ZINE RESISTÊNCIA
Edição 001
● Do império ao caos
● Nova cruzada
● A Intentona
Comunista:um passado de
vermelho sangue
● Idolatria está longe do
ideal conservador
Do Império ao Caos
Publicado em 20 de abril de 2017
Envoltos pelas sombras iníquas da madrugada de
17 de novembro de 1889, representantes de
obscuros interesses levaram a cabo o início da
destruição de um grandioso projeto de nação, o
Império do Brasil, no entanto o golpe republicano
em curso traria consequências jamais imaginadas
pelos marionetes, pois junto a Família Imperial
foram exilados todos os valores fundamentais das
quais eram guardiões naturais, valores estruturais
de qualquer civilização sem os quais a ruína é
certa, valores que nos fazem tão profunda falta
hoje em meio a mais profunda crise moral!
Herdeiro de um império à beira do caos, o órfão
da nação, Dom Pedro II, trabalhou
incansavelmente pela unificação nacional.
Erguendo um império respeitado mundialmente
por sua força, estabilidade política, respeito ao
povo, economia crescente e rica cultura. Ao
lermos livros autênticos de história sobre Dom
Pedro II (não os livros de doutrinação do MEC)
não demora a chegar a óbvia conclusão de que se
tratou de um homem excepcional em muitos
sentidos, dotado de imenso conhecimento foi
instruído desde muito jovem a estudos de todas as
áreas possíveis e úteis a um bom governante,
falava 23 idiomas, sendo que em 17 era fluente,
sua humildade foi relatada por centenas de figuras
ilustres. A mídia constantemente ridicularizava a
figura de Pedro II por usar roupas extremamente
simples, fato que nos mostra com clareza o nível
de liberdade que desfrutava a imprensa da época e
a brutal diferença entre um verdadeiro imperador
e nossos governantes atuais. A pouca estrutura
que nos resta como nação é apenas um resquício
do que foi erguido durante o Império, sendo que
muito foi destruído logo após seu fim, não fosse
por exemplo as guerras travadas contra as
diversas facções separatistas da época, seriamos
hoje vizinhos de um reino islâmico caso a revolta
dos Malês na Bahia não fosse suprimida uma vez
que foi permeada pela Jihad Fi Sabilillah
(“esforço pela causa de Alá”) a fim de insuflar o
esforço de combate pela fé, as consequências de
tal vizinhança, dispensam maiores explicações,
visto a situação atual da Europa, isso somente
para citar um exemplo dentre os tantos que sem
dúvida ocorreriam tornando diversos estados em
“sítios” cercados por inimigos aos moldes de
tantos países árabes em eterna guerra de todos
contra todos, movidos pelo desejo de hegemonia
cultural e destruição de tudo que lhes pareça
diferente. O Imperador tentou ao parlamento a
abolição da escravatura desde 1848 numa luta
contra os poderosos fazendeiros por 40 anos, ao
contrário do que diz o senso comum a família
imperial não tinha escravos, todos os negros que
trabalhavam nos imóveis da família eram negros
forros e assalariados, a Princesa Isabel ajudava a
esconder escravos fugidos e arrecadava
numerários para libertá-los , sendo a causa
abolicionista promovida pela Família imperial um
dos principais motivos a desencadear o Golpe
Republicano, promovido pelos grandes
latifundiários descontentes com suas perspectivas
de perdas. Em conluio com setores militares,
organizações secretas e políticos, foi então
arquitetado o infame golpe, algo que se sabia que
seria extremamente impopular e precisava ser
executado às pressas sob o risco de uma guerra
civil que sem dúvida seria desencadeada por boa
parte da população Brasileira e de fato veio a
ocorrer de forma isolada tempos depois como
podemos em um dos episódios mais brutais de
nossa história, a guerra de Canudos. Encerrava-se
aí uma trajetória de ascensão sem precedentes em
nosso continente, o grandioso projeto da “Terra
de Santa Cruz” fora interrompido dando início a
nossa própria idade das trevas que perdura até os
dias atuais como se uma maldição tivesse caído
sobre o pais como forma de punição divina. Os
danos causados por tal traição foram tão graves
que os algozes da nação precisaram de 13 séculos
de mentiras, difamações e doutrinação estatal
para esconder do povo não somente um passado
de glória, mas a perspectiva de um futuro
verdadeiramente próspero iluminado pela casa
imperial. O Brasil foi forjado no calor do sangue
das casas reais mais poderosas da Europa:
Bragança, Bourbon, Habsburgo, Wittelsbach e
Orléans, e somente o fogo sagrado da Monarquia
pode descongelar as veias dos poucos que ainda
restam nessa nação com sangue nobre o suficiente
para se erguer e lutar. Somos uma nação
escravizada por parasitas e precisamos revidar!
Escrito por: Vulto
NOVA CRUZADA
2024, as forças do Partido, embora tivessem dado
início a sua "caça às bruxas", reprimindo toda voz
contrária a sua política suja e tomando o controle
das forças armadas, não puderam impedir nosso
grito por liberdade ecoar por todo o Brasil. De um
lado víamos o poder estatal censurar e prender
homens e mulheres que amam seu país , do outro
observamos os colaboracionistas: esquerdistas,
comunistas, e os ditos antifascistas que queriam
destruir todos que se portavam como
conservadores: patriotas, nacionalistas, e cristãos
tradicionalistas eram vistos como "fascistas". Do
outro lado, havia lobos em pele de cordeiro,
prontos para se aliar ao Partido para destruir
nossas forças em troca de benefícios. Conosco,
estava somente a vontade de fazer o certo. Como
disse Gustavo Corção: "O fato de 1 milhão de
pessoas participarem dos mesmos vícios não os
transforma em virtudes". DEUS, FAMÍLIA E
BRASIL eram nossas virtudes. Se ainda existe
coragem, no meio dessa geração miojo (onde não
existe honra, e os valores foram jogados no ralo, e
as relações entre pessoas se tornaram líquidas), a
coragem está em nossos corações. Neste simples
texto, falo em nome de todos aqueles que
sacrificaram-se por nossos ideais patrióticos e
pelas futuras gerações. Homens que enfrentaram o
Sistema, foram presos, censurados, demitidos de
seus empregos, exilados, e alguns até mortos,
mas que não fraquejaram e lutaram
até o fim. Neste simples texto, falo em prol
da união de todos os patriotas e nacionalistas
para uma nova cruzada, para que possamos
transformar nosso grito por liberdade em ações
efetivas e que causem o máximo de desconforto ao
Partido. Nossa guerra, acima de tudo, é cultural.
Agradeço a todos os nossos colaboradores, aos
irmãos de batalha que lerão este Zine, e a todos os
grupos do Brasil que estão na linha de frente
contra a esquerda corrupta.
Escrito por: Bronson
A Intentona Comunista: um
passado de vermelho sangue.
No dia 25 de novembro de 1935, uma
segunda-feira, a edição do jornal carioca
"A manhã " estampava em sua capa com letras
garrafais a manchete: “Irrompeu a revolução em
Pernambuco e no Rio G. do Norte”.
O periódico dava conta de que as duas capitais
nordestinas estavam “convulsionadas”
e que o presidente Getúlio Vargas acompanhava
atento a situação, junto a ministros e assessores
reunidos no Palácio da Guanabara.
O episódio que os redatores de "A manhã"
acabavam de noticiar como uma “revolução”
ficaria conhecido na História do Brasil
Republicano como a Intentona Comunista, e sua
narrativa seria e ainda é muito disputada por
diferentes grupos intelectuais e políticos.
Mas, o que foi a insurreição de 1935?
A insurreição de novembro de 1935 foi uma série
de sublevações ocorridas em unidades militares de
Natal, Recife e Rio de Janeiro. Essas rebeliões
estão inseridas em uma articulação maior,
arquitetada em nível nacional pela ANL e
executada precipitadamente por expoentes do
movimento tenentista e lideranças comunistas
regionais. Há ainda nessa conjuntura a presença
da Internacional Comunista, uma organização
com sede em Moscou que tinha o objetivo de
deliberar e orientar partidos comunistas de
diversos países.
Apesar de terem se desenrolado em cadeia, cada
uma das revoltas teve motivações, características
e comandos distintos. No sábado, 23 de novembro,
um grupo de militares começou a demonstrar
intenção de levantar o 21º Batalhão de Caçadores,
em Natal, Rio Grande do Norte, em protesto a
dispensas de praças ocorridas no dia anterior.
Dirigentes locais do PC foram informados da
iminente rebelião, mas tentaram convencer os
líderes da quartelada a aguardarem orientações
do secretariado nordestino, localizado em Recife.
Diante da resistência dos militares em adiarem a
revolta, os comunistas decidiram assumir a
direção política do levante. Com o 21º Batalhão
de Caçadores rendido, a capital foi facilmente
dominada e a revolta se espalhou pelo interior do
estado, levando várias cidades a também se
rebelarem. O Rio Grande do Norte foi o único dos
três focos da insurreição que contou com apoio
popular relevante, chegando até a instalar um
Comitê Popular Revolucionário.
Ainda na noite de sábado, as notícias da tomada
de Natal chegaram aos dirigentes do partido em
Recife. Os relatos de que as massas haviam
aderido à revolta armada entusiasmaram os
comunistas pernambucanos. Contando que o
mesmo ocorreria em Pernambuco, eles marcaram
a rebelião para a manhã do dia seguinte.
Assim que o dia amanheceu os insurretos do 29º
Batalhão de Caçadores renderam seus
companheiros e partiram para a tomada da
capital. No entanto, por ser um domingo, militares
simpatizantes do programa aliancista haviam ido
para casa e sequer ficaram sabendo da ação.
Nas ruas da cidade, operários e populares se
recusaram a pegar em armas por receio ou por
não conseguirem identificar o propósito do
movimento. Com pouco contingente, os
revolucionários não conseguiram chegar à capital,
ficando restringidos ao Largo da Paz, Moreno,
Jaboatão e Olinda. Em pouco mais de 48 horas as
forças legalistas contiveram os rebeldes.
Na terça-feira, dia 26 de novembro, com
Pernambuco pacificado e Rio Grande do Norte
prestes a ceder às investidas das tropas
governistas, Luis Carlos Prestes decidiu que havia
chegado o momento de levar a revolução à tona e
ordenou o levante do 3º Regimento de Infantaria,
na Praia Vermelha, Rio de Janeiro. O quartel foi
tomado e os oficiais presos, mas as tropas da 1ª
Região Militar estavam de prontidão e cercaram
os amotinados. Os rebeldes resistiram até o fim da
manhã de quarta-feira, 27 de novembro, mas
tombaram diante dos ataques comandados pelo
general Eurico Gaspar Dutra, dando fim à
tentativa revolucionária.
Mesmo passados quase 90 anos, ainda há um
espólio em disputa pela memória e narrativa dos
levantes de 1935. Anualmente, no dia 27 de
novembro, em tradicional solenidade com direito a
toque de silêncio e salva de gala de 21 tiros, o
Exército Brasileiro rememora as vítimas da
sublevação. Em 2018, o então comandante do
Exército, general Eduardo Villas Bôas, anunciou
em sua conta oficial no Twitter que havia
determinado a análise da revolta sobre o pretexto
de que “não tenhamos, nunca mais, irmãos contra
irmãos vertendo sangue verde e amarelo em nome
de uma ideologia diversionista”.
Em 24 de novembro de 2021, o deputado federal
Eliéser Girão (PSL/RN), general de brigada da
reserva do Exército Brasileiro, subiu à tribuna da
Câmara dos Deputados para discursar em favor
do que chamou de “semana de enfrentamento ao
comunismo”. De acordo com o parlamentar, “o
Brasil já reagiu ao comunismo, e vai continuar
reagindo, sim, porque as famílias brasileiras
defendem a sua família, defendem Deus e querem,
sim, o amor à Pátria”.
Escrito por: Kyller
Referências
COSTA, Homero. A insurreição comunista de
1935: Natal: o primeiro ato da tragédia. São
Paulo/Natal: Ensaio/Cooperativa Cultural UFRN,
2015.
MOTTA, Rodrigo Patto Sá. Em guarda contra o
perigo vermelho: o anticomunismo no Brasil
(1917-1964). Niterói: Eduff, 2020.
Idolatria está longe do ideal
conservador
Divulgar pensamentos com os quais estamos
alinhados é um dever moral na mesma medida em
que questionar os demais, ambas as atitudes levam a
um caminho de aprendizado sólido contanto que
estejam sempre em equilíbrio. O ceticismo político é
a marca do conservador. O homem conservador não
deve ser manipulado por políticos e influenciadores
que só estão interessados no "hype" e no dinheiro.
Estes só oferecem ao seu público soluções
milagrosas e ideias pré-mastigadas. A exemplo, a
ideia do impeachment do Xandinho, fomentada por
influenciadores da nova direita e a proposta do fim
da escala 6×1, levantada por grande parte da
esquerda brasileira (sabemos que aí estão duas
grandes problemáticas, mas precisamos pensar em
maneiras mais equilibradas para resolvê-las). A
manada precisa de alguém para indicar um caminho,
mas o conservador constroi seu próprio caminho. A
história está lotada de exemplos de grandes
multidões que erraram no passado, enquanto o
conservador, ainda que criticado e perseguido,
sempre estava na linha de frente contra tudo aquilo
que não presta. A idolatria política cega o homem e
faz com que ele não veja o que está acontecendo na
realidade, enquanto o conservador é guiado por seus
valores, não por homens que nunca lutaram por seu
país (a maioria do congresso nacional). Os
conservadores são refreados pelo princípio da
imperfectibilidade, sabemos que o homem é
imperfeito, e criar uma sociedade perfeita, com um
líder perfeito, é impossível, mas podemos combater
os males da nossa natureza imperfeita, lutarmos
pelas futuras gerações e por aquilo que acreditamos
para melhorarmos pouco a pouco a sociedade.
"O chefe não é uma pessoa: é uma ideia"
Escrito por: Bronson
"O simples, puro, e patriótico. RESISTÊNCIA"