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Correção Feit

Este trabalho visa elaborar exercícios didáticos para melhorar o uso dos pronomes clíticos entre alunos da 8.ª Classe do Complexo Escolar da Quibala. A pesquisa, de natureza aplicada e abordagem mista, identificou dificuldades dos alunos na colocação pronominal, como desconhecimento das regras e não aplicação no cotidiano. Com base nos resultados, foram propostos exercícios para corrigir o uso incorreto dos pronomes clíticos.

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Adido Kituxi
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Correção Feit

Este trabalho visa elaborar exercícios didáticos para melhorar o uso dos pronomes clíticos entre alunos da 8.ª Classe do Complexo Escolar da Quibala. A pesquisa, de natureza aplicada e abordagem mista, identificou dificuldades dos alunos na colocação pronominal, como desconhecimento das regras e não aplicação no cotidiano. Com base nos resultados, foram propostos exercícios para corrigir o uso incorreto dos pronomes clíticos.

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ESCOLA SUPERIOR PEDAGÓGICA DO CUANZA NORTE

DEPARTAMENTO DE ENSINO E INVESTIGAÇÃO DE LÍNGUAS

Trabalho de Fim do Curso

O PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM DA POSIÇÃO DOS


PRONOMES CLÍTICOS NA FRASE: CASO DOS ALUNOS DA 8.ª
CLASSE DO COMPLEXO ESCOLAR DA QUIBALA

Autor: Pinto José Gabriel


Tutor: Ornelas Pedro Capaxi, MSc

Licenciatura em Ciências da Educação

Ndalatando, Novembro de 2024


ESCOLA SUPERIOR PEDAGÓGICA DO CUANZA NORTE
DEPARTAMENTO DE ENSINO E INVESTIGAÇÃO DE LÍNGUAS

O PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM DA POSIÇÃO DOS


PRONOMES CLÍTICOS NA FRASE: CASO DOS ALUNOS DA 8.ª
CLASSE DO COMPLEXO ESCOLAR DA QUIBALA

Autor: Pinto José Gabriel

Trabalho apresentado como requisito para a obtenção do


grau de Licenciatura em Ciências da Educação, opção:
Ensino da Língua Portuguesa.

Ndalatando, Novembro de 2024


ÍNDICE
DEDICATÓRIA………………………………………………………………………………I

AGRADECIMENTOS………………………………………………………………………II

RESUMO……………………………………………………………………………………III

ABSTRACT……………………………………………………………………………...….IV

INTRODUÇÃO 01

CAPÍTULO I - QUADRO TEÓRICO……… 03

1.1. Definição de termos e conceitos 03


1.2. Função sintáctica dos pronomes clíticos 05

1.3. A posição enclítica dos pronomes clíticos 08

1.4. A posição mesoclítica dos pronomes clíticos 10

1.5. A posição proclítica dos pronomes átonos........................................................................ 11

CAPÍTULO II - METODOLOGIA 12

2.1. Caracterização da escola 12

2.2. Tipo de pesquisa 13

2.3. População e amostra 14

2.4. Métodos 14

2.5. Técnicas de recolha de informações 15

CAPÍTULO III - ANÁLISE E APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS 17

3.1. Resultado das aulas observadas 17

3.2. Resultado dos dados do professor 20

3.3. Resultado dos dados dos alunos 22

3.4. Propostas de exercícios didácticos 26

CONCLUSÃO 35
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
APÊNDICES
DEDICATÓRIA
À minha mãe, pela vida e protecção que me deu durante a formação.

I
AGRADECIMENTOS

A Jeová, o criador de todas as coisas.

À Escola Superior Pedagógica do Cuanza Norte, pela formação.

Aos pais, Júlio Kindandy e Julieta José, eterna gratidão.

À Direcção do Complexo Escolar da Quibala, por ter permitido a realização da pesquisa na


instituição.

Ao tutor, Ornelas Capaxi, MSc., pela incansável orientação e pelos subsídios prestados ao
longo da feitura do trabalho.

Ao Corpo de professores, por nos terem guiado desde o princípio até o final da formação.

À família, no geral, especialmente, à amada esposa Cecília Gonçalves Horácio Gabriel.

Aos queridos Irmãos, José Kitumba Gabriel, Zita José Gabriel, Alfredo Bumba Gabriel,
Victória Hebo José Gabriel.

Aos amigos Martins Kissama Bandeira, António Artur Domingos, Domingos Gabriel
António, Russel Virgílio, Henriques Osvaldo Faustudo Bandeira.

Aos colegas de turma e de escola que compartilharam bons e maus momentos na sala de
aulas, sobretudo o Mateus Francisco, Luís Miguel e Isaura Miguel.

A todos aqueles, que, directa ou indirectamente, apoiaram e acreditaram sempre em nós.

Bem haja a todos!

II
RESUMO

Este trabalho tem como objectivo geral «elaborar exercícios didácticos para a melhoria dos
pronomes clíticos dos alunos da 8.ª Classe do Complexo Escolar da Quibala». Quanto à
natureza, a pesquisa é aplicada; em relação à abordagem, é mista (qualitativa – quantitativa);
do ponto de vista dos procedimentos técnicos, é bibliográfica. A população foi de 133
sujeitos, dos quais 128 alunos e 5 professores. A nossa amostra foi de 50 alunos. No que
concerne aos métodos utilizados, foram os seguintes: dialéctico, comparativo e o matemático-
estatístico. No que concerne às técnicas de recolha de dados, foram as seguintes: a
observação, a entrevista e o inquérito por questionário. A entrevista foi aplicada aos dois
professores e deduziu-se que eles usam actividades que permitam ao aluno reflectir e
conhecer bem a posição dos pronomes clíticos. Desta feita, eles precisam de melhorar a
actuação no processo de ensino-aprendizagem. Tendo em conta os resultados alcançados no
inquérito por questionário, verificou-se a existência de dificuldades nos alunos da 8.ª Classe
do complexo em epígrafe, no aspecto ligado à posição dos pronomes clíticos, tais como: o
desconhecimento total da próclise, ênclise e mesóclise; não aplicação das regras aprendidas na
escola, isto é, no seio familiar; o não domínio de algumas classes gramaticais; colocar o
pronome na frase e, em seguida, justificar. Em função dos resultados encontrados,
apresentamos exercícios, para minimizar o uso incorrecto dos pronomes clíticos na frase.
Estes exercícios foram apresentados no terceiro capítulo.

Palavras-chave: Ensino-aprendizagem; Pronome; Clíticos; Frase.

III
ABSTRACT

This work has the general objective of «developing didactic exercises to improve the clitic
pronouns of students in the 8th Class of the Quibala School Complex». As for the nature, the
research is applied; in relation to the approach, it is mixed (qualitative – quantitative); from
the point of view of technical procedures, it is bibliographic. The population was 133 subjects,
of which 128 were students and 5 teachers. Our sample was 50 students and 2 teachers.
Regarding the methods used, they were the following: dialectical, comparative and statistical.
Regarding data collection techniques, they were as follows: observation, interview and
questionnaire survey. The interview was carried out with the two teachers and it was
concluded that they use activities that allow the student to reflect and understand the position
of clitic pronouns. This time, they need to improve their performance in the teaching-learning
process. Taking into account the results achieved in the questionnaire survey, it was verified
that there were difficulties in the 8th Class students of the abovementioned complex, in the
aspect linked to the position of clitic pronouns, such as: total lack of knowledge of proclisis,
enclisis and mesoclisis; non-application of the rules learned at school, that is, within the
family; not mastering some grammatical classes; put the pronoun in the sentence and then
justify. Depending on the results found, groups of exercises were presented to minimize the
incorrect use of clitic pronouns in the sentence. These exercises were used in the third chapter.

Keywords: Teaching-learning; Pronoun; Clitics; Phrase.

IV
INTRODUÇÃO

A presente monografia tem como tema «o processo de ensino-aprendizagem da posição dos


pronomes clíticos na frase: caso dos alunos da 8.ª Classe do Complexo Escolar da Quibala».

O nosso interesse por esse tema nasce de uma situação ocorrida em sala de aula ao longo do
estágio. Um dos alunos pediu emprestado o caderno do seu colega para poder passar uma
matéria. No caderno, encontrou a seguinte frase: direi-te. O pronome clítico estava depois da
forma verbal. Isso provocou discussão na turma. O proprietário do caderno defendia que
estava certo por colocar o pronome clítico depois do verbo; todavia, o colega discordava da
análise feita, pois, para ele, o pronome estaria no meio da forma verbal: dir-te-ei. Outros ainda
alegavam que o pronome estaria antes da forma verbal: Te direi. Essas desavenças levaram-
nos a pensar na possibilidade de existir dificuldades de colocação pronominal.

Para termos a certeza de que os alunos apresentam problemas de colocação pronominal ou


não, tivemos de fazer um ditado com todos os alunos da turma. Após isso, percebemos que
muitos deles apresentam fraqueza em posicionar o pronome clítico. Sendo assim, as
irregularidades que passaram a ser alvo da nossa investigação foram: o desconhecimento total
da próclise, ênclise e mesóclise; a não aplicação das regras aprendidas na escola, isto é, no
seio familiar; o não domínio de algumas classes gramaticais e colocar o pronome na frase e,
em seguida, justificar.

Assim, a pesquisa é orientada no sentido de dar resposta à seguinte pergunta científica: como
melhorar o uso correcto dos pronomes clíticos na frase dos alunos da 8.ª Classe do Complexo
Escolar da Quibala?

Para dar a resposta a essa pergunta, formula-se o seguinte objectivo geral: elaborar exercícios
didácticos para a melhoria dos pronomes clíticos dos alunos da 8.ª Classe do Complexo
Escolar da Quibala.

Para cumprir o objectivo geral deste trabalho, definem-se os seguintes objectivos específicos:

1. Fundamentar teoricamente os pronomes clíticos em Língua Portuguesa;


2. Verificar o estado actual dos pronomes clíticos dos alunos da 8.ª Classe do Complexo
Escolar da Quibala;
3. Apresentar exercícios didácticos para minimizarmos o uso incorrecto dos pronomes
clíticos na frase dos alunos da 8.ª Classe do Complexo Escolar da Quibala.

1
A presente monografia é muito importante, porque ajudará não só na discussão sobre a
temática, como também na reflexão sobre as posturas existentes e nas dificuldades que têm
surgido no processo de ensino-aprendizagem das mesmas, o que contribuirá
consequentemente para a implementação de novos comportamentos e acções para o
melhoramento da temática em estudo tanto a nível das escolas da circunscrição, bem como da
comunidade académica em geral. Permitirá também aos entes do ensino redireccionar as
metodologias sobre o tratamento da temática nas instituições de ensino.

Esta monografia encontra-se organizada em três partes: pré-textual, textual e pós-textual.


Abordaremos apenas a parte textual, pois o trabalho centra-se nela. Ela possui uma
introdução, três capítulos e uma conclusão.

Na introdução, contextualizamos a construção e a relevância do nosso problema de pesquisa,


elencámos o objectivo geral e os específicos que movem a investigação aqui proposta.

No primeiro capítulo faz-se o enquadramento teórico que sustenta o objectivo do presente


estudo. Nele descrevem-se os seguintes subtemas: definição de termos e conceitos, função
sintáctica dos pronomes clíticos, a posição enclítica do pronome clítico, a posição mesoclítica
do pronome clítico e, por fim, a posição proclítica do pronome clítico.

No segundo capítulo, é descrita a metodologia utilizada. Descrevem-se os tipos de pesquisa,


tipos de métodos, caracterização da escola, população e amostra e, por fim, técnicas e
instrumentos para a colecta de dados.

No terceiro capítulo, narram-se os resultados encontrados a partir das análises e traz uma
interpretação acerca desses resultados.

Por fim, a conclusão apresenta uma síntese de tudo quanto foi abordado ao longo dos três
capítulos. Todos os livros consultados para a fundamentação do nosso trabalho encontram-se
na referência bibliográfica.

2
CAPÍTULO I: QUADRO TEÓRICO

Neste capítulo, procuramos apresentar os aspectos teóricos referentes aos pronomes, suas
funções sintacticas, recorrendo a fundamentos teóricos de autores que já abordaram o assunto.
Porém, vai merecer atencão, numa primeira fase, da apresentação de conceitos dos termos-
chave que compõem o foco do tema desta pesquisa, como já fizemos menção, dos quais se dá
sequência à fundamentação teórica, fazendo parte variedade de subtítulos que debruçam sobre
os pronomes clíticos.

1.1. Definição de termos e conceitos-chave

Ensino-aprendizagem

Fernández (1998) entende o processo de ensino-aprendizagem como: “uma integração


dialéctica entre instrutivo e o educativo que tem como propósito essencial contribuir para a
formação integral da personalidade do aluno” (p. 23).

O docente deve, no processo de ensino-aprendizagem, incutir no aluno os dois elementos


essenciais: instrutivo e educativo. Através do elemento instrutivo, formar-se-ão alunos
capazes e inteligentes, para darem soluções aos problemas que surgirem na sociedade.
Através do elemento educativo, dar-se-á uma formação de valores, sentimentos que
identificam o aluno como um ser social.

Segundo Libâneo (1994): “a relação entre ensino e aprendizagem não é mecânica, não é uma
simples transmissão do professor que ensina para um aluno que aprende” (p. 90). Entendemos
que a relação deve ser recíproca, o que significa que o professor aprende com o aluno, e o
aluno aprende com o professor. Portanto, não se deve encarar a mente do aluno como uma
tábua rasa, pois, este está também apto para ensinar e aprender com o seu mestre.

Pronome

Para Moreira e Pimenta (2014): “chama-se pronome à palavra pertencente a uma classe
fechada que pode substituir um grupo nominal. Pelo facto de poder substituir, o pronome
também é conhecido por substituto” (p. 151).

A classe fechada é limitada, determinada. Os elementos desta classe são de fácil assimilação,
porque abrangem um número relativamente pequeno de palavras, cuja ocorrência se dá com
maior repetição no discurso. Em outros termos, a língua poderá receber novos verbos e novos

3
substantivos, todavia jamais receberá novos pronomes. Além de pertencer à classe fechada da
língua, os pronomes substituem os grupos nominais. Vejamos:

Vi o menino e dei-lhe uma maçã.

Como podemos verificar, o pronome lhe substituiu o grupo nominal «o menino».

Matos et al. (2012) acrescentam, dizendo que: “para além de evitar a repetição, o pronome
desempenha outras funções” (p. 228).

Concordamos com este reparo, uma vez que os pronomes podem retomar um substantivo
previamente enunciado, substituindo-o na sentença – anafóricos -, no caso do pronome de
terceira pessoa ele e suas variantes, e podem sinalizar as pessoas do discurso – dêiticos -, no
caso dos pronomes de primeira e segunda pessoas eu e tu, respectivamente.

Clíticos

Conforme declara Rosa (2000), clíticos: “são palavras que conseguem substituir uma palavra
lexical – dotada de valor semântico -, um sintagma, uma oração ou sentença” (p. 69).

Raposo et al. (2013) afirmam que clítico é “um item lexical sem acento prosódico atribuído
no léxico (tal como os afixos e contrariamente às palavras), mas com uma certa liberdade
posicional (tal como as palavras, mas contrariamente aos afixos)” (p. 2231).

Os clíticos também tratados como pronomes pessoais átonos são aqueles monossílabos sem
tonicidade, identificados como monossílabos átonos. Quando um clítico se agrega a uma
palavra lexical, torna-se uma sílaba da palavra fonológica que resulta dessa junção. Quando,
por exemplo, ao infinitivo do verbo levar, agrega-se o pronome pessoal «lo», resultando em
«levá-lo», passamos a ter uma só palavra fonológica, a palavra /le'vala/.

Frase

Pestana (2013) afirma que frase: “é qualquer enunciado (curto ou longo) que estabelece
comunicação. Toda frase deve ser inteligível. Tradicionalmente, ela pode ser nominal ou
verbal” (p. 687). Na mesma direcção, Martino (2014) sustenta que: “é todo enunciado que tem
sentido completo. A frase pode ou não ter verbo” (p. 176).

4
Partilhamos os pensamentos dos dois gramáticos brasileiros, pois, quando se fala de frase, não
importa a estrutura (se tem verbo ou não), o que importa é que ela apresente sentido completo,
ou seja, estabeleça uma comunicação.

1. Ontem, não fomos à escola.


2. Silêncio!
3. Para que haja mais trabalho...

A primeira construção é uma frase verbal, uma vez que possui sentido completo. A segunda é
uma frase nominal, visto que apresenta também sentido completo, conquanto não haja verbo.
No entanto, a terceira construção não é uma frase, dado que não apresenta sentido completo,
embora seja uma oração subordinada adverbial final.

1.2. Função sintáctica dos pronomes clíticos

Os pronomes pessoais apresentam várias tipologias de acordo com as funções por eles
desenpenhadas, tal como de sujeito, bem como as de complementos (directo ou indirecto), de
acordo Cunha e Cintra (2014), “quanto à função, a forma dos pronomes pessoais podem ser
rectas ou oblíquas. Rectas, quando funcionam como sujeito da oração; oblíquas, quando nela
se empregam fundamentalmente como objecto (directo ou indirecto)” (p. 335).

Percebe-se assim que os pronomes rectos, eu, tu, ele (a), nós, vós, eles (as) têm a função de
sujeito na oração, ao passo que, os oblíquos, me, te, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes têm a
função de complemento (directo ou indirecto).

Vale referir que além da tipologia relacionada as funções que os pronomes desempenham, há
também a classificação quanto à acentuação, distinguindo os pronomes pessoais das formas
tônicas das átonas. As formas tônicas são representados pelos pronomes oblíquos átonos
apresentados no parágrafo anterior e, as formas tônicas são mim, consigo, ti, contigo, ele/ela,
nós, convosco, vós, convosco e eles/elas (Idem, p.135).

Complemento directo

Moreira e Pimenta (2014) afirmam que o complemento directo é “a função sintáctica de um


constituinte obrigatório, que se encontra directamente ligado por um verbo transitivo directo
que o selecciona como complemento” (p. 211).

5
Quivuna (2010), na sua obra Introdução aos Estudos Linguísticos, diz que o complemento
directo “se situa depois do verbo, a sua deslocação está sujeita a regras muito apertadas e pode
ser pronominalizado pelos pronomes o, a, os, as” (p. 182). O linguista angolano traz o
seguinte exemplo:

A Rosa comeu as maçãs.


A Rosa comeu-as.

A didáctica da pronominalização aconselha que ela deve ser empregada para fazer referência
a um termo já mencionado no texto ou na frase. Não é aconselhável ensinar como o fez o
linguista Quivuna, pois não há nenhum constituinte repetido. Desta maneira, a
contextualização poderia ser desta forma: O Pedro comprou as maçãs, e a Rosa comeu-as. O
nosso leitor já terá um conhecimento do elemento que vamos pronominalizar, uma vez que
houve repetição.

Caracterização de Cunha e Cintra (2014, pp. 185-86), apresentam-nos, a seguir, uma


pormenorização da representação do complemento directo:

a) Substantivo:
Vou descobrir mundos, quero glória e fama!...
b) Pronome (substantivo):
Os jornais nada publicaram.
c) Numeral:
Já tenho seis lá em casa, que mal faz inteirar sete?
d) Palavra ou expressão substantivada:
Perscrutava na quietude o inútil de sua vida.
e) Oração substantivada (objetiva direta):
Não quero que fiques triste.

Essas são as distintas formas de representação do complemento directo. Salienta-se ainda que
uma das formas para identificar o complemento directo é fazer as seguintes perguntas ao
verbo: O quê? Quem? O primeiro é usado para objectos e animais; ao passo que o segundo é
utilizado para pessoas.

Vou descobrir ... o quê? → mundos

O pai levou o filho à escola. O pai levou ... quem? O filho...

6
As respostas para essas perguntas levam-nos ao complemento directo. A boa
pronominalização do complemento directo evita repetições desnecessárias e torna o texto
mais atraente. A seguir, apresentam-se alguns exemplos de pronominalização do
complemento directo:

Esta gramática é boa. Comprei-a em Luanda.

O menino está doente. Leva-o ao hospital.

Complemento indirecto

Em Matos et al. (2012), pode ler-se que o complemento indirecto: “é o grupo preposicional
seleccionado pelo verbo, que pode ser substituído pela forma dactiva do pronome pessoal (-
me, -te, -lhe, -nos, -vos, -lhes)” (p. 228). Eles dão os seguintes exemplos:

1. A Rita ofereceu um bilhete ao Luís. [-lhe]


2. A festa agradou-me. (a mim)
3. O João convidou-te. (a ti)

Pensamos haver uma contradição no último exemplo, visto que o pronome clítico «te» não
desempenha a função sintáctica de complemento indirecto, mas sim de complemento directo.
O verbo convidar, neste contexto, tem o significado fazer convite; chamar. Portanto, é um
verbo transitivo directo. Diz-se convidar o Pedro, e não convidar ao Pedro.

Por outra, os autores mencionam, na sua gramática, apenas os pronomes me, te, nos, vos como
pertença do complemento indirecto. Dependendo da transitividade verbal, os pronomes
citados podem desempenhar tanto a função de complemento indirecto quanto de complemento
directo. Vejamos os seguintes exemplos:

1. Vejo-te na escola. (complemento directo)


2. Dei-te um livro. (complemento indirecto)

A respeito do complemento indirecto, Nascimento e Lopes (2011) apontam que pode ser
definido como sendo “a função desempenhada pelo constituinte introduzido pela preposição
‘a’ e obrigatoriamente selecionado por um verbo transitivo directo e indireto ou simplesmente
transitivo indireto” (p. 199).

7
Embora os autores tenham dito algures da gramática que nem todos os complementos
introduzidos pela preposição «a» são indirectos, faltou mencionar alguns verbos que não
obedecem a esta regra (ir, morar, chegar, etc.) e dizer que o complemento indirecto pode ser
substituído pelo pronome pessoal lhe e lhes, o que não acontece com o complemento oblíquo.
Isso que acabamos de afirmar pode ser visto em Duarte (2000): “Os complementos
introduzidos pela preposição a que podem ser substituídos pela forma dactiva do pronome
pessoal têm a relação gramatical de objecto indirecto (ou complemento indirecto)” (p. 143).

Por isso, é recomendável que se saiba a natureza do verbo, já que existem muitos verbos que,
por si só, obrigam o uso de um complemento que não é directo nem indirecto. Estamos a
referir-nos ao complemento oblíquo, que, segundo Moreira e Pimenta (2014), “não é
substituível por um pronome pessoal na forma dativa (“lhe” / “lhes”)” (p. 212).

1.3. A posição enclítica do pronome clítico

De acordo com Quivuna (2014):

Geralmente a colocação padrão do pronome pessoal átono é a que nas orações


finitas ocorre seguidamente ao verbo (quer nas formas simples quer nas
compostas). Temos, assim, o processo denominado ênclise. Eu sinto-me aflito
logo que o professor de Português entra na sala de aula – forma simples. Eu
tenho-me sentido aflito logo que o professor de Português entra na sala de
aulas – forma composta. (p. 186)

Nesta linha de pensamento, ênclise é a colocação do pronome pessoal átono depois do verbo.
Na ênclise, o pronome liga-se ao verbo por meio de hífen, como se viu no exemplo ilustrado
pelo linguista Quivuna. Miguel e Alves (2016, pp. 254-255) dizem que os pronomes de
complemento directo o, a, os, as tomam as formas lo, la, los, las, conforme o seguinte
esquema:
Tabela 1
Formas verbais Os pronomes Vou tomar um café.
terminados em: tomam as formas: Vou tomá-lo.

-r o = lo Traz as malas para o quarto.

-s a = la Trá-las para o quarto.

-z os = los Bebes o leite quente?

Estas letras desaparecem. as = las Bebe-lo quente?

8
Tens a gramática aí?
Tem-la aí?
Adaptado de Miguel e Alves (2016, pp. 254-255)

De forma explícita, quando a forma verbal termina em z, s, r, essas consoantes são eliminadas
e os pronomes clíticos do complemento directo (o, os, a, as) passam a ser: lo, los, la, las.

Ditongo

Para Seara, Nunes e Lazzarotto-Volcão (2011), os ditongos: “constituem-se de dois


segmentos vocálicos. Há, no entanto, duas possibilidades de sequência em uma mesma sílaba:
vogal + semivogal ou semivogal + vogal” (p. 42).

Não fugindo muito da explanação das autoras acima, Moreira e Pimenta (2014) apontam que
ditongo: “é o encontro, no interior de uma sílaba, de uma vogal e uma semivogal (ditongo
decrescente), ou uma semivogal e uma vogal (ditongo crescente), em que a vogal constitui o
núcleo da sílaba, pronunciando-se numa emissão rápida e contínua” (p. 49).

Como podemos compreender a partir da explanação dos linguistas mencionados, existem duas
possibilidades de sequência. Se a sequência for semivogal + vogal, o som aumenta (cresce) do
menos para o mais forte. Razão pela qual se chama ditongo crescente. Todavia, se for vogal +
semivogal, aqui acontece o contrário, ou seja, o som diminui (decresce) do mais para o menos
forte. Eis o motivo de se chamar por ditongo decrescente. Porém, como estamos a referir-nos
aos verbos, o ditongo predominante é o decrescente.

Exemplo:

Onde compraste esta gramática? Comprei-a em Luanda.

O menino encontrou o pai? Sim, ele encontrou-o.

3. Após a terminação verbal em ditongo nasal:

Retomando Quivuna (2014), “quando o verbo termina em som nasal, o pronome pessoal «o»
e suas flexões tomam a forma –no, -na, -nos, -nas, conforme o género e o número do objecto

pronominalizado: eles comem-no (s) /na (s), etc.” (p.189). Ou seja, se estiverem ligados a
verbos terminados em ditongo nasal (-am, -em, -ão, -õe...), viram -no(s), -na(s):

9
Se virem o João, saúdem-no.

Pestana (2013, pp. 391-392) apresenta as construções frásicas que admitem a ênclise:

1) Verbo no início da oração sem palavra atrativa – Vou-me embora daqui!

2) Pausa antes do verbo sem palavra atrativa – Se eu ganho na loteria, mudo-me hoje
mesmo.

3) Verbo no imperativo afirmativo sem palavra atrativa

– Quando eu der o sinal, silenciem-se todos.

4) Verbo no infinitivo não flexionado sem palavra atrativa – Machucar-te não era minha
intenção.

5) Verbo no gerúndio sem palavra atrativa – Recusou a proposta, fazendo-se de


desentendida.

1.4. A posição mesoclítica do pronome clítico

Futuro

Segundo Matos et al. (2012), o futuro usa-se para:

a) Indicar factos futuros;


b) Expressar incerteza acerca de factos actuais;
c) Manifestar uma súplica ou pedido;
d) Em enunciados condicionados, expressar factos de realização provável (p. 175).

“Condicional é usado, regularmente, para, em orações condicionadas, referir factos que não
se realizaram e cuja realização é incerta.” (idem, p. 169). Moreira e Pimenta (2014) afirmam
que: “no futuro e no condicional, o pronome, nas formas lo, la, los, las, surge no meio
(mesóclise) da forma verbal, ou seja, entre o que se designa por tema e a característica do
tempo ou modo (e os sufixos afixais indicadores do número e pessoa)” (p. 134).

Tabela 2
Futuro Condicional
Amá-lo-ei Amá-lo-ia
Amá-lo-ás Amá-lo-ias

10
Amá-lo-á Amá-lo-ia
Amá-lo-emos Amá-lo-íamos
Amá-lo-eis Amá-lo-íeis
Amá-lo-ão Amá-lo-iam
Fonte: Moreira e Pimenta (2014, p. 134).

A mesóclise é a colocação do pronome pessoal no meio do verbo e acontece com o futuro do


indicativo e com o condicional. Expressões como «amarei-te ou amaria-te» estão incorrectas,
visto que o pronome não deve ficar na posição enclítica, mas sim na posição mesoclítica.
Assim, eis a construção correcta: amar-te-ei / amar-te-ia.

1.5. A posição proclítica do pronome clítico

A próclise é a colocação do pronome átono antes do verbo.

contextos obrigatórios da próclise

Contexto de Próclise Exemplos


Orações negativas Anteontem, não o levei ao colégio.
Jamais te farei esse favor.
Orações com sujeitos quantificados Poucos professores o fazem.
Qualquer estudante o faz.
Orações com advérbios enfatizadores Eu bem o avisei.
Ela sempre me falava abraçava.
Orações com advérbios focalizadores Só o médico me ajudará.
Apenas tu me deixas feliz.
Orações com advérbios focalizados Depois te direi toda a verdade.
Rapidamente me contou tudo que se
passou lá.
Interrogativas e exclamativas – Que Quem nos vai acompanhar?
Quantos te deram os valores?
Declarativas enfáticas Já te disse que tem de ser assim!
Ele é que o diz.
Orações subordinadas finitas Penso que o façam com boa disposição.
Os bois que o pai nos deixou estão mortos.
Orações coordenadas correlativas Ou o comes ou o devolves.
Os meus pais nem o trouxeram nem o
deixaram vir.

Como podemos ver, na próclise, não se usa o hífen para separar o pronome clítico da forma
verbal.

11
CAPÍTULO II: METODOLOGIA

Neste capítulo, de forma resumida, procuraremos apresentar os procedimentos metodológicos


que garantiram a concretização da pesquisa, a caracterização da escola por onde aconteceu a
nossa pesquisa, o tipo de pesquisa e a população inquirida. Tudo facilitando o trabalho aplicado
de forma a construirmos um corpus de informação.

Caraterização geográfica da escola

O Complexo Escolar da Quibala nomeado através do decreto executivo 59/09 de 21 de


Dezembro, está situado na comuna sede (Quibala), fazendo limite a norte, com a residência do
sr. Lisboa, a sul com a rua da Polícia, a este, com o edifício da Direcção Municipal da
Educação (Ex-lar dos estudantes), a oeste, com o edifício dos Serviços de Migração e
Estrangeiros. Ocupa uma área aproximada de 5 mil m2 .

A estrutura onde funciona o Complexo é de carácter definitivo com algumas salas anexas,
contendo um gabinete do Director, um gabinete do Subdirector Pedagógico, um gabinete
do(a) Subdirector(a) Administrativo(a), uma secretaria geral, uma sala de professores, 6 casas
de banho sendo 4 para alunos (2 masculino, 2 feminino) e 2 casas de banho para professores
(sendo, 1 professores e outra para professoras).
Orgãos de apoio:
 Conselho de Direcção, Conselho Pedagógico, Coordenação de turno, Assembleia da
Escola, Comissão de Pais Encarregados de Educação.
A escola dispõem de: 10 salas de aulas de carácter definitivo e 4 salas improvisadas (chapas)
10 quadros de giz; 402 carteiras para alunos; 3 computadores de mesa; 1 projector; armários
onde são conservadas as pastas de arquivos de documentos.

Para manter a segurança e condições higiénicas do estabelecimento, a escola tem 4 guardas e


3 auxiliares de limpeza.
No ano lectivo em que decorreu a nossa pesquisa (2023/2024), foram matriculados 2.986
alunos, dos quais 1.156 são do género feminino, distribuídos em três(3) turnos (manhã, tarde e
12
noite). A escola conta com um corpo docente de 69 professores. Deste número, 11 são do
género feminino. Foram constituídas 60 turmas, sendo: 16 turmas da 7ª classe, 16 turmas da
8ª classe e 13 turmas da 9ª classe, totalizando 2.201 alunos em ambos os sexos cujos 660
alunos são do género feminino (isto é, no I Ciclo, com 55 professores), e para o II Ciclo, tem
14 professores, distribuídos em 6 turmas da 10ª classe, 5 turmas da 11ª classe e 4 turmas da
12ª classe, totalizando 785 alunos, destes 235 são do género feminino. A média de alunos por
turmas é de 50. É de realçar que no Complexo Escolar se administram duas especialidades:
Ciências Humanas e Económicas Jurídicas.

2.2. Tipo de pesquisa

Em relação à natureza, trabalhámos com a pesquisa aplicada, já que tem a função de


expandir conhecimentos para aplicação em sala de aula. Em outras palavras, o tema
desenvolvido será trabalhado na sala de aula através de exercícios didácticos, para os alunos
melhorarem a temática em estudo.

Fundamentações de Silva e Menezes (2001) sustentam que: “este tipo de pesquisa gera
conhecimento para aplicação prática dirigida à solução de problemas específicos. Envolve
verdades e interesses locais” (p. 20).

Quanto à abordagem do problema, a pesquisa é mista (qualitativa e quantitativa). Minayo


(1994) afirma que a pesquisa qualitativa “... se preocupa, nas ciências sociais, com um nível
de realidade que não pode ser quantificado, ou seja, ela trabalha com o universo de
significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes, ...” (pp.21-22). Assim, a
pesquisa qualitativa permite compreender a complexidade e os detalhes das informações
obtidas.

Para Richardson (1999): “pesquisa quantitativa é caracterizada pelo uso da quantificação,


tanto na colecta quanto no tratamento das informações, utilizando-se de técnicas estatísticas”
(p. 46). Numa linguagem simples, a pesquisa quantitativa apresenta os números que
comprovam os objectivos gerais da pesquisa.

No que diz respeito aos procedimentos técnicos, a nossa pesquisa é bibliográfica. A pesquisa
bibliográfica, conforme Amaral (2007) “... é uma etapa fundamental em todo trabalho
científico que influenciará todas as etapas de uma pesquisa, na medida em que der o
embasamento teórico em que se baseará o trabalho. Consistem no levantamento, selecção,

13
fichamento e arquivamento de informações relacionadas à pesquisa” (p. 1). Neste sentido,
esta pesquisa ajudou-nos a fundamentar o trabalho através de livros. Com ela, foi possível
analisar as diversas contribuições dos autores em relação ao tema em questão.

2.3. População e amostra

População

Marques (s.f.) alega que é o “termo que, em estatística, designa o grupo de sujeitos cujas
características se pretende estudar. Dada a enorme dificuldade em efectuar investigações
sobre a totalidade dos sujeitos da população, quando a população é muito grande, procede-se
à extracção de uma amostra representativa” (p. 114). Assim sendo, o universo do nosso
trabalho engloba todos os estudantes da 8.ª Classe das turmas A, B e C, do Complexo Escolar
da Quibala. Escolhemos como população 133 indivíduos, dos quais 128 alunos e 5
professores.

Amostra: “termo que designa um grupo de sujeitos junto dos quais se tenciona realizar a
investigação. Quando se selecciona uma amostra deve ter-se em conta o efectivo necessário e
a sua representatividade” (idem, p. 6).

Em outras palavras, fazem parte da amostra as pessoas que responderam à nossa pesquisa. Em
pesquisa quantitativa, a amostra é o grupo de indivíduos que responderam ao questionário.
Nesta vertente, refere-se aos 50 alunos. Já em pesquisa qualitativa, a amostra caracteriza-se
pelas pessoas que foram entrevistadas durante a colecta de respostas. Entrevistámos 2
professores. Assim, temos uma amostra composta por 52 indivíduos.

O critério de amostragem é probabilística intencional, já que nos facilitou escolher


intencionalmente os alunos, pelo facto de os mesmos apresentarem maior preocupação no que
diz respeito ao tema em causa. Os docentes foram escolhidos por serem especializados em
Ensino da Língua Portuguesa.

2.4. Métodos

Neste trabalho, utilizou-se o método dialéctico, que tem como características centrais o uso
da discussão e da argumentação. Aplicou-se para discordar das ideias de alguns gramáticos e

14
concordar com as ideias de outros gramáticos. Quando se discordou de alguns autores,
argumentou-se a razão do tal equívoco gramatical. Outrossim, quando se concordou com
outros autores, mostrou-se o motivo de tal afirmação. Na ciência, não se pode generalizar nem
simplificar uma ideia. Aragão e Neta (2017) afirmam, a este propósito, que:

pela etimologia da palavra de origem grega dialetos, que significa debate,


forma de discutir e debater. Na dialética, ocorre a negação da negação como
algo positivo, pois essa polaridade entre negação e afirmação implica negação,
mas a negação da negação surge afirmação. Quando se repete a negação, isto
significa sim. Segunda negação. O resultado será algo positivo. É com essa lei
do pensamento que a dialética tem como definição do debate a Tese,
proposição positiva; se nega a sua contrária, negando a primeira que é a
antítese, por sua vez negada, obtém, assim, a síntese, que é a negação da tese e
antítese (p.p. 33-34).

Para além deste método que foi, naturalmente, o principal, usámos, de igual modo, o método
comparativo e o estatístico.

Comparativo: Este método foi bastante imprescindível, pois nos possibilitou fazer a
comparação de ideias entre autores, mostrando o ponto de divergência e de convergência que
há entre eles. Gil (2008) afirma o seguinte:

O método comparativo procede pela investigação de indivíduos, classes,


fenómenos ou fatos, com vistas a ressaltar as diferenças e similaridades entre
eles. Sua ampla utilização nas ciências sociais deve-se ao fato de possibilitar o
estudo comparativo de grandes agrupamentos sociais, separados pelo espaço e
pelo tempo. Assim é que podem ser realizados estudos comparando diferentes
culturas ou sistemas políticos. Podem também ser efectivadas pesquisas
envolvendo padrões de comportamento familiar ou religioso de épocas
diferentes (pp. 16-17).

Estatístico: Com este método analisaram-se e interpretaram-se os resultados da investigação


de modo mais abrangente e compreensível, através de tabelas, assim como na utilização de
técnicas para a escolha da população e definição da amostra de pesquisa. De acordo com

15
Prodanov e Freitas (2013), ”o papel do método estatístico é, essencialmente, possibilitar uma
descrição quantitativa da sociedade, considerada como um todo organizado” (p. 38).

2.5. Técnicas de recolha de informações

Observação: aplicou-se esta técnica a fim de se constatar no terreno como o professor


lecciona os conteúdos, o tipo de metodologia que ele usa e como, também, os alunos têm
participado nas aulas. Nisto se fundamenta o pensamento de Lakatos e Marconi (2003):

A observação também é considerada uma colecta de dados para conseguir


informações sob determinados aspectos da realidade. Ela ajuda o pesquisador a
identificar e obter provas a respeito de objectivos sobre os quais os indivíduos
não têm consciência, mas que orientam o comportamento (p. 79).

Entrevista: esta técnica permitiu-nos ter uma conversa com os professores para sabermos a
forma adequada de transmitirem os conhecimentos. Tivemos de elaborar uma série de
questões a fim de esses docentes poderem respondê-las. É o que podemos ler em Haguette
(1995) ao sustentar o seguinte: é “um processo de interacção social, no qual o entrevistador
tem a finalidade de obter informações do entrevistado, através de um roteiro contendo tópicos
em torno de uma problemática central” (p. 26).

Inquérito: a respeito desta técnica, Rauen (2002) afirma:

Consiste numa série ordenada de perguntas que devem ser respondidas por
escrito pelo informante. Deve ser objectivo, limitado em extensão e estar
acompanhado de instruções, a fim de esclarecer o propósito de sua aplicação,
ressaltar a importância da colaboração do informante e facilitar o
preenchimento (p. 127) .

Nesta vertente, esta técnica de recolha de informações foi muito eficaz, porque permitiu fazer
a colecta de várias opiniões dos alunos da referida escola, para se compreender as dificuldades
da posição dos pronomes clíticos na frase. As opiniões dos alunos foram medidas para ver até
que ponto eles dominam o assunto.

16
CAPÍTULO III: ANÁLISE E APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS

Neste capitulo, vamos abordar sobre os resultados obtidos na aplicação das técnicas de
recolha de dados, resultados dos dados do professor a partir de algumas questões, resultados
dos dados dos alunos por meio de respostas dadas às questões e, finalmente, apresentaremos
algumas propostas de exercícios didácticos.

3.1. Resultado das aulas observadas

Os resultados obtidos por meio da observação permitiu-nos redirecionar as técnicas de recolha


de dados subsequentes, tal como o questionário e a entrevista, bem como determinar as
questões focais, tomando em consideração as debilidades apresentadas nestas aulas por parte
dos alunos.

No que diz respeito ao primeiro item, que narra sobre a planificação da aula, concluiu-se que
os objectivos não estavam correctamente delineados no plano de aula, isto é, não
correspondiam directamente às aptidões a serem desenvolvidas nos estudantes. A professora
tinha apenas uma gramática e o programa da referida disciplina. Nesse caso, não houve uma
relação entre objectivos-conteúdos, conteúdo-método e conteúdos-meios de ensino.

No item seguinte sobre a análise da introdução a partir dos aspectos (saudação, chamada,
controlo da tarefa do dia anterior e orientação dos objectivos da aula), tecemos o seguinte:

Em consideração à saudação aos alunos, ela foi muito expressiva e abrangente, procurando
saber a disposição deles e se estavam preparados para um novo dia de aprendizagem, o que,
na nossa percepção, é extremamente indispensável.

A chamada, em todas as observações feitas, foi de bom nível, pois que, naquela classe,
conforme ela nos explicou, é feita por número e em ordem crescente. Numa aula de dois
tempos, só a fazia no primeiro.

Em relação ao controlo da tarefa do dia anterior e à orientação dos objectivos da aula ao longo
das nossas observações, foram de um nível razoável, uma vez que ela oscilava em fazê-lo
(algumas vezes, sim; noutras, não). Ela ia directamente ao novo conteúdo do assunto a ser
tratado, sem fazer a recapitulação da matéria anterior.

17
No que concerne ao desenvolvimento da aula, o professor ensinava as regras do uso correcto
dos pronomes clíticos; entretanto, no momento dos exercícios, os alunos não conseguiam
empregá-los correctamente. Eles apresentavam as seguintes dificuldades: O desconhecimento
total da próclise, ênclise e mesóclise; não aplicação das regras aprendidas na escola, isto é, no
seio familiar; o não domínio de algumas classes gramaticais; colocar o pronome na frase e,
em seguida, justificar.

Portanto, pode-se dizer que o grau de participação dos alunos, durante as aulas, foi de nível
medíocre.

Durante as aulas, não se verificou uma contextualização dos exercícios com o quotidiano dos
alunos, ou seja, a pedagoga não adaptava os exercícios ao contexto social, não dando
exemplos da aplicação da temática debatida na sala de aula, limitando-se unicamente ao
ensino da gramática, o que não permitia que cada um pudesse ter uma ideia concreta da
importância do estudo desse objecto linguístico na sua vida social.

Houve uma atenção dispersada ao longo das observações, principalmente naqueles alunos que
se sentavam no fim da sala, ou nas últimas carteiras da sala de aula. Enquanto a professora
explicava a nova matéria, alguns passavam a mexer nos telemóveis. Por conseguinte, partindo
da ideia anterior, pode-se afirmar categoricamente que a docente não teve o controlo total da
turma e que também lhe foi difícil atingir os aspectos educativos das suas aulas.

A gestão do tempo cumpriu-se de uma forma rigorosa e de acordo com os normativos ou


programas do ensino secundário, que correspondem a 45 minutos a cada aula, e isso também
só foi possível alcançar com sucesso devido ao uso da campainha e à pontualidade dos outros
professores dos tempos subsequentes. Assim, chegou-se ao epílogo de que a gestão do tempo
foi de um nível “muito bom”.

No item referente à avaliação e concretamente na realização das avaliações contínuas, era


feita de uma forma aleatória ao longo das aulas, isto é, para não lhes dar índice de saberem
quem seria o próximo a ser avaliado. Portanto, realizou-se de uma forma aceitável e de um
nível muito bom por parte dela, apesar da fraca participação deles na maioria das vezes.

Quanto à utilização dos instrumentos de avaliação planificados, a docente utilizou as


modalidades de perguntas orais e escritas quando assim achou conveniente, não obstante foi

18
de nível médio, já que, na maioria das vezes, ela recorria a perguntas orais não planificadas
para avaliá-los.

No que concerne à metodologia utilizada, de uma ou de outra forma, a que mais nos veio à
tona é a semiparticipativa em detrimento da metodologia participativa, uma vez que os alunos,
raramente, participavam nas aulas.

No item sobre o manuseamento do material e sobre o aspecto da utilização racional do


quadro, não temos nada a nos queixar da professora, porquanto ela o utilizou conforme regem
as regras da metodologia de ensino. Quanto ao aspecto utilização do apagador, ali, sim,
anotaram-se algumas irregularidades, pois, algumas vezes, a pedagoga limpava o quadro,
segurando o apagador com a mão direita, e isto é contra as regras da metodologia de ensino.

A relação tema-conteúdo não foi bem, porque ela, nas suas planificações, apoiou-se somente
numa gramática e no programa da disciplina. Desta feita, não foi de bom nível.

Tirando os aspectos acima expostos, a única dificuldade que se observou foi o uso do manual
do aluno, pois nenhum deles se fazia acompanhar de um manual de Língua Portuguesa da sua
classe, e isso dificultava, nalgumas vezes, as aulas.

Fazendo uma abordagem geral do item manuseamento do material, chegou-se à inferência


de que, por motivos de um ou outro factor, a sua nota, numa escala de mau a muito bom, é
bom.

No que se refere às conclusões das aulas, as perguntas de controlo eram bem-feitas, apesar da
fraca participação dos alunos. Felizmente, a docente fez um resumo dos aspectos essenciais
em algumas aulas. Todavia, a orientação da tarefa não se verificava adequadamente. Os
exercícios foram praticamente repetitivos, não houve mudanças, nem foram observados
problemas para serem resolvidos.

No que diz respeito à atitude docente, temos que ressaltar que havia relações humanas com
os alunos.

Ela demonstrou, ao longo das observações, um fraco nível de criatividade, pois se apoiava,
essencialmente, nos exemplos fornecidos pela gramática e não relacionava a aula com alguns
aspectos do dia-a-dia.

19
A criatividade da pedagoga, no meio escolar, terá uma forte implicação na aprendizagem
deles e no desenvolvimento das suas personalidades, promovendo a inovação, a originalidade
e o prazer na aprendizagem desses. Isso, perante a vida, deve ser encarada como uma questão
de talento.

Nos aspectos sentido de responsabilidade e sentido de autocrítico, não temos como retratar
de uma forma detalhada, porém notou-se uma certa responsabilidade dela ao longo das
observações feitas.

Depois de analisarmos todos os itens constantes na ficha de observações das aulas durante o
nosso processo investigativo, chegou-se a uma conclusão de que as aulas tiveram uma
classificação final de bom, isto, de acordo com o critério de avaliação que consta na grelha
de observação de aulas em anexo.

3.2. Resultado dos dados do professor

Na primeira questão, tencionámos saber o grau académico do professor. Feito isso, obtivemos
a seguinte resposta:

P1: Lecciono há três anos e sou licenciado em Ensino da Língua Portuguesa.

P2: Quanto a mim, estou há seis meses a leccionar a disciplina de Língua Portuguesa, pois
consegui entrar na função pública faz pouco tempo.

É indispensável saber o tempo que o professor lecciona na escola a qual foi realizada a
pesquisa para se ter uma noção do tempo que este docente conhece os seus alunos e mantêm
uma relação com eles, pois, muitas vezes, os alunos entram na escola inseridos num certo
nível e só saem desta quando terminam outro nível. Para concluir, quanto maior for o tempo
que o professor lecciona na escola, maior será a sua intimidade com os alunos.

A segunda pergunta referia-se às principais dificuldades que o professor nota nos alunos.
Ele respondeu da seguinte forma:

P1: As principais dificuldades constam na memorização das regras para que o pronome seja
proclítico.

20
P2: As principais dificuldades que se notam nos alunos sobre a posição dos pronomes átonos
na frase são: não aplicação das regras aprendidas na escola, isto é, no seio familiar, tudo
por força maior da língua materna ser diferente do Português.

Na terceira pergunta, pretendíamos saber o método usado com maior frequência.

P1: Uso o método dedutivo que nos permite encontrar frases com a colocação dos pronomes
na forma proclítica, enclítica e mesoclítica.

P2: Os métodos que uso com maior frequência para abordar a posição dos pronomes átonos
na frase são estes: oral e dedutivo. Uso-os por uma simples razão: o aluno aprende ouvindo o
professor a aplicá-los, sucedido da descrição das regras e exemplos de uso concreto, ou seja,
explicam-se as regras e o aluno aprende-as dos exemplos para depois praticá-las.

Na quarta questão, elaborou-se a seguinte pergunta: houve mudanças entre o modo de


ensinar a posição dos pronomes átonos no seu tempo de estudante e, agora, enquanto
professor?

P1: Sim, houve mudanças. Antes, os professores ensinavam de forma superficial, talvez
devesse ao facto de os professores não possuírem muito recurso que dispomos. Hoje, existem
seminários e muitas gramáticas, bem como muitos especialistas na área da Linguística.

P2: Sim, houve. No meu tempo, como estudante, os meios tecnológicos não estavam tão
avançados como no tempo actual. Porém, a essência do ensino não mudou.

Na quinta questão, indagámos sobre as actividades que tem realizado nas aulas.

P1: Administração de aulas formando grupos nas aulas, trabalho com textos diversificados e,
no fim da temática, orientar exercícios para serem resolvidos em casa e, depois, serem
apresentados na aula. Cada aluno acerta um determinado exercício.

P2: As actividades didácticas que se têm realizado nas aulas são estas: apresento textos de
livros e jornais com registo de língua popular e, em seguida, mostro a norma. Outrossim,
trago aparelho de som com músicas do estilo kuduro, tal qual o falar deles, dos humoristas e
dos taxistas. Depois, analisamos junto como seria na língua padrão, adequando ao contexto.
Exercícios elaborados com a colocação dos pronomes nas frases de forma errada e certa. E
pedimos para turma assinalar os que estivessem conforme a norma e justificar.

21
3.3. Resultado dos dados dos alunos

Tabela 3: O pronome de complemento

Pergunta Opções Inquirido Percentage


s m
1.ª Assinale a opção A Vi o Gil e chamei-o. 13 26%
em que o pronome de B Vi o Gil e chamei-lhe. 17 34%
complemento está C Vi o Gil e chamei ele. 20 40%
bem seleccionado.
Total 50 100%
Fonte: própria.
Na primeira tabela, conforme retratam os resultados apresentados, 17 alunos, que
correspondem a 34%, assinalaram alínea b); 20 alunos, representando 40%, marcaram alínea
c). No entanto, 13 alunos, que equivalem a 26%, disseram que a resposta é alínea a), o que
justifica que esses sabem fazer a análise sintáctica e conhecem o pronome átono que desenha
a função sintáctica de complemento directo. Moreira e Pimenta (2014) afirmam que o
complemento directo é a função sintáctica de um constituinte obrigatório, que se encontra
directamente ligado por um verbo transitivo directo que o selecciona como complemento.
Essas são as distintas formas de representação do complemento directo. Assim, salienta-se
ainda que uma das formas para identificar o complemento directo é fazer as seguintes
perguntas ao verbo: O quê? Quem? O primeiro é usado para objectos e animais; ao passo que
o segundo é utilizado para pessoas. Logo, a forma correcta é a primeira, dado que o verbo
chamar, nesta acepção, pede um complemento directo.

Tabela 4: Substituição de complemento

Pergunta Opções Inquirido Percentagem

1.ª Substitua o A ...e embrulhem-o num 12 24 %


complemento sublinhado pano.
pelo respectivo pronome. B ... e embrulhem-no num 10 20
Comprem o relógio e pano. %
embrulhem o relógio num C ...e embrulhem-lhe num 14 28
pano. pano. %
D ...e embrulhem-lo num 14 28%

22
pano.
Total 50 100%
Fonte: própria.
Na segunda tabela, conforme espelham os resultados apresentados, percebemos que 12
alunos, que correspondem a 24%, responderam que alínea a. 14 alunos, que correspondem a
28%, disseram que é alínea c. 14 alunos, que correspondem igualmente a 28%, disseram que é
alínea d. Ao passo que 10 alunos, que equivalem a 20%, retorquiram que é alínea b.

Segundo Quivuna (2014), quando o verbo termina em som nasal, o pronome pessoal «o» e
suas flexões toma a forma –no, -na, -nos, -nas, conforme o género e o número do objeto
pronominalizado. Ou seja, se estiverem ligados a verbos terminados em ditongo nasal (-am, -
em, -ão, -õe...), viram -no(s), -na(s). Desta feita, a alínea correcta é «...e embrulhem-no num
pano.»

Tabela 5: Corrigir erros de pronominalização

Pergunta Opções Inquirido Percentagem


s
1.ª Corrija os erros de A Os livros não podem ficar 11 22%
pronominalização aqui. Põe-nos no teu quarto.
presente na frase B Os livros não podem ficar 20 40%
abaixo. aqui. Põe-lhes no teu quarto.
Os livros não podem C Os livros não podem ficar 19 38%
ficar aqui. Põe-los no aqui. Põe-os no teu quarto.
teu quarto.

Total 50 100%
Fonte: própria.

Na terceira tabela, dos 50 alunos inqueridos, como mostram os resultados apresentados, 20


alunos, representando 40%, assinalaram alínea b); 19 discentes, que equivalem a 38%,
disseram que é alínea c). Finalmente, 11 alunos, que correspondem a 22%, afirmaram ser
alínea a). A este respeito, Quivuna (2014) afirma que, quando o verbo termina em som nasal,
o pronome pessoal «o» e suas flexões toma a forma –no, -na, -nos, -nas, conforme o género e
o número do objeto pronominalizado. Ou seja, se estiverem ligados a verbos terminados em

23
ditongo nasal (-am, -em, -ão, -õe...), viram -no(s), -na(s). Desta feita, a alínea correcta é «...
Põe-nos no teu quarto» .

Tabela 6: Substituição do grupo nominal por pronome

Pergunta Opções Inquiridos Percentagem


1.ª Substitua o grupo A Chamá-lo-ei. 12 24%
nominal repetido por B Chamarei-o. 18 36%
pronome pessoal. C Chamar-lhe-ei. 24 48%
a)Se eu vir o menino,
chamarei o menino.
Total 50 100%
Fonte: própria.

Na quarta tabela, segundo espelham os resultados apresentados, 24 alunos, que


correspondem a 48%, assinalaram alínea c); 18 alunos, representando a 36%, marcaram a
alínea b). Não obstante, 12 alunos, equivalendo a 24%, indicaram alínea a). Moreira e
Pimenta (2014) afirmam que, no futuro e no condicional, o pronome, nas formas lo, la, los,
las, surge no meio (mesóclise) da forma verbal, ou seja, entre o que se designa por tema e a
característica do tempo ou modo (e os sufixos afixais indicadores do número e pessoa). Logo,
expressão como «chamarei-o» está incorrecta, visto que o pronome não deve ficar na posição
enclítica, mas sim na posição mesoclítica, ou seja, no meio da forma verbal. Assim, eis a
construção correcta: chamá-lo-ei.

Tabela 7: Posição do pronome

Pergunta Opções Inqueridos Percentagem

Vou dizer-lhe a verdade. A Posição proclítica 26 52%


1.ª Que nome se dá à posição B Posição mesoclítica 14 28%
que consiste em colocar o
C Posição enclítica 10 20%
pronome depois do verbo?
Total 50 100%
Fonte: própria
Na quinta tabela, como reflectem os resultados exposto, 26 alunos, representando 52%,
disseram que é alínea a); 14 alunos, equivalendo a 28%, apontaram alínea b). Isso prova que

24
esses alunos memorizam apenas os conteúdos gramaticais. Contudo, 10 alunos,
correspondendo a 20%, marcaram alínea c), o que justifica que esses não assinalaram pela
intuição, mas sim tinham a certeza do tipo de posição pronominal. Conforme Quivuna (2014),
geralmente a colocação padrão do pronome pessoal átono é a que nas orações finitas ocorre
seguidamente ao verbo (quer nas formas simples quer nas compostas). Temos, assim, o
processo denominado ênclise. Assim, ênclise é a colocação do pronome pessoal átono depois
do verbo. Na ênclise, o pronome liga-se ao verbo por meio de hífen.

Tabela 8: A função sintáctica

Pergunta Opções Inquiridos Percentagem


Vou convidar os meus amigos. A Complemento 34 68%
1.ª Indique a função sintáctica indirecto
do termo sublinhado na frase B Complemento directo 16
acima! 32%
Total 50
100%
Fonte: própria.
Como ilustram os resultados apresentados, 34 alunos, que correspondem a 68%, assinalaram
alínea a). Porém, 16 alunos, que correspondem a 32%, apontaram alínea b). Na visão de
Moreira e Pimenta (2014), o complemento directo é a função sintáctica de um constituinte
obrigatório, que se encontra directamente ligado por um verbo transitivo directo que o
selecciona como complemento. Em outras palavras, essas são as distintas formas de
representação do complemento directo. Assim, salienta-se ainda que uma das formas para
identificar o complemento directo é fazer as seguintes perguntas ao verbo: O quê? Quem? O
primeiro é usado para objectos e animais; ao passo que o segundo é utilizado para pessoas.
Vou convidar... quem? → os meus amigos.

As respostas para essas perguntas levam-nos ao complemento directo. Logo, os 16 alunos


mostraram-nos que dominam as funções sintácticas.

3.4. Propostas de exercícios didácticos

Exercício 1

25
Tema: Pronominalização

Público-alvo: Alunos da 8.ª Classe

Tempo: 45 minutos

Orientador: Professor de Língua Portuguesa

Procedimentos:

Primeiramente, o professor faz a distribuição de uma folha com exercícios aos alunos e, em
seguida, pede-lhes que substituam os grupos nominais repetidos. Eis o exercício: Faça uma X
na coluna correspondente ao complemento (a negrito) e, a seguir, reescreva a frase,
substituindo o complemento pela forma correcta do pronome:

Frases C C Frases pronominalizadas


D I
Ex. A obra está pronta. Terminaram a obra X
ontem
1.O marido pediu a verdade e ela jurou ao
marido que não sabia de nada.
[Link] um espelho, mas a empregada partiu
o espelho.
3.A relva está seca, podes regar a relva à tarde
[Link] zona vai ter dois novos hotéis. Diz-se que
vão construir os dois hotéis aqui.
5.O enfermeiro perguntará o que aconteceu e ela
contará tudo ao enfermeiro.
6.O café está ponto. Trago o café já.
[Link] bebés dormiam, acordamos os bebés às
sete.
[Link] vai visitar a família. Oxalá ele encontre
a família de saúde.
9.O réu ia sair. Os guardas impediram o réu de
sair.
[Link] que descobrirem o autor do crime,
prenderão o autor do crime.
11. Estes alunos dão erros por distracção.
[Link] falar com o João. Chamem o João, por
favor.

Exercício 2

Tema: Pronominalizar frases

26
Público-alvo: Alunos da 8.ª Classe

Tempo: 1h

Orientador: Professor

Recursos didácticos: Frases com nomes repetidos.


Procedimentos: O docente propõe aos seus alunos um desafio, isto é, uma actividade sem
consulta. O objectivo é avaliar o que os alunos entendem sobre pronominalização e como as
usam. Para isso, os alunos devem ler as frases abaixo e substituir os grupos nominais
repetidos pelos pronomes átonos.

1. A obra está pronta. Terminaram a obra ontem.

2. Comprei um espelho, porém a empregada partiu o espelho.

3. A relva está seca, podes regar a relva à tarde.

4. Esta zona vai ter dois hotéis. Diz-se que vão construir os dois hotéis aqui.

5. O café está pronto. Trago o café já.

6. Os bebés dormiam, acordámos os bebés às sete.

7. O réu ia sair, todavia os guardas impediram o réu de sair.

8. Quero falar com a Maria. Chamem a Maria, por favor.

9. Onde é que compraram estes livros? Comprámos estes livros no mercado de Cacuaco.

10. O enfermeiro perguntou à paciente o que aconteceu e a paciente contou tudo ao


enfermeiro.

11. Este jovem é muito indisciplinado. Conheces este jovem?

12. Se virem o professor Esimiro, cumprimentem o professor Esimiro, por favor.

13. Este parágrafo é muito extenso. Quero reduzir este parágrafo.

14. O dia da festa é hoje, Isabel. Será que convidaste a professora Luzia? Sim, convidei a
professora Luzia e vou buscar a professora Luzia.

15. Menina, onde puseste a tua gramática? Pus a gramática na pasta.

16. Esta moça é muito bonita. Vou apresentar esta moça à minha mãe.

17. A Margarida fez os exercícios de Português? Sim, a Margarida fez os exercícios de


Português em casa.

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18. Tu tens a esferográfica aí? Sim, tenho a esferográfica aqui.

19. Viram um animal, perseguiram o animal, agarraram o animal e mataram o animal.

20. Já não há espaço para pôr este título. Põe este título na primeira página do jornal.

21. Bom dia, senhor professor! Posso fazer uma pergunta ao senhor professor?

22. Estamos com saudades do nosso pai. Telefonem ao vosso pai.

23. Posso já fazer a tarefa? Não, faz a tarefa mais tarde.

24. Se tens trabalhos de casa, faz já os trabalhos de casa.

25. A quem eles estão a dar a vaga? Eles dão a vaga ao melhor candidato.

26. Por que razão o chefe deitou o documento? Eu quis tanto o documento.

27. A que horas fizeste o almoço? Fiz o almoço às 13horas.

Exercício 3

Tema: Produção de Texto


Público-alvo: Alunos da 8.ª Classe

Tempo: 45minutos

Orientador: Professor

Métodos: trabalho independente e elaboração conjunta.

Procedimento: O professor orienta os alunos a fazerem uma narração sobre um conto ou uma
história que tenham vivido, lido ou ouvido de alguém e que seja em quantas linhas eles
puderem. A mesma teria que ter uma introdução, desenvolvimento e conclusão, bem como ter
também, todas as características de um texto narrativo: personagens (elementos que
participam na história e que podem ser seres reais ou imaginários / mitológicos), espaço (o
lugar onde decorreu o acontecimento e o estado das personagens), tempo (o momento ou
época em que decorreu o acontecimento), acção (a forma como decorreu o acontecimento).
De maneira a evitar-se repetição, os alunos deverão fazer a substituição dos nomes repetidos
pelos pronomes átonos correspondentes.

Produção de texto

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Exercício 4
Tema: O uso dos pronomes na linguagem formal e informal
Público-alvo: Alunos da 8.ª Classe

Tempo: 45minutos

Orientador: Professor

Métodos: trabalho independente e elaboração conjunta.

Procedimento: O professor propõe aos alunos que recolham as ocorrências de usos da


posição dos pronomes átonos nas interações comunicativas no seu quotidiano e as registem no
caderno. Para compará-las com a linguagem formal, os alunos devem assistir a telejornais,
documentários, etc. e também passar as ocorrências que perceberem nestes meios para o
caderno. Tendo constituído este corpus da língua falada em diferentes contextos, eles devem
então montar tabelas como as que foram feitas na aula e analisar a posição dos pronomes
respondendo às mesmas perguntas levantadas na aula. As respostas devem ser aprersentadas à
turma na próxima aula.

Exercício 5
Tema:

29
Público-alvo: Alunos da 8.ª Classe

Tempo: 45minutos

Orientador: Professor

Métodos: trabalho independente e elaboração conjunta.

Procedimento: Antes de iniciar a aula, os alunos poderão fazer uma breve apresentação e
discussão (10minutos) sobre os resultados da actividade de casa proposta na aula anterior.
Para eles, será uma oportunidade de conhecer mais sobre os usos, para o professor, uma forma
de avaliar o conhecimento da turma até este ponto.
Encerrado o debate, o professor inicia a aula com o tema: Regras de colocação pronominal.
Essa aula deverá acontecer no laboratório de informática da escola (se houver), equipado com
projector de multimédia e com computadores. Através dos slides, os alunos conhecerão as
diferentes regras de colocação pronominal (próclise, ênclise e mesóclise).

Texto: O reformador do mundo

Américo Pisca-Pisca tinha o hábito de pôr defeito em todas as coisas. O mundo para ele
estava errado e a natureza só fazia asneiras.
– Asneiras, Américo?
– Pois então?!... Aqui mesmo, neste pomar, você tem a prova disso. Ali está uma
jabuticabeira enorme sustendo frutas pequeninas, e lá adiante vejo uma colossal abóbora
presa ao caule de uma planta rasteira. Não era lógico que fosse justamente o contrário? Se
as coisas tivessem de ser reorganizadas por mim, eu trocaria as bolas, passando as
jabuticabas para a aboboreira e as abóboras para a jabuticabeira.
Não tenho razão?
Assim discorrendo, Américo provou que tudo estava errado e só ele era capaz de dispor com
inteligência o mundo.
– Mas o melhor – concluiu – é não pensar nisto e tirar uma soneca à sombra destas árvores,
não acha?
E Pisca-Pisca, pisca-piscando que não acabava mais, estirou-se de papo para cima à sombra
da jabuticabeira.
Dormiu. Dormiu e sonhou. Sonhou com o mundo novo, reformado inteirinho pelas suas
mãos. Uma beleza!

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De repente, no melhor da festa, plaf!, uma jabuticaba cai do galho e lhe acerta em cheio no
nariz.
Américo desperta de um pulo; pisca, pisca; medita sobre o caso e reconhece, afinal, que o
mundo não era tão malfeito assim. E segue para casa reflectindo:
– Que espiga!... Pois não é que se o mundo fosse arrumado por mim a primeira vítima teria
sido eu? Eu, Américo Pisca-Pisca, morto pela abóbora por mim posta no lugar da
jabuticaba? Hum! Deixemo-nos de reformas. Fique tudo como está, que está tudo muito bem.
E Pisca-Pisca continuou a piscar pela vida afora, mas já sem a cisma de corrigir a natureza.
– Pois esse Américo era bem merecedor de que a abóbora lhe esmagasse a cabeça de uma
vez – berrou Emília. – Eu, se fosse a abóbora, moía-lhe os miolos...
– Por quê?
– Porque a natureza anda precisadíssima de reforma. Tudo torto, tudo errado... Um dia eu
ainda agarro a natureza e arrumo-a certinha, deixo-a como deve ser.
Todos se admiraram daquela audácia. Emília continuou:
– Querem ver um erro absurdo da natureza? Essa coisa do tamanho... Para que tamanho?
Para que quer um elefante um corpão enorme, se podia muito bem viver e ser feliz com um
tamanhinho de pulga?
Que adianta aquele beiço enorme de Tia Nastácia? Tudo errado – e o maior dos erros é o tal
tamanho.
– E quando vai você reformar a natureza, Emília?
– Um dia. No dia em que me pilhar aqui sozinha!...

Exercício 6

Tema: Posição enclítica, proclítica e mesoclítica

Público-alvo: Alunos da 8.ª Classe

Tempo: 1h

Orientador: Professor

Recursos didácticos: textos para identificar e trabalhar a posição dos pronomes.


Procedimentos: O professor apresenta um texto em que há pronomes átonos, e os alunos
terão de dizer em que posição se encontram os pronomes. Eis o texto:

A menina das tranças loiras olhou para ele, sorriu e estendeu a mão.

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- Combinado?

- Combinado – disse ele.

Riram os dois e continuaram a andar, pisando as flores violeta que caíam das árvores.

- Neve cor de violeta – disse ele.

- Mas tu nunca viste neve…

- Pois não, mas creio que cai assim…

- É branca, muito branca…

- Como tu!

E um sorriso triste aflorou medrosamente aos lábios dele.

- Ricardo! Também há neve cinzenta…cinzenta - escura.

- Lembra-te da nossa combinação. Não mais…

- Sim, não mais falar da tua cor. Mas quem falou primeiro foste tu.

Ao chegarem à ponta do passeio ambos fizeram meia volta e vieram pelo mesmo caminho. A
menina tinha tranças loiras e laços vermelhos.

- Marina, lembras-te da nossa infância? – e voltou-se subitamente para ela. Olhou-a nos
olhos.

A menina baixou o olhar para a biqueira dos sapatos pretos e disse:

- Quando tu fazias carros com rodas de patins e me empurravas à volta do bairro? Sim,
lembro-me…

A pergunta que o perseguia há meses saiu finalmente.

- E tu achas que está tudo como então? Como quando brincávamos à barra do lenço ou às
escondidas? Quando eu era o teu amigo Ricardo, um pretinho muito limpo e educado, no
dizer de tua mãe? Achas…

- …que eu posso continuar a ser teu amigo…

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- Ricardo!

- Que a minha presença em tua casa… no quintal da tua casa, poucas vezes dentro dela!, não
estragará os planos da tua família a respeito das tuas relações…

Estava a ser cruel. Os olhos azuis de Marina não lhe diziam nada. Mas estava a ser cruel.

- Desculpa – disse por fim.

Virou os olhos para o seu mundo. Do outro lado da rua asfaltada não havia passeio. Nem
árvores de flores violeta. A terra era vermelha. Piteiras. Casas de pau-a-pique à sombra de
mulembas. As ruas eram de areias sinuosas. Uma ténue nuvem de poeira que o vento
levantava cobria tudo. A casa dele ficava ao fundo. Via-se do sítio donde estava. Amarela.
Duas portas, três janelas. Um cercado de aduelas e arcos de barril.

- Bons tempos – encontrou-se a dizer. – A minha mãe era a tua lavadeira. Eu era o filho da
lavadeira. servia de palhaço à menina Nina. A menina Nina dos caracóis loiros. Não era
assim que te chamavam? – gritou ele.

Luandino Vieira in A Cidade e a Infância


(Excerto)

Exercício 7
Tema: Dar sequências de histórias

Público-alvo: Alunos da 8.ª Classe

Tempo: 1h

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Orientador: Professor

Procedimentos: A aula poderá ser iniciada explicando aos alunos que eles deverão escrever
um texto com o máximo de pronomes átonos possíveis. Feito isso, poderá ser solicitado aos
alunos que abram o navegador de Internet e acessem seus e-mails. Logo após, abram um
convite para o Google docs, enviado anteriormente pelo professor. É interessante explicar
para os alunos que, com a utilização do Google docs, todos poderão, ao mesmo tempo, ter
acesso e modificar o documento. Neste documento, haverá o início de uma história a qual eles
deverão dar sequência. Cada grupo terá um determinado tempo para escrever 1 parágrafo. Ao
final da actividade, uma leitura colectiva do texto poderá ser feita e elencado os pronomes
átonos nas frases.

CONCLUSÃO

A presente pesquisa foi orientada no sentido de dar resposta à seguinte pergunta científica:
como melhorar o uso correcto dos pronomes clíticos na frase dos alunos da 8.ª Classe do
Complexo Escolar da Quibala?

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Irregularidades como o desconhecimento total da próclise, ênclise e mesóclise; a não
aplicação das regras aprendidas na escola; o não domínio de algumas classes gramaticais e o
colocar o pronome na frase e, em seguida, justificar passaram a ser alvos da nossa
investigação.

Após fundamentar teoricamente os pronomes clíticos em Língua Portuguesa, com base nas
ideias de vários gramáticos e linguistas, aplicou-se um questionário aos alunos com o
objectivo de verificar o estado actual dos pronomes clíticos dos alunos da 8.ª Classe do
Complexo Escolar da Quibala.

Do questionário aplicado, evidenciou-se as dificuldades dos alunos no que respeita a


colocação dos pronomes clíticos, pois a grande maioria não acertou as questões. Também
houve poucos acertos na escrita, demonstrada no teste pedagógico de diagnóstico produzido.

As dificuldades registadas e comprovadas na escrita dos alunos em estudo, fruto da aplicação


das técnicas e instrumentos de recolha de dados, permitiram verificar que os alunos têm
grandes dificuldades de colocação dos pronomes clíticos na frase. Por parte dos alunos,
verificaram-se muitas dificuldades, tais como: o desconhecimento total da próclise, ênclise e
mesóclise; não aplicação das regras aprendidas na escola, isto é, no seio familiar; o não
domínio de algumas classes gramaticais; colocar o pronome na frase e, em seguida justificar.

Para dar resposta ao que se pretendeu, apresentaram-se propostas de exercícios didácticos


para melhorar a posição dos pronomes clíticos na frase. Sendo assim, é necessário que se faça
prática das teorias apresentadas através das acções propostas para melhoria da problemática,
bem como futuras investigações no sentido de avaliar o impacto das actividades aqui
propostas. Parece-nos também importante investigações futuras sobre o estudo dos
proclisadores que causam mais dificuldades aos alunos, bem como dos contextos
mesoclíticos.

35
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Federal.

Aragão, J. W. M. e Neta, M. A. H. M. (2017). Metodologia Científica. Salvador: SIBI –


UFBA.

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Lisboa: Edições João Sá da Costa.

Duarte, I. (2000). Língua Portuguesa – Instrumentos de Análise. Universidade Aberta,


Portugal.

Fernández, P. (1998). Facilitando Oficinas: da teoria à prática. São Paulo: Graphox Caran.

Gil, A. C. (2008). Como Elaborar Projectos de Pesquisa. 4.ª ed. São Paulo, Atlas.

Haguette, T.M.F. (1995). Metodologias Qualitativas na Sociologia. [Link]. Petrópolis: Vozes.

Lakatos, E. M.; Marconi, M. A. (2003). Fundamentos de Metodologia Científica. 5.ª ed. São
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Libâneo, J. C. (1994). O processo de ensino na escola. São Paulo: Cortez.

Marques, R. (s.f). Dicionário Breve de Pedagogia. 2.ª ed. (Revista e aumenta).

Martino, A. (2014). Português Esquematizado: Gramática, Interpretação de Texto, Redacção


Oficial e Redacção Discursiva. 3.ª ed. São Paulo: Saraiva.

Matos, J.C. et al.(2012). Gramática Moderna da Língua Portuguesa. 2.ª ed. Lisboa: Escolar
Editora.

Miguel, M. H.; Alves, M. A. (2016). Saber +: Manual de Língua Portuguesa para o ensino
universitário. Luanda: Nzila.

Minayo, B. (1994). Manual de Pesquisa Científica. Catalão: UFG.

Moreira, V.; Pimenta, H. (2014). Gramática de Português - 3.º Ciclo do Ensino Básico/
Ensino Secundário. Portugal: Porto editor.

Moresi, E. (2003). Metodologia da Pesquisa. Brasília: DF

Nascimento, Z. S.; Lopes, M. C. (2011). Domínios – Gramática da Língua Portuguesa.


Plátano Editora, Lisboa.

Pestana, F. (2013). Gramática para Concursos Públicos. Rio de Janeiro: Elsevier.

Prodanov, C. C. e Freitas, E. C. (2013). Metodologia do Trabalho Científico: Métodos e


Técnicas da Pesquisa e do Trabalho Académico. 2.ª Ed. Novo Hamburgo, R S: Feevale.
Quivuna, M. (2010). Introdução aos Estudos Linguísticos. Uíje: Gráfica LUX.

Quivuna, M. (2014). O Ensino de Português em Contexto Bilingue/ Plurilingue Angolano.


Lisboa: Fernando Mão de Ferro.

Raposo, E. B. P. et al. (2013). Gramática do Português. Fundação Colouste Gulbenkian.


Coimbra.

Rauen, F. J. (2002). Roteiros de Investigação Científica. Tubarão: Unisul.

Richardson, R. J. (1999). Pesquisa Social: métodos e técnicas. São Paulo: Atlas.

Rosa, M.C. (2000). Introdução à Morfologia. São Paulo: Contexto.

Seara, I. C.; Nunes, V. G.; Lazzarotto-Volcão, C. (2011). Fonética e Fonologia do Português


Brasileiro. Florianópolis: LLV/CCE/UFSC.

Silva, E. L. de; Menezes, E. M. (2001). Metodologia da Pesquisa e Elaboração de


Dissertação. 3.ª ed. Florianópolis: UFSC.

Silva, E. L. de; Menezes, E. M. (2001). Metodologia da Pesquisa e Elaboração de


Dissertação. 3.ª ed. Florianópolis: UFSC.
APÊNDICE-1

GRELHA DE OBSERVAÇÃO DE AULAS

Escola_________________________________________
Nome do professor____________________________

Disciplina____________________ período_____Classe_____turma____

Trimestre_____________

Nº Mau Med. Suf. Bom Muito bom


1 Introdução
Saudação
Chamada
Controlo da tarefa do dia anterior
Orientação aos objectivos da aula
2 Desenvolvimento da aula
Domínio do conteúdo
Grau de participação dos alunos
Prestação de atenção individualizada
3 Metodologia utilizada
Metodologia semi-participativa
Metodologia participativa
4 Conclusões da aula
Perguntas de controlo
Orientação do trabalho para casa
Cumprimentos dos objectivos da aula
Fonte: Própria

APÊNDICE 2
Este instrumento estava constituído por uma série de questões que visavam recolher a opinião
dos professores a respeito do tratamento da matéria sobre os pronomes clíticos e determinar as
abordagens que têm sido seguidas no tratamento da matéria sobre estes, bem como as
metodologias.

GUIA DE ENTREVISTA DIRIGIDA AO PROFESSOR

Objectivo: analisar as práticas pedagógicas.

1.ª Qual é o grau académico do professor?

2.ª Quais são as principais dificuldades que nota nos seus alunos?

3.ª Que tipo de método usa com maior frequência para abordar a posição dos pronomes na
frase?

4.ª Houve mudanças entre o modo de ensinar a posição dos pronomes átonos no seu tempo de
estudante e, agora, enquanto professor?

5.ª Quais são as actividades que tem realizado nas suas aulas para abordar a posição dos
pronomes átonos?

Muito obrigado!

APÊNDICE 3
Com o instrumento a seguir, destinou-se a avaliar o nível de conhecimento dos alunos a
respeito da posição dos pronomes clíticos na frase.

Objectivo: avaliar o nível de conhecimento sobre a posição dos pronomes na frase.

QUESTIONÁRIO APLICADO AOS ALUNOS

O presente questionário visa colectar dados que servem de requisito parcial para a construção
de Monografia no grau de Licenciatura em Ciências da Educação (Ensino da Língua
Portuguesa), que busca elaborar exercícios didácticos para a melhoria dos pronomes clíticos
dos alunos da 8.ª Classe do Complexo Escolar da Quibala.

Nota bem: Os dados serão utilizados exclusivamente para fins académicos.

Leia com atenção as frases apresentadas.


1.ª Assinale a opção em que o pronome de complemento está bem seleccionado.

a) Vi o Gil e chamei-o.
b) Vi o Gil e chamei-lhe.
c) Vi o Gil e chamei ele.

2.ª Substitua o complemento sublinhado pelo respectivo pronome. Comprem o relógio e


embrulhem o relógio num pano.

a) Comprem o relógio e embrulhem-o num pano.


b) Comprem o relógio e embrulhem-no num pano.
c) Comprem o relógio e embrulhem-lhe num pano.
d) Comprem o relógio e embrulhem-lo num pano.

3.ª Corrija os erros de pronominalização presentes na frase abaixo. Os livros não podem ficar
aqui. Põe-los no teu quarto.

a) Os livros não podem ficar aqui. Põe-nos no teu quarto.


b) Os livros não podem ficar aqui. Põe-lhes no teu quarto.
c) Os livros não podem ficar aqui. Põe-os no teu quarto.

4.ª Substitua o grupo nominal repetido por pronome pessoal. Se eu vir o menino, chamarei o
menino.

a) Chamá-lo-ei.
b) Chamarei-o.
c) Chamar-lhe-ei.

5.ª Vou dizer-lhe a verdade. Que nome se dá à posição que consiste em colocar o pronome
depois do verbo?

a) Posição proclítica.
b) Posição mesoclítica.
c) Posição enclítica.
6.ª Vou convidar os meus amigos. Indique a função sintáctica do termo sublinhado na frase!

a) Complemento indirecto

b) Complemento directo

Muito obrigado pela colaboração!

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