0% acharam este documento útil (0 voto)
33 visualizações17 páginas

Asma Brônquica

O documento aborda a asma brônquica, uma doença inflamatória crônica que afeta as vias respiratórias, destacando sua epidemiologia, etiologia, fatores de risco, fisiopatologia e tratamento. A prevalência da asma está aumentando, especialmente em Moçambique, e o diagnóstico é principalmente clínico, com a necessidade de diferenciar de outras condições. O tratamento visa controlar os sintomas, prevenir crises e minimizar complicações, com ênfase na importância do manejo adequado da doença.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
33 visualizações17 páginas

Asma Brônquica

O documento aborda a asma brônquica, uma doença inflamatória crônica que afeta as vias respiratórias, destacando sua epidemiologia, etiologia, fatores de risco, fisiopatologia e tratamento. A prevalência da asma está aumentando, especialmente em Moçambique, e o diagnóstico é principalmente clínico, com a necessidade de diferenciar de outras condições. O tratamento visa controlar os sintomas, prevenir crises e minimizar complicações, com ênfase na importância do manejo adequado da doença.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

INSTITUTO MÉDIO POLITÉCNICO DE CIÊNCIA E INOVAÇÃO

(I.M.P.C.I)

Curso de Técnico de Medicina Geral (TMG) - 6

Disciplina: Aparelho respiratório

Tema: Asma Brônquica

Grupo 5

Chimoio, Abril de 2024


1
INSTITUTO MÉDIO POLITÉCNICO CIÊNCIA E INOVAÇÃO

(I.M.P.C.I)

Curso de Técnico de Medicina Geral (TMG) - 6

Disciplina: Aparelho Respiratório

Grupo 5

Nome:

Formador:

Chimoio, Abril de 2024

2
Índice
1. Introdução............................................................................................................................4
1.1. Objectivos........................................................................................................................4
1.1.1. Objectivo geral.............................................................................................................4
1.1.2. Objectivos específicos..................................................................................................4
2. Asma brônquica...................................................................................................................4
2.1. Epidemiologia..................................................................................................................4
2.2. Etiologia e história natural...............................................................................................5
2.3. Factores de risco desencadeantes de uma crise asmática.................................................5
2.4. Fisiopatologia...................................................................................................................6
2.5. Quadro clínico e classificação.........................................................................................7
2.6. Complicações...................................................................................................................9
2.7. Exames auxiliares e diagnóstico......................................................................................9
2.8. Diagnóstico diferencial....................................................................................................9
2.9. Conduta..........................................................................................................................10
2.10. Tratamento de manutenção........................................................................................13
2.10.1. Asma intermitente......................................................................................................13
2.10.2. Asma persistente ligeira.............................................................................................13
2.11. Plano de Seguimento..................................................................................................14
3. Conclusão..........................................................................................................................15
4. Bibliografias......................................................................................................................16

3
1. Introdução

A asma (também conhecida como “bronquite asmática” ou como “bronquite alérgica”) é uma
doença que acomete os pulmões, acompanhada de uma inflamação crónica dos brônquios
(tubos que levam o ar para dentro dos pulmões). Os conhecimentos iniciais sobre a doença
eram restritos, mas com os avanços da medicina nas últimas décadas, passou-se a conhecer
melhor suas causas, mecanismos envolvidos, surgindo novos medicamentos e tratamentos. No
entanto, apesar de todos os progressos, a asma ainda hoje é uma doença problemática e que
pode levar à morte.

1.1. Objectivos
1.1.1. Objectivo geral

Compreender como se manifesta a asma brônquica.

1.1.2. Objectivos específicos


 Definir asma e descrever os seus dois mecanismos patológicos (inflamação das vias
aéreas e broncoespasmo).
 Descrever a história natural de asma, incluindo as complicações.
 Descrever a escala de gravidade da asma.
 Enumerar os factores mais comuns que provocam ataques de asma [Link]

2. Asma brônquica
4
Asma é uma doença inflamatória, crónica, episódica, caracterizada por hiper-reactividades das
vias respiratórias que cursa com obstrução (parcial ou total) reversível das mesmas.

Quando o asmático apresenta-se com os sinais e sintomas de asma estamos perante uma crise
de asma. Quando os sinais e sintomas (decorrentes da obstrução grave) persistem por dias ou
semanas estamos perante estado de mal asmático.

2.1. Epidemiologia

Segundo a OMS – 2005, a asma afectou cerca de 300 milhões de pessoas e estima-se que até
2025 haverá um número adicional de mais 100 milhões e cerca de 239.000 mortes
relacionadas a ela. Em África a prevalência da asma tem vindo a aumentar. Em Moçambique,
a prevalência da asma foi estimada em 13,3% em crianças de 6-7 anos e em adolescentes de
13-14 anos.

A asma constitui cerca de 16,6% do total de doentes atendidos nos Serviços de Urgência dos
hospitais de referência do País.

2.2. Etiologia e história natural

A etiologia da asma é complexa e multifactorial, envolvendo factores endógenos e factores


exógenos.

Tabela 1. Factores de risco para asma.

Factores Endógenos Factores Ambientais

Predisposição genética Alergénios do ambiente doméstico (ácaros da


poeira, pêlos de animais)
(hereditariedade)

Atopia (tendência genética para adquirir Poluição ambiental (pólen, gases, partículas de
doenças alérgicas) poeira)

Fumo do tabaco (incluindo fumadores passivos)

Infecções respiratórias

Sensibilizantes ocupacionais (veterinários,


pessoal de laboratórios, agricultores)

Desmame precoce

2.3. Factores de risco desencadeantes de uma crise asmática


 Ar frio
5
 Exercício físico
 Tabaco
 Alérgenos (poeiras, pólen, fezes de animais)
 Infecções das vias respiratórias superiores (inflamação)
 Stress
 Medicamentos (AINEs, agentes Beta bloqueadores)
 Irritantes químicos (perfumes, insecticidas)

2.4. Fisiopatologia

A hiperreactividade brônquica é o denominador comum da asma. A inflamação desempenha


um papel fundamental neste processo e ocasiona:

 Broncoconstrição – contracção da musculatura lisa dos brônquios


 Edema das vias aéreas e deposição de muco – devido a inflamação
 Perda de líquidos – aumento do trabalho respiratório e inflamação

A obstrução das vias aéreas causa um aumento da resistência do fluxo do ar e uma redução do
fluxo respiratório fazendo com que o ar fique preso nas vias aéreas, e determinando a
condição de híper-expansão. A distensão dos pulmões permite que o ar entre, mas ao mesmo
tempo existe uma alteração dos mecanismos de trocas intrapulmonares, aumenta o trabalho da
respiração e quando o pulmão não pode expandir mais o resultado é uma hipoventilação dos
alvéolos e portanto uma hipóxia e hipercapnia (aumento da concentração de CO 2 no sangue).
Em resposta a esta situação, aumenta o esforço para respirar, aumenta o consumo de oxigénio,
aumenta a actividade cardíaca e isso determina acidose metabólica que por sua vez determina
a acidose respiratória.

Estas alterações regridem espontaneamente ou por acção terapêutica, mas com o decorrer do
tempo e após sucessivos episódios, desenvolvem-se alterações que levam ao estreitamento
progressivo das vias respiratórias.

6
Brônquio Brônquio com
normal alterações da asma

Músculo

Músculo
contraído

Brônquios
Inflamação
Muco
Músculo
Edema

Pulmões
Músculo Muco
contraído
Fonte: NIH
[Link]

Figura 1: Brônquio normal e brônquio com alterações típicas da asma.

2.5. Quadro clínico e classificação

 Os sinais e sintomas típicos da asma são pieira, dispneia e tosse com intensidade
variável. Os sintomas podem piorar à noite.

 Ao exame físico encontra-se taquipneia, taquicardia, tiragem, adejo nasal.

 À palpação teremos vibrações vocais normais ou diminuídas.

 À percussão teremos hiperssonoridade.

 À auscultação teremos murmúrio vesicular normal ou diminuido, com roncos e sibilos.

 Nos casos graves teremos: paciente agitado, incapaz de adoptar uma posição, com
cianose, bradicárdia, hipotensão, abolição do murmúrio vesicular.

Tabela 2. Classificação da Asma.


7
Intermitente Persistente Persistente Persistente
leve moderada grave

Sintomas ≤ 1 vez/semana ≥ 1 vez/semana Diários mas não Diários e


e < 1 vez/dia contínuos contínuos
Falta de ar,
aperto no peito,
pieira e tosse

Actividades Em geral normais Limitação para Prejudicadas Limitação


grandes diária
Falta ocasional ao esforços. Algumas faltas
trabalho ou escola ao trabalho ou Falta frequente
Faltas escola. ao trabalho ou
ocasionais ao escola
trabalho ou Sintomas com
escola exercício Sintomas com
moderado exercícios leves
(subir escadas) (andar)

Crises* Ocasionais (leves) Infrequentes Frequentes Frequentes –


graves
Controladas com Algumas Algumas com
broncodilatadores, requerendo ida à Necessidade de
sem ida à curso de emergência, uso corticoide
emergência corticoides de corticoides sistémico,
sistémicos ou internamento
internamento ou com risco de
vida

Sintomas Raros Ocasionais Comuns Quase diários


nocturnos**
≤ 2 vezes/mês > 2 vezes/mês e > 1 vez/semana > 2
≤ 1 vez/semana vezes/semana

Broncodilatador ≤ 1 vez/semana ≤ 2 > 2 ≥ 2 vezes/dia


para alívio vezes/semana vezes/semana e
< 2 vezes/dia

* Pacientes com crises infrequentes, mas que coloquem a vida em risco, devem ser
classificados como portadores de asma persistente grave

** Despertar nocturno regular com pieira ou tosse é um sintoma grave

2.6. Complicações
 Insuficiência respiratória
 Pneumotórax
 Atelectasia
 Pneumonia

8
 Deformidades torácicas (tórax em tonel)
 Complicações causadas pelo uso dos corticoesteróides (osteoporose,
imunodepressão, aumento do peso, miopatia, catarata, diabetes mellitus).

2.7. Exames auxiliares e diagnóstico

O diagnóstico é fundamentalmente clínico (história de atopia, antecedente de asma, associado


aos sinais e sintomas – tosse, sibilos, dispneia). Geralmente o paciente asmático chega e já diz
que estou com asma!

No hemograma pode-se encontrar eosinofilia. Pode-se encontrar leucocitose com neutrofilia


se o factor desencadeante for infecção bacteriana, ou linfocitose se for infecção viral.

A radiografia torácica pode ser normal, ou pode apresentar sinais de hiper-insuflação


(aumento dos espaços intercostais, horizontalização das costelas) ou também pode mostrar
opacidade causada pelo colapso lobar ou segmentar quando existe obstrução por muco.

2.8. Diagnóstico diferencial

“Nem tudo que sibila é asma”. É preciso efectuar o diagnóstico diferencial com outras
condições sibiliantes:

 Insuficiência cardíaca congestiva – edema dos membros inferiores, dispneia


paroxística nocturna, hepatomegália e ascite, sopro cardíaco

 Agudização de DPOC: Embora apresentem sintomatologia semelhante, a DPOC ao


contrário da asma geralmente inicia na idade adulta e quase sempre está associada ao
tabagismo. A atopia não é tão frequente como nos pacientes asmáticos e a dispneia é
muitas vezes associada ao esforço físico. A regressão dos sintomas da DPOC após
medicação é mais lenta do que na asma.

 Obstrução das vias respiratórias superiores por corpos estranhos, tumor, edema da
laringe – geralmente associado a estridor e não a sibilos

 Edema pulmonar: em geral ocorre em pacientes com patologia cardíaca prévia, que
desenvolvem um quadro respiratório agudo com ortopneia, palpitações, dor torácica.
O exame físico revela alterações na dinâmica cardiovascular e a auscultação pulmonar

9
com roncos e fervores dispersos. A radiografia torácica ilustra processos de
consolidação difusos e em geral extensos, na altura em que já há sintomatologia

 Pneumonia: nestes pacientes a ocorrência de tosse e taquipneia em geral está associada


a presença de dor torácica e sintomas gerais, como febre, mal-estar geral, anorexia,
fadiga. O hemograma pode apresentar leucocitose, geralmente a custa de neutrófilos.
A radiografia torácica pode mostrar as áreas de condensação (não hiperinsuflação),
mas é necessário fazer diagnóstico diferencial com atelectasia que ocorre quando há
obstrução repleta de um brônquio.

2.9. Conduta

Os objectivos principais de tratamento da asma são:

 Controlar os sintomas
 Prevenir limitação crónica ao fluxo aéreo
 Permitir actividades normais – trabalho, escola, lazer
 Manter a funçào pulmonar normal ou a melhor possível
 Evitar crises – idas às emergências ou hospitalizações
 Reduzir a necessidade de uso de broncodilatador para alívio
 Minimizar os efeitos adversos da medicação
 Prevenir a morte

Podemos dividir o tratamento em: tratamento da crise e tratamento de manutenção.

Tratamento da crise

Para o tratamento da crise de asma, é necessário classificar a severidade da crise segundo os


parâmetros abaixo indicados. O TMG poderá não ter todos os parâmetros abaixo indicados a
sua disposição, pelo que deverá se basear nos parâmetros clínicos referenciados. Após a
classificação deverá instituir o tratamento apropriado de acordo com a classificação.

10
Figura 2: Classificação da Intensidade da Crise Asmática.

11
Fonte: Adaptado de [Link]
35862002000700006&script=sci_arttext#qdr02
Figura 3: Fluxograma de Tratamento da crise asmática.

 ß2 – agonistas – Salbutamol solução nebulizável (5mg/ml): diliuir 0.5 a 1 ml em soro


fisiológico até perfazer 2-4 ml de solução e inalar até terminar o aerossol (máximo 3
doses).

 Efeitos secundários: tremor fino, nervosismo, cefaleia, palpitações, hipokalémia.


 Contra-indicações: evitar ou usar com muito cuidado em pacientes com insuficiência
cardíaca, arritmias cardíacas, hipertensão arterial, hipertiroidismo e diabetes
12
 Notas e precauções: os riscos de hipokalémia são maiores com uso concomitante de
aminofilina, corticosteróides, diuréticos ou com hipóxia. Monitorar os niveis séricos
de potássio.
 Corticosteróides: prednisolona ou hidrocortisona. As doses já estão esclarecidas no
diagrama.
 Efeitos secundários: retenção hidro-salina, hipokalemia, agravamento de edemas,
agravamento de HTA e precipitação de insuficiência cardíaca. Hiperglicemia. Em
doses prolonagadas, susceptibilidade aumentada às infecções, alteração de
comportamento, osteoporose, dispepsia e reactivação de úlcera péptica e suas
complicações (hemorragia).
 Contra-indicações: doentes com úlcera péptica activa, infecções, insuficiência
cardíaca, HTA, diabetes

Xantinas – aminofilina injectável 240mg/10ml – ampola

 Dose de ataque: 6 mg/kg adiministrada lentamente, durante 20 a 30 min, ou de


preferência em perfusão em soro fisiológico ou dextrose a 5%, durante 30 min.
 Dose de manutenção: adultos não fumadores – 0.5mg/kg/h; adultos fumadores – 0.75-
0.85 mg/kg/h
 Efeitos secundários: taquicárdia, palpitações, cefaleia, zumbidos, dispepsia, náuseas,
vómitos, insónias, tremores, agitação e arritmias.
 Notas e precauções: reduzir a dose em doentes com insuficiência cardíaca ou hepática,
infecções virais, epilepsia, cor pulmonale ou que estejam a tomar concomitantemente
eritromicina, cimetidina ou ciprofloxacina. Pode haver necessidade de aumentar a
dose de aminofilina em doentes fumadores activos, ou que estejam a tomar fenitoína,
carbamazepina, rifampicina, fenobarbital.
2.10. Tratamento de manutenção

O tratamento de manutenção tem a ver com a classificação da asma (não com a classificação
da crise de asma) abordada anteriormente. Assim, teremos:

2.10.1. Asma intermitente


 Broncodilatadores: Salbutamol em aerossol pressurizado 100μg (bombinha), 2 - 3
jactos em dose única no tratamento das crises ligeiras.
2.10.2. Asma persistente ligeira

13
 Broncodilatadores: Salbutamol em aerossol pressurizado 100 μg (bombinha), 2 - 3
jactos, 3 a 4 vezes por dia, ou Salbutamol nebulizável (como na crise) de 4 em 4 horas
ou de 6 em 6 horas, +
 Corticóides inalatórios em baixas doses: Beclometasona em aerossol pressurizado
(100μg por inalação), 2 jactos 3 a 4 vezes por dia.
 Efeitos secundários da Beclometasona: irritação da garganta, tosse e rouqidão
reversível com a reduçào ou suspensão do tratamento. Candidíase orofaríngea
especialmente com doses altas; broncoespasmo paradoxal.
 Contra-indicações: Tuberculose pulmonar activa e infecções fúngicas das vias aéreas.

Notas e precauções: nas doses habituais é desprovido de efeitos sistemicos dos corticoides.
Quando se usa em simultâneo com salbutamol, aplicar a beclometasona a seguir a este, mas
passando um intervalo não inferior a 5 min. O seu efeito anti-inflamatório é lento (3-7 dias)

a) Asma persistente moderada


 Broncodilatadores: Salbutamol como na asma persistente ligeira +
 Corticóides inalatórios em doses moderadas a altas: Beclometasona em aerossol
pressurizado (100 μg por inalação), 3 jactos 3 a 4 vezes por dia.
b) Asma persistente grave
 Broncodilatadores: Salbutamol como na asma persistente ligeira/moderada +
 Corticóides inalatórios em doses altas: Beclometasona em aerossol pressurizado,100
μg por inalação, 4 a 5 jactos 3 a 4 vezes por dia +
 Aminofilina: 5 a 10 mg/kg/dia divididos em 3 tomas (geralmente 100 mg de 8 em 8
horas). Começar com baixas doses e aumentar-se de 3 em 3 dias até se obter resposta.
 Se insucesso do tratamento anterior, acrescentar prednisolona na dose de 10-20 mg/dia
(até máximo de 60 mg/dia), de preferência de manhã depois do pequeno-almoço. Se
não melhora, refira ao médico.
 Outros Tratamentos: Hidratação agressiva, fisioterapia respiratória, mucolíticos e
sedativos não estão recomendados. Antibióticos estão indicados nos casos em que
houver evidências de sobre-infecção bacteriana. Não há restrições específicas sobre
dieta ou actividade física.
2.11. Plano de Seguimento

O plano de seguimento do paciente com asma deve ter maior enfoque na área preventiva, para
que o paciente tenha uma qualidade de vida boa ou aceitável, com o menor número possível
14
de episódios. Este deve, sempre que possível, ser discutido com o paciente para que haja
maior colaboração da sua parte. Um dos objectivos é que o paciente viva com suas
actividades diárias sem interferência dos sintomas durante o dia e noite. Outro grande
objectivo consiste em minimizar o uso de tratamentos de alívio, prevenindo cuidados médicos
imprevistos. Abaixo, estão listados aspectos fundamentais a ter em conta na hora de
elaboração dum plano:

 Educação sanitária: deve ser feita educação dos pacientes na altura do diagnóstico e
nas consultas subsequentes.
 Prevenção das crises ou exacerbações da asma: Consiste em evitar exposição aos
factores desencadeantes. A sensibilidade aos alergénios varia de pessoa para pessoa,
muitos pacientes atentos com o decorrer do tempo conseguem identificar os factores
desencadeantes das suas crises.
 Tratar e manter controlo dos sintomas.
 Manter a função pulmonar a um nível mais normal possível.
 Evitar efeitos adversos dos medicamentos.
 Prevenir o desenvolvimento da irreversibilidade da limitação aérea.

3. Conclusão

A asma é uma doença crónica das vias respiratórias, em que a inflamação e a


hiperreactividade brônquica são a chave dos sinais e sintomas. Factores endógenos (genética e
15
hereditariedade) e ambientais desempenham um papel preponderante no surgimento da
doença.

Os sinais e sintomas típicos da asma são pieira, dispneia e tosse, acompanhados de roncos e
sibilos à auscultação. O diagnóstico diferencial da asma se faz com outras patologias cardio-
respiratórias que originam sibilos. O tratamento da asma depende se se trata de uma crise ou
asma crónica. Em cada uma delas, é necessário conhecer a sua classificação para uma conduta
apropriada. Os broncodilatadores ß2 agonistas e corticóides são a base do tratamento da asma.

16
4. Bibliografias

Harrison, Manual de Medicina, 15ª edição

Harrison, Medicina Interna, 17ª edição, Vol II

[Link]

[Link]

Ministério de Saúde, Formulário Nacional de Medicamentos, 5ª edição, 2007

17

Você também pode gostar