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História da Luta pela Independência de Moçambique

O documento narra a história da luta de libertação nacional em Moçambique, destacando a opressão do colonialismo português e a formação de movimentos nacionalistas. A Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) foi criada em 1962 para unir esses esforços e iniciar a luta armada em 1964, resultando em várias conquistas e a mobilização do povo. O texto enfatiza a importância da unidade e da participação popular na luta pela independência.

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História da Luta pela Independência de Moçambique

O documento narra a história da luta de libertação nacional em Moçambique, destacando a opressão do colonialismo português e a formação de movimentos nacionalistas. A Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) foi criada em 1962 para unir esses esforços e iniciar a luta armada em 1964, resultando em várias conquistas e a mobilização do povo. O texto enfatiza a importância da unidade e da participação popular na luta pela independência.

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A NOVA VIDA COMEÇA EM NÓS COMBATENTES DAS

(F.P.L.M)

SANTOS INÁCIO NYALAKOTO

VETERANO DA LUTA DE LIBERTAÇÃO NACIONAL

Nampula, 2024
INTRODUÇÃO

A NOSSA HISTÓRIA

CADA UM DE NÓS TEM A SUA HISTÓRIA.

A nossa história saiu de muito longe e é de muito tempo antes da nossa era e na era dos
nossos avos, a história veio-se arrastando e sofreu as várias transformações: tradicional,
tribal, transformações pré-coloniais, coloniais socializadas, foi popularizada e
democratizada. Vencidas todas essas características da nossa história, o povo conseguiu
conhecer a sua própria história no seio do cada um de nós. Hoje o povo sabe, sabe dizer
oque quer, hoje, é o próprio povo que faz história do seu próprio povo, hoje todas tribos
da nossa pátria tem apalavra, homem, mulheres, jovens e criança gozam os mesmos
direitos que trouxemos da luta de libertação nacional, usando as doutrinas da frente de
libertação nacional, usando as varias doutrinas da frente de libertação de Moçambique.

Hoje, o povo goza com a história que conduz as massas seguindo intimamente com os
princípios revolucionários, com unidade o povo levara o a cabo de todos males na nossa
sociedade.
O COLONIALISMO PORTUGUÊS EM MOÇAMBIQUE

O colonialismo foi sistema de dominação e de exploração do homem pelo homem.

O colonialismo iniciou-se logo na chegada pela primeira vez dos primeiros navegadores
português chefiados por Vasco da Gama vindo de Portugal portaram-se na Ilha de
Moçambique no ano 1498. A procura boas condições de vida com a ganância da nossa
riqueza e resolveram se fixar na nossa pátria e quiseram ocupar os pontos estratégicos,
dominaram, exploraram a nossa riqueza e transportaram para sua terra Portugal.

ADMINISTRAÇÃO COLONIAL PORTUGUESA EM MOÇAMBIQUE

Os colonialistas Portugueses montaram em Moçambique a estrutura administrativa e


colocaram os mesmos moçambicanos para dirigir maltratando seus próprios irmãos
moçambicanos; montou no seu aparelho os régulos para manter ordem na população do
seu regulado; recrutar moçambicanos para aos trabalhos forcados; cobrando imposto de
palhota; recrutar homens para serem vendidos como escravos e levados para outros
países como, São Tome e Príncipe, Cabo Verde, Guine Bisão, Angola, Portugal, Brasil,
etc.

Lá trabalhavam nos grandes latifúndios; eram obrigados a produzir as culturas


obrigatórias; algodão, cana-de-açúcar, arroz, girassol, café, chá, copra, geligelim, citrino
e mais.

Colocou cabo da terra; para controlar o território e as populações do seu regulado;


controlava as estruturas tradicionais existentes no território para essa estrutura operar
melhor, fabricaram instrumentos de opressão como: palmatorias, xicotes, algemas e
mais. E construíram as grandes prisões para castigar a população que eles consideravam
como eram revoltosos.

AS IMIGRAÇÕES E CRIAÇÃO DE MOVIMENTOS NACIONALISTAS.

Para fugir do colonialismo em Moçambique, alguns moçambicanos abandonaram


Moçambique para outros países, lá criaram os movimentos nacionalistas com intuito de
criar mecanismo de combater contra a colonização em Moçambique.

Os que imigraram para Tanganyika hoje é República Unida de Tanzânia e em Mombaça


em Quénia principalmente nas plantações de sisal, criaram: (MANU) em Fevereiro de
1959, dirigido por Mateus Mole, Lourenço Malinga Milingo, Daudo Atupele e sendo
seu secretário geral Faustino Felex Vanomba e outros.

Os que imigraram para Zimbabwe, criaram União Democrática Nacional africana de


Moçambique (UDENAMO); nascida no dia 2 de Outubro de 1960 em Zimbabwe,
liderado por Adelino Guambe, Urias Simango, Davide Chambal e outros sendo seu
secretário geral Lopes Témbe.

E os que fixaram-se em Malawi, criaram a União Nacional Africana para Moçambique


Independente (UNAMI); nascido no dia 17 de Janeiro de 1961 em Malawi dirigido por
Baltazar Sangonga, Evaristo Gadaga e outros. Esses movimentos, tinham sedes
diferentes mas com a mesma intenção de libertar Moçambique do jogo colonial
português.

OS PROTESTOS DO POVO E OS MASSACRES

Com esses sofrimentos, as populações reivindicavam-se as vezes recusavam cumprir as


ordens dos latifundiários, dos donos das fábricas, nas estradas, dos caminhos-de-ferro
além, dos patrões, nas plantações. Os colonialistas vendo e sentindo que os donos da
terra estão com olhos abertos, começaram intensificar opressão, humilhação, os
trabalhos forcados nos seus latifúndios e fabricaram o material para amedrontar a
população como: xicotes, palmatorias, algema e construíram prisões perpétuas com
portões gigantes chamava-se grutas.

Com essa grande colonização, os moçambicanos recusavam pagar os impostos de


palhota, recusavam cumprir os trabalhos forcados etc, dai surgiram os massacres pelo
povo. As populações moçambicanas sucumbiram vários massacres mais sangrentas
foram:

 Massacre de Inhaminga em Sofala


 Massacre de Taninga Ximavane em Lourenço Marques-Maputo
 Massacre de Wiliam Muzumbura, João Chawolo em Tete
 Massacre de Mueda em Cabo Delgado e outros acontecidos nos outros pontos do
país.
MASSACRE DE MUEDA

A partir das plantações de sisal de Tanzânia e da Quénia, abriram as mentes dos


imigrantes moçambicanos residentes nesses países em particular os da tribo Makonde.
Que lá residiam a procura de boas condições de vida e bem-estar.

Durante estadia dos Makondes nessas plantações, aprenderam de como combater contra
o colonialismo em Moçambique. Sendo assim, copiaram a experiencia dos Tanzanianos
com seu partido dirigido por Júlio Kambarasi Nyerere partido chama chá Mapinduz,
(partido Revolucionário), que teve independência Pacifica só por dialogo com os
colonizadores. Os moçambicanos tiveram ideia de criar seu movimento libertador que
foi chamado MANU, dirigido por Mateus Mole com mais membros como por exemplo:
Lourenço Malinga Milingo; Daudo Atupele e seu secretário geral Faustino Felix
Vanomba, Kibiliti Waduvani Likomwangwa e Modesta Issufo Neva como membro
seniores da MANU. Querendo praticar em Moçambique essa experiencia Tanzaniana, o
dirigente da MANU mandou para Moçambique um grupo de três elementos membro da
MANU, chefiado por Faustino Felix Vanamba, Mateus Kibiliti Waduvani.
Likonwangwa e Modesta Neva Issufo, em particular para Mueda que abrangia todo
plana para dialogar com o governo colonial local a possibilidade da Independência para
moçambicanos.

Como essas negociações, não foram favoráveis como os dirigentes da MANU


pensavam. Em resposta foi o massacre da população lá presente naquela tarde ardente e
de chuvisco do dia 16 de Junho de 1960, eram acerca de 16 a 17 horas era 5 a feira o frio
batia nos corpos nús dos convidados sem protecção, nas narinas e evacuavam pequenos
ranhos e nos pontos laterais dos seus olhos, produziam pequenas bolinhas de massas
brancas, era ramelas que faziam secar o olhar normal dos revoltosos, era tristeza do
multidão que cantava e dançavam em vão a proferindo as palavras de repúdio a
colonização.

As danças, canções e ao bater de palmas, eram formas de combate contra os opressores,


bárbaras, colonialistas, mas, viram seu sangue a inundar regando o solo daquele pedaço
da Terra dos Makondes. Para quem escapou, ouvia gritos passivos de socorro, viu
pedaços de carne triturada com baionetas, coronhas sem piedade eram massacre,
massacre de um povo inocente do planalto dos Makondes.
Todos foram a Mueda corajosos pedir independência uque estava acordado, mas não
voltaram! só voltaram seus nomes, Homens, Mulheres, Jovens e crianças nos colos da
mãe, foram totalmente massacradas cruelmente, porque foram pedir independência,
liberdade, o bem-estar (HUHÚRU) para todo povo.

FUNDAÇÃO DA FRENTE DE LIBERTAÇÃO DE MOÇAMBIQUE (FRELIMO)

Com vários massacres, torturas, humilhações, xibalo ou trabalhos forcados, maus tratos,
as pilhagens, perpetrados pelos colonialistas portugueses ao povo moçambicano durante
aos 500 anos. Com surgimento de alguns movimentos nacionalista contra o
colonialismo Português em Moçambique, o Doutor Eduardo Chivambo Mondlane
apercebeu o facto, em 1961 veio visitar Moçambique vindo dos Estados Unido da
América onde estava a estudar ele viu de perto a colonização e teve as informações com
alguns presidentes onde-se imigraram e formaram movimentos para seus países um dos
países foi Tanzânia na pessoa presidente da Chama-Chá- Mapinduzi Mwalimu Július
Khambaraz Nyerere que no pais dele tinha-se criado um movimento nacionalista
(MANU).

O Doutor Eduardo Chivambo Mondlane, visitou os movimentos formados fora de


Moçambique e no dia 25 de Maio de 1962, tomando e considerando a iniciativa,
convocou os dirigentes dos três movimentos para se juntar e formar um só movimento.
Os líderes desses movimentos concordaram com iniciativa criadora do Doutor
Mondlane e se uniram logo nasceu um movimento libertador no dia 25 de Junho de
1962 cria-se Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO).

FRELIMO foi criado no dia 25 de Junho de 1962 em Dar- Es- Salam na Capital
Tanzaniano liderado por Eduardo Mondlane. Ele preparou e criou condições para que o
1o congresso se realize.

O 1o CONGRESSO DA FRELIMO

Nos dias 23 à 28 de Setembro de 1962, realizou-se o 1 o congresso da Frelimo, em Dar-


Es- Salam na capital da República Unida de Tanzânia. Foi neste congresso que foi eleito
para dirigir a FRELIMO, o Doutor Eduardo Chivambo Mondlane presidente, Unias
Simango, Vice- presidente e Marcelino dos Santos, Secretário Geral da FRELIMO, foi
este congresso que se chamou o congresso da Unida Nacional. foram definidos seus
objectivos fundamentais como:
 Liquidar o colonialismo Português usando a luta armada;
 Mobilizar as populações para se ingressar na Frelimo, para garantir a Victoria
contando com seu apoio aos guerrilheiros;
 Preparar a luta Armada, mobilizando e recrutando jovens para centros de
preparação político e militar;
 Alcançar a Independência total e Completo de Moçambique usando a arma
principal a Unidade Nacional;
 Definir a língua portuguesa como a língua Nacional.

Para melhor penetrar nas populações no interior de Moçambique, montou sua estrutura
para a mobilização intensiva de população. A população queria saber porque lutavam…
contra quem?

Formou comités locais; para pedir as contribuições em comida para alimentar os


guerrilheiros, membros do comité local, mobilizavam as populações para transportar:
material bélico, comida, materiais hospitalares, escolares, da produção alimentação,
vestuário; dirigindo a o orientando as guerrilhas nas suas operações contra tropas
inimigas. Além do comité local, também criou-se estrutura femininas, liga feminina de
Moçambique (LIFEMD) essa estrutura mobiliaria as mulheres no transporte comida,
material necessário para as bases da FRELIMO, comida das crianças órfãs cujos pais
foram tombados; produzir comida para alimentar aos combatentes. Também criou-se
estrutura comissário políticos distritais (C.P.D) para mobilizar e organizar a população
para apoiar a FRELIMO não vacilar.

PREPARAÇÃO PARA A LUTA ARMADA

Em 1963, foi o ano de preparação da luta armada, essa preparação desceu-se a


mobilização da população passando casa a casa explicando as populações os objectivos
fundamentais da Frelimo, vendendo os cartões da Frelimo. Assim a população e jovens
se voluntariando e se ingressando nas fileiras das Forcas populares de libertação de
Moçambique (F.P.L.M), outras iam organizar as populações no interior de Moçambique
para receber massivamente os guerrilheiros. Em 1963 nos princípios foram formadas os
primeiros guerrilheiros no centro de preparação político e militar de Bagamoio no
território Tanzaniano, outros foram para Argélia, nos princípios de 1964 foi aberto
centro de preparação político militar de Kongwa e em 1965, foi aberto centro de
Nachingweia em Tanzânia, outros foram treinados em Cuba, ultimamente no interior de
Moçambique na base Beira, depois do inicio da luta armada em Chinga na base central
da Frelimo.

INÍCIO DA LUTA ARMADA DE LIBERTAÇÃO DE MOÇAMBIQUE

Regrassado 01° grupo de 250 guerrilheiros treinando na Argelia, em Abril de 1964,


foram distribuídos e ordenados para iniciar a luta armada no interior de todas províncias
no interior de Moçambique no dia 25 de Setembro de 1964. Chegando o dia o grupo que
foi para província de Cabo delgado, atravessou o rio Rovuma no dia 1 de Agosto do
mesmo ano na noite do mesmo dia, acenderam a lareira para planificar o trabalho de
guerra assim criaram grupos: de sabotagem, de patrulha de segurança de Moçambique
da população de Cabo delgado. Este grupo devia iniciar a luta armada em porto-Argelia
na província de Cabo delgado mas o grupo escalado chefiado por Alberto Joaquim
Chipande para iniciar a luta mas com a longa distância do rio Rovuma para porto-
Amelia e o dia chegou, por essa razão, a luta armada deu o inicio no dia 25 de Setembro
de 1964 o dia indicado no local não indicado. Deu-se no posto Administrativo de Chai
no dia 25 de Setembro no Distrito de Macomia na Província de Cabo delgado dirigido
por Alberto Chipande, no final do ano em 1965, o Kamujo Banda o presidente de
Malawi. Fechou as fronteiras com Moçambique para não passar os guerrilheiros da
FRELIMO para frente de Tete.

Em 1966, foram criadas as primeiras zonas libertadas, essas zonas foram expulsas:
régulos, sipaios, cabo da terra, capitães, capatazes, cabo de terra etc essas criavam
pânico na população, criavam calúnias no seio da FRELIMO. Com essa prática, o
inimigo interno, iniciaram a assassinar os dirigentes da FRELIMO no caso do
assassinato do camarada Filipe Samuel Magaia, o Secretário de departamento da defesa
nacional (DD) no dia 11 de Outubro de 1966. Depois da sua morte foi indicado para o
cargo, camarada Samora Moisés Machel.

NOVA VIDA NAS ZONAS LIBERTADAS

Em 1967, foram introduzidas totalmente as escolas primarias nas zonas libertadas com
professores formados pela Frelimo. No mesmo ano, o comité central da Frelimo, criou o
Destacamento Feminino (DF) saída da liga feminina de Moçambique (LIFEMO)
LIFEMO, mobilizou as mulheres nas zonas libertadas de Cabo delgado, Niassa mais
tarde em Tete nessa altura as mulheres julgavam-se isoladas no processo do combate
contra o colonialismo Português em Moçambique e foram-se juntar lado a lado com os
homens pela a mesma causa. No dia 4 de Marco de 1967, um grupo constituído pelas 25
jovens, depois (D.F), foi conferido pelas mulheres em todas províncias. Juntos com os
homens receberam treino e aulas políticas no centro de preparação político e militar de
Nachingweia em Tanzânia, iniciando assim, em mancipação da mulher moçambicana
em Nachingweia entraram lá as mulheres provenientes de todas províncias de
Moçambique.

Depois do presidente da Frelimo, Eduardo Chivambo Mondlane ter sido conversar com
Kamuzo Banda presidente do Malawi para abrir as fronteiras, o Kamuzo Banda
permitiu abrir fronteiras Moçambique e Malawi, sendo assim no dia 7 de Marco de
1968, foram reabertas as fronteiras que faz atravessar a luta armada em Tete.

O 2° CONGRESSO DA FRELIMO

O comité central da Frelimo, convocou o seu 2° congresso que se realizou nos dias 20 a
25 de Julho de 1968, dirigido por presidente da Frelimo Doutor Eduardo Chivanbo
Mondlane nas zonas libertadas da província do Niassa na zona de Matchedje embora os
da linha racionaria pretendiam que o 2° Congresso realiza-se no interior da província de
Cabo Delgado com intenção de boicotar com os ataques inimigos que revelavam a recta
da nossa linha revolucionaria. De outra forma os raciocinarios defendiam que era
Eduardo Chivanbo Mondlane que permitia a entrada na FRELIMO os da raça branca
incluindo sua esposa. Foi este congresso que foi desmascarado o inimigo interno no seio
da FRELIMO.

Foi neste 2° congresso que foi reeleito o doutor Eduardo Chivanbo Mondlane como
presidente. Ele desmarcou decisivamente o inimigo que compõe na linha racionaria
outros foram indicados e apresentados perante ao congresso.

Eduardo Mondlane com a decisão do congresso, definiu a luta armada como é popular e
prolongada que deviam melhorar as forcas no combate contra os assassinos dos
dirigentes do nosso seio e a vigilância seja dinâmica no seio das massas. Permitindo
severamente o inimigo interno assim como externo.

No 2° Congresso foi definido o inimigo como não tem cor, raças religião nem tem lugar
de domicílio. Com essas declarações do congresso, o inimigo interno fortificou as
acções macabras contra os dirigentes da Frelimo. Continuando assim assassinar: Mateus
Sansão Mutemba no escritório da Frelimo em Dar-Es-Salam em Tanzânia, no dia 06 de
Junho de 1968; No dia 22 de Dezembro de 1968, foi assassinado Paulo Samuel
Kamkhomba membro do estado-maior e chefe adjunto das operações nas margens do
rio Rovuma orientado por Lazaro Jacob Nkavandame, no dia 13 de Janeiro de 1969, o
Lazaro Nkavamdame foi demitido do secretário provincial de cabo delgado e depois foi
expulso como membro do comité central da FRELIMO.

ASSASSINADO DO 1O PRESIDENTE DA FRELIMO, DOUTOR EDUARDO


CHIVAMBO MONLDANE

No dia 3 de Ferreiro de 1969, o mesmo inimigo que estava instalado no seio da


FRELIMO, assassinaram o Doutor Eduardo Chivambo Mondlane, presidente da
FRELIMO. Os assassínios pretendiam o poder pensando que matando o máximo da
FRELIMO alcançariam a liderança na FRELIMO e a Frelimo acabaria. Nos dias 11 a
12 de Abril de 1969, o comité central da FRELIMO na sua 3 a sessão analisou a
existência das duas linhas antagónicas no seio da FRELIMO e tomou as medidas
severas. Em Setembro de 1969 o Simango organizou as manifestações racionarias, em
Dar-Es-Salam. No final de Setembro de 1969, Urias Simango que era Vice-presidente,
com seu grupo reaccionário, repudiou contra as decisões do comité central da sua
expulsão na Frelimo. Disso, o comité central reuniu para tomar as decisões
permanentes. Por seu comportamento reaccionário, criou uma comissão presidencial
(Triunvirato) composto por 3 elementos nomeadamente.

 Urias Simango como coordenador da FRELIMO


 Samora Moises Machel na Defesa
 Marcelino dos Santos para as relações exteriores.

Com essas decisões do comité central, Urias Simango criou calúnias e reaccionárias no
seio da população no interior assim como no exterior desmobilizando a populações para
não apoiem a FRELIMO. O comité central vendo o mau comportamento do Simango,
foi expulso da FRELIMO ficando Samora Moisés Machel e Marcelino dos Santos na
liderança da FRELIMO.

Com a coragem, Valentia, boa conduta e sua militância, em Abril de 1970 convocou a
sua 3a reunião o comité central reúne-se para tomada duma decisão totalmente definitiva
de isolar o inimigo interno incluindo Urias Simango.
SAMORA MOISÉS MACHEL, CONDUZIDO A PRESIDÊNCIA DA FRELIMO.

No dia 9 de Maio de 1970, o comité central convocou sua IV sessão e foi designado
Samora Moisés Machel como presidente da frente de libertação de Moçambique
(FRELIMO) Marcelino dos Santos Vice-presidente e Urias Simango expulso da
FRELIMO por sua ma conduta na FRELIMO.

OPERAÇÃO E OFENSIVA NO GÓRDIO- 1970

O governo Português, vendo e sentindo as derrotas sofrido pelo seu exercito,


intensificadas pelas forcas populares de libertação de Moçambique (F.P.L,M), Portugal
contactou e enviou para Moçambique o fascista Geral do exercito que gabou-se de
acabar e vencer a guerra contras o povo moçambicano como fez na 2 a guerra Mundial.
O Geral Kanlza de Arriaga, ele com sua política militar, trouxe para Moçambique um
exercito bem treinado, bem equipado composto por cerca de 35 mil soldados coloniais
com armamentos sofisticados na guerra tudo blindado tanques, aviões bombardeiros
como: Zatos, bombas na palms, canhões, helicópteros blindados entrou em
Moçambique e hospedou no quartel general, hoje é academia militar e seus homens
dormiam no prédio comboio e na sala de operações e sua residência era hoje é na
televisão de Moçambique (T.V.M) na cidade de Nampula.

Na sua chegada em Maio de 1970, o Kaulza a firmou que: Liquidarei a Frelimo durante
2 duas semanas só. Disse o Geral do exército colonial Portugues em Moçambique, pare
garantir e dar a confiança o seu comando em Portugal.

Mas quando chegou no terreno, encontrou grandes dificuldade porque no seio das
massas havia arma fundamental, Unidade Nacional nas populações. A população usava
armas brancas, de fogo e com tácticas tradicionais. Um período de 5 meses, o general
Kaulza de Arriago foi derrotado e rendeu-se de comunicou para o seu comando em
Portugal dizendo; (não consigo distinguir no Tereno, quem é o guerrilheiro e quem é
população) verifica-se todos estão armados, fardados e conhecedores da táctica de
guerra pediu ainda para demissão no exército porque não foi essa táctica que devia
encontrar. Voltou para Portugal dos 35 homens que trouxe, voltou com 7 mil dos quais
6% desses 7 mil eram defeituosos. No mesmo ano no interior de Moçambique na base
Beira iniciou treinos militares para forca local para defender suas povoações, escolas,
centros de saúde, orientar ou acompanhar as populações no transporte do material
bélico, escolar, hospitalares, alimentação para as Bases dos guerrilheiros.

A MORTE DA JOSINA MACHEL

No dia 7 Abril de 1971, faleceu a camarada Josina Biatar Mutemba, nome natural
moreu por doença. Josina Machel nome do apelido do seu esposo. Samora Moises
Machel resultado do casamento entre Josina Bietar Mutemba e Samora Moises Machel.

Josina Machel foi combatente, foi membro do comité central da FRELIMO, membro do
D.F., ela foi militante encarregada para velar ávida dos órfãos nos centros orfanatos no
exterior assim como no interior de Moçambique. No destacamento Femenino
desempenhou o papel das relações exteriores. Josina Machel, foi a mulher incansável na
luta pela independência de Moçambique. Josina Machel ainda está em nós.

ABERTURA DE NOVA FRENTE DE MANICA- SOFALA

Em 1972, abriu-se nova frente na província de Manica Sofala. Na altura era única
província. Manica Sofala.

1972, foi o ano de grande história, a vigilância popular e determinação da luta que não
devia só combate nas três províncias e não só ser luta armada mas também seja
ideológica definindo assim o inimigo claramente no nosso seio e tinha seu objectivo
fundamental era de libertar a terra com seu próprio homem, o povo luta pela
independência total e completa de Moçambique.

APOIO DE OUTROS PAÍSES PARA MOÇAMBIQUE

Durante a luta armada de libertação Nacional. A Frelimo teve muitos apoios de outros
países como: Tanzânia, Argelia, China, Zâmbia, Uganda, Quénia, Rússia, Cuba,
Zimbabwe e outros. Esses deram varios apoios; Tanzânia: deu os campos de
Refugiados, centros de preparação político militar, instalação da sede da Frelimo,
construção do hospital centro de Saúde em Ntwara, instalação dos centros educacionais
de Trunduro e de Bagamoio, etc. Formação de enfermeiros, professores, agricultores, e
mais quadros da Frelimo. Outros países nos apoiavam em material bélico, escolares,
hospitalares, alimentos, fardamentos, etc.
AS RELAÇÕES ENTRE OS GUERRILHEIROS E A POPULAÇÃO DURANTE
A LUTA DE LIBERTAÇÃO NACIONAL

Durante este período, a população nas zonas libertadas, o poio aos guerrilheiros em
seguintes formas:

As populações com armas brancas e de fogo tradicionalmente ou cientificamente.


Faziam pequenos biscados atacando pequenas colunas, ajudavam aos guerrilheiros no
transporte de armas de grandes potências nas missões de ataques dos quartéis inimigos,
nas construções das cabanas nas bases dos guerrilheiros.

Faziam sentinelas para controlar o movimento do inimigo que circulassem na zona; que
produzia comida para alimentar os guerrilheiros, alunos, doentes, crianças nos centros
artefactos etc. os guerrilheiros eram peixe e a população era água isto é, peixe sem água
não vive.

Refugiados moçambicanos para Tanzânia também produziam comida para alimentar os


guerrilheiros no interior também a população em geral do interior de Moçambique. Isso
para dizer que os guerrilheiros e a população ambos combatemos e libertamos o nosso
pais do jugo colonial português.

POLÍTICA DE CLEMÊNCIA

O comité central da Frelimo para vencer a guerra, decretou a política de clemência para
os soldados capturados em pleno combate em particular as tropas portugueses. Esses
capturados eram devolvidos para sua proveniência (Portugal).

Foi no mesmo ano que a vigilância estava muito renhida e os colaboradores do inimigo
não tiveram espaço de fornecer as informações ao inimigo e o inimigo ficou totalmente
isolado e os colaboradores (Mapide) descobertos pela população, eram punidos
severamente até eram fuzilados em plena reunião geral da população. Em situações
graves eram levados para centro de fuzilamento Namdunduma em Muidumbe com essas
medidas os colonialistas juntos com sua gente do inimigo ou da PIDE, recuaram de
colaborar com o inimigo essa política de clemência, terminou com golpe do estado em
Portugal esta clemência, abriu a mente do povo português e reflectiu que a luta do povo
Moçambicano, era justa afinal os filhos jovens que eram usados para combater contra o
povo Moçambicano que esse povo tinha razões de lutar pela sua independência total e
completa de Moçambique. Povo Moçambicano, lutou contra o colonialismo português,
lutou contra o sistema fascista colonial português. Chegando no dia 25 de Abril de
1974, o povo português golpeou o regime fascista do António Salazar Ex- presidente de
Portugal Sendo Assim, No dia 25 de Abril de 1974, foi o dia do golpe do estado em
Portugal em resultado da política de clemência. E a razão da luta justa do povo
moçambicano.

O ASSALTO DO POSTO OMAR-NAMBILIYAU

Esses soldados capturados, gozaram a política de clemência e foram devolvidos a


Portugal da sua proveniência, e os moçambicanos foram reabilitados e enquadrados no
Exercito moçambicano com essa derrota sofrido pelo exercito colonial português, o
governo de Portugal decidiu para que haja acordos dialogando a direcção com a
devoção da FRELIMO para sessar fogo e, assinar os acordos para que termine a guerra
em Moçambique reconhecendo que os moçambicanos tinham razão a Independência
sendo assim marcaram o dia das assinaturas propondo o dia 5 de Junho de 1974.
Fracassadas as primeiras conversações por motivos de desentendimento em ambas
partes.

No dia 1 de Julho de 1974, os guerrilheiros da FRELIMO reabre a frente da Zambézia


com isto Zambézia torna zona libertada controlada pela FRELIMO. Com isso, forçou o
governo de Portugal incentivar as assinaturas para o fim de guerra.

OS ACORDOS DE LUSAKA

No dia 7 de Setembro de 1974, foram assinados os acordos em Lusaka na capital


Zambiana o presidente da Frelimo com sua direcção isto e, o comité central da
FRELIMO a delegação dos português foi encabeçado Mário Soares Ex-ministro de
negócios estrangeiros no governo português. Em ambos lados assinados Zero horas do
dia 7 de Setembro de 1974, para acabar com a guerra em Moçambique contra o
colonialismo português e foi marcada a data da proclamação da independência que seria
no dia da fundação da FRELIMO dia 25 de Junho de 1975.

O GOVERNO DE TRANSIÇÃO

Depois das assinaturas dos acordos de cessar-fogo e fim de guerra, o comité central da
Frelimo subo direcção do seu presidente, empossou o governo de transição, com
objectivos de: preparar a Independência, transferindo os poderes colónias para o povo
moçambicano o poder revolucionário; mudanças, do governo, colonial para o governo
dirigido pelos donos moçambicanos, mudanças do sistema colonial para sistema.
Democrático que o poder prevalece próprio povo, foi empossado no dia 20 de Setembro
de 1974, dirigido por Joaquim Alberto Chissano, esse governo teve duração de 9 meses,
de 20 de Setembro de 1974 a 25 de Junho de 1975.

CHAMA DA UNIDADE

Em Maio de 1975 nos meados da proclamação da Independência, em N’Gapa foi


acendida a chama da unidade que sérvio para expulsar os espíritos colónias em
Moçambique que percorreu em todas províncias do Rovuma ao Maputo. A tocha
ardente a Unidade Nacional, significa a Victoria do povo moçambicano.

VIAGEM TRIUNFAL

Depois da Passagem da Chama da Unidade pelas todas províncias do nosso pais do


Rovuma ao Maputo, chegou a vez do regresso a casa do presidente da FRELIMO,
Samora Moisés Machel, filho do povo moçambicano fez uma viagem que-se Chamou
Viagem Triunfal do Rovuma ao Maputo passou província pela província significou de
volta para terra natal. Esta viagem que veio terminar na praia de tofo onde foi designado
a presidente da República Popular de Moçambique no estádio de Machava pelas zero
horas do dia 25 de Junho de 1975 proclamou a Independência Nacional como presidente
da República Popular de Moçambique.

Neste estádio, encontrou a população desejando a sua boa chegada um filho perdido a
procura da Independência para toda família Moçambicana.

PROCLAMAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA

No dia 25 de Junho de 1975, presidente Samora Moisés Machel proclamou a


Independência total de Moçambique e com a sua Constituição em República popular de
Moçambique.

O FRUTO DA NOSSA LUTA

Depois das assinaturas dos acordos em Lusaka na Zâmbia, foi definido as nossas
conquistas como fruto da nossa luta.
A independência conquistada foi o fruto da nossa luta e o ganho da nossa
Independência, foram as nacionalizações da terra, das Escolas, hospitais, prédios,
agências funerárias, fábricas, e mais. Foi definido que a língua portuguesa seja a língua
Nacional da Unidade Nacional. Porque foi a língua que usamos durante 10 anos da luta
armada.

AS NACIONALIZAÇÕES

Logo no 1o aniversário de nossa independência, um ano depois da proclamação da


Independência, o comité central da Frelimo em Cabeceado por o presidente da
República popular de Moçambique Samora Machel, nacionalizou às nossas conquistas;
prédio, escolas, hospitais, agências funerárias que eram lojas lucrantes e toda terra
moçambicana pertence ao povo moçambicano. No dia 24 de Julho de 1976 foi lançada
para o povo Moçambicano como o dia das Nacionalizações de toda Terra
Moçambicana.

NOSSOS DESAFIOS

 Foram definidos como nossos desafios pois Independência em Moçambique


contando com a nossas próprias mãos.
 Na cultura: valorizar as nossas tradições;
 Na religião: a república popular e laica;
 Na Educação combater o alfabetismo em todo pais;
 Na Saúde combater-as doenças pandémicas e epidémicas;
 Na Agricultura; combater a fome produzindo comida;
 Na Construção construir obras e infra-estruturas para o povo, pontes, estradas,
hospitais escolas etc.;
 Na Defesa; defender totalmente contra todos aqueles que querem destruir às
nossas conquistas e nossa Independência que nenhum tirano – nos irá escravizar
e ninguém irá mudar o sistema revolucionário.

AS GERAÇÕES

Depois de proclamação da independência, criou uma outra geração. Geração das forças
populares de libertação de Moçambique que chamou geração 25 de Setembro, e no dia 8
de Março. Para responder as demandas pois independência, preenchendo as lacunas nos
serviços públicos que os trabalhadores coloniais deixaram vazio sem ninguém era
necessário ocupar esses lugares, para tal, tinha que recrutar o próprio moçambicano para
formar, para servir o povo do seu próprio país. Foi lançada a palavra de ordem. (A
PÁTRIA, CHAMA POR NÓS)

NYALAKOTO

NYALAKOTO

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