Departamento de Máquinas
Engenharia Mecânica e Controle de Sistemas
Máquinas de Combustão Interna I (MCI)
Tema: Sistemas de Lubrificação
Nome do Discente: Turma: 2EMCS
Ailess Nhamazane Júnior
Alberto Nhandimo
Augusto Honwana
Ernesto Novela
Nicolau Mutemba
Octavio Lucas
Rosário Beula
Simão Nhahondulana Júnior
Docente: Eng.ª Rolando dos Santos
Maputo, Setembro de 2024
Índice
1. Introdução ................................................................................................................................ 3
2. Objetivos .................................................................................................................................. 4
2.1. Objetivo Geral ...................................................................................................................... 4
2.2. Objetivos Específicos........................................................................................................... 4
3. Desenvolvimento ..................................................................................................................... 5
3.1. Medotologia ......................................................................................................................... 5
3.2. Histórico ............................................................................................................................... 6
3.2.2. Gregos ....................................................................................................................... 7
3.2.3. Romanos ................................................................................................................... 8
3.3. Tecnologias actuais .............................................................................................................. 8
3.4. Conceito de sistema de lubrificação .................................................................................... 9
3.5. Objetivos do sistema de lubrificação ................................................................................... 9
3.6. Componentes de sistema de lubrificação ........................................................................... 10
4. Funções de sistema de lubrificação ....................................................................................... 14
5. Tipos de sistema de lubrificação ........................................................................................... 15
5. Importância da lubrificação ................................................................................................... 19
6. Conclusão .............................................................................................................................. 20
7. Referências bibliográficas ..................................................................................................... 21
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1. Introdução
No presente trabalho da cadeira de Máquinas de Combustão Interna, que tem com tem “Sistemas
de Lubrificação”. De um modo geral neste trabalho, vai se abordar o conceito de sistemas de
lubrificação, classificação, utilidade e aplicações de sistemas de lubrificação.
O sistema de lubrificação do motor garante que todas as suas peças móveis - especialmente pistões,
cambota, eixo do comando de válvulas, bielas e tuchas - funcionem sem que as superfícies de
contacto entre eles e demais componentes realizem muito atrito entre si, diminuindo assim o
desgaste elevado e o superaquecimento.
O sistema de lubrificação típico de um motor, é composto por diversos componentes que fazem
circular óleo no sistema, controlam a pressão do mesmo e fazem a sua filtragem de maneira que
ocorra uma lubrificação adequada em todas as áreas de atrito, sob todas as condições de
funcionamento.
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2. Objetivos
2.1. Objetivo Geral
Estudar o sistema de lubrificação.
2.2. Objetivos Específicos
Definir o sistema de lubrificação;
Caracterizar o sistema de lubrificação;
Explicar o funcionamento de sistema de lubrificação;
Mencionar as aplicações de sistema de lubrificação.
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3. Desenvolvimento
3.1. Medotologia
A metodologia utilizada para a composição desta pesquisa é Revisão Bibliográfica, realizando um
estudo qualitativo e descritivo, onde foram analisados artigos científicos, apostilas, monografias e
sites que abordam o assunto tema da pesquisa, buscando conhecer o sistema de lubrificação em
motores à combustão interna por meio de descrição técnica.
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3.2. Histórico
Segundo Ramos (2022). Historicamente, a lubrificação começou com óleos naturais, como os de
plantas e animais. Com o avanço da tecnologia, surgiram os óleos minerais e sintéticos, que
oferecem melhor desempenho e durabilidade.
Nos primórdios da industrialização, os sistemas de lubrificação eram bastante simples, muitas
vezes consistindo em aplicar óleo manualmente nas partes móveis. Com o tempo, sistemas mais
sofisticados foram desenvolvidos, como a lubrificação por gravidade, pressão e até mesmo
sistemas automáticos que monitoram e distribuem o lubrificante conforme necessário.
3.2.1. Egípcios
Para transportar blocos imensos de pedra (alguns com mais de 60 toneladas), os egípcios usavam
galhos e troncos de árvores como uma espécie de trilho, arrastando os blocos sobre eles.
Sim, é uma tecnologia rudimentar, mas que, por si só, já segue os mesmos princípios de um
lubrificante moderno: a redução do atrito entre 2 elementos em movimento relativo.
O primeiro vestígio confirmado de um composto pastoso usado como lubrificante surgiu só em
2600 a.C., também no Egito Antigo, mais especificamente nas rodas do trenó do faraó Ra-Em-Ka.
Para deslizarem, elas eram enceradas com sebo de boi ou de carneiro. Acredita-se que diversos
outros tipos de lubrificantes eram usados pelos egípcios em seus veículos e suas engenhosidades.
Fig. 1: Espécie de trilho
(Ramos, 2022)
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3.2.2. Gregos
Quase 2 milênios depois, em 776 a.C., foram celebrados os primeiros jogos olímpicos da
antiguidade na Grécia Antiga. Na estreia, uma das modalidades era a corrida de bigas, carruagens
de guerra movidas a cavalos.
Para vencer a resistência ao movimento com mais facilidade, diversos tipos de gordura animal
eram aplicados aos eixos e às rodas.
Além desse uso na competição esportiva, os historiadores estão convencidos de que os
lubrificantes eram usados no cotidiano dos gregos, inclusive em combates. E o mesmo se confirma
em um dos maiores impérios que já existiu: o romano.
Fig.2: Competição esportiva
(Ramos, 2022)
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3.2.3. Romanos
Dominando praticamente toda a região do mediterrâneo na Europa, os romanos se transportavam
pelo seu vasto território em veículos que também eram lubrificados com gordura animal.
Há registros que confirmam essa utilização pelo menos a partir de 200 a.C., mas possivelmente
essa já era uma prática anterior.
3.3. Tecnologias actuais
Segundo Ramos (2022). O sistema de lubrificação teve 5 etapas de grande desenvolvimento até
os dias atuais, essas etapas foram distribuídas em:
Antiguidade (cerca de 3000 a.C.) - As primeiras formas de lubrificação eram feitas com
óleos naturais, como azeite de oliva e óleos de sementes, usados em carruagens e
ferramentas.
-Idade Média (cerca de 1200 d.C.) - Os artesãos começaram a usar graxas e ceras para
lubrificar máquinas mais complexas, como moinhos.
Revolução Industrial (século XVIII e XIX) - O uso de óleos minerais começou a se
popularizar com o desenvolvimento da indústria do petróleo. Em 1859, Edwin Drake
perfurou o primeiro poço de petróleo nos EUA, o que levou à produção em massa de óleos
lubrificantes.
Início do século XX - A invenção do motor de combustão interna trouxe a necessidade de
sistemas de lubrificação mais eficientes. Em 1920, foram introduzidos os primeiros
lubrificantes sintéticos.
Anos 1950 - A tecnologia avançou com a criação de aditivos que melhoraram as
propriedades dos óleos lubrificantes, aumentando sua eficácia em altas temperaturas e
pressões.
Anos 1980 até hoje - O desenvolvimento contínuo levou à criação de lubrificantes
totalmente sintéticos, que oferecem desempenho superior e maior proteção para motores
modernos.
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3.4. Conceito de sistema de lubrificação
“A lubrificação pode ser definida como sendo o fenômeno de redução do atrito entre duas
superfícies em movimento relativo de sobre a outra, por meio da introdução de uma substância
entre as mesmas” (Ramos, 2022, p.6).
3.5. Objetivos do sistema de lubrificação
Segundo Nhambiu (2020). Os objectivos do sistema de lubrificação são:
Reduzir o mais que possível a fricção e o desgaste entre as partes móveis;
Reduzir o ruído
Dissipar o calor;
Transportando-o para fora das superfícies de trabalho;
Limpar o motor Nhambiu;
Fig.3: sistema de lubrificação
(Nhambiu, 2020)
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3.6. Componentes de sistema de lubrificação
Fazem parte do Sistema de Lubrificação:
“Cárter” (Nhambiu, 2020, p.4);
“Bomba de Óleo” (Nhambiu, 2020, p.4);
“Válvula Reguladora” (Nhambiu, 2020, p.4);
“Filtro de Óleo” (Nhambiu, 2020, p.4);
“Galeirias ” (Nhambiu, 2020, p.4)
“Canais De Lubrificação” (Nhambiu, 2020, p.4).
Fig.4: Componentes de um sistema de lubrificação
(Nhambiu, 2020)
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3.6.1. Cárter
“O Cárter é a parte inferior do motor, e é um recipiente
metálico onde fica acumulado o óleo lubrificante. Sua
função é manter um certo nível de óleo de modo a garantir
a lubrificação do motor. Esse reservatório ajuda também a
arrefecer o óleo” (Nhambiu, 2020, p.5).
Fig.5: cárter
(Nhambiu, 2020)
3.6.2. Bomba de óleo
“Empregam-se geralmente dois tipos de bombas de óleo: a
bomba de engrenagens e a bomba de rotor. Qualquer uma
delas é normalmente accionada à partir da árvore de Cames
ou da cambota. Quando o óleo está frio, a pressão necessária
para impelir através das pequenas folgas dos apoios poderá
ser demasiado elevada, a ponto de danificar as bombas.
Assim, quando a pressão é excessiva, uma válvula de
descarga existente no interior da bomba abre, a fim de deixar
passar algum óleo para o cárter” (Nhambiu, 2020, p.5).
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Fig.6: Bomba de engrenagens fig.7: bomba de rotor
(Nhambiu, 2020) (Nhambiu, 2020)
3.6.3. Filtro de óleo
“O filtro de óleo está localizado na parte externa do bloco do motor” (Nhambiu, 2020, p.5).
“Tem como função reter partículas indesejáveis visando promover a limpeza do óleo lubrificante.
As impurezas reduzem significativamente a vida dos motores, desta forma, os filtros devem
sempre ser trocados de acordo com a recomendação do fabricante do motor” (Nhambiu, 2020, p.5).
Fig.8: Filtro de óleo
(Nhambiu, 2020)
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3.6.4. Canais de lubrificação
“Por meio de pequenos canais perfurados na cambota, o óleo é conduzido aos casquilhos das
bielas” (Nhambiu, 2020, p.6).
“Estas por sua vez, também através de canais que
ligam a cabeça ao pé da biela ou apenas uma
passagem em sua cabeça, esguicham óleo dentro do
corpo do pistão e nas paredes do cilindro. Seja qual
for a forma de lubrificação do cilindro, o anel
inferior do pistão (anel raspador de óleo) “raspa” a
sua parede no movimento de descida, com o
objectivo de remover o excesso de lubrificante para
não ser queimado na combustão” (Nhambiu, 2020,
p.6).
Fig.9: Canais de lubrificação
(Nhambiu, 2020)
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1. Tubo de enchimento de óleo
2. Bomba de combustível
3. Tubo de abastecimento de óleo
4. Tubo de saída de óleo
5. Filtro de óleo centrífugo
6. Filtro de óleo
7. Medidor de pressão de óleo
8. Válvula de desvio do filtro de óleo
9. Torneira do radiador
10. Radiadores
11. Válvula diferencial
12. Válvula de segurança para a secção do radiador
13. Cárter de óleo
14. Tubo de sucção com entrada
15. Secção do radiador da bomba de óleo
16. Secção de abastecimento da bomba de óleo
17. Válvula redutora da secção de entrega
18. Cavidade para limpeza adicional de óleo centrífugo
4. Funções de sistema de lubrificação
Controle do atrito – “transforma o atrito sólido em atrito fluído, reduzindo assim, a perda
de energia” (Peres da Rosa, 2019, p.4).
Controle da temperatura – “absorve o calor gerado pelo contacto das superfícies
(motores, operações de corte, etc).” (Peres da Rosa, 2019, p.4).
Controle da corosão – “evita que a acção de ácidos destrua os metais” (Peres da Rosa,
2019, p.4).
Transmissão de força – “funciona como meio hidraulico, transmitindo força com um
minímo de perda” (Peres da Rosa, 2019, p.4).
Exemplo: sistemas hidráulicos
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Amortecimento de choques – “transfere energia mecânica para energia fluída e amortece
o choque entre os dentes das engrenagens” (Peres da Rosa, 2019, p.4).
Remoção de contaminantes – “evita a formação de borras, lacas e vernizes” (Peres da
Rosa, 2019, p.4).
Vedação – “imepede a entrada de partículas estranhas (função das graxas) e a entrada de
outros fluídos ou gases” (Peres da Rosa, 2019, p.4).
5. Tipos de sistema de lubrificação
1. Sistema por chapinhagem
“É usado em sistemas de lubrificação monocilíndricos, mas não é muito comum em motores de
automóveis” (Peres da Rosa, 2019, p.7).
Fig.10: Sistema por chapinhagem
(Peres da Rosa, 2019)
2. Sistema de mistura com o combustível
“É um sistema de lubrificação automática que regula a proporção de
mistura de combustível e de óleo para cada rotação do [Link]
sistema dispensa a necessidade de misturar-se óleo no tanque de
combustível, dispensando o utilizador de cálculo da proporção de óleo
em relação à gasolina contida no tanque.O sistema autolube conta com
um reservatório próprio, para o óleo de dois tempos, externo ao motor
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de onde uma bomba (autolube) impulsionada por meio de engrenagens
pelo motor, ligada à manete do acelerador, fornece a quantidade de óleo
correspondente ao regime de rotação do motor” (Peres da Rosa, 2019, p.7).
“Quando o motor aspira combustível leva consigo a parte de óleo de
dois tempos que foi injectada pelo autolube e essa mistura lubrifica
os rolamentos, a parte superior do motor, a base da biela, as paredes
do cilindro, as camisa e os anéis de segmento.O autolube estando
ligado ao acelerador, através de um cabo paralelo ao cabo do
acelerador, tem sua acção sincronizada com o aumento das rotações
do motor, ou seja, à medida que aumenta a rotação do motor, mais
quantidade de óleo é injectado no colector e vice-versa” (Peres da
Rosa, 2019, p.7).
Fig.11: Sistema de mistura com o combustível
(Peres da Rosa, 2019)
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[Link]
As vantagens deste tipo de lubrificação são:
1 - Redução de consumo de óleo de dois tempos para 1/3 do consumido pelo sistema de mistura
directa no tanque;
2 – Melhoria no rendimento, evitando excesso de óleo que dificulta a perfeita combustão do
combustível;
3 - Redução na formação de carvão;
4 - Maior durabilidade da vela de ignição;
5 - Maior vida útil para o motor.
3. Sistema de lubrificação por pressão
“O óleo sob pressão passa através dos eixos (cambota, comando de válvulas e balanceiros)” (Peres
da Rosa, 2019, p.8).
“A parte superior dos cilindros e dos pistões é lubrificada pelo óleo que escapa de furos existentes
nas conexões das bielas com os pinos dos pistões” (Peres da Rosa, 2019, p.8).
“A parte inferior das paredes dos cilindros e dos pistões é lubrificada pelo óleo pulverizado de
furos existentes nas conexões da árvore de manivelas com as bielas” (Peres da Rosa, 2019, p.8).
Fig.12: Sistema lubrificação por pressão
(Peres da Rosa, 2019)
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4. Sistema de Respiro
“No sistema de vedação dos pistões, quando estes não
estão devidamente ajustados, estão gastos ou
quebrados, ou ainda em regimes extremos de
funcionamento, parte dos gases escapa entre as
paredes dos cilindros e pistões, aumentando a pressão
do sistema. Para resolver este problema, existe um
sistema de emissão do cárter ou de respiro, que
consiste de uma mangueira que liga o sistema ao
carburador ou filtro de ar e retornando ao motor para
queima. Esta mangueira conduz os gases libertos por
uma válvula de uma via, que se abre toda a vez que a
pressão dos gases do motor aumenta acima do
desejado” (Peres da Rosa, 2019, p.8).
Fig.13: Sistema de respiro
(Peres da Rosa, 2019)
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5. Importância da lubrificação
“A lubrificação é uma técnica de extrema importância
quando aplicada na manutenção com o intuito de manter
os equipamentos e componentes mecânicos em boas
condições de uso, além de garantir maior performance e
vida útil. Concluiu-se que a lubrificação em máquinas e
equipamentos, bem como o lubrificante adequado para
aplicação exigida traz grandes benefícios, além de reduzir
as paradas de máquinas e reduzir assim os custos de
manutenção” (Ferreira, 2021, p.12)
Segundo Ferreira (2021). A importância resume – se nos três seguintes aspectos:
Os lubrificantes ajudam a mitigar esse problema e, se monitorados e mantidos
adequadamente, podem prolongar a vida útil do motor.
Os lubrificantes ajudam a mitigar esse problema e, se monitorados e mantidos
adequadamente, podem prolongar a vida útil do motor
A lubrificação prolonga a vida das peças e melhorar a performance do motor
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6. Conclusão
No presente trabalho, concluiu – se que o sistema de lubrificação do motor serve para preservar o
conjunto mecânico do automóvel. É esse sistema que garante a durabilidade das peças no longo
prazo. Em outras palavras, a lubrificação evita atrito, desgaste e o superaquecimento do motor,
garantindo o bom funcionamento do veículo. Portanto os sistemas de lubrificação são cruciais para
o funcionamento eficiente de uma vasta gama de maquinários e motores, desempenhando um papel
vital na redução do atrito e no desgaste das peças móveis. A evolução desses sistemas reflete não
apenas avanços tecnológicos, mas também uma crescente compreensão da importância da
manutenção adequada e da escolha do lubrificante certo.
Com a transição de métodos tradicionais para soluções modernas e automatizadas, os sistemas de
lubrificação se tornaram mais confiáveis e eficazes. A utilização de óleos sintéticos e aditivos
inovadores melhorou a proteção contra corrosão, oxidação e altas temperaturas, prolongando a
vida útil dos equipamentos.
Além disso, à medida que a indústria avança em direção à sustentabilidade, os sistemas de
lubrificação estão se adaptando para atender a novas exigências ambientais, promovendo não
apenas eficiência operacional, mas também uma menor pegada ecológica.
Em suma, a compreensão e o investimento em sistemas de lubrificação adequados são essenciais
para garantir a longevidade e a performance dos equipamentos.
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7. Referências bibliográficas
Ferreira, M.G.C.(2021). Lubrificação de um motor. Disponível em
[Link]
Nhambiu, A. (2020). Motores térmicos. Disponível em [Link]
content/uploads/2024/04/MT_-[Link]
Peres da Rosa (2019). Sistema de lubrificação. Disponível em
[Link]
nta/sistema%20de%[Link]
Ramos, E. (2022). Sistema de lubrificação. Disponível em
[Link]
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