ANÁLISE
ERGONÔMICA
PRELIMINAR
Empresa: TRANSPACK - INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA
Elaboração: Netseg
1
ÍNDICE
CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA 03
RESPONSÁVEL PELA ELABORAÇÃO 04
01. OBJETIVO E CAMPO DE APLICAÇÃO 05
02. DESCRIÇÃO DAS ÁREAS E ATIVIDADES 06
2.1 GHE - Administrativo
2.2 GHE - Manutenção
2.3 GHE - Produção
03. CONSIDERAÇÕES 30
04. TERMO DE COMPROMISSO 31
2
CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA
RAZÃO SOCIAL: TRANSPACK - INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA
ENDEREÇO: Avenida A 1
CNPJ: 04.812.644/0001-35
GRAU DE RISCO: 02
CNAE: 17.32-0/00
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Nº DE EMPREGADOS
VIGÊNCIA
Data de elaboração: 01/08/2023
RESPONSÁVEL PELA ELABORAÇÃO:
3
NOME: Anderson da Silva Santos
FUNÇÃO: Coordenador Técnico de Segurança do Reg. Mtb: 31.008
Trabalho
NOME: Fábio Augusto Pereira Antonio
FUNÇÃO: Técnico de Segurança do Trabalho Reg. Mtb: 41.138
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1 - OBJETIVO e CAMPO DE APLICAÇÃO
A Ergonomia visa estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características
psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente.
Aumentar a eficiência do trabalho humano, fornecendo dados para que este trabalho possa ser dimensionado de
acordo com as reais capacidades do organismo. Ajuda a projetar máquinas adequadas ao uso humano, reduz a fadiga e o
desconforto físico do trabalhador, diminui o índice de acidentes e ausência do trabalho.
Em outras palavras, aumenta a eficiência, reduz os custos e proporciona mais conforto ao operador, contribuindo não
só para o bem estar como também para o desenvolvimento nacional.
Para que haja eficiência, Homem e máquina devem formar um todo, complementando-se mutuamente.
Várias disciplinas são utilizadas na formação da base da Ergonomia, destacando-se a Antropometria, ciência que
estuda as dimensões do corpo humano.
A Antropometria divide-se em dois ramos:
Estática que está relacionada com as medidas físicas do corpo parado e; Dinâmica que está voltada para as medidas
atingidas na execução de alguma função.
A aplicação dos dados antropométricos depende da utilização de alguns critérios como diferença e tipos físicos,
raciais e faixas etárias.
A utilização destes dados permite estabelecer parâmetro ergonômicos como alcance físico ideal, ângulo de conforto
para posturas corporais, dimensionamento de assentos e outros, que servem de subsídios para o desenvolvimento de projetos
de engenharia, desenho industrial, arquitetura e até mesmo comunicação visual e sinalização.
As condições de trabalho incluem aspectos relacionados ao levantamento, transporte e descarga de materiais, ao
mobiliário, aos equipamentos e às condições ambientais do posto de trabalho e à própria organização do trabalho.
Está analise ergonômica do trabalho avalia os postos de trabalho , a mesma visa adequar o trabalho aos princípios
ergonômicos, a fim de se alcançar maior produtividade e qualidade, sem que o trabalhador sofra danos à sua saúde, ou seja,
uma adaptação cada vez melhor do posto de trabalho ao colaborador, visando o seu bem-estar.
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2 - DESCRIÇÃO DAS ÁREAS E ATIVIDADES
2.1 GHE: Administrativo Nº de Funcionários:
05
Resultados de Avaliações de Riscos Ambientais
Agentes Físicos:
Agentes Concentração Limite de Tempo de Tipo do EPI CA
Tolerância exposição
Ruído no
Habitual e
ambiente de 61.07db 85db N/A
Permanente
trabalho
Habitual e
Iluminância N/A
Permanente
Habitual e
Calor 21,9 IBUTG 32,5 IBUTG N/A
Permanente
Equipamentos Utilizados:
Computador
Impressora
Telefone
Tipo de Atividade:
Frequência Habitual e permanente (x ) Ocasional e intermitente ( )
6
Analise Biomecânica do Posto de Trabalho
A bancada de trabalho está localizada em altura correta
(trabalho pesado: a nível do púbis; trabalho moderado: na
Sim (1) Não (0)
altura do cotovelo; trabalho de alta precisão exatidão:
linha mamilar?)
A bancada ou máquina tem regulagem de altura de forma
a possibilitar ao trabalhador adequar a altura do posto de
Sim (1) Não (0)
trabalho á sua? ( No caso de trabalhar sentado, considerar
a regulagem da altura da cadeira)
Tem-se que sustentar pesos com os membros superiores
para evitar seu deslocamento seja a vertical seja na Sim (0) Não (1)
horizontal?
Tem-se que apertar pedais estando de pé, em frequência
Sim (0) Não (1)
maior que 3 vezes por minuto?
O trabalho exige a elevação frequente dos braços acima
Sim (0) Não (1)
do nível dos ombros?
Fica-se de pé, parado, durante a maior parte da jornada Sim (0) Não (1)
No caso de se trabalhar sentado, há espaço suficiente para
Sim (0) Não (1) N/A (1)
as pernas?
A cadeira tem inclinação correta, compatível com o
Sim (1) Não (0) N/A (1)
trabalho executado?
O corpo trabalha no eixo vertical natural, ou em ângulo de
100 graus entre as coxas e o tronco ( no caso de trabalho Sim (0) Não (1)
sentado)
Há carregamento de matéria prima, componentes ou peças
Sim (0) Não (1)
de forma importante?
Os membros superiores tem que permanecer suspensos,
Sim (0) Não (1)
sem apoio adequado?
Durante a atividade, o corpo permanece simétrico, sem
Sim (0) Não (1)
desvios laterais ou torções?
O pescoço fica excessivamente fletido ou estendido? Sim (0) Não (1)
Os objetos e materiais de uso frequente estão dentro da
Sim (1) Não (0)
área de alcance?
Critério de Interpretação
13 ou 14 pontos – condição biomecânica excelente
10 a 12 pontos – boa condição biomecânica
8 a 9 pontos – condição biomecânica razoável
4 a 7 pontos – condição biomecânica ruim
Menos de 4 pontos – condição biomecânica péssima.
7
Avaliação para risco de Lombalgia
O trabalho envolve posicionamento estático do tronco em posição encurvada
Sim (1) Não (0)
para frente, mesmo que em pequeno grau de flexão?
O trabalhador tem que, frequentemente, atingir o chão com as mãos,
Sim (1) Não (0)
independente de carga?
O trabalho envolve pegar cargas mais pesadas que 10kg em frequência maior
Sim (1) Não (0)
que uma vez a cada 5 minutos?
O trabalho envolve pegar cargas do chão, independente de peso, em frequência
Sim (1) Não (0)
maior que uma vez por minuto?
O trabalho envolve fazer esforço com as mãos longe do corpo
Sim (1) Não (0)
O trabalho envolve a necessidade de manusear (levantar ou puxar) cargas que
Sim (1) Não (0)
estejam longe do corpo?
O trabalho envolve a necessidade de manusear cargas (levantar, puxar ou
Sim (1) Não (0)
empurrar) com o tronco em posição assimétrica?
O trabalho envolve a necessidade de carregar cargas mais pesadas que 20kg
Sim (1) Não (0)
mesmo ocasionalmente?
O trabalho envolve a necessidade de carregar cargas mais pesadas que 10kg
Sim (1) Não (0)
frequentemente?
O trabalho envolve a necessidade de carregar cargas na cabeça? Sim (1) Não (0)
O trabalho envolve a necessidade de ficar constantemente com os braços longe
Sim (1) Não (0)
do corpo em posição suspensa?
O trabalho exige que o trabalhador fique com o tronco em posição estática, sem
Sim (1) Não (0)
apoio?
Critério de Interpretação:
0 ou 1 ponto – baixíssimo risco de lombalgia
2 a 4 pontos – baixo risco de lombalgia
5 a 6 pontos – risco moderado de lombalgia
7 a 9 pontos – alto risco de lombalgia
10 a 12 pontos – altíssimo risco de lombalgia
8
Avaliação do fator biomecânico no risco para distúrbios musculoesqueléticos de membros superiores
relacionados ao trabalho.
1 – Sobrecarga Física
Há contato da mão ou punho ou tecidos moles com alguma
Sim (1) Não (0)
quina viva de objetos ou ferramentas?
O trabalho exige o uso de ferramentas vibratórias? Sim (1) Não (0)
O trabalho é feito em condições ambientais de frio
Sim (1) Não (0)
excessivo?
Há necessidade do uso de luvas e, em consequência disso,
Sim (1) Não (0)
o trabalhador tem que fazer mais força?
O trabalhador tem que movimentar peso acima de 300g,
Sim (1) Não (0)
como rotina em sua atividade?
2 – Força com as Mãos
Aparentemente as mãos têm que fazer muita
Sim (1) Não (0)
força?
A posição de pinça (pulpar, lateral ou palmar) é
Sim (1) Não (0)
utilizada para fazer força?
Quando usados para apertar botões, teclas ou
componentes, para montar ou inserir, ou para
Sim (1) Não (0)
exercer compressão exercida pelos dedos ou pela
mão é de alta intensidade?
O esforço manual detectado é feito durante mais
que 49% do ciclo ou repetido mais que 8 vezes Sim (1) Não (0)
por minuto?
3 – Postura no trabalho
Há algum esforço estático da mão ou do antebraço como
Sim (1) Não (0)
rotina na realização do trabalho?
Há algum esforço estático do braço ou do pescoço como
Sim (1) Não (0)
rotina na realização do trabalho?
Há extensão ou flexão forçada do punho como rotina na
Sim (1) Não (0)
execução da tarefa?
Há desvio ulnar ou radial forçada do punho como rotina na
Sim (1) Não (0)
execução da tarefa?
Há abdução do braço acima de 45 graus ou elevação dos
braços acima do nível dos ombros como rotina na Sim (1) Não (0)
execução da tarefa?
Há outras posturas forçadas dos membros superiores? Sim (1) Não (0)
O trabalhador tem flexibilidade na sua postura durante a
Sim (1) Não (0)
jornada?
9
4 – Posto de Trabalho e esforço estático
A atividade é de alta precisão de movimentos ? Ou
exige alguma contração muscular para estabilizar uma Sim (1) Não (0)
parte do corpo enquanto outra parte executa o trabalho?
A altura do posto de trabalho é regulável? Ou
Sim (0) Não (1)
desnecessária a regulagem?
5 – Repetitividade e Organização do Trabalho
Existem algum tipo de movimento que é repetido por
Sim (1) Não (0)
mais de 3.000 vezes no turno?
No caso de ciclo maior que 30 segundos, há diferentes ( 1 ) ou
padrões de movimentos ( de forma que nenhum Sim (0) Não ciclo <
elemento da tarefa ocupe mais que 50% do ciclo?) 30s (1 )
Há rodizio ( revezamento) nas tarefas, com alternância
Sim (0) Não (1)
de grupamentos musculares ?
Percebem-se sinais de estar o trabalhador com o tempo
Sim (1) Não (0)
apertado para realizar sua tarefa?
Entre um ciclo e outro há a possibilidade de um pequeno
descanso? Ou há pausa bem definida de Sim (0) Não (1)
aproximadamente 5 a 10 minutos por hora?
6 – Ferramenta de Trabalho
Para esforços em preensão:
O diâmetro da manopla da ferramenta tem (0)
entre 20 e 25 mm ( Mulheres ) ou entre 25 e 35
mm Sim Ou não há Não (1)
( Homens)? ferrament
O cabo não é muito fino nem muito grosso e a(0)
permite boa estabilidade da pega?
(0)
A ferramenta pesa menos de 1kg ou, no caso de pesar
Ou não há
mais de 1kg, encontra-se suspensa por dispositivo capaz Sim Não (1)
ferrament
de reduzir o esforço humano?
a(0)
Critério de Interpretação:
Somar o total dos pontos
De 0 a 3 pontos: ausência de fatores biomecânicos
Entre 4 a 6 pontos: fator biomecânico pouco significativo
Entre 7 a 9 pontos: fator biomecânico de moderada importância
Entre 10 e 14 pontos: fator biomecânico significativo
15 ou mais pontos: fator biomecânico muito significativo
10
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2.2 GHE: Produção Nº de Funcionários:
06
Resultados de Avaliações de Riscos Ambientais
Agentes Físicos:
Agentes Concentração Limite de Tempo de Tipo do EPI CA
Tolerância exposição
Ruído no
Habitual e 1151
ambiente de 89.05db 85db Protetor Auricular
Permanente 2
trabalho
Habitual e
Iluminância N/A
Permanente
Habitual e
Calor 22,0 IBUTG 29,3 IBUTG N/A
Permanente
Equipamentos Utilizados:
Ferramentas Manuais
Tipo de Atividade:
Frequência Habitual e permanente (x ) Ocasional e intermitente ( )
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Analise Biomecânica do Posto de Trabalho
A bancada de trabalho está localizada em altura correta
(trabalho pesado: a nível do púbis; trabalho moderado: na
Sim (1) Não (0)
altura do cotovelo; trabalho de alta precisão exatidão:
linha mamilar?)
A bancada ou máquina tem regulagem de altura de forma
a possibilitar ao trabalhador adequar a altura do posto de
Sim (1) Não (0)
trabalho á sua? ( No caso de trabalhar sentado, considerar
a regulagem da altura da cadeira)
Tem-se que sustentar pesos com os membros superiores
para evitar seu deslocamento seja a vertical seja na Sim (0) Não (1)
horizontal?
Tem-se que apertar pedais estando de pé, em frequência
Sim (0) Não (1)
maior que 3 vezes por minuto?
O trabalho exige a elevação frequente dos braços acima
Sim (0) Não (1)
do nível dos ombros?
Fica-se de pé, parado, durante a maior parte da jornada Sim (0) Não (1)
No caso de se trabalhar sentado, há espaço suficiente para
Sim (0) Não (1) N/A (1)
as pernas?
A cadeira tem inclinação correta, compatível com o
Sim (1) Não (0) N/A (1)
trabalho executado?
O corpo trabalha no eixo vertical natural, ou em ângulo de
100 graus entre as coxas e o tronco ( no caso de trabalho Sim (0) Não (1)
sentado)
Há carregamento de matéria prima, componentes ou peças
Sim (0) Não (1)
de forma importante?
Os membros superiores tem que permanecer suspensos,
Sim (0) Não (1)
sem apoio adequado?
Durante a atividade, o corpo permanece simétrico, sem
Sim (0) Não (1)
desvios laterais ou torções?
O pescoço fica excessivamente fletido ou estendido? Sim (0) Não (1)
Os objetos e materiais de uso frequente estão dentro da
Sim (1) Não (0)
área de alcance?
Critério de Interpretação
13 ou 14 pontos – condição biomecânica excelente
10 a 12 pontos – boa condição biomecânica
8 a 9 pontos – condição biomecânica razoável
4 a 7 pontos – condição biomecânica ruim
Menos de 4 pontos – condição biomecânica péssima.
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Avaliação para risco de Lombalgia
O trabalho envolve posicionamento estático do tronco em posição encurvada
Sim (1) Não (0)
para frente, mesmo que em pequeno grau de flexão?
O trabalhador tem que, frequentemente, atingir o chão com as mãos,
Sim (1) Não (0)
independente de carga?
O trabalho envolve pegar cargas mais pesadas que 10kg em frequência maior
Sim (1) Não (0)
que uma vez a cada 5 minutos?
O trabalho envolve pegar cargas do chão, independente de peso, em frequência
Sim (1) Não (0)
maior que uma vez por minuto?
O trabalho envolve fazer esforço com as mãos longe do corpo
Sim (1) Não (0)
O trabalho envolve a necessidade de manusear (levantar ou puxar) cargas que
Sim (1) Não (0)
estejam longe do corpo?
O trabalho envolve a necessidade de manusear cargas (levantar, puxar ou
Sim (1) Não (0)
empurrar) com o tronco em posição assimétrica?
O trabalho envolve a necessidade de carregar cargas mais pesadas que 20kg
Sim (1) Não (0)
mesmo ocasionalmente?
O trabalho envolve a necessidade de carregar cargas mais pesadas que 10kg
Sim (1) Não (0)
frequentemente?
O trabalho envolve a necessidade de carregar cargas na cabeça? Sim (1) Não (0)
O trabalho envolve a necessidade de ficar constantemente com os braços longe
Sim (1) Não (0)
do corpo em posição suspensa?
O trabalho exige que o trabalhador fique com o tronco em posição estática, sem
Sim (1) Não (0)
apoio?
Critério de Interpretação:
0 ou 1 ponto – baixíssimo risco de lombalgia
2 a 4 pontos – baixo risco de lombalgia
5 a 6 pontos – risco moderado de lombalgia
7 a 9 pontos – alto risco de lombalgia
10 a 12 pontos – altíssimo risco de lombalgia
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Avaliação do fator biomecânico no risco para distúrbios musculoesqueléticos de membros superiores relacionados ao
trabalho.
1 – Sobrecarga Física
Há contato da mão ou punho ou tecidos moles com alguma
Sim (1) Não (0)
quina viva de objetos ou ferramentas?
O trabalho exige o uso de ferramentas vibratórias? Sim (1) Não (0)
O trabalho é feito em condições ambientais de frio
Sim (1) Não (0)
excessivo?
Há necessidade do uso de luvas e, em consequência disso,
Sim (1) Não (0)
o trabalhador tem que fazer mais força?
O trabalhador tem que movimentar peso acima de 300g,
Sim (1) Não (0)
como rotina em sua atividade?
2 – Força com as Mãos
Aparentemente as mãos têm que fazer muita
Sim (1) Não (0)
força?
A posição de pinça (pulpar, lateral ou palmar) é
Sim (1) Não (0)
utilizada para fazer força?
Quando usados para apertar botões, teclas ou
componentes, para montar ou inserir, ou para
Sim (1) Não (0)
exercer compressão exercida pelos dedos ou pela
mão é de alta intensidade?
O esforço manual detectado é feito durante mais
que 49% do ciclo ou repetido mais que 8 vezes Sim (1) Não (0)
por minuto?
3 – Postura no trabalho
Há algum esforço estático da mão ou do antebraço como
Sim (1) Não (0)
rotina na realização do trabalho?
Há algum esforço estático do braço ou do pescoço como
Sim (1) Não (0)
rotina na realização do trabalho?
Há extensão ou flexão forçada do punho como rotina na
Sim (1) Não (0)
execução da tarefa?
Há desvio ulnar ou radial forçada do punho como rotina na
Sim (1) Não (0)
execução da tarefa?
Há abdução do braço acima de 45 graus ou elevação dos
braços acima do nível dos ombros como rotina na Sim (1) Não (0)
execução da tarefa?
Há outras posturas forçadas dos membros superiores? Sim (1) Não (0)
O trabalhador tem flexibilidade na sua postura durante a
Sim (1) Não (0)
jornada?
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4 – Posto de Trabalho e esforço estático
A atividade é de alta precisão de movimentos ? Ou
exige alguma contração muscular para estabilizar uma Sim (1) Não (0)
parte do corpo enquanto outra parte executa o trabalho?
A altura do posto de trabalho é regulável? Ou
Sim (0) Não (1)
desnecessária a regulagem?
5 – Repetitividade e Organização do Trabalho
Existem algum tipo de movimento que é repetido por
Sim (1) Não (0)
mais de 3.000 vezes no turno?
No caso de ciclo maior que 30 segundos, há diferentes ( 1 ) ou
padrões de movimentos ( de forma que nenhum Sim (0) Não ciclo <
elemento da tarefa ocupe mais que 50% do ciclo?) 30s (1 )
Há rodizio ( revezamento) nas tarefas, com alternância
Sim (0) Não (1)
de grupamentos musculares ?
Percebem-se sinais de estar o trabalhador com o tempo
Sim (1) Não (0)
apertado para realizar sua tarefa?
Entre um ciclo e outro há a possibilidade de um pequeno
descanso? Ou há pausa bem definida de Sim (0) Não (1)
aproximadamente 5 a 10 minutos por hora?
6 – Ferramenta de Trabalho
Para esforços em preensão:
O diâmetro da manopla da ferramenta tem (0)
entre 20 e 25 mm ( Mulheres ) ou entre 25 e 35
mm Sim Ou não há Não (1)
( Homens)? ferrament
O cabo não é muito fino nem muito grosso e a(0)
permite boa estabilidade da pega?
(0)
A ferramenta pesa menos de 1kg ou, no caso de pesar
Ou não há
mais de 1kg, encontra-se suspensa por dispositivo capaz Sim Não (1)
ferrament
de reduzir o esforço humano?
a(0)
Critério de Interpretação:
Somar o total dos pontos
De 0 a 3 pontos: ausência de fatores biomecânicos
Entre 4 a 6 pontos: fator biomecânico pouco significativo
Entre 7 a 9 pontos: fator biomecânico de moderada importância
Entre 10 e 14 pontos: fator biomecânico significativo
15 ou mais pontos: fator biomecânico muito significativo
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2.1 GHE: Manutenção Nº de Funcionários:
01
Resultados de Avaliações de Riscos Ambientais
Agentes Físicos:
Agentes Concentração Limite de Tempo de Tipo do EPI CA
Tolerância exposição
Ruído no
Habitual e 1151
ambiente de 83.05db 85db Protetor Auricular
Permanente 2
trabalho
Habitual e
Iluminância N/A
Permanente
Habitual e
Calor 20,05 IBUTG 29,06 IBUTG N/A
Permanente
Equipamentos Utilizados:
Ferramentas Manuais
Furadeira
Lixadeira
Tipo de Atividade:
Frequência Habitual e permanente (x ) Ocasional e intermitente ( )
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Analise Biomecânica do Posto de Trabalho
A bancada de trabalho está localizada em altura correta
(trabalho pesado: a nível do púbis; trabalho moderado: na
Sim (1) Não (0)
altura do cotovelo; trabalho de alta precisão exatidão:
linha mamilar?)
A bancada ou máquina tem regulagem de altura de forma
a possibilitar ao trabalhador adequar a altura do posto de
Sim (1) Não (0)
trabalho á sua? ( No caso de trabalhar sentado, considerar
a regulagem da altura da cadeira)
Tem-se que sustentar pesos com os membros superiores
para evitar seu deslocamento seja a vertical seja na Sim (0) Não (1)
horizontal?
Tem-se que apertar pedais estando de pé, em frequência
Sim (0) Não (1)
maior que 3 vezes por minuto?
O trabalho exige a elevação frequente dos braços acima
Sim (0) Não (1)
do nível dos ombros?
Fica-se de pé, parado, durante a maior parte da jornada Sim (0) Não (1)
No caso de se trabalhar sentado, há espaço suficiente para
Sim (0) Não (1) N/A (1)
as pernas?
A cadeira tem inclinação correta, compatível com o
Sim (1) Não (0) N/A (1)
trabalho executado?
O corpo trabalha no eixo vertical natural, ou em ângulo de
100 graus entre as coxas e o tronco ( no caso de trabalho Sim (0) Não (1)
sentado)
Há carregamento de matéria prima, componentes ou peças
Sim (0) Não (1)
de forma importante?
Os membros superiores tem que permanecer suspensos,
Sim (0) Não (1)
sem apoio adequado?
Durante a atividade, o corpo permanece simétrico, sem
Sim (0) Não (1)
desvios laterais ou torções?
O pescoço fica excessivamente fletido ou estendido? Sim (0) Não (1)
Os objetos e materiais de uso frequente estão dentro da
Sim (1) Não (0)
área de alcance?
Critério de Interpretação
13 ou 14 pontos – condição biomecânica excelente
10 a 12 pontos – boa condição biomecânica
8 a 9 pontos – condição biomecânica razoável
4 a 7 pontos – condição biomecânica ruim
Menos de 4 pontos – condição biomecânica péssima.
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Avaliação para risco de Lombalgia
O trabalho envolve posicionamento estático do tronco em posição encurvada
Sim (1) Não (0)
para frente, mesmo que em pequeno grau de flexão?
O trabalhador tem que, frequentemente, atingir o chão com as mãos,
Sim (1) Não (0)
independente de carga?
O trabalho envolve pegar cargas mais pesadas que 10kg em frequência maior
Sim (1) Não (0)
que uma vez a cada 5 minutos?
O trabalho envolve pegar cargas do chão, independente de peso, em frequência
Sim (1) Não (0)
maior que uma vez por minuto?
O trabalho envolve fazer esforço com as mãos longe do corpo
Sim (1) Não (0)
O trabalho envolve a necessidade de manusear (levantar ou puxar) cargas que
Sim (1) Não (0)
estejam longe do corpo?
O trabalho envolve a necessidade de manusear cargas (levantar, puxar ou
Sim (1) Não (0)
empurrar) com o tronco em posição assimétrica?
O trabalho envolve a necessidade de carregar cargas mais pesadas que 20kg
Sim (1) Não (0)
mesmo ocasionalmente?
O trabalho envolve a necessidade de carregar cargas mais pesadas que 10kg
Sim (1) Não (0)
frequentemente?
O trabalho envolve a necessidade de carregar cargas na cabeça? Sim (1) Não (0)
O trabalho envolve a necessidade de ficar constantemente com os braços longe
Sim (1) Não (0)
do corpo em posição suspensa?
O trabalho exige que o trabalhador fique com o tronco em posição estática, sem
Sim (1) Não (0)
apoio?
Critério de Interpretação:
0 ou 1 ponto – baixíssimo risco de lombalgia
2 a 4 pontos – baixo risco de lombalgia
5 a 6 pontos – risco moderado de lombalgia
7 a 9 pontos – alto risco de lombalgia
10 a 12 pontos – altíssimo risco de lombalgia
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Avaliação do fator biomecânico no risco para distúrbios musculoesqueléticos de membros superiores relacionados ao
trabalho.
1 – Sobrecarga Física
Há contato da mão ou punho ou tecidos moles com alguma
Sim (1) Não (0)
quina viva de objetos ou ferramentas?
O trabalho exige o uso de ferramentas vibratórias? Sim (1) Não (0)
O trabalho é feito em condições ambientais de frio
Sim (1) Não (0)
excessivo?
Há necessidade do uso de luvas e, em consequência disso,
Sim (1) Não (0)
o trabalhador tem que fazer mais força?
O trabalhador tem que movimentar peso acima de 300g,
Sim (1) Não (0)
como rotina em sua atividade?
2 – Força com as Mãos
Aparentemente as mãos têm que fazer muita
Sim (1) Não (0)
força?
A posição de pinça (pulpar, lateral ou palmar) é
Sim (1) Não (0)
utilizada para fazer força?
Quando usados para apertar botões, teclas ou
componentes, para montar ou inserir, ou para
Sim (1) Não (0)
exercer compressão exercida pelos dedos ou pela
mão é de alta intensidade?
O esforço manual detectado é feito durante mais
que 49% do ciclo ou repetido mais que 8 vezes Sim (1) Não (0)
por minuto?
3 – Postura no trabalho
Há algum esforço estático da mão ou do antebraço como
Sim (1) Não (0)
rotina na realização do trabalho?
Há algum esforço estático do braço ou do pescoço como
Sim (1) Não (0)
rotina na realização do trabalho?
Há extensão ou flexão forçada do punho como rotina na
Sim (1) Não (0)
execução da tarefa?
Há desvio ulnar ou radial forçada do punho como rotina na
Sim (1) Não (0)
execução da tarefa?
Há abdução do braço acima de 45 graus ou elevação dos
braços acima do nível dos ombros como rotina na Sim (1) Não (0)
execução da tarefa?
Há outras posturas forçadas dos membros superiores? Sim (1) Não (0)
O trabalhador tem flexibilidade na sua postura durante a
Sim (1) Não (0)
jornada?
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4 – Posto de Trabalho e esforço estático
A atividade é de alta precisão de movimentos ? Ou
exige alguma contração muscular para estabilizar uma Sim (1) Não (0)
parte do corpo enquanto outra parte executa o trabalho?
A altura do posto de trabalho é regulável? Ou
Sim (0) Não (1)
desnecessária a regulagem?
5 – Repetitividade e Organização do Trabalho
Existem algum tipo de movimento que é repetido por
Sim (1) Não (0)
mais de 3.000 vezes no turno?
No caso de ciclo maior que 30 segundos, há diferentes ( 1 ) ou
padrões de movimentos ( de forma que nenhum Sim (0) Não ciclo <
elemento da tarefa ocupe mais que 50% do ciclo?) 30s (1 )
Há rodizio ( revezamento) nas tarefas, com alternância
Sim (0) Não (1)
de grupamentos musculares ?
Percebem-se sinais de estar o trabalhador com o tempo
Sim (1) Não (0)
apertado para realizar sua tarefa?
Entre um ciclo e outro há a possibilidade de um pequeno
descanso? Ou há pausa bem definida de Sim (0) Não (1)
aproximadamente 5 a 10 minutos por hora?
6 – Ferramenta de Trabalho
Para esforços em preensão:
O diâmetro da manopla da ferramenta tem (0)
entre 20 e 25 mm ( Mulheres ) ou entre 25 e 35
mm Sim Ou não há Não (1)
( Homens)? ferrament
O cabo não é muito fino nem muito grosso e a(0)
permite boa estabilidade da pega?
(0)
A ferramenta pesa menos de 1kg ou, no caso de pesar
Ou não há
mais de 1kg, encontra-se suspensa por dispositivo capaz Sim Não (1)
ferrament
de reduzir o esforço humano?
a(0)
Critério de Interpretação:
Somar o total dos pontos
De 0 a 3 pontos: ausência de fatores biomecânicos
Entre 4 a 6 pontos: fator biomecânico pouco significativo
Entre 7 a 9 pontos: fator biomecânico de moderada importância
Entre 10 e 14 pontos: fator biomecânico significativo
15 ou mais pontos: fator biomecânico muito significativo
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Recomendações básicas
1 – Observar os itens da Características do Posto de Trabalho de cada setor e função, e adequar os itens
pontuados como não existe.
2 – Orientação postural (in loco)
3 – Aplicar a NR 7 – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional
4 – Ter altura e características de superfície de trabalho compatíveis com o tipo de atividade, com distância requerida dos
olhos ao campo de trabalho e com altura do assento.
5 – Ter características dimensionais que possibilitem posicionamento e movimentação adequados aos segmentos
corporais.
6 – Orientar os funcionários quanto movimentos corporais exigidos na execução das tarefas a fim de evitar lesões.
1 – Das mesas
1.1 Ter altura mínima de 75 cm do chão
1.2 Espaço para movimentar as pernas levemente para os lados e esticá-las totalmente para frente.
1.3 Não possuir quinas vivas, se tiver utilizar protetores.
1.4 Colocar CPU no suporte no piso para ganhar espaço sobre as mesas
2 – Das cadeiras
2.1 Possuir bordas arredondadas
2.2 Possuir apoio para os braços com regulagem
2.3 Possuir apoio para a coluna lombar com regulagem
2.4 Possuir regulagem de altura
2.5 Assento com estofamento de densidade adequada
3 – Dos monitores
3.1 Mantê-los na altura da linha dos olhos, ligeiramente inclinados para trás para não causarem reflexos nos olhos.
3.2 mantê-los sempre paralelo a iluminação natural das janelas e verticalmente no sentido das luminárias para não
produzirem reflexos.
3.3 mantê-los o máximo possível no fundo da mesa evitando fadiga visual e melhorando o espaço de apoio e
movimentação dos braços.
4 – Dos Teclados
4.1 Colocá-los na frente do monitor na altura da linha dos braços que podem estar apoiados tanto na mesa se houver
espaço, quanto no apoio das cadeiras, a depender das características gerais do posto, biomecânica do colaborador bem
como melhor adaptação e recomendações posturais do ergonomista responsável.
5 – da postura dos colaboradores
5.1 Sentar sobre os ísquios (ossinho do bumbum)
5.2 Sentar com a coluna ereta bem posicionada e apoiada
5.3 As pernas devem estar ligeiramente abaixo da linha do quadril
5.4 Os pés apoiados devem estar no chão ou no apoio para os pés a depender da estatura do colaborador.
5.5 Os braços devem estar apoiados no apoio da cadeira ou na mesa, nunca suspenso e sem apoio pois isso gera alto risco
de lesão nos extensores dos dedos.
5.6 Em relação as mãos, a que trabalha com o mouse deve estar sempre relaxada. Quando não estiver usando o mesmo, e
sempre que possível, coloque os braços para baixo para oxigenar melhor os tecidos dos membros superiores,
principalmente para trabalho contínuo de digitação.
5.7 Para cada 5 mil toques ou 50 minutos de digitação ou trabalho sem pausa em frente ao computador, levantar e fazer
uma pausa de 10 minutos, andar um pouco e realizar movimentos compensatórios indicados pelo Fisioterapeuta.
22
03 - CONSIDERAÇÕES
NORMA TÉCNICA PARA O TRABALHO EM PÉ E SENTADO:
As questões de posturas no trabalho são tratadas por algumas empresas, gerentes, trabalhadores, profissionais da
saúde e do esporte, principalmente como um problema de caráter individual, incorrendo no viés de que a correção destas por
parte do indivíduo minimizaria/ eliminaria o risco. O mobiliário ajustável é utilizado indistintamente como medida de
adequação de postura, ficando a critério do usuário o ônus do seu ajuste e a adequação da postura. As intervenções na
maioria das vezes passam por medidas educativas e de orientações posturais que não são suficientes para o enfrentamento
individual e coletivo desta problemática.
Dados da bibliografia nacional e internacional apontam para a associação de vários agravos à saúde relacionados à
manutenção de posturas fixas, tais como: Lesões por Esforços Repetitivos/ Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao
Trabalho (LER/DORT), distúrbios vasculares periféricos, relacionados ao sistema digestório, alterações neurosensoriais,
etc.
Os dados sobre os atendimentos a trabalhadores de diversos ramos de atividades indicam que houve um aumento de
casos de LER/DORT na década de noventa, constituindo uma das principais demandas. Nos últimos anos, com o risco de
desemprego, a introdução de novas tecnologias e mudanças organizacionais, constata-se que esta demanda tem outra
característica: trabalhadores com LER/DORT em estágios mais avançados. Sabe-se que estes distúrbios são decorrentes de
diversos fatores, não sendo exclusivo o fator biomecânico, mais especificamente as questões de postura. Identifica-se a
organização do trabalho como um dos principais fatores na determinação das posturas no trabalho, na escolha dos
equipamentos/ ferramentas/ máquinas/ mobiliário, concepção do trabalho e tempo de exposição, que contribuem para o
desenvolvimento das LER/DORT, (NATIONAL RESEARCH COUNCIL 1998, NIOSH 2000, MINISTÉRIO DA SAÚDE,
2001), bem como os distúrbios já citados.
Também é importante ressaltar que a população acometida por estes agravos é jovem, nos estágios mais avançados,
com sequelas físicas e psicológicas, limitações e impedimentos permanentes para a realização das atividades cotidianas e do
trabalho.
A frequência do trabalho envolvendo o uso de microeletrônica tem contribuído para a manutenção da postura sentada
mais fixa junto ao computador.
A permanência das posturas fixas (sentado ou em pé) durante a jornada de trabalho também contribui para a
diminuição do tempo de alternância postural.
As posturas são impostas e a concepção e a organização do trabalho determinam a possibilidade ou não de variar as
posturas e ter autonomia sobre elas.
Parte-se do princípio que não existe uma postura única “adequada”, além disto, esta terminologia embute uma
valoração negativa ou positiva sobre uma atitude/ comportamento individual e descarta os diversos aspectos que envolvem
o trabalho.
Frequentemente, a adoção destas medidas ocorre de maneira compulsória, sem discriminar os trabalhadores que já
portam alguma patologia relacionada ou não ao trabalho. Na concepção e aplicação das intervenções comumente se
desconsideram as alternâncias posturais e de movimentos nas tarefas. Esses aspectos podem contribuir para agravar e/ ou
propiciar o aparecimento de agravos à saúde.
De acordo com o artigo 7º, inciso XXII da Constituição Federal são direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além
de outros que visem à melhoria de sua condição social, a redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de
saúde, higiene e segurança.
A Portaria GM n.º 3.214, de 08 de junho de 1978 aprova as Normas Regulamentadoras, apresentando a NR-17, esta
norma indica a adoção de posturas mais próximas das consideradas neutras, ou seja, aquelas que impõem a menor carga
possível sobre articulações e segmentos musculoesqueléticos. Quando isto não for possível, deve-se proporcionar maior
aproximação das posturas neutras para minimizar ou eliminar os agravos à saúde relacionados ao trabalho.
Com o objetivo de considerar o que será apresentado nos enunciados, é importante definir os conceitos para a
aplicação prática deste instrumento.
Definições:
A postura é uma atitude adotada pelo corpo; a disposição do corpo no espaço. Uma postura natural deve ser
aquela que, segundo os princípios da biomecânica, as articulações ocupem posição neutra, ou seja, sem movimentos, por
exemplo, de extensão ou flexão ou inclinação. Deve ser uma postura que não exija grande esforço para mantê-la e assim não
23
prejudique o organismo, não crie sobrecargas funcionais ou condições que a longo ou curto prazo possam originar processos
patológicos (Queiróz 1998).
Postura é a posição assumida pelo corpo por meio da ação integrada dos músculos operando para contra atuar com
a força da gravidade ou quando mantida durante inatividade muscular. Além dos mecanismos intrínsecos que influenciam a
postura, como é o caso, principalmente do sistema muscular, fatores extrínsecos, tais como a superfície de sustentação,
precisam também ser considerados, uma vez que o modo como elas são construídas torna-se um aspecto importante que
influencia as posturas da coluna. Muitas posturas são naturalmente assumidas durante o curso das 24 horas, sendo
consideradas apenas aquelas de uso mais corrente: sentado, alternado e em pé (Oliver e Middletich (1998).
FUNÇÕES DA POSTURA:
Segundo Moraes e Mont’Alvão (1998) pode-se atribuir à postura várias funções:
- A manutenção dos segmentos corporais no espaço. Neste caso, consideram-se apenas os mecanismos
fundamentais e necessários para agir contra a gravidade: características biomecânicas do corpo humano,
informações externas e exteroceptivas (musculares, articulares, do labirinto, visuais, auditivas), estruturas
nervosas de integração e de comando dos músculos antigravitacionais, atividades destes músculos;
- A atividade primordial do homem. Mas não se trata somente de se manter em pé ou sentado, mas também agir;
portanto a postura é suporte para tomada de informação e para a ação motriz no meio exterior.
Simultaneamente ela é meio para localizar as informações exteriores em relação ao corpo e modo de preparar
os segmentos corporais e os músculos com o objetivo de agir sobre o ambiente. Ela participa da atividade e ela
é em si mesma, um meio para realizar a atividade;
- Meio de expressão e de comunicação. Ela é um sinal da atividade, portanto, um meio de comunicação com os
outros para a realização do trabalho;
- Elemento significativo essencial da atividade de trabalho. Certas posturas não estão ligadas apenas à atividade
de trabalho, mas às dificuldades superpostas.
A postura depende, por um lado, dos constrangimentos ditos externos, quer dizer, da tarefa a
realizar e das condições ditas internas do indivíduo, ou seja, de seu estado geral, de seu estado físico-sensorial, de
sua experiência, de suas características antropométricas.
POSTURA E AGRAVOS À SAÚDE RELACIONADOS AO TRABALHO:
A atividade postural é uma fonte essencial de informações proprioceptivas que permite encadear o caráter espacial
das informações exteriores com a situação dos diferentes segmentos corporais no espaço. A postura como aspecto
fundamental da atividade motriz é uma parte da carga de trabalho. (....) Somente se pode descrever uma postura quando se
considera a duração, ou seja, a mudança ou a manutenção de uma postura (Moraes e Mont`Alvão,1998).
As posturas fazem parte dos elementos da análise do trabalho mais evidentes e que, no entanto, não são correta e
devidamente valorizadas. A postura adotada como resposta comportamental do operador passa a ser um critério essencial
por ser um elemento observável (Moraes e Mont`Alvão,1998). A partir da observação e análise da postura é possível
evidenciar sinais de cansaço, os aspectos relacionados à saúde e possíveis agravos.
As pessoas adotam posturas para o desenvolvimento da atividade do trabalho e para o descanso. Essas posturas
podem produzir cargas e torques adequados para a manutenção e promoção da saúde ou podem ser excessivas, ou mesmo,
insuficientes para sua preservação, levando à deterioração (Rio e Pires, 1999)
As posturas gerais básicas são as posições em pé (parado e andando), sentado, de cócoras e deitado. Além destas, há
posturas segmentares, relacionadas a segmentos particulares, que são adotadas, tendo como base as posturas gerais (Rio
e Pires, 1999).
Neste instrumento normativo somente as posturas sentada, em pé e alternada serão tratadas por serem as mais adotadas.
Caillet (1986) diz que a pressão intradiscal na posição em pé, passa para 10 kg e na posição sentada, para 15kg, em
cada disco intervertebral.
A posição sentada exige atividade muscular do dorso e do ventre para manter esta posição. Praticamente todo o
peso do corpo é suportado pela pele que cobre o osso ísquio, nas nádegas. O consumo de energia é de 3 a 10% maior em
relação à posição horizontal. A posição ligeiramente inclinada para frente é mais natural e menos fatigante que aquela ereta
(IIda, 1992).
Nachemson e Elfstrom em 1970, citado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (2004) em relação à influência
sobre a postura sentada ou em pé, devido aos movimentos dos segmentos corporais, demonstraram que inclinações do
tronco para frente, ou torções do tronco, devido às exigências da tarefa (visuais ou de movimentos) levam a um aumento de
mais de 30% de pressão sobre o disco intervertebral.
Por outro lado, inclinar ligeiramente o corpo para frente mantém o corpo em equilíbrio. A distância visual para a
leitura pode ser, em alguns casos, uma outra razão para se curvar levemente para frente. Portanto, pode haver um conflito de
interesse entre as demandas dos músculos e as demandas dos discos: enquanto os discos preferem a posição ereta, os
músculos preferem a posição levemente inclinada para frente. Recostar em um apoio de costas bem desenhado alivia a
coluna e os tecidos conectivos (especialmente os músculos) das costas. Tanto a postura recostada quanto a postura com as
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costas apoiadas (postura para escrever) reduzem a pressão nos discos intervertebrais. (Kroemer e Grandjean 2000).
A posição parada em pé é altamente fatigante porque exige muito trabalho estático da musculatura envolvida para
manter essa posição. O coração encontra maiores resistências para bombear sangue para os extremos do corpo. As pessoas
que executam trabalhos dinâmicos em pé, geralmente apresentam menos fadiga que aquelas que permanecem estáticas ou
com pouca movimentação (Iida, 1992).
Na posição em pé, a cintura pélvica é inclinada para frente devido à tensão dos músculos anteriores da coxa, de
modo que o ângulo entre a superfície superior do sacro e a horizontal é de aproximadamente 50- 53° (Hellems e Keats apud
Oliver e Middleditch, 1998). Esta inclinação, juntamente com a compressão exercida pelo peso do corpo sobre a coluna
lombar, acentua a lordose neste nível (Renner 2002).
A postura em pé não pode usualmente ser mantida por longos períodos e as pessoas recorrem ao uso assimétrico
das extremidades inferiores, usando alternadamente a perna direita e esquerda como principal apoio. É provável que assim
procedam a fim de lidar com as inadequações de suas circulação venosa e arterial ou com vistas a manter uma reduzida
lordose, com consequente redução de forças compressivas sobre as articulações apofisárias (Adams e Hutton citado por
Oliver e Middleditch, 1998).
Muitas vezes é necessário inclinar a cabeça para frente para se ter uma melhor visão, como nos casos de pequenas
montagens, inspeção de peças com pequenos defeitos ou leitura difícil. Essas necessidades geralmente ocorrem quando: o
assento é muito alto; a mesa é muito baixa, a cadeira está longe do trabalho que deve ser fixado visualmente ou há uma
necessidade específica, como no caso do microscópio. Essa postura provoca cansaço rápido dos músculos do pescoço e do
ombro, devido, principalmente, ao momento (no sentido da Física) provocado pela cabeça, que tem um peso relativamente
elevado (4 a 5 kg).
As posturas secundárias são aquelas que as pessoas de maneira consciente e inconsciente utilizam para variar as
exigências musculoesqueléticas (??).
O ideal é que haja flexibilidade postural porque a variação de posição ora favorece as articulações, ora favorece a
economia de energia, uma vez que não existe uma única postura que satisfaça as duas necessidades. Variar as posturas
corporais permite ao indivíduo, por meio do sistema musculoesquelético, alternar os focos principais de exigências, ao
mesmo tempo em que propicia mobilidade para esse sistema e a manutenção da saúde de músculos, tendões, etc. (Rio e
Pires 1999).
Quando o posto de trabalho é inadaptado, os trabalhadores assumem posturas não indicadas para que se possa
realizar as operações do ciclo de trabalho.
Para cada articulação, pode-se definir uma postura de base em que as exigências ligadas à sua manutenção são
mínimas e as estruturas anatômicas estão em posições favoráveis.
Uma postura é não indicada quando, por exemplo, o corpo tem de lutar contra a gravidade para mantê-la. Ocorre
quando as estruturas anatômicas encontram-se em má posição para poderem funcionar de maneira eficaz. Sabemos do
desconforto sentido quando o punho é mantido em flexão ou extensão extrema32.
As posturas no trabalho vão depender do estado físico do homem, da disposição das máquinas e dos equipamentos
no espaço de trabalho, das características do ambiente, da forma das ferramentas e suas condições de utilização, do produto
utilizado, do conteúdo das tarefas, da cadência e ritmo de trabalho e da frequência e duração das pausas.
RISCOS À SAÚDE DECORRENTES DAS POSTURAS RÍGIDAS/ FIXAS NO TRABALHO:
Vários riscos à saúde estão associados com posturas rígidas no trabalho, listados a seguir. Deve-se evitar ao
máximo reproduzir estes constrangimentos posturais, visando eliminar ou minimizar os agravos à saúde.
No caso da postura em pé sem movimentar, há o risco de varizes nos pés e pernas, dor ou lesão em região lombar;
sensações dolorosas nas superfícies de contato articulares que suportam o peso do corpo (pés, joelhos, quadris);
Na postura sentada, a manutenção prolongada pode levar a uma flacidez dos músculos do abdômen e ao
desenvolvimento da cifose, sedentarismo e a adoção de posturas desfavoráveis, ocasionando lordose.
O sentar-se curvado para frente deve ser desfavorável para os órgãos internos, em especial os da digestão e da
respiração, contribuindo para o aparecimento e agravamento de transtornos circulatórios, digestórios e respiratórios.
A postura sentada associada à dificuldade para acomodação de joelhos, pernas e pés, a compressão da face
posterior dos músculos da coxa e da panturrilha, provocada por inadequação de mobiliário, layout, arranjo físico e outras
características das atividades de trabalho, comprometem o conforto circulatório, podendo gerar distúrbios deste sistema.
Por melhor que seja a postura sentada, ela impõe carga biomecânica significativa sobre os discos intervertebrais,
principalmente, da região lombar.
As dores no pescoço começam a parecer quando a inclinação da cabeça, em relação à vertical, for maior que 30°.
Nesse caso, deve-se tomar providências para restabelecer a postura vertical da cabeça, de preferência com até 20 ° de
inclinação, fazendo-se ajustes na altura da cadeira, mesa ou localização da peça. Se isso não for possível, o trabalho deve ser
programado de modo que a cabeça seja inclinada durante o menor tempo possível e seja intercalado com pausas para
relaxamento, com a cabeça voltando à sua posição vertical.
O trabalho sentado, associado a pouca movimentação, tem como consequência carga estática sobre certos
segmentos corporais que, embora possa não ser intensa, se muito prolongada e associada à inércia musculo ligamentar, pode
25
produzir fadiga.
1) mesa de trabalho excessivamente alta a coluna fica retificada, originando esforço estático da musculatura do
dorso para ser mantida nessa situação;
2) Sentado ereto, sem apoio para as costas: dor/ lesão em região lombar;
3) Sentado, sem um bom descanso para os pés a uma altura correta: dor/ lesão nos joelhos, pés e região lombar;
4) Sentado, com os cotovelos apoiados em uma superfície de trabalho muito alta, dor/ lesão no trapézio,
romboide e musculatura escapular;
5) Sentado, em assento muito alto: dor/ lesão no joelho, pescoço, região lombar, pés e gêmeos (panturrilha);
6) Sentado, em assento muito baixo, sem apoio para o dorso: o indivíduo fica com as coxofemorais muito fletidas
e seu corpo é impulsionado para trás; para compensar, a musculatura do dorso tem que desenvolver esforço
estático prolongado, vindo a fadiga, e com ela a dor. Isso pode ocasionar uma tensão muscular crônica,
acompanhada de hipóxia e miosite, com consequente reação fibrosa intramuscular, aderências e uma situação
de dor crônicas, aos menores movimentos e, refratária à volta à situação de repouso. Além disso, a tensão
muscular crônica age comprimindo os discos intervertebrais, prejudicando sua nutrição e contribuindo para
sua degeneração.
7) Braços estendidos: dor / lesão em ombros, região escapular e braços (possivelmente artrite dos ombros);
8) Tronco inclinado para frente, posição parada: dor/ lesão em região lombar, músculos eretores da coluna,
deterioração dos discos intervertebrais da região lombar;
9) Qualquer posição paralisada: dor/ lesão na musculatura envolvida.
10) Manutenção de qualquer segmento em posição extrema: lesão no segmento envolvido.
NORMAS GERAIS DE POSTURA:
As determinações e recomendações da autoridade sanitária nas posturas do trabalho podem incluir mudanças no
arranjo físico (distribuição dos diversos instrumentos de informação e controle existentes no posto de trabalho), layout,
mobiliário, nas ferramentas /instrumentos, nas tarefas, na organização do trabalho (a forma como o trabalho está ordenado,
abrangendo a divisão e distribuição do trabalho bem como a organização hierárquica, as dimensões técnicas e sociais) nos
outros fatores biomecânicos (repetitividade, vibração, força), aspectos físicos (térmicos, acústicos e luminosos), cognitivos
(PEGAR DA APRESENTÇÃO) por serem estes aspectos que influem e condicionam a adoção das posturas.
O mobiliário deve proporcionar a melhor postura principal, assim como possibilitar, segundo Bustamente( 1995), a
mobilidade, a variabilidade, a capacidade de adotar a posturas distintas: "Sentados ou de pé, é recomendável mudar
frequentemente de postura, pois a melhor delas é ruim se se prolonga demasiadamente. Variemos entre um repertório de
posturas convenientes, em torno de uma postura sadia."
1) A organização do trabalho deve prever possibilidade de alternância postural;
2) Para posturas extremas, ou seja, aquelas que implicam em posições acima dos ângulos de conforto,
em frequência elevada, e/ou manutenção por longos períodos, exige-se pausas de recuperação;
3) Quando houver movimentos executados em alta velocidade e de grande amplitude deve-se garantir
que ocorram somente contra pequenas resistências;
4) Deve-se evitar esforços musculares estáticos por tempo prolongado e implementar práticas
complementares visando reduzir estes esforços;
5) Deve-se eliminar os torques sobre a coluna vertebral. Quando a característica da tarefa não permitir a
eliminação, deve-se buscar medidas para a diminuição do tempo de exposição, com a implementação de
pausas regulares;
6) Quando as características das tarefas desenvolvidas não permitirem esta indicação, é necessário
reduzir estes torques ao mínimo.
7) Os objetos utilizados com frequência devem estar dispostos mais próximos do tronco respeitando a
zona 1 de conforto, segundo Brandmiller;
8) Os cabos das ferramentas que atingem o chão devem ser alongados;
NORMAS PARA O TRABALHO EM POSTURA SENTADA
Na postura sentada, há alto grau de estabilidade do equilíbrio do corpo, indicada para longos períodos de
trabalho, possibilidade de evitar posições forçadas do corpo, consumo de energia reduzido, alívio da circulação
sanguínea, facilidade de precisão e uso de ambos os pés para controles, possibilita grande aplicação de força ou
movimentação dos controles pedais.
É indicada para o trabalho fino e com tarefas visuais de exatidão, para trabalho de precisão em indústria, para a
escrita ou para trabalho industrial leve, trabalho manual pesado, ou medianamente pesado, como o embalar. Porém O
campo de visão é limitado e pode haver dificuldade para alcançar dispositivos de controle manual. Portanto, nesta
posição, é necessário que se sigam estas recomendações:
1) deve-se evitar permanecer prolongada mente na posição sentada;
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2) deve garantir ângulo com tronco- coxa entre 100 a 110°;
3) deve-se proporcionar ângulo em torno de 90 a 120° entre as coxas e pernas;
4) os braços na posição vertical devem alinhar-se ao tronco, formando um ângulo de 90° a 110° com os
antebraços;
5) deve-se garantir espaço suficiente sob a mesa para as pernas;
6) os pés devem estar apoiados no chão e/ou superfície de apoio, sem flexão forçada das pernas;
7) a cadeira, a mesa e acessórios devem ser ajustáveis às características antropométricas, anatômicas e às tarefas
desenvolvidas.
NORMAS PARA O TRABALHO NA POSTURA EM PÉ
A posição em pé, apresenta a vantagem de liberar os braços e pés para tarefas produtivas, permitindo grande
mobilidade desses membros e, além disso, tem um ponto de referência relativamente fixo no assento. Na posição em pé,
além da dificuldade de usar os próprios pés para o trabalho, frequentemente necessita-se também do apoio das mãos e
braços para manter a postura e fica mais difícil manter um ponto de referência.
A postura em pé é indicada para mobilidade de alcance e controles de displays e monitores; quando não são
necessários controles manuais precisos; na impossibilidade de oferecer ao operador sentado um espaço para as pernas; para
controlar um painel grande com grande acessos visuais a sua volta e quando controles pediosos não são necessários.
No entanto, a tensão muscular permanentemente desenvolvida para manter o equilíbrio em pé dificulta a execução
de tarefas de precisão e será mais penosa quando o trabalhador tiver que associar posturas antinaturais, tais como: braços
acima dos ombros, inclinação ou torção de tronco ou de outros segmentos corporais.
A escolha da postura em pé só está justificada nas seguintes condições já definidas no Manual de Aplicação da
Norma Regulamentadora- NR-17:
- a tarefa exige deslocamentos contínuos como no caso de carteiros e rodantes;
- a tarefa exige manipulação de cargas com peso igual ou superior a 4,5 kg;
- a tarefa exige alcances amplos frequentes para cima, para frente ou para baixo; no entanto, deve-se tentar
reduzir a amplitude desses alcances para que se possa trabalhar sentado;
- a tarefa exige operações frequentes em vários locais de trabalho, fisicamente separados;
- a tarefa exige a aplicação de forças para baixo, como em empacotamento.
Fora dessas situações, além do auditor fiscal, como determina a norma, não deve aceitar, em hipótese alguma, o
trabalho em pé.
1) As estações em pé não são recomendadas para períodos de trabalho muito longos;
2) O design de uma estação em pé deve assegurar a localização de controles e displays ao alcance e dentro do campo
de visão do operador mais baixo;
ALTERNÂNCIA ENTRE FICAR DE PÉ, SENTAR E ANDAR
Normalmente quando ocorre desconforto pela compressão articular, tensão ligamentar, contração muscular
contínua ou oclusão circulatória, uma nova postura é procurada. Se uma articulação esteve em uma posição durante um
longo tempo, a pessoa se movimenta e estica a articulação e os músculos.
Posturas habituais sem alterações posicionais podem levar à lesão tecidual, limitação de movimento ou
deformidade.
1) As tarefas que devam ser desenvolvidas durante longos períodos na posição de pé devem ser alternadas com outras
que possam executar sentado;
2) Os operadores devem ter também a oportunidade de se sentarem durante as paradas no trabalho (por exemplo,
operadores de máquinas ou vendedores de lojas). Um assento do tipo pedestal ou uma estação de trabalho sentada/
de pé deverá ser fornecido ao operador para que ele possa variar a postura durante a atividade. Um assento tipo
pedestal pode ser utilizado para a postura de pé. Um assento pedestal consiste em num banco de altura ajustável
(65 a 85 cm), e está inclinado entre 15 a 30 graus. Isto permite a assunção de posturas semi-apoiadas, que alivia o
estresse sobre as pernas. Mas não deve ser usado por longos períodos e só se adapta às atividades realizadas em pé,
nas quais não se exige muita força nos movimentos. O chão deve oferecer atrito suficiente para evitar que o banco
deslize.
RELAÇÕES ENTRE AS POSTURAS BÁSICAS E SEGMENTARES/ EXTREMAS
Recomendações:
1) Na posição sentada, deve ser privilegiado o pescoço sem flexão, extensão ou torção,
2) Recomenda-se evitar os braços acima do nível dos ombros e os ombros em abdução. Quando estas posturas forem
imprescindíveis, deve-se reduzir a frequência e/ ou o tempo de manutenção.
3) Punhos em alinhamento natural com os antebraços, evitando, sua flexão ou extensão.
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Registros de comportamento/ análise de posturas:
O registro das posturas assumidas permite avaliar os constrangimentos da tarefa e dos postos de trabalho. Mais
ainda, consideram as posturas em relação às dificuldades superpostas e como um elemento significativo essencial,
consegue-se operacionalizar a fadiga dos trabalhadores. (Moraes e Mont`Alvão,1998).
LEVANTAMENTO E TRANSPORTE MANUAL DE PESOS
As recomendações a seguir se aplicam aos colaboradores que necessitam levantar e transportar manualmente um
peso.
Para tanto, antes de qualquer ação, devem verificar:
- o tamanho, a forma e o volume da carga, para estudar a maneira mais segura de levantá-la;
- o peso da carga, para verificar se não ultrapassa sua capacidade individual de levantamento de peso;
- a existência de pontas ou rebarbas, para não se acidentar;
- a necessidade de utilizar equipamento de proteção individual, como luvas, máscaras, aventais, sapatos de
segurança com biqueiras de aço;
- o caminho a ser percorrido, observando se local está desimpedido, limpo e não escorregadio, e a distância a ser
transposta.
Capacidade individual
O fato de a legislação ainda permitir transporte e levantamento de carga com limites muito elevados, não quer dizer
que se deve se ater aos mesmos. Quanto mais leve for a carga, menor é a possibilidade de o trabalhador comprometer sua
saúde e, portanto, de não faltar ao trabalho. As lombalgias constituem um grave problema para a seguridade social e onera
bastante toda a população.
O National Institut on Occupational and Safety Health – NIOSH, órgão do governo americano, desenvolveu uma
equação que permite calcular qual seria o limite de peso recomendável levando-se em conta certos fatores. Ver, em anexo, a
tradução da Nota Técnica (NTP 477) elaborada pelo Centro Nacional de Condiciones de Trabajo da Espanha, que trata desta
equação.
Para um operário brasileiro, de acordo com Art. 198 da CLT, o peso máximo que um empregado pode remover
individualmente é 60kg (sessenta quilogramas), ressalvadas as disposições relativas ao trabalho do menor e mulher.
Recomenda-se para as mulheres 50% dos valores máximos de levantamento de peso indicado para os homens,
porque geralmente elas têm:
- menor tolerância ao trabalho físico pesado;
- musculatura mais fraca;
- menor peso, o que faz com que o peso do corpo sobre o centro de gravidade seja menor.
Com finalidade de não prejudicar o desenvolvimento do esqueleto, recomenda-se que os jovens, de 16 a 18 anos,
executem, ocasionalmente, o levantamento de no máximo 40% do peso destinado aos adultos.
O levantamento de peso para as pessoas idosas deve ser evitado, pois seus ossos são frágeis, e sua força muscular é
pequena.
Procedimentos Corretos
Ainda que não adote os procedimentos corretos para levantar e/ou transportar um peso, um operário pode conseguir
o mesmo limite de carga que um outro atinge agindo corretamente.
Porém o levantamento e o transporte corretos não trazem problemas ao trabalhador, enquanto os procedimentos
errados podem acarretar danos à sua saúde.
Após tomar as precauções indicadas no item 1, o trabalhador deve:
- posicionar-se junto à carga, - abaixar-se dobrando os joelhos e - segurar firmemente a carga,
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mantendo os pés afastados, com um mantendo a cabeça e as costas em usando a palma das mãos e todos os
pé mais à frente que o outro, para linha reta; dedos;
aumentar sua base de sustentação;
- levantar-se usando somente o - aproximar bem a carga do corpo; manter a carga centralizada em
esforço das pernas, e mantendo os relação às pernas durante o
braços estendidos; percurso;
Seguindo essas recomendações, ocorrerá uma pressão uniforme no disco invertebral do trabalhador, não causando
problemas à sua coluna.
Do contrário o trabalhador pode adquirir uma hérnia de disco, doença conhecida popularmente como bico de
papagaio.
Conhecendo melhor como se comporta a estrutura óssea da coluna vertebral, pode-se avaliar e evitar os graves
danos desencadeados por um levantamento de peso mal executado. Por isso, é preciso:
- não dobrar as costas;
- não ficar muito longe da carga;
- não torcer o corpo para pegar a carga;
- não manter as pernas fixas no chão e virar o corpo com a carga;
- não escorar a carga na perna ou no joelho.
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Recomendações gerais
Recomenda-se evitar o levantamento ou transporte de No caso de o volume da carga ser excessivo, sempre é
peso quando a diferença de altura dos colaboradores aconselhável o emprego de pelo menos dois
provocar desnível da carga. trabalhadores.
Deve-se evitar o transporte de cargas com No transporte de cargas, deve-se sempre
apenas uma das mãos, procurando-se distribuir o peso manter a cabeça e as costas em linha reta.
nas duas mãos.
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Guaratinguetá, 01 de Agosto de 2023.
APROVAÇÃO: ANDERSON DA SILVA SANTOS
ELABORAÇÃO: FÁBIO AUGUSTO PEREIRA ANTONIO
NETSEG ASSESSORIA EM SEGURANÇA DO TRABALHO E MEIO AMBIENTE LTDA
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04 - TERMO DE COMPROMISSO
Declaro para todos os fins e responsabilidades de que a empresa Transpack - Indústria e Comércio
LTDA , por seu representante legal abaixo assinado, tomou conhecimento dos riscos ergonômicos
existentes e descritos nesta Analise Ergonômica se compromete a adotar as recomendações propostas
para os postos de trabalhos.
Guaratinguetá, 01 de Agosto de 2023.
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Transpack - Indústria e Comércio LTDA
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