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Resultados Financeiros Braskem 4T24

No 4T24, a Braskem reportou um EBITDA Recorrente de US$ 102 milhões e uma geração operacional de caixa de R$ 1,1 bilhão, apesar da queda na demanda de resinas e redução dos spreads no mercado internacional. O EBITDA Recorrente consolidado de 2024 foi de US$ 1,1 bilhão, 46% superior a 2023, com um consumo de caixa de aproximadamente US$ 560 milhões. A dívida bruta corporativa era de US$ 8,6 bilhões, com um saldo de caixa de US$ 2,4 bilhões, garantindo cobertura para os vencimentos de dívida nos próximos 47 meses.
Direitos autorais
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Resultados Financeiros Braskem 4T24

No 4T24, a Braskem reportou um EBITDA Recorrente de US$ 102 milhões e uma geração operacional de caixa de R$ 1,1 bilhão, apesar da queda na demanda de resinas e redução dos spreads no mercado internacional. O EBITDA Recorrente consolidado de 2024 foi de US$ 1,1 bilhão, 46% superior a 2023, com um consumo de caixa de aproximadamente US$ 560 milhões. A dívida bruta corporativa era de US$ 8,6 bilhões, com um saldo de caixa de US$ 2,4 bilhões, garantindo cobertura para os vencimentos de dívida nos próximos 47 meses.
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47

1
Início

SUMÁRIO
1. PRINCIPAIS DESTAQUES DO 4T24 ..................................................................... 5
2. PRINCIPAIS INDICADORES ................................................................................. 6
3. SUMÁRIO EXECUTIVO .......................................................................................... 7
4. CENÁRIO PETROQUÍMICO GLOBAL ................................................................... 8
5. DESEMPENHO POR SEGMENTO ....................................................................... 10
5.1 BRASIL/AMÉRICA DO SUL ............................................................................................................................. 10

5.2 ESTADOS UNIDOS E EUROPA ....................................................................................................................... 18

5.3 MÉXICO ................................................................................................................................................................. 21

6. DESEMPENHO FINANCEIRO CONSOLIDADO ................................................. 27


6.1 RECEITA CONSOLIDADA ................................................................................................................................ 27

6.2 CUSTO DO PRODUTO VENDIDO – CPV ..................................................................................................... 28

6.3 OUTRAS RECEITAS (DESPESAS) LÍQUIDAS – ORD ................................................................................. 28

6.4 EBITDA RECORRENTE ..................................................................................................................................... 28

6.5 RESULTADO FINANCEIRO CONSOLIDADO .............................................................................................. 29

6.6 LUCRO (PREJUÍZO) LÍQUIDO ........................................................................................................................30

6.7 INVESTIMENTOS ................................................................................................................................................31

6.8 GERAÇÃO DE CAIXA ........................................................................................................................................ 32

6.9 PERFIL DE ENDIVIDAMENTO E RATING..................................................................................................... 33

7. MERCADO DE CAPITAIS ..................................................................................... 35


7.1 DESEMPENHO DAS AÇÕES............................................................................................................................ 35

7.2 DESEMPENHO DOS TÍTULOS DE DÍVIDA CORPORATIVA ........................................................................... 36

8. LISTAGEM DE ANEXOS ...................................................................................... 37

2
Início

RESSALVA SOBRE DECLARAÇÕES FUTURAS


Este Release de Resultados pode conter declarações prospectivas. Essas declarações não se tratam de fatos
históricos, sendo baseadas na atual visão e estimativas da administração da Companhia quanto a futuras
circunstâncias econômicas e outras, condições do setor, desempenho e resultados financeiros, incluindo
qualquer impacto em potencial ou projetado do evento geológico em Alagoas e procedimentos legais
relacionados nos negócios, condição financeira e resultados operacionais da Companhia. As palavras "prevê",
"acredita", "estima", "espera", "planeja", “objetiva” e outras expressões similares, quando referentes à
Companhia, têm o objetivo de identificar declarações prospectivas. Afirmações referentes a possíveis
resultados de processos legais e administrativos, implementação de estratégias de operações e financiamentos
e planos de investimento, orientação de operações futuras, o objetivo de ampliar os seus esforços para atingir
os macro objetivos sustentáveis divulgados pela Companhia, bem como fatores ou tendências que afetem a
condição financeira, liquidez ou resultados operacionais da Companhia são exemplos de declarações
prospectivas. Tais afirmações refletem as visões atuais da administração da Companhia e estão sujeitas a
diversos riscos e incertezas, muitos dos quais estão fora do controle da Companhia. Não há garantia de que
os eventos, tendências ou resultados esperados vão de fato ocorrer. As declarações são embasadas em várias
premissas e fatores, incluindo, mas não se limitando a condições gerais econômicas e de mercado, condições
da indústria, fatores operacionais, disponibilidade, desenvolvimento e acessibilidade financeira de novas
tecnologias. Qualquer mudança em tais premissas ou fatores, incluindo o impacto projetado do evento
geológico em Alagoas e procedimentos legais relacionados e o impacto sem precedentes nos negócios,
funcionários, prestadores de serviço, acionistas, investidores e demais públicos de relacionamento da
Companhia pode fazer com que os resultados efetivos sejam significativamente diferentes das expectativas
atuais. Consulte os relatórios arquivados na Comissão de Valores Mobiliários - CVM, em particular os fatores
discutidos nas seções para uma discussão completa sobre os riscos e outros fatores que podem impactar
quaisquer declarações prospectivas contidas neste documento. Este Release de Resultados não é uma oferta
de valores mobiliários para venda no Brasil, quaisquer valores mobiliários não podem ser oferecidos ou
vendidos no Brasil sem registro ou isenção de registro, qualquer oferta pública de valores mobiliários a ser
feita no Brasil será elaborado por meio de prospecto que poderá ser obtido na Braskem e que conterá
informações detalhadas sobre a Braskem e a administração, bem como as demonstrações financeiras.

3
Início

A BRASKEM S.A. (B3: BRKM3, BRKM5 e BRKM6; NYSE: BAK; LATIBEX: XBRK), maior produtora de resinas
das Américas e líder global em biopolímeros, informa sua agenda de divulgação dos resultados
referentes ao 4T24 e 2024, conforme os detalhes abaixo.

Teleconferência
Português (Áudio Original) com tradução simultânea para o Inglês
27 de fevereiro de 2024 (quinta-feira)
Horário: 11h00 Brasília | 09h00 US ET | 14h00 Londres
Link Zoom: Clique aqui

Canais de Relações com Investidores


Site de Relações com Investidores: [Link]
E-mail de RI: braskem-ri@[Link]
Telefone: +55 (11) 3576-9531

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Início

Braskem registra Geração Recorrente de Caixa de R$ 261 milhões no 4T24


EBITDA Recorrente de US$ 1,1 bilhão em 2024 (46% superior a 2023)

1. PRINCIPAIS DESTAQUES DO 4T24

5
Início

2. PRINCIPAIS INDICADORES
4T24 3T24 4T23 Var. Var. 2024 2023 Var.
Principais Indicadores Operacionais
(A) (B) (C) (A)/(B) (A)/(C) (A) (B) (A)/(B)
Brasil
Taxa de Utilização de Eteno (%) 70% 73% 66% -3 p.p. 4 p.p. 72% 71% 1 p.p.
Vendas de Principais Químicos (kton) 686 715 559 -4% 23% 2.688 2.407 12%
Vendas de Principais Químicos Exportação (kton) 52 55 81 -6% -36% 270 354 -24%
Venda de Resinas (kton) 810 869 785 -7% 3% 3.341 3.342 0%
Venda de Resinas Exportação (kton) 230 211 210 9% 10% 807 800 1%
Taxa de Utilização de Eteno Verde (%) 77% 95% 62% -18 p.p. 15 p.p. 76% 69% 7 p.p.
Venda de PE Verde (kton) 57 46 49 24% 17% 191 155 23%
Estados Unidos e Europa
Taxa de Utilização (%) 67% 76% 82% -9 p.p. -15 p.p. 74% 81% -7 p.p.
Vendas (kton) 448 501 512 -10% -12% 1.957 2.110 -7%
México
Taxa de Utilização (%) 77% 74% 84% 3 p.p. -7 p.p. 78% 77% 1 p.p.
Vendas (kton) 195 208 178 -6% 9% 846 803 5%

4T24 3T24 4T23 Var. Var. 2024 2023 Var.


Principais Indicadores Financeiros
(A) (B) (C) (A)/(B) (A)/(C) (D) (E) (D)/(E)
Taxa de Câmbio Médio (R$/US$) 5,84 5,55 4,95 5,4% 18,0% 5,39 4,99 8%
Em US$ milhões
Receita Líquida de Vendas 3.285 3.835 3.369 -14% -2% 14.396 14.113 2%
CPV (3.085) (3.429) (3.167) -10% -3% (13.277) (13.516) -2%
EBITDA Recorrente¹ 102 432 211 -76% -52% 1.083 743 46%
Resultado Financeiro Líquido (1.104) (420) (154) 163% n.a. (3.051) (674) 352%
Lucro Líquido (Prejuízo)² (967) (106) (317) 808% 205% (2.056) (935) 120%
Geração Operacional de Caixa³ 204 80 187 155% 9% 788 599 32%
Geração Recorrente de Caixa⁴ 45 (199) 11 n.a. 314% (91) (126) -27%
Geração de Caixa⁵ (93) (349) (96) -73% -3% (560) (667) -16%
Dívida Líquida Ajustada/EBITDA Recorrente (x) 7,42x 5,76x 8,12x 29% -9% 7,42x 8,12x -9%
Em R$ milhões
Receita Líquida de Vendas 19.152 21.265 16.691 -10% 15% 77.411 70.569 10%
CPV (18.006) (19.015) (15.683) -5% 15% (71.414) (67.548) 6%
EBITDA Recorrente¹ 557 2.394 1.049 -77% -47% 5.759 3.737 54%
Resultado Financeiro Líquido (6.429) (2.332) (798) 176% n.a. (16.655) (3.399) 390%
Lucro Líquido (Prejuízo)² (5.649) (592) (1.575) 855% 259% (11.320) (4.579) 147%
Geração Operacional de Caixa³ 1.131 416 915 171% 24% 4.127 3.000 38%
Geração Recorrente de Caixa⁴ 265 (1.106) 54 n.a. 388% (499) (665) -25%
Geração de Caixa⁵ (542) (1.936) (474) -72% 14% (3.068) (3.351) -8%
¹EBITDA (-) despesas não-recorrentes, incluindo despesas relacionadas ao evento geológico de Alagoas, créditos de PIS e COFINS
²Lucro Líquido (Prejuízo) Atribuível aos Acionistas da Companhia
³Até o 3T23, o CAPEX Estratégico referente ao Terminal de Importação do México estavam sendo considerados dentro da geração operacional de caixa. A partir do 4T23, o
projeto passou a ser financiado através do Project Finance e deixou de ser considerado na linha de geração de caixa operacional
⁴Geração de Caixa (=) Caixa Líquido Gerado (Aplicado) pelas Atividades Operacionais (-) Acordo de Leniência (+) efeitos das reclassificações entre as linhas de Aplicações
Financeiras (inclui LFT's e LF's) e Caixa e Equivalentes de Caixa (+) Utilização de Caixa em Atividades de Investimentos. Não inclui pagamento de principal de arrendamento
mercantil
⁵Considera Geração de Caixa Recorrente (-) Desembolsos Relacionados ao Evento Geológico de Alagoas

6
Início

3. SUMÁRIO EXECUTIVO
A taxa de frequência global de acidentes com e sem afastamento (CAF + SAF) foi de 0,91 eventos por milhão
de horas trabalhadas no acumulado do ano de 2024, uma redução de aproximadamente 16% em relação a
2023, onde foi registrado 1,08 evento por milhão de horas trabalhadas.
Durante o 4T24, os principais spreads no mercado internacional apresentaram queda em relação ao trimestre
anterior e foram menores que a média do ano de 2024, com destaque para a redução dos spreads de PE e de
principais químicos, impactando o resultado da Companhia no trimestre.
Com relação à demanda no 4T24, foi observado no mercado brasileiro o menor nível de demanda de resinas
trimestral em 2024, explicado principalmente pela desaceleração da atividade econômica industrial, pela
manutenção da taxa de juros em patamares historicamente elevados e pela formação de estoques pela cadeia
de transformação ocorrida no 3T24, movimento também observado nos Estados Unidos.
Neste contexto, as vendas no mercado brasileiro foram menores em relação ao trimestre anterior, que foi
parcialmente compensado pelo maior volume de exportações em função da maior disponibilidade de produtos
para exportação. Nesse contexto, o EBITDA Recorrente consolidado do 4T24, incluindo efeitos de ociosidade,
estoque e outras provisões sem efeito caixa, foi de US$ 102 milhões (R$ 557 milhões), com uma geração
operacional de caixa de R$ 1,1 bilhão e geração recorrente de caixa de R$ 265 milhões. Incluindo os
pagamentos relacionados a Alagoas, o consumo de caixa da Companhia foi de R$ 542 milhões.
No ano, o EBITDA Recorrente consolidado foi de US$ 1,1 bilhão, 46% maior que em 2023, com um consumo
de caixa de aproximadamente US$ 560 milhões.
Em 31 de dezembro de 2024, o saldo da dívida bruta corporativa era de US$ 8,6 bilhões, sendo 92% em
dólares, com um prazo médio de cerca de 9 anos, sendo 68% das dívidas concentradas de 2030 em diante.
O custo médio ponderado da dívida corporativa da Companhia foi variação cambial +6,34% a.a.
Ao final de dezembro de 2024, o caixa corporativo da Companhia estava em US$ 2,4 bilhões, garantindo
cobertura dos vencimentos de dívida nos próximos 47 meses, sem considerar a linha de crédito rotativo
internacional disponível no valor de US$ 1,0 bilhão, com vencimento em dezembro de 2026.
Em outubro de 24, a Companhia emitiu um título de dívida no mercado internacional (“bond”) no valor de US$
850 milhões a um custo de 8,00% a.a. Em novembro de 2024, a Companhia concluiu a oferta de recompra
do bond híbrido, tendo já recomprado o montante de US$ 369 milhões de principal, restando um saldo
remanescente a ser pago de US$ 241 milhões.
Em relação a dívida, o saldo no final de dezembro de 2024 era de US$ 6,2 bilhões, levando a alavancagem
corporativa para 7,42x.

7
Início

4. CENÁRIO PETROQUÍMICO GLOBAL


4T24 3T24 4T23 Var. Var. 2024 2023 Var.
Referências Internacionais¹ (US$/t)
(A) (B) (C) (A)/(B) (A)/(C) (D) (E) (D)/(E)
Brent (US$/bbl) 75 80 84 -7% -11% 81 83 -2%
Gás Natural (US$/MMBtu) 2,46 2,20 2,74 12% -10% 2,22 2,54 -13%
Brasil
Preços
Nafta 627 657 636 -4% -1% 657 643 2%
Etano 163 116 169 40% -3% 141 182 -23%
Propano 409 383 350 7% 17% 405 370 9%
Resinas (i) 924 1.008 897 -8% 3% 973 930 5%
PE EUA 956 1.091 912 -12% 5% 1.029 944 9%
PP Ásia 942 954 917 -1% 3% 961 951 1%
PVC Ásia 745 802 782 -7% -5% 774 819 -6%
Principais Químicos (ii) 962 1.096 1.007 -12% -4% 1.062 1.041 2%
Soda Cáustica EUA 502 412 358 22% 40% 421 489 -14%
EDC EUA 136 237 252 -43% -46% 232 246 -6%

Spreads
Resinas (i) 364 415 316 -12% 15% 381 355 7%
PE EUA (iii) 389 506 342 -23% 14% 440 366 20%
PP Ásia 315 297 280 6% 12% 304 308 -1%
PVC Spread Par (iv) 399 356 311 12% 28% 348 444 -22%
Principais Químicos (v) 335 440 370 -24% -10% 405 398 2%

Estados Unidos e Europa


PP EUA 1.363 1.609 1.462 -15% -7% 1.526 1.395 9%
PP Europa 1.380 1.483 1.392 -7% -1% 1.444 1.416 2%
Preço Médio - EUA e EUR (vi) 1.368 1.574 1.443 -13% -5% 1.503 1.401 7%

Propeno Grau Polímero EUA 922 1.168 1.021 -21% -10% 1.085 954 14%
Propeno Grau Polímero Europa 1.144 1.219 1.166 -6% -2% 1.185 1.176 1%
Preço Médio - Matéria-Prima (vii) 984 1.182 1.062 -17% -7% 1.113 1.016 9%

Spread PP EUA 441 441 441 0% 0% 441 441 0%


Spread PP Europa 236 264 226 -11% 4% 258 240 7%
Spread Médio - PP EUA e Europa 383 391 381 -2% 1% 390 385 1%

México
PE EUA (1) 942 1.103 904 -15% 4% 1.035 944 10%
Etano EUA (2) 163 116 169 40% -3% 141 182 -23%
Spread (1-2) 779 986 736 -21% 6% 894 762 17%
¹Fonte: Consultoria Externa (Preço Spot)
(i) PE EUA (54%), PP Ásia (33%) e PVC Ásia (13%)

(ii) Eteno (20%), Butadieno (10%), Propeno (10%), Cumeno (5%), Benzeno (20%), Paraxileno (5%), Gasolina (25%) e Tolueno (5%)

(iii) PE EUA -Nafta (82%)+ (PE EUA - 0,5*Etano- 0,5*Propano)(18%)


(iv) PVC Ásia + (0,685*Soda EUA) - (0,48*Eteno Europa) - (1,014*Brent)
(v) Principais Químicos -Nafta
(vi) PP EUA (72%) e PP Europa (28%)
(vii) Propeno EUA (72%) e Propeno Europa (28%)

8
Início

Spreads Petroquímicos Mercado Internacional – 4T24 versus 3T24


BRASIL/AMÉRICA DO SUL
O spread de PE foi menor (-23%) em relação ao 3T24, em função (i) do menor preço de PE nos EUA (-
12%), impactado pela menor demanda, em função da sazonalidade do período e pela maior disponibilidade
de PE na região; e (ii) do menor preço da nafta ARA (-4%), em função do menor preço do petróleo no período
explicado pelas incertezas com relação à demanda da China em 2025, após o pacote de incentivos ao consumo,
anunciado pelo governo chinês, resultar em uma expectativa negativa no mercado.
O spread de PP foi maior (+6%) em relação ao trimestre anterior, em função do menor preço da nafta ARA
(-4%), como explicado anteriormente, compensando o menor preço do PP no período.
O spread Par PVC aumentou (+12%) em relação ao 3T24, em função (i) do menor preço do petróleo (-7%),
conforme mencionado anteriormente; (ii) da redução do preço da Soda Cáustica nos EUA, em função de
interrupções na produção da região, afetada pela temporada de furacões; e (iii) da redução do preço do eteno
(-5%) em função da redução da demanda no período dada a expectativa de aumento da capacidade global
deste produto.
O spread de Principais Químicos Básicos foi menor (-24%) em relação ao trimestre anterior em função,
principalmente, (i) do menor preço do benzeno (-18%), pela maior oferta na região, com a retomada das
operações e menor demanda por seus derivados, especialmente da cadeia do estireno; (ii) do menor preço
do propeno nos Estados Unidos (-21%), refletindo as menores taxas de utilização das plantas de PP diante de
altos estoques e menor demanda na cadeia de transformação na região; e (iii) do menor preço da gasolina (-
12%), influenciada pelo fim da driving season nos EUA.

ESTADOS UNIDOS E EUROPA


O spread de PP nos EUA permaneceu em linha quando comparado ao 3T24, enquanto o spread de PP na
Europa foi menor (-11%) em função da redução (-7%) do preço do PP em função da sazonalidade do período
e do menor preço do propeno na Europa (-6%).

MÉXICO
O spread de PE no México foi menor (-21%) em relação ao 3T24, em função, do menor preço do PE nos
EUA (-15%), conforme explicado anteriormente e do maior preço do etano (+40%) explicado (i) pelo aumento
do preço de gás natural em função do início do inverno no hemisfério norte; (ii) pela retomada da demanda
após normalização das centrais petroquímicas na região, que haviam sido afetadas no 3T24 pela temporada
de furacões; e (iii) pelo aumento dos volumes de exportação, em virtude da inicialização do terminal de
Plaquemines LNG no Golfo.

Para maiores informações sobre o cenário petroquímico no trimestre, veja o anexo 8.1 deste documento.

9
Início

5. DESEMPENHO POR SEGMENTO


5.1 BRASIL/AMÉRICA DO SUL
O spread médio de resinas foi menor em relação ao 3T24 (-12%), influenciado principalmente pelo spread PE
EUA, em função da sazonalidade do período associada a maior disponibilidade de PE nos Estados Unidos, que
registrou recorde de produção em novembro de 2024.
O spread médio dos principais químicos foi inferior em relação ao trimestre anterior (-24%), em função
principalmente da redução de preço do benzeno, propeno e gasolina no trimestre.
O volume de vendas de resinas no mercado brasileiro foi menor em relação ao 3T24, em função principalmente
da sazonalidade do período, compensado parcialmente pelo maior volume de exportações para América do
Sul. O volume de vendas dos principais químicos foi inferior em relação ao trimestre anterior em função,
principalmente, da menor disponibilidade de produto para venda, associada a menor taxa de utilização no
trimestre.
Neste contexto, o EBITDA Recorrente do segmento Brasil/América do Sul foi menor em relação ao o 3T24.
4T24 3T24 4T23 Var. Var. 2024 2023 Var.
DESTAQUES BRASIL/AMÉRICA DO SUL
(A) (B) (C) (A)/(B) (A)/(C) (D) (E) (D)/(E)
Taxa de Utilização 70% 73% 66% -3 p.p. 4 p.p. 72% 71% 1 p.p.
Vendas Brasil - Resinas (kt) 810 869 785 -7% 3% 3.341 3.342 0%
Exportações - Resinas (kt) 230 211 210 9% 10% 807 800 1%
Vendas Brasil - Principais Químicos (kt)¹ 686 715 559 -4% 23% 2.688 2.407 12%
Exportações - Principais Químicos (kt)¹ 52 55 81 -6% -36% 270 354 -24%
Spreads Resinas (US$/t)² 364 415 316 -12% 15% 381 355 7%
PE EUA 389 506 342 -23% 14% 440 366 20%
PP Ásia 315 297 280 6% 12% 304 308 -1%
PVC Spread Par 399 356 311 12% 28% 348 444 -22%
Spreads Principais Químicos (US$/t)³ 335 440 370 -24% -10% 405 398 2%
EBITDA Recorrente (US$ milhões)⁴ 113 335 123 -66% -9% 889 442 101%
¹São considerados como principais Químicos: eteno, propeno, butadieno, cumeno, gasolina, benzeno, tolueno e paraxileno em função da representatividade destes
produtos na receita líquida neste segmento.
²PE EUA (54%), PP Ásia (33%) e PVC Ásia (13%)
³( Eteno (20%), Butadieno (10%), Propeno (10%), Cumeno (5%), Benzeno (20%), Paraxileno (5%), Gasolina, (25%) e Tolueno (5%)) - Nafta
⁴Não considera as provisões referentes ao evento geológico em Maceió, Alagoas

5.1.1 OVERVIEW OPERACIONAL


a) Demanda de resinas no mercado brasileiro (PE, PP e PVC): menor em relação ao 3T24 (-6%), explicado
principalmente, pela (i) menor demanda de PE, principalmente pelo setor de alimentos em função do maior nível
de estoque do setor; (ii) menor demanda de PP, principalmente pelo setor de higiene e limpeza e embalagens; e
(iii) pela estagnação da produção industrial e redução de 0,5% nas vendas do varejo em função da sazonalidade
do período, associado ao aumento da inflação.
Na comparação com o 4T23, o aumento (+16%) é explicado pela (i) maior demanda de PE pelo setor de
embalagens e pela formação de estoques na cadeia; (ii) maior demanda de PP, principalmente pelos setores de
eletrodomésticos, agricultura e embalagens; e (iii) pelo crescimento da produção industrial e no varejo em
aproximadamente 2,5% e 3%, respectivamente.

10
Início

b) Taxa média de utilização das centrais petroquímicas: menor em relação ao 3T24 (-3 p.p.) explicado,
principalmente, pela (i) sazonalidade do período; (ii) instabilidade operacional na central petroquímica do Rio
Grande do Sul em função de ajustes na rede elétrica desta central; (iii) parada programada de manutenção
na planta de PVC na Bahia, com início no fim de novembro e conclusão estimada em janeiro de 2025; e (iv)
menor disponibilidade de matéria prima para a central petroquímica do Rio de Janeiro em função da parada
de manutenção do fornecedor nacional.

Em relação ao 4T23, o aumento na taxa de utilização (+4 p.p.) é explicado, principalmente, pela normalização
das operações após parada programada de manutenção no central petroquímica de Camaçari, na Bahia, no
4T23.

c) Volume de vendas de resinas: no mercado brasileiro, houve uma redução (-7%) em relação ao 3T24,
em função, principalmente, da menor demanda de PE e PP explicada pela sazonalidade do período.
Em relação ao 4T23, o aumento (+3%) é explicado, principalmente, pelo maior volume de vendas de PE e PP
em função da maior disponibilidade de produto para venda.

As exportações foram maiores em relação ao 3T24 (+9%) em função, principalmente, do maior volume de vendas
de PP para a América do Sul dada a maior disponibilidade de produto para a exportação devido a menor demanda

11
Início

do mercado brasileiro. O aumento (+10%) em relação ao 4T23 é explicado, principalmente, pela maior
disponibilidade de produto.

d) Volume de vendas dos principais químicos 1: no mercado brasileiro houve uma redução em relação
ao 3T24 (-4%) explicado pelo (i) menor volume de vendas de gasolina e paraxileno, associado a menor
disponibilidade de produto para venda; e (ii) menor volume de vendas de benzeno, devido a menor demanda
no período.
Em relação ao 4T23, o aumento (+23%) é explicado, principalmente, pelo maior volume de vendas de
gasolina, butadieno, benzeno e paraxileno em função de maior disponibilidade de produto para venda dada a
parada de manutenção na central petroquímica da Bahia ocorrida no 4T23.

As exportações foram menores em relação ao 3T24 (-6%) em função, principalmente, do menor volume de
vendas de gasolina e de butadieno devido a priorização do atendimento ao mercado brasileiro.
A redução em relação ao 4T23 (-36%) é explicada principalmente, pelo menor volume de vendas de gasolina
e tolueno, devido a priorização do atendimento ao mercado brasileiro.

1
São considerados como principais químicos: eteno, propeno, butadieno, cumeno, gasolina, benzeno, tolueno e paraxileno em função
da representatividade destes produtos na receita líquida neste segmento.

12
Início

ATUALIZAÇÕES SOBRE ALAGOAS

A provisão em relação ao evento geológico de Alagoas, baseada em sua avaliação e dos seus assessores
externos, com efeitos de curto e longo prazo, e a melhor estimativa dos gastos para implementação das
diversas medidas apresentou a seguinte movimentação ao final do 4T24:

Com base na nova recomendação da consultoria técnica especializada contratada pela Companhia para a
realização dos estudos sobre o fechamento definitivo das cavidades de sal, foi contabilizado um aumento da
provisão relativo ao preenchimento com material sólido de 11 cavidades pressurizadas, pertencentes
atualmente ao grupo de Tamponamento e Pressurização.
Estas ações surgiram da evolução do conhecimento sobre a estabilização das cavidades no longo prazo, a
partir do conjunto de dados de monitoramento coletados até o momento e da necessidade de definição do
fechamento definitivo da mina, conforme previsto na legislação mineraria.
O valor adicional estimado de provisão leva em consideração as informações e os estudos de planejamento e
fechamento existentes, sendo que o valor aproximado de R$ 1,2 bilhão é relativo a medidas de preenchimento
das cavidades pressurizadas que, caso sejam necessárias, serão iniciadas a partir de 2027, com execução ao
longo de vários anos ou décadas.
Desta forma, caso sejam necessárias, estão provisionadas as ações que garantem que as 35 cavidades
alcancem um estado livre de manutenção no longo prazo.
Adicionalmente, até o final de janeiro de 2025, os principais avanços nas outras frentes de atuação em Maceió
foram:
(i) Programa de Compensação Financeira e Apoio à Realocação (PCF): 99,9% (19.189) das propostas
apresentadas, com cerca de 98,9% de propostas pagas;
(ii) 99,8% dos moradores do total de imóveis residenciais, comerciais e mistos já realocados; e
(iii) Medidas Sociourbanísticas: 11 projetos foram definidos para mobilidade urbana, sendo 6
concluídos, 2 em andamento e 3 em fase de planejamento.
Para maiores informações sobre os avanços nas frentes de atuação de Alagoas realizados no trimestre, veja
o anexo 8.3 deste documento.

13
Início

5.1.2 OVERVIEW FINANCEIRO


4T24 3T24 4T23 Var. Var. 2024 2023 Var.
BRASIL/AMÉRICA DO SUL
(A) (B) (C) (A)/(B) (A)/(C) (D) (E) (D)/(E)
Overview Financeiro (US$ milhões)
Receita Líquida 2.418 2.684 2.369 -10% 2% 10.189 9.898 3%
CPV (2.274) (2.400) (2.254) -5% 1% (9.400) (9.634) -2%
Lucro Bruto 144 284 114 -49% 25% 789 264 199%
Margem Bruta 6% 11% 5% -5 p.p. 1 p.p. 8% 3% 5 p.p.
DVGA (75) (72) (103) 4% -27% (304) (357) -15%
Outras Receitas (Despesas) Operacionais¹ (263) (88) (203) 198% 29% (426) (303) 41%
EBITDA Recorrente² 113 335 123 -66% -9% 889 442 101%
Margem EBITDA³ 5% 12% 5% -8 p.p. -1 p.p. 9% 4% 4 p.p.
Overview Financeiro (R$ milhões)
Receita Líquida 14.088 14.886 11.740 -5% 20% 54.844 49.512 11%
CPV (13.256) (13.310) (11.166) 0% 19% (50.600) (48.159) 5%
Lucro Bruto 832 1.576 575 -47% 45% 4.244 1.353 214%
Margem Bruta 6% 11% 5% -5 p.p. 1 p.p. 8% 3% 5 p.p.
DVGA (439) (401) (508) 10% -13% (1.629) (1.784) -9%
Outras Receitas (Despesas) Operacionais¹ (1.603) (489) (997) 228% 61% (2.496) (1.441) 73%
EBITDA Recorrente² 640 1.858 619 -66% 3% 4.751 2.235 113%
Margem EBITDA³ 5% 12% 5% -8 p.p. -1 p.p. 9% 5% 4 p.p.
¹Considera a provisão referente ao evento geológico em Maceió, Alagoas de R$ 1,0 bilhão no 4T23 conforme o Termo de Acordo Global celebrado com o Município de Maceió e
o incremento na provisão de R$ 1,3 bilhão no 4T24
²Não considera as provisões referentes ao evento geológico em Maceió, Alagoas
³Considera o EBITDA Recorrente em relação a receita líquida

A) Receita Líquida: menor em dólares em relação ao 3T24 (-10%), explicado principalmente pela (i) redução
de 59 mil toneladas, ou 7%, no volume de vendas de resinas no mercado brasileiro; (ii) redução de 12% na
referência internacional de preço de principais químicos; (iii) redução de 43 mil toneladas, ou 4%, no volume
de vendas de principais químicos no mercado brasileiro; (iv) redução de 6%, ou 4 mil toneladas, no volume
de exportação de principais químicos; e (v) redução de 8% na referência internacional média de preço de
resinas, com destaque para PE, que teve redução de 12% em comparação ao 3T24.
Em relação ao 4T23, o aumento em dólares (+2%), explicado principalmente pelo (i) aumento de 5% e 3%
no preço médio das referenciais internacionais de PE e PP, respectivamente; (ii) aumento de 3% na referência
internacional de resinas; (iii) aumento de 3%, ou 25 mil toneladas, no volume de vendas de resinas no
mercado brasileiro; (iv) aumento de 10%, ou 20 mil toneladas no volume de exportação de resinas; (v)
aumento de 20%, ou 114 mil toneladas no volume de vendas de principais químicos no mercado brasileiro.
Em reais, o aumento (+20%), é também é explicado pela depreciação do real médio frente ao dólar médio
de 18% no período.

14
Início

B) Custo do Produto Vendido (CPV): redução em dólares (-5%), em função principalmente, da redução
(i) de 59 mil toneladas, ou 7%, no volume de vendas de resinas no mercado brasileiro; (ii) de 43 mil toneladas,
ou 4%, no volume de vendas de principais químicos no mercado brasileiro; (iii) de 6%, ou 4 mil toneladas, no
volume de exportação de principais químicos; e (iv) de 4% nas referências internacionais de preço de nafta.
Em reais, o CPV permaneceu em linha em relação ao 3T24. Em relação ao 4T23, o Custo do Produto Vendido
permaneceu em linha (+1%) em dólares, em função, principalmente, do aumento (i) de 3%, ou 25 mil
toneladas, no volume de vendas de resinas no mercado brasileiro; (ii) de 10%, ou 20 mil toneladas no volume
de exportação de resinas; e (iii) de 20%, ou 114 mil toneladas no volume de vendas de principais químicos
no mercado brasileiro. Em reais, o aumento (+19%) é explicado, principalmente, pela depreciação do real
médio frente ao dólar médio de 18% no período associado ao efeito estoque de matérias primas adquiridas
em períodos anteriores.
No 4T24, o CPV foi impactado positivamente pelos créditos de PIS/COFINS na compra de matéria-prima (REIQ)
em US$ 12 milhões (R$ 72 milhões) e pelos créditos do Reintegra em US$ 0,4 milhão (R$ 2,3 milhões) e foi
impactado negativamente pelo reconhecimento de despesas com ociosidade2 no valor de aproximadamente
US$ 20 milhões.

C) DVGA: aumento em dólares (+4%), em relação ao 3T24 em função, principalmente, de maiores despesas
com rescisões e serviços de terceiros.
Em comparação com o 4T23, a redução em dólares (-27%) e em reais (-13%) é explicada, principalmente, (i)
por menores provisões para perdas na rubrica de contas a receber; e (ii) pela redução de gastos com
armazenagem em função dos esforços de otimização logística.
D) ORD: o aumento em dólares (+198%), e em reais (+228%) em relação ao 3T24 é explicado
principalmente (i) pelo aumento da provisão relacionada ao evento geológico de Alagoas; e (ii) pela revisão
anual das provisões ambientais das unidades industriais localizadas no Brasil em aproximadamente US$ 34
milhões (cerca de R$ 200 milhões).

2De acordo com a norma contábil sobre Estoques - CPC 16 (IAS 2), o valor do custo fixo alocado a cada unidade produzida não pode ser aumentado
por causa de um baixo volume de produção ou ociosidade, e neste caso, os custos fixos não alocados aos produtos contabilizados no estoque devem
ser reconhecidos diretamente no CPV, impactando o resultado durante o período em que foram incorridos.

15
Início

E) EBITDA Recorrente: US$ 113 milhões (R$ 640 milhões), menor em dólares (-66%) e em reais (-66%)
em relação ao 3T24, em função, principalmente, (i) da redução de 24% no spread médio dos principais
químicos no mercado internacional; (ii) da redução de 59 mil toneladas, ou 7%, no volume de vendas de
resinas no mercado brasileiro; (iii) da redução de 43 mil toneladas, ou 4%, no volume de vendas de principais
químicos no mercado brasileiro; (iv) da redução de 6%, ou 4 mil toneladas, no volume de exportação de
principais químicos; (v) da redução de 12% no spread médio de resinas no mercado internacional; (vi) pela
revisão anual de provisões ambientais no valor de aproximadamente US$ 34 milhões; e (vii) por maiores
despesas com ociosidade no período.
Na comparação com o 4T23, a redução em dólares (-9%) é explicada, principalmente, (i) pela redução de
10% no spread médio dos principais químicos; e (ii) pela revisão anual de provisões ambientais no valor de
aproximadamente US$ 34 milhões. Em reais, o aumento (+3%), é explicado pela depreciação do real médio
frente ao dólar médio de 18% no período.

5.1.3 RENOVÁVEIS
4T24 3T24 4T23 Var. Var. 2024 2023 Var.
DESTAQUES PE VERDE
(A) (B) (C) (A)/(B) (A)/(C) (D) (E) (D)/(E)
Taxa de Utilização Eteno Verde 77% 95% 62% -18 p.p. 15 p.p. 76% 69% 7 p.p.
Vendas de PE Verde (kt) 57 46 49 24% 17% 191 155 23%
Receita Líquida PE Verde + ETBE (US$ milhões) 130 103 116 26% 12% 438 368 19%

[Link] OVERVIEW OPERACIONAL


a) Taxa de Utilização eteno verde: redução em relação ao 3T24 (-18 p.p.) explicada, principalmente, pela
instabilidade operacional na central petroquímica do Rio Grande do Sul em função de ajustes na rede elétrica
da região e da parada programada para manutenção.
O aumento em relação ao 4T23 (+15 p.p.) é explicado, principalmente, pela normalização no fornecimento
de etanol que havia sido impactado no fim de 2023 dadas as condições climáticas na região.

b) Volume de vendas de PE Verde (I’m greenTM biobased): aumento em relação ao 3T24 (+24%),
explicado, principalmente, pela maior demanda de PE Verde na Europa e na Ásia. O aumento em relação ao
4T23 (+17%) é explicado principalmente pela maior disponibilidade de produto para venda.
O volume de vendas de PE Verde no 4T24, de 57 mil toneladas, foi o maior volume de vendas trimestral desde
o início das operações da unidade em 2010.

16
Início

[Link] OVERVIEW FINANCEIRO


A) Receita Líquida de Vendas PE Verde e ETBE 3: aumento em relação ao 3T24 (+5%) e em linha em
relação ao 4T23, explicado principalmente pelo aumento de cerca de 11 mil e 8 mil toneladas, respectivamente,
no volume de vendas de PE Verde, compensado parcialmente pelo menor volume de vendas de ETBE, em
função da menor disponibilidade de produto para venda associado a parada programada para manutenção na
área de produção de ETBE.

3
Produto que utiliza matéria-prima renovável, etanol em sua composição

17
Início

5.2 ESTADOS UNIDOS E EUROPA


O spread médio de PP EUA e Europa foi inferior ao 3T24, explicado principalmente pela redução no spread do
PP Europa, em função principalmente da redução do preço do PP pela sazonalidade do período.
O volume de vendas de PP foi inferior ao 3T24 em função principalmente da menor demanda no período e
das paradas de manutenção nas plantas da Europa.
Neste contexto, o EBITDA Recorrente do segmento Estados Unidos e Europa foi menor em relação ao 3T24.
4T24 3T24 4T23 Var. Var. 2024 2023 Var.
DESTAQUES ESTADOS UNIDOS E EUROPA
(A) (B) (C) (A)/(B) (A)/(C) (D) (E) (D)/(E)
Taxa de Utilização 67% 76% 82% -10 p.p. -15 p.p. 74% 81% -7 p.p.
Vendas PP (kt) 448 501 512 -10% -2% 1.957 2.110 -7%
Spread PP EUA 441 441 441 0% 0% 441 441 0%
Spread PP Europa 236 264 226 -11% 17% 258 240 7%
Spread Médio - PP EUA e Europa (US$/t)¹ 383 391 381 -2% 1% 390 385 1%
EBITDA Recorrente (10) 71 87 n.a. n.a. 177 269 -34%
¹(PP EUA (72%) e PP Europa (28%)) - (Propeno EUA (72%) e Propeno Europa (28%))

5.2.1 OVERVIEW OPERACIONAL


a) Demanda de PP: a demanda de PP na América do Norte foi menor (-6%) em relação ao 3T24 em função,
principalmente da sazonalidade do período. Na comparação com o 4T23, a demanda na América do Norte foi
maior (+6%), principalmente, pela melhora no cenário econômico na região, comparado ao mesmo período
do ano anterior.
Na Europa, a demanda de PP foi menor em relação ao 3T24 (-7%) em função, principalmente, (i) da
sazonalidade do período; (ii) da antecipação de compras no 3T24 dadas as expectativas de aumento de preços
de monômeros no período; e (iii) dos maiores custos de fretes nas importações. Em relação ao 4T23, a
demanda ficou em linha.

b) Taxa média de utilização das plantas de PP: menor em relação ao 3T24 (-9 p.p.) e ao 4T23 (-15 p.p.)
explicada, principalmente, (i) pela adequação da taxa de utilização nos Estados Unidos frente a menor
demanda na região; e (ii) pelas paradas de manutenção não programadas nas plantas da Europa.

18
Início

c) Volume de vendas de PP: menor em relação ao 3T24 (-10%) e ao 4T23 (-12%) explicado,
principalmente, pela (i) sazonalidade do período em função do processo de desestocagem na cadeia de
transformação; e (ii) menor disponibilidade de produto para venda na Europa, em função da menor taxa de
utilização.

5.2.2 OVERVIEW FINANCEIRO


4T24 3T24 4T23 Var. Var. 2024 2023 Var.
ESTADOS UNIDOS e EUROPA
(A) (B) (C) (A)/(B) (A)/(C) (D) (E) (D)/(E)
Overview Financeiro (US$ milhões)
Receita Líquida 755 919 856 -18% -12% 3.630 3.504 4%
CPV (735) (825) (759) -11% -3% (3.362) (3.231) 4%
Lucro Bruto 19 94 97 -79% -80% 267 273 -2%
Margem Bruta 3% 10% 11% -7 p.p. -8 p.p. 7% 8% -1 p.p.
DVGA (46) (39) (47) 16% -2% (153) (161) -5%
Outras Receitas (Despesas) Operacionais 7 (4) 26 n.a. -74% (10) 63 n.a.
EBITDA Recorrente -10 71 87 n.a. n.a. 177 269 -34%
Margem EBITDA¹ -1% 8% 10% -9 p.p. -11 p.p. 5% 8% -3 p.p.
Overview Financeiro (R$ milhões)
Receita Líquida 4.403 5.097 4.238 -14% 4% 19.444 17.507 11%
CPV (4.288) (4.574) (3.759) -6% 14% (18.026) (16.127) 12%
Lucro Bruto 115 523 479 -78% -76% 1.418 1.380 3%
Margem Bruta 3% 10% 11% -7 p.p. -8 p.p. 7% 8% -1 p.p.
DVGA (268) (218) (231) 23% 16% (829) (802) 3%
Outras Receitas (Despesas) Operacionais 42 (21) 126 n.a. -67% (47) 309 n.a.
EBITDA Recorrente -58 395 430 n.a. n.a. 926 1.355 -32%
Margem EBITDA¹ -1% 8% 10% -9 p.p. -11 p.p. 5% 8% -3 p.p.
¹Considera o EBITDA Recorrente em relação a receita líquida

A) Receita Líquida: menor em dólares (-18%) e em reais (-14%) em relação ao 3T24 em função,
principalmente, da (i) redução de 52 mil toneladas, ou 10%, no volume de vendas de PP; e (ii) redução de
13% nas referências internacionais médias de preço de PP.
Em relação ao 4T23, a redução em dólares (-12%) é explicada, principalmente, pela (i) redução de 64 mil
toneladas, ou 12%, no volume de vendas de PP; e (ii) redução de 5% nas referências internacionais médias
de preço de PP. O aumento em reais (+4%), é explicado principalmente, pela depreciação do real médio
frente ao dólar médio de 18% no período.
B) Custo do Produto Vendido (CPV): redução em dólares (-11%) e em reais (-6%) em função,
principalmente da (i) redução de 52 mil toneladas, ou 10%, no volume de vendas de PP; (ii) redução de 21%

19
Início

e 6% do preço internacional do propeno nos Estados Unidos e Europa, respectivamente. Estes efeitos foram
parcialmente compensados pelo efeito estoque do propeno adquirido em períodos anteriores.
Em relação ao 4T23, a redução em dólares (-3%) é explicada principalmente pela redução de 63 mil toneladas,
ou 12%, no volume de vendas de PP, compensada parcialmente pelo efeito estoque do propeno adquirido em
períodos anteriores. Em reais, o aumento, (+14%) é explicado é explicado, principalmente, pela depreciação
do real médio frente ao dólar médio de 18% no período. No trimestre, o CPV do segmento Estados Unidos e
Europa foi impactado negativamente em aproximadamente US$ 12 milhões pelo reconhecimento de despesas
com ociosidade4 no período.

C) DVGA: aumento em dólares (+16%) e em reais (+23%) relação ao 3T24 em função principalmente de
gastos com rescisões e com despesas em engenharia de projetos.
Em relação ao 4T23, a redução em dólares (-2%) é explicada, principalmente, por menores gastos com
consultorias. O aumento em reais (+16%) é explicado, principalmente, pela depreciação do real médio frente
ao dólar médio de 18% no período.
D) ORD: US$ 7 milhões, explicado principalmente pela reversão de provisão de compra de vagões, em função
término de contrato atual de leasing.
E) EBITDA Recorrente: US$ -10 milhões (R$ 58 milhões), inferior ao 3T24, em função principalmente (i)
do efeito estoque do propeno adquirido em períodos anteriores; (ii) da redução de 2% no spread médio de
PP no período; e (iii) das maiores despesas com ociosidade no período.
A redução frente ao 4T23 é explicado, principalmente, (i) pela redução de 64 mil toneladas, ou 12%, no
volume de vendas de PP e pelo pior no mix de vendas; (ii) do efeito estoque do propeno adquirido em períodos
anteriores; e (iii) pelo reconhecimento de maiores despesas com ociosidade no período.

4De acordo com a norma contábil sobre Estoques - CPC 16 (IAS 2), o valor do custo fixo alocado a cada unidade produzida não pode ser aumentado
por causa de um baixo volume de produção ou ociosidade, e neste caso, os custos fixos não alocados aos produtos contabilizados no estoque devem
ser reconhecidos diretamente no CPV, impactando o resultado durante o período em que foram incorridos.

20
Início

5.3 MÉXICO
O spread de PE América do Norte foi inferior ao 3T24, em função principalmente do menor preço do PE,
explicado pela sazonalidade do período associada a maior disponibilidade de PE nos Estados Unidos, que
registrou recorde de produção em novembro de 2024, e pelo maior preço de etano no trimestre em função
da sazonalidade de inverno e pela retomada da demanda de etano após a normalização das operações das
centrais petroquímicas no golfo, que haviam sido impactados anteriormente pela temporada de furacões.
O volume de vendas de PE foi inferior ao 3T24 em função principalmente da sazonalidade do período e do
processo de recomposição de estoques.
Nesse contexto, o EBITDA Recorrente do segmento México foi menor em relação ao 3T24.
4T24 3T24 4T23 Var. Var. 2024 2023 Var.
DESTAQUES ESTADOS MÉXICO
(A) (B) (C) (A)/(B) (A)/(C) (D) (E) (D)/(E)
Taxa de Utilização 77% 74% 84% 3 p.p. -7 p.p. 78% 77% 1 p.p.
Vendas PE (kt) 195 208 178 -6% 9% 846 803 5%
Spread PE México (US$/ton) 779 986 736 -21% 6% 894 762 17%
EBITDA Recorrente 35 80 26 -56% 34% 208 101 106%
¹PE EUA - Etano EUA

5.3.1 OVERVIEW OPERACIONAL


a) Demanda de PE no mercado mexicano: menor em relação ao 3T24 (-11%) em função principalmente
da sazonalidade do período associada a maior formação de estoque ocorrida no trimestre anterior. Em relação
ao 4T23, a demanda de PE no mercado mexicano foi menor (-2%) em função da maior formação de estoques
observada no 3T24.

b) Taxa média de utilização das plantas de PE: maior em relação ao 3T24 (+3 p.p.) em função,
principalmente, (i) do maior fornecimento de etano pela PEMEX, de cerca de 30 mil barris por dia, em linha
com o volume mínimo contratual; e (ii) da normalização das operações após parada de manutenção
programada em uma das plantas de PE ocorrida no trimestre anterior.

Em relação ao 4T23, a redução (-7 p.p.) é explicada, principalmente, pelo menor fornecimento de etano pela
PEMEX no 4T24 frente ao volume de 35 mil barris por dia em média no 4T23, acima do mínimo contratual.

O volume de etano importado através da solução Fast Track foi de 19 mil barris por dia, em linha com o 3T24
e superior aos 18 mil barris por dia no 4T23.

21
Início

c) Volume de vendas de PE: redução em relação ao 3T24 (-6%) em função, principalmente, da


sazonalidade do período e do processo de recomposição dos estoques de PE.
Em relação ao 4T23, o aumento (+9%), é explicado, principalmente, pelo movimento de formação de estoques
ocorrido no 4T23 após parada não programada devido a falhas no sistema elétrico nacional causadas por
tempestades elétricas ocorridas na região no 3T23.

5.3.2 OVERVIEW FINANCEIRO


4T24 3T24 4T23 Var. Var. 2024 2023 Var.
MÉXICO
(A) (B) (C) (A)/(B) (A)/(C) (D) (E) (D)/(E)
Overview Financeiro (US$ milhões)
Receita Líquida 212 253 199 -16% 7% 957 890 8%
CPV (192) (196) (191) -2% 1% (839) (874) -4%
Lucro Bruto 20 57 8 -65% 141% 119 16 n.a.
Margem Bruta 10% 23% 4% -13 p.p. 6 p.p. 12% 2% 10 p.p.
DVGA (37) (21) (49) 76% -25% (104) (124) -16%
Outras Receitas (Despesas) Operacionais 10 0 27 n.a. -61% 8 40 -79%
EBITDA Recorrente 35 80 26 -56% 34% 208 101 106%
Margem EBITDA¹ 17% 32% 13% -15 p.p. 3 p.p. 22% 11% 10 p.p.
Overview Financeiro (R$ milhões)
Receita Líquida 1.239 1.405 987 -12% 26% 5.148 4.449 16%
CPV (1.122) (1.087) (945) 3% 19% (4.501) (4.366) 3%
Lucro Bruto 117 318 42 -63% 179% 647 83 n.a.
Margem Bruta 9% 23% 4% -14 p.p. 5 p.p. 13% 2% 11 p.p.
DVGA -218 -115 -240 89% -9% -569 -615 -8%
Outras Receitas (Despesas) Operacionais 64 3 131 n.a. -51% 52 195 -73%
EBITDA Recorrente 202 445 130 -55% 55% 1.120 505 122%
Margem EBITDA¹ 16% 32% 13% -15 p.p. 3 p.p. 22% 11% 10 p.p.
¹Considera o EBITDA Recorrente em relação a receita líquida

A) Receita Líquida: menor em dólar (-16%) e em reais (-12%) em relação ao 3T24, em função,
principalmente, da (i) redução de 13 mil toneladas, ou 6%, no volume de vendas de PE; e (ii) redução de
15% na referência internacional de preço de PE.
O aumento em relação ao 4T23 (+7%) é explicado, principalmente, pelo (i) aumento de 17 mil toneladas, ou
6%, no volume de vendas de PE; e (ii) aumento de 4% na referência internacional de preço de PE no trimestre.
Em reais, o aumento (+26%) é explicado, principalmente, pela depreciação do real médio frente ao dólar
médio de 18% no período.

22
Início

Vendas por região (% em toneladas)

B) Custo do Produto Vendido (CPV): redução em dólares (-2%) em relação ao 3T24, explicada
principalmente pela redução de 13 mil toneladas, ou 6%, no volume de vendas de PE, compensada
parcialmente pelo impacto da referência internacional de etano em relação ao trimestre anterior. Em reais, o
aumento (+3%) é explicado, principalmente, pela depreciação do real médio frente ao dólar médio de 5% no
período.
Em comparação ao 4T23, o aumento em dólares (+2%) é explicado, principalmente pelo aumento de 17 mil
toneladas, ou 6%, no volume de vendas de PE. Em reais, o aumento (+19%) é explicado, principalmente,
pela depreciação do real médio frente ao dólar médio de 18% no período.

23
Início

C) DVGA: aumento em dólares em relação ao 3T24 (+76%) em função das despesas comerciais relacionadas
a operação de revenda de etano no mercado internacional. A parcela da receita impactou a linha de Outras
Receitas Operacionais.
Em relação ao 4T23, a redução em dólares (-25%), e em reais (-9%), é explicada principalmente por menores
despesas com operação de revenda de etano no 4T24.
D) ORD: US$ 10 milhões, superior ao 3T24 em função da receita da operação de revenda de etano no
trimestre.
E) EBITDA Recorrente: US$ 35 milhões (R$ 202 milhões), inferior ao 3T24 (-56%), em função
principalmente da (i) redução de 21% do spread de PE; e (ii) redução de 13 mil toneladas, ou 6%, no volume
de vendas de PE.
Em comparação com o 4T23, o EBITDA Recorrente foi superior em dólares (+34%) e em reais (+55%),
explicado, principalmente, pelo (i) aumento de 17 mil toneladas, ou 6%, no volume de vendas de PE; e (ii)
aumento de 6% no spread de PE no período.

5.3.3 INVESTIMENTOS
Ao final de 2024, a Braskem Idesa realizou investimento no valor aproximado de US$ 248 milhões, 2% inferior
a estimativa inicial de US$ 252 milhões.
Investimentos Operacionais em 2024: os principais investimentos operacionais realizados pela Braskem
Idesa foram em iniciativas em confiabilidade e integridade de ativos e investimentos em saúde, segurança e
meio ambiente, totalizando US$ 58 milhões no ano.
Investimentos Estratégicos em 2024: referem-se à continuidade da construção do terminal de importação
de etano através da Terminal Química Puerto México (TQPM), os quais são financiados pelo Syndicated Project
Finance Loan, totalizando US$ 190 milhões no ano.
R$ MM US$ MM
Investimentos
2024 2024e Var. 2024 2024e Var.
Não Corporativos (Braskem Idesa)
México
Operacional 322 254 27% 58 51 14%
Estratégico (ex-TQPM) - - 0% - - 0%
Total (ex-TQPM) 322 254 27% 58 51 14%
TQPM 1.020 1.016 0% 190 201 -6%
Total 1.342 1.270 6% 248 252 -2%
¹Considera o montante desembolsado por TQPM, que está sendo financiado.

Investimentos em 2025
O investimento previsto para 2025 pela Braskem Idesa é de US$ 104 milhões (R$ 623 milhões), sendo US$
23 milhões referentes a conclusão da construção do terminal de importação de etano, financiado através do
Syndicated Project Finance Loan do Terminal Química Puerto México (TQPM), e não exigirá desembolsos
adicionais por parte dos acionistas Braskem Idesa e Advario.
2025e
Investimentos
R$ MM US$ MM
Não Corporativos (Braskem Idesa)
México
Operacional 484 81
Estratégico (ex-TQPM)
Total (ex-TQPM) 484 81
TQPM 139 23
Total 623 104

24
Início

Investimentos Operacionais para 2025: os investimentos operacionais serão destinados, principalmente,


para a parada geral de manutenção programada do polo petroquímico, no valor de aproximadamente US$ 50
milhões, projetos relacionados a eficiência operacional, como manutenção, produtividade e SSMA.
Investimentos Estratégicos para 2025: os investimentos estratégicos referem-se à continuidade da
construção do terminal de importação de etano através da Terminal Química Puerto México (TQPM).

[Link] TERMINAL DE IMPORTAÇÃO DE ETANO


Em 2021, a Braskem Idesa aprovou e iniciou o projeto para construção do terminal de importação de etano
no México, com capacidade de até 80 mil barris de etano por dia, o que permitirá que a Braskem Idesa opere
até 100% de sua capacidade de produção. No mesmo ano, foi formada uma Joint-Venture entre Braskem
Idesa e Advario, através da subsidiária Terminal Químico Puerto México (“TQPM”), com uma participação de
50% para cada acionista.
O valor total estimado para a construção do terminal é de US$ 446 milhões (CAPEX ex-VAT), sendo que US$
408 milhões são financiados, na modalidade Syndicated Project Finance Loan, realizado pela TQPM em
novembro de 2023.
O montante total desembolsado no terminal de importação de etano desde o início do projeto até o final do
4T24 foi de cerca US$ 380 milhões, sendo que os desembolsos líquidos realizados pela Braskem Idesa
totalizaram cerca de US$ 95 milhões5. Em 2024, as necessidades de caixa para construção do terminal foram
desembolsadas através do Syndicated Project Finance Loan, sem necessidade de aporte adicional pela
Braskem Idesa. O montante investido pela TQPM no terminal de importação de etano no quarto trimestre de
2024 foi de US$ 35 milhões (R$ 206 milhões), utilizando como fontes de recursos o financiamento obtido.
A construção do terminal, iniciada em julho de 2022, atingiu, até dezembro de 2024, um progresso físico de
94%. O início das operações está estimado para o segundo trimestre de 2025.

5.3.4 PERFIL DE ENDIVIDAMENTO E RATING


Em 31 de dezembro de 2024, o prazo médio da dívida era de cerca de 5,9 anos, com 95% de vencimento a
partir de 2029. O custo médio ponderado da dívida da Braskem Idesa foi de variação cambial +7,3% a.a.
O patamar de liquidez de US$ 231 milhões garante a cobertura dos vencimentos de dívida nos próximos 22
meses.
Endividamento Braskem Idesa¹ dez/24 set/24 dez/23 Var. Var.
US$ milhões (A) (B) (C) (A)/(B) (A)/(C)
Dívida Bruta 2.191 2.194 2.190 0% 0%
em R$ - - - n.a. n.a.
em US$ 2.191 2.194 2.190 0% 0%
(-) Caixa e Aplicações Financeiras 231 229 242 1% -4%
em R$ - - - n.a. n.a.
em US$ 231 229 242 1% -4%
(=) Dívida Líquida 1.960 1.965 1.949 0% 1%
em R$ - - - n.a. n.a.
em US$ 1.960 1.965 1.949 0% 1%
EBITDA Recorrente (UDM)² 264 261 169 1% 56%
Dívida Líquida/EBITDA Recorrente (UDM) 7,41x 7,54x 11,51x -2% -36%
¹Não considera a dívida, o caixa e o EBITDA da TQPM (Project Finance).
²Para fins de alavancagem, é considerado o EBITDA Recorrente contábil.

5 Inclui o Imposto sobre Valor Agregado (VAT).

25
Início

Capitalização do Shareholder Loan


Em 16 de outubro de 2024, a Companhia, em conjunto com o Grupo Idesa, acionista não controlador da
Idesa, aprovou um aumento do capital da Braskem Idesa por meio da capitalização do saldo de principal do
Shareholder Loan no montante de aproximadamente US$ 1,6 bilhão (R$ 8,8 bilhões). Como resultado, parte
substancial da dívida foi convertida em ações, mantendo-se a proporção das participações detidas antes da
transação, permanecendo em aberto apenas os juros acumulados até a data da capitalização no valor de US$
561 milhões (R$ 3,5 bilhões), com expectativa de pagamento até 31 de março de 2032.

Rating
Em dezembro de 2024, a Fitch Ratings afirmou o rating da Braskem Idesa em “B+”, atualizando a perspectiva
de “Negativa” para “Estável”.

RISCO DE CRÉDITO CORPORATIVO - BRASKEM IDESA


Agência Rating Perspectiva Data
FITCH B+ Estável 13/12/2024
S&P B Negativo 05/07/2024

5.3.5 DESEMPENHO DE TÍTULOS DE DÍVIDA BRASKEM IDESA


Cupom 4T24 3T24 4T23 Var. Var. Var.
Bond Outstanding Vencimento
(A) (B) (C) (D) (A) - (B) (A) - (C) (A) - (D)

Braskem Idesa '29 900,0 Nov/29 7,5% 12,9% 11,0% 18,4% -5,4% -3,6% -11,0%

Braskem Idesa '32 1.200,0 Fev/32 7,0% 12,8% 11,3% 17,0% -5,9% -4,4% -10,1%

26
Início

6. DESEMPENHO FINANCEIRO CONSOLIDADO


DRE 4T24 3T24 4T23 Var. Var. 2024 2023 Var.
R$ milhões (A) (B) (C) (A)/(B) (A)/(C) (D) (E) (D)/(E)
Receita Bruta das Vendas 22.440 24.709 19.406 -9% 16% 90.080 81.638 10%
Receita Líquida de Vendas 19.152 21.265 16.691 -10% 15% 77.411 70.569 10%
Custo dos Produtos Vendidos (18.006) (19.015) (15.683) -5% 15% (71.414) (67.548) 6%
Lucro Bruto 1.146 2.249 1.008 -49% 14% 5.997 3.021 98%
Despesas com Vendas e Distribuição (555) (530) (526) 5% 6% (1.991) (1.916) 4%
(Perda) reversões por redução ao valor recuperável de contas a
6 46 (47) -86% n.a. 108 (83) n.a.
receber
Despesas Gerais e Administrativas (759) (641) (613) 18% 24% (2.639) (2.472) 7%
Despesas com pesquisa e desenvolvimento (142) (109) (116) 31% 23% (463) (383) 21%
Resultado de Participações Societárias (2) 9 (1) n.a. 157% (21) 7 n.a.
Outras Receitas 145 585 436 -75% -67% 977 1.769 -45%
Outras Despesas (1.741) (589) (1.171) 196% 49% (3.048) (2.735) 11%
Lucro (Prejuízo) Operacional Antes do Resultado Financeiro (1.901) 1.020 (1.029) n.a. 85% (1.080) (2.792) -61%
Resultado Financeiro Líquido (6.429) (2.332) (798) 176% 706% (16.654) (3.400) n.a.
Despesas Financeiras (2.152) (1.586) (1.592) 36% 35% (6.853) (5.589) 23%
Receitas Financeiras 452 439 495 3% -9% 1.719 1.678 2%
Resultado com derivativos e Variações cambiais, líquidas (4.729) (1.185) 300 299% n.a. (11.520) 511 n.a.
Lucro (Prejuízo) Antes do IR e CS (8.330) (1.312) (1.827) 535% 356% (17.734) (6.192) 186%
Imposto de Renda / Contribuição Social 2.442 444 76 450% n.a. 5.681 1.302 n.a.
Lucro Líquido (Prejuízo) (5.888) (868) (1.751) 578% 236% (12.053) (4.890) 146%
Atribuível a
Acionistas da Companhia (5.649) (592) (1.575) 855% 259% (11.320) (4.579) 147%
Participação de acionista não controlador em controladas (240) (277) (176) -13% 36% (732) (311) 136%

6.1 RECEITA CONSOLIDADA

27
Início

6.2 CUSTO DO PRODUTO VENDIDO – CPV

6.3 OUTRAS RECEITAS (DESPESAS) LÍQUIDAS – ORD


Em 31 de dezembro de 2024, a Companhia registrou despesa líquida total de R$ 1.596 milhões, superior ao
3T24, impactada principalmente (i) pelo complemento da provisão do evento geológico de Alagoas pela
atualização das estimativas de custos referentes às atualizações no plano de fechamento das frentes de lavra,
implementação e avanço na maturidade de projetos, iniciativas e programas presentes nas frentes de atuação
em Alagoas no montante de R$ 1.289 milhões; e (ii) pela revisão anual das provisões ambientais das unidades
industriais localizadas no Brasil no valor líquido de R$ 200 milhões.

OUTRAS RECEITAS (DESPESAS), LÍQUIDAS¹ 4T24 3T24 4T23 Var. Var. 2024 2023 Var.
R$ milhões (A) (B) (C) (A)/(B) (A)/(C) (D) (E) (D)/(E)
Outras Receitas
Multas, rescisões e indenizações - - 58 n.a. -100% - 64 -100%
Tributos 128 66 280 93% -54% 266 490 -46%
Outras receitas 17 518 97 -97% -82% 712 1.215 -41%
Outras Receitas Total 145 585 436 -75% -67% 978 1.769 -45%
Outras Despesas
Provisão de processos judiciais, líquida de reversões (51) (42) (27) 21% 91% (140) (87) 60%
Provisão para indenização de danos - Alagoas (1.289) (445) (1.048) 190% 23% (2.123) (2.308) -8%
Provisões Diversas (200) (1) (69) n.a. 190% (265) (52) n.a.
Multas, rescisões e indenizações (16) (20) (6) -20% 187% (37) (16) 135%
Paradas programadas (0) (9) (7) -95% -95% (32) (18) 79%
Outras despesas (184) (71) (13) 160% n.a. (452) (254) 78%
Outras Despesas Total (1.741) (589) (1.170) 196% 49% (3.048) (2.735) 11%
OUTRAS RECEITAS (DESPESAS), LÍQUIDAS (1.596) (4) (734) n.a. 117% (2.070) (966) 114%
¹A provisão registrada no trimestre será apresentada como uma receita ou despesa baseada no efeito acumulado da provisão no ano.

6.4 EBITDA RECORRENTE6


O EBITDA Recorrente da Braskem foi de US$ 102 milhões (R$ 557 milhões) no 4T24, inferior ao 3T24 (-76%),
em função principalmente, (i) dos menores spreads médios no mercado internacional de Principais Químicos

6
O resultado consolidado da Braskem é igual ao somatório dos resultados do Brasil, Estados Unidos e Europa e México subtraído das eliminações e
reclassificações das compras e vendas entre os segmentos reportáveis da Companhia e somado com Outros Segmentos.

28
Início

(-24%) e Resinas (-12%) do Brasil, PE do México (-21%) e PP do segmento Estados Unidos e Europa (-2%);
(ii) do menor volume de vendas consolidado (-5%) no período; (iii) da atualização anual de provisões
ambientais no valor de aproximadamente US$ 34 milhões; (iv) por maiores despesas com ociosidade no
período; e (v) pelo efeito estoque de matérias primas adquiridas em períodos anteriores.
A redução em relação ao 4T23 (-52%), é explicada principalmente pela (i) dos menores spreads médio no
mercado internacional de Principais Químicos (-10%); (ii) da atualização anual de provisões ambientais no
valor de aproximadamente US$ 34 milhões; (iii) por maiores despesas com ociosidade no período; e (iv) pelo
efeito estoque de matérias primas adquiridas em períodos anteriores.

6.5 RESULTADO FINANCEIRO CONSOLIDADO


Resultado Financeiro (R$ milhões) 4T24 3T24 4T23 Var. Var. 2024 2023 Var.
Consolidado (A) (B) (C) (A)/(B) (A)/(C) (D) (E) (D)/(E)
Despesas Financeiras (2.152) (1.586) (1.592) 36% 35% (6.853) (5.588) 23%
Juros (1.581) (1.102) (971) 43% 63% (4.918) (3.780) 30%
Outras Despesas (571) (484) (621) 18% -8% (1.935) (1.808) 7%
Receitas Financeiras 452 439 495 3% -9% 1.719 1.678 2%
Juros 308 366 522 -16% -41% 1.367 1.520 -10%
Outras Receitas 145 73 (27) 99% n.a. 352 158 123%
Variações Cambiais Líquidas (4.729) (1.185) 300 299% n.a. (11.520) 511 n.a.
Variações Cambiais (Despesa) (5.407) (1.163) 500 365% n.a. (12.671) 1.351 n.a.
Variação Cambial sobre Exposição Líquida ao Dólar (4.514) (265) 1.285 1604% n.a. (9.637) 3.608 n.a.
Realização do Hedge Accounting (894) (898) (785) 0% 14% (3.035) (2.257) 34%
Variações Cambiais (Receita) 592 29 (207) 1920% n.a. 1.119 (751) n.a.
Resultado com derivativos 86 (52) 6 n.a. 1323% 32 (89) n.a.
Resultado Financeiro Líquido (6.429) (2.332) (798) 176% 706% (16.655) (3.399) 390%

Resultado Financeiro Líquido, ex- variações cambiais, líquidas (1.700) (1.147) (1.098) 48% 55% (5.134) (3.910) 31%

Taxa Câmbio Final (Dólar - Real) 6,19 5,45 4,84 13,7% 27,9% 6,19 4,84 27,9%
Taxa Câmbio Médio (Dólar - Real) 5,84 5,55 4,95 5,4% 18,0% 5,39 4,99 7,9%
Taxa de Câmbio Final (MXN/US$) 20,24 19,63 16,92 3,1% 19,6% 20,24 16,92 19,6%

Despesas financeiras: maior em relação ao 3T24 (+36%) explicado, principalmente, (i) por maiores
despesas com juros, em função do aumento da dívida bruta com a captação do bond de US$ 850 milhões em
outubro de 2024, parcialmente compensado pelo pré-pagamento do bond híbrido no montante de US$ 369
milhões, e da depreciação do real médio frente ao dólar médio no período de aproximadamente 5%; e (ii)
pela amortização dos custos de transação associados ao pré-pagamento do bond híbrido. Na comparação com
o 4T23, o aumento (+35%) é explicado por maiores despesas com juros em função da depreciação do real
médio frente ao dólar médio do período de 18%, que impactou no aumento do saldo da dívida bruta em reais
no período. A dívida bruta em dólares se manteve em linha.
Receitas financeiras: aumento em relação ao 3T24 (+3%) em função principalmente da reversão de
provisão de valor justo sobre Shareholder Loan da Braskem Idesa após sua capitalização, compensado

29
Início

parcialmente pela menor receita com juros de aplicações financeiras. Em relação ao 4T23, a redução (-9%) é
explicada principalmente pela menor receita com juros de aplicações financeiras devido à redução da posição
de caixa do período.
Variações cambiais líquidas: a variação negativa no 4T24, em relação ao 3T24, é explicada, principalmente,
(i) pelo impacto da realização do hedge accounting no montante de R$ 894 milhões; (ii) pela depreciação de
cerca de 14% do real final do período frente ao dólar sobre a média da exposição líquida ao dólar no montante
de US$ 3,8 bilhões; e (iii) pela depreciação em torno de 3% do peso mexicano final do período frente ao dólar
sobre a média da exposição líquida ao dólar da Braskem Idesa no montante de US$ 1,2 bilhão.
Movimentações de instrumentos financeiros do hedge accounting
Em relação ao hedge accounting de exportações da Braskem S.A., a Companhia realizou no trimestre US$ 200
milhões (R$ 728,3 milhões) em exportações de um fluxo descontinuado em 2021. A taxa inicial de designação
foi de R$/US$ 2,0017, definida em março de 2013, enquanto a taxa de realização foi de R$/US$ 5,6430,
definida em outubro de 2021. O saldo de instrumentos financeiros designados para esse hedge accounting ao
final do 4T24 era de US$ 5,15 bilhões.
Quanto ao hedge accounting de exportações da Braskem Idesa, a Companhia realizou no trimestre US$ 101,6
milhões (MXN 574,7 milhões) em exportações de fluxos designados e descontinuados entre 2016 e 2021. A
taxa inicial média de designação foi de MXN/US$ 14,3938 e a taxa média de realização foi de MXN/US$
20,0518. O saldo de instrumentos designados para esse hedge accounting ao final do 4T24 era de US$ 2,2
bilhões.
Programa de Hedge Cambial de Longo Prazo
Os insumos e produtos da Braskem têm preços denominados ou fortemente influenciados pelas cotações
internacionais de commodities, as quais são usualmente denominadas em dólar norte-americano. A partir de
2016, a Braskem contratou instrumentos financeiros derivativos para mitigar parte da exposição de seu fluxo
de caixa denominado em reais. O programa tem como principal forma de mitigação contratos de opções de
compra e de venda de dólar, protegendo fluxos previstos para um horizonte de até 18 meses.
Em 31 de dezembro de 2024, a Braskem possuía um valor em aberto das operações (notional) total comprado
em puts de US$ 1,4 bilhão, ao preço de exercício médio de R$/US$ 4,71. Concomitantemente, a Companhia
também possuía um valor em aberto das operações (notional) total vendido em calls de US$ 0,79 bilhão, ao
preço de exercício médio de R$/US$ 6,81. As operações contratadas têm prazo máximo de vencimento de 18
meses. A marcação a valor justo destas operações de Zero Cost Collar (“ZCC”) foi negativa em R$ 132 milhões
ao final do 4T24.
Em decorrência da baixa volatilidade do dólar no período, não houve exercício de opções, sem efeito caixa no
4T24.
Strike Put Strike Call National
Hedge de Fluxo de Caixa Prazo
(média) (média) (R$ milhões)
Zero-Cost Collar 1T25 4,59 6,49 1.378
Zero-Cost Collar 2T25 4,52 6.47 1.273
Zero-Cost Collar 3T25 4,65 6,58 972
Zero-Cost Collar 4T25 4,9 7.30 934
Zero-Cost Collar 1T26 5,11 7,79 622
Zero-Cost Collar 2T26 5,37 8,12 179
Total 4,71 6,81 5.358

6.6 LUCRO (PREJUÍZO) LÍQUIDO


No trimestre, a Companhia registrou um prejuízo líquido de US$ 1,0 bilhão, ou R$ 5,9 bilhões, em função,
principalmente, do impacto de R$ 4,7 bilhões de variação cambial negativa no resultado financeiro consolidado.

30
Início

No ano, a Companhia acumulou um prejuízo líquido de US$ 2,2 bilhões, ou R$ 12,1 bilhões, influenciado pela
variação cambial negativa de R$ 11,5 bilhões no resultado financeiro. O prejuízo líquido atribuível aos
acionistas foi de US$ 2,1 bilhões, ou R$ 11,3 bilhões em 2024.

6.7 INVESTIMENTOS
Ao final de 2024, a Braskem realizou investimentos corporativos de cerca de US$ 429 milhões, 2% inferior a
estimativa inicial de U$ 440 milhões, alinhados com a otimização e priorização de investimentos durante o
ano.
Investimentos operacionais em 2024: os principais investimentos operacionais realizados incluem (i) as
paradas programadas de manutenção em plantas no Brasil, Estados Unidos e Europa; (ii) os investimentos
para melhoria na integridade mecânica de ativos no Brasil; e (iii) os investimentos relacionados ao aumento
da confiabilidade e segurança operacional dos ativos industriais.
Investimentos estratégicos em 2024: os recursos foram direcionados, principalmente, para (i) a
conclusão dos pagamentos do projeto de aumento de capacidade da planta de eteno verde no Brasil; (ii) os
projetos associados à eficiência energética dos ativos industriais e de redução de emissão de CO2; e (iii) as
iniciativas em inovação e tecnologia.
R$ MM US$ MM
Investimentos
2024 2024e Var. 2024 2024e Var.
Corporativos (ex-Braskem Idesa)
Brasil 2.043 1.895 8% 379 375 1%
Operacional 1.950 1.855 5% 361 367 -2%
Estratégico 93 41 131% 18 8 119%
EUA e Europa 231 222 4% 42 44 -4%
Operacional 230 222 3% 42 44 -4%
Estratégico 1 - n.a. 0 - n.a.
Total (ex-Outros Segmentos) 2.274 2.117 7% 421 419 0%
Outros Segmentos 42 101 -59% 8 20 -61%
Operacional 19 47 -59% 4 9 -61%
Estratégico 23 55 -59% 4 11 -62%
Total 2.316 2.219 4% 429 440 -2%

Total
Operacional 2.199 2.123 4% 407 421 -3%
Estratégico 117 95 23% 22 19 16%
Total 2.316 2.117 9% 429 440 -2%

Em 2024, os principais investimentos relacionados aos Macro-Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável


foram (i) os projetos associados à redução de emissão de CO 2e e à eficiência energética dos ativos industriais;
e (ii) os projetos relacionados à segurança industrial.
R$ MM US$ MM
Investimentos por Macro-Objetivo¹
2024 2024e Var. 2024 2024e Var.
Dimensões
MO 1 - Saúde e Segurança 202 223 -9% 36 44 -19%
MO 2 - Resultados Econômicos e Financeiros 25 4 n.a. 5 1 n.a.
MO 3 - Eliminação de Resíduos Plásticos 0 0 n.a. 0 0 n.a.
MO 4 - Combate às Mudanças Climáticas 80 86 -7% 12 17 -28%
MO 5 - Ecoeficiência Operacional 108 53 105% 20 10 93%
MO 6 - Responsabilidade Social e Direitos Humanos 27 4 n.a. 6 1 n.a.
MO 7 - Inovação Sustentável 70 67 3% 12 13 -7%
Total 512 437 17% 92 87 6%
¹Os investimentos por Macro-Objetivo não consideram investimentos em paradas de manutenção programadas, peças sobressalentes de
equipamentos, entre outros

Investimentos para 2025


O investimento previsto para ser realizado ao longo de 2025 pela Braskem (ex-Braskem Idesa e Ex-REIQ
Investimentos) é de US$ 404 milhões¹ (R$ 2,4 bilhões), cerca de 39% inferior à média histórica dos últimos

31
Início

6 anos (US$ 672 milhões). Considerando os investimentos a serem realizados através do REIQ Investimentos,
o investimento previsto para 2025 totaliza US$ 484 milhões (R$ 2,9 bilhões), classificados da seguinte forma:
Investimentos operacionais: (i) paradas programadas de manutenção da central do Rio de Janeiro e de
outras plantas de resinas no Brasil; (ii) investimentos regulatórios e relacionados à segurança operacional e
de processo; e (iii) programa de integridade mecânica dos ativos e de aquisição de sobressalentes para
continuidade operacional.
Investimentos estratégicos: (i) investimentos em desenvolvimentos tecnológicos; e (ii) aquisição de
terreno industrial no polo industrial de Duque de Caxias no Rio de Janeiro.
REIQ Investimentos: Em janeiro de 2025, foi anunciado o REIQ Investimentos, que consiste no crédito
presumido de 1,5% de PIS/COFINS vinculados a investimentos na indústria química brasileira. A Braskem,
dentro deste contexto, anunciou sete projetos no montante total estimado de R$ 614 milhões para aumento
da sua capacidade de produção em 139 mil toneladas, distribuídas entre PE, PVC e outros produtos químicos,
em três estados: Bahia, Rio Grande do Sul e Alagoas. Para 2025, o investimento estimado é de R$ 477 milhões
(US$ 80 milhões).
2025e
Investimentos
R$ MM US$ MM
Corporativos (ex-Braskem Idesa)
Brasil 2.651 443
Operacional 2.147 359
Estratégico 27 4
REIQ Investimentos 477 80
EUA e Europa 244 41
Operacional 244 41
Estratégico - -
Total 2.894 484

Total
Operacional 2.391 400
Estratégico 27 4
Total (Ex-REIQ Investimentos) 2.417 404
REIQ Investimentos 477 80
Total 2.894 484

Para 2025, os investimentos relacionados aos objetivos para o desenvolvimento sustentável totalizam US$ 142
milhões (R$ 851 milhões), 30% dos investimentos corporativos, direcionados principalmente para projetos
relacionados a saúde e segurança, inovação sustentável e ecoeficiência operacional.
2025e
Investimentos por Macro-Objetivo¹
R$ MM US$ MM
Dimensões
MO 1 - Saúde e Segurança 177 30
MO 2 - Resultados Econômicos e Financeiros 419 70
MO 3 - Eliminação de Resíduos Plásticos 24 4
MO 4 - Combate às Mudanças Climáticas 44 7
MO 5 - Ecoeficiência Operacional 56 9
MO 6 - Responsabilidade Social e Direitos Humanos 52 9
MO 7 - Inovação Sustentável 79 13
Total 851 142
¹Os investimentos por Macro-Objetivo não consideram investimentos em paradas de manutenção
programadas, peças sobressalentes de equipamentos, entre outros

6.8 GERAÇÃO DE CAIXA


A Companhia apresentou uma geração operacional de caixa de R$ 1,1 bilhão no 4T24. Este resultado é
explicado, principalmente, pela variação positiva de capital de giro, que foi parcialmente compensada pelo
menor EBITDA Recorrente no período.
Durante o 4T24, a variação positiva do capital de giro é explicada, principalmente:

32
Início

(i) pelo impacto nos estoques em função dos menores spreads no mercado internacional e, da redução
no estoque de produtos acabados e de matérias primas em função da sazonalidade do período; e
(ii) pelo impacto em contas a receber em função do menor volume de vendas e da redução das referências
internacionais de preço no período.
A geração recorrente de caixa no 4T24 foi de R$ 265 milhões. A variação em relação ao 3T24 é explicada,
principalmente, (i) pela maior geração operacional de caixa, explicada pela variação positiva de capital de giro,
que foi parcialmente compensada pelo menor EBITDA no período; e (ii) pelo menor pagamento de juros em
função dos pagamentos semestrais de juros dos títulos de dívida emitidos no mercado internacional pela
Companhia, que se concentram no 1º e 3º trimestres de um ano.
Em relação ao 4T23, a geração recorrente de caixa foi maior em R$ 211 milhões em função, principalmente,
(i) da maior geração operacional de caixa, explicada pela variação positiva de capital de giro, que foi
parcialmente compensada pelo menor EBITDA no período; (ii) dos menores pagamentos de imposto de renda.
Estes efeitos foram parcialmente compensados pelo maior pagamento de juros.
Considerando os desembolsos referentes ao evento geológico de Alagoas, a Companhia apresentou um
consumo de caixa de R$ 542 milhões no 4T24.
Geração de Caixa 4T24 3T24 4T23 Var. Var. 2024 2023 Var.
R$ milhões (A) (B) (C) (A)/(B) (A)/(C) (D) (E) (D)/(E)
EBITDA Recorrente 557 2.394 1.049 -77% -47% 5.759 3.737 54%
Variação do capital de giro¹ 1.399 (1.419) 1.098 n.a. 27% 1.109 3.793 -71%
CAPEX Operacional (811) (517) (1.149) 57% -29% (2.623) (3.788) -31%
Investimentos Estratégicos² (14) (42) (84) -65% -83% (117) (742) -84%
Geração Operacional de Caixa 1.131 416 915 171% 24% 4.127 3.000 38%
Juros Pagos (667) (1.565) (609) -57% 10% (4.261) (3.551) 20%
Pagamento de IR/CSLL (213) (169) (292) 26% -27% (635) (866) -27%
Recursos recebidos na venda de investimentos - 209 - -100% n.a. 203 - n.a.
Outros³ 15 2 41 688% -64% 67 752 -91%
Geração (Consumo) Recorrente de Caixa 265 (1.106) 54 n.a. 388% (499) (665) -25%
Evento geológico em Alagoas⁴ (807) (830) (529) -3% 53% (2.569) (2.686) -4%
Geração de Caixa (542) (1.936) (474) -72% 14% (3.068) (3.351) -8%
¹Ajustado para: (i) excluir pagamento do acordo de leniência, que não ocorreu no 3T24; (ii) excluir os efeitos das reclassificações entre as linhas de Aplicações Financeiras (inclui LFT's e
LF's) e Caixa e Equivalentes de Caixa no valor de R$ 548 milhões no 4T24; e (iii) incluir ajustes de eliminação de efeitos sem impacto caixa do Lucro Líquido no valor de R$ 762 milhões
no 4T24.
²Não considera os investimentos estratégicos relacionados ao terminal de importação de etano no 2T24, 3T24 e 4T24, que foram realizados pela TQPM a partir dos recursos obtidos pelo
financiamento.
³Inclui principalmente recursos recebidos na venda de imobilizado, adições ao investimento em controladas e outras monetizações.
⁴Considera os desembolsos de caixa relacionados a Alagoas que foram realizados a partir de pagamentos que impactaram a provisão e a rúbrica de outras obrigações a pagar.

6.9 PERFIL DE ENDIVIDAMENTO E RATING


Em 31 de dezembro de 2024, o saldo da dívida bruta corporativa era de US$ 8,6 bilhões. No final do período,
a dívida corporativa em moeda estrangeira representava, no final do período, 92% da dívida total da
Companhia.
O prazo médio do endividamento corporativo era de cerca de 9 anos em 31 de dezembro de 2024, sendo 68%
das dívidas concentradas de 2030 em diante. O custo médio ponderado da dívida corporativa da Companhia
era de variação cambial +6,34% a.a.
Em relação a dívida líquida, o saldo no final de dezembro de 2024 era de US$ 6,2 bilhões.
Em novembro de 2024, a Companhia concluiu a oferta de recompra do Bond Híbrido, tendo recomprado o
montante de US$ 369 milhões de principal, sendo o saldo remanescente de US$ 241 milhões.
Em função do pré-pagamento parcial do Bond Híbrido, não há mais o tratamento de Equity de 50% pela
Standard & Poor’s e Fitch Ratings.

33
Início

Endividamento dez/24 set/24 dez/23 Var. Var.


US$ milhões (A) (B) (C) (A)/(B) (A)/(C)
Dívida Bruta Consolidada 11.040 10.625 11.048 4% 0%
em R$ 675 783 1.048 -14% -36%
em US$ 10.365 9.842 10.000 5% 4%
(-) Dívida - Braskem Idesa e TQPM 2.444 2.410 2.324 1% 5%
em US$ 2.444 2.410 2.324 1% 5%
(+) Derivativos Financiamentos (8) (7) (27) 17% -70%
em US$ (8) (7) (27) 17% -70%
(=) Dívida Bruta (Ex-Braskem Idesa e TQPM) 8.589 8.208 8.697 5% -1%
em R$ 675 783 1.048 -14% -36%
em US$ 7.914 7.425 7.650 7% 3%
Caixa e Aplicações Financeiras Consolidado 2.716 2.639 3.958 3% -31%
em R$ 863 1.222 2.501 -29% -65%
em US$ 1.853 1.417 1.456 31% 27%
(-) Caixa e Aplicações Financeiras - Braskem Idesa e TQPM 278 236 323 18% -14%
em US$ 278 236 323 18% -14%
(-) Caixa exclusivo de Alagoas 19 27 24 -27% -19%
em R$ 19 27 24 -27% -19%
(-) Caixa para a liminar do Benefício de ICMS - - 0 n.a. -100%
em R$ - - 0 n.a. -100%
(-) Caixa e Aplicações Financeiras (Ex-Braskem Idesa, TQPM e Alagoas) 2.419 2.376 3.611 2% -33%
em R$ 844 1.196 2.477 -29% -66%
em US$ 1.575 1.180 1.134 33% 39%
(=) Dívida Líquida Ajustada 6.170 5.832 5.086 6% 21%
em R$ (169) (413) (1.430) -59% -88%
em US$ 6.339 6.245 6.516 2% -3%
(+) Acordo Global 106 135 203 -21% -47%
em R$ 103 135 210 -24% -51%
em US$ 4 (0) (7) n.a. n.a.
EBITDA Recorrente (UDM) 845 981 612 -14% 38%
Dívida Líquida Ajustada/EBITDA Recorrente (UDM) 7,42x 6,08x 8,64x 22% -14%
(-) Bond Híbrido¹ - 313 318 -100% -100%
em US$ - 313 318 -100% -100%
(=) Dívida Líquida Ajustada com 50% do bond híbrido 6.276 5.654 4.971 11% 26%
Dívida Líquida Ajustada/EBITDA Recorrente (UDM) com bond híbrido 7,42x 5,76x 8,12x 29% -9%
¹Para fins de alavancagem, as agências de rating Standard & Poor's e Fitch Rating consideravam o bond híbrido com tratamento de 50% equity até o seu pré-pagamento em
out/24, a partir desta data o instrumento é tratado como 100% dívida.

O patamar de caixa de US$ 2,4 bilhões, em dezembro de 2024, garante a cobertura dos vencimentos de dívida
nos próximos 47 meses e não considera a linha de crédito rotativo internacional disponível no valor de US$
1,0 bilhão, com vencimento em dezembro de 2026.

34
Início

Rating

RISCO DE CRÉDITO CORPORATIVO - ESCALA GLOBAL


Agência Rating Perspectiva Data
FITCH BB+ Negativa 07/10/2024

S&P BB+ Negativa 07/10/2024

RISCO DE CRÉDITO CORPORATIVO - ESCALA NACIONAL


Agência Rating Perspectiva Data
FITCH AAA(bra) Estável 07/10/2024

S&P brAAA Negativa 07/10/2024

7. MERCADO DE CAPITAIS
7.1 DESEMPENHO DAS AÇÕES
Em 31 de dezembro de 2024, as ações da Braskem estavam cotadas em R$ 11,58/ação (BRKM5) e US$
3,80/ação (BAK). Os papéis da Companhia integram o Nível 1 de governança corporativa da B3 – Brasil, Bolsa
e Balcão e são negociados na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), através dos ADRs (American Depositary
Receitps) de Nível 2, sendo que cada ADR da Braskem (BAK) corresponde a duas ações preferenciais classe
“A” emitidas pela Companhia, e na Bolsa de Valores Latibex, em Madri, sob o ticker XBRK.

35
Início

7.2 DESEMPENHO DOS TÍTULOS DE DÍVIDA CORPORATIVA

Cupom 4T24 3T24 4T23 Var. Var. Var.


Bond Outstanding Vencimento
(A) (B) (C) (D) (A) - (B) (A) - (C) (A) - (D)

Braskem '28 1.250,0 Jan/28 4,5% 7,7% 6,5% 10,1% -3,2% -2,0% -5,6%

Braskem '30 1.500,0 Jan/30 4,5% 8,4% 7,0% 9,5% -3,9% -2,5% -5,0%

Braskem '31 850,0 Jan/31 8,5% 8,5% 7,3% 10,0% 0,0% 1,2% -1,5%

Braskem '33 1.000,0 Fev/33 7,3% 8,5% 7,4% 10,1% -1,3% -0,2% -2,8%

Braskem '34 850,0 Out/34 8,0% 8,7% N/A N/A -0,7% N/A N/A

Braskem '41 587,0 Jul/41 7,1% 8,9% 7,5% 9,9% -1,8% -0,4% -2,8%

Braskem '50 750,0 Jan/50 5,9% 9,1% 7,9% 9,9% -3,2% -2,0% -4,1%

Braskem Hibrido 231,0 Jan/81 8,5% 8,5% 8,6% 17,7% 0,0% -0,1% -9,2%

36
Início

8. LISTAGEM DE ANEXOS
8.1 SPREADS PETROQUÍMICOS
BRASIL/AMÉRICA DO SUL
• Spread PE7: redução em relação ao 3T24 (-23%).
o O preço do PE nos EUA foi menor (-12%) em relação ao 3T24, impactado pela (i) menor
demanda, em função da sazonalidade do período; e (ii) pela maior disponibilidade de PE na
região, atingindo o volume recorde histórico de produção de PE em dezembro/24.
o O preço da nafta ARA reduziu (-4%) em relação ao 3T24, em função do menor preço do
petróleo no período explicado pelas incertezas com relação a demanda da China em 2025, (i)
após o pacote de incentivos ao consumo, anunciado pelo governo chinês, resultar em uma
expectativa negativa no mercado, e (ii) acentuando um cenário desafiado com a
desaceleração do setor industrial e de infraestrutura.
o Em comparação ao 4T23, o spread foi maior (+14%) em função, principalmente, dos maiores
preços do PE nos EUA explicado pelo aumento da demanda global, em função do crescimento
dos setores de embalagens, construção e automotivo em mercados internacionais.
• Spread PP8: redução em comparação ao 3T24 (+6%).
o O preço do PP na Ásia reduziu (-1%) em relação ao 3T24, principalmente, pela (i) maior oferta
de PP na Ásia em função da entrada de novas capacidades em operação, acima do
crescimento da demanda no período; e (ii) menor demanda sazonal, em função do impacto
do inverno às atividades dos setores de construção, impactando os níveis de estoques dos
produtores na região.
o O preço da nafta ARA reduziu (-4%) com relação ao 3T24, conforme explicado anteriormente,
compensando o menor preço do PP no período.
o Em relação ao mesmo trimestre de 2023, o spread foi maior (+12%) em função do (i) maior
preço de PP na Ásia (+3%) explicado pelo aumento da margem dos produtores marginais da
região, em função de uma maior competitividade local, resultado do encerramento das
atividades de plantas de produção na região, impactando diretamente a alta demanda por PP,
aumentando os preços de exportação; e (ii) menor preço da nafta ARA (-1%) já mencionados.
• Spread Par PVC9: aumento em relação ao 3T24 (+12%).
o O preço do PVC foi menor em relação ao 3T24 (-7%), impactado principalmente, (i) pela
menor demanda do setor de construção civil na China; (ii) pelas incertezas sobre aumento
das restrições de exportação para Índia em função de novas regulamentações locais; e (iii)
pelo aumento da oferta em função de maiores taxas de operação e da entrada de novas
capacidades de produção de PVC.
o O aumento no preço do PVC foi compensado pelo (i) maior preço de Soda Cáustica nos
Estados Unidos em relação ao 3T24 (+22%), em função de interrupções na produção da
região afetada pela temporada de furacões; e (ii) menor preço do petróleo Brent (-7%),
conforme mencionado anteriormente.
o Em comparação ao 4T23, o spread Par PVC foi maior (+28%), impactado principalmente (i)
pelo aumento dos preços de soda (+40%) em função da redução da oferta em 3T24, em
detrimento da temporada de furacões no Golfo do México, compensando parcialmente o
menor preço do PVC (-7%) no período, como mencionado anteriormente.

7 (Preço PE EUA – preço nafta ARA)*82%+(Preço PE EUA – 50% preço etano EUA – 50% preço propano EUA)*18%.
8 Preço PP Ásia – preço nafta ARA.
9 O Spread Par PVC reflete melhor a rentabilidade do negócio de Vinílicos e é mais rentável do que o modelo de negócio temporário/não integrado

de 2019/2020, quando a Companhia importava EDC e soda cáustica para atender seus clientes. Sua fórmula de cálculo é: PVC Ásia + (0,685*Soda
EUA) - (0,48*Eteno Europa) - (1,014*Brent).

37
Início

• Spread de Principais Químicos Básicos10: reduziu em relação ao 3T24 (-24%).


o O preço dos principais químicos reduziu (-12%) em relação ao trimestre anterior, devido
principalmente: (i) à redução do preço do benzeno (-18%), causada pela maior oferta na
região, com retomada de operações e menor demanda por derivados, especialmente da
cadeia do estireno, devido à sazonalidade e redução das exportações; (ii) redução no preço
do propeno (-21%) nos EUA, refletindo redução das taxas de utilização das plantas de PP
diante de maiores estoques e menor demanda na cadeia de transformação; e (iii) redução no
preço da gasolina (-12%), influenciada pelo fim da driving season nos EUA.
o Em relação ao 4T23, o spread de Principais Químicos Básicos reduziu (-10%), influenciado
pela redução nos preços do benzeno (-16%), gasolina (-11%), propeno e paraxileno, devido
a fatores como desaceleração econômica global, aumento dos estoques e menor demanda.
Contudo, o aumento (+57%) no preço do butadieno, causado pela menor oferta após
retomadas de operações, compensou parcialmente tais reduções.

ESTADOS UNIDOS E EUROPA


• Spread PP EUA11: permaneceu em linha com relação ao 3T24.
o Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, o spread se manteve em linha.
• Spread PP Europa12: redução (-11%) em relação ao 3T24.
o O preço do PP em comparação ao 3T24 reduziu (-7%), em função da menor demanda sazonal,
que foi parcialmente compensada pela postergação de paradas de manutenção devido a
temporada de frio antecipada na região, que impactaram os custos de energia na cadeia de
produção.
o O preço do propeno na Europa reduziu (-6%) comparado ao 3T24, em linha com a queda
observada na nafta.
o Em relação ao 4T23, o spread foi maior (+4%) impactado, principalmente, pelo menor preço
de propeno na Europa (-2%), também em linha com a queda da nafta durante o período.

MÉXICO
• Spread PE América do Norte13: redução em relação ao 3T24 (-21%).
o O preço do PE nos EUA foi menor (-15%) em relação ao 3T24, conforme explicado
anteriormente.
o O preço do etano foi maior (+40%) com relação ao 3T24 explicado (i) pelo aumento do preço
de gás natural em função do início da sazonalidade de inverno; e (ii) pela retomada da
demanda após normalização de crackers no golfo, afetados em 3T24 pela temporada de
furacões, e (iii) com o aumento dos volumes de exportação, em virtude da inicialização do
terminal de Plaquemines LNG no Golfo.
o Em relação ao mesmo período do ano anterior, o spread foi maior (+6%) impactado
principalmente pelo maior preço do PE nos EUA (+4%), influenciado pelos fatores
mencionados anteriormente.

10 Preço médio dos principais químicos (Eteno (20%), Butadieno (10%), Propeno (10%), Cumeno (5%), Benzeno (20%), Paraxileno (5%), Gasolina
(25%) e Tolueno (5%), conforme mix de volume de vendas da Braskem) - preço da nafta ARA.
11
Preço de PP EUA - Propeno EUA
12
Preço de PP EU - Propeno EU
13
Preço de PE EUA – etano EUA

38
Início

8.2 VENDAS POR SETOR


Vendas de Resinas por setor (%) | Segmento Brasil/América do Sul

39
Início

Vendas por setor (%) | Segmento México

8.3 ATUALIZAÇÕES SOBRE ALAGOAS


A Companhia operou, desde sua instalação e posteriormente na qualidade de sucessora da empresa Salgema,
poços de extração de sal-gema localizados na cidade de Maceió, Estado de Alagoas, com o objetivo de prover
matéria-prima à sua unidade de produção de cloro-soda e dicloretano. Em março de 2018, houve um tremor
de terra sentido em determinados bairros de Maceió, onde estão localizados os poços, e foram identificadas
rachaduras em edificações e vias públicas dos bairros do Pinheiro, Bebedouro, Mutange e Bom Parto.
Em maio de 2019, o Serviço Geológico do Brasil (“CPRM”) divulgou um relatório indicando que o fenômeno
geológico, identificado em determinados bairros do município de Maceió, Alagoas, estaria relacionado com as
atividades de exploração de poços de sal-gema desenvolvidas pela Braskem. A operação de extração de sal
gema, a partir deste momento, foi totalmente encerrada pela Companhia.
Desde então, a Companhia tem empreendido seus melhores esforços na compreensão do fenômeno geológico,
seus possíveis efeitos em superfície, na estabilidade das cavidades de sal-gema e na condução de medidas de
precaução e proteção à segurança das pessoas. Os resultados advindos da compreensão do fenômeno
geológico vêm sendo compartilhados com a Agência Nacional de Mineração (“ANM”) e demais autoridades
pertinentes.
Como desdobramento do fenômeno geológico verificado, foram conduzidas tratativas com as autoridades
públicas e regulatórias que resultaram em Termos de Acordo firmados, sendo os principais acordos em
execução:
(i) Termo de Acordo para Apoio na Desocupação das Áreas de Riscos (“Acordo para Compensação
dos Moradores"), firmado com o Ministério Público Estadual (“MPE”), Defensoria Pública Estadual
(“DPE”), Ministério Público Federal (“MPF”) e Defensoria Pública da União (“DPU”), homologado
judicialmente em 3 de janeiro de 2020, ajustado pelas suas resoluções e aditivos posteriores, que
dispôs sobre ações cooperativas para a desocupação das áreas de risco, definidas no Mapa de
Setorização de Danos e Linhas de Ações Prioritárias da Defesa Civil de Maceió (“Mapa da Defesa

40
Início

Civil”), atualizado em dezembro de 2020 (versão 4), e garantia da segurança das pessoas,
prevendo o atendimento, pelo Programa de Compensação Financeira e Apoio à Realocação
(“PCF”) implantado pela Braskem, da população situada nas áreas do Mapa da Defesa Civil. Com
a homologação judicial do Acordo para Compensação dos Moradores, a Ação Civil Pública para
Reparação dos Moradores, foi extinta;

(ii) Termo de Acordo para Extinguir a Ação Civil Pública Socioambiental (“ACP Reparação
Socioambiental”) e o Termo de Acordo para definição de medidas a serem adotadas quanto aos
pedidos liminares da Ação Civil Pública Socioambiental, conjuntamente “Acordo para Reparação
Socioambiental”, firmado com MPF e interveniência do MPE em 30 de dezembro de 2020, no qual
a Companhia se comprometeu, principalmente, a: (i) adotar as medidas para estabilização e
monitoramento do fenômeno da subsidência decorrente da extração de sal-gema; (ii) reparar,
mitigar ou compensar potenciais impactos e danos ambientais decorrentes da extração de sal-
gema no Município de Maceió; e (iii) reparar, mitigar ou compensar potenciais impactos e danos
sociourbanísticos decorrentes da extração de sal-gema no Município de Maceió. Adicionalmente,
o acordo prevê a destinação do montante de R$ 300 para indenização por danos sociais e danos
morais coletivos e para eventuais contingências relacionadas às ações nas áreas desocupadas e
ações de mobilidade urbana. Com a homologação judicial deste acordo, a Ação Civil Pública para
Reparação Socioambiental foi extinta;

(iii) Termo de Acordo para Implementação de Medidas Socioeconômicas Destinadas à Requalificação


da Área do Flexal (“Acordo Flexal”), firmado com MPF, MPE, DPU e Município de Maceió e
homologado em 26 de outubro de 2022 pela 3ª Vara Federal de Maceió, que estabelece adoção
de ações de requalificação na região do Flexal, pagamento de compensação ao Município de
Maceió e indenizações aos moradores desta localidade; e

(iv) Termo de Acordo Global com o Município de Maceió (“Termo de Acordo Global”) homologado em
21 de julho de 2023 pela 3ª Vara Federal de Maceió, que estabelece, dentre outros: (a) o
pagamento de R$ 1,7 bilhão a título de indenização, compensação e ressarcimento integral em
relação a todo e qualquer dano patrimonial e extrapatrimonial ao Município de Maceió; (b) adesão
do Município de Maceió aos termos do Acordo Socioambiental, incluindo o Plano de Ações Sociais
(PAS).

A Administração da Companhia, baseada em sua avaliação e dos seus assessores externos, levando em
consideração os efeitos de curto e longo prazo dos estudos técnicos elaborados, as informações existentes e
a melhor estimativa dos gastos para implementação das diversas medidas referentes ao evento geológico em
Alagoas, apresenta as seguintes movimentações nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2024 e 2023:

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Início

Os valores totais movimentados desde o início das ações relativas ao evento geológico em Alagoas até o
período findo em 31 de dezembro de 2024, estão segregados entre as seguintes frentes de atuação:
Montante total de Pagamentos e Realização do ajuste a
Provisões por frente de atuação (R$ milhões) Saldo da provisão
provisão reclassificações valor presente
a. Apoio na realocação e compensação 5.859 (4.993) 131 997
b. Ações para fechamento, monitoramento das
cavidades de sal, ações ambientais e outros temas 5.552 (3.133) 188 2.607
técnicos
c. Medidas sociourbanísticas 1.877 (912) 176 1.141
d. Medidas adicionais 4.400 (3.693) * 118 825
Total 17.688 (12.731) 613 5.570
*Inclui o Termo de Acordo Global com o Município de Maceió.

a) Apoio na realocação e compensação: Refere-se às ações de apoio na realocação e compensação


dos moradores, comerciantes e proprietários de imóveis localizados no Mapa da Defesa Civil (versão 4)
atualizado em dezembro de 2020, inclusive de estabelecimentos que pressupõem providências especiais para
sua realocação, tais como hospitais, escolas e equipamentos públicos.
Esta frente de atuação possui saldo de provisão no montante de R$ 997 milhões (2023: R$ 1.353 milhões)
compreendendo gastos relacionados a ações como desocupação, auxílio aluguel, transporte de mudanças,
negociação de acordos individuais para compensação financeira e indenizações relativas aos estabelecimentos
que pressupõe providencias especiais para sua realocação.
Até 31 de janeiro de 2025, já haviam sido realocados 99,8% dos moradores do total de imóveis residenciais,
comerciais e mistos. Foram apresentadas 19.189 propostas (99,9% do total previsto). Adicionalmente, foram
aceitas 19.058 propostas de compensação financeira (99,3% do total previsto) e foram pagas 18.978 (98,9%
do total previsto). No âmbito do Programa de Compensação Financeira e Apoio à Realocação (PCF),
aproximadamente R$ 4,2 bilhões foram desembolsados desde o início do programa até o final de janeiro de
2025.
b) Ações para fechamento, monitoramento das cavidades de sal, ações ambientais e outros
temas técnicos: Com base no resultado de sonares e estudos técnicos, foram definidas ações de
estabilização e monitoramento para todas as 35 frentes de lavras existentes.
Em 10 de dezembro de 2023, após uma atividade microssísmica atípica, houve o colapso da cavidade 18.
Considerando as melhores informações técnicas disponíveis até o momento, há a indicação de que os impactos
diretos desta ocorrência estão restritos ao local desta cavidade, dentro da área de resguardo, que está
desocupada desde abril de 2020.

42
Início

Adicionalmente, em março de 2024, com base na recomendação das consultorias especializadas, foi definido
que para as 6 cavidades despressurizadas, anteriormente classificadas como Grupo de Monitoramento,
monitoradas via sonar de forma periódica, o fechamento por preenchimento com material sólido (areia) se
mostrava o método de fechamento mais adequado, considerando o resultado dos estudos geomecânicos mais
recentes.
Em dezembro de 2024, com base em nova recomendação da consultoria técnica especializada contratada pela
Companhia para a realização de estudos sobre o fechamento definitivo das cavidades de sal, foi considerado
o aumento da provisão relativo ao preenchimento com material sólido das 11 cavidades pressurizadas,
indicadas no item (iii) abaixo, pertencentes atualmente ao grupo de Tamponamento e Pressurização, cujas
ações, caso necessárias, estão previstas a partir de 2027, com execução ao longo de vários anos ou décadas.
Estas ações surgiram da evolução do conhecimento sobre a estabilização das cavidades no longo prazo, a
partir do conjunto de dados de monitoramento coletados até o momento, bem como da ocorrência do colapso
da cavidade 18 e da necessidade de definição do fechamento definitivo da Mina, conforme previsto na
legislação mineraria.
O plano de fechamento das 35 frentes de lavras considera, atualmente:
i) 18 cavidades possuem a previsão para preenchimento prioritário com material sólido, incluindo 6
cavidades anteriormente planejadas para serem monitoradas e 5 anteriormente planejadas para
serem fechadas por tamponamento e que durante o ano de 2024, com base nas definições do
Plano de Fechamento de Mina e na recomendação das consultorias especializadas, o fechamento
por preenchimento com material sólido (areia) se mostrou o método de fechamento mais
adequado. Até a presente data, 6 cavidades já tiveram o preenchimento concluído (cavidades 04,
07, 11, 17, 19 e 25), 4 cavidades estão com o processo de preenchimento em andamento (cavidade
27: 69,1%, cavidade 15: 32,1% e cavidades 20/21: 33,4% até 31 de janeiro de 2025) e para as 8
cavidades restantes, as atividades estão na fase de preparação e planejamento;
ii) 6 cavidades foram naturalmente preenchidas e, por isso, não indicam, neste momento, a
necessidade de medidas adicionais. A cavidade 18, que colapsou em 10 de dezembro de 2023,
está em fase de realização de estudos técnicos para a confirmação do seu preenchimento natural,
com indicação de que não será necessário seu preenchimento com material sólido;
iii) 11 cavidades permanecem dentro da camada de sal e aptas à pressurização. No final do ano de
2024, a Companhia, baseada na nota técnica emitida pela consultoria especializada, considerou a
recomendação do preenchimento destas cavidades pressurizadas com material sólido, a longo
prazo, isto é, no decorrer de vários anos a décadas, e após a conclusão do plano de preenchimento
atual, com a finalidade de atingir um estado livre de manutenção para as 35 cavidades, adequado
para o fechamento definitivo do campo.

Reitera-se que qualquer necessidade de ações adicionais é avaliada de forma contínua pela Companhia e são
baseadas em estudos técnicos preparados por especialistas externos, cujas recomendações podem ser
atualizadas periodicamente de acordo com a evolução do evento geológico e do conhecimento adquirido,
sendo submetidas às autoridades competentes e seguindo os prazos pactuados no âmbito do plano de
fechamento de mina, que é público e regularmente reavaliado com a ANM. A subsidência é um processo
dinâmico presente na área do mapa de linhas de ações prioritárias e deve continuar a ser monitorada durante
e após as ações previstas no plano de fechamento. Os resultados das atividades de monitoramento serão
importantes para avaliar a necessidade de potenciais ações futuras, com foco na segurança e no
acompanhamento da estabilidade da região. Quaisquer potenciais ações futuras podem resultar em custos e
despesas adicionais relevantes que podem diferir das estimativas e provisões atuais.
O saldo provisionado de R$ 2.607 milhões (2023: R$1.583 milhões) para implementação das ações para
fechamento, monitoramento das cavidades de sal, ações ambientais e outros temas técnicos foi calculado com
base nas técnicas conhecidas até o momento e soluções previstas para as condições atuais das cavidades,
incluindo gastos com estudos técnicos e monitoramento, bem como com as ações ambientais já identificadas.
O valor da provisão poderá ser alterado com base em novas informações, tais como: resultado do

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Início

monitoramento das cavidades, avanço da implementação dos planos de fechamento das frentes de lavras,
eventuais alterações que possam ser necessárias no plano ambiental, acompanhamento dos resultados das
medidas em andamento e outras possíveis alterações naturais.
Em relação às ações ambientais, atendendo ao estabelecido no Acordo para Reparação Socioambiental, a
Braskem segue implementando as ações do plano ambiental aprovado junto ao MPF, assim como
compartilhando os resultados de suas ações com as autoridades, conforme previsto no acordo. Como um dos
desdobramentos do colapso da cavidade 18, conforme prevê o Acordo de Reparação Socioambiental, segue
em execução, pela empresa especializada contratada, o Diagnóstico Ambiental específico para avaliação de
potenciais impactos causados pelo colapso da referida cavidade. A entrega do referido diagnóstico está
prevista para o primeiro semestre de 2025.
c) Medidas sociourbanísticas: Refere-se às ações em atendimento às medidas sociourbanísticas nos
termos do Acordo para Reparação Socioambiental assinado em 30 de dezembro de 2020 para adoção de ações
e medidas nas áreas desocupadas, ações de mobilidade urbana e de compensação social, indenização por
danos sociais e danos morais coletivos e eventuais contingências relacionadas às ações nas áreas desocupadas
e de mobilidade urbana. Até o momento, dos 11 projetos definidos para mobilidade urbana, 6 já foram
concluídos (Sistema Chã da Jaqueira, Ladeira Santa Amélia, Rua Marquês de Abrantes, Via Lateral da Av.
Menino Marcelo, Binário da Ladeira do Cálmon e o Sistema Inteligente de Semaforização e
Videomonitoramento que está em operação assistida), 2 estão em andamento, sendo que a 1ª etapa das Vias
Laterais da Avenida Durval de Goes Monteiro está concluída e os demais seguem em planejamento. A
expectativa de conclusão do total das ações de mobilidade urbana é até 2027. Em relação às ações nas áreas
desocupadas, o avanço geral do projeto de Estabilização da Encosta do Mutange é de 90%, até 31 de janeiro
de 2025, e já foram concluídas as atividades relacionadas à demolição desta área. Demais ações, como
terraplenagem, construção de sistema de drenagem e plantio de cobertura vegetal na área envolvida, seguem
em execução, com conclusão prevista até o primeiro semestre de 2025. Outras atividades referentes às
demolições emergenciais das áreas seguem conforme solicitação da DCM e já alcançaram 58% da área total
a ser demolida (69% em número de imóveis). Além disso, a Companhia mantém ações para o cuidado dos
bairros, entre elas segurança patrimonial, gestão de resíduos e controle de pragas. Em relação ao Plano das
Ações Sociourbanísticas (“PAS”), 48 ações já foram validadas com as autoridades signatárias do acordo,
definidas com base no diagnóstico sociourbanístico realizado por empresa especializada e independente, sendo
que 30 são de responsabilidade de execução da Braskem e 18 do município de Maceió, que contemplam 04
eixos de atuação (Políticas sociais e redução de vulnerabilidades; Atividade econômica, trabalho e renda;
Qualificação urbana e ambiental; Preservação da cultura e memória). Das ações deste último eixo de cultura,
3 se destacam (Programa de Apoio aos Grupos Culturais, Inventário do Patrimônio Cultural e Edital de Fomento
à Cultura) e seguem em execução. O saldo atual da provisão é de R$ 1.141 milhões (2023: R$ 1.369 milhões).

d) Medidas adicionais: Refere-se às ações relacionadas a: (i) ações referentes aos Instrumentos de
Cooperação Técnica firmados pela Companhia; (ii) gastos relacionados a comunicação, conformidade, jurídico,
dentre outros; (iii) medidas adicionais de apoio à região e manutenção das áreas, incluindo as ações de
requalificação e indenização destinadas para região dos Flexais; e (iv) outros assuntos classificados como
obrigação presente para a Companhia, ainda que não formalizada. O saldo atual das medidas adicionais
descritas neste item totaliza R$ 825 (2023: R$935). No que se refere ao Projeto de Integração Urbana e
Desenvolvimento dos Flexais, destaca-se o avanço no processo de pagamento das indenizações aos moradores
(Programa de Apoio Financeiro - PAF), em que, até 31 de janeiro de 2025, foram apresentadas 1.810 propostas
(99,5% do total) e 1.804 pagamentos já foram concluídos (99,9% das propostas). O objetivo do projeto é
promover o acesso a serviços públicos essenciais e incentivar a economia local dos Flexais, visando solucionar
o ilhamento socioeconômico da região, sendo que das 23 ações estabelecidas no projeto, 14 estão
implementadas (sendo 12 de implementação contínua e 2 já finalizadas totalmente), 04 estão em execução e
05 estão com início planejado para os próximos meses. O saldo atual das medidas adicionais descritas neste
item totaliza R$ 825 milhões (2023: R$ 935 milhões).

As provisões da Companhia são baseadas nas estimativas e premissas atuais e podem sofrer atualizações
futuras decorrentes de novos fatos e circunstâncias, incluindo, mas não se limitando a: mudanças no prazo,

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Início

escopo, método e efetividade dos planos de ação; novas repercussões ou desdobramentos do fenômeno
geológico, incluindo eventual revisão do Mapa da Defesa Civil; eventuais estudos que indiquem recomendações
de especialistas, inclusive do Comitê de Acompanhamento Técnico, conforme Acordo para Compensação dos
Moradores detalhado no item 26.1 (i) das Demonstrações Financeiras consolidadas e individuais de 31 de
dezembro de 2024, e outros novos desenvolvimentos do tema.
As ações para reparar, mitigar ou compensar potenciais impactos e danos ambientais, conforme previsão do
Acordo para Reparação Socioambiental, foram definidas com base no diagnóstico ambiental realizado por
empresa especializada e independente. Ao final de todas as discussões com as autoridades e agências
regulatórias, conforme o rito previsto no acordo, foi consensado um plano de ação, que será parte das medidas
de um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (“PRAD”).
Em 21 de maio de 2024, foi aprovado o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (“CPI”),
instaurada pelo Senado Federal, em 13 de dezembro de 2023, com propósito de investigar os efeitos da
responsabilidade jurídica socioambiental da Companhia relacionada ao evento geológico em Alagoas. Nesta
data, foi declarada encerrada a referida CPI, com posterior encaminhamento do relatório final às instituições
pertinentes.
Há, também, procedimentos administrativos relacionados ao evento geológico em Alagoas em andamento
perante o Tribunal de Contas da União (“TCU”) e a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM"). A Companhia
informa que vem acompanhando os temas e seus desdobramentos.
Em outubro de 2024, a Companhia tomou conhecimento da conclusão do inquérito da Polícia Federal em
Alagoas que tramitava desde 2019. Os autos do inquérito foram remetidos ao Ministério Público para avaliação,
que solicitou diligências complementares. A Companhia reitera que está e sempre esteve à disposição das
autoridades e que vem prestando todas as informações relacionadas à exploração de sal-gema no transcorrer
das apurações.
A Companhia tem avançado nas tratativas com entes públicos a respeito de outros pleitos indenizatórios,
aprofundando o seu conhecimento quanto aos mesmos. Embora possam ocorrer desembolsos futuros como
resultado de tais tratativas, até o momento, a Companhia não consegue prever os resultados e o prazo para
sua conclusão, assim como seu eventual escopo e gastos totais associados, além daqueles já provisionados.
Não é possível antecipar todos os novos pleitos, de natureza indenizatória ou naturezas diversas, que poderão
ser apresentados por indivíduos ou grupos, inclusive entes públicos ou privados, que entendam ter sofrido
impactos e/ou danos de alguma forma relacionados ao fenômeno geológico e à desocupação das áreas de
risco, bem como novos autos de infração ou sanções administrativas de naturezas diversas. A Braskem ainda
enfrenta e pode enfrentar procedimentos administrativos e diversas ações judiciais, inclusive ações individuais
movidas por pessoas físicas ou jurídicas não atendidas pelo PCF ou que discordem da compensação financeira
oferecida para liquidação individual, novas demandas coletivas e ações movidas por concessionárias de serviço
público, entes da administração direta ou indireta do Estado, dos Municípios ou União, não sendo possível
estimar, neste momento, a quantidade de eventuais ações, sua natureza ou valores envolvidos.
Consequentemente, a Companhia não pode descartar futuros desdobramentos relacionados a todos os
aspectos do evento geológico de Alagoas, ao processo de realocação e ações nas áreas desocupadas e
adjacentes, de modo que os custos a serem incorridos pela Braskem poderão ser materialmente diferentes de
suas estimativas e provisões.
Em fevereiro de 2023, a Companhia firmou termo de quitação com as seguradoras encerrando a regulação do
sinistro do evento geológico em Alagoas.
Para mais informações, favor checar nota explicativa 23 (“Evento geológico – Alagoas”) das Demonstrações
Financeiras consolidadas e individuais de 31 de dezembro de 2024.

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Início

8.4 DEMONSTRATIVO DE RESULTADOS CONSOLIDADO


Demonstração de Resultado (R$ milhões) 4T24 3T24 4T23 Var. Var. 2024 2023 Var.
CONSOLIDADO (A) (B) (C) (A)/(B) (A)/(C) (D) (E) (D)/(E)
Receita Bruta das Vendas 22.440 24.709 19.406 -9% 16% 90.080 81.638 10%
Receita Líquida de Vendas 19.152 21.265 16.691 -10% 15% 77.411 70.568 10%
Custo dos Produtos Vendidos (18.006) (19.015) (15.683) -5% 15% (71.414) (67.548) 6%
Lucro Bruto 1.146 2.249 1.008 -49% 14% 5.997 3.020 99%
Despesas com Vendas e Distribuição (555) (530) (526) 5% 6% (1.991) (1.916) 4%
Redução ao valor recuperável de contas a receber e outros clientes 6 46 (47) -86% n.a. 108 (83) n.a.
Despesas Gerais e Administrativas (759) (641) (613) 18% 24% (2.639) (2.472) 7%
Despesas com pesquisa e desenvolvimento (142) (109) (116) 31% 23% (463) (383) 21%
Resultado de Participações Societárias (2) 9 (1) n.a. 157% (21) 7 n.a.
Outras Receitas 145 585 436 -75% -67% 978 1.769 -45%
Outras Despesas (1.741) (589) (1.171) 196% 49% (3.048) (2.736) 11%
Lucro Operacional (Loss) Antes do Resultado Financeiro (1.901) 1.020 (1.029) n.a. 85% (1.080) (2.793) -61%
Resultado Financeiro Líquido (6.429) (2.332) (798) 176% 706% (16.654) (3.399) 390%
Despesas Financeiras (2.152) (1.586) (1.592) 36% 35% (6.853) (5.588) 23%
Receitas Financeiras 452 439 495 3% -9% 1.719 1.678 2%
Variações cambiais, líquidas e resultado com derivativos (4.729) (1.185) 300 n.a. n.a. (11.520) 511 n.a.
Lucro (Loss) Antes do IR e CS (8.330) (1.312) (1.827) n.a. 356% (17.734) (6.192) 186%
Imposto de Renda / Contribuição Social 2.442 444 76 n.a. n.a. 5.681 1.302 336%
Lucro Líquido (Prejuízo) (5.888) (868) (1.751) n.a. 236% (12.053) (4.890) 146%
Atribuível a
Acionistas da Companhia (5.648) (592) (1.575) n.a. 259% (11.320) (4.579) 147%
Participação de acionista não controlador em controladas (240) (277) (176) -13% 36% (732) (311) 136%

8.5 CÁLCULO DO EBITDA RECORRENTE CONSOLIDADO


Cálculo EBITDA Recorrente (R$ milhões) 4T24 3T24 4T23 Var. Var. 2024 2023 Var.
CONSOLIDADO (A) (B) (C) (A)/(B) (A)/(C) (D) (E) (D)/(E)
Lucro Líquido (5.888) (868) (1.751) n.a. n.a. (12.053) (4.890) 146%
Imposto de Renda / Contribuição Social (2.442) (444) (76) n.a. n.a. (5.681) (1.302) n.a.
Resultado Financeiro 6.429 2.332 798 176% n.a. 16.654 3.399 n.a.
Depreciação, amortização e exaustão 1.141 1.293 1.386 -12% -18% 4.950 5.206 -5%
Custo 952 1.074 1.077 -11% -12% 4.158 4.350 -4%
Despesas 188 219 310 -14% -39% 793 856 -7%
EBITDA Básico (761) 2.313 357 n.a. n.a. 3.871 2.413 60%
Provisão para perdas de ativos de longa duração (constituição/reversão) 64 (441) (27) n.a. n.a. (326) 101 n.a.
Resultado de participações societárias 2 (9) 1 n.a. 157% 21 (7) n.a.
Provisão para indenização de danos Alagoas 1.289 445 934 190% 38% 2.122 2.194 -3%
Outros não recorrentes 9 87 (216) -90% n.a. 117 (963) n.a.
EBITDA Recorrente¹ 557 2.394 1.049 -77% -47% 5.759 3.737 54%
Margem EBITDA 3% 11% 6% -8 p.p. -3 p.p. 7% 5% 2 p.p.
EBITDA Recorrente US$ milhões 102 432 211 -76% -52% 1.083 743 46%
¹ O EBITDA Recorrente corresponde ao EBITDA Consolidado Ajustado da Companhia, que é uma medida não contábil elaborada pela Companhia em consonância com a Instrução da CVM n° 156,
de 23 de junho de 2022, e conciliada com suas demonstrações financeiras.

8.6 EBITDA RECORRENTE POR SEGMENTO


Resultado de
Receita Lucro EBITDA
Overview Financeiro (R$ milhões) CONSOLIDADO 4T24 CPV Lucro Bruto DVGA Participações ORD
Líquida Operacional Recorrente
Societárias
Brasil¹ 14.088 (13.256) 832 (439) - (1.603) (1.211) 640
Estados Unidos e Europa 4.403 (4.288) 115 (268) - 42 (111) (58)
México 1.239 (1.122) 117 (218) - 64 (37) 202
Total Segmentos 19.730 (18.667) 1.064 (925) - (1.497) (1.359) 783
Outros Segmentos² (97) 173 76 30 (2) (96) 9 337
Unidade Corporativa - - - (603) - 176 (427) (419)
Eliminações e Reclassificações³ (482) 488 7 49 - (180) (125) (145)
Total Braskem 19.152 (18.006) 1.146 (1.449) (2) (1.596) (1.901) 557
¹Não considera as despesas referentes ao evento geológico de Alagoas
²Considera, principalmente, o resultado da Cetrel, Voqen, Oxygea, Terminal Química Puerto México e ERPlastics considerando as eliminações das transações entre a mesma e a Companhia. Adicionalmente, as
despesas relacionadas ao leasing IFRS16 são alocadas de forma gerencial em cada segmento e, portanto, considera o efeito inverso para refletir o resultado contábil da Companhia
³A linha de eliminações e reclassificações é representada, principalmente, por compra e venda entre os segmentos reportáveis da Companhia

Resultado de
Receita Lucro EBITDA
Overview Financeiro (US$ milhões) CONSOLIDADO 4T24 CPV Lucro Bruto DVGA Participações ORD
Líquida Operacional Recorrente
Societárias
Brasil¹ 2.418 (2.274) 144 (75) - (263) (195) 113
Estados Unidos e Europa 755 (735) 19 (46) - 7 (19) (10)
México 212 (192) 20 (37) - 10 (6) 35
Total Segmentos 3.385 (3.201) 183 (157) - (246) (220) 138
Outros Segmentos² (18) 31 13 5 (0) (16) 2 58
Unidade Corporativa - - - (103) - 29 (73) (72)
Eliminações e Reclassificações³ (82) 85 4 8 - (31) (19) (22)
Total Braskem 3.285 (3.085) 200 (247) (0) (263) (310) 102
¹Não considera as despesas referentes ao evento geológico de Alagoas
²Considera, principalmente, o resultado da Cetrel, Voqen, Oxygea, Terminal Química Puerto México e ERPlastics considerando as eliminações das transações entre a mesma e a Companhia. Adicionalmente, as
³A linha de eliminações e reclassificações é representada, principalmente, por compra e venda entre os segmentos reportáveis da Companhia

46
Início

8.7 INDICADORES
Indicadores 4T24 3T24 4T23 Var. Var.
US$ milhões (A) (B) (C) (A)/(B) (A)/(C)
Operacionais
EBITDA Recorrente 102 432 211 -76% -52%
Margem EBITDA¹ 3% 11% 6% -8 p.p. -3 p.p.
DVGA/Receita Líquida (%) 8% 6% 8% 2 p.p. 0 p.p.
Financeiros²
Dívida Líquida Ajustada 6.276 5.967 5.289 5% 19%
Dívida Líquida Ajustada/EBITDA Recorrente (UDM)³ 7,42x 5,76x 8,12x 29% -9%
EBITDA Recorrente (UDM)/Juros Pagos (UDM) 1,49 1,70 1,24 -13% 19%
Valor da Empresa
Preço Ação (final)⁴ 1,9 3,7 4,5 -49% -59%
Número de Ações (Milhões)⁵ 797 797 797 0% 0%
Market Cap 1.491 2.916 3.600 -49% -59%
Dívida Líquida Ajustada 7.901 7.597 6.790 4% 16%
Braskem 6.276 5.967 5.289 5% 19%
Braskem Idesa (75%) 1.625 1.630 1.501 0% 8%
6
Enterprise Value (EV) 10.329 11.518 11.472 -10% -10%
EBITDA Recorrente UDM 1.044 1.178 737 -11% 42%
Braskem 845 981 612 -14% 38%
Braskem Idesa (75%) 199 197 125 1% 59%
EV/EBITDA Recorrente UDM 9,9x 9,8x 15,6x 1% -36%
FCF Yield (%) -38% -19% -19% -18 p.p. -19 p.p.
7
TSR (%) -49% 14% 10% -63 p.p. -59 p.p.
¹Considera o EBITDA Recorrente em relação a receita líquida
²Não considera Dívida Líquida, EBITDA Recorrente e Juros Pagos da Braskem Idesa
³Para fins de alavancagem, as agências de rating Standard & Poor's e Fitch Rating consideram o bond híbrido com tratamento de 50% equity
⁴Considera o preço final da ação ajustado por proventos
⁵Não considera ações mantidas em tesouraria
⁶Considera a provisão referente ao evento geológico de Alagoas
⁷Considera o TSR do trimestre

47
Início

8.8 BALANÇO PATRIMONIAL CONSOLIDADO


dez/24 dez/23 Var.
ATIVO (R$ milhões)
(A) (B) (A)/(B)
Circulante 37.037 37.441 -1%
Caixa e Equivalentes de Caixa 14.986 14.187 6%
Aplicações Financeiras 1.786 4.956 -64%
Contas a Receber de Clientes 3.562 2.910 22%
Estoques 13.688 12.532 9%
Tributos a Recuperar 1.372 1.461 -6%
Imposto de renda e contribuição social 782 428 83%
Derivativos 73 137 -47%
Outros Ativos 788 830 -5%

Circulante Total 37.037 37.441 -1%


Não Circulante 64.538 54.300 19%
Tributos a recuperar 1.758 1.370 28%
Imposto de renda e contribuição social 295 292 1%
Imposto de renda e contribuição social diferidos 13.882 6.443 115%
Depósitos Judiciais - 178 -100%
Derivativos 99 210 -53%
Outros Ativos 543 309 76%
Investimentos 438 165 165%
Imobilizado 40.417 38.405 5%
Intangível 3.387 3.108 9%
Direito de uso de ativos 3.719 3.820 -3%
Total do Ativo 101.575 91.741 11%

dez/24 dez/23 Var.


PASSIVO E P.L. (R$ milhões)
(A) (B) (A)/(B)
Circulante 28.272 24.494 15%
Fornecedores 16.883 13.221 28%
Financiamentos e Debêntures 2.278 2.029 12%
Financiamentos Braskem Idesa 857 739 16%
Derivativos 212 58 266%
Salários e Encargos Sociais 1.033 828 25%
Tributos a Recolher 625 387 61%
Imposto de renda e contribuição social 243 11 n.a.
Provisões Diversas 619 1.282 -52%
Outras Obrigações 2.086 2.202 -5%
Provisão de gastos Alagoas 2.436 2.759 -12%
Arrendamento Mercantil 1.000 978 2%

Circulante Total 28.272 24.494 15%


Não Circulante 77.581 63.968 21%
Financiamentos e Debêntures 50.954 40.207 27%
Financiamentos Braskem Idesa 14.277 10.511 36%
Derivativos 101 141 -28%
Tributos a Recolher 264 206 n.a.
Provisão de gastos Alagoas 3.134 2.481 26%
Mútuo de acionista não controlador na Braskem Idesa 1.050 2.490 -58%
Imposto de renda e contribuição social diferidos 1.307 1.677 -22%
Benefícios pós-emprego 551 567 -3%
Provisões judiciais 845 1.095 -23%
Provisões Diversas 1.352 943 43%
Outras Obrigações 440 695 -37%
Arrendamento Mercantil 3.306 2.955 12%
Patrimônio Líquido (4.278) 3.279 n.a.
Capital Social 8.043 8.043 0%
Reservas de Capital e ações em tesouraria 13 27 -52%
Reservas de Lucros - - n.a.
Ágio na aquisição de controlada sob controle comum (488) (488) 0%
Outros resultados abrangentes 1.684 (852) n.a.
Lucros (Prejuízos) Acumulados (14.034) (2.738) 413%
Total Atribuível ao Acionista da Companhia (4.782) 3.992 n.a.
Participação de Acionistas não Controladores em Controladas 504 (713) n.a.
Total do Passivo e PL 101.575 91.741 11%

48
Início

8.9 FLUXO DE CAIXA CONSOLIDADO


Fluxo de Caixa Consolidado 4T24 3T24 4T23 Var. Var. 2024 2023 Var.
R$ milhões (A) (B) (C) (A)/(B) (A)/(C) (D) (E) (D)/(E)
Lucro (Prejuízo) Antes do Imposto de Renda e Contribuição Social (8.330) (1.312) (1.827) n.a. n.a. (17.734) (6.192) 186%
Ajuste para Reconciliação do Resultado
Depreciação e Amortização 1.141 1.293 1.386 -12% -18% 4.950 5.206 -5%
Resultado de Participações Societárias 2 (9) 1 n.a. 157% 21 (7) n.a.
Juros, Variações Monetárias e Cambiais, Líquidas 6.921 2.186 642 217% 977% 17.555 2.683 554%
Provisão (Reversão e recuperação de créditos), líquidos 245 (59) 8 n.a. n.a. 224 (195) n.a.
Provisão do evento geológico em Alagoas 1.289 445 1.047 190% 23% 2.122 2.307 -8%
Provisão acordo de leniência (46) - - n.a. n.a. (46) - n.a.
Ganho na alienação do controle da Cetrel 23 (447) - n.a. n.a. (424) - n.a.
Redução ao valor recuperável de contas a receber e outros clientes (6) (46) 47 -86% n.a. (108) 83 n.a.
Provisão para perdas e baixas de ativo imobilizado e intangível 84 29 (86) 185% n.a. 213 195 9%
Geração de Caixa Antes de Var. do Capital Circ. Oper. 1.322 2.080 1.219 -36% 8% 6.774 4.081 66%
Variação do capital circulante operacional
Aplicações Financeiras 692 705 239 -2% 190% 3.325 (2.279) n.a.
Contas a Receber de Clientes 250 (8) 536 n.a. -53% 0 72 -100%
Estoques 751 (453) (9) n.a. n.a. (181) 1.811 n.a.
Tributos a Recuperar (120) 195 35 n.a. n.a. 183 282 -35%
Demais Contas a Receber 17 37 (116) -54% n.a. 426 (216) n.a.
Fornecedores (493) (719) 333 -31% n.a. 384 1.950 -80%
Tributos a Recolher (137) 2 (64) n.a. 114% (311) (209) 49%
Acordo de Leniência - - 358 n.a. -100% (335) - n.a.
Provisões Diversas (84) (36) (123) 135% -32% (344) (476) -28%
Evento geológico em Alagoas (565) (566) (319) 0% 77% (2.051) (2.686) -24%
Demais Contas a Pagar 64 (294) (174) n.a. n.a. (539) (186) 189%
Caixa Gerado pelas Operações 1.696 943 1.915 80% -11% 7.331 2.144 n.a.
Juros pagos (667) (1.565) (609) -57% 10% (4.261) (3.551) 20%
Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos (213) (169) (292) 26% -27% (635) (866) -27%
Caixa Líquido Gerado pelas Atividades Operacionais 816 (790) 1.013 n.a. -19% 2.434 (2.273) n.a.
Recursos recebidos na venda de ativo imobilizado e intangível 0 2 37 -91% -100% 56 72 -23%
Recursos recebidos na venda de participação em controladas - 203 - -100% n.a. 203 - n.a.
Adições ao investimento em controladas e/ou coligadas - - - n.a. n.a. - (78) -100%
Dividendos recebidos 15 - 4,4 n.a. 234% 17 11 52%
Adições ao Imobilizado e Intangível (1.031) (840) (1.233) 23% -16% (3.760) (4.530) -17%
Caixa de controladas mantido para venda - 6 - -100% n.a. - - n.a.
Aplicação de caixa em investimentos (1.016) (629) (1.191) 62% -15% (3.484) (4.524) -23%

Captações 4.827 385 738 1153% 554% 5.617 10.991 -49%


Pagamentos (2.610) (763) (176) 242% 1383% (4.994) (2.155) 132%
Financiamentos Braskem Idesa
Captações 483 - 688 n.a. -30% 1.094 1.233 -11%
Pagamentos (59) (4) (75) 1556% -21% (276) (576) -52%
Arrendamento Mercantil (259) (255) (369) 1% -30% (1.003) (1.209) -17%
Dividendos pagos (0) (0) (0) -97% -63% (6) (7) -14%
Pagamento mútuo de acionista não controlador na Braskem Idesa - - - n.a. n.a. - - n.a.
Participação de acionista não controlador 6 - 37 n.a. -100% 38 280 0%
Recursos recebidos na venda de participação em controlada¹ - - - n.a. n.a. - 316 0%
Aplicação de caixa em financiamentos 2.387 (637) 843 n.a. 183% 470 8.874 -95%

Variação cambial do caixa de controladas e coligadas no exterior 881 (238) (115) n.a. n.a. 1.380 (356) n.a.
(Aplicação) Geração de Caixa e Equivalentes de Caixa 3.0670 (2.294) 550 n.a. n.a.
458% 799
- 1.720 -54%
Representado por
Caixa e Equivalentes e Aplicações no Início do Exercício 11.919 14.213 13.637 -16% (0) 14.187 12.466 14%
Caixa e Equivalentes e Aplicações no Final do Exercício 14.986 11.919 14.187 26% 6% 14.986 14.187 6%
(Redução) Aumento de caixa e equivalentes de caixa 3.067 (2.294) 550 n.a. 458% 799 1.720 -54%
¹No 3T23, houve uma reclassificação contábil da linha Recursos recebidos na venda de participação em controladas da Utilização de caixa em atividades de investimento para Geração de caixa em
atividades de financiamento referente ao 1T23, que está sendo ajustada no próprio 1T23.

49
Início

8.10 DEMONSTRATIVO DE RESULTADOS BRASKEM IDESA


Demonstração de Resultado (R$ milhões) 4T24 3T24 4T23 Var. Var. 2024 2023 Var.
BRASKEM IDESA (A) (B) (C) (A)/(B) (A)/(C) (D) (E) (D)/(E)
Receita Líquida de Vendas e Serviços 1.250 1.378 958 -9% 30% 5.247 4.455 18%
Custo dos Produtos Vendidos (1.115) (1.065) (906) 5% 23% (4.574) (4.369) 5%
Lucro Bruto 135 313 52 -57% 160% 673 86 683%
Com vendas e distribuição (60) (61) (53) -2% 13% (232) (195) 19%
(Perda) reversões por redução ao valor recuperável de contas a receber (1) - - n.a. n.a. (2) (1) 100%
Gerais e Administrativas (158) (52) (165) 204% -4% (331) (395) -16%
Outras Receitas - - - n.a. n.a. - - n.a.
Outras Despesas 58 (3) 128 n.a. -55% 24 186 -87%
Lucro Operacional (Prejuízo) Antes do Resultado Financeiro (26) 197 (38) n.a. -32% 132 (319) n.a.
Resultado Financeiro Líquido (1.319) (1.531) (239) -14% n.a. (5.044) (1.079) 367%
Despesas Financeiras (1.055) (562) (394) 88% 168% (2.615) (1.431) 83%
Receitas Financeiras (171) 29 (52) n.a. 229% (101) (185) -45%
Variações cambiais, líquidas (93) (998) 207 -91% n.a. (2.328) 537 n.a.
Lucro (Prejuízo) Antes do IR e CS (1.345) (1.334) (277) 1% n.a. (4.912) (1.398) 251%
Imposto de Renda e Contribuição Social - Correntes e Diferidos 327 329 (250) -1% n.a. 1.624 37 n.a.
Lucro Líquido (Prejuízo) do Período (1.018) (1.005) (527) 1% 93% (3.288) (1.361) 142%

8.11 BALANÇO PATRIMONIAL BRASKEM IDESA


dez/24 set/24 Var.
ATIVO (R$ milhões)
(A) (B) (A)/(B)
Circulante 3.630 3.525 3%
Caixa e Equivalentes de Caixa 1.720 1.562 10%
Contas a Receber de Clientes 174 120 45%
Estoques 1.004 1.055 -5%
Tributos a Recuperar 592 537 10%
Outras 140 251 -44%
Não Circulante 19.605 16.477 19%
Tributos a Recuperar 298 225 32%
Imposto de renda e contribuição social diferidos 1.841 82 n.a.
Outras 2 73 -97%
Imobilizado 16.274 14.956 9%
Intangível 566 305 86%
Direito de uso de ativos 624 836 -25%
Total do Ativo 23.235 20.002 16%
dez/24 set/24 Var.
PASSIVO E P.L. (R$ milhões)
(A) (B) (A)/(B)
Circulante 2.966 2.138 39%
Fornecedores 1.219 1.121 9%
Financiamentos Braskem Idesa 857 739 16%
Salários e Encargos Sociais 44 30 47%
Tributos a Recolher 14 9 56%
Arrendamento mercantil 158 247 -36%
Outras 674 (8) n.a.
Não Circulante 19.772 22.276 -11%
Financiamentos Braskem Idesa 14.277 10.511 36%
Empréstimos com empresas ligadas 2.535 7.339 -65%
Mútuo de acionista não controlador da Braskem Idesa 1.050 2.490 -58%
Arrendamento mercantil 591 534 11%
Operações com derivativos 23 67 -66%
Outras 35 31 13%
Imposto de renda e contribuição social diferidos 1.261 1.304 -3%
Demais contas a pagar 35 30 17%
Patrimônio Líquido 497 (4.412) n.a.
Atribuível aos Acionistas da Companhia (68) (4.859) -99%
Participação de acionista não controlador na Braskem Idesa 565 447 26%
Total do Passivo e Patrimônio Líquido 23.235 20.002 16%

50
Início

8.12 FLUXO DE CAIXA BRASKEM IDESA


Fluxo de Caixa Braskem Idesa 4T24 3T24 4T23 Var. Var. 2024 2023 Var.
R$ milhões (A) (B) (C) (A)/(B) (A)/(C) (D) (E) (D)/(E)
Lucro (Prejuízo) Antes do Imposto de Renda e Contribuição Social (4.912) (3.567) (279) 38% 1661% (4.912) (1.398) 251%
Ajustes para Reconciliação do Resultado
Depreciação e Amortização 1.248 989 301 26% 315% 1.248 1.190 5%
Resultado de Participações Societárias - - - n.a. n.a. - - n.a.
Juros, Variações Monetárias e Cambiais, Líquidas 5.199 3.943 208 32% n.a. 5.199 444 1071%
Créditos de PIS e COFINS - exclusão do ICMS da base de cálculo - - - n.a. n.a. - - n.a.
Perda (reversões) por redução ao valor recuperável de contas a receber - - - n.a. n.a. - - n.a.
Provisão para perdas e baixas de ativos de longa duração 5 4 4 25% 25% 5 126 -96%
Geração de Caixa Antes de Var. do Capital Circ. Oper. 1.540 1.369 234 12% 558% 1.540 362 325%
Variação do capital circulante operacional
Contas a Receber de Clientes (42) (56) (9) -25% 367% (42) (23) 83%
Estoques 163 149 (229) 9% n.a. 163 210 -22%
Tributos a Recuperar (87) (53) 70 64% n.a. (87) (175) -50%
Demais Contas a Receber 201 102 (102) 97% n.a. 201 (234) n.a.
Fornecedores 119 (101) 207 n.a. -43% 119 (188) n.a.
Tributos a Recolher 55 184 (132) -70% n.a. 55 (91) n.a.
Provisões Diversas 135 (29) 65 n.a. 108% 135 69 96%
Demais Contas a Pagar 330 224 (2) 47% n.a. 330 51 547%
Caixa Gerado pelas Operações 2.414 1.789 102 35% n.a. 2.414 (19) n.a.
Juros pagos (1.017) (773) (188) 32% 441% (1.017) (844) 20%
Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos (1) - - n.a. n.a. (1) - n.a.
Caixa Líquido Gerado pelas Atividades Operacionais 1.396 1.016 (86) 37% n.a. 1.396 (863) n.a.
Adições ao Imobilizado e Intangível (1.878) (1.295) (196) 45% 858% (1.878) (791) 137%
Aplicação de Caixa em Atividades de Investimentos (1.878) (1.295) (196) 45% 858% (1.878) (791) 137%

Dívida de curto e longo prazo


Captações - - - n.a. n.a. - - n.a.
Pagamentos - - - n.a. n.a. - - n.a.
Financiamentos Braskem Idesa
Captações 1.094 611 688 79% 59% 1.094 1.233 -11%
Pagamentos (276) (218) (75) 27% 268% (276) (576) -52%
Captação (Pagamento) de Partes Relacionadas 53 (99) (158) n.a. n.a. 53 (75) n.a.
Arrendamento Mercantil (224) (183) (72) 22% 211% (224) (251) -11%
Dividendos pagos - - - n.a. n.a. - - n.a.
Recursos recebidos na venda de participação em controladas¹ - - - n.a. n.a. - 316 -100%
Participação de acionistas não controladores (93) (93) 37 0% n.a. (93) 280 n.a.

(Aplicação) Geração de caixa em financiamentos 554 18 420 n.a. 32% 554 927 -40%
Variação cambial do caixa de controladas no exterior 86 (14) (14) n.a. n.a. 86 105 -18%
Geração (Aplicação) de Caixa e Equivalentes 158 (275) 124 n.a. 27% 158 (622) n.a.

Representado por
Caixa e Equivalentes no Início do Período 1.562 1.562 1.438 0% 9% 1.562 2.184 -28%
Caixa e Equivalentes no Final do Período 1.720 1.287 1.562 34% 10% 1.720 1.562 10%

(Diminuição) Aumento de Caixa e Equivalentes 158 (275) 124 n.a. 27% 158 (622) n.a.
¹No 3T23, houve uma reclassificação contábil da linha Recursos recebidos na venda de participação em controladas da Utilização de caixa em atividades de investimento para Geração de caixa em atividades de
financiamento referente ao 1T23, que está sendo ajustada no próprio 1T23.

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