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Incontinência Urinária: Tipos e Tratamentos

O documento aborda a incontinência urinária, suas causas, tipos e tratamentos, incluindo incontinência de esforço, bexiga hiperativa e fístulas. Também discute exames complementares, como EAS, urodinâmica e cistoscopia, além de opções de tratamento clínico e cirúrgico. Por fim, menciona distopias ginecológicas e o ciclo menstrual, detalhando a fisiologia ovariana e uterina.

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Gustavo Gomes
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Incontinência Urinária: Tipos e Tratamentos

O documento aborda a incontinência urinária, suas causas, tipos e tratamentos, incluindo incontinência de esforço, bexiga hiperativa e fístulas. Também discute exames complementares, como EAS, urodinâmica e cistoscopia, além de opções de tratamento clínico e cirúrgico. Por fim, menciona distopias ginecológicas e o ciclo menstrual, detalhando a fisiologia ovariana e uterina.

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WL RESUMOS RESIDÊNCIA MÉDICA

INCONTINÊNCIA
PERDA DE URINA
Transbordamento Lesões neurológicas
Incontinência de esforço Tosse, espirro
Bexiga hiperativa Urgência, polaciúria, noctúria
Fístula Cirurgia pélvica, radioterapia

Perda de urina:
 Transbordamento (perda somente depois que a bexiga está muito cheia; perda da capacidade de
contração da bexiga – urina poucas vezes e só perde depois que excede a capacidade vesical – lesões
neurológicas, diabetes)
 Bexiga hiperativa (bexiga ativa demais – qualquer quantidade de urina leva a contração da bexiga, levando
a uma vontade incontrolável de urinar- urina várias vezes ao dia, urgência, polaciúria, noctúria)
 Incontinência de esforço (perda de urina ao tossir, espirrar, ao levantar da cadeira... existem graus de
perda aos esforços – para avaliar, o ideal é posicionar a paciente numa posição semi-elevada, simulando
uma situação cotidiana)
 Fístula (perda insensível – são queixas de vulvovaginites, corrimentos que não melhoram - que na
realidade não é corrimento, mas sim urina  a paciente não perde pela uretra, mas sim pela vagina -
história de cirurgia pélvica – clássico: Wertheim-Meigs, radioterapia)

Bexiga hiperativa
X
Incontinência de esforço

EXAMES COMPLEMENTARES:
 EAS e URINOCULTURA – para diagnóstico diferencial (uma infecção urinária pode ser causa de polaciúria,
urgência, incontinência) – a urocultura é essencial para seguir na investigação (não se pode manipular a
uretra da paciente sem ter certeza de que não há infecção). Pacientes > 50 anos, tabagistas com
hematúria, devemos pensar em neoplasia de bexiga (CA de bexiga pode simular bexiga hiperativa); grande
quantidade de oxalato de cálcio e paciente com história de cálculo, se houver um cálculo na bexiga irá
provocar hiperatividade.
 MOBILIDADE DO COLO VESICAL: USG / TESTE DO COTONETE
 TESTE DE BONNEY (250-300mL de soro na bexiga; tenta-se elevar o colo vesical; se ao sustentar o colo, a
paciente deixa de perder; suspeitar de hipermobilidade vesical; baixa sensibilidade e especificidade)
 CISTOSCOPIA (>50a, irritação súbita, hematúria): lembrar de neoplasia de bexiga – para a incontinência a
cistoscopia não é um grande exame (o grande exame é a urodinâmica – o melhor exame é a
videourodinâmica – lembrar: o primeiro exame é o EAS e urocultura)
 URODINÂMICA – não deve ser solicitado para todos os pacientes.
 Incontinência urinária de esforço sem perda no exame físico
 Antes de cirurgia
 Prolapso anterior
 Incontinência urinária mista
 Falha no tratamento clínico

 EAS e urinocultura
 Mobilidade do colo vesical: teste do cotonete / USG
 Teste de Bonney
 Cistoscopia (>50 anos, irritação súbita, hematúria)
 Urodinâmica: IUE sem perda no exame físico, antes da
cirurgia, prolapso anterior, IU mista, falha no tratamento
clínico
WL RESUMOS RESIDÊNCIA MÉDICA

URODINÂMICA: 3 etapas importantes


1. FLUXOMETRIA – fluxo livre (senta na cadeira e faz xixi)
2. CISTOMETRIA – fase de enchimento (avalia atividade do detrusor + pressão intravesical)
3. ESTUDO MICCIONAL – fase de esvaziamento
Inicialmente a paciente senta e urina em um funil – nesse funil existe um transdutor que avalia fluxo, volume...
Após ter esvaziado a bexiga, passa-se 2 sondas vesicais (uma mede a pressão da bexiga e outra enche a bexiga) e 1 retal
(pressão abdominal);
O que não pode ocorrer na fase de enchimento: perda de urina, dor, contração do músculo detrusor (a contração deve
ocorrer na fase de esvaziamento).
Durante a fase de enchimento, verificamos se a paciente apresenta perda aos esforços (e com qual pressão), quando
ocorre o primeiro desejo de urinar...
Após, pede-se para que a paciente urine novamente, agora sob monitorização.

PRESSÃO DETRUSOR = PRESSÃO VESICAL – PRESSÃO ABDOMINAL


Normal: pressão vesical aumente sob influência da pressão abdominal (a pressão vesical é a pressão abdominal)

INCONTINÊNCIA DE ESFORÇO
Avaliar a pressão de perda: * PPE = Pressão de Perda ao Esforço (Urodinâmica)
 Hipermobilidade vesical – PPE > 90cmH2O
 Defeito esfincteriano – PPE < 60cmH2O

Algumas pacientes perdem urina somente ao fazerem uma força capaz de mobilizar a bexiga (hipermobilidade
vesical) – pressão de perda aos esforços > 90cmH2O). O tratamento inicial para as duas situações é clínico.
A incontinência urinária de esforço é um problema anatômico, ainda assim, é possível tentar um tratamento
clínico inicial (em casos leves a moderados) – o tratamento clínico, mesmo que não resolva o problema, pode
melhorar as condições para a cirurgia.

Tratamento
CLÍNICO: perda de peso, fisioterapia e duloxetina*, alfa-agonistas adrenérgicos**
CIRURGIA:
 Hipermobilidade: Colpossuspensão retropúbica
Burch  Cooper
Marshall  Sínfise
 Defeito esfincteriano: Sling (TVT – transvaginal / TOT - transobturatório)

ATUAL cirurgia para IUE


(*) Não é utilizada para incontinência na prática pois aumenta as taxas de suicídio
(**) Fecha o esfíncter interno; porém não é utilizado por aumentar o risco de AVE – obs.: o esfíncter externo
está sob controle cortical.
O Sling (cirurgia clássica para o defeito esfincteriano) também pode ser utilizada para a hipermobilidade, com
bons resultados.
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BEXIGA HIPERATIVA
Síndrome de urgência ou urgeincontinência
- Contrações não inibidas do detrusor -
Podemos ter a síndrome da bexiga hiperativa (urgência / urgeincontinência) sem que haja hiperatividade do
detrusor (contrações não-inibidas do detrusor)  a hiperatividade detrusora é laudo urodinâmico!
Não é necessário o laudo para tratar. Somente com a clínica da paciente é possível iniciar o tratamento.

Tratamento
 Sempre clínico!
Gerais: perder peso, reduzir cafeína/ fumo, cinesioterapia
Medicamentoso:
 Anticolinérgicos: oxibutinina, tolterodina e darifenacina
 Imipramina (opção)

PARASSIMPÁTICO (acetilcolina) M
M2/M3  contração detrusora M M

Obs.: antigamente só era aceito oxibutinina e tolterodina como gabarito em questões que solicitavam
tratamento farmacológico para bexiga hiperativa. A darifenacina é uma droga nova!

Contraindicações (anticolinérgicos):
 Arritmias
 Glaucoma de ângulo fechado
 Gestação/ lactação

Obs.: quando o tratamento clínico não surte efeito, estaria indicado videourodinâmica ou urodinâmica (ex.:
podemos ter uma incontinência urinária de esforço associada).

SÍNDROME DA BEXIGA DOLOROSA


(Nome antigo: cistite intersticial)
 Urgência e polaciúria
 Dor à distensão vesical que alivia ao urinar
 Úlcera de Hunner (aparecem quando da
distensão da bexiga)
 Diagnóstico de exclusão: sem ITU, sem
hiperatividade detrusora
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DISTOPIAS
APARELHO DE SUSPENSÃO - LIGAMENTOS
Anteriores Pubovesicouterinos
Laterais Cardinais ou paramétrios
Posteriores Uterossacros

APARELHO DE SUSTENTAÇÃO - MÚSCULOS


 Elevador do ânus (ileococcígea, pubococcígea e
DIAFRAGMA
puborretal)
PÉLVICO
 Coccígeo
DIAFRAGMA  Transverso superficial e profundo do períneo
UROGENITAL  Esfíncter uretral/anal e isquio/bulbocavernoso

 Episiotomia médio-lateral: secciona os músculos bulbocavernoso e transverso superficial do períneo.


o Se a episiotomia expandir: puborretal
 Episiotomia mediana (perineotomia): somente deve ser feita para aquelas com corpo perineal longo
(distância da vagina – ânus grande).

DISTOPIAS GINECOLÓGICAS
PROLAPSO UTERINO
PROLAPSO DE CÚPULA
PROLAPSO ANTERIOR
PROLAPSO POSTERIOR

PROLAPSO UTERINO
Colo hipertrófico x Prolapso

COLO HIPERTRÓFICO PROLAPSO


Colo longo sem prolapso Colo normal e com
de fundo de saco prolapso de fundo de saco
Visualmente, o aspecto é o mesmo!

TRATAMENTO:
 Assintomáticas: não precisam operar
 Sintomáticas: histerectomia total vaginal com reconstrução do assoalho pélvico ou Manchester (ex.:
nuligesta)
 Sintomáticas com alto risco cirúrgico: Kegel / pessários

 Manchester: amputação parcial do colo e fixação no paramétrio – “Manchester para manter o


útero”).

PROLAPSO DE CÚPULA
Sempre: complicação de pós-histerectomia
Tratamento:
 Fixação da cúpula vaginal ao promontório ou colpocleise (Le Fort)
 Atenção: Colpocleise não pode ser feita em pacientes que ainda mantém atividade sexual!

PROLAPSO ANTERIOR
Geralmente ocorre por CISTOCELE
Conduta: colporrafia anterior corrigindo a fáscia pubovesicocervical ou pessário (se alto risco)
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PROLAPSO POSTERIOR
RETOCELE
Conduta: colporrafia posterior (com sutura da fáscia retovaginal)
 Obs.: um toque retal pode ajudar a diferenciar uma retocele de uma enterocele!

Classificação POP-Q
Olhar para as “letras minúsculas”:
Aa e Ba  parede anterior
Ap e Bp  parede posterior
C  Colo ou cúpula
D  fundo de saco de Douglas (paciente histerectomizada não tem ponto D – neste caso, C, será a cúpula)
 Negativo: dentro da vagina (não operar)
 Positivo: além do hímen

Obs.: ROTURA PERINEAL


 1º Grau: pele e mucosa
 2º Grau: músculo
 3º Grau: ânus
 4º Grau: reto

SANGRAMENTO VAGINAL
Exemplo: em uma paciente de 12 anos:
 Obstétrico
 Infecção
 Coagulopatia
 Disfuncional: nos primeiros 2 anos após a menarca é a principal causa

CICLO MENSTRUAL
Hipotálamo GnRH
Hipófise FSH e LH
Ovário EeP
Úterovagina Proliferação/ Secreção/ Menstruação
l
A secreção de GnRH deve ser pulsátil. Pela forma como ocorre a pulsatilidade (pulsos que variam em
amplitude e frequência), a hipófise irá liberar LH ou FSH.
 FASE FOLICULAR: pulsos de alta frequência e baixa amplitude (antes da ovulação)
 FASE LÚTEA: pulsos de baixa frequência e alta amplitude (depois da ovulação)

Devemos lembrar que temos a adenohipófise e a neurohipófise (a neurohipófise pode ser entendida como
um prolongamento do hipotálamo). A adenohipófise é a parte glandular.
Adenohipófise FSH, LH, TSH, GH, ACTH, prolactina
Não produz hormônios; libera
Neurohipófise hormônios hipotalâmicos (ocitocina
e ADH)

O HIPOTALÁMO ESTIMULA A HIPÓFISE;


EXCETO DOPAMINA QUE INIBE A PROLACTINA

OVÁRIOS:
 TECA (estroma): produz androgênios
 GRANULOSA: depende da fase
o Folicular: estrogênio e inibina B (inibe FSH)
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o Lútea: progesterona e inibina A (inibe FSH)


Obs.: inibina B = before ovulação / inibina A = after ovulação – não tem implicação prática!
O androgênio é a base para a formação do estrogênio. O androgênio vem a partir o colesterol. O colesterol é o
substrato para a formação dos esteroides sexuais.

Teoria das duas células 2 gonadotrofinas


TECA
LH COLESTEROL

ANDROSTENEDIONA 
TESTOSTERONA

GRANULOSA

ANDROSTENEDIONA TESTOSTERONA
FSH
AROMATIZAÇÃO

ESTRONA  ESTRADIOL

DIVISÃO DO CICLO
CICLO OVARIANO:
 Fases: folicular, ovulatória (?) e lútea

Folicular Recrutamento à ovulação


 FSH com regressão do corpo lúteo (ciclo anterior)
Seleção do folículo dominante ( receptores FSH)
Ovulatória Pico estradiol  pico LH
Ovulação:
- 32 a 36h após o início da elevação do LH
- 10 a 12h após o pico máximo do LH
Lútea Folículo roto  corpo lúteo
Ocorre aumento da progesterona e duração mais ou menos fixa de 14 dias
Regressão do corpo lúteo   estrogênio, progesterona e inibina A  
pulsos de GnRH e  FSH  sinal para novo recrutamento ...
... tudo começa novamente ...

CICLO UTERINO:
Fases: proliferativa, secretora e menstrual
 Quem prolifera: estrogênio
 Quem torna o endométrio secretor: progesterona

Camadas do endométrio:
 Compacta (superficial)
 Esponjosa (média)
 Basal (profunda)
- Quem descama: camada compacta com parte da esponjosa (chamadas de funcional)

E NOS DEMAIS ÓRGÃOS...


MUCO CERVICAL:
 Folicular: predomina ação do estrogênio – filância + cristalização
 Lútea: predomina ação da progesterona – sem filância / muco espesso + sem cristalização

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