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Implementação dos Colonatos em Moçambique

O documento analisa a implementação do sistema de colonatos em Moçambique, destacando a penetração mercantil portuguesa desde o século XV e as estratégias de povoamento adotadas pelo Estado português. A pesquisa utiliza uma metodologia bibliográfica e aborda a mobilidade social resultante das mudanças políticas e econômicas no país. Conclui-se que as práticas coloniais tiveram um impacto significativo no desenvolvimento social e econômico de Moçambique.

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Implementação dos Colonatos em Moçambique

O documento analisa a implementação do sistema de colonatos em Moçambique, destacando a penetração mercantil portuguesa desde o século XV e as estratégias de povoamento adotadas pelo Estado português. A pesquisa utiliza uma metodologia bibliográfica e aborda a mobilidade social resultante das mudanças políticas e econômicas no país. Conclui-se que as práticas coloniais tiveram um impacto significativo no desenvolvimento social e econômico de Moçambique.

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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE

INSTITUTO DE EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA

Tema: Implementação do sistema de colonatos em Moçambique.

Nome: Joana Hermelinda Paulino

Código do Estudante: 708224571

Curso: Licenciatura em Ensino de


História

Disciplina: História das Sociedades III

Ano de Frequência: III°

Tutor: Jacinto Jacinto Música

Cuamba, Maio de 2024


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Bibliográficas citações e bibliográficas
bibliografia
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Índice
1.Introdução......................................................................................................................................5

1.1. Objectivos..................................................................................................................................5

1.1.1. Geral.......................................................................................................................................5

1.1.2. Específicos..............................................................................................................................5

1.2. Metodologia...............................................................................................................................5

2. Implementação do sistema de colonatos em Moçambique..........................................................6

2.1. Estratégia para o povoamento das províncias africanas............................................................7

2.2. Mobilidade social do sistema colônia........................................................................................8

3. Conclusão.....................................................................................................................................9

4. Bibliografia.................................................................................................................................10
5

1.Introdução
O trabalho tem como tema: Implementação do sistema de colonatos em Moçambique . Com o fim
da Segunda Guerra Mundial, o Estado Novo altera a sua política colonial e vai reproduzir em
África a típica aldeia portuguesa. Os colonatos do Limpopo, em Moçambique, e da Cela, em
Angola, são dois grandes exemplos desse processo de povoamento que acabou por se revelar
ineficaz, quer em termos de desenvolvimento quer de integração socia.

1.1. Objectivos

1.1.1. Geral
 Compreender a Implementação do sistema de colonatos em Moçambique

1.1.2. Específicos
 Identificar Estrutura Social da Implementação do sistema de colonatos em Moçambique;
 Descrever a Mobilidade social do sistema colônia;

1.2. Metodologia
Na realização do trabalho, usou-se o método bibliográfico, que consistiu por explorar os manuais
que abordam o tema em destaque no presente trabalho e o uso de Internet
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2. Implementação do sistema de colonatos em Moçambique


"No final do séc. XV há uma penetração mercantil portuguesa, principalmente pela demanda de
ouro destinado à aquisição das especiarias asiáticas" (ILIFFE, John, 2004, p.32).

Inicialmente, os Portugueses fixaram-se no litoral onde construíram as fortalezas de Sofala


(1505), Ilha de Moçambique (1507). Só mais tarde através de processos de conquistas militares
apoiadas pelas actividades missionárias e de comerciantes, penetraram para o interior onde
estabelecerem algumas feitorias como a de Sena (1530), Quelimane (1544) (ILIFFE, John, 2004,
p.32).

O propósito, já não era o controlo do escoamento do ouro, mas sim de dominar o acesso às zonas
produtoras do ouro. Esta etapa da penetração mercantil é designada de fase de ouro. As outras
duas últimas por fase de marfim e de escravos na medida em que os produtos mais procurados
pelo mercantilismo eram exactamente o marfim e os escravos respectivamente (ILIFFE, John,
2004, p.32).

A decorrência destes produtos acabou sendo efectivado através do sistema de Prazos do vale do
Zambeze que teriam constituído a primeira forma de colonização portuguesa em Moçambique.
Os prazos eram uma espécie de feudos de mercadores portugueses que tinham ocupado uma
porção de terra doada, comprada ou conquistada (HAEN, A. Adu, 2000, p.34).

A abolição do sistema prazeiro pelos decretos régios de 1832 e 1854 criou condições para a
emergência dos Estados militares do vale do Zambeze que se dedicaram fundamental ao tráfego
de escravos, mesmo após a abolição oficial da escravatura em 1836 e mais tarde em 1842.

Para ILIFFE, John (2004) no contexto moçambicano as populações macúa-lómué foram as mais
sacrificadas pela escravatura. Muitos deles foram exportadas para as ilhas Mascarenhas,
Madagáscar, Zanzibar, Golfo Pérsico, Brasil e Cuba. Até cerca de 1850, Cuba constituía o
principal mercado de escravos Zambezianos (p.58).

Com o advento da conferência de Berlim (1884/1885), Portugal foi forçado a realizar a ocupação
efectiva do território moçambicano. Dada a incapacidade militar e financeira portuguesa, a
alternativa encontrada foi o arrendamento da soberania e poderes de várias extensões territoriais a
companhias majestáticas e arrendatárias (ILIFFE, John, 2004, p.58).
7

Companhia de Moçambique e a Companhia do Niassa são os exemplos típicos das companhias


majestáticas. Companhia da Zambézia, Boror, Luabo, sociedade do Madal, Empresa agrícola do
Lugela e a Sena Sugar Estates perfazem o exemplo des de companhias arrendatárias.

Portanto, o sistema de companhias foi usado no Norte do rio Save. E, estas dedicaram-se
principalmente a uma economia de plantações e um pouco do tráfego de mão de obra para alguns
Países vizinhos. O Sul do Rio Save (províncias de Inhambane, Gaza e Maputo) ficaram sob
administração directa do Estado colonial (ILIFFE, John, 2004, p.59).

Todavia, nesta região do País foi desenvolvida basicamente uma economia de serviços assente na
exportação da mão de obra para as minas sul-africanas e no transporte ferro-portuário via Porto
de Maputo. Estada divisão económica regional explica a razão da actual simetria de
desenvolvimento entre o Norte e o Sul do País.

A ocupação colonial não foi pacífica. Os moçambicanos impuseram sempre lutas de resistência
com destaque para as resistências chefiadas por Mawewe, Muzila, Ngungunhane, Komala,
Kuphula, Marave, Molid-Volay e Mataca. Na prática a chamada pacificação de Moçambique
pelos portugueses só se deu no já no séc. XX.

2.1. Estratégia para o povoamento das províncias africanas


A estratégia para o povoamento das províncias africanas por parte do Estado português é alterada
nos anos 50. Pretendia-se um modelo eminentemente rural, maciço, branco, e totalmente dirigido
pela administração estatal (Rosas, Fernando, 2017, p.54).
Na base desta opção estava a ameaça de descolonização que se fazia sentir por toda a África. Para
fazer face à hipótese de subversão dos nativos, impunha-se nacionalizar, com gente, os territórios
ocupados.

Par GODINHO, Vitrino Magalhães, (2009) destaca que:

Para a sua elaboração recorreu-se a combinação de fontes primárias e secundárias que


versam sobre a temática. A descrição histórica do reassentamento em Moçambique tem
como uma das referências o colonato de Limpopo e a política das Aldeias Comunais, que
para além de constituir um dos momentos iniciais de casos de expropriação de terras e da
criação de aglomerados rurais em Moçambique (p.65).
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Colonatos eram regiões de ordenamento e fixação de colonos europeus organizados de forma a


tentar recriar, em Moçambique, a pequena propriedade rústica portuguesa. Também tinham o
objectivo de estabelecer zonas que deviam constituir barreira ao avanço de qualquer movimento
nacionalista.

2.2. Mobilidade social do sistema colônia


A mobilidade da população dentro da cidade de Maputo tem sido influenciada pelas mudanças
políticas, sociais e econômicas em Moçambique desde a independência. A falta de recenseamento
em 1990 e as alterações nos limites urbanos dificultam a análise da evolução demográfica entre
1980 e 1997 (GODINHO, Vitrino Magalhães, 2009).

Desiguais táticas de sobrevivência e reprodução social incluem a mobilidade espacial entre áreas
urbanas e rurais. Afáveis e Rurais

Nas últimas duas décadas do século XX, a cidade de Maputo passou por significativas mudanças
políticas, econômicas e demográficas. A mobilidade da população entre o meio rural e urbano se
tornou uma variável fundamental na análise das estratégias familiares (HAEN, A. Adu, 2000,
p.34).

Segundo HAEN, A. Adu, (2000, p.34) as experiências acumuladas pelas famílias incluem
deslocamentos entre esses dois ambientes, que continuam a acontecer e contribuem para a
reconstrução da identidade familiar, além do desenvolvimento de estratégias de sobrevivência e
reprodução social (p.32).

Para a maioria das famílias estudadas, a mudança para a cidade não significou a ruptura com o
mundo rural ou com a família lá presente. O movimento de pessoas entre o campo e a cidade
ocorre de diversas formas, como visitas regulares, manutenção de propriedades rurais, estratégias
matrimoniais e trocas de produtos e dinheiro.
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3. Conclusão
Conclui-se que, o sistema de colonatos em Moçambique, a penetração mercantil portuguesa teve
início no séc. XV, principalmente pela demanda de ouro destinado à aquisição das especiarias
asiáticas. Primeiramente, os Portugueses fixaram-se no litoral onde arquitetaram as fortalezas de
Sofala (1505), Ilha de Moçambique (1507). Só mais depois do tempo, através de processos de
conquistas militares apoiadas pelas actividades missionárias e de mercadoras, penetraram para o
interior onde estabelecerem algumas feitorias como a de Sena (1530), Quelimane (1544). A
mobilidade da população dentro da cidade tem sido influenciada pelas mudanças políticas, sociais
e econômicas em Moçambique desde a independência.
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4. Bibliografia
BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de História: fundamentos e métodos. São
Paulo: Cortez, 2008.
BOHAEN, A. Adu. (2000). História Geral de África: África sob Dominação colonial 1880-1935.
S. Paulo: Ed. Ática.
COSSA, Hortêncio; MATARUCA, Simão. Moçambique e sua História.
GODINHO, Vitrino Magalhães, (2009). A história social: Problemas, Fontes e Métodos. Lisboa,
Edições Cosmo.
ILIFFE, John (2004). Os africanos: História de um Continente.

Rosas, Fernando, (2017). História a História África - O Colonato do Limpopo, episódio 6


RTP /Garden Films.

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