 anos de idade, previamente hígida, dá entrada na emergência com queixa de cefaleia intensa de início súbito;
apresentava também um quadro gripal e vinha em uso de descongestionante sistêmico. Ao exame, a paciente encontra-se
lúcida, orientada e contactuante, pupilas isocóricas, ausência de rigidez de nuca e de déficits neurológicos focais. A pressão
arterial é de 170/120 mmHg em ambos os MMSS; ausculta cardíaca e pulmonar normais; exame de fundo de olho sem
alterações. Assinale a alternativa que apresenta a conduta emergencial MAIS ADEQUADA ao caso.
a. Iniciar nitroprussiato de sódio endovenoso objetivando redução da pressão arterial em 25% em duas a três horas.
b. Administrar captopril via oral e encaminhar a paciente ao ambulatório para investigação de hipertensão arterial secundária.
c. Reavaliar a pressão arterial após analgesia adequada e melhora do quadro álgico.
d. Administrar captopril via oral e solicitar TC de crânio de urgência.

12. Mulher, 32 anos, enfermeira, sofreu perfuração do primeiro dedo da mão esquerda ao aplicar antibiótico endovenoso em
paciente diabético internado para tratamento de infecção do trato urinário. A enfermeira procurou atendimento de urgência
imediatamente após o ocorrido. Foram solicitados exames tanto dela, quanto do paciente fonte do acidente:
Enfermeira acidentada Paciente fonte do acidente
HBsAg: não reagente HBsAg: reagente
Anti-HBs: reagente Anti-HBs: não reagente
(título: 123 mUI/mL; cut-off: 10 mUI/mL)
Anti-HIV: não reagente Anti-HIV: não reagente
Anti-HCV: não reagente Anti-HCV: reagente
Qual é a conduta mais adequada?
a. Administrar zidovudina + lamivudina para a enfermeira
b. Solicitar HBV-DNA para a enfermeira
c. Solicitar RNA-HCV para o paciente fonte
d. Vacinar contra hepatite B para o paciente fonte

13. Qual das alternativas abaixo apresenta características clínicas do Estado Confusional Agudo?
a. Início abrupto, ausência de alterações do nível de consciência, curso flutuante
b. Orientação relativamente preservada, consciência clara, curso flutuante
c. Início abrupto, ausência de alucinações, nível de consciência alterado
d. Início abrupto, alterações do nível de consciência, presença de alucinações

14. A hipertensão arterial que ocorre em decorrência da doença renal crônica é explicada, principalmente, pela:
a. produção excessiva de vasoconstrictores e pelo estímulo simpático.
b. produção em excesso de aldosterona.
c. tendência à retenção de sódio e água devido à perda de néfrons.
d. produção em excesso de renina.

15. Assinale a alternativa que representa corretamente as alterações ácido-básicas e eletrolíticas em pacientes com doença renal
crônica.
a. Hipercalcemia, hiperfosfatemia, acidose metabólica, hipopotassemia.
b. Hipocalcemia, hiperfosfatemia, alcalose metabólica, hiperpotassemia.
c. Hipocalcemia, hipofosfatemia, acidose metabólica, hiperpotassemia.
d. Hipercalcemia, hiperfostatemia, alcalose metabólica, hipopotassemia.
e. Hipocalcemia, hiperfosfatemia, acidose metabólica, hiperpotassemia.
16. Homem, 28 anos, relata aumento da frequência das evacuações e diminuição da consistência das fezes há 4 meses. Refere, há
um mês, cólicas abdominais, fezes amolecidas com sangue e muco, 10 evacuações diárias, com tenesmo, evacuações noturnas e
febre não aferida, com artralgias em joelho e tornozelo direito, sem limitação de movimentos. Perdeu 6 kg no período. EF:
abdome difusamente doloroso com RHA presentes, descompressão brusca indolor. PA: 116 x 60 mmHg e FC: 110 bpm. Discreta
hiperemia e aumento de temperatura em joelho e tornozelo direito, sem sinais de derrame articular. Exame perianal sem
alterações. Toque retal doloroso, sem sangue na luva, sem massas palpáveis.
Ex. lab.: Hb: 10,5 g/dL; HT: 23%; VCM: 72fL; GB: 9600/mm3, sem desvio à esquerda; VHS: 98 mm/1a hora.
Colonoscopia: mucosa do reto ao ceco difusamente hiperemiada, friável, granular, com erosões e ulcerações superficiais recobertas
por fibrina em reto e cólon sigmóide.
Biópsia de cólon: infiltrado inflamatório leucocitário e presença de micro-abscessos.
Qual é o diagnóstico mais provável?
a. Doença Celíaca
b. Doença de Crohn
c. Colite pseudomembranosa
d. Retocolite ulcerativa

17. Homem, 50 anos, sedentário, hipertenso e assintomático. Altura: 1,70 m e peso: 90 kg. Glicemia de jejum de 165 mg/dL. O
exame foi repetido, tendo como resultado 150 mg/dL. A melhor conduta nesse momento é
a. orientar dieta e atividade física e informar que o exame normalizar-se-á se o mesmo perder 15 kg.
b. orientar dieta, atividade física e iniciar metformina.
c. solicitar teste oral de tolerância à glicose e hemoglobina glicada para complementar a avaliação.
d. orientar dieta, atividade física e repetir a glicemia de jejum após três meses.

18. Analise a imagem radiológica a seguir. A propedêutica pulmonar deste paciente certamente revelará:

a. frêmito toracovocal e murmúrio vesicular diminuídos em terço inferior do hemitórax esquerdo.


b. som claro pulmonar à percussão e ausência de ausculta da voz no hemitórax esquerdo.
c. submacicez à percussão e estertores crepitantes até o terço médio do hemitórax esquerdo.
d. estertores crepitantes e roncos na ausculta do hemitórax esquerdo.

19. Homem, 56 anos, apresenta quadro clínico e radiológico compatível com pneumonia em lobo superior direito. Apresenta-se em
regular estado geral, consciente e orientado, com FR 32 irpm, FC 100 bpm, PA 110 x 72 mmHg, glicemia 110 mg/dl e ureia 42
mg/dl. Apresentou recentemente quadro de amigdalite, o qual foi tratado com cefalexina. Considerando o quadro descrito e o
escore CURB-65, a conduta mais adequada é:
a. internação breve, iniciando tratamento com levofloxacina venosa, substituída a posteriori por levofloxacina oral.
b. tratamento ambulatorial com levofloxacina.
c. tratamento ambulatorial com amoxacilina/clavulanato.
d. tratamento ambulatorial com azitromicina.

20. Em relação às medicações habitualmente prescritas para hipertensão arterial sistêmica, assinale a alternativa que contém a
associação correta entre a classe medicamentosa e os eventos adversos que frequentemente eles causam.
a. Antagonistas da angiotensina II; hipercalemia, tosse irritativa e sintomas posturais.
b. Bloqueadores dos receptores alfa-1: bradicardia, retenção urinária e hipotensão postural.
c. Bloqueadores dos canais de cálcio: edema de membros inferiores, fenômeno de Raynauld e resistência a insulina.
d. Inibidores da enzima conversora de angiotensina: aumento da creatinina sérica, hipotensão e hipercalemia.
A. Com relação a Pneumonia Adquirida na Comunidade, quais são os parâmetros importantes para classificar a gravidade e
como é feito o manejo (critérios para internação)?
CURB-65 (Confusão mental – 1 ponto; Ureia > 50 – 1 ponto; Frequência respiratória > 30 – 1 ponto; pressão arterial sistólica
<90 ou diastólica ≤ 60 – 1 ponto; idade >65 anos – 1 ponto)
Pontuação de 0 a 1 = mortalidade baixa (1,5%) provavelmente tratamento ambulatorial;
Pontuação 2 = mortalidade de 9,2% considerar tratamento hospitalar;
Pontuação de 3 ou + = mortalidade alta (22%) = internação e inclusive considerar UTI nos casos de pontuação de 4-5.

B. Como é feito o diagnóstico de anemia falciforme? Cite 5 modos de apresentação clínica.


Homozigose da hemoglobina S (HbSS), dados hematimétricos (Hb bem baixo, VCM e HCM normais e reticulócitos
aumentado) e eletroforese de hemoglobina.
Hemólise/lesão endoteliasl (hipertensão pulmonar, priapismo, ulcera de MMII, AVC); Falceização/ vasooclusão (crise álgica,
síndrome torácica aguda, osteonecrose, autoesplenectomia, retinopatia); anemia hemolítica (colelitíase, crise aplática,
anemia megaloblástica sequestro esplênico, hepático ou pulmonar)

C. Com relação as Meningites bacterianas em adultos, quais são os principais agentes etiológicos e quais são os fatores de
risco para evolução desfavorável?

Agente Etiológico Fatores

Streptococcus pneumoniae Idade maior ou igual a 60 anos

Neisseria meningitidis Rebaixamento do nível de consciência na admissão

Haemophilos influenzae Crises convulsivas nas primeiras 24 horas

D. Homem, 52 anos, internado no HCRP, está em uso de dieta enteral exclusiva há 10 dias e hoje começou apresentar diarreia.
Em relação a dieta, comente as possíveis causas que poderiam justificar a diarreia no paciente em questão.
1. Velocidade de infusão
2. Temperatura da dieta
3. Osmolaridade da dieta
4. Contaminação da dieta

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