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Port. 4 # Perdão

O documento aborda a prática do perdão cristão, enfatizando a importância do consentimento e do papel do Espírito Santo no processo de perdão. Destaca que perdoar é um processo gradual que requer paciência e fé, e que a dúvida na capacidade de Deus para perdoar é considerada um pecado contra o Espírito Santo. Sugere práticas diárias, como a Oração do Perdão e a reflexão sobre o Pai Nosso, para aprofundar a compreensão e vivência do perdão.
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Port. 4 # Perdão

O documento aborda a prática do perdão cristão, enfatizando a importância do consentimento e do papel do Espírito Santo no processo de perdão. Destaca que perdoar é um processo gradual que requer paciência e fé, e que a dúvida na capacidade de Deus para perdoar é considerada um pecado contra o Espírito Santo. Sugere práticas diárias, como a Oração do Perdão e a reflexão sobre o Pai Nosso, para aprofundar a compreensão e vivência do perdão.
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EXTENSÃO CONTEMPLATIVA INTERNACIONAL

Oración Centrante Uno 2025


Semana 4

O PERDÃO

ALGUMAS ADVERTÊNCIAS PRÁTICAS PARA O CAMINHO

Já introduzimos a Oração do Perdão e animamos a todos a que comecem a praticá-la, para


permitir ao Espírito Santo que inicie o processo do perdão em você.
Observem as sutilezas da frase anterior e usem-na como lembrança de alguns dos princípios do
perdão cristão, nos quais colocamos ênfase nesta transmissão:

1. “Permitir...” A primeira coisa que é necessária é nosso consentimento, nosso SIM.


2. ”... ao Espírito Santo…” Nós temos que saber como perdoar. É o movimento do Espírito
que realiza o perdão.
3. “... que inicie o processo do Perdão...” Perdoar é um processo. Tudo que temos que fazer
é consentir que o processo comece, sem expectativas de resultados imediatos ou soluções
de uma vez por todas.
4. “em você...” Este processo não tem nada a ver com ninguém, mas a você mesmo e com o
peso que você vem carregando. Está totalmente a serviço de sua libertação e seu desejo de
amar mais.

No transcurso do processo do perdão, algumas pessoas querem andar muito rapidamente, como
se tratasse de uma carreira. Por isto, é importante lembrar as seguintes tendências humanas,
frequentemente ressaltadas pelo Padre Carl Arico:

1. Excessiva conceituação: A tendência é racionalizar e conceituar tudo. Aqui não há nada


que racionalizar e nem defender.
2. Hiperatividade: A tendência a estar em permanente movimento, fazendo algo concreto.
Essa é a fonte de comentários tais como: “Tenho tanta coisa para fazer! Como posso estar
perdendo tanto tempo sentado e com os olhos fechados?”. “Preciso, realmente, avançar
neste assunto do perdão?”
3. Confiança excessiva em nós mesmos: “Se eu mesmo não fizer isto, não poderei ver
nenhum resultado”. “Não confio em ninguém mais do que em mim mesmo, nem sequer
estou muito seguro de que Deus vai poder me conduzir por este caminho.”

Frequentemente, ao longo desta travessia, nos vêm à mente perguntas tais como: “Como posso
perdoar X?” ou “Não sei se algum dia poderei perdoar tal coisa ou se poderei me curar desta
outra”. É importante relembrar sempre: Não temos que saber como. O “como” é a Oração do
Perdão, sob a direção do Espírito Santo. Seu compromisso com a prática irá respondendo às suas
perguntas. Deixe que Ele aja. Seja paciente. Vá mais devagar. Confie no processo e permita que
vá se desenvolvendo em você. Acredite, com fé pura, que Deus vai te curando pouco a pouco.
Lembre-se de que o Senhor nunca se negou a um pedido de cura feito com fé. Isto sim, lembre-se
de que esta cura está muito ligada à fé e à confiança: “Tua fé te curou”, repetia Jesus.

O Padre Andrew Marr, OSB, seguindo o teólogo jesuíta Raymund Schwager, fala que
provavelmente duvidar da capacidade de Deus para perdoar, e de seu desejo e capacidade de
nos conduzir ao perdão, é o que Jesus chamou de “o pecado contra o Espírito Santo”, uma vez
que se trata de duvidar da infinita misericórdia de Deus. Isto não quer dizer que esse pecado seja
imperdoável eternamente. Trata-se, isto sim, de uma realidade psicológica e espiritual familiar
para todos nós: enquanto dermos voltas e mais voltas a velhos ressentimentos e rancores,
estaremos aprisionados nas redes e no fogo do inferno interior, que só cessa quando nos abrimos
a dar e receber o perdão, mediante a ação gratuita da misericórdia divina. Quando nos abrimos a
transmitir o perdão, somos perdoados e libertados. Nosso perdão individual tem, ao mesmo
tempo, consequências sociais e cósmicas.

“( O Padre Raymund Schwager) sugere que Jesus não nos ameaça com a vingança divina
, mas nos adverte a respeito das consequências de rejeitar o dom gratuito do perdão.
Nossa rejeição nos soma no ciclo da vingança que é tão velho como a humanidade. Esse
é o terreno de cultivo das sociedades perseguidoras... Se rejeitamos o perdão, nós nos
queimaremos enquanto rejeitamos. Essa é a minha experiência diária.”
Andre Marr, OSB, Moving and Resting in God’s Desire, 2016

Para praticar nos próximos dias:


1. Depois de um período de Oração Centrante ou de uns minutos de silêncio, repita a Oração
do Perdão. Observe se descobre algo novo...
2. Recite lentamente o Pai Nosso em espírito de Lectio Divina. O que te diz? O que te revela?
3. Pratique a Lectio Divina com este fragmento do Pai Nosso: “Perdoai os nossos pecados,
assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.” Reflita sobre esta frase. Repita-a.
Leve-a ao coração. Nos próximos dias, regresse a ela em meio à sua vida diária. Repita-a
uma e outra vez. Observe o ciclo divino do perdão.
4. Reflita: - Estou procurando controlar o processo? Estou procurando obter resultados
imediatos? Creio que é o Espírito Santo quem me perdoa?
5. Compartilhe suas perguntas, dúvidas, dificuldades e experiências com os demais
membros do grupo.

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