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Aula Colonialidade 23.2

O documento explora a ideia de colonialidade e sua relação com o Direito Comparado, destacando a América Latina como um laboratório de colonialismo e racismo. Discute as dimensões da colonialidade, incluindo poder, saber, ser e gênero, e propõe uma leitura decolonial que valoriza cosmovisões subalternizadas. A análise sugere que o Direito Moderno Ocidental é um elemento de governança que perpetua a colonialidade, influenciando a dinâmica do Direito Comparado de forma eurocêntrica.

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pedro brandao
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Aula Colonialidade 23.2

O documento explora a ideia de colonialidade e sua relação com o Direito Comparado, destacando a América Latina como um laboratório de colonialismo e racismo. Discute as dimensões da colonialidade, incluindo poder, saber, ser e gênero, e propõe uma leitura decolonial que valoriza cosmovisões subalternizadas. A análise sugere que o Direito Moderno Ocidental é um elemento de governança que perpetua a colonialidade, influenciando a dinâmica do Direito Comparado de forma eurocêntrica.

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A ideia de colonialidade

e o Direito Comparado
Profª Ana Carolina Mattoso
• Grupo Modernidade/Colonialidade:
uma narrativa a partir da América
Latina

Noções Iniciais • Colonialismo e modernidade

• Conceito de colonialidade
Contribuições do Modernidade/Colonialidade
– Luciana Ballerstrin

• (a) a narrativa original que resgata e insere a América Latina como o continente fundacional do colonialismo, e,
portanto, da modernidade;
• (b) a importância da América Latina como primeiro laboratório de teste para o racismo a serviço do colonialismo;
• (c) o reconhecimento da diferença colonial, uma diferença mais difícil de identificação empírica na atualidade, mas
que fundamenta algumas origens de outras diferenças;
• (d) a verificação da estrutura opressora do tripé colonialidade do poder, saber e ser como forma de denunciar e
atualizar a continuidade da colonização e do imperialismo;
• (e) a perspectiva decolonial, que fornece novos horizontes utópicos e radicais para o pensamento da libertação
humana, em diálogo com a produção de conhecimento.
“A globalização em curso é, em primeiro lugar, a
culminação de um processo que começou com a
constituição da América e do capitalismo
colonial/moderno e eurocentrado como um novo
padrão de poder mundial. Um dos eixos fundamentais
desse padrão de poder é a classificação social da
população mundial de acordo com a idéia de raça,
uma construção mental que expressa a experiência
básica da dominação colonial e que desde então
permeia as dimensões mais importantes do poder
mundial, incluindo sua racionalidade específica, o
eurocentrismo. Esse eixo tem, portanto, origem e
caráter colonial, mas provou ser mais duradouro e
estável que o colonialismo em cuja matriz foi
estabelecido. Implica, conseqüentemente, num
elemento de colonialidade no padrão de poder hoje
hegemônico”.
Anibal Quijano
“Colonialismo pode ser compreendido como a formação
histórica dos territórios coloniais; o colonialismo
moderno pode ser entendido como os modos específicos
pelos quais os impérios ocidentais colonizaram a maior
parte do mundo desde a ‘descoberta’; e colonialidade
pode ser compreendida como uma lógica global de
Colonialidade desumanização que é capaz de existir até mesmo na
ausência de colônias formais”. (Nelson Maldonado-
Torres)

- Colonialidade do poder e classificação racial


Dimensões da colonialidade

Colonialidade do ser – controle


Colonialidade do poder – sobre o sentido dos conceitos e
criação de uma ideia sobre o a qualidade da experiência
que representa a ordem vivida – subjetividades.
econômica e política Determinação do humano e do
não-humano/sub-humano.

Colonialidade de gênero –
Colonialidade do saber – criação da diferença binária de
controle sobre o que constitui o gênero e determinação da
conhecimento ou pontos de superioridade masculina.
vista válidos Heterossexualidade como
regime político.
Matriz Colonial de Poder (Walter Mignolo)

Controle do
Controle do
Controle da Controle da conhecimento
gênero e da
Economia autoridade e da
sexualidade
subjetividade

Fundament
Fundament
o patriarcal
o racial do
do
conhecime
conhecime
nto
nto
“O eurocentrismo se apresenta então
como o pensamento que põe a Europa
como o único parâmetro válido de
Eurocentrismo e produção de conhecimento sobre o
mundo, medindo todos os outros em
Europa como relação a ele. Com a classificação racial
culminação da universal, o etnocentrismo europeu
adquire, segundo Quijano, outros
trajetória contornos; os europeus se entendem
civilizatória como o povo superior aos demais povos
do mundo devido a uma superioridade
naturalmente colocada, por serem a raça
mais forte”.
“A principal característica dos negros é que sua consciência não atingiu a
intuição de qualquer objetividade fixa, como Deus, como leis, pelas quais o
homem se encontraria com sua própria vontade, e onde ele teria uma
ideia geral de sua essência. [...] O negro representa, como já foi dito, o
homem natural, selvagem e indomável. Devemos nos livrar de toda
reverência, de toda moralidade e de tudo o que chamamos de sentimento
para realmente compreendê-lo. Neles, nada evoca a ideia de caráter
humano. [...] Entre os negros, os sentimentos morais são totalmente fracos –
ou, para ser mais exato inexistente [...]. Com isso, deixamos a África. Não
vamos abordá-la posteriormente, pois ela não faz parte da história
mundial; não tem nenhum movimento ou desenvolvimento para mostrar”

(Hegel, Filosofia da História, 1837)


• Eurocentrismo e binômios:
primitivo-civilizado,
Eurocentrismo e tradicional-moderno,
Europa como Oriente-Ocidente,
culminação da mítico-científico,
trajetória irracional-racional.

civilizatória
• A ideia de Universalidade
“(...) os sujeitos coloniais que estão nas
fronteiras – físicas e imaginárias – da
modernidade não eram e não são seres
passivos. Eles podem tanto se integrar ao
desenho global das histórias locais que estão
sendo forjadas como podem rejeitá-las. É
Qual é a nessas fronteiras, marcadas pela diferença
colonial, que atua a colonialidade do poder,
proposta bem como é dessas fronteiras que pode
emergir o pensamento de fronteira como
decolonial? projeto decolonial”.

Centralidade dos povos africanos, negros,


indígenas e seus processos de resistência à
colonialidade.
• o pensamento de fronteira é a resposta
epistêmica dos subalternos ao projeto
eurocêntrico da modernidade.
Qual é a
proposta • Formular conhecimentos a partir de
cosmovisões subalternizadas.
decolonial?
• Diálogo intercultural. Pluralidade de
perspectivas dividindo o mesmo espaço.
O QUE É UMA LEITURA DO DIREITO
COMPARADO A PARTIR DA COLONIALIDADE?
• Consolidação do regime econômico (capitalismo)

O Direito • Manutenção da ordem


Moderno
Ocidental como • Centralização do poder

elemento de • Unificação de territórios


governança
• Monopólio da produção do direito pelo Estado.
• Colonialismo e colonialidade como fatores que
Direito influenciam a dinâmica do direito comparado.

Comparado a • As famílias de Direito se expandiram para o mundo pela


colonização.
partir da
colonialidade • Leitura eurocêntrica nas formas de classificação do Direito
Comparado.
• Colonialidade do saber e perspectivas sobre o fenômeno
do Direito.

Direito • Relação entre a estrutura jurídica adotada e a formação


Comparado a dos Estados.

partir da • Observação de diferentes modos de atuação da


colonialidade em diferentes países.
colonialidade
• Leitura sobre as “matrizes” dominantes. Perspectiva
ocidental.
• Análise dos contextos sociais.

Direito • Busca de soluções para os problemas das diferentes


nações a partir do enfrentamento de seus reais
Comparado a problemas.
Ex: América Latina.
partir da
colonialidade • Contar outras histórias. Fazer sobressair outras narrativas.

• Resgate das cosmovisões apagadas a partir do Direito.

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