0% acharam este documento útil (0 voto)
47 visualizações6 páginas

Hebreus

O texto enfatiza a importância de se aproximar de Deus através de Jesus Cristo, que é apresentado como o grande sacerdote que possibilita o acesso ao Santo dos Santos. O autor exorta os leitores a desfrutarem dos privilégios concedidos por Deus, como a esperança, o amor fraternal e a congregação, destacando que a comunhão com Deus e entre os irmãos é fundamental na vida cristã. Além disso, o texto alerta sobre a necessidade de não desprezar as oportunidades de adoração e comunhão que Deus oferece.

Enviado por

Edwilson Barros
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
47 visualizações6 páginas

Hebreus

O texto enfatiza a importância de se aproximar de Deus através de Jesus Cristo, que é apresentado como o grande sacerdote que possibilita o acesso ao Santo dos Santos. O autor exorta os leitores a desfrutarem dos privilégios concedidos por Deus, como a esperança, o amor fraternal e a congregação, destacando que a comunhão com Deus e entre os irmãos é fundamental na vida cristã. Além disso, o texto alerta sobre a necessidade de não desprezar as oportunidades de adoração e comunhão que Deus oferece.

Enviado por

Edwilson Barros
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

1. O que o texto quer dizer?

2. De que interesse(s) o texto tratou (no seu contexto)?


3. O que os ouvintes têm em comum com aqueles a quem (ou acerca de) o texto foi escrito, ou a pessoa
por quem foi escrito?

1. Quer dizer que Cristo é o nosso sacerdote junto a Deus, que por ele podemos nos chegar a Deus. O que
isso implica para nós.
2. Mostrar a superioridade de Cristo, de ser ele o cumprimento de muitos “tipos” e de ser o caminho a
Deus que Ele possibilita
3. Convicção de quem Jesus é; falhas apontadas na segunda parte, pois esta é uma exortação.

Hb 10:19-25

Introdução
Como é ruim perder uma excelente oportunidade! Não é mesmo?
Já preguei sobre o fato de que é possível termos um real e profundo
relacionamento com Deus ainda aqui nesta vida, de modo que tenhamos uma
pequena amostra grátis do que será o relacionamento tal qual descrito em
Apocalípse 7 (visão dos glorificados). Em fim, nós temos uma excelente
oportunidade de desfrutarmos de uma boa comunhão com Deus. Mas
infelizmente tendemos a desprezar essa oportunidade.

Elucidação
Aqui no texto em Hebreus temos algo parecido, o autor chama nossa
atenção para excelentes oportunidades que estão à nossa disposição. Desta
forma o autor nos exorta a aproveitar essas oportunidades, agarrá-las com
nossas unhas e dentes!

Proposição:
Desfrute dos privilégios concedidos por Deus através de Jesus Cristo.

Quais privilégios são esses?


Antes de apresentarmos esses privilégios, devemos nos situar nesta carta.
O autor desconhecido da carta aos Hebreus escreveu para pessoas que
conheciam os textos do AT muito provavelmente por meio da tradução grega
Septuaginta, razão pela qual eles estavam interessados no Templo, no sistema
sacrificial e na figura do sacerdote. O público detinha esses interesses mesmo
sendo já convertidos a Cristo por meio da Palavra anunciada pelos apóstolos
(2:3). Eram, portanto, cristãos judeus.
Esta carta trás importantes informações sobre Jesus, como ser Ele o
cumprimento do real conceito do Templo, dos sacrifícios de animais e do
sacerdócio real que haviam sido estabelecidos na lei de Moisés (C 8-9). Em
resumo, o autor inicia essa excelente exortação ao povo esclarecendo quem
Jesus é e o que Ele representa, de modo que o povo olhasse para Jesus tendo
um entendimento completo e correto sobre Ele.

E a primeira parte do texto que lemos (v 19-21) mostra esse propósito de


apresentar Cristo e pode ser vista como uma conclusão dos capítulos
anteriores, cujo abordagem é, obviamente, iniciada no cap 1:1-4. E no
decorrer da carta a ideia é apresentada de forma mais detalhada, basta ver os
títulos que a SBB colocou nas divisões do texto. Vejamos alguns deles... (ler os
títulos).
Voltando para o cap 10, no verso 19 é dito que Jesus, pelo seu sangue,
“sangue da nova aliança”, possibilitou nossa entrada ao Santo dos Santos! Essa
linguagem é conhecida pelos leitores da época e por nós também. A
arquitetura do tabernáculo era dividido em 3 partes: a primeira, chamada de
pátio ou átrio estava fora da tenda em si e estava acessível àqueles que iriam
oferecer os sacrifícios. Na tenda, havia duas divisões: o Lugar Santo, acessível
somente aos sacerdotes para prestar culto; o Lugar Santíssimo, ou Santo dos
Santos, onde somente o sumo sacerdote entrava uma vez ao ano para
entregar a oferta da expiação. Então esse local sagradíssimo, ou seja, onde
Deus está, agora está acessível por todos os que receberam a Cristo como
Salvador. E podemos acessar com coragem, sem medo, pois o sangue de Jesus
nos lavou de toda culpa, de modo que Deus “nos vê como sem culpa” (Agora,
pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. - Rom
8.1). Não há razão de ter medo. Detalhe: você entra na presença de Deus não
porque você é bonzinho ou faz boas obras, mas por causa de Jesus. No
entanto as boas obras devem ser vistas gradativamente e obrigatoriamente
em sua vida, como sinal de que você está verdadeiramente convivendo com
Jesus, sendo tornado a cada dia mais parecido com Ele.
No verso 20 essa verdade é reforçada por meio da figura do “caminho” e
do “véu”, que é o próprio Jesus. Lembremos de João 14:6 “Eu sou o caminho, e
a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”. Observaram que
Jesus diz “vem ao Pai”? Por que “vem” e não “vai”? Porque Jesus é Deus! Jesus
é Deus verdadeiro de Deus verdadeiro. Jesus possibilitou o caminho que nos
leva a Deus, que é Ele próprio! Desta forma, não é necessário dizer que há
outro caminho que nos leva Deus. Somente Emanuel, o “Deus Conosco”.
Finalizando essa porção de apresentação sobre Jesus, é dito no verso 21
que temos um grande sacerdote governa seu povo, sua Igreja. E mais do que
isso, Ele “sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder” (1:3). Jesus é o
grande sacerdote que fez de sí mesmo o sacrifício perfeito e definitivo para
remir seu povo, e agora está agora está à Direita de Deus com olhos bem
atentos sobre sua Igreja e toda a criação.
Este é o nosso salvador Jesus Cristo, meus irmãos! Portanto não tenham
medo! Vocês podem fechar os olhos e se vê no meio daquela multidão que
estará por toda a eternidade diante do trono de Deus e do Cordeiro, conforme
descrito em Ap 7.
Mas eu sou pecador! Sim, você é e sabemos que vc tem lutado pra não
pecar e tem se alegrado quando vence as tentações, sabendo que essas
circunstâncias tem lhe aperfeiçoado. Não desista, teu salvador é contigo na
batalha pela fé. ‫ ְצָבאֹות ְיהָוה‬SENHOR dos Exércitos é o nome dele!

Pois bem, havendo entendido essa enfatização da importância da pessoa


de Jesus, o autor aos Hebreus passa a exortar seus leitores. Ele havia feito isso
em pequeníssimas doses nos capítulos anteriores, mas agora ele reinicia a
exortação e da nítido prosseguimento a essas exortações no decorrer do livro.
Aqui são listadas 4 delas. São os privilégios que devemos agarrar, que devemos
vivenciar.

1ª) Verso 22, a primeira exortação já foi até discorrida anteriormente.


“Aproximemo-nos”. Meu irmão e minha irmã, se achegue a Deus. O caminho
está aberto. Aproxime-se de Deus. Desfrute do Seu amor, do Seu cuidado.
Ouça-o falar pela Palavra. Fale constantemente com Ele por meio das orações.
Sei que há agentes que tentam lhe impedir de se achegar a Deus. Mas a
situação piora quando você mesmo é esse impeditivo, pois conforme temos
em Is 59:2: “Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso
Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos
ouça”.
“Com sincero coração” significa ser verdadeiro: reconhecer-se falho;
pecador que precisa de um salvador; que luta contra o pecado; que busca
auxílio em Deus para não errar tanto. Significa também buscar a Deus com o
propósito correto e não por motivos egoístas, mesquinhos, banais. Significa
glorificá-lo e exaltá-lo em espírito e em verdade. Um coração sincero significa
um coração que foi lavado pelo sangue de Jesus; que foi regenerado e que
anseia pela santificação. Como diz o versículo: “tendo o coração purificado de
má consciência e lavado o corpo com água pura”.
“Em plena certeza de fé” abrange ter em mente que a razão da sua fé, o
Evangelho da Paz, é real e por isso você tem a esperança do cumprimento das
promessas de Deus feitas ao Seu povo. O Senhor tem cumprido
gradativamente suas promessas, e não poderia ser diferente, pois Deus não é
homem para mentir a respeito do que Ele diz que faria e fará. Nosso Deus
cumpre com suas promessas. Então, não há porque duvidar, questionar. Nosso
Deus havia prometido isto: “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem
jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles
que o amam” (1 Coríntios 2:9). De certo que esse verso se referia à primeira
vinda de Cristo a este mundo, mas hoje não seria errado usá-lo para a
maravilha que vai ser a segunda vinda de Cristo quando será iniciada a nossa
estadia definitiva e eterna com nosso Deus! Nossa esperança é viva e
verdadeira, pois está baseada nas promessas do Deus vivo e verdadeiro.

2ª) V 23 - Além da existência da esperança devemos estar atentos para os


agentes que tentam destruir nossa esperança, a nossa fé. Irmãos, se nascemos
novamente mediante a Palavra implantada em nós, devemos cuidar para que
essa palavra que nos trás esperança não seja retirada de nós. Lembremos da
parábola que Jesus anunciou, a do semeador. Nela são listados agentes que
podem arrancar de nós a esperança: o malígno, as angústias, as perseguições,
os cuidados do mundo, a fascinação das riquezas (Mt 13).
Nosso desejo é que essa mesma palavra seja usada como instrumento
pelo Espírito Santo para nos fortalecer, e isso acontecerá se você tivermos
contato diário com a Palavra. Deus é fiel, Ele não permitirá que o inferno
prevaleça sobre você, membro do corpo de Cristo.

3ª) V-24 A terceira exortação está relacionada ao amor fraternal.


Obviamente que pessoas que desfrutam do mesmo Deus, do mesmo Cristo e
da mesma esperança se considerem irmãs. E assim sendo, é óbvio que o
sentimento de zelo, de cuidado, de amor deve existir naturalmente nessa
irmandade, uns pelos outros.
Seu irmão na fé enfrenta a mesma batalha da fé que você. Mas pode ser
que ele acerte naquilo em que você erra; mas você acerta naquilo em que ele
erra. Então, o companheirismo de vocês tende dar certo pois um pode e deve
auxiliar o outro. Estimule seu irmão às boas obras, e amanhã ele lhe ajudará a
praticar as mesmas boas obras, caso você esteja em falha.
Havendo possibilidade, e sempre há, avalie se dá pra ajudar seus irmãos
também com recursos financeiros, pois pode ser que há alguém passando por
necessidades críticas, quando falta até mesmo alimento. E isso é real mesmo.
Quantas histórias de missionários passando privações nós já ouvimos? Muitas,
não é? Seminaristas também.... É como diz a música do Barnabé: “Não fica
bem a gente passar bem e o outro carestia, ainda mais quando se sabe o que
fazer e não se faz. Como fruto do amor de Cristo, fruto do seu compromisso,
vendeu um homem o que tinha e repartiu”.
Se há verdadeiro amor há demonstração de zelo uns pelos outros, de amor
fraternal. Se há amor todos iremos exortar uns aos outros.
Isso é para nos fazer realmente avaliar nossa vida enquanto membros de
uma comunidade cristã, não é?

4ª) A ultima exortação trata de um assunto que é muito discutido nos


nossos dias: sobre congregarmos. Há atée uma palavra muito utilizada, os
“desigrejados”.
Irmãos, aqui no texto não é uma sugestão para nos congregarmos, pois se
fosse sugestão tudo o que o autor falou anteriormente seria sugestão. Por
exemplo: amar o próximo é uma opção ou obrigação? Ter o coração sincero é
opção ou obrigação? Guardar a esperança é uma opção ou obrigação? Então,
congregar é uma obrigação, e não uma opção! Alguém na plateia poderia
dizer: mas aqui são exortações! De fato são. Mas com um caráter imperativo,
ordenanças, de modo que o não congregar-se é visto como algo reprovável:
“como é costume de alguns; antes, façamos admoestações...”. Observemos
que além de estar implícita a reprovação existe o contraponto de incentivar,
animar, exortar os faltosos a se congregarem pois o fim está próximo.
Podemos citar outros exemplos sobre a obrigação de congregar-se:
Em Êxodo 7:16 temos: “O Senhor, o Deus dos hebreus, mandou-me dizer:
Deixe ir o meu povo, para prestar-me culto no deserto”.
Em Êxodo 19: 17 vejam o povo reunido para se encontrar com Deus:
“Moisés os levou para fora do acampamento a fim de se encontrarem com
Deus, e eles ficaram parados ao pé do monte”.
Em 2 Crô 7.12: “De noite, apareceu o Senhor a Salomão e lhe disse: Ouvi a
tua oração e escolhi para mim este lugar para casa do sacrifício.”
Em Romanos 16:5: “Saúdem também a igreja que se reúne na casa deles”.
Em Filemom 1:2 “.... e à igreja que se reúne na sua casa”.
Ap 7: “Depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém podia
enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e
diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos; 10e
clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e
ao Cordeiro, pertence a salvação”.
São todos versículos que mostram o povo reunido em determinado local
para prestar culto a Deus. Eles entendem que devem estar juntos, e assim o
fazem. Por isso o autor aos Hebreus, para relembrar o povo, cita sobre a
necessidade de congregar com o justo teor imperativo. Não é uma opção, é
ordem que deve ser prontamente atendida!
Não se deixe seduzir com afirmações de que não é preciso frequentar uma
igreja, pois a Palavra diz totalmente o contrário.
Meus irmãos e irmãs, é uma grande privilégio concedido por Deus
estarmos reunidos aqui para cultuá-lo por meio de Jesus Cristo. Não
desperdice esse privilégio. O Deus vivo e verdadeiro se faz presente no meio
do seu povo quando a congregação se reune para adorá-lo em espírito e em
verdade, com o coração quebrantado, em arrependimento.
Por isso, reveja seus princípios sobre o culto público: evite faltar aos
cultos. Chegue antes de iniciar as reuniões solenes. Comporte-se bem pois
você está na presença de Deus, por isso toda a reverência é exigida de nós.
Evitemos ficar levantando, conversando, usar celular....
Lembre-se: Deus resolveu permitir você de cultuá-lO. Então aproveite essa
oportunidade, não desperdice-a. Experimente aqui nesta vida um pouco do
que estão vivendo os que agora estão com Cristo, os que descansaram no
Senhor. Experimente um pouco do que os glorificados de Ap 7 irão desfrutar:
culto eterno, face a face, ao Deus do céu, e ao Seu Cordeiro.

Deus nos ajude.

Amém.

Você também pode gostar