0% acharam este documento útil (0 voto)
36 visualizações76 páginas

Rel. Proj Pav

O documento apresenta o projeto executivo para a implantação de acesso na rodovia BR-163/MS, incluindo estudos geotécnicos e metodologias de sondagem do subleito. Os ensaios realizados determinaram características do solo e a viabilidade de jazidas de materiais para construção, como brita e areia. Os resultados obtidos são fundamentais para subsidiar o projeto de terraplenagem e pavimentação da rodovia.

Enviado por

Rafael Costa
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
36 visualizações76 páginas

Rel. Proj Pav

O documento apresenta o projeto executivo para a implantação de acesso na rodovia BR-163/MS, incluindo estudos geotécnicos e metodologias de sondagem do subleito. Os ensaios realizados determinaram características do solo e a viabilidade de jazidas de materiais para construção, como brita e areia. Os resultados obtidos são fundamentais para subsidiar o projeto de terraplenagem e pavimentação da rodovia.

Enviado por

Rafael Costa
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES


AGÊNCIA NACIONAL DE TRANSPORTES TERRESTRES - ANTT
SUPERINTENDÊNCIA DE EXPLOR. DA INFRAESTRUTURA RODOVIÁRIA - SUINF

RODOVIA: BR-163/MS
TRECHO: Dourados – KM 244+700 (Pista Sul)
EXTENSÃO: 0.945 km
Códigos PNV/SNV: 163BMS0290 (202404A)

PROJETO EXECUTIVO
PARA IMPLANTAÇÃO DE ACESSO

VOLUME 1 – Relatório do Projeto


(MSV-163MS-244+700-ACE-PIT-RT-V1-R0)
NOVEMBRO / 2024
Estudos Geotécnicos

3.3.1. Introdução

Consistem-se nas atividades relativas à sondagem do subleito e jazidas de materiais,


tenho com objetivo a identificação, classificação e análise do solo local e demais
materiais a fim de oferecer elementos técnicos para subsidiar os projetos de
terraplenagem e pavimentação.

Tais estudos auxiliam na seleção de locais que irão compor as fontes de materiais de
empréstimos para o corpo de aterro e eventuais substituições de solo, além de orientar
a escolha de jazidas de materiais nobres como brita (pedreira) e areia (areeiro ou areal).;

Embasando nos estudos de subleito e de caixas de empréstimos identifica-se a


ocorrência de solos marginais ao corpo estradal existente, determinam-se a estabilidade
dos taludes bem como a observação do nível do lençol freático.

3.3.2. Metodologia

A metodologia adotada para coleta, transporte, preparação e ensaios das amostras


extraídas é transcrita do Manual De Pavimentação – 3ª edição, 2006 publicado pelo
Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes- DNIT, assim como as normas
técnicas vigentes da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.

[Link]. Estudos do Subleito

As sondagens do subleito foram efetuadas segundo a disposição do eixo, bordo direito


e bordo esquerdo, objetivando uma amostragem representativas, atingindo sempre uma
profundidade de 1,50 m abaixo do nível atual do terro, estudado de forma preliminar.

Os furos de sondagem permiritram a coleta de amostra para realização de ensaios de


caracterização do material bem como para realização de ensaios de compactação e
Índice de Superte Califórnia (ISC ou CBR, em inglês).

82
[Link]. Ensaios

Os ensaios estão sendo executados conforme a metodologia anteriormente citada e


constituem-se em

 Ensaios de caracterização

São os seguintes ensaios: umidade higroscópica; limite de liquidez; limite de plasticidade


e granulometria por peneiramento. Através da realização desses ensaios foram
determinados: Índice de plasticidade, índice de grupo e classificação segundo p TRB
(Transportation Research Board).

Necessários para determinação do grau de umidade ótima e da densidade seca máxima,


os estudos do subleito foram realizados com aplicação de energia de compactação
Proctor Normal.
 Ensaios de Índice de Suporte de Califórnia (ISC ou CBR)
Após a realização dos ensaios definidos anteriormente serão efetuadas determinação
dos valores dos índices de suporte Califórnia – ISC para subsidiar o Projeto de
Pavimentação. Com base nos resultados dos ensaiso de 37 amostras coletadas,
determinou-se o índice de Suporte Califórnia Característico, ISCc= 14,2%.

3.3.3. Ocorrência de Materiais Nobres

[Link]. Pedreira

Para o fornecimento de pedra britada para utilizada nas camadas de revestimento


asfáltico e concreto dos itens de drenagem, foi indicado pedreira comercial Mineração
Santa Maria, localizada no município de Dourados/MS, com distância a ser percorridas
de 22,9 km em rodovia pavimentada e 2,61 km de trecho não pavimentado até o canteiro
de obras do trecho.

O fornecedor apresentou cotações de aquisição tipo CIF e FOB.

[Link]. Jazidas

Base:

Para fornecimento de pedra britada para utilização a camadas de base foi indicado
pedreira comercial Mineração Santa Maria, localizada no município de Dourados/MS,

83
com distância a ser percorridas de 22,9 km em rodovia pavimentada e 2,61 km de trecho
não pavimentado até o canteiro de obras do trecho.

Sub-Base:

Para o material a ser utilizado na sub-base foi indicada como fonte caixa de empréstimo
localizada em Itaporã, distante cerca de 33,00 km em rodovia pavimentada e 2,56 km de
trecho não pavimentado até o canteiro de obras, não foram considerados custos de
recuperação de área de jazida.

[Link]. Areal

Para o fornecimento de areia foi indicado o Areeiro, localizado em Dourados, com


distância a ser percorrida de 55,72 km em rodovia pavimentada e 10,33 km em trecho
não pavimentado, como fornecedor mais viável economicamente.

O fornecedor apresentou cotações de aquisição tipo CIF e FOB, sendo a entrega pelo
fornecedor direto no canteiro de obras a opção mais viável.

3.3.4. Resultados Obtidos - Subleito

Os boletins de sondagem, quadro resumo dos ensaios e a análise dos resultados são
apresentados a seguir.

84
[Link]. Boletins de sondagem

BOLETIM DE SONDAGEM

Rodovia: BR/163 Data:07/2023

Ocorrência:
Trecho: ACESSO/CONCESSIONÁRIA
Argila

Extensão: Obs:Subleito

Estaca Furo Posição Profundidade Classificação espedita N.A. Localização


0,00 - 0,20 Expurgo
1
0,20 - 1,50 Argila marron
0,00 - 0,20 Expurgo
2
0,20 - 1,50 Argila marron
0,00 - 0,20 Expurgo
3
0,20 - 1,50 Argila marron
0,00 - 0,20 Expurgo
4
0,20 - 1,50 Argila marron
0,00 - 0,20 Expurgo
5
0,20 - 1,50 Argila marron

85
[Link]. Resumo dos Ensaios - Subleito

Resumo dos Resultados dos Ensaios

Rodovia: BR/163 Trecho: Subtrecho: ACESSO/CONCESSIONÁRIA Extensão:


Serviço: Projeto de Pavimentação Energia: P.I. Data: 07/2023
SUBLEITO
LIMITES GRANULOMETRIA F.H.
Estaca Furo Amostra Prof. IG HRB H/Nat [Link] Exp. H/Hot [Link]. ISC
LL IP 2" 1" 3/8" 4 10 40 200 %
F‐01 1,50 62,5 22,6 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 97,4 90,1 17 A‐7‐5 18,3 1,218 1,302 0,37 29,1 1,586 10,9

F‐02 1,50 55,3 18,4 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 92,4 82,9 14 A‐7‐5 0,45 25,7 1,640 12,9

F‐03 1,50 57,0 18,8 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 96,3 84,4 15 A‐7‐5 0,33 26,6 1,618 12,1

F‐04 1,50 54,9 18,7 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 96,7 81,0 14 A‐7‐5 0,36 26,0 1,629 12,5

F‐05 1,50 57,1 18,8 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 96,7 81,1 15 A‐7‐5 20,1 1,235 1,294 0,39 27,7 1,598 11,8

[Link]. Análise Estatística Dos Ensaios - Subleito

ANÁLISE ESTATÍSTICA DOS RESULTADOS DE ENSAIOS


MATERIAL: ARGILA MARRON
SUBLEITO
LIMITES GRANULOMETRIA
CARACTE-
IG EXP. Hót.  m ax CBR
RISTICAS LL IP #2 #1 # 3/8 #4 # 10 # 40 # 200
(g / dm 3)
N 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5
X 57,4 19,5 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 95,9 83,9 15 0,38 27,0 1,614 12,0
 3,0 1,8 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 2,0 3,7 1,080 0,04 1,38 0,022 0,75
 55,6 18,5 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 94,8 81,8 15 0,35 26,2 1,601 11,6
 59,1 20,5 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 97,1 86,1 16 0,40 27,8 1,627 12,5
Xmin 53,5 17,3 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 93,4 79,2 14 0,32 25,3 1,586 11,1
Xmax 61,2 21,7 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 88,6 17 0,43 28,8 1,642 13,0
Rodovia BR/163
Trecho
Subtrecho ACESSO/CONCESSIONÁRIA
Extensão

86
[Link]. Densidade IN-SITU

DENSIDADE IN - SITU

Rodovia: BR/163 SH DATA


TRECHO: ESTACA 18/07/2023
SUB-TRECHO: ACESSO/CONCESSIONÁRIA CAMADA SUBBASE

Estaca
Furo 1 5
Posição
Espessura
Peso do frasco + areia (g) 7000 7000
Peso do frasco + areia restante (g) 4956 5008
Peso da areia no cone (g) 498 498
Peso da areia na cavidade (g) 1546 1494
Densidade da areia ( g/dm³) 1368 1368
Volume da cavidade (dm³) 1,130 1,092
Peso do solo úmido extraído da
Cavidade + Peso da bandeja ( g )
Peso do solo úmido extraído
da cavidade ( g ) 1628 1620
Densidade do solo úmido ( g/dm³ ) 1441 1483
Cápsula nº
Peso da cápsula ( g )
Peso da cápsula + solo úmido ( g )
Peso da cápsula + solo seco ( g )
Peso da àgua ( g )
Peso do solo seco ( g )
Umidade de Pista ( % ) 18,3 20,1
Umidade hot ( % ) 29,1 27,7
Fator de correção 0,845 0,833
Densidade do solo seco ( g/dm³ ) 1218 1235
Densidade máxima (g/dm³) 1586 1598
Grau de compactação ( % )
[Link]ão (%) 1,302 1,294

87
[Link]. Ensaios de Compactação

88
89
90
91
92
93
[Link]. Índice Suporte Califórnia-ISC - Subleito

94
95
96
97
98
99
[Link]. Granulometria E Ensaio Físico - Subleito

100
101
102
103
104
105
3.3.5. Resultados Obtidos – SubBase e Base

São apresentados a seguir os ensaios Sub Base e Base em Bica Corrida.

[Link]. Resumo dos Ensaios

Resumo dos Resultados dos Ensaios

Rodovia: BR/163 Trecho: DOURADOS Subtrecho: Ruas ACESSO A CONCESSIONÁRIA Extensão:


Serviço: Projeto de pavimentação Energia: P.M. Data: 07/2023
SUBBASE e BASE DE BRITA CORRIDA ‐ MINERAÇÃO SANTA MARIA
LIMITES GRANULOMETRIA
Amostra Furo Prof. IG HRB FAIXA H/Nat [Link] Exp. H/Hot [Link]. ISC
LL IP 2" 1" 3/8" 4 10 40 200
1 AM‐01 0,0 0,0 100,0 100,0 76,3 76,3 51,2 35,8 9,9 0 A‐1b 0,00 8,4 2,378 131,7
2 AM‐02 0,0 0,0 100,0 100,0 77,5 77,5 52,7 35,9 11,7 0 A‐1b 0,00 8,6 2,384 141,7
3 AM‐03 0,0 0,0 100,0 100,0 76,0 76,0 51,9 33,5 10,5 0 A‐1b 0,00 8,5 2,369 139,9
4 AM‐04 0,0 0,0 100,0 100,0 73,5 73,5 53,2 35,1 11,0 0 A‐1b 0,00 8,6 2,38 145,1
5 AM‐05 0,0 0,0 100,0 100,0 75,8 75,8 51,4 36,2 10,5 0 A‐1b 0,00 8,7 2,371 141,1
6 AM‐06 0,0 0,0 100,0 100,0 73,0 73,0 53,6 33,4 12,1 0 A‐1b 0,00 8,4 2,374 137,4
7 AM‐07 0,0 0,0 100,0 100,0 77,5 77,5 51,5 35,2 11,6 0 A‐1b 0,00 8,8 2,365 145,7
8 AM‐08 0,0 0,0 100,0 100,0 74,6 74,6 52,0 34,3 12,3 0 A‐1b 0,00 8,5 2,381 138,3
9 AM‐09 0,0 0,0 100,0 100,0 75,5 75,5 53,0 35,7 11,3 0 A‐1b 0,00 8,7 2,372 142,2

[Link]. Análise Estatística Dos Ensaios.

ANÁLISE ESTATÍSTICA DOS RESULTADOS DE ENSAIOS


MATERIAL: Bica corrida
SUBBA S E e BA S E
LIMITES PENEIRAS
CARACTE-
IG Hót.  m ax CBR EXP.
RISTICAS LL IP #2 #1 # 3/8 #4 # 10 # 40 # 200
(g / dm 3)
N 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9
X NP NP 100,0 100,0 75,5 75,5 52,3 35,0 11,2 0,0 8,6 2,375 140,3 0,00
 0,0 0,0 0,0 0,0 1,2 1,2 0,8 0,8 0,7 0,0 0,1 0,005 3,1 0,00
 0,00 0,00 100,00 100,00 74,99 74,99 51,95 34,66 10,92 0,00 8,52 2,370 139,01 0,00
 0,00 0,00 100,00 100,00 76,05 76,05 52,61 35,39 11,49 0,00 8,61 2,380 141,7 0,00
Xmin 0,00 0,00 100,00 100,00 74,15 74,15 51,43 34,09 10,47 0,00 8,45 2,370 136,9 0,00
Xmax 0,00 0,00 100,00 100,00 100,00 100,00 53,13 35,96 11,94 0 8,68 2,380 143,8 0,00
Rodovia BR/163
Trecho DOURADOS
Subtrecho ACESSO A CONCESSIONÁRIA

106
[Link]. Ensaios de Compactação

107
108
109
110
111
112
113
114
115
116
[Link]. Índice Suporte Califórnia-ISC

117
118
119
120
121
122
123
124
125
126
[Link]. Granulometria e Ensaios Físico

127
128
129
130
131
132
133
134
135
136
Projeto de Pavimentação

4.3.1. Introdução

O presente Projeto de Pavimentação do acesso comercial à concessionária de


caminhões às margens da BR-163/MS, levou em consideração para sua execução as
características externadas pelo material do subleito, as ocorrências de materiais
disponíveis na região (jazidas, empréstimos, pedreiras e areais), de forma a conceber da
maneira mais econômica possível uma estrutura capaz de resistir aos esforços impostos
pelo tráfego circulando na concessionária, bem como às intempéries da natureza.

Para tanto, foi necessário inicialmente conceber a estrutura do pavimento, analisando


em primeira instância, as características dos solos de fundação (ensaios de
caracterização, resistência mecânica e complementares) em conjunto com as
características dos materiais disponíveis na região.

Esta análise proporcionou, dentre outros aspectos, boa consistência no que diz respeito
à escolha de materiais para as camadas de pavimentos a serem empregados.

Uma vez selecionados os materiais constituintes das camadas do pavimento, tornou-se


imperioso mensurar as espessuras de tais camadas, levando-se em consideração a ação
do tráfego atuante, na oportunidade traduzida pelo número de repetições do eixo padrão
(número “N”).

Em uma última etapa procurou-se quantificar as operações necessárias para a


implantação do pavimento, bem como orientar a execução dos serviços através da
indicação das Especificações de Serviço.

160
4.3.2. Concepção da Estrutura do Pavimento

 Regularização do subleito: objetiva conformar a plataforma final de


terraplenagem e deverá ser executada, nos cortes e aterros, de acordo com a
Especificação do DNER-ES-137/2010. Não devem ser aceitos valores de grau de
compactação inferiores a 100% em relação à massa específica aparente seca
máxima, obtida no laboratório.

 Reforço do subleito: Camada estabilizada granulometricamente, executada


sobre o subleito devidamente compactado e regularizado, utilizada quando se
torna necessário reduzir espessuras elevadas da camada de sub-base, originadas
pela baixa capacidade de suporte do subleito. Especificação do DNER-ES-
138/2010.

 Base: Foram analisadas algumas alternativas, porém a estrutura foi definida em


função dos materiais disponíveis na região de forma a atender a todos os
requisitos exigidos para esta camada.

 Imprimação: será executada com utilização de emulsão asfáltica para serviço de


imprimação, obedecendo-se à especificação do DNER – ES – 144/2014;

 Pintura de ligação: será executada sobre a camada intermediária, com utilização


de emulsão asfáltica de cura rápida RR-1C, diluída em água à razão de 1:1. A
taxa de aplicação é de 0,45 l/m². Os serviços deverão seguir a Especificação do
DNER-ES-145/2012;

 Camada de Revestimento: em CBUQ Faixa “C” , com utilização de CAP-30/45 à


taxa de aplicação é de 0,06 t/t, obedecendo-se a especificação do DNIT 031/2024-
ES, e em CBUQ faixa “B” com utilização de CAP-30/45 à taxa de aplicação é de
0,05 t/t.

4.3.3. Dimensionamento da Estrutura do Pavimento

Com o objetivo de assegurar o excepcional desempenho estrutural e,


conseqüentemente, operacional do trecho, foi utilizado o Método de Projeto de
Pavimentos Flexíveis (DNIT 2006). Cabe ressaltar que para a utilização do citado método
torna-se imperioso o conhecimento de duas variáveis de extrema importância: Número
“N” e CBR de Projeto.

161
[Link]. Método de Projeto de Pavimentos Flexíveis – DNER, versão
1996

A. Generalidades

O Método de Projeto de Pavimentos Flexíveis do DNER foi elaborado originalmente pelo


Engº Murillo Lopes de Souza em 1961, tendo sofrido ao longo dos anos diversas
alterações ou complementações em vários de seus aspectos metodológicos, com o
objetivo de incorporar os avanços tecnológicos e as informações adquiridas a partir da
sua aplicação na prática corrente de Engenharia.

A última modificação oficial desse método ocorreu em 1996 com o lançamento pelo
DNER do Manual de Pavimentação (publicação código 697/100). As principais
características dessa nova versão do método estão descritas resumidamente a seguir.

B. Características dos Materiais

O quadro a seguir apresenta os valores limites e algumas recomendações relativas às


principais características geotécnicas dos materiais a serem utilizados no pavimento.

Tabela 61 – Recomendações Geotécnicas.

Fonte: Manual de Pavimentação, pags. 142-143-144-145. DNIT IPR-719/2006.

C. Tráfego

É representado pelo Número N (número de operações do eixo padrão de 8,2 t.f),


calculado com base nas pesquisas de tráfego, em considerações econômicas e em
fatores de equivalência de operações dos diversos tipos de eixos e pesos que atuam no
pavimento. O número N é calculado de acordo com a seguinte equação:

162
Onde:

N: Número de repetições do eixo-padrão de 8,2 t;

FR: Fator Climático regional;

FV: Fator de veículos, conforme as metodoligas: USACE (Corpo de Engenheiros do


Exército Americano) e AASHTO (Associação Americana de Rodovias e Transportes);

FP: Fator de Pista;

VDMATci: Volume médio diário anual de tráfego de veículos comerciais (ônibus +


caminhões + reboques + semi-reboques).

Os valores de FE e FC são calculados através de procedimentos e gráficos


detalhadamente apresentados no método.

D. Coeficiente de Equivalência Estrutural

Correlaciona empiricamente a resistência dos materiais empregados no pavimento com


a de um material granular tomado como padrão de referência (K = 1,0). Os coeficientes
de equivalência estrutural recomendados pelo método são os indicados a seguir, e foram
adaptados originalmente pelo DNER com base nos valores adotados pelos americanos
a partir dos dados obtidos na pista experimental da AASHO (atualmente AASHTO).
Tabela 62 – Coeficientes Estruturais.

Fonte: Manual de
Pavimentação, Tabela 31 - DNIT IPR-719/2006.

As nomenclaturas adotadas pelo método para os coeficientes de equivalência estrutural


das camadas do pavimento são as seguintes:

163
 Revestimento: KR

 Base: KB

 Sub-base: KSB

 Reforço: KRef

E. Espessura Mínima de Revestimento Betuminoso

As espessuras mínimas de revestimento betuminoso dependem do valor do Número N,


conforme apresentado no quadro a seguir.

Tabela 63 – Espessura Mínima de Revestimento Betuminoso.

Fonte: Manual de
Pavimentação, Tabela 32 - DNIT IPR-719/2006.

F. Espessura das Camadas Granulares

O gráfico apresentado a seguir fornece, em função do Número N e do ISC de um


determinado material, a espessura de material granular padrão (K = 1,0) necessária
à proteção do material considerado contra a deformação permanente.

164
Figura 36 - Determinação de espessuras do pavimento.
Fonte: Manual de Pavimentação, figura 43 - DNIT IPR-719/2006.

G. Inequações de Dimensionamento

As espessuras finais das camadas do pavimento são calculadas através das seguintes
inequações, exceto a do revestimento que é tabelada em função do Número “N”:

Espessura do Revestimento (R) : R é tabelado em função do Número “N”;

Espessura da Base (B): R x KR + B x KB ≥ H20

Espessura da Sub-base (SB): R x KR + B x KB + SB x KSB ≥ Hn

Espessura do Reforço (REF): R x KR + B x KB + SB x KSB + REF x KRef ≥ Hm

165
Onde:

R: espessura do revestimento (cm);

KR: coeficiente de equivalência estrutural do revestimento;

B: espessura da base (cm);

KB: coeficiente de equivalência estrutural da base;;

SB: espessura da sub-base (cm);

KSB: coeficiente de equivalência estrutural da sub-base;

REF: espessura do reforço (cm);

KREF: coeficiente de equivalência estrutural do reforço;

H20: espessura de material granular padrão necessária à proteção da base;

Hn: espessura de material granular padrão necessária à proteção da sub-base;

Hm: espessura de material granular padrão necessária à proteção do subleito.

Para fins de dimensionamento, o ISC da sub-base deve ser sempre considerado como
igual a 20, mesmo que o material indicado para essa camada apresente valor de ISC
superior. Esses parâmetros estão representados na figura a seguir:

Figura 37 - Ilustração de um Dimensionamento de pavimento.

Fonte: Manual de Pavimentação, figura 44 - DNIT IPR-719/2006.

O método faz as seguintes recomendações de caráter executivo:

 O subleito e todas as camadas granulares do pavimento deverão ser


compactadas com, no mínimo, 100 % de grau de compactação;

166
 Todos os materiais do subleito que apresentam ISC < 2 % e/ou expansão > 2 %
deverão ser substituídos por materiais com ISC > ISC de projeto determinado para
o subleito;

 15 cm é a menor espessura a ser adotada para as camadas granulares do


pavimento;

 As espessuras mínimas e máxima de compactação de materiais granulares são,


respectivamente, 10,0 cm e 20,0 cm.

H. Determinação do Número “N”

No item de Estudos de Tráfego são apresentados os elementos obtidos dos estudos


realizados, dos quais interessam ao projeto de pavimento os seguintes:

 Período de projeto: 10 anos;

 Ano de abertura ao tráfego da via pavimentada: 2024;

 Ano final da vida útil do pavimento: 2034;

 Taxa de crescimento anual: 3.0%;

 Número “N” de aplicações de eixo-padrão de 8,2 t: 1,57 x 105 (USACE) e 4,53 x


104 (AASHTO).

Para o valor de número “N” do trecho em questão, o Método de Projeto de Pavimentos


Flexíveis do DNIT recomenda como revestimento o tratamento superficial betuminoso
(Coforme Tabela 3 deste relatório). Com o intuito de manter o mesmo revestimento
betuminoso existente na BR-163, foi adotada a camada betuminosa com 5,0 cm de
espessura.

167
I. Determinação do valor do ISC de projeto

Para a determinação do valor de ISC a ser adotado no dimensionamento do pavimento,


a projetista adotou a seguinte linha de procedimentos:

 Determinação do valor de ISC mínimo admissível para atendimento a


estrutura mínima do pavimento, concebida com base nas espessuras
mínimas para cada camada, na análise técnica e econômica das soluções
a serem indicadas para a construção de cada camada, resultantes dos
Estudos Geotécnicos que se foram desenvolvidos, sendo considerado o
valor de 11,1% de ISC para o Subleito existente;

J. Determinação da espessura total do pavimento para os materiais


granulares

DIMENSIONAMENTO ESTRUTURAL DO PAVIMENTO

ISC (Min.) ‐ Subleito do Projeto: 11,10%


NÚMERO "N" (USACE) 1,57E+05 H20: 23,00 cm Valor calculado (Figura 1);
Ht: Hn: 33,00 cm Valor calculado (Figura 1).

CALCULO DA BASE (BICA CORRIDA) R x KR + B x KB ≥ H20


R: 5,00 cm Valor utilizado conforme a Tabela 3;
KR: Valor utilizado conforme a Tabela 2;
BASE

2,00
B (valor calculado): 13,00 cm Adotado 15 cm
KB: 1,00 Valor utilizado conforme a Tabela 2;
H20: 23,00 cm Valor calculado conforme Figura 1.

CALCULO DA SB (ARENITO) R x KR + B x KB ≥ H20


R: 5,00 cm Valor utilizado conforme a Tabela 3;
KR: 2,00 Valor utilizado conforme a Tabela 2;
SUB‐BASE

B (valor calculado): 15,00 cm


KB: 1,00 Valor utilizado conforme a Tabela 2;
SB (valor calculado): 8,00 cm Adotado 15 cm
KBS: 1,00 Valor utilizado conforme a Tabela 2;
H20: 33,00 cm Valor calculado conforme Figura 1.

Figura 38 - Cálculo do dimensionamento das espessuras do pavimento projetado


Fonte: Elaborado pelo autor, nov-2024.

168
DIMENSIONAMENTO ESTRUTURAL DO PAVIMENTO

Dados de Tráfego e Geotécnicos

ISC (Min.) ‐ Subleito do Proj.: 11,10% H20 23,00

NÚMERO "N" (USACE) 1,57E+05 Ht 33,00

Período de Projeto 10 anos

Estrutura

Coefic. Espessura TOTAL Espessura TOTAL


Camada
Estrutural Calc. (cm) Calculado Adot. (cm) Adot .(cm)

Revestimento Asfáltico 2,00 5,00 10,00 5,00 10,00

Base de Bica Corrida 1,00 13,00 13,00 15,00 15,00

Sub-base 1,00 8,00 8,00 15,00 15,00

Total (Ht) 31,00 40,00

Capa de Rolamento em CBUQ ‐ Esp. = 5,0 cm

Base de Bica Corrida ‐ Esp. = 15,0 cm


ESTRUTURA

Sub‐base Solo Estabilizado (arenito) ‐ Esp. = 15,0 cm

Subleito

Figura 39 - Cálculo das espessuras totais do pavimento projetado.


Fonte: Elaborado pelo autor, nov-2024.

Detalhamento Executivo do Pavimento

 Regularização do Subleito;

 Execução de Base: bica corrida;

 Imprimação com emulsão asfáltica para imprimação, taxa de 1,2 l/m²;

 Pintura de Ligação com emulsão RR-1C, taxa de 0,45 l/m²;

 Execução de camada de Concreto Betuminoso Usinado a Quente Faixa “C”


espessura de 5,0 cm, com CAP 30/45, taxa de 5,0%;

169
4.3.4. Fontes de Materiais a Serem Utilizadas

As principais fontes de materiais indicadas no projeto são apresentadas a seguir:

 Execução de Base: material proveniente da Mineração Santa Maria Ltda,


localizada na Zona Rural de Itaporã/MS;

 Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ): proveniente de uma usina


comercial denominada Mineração Santa Maria Ltda, localizada no município de
Itaporã/MS;

 Materiais Betuminosos: provenientes da base de industrialização/distribuição da


Greca Asfaltos, localizada no município de Campo Grande/MS.

4.3.5. Recomendações Construtivas

Abaixo são apresentados alguns cuidados e observações pertinentes aos serviços de


cada uma das intervenções contidas no Projeto.

[Link]. Imprimação

De modo a eliminar o pó e o material solto existente, na superfície a ser imprimada,


usam-se de preferência vassouras mecânicas rotativas podendo, entretanto, ser manual
esta operação. O jato de ar comprimido poderá, também, ser usado.

A distribuição do ligante deve ser feita por veículos equipados com bomba reguladora de
pressão e sistema completo de aquecimento, que permitam a aplicação do material
betuminoso em quantidade uniforme.

As barras de distribuição devem ser do tipo circulação plena, com dispositivo que
possibilite ajustamentos verticais e larguras variáveis de espalhamento do ligante. Os
veículos distribuidores devem dispor de tacômetro, calibradores e termômetros de
pequenas superfícies e correções localizadas.

As barras de distribuição devem ser do tipo de circulação plena, com dispositivo que
possibilite ajustamentos verticais e larguras variáveis de espalhamento de ligante. O
depósito de material betuminoso, quando necessário, deve ser equipado com dispositivo
que permita o aquecimento adequado e uniforme do conteúdo do recipiente.

170
O depósito deve ter uma capacidade tal que possa armazenar a quantidade de material
betuminoso a ser aplicado em, pelo menos, um dia de trabalho fazendo-se a pintura de
ligação da adjacente, logo que a pintura permita sua abertura ao trânsito.

[Link]. Pintura de Ligação

Para a varredura da superfície a receber a pintura de ligação, usam-se de preferência


vassouras mecânicas rotativas podendo, entretanto, ser manual esta operação. O jato
de ar comprimido poderá, também, ser usado.

Deve-se executar a pintura de ligação na pista inteira, em um mesmo turno de trabalho,


e deixá-la fechada ao trânsito, sempre que possível. Quando isto não for possível, deve-
se trabalhar em meia pista, fazendo-se a pintura de ligação da adjacente, logo que a
pintura permita sua abertura ao trânsito.

A fim de evitar a superposição ou excesso de material nos pontos inicial e final das
aplicações, devem-se colocar faixas de papel, transversalmente, na pista de modo que
o material betuminoso comece a cesse de sair da barra de distribuição sobre essas
faixas, as quais, a seguir, são retiradas. Qualquer falha na aplicação do material
betuminoso deve ser logo corrigida.

A distribuição do ligante deve ser feita por veículos equipados com bomba reguladora de
pressão e com sistema completo de aquecimento, que permitam a aplicação do material
betuminoso em quantidade uniforme.

As barras de distribuição devem ser do tipo circulação plena, com dispositivo que
possibilite ajustamentos verticais e larguras variáveis de espalhamento do ligante. Os
veículos distribuidores devem dispor de tacômetro, calibradores e termômetros de
pequenas superfícies e correções localizadas.

O depósito de material betuminoso, quando necessário, deve ser equipado com


dispositivo que permita o aquecimento adequado e uniforme do conteúdo do recipiente.
O depósito deve ter uma capacidade tal que possa armazenar a quantidade de material
betuminoso a ser aplicado em, pelo menos, um dia de trabalho.

171
[Link]. Concreto Betuminoso Usinado a Quente

De forma a se garantir uma adequada aderência entre a camada a ser executada com
este tipo de mistura betuminosa e a superfície subjacente, deve-se promover uma pintura
de ligação a ser executada com emulsão asfáltica catiônica devendo se garantir, como
mínimo, cerca de 450 g de asfalto residual por m².

A camada de CBUQ deve ser distribuída e acabadas através de vibroacabadoras


eletrônicas com auto-propulsão, exceto em situações ou locais em que a Fiscalização
considere o uso destas máquinas impraticável.

De modo a conseguir, tanto quanto possível, uma operação contínua, a velocidade da


vibro-acabadora deve ser coordenada com a produção da usina de asfalto.

Se a vibroacabadora permanecer parada por mais de 5 minutos ou se o intervalo entre


o fim da descarga de um caminhão e o início da descarga de outro for superior a 5
minutos, ela deve se afastar da camada em execução de forma a permitir que os cilindros
de compactação exerçam sua função.

De forma a se evitar tais inconvenientes, exigir-se-á que o construtor dimensione os


meios de transporte (caminhões) da mistura de modo a garantir que exista sempre um
caminhão carregado com mistura betuminosa em espera junto a vibro-acabadora.

Os compactadores vibratórios devem ser utilizados na rolagem inicial e mantidos atrás


da vibro-acabadora, a uma distância não superior a 30 m.

Caso a temperatura ambiente seja da ordem dos 15ºC, a distância acima indicada deverá
obrigatoriamente diminuir para 15 m, sendo exigida inclusivamente a colocação de mais
um cilindro metálico vibratório. O restante dos cilindros de compactação deve seguir o
mais perto possível de todo o comboio executivo.

De qualquer modo, se a temperatura ambiente for inferior ou igual a 10ºC os trabalhos


devem ser imediatamente suspensos.

172
4.3.6. Verificação do Dimensionamento pelo Método da Resiliência

O dimensionamento de pavimentos por critérios empíricos não permite a consideração


explícita do seu comportamento quanto à resiliência, definida como a deformação
elástica recuperável de solos e de estruturas de pavimentos sob a ação de cargas
repetidas.

A deformação excessiva de pavimentos faz-se notar mesmo em pavimentos bem


dimensionados por critérios de resistência à ruptura plástica, como o Método do DNIT,
levando ao seu trincamento prematuro por fadiga.

O método simplificado de verificação da resiliência adotado pelo DNIT leva em


consideração os indicadores mais importantes na definição da estrutura do pavimento:

 A deflexão na superfície;

 A diferença entre as tensões horizontal de tração e vertical de compressão na


fibra inferior do revestimento;

 Tensão vertical no subleito.

Os dois primeiros estão relacionados com a fadiga e outro com a deformação


permanente ou plástica. A consideração da resistência excessiva da estrutura projetada
é levada em conta através da limitação da espessura máxima da camada granular e do
cálculo da espessura mínima de solo argiloso de baixo grau de resiliência, capaz de
proteger o subleito de má qualidade quanto à sua deformabilidade.

A espessura mínima da camada betuminosa está também associada às propriedades


resilientes do conjunto pavimento-fundação e à fadiga do [Link] aplicação
do método, os solos finos do subleito devem ser classificados quanto à resiliência, de
acordo com a porcentagem de silte na fração fina e o valor do ISC correspondente.

No caso do presente projeto, para o valor de ISCproj = 11,1 e teor de silte na fração fina
maior que 65, obtém-se a classificação Tipo III, quanto à resiliência, indicando tratar-se
de solo de comportamento ruim quanto à resiliência.

173
A espessura total do pavimento é calculada através da forma analítica do Método DNER,
dada pela expressão:

Ht = 77,67 x N0,0482 x CBR-0,598

Substituindo os valores de N = 1,57 x 105 e CBR = 11,1 obtêm-se:

𝑯𝒕 𝟑𝟑 𝒄𝒎

A espessura mínima do revestimento betuminoso é dada por:

807,961
HCB  5,737   0,972 I1  4,101I 2
DP

Onde Dp é a deflexão máxima de projeto (em 0,01 mm) e I1 e I2 são constantes


relacionadas às características resilientes do subleito.

Para subleito do tipo III, o método fornece os valores I1 = 0 e I2 = 1.

O critério de deflexão máxima adotada pelo método considera:

Substituindo o valor de N = 1,57 x 105 obtém-se:

D = 148,3 (x 0,01 mm)

Substituindo os valores calculados anteriores, obteve-se:

HCB = - 5,737 + (807,961 / 148,3) + (0,972 x 0) + (4,101 x 1)

HCB = 4 cm

A espessura da camada granular (HCG) é determinada pela equação:

𝑯𝑪𝑩 . 𝑽𝑬 𝑯𝑪𝑮 𝑯𝒕

𝑯𝒕  𝟑𝟑 𝒄𝒎

Onde VE é valor estrutural da camada betuminosa, admitida igual a 2,0 (para subleito do
tipo III e N entre 104 e 105).

Substituindo os valores de HCB, VE e Ht, obtém-se:

174
𝟒, 𝟎 ∗ 𝟐, 𝟎 𝑯𝑪𝑮 𝟑𝟑 𝒄𝒎 → 𝑯𝑪𝑮 𝟐𝟓 𝒄𝒎

Conclusão: os resultados obtidos na verificação mecanística permitem concluir que o


dimensionamento das espessuras das camadas, feito pelo método do DNER, está
adequado e compatível.

4.3.7. Resultados Obtidos

A seguir serão apresentados a seção transversal tipo e o Localização fontes dos


materiais.

175
176
177
MATERIAIS DE PAVIMENTAÇÃO
IMPLANTAÇÃO E PAVIMENTAÇÃO DO ACESSO À CONCESSIONÁRIA DE CAMINHÕES DA R2 EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES
Objeto:
LTDA

Localização Distância Fixa (Comercial)


Ocorrência Lado Material Procedência Quantidade Unidade DMT
Estaca Não Paviment Pavimentada
P AV I M ENT AÇÃO

Pedreira 0 + 0,00 - Bica Corrida Itaporã/MS 1.861,780 m³ 2,61 22,90 25,51


Jazida 0 + 0,00 - Arenito Itaporã/MS 1.475,630 m³ 2,56 33,00 35,56
Material Betuminoso 0 + 0,00 - Emulsão EAI Campo Grande/MS 10,740 ton 0,13 244,00 244,13

Material Betuminoso 0 + 0,00 - Emulsão RR-1C Campo Grande/MS 3,640 ton 0,13 244,00 244,13
Usina 0 + 0,00 - CBUQ Itaporã/MS 966,040 ton 2,61 22,90 25,51

Bota-Fora 0 + 0,00 - Mat. Fresafo Dourados/MS 56,720 m³ 3,76 20,20 23,96

Objeto: IMPLANTAÇÃO E PAVIMENTAÇÃO DO ACESSO À CONCESSIONÁRIA DE CAMINHÕES DA R2 EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA

REGULARIZAÇÃO DO SUBLEITO
ESTACA EXTENSÃO LARGURA ÁREA SUBLEITO
O BS ERV AÇÃO
INICIAL FINAL (m) (m) (m²)
24 + 15,33 46 + 10,18 434,850 var. 1.478,500 Local: BR-163

0 + 0,00 20 + 12,29 412,290 var. 3.044,467 Local: PISTA SUL DESACELERAÇÃO


0 + 0,00 1 + 10,06 30,063 var. 195,076 Local: SAÍDA DESACELERAÇÃO 8,00

0 + 0,00 1 + 11,57 31,569 var. 93,634 Local: SAÍDA DESACELERAÇÃO 4,80


0 + 0,00 2 + 16,64 56,638 var. 868,114 Local: ENTRADA

1 + 1,94 25 + 8,54 486,600 var. 3.085,956 Local: PISTA SUL ACELERAÇÃO


0 + 0,00 1 + 6,46 26,460 var. 194,596 Local: SAÍDA ACELERAÇÃO 8,00

0 + 0,00 2 + 5,91 45,910 var. 145,065 Local: SAÍDA ACELERAÇÃO 4,80

TOTAL: 1.524,380 9.105,410

Objeto: IMPLANTAÇÃO E PAVIMENTAÇÃO DO ACESSO À CONCESSIONÁRIA DE CAMINHÕES DA R2 EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA

SUB-BASE DE SOLO ESTABILIZADO GRANULOMETRICAMENTE SEM MISTURA COM MATERIAL DE JAZIDA


LOCALIZAÇÃO APLICAÇÃO - ESTACAS EXTENSÃO LARGURA ÁREA ESPES. VOLUME
JAZIDA O BS ERV AÇÃO
ESTACA INICIAL FINAL (m) (m) (m²) (m) (m³)
J-1 Itaporã/MS 24 + 15,33 46 + 10,18 434,850 var. 1.429,579 0,15 214,440 Local: BR-163

J-1 Itaporã/MS 0 + 0,00 20 + 12,29 412,290 var. 2.972,204 0,15 445,830 Local: PISTA SUL DESACELERAÇÃO

J-1 Itaporã/MS 0 + 0,00 1 + 10,06 30,063 var. 191,946 0,15 28,790 Local: SAÍDA DESACELERAÇÃO 8,00
J-1 Itaporã/MS 0 + 0,00 1 + 11,57 31,569 var. 92,570 0,15 13,890 Local: SAÍDA DESACELERAÇÃO 4,80

J-1 Itaporã/MS 0 + 0,00 2 + 16,64 56,638 var. 857,424 0,15 128,610 Local: ENTRADA

J-1 Itaporã/MS 1 + 1,94 25 + 8,54 486,600 var. 3.013,912 0,15 452,090 Local: PISTA SUL ACELERAÇÃO

J-1 Itaporã/MS 0 + 0,00 1 + 6,46 26,460 var. 191,640 0,15 28,750 Local: SAÍDA ACELERAÇÃO 8,00
J-1 Itaporã/MS 0 + 0,00 2 + 5,91 45,910 var. 191,640 0,15 28,750 Local: SAÍDA ACELERAÇÃO 4,80

+ + +
TOTAL: 1.524,380 8.940,915 1.341,150

BASE DE BICA CORRIDA COM BRITA COMERCIAL


LOCALIZAÇÃO APLICAÇÃO - ESTACAS EXTENSÃO LARGURA ÁREA ESPES. VOLUME
JAZIDA O BS ERV AÇÃO
ESTACA INICIAL FINAL (m) (m) (m²) (m) (m³)
Pedreira Itaporã/MS 24 + 15,33 46 + 10,18 434,850 var. 1.331,520 0,15 199,730 Local: BR-163

Pedreira Itaporã/MS 0 + 0,00 20 + 12,29 412,290 var. 2.827,354 0,15 424,100 Local: PISTA SUL DESACELERAÇÃO

Pedreira Itaporã/MS 0 + 0,00 1 + 10,06 30,063 var. 185,493 0,15 27,820 Local: SAÍDA DESACELERAÇÃO 8,00
Pedreira Itaporã/MS 0 + 0,00 1 + 11,57 31,569 var. 90,026 0,15 13,500 Local: SAÍDA DESACELERAÇÃO 4,80

Pedreira Itaporã/MS 0 + 0,00 2 + 16,64 56,638 var. 835,353 0,15 125,300 Local: ENTRADA

Pedreira Itaporã/MS 1 + 1,94 25 + 8,54 486,600 var. 2.869,474 0,15 430,420 Local: PISTA SUL ACELERAÇÃO

Pedreira Itaporã/MS 0 + 0,00 1 + 6,46 26,460 var. 185,528 0,15 27,830 Local: SAÍDA ACELERAÇÃO 8,00
Pedreira Itaporã/MS 0 + 0,00 2 + 5,91 45,910 var. 138,069 0,15 20,710 Local: SAÍDA ACELERAÇÃO 4,80

+ + +
TOTAL: 1.524,380 8.462,817 1.269,410

178
IMPRIMAÇÃO COM EMULSÃO ASFÁLTICA
LOCALIZAÇÃO APLICAÇÃO - ESTACAS EXTENSÃO LARGURA ÁREA CONS. VOLUME
Fornec. O BS ERV AÇÃO
ESTACA INICIAL FINAL (m) (m) (m²) (t/m²) (t)
Greca Campo Grande/MS 24 + 15,33 46 + 10,18 434,850 var. 1.282,816 0,0013 1,670 Local: BR-163

Greca Campo Grande/MS 0 + 0,00 20 + 12,29 412,290 var. 2.755,436 0,0013 3,580 Local: PISTA SUL DESACELERAÇÃO
Greca Campo Grande/MS 0 + 0,00 1 + 10,06 30,063 var. 182,198 0,0013 0,240 Local: SAÍDA DESACELERAÇÃO 8,00

Greca Campo Grande/MS 0 + 0,00 1 + 11,57 31,569 var. 88,559 0,0013 0,120 Local: SAÍDA DESACELERAÇÃO 4,80

Greca Campo Grande/MS 0 + 0,00 2 + 16,64 56,638 var. 824,241 0,0013 1,070 Local: ENTRADA
Greca Campo Grande/MS 1 + 1,94 25 + 8,54 486,600 var. 2.797,332 0,0013 3,640 Local: PISTA SUL ACELERAÇÃO

Greca Campo Grande/MS 0 + 0,00 1 + 6,46 26,460 var. 182,396 0,0013 0,240 Local: SAÍDA ACELERAÇÃO 8,00
Greca Campo Grande/MS 0 + 0,00 2 + 5,91 45,910 var. 135,431 0,0013 0,180 Local: SAÍDA ACELERAÇÃO 4,80

+ + +
TOTAL: 1.524,380 8.248,409 10,740 Emulsão asfáltica para imprimação

PINTURA DE LIGAÇÃO
LOCALIZAÇÃO APLICAÇÃO - ESTACAS EXTENSÃO LARGURA ÁREA CONS. VOLUME
Fornec. OBS ERV AÇÃO
ESTACA INICIAL FINAL (m) (m) (m²) (t/m²) (t)
Greca Campo Grande/MS 24 + 15,33 46 + 10,18 434,850 var. 1.130,614 0,00045 0,510 Local: BR-163

Greca Campo Grande/MS 15 + 15,00 63 + 0,37 945,363 0,5000 472,682 0,00045 0,210 Local: BR-163 (área de fresagem)

Greca Campo Grande/MS 0 + 0,00 20 + 12,29 412,290 var. 2.532,257 0,00045 1,140 Local: PISTA SUL DESACELERAÇÃO
Greca Campo Grande/MS 0 + 0,00 1 + 10,06 30,063 var. 171,539 0,00045 0,080 Local: SAÍDA DESACELERAÇÃO 8,00

Greca Campo Grande/MS 0 + 0,00 1 + 11,57 31,569 var. 83,219 0,00045 0,040 Local: SAÍDA DESACELERAÇÃO 4,80

Greca Campo Grande/MS 0 + 0,00 2 + 16,64 56,638 var. 789,573 0,00045 0,360 Local: ENTRADA

Greca Campo Grande/MS 1 + 1,94 25 + 8,54 486,600 var. 2.572,473 0,00045 1,160 Local: PISTA SUL ACELERAÇÃO
Greca Campo Grande/MS 0 + 0,00 1 + 6,46 26,460 var. 171,864 0,00045 0,080 Local: SAÍDA ACELERAÇÃO 8,00

Greca Campo Grande/MS 0 + 0,00 2 + 5,91 45,910 var. 126,208 0,00045 0,060 Local: SAÍDA ACELERAÇÃO 4,80

+ + +
TOTAL: 2.469,743 8.050,430 3,640 Emulsão asfáltica - RR-1C

CONCRETO ASFÁLTICO - FAIXA C - MASSA COMERCIAL


LOCALIZAÇÃO APLICAÇÃO - ESTACAS EXTENSÃO LARGURA ÁREA ESPES. VOLUME
Fornec. O BS ERV AÇÃO
ESTACA INICIAL FINAL (m) (m) (m²) (m) (t)

Adotada: Massa Específica Compactada (t/m 2,40


Usina Itaporã/MS 24 + 15,33 46 + 10,18 434,850 var. 1.130,614 0,05 135,670 Local: BR-163 (área de fresagem)
Usina Itaporã/MS 15 + 15,00 63 + 0,37 945,363 0,5000 472,682 0,05 56,720 Local: BR-163 (área de fresagem)

Usina Itaporã/MS 0 + 0,00 20 + 12,29 412,290 var. 2.532,257 0,05 303,870 Local: PISTA SUL DESACELERAÇÃO

Usina Itaporã/MS 0 + 0,00 1 + 10,06 30,063 var. 171,539 0,05 20,580 Local: SAÍDA DESACELERAÇÃO 8,00
Usina Itaporã/MS 0 + 0,00 1 + 11,57 31,569 var. 83,219 0,05 9,990 Local: SAÍDA DESACELERAÇÃO 4,80

Usina Itaporã/MS 0 + 0,00 2 + 16,64 56,638 var. 789,573 0,05 94,750 Local: ENTRADA

Usina Itaporã/MS 1 + 1,94 25 + 8,54 486,600 var. 2.572,473 0,05 308,700 Local: PISTA SUL ACELERAÇÃO

Usina Itaporã/MS 0 + 0,00 1 + 6,46 26,460 var. 171,864 0,05 20,620 Local: SAÍDA ACELERAÇÃO 8,00
Usina Itaporã/MS 0 + 0,00 2 + 5,91 45,910 var. 126,208 0,05 15,140 Local: SAÍDA ACELERAÇÃO 4,80

+ + +
TOTAL: 2.469,743 8.050,430 966,040

FRESAGEM DESCONTÍNUA DE REVESTIMENTO ASFÁLTICO - ESPESSURA DE 5 CM


LOCALIZAÇÃO APLICAÇÃO - ESTACAS EXTENSÃO LARGURA ÁREA ESPES. VOLUME
Fornec. OBS ERV AÇÃO
ESTACA INICIAL FINAL (m) (m) (m²) (m) (m³)
15 + 15,00 63 + 0,37 945,363 0,5000 472,682 0,05 56,720 Local: BR-163 (área de fresagem)
+ + +
TOTAL: 945,363 472,682 56,720

Código Banco Descrição Und Quant.


PROJETO DE PAVIMENTAÇÃO
4011209 SICRO Regularização do subleito m² 9.359,20
Sub-base de solo estabilizado granulometricamente sem mistura com material de
4011227 SICRO m³ 1.376,63
jazida
- - Base de bica corrida comercial (Ref 4011276) m³ 1.325,60
4011352 SICRO Imprimação com emulsão asfáltica m² 8.476,57
4011353 SICRO Pintura de ligação m² 8.270,91
4011464 SICRO Concreto asfáltico - faixa C - massa comercial t 992,50
4915663 SICRO Fresagem descontínua de revestimento asfáltico - espessura de 5 cm m³ 56,72
AQUISIÇÃO DE MATERIAL BETUMINOSO
- - Aquisição de emulsão asfáltica para imprimação t 11,04
- - Aquisição de emulsão asfáltica RR-1C t 3,74
TRANSPORTE DE MATERIAIS BETUMINOSO
- - Transporte de emulsão asfáltica para imprimação t 11,04
- - Transporte de emulsão asfáltica RR-1C t 3,74

179

Você também pode gostar