DIÁRIO
DA
REPÚBLICA
CONFRARIA DOS ENOFÍLOS DA REGIÃO DEMARCADA DO DOURO
Constituição de sociedade
No dia 14 de Julho de 1990, no Salão Nobre da Casa do Douro, sita à Rua dos Camilos, na
cidade de Peso da Régua, perante mim, licenciado João Gonçalves Moreira da Silva, o notário deste
concelho, compareceram como outorgantes Abel de Araújo, casado, natural da freguesia de Vilarinho
dos Freires, onde reside, deste concelho, Abel José Maria de Carvalho Osório de Almeida, casado,
natural de freguesia de Fontelas, onde reside, deste concelho, Adolfo Aníbal de Andrade Sequeira,
casado, natural da freguesia da Cumieira, do concelho de Santa Marta de Penaguião, residente na
freguesia de Nossa Senhora da Conceição, da cidade de Vila Real, Alfredo Augusto Vaz de Castro
Meireles, casado, natural da freguesia e concelho de Torre de Moncorvo, onde reside, António
Augusto Martins, casado, natural da freguesia e concelho de Torre de Moncorvo, onde reside,
António Augusto Martins, casado, natural da freguesia de Frechas, do concelho de Mirandela,
residente em Vila Flor, António José Borges Mesquita Montes, casado, natural da freguesia de
Fontelas do concelho de Peso da Régua, residente nesta cidade, António José de Lemos Teixeira de
Mesquita, casado, natural da freguesia de Lobrigos, do concelho de Santa Marta de Penaguião,
residente na freguesia de Godim, do concelho de Peso da Régua, António Júlio da Silva Monteiro,
casado, natural da freguesia de Passoa, onde reside, do concelho de Sabrosa, Belmiro dos Anjos de
Sá Pires, casado, natural da freguesia de Vilarinho das Azenhas, do concelho de Vila Flor, residente
na freguesia e concelho de Vila Flor, Daniel Vaz Nicolau, casado, natural da freguesia de Abaças,
onde reside, do concelho de Vila Real, Ernesto Correia de Magalhães, casado, natural da freguesia de
Penajoia, do concelho de Lamego, e ali residente, João Manuel Lopes Leonardo, casado, natural da
freguesia de Larinho, do concelho de Torre de Moncorvo, residente na Vila de Torre de Moncorvo,
Joaquim Gonçalves de Moura, casado, natural da freguesia de Cervos, do concelho de Montalegre,
residente na Vila de São João da Pesqueira, José Augusto Serafim de Carvalho, casado, natural da
freguesia de Favaios, do concelho de Alijó, residente na cidade de Mirandela, José Fernando Teixeira
de Figueiredo, casado, natural da freguesia de Folgosa, onde reside, do concelho de Armamar, José
Gomes castanheira Pelotas, casado, natural da freguesia de Favaios, do concelho de Alijó, residente
na cidade de Peso da Régua, José Monteiro Maria, casado, natural da freguesia de Fontelas, residente
na cidade de Peso da Régua, José Monteiro Ribeiro, casado, natural da freguesia da freguesia de
Pegarinhos do concelho de Alijó, residente na vila de Alijó, Manuel António Nogueira, casado,
natural da freguesia de São João de Lobrigos, onde reside, do concelho de Santa Marta de Penaguião,
Manuel Hernâni Correia da Silva, casado, natural da freguesia de Vila Marim, onde reside, concelho
de Mesão Frio, Manuel Maria Valente Meneses, casado, natural da freguesia de Horta de Vilariça, do
concelho de Torre de Moncorvo, residente na Vila de Torre de Moncorvo, Manuel dos Santos
Teixeira, casado, natural da freguesia de Samodães, onde reside, do concelho de Lamego, Silvério
Ferreira de Sousa, casado, natural da freguesia e concelho de Sabrosa, onde reside, Álvaro Manuel
Rodrigues de Queirós, casado, natural da freguesia e concelho de Peso da Régua, residente na cidade
de Peso da Régua, António Joaquim Magalhães Cabral, casado, natural da freguesia de Castedo, do
concelho de Alijó, residente na freguesia de Nossa Senhora da Conceição, na cidade de Vila Real,
António Manuel de Sousa Pinto, casado, natural da freguesia de São Miguel de Lobrigos, do
concelho de Santa Marta de Penaguião, residente na freguesia de Sever, do mesmo concelho, António
Matias Pereira Moreira, casado, natural da freguesia de Sedielos, do concelho de Peso da Régua,
residente na freguesia de Medrões do concelho de Santa marta de Penaguião, Eduardo Mendia Freire
de Serpa Pimentel, casado, natural da freguesia de Cambres, onde reside, do concelho de Lamego,
Eduardo da Natividade de Jesus, casado, natural da freguesia e concelho de Murça, residente na
freguesia de Arcos, do concelho de Anadia, José António da Fonseca Augusto Guedes, solteiro,
maior, natural da freguesia de Paranhos, do concelho do Porto, residente na freguesia de Cambres, do
concelho de Lamego, Luís da Encarnação Figueiredo Lopes, casado, natural da freguesia de
Longroiva, do concelho da Meda, e ali residente, Luís Inácio Woodhouse Ferreira, casado, natural da
freguesia da Foz do Douro, do concelho do Porto, residente na freguesia de Nevogilde, do concelho
do Porto, Manuel António Crúzio Saraiva, casado natural da freguesia de Ervedosa do Douro, do
concelho de São João da Pesqueira residente na cidade de Peso da Régua, Manuel Vaz Simão,
casado, natural da freguesia de Vila do Touro, do concelho de Sabugal, residente na freguesia e
concelho da Meda, Marco Aurélio Nogueira Peixoto, casado, natural da freguesia de São Pedro, do
concelho de Vila Real, residente na freguesia da Cumieira referida, Marco Aurélio Rebelo de
Figueiredo Peixoto, casado, natural da freguesia da Cumieira referida, onde reside, Maria Isabel
Sousa Rebelo Figueiredo Peixoto, casada, natural da freguesia de Sacramento, do concelho de
Lisboa, residente na freguesia da Cumieira referida, António Joaquim Veríssimo, casado, natural da
freguesia de Sanfins do Douro, onde reside, do concelho de Alijó, Ana do Céu Saraiva, solteira,
maior, natural da freguesia e concelho de Meda, e Luís da Silva Lopes Roseira, divorciado, natural da
freguesia de Covas do Douro, onde reside, do concelho de Sabrosa, acima referido.
Verifiquei a identidade dos autorgantes por serem do meu conhecimento pessoal.
E todos os autorgantes declararam que, por esta escritura, constituem uma associação
denominada Confraria dos Enófilos da Região Demarcada do Douro, que se regerá nos termos dos
estatutos, cujo articulado consta do documento complementar elaborado nos termos do nº 2 do artigo
78º do Código do Notariado, que fica a fazer parte integrante desta escritura e que arquivo, tendo-me
sido dispensada a sua leitura por expressamente haver declarado que o tinham lido e conheciam
perfeitamente o seu conteúdo.
Assim o disseram e outorgaram.
Foi-me exibido o certificado de admissibilidade, emitido pelo Registo Nacional de Pessoas
Colectivas em 27 de Junho de 1990, comprovativo da denominação adoptada e ainda em vigor.
Fez-se a leitura desta escritura e a explicação dos eu conteúdo, em voz alta, aos autorgantes,
na sua presença simultaneamente, a quem preveni do aumento do emolumento devido à celebração
deste a acto fora das horas regulamentares – sábado – tal como fora requisitado pelos interessados.
(Assinaturas ilegíveis) – O Notário, João Gonçalves Moreira da Silva
Estatutos
ARTIGO 1º
Denominação
1 – A Confraria dos Enófilos da Região Demarcada do Douro ou Confraria dos Vinhos do Douro,
adiante abreviadamente por Confraria, é uma associação sem fins lucrativos, tendo por objecto o
estatuto, promoção e glorificação dos vinhos e seus derivados produzidos na Região Demarcada do
Douro.
2 – A Confraria é pessoa jurídica de direito privado funcionando por tempo indeterminado a partir do
dia da sua constituição.
3 – A Confraria rege-se pelos presentes estatutos, pelo seu Regulamento Interno e por legislação
oficial, aplicável a este tipo de associação.
ARTIGO 2º
Sede e área social
1 – A Confraria terá a sua sede na cidade de Peso da Régua, provisoriamente na Rua dos Camilos,
podendo criar delegações na região, no País ou no estrangeiro.
2 - A área social abrange toda a Região Demarcada do Douro, podendo desenvolver a sua acção em
qualquer região do país ou do estrangeiro, tendo em atenção o desempenho do objecto e fins que se
propõe executar.
ARTIGO 3º
Objecto e fins
A Confraria tem por objecto Principal;
1 - A defesa, valorização e promoção de todos os vinhos e seus derivados da região.
2 – A representação dos seus associados na defesa dos seus interesses e direitos e no âmbito
dos objectivos definidos no número anterior.
3 – Para a realização dos seus fins a Confraria propõe-se apoiar e organizar:
a) Reuniões, recepções, festas, banquetes, etc.;
b) Conferências, passeios culturais, visitas de estudo e convívios;
c) Provas e concursos de vinhos, acções de promoção e marketing que visem o aumento do
consumo, da valorização e da comercialização de todos os vinhos da região, no País e no
estrangeiro;
d) As acções no âmbito da etnografia, gastronomia e turismo nas suas últimas valência;
e) Enoteca e clube de vinhos, leilões e feiras:
f) Publicações de estudos e monografias, de leitura e textos técnicos ligados à vinha, ao
vinho à Região do Douro, visando sempre a melhoria da qualidade dos produtos
vitivinícolas regionais;
g) Colaboração com entidades oficiais, principalmente ligados ao sector vitivinícola e em
especial, com confrarias báquicas, nacionais e internacionais, realizando todas as
actividades representativas da vitivinicultura regional, quer sejam de carácter
promocional, social, cultural e recreativo.
ARTIGO 4º
Qualidade de sócio
1 – Os associados da Confraria são designados por Confrades.
2 – O número de Confrades não pode ser inferior a 25 e o seu máximo de 250, podendo estes
números serem alterados por deliberação do Capítulo (Assembleia Geral).
3- Haverá três categorias de Confrades: Efectivo, Parceiro e Honorário.
4 – Os Efectivos serão apenas os produtores ou produtores comerciantes com mais de 18
anos, que tenham contribuído para a promoção e valorização do vinho e da região:
a) Os associados que subscreverem os Estatutos e constituíram a Confraria são os Confrades
Patrões Fundadores.
5 - Os Confrades Parceiros serão escolhidos dentro daqueles profissionais relevantes na
promoção e valorização do vinho e da Região.
6 – Os Honorários serão distinções a conferir a personalidades, organizações ou instituições,
nacionais e estrangeiras, cujo prestígio, mérito e conceito público seja reconhecido e que se
tenham distinguido em acções favoráveis à Vinha ao Vinho à Região e ao País.
Os Confrades Honorários terão três títulos conforme a sua categoria, valor e distinção:
a) Confrade Arrais – será reservado a personalidade de mais alta representação
b) Confrade Carreiro – será atribuído a individualidades de relevo que tenham contribuído de
forma significativa para a divulgação e prestígios dos vinhos e da região
c) Confrade Mareante - a atribuir às pessoas que mereçam, ser distinguidas pela sua
dedicação e serviços prestados ao sector vitivinícola regional.
6- Os Confrades Honorários estão isentos de jóias de admissão e de quota anual e não
exercerão qualquer actividade nos Corpos Sociais da Confraria.
7 – Os Confrades Honorários têm o direito a usar os trajes e insígnias previstas no
Regulamento Interno, nas Cerimónias Oficiais da Confraria.
ARTIGO 5º
Órgãos Sociais
1 – Os Corpos Sociais da Confraria são:
a) Capítulo – que funcionará como Assembleia-Geral;
b) Câmara Dionisíaca – que funcionará como Direcção;
c) Provadoria – que terá as funções do Conselho Fiscal.
2 – Poderão ser criados por Capítulo, na dependência da Câmara Dionisíaca, comissões
especiais ligadas a algumas actividades, como enoteca, clube de vinhos, etc., sendo a sua
composição, funcionamento e duração das responsabilidades do Capítulo.
3 – Os Confrades, no âmbito das suas atribuições nos Corpos Sociais e enquanto durar o
mandato, usarão os seguintes títulos:
a) No Capítulo:
Mestre Patrão Principal – (Presidente);
Primeiro-Mestre – (Primeiro-Secretário);
Segundo-Mestre – (Segundo-Secretário);
b) Na Câmara Dionisíaca:
Mestre Procurador – (Presidente);
Mestre Caseiro – (Secretário);
Mestre Feitor – (Tesoureiro);
Mestre Rogador – (Mestre Cerimónias);
Mestre Jornaleiro – (Porta-Estandarte);
c) Na Provadoria
Mestre Provador Principal – (Presidente);
Primeiro-Mestre Provador – (Primeiro-Vogal);
Segundo-Mestre Provador – (Segundo-Vogal);
4 – Todos os Confrades que hajam violado as leis, os Estatutos e as deliberações do Capitulo,
deixando executar fielmente o seu mandato são responsáveis civilmente de forma especial pessoal e
solidária, perante a Confraria e terceiros, sem prejuízo de eventual responsabilidade criminal e de
aplicação de outras sanções.
5 – A delegação de competências da Câmara Dionisíaca não isenta de responsabilidades dos
seus titulares, salvo o disposto na lei.
ARTIGO 6º
Eleições dos órgãos sociais
1 – Só Confrades Efectivos e Parceiros podem eleger e ser eleitos para Órgãos Sociais da
Confraria.
2 – A duração dos mandatos é de 3 anos, sendo permitidas reeleições.
3 – O sistema eleitoral constará do regulamento interno.
ARTIGO 7º
Capítulo
1 – O Capítulo é o órgão supremo da Confraria e as suas deliberações, tomadas nos termos
legais e estatutários, são obrigatórias para os restantes Corpos Sociais e Confrades.
Para efeitos de votação cada Confrade Efectivo terá direito a três votos e o Confrade Parceiro
a um voto.
2 – Participam no Capítulo todos os Confrades Efectivos e Parceiros no pleno gozo dos seus
direitos.
3 – São competências exclusivas do Capítulo:
a) Eleger e destituir os membros dos Corpos Sociais;
b) Apreciar e votar anualmente o Relatório de Contas da Câmara Dionisíaca e o parecer da
Provadoria, assim com o Plano de Actividades e Orçamento para o ano seguinte;
c) Apresentar e votar propostas de alteração aos Estatutos, por maioria qualificada;
d) Elaborar e alterar o Regulamento Interno da Confraria, por maioria qualificada;
e) Aprovar colaborações, filiações ou fusões com outras confrarias;
f) Apreciar, propostas da Câmara Dionisíaca sobre admissão ou exclusão de Confrades;
g) Fixar o valor das jóias e das quotizações anuais;
h) Autorizar a Câmara Dionisíaca a adquirir ou a alienar bens móveis nos termos da lei;
i) Definir o tipo de vestes e insígnias a usar nas Cerimónias de Entronização, nas Cerimónias
de posse dos Corpos Sociais e nas Cerimónias Públicas Oficiais;
4 – O Capitulo reúne em Sessões Ordinárias e Extraordinárias.
a) Em Sessões Ordinárias duas vezes por ano: uma até 31 de Março para apreciação e
votação do Relatório, Balanço e das Contas do Exercício apresentada pela Câmara
Dionisíaca, assim como o parecer da Provadoria, referentes ao ano findo e outra até 31 de
Dezembro para a apreciação e cotação do Plano de Actividades do Orçamento e eleição
dos corpos sociais, quando for o caso;
b) Em Sessões Extraordinárias, quando convocadas pelo Mestre Patrão Principal ou a pedido
da Câmara Dionisíaca, da Provadoria ou a requerimento de pelo menos 10% dos
Confrades em pleno gozo dos seus direitos.
5 – Ao Mestre Patrão Principal compete convocar as reuniões do Capitulo, presidir às suas
Sessões e mandar elaborar as actas respectivas.
6 - Aos Primeiros e Segundos Patrões compete colaborar com o Mestre Patrão Principal e
registar as actas de cada reunião.
7 - O Capítulo será convocado com oito dias de antecedência em relação à data da reunião.
8 - O Capitulo reunirá no local e à hora marcada na convocatória se estiver presente a maioria
dos Confrades Efectivos e no pleno gozo dos seus direitos.
9 – Se à hora marcada para o Capítulo não se verificar o número de presenças previsto, ou
seja mais de 50% dos Confrades, a reunião terá início uma hora depois, com qualquer
número.
10 – O Capítulo funciona em plenário, sendo as suas deliberações tomadas por maioria das
presenças, só sendo obrigatória a votação por escrutínio secreto na eleição dos Órgãos
Sociais.
11 –
a) Apenas um Confrade Efectivo poderá representar um outro Confrade Efectivo ou um
Confrade Parceiro;
b) Um Confrade Parceiro apenas poderá representar um outro Confrade Parceiro;
c) O direito de representação está limitado a uma única Carta Mandadeira por Confrade;
ARTIGO 8º
Câmara Dionisíaca
1 – São competências da Câmara Dionisíaca:
a) Administrar e representar a Confraria:
b) Elaborar anualmente e submeter ao parecer da Provadoria e à apreciação e aprovação do
Capítulo o Relatório, o Balanço e as Contas do Exercício, bem como o Orçamento e Plano
de Actividades;
c) Requerer ao Mestre Patrão Principal a reunião extraordinária do Capítulo;
d) Zelar pelo cumprimento da lei, destes Estatutos e pelas deliberações do Capitulo;
2 – As Reuniões serão Ordinárias e Extraordinárias:
a) As Ordinárias serão trimestrais;
b) As Extraordinárias realizar-se-ão sempre que necessário e por convocatória do seu Mestre
Procurador.
3 – As deliberações serão tomadas por maioria, tendo o Mestre Procurador voto de qualidade.
4 – Será lavrada acta de cada reunião.
5 – Para obrigar a Confraria são necessárias duas assinaturas de quaisquer membros da
Câmara Dionisíaca:
a) Nos actos de mero expediente é suficiente a assinatura de um dos seus membros;
b) A Câmara Dionisíaca pode delegar no seu Mestre Procurador ou em outro dos seus
membros os poderes Efectivos de representatividade em juízo ou fora dele.
6 – A delegação de competências da Câmara Dionisíaca não isenta de responsabilidades os
seus titulares, salvo o disposto na lei.
ARTIGO 9º
Provadoria
1 – São competências da Provadoria:
a) Examinar a escrita e toda a documentação da Confraria sempre que o julgue conveniente;
b) Dar parecer sobre o Relatório e as Contas do Exercício e sobre o Plano de Actividades e
Orçamento representado pela Câmara Dionisíaca;
c) Assistir às reuniões da Câmara Dionisíaca, sem direito a voto;
d) Requerer a convocação do Capitulo em Sessão Extraordinária;
e) Verificar o cumprimento dos Estatutos e da lei;
2 – A Provadoria terá reuniões Ordinárias e Extraordinárias e as decisões serão por maioria,
tendo o Mestre Provador Principal voto de qualidade:
a) As Sessões Ordinárias serão trimestrais;
b) As Sessões Extraordinárias realizar-se-ão sempre que necessário, por convocatória do seu
Mestre Provador Principal.
3 – Serão lavradas actas das suas reuniões.
ARTIGO 10º
Receitas e despesas
1 – A Confraria, apesar de ser uma pessoa jurídica de direito privado e sem fins lucrativos,
não pode prescindir de obter verbas para fazer face às despesas decorrentes da sua acção.
Haver por isso:
a) Receitas Ordinárias:
b) Receitas Extraordinárias.
2 – São consideradas receitas Ordinárias da Confraria:
a) Jóia – obrigatória para os Confrades Efectivos e Confrades Parceiros e a cobra apenas
no acto de aceitação da sua admissão;
b) Quota anual – a pagar pelos Confrades Efectivos e Confrades Parceiros;
c) O valor da jóia e a quota anual no acto da fundação da Confraria é de respectivamente
12 000$ e 6 000$;
d) A fixação ou a alteração do valor da jóia e da quota anual será da responsabilidade do
Capitulo.
3 – São consideradas receitas Extraordinárias da Confraria:
a) Os donativos e subsídios de qualquer natureza públicos ou privados;
b) Os rendimentos de bens e serviços, se os vier a obter, ou de resultados da sua
actividade promocional;
c) Os apuros provenientes da realização de leilões, do clube de vinhos, de enoteca, de
feiras, de exposições, etc.
d) Os legados ou qualquer outra contribuição extraordinária;
e) Quaisquer outras não impedidas por lei, nem contrárias aos presentes estatutos.
4 – São consideradas despesas todas as relacionadas com o exercício da actividade da
Confraria, as de representatividade dos Confrades nos actos sociais e as dos membros dos
Corpos Sociais no desempenho das funções que lhes competem durante os seus mandatos.
ARTIGO 11º
Reservas
1 – E criada a seguinte reserva:
a) Reserva legal – constituída pelo valor das jóias e outras que venham a ser decididas pelo
Capitulo.
2 – Poderão ser criadas pelo Capitulo outras reservas.
ARTIGO 12º
Admissão de Confrades
1 – A admissão e demissão de Confrades são competências do Capitulo mediante proposta da
Câmara Dionisíaca.
2 – A posse de novos Confrades, designada Entronização, é feita anualmente em Sessão
Ordinária do Capitulo com Solene Cerimonia a definir em Regulamento Interno e com o uso dos
trajes e insígnias da Confraria,
3 – Qualquer confrade cuja admissão tenha sido proposta pela Câmara Dionisíaca poderá
recorrer para o Capitulo que decidirá na sessão imediata, sem direito a recurso:
ARTIGO 13º
Uso de vestes e Insígnias
1 - É obrigatório a todos os Confrades o uso dos trajes e insígnias definidas no Regulamento
Interno da Confraria:
a) Nas Cerimónias de posse de novos Corpos Sociais eleitos;
b) Nas Cerimónias de Entronização de novos Confrades;
c) Nas Cerimónias Públicas e oficiais definidas pelo Capitulo sob proposta da Câmara
Dionisíaca.
ARTIGO 14º
Dissolução da Confraria
1 – A Confraria pode dissolver-se:
a) Por esgotamento do objecto ou impossibilidade insuperável da sua prossecução;
b) Por fusão, por integração, por incorporação ou cissão integral;
c) Por decisão judicial transitada em julgamento, que verifique que a Confraria não respeita
os seus objectos e estatutos.
2 – A dissolução só poderá ser considerada legal por decisão do Capitulo e com a deliberação
maioritária de dois terços de todos os Confrades inscritos na Confraria e em pleno gozo dos
seus direitos, que determinará o destino do seu património, salvaguardando o disposto nos
números seguintes.
3 – A dissolução implica a nomeação de uma comissão liquidatária que se encarregará do
processo de liquidação dos bens e património da Confraria.
4- O Capitulo conferirá à comissão liquidatária os poderes necessários para, dentro do prazo
que lhe for fixado, proceder à liquidação.
5 – A liquidação considerará primeiramente a regularização de casos pendentes com possíveis
credores.