Direito proceual civil II
recursos
1 - teoria geral dos recursos
error in judicando-
• conceito
• Características reforma. Acórdão do
tribunal substitui a
• Pressupostos de admissibilidade
decisão
• fatos impeditivos e extintivos do
direito de reconhecer
error in procedendo-
2- princípios
anulação. Acórdão não
3- efeitos dos recursos
substitui a decisão, mas
• obstativo
ordena que outra seja
• devolutivo dada
• Suspensivo
• Expansivo
embargos de declaração
• Regressivo • esclarecer obscuridades
4- fenômenos não recursais • suprir omissão
• recurso adesivo • Corrigir erros materiais
• Remessa necessária preclusão: perda da possibilidade de praticar
• Pedido de consideração um ato processual
• temporal: prazo
• Ação rescisória
• consumidor: “protocolou, lascou”, se
5- recursos em espécie (art 994 cpc) consumou não pode mais voltar atrás
6- precedentes • lógica: não pode praticar um ato
processual posterior incompatível com o
conceito primeiro
• pro judicato: : “protocolou, lascou” juíz
não pode mais voltar atrás
• remédio processual trânsito em julgado: enquanto houver
• lei federal (art 22, I CF) recurso pendente em julgamento, não há
• parte vencida, mp ou 3º interessado trânsito em julgado
• dentro do mesmo processo
Recursos são instrumentos que permitem às
• reforma, invalidação, esclarecimento
partes impugnarem as decisões judiciais, no
e integração intuito de que sejam reformadas (modificadas),
• preclusão esclarecidas (explicadas), integradas (quando
• trânsito em julgado não contempla todos os temas que deveria) ou
• proibição de inovação: não é possível mesmo anuladas (quando não cumpre algum dos
deduzir pretensão nova né, articular requisitosa que conferem a validade).
fatos antigos no artigo. Mas, se o
fato é novo ele pode ser alegado no Os recursos também podem ter o objetivo de
uniformizar a jurisprudência, para manter a
recurso, assim como documentos
coerência das decisões judiciais e a observância
novos também o podem
da lei. São instrumentos aplicáveis dentro do
• todos os recursos, com exceção do próprio processo da decisão recorrida.
agravo de instrumento são
protocolados perante o juízo que Devem ser, ainda, idôneos, ou seja, cabíveis e
proferiu uma decisão reccorida previstos no rol do art. 994 do Código de
Processo Civil.
princípios
Princípio do duplo grau de jurisdição- não está
expresso na legislação. Entretanto, a
Constituição estabeleceu um sistema
com duplo grau de jurisdição. Esse sistema
serve para controlar internamente os atos
judiciais, através da apreciação das decisões
por um órgão de instância superior. A
possibilidade de interposição de recursos é o
reconhecimento de que as decisões judiciais
podem ser falhas. Assim, pretende-se corrigir
eventuais erros e manter as decisões
Há ainda outras espécies recursais íntegras, coerentes e de acordo com a lei.
previstas em leis específicas, como os Princípio do acesso à justiça- Também chamado
Embargos Infringentes (Lei de Execução de princípio da inafastabilidade da jurisdição,
Fiscal) e o Recurso Inominado (Lei dos está previsto no art. 5º, XXXV, da Constituição
Juizados Especiais). Por isso diz-se que um Federal: “a lei não excluirá da apreciação do
dos pressupostos dos recursos é o Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito”. Em
cabimento e a adequação, isto é, para cada decorrência dele, o Judiciário não pode se
decisão judicial haverá um recurso cabível. recusar a responder as pretensões que lhe são
apresentadas.
Atenção: não se pode recorrer de
Princípios da taxatividade- Segundo esse
despachos! Excepcionamente, a
princípio, os recursos devem ser previstos em
jurisprudência entende que
lei, isto é, o rol dos recursos é numeros clausus.
caberá Embargos de Declaração contra Um recurso não pode, por exemplo, ser criado
despacho, para esclarecer quaisquer por negócio processual ou por um tribunal.
dúvidas quanto ao seu conteúdo. Os
recursos são sempre voluntários, ou seja, Princípio da duração razoável do processo e da
cabe à parte optar pela sua interposição. efetividade das decisões judiciais- De acordo
com o art. 5º o inciso LXXVIII da Constituição: “a
Os recursos impedem a formação de coisa todos, no âmbito judicial e administrativo, são
julgada. A coisa julgada é quando a matéria assegurados a razoável duração do processo e
do processo não pode mais ser discutida. os meios que garantem a celeridade de sua
Como o recurso é a tentativa de discutir tramitação”. Por essa razão, há a limitação dos
novamente a decisão, ele é incompatível recursos àqueles expressamente previstos em
com a formação de coisa julgada. [Link] modo, não é possível permitir que os
recursos sejam usados como forma de
Coisa julgada é a decisão judicial imutável prolongar eternamente o processo ou impedir
e indiscutível, ou seja, contra a qual não uma solução definitiva. O processo deve
cabem mais recursos. Já o julgamento de caminhar para uma decisão rápida, e não é só,
mérito é quando o juiz analisa o que foi para uma decisão efetiva. Nesse sentido, o art.
pedido pelas partes. O julgamento de 4° do Código de Processo Civil completa: “As
mérito pode ou não formar coisa julgada. partes têm o direito de obter em prazo
Ele formará quando a decisão não puder razoável a solução integral do mérito, incluída a
mais ser discutida por recursos. Por atividade satisfativa”.
exemplo: há o julgamento de mérito na Princípio da singularidade- De acordo com
primeira, segunda e última instância. esse princípio, não é possível a utilização
Depois do julgamento na última instância, simultânea de dois recursos contra a mesma
forma-se a coisa julgada, porque não é decisão.
possível interpor recursos.
Princípio da fungibilidade- Através dele, um
recurso pode ser convertido em outro,
quando a parte erra o recurso interposto,
desde que não haja:
1 erro grosseiro (quando não há dúvida
razoável sobre o cabimento do recurso);
2 preclusão do prazo para interposição;
ou
3 má-fé.
O Código de Processo Civil refere-se, nos
arts. 1.032 e 1.033, à possibilidade de se tomar
o Recurso Especial como Recurso
Extraordinário e vice-versa (os quais serão
estudados a seguir). A fungibilidade também é
possível relativamente aos Embargos de
Declaração e o Agravo Interno.
Princípio da voluntariedade- O recurso é uma
manifestação de vontade das partes, ou seja,
cabe a elas optar pela continuidade do
processo ou não. Isso não ocorre no caso de
reexame necessário, quando as sentenças
são enviadas ao Tribunal para serem
confirmadas. Vejamos o que diz o Código de
Processo Civil:
Princípio da dialeticidade- Esse princípio decorre
do contraditório e ampla defesa, visto que,
segundo ele, as partes devem ser ouvidas antes
que seja proferida qualquer decisão.
Semelhantemente, o recurso deve se referir
especificamente à decisão impugnada. A
dialeticidade é requisito de admissibilidade do
recurso.
Proibição da Reformatio in pejus- De acordo com
o princípio da proibição da reformatio in pejus, o
julgamento do recurso não pode agravar a
situação do recorrente, por exemplo, ao
proferir uma decisão mais desfavorável.
Embora não esteja expressamente previsto em
nosso ordenamento, é amplamente aceito pela
doutrina e jurisprudência.