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História da Saúde Pública no Brasil

O documento aborda a evolução histórica do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil, desde suas origens na saúde pública colonial até a consolidação do SUS na Nova República. Destaca os principais períodos históricos, figuras como Oswaldo Cruz e eventos significativos como a Revolta da Vacina, além de discutir os princípios de universalidade, equidade e integralidade que fundamentam o SUS. Por fim, menciona as normativas e reformas que moldaram a estrutura e funcionamento do sistema de saúde brasileiro.

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História da Saúde Pública no Brasil

O documento aborda a evolução histórica do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil, desde suas origens na saúde pública colonial até a consolidação do SUS na Nova República. Destaca os principais períodos históricos, figuras como Oswaldo Cruz e eventos significativos como a Revolta da Vacina, além de discutir os princípios de universalidade, equidade e integralidade que fundamentam o SUS. Por fim, menciona as normativas e reformas que moldaram a estrutura e funcionamento do sistema de saúde brasileiro.

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Da Criação as Normativas

do Sistema Único de
Saúde do Brasil
Jamile Rodrigues Cosme de Holanda

Bacharel em Enfermagem – FACENE/RN


Pós-Graduada em Unidade de Terapia Geral e Cardiovascular
– FACENE/RN
Mestra em Ambiente, Tecnologia e Sociedade – UFERSA/RN
Origem da Saúde Pública no Brasil

Para analisar a realidade do SUS é necessário conhecer


os determinantes históricos envolvidos neste processo .

Percorrer o caminho político-social do Brasil.

Influenciar as políticas públicas que eram pensadas e


implantadas.
Períodos Históricos

1500 a 1889 – Colônia/Império

1889 a 1930 – Primeira República ou República


Velha

1930 a 1945 – Era Vargas

1964 a 1984 – Regime Militar

1985 a 1988 – Nova República


Origem da Saúde Pública no Brasil → Período colonial

As primeiras ações de saúde pública Núcleo urbano brasileiro


implementadas pelos governantes foram
executadas no período colonial com a vinda
da família real para o Brasil (1808). Sem saneamento básico na
. maioria das casas

Não existia, ainda, latrinas

Higienização precária
Origem da Saúde Pública no Brasil → Período colonial
Não havia esgoto, e o hábito era jogar o resíduo pela
janela

Lei de 1776 – “Agua vái”

As ruas se tornavam bastante insalubres.


Não tendo o país nenhuma faculdade de medicina

Importação de médicos para o território brasileiro

Em 1789 existiam em média 3 milhões de habitantes


na colônia brasileira
Origem da Saúde Pública no Brasil→ Período colonial

Muitas doenças acometiam a população do


país, doenças tropicais e desconhecidas.

O conhecimento acerca da forma de


transmissão, controle ou tratamento
dessas doenças ainda era frágil,
possibilitando diferentes intervenções ou
visões sobre as moléstias.

Teoria Miasmática
Origem da Saúde Pública no Brasil→ Período colonial
Criadas as primeiras instâncias de saúde
pública no Brasil em 1808

Fisicatura -mor: fiscalização sobre a


prática - aos diversos tipos de pessoas Físico-mor
que comprovassem experiência.

Provedoria-mor de Saúde: garantir a


salubridade da Corte.
Origem da Saúde Pública no Brasil→ Império
No século XIX foram inauguradas as
primeiras faculdades de medicina, a
Faculdades de Medicina, localizadas na
Bahia e Rio de Janeiro.

Diplomas de médicos, farmacêuticos e


parteiras.

Fase imperial da história brasileira encerrou-


se sem que o Estado solucionasse os graves
problemas de saúde da população
Conhecido como um país insalubre
Origem da Saúde Pública no Brasil→ República

A proclamação da República em 1889.

Expansão das indústrias cafeeiras, chegada dos


imigrantes e crescimento das cidades.

Desenvolvidas ações sanitárias e o controle de


endemias e epidemias como a varíola, malária, febre
amarela.

Desenvolveu-se uma área científica chamada de


medicina pública, medicina sanitária, higiene ou
somente saúde pública.
•Oswaldo Cruz
No ano de 1913, o médico-sanitarista Oswaldo Cruz foi convocado
pelo governo brasileiro para traçar um plano de ação para
erradicação das várias doenças que estavam assolando a população.

O Estado voltou seu interesse somente para as regiões portuárias


como Rio de Janeiro, Santos, Belém, Recife e Salvador.

Implementando programas de vacinação obrigatória, desinfecção dos


espaços públicos e domiciliares que atingiram, em sua maioria, as
camadas menos favorecidas da população.

Modelo sanitarista/campanhista

[Link]
•Oswaldo Cruz
Oswaldo Cruz assume o Departamento
Federal de Saúde Pública, onde fez uso
de ações arbitrárias

Erradicação da Febre Amarela com medidas


Campanhistas e vacinação obrigatória, Lei
1261/1904 que desencadeou a Revolta da Vacina.

[Link]
Revolta da Vacina
• Motim popular ocorrido entre 10 e 16 de
novembro de 1904 na cidade do Rio de Janeiro.
• Doenças como a varíola, a peste bubônica e a
febre amarela assolavam a população e
preocupavam as autoridades.
• Série de reformas urbanas e sanitárias que
mudaram a geografia da cidade e o cotidiano de
sua população.
• O estopim da revolta foi a publicação de um
projeto de regulamentação da aplicação da
vacina obrigatória no jornal A Notícia, em 9 de
janeiro de 1904.
Origem da Saúde Pública no Brasil – Década de 20
Instituição da Lei Eloy
Chaves, em 1923
Marco inicial da Previdência Social no Brasil.

Criação das Caixas de Aposentadorias e


Pensões (CAPs).
Origem da Saúde Pública no Brasil – Era Vargas

Fundos organizados por empresas e


empregados – colégio paritário.

O que eram as CAPs?


Compostos por contribuição dos trabalhadores
(3%) e empregadores (1% da RBA).

Aposentadoria – idade, tempo de serviço,


invalidez, dependentes em caso de morte.
Assistência médica.
Origem da Saúde Pública no Brasil – Era Vargas

Restrita a três categorias profissionais


Década de 20 (ferroviários, portuários e marítimos)

Estendida aos demais comerciários – bancários,


empregados do comércio, etc
Década 30
47 CAPs – 142.464 segurados – 8.000
aposentados e 7.013 pensionistas.
Origem da Saúde Pública no Brasil – Era Vargas

Anos 30. CAP's foi ampliada pelo surgimento dos Institutos de


Aposentadorias e Pensões (IAPs).

Quais as principais diferenças entre as


CAPs e os IAPs?
Origem da Saúde Pública no Brasil – Era Vargas
Esta mudança, no entanto, não alterou a lógica de
seguro. Os benefícios permaneciam restritos aos
CAPs → IAPs
trabalhadores do mercado formal que contribuíam
ao sistema previdenciário

Aos indivíduos excluídos do mercado formal de trabalho,


uma dupla penalidade: privação de melhores condições
de trabalho e exclusão da cobertura médico-hospitalar.

Restava-lhes disputar com os mais pobres e indigentes a


assistência ofertada pelas Santas Casas de Misericórdia.
Origem da Saúde Pública no Brasil – Regime Militar

No que tange propriamente ao sistema de saúde, o país vivia sob a


duplicidade de um sistema cindido entre a medicina previdenciária
(trabalhadores formais – institutos de pensão) e a saúde pública (MS-
zonas rurais e pessoas pobres – caráter preventivo).
Regime Militar

As políticas de saúde dos governos militares buscaram incentivar a


expansão do setor privado (compra de serviços, a contratação
cooperativas de médicos que prestassem serviços de saúde aos
funcionários).
Origem da Saúde Pública no Brasil – Regime militar

1966. IAP's foram ampliados pelo surgimento dos Instituto Nacional


de Aposentadorias e Pensões (INPS).

Solucionar crise financeira e política da


previdência
Origem da Saúde Pública no Brasil – Regime militar

Dentre as diretrizes adotadas pelo INPS destacou-se desde o


início uma política de assistência médica com prioridade para a
contratação de serviços de terceiros.

Consequências???

Prostituição da assistência médica→ Lucro


Origem da Saúde Pública no Brasil – Regime militar

Medicina de grupo→ convênio entre empresas e assistência médica.

Contratava empresa médica e lhe pagava antecipadamente


um valor fixo por trabalhador a cada mês.

Objetivo?
Origem da Saúde Pública no Brasil – Regime militar

Milagre econômico→ PIB

O capital estrangeiro chegou ao Brasil tanto pelas chamadas


multinacionais - empréstimos tomados de instituições internacionais.

1973→ crise do petróleo→ o preço do barril de petróleo quadruplicou, afetando países importadores,
como o Brasil. O crédito, que antes era farto, ficou de repente escasso. A economia brasileira, tão
dependente de empréstimo estrangeiro, passou a enfrentar dificuldade. A rolagem da dívida externa
teve de ser feita a juros mais elevados.
Origem da Saúde Pública no Brasil – Regime militar

Massacre dos Manguinhos em 1970

Perseguição aos pesquisadores.


Origem da Saúde Pública no Brasil – Os anos 1970 e as
políticas de saúde

1970-80 - O movimento popular pela saúde


articulado com o movimento dos profissionais de
saúde foram os principais segmentos que se uniram
para discutir as condições de saúde do país.
O primeiro surgiu a partir de grupos apoiados pela
Igreja católica e pela militância de esquerda em
bairros pobres de periferias das grandes cidades e
tinha como uma de suas principais bandeiras a
melhoria das condições de saúde dessas regiões.
Origem da Saúde Pública no Brasil – Regime Militar

Outra base do movimento sanitário seriam os DMP das faculdades de medicina que
propunham ampla transformação no sistema de saúde vigente, baseado em um modelo
de saúde preventivista que se difundiu no final da década de 1960 nos EUA.

1970 – OPAS
Origem da Saúde Pública no Brasil – Regime Militar

Programas de medicina comunitária (preventista)

Voltadas para grupos mais pobres.

Melhoria da qualidade dos serviços de saúde e


desenvolvimento de ações preventivas
Origem da Saúde Pública no Brasil – Nova República

Reforma Sanitária consolidada –


8ª Conferência Nacional de
Saúde, 1986.
Gênese do termo
Milagre econômico

Saúde precarizada

[Link]
Sua tese de doutorado, intitulada “O dilema preventivista: contribuição para a compreensão
e crítica da medicina preventiva”, forneceu fundamentos teóricos estruturantes para a
constituição da base conceitual da saúde.

[Link]
Mortalidade infantil

A mortalidade infantil no período de dez anos, 1963


a 1973, aumentava e entre as causas estavam o
sarampo, a varíola e a diarreia. Em 1974, de cada mil
crianças entre 0 e 4 anos, 33,78% morriam antes de
completar 1 ano de idade.
Fonte: Dados apresentados no trabalho realizado pelo Conselho Nacional de Secretários Municipais – Conasems
8° Conferência de saúde
O conceito abrangente de saúde
SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE
Sistema Único de Saúde - SUS
• A proposta do SUS está vinculada a uma ideia central: todas as pessoas têm direito
à saúde.

• Este direto está ligado a condições de cidadania. Não depende do “mérito” de


pagar previdência social.

• Nem de provar condições de pobreza.

• Nem de poder aquisitivo.

• Muito menos de caridade.


SUS
• Coordenado de instituições das três esferas da
administração pública;

• Regula;
• Fiscaliza; Sistema Público
• Controla;
• Executa.

43
SUS
• Coordenado de instituições das três esferas da
administração pública;

• Regula;
• Fiscaliza;
• Controla; Sistema Privado
• Executa.

44
UNIVERSALIDADE
• É a garantia de atenção à saúde a todo e
qualquer cidadão SEM qualquer barreira
de acessibilidade, econômica, física ou
cultural;

• Ricos e pobres, homens e mulheres,


velhos e crianças, nordestinos e sulistas,
negros e brancos e etc;

• “Para se ter acesso, basta apenas


precisar”
EQUIDADE

• É assegurar ações e serviços de TODOS os


níveis, de acordo com a complexidade do
caso.

• TODO CIDADÃO é IGUAL perante o SUS e


será atendido conforme suas NECESSIDADES.

• Igualdade com justiça.

• Tratar os diferentes com suas diferenças.


INTEGRALIDADE
• Cada pessoa é um TODO indivisível;

• Ações de promoção, proteção e recuperação


também são um TODO INDIVÍSIVEL;

• As unidades de saúde, com diversos níveis de


complexidade, também são indivisíveis;

• O ser humano é um ser integral,


biopsicossocial e será atendido em uma visão
holística por um sistema também integral.
Arcabouço Jurídico do SUS
Da Seguridade Social: Seção I – Disposições Gerais (artigos 194 e 195); Seção II – Da
CF 1988 Saúde (artigos 196 a 200); Seção III – Da Previdência Social (artigos 201 e 202) e Seção
IV – Da Assistência Social (artigos 203 e 204).

Lei Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da


8.080 saúde; a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes.

Dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do Sistema


Lei Único de Saúde (SUS) e sobre as transferências
8.142 intergovernamentais de recursos financeiros na área da saúde.

LOAS Decreto Regulamenta o Sistema Nacional de Auditoria no


1.651 âmbito do Sistema Único de Saúde.

Decreto Regulamenta a Lei 8.080, com algumas


7.508 mudanças. 49
Mudanças no Decreto
7.508/2011
• A organização do Sistema Único
de Saúde – SUS.
• O planejamento da saúde.
• A assistência à saúde.
• A articulação interfederativa.

50
NOB’s - SUS
Criação da Autorização de Internação Hospitalar (AIH); do Sistema de Informação
NOB
Hospitalar (SIH); do Fator de Estímulo à Municipalização (FIM) e dos Conselhos
01/1991 Estaduais e Municipais de Saúde.

Definiu procedimentos e instrumentos operacionais de gestão nas três


NOB esferas; E criou Comissões Intergestores; o Fator de Apoio do Estado
01/1993 (FAE); o Fator de Apoio ao Município (FAM) e o Sistema de Informação
Laboratorial (SAI).

Buscou aperfeiçoar a gestão dos serviços de saúde e a


NOB organização do sistema; e definiu a responsabilidade do
01/1996 Município, pelas condições de saúde da sua população e
organizando os serviços sob sua gestão.

Tratou-se, assim, do processo de


NOB regionalização da assistência médica em
01/2001-2 condições especiais. 51
NOAS - SUS

• Ampliou a responsabilidade dos municípios na atenção básica;


• Definiu o processo de regionalização da assistência;
NOA’S - • Criou mecanismos para o fortalecimento da capacidade de
SUS gestão do SUS;
• Procedeu à atualização dos critérios de habilitação de estados e
01/2001 municípios.

52
Pactos pela Saúde
• São um conjunto de reformas institucionais do SUS
pactuado entre as três esferas de gestão (União,
Estados e Municípios) com o objetivo de promover
inovações nos processos e instrumentos de gestão,
visando alcançar maior eficiência e qualidade das
respostas do Sistema Único de Saúde. Ao mesmo
tempo, o Pacto pela Saúde redefine as
responsabilidades de cada gestor em função das
necessidades de saúde da população e na busca da
equidade social.

• Assinado em 26/01/2006 pelos 03 entes


Federados, divide-se em 3 componentes:
- Pacto pela Vida;
- Pacto de Gestão;
- Pacto em Defesa do SUS.
53
Pactos pela Saúde

Definiu como prioridades:


• Saúde do idoso.
• Câncer de colo de útero e de mama.
PACTO PELA • Mortalidade infantil e materna.
VIDA • Doenças emergentes e endemias, com ênfase a dengue,
hanseníase, tuberculose, malária e influenza.
• Promoção à saúde.
• Atenção básica à saúde.

54
Pactos pela Saúde
Definiu de forma inequívoca a responsabilidade sanitária
de cada instância gestora do SUS e;
Estabeleceu as diretrizes para a gestão do SUS, com ênfase
na:
• Descentralização.
• Regionalização.
PACTOS PELA • Financiamento.
• Programação Pactuada e Integrada.
GESTÃO
• Regulação.
• Participação e Controle Social.
• Planejamento.
• Gestão do Trabalho.
• Educação na Saúde.

55
Pactos pela Saúde
Reforçar o SUS como política de Estado mais do que política de
governos;
Defender os princípios constitucionais (que são os
fundamentais) do SUS;
Definiu as seguintes prioridades:
• Mostrar a saúde como direito de cidadania e o SUS como
sistema público universal garantidor desses direitos.
PACTOS EM • Alcançar, no curto prazo, a regulamentação da Emenda
DEFESA DO Constitucional n. 29, pelo Congresso Nacional.
SUS • Garantir, no longo prazo, o incremento dos recursos
orçamentários e financeiros para a saúde.
• Aprovar o orçamento do SUS, composto dos orçamentos
das três esferas de gestão, explicitando o compromisso de
cada uma delas.
• Elaborar e divulgar a carta dos direitos dos usuários do SUS.

56
Custeios do SUS
• Os gastos devem ser iguais ao do ano anterior, Fundo Nacional
corrigidos pela variação nominal do Produto Interno de Saúde
União Bruto (PIB).

• Estão obrigados a garantir que 12% de suas receitas Fundo Estadual de


sejam destinadas ao financiamento da Saúde Pública. Saúde
Estado

• Estão obrigados a aplicar pelo menos 15% de suas Fundo Municipal


receitas. de Saúde
Munícipio

57
Sistema Único de Saúde - Três Esferas de Governo

MINISTÉRIO DA SAÚDE
Fundo Nacional de Saúde -FNS
Conselho Nacional de Saúde -CNS

Comissão Intergestora Tripartite -CIT

Secretarias Estaduais de Saúde


Fundo Estadual de Saúde - FES
Conselho Estadual de Saúde- CES
Comissão Intergestora Bipartite - CIB

Secretarias Municipais de Saúde


Fundo Municipal de Saúde - FMS
Conselho Municipal de Saúde - CMS
Comissão Intermunicipal de Saúde - CIS
Custeios do SUS
Fundo Nacional • Recebe recursos da União.

de Saúde • É administrado pelo Ministério da Saúde.

Fundo Estadual • Recebe recursos dos Governos Estaduais e da União.


• É administrado pela Secretaria Estadual de Saúde.
de Saúde • É fiscalizado pelo Conselho Estadual de Saúde.

Fundo Municipal • Recebe recursos do Governo Municipal, Estadual e da União.


• É administrado pela Secretaria Municipal de Saúde.
de Saúde • É fiscalizado pelo Conselho Municipal de Saúde.

59
Custeios do SUS
Transferência • Ocorrem de maneiras obrigatórias.
regular e • Correspondem às transferências do Fundo Nacional de Saúde (FNS) para os Fundos
Estaduais e Municipais.
automática

Remuneração • Correspondem aos pagamentos dos serviços hospitalares e ambulatoriais executados


por instituições cadastradas no SUS.
por serviços • Pagamento direto com base no SAI e SIH.
realizados • sujeita à disponibilidade de limites financeiros e condicionada a requisitos.

• São acordos firmados para financiamento de projetos específicos (por exemplo: reformas
Convênios de hospitais ou compras de equipamentos).
• Recursos repassados por etapas.

60
Gestores do SUS

61
Conselhos de Saúde

Atribuições: 50% de Usuários


CONASS - Deliberar/Decidir:
• Critérios para a definição de padrões
e parâmetros assistenciais;
• Formulação de estratégia e controle
da execução da política de saúde no
âmbito federal, estadual e municipal;
CONASEMS • Questões levantadas sobre aspectos 25% de Profissionais
ligados às diretrizes na elaboração dos
planos de saúde, à execução das
ações de saúde, aos critérios e valores
para remuneração dos serviços e os
parâmetros de cobertura assistencial, 25% de Prestadores de
pesquisa em seres humanos, ciência e
COSEMS tecnologia na área da saúde, e outros.
Serviços do SUS e
Gestores
62
SETOR PRIVADO COMPLEMENTAR

• Quando por PLANOS DE SAÚDE SUS


insuficiência do Só tem direito quem Todos têm direito,
setor público; adere ao plano desde o nascimento

• Contrato de direito Só tem direito


público; quem pode pagar Os serviços são gratuitos

• Posição definida na A finalidade é a promoção e a


A finalidade é o lucro recuperação da saúde
rede de saúde;
• Obedecerão os Quem paga mais, recebe Não há discriminação. Todos
mais e melhores serviços têm direito a todos os serviços
princípios e
diretrizes do SUS;
Idosos pagam mais caro Não há discriminação
• Preferências por
instituições não
lucrativas e Doentes sofrem restrições e
precisam pagar mais caro para
Não há discriminação

filantrópricas. ter atendimento


Regulação
Informação
Qualificação/Educação

Promoção e Vigilância à Saúde

ATENÇÃO BÁSICA Rede Cegonha

Rede de Atenção Psicossocial

Rede de Atenção ás Urgências e


Emergências

Rede de Atenção às pessoas com


doenças crônicas

Rede de Cuidado a Pessoa com


Deficiência
AS REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE - RAS
ATENÇÃO BÁSICA: SAÚDE MAIS PERTO DE VOCÊ
SF 6 composições
NASF
ESFR
ESFF
UBS - Fluviais

Política Nacional de Atenção Básica


Portaria n. 2488, de 21 de outubro de 2011.
• BAPTISTA, T. W. F. O direito à saúde no Brasil: sobre como chegamos ao Sistema
Único de Saúde e o que esperamos dele. In: EPSJV (Org.) Textos de Apoio em
Políticas de Saúde. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2005.
• BRASIL. Constituição da República. Artigos 194, 196. Brasília: Senado Federal,
1988. Disponível em: [Link] Acesso em: 29
nov. 2005.
• BRASIL. Lei 8.080, de 19 de setembro de 1990. Disponível
em: [Link]
Acesso em: 29 nov. 2005.
• BRASIL. Lei 8.142, de 28 de dezembro de 1990. Disponível
Referências em: [Link]
Acesso em: 29 nov. 2005.
• CAMARGO JR., K. R. Biomedicina, Saber e Ciência: uma abordagem crítica. São
Paulo: Hucitec, 2003.
• MENDES, Eugênio Vilaça. Distrito Sanitário: O processo social de mudança das
praticas sanitárias do sistema único de saude. 4 edição. São Paulo – Rio de Janeiro:
huciterc-Abrasco, 1999.
• Paim, Jairlson Silva. O QUE É O SUS. Rio de Janeiro. Fiocruz, 2009.
• Vasconcelos, Cipriano Maia de; PASCHE, Dario Frederico. O sistema único de saude.
In Campos Gastão Wagner de Souza et al (orgs) TRATADO DE SAUDE COLETIVA. São
Paulo/ Rio de Janeiro.
A saúde é um DIREITO, NÃO um NEGÓCIO!

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