• Que no final do módulo, os
estudantes sejam capazes de
reconhecer a alimentação como
fator determinante da saúde de
cada indivíduo e que os excessos,
carências e desequilíbrios
influenciam a duração e qualidade
de vida das pessoas e das
populações.
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
• Identificar as noções básicas associadas aos conceitos de
alimentação, nutrição, dietética e hidratação;
• Identificar as noções básicas da composição dietética dos
alimentos e o seu valor nutricional;
• Identificar as necessidades alimentares nas diferentes fases da
vida;
• Identificar os diferentes tipos de terapêuticas nutricionais, na
generalidade;
• Identificar as vias de alimentação: oral, entérica e parentérica.
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
• Reconhecer os principais riscos associados à alimentação oral e
identificar os sinais de alerta;
• Preparar um tabuleiro de alimentação, segundo plano
alimentar/dietético prescrito, mobilizando conhecimentos
fundamentais de normas de qualidade e higiene alimentar
• Saber aplicar técnicas de apoio na alimentação e hidratação ao
utente que necessita de cuidados de saúde;
• Cumprir as normas de segurança, higiene e saúde no trabalho
CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS
1) Conceitos básicos de Alimentação;
2) Nutrientes;
3) Classificação dos Alimentos;
4) As necessidades nutricionais nas diferentes fases da vida;
5) Dietas Hospitalares: Consistências;
6) Dietas Hospitalares: Regimes terapêuticos;
7) Qualidade e Higiene Alimentar;
8) Funções do AAM: cuidados na alimentação e hidratação
• Comer é uma necessidade biológica para o ser humano, que assegura a sua
sobrevivência.
• Viver, para o organismo humano, significa crescimento, movimento,
pensamento, regeneração, reprodução e manutenção. Estas funções vitais
são asseguradas pelos alimentos que o próprio organismo, por mecanismos
mais ou menos complexos, decompõe em nutrientes.
Uma das funções principais dos nutrientes é o
fornecimento de energia essencial à manutenção da
nossa atividade como ser vivo que somos (Metabolismo
Basal), bem como de energia necessária à realização de
todas as nossas outras atividades do dia-a-dia.
É a nutrição que fornece praticamente tudo aquilo de que as nossas células, (e, por
consequência, tecidos, órgãos e sistemas) necessitam para se manterem vivas e
desempenharem as funções que lhe estão destinadas.
Para além do oxigénio, que capturamos do ar pelos pulmões, todo o material exterior de
que necessitamos vem através da nutrição.
A alimentação assume, portanto, um papel fulcral no nosso
quotidiano.
A alimentação é um processo que consiste em obter do nosso meio uma série
de produtos naturais ou transformados que contenham um conjunto de
substâncias químicas denominadas nutrientes.
É um processo voluntário já que requer um conjunto de procedimentos, como
por exemplo, a seleção dos alimentos. É pois legítimo referir que, neste processo
influem fatores psicológicos, biológicos, socioeconómicos e geográficos.
Ciência que estuda as relações entre os
alimentos e nutrientes ingeridos pelo ser
humano e possíveis estados de saúde e
doença.
PLANO ALIMENTAR
Normalmente é prescrito por um nutricionista, que realiza uma tabela com a alimentação
adequada para cada utente e para isso tem de haver uma avaliação inicial.
1- Avaliação do estado nutricional do utente;
2- Diagnóstico nutricional com base em dados clínicos, bioquímicos e alimentares;
3- Prescrição nutricional, com base no diagnóstico e estado de saúde, adequando-a à
evolução do estado nutricional do individuo,
4- Prescrição, planeamento, análise, supervisão e avaliação de planos alimentares
terapêuticos
A dietética é a disciplina que estuda os alimentos e a sua combinação de
modo a que cubram suficiente e adequadamente as necessidades nutritivas
dos diferentes indivíduos de acordo com as suas características individuais,
ambientais e culturais.
Uma pessoa saudável necessita de cuidado nutricional na forma de educação
quanto aos hábitos alimentares. Já o cuidado nutricional para paciente
enfermo ou hospitalizado é mais complexo. Deve incluir o acompanhamento da
ingestão de alimentos, a adequação destes alimentos à sua patologia e
quando ela for inadequada, deverá incluir o aconselhamento do paciente.
Alguns itens são considerados na hora em que se
faz uma dieta para um paciente enfermo:
1. A dieta deve desviar-se do normal o mínimo
possível.
2. A dieta deverá suprir as necessidades de
nutrientes essenciais.
3. Hábitos e preferências alimentares, seu poder
aquisitivo, práticas religiosas...
4. Estado Nutricional
O fato de indicar uma dieta terapêutica,
pressupõe que deve ser incidido sobre um ou mais
parâmetros nutricionais, que se modificassem com
respeito aos que poderíamos denominar normais.
Existem 7 grupos de nutrientes, em que cada um dos grupo tem
determinadas características, funções e constituição:
o Proteínas (ou Prótidos)
o Glúcidos (ou Hidratos de Carbono)
o Lípidos (ou Gorduras)
o Vitaminas
o Sais Minerais
o Fibras
o Água
MACRONUTRIENTES MICRONUTRIENTES
Glícidos
Vitaminas
(açúcar)
Lípidos
Minerais
(gordura)
Proteínas Fibras
Atendendo à FUNÇÃO os nutrientes podem
ser classificados:
Energéticos - fornecedores de energia;
Plásticos – fornecedores de materiais
necessários à formação de células e tecidos;
Protetores/Reguladores – capazes de proteger
e regular o funcionamento do organismo.
REGULADORES
PLÁSTICOS
ENERGÉTICOS
• Vitaminas
• Lípidos • Glúcidos • Sais
• Proteínas • Lípidos minerais
• Água • Proteínas • Fibras
• Sais • Água
Minerais
• O sistema digestivo não o consegue absorver nem armazenar
• A fibra chega ao intestino grosso de forma inalterada
• Provenientes de alimentos de origem VEGETAL
Apesar de não serem digeridas nem absorvidas pelo organismo,
as fibras têm funções importantes, tais como:
• Promover uma maior sensação de saciedade;
• Reduzir a absorção do colesterol;
• Reduzir a absorção de açucares;
• Promover o bom funcionamento intestinal
SOLÚVEIS INSOLÚVEIS
Principal benefício:
Dissolvem-se em água combater a prisão de ventre
Não absorvem água,
Formam uma mistura de permanecendo intactas
consistência viscosa durante o trato gastrointestinal
Aumentam a sensação Retém substâncias tóxicas
de saciedade ingeridas ou produzidas no trato GI
durante o processo digestivo.
Ajudam a prevenir a prisão
de ventre, pois absorvem
água para as fezes
o Hortícolas: couves, grelos, espinafres, brócolos, beterraba, cenoura,
beringela;
o Leguminosas: feijão, grão-de-bico, lentilhas, ervilhas; Alimentos
Ricos
o Frutos oleoginosos: nozes, avelãs e amêndoas; • Frutos: maçã, pera, Em
goiaba, abacate, figo, pêssego, especialmente se forem consumidos Fibras
com casca;
o Cereais integrais e derivados: aveia, cevada, granola, farelo de trigo,
pão, massas integrais, etc)
• Aumentam a saciedade por retardarem o esvaziamento gástrico (fibra solúvel);
• Estimulam o esvaziamento biliar (fibra solúvel); Alteram o tempo de absorção da
glicose, contribuindo para uma redução de glicose absorvida no intestino (fibra
solúvel)
• Diminuem a quantidade de colesterol absorvido no intestino, contribuindo para uma
diminuição dos seus níveis na corrente sanguínea (fibra solúvel);
• Aceleram a motilidade intestinal
• Ao acelerar o trânsito GI, diminuem o tempo de exposição da parede do cólon a
agentes potencialmente nocivos (fibra insolúvel);
• Reforçam a atividade bacteriana protetora existente na flora intestinal (fibra insolúvel)
• Aumentam o volume e fluidez das fezes (fibra insolúvel)
Aumento da taxa de açúcar no
sangue
Colesterol elevado
CARÊNCIA
Doença cardiovascular
Distúrbios no trânsito intestinal
Risco de cancro do cólon
Aumento de apetite aumento de peso
Diminuição da eficácia dos medicamentos
Eliminação de minerais e vitaminas nas fezes
Flatulência e distensão abdominal
EXCESSO
Fezes moles e diarreia
Desidratação
Cãibras
Inibição da absorção de ferro, zinco, cálcio e cobre
Obstipação (fraca ingestão de água)
O organismo não tem Sem estes nutrientes, certas
capacidade de as funções básicas do
produzir, por isso estas organismo seriam
substâncias precisam de comprometidas, com
fazer parte de uma dieta consequências graves para
alimentar a saúde.
Cada vitamina desempenha um papel diferente
no organismo, apoiando diferentes funções do
corpo humano.
Ao todo, conhecem-se 13 tipos distintos e cada
uma delas é necessária ao organismo em
diferentes quantidades.
• Solúveis em lípidos
LIPOSSOLÚVEIS • São encontradas geralmente nos alimentos
de origem animal
A,D,E,K
• Solúveis em água
• Devem ser consumidas diariamente devido
HIDROSSOLÚVEIS ao pouco tempo que ficam armazenadas
no organismo
C e todas do
complexo B
TIPO DE FUNÇÃO NO ORGANISMO FONTES ALIMENTARES
VITAMINA
• Importante para a visão, sistema imunitário e • Leite, ovos, cenoura, batata-
reprodutor doce, vegetais verdes escuros,
• Ajuda também no correto funcionamento do carnes vermelhas
VITAMINA A
coração, pulmões, rins.
• Promove a absorção de cálcio – essencial • Peixes gordos (salmão, atum,
VITAMINA D para a manutenção óssea. cavala), leite e bebidas vegetais,
• Importante para os sistemas cardiovascular, cereais e pão.
imunitários e músculos.
• Tem propriedades antioxidantes e é importante • Kiwi, abacate, ovo, leite e
VITAMINA E para o sistema imunitário bebidas vegetais, noz, amêndoa,
vegetais verdes.
• Intervém na regulação do processo de • Espinafres, brócolos, repolho,
VITAMINA K coagulação do sangue e na síntese de óleos vegetais, kiwi, abacate.
algumas proteínas.
TIPO DE FUNÇÃO NO ORGANISMO FONTES ALIMENTARES
VITAMINA
• Contribui para o metabolismo energético, • Laranja, ovo, cereais integrais,
crescimento, desenvolvimento e função celular couve-flor, peixe, carne de porco,
sementes de girassol.
VITAMINA B1
• Importante para o crescimento e reparação • Espargos, banana, diospiro, leite e
VITAMINA B2 dos tecidos. produtos lácteos, peixe, carne,
• É responsável por processos de obtenção de ovo e feijão-verde.
energia, funções celulares, crescimento e
desenvolvimento.
• Essencial a nível celular na produção de • Fígado, peixe, leite, ovo,
VITAMINA B3 energia. abacate, tomate, brócolos,
• Importante na reparação do ADN e cenoura, noz, batata-doce,
estabilidade genética. cogumelos, cereais
• Importante na formação de células • Peixe, ovo, carne, leite e produtos
VITAMINA B12 sanguíneas, síntese de ADN e manutenção das lácteos.
células do sistema nervoso.
TIPO DE FUNÇÃO NO ORGANISMO FONTES ALIMENTARES
VITAMINA
• Intervém no metabolismo de proteínas, • Peixe, leguminosas, batata, noz e
desenvolvimento cognitivo, função imunitária e frutos (sobretudo banana).
formação de hemoglobina.
VITAMINA B6
• Contribui para a produção de energia, com
um papel importante no metabolismo de • Fígado, gema de ovo e alguns
hidratos de carbono, lípidos e aminoácidos. vegetais.
VITAMINA B7 • Atua na formação da pele, cabelo e mucosas,
assim como para o bom funcionamento do
sistema nervoso.
• Intervém na síntese de ácidos nucleicos e no • Frutas, leguminosas, carne,
VITAMINA B9 metabolismo dos aminoácidos. marisco, ovo, vegetais (sobretudo
• Importante durante a gravidez, pois ajuda à verde-escuros) e sementes de
divisão celular no feto. girassol.
• Importante na produção de energia através • Espinafres, brócolos, repolho,
VITAMINA B5 dos macronutrientes. óleos vegetais, kiwi, abacate.
TIPO DE FUNÇÃO NO ORGANISMO FONTES ALIMENTARES
VITAMINA
• Antioxidante e contribui para o sistema • Sobretudo em vegetais e frutos,
imunitário tais como citrinos, kiwi, morangos,
• Promove a absorção de ferro sumo de tomate, batata e
VITAMINA C
• Essencial para a formação dos ossos/dentes e brócolos.
para o metabolismo das proteínas.
Uma dieta pouco saudável leva a que a ingestão de vitaminas não seja feita em
quantidade suficiente para assegurar as funções essenciais do organismo. Esta carência
(chamada de hipovitaminose) pode refletir-se em problemas graves de saúde que
necessitam de acompanhamento médico. Os sintomas da carência de vitamina são vastos
e podem incluir:
• Unhas e cabelos danificados;
• Cansaço crónico;
• Dores musculares ou cãibras;
• Formigueiro nas extremidades (mãos e pés);
• Fragilidade do sistema imunitário;
• Facilidade em fazer “nódoas negras”;
• Menor capacidade de coagulação do sangue em feridas
e hemorragias frequentes no nariz;
• Sangramento das gengivas;
• Perda de cabelo;
• Perda de visão noturna.
Vitamina A: Vitamina E:
• Alterações • Anemia Vitamina D: Vitamina K:
significativas na hemolítica em • Raquitismo • Hemorragias,
visão (que recém-nascidos em crianças, que em casos
podem levar a (destruição de osteomalacia graves, podem
cegueira células no em adultos levar a
noturna) sangue) (enfraquecim anemias fatais.
• Problemas no • Consequências ento dos
desenvolvimento nos sistemas ossos).
embrionário, neuromusculares,
abortos vasculares e
espontâneos. reprodutores.
Vitamina B1: Vitamina B2: Vitamina B3:
•Redução de peso e anorexia; • Fotofobia (sensibilidade à • Fraqueza muscular
•Perturbações cardíacas e luz), • Anorexia,
neurológicas; • Possível desenvolvimento • Indigestão,
•Beribéri (confusão mental, de cataratas quando se • Erupção cutânea;
perda de massa muscular, verificam carências de • Pelagra (doença
incapacidade dos nervos múltiplas vitaminas; caracterizada por
periféricos) dermatite, diarreia e
• Cardiomegália demência);
Vitamina B6 Vitamina B7
• Fraqueza, • Dermatite,
• Insónias • Inflamação do
• Incapacidade dos intestino (casos Vitamina B9
nervos periféricos, muito raros)
que surgem como • Redução da divisão celular,
sintomas de que na gravidez pode originar
anomalias problemas para o bebé
metabólicas; (espinha bífida ou baixo peso
à nascença);
Vitamina B12 Vitamina B5
• Anemia • Problemas na síntese de
• Fadiga lípidos e produção de
• Fraqueza energia, cujos sintomas
• Perda de apetite incluem paralisia nos
• Redução da divisão celular e alterações dedos e sola dos pés,
neurológicas (incluindo demência). sensação de “queimado”
nos pés, depressão,
fadiga, insónias e
fraqueza
A hipervitaminose é o quadro clinico cuja concentração de
determinada vitamina está excedente em relação a quantidade ideal para ela.
É muito raro e pouco provável que a hipervitaminose seja alcançada através das
fontes alimentares comuns, mas que o excesso de vitamina(s) seja ocorrido
devido a suplementação indevida.
Algumas vitaminas possuem certos efeitos colaterais quando são armazenadas no
organismo em grandes quantidades. Os sintomas mais comuns são náuseas,
vómitos e diarreia. É possível que tais sintomas desapareçam ao cessar a
suplementação vitamínica excessiva; no entanto, elas podem originar
consequências mais graves.
Alguns sintomas da hipervitaminose A A vitamina E é uma vitamina
incluem visão turva, confusão mental, envolvida nos processos anti-
sonolência, aumento da pressão coagulantes e, portanto, o seu
intracraniana, dor de cabeça, palidez, excesso está diretamente
maior sensibilidade à luz solar relacionado com riscos de
(fotofobia), entre outros. sangramentos excessivos.
Os sintomas da hipervitaminose
E são aumento no
sangramento, diminuição na
produção dos hormonas
tireoideias e aumento dos níveis
de triglicéridos.
Hipervitaminose D leva a hiper-concentração de cálcio no sangue o
que pode levar a hiper-calcificação de ossos e mesmo de tecidos moles
como coração e rins.
Os sintomas de hipervitaminose D incluem desidratação, náuseas,
queda de apetite, constipação, fadiga e fraqueza muscular.
Os sais minerais são substâncias inorgânicas que desempenham papéis essenciais no
funcionamento do organismo.
Sódio Sais Minerais MACRO Ferro
(são aqueles que o Sais Minerais MICRO Zinco
Potássio
organismo necessita em (são aqueles que o Cobre
Fósforo organismo necessita
Magnésio maiores quantidades. Manganês
em menores
Cálcio São também Selénio
denominados quantidades) Flúor
Cloro
Oligoelementos) Iodo
Regular a pressão arterial, já que equilibra a quantidade e distribuição de
água que entra e que sai das células
FUNÇÕES
Promover a absorção de nutrientes, porque permite a entrada de glicose,
vitaminas e aminoácidos para dentro das células
Estimular os impulsos nervosos, permitindo a transmissão de informações
entre as células do sistema nervoso e todo o corpo
Ajudar na contracção muscular, já que grande quantidade de sódio é
transportada para o interior das células musculares, estimulando a
contração dos músculos e do coração
Equilibrar o pH do sangue, que é fundamental para o bom funcionamento
das células do corpo.
Pode ocorrer em situações que causam a perda Diminuição de sódio no sangue que pode ser
de água excessiva pelo corpo como diarreia, causada por situações que reduzem a
vómitos, suor excessivo e doenças que eliminação de água pelo corpo ou que
aumentam o volume de urina, como diabetes aumentam o volume de água no sangue, como:
insipida ou problemas renais. excesso de açúcar no sangue, insuficiência
renal, administração de determinados fármacos
ou consumo excessivo de líquidos.
Sintomas:
o Sede intensa
o Secura da boca e das mucosas Sintomas:
o Fadiga e fraqueza o Náuseas e vômitos
o Confusão mental ou irritabilidade o Dor de cabeça
o Tontura ou vertigem o Confusão mental ou desorientação
o Aumento da frequência cardíaca o Fadiga e fraqueza
o Cãibras musculares o Tontura ou vertigem
o Aumento da pressão arterial o Cãibras musculares
o Convulsões (em casos severos) o Convulsões
o Coma (em casos graves) o Coma (em casos graves)
Carnes
Processadas: Queijos curados, Condimentos e Molhos
Presunto e salame como queijo Molho de soja
Bacon parmesão, queijo Molho inglês
Salsichas e cheddar, queijo Ketchup
linguiça gouda, queijo Mostarda
Peito de peru feta Caldo de galinha ou de
fumado carne (em cubos ou
líquido)
Snacks salgados:
Batatas fritas,
amendoins Fast food: Hambúrgueres,
salgados, batatas fritas, pizzas,
Alimentos
pipoca de cachorros-quentes e
Enlatados micro-ondas, outros itens típicos de
biscoitos restaurantes de fast food. Alimentos
salgados. congelados
Regulação do equilíbrio hídrico: Ajuda a manter o equilíbrio de fluidos nas
células e nos tecidos.
Função muscular: É fundamental para a contração muscular, incluindo o
músculo cardíaco, ajudando a regular o ritmo cardíaco.
FUNÇÕES
Transmissão de impulsos nervosos: Participa na condução de impulsos
elétricos entre as células nervosas, sendo crucial para o funcionamento do
sistema nervoso.
Metabolismo celular: Contribui para diversas reações metabólicas e é
necessário para a síntese de proteínas.
Manutenção da pressão arterial: Ajuda a equilibrar os efeitos do sódio,
contribuindo para a regulação da pressão arterial.
Regulação do pH: Ajuda a manter o equilíbrio ácido-base no organismo.
o Insuficiência renal: Quando os rins não conseguem eliminar o potássio de forma eficaz.
o Uso de medicamentos: Alguns medicamentos, como inibidores da ECA, diuréticos poupadores de
potássio e anti-inflamatórios não esteroides (AINEs).
o Desidratação: Pode levar a uma concentração aumentada de potássio no sangue, por diminuição do
volume sanguíneo
o Lesões ou queimaduras extensas: Que provocam a liberação de potássio das células para a corrente
sanguínea.
o Condições endócrinas: Sintomas:
o Fadiga ou fraqueza muscular
o Acidose metabólica: Pode aumentar a libertação de potássio das células.
o Palpitações ou arritmias cardíacas
o Transfusões de sangue o Dores musculares
o Formigueiro ou dormência
o Náuseas ou vómitos
o Dificuldade respiratória(em casos
severos)
o Paralisia (em casos extremos)
Diminuição de potássio no sangue que pode ser causada por:
o Uso de medicamentos como insulina, salbutamol ou teofilina;
o Vómitos ou diarreia prolongados;
o Hipertiroidismo;
o Hiperaldosteronismo;
o Uso crónico de laxantes; Sintomas:
o Síndrome de Cushing o Fadiga
o Fraqueza muscular
o Cãibras musculares
o Arritmias cardíacas
o Formigueiro ou dormência
o Dificuldade respiratória (em casos
graves)
o Alterações na pressão arterial
Leguminosas: Vegetais:
Feijão (feijão preto, Espinafres, beterraba,
feijão carioca, feijão Peixes e Frutos couve de Bruxelas,
branco, lentilhas, do Mar brócolos, couve-flor,
grão-de-bico), Salmão, Atum, cenoura, batata
Ervilha, Soja Sardinha, Truta (principalmente batata-
doce)
Frutas
Banana, Abacate,
Laranja, Melancia, Lacticínios: Frutos Secos e
Manga, Coco , Iogurte, Sementes:
Kiwi, Pêssego queijo e Leite Amêndoas, Avelã,
Amendoim, Sementes
de abóbora, Caju
Contracção Muscular: Quando um impulso nervoso chega à célula muscular, o cálcio é libertado
dentro das fibras musculares e liga-se a proteínas que facilitam a contracção. Quando o cálcio é retirado,
os músculos relaxam. Este processo é essencial para todos os músculos, incluindo o músculo cardíaco,
músculos esqueléticos (que movem os ossos) e os músculos lisos (presentes em órgãos como o intestino).
Transmissão Nervosa: ajuda na libertação de neurotransmissores (substâncias químicas que
FUNÇÕES
transmitem sinais entre os nervos)..
Regulação da Pressão
Arterial
Função Cardíaca: fundamental para a contracção do músculo cardíaco. O cálcio regula o ritmo
cardíaco e está envolvido na contracção do miocárdio (músculo cardíaco) e na condução do impulso
eléctrico que coordena o batimento cardíaco.
Coagulação Sanguínea: componente essencial do processo de coagulação sanguínea, participando
na cascata de coagulação, uma série de reacções químicas que resultam na formação de um coágulo
sanguíneo, ajudando a estancar a hemorragia quando há lesões nos vasos sanguíneos.
Regulação do Equilíbrio Ácido-Base: O cálcio contribui para a manutenção do equilíbrio
ácido-base no corpo, ajudando a regular os níveis de pH no sangue e nos tecidos. Isso é importante
para o funcionamento adequado de várias enzimas e processos metabólicos.
Atividade Enzimática: O cálcio atua como cofator para diversas enzimas que são responsáveis por
FUNÇÕES
importantes processos metabólicos no corpo e ajuda a activar enzimas envolvidas na digestão e em
outros processos bioquímicos.
Hormonal e Endócrino : envolvido na libertação de hormonas, como a PTH, que regula a quantidade
de cálcio no sangue, além de calcitonina, que ajuda a regular os níveis de cálcio no sangue ao
promover a incorporação de cálcio nos ossos. Ele também está envolvido na função das glândulas
endócrinas, ajudando na libertação e na ação de certos hormonas.
Papel Antioxidante: o cálcio pode ter um efeito protetor contra a ação de radicais livres,
contribuindo para a saúde celular e a proteção contra doenças degenerativas
Formação e Manutenção dos Ossos e Dentes: Estrutura óssea: O cálcio é um componente
essencial na formação e manutenção da estrutura óssea. Cerca de 99% do cálcio do corpo está
armazenado nos ossos e dentes, onde proporciona rigidez e força. Mineralização: O cálcio trabalha
com outros minerais, como o fósforo e o magnésio, na mineralização óssea, ajudando a formar o tecido
ósseo sólido e resistente.
• SINTOMAS NEUROMUSCULARES:
o Cãibras musculares: Podem ocorrer em mãos, pés ou face, como contracções dolorosas.
o Tetania: Contracções musculares involuntárias e prolongadas, frequentemente dolorosas.
o Parestesia: Sensação de formigueiro ou dormência nas extremidades, na língua ou nos lábios.
o Convulsões: Em casos graves.
• SINTOMAS CARDÍACOS:
o Arritmias: Batimentos cardíacos irregulares, podendo causar palpitações ou aumento do risco de complicações
graves.
o Prolongamento do intervalo QT: Um distúrbio no eletrocardiograma que pode predispor o coração a arritmias
fatais.
• SINTOMAS GERAIS: Causas Comuns da Hipocalcemia:
o Fadiga: Sensação de cansaço e fraqueza muscular. • Hipoparatiroidismo: Deficiência na produção
o Dificuldade de concentração e problemas cognitivos. de hormônios pela glândula paratiróide.
o Ansiedade: Nervosismo, inquietação ou irritabilidade. • Deficiência de vitamina D.
o Unhas quebradiças ou crescimento lento das unhas. • Insuficiência renal crónica.
o Pele seca ou com tendência à descamação. • Uso excessivo de medicamentos, como
diuréticos.
• Ingestão insuficiente de cálcio na alimentação.
• Síndromes de má absorção, que afetam a
• SINTOMAS GERAIS
o Fadiga: Sensação de cansaço extremo e falta de energia.
o Fraqueza muscular:.
o Desidratação: Devido ao aumento da frequência urinária (poliúria), pode ocorrer perda excessiva de líquidos,
resultando em sede excessiva (polidipsia) e boca seca.
• SINTOMAS GASTROINTESTINAIS:
o Náuseas e vómitos:
o Constipação intestinal: Dificuldade para evacuar, levando a prisão de ventre.
o Dor abdominal
• SINTOMAS NEUROLÓGICOS:
o Confusão mental: Dificuldade de concentração, desorientação, perda de clareza de pensamento e, em casos
graves, delírio.
o Alterações no humor: Pode incluir depressão, ansiedade, irritabilidade ou apatia.
o Coma: Em casos graves de hipercalcemia não tratada, a condição pode levar a perda de consciência.
• SINTOMAS CARDÍACOS:
o Arritmias cardíacas: Batimentos irregulares ou acelerados, como fibrilação atrial, que podem ser perigosos.
o Hipotensão: Pressão arterial baixa, o que pode levar a tonturas ou desmaios.
o Aumento do risco de trombose: A hipercalcemia pode predispor à formação de coágulos sanguíneos.
• SINTOMAS RENAIS:
o Pedras nos rins: O cálcio em excesso pode formar cristais que se acumulam nos rins, resultando em pedras.
o Insuficiência renal: A hipercalcemia severa pode afetar a função renal, levando a problemas mais graves,
como falência renal.
• SINTOMAS ÓSSEOS:
o Dor óssea: A hipercalcemia pode estar associada à destruição óssea devido ao aumento da reabsorção
óssea, o que pode causar dor ou aumento da fragilidade óssea.
o Fraturas: O aumento da actividade de células que degradam o osso pode levar à diminuição da
densidade óssea, aumentando o risco de fracturas
CAUSAS COMUNS DE HIPERCALCEMIA:
• Hiperparatiroidismo: as glândulas paratiróides produzem excesso de PTH, que aumenta os níveis
de cálcio.
• Cancro: certos tipos de cancro, especialmente os que se espalham para os ossos (metástases
ósseas), podem causar hipercalcemia devido à libertação de substâncias que estimulam a
libertação de cálcio dos ossos.
• Uso excessivo de suplementos de cálcio ou vitamina D.
• Síndrome de lise tumoral: complicação de alguns tratamentos oncológicos, onde a destruição
rápida das células tumorais liberta grandes quantidades de cálcio.
• Doenças granulomatosas: como sarcoidose ou tuberculose, que podem causar aumento da
produção de vitamina D, levando a níveis elevados de cálcio.
Vegetais:
Leguminosas: Couve-galega (muito
Feijão, Grão de utilizada em pratos
bico, Lentilhas Peixes e típicos como o caldo
Frutos do Mar verde) Espinafre,
Salmão, Sardinha Brócolos
Frutos Secos e
Lacticínios: Sementes:
Alimentos fortificados
Iogurte, Amêndoas,
Leites vegetais (como
queijo e Leite Sementes de
leite de soja, leite de
sésamo, Sementes
amêndoa, leite de
de Chia
aveia), Sumos de fruta
fortificados
Equilíbrio ácido-base
Regulação do equilíbrio hídrico: Ajuda a manter o equilíbrio de fluidos nas células e
nos tecidos.
Manutenção do equilíbrio osmótico - regulando a pressão osmótica - é importante para
FUNÇÕES
garantir que as células recebam a quantidade adequada de água e nutrientes e também
para evitar a desidratação ou o inchaço excessivo das células.
Participação na formação de ácido clorídrico (HCl) no estômago.
Acção anti-inflamatória e protecção contra infecções
Regulação do volume sanguíneo
Transporte de substâncias – interage com outros iões para facilitar a absorção de
nutrientes e a excreção de resíduos.
Transporte de oxigénio - O ferro é um componente chave da hemoglobina, cuja função
de transportar oxigénio dos pulmões para os tecidos e órgãos e, de forma inversa, levar o
dióxido de carbono (CO₂) dos tecidos para os pulmões, onde será exalado. Sem ferro, a
hemoglobina não seria capaz de realizar este transporte vital.
FUNÇÕES
Produção de energia - O ferro é necessário para a função de várias enzimas envolvidas
na respiração celular e na produção de energia.
Função imunológica - O ferro é importante para o sistema imunológico, pois participa da
proliferação e maturação de células imunológicas, como os linfócitos
.
Síntese de colágeno – o colágeno é uma proteína estrutural essencial para a formação de
tecidos conjuntivos, incluindo a pele, ossos, vasos sanguíneos, ligamentos e cartilagens.
Função cognitiva - O ferro é importante para o desenvolvimento e funcionamento do
cérebro. Ele está envolvido na síntese de neurotransmissores, como a dopamina e a
serotonina, que são essenciais para a regulação do humor, memória, concentração e outros
processos cognitivos.
Metabolismo
celular
A deficiência de ferro é bastante comum, especialmente em populações vulneráveis, como
mulheres grávidas, lactantes, crianças e vegetarianos/veganos.
OS SINTOMAS MAIS COMUNS DE DEFICIÊNCIA DE FERRO INCLUEM:
•Fadiga e cansaço extremo
•Pele pálida
•Dificuldade de concentração
•Falta de ar
•Batimento cardíaco acelerado
•Quebra de unhas e cabelos fracos
Carnes vermelhas
Fígado
Leguminosas Vegetais de folhas
Feijão, Grão de
verdes escuras Peixes e frutos do
bico, Lentilhas
Espinafre, Couve (couve- mar
galega, couve-manteiga), Sardinha, Atum,
Brócolos Salmão, Ameijoas,
Mexilhões, Ostras
Frutos secos e
sementes Cereais integrais
Amêndoas, Sementes Aveia, Quinoa ou
de abóbora, Sementes Arroz integral
de sésamo, Castanhas-
do-pará e nozes Tubérculos
Batata-doce,
Algas marinhas
Inhame e
Algumas algas, como
Mandioca
nori (usada em sushi)
e spirulina
Os lípidos são um grupo de compostos orgânicos que partilham a característica comum de serem
hidrofóbicos ou anfipáticos, ou seja, não se dissolvem bem em água, mas podem ser dissolvidos em
solventes orgânicos como éter, clorofórmio e hexano.
[Link]éridos: São a principal forma de armazenamento de energia no corpo. Consistem numa
molécula de glicerol ligada a três ácidos gordos. Encontram-se em alimentos como óleos, gorduras e
produtos de origem animal.
[Link]ípidos: São componentes essenciais das membranas celulares. Têm uma parte hidrofílica (que
"gosta" de água) e uma parte hidrofóbica (que evita a água)
[Link]óis: Um tipo de lípido que inclui o colesterol e outros compostos semelhantes.
[Link]: São lípidos mais complexos, que servem, por exemplo, para impermeabilizar superfícies, como
na pele das plantas e na pelagem de animais, prevenindo a perda excessiva de água.
5.Ácidos gordos: São as unidades básicas de muitos lípidos, compostos por longas cadeias de
carbono com átomos de hidrogénio. Podem ser saturados (sem ligações duplas) ou insaturados (com
uma ou mais ligações duplas).
Reserva de Energia: os lípidos, especialmente na forma de triglicéridos, são uma fonte
concentrada de energia. São armazenados no tecido adiposo e podem ser utilizados pelo
corpo quando é necessário mais energia.
Composição das membranas celulares: os fosfolípidos são componentes essenciais das
membranas celulares, proporcionando estrutura e controlo na entrada e saída de substâncias
nas células.
Isolamento térmico e protecção: o tecido adiposo, constituído por lípidos, ajuda no isolamento
térmico, mantendo a temperatura corporal estável. Além disso, protege órgãos vitais, actuando
como uma camada de amortecimento contra impactos.
Produção de Hormonas: os lípidos, como os esteróides (por exemplo, o colesterol) contribuem
para a produção e desenvolvimento de hormonas importantes, como as hormonas sexuais
(estrogénio, testosterona) e as hormonas corticosteroides (como o cortisol).
Absorção de vitaminas lipossolúveis: Essas vitaminas ( A,D,E e K)são dissolvidas em gorduras e,
por isso, os lípidos são necessários para que possam ser absorvidas eficazmente no intestino e
transportadas pelo corpo para onde são necessárias.
Função estrutural: a mielina, que envolve as fibras nervosas, é rica em lípidos e facilita a
condução dos impulsos nervosos. Essa camada lipídica assegura que a transmissão de sinais
elétricos entre os neurónios seja eficiente e rápida.
Peixes gordos
Salmão, atum, sardinha, Óleos e Gorduras Vegetais
cavala, arenque e truta Óleo de oliva (azeite de
Frutos Secos e oliva), Óleo de coco, Óleo
Sementes de abacate, Óleo de
Amêndoas, Nozes, girassol, Óleo de canola,
Avelãs, Caju, Óleo de soja
Sementes de Laticínios Integrais
abóbora, Sementes Leite integral
de girassol, Sementes Queijos gordos
Alimentos
de chia, Sementes de (como queijo
Processados
linhaça cheddar, queijo
e Fritos
parmesão)
Creme de leite
Natas
Óleos de Peixes
Chocolate Amargo
Óleo de fígado de
(com maior
bacalhau,
percentagem de
Óleo de peixe (como
cacau)
o óleo de peixe de
salmão)
Os glúcidos, também conhecidos como hidratos de carbono, são compostos orgânicos formados
principalmente por carbono, hidrogénio e oxigénio. São uma das principais fontes de energia para o
organismo humano e estão presentes em muitos alimentos, como cereais, frutas, legumes e produtos
lácteos.
MONOSSACARÍDEOS: São os glúcidos mais simples, compostos por uma única molécula de açúcar.
•Glicose (o açúcar principal que circula no sangue) / Frutose (o açúcar das frutas) / Galactose (encontrada no
leite)
DISSACARÍDEOS: Formados pela união de dois monossacarídeos.
•Sacarose (açúcar comum, formado por glicose e frutose) / Lactose (o açúcar do leite, formado por glicose e
galactose) / Maltose (encontrada na malte, formada por duas moléculas de glicose)
OLIGOSSACARÍDEOS: Compostos por um pequeno número de monossacarídeos (geralmente de 3 a 10
unidades). Estão presentes em alimentos como leguminosas e alguns vegetais.
POLISSACARÍDEOS: São cadeias longas de monossacarídeos. São formas complexas que podem ser
armazenadas no corpo como reserva de energia.
• Amido (principal fonte de carbohidratos em alimentos como arroz, batata e pão) / Glicogénio (forma de
armazenamento da glicose no fígado e nos músculos)
Fonte de energia: Os glúcidos são a principal fonte de energia para o corpo humano,
especialmente para o cérebro e os músculos durante a atividade física.
Reserva de energia: Os hidratos de carbono também são armazenados no organismo
na forma de glicogénio. O glicogénio é armazenado principalmente no fígado e nos
músculos, e pode ser mobilizado quando o corpo necessita de energia rápida, como
durante exercícios físicos intensos ou entre as refeições.
Função estrutural: A celulose, por exemplo, é um polissacarídeo encontrado nas
plantas, e é importante para a fibra dietética. Embora não seja digerível pelos
humanos, tem várias funções importantes, como: Regular o trânsito intestinal e
Controle do colesterol.
Participação em processos biológicos: Os glúcidos estão envolvidos em diversos
processos biológicos, como o reconhecimento celular, a coagulação sanguínea e a
comunicação entre células.
CARBOHIDRATOS SIMPLES: São rapidamente digeridos e
aumentam rapidamente os níveis de glicose no sangue.
Encontram-se em açúcares (como em doces,
refrigerantes, mel e frutas).
TIPOS
DE
CARBOHIDRATOS
CARBOHIDRATOS COMPLEXOS: São mais ricos em fibras e
são digeridos mais lentamente, proporcionando uma
liberação gradual de glicose no sangue.
Encontram-se principalmente em alimentos integrais como
arroz integral, pão integral, aveia, batata-doce e
leguminosas.
CEREAIS E DERIVADOS
Arroz, Massas, Aveia, Pão (idealmente, pão integral,
que contém mais fibras do que o pão branco),
Cuscuz e quinoa TUBÉRCULOS E RAÍZES
Batatas, Batata-
doce, Inhame, Nabo
LEGUMINOSAS
Feijão (feijão preto, feijão FRUTAS
branco, feijão vermelho) Bananas, Maçãs, Laranjas,
Lentilhas, Grão-de-bico, Uvas, Mangas, Peras, Kiwis,
Ervilhas Melancia, Pêssego
Lacticínios
Iogurte, Leite
Macromoléculas formadas por aminoácidos ligados entre si por ligações peptídicas. Elas
desempenham funções fundamentais no organismo e são compostas por 20 tipos diferentes de
aminoácidos, que se combinam de diversas maneiras para formar estruturas complexas. A sequência
e a disposição desses aminoácidos determinam a função e a forma da proteína.
[Link]ácidos essenciais: O organismo não consegue produzir por si mesmo e deve obtê-los através
da alimentação.
[Link]ácidos não essenciais: O corpo pode sintetizá-los a partir de outros compostos.
As proteínas podem ser classificadas como:
• Proteínas de alta qualidade (ou proteínas completas): Contêm todos os aminoácidos essenciais nas
proporções adequadas. São principalmente encontradas em alimentos de origem animal (carne,
peixe, ovos, laticínios) e também na soja.
• Proteínas de baixa qualidade (ou proteínas incompletas): Faltam um ou mais aminoácidos essenciais
e geralmente vêm de fontes vegetais, como feijões, lentilhas e cereais. No entanto, ao combinar
diferentes fontes vegetais (por exemplo, arroz e feijão), pode-se obter uma proteína completa.
Construção e reparação dos tecidos
Regulação do equilíbrio hídrico: Ajuda a manter o equilíbrio de fluidos nas células e
nos tecidos.
Função imunitária: As imunoglobinas (anticorpos) são proteínas que ajudam a
FUNÇÕES
defender o corpo contra infeções e doenças, identificando e neutralizando
agentes patogénicos como vírus e bactérias.
Fonte de energia
Função hormonal: Algumas hormonas, como a insulina e o glucagon, são proteínas
ou peptídeos. Elas regulam processos corporais essenciais, como o metabolismo e o
equilíbrio da glicose no sangue.
Formação de enzimas
Equilíbrio ácido-base e regulação osmótica: As proteínas ajudam a manter o
equilíbrio do pH e a pressão osmótica dentro das células, garantindo o
funcionamento adequado dos processos celulares.
FONTES DE PROTEÍNAS DE ORIGEM ANIMAL:
• Carnes (frango, carne de vaca, carne de porco)
• Peixes e mariscos (salmão, atum, camarões, etc.)
• Ovos (uma excelente fonte de proteína de alta
qualidade)
• Produtos lácteos (leite, queijo, iogurte)
FONTES DE PROTEÍNAS DE ORIGEM VEGETAL:
•Leguminosas (feijão, lentilhas, grão-de-bico, ervilhas)
•Sementes (como sementes de abóbora, chia, linhaça)
•Nozes e amêndoas (ricas em proteínas e gorduras
saudáveis)
•Soja e derivados (tofu, tempeh, edamame)
•Cereais integrais (como quinoa, aveia, trigo e arroz
integral)
•Verduras e legumes (alguns vegetais, como espinafre e
brócolos, têm quantidades modestas de proteína)
Eficiente funcionamento do corpo humano + de 40 nutrientes
À exceção do leite nos primeiros meses de vida não há nenhum alimento capaz
de fornecer todos os nutrientes em quantidades apropriadas .
Completa: ingerir ao longo do dia
alimentos de todos os grupos
Regras fundamentais para a
Variada: dentro de cada grupo, variar
aquisição de uma alimentação
os alimentos ingeridos ao longo do dia
saudável
Equilibrada: respeitar as porções
diárias recomendadas e as
quantidades de equivalentes
indicados
O nº de porções a serem ingeridas diariamente deverá ser de acordo com as
necessidade individuais de cada indivíduo, pelo que estas dependem de vários fatores
como o sexo, idade, estado fisiológico, atividade física, etc.
ÁGUA – 1,5 A 3 LITROS/DIA
Grupo I – Leite e derivados:- 2 a 3 porções / diárias
• Fornece proteínas de alto valor biológico, elevada quantidade de cálcio e de
vitamina B2
• Constituídos por 3,5% de gordura saturada e o único hidrato de carbono presente é a
lactose
Grupo II – Carne, peixe, marisco e ovos:- 1,5 e 4,5 porções
/ diárias
• Fornece proteínas animais de alto valor biológico e gordura;
• Fonte de vitaminas do complexo B, ferro, zinco, fósforo e
vitamina D.
Grupo III – Gorduras e Óleos:- 1 a 3 porções / diárias
Inclui alimentos de origem animal (gorduras saturadas: manteiga, banha e toucinho) como de
origem vegetal (gorduras insaturadas – azeite, óleo e margarina)
Gorduras Saturadas: mais prejudiciais para a saúde; no entanto, são as mais consumidas
São altamente energéticos pela gordura que contêm, podem fornecer grandes quantidades
de vitaminas lipossolúveis (vitaminas solúveis nas gorduras), como a vit. A e D;
Este grupo deverá de contribuir com menor percentagem para o total do dia
Grupo IV – Cereais, derivados e tubérculos - 4 a 11 porções / diárias
• Ricos em hidratos de carbono complexos, sendo este a principal fonte de energia das
nossas células; Isentos de gordura; Fornecedores de proteína de média qualidade,
minerais (selénio, potássio e magnésio) e vitaminas (B1, B2, B3, B6 e C)
• Os cereais integrais são ricos em fibra;- Ex.: Arroz, massa, batata, pão, aveia, trigo,
centeio
Grupo V – Hortícolas e Frutos:-- 3 a 5porções / diárias e 3 a 5 peças de fruta / dia
• São alimentos pobres em proteínas;
• Hortícolas: fornece boas quantidades de vitaminas, minerais, água e fibra solúvel;
poderão prevenir vários tipos de cancro, aparecimento de doenças cardiovasculares,
diabetes, obesidade, entre outras;
• Frutos: fornecem vitaminas, minerais, hidratos de carbono simples (frutose) e fibra solúvel;
são fontes de antioxidantes, que têm uma função importantes na prevenção de vários
tipos de cancro, envelhecimento celular, doenças cardiovasculares
Grupo VII – Bebidas
Grupo VI – Leguminosas - 1 a
2porções / diária • São produtos fornecedores de álcool ou açúcar
• Quando há álcool e açúcar presentes nas
Fonte de hidratos de carbono, proteína bebidas, o seu valor energético é proporcional
de médio valor biológico ao peso destes constituintes
PRINCIPAL
CONSTITUINTE DO
ORGANISMO
Principais Funções da Água no Organismo:
• Meio onde ocorrem todas as reações do organismo, como por ex. a digestão;
• Transporta os nutrientes e os produtos resultantes do metabolismo;
• Regula a temperatura corporal
• Interfere no funcionamento de todos os sistemas e órgãos
Respiração
Perdas de água pelo organismo
Urina
Suor / Transpiração
Manter O Equilíbrio Hídrico
Perdas de água pelo organismo
• Mecanismos hipotalâmicos
de controlo da sede;
• Hormona antidiurética;
• Capacidade de reter ou
Ingestão hídrica excretar água
PREVENIR a DESIDRATAÇÃO
Efeitos da desidratação – SISTEMA RENAL
Efeitos da desidratação – SISTEMA DIGESTIVO
Efeitos da desidratação – SISTEMA RESPIRATÓRIO
Efeitos da desidratação – SISTEMA NERVOSO
RESTRIÇÕES HÍDRICAS
A avaliação do estado de hidratação pode ser realizada:
a) testes laboratoriais;
b) medições objetivas não invasivas
c) observações subjetivas
É importante em determinados casos:
a) Controlo da tensão arterial;
b) Em doentes insuficientes renais a fazer hemodiálise,
evita o aumento de peso, logo, reduz o risco de edema
agudo do pulmão
As recomendações
nutricionais são Crescimento fetal,
Maior quantidade de
direcionadas para o expansão dos tecidos
nutrientes, como por
consumo de energia pelo maternos, aumento do
exemplo, ácido fólico,
organismo e o ganho líquido amniótico e
ferro e cálcio.
durante a gestação. volume sanguíneo
ESSENCIAIS NA FORMAÇÃO DO
FETO E MANUTENÇÃO DA SAÚDE
MATERNA
• Essencial que nos primeiros meses de vida a alimentação seja à base de leite
materno, de forma a assegurar as forças e defesas naturais
• Rico em nutrientes necessários nos primeiro meses de vida, no entanto, quando o
bebé começa a crescer, o leite materno já não é suficiente
• Os alimentos devem ser oferecidos um de cada vez, para que a criança possa
apreciar os sabores, e para que se possa perceber se existe alguma reação
alérgica aos mesmos;
• Os alimentos mais sólidos podem ser inseridos, ou quando os dentes já tiverem em
fase de nascimento, ou quando os pais tiverem confiança em iniciar antes do
aparecimento dos dentes.
• Esta fase caracteriza-se por uma diminuição da velocidade do crescimento, portanto,
consequentemente, diminuição do apetite;
• Estar atento caso a criança deixe de comer
Frutas, vegetais e alimentos com proteína e hidratos de carbono são as
preferências nesta fase de desenvolvimento
É a partir desta fase de vida que se constroem os hábitos alimentares
• A escola tem um papel importante na alimentação das crianças
• Autonomia alimentar
• Processo de socialização onde a imitação e a influência dos Pares cria novos hábitos
alimentares
OBJETIVOS NUTRICIONAIS:
• Manter o crescimento adequado;
• Evitar o défice de nutrientes;
• Prevenir possíveis problemas de saúde da
fase adulta
• Nesta fase de vida há uma grande necessidade de ingerir vitaminas, nomeadamente
A, C e D, ferro e cálcio para fortalecer os ossos;
• Há que garantir a ingestão de proteínas e produtos energéticos durante esta fase, ao
mesmo tempo que deve de ser incutida, desde esta altura ou até antes, a prática de
exercício físico a fim de evitar problemas de obesidade.
Alterações
Envelhecimento Processo natural anatómicas e
metabólicas
Perda de
Perda de dentição ou
Perda gustativa
Apetite ausência do uso
de próteses
Alteração da
sensação de
DESIDRATAÇÃO sede devido à
disfunção
cerebral
Debilidade física
(dependente de terceiros)
A elaboração da ementa de uma pessoa idosa
deve de ter em conta os seguintes aspetos:
Hidratos de carbono – entre 50 a 60% do valor calórico total, representando cerca de
250 a 280 gr/dia, à excepção das pessoas diabéticas;
Proteínas – 60% devem de ser de origem animal (leite, ovos, peixe e carne); os restantes
40% devem de ser de origem vegetal (espinafres, ervilhas, brócolos, lentilhas);
Gorduras – evitar gorduras animais; dar preferência a gorduras vegetais
Alimentos a limitar - sal, condimentos fortes e bebidas alcoólicas
• Hipertensão arterial
• Cancro do estômago
Elevado consumo de sal
• Doenças cerebrovasculares
• Doenças cardiovasculares
• Doenças cardiovasculares
Elevado consumo de
• Dislipidémia
gorduras
• Obesidade ERROS
• Diabetes
A
Elevado consumo de açúcar
e alimentos açucarados
• Cárie dentária EVITAR!
• Obesidade
Reduzido consumo de
alimentos ricos em fibra • Obstipação
• Neoplasias
(hortaliças, legumes e frutas)
Deficiência de nutrientes
Subnutrição
essenciais
DESNUTRIÇÃO
Excesso de nutrientes
Hipernutrição
essenciais
DESNUTRIÇÃO
Na velhice as necessidades alimentares
• Alterações na concentração de
são menores, mas a capacidade de nutrientes no sangue e nos tecidos;
absorver os nutrientes também está • Alterações enzimáticas;
reduzida. Assim, o risco de subnutrição é • Mal funcionamento de órgãos e de
maior nesta fase de vida, e ainda mais tecidos corporais;
entre pessoas economicamente • Sintomas de doença;
desfavorecidas.
• Morte
Sistema nervoso– afetado pela deficiência de
niacina, tiamina, vit. B1, deficiência ou excesso de
Qualquer vit. B6 e deficiência de vit. B12
sistema do
corpo pode Paladar e olfato– deficiência de zinco;
ser afetado
por uma Sistema Cardiovascular– é afetado pelo excesso de
desordem gordura, que pode levar à Obesidade,
hipercolesterolémia e/ou doença coronária; uma
nutricional dieta rica em sal pode conduzir à hipertensão
Boca–Lábios, língua, gengivas e mucosas são afetadas
pela deficiência de vitaminas do complexo B e vitamina
C;
Qualquer
sistema do Glândula tiroide – pode aumentar como resultado da
corpo pode falta de iodo
ser afetado
por uma Sistema Gastrointestinal – afetado pela deficiência de
ácido fólico e consumo de álcool em excesso;
desordem
nutricional Pele e presença de Hemorragias – deficiência de
vitaminas A, C, K e B1
Ossos e articulações – deficiência de vitamina C e D.
Objetivos:
• Reconhecer os principais riscos associados à alimentação oral e identificar os
sinais de alerta;
• Identificar técnicas de apoio na alimentação e hidratação oral ao utente
que necessite de cuidados de saúde, mobilizando conhecimentos
fundamentais no posicionamento e mobilização do utente que previnam
situações de risco
• Reconhecer a importância de manter o autocontrolo em situações críticas e
de limite
Previne infeções, cáries e aftas;
Elimina restos de alimentos e
HIGIENE ORAL microrganismos;
Estimula a circulação sanguínea;
Evita o mau hálito.
- Pela manhã, aquando dos cuidados de higiene;
- Após as refeições;
- Antes de dormir
HIGIENE ORAL - Deve ser realizada sempre, tenha o doente dentes
naturais ou prótese dentária e mesmo que não se
alimente pela boca (esteja entubado
nasogastricamente)
Se o doente for AUTÓNOMO:
realizar supervisão, e se
necessário ensino
HIGIENE
ORAL
M
A
T o Luvas e avental/bata
E o Escova de dentes ou espátula com compressa
R o Pasta de dentes, asséptico oral
I o Copo, bacia, toalha, resguardo, palhinha
A o Vaselina ou pomada P
L R
O
C
• Reunir todo o material necessário E
• Posicionar o doente, de preferência sentado - se doente D
inconsciente, deve-se proceder à posição de lateralizado I
• No caso do doente possuir prótese dentária, pedir para M
retirar, ou retirar o próprio profissional, lavando-a como água E
quente N
T
O
O utente na hora Posição para uma
da refeição deve alimentação
de estar bem segura, na cama
acordado e e em cadeira de
sentado rodas – tronco
elevado e
cabeça direita
Posicionamento Para Alimentação /
Hidratação (À Mesa, No Cadeirão, Na
Cama):
Após as refeições,
Sempre que possível, deve manter o
permitir que o utente doente sentado
se alimente Sozinho, durante 30 Minutos
que haja necessidade para facilitar a
de cortar os alimentos; digestão
Nunca se deve alimentar um Se o doente se engasgar ou
doente dependente que não tossir muitas vezes quando
esteja totalmente acordado, ou come ou bebe, não insistir, e
que não se encontre totalmente perguntar à equipa de saúde
consciente se é seguro continuar a
alimentá-lo
Posicionamento Para Alimentação
/ Hidratação (À Mesa, No
Cadeirão, Na Cama):
Um doente com sonda
nasogástrica não deve ser
alimentado via oral, só salvo A alimentação por sonda é
raras exceções da responsabilidade do
enfermeiro
A APRESENTAÇÃO DO PRATO E A
PREPARAÇÃO DOS ALIMENTOS
FUNÇÕES DO TAS
Auxiliar na toma da
refeição, se necessário
Preparar
cuidadosamente
o espaço da
refeição Promover a autonomia
Sempre que o
utente se encontre
incapacitado para
tomar refeição, o
Respeitar as suas
TAS deve
preferências e Aquecer os
necessidades alimentos que não
individuais se encontrem à Tº
ideal
Garantir que o utente se
encontra numa posição
correta (90º)
Posicionar-se de frente para o doente,
mantendo uma conversa permanente Limpar a boca ao utente
sempre que necessário
Sempre que o
utente se encontre
incapacitado para
Oferecer líquidos
tomar refeição, o Aumentar a
mesmo que não seja TAS deve consistência dos
solicitado – Manter a líquidos sempre que o
Hidratação cliente tenha
dificuldade em deglutir,
através de espessantes
Socorrer-se de ajudas
técnicas/instrumentos de apoio
se necessário
Oferecer sempre Observar e perceber
pequenas se as refeições estão a
quantidades de ser bem toleradas
comida
Sempre que o
utente se encontre
incapacitado
para tomar
refeição, o TAS
deve
Perceber se o doente
está confortável e não
No caso de utentes com tem dor
limitação ao nível dos braços,
colocar os alimentos e a água do
lado não afetado (no caso da
limitação ser apenas de um lado
Técnica de alimentação e
hidratação oral
O risco e as situações
de engasgamento
• Mastigar
• Engolir alimentos sólidos
• Engolir alimentos líquidos
Técnica de alimentação e hidratação oral
ENGOLIR
ALIMENTOS
SÓLIDOS
C
A
U
S
A
S
OBSTRUÇÃO
DA VIA
Colocar a cabeça para trás aumenta o AÉREA –
risco de engasgamento PCR!
ENGOLIR
ALIMENTOS
SÓLIDOS
C
A
U
S
A
S
ENGOLIR
ALIMENTOS
SÓLIDOS
O
que
se
deve
fazer
ENGOLIR
LÍQUIDOS
OBJECTIVOS
• Identificar as tarefas que se integram no âmbito de intervenção do TAS com orientação
e supervisão de um profissional de saúde, e distinguir das são executadas
autonomamente;
• Reconhecer a importância de agir em função das orientações do profissional de saúde;
• Reconhecer o impacto das suas ações na interação e bem-estar emocional de terceiros;
• Reconhecer a importância da sua atividade para o trabalho da equipa multidisciplinar;
• Reconhecer a importância em assumir uma atitude pró-ativa na melhoria continua da
qualidade, no âmbito da sua ação profissional
• Reconhecer a importância em demonstrar interesse e disponibilidade na interação com
os utentes
1. TAREFAS A EXECUTAR SOB ORIENTAÇÃO SUPERVISÃO DIRETA DO ENFERMEIRO
2. TAREFAS QUE, SOB ORIENTAÇÃO DO ENFERMEIRO, PODE EXECUTAR SOZINHO
2. TAREFAS QUE, SOB ORIENTAÇÃO DO ENFERMEIRO, PODE EXECUTAR SOZINHO
2. TAREFAS QUE, SOB ORIENTAÇÃO DO ENFERMEIRO, PODE EXECUTAR SOZINHO
Espera-se que o TAS tenha autonomia suficiente para o desempenho das seguintes
tarefas:
Aplicar técnicas de apoio na alimentação e hidratação oral
Preparar o tabuleiro de alimentação segundo o plano dietético
Preparar, acondicionar e conservar alimentos frescos e confecionados para
pequenas refeições e suplementos alimentares
Utilizar e descartar corretamente o equipamento de proteção individual
adequado
Sempre que o aparelho digestivo
A nutrição artificial está funcional, a nutrição deve
está indicada fazer-se por via entérica.
quando um o Nutrição
doente não se entérica • Menor número de
alimenta o complicações
suficiente para • Menor custo
cobrir as o Nutrição • Mais semelhante à forma
necessidades parentérica fisiológica
• Previne a atrofia das
energéticas
vilosidades intestinais
• Favorece a perfusão intestinal
• Prevenção da isquemia
intestinal
• Função imunológica
Indicações para alimentação Indicações para
entérica por via oral alimentação/hidratação por
SNG
• Suplementação da alimentação • Perda da via oral;
quando a ingestão é insuficiente;
• Quando o utente sofreu um AVC –
• Única forma de alimentação oral. disfagia identificada;
• Cirurgia do sistema digestivo
(estomago, intestino ou boca)
Suplementos dietéticos orais: Dietas entéricas:
• Completos • Poliméricas
• Modulares • Modificadas
• Pré-digeridas
• Específicas de doenças
AQUANDO DA ALIMENTAÇÃO
• Sentar a pessoa na cama ou na cadeira com as costas bem apoiadas;
• Clampar a sonda, retirar a tampa e aspirar de forma a avaliar se está bem
localizada e se há estase alimentar
OUTROS CUIDADOS
• A sonda deve permanecer fechada sempre que não estiver em uso
• A alimentação deve de ser data à temperatura ambiente, não havendo
necessidade de aquecer a dieta
• A seringa de alimentação, bem como o clampe da sonda devem de ser
trocada diariamente
A nutrição parenteral tem como objetivo suprir parte ou integralmente as
necessidades nutricionais do paciente.
Assim, é o modo de administrar nutrientes pré-digeridos directamente para a
corrente sanguínea por acesso venoso central ou periférico em indivíduos que por
várias razões estão incapacitados de os assimilar por outra via.
As fórmulas de nutrição
Ela pode ser parcial (quanto
parenteral são compostas por
fornece apenas partes dos
combinações de glicose,
nutrientes) ou total (quando o
aminoácidos, eletrólitos,
suprimento das necessidades
vitaminas, minerais,
nutricionais é completo e feito
oligoelementos (crómio,
exclusivamente pela nutrição
cobre, ferro, flúor, iodo) e
parenteral)
emulsões lipídicas.
INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS
• Interferência de doença de base em ingestão, digestão ou a absorção dos
alimentos;
• Falência intestinal devido a: íleo paralítico e mecânico (pós-operatório);
• Trauma que requeira vários procedimentos cirúrgicos;
• Doença inflamatória intestinal;
• Ressecção intestinal (síndrome do intestino curto);
• Pacientes pediátricos neonatos;
• Colite ulcerativa complicada ou em período perioperatório;
• Hemorragia gastrointestinal persistente;
• Abdómen agudo/íleo paralítico prolongado.
CONTRA INDICAÇÕES
• Perturbações no metabolismo;
• Alterações hidroeletrolíticas;
• Alterações do metabolismo lipídico;
• Diabetes descompensada;
• Estados de choque agudo;
• Perturbações na coagulação;
• Insuficiência hepática grave;
• Icterícia obstrutiva;
• Insuficiência Renal Crónica, com valores patológicos de azoto residual
• A dietoterapia é um tipo de tratamento que tem por base a modificação dos alimentos
pela adição de substâncias alimentares com propriedades de cura, ao tempo de suprimir
outras, quando o organismo se encontra incapacitado de metabolizar o alimento
ingerido, o que por si só, neste último caso, induz ou agrava uma doença.
A terapia nutricional, ou a manutenção de uma nutrição apropriada, ou
ainda a dietoterapia, conhecida como tratamento complementar, tem
sido documentada como a base para o cuidado de pessoas desde a
época de Hipócrates.
De acordo com as regras de uma alimentação saudável, a
elaboração da ementa deve ser:
• Equilibrada, variada e rica nutricionalmente, respeitando o contexto sociocultural dos
utentes a que se destina;
• Diversificada e de acordo com as necessidades de cada cliente;
• Atenta às preferências de cada utente;
• Elaborada com a colaboração de todos os responsáveis, na instituição, por este processo
(director do estabelecimento, cozinheiro), incluindo o nutricionista ou o seu
aconselhamento;
• Elaborada, no mínimo, semanalmente, pelos responsáveis por este processo, no
estabelecimento;
• Composta por dietas especiais, em caso de necessidade.
• O método utilizado na Dietoterapia é voltado para que análises comparativas
e o uso de tabelas de composição química dos alimentos tenham em seus
rótulos e embalagens, a relação de suas respectivas calorias e o se respectivo
valor nutricional.
•O estado nutricional de uma pessoa é um elemento essencial para a
manutenção e recuperação da saúde. É muito importante que seja
respeitado a idade do indivíduo tratado e que critérios sejam adoptados
para que uma dieta não venha agravar e complicar uma situação que
pode acarretar, inclusive, graves sequelas.
A ementa e respectivas dietas especiais são divulgadas e os clientes são
informados em tempo útil das eventuais alterações às mesmas.
O responsável pelo fornecimento de refeições tem conhecimento,
atempadamente, de:
• Ementa;
• Número de refeições a confeccionar;
• Tipo de dietas e respectivo número.
Na selecção do tipo de dieta, é necessário ter em consideração o estado de
saúde do doente/utente e patologias associadas, nomeadamente:
o Diabetes
o Nefropatias
o Hepatopatias
o Desnutrição
o Doenças cardiovasculares
o Obesidade
o Anemia
Dieta Progressiva Hospitalar
o Destina-se a todos os utentes (doentes e funcionários) que não requerem
modificações dietéticas específicas.
o Dieta completa e equilibrada desenhada segundo os princípios da
alimentação saudável.
o Admite todos os alimentos
Sempre que possível é a base das restantes dietas.
Composição nutricional
média
Dieta Progressiva
Hospitalar
Dieta Progressiva Hospitalar
Modificações da Dieta Normal
• Mudança na consistência dos alimentos (dietas líquidas, leves, com poucas fibras, ricas
em fibras);
• Aumento ou diminuição do tipo de alimento ou nutrientes consumidos (dietas com
restrição de sódio, de lactose, rica em fibras, rica em potássio);
• Aumento ou diminuição do valor energético da dieta (dietas de redução de peso, com
alto teor calórico);
• Eliminação de alimentos específicos (dieta para alérgicos, sem glúten);
• Dieta ajustada ao nível, proporção ou equilíbrio de proteínas, gorduras e carbohidratos;
• Redistribuição do nº e frequência de refeições (dieta diabética);
• Mudança na via de administração de nutrientes (nutrição entérica e parentérica).
Dieta Progressiva Hospitalar
Geral
Ligeira
Mole
Pastosa
Líquida completa
DIETA DIABÉTICA
Dieta completa e equilibrada, com elevado teor de fibras, elaborada de
acordo com os princípios de uma alimentação saudável.
CARACTERÍSTICAS
INDICAÇÕES
• Técnica culinária; todos os tipos de
confeção culinária;
É destinada a utentes com
• Alimentos permitidos: todos os alimentos,
comprometimento do metabolismo
de acordo com uma alimentação
do glúcidos, nomeadamente
saudável, exceto o açúcar e
diabéticos
preparações com adição
DIETA PARA UTENTES COM COLESTEROL
• O colesterol é uma gordura com funções muito importantes no desenvolvimento e
funcionamento do organismo;
• Uma alimentação equilibrada incluí cerca de 30% do valor calórico destinado às
gorduras, mas deste só 7% a 10 % cabe à gordura saturada.
QUAIS OS ALIMENTOS QUE SE DEVEM EVITAR?
o Carne e seus derivados: consumir com menos frequência enchidos (principalmente os que
contém sangue); vísceras (fígado, coração, ovos de peixe); carne de vaca e
vitela/charcutaria (salsichas e fiambre); entrecosto de porco, borrego; carne de porco (febra
e lombo).
o O ovo está presente em muitos alimentos que também são enriquecidos em manteiga e/ou
gordura vegetal, tal como produtos de confeitaria, bolachas, refeições pré-confecionadas e
molhos.
o Não se recomenda o consumo de manteiga, mesmo magra, e as margarinas vegetais;
pescado, moluscos e crustáceos também devem de ser evitados; o leite e o iogurte devem
de ser meio-gordo ou magros, optando sempre por queijo fresco magro.
DIETA PARA UTENTES COM HIPERURICEMIA E GOTA
Deve de ser rica em alimentos de origem vegetal, uma vez que estes alimentos são ricos
em citratos, que alcalinizam a urina (aumentam o PH).
Uma vez que a hiperuricemia está associada a patologias tais como obesidade,
dislipidémias e diabetes, recomenda-se então:
• Tomar diariamente o pequeno-almoço, e comer a intervalos não superiores a 3,5h;
• Ingerir cerca de 2 a 3 litros de líquidos por dia, sob a forma de água, infusões de ervas ou outras
bebidas alcalinizantes (sumos naturais de fruta e/ou legumes);
• Consumir alimentos de origem vegetal que alcalinizam a urina e estimulam a sua eliminação:
melancia, melão, morango, pepino, abóbora, alho francês, aipo, etc.
• A técnica culinária mais aconselhada para as carnes e pescado, tendo o cuidado de rejeitar o seu
liquido (caldo da canja, caldo da caldeirada);
• Evitar refrigerantes, açúcar e alimentos que o contenham;
• Consumir em pequena quantidade: pescados (com exceção dos anteriores) e carnes (vaca, peru e
galinha);
• Privilegiar o consumo de fruta (mesmo as ácidas), lacticínios meio-gordos ou magros, ovos, legumes
(com exceção dos anteriores), arroz e outros cereais, massa, batata e pão.
DIETA HIPOPROTEICA
Dieta completa, com restrição de proteínas e baixo teor de sódio e potássio.
INDICAÇÕES
• Destina-se a doentes com patologias que requerem restrição de proteínas.
• Técnica culinária. Admite tipos de confeção culinária simples.
CARACTERÍSTICAS
• Alimentos permitidos e não permitidos: Exclui os seguintes alimentos: queijos, carnes
e peixes salgados, produtos de salsicharia e charcutaria, leguminosas secas,
banana, melão e maçã crua, enlatados e pré-confecionados, molhos comerciais
ou caseiros.
• Os vegetais permitidos são o feijão-verde, tomate, cebola, nabo e cenoura. A
maçã, a batata e os vegetais são submetidos a cozedura por imersão, com
posterior eliminação da água de cozedura.
DIETA GASTROENTERICA
Dieta completa, modificada na textura e consistência, com características
semelhantes à da dieta associada que lhe deu origem e com a substituição total
ou parcial da carne e do peixe por dose equivalente da dieta proteica, sempre
que necessário.
Todos os alimentos são triturados e batidos sob a forma líquida, não muito espessa,
sem grumos.
CARACTERÍSTICAS
INDICAÇÕES • São utilizados métodos de confeção simples no
tratamento culinário dos alimentos e sua posterior
homogeneização, com a adição de líquidos
Destina-se a doentes que não possam
estritamente necessários até à sua perfeita
ingerir alimentos sólidos ou cremosos,
liquidificação.
ou com sonda de alimentação.
• Utilizam-se alimentos permitidos e não permitidos;
”macios”, fáceis de homogeneizar, rejeitando-se todos
aqueles que não possuam estas características.
Composição nutricional média:
Valor calórico total sobreponível ao da dieta associada que
lhe deu origem, bem como a distribuição percentual dos
nutrientes calóricos.
DIETA HIPOCALÓRICA
Dieta completa com restrição lipídica e com seleção de alimentos
ricos em fibras
CARACTERÍSTICAS
• Admite tipos de confeção culinária simples,
INDICAÇÕES realizados sem a utilização de nenhum tipo de
gordura;
Destina-se essencialmente a
doentes com capacidades • Alimentos permitidos e não permitidos. O azeite
digestivas diminuídas é o tempero de eleição;
• Excluí leguminosas secas e vegetais
fermentáveis e/ou ricos em fibras duras (feijão,
grão de bico, lentilhas, soja, ervilhas, favas,
milho, todas as couves, repolho, brócolos e
couve de flor, pepino, rabanete, pimentos e
abacate).
DIETA HIPOLIPÍDICA
São retirados da dieta as gorduras de adição, tais como manteiga, margarina,
azeite e óleo, e também os alimentos ricos em gordura, como enchidos, queijos,
abacate, fritos e gema de ovo; o leite é tipo desnatado (magro); todas as frutas
são permitidas exceto o abacate. Todos os vegetais são permitidos.
INDICAÇÃO
Patologias hepáticas, pancreáticas e da
vesícula biliar
Controlo da hipercolesterolémia e
aterosclerose.
DIETA HIPOSSALINA
Dieta de consistência normal, com restrição de sódio (sal) e de
alimentos que o contém.
INDICAÇÃO
Utentes com Hipertensão arterial,
Utentes com edemas (inchaço) de
origem renal ou cardíaca
CARACTERÍSTICAS
O utente pode ingerir até 2gr de sal/dia,
podendo ir até aos 4gr.
Todas as frutas e vegetais são permitidos.
Alimentos fumados, azeitonas e enlatados
são alimentos proibidos;
O maior desafio na Higiene e Segurança Alimentar é proteger a
área de produção e secções anexas contra os agentes biológicos
(incluindo microrganismos) que podem reduzir a salubridade dos
alimentos.
AGENTES DE CONTAMINAÇÃO
• Alimento;
• Temperatura;
• Humidade;
• Oxigénio;
• Acidez do meio;
• Tempo.
Microorganismos anaeróbios
Microorganismos aeróbios
o Bem essencial a todos os seres vivos
o As bactérias sem água não conseguem aproveitar os
nutrientes que as rodeiam
o Nos alimentos desidratados as bactérias não crescem
nem se multiplicam... mas também não morrem!
o Bactérias em meios ácidos não se desenvolvem
< 4º Diminui a velocidade de crescimento dos
microrganismos
< -18º Inativação dos microrganismos
> Ou = 100º durante13 a 30 minutos Destruição microbiana
No crescimento microbiano, é muito importante o
efeito da combinação entre o tempo e a temperatura
Se proporcionarmos aos microrganismos as condições
ótimas de temperatura, humidade e nutrientes...
Multiplicação microbiana