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ASMA

O documento aborda a asma, uma doença respiratória crônica caracterizada por inflamação das vias aéreas e obstrução reversível. Apresenta dados sobre epidemiologia, fisiopatologia, diagnóstico e tratamento, enfatizando a importância do controle dos sintomas e das exacerbações. O tratamento inclui o uso de medicamentos como corticosteroides inalatórios e broncodilatadores, além de estratégias para manejo de crises asmáticas.

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Júlia Goulart
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O documento aborda a asma, uma doença respiratória crônica caracterizada por inflamação das vias aéreas e obstrução reversível. Apresenta dados sobre epidemiologia, fisiopatologia, diagnóstico e tratamento, enfatizando a importância do controle dos sintomas e das exacerbações. O tratamento inclui o uso de medicamentos como corticosteroides inalatórios e broncodilatadores, além de estratégias para manejo de crises asmáticas.

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ASMA

Saúde Mental e do Idoso II

Alunas: Julia Goulart e Nathália Muller

Docente: Dr. Ciro Botto


SUMÁRIO
1. Definição 7. Tratamento

2. Epidemiologia 8. Crise Asmática

3. Fisiopatologia 9. Conclusão

4. Fenótipos 10. Referências

5. Quadro Clinico 11. Questões

6. Diagnóstico
1

DEFINIÇÃO
Doença heterogênea caracterizada por INFLAMAÇÃO CRÔNICA das vias aéreas
e HIPERREATIVIDADE da árvore traqueobrônquica a diversos estímulos,
provocando sintomas e OBSTRUÇÃO REVERSÍVEL espontaneamente ou com
tratamento.

Manifesta-se como uma doença episódica,


marcada pela recorrência de dispneia, tosse,
desconforto torácico e sibilos.
2

EPIDEMIOLOGIA
- Acarreta em mais de 300 internações por ano no Brasil (4ª causa de
internação hospitalar no Brasil)

- O Brasil está entre os países com maior prevalência de sintomas de asma


(aproximadamente 20 milhões de habitantes vivendo com a doença).

- Mais frequente em crianças e adultos jovens (pico de incidência aos 3 anos


de idade e a maioria dos casos antes dos 25 anos)

- Prevalência estimada em 4,4% em adultos e 20% em crianças e


adolescentes

- No sexo masculino, predomina na infância e, no feminino, a partir da


adolescência.
3

EPIDEMIOLOGIA
- Mortalidade alta (apesar da diminuição nos últimos anos)
-> Região Sudeste: Maior taxa de mortalidade
-> Região Norte/Nordeste: Maior taxa de hospitalização

- Crises/exacerbações são mais comuns quando a asma não está controlada,


mas podem ocorrer mesmo com a doença bem controlada

- O corticoide inalatório reduz significamente a gravidade e frequência dos


sintomas, exacerbações e mortalidade
4

FISIOPATOLOGIA
INFLAMAÇÃO DAS VIAS
Interação de alérgenos AÉREAS COM
OBSTRUÇÃO REVERSÍVEL
HIPERSECREÇÃO DE
com os linfócitos Th2 MUCO E DO FLUXO AÉREO
BRONCOESPASMO

Liberação de mediadores
Estimulação dos inflamatórios
(histamina, fator ativador QUADRO CLÍNICO
linfócitos B e formação de plaquetas, Tosse, dispneia, sibilos,
prostaglandinas e dor torácica
de IgE
leucotrieno C4)

IgE se fixa a receptores


Produção de citocinas
específicos nos
que estimulam o
mastócitos das vias
PROCESSO
aéreas e nos basófilos
INFLAMATÓRIO
circulantes
5

FISIOPATOLOGIA
6

FENÓTIPOS
Início na infância, história pessoal ou familiar de rinite alérgica,
eczema e alergia a alimentos/medicações;
ALÉRGICA (80%)
Predomínio de eosinófilos; Relação com aeroalérgenos;
Boa resposta aos corticosteroides inalatórios (CIs).

Não apresenta estigmas de atopia; O exame de escarro induzido


NÃO ALÉRGICA pode ser neutrofílico, eosinofílico ou conter, apenas, algumas células
inflamatórias; Baixa resposta aos CIs

Início na vida adulta, mais comum em mulheres; Geralmente, sem


sinais de atopia; Doses mais elevadas de CIs ou são relativamente
INÍCIO TARDIO
refratários a eles. OBS: Excluir asma ocupacional

ASSOCIADA A Obesos com sintomas respiratórios proeminentes; Pouco sinal de


OBESIDADE inflamação eosinofílica; Menor resposta aos CIs; Perda de peso pode
ajudar
COM OBSTRUÇÃO Doença de longa duração e provável remodelamento da parede
PERSISTENTE das vias aéreas; Baixa resposta aos CIs.
7

QUADRO CLÍNICO

❖ Tosse crônica
Sintomas:
❖ Dispneia
→ Intermitentes
❖ Sibilos
→ Piora noturna
❖ Desconforto respiratório
→ Gatilhos!!!
❖ Rinite alérgica e atopia

- Período intercrítico: assintomático ou


oligossintomático, embora, nas formas graves e/ou
prolongadas da doença, os sintomas possam ser
contínuos.
8

FATORES DESENCADEANTES
o IVAS o Alterações climáticas

o Alérgenos ambientais ou o Exposição ao ar frio


ocupacionais (pólen, fungos, ácaros, o Alterações emocionais
pelos de animais, fibras de tecidos);
o Exercícios físicos
o Exposição a irritantes (fumaça do
tabaco, poluição do ar, aerossóis);

o Drogas (aspirina, AINES,


betabloqueadores);
9

DIAGNÓSTICO - ESPIROMETRIA
Prova de função respiratória

VEF1: Volume expiratório forçado no 1º segundo


CVF: Capacidade vital forçada

𝑽𝑬𝑭𝟏
ÍNDICE DE TIFFENAU =
𝑪𝑽𝑭

Normal: Adultos > 0,75


Crianças > 0,90
10

DIAGNÓSTICO
O diagnóstico de asma baseia-se em:

Presença de sinais e Sempre que possível, provas


sintomas compatíveis com a de função pulmonar e
+
doença, incluindo a variação avaliação de componente de
clínica alergia

*Apesar de ser a principal forma de definir e comprovar obstrução variável ao


fluxo expiratório, a prova de função pulmonar NÃO É OBRIGATÓRIA para o
diagnóstico de asma!!!
11

DIAGNÓSTICO - ESPIROMETRIA
VEF1 CVF VEF1 / CVF EXEMPLOS
Asma, DPOC, fibrose
OBSTRUTIVO ↓↓ ↓ < 0,7
cística e bronquiectasias
Redução proporcional Doenças fibrosantes e
RESTRITIVO ↓ ↓ de VEF1 e CVF, portanto deformidades de caixa
a relação não altera torácica graves

1) ESPIROMETRIA INICIAL 2) PROVA BRONCODILATADORA


VEF1 / CVF < 0,7 (< 0,9 em crianças) * Resposta POSITIVA:
→ Adultos: VEF1  200ml E  12%
→ Crianças: VEF1  12%

OBS: Espirometria normal NÃO DESCARTA o diagnóstico de asma. As alterações


podem estar ausentes no período intercrítico
12

DIAGNÓSTICO – TESTE PROVOCATIVO


Se espirometria NORMAL:

3) TESTE PROVOCATIVO COM METACOLINA


( - ) = Exclui asma

(+) = VEF1  20% = Hiperresponsividade das vias respiratórias (HRVR), não


necessariamente asma

*O teste de broncoprovocação apresenta alta sensibilidade e elevado valor


preditivo negativo, mas não é específico para asma, e sim para HRVR.
13

DIAGNÓSTICO – PFE
Se espirometria INDISPONÍVEL:

4) PICO DE FLUXO EXPIRATÓRIO (PFE):


*Aparelho: “peak flow”
1 Realizar o teste por 2 semanas, 2x/dia:
(+): Variação do PFE > 10% (> 13% crianças)
OU
2  PFE  20% com broncodilatador ( 15% crianças)
OU
3 Aumento da função pulmonar (melhora clínica e do PFE) após 4 semanas
de tratamento:
(+):  PFE > 20% (> 15% crianças)
Nem tudo que sibila é asma!!!
*Edema agudo de pulmão, tromboembolismo
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL pulmonar agudo, corpo estranho e disfunção de
prega vocal...

14
15
CLASSIFICAÇÃO
Para classificar o controle da asma devemos avaliar os seguintes fatores:
 Uso das medicações.
- Uso correto da medicação inalatória
- Se esta em uso de corticoide inalatório
- Avaliar se o uso é frequente de broncodilatadores de resgate
- Boa adesão ao tratamento
 Comorbidades
- Obesidade , rinossinusite crônica , DRGE, alergias alimentares.
 Exposições
- Tabagismo , mofo ,animais de estimação , tapetes e cortinas.
 Exacerbação grave nos últimos 12 meses
16
CLASSIFICAÇÃO DE CONTROLE DA ASMA
-:
17

TRATAMENTO
 Baseia-se no diagnóstico e controle de doença.
 Objetivo : controlar sintomas e diminuir as exarcebações graves.
 Ajustar as medicações conforme o STEPS atual do individuo.
 Reavaliações periódicas

ETAPAS :
 Etapa 1: Sintomas menos que 2x/mês e sem FR
 Etapa 2: Sintomas > 2x/mês e menos que 1x por dia
 Etapa 3: Sintomas na maioria dos dias ou sintomas noturnos > 1x na semana
 Etapa 4: Sintomas na maioria dos dias ou despertar > 1x na semana
 Etapa 5: Sem melhora a etapa 4.
18
TRATAMENTO
19
TRATAMENTO PARA > 12 ANOS
Etapa I e II: baixas doses de corticoide inalatório (CI) + formoterol (beta 2 agonista
de longa duração – LABA) quando necessário
Etapa III: CI dose baixa + formoterol diariamente;
Etapa IV: CI dose média + formoterol diariamente;
Etapa V: CI dose alta + formoterol diariamente / Associar Antimuscarínico de longa duração
(LAMA) / Anti-IgE / Anti-IL5/5R / Anti-IL4R;

RESGATE: CI+ Formoterol.

➢ Medicações adicionais: omalizumabe (anticorpo monoclonal anti-IgE indicado para asma


alérgica grave), mepolizumabe (anticorpo monoclonal anti-IL-5 indicado na asma grave
eosinofílica)
20

MEDICAMENTOS
BETA-2-ADRENÉRGICO (broncodilatador)
Curta duração ou SABA (ação: 4-6h)
>Fenoterol / Salbutamol / Terbulina
CORTICOIDE INALATÓRIO:
Longa duração ou LABA
Reduz resposta inflamatória, Ação de 12h – Formoterol ou Salmeterol
Ação por 24h – Vilanterol, Olodaterol
sintomatologia e riscos de exacerbações!
EA: Taquicardia, tremores, hipocalemia e
midríase.
21

MEDICAMENTOS
ANTICOLINÉRGICOS:
Curta duração (4-6h) – Brometo de Ipratrópio.
Longa duração (24h) – Tiotrópio.
- Antagonistas dos receptores M1 e M3 – impedem, assim, a
broncoconstrição.
- EA: xerostomia.

ANTILEUCOTRIENOS:
Medicamento → Montelucaste // Anti-inflamatório – VO
- Bloqueiam a síntese ou interações com os receptores de
leucotrienos.
Indicações: Tratamento alternativo na monoterapia para
controle de asma leve a moderada.
EA: vasculite de Churg-Strauss
22

ASMA DE DIFÍCIL CONTROLE


1 critério maior e 2 menores + 6 meses de seguimento + Exclusão de
diagnósticos diferenciais.

Critérios maiores
- Altas doses de corticoide inalatório.
- Necessidade de corticoide oral em mais de 50% dos dias do ano.

Critérios menores
- Necessidade de outro fármaco diário para controle (além dos corticoides
inalados)
- Necessidade diária, ou quase diária, de beta-agonista de curta duração
- Obstrução frequente do fluxo aéreo – VEF1 <80% do previsto
- 1 ou mais exacerbações com necessidade do uso de ida à emergência por
ano
- Piora rápida após redução de 25% da dose de CO ou CI
- História anterior de exacerbação de asma quase fatal
23

EXACERBAÇÃO AGUDA DA ASMA –


 Crise leve a moderada EMERGÊNCIA
 Dispneia ausente ou leve;
 Sibilos ausentes ou localizados e difusos;
 Pico de fluxo > 50% do previsto;
 Estado geral bom/normal;

 Crise grave/muito grave


 Dispneia intensa, taquicardia (FC >110 bpm);
 Sibilos ausentes;
 Pico de fluxo < 50% do previsto;
 Estado geral ruim – cianose, sudorese, cansaço/exaustão, agitação ou
sonolência
24

TRATAMENTO DA EXACERBAÇÃO
➢ Beta-2-agonista: Inalação a cada 15 ou 20 minutos = 3 inalações na 1ª hora
da chegada ao PS.
- Fenoterol 10-20 gotas diluídas em 3-5 mL de soro fisiológico.
- Salbutamol (2,5 a 5 mg) 10-20 gotas em nebulização, com 3-5 mL de SF.

➢ Após inalações durante a 1ª horas → REAVALIAR


➢ Se continuação dos broncoespasmos → Prescrever nebulização a cada
hora e aumentar espaçamentos posteriormente

➢ Anticolinérgicos : ausência de resposta à 1ª oferta de beta-agonistas ou nas


crises muito graves.
- Brometo de Ipratrópio (5mg) 40 gotas + beta-2-agonista.
Observação: Início de efeito tardio → 90 minutos após a inalação

r
25

TRATAMENTO DA EXACERBAÇÃO
Corticosteroides
Durante a exacerbação: CI geralmente não são indicados – utilizando-se os
corticoides sistêmicos.
Resolução rápida da obstrução ao fluxo aéreo, sintomas e redução da taxa de
recidiva.
- Prednisona: dose 1-2 mg/Kg/d ou Corticosteroide EV – Metilprednisolona 40-60
mg (maior gravidade)
O CI é prescrito após a alta aqueles com asma persistente, associado ao CO –
duração de 7-10 dias.

Oxigênio suplementar -- Indicações: saturação de O2 < 92%


Sulfato de Magnésio – considerar em situações de gravide.
26
 Raio x de tórax – solicitar para avaliar diagnósticos diferenciais
(pneumonia, pneumotórax);
 Saturação arterial de O2 – oxigênio suplementar se SpO2 < 90%
 Gasometria arterial – Não é necessário em todos os pacientes!
 Indicações: Hipoventilação; SpO2 < ou = 90%; desconforto respiratório;
VEF1 ou PFE <30% do previsto.
 Exames laboratoriais
 Hemograma completo – em situações de febre e expectoração
purulenta
 Eletrólitos – monitorização de complicações terapêuticas. Ex: k+ em
usuários de digitálicos e em uso de diuréticos.
 ECG – pacientes com doenças cardíacas, DPOC concomitante e idade >50
anos;
 Prova de função pulmonar/aferição do pico de fluxo – determinar o VEF1
ou PFE no PS. ( auxilia na classificação )
27

CONCLUSÃO
1. A asma é a pneumopatia crônica mais frequente e
potencialmente grave
2. No Brasil: 4ª causa de internação hospitalar pelo SUS.
3. As crises de asma – exacerbações ou ataques – podem ser fatais.
4. Doença heterogênea, com muitas variações, incluindo sintomas
respiratórios e limitação variável do fluxo de ar expiratório.
5. O diagnóstico é clínico, podendo utilizar de características
funcionais como espirometria, teste de broncoprovocação e
medidas seriadas de pico de fluxo expiratório (PFE).
6. O tratamento baseia-se no diagnóstico e controle da doença
com o objetivo de controlar sintomas e diminuir as exacerbações
graves
REFERÊNCIAS
1- 2024 GINA Pocket Guide - Global Initiative for Asthma. Disponível em
https://ginasthma.org/wp-content/uploads/2019/04/GINA-2019-main-Pocket-Guide-
wms.pdf

2− Asma Brônquica. Lopes AC. Tratado de Clínica Médica. Cap. 203; 3.ed. RJ, 2016.
OBRIGADA
QUESTÕES
1- A GINA é uma organização médica que reúne informações quanto ao manejo da asma em crianças e adultos, objetivando reduzir a
morbidade e mortalidade relacionada a esta doença. Com base nas diretrizes do GINA 2023, analise as proposições abaixo e
assinale (V) para Verdadeiro ou (F) para Falso.

( ) Adultos, adolescentes e crianças entre 6- 11 anos com asma não devem ser tratados com Broncodilatador de Curta Ação (SABA)
isoladamente. Embora seja eficaz para o tratamento dos sintomas, estudos demonstram que pacientes tratados com SABA isolado
tiveram maior mortalidade quando comparados aos pacientes que receberam SABA + corticoide inalatório.

( ) Em todos os estágios da asma, o paciente deve ser questionado a respeito da adesão ao tratamento, técnica inalatória correta,
atividade física regular e controle de fatores ambientais.

( ) O tratamento da asma tem como objetivo o controle dos sintomas, redução do risco de futuras exacerbações e da limitação
irreversível do fluxo aéreo.

( ) Corticoide inalatório em dose alta associado com formoterol está indicado como primeira linha de tratamento no estágio 3 da asma.
Caso o paciente não tenha boa resposta com um mês de tratamento, deve ser iniciado terapia adicional, idealmente uma medicação
anti-lgE em associação com anti-IL5.

( ) As vacinas influenza e pneumocócica-23 são contraindicadas para os pacientes com asma moderada e grave, devido ao risco de
exacerbação dos sintomas.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.


A- V / V / V / F / F
B- F / V / V / V / F
C-V/F/V/F/V
D-F/V/F/V/F
1- A GINA é uma organização médica que reúne informações quanto ao manejo da asma em crianças e adultos, objetivando reduzir a
morbidade e mortalidade relacionada a esta doença. Com base nas diretrizes do GINA 2023, analise as proposições abaixo e
assinale (V) para Verdadeiro ou (F) para Falso.

( ) Adultos, adolescentes e crianças entre 6- 11 anos com asma não devem ser tratados com Broncodilatador de Curta Ação (SABA)
isoladamente. Embora seja eficaz para o tratamento dos sintomas, estudos demonstram que pacientes tratados com SABA isolado
tiveram maior mortalidade quando comparados aos pacientes que receberam SABA + corticoide inalatório.

( ) Em todos os estágios da asma, o paciente deve ser questionado a respeito da adesão ao tratamento, técnica inalatória correta,
atividade física regular e controle de fatores ambientais.

( ) O tratamento da asma tem como objetivo o controle dos sintomas, redução do risco de futuras exacerbações e da limitação
irreversível do fluxo aéreo.

( ) Corticoide inalatório em dose alta associado com formoterol está indicado como primeira linha de tratamento no estágio 3 da asma.
Caso o paciente não tenha boa resposta com um mês de tratamento, deve ser iniciado terapia adicional, idealmente uma medicação
anti-lgE em associação com anti-IL5.

( ) As vacinas influenza e pneumocócica-23 são contraindicadas para os pacientes com asma moderada e grave, devido ao risco de
exacerbação dos sintomas.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.


A- V / V / V / F / F
B- F / V / V / V / F
C-V/F/V/F/V
D-F/V/F/V/F
2-Homem, 24 anos de idade, procura pronto-socorro por febre aferida de 38 ºC, tosse com secreção purulenta
e dispneia há 2 semanas. Buscou atendimento médico no início do quadro, sendo iniciada antibioticoterapia
via oral para tratamento em domicílio. Evoluiu com melhora da tosse, porém persiste com febre diária e
dispneia progressiva há 1 semana. Tem antecedente de asma com bom controle de sintomas com uso de
formoterol-budesonida a cada 12 horas. Nega exacerbações no último ano. Ao exame físico, encontra-se com
PA: 126 x 82 mmHg, FC: 118 bpm, FR: 26 irpm, saturação periférica de oxigênio 95% em ar ambiente e
temperatura axilar 37,8 ºC. A ausculta pulmonar está abolida em até terço médio do hemitórax direito com
sibilos discretos em hemitórax esquerdo. O restante do exame físico está normal. Durante a reavaliação o
paciente evoluiu com piora da dispneia. Ao exame, apresenta FC: 128 bpm, FR: 36 irpm e saturação periférica
de oxigênio 90% em ar ambiente. A ausculta pulmonar permanece abolida em até terço médio do hemitórax
direito com sibilos difusos em ápice à direita e hemitórax esquerdo. Iniciado tratamento com corticoide
sistêmico e beta-agonista de curta duração. A classificação da gravidade da exacerbação do paciente e a
melhor conduta, entre as opções abaixo, é:

● A - Exacerbação grave. Leito de terapia intensiva e terbutalina intramuscular em caso de refratariedade.


● B- Exacerbação moderada. Leito de terapia intensiva e sulfato de magnésio em caso de refratariedade.
● C- Exacerbação moderada. Leito de terapia intensiva e terbutalina intramuscular em caso de
refratariedade.
● D- Exacerbação grave. Leito de terapia intensiva e sulfato de magnésio em caso de refratariedade.
● E- Exacerbação leve. Manter o paciente em observação e realizar dose de formoterolbudesonida.
2-Homem, 24 anos de idade, procura pronto-socorro por febre aferida de 38 ºC, tosse com secreção purulenta
e dispneia há 2 semanas. Buscou atendimento médico no início do quadro, sendo iniciada antibioticoterapia
via oral para tratamento em domicílio. Evoluiu com melhora da tosse, porém persiste com febre diária e
dispneia progressiva há 1 semana. Tem antecedente de asma com bom controle de sintomas com uso de
formoterol-budesonida a cada 12 horas. Nega exacerbações no último ano. Ao exame físico, encontra-se com
PA: 126 x 82 mmHg, FC: 118 bpm, FR: 26 irpm, saturação periférica de oxigênio 95% em ar ambiente e
temperatura axilar 37,8 ºC. A ausculta pulmonar está abolida em até terço médio do hemitórax direito com
sibilos discretos em hemitórax esquerdo. O restante do exame físico está normal. Durante a reavaliação o
paciente evoluiu com piora da dispneia. Ao exame, apresenta FC: 128 bpm, FR: 36 irpm e saturação periférica
de oxigênio 90% em ar ambiente. A ausculta pulmonar permanece abolida em até terço médio do hemitórax
direito com sibilos difusos em ápice à direita e hemitórax esquerdo. Iniciado tratamento com corticoide
sistêmico e beta-agonista de curta duração. A classificação da gravidade da exacerbação do paciente e a
melhor conduta, entre as opções abaixo, é:

● A - Exacerbação grave. Leito de terapia intensiva e terbutalina intramuscular em caso de refratariedade.


● B- Exacerbação moderada. Leito de terapia intensiva e sulfato de magnésio em caso de refratariedade.
● C- Exacerbação moderada. Leito de terapia intensiva e terbutalina intramuscular em caso de
refratariedade.
● D- Exacerbação grave. Leito de terapia intensiva e sulfato de magnésio em caso de refratariedade.
● E- Exacerbação leve. Manter o paciente em observação e realizar dose de formoterolbudesonida.
3- Homem de 26 anos apresenta chiado no peito e tosse seca 1 a 2 vezes ao mês há cerca de 4 meses,
relacionado com mudança climática ou exposição a odor muito intensa. Os sintomas duram algumas horas. Há
2 meses iniciou o uso de salbutamol spray 2 puffs durante as crises, com rápido alívio dos sintomas. Refere
que usou no máximo 2 vezes ao mês, nega despertar noturno por sintoma de asma ou limitação de atividades.
Nega crises e não precisou procurar atendimento de urgência. AP: asma na infância, permanecendo vários
anos assintomático. A conduta deve ser:

● A- fazer uso diário e regular de formoterol 12 mcg/budesonida 400 mcg, a cada 12/12h.
● B- manter o uso de salbutamol 2 puffs, se necessário, e verificar se a técnica de uso está correta.
● C- recomendar que não use qualquer medicação inalatória até que faça uma espirometria pré e pós-
broncodilatador.
● D- fazer uso de corticoide inalatório associado ao salbutamol spray toda vez que necessitar de medicação
de resgate.
3- Homem de 26 anos apresenta chiado no peito e tosse seca 1 a 2 vezes ao mês há cerca de 4 meses,
relacionado com mudança climática ou exposição a odor muito intensa. Os sintomas duram algumas horas. Há
2 meses iniciou o uso de salbutamol spray 2 puffs durante as crises, com rápido alívio dos sintomas. Refere
que usou no máximo 2 vezes ao mês, nega despertar noturno por sintoma de asma ou limitação de atividades.
Nega crises e não precisou procurar atendimento de urgência. AP: asma na infância, permanecendo vários
anos assintomático. A conduta deve ser:

● A- fazer uso diário e regular de formoterol 12 mcg/budesonida 400 mcg, a cada 12/12h.
● B- manter o uso de salbutamol 2 puffs, se necessário, e verificar se a técnica de uso está correta.
● C- recomendar que não use qualquer medicação inalatória até que faça uma espirometria pré e pós-
broncodilatador.
● D- fazer uso de corticoide inalatório associado ao salbutamol spray toda vez que necessitar de medicação
de resgate.

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