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Composição e Funções do Sangue

O documento aborda a patologia do sangue, detalhando a produção, composição e funções das células sanguíneas, incluindo hemácias, leucócitos e plaquetas. Discute também a importância do hemograma na avaliação da saúde do paciente e as diversas condições que podem afetar os componentes sanguíneos, como anemias e leucemias. Além disso, menciona aspectos laboratoriais e de biossegurança relacionados à análise do sangue.
Direitos autorais
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Composição e Funções do Sangue

O documento aborda a patologia do sangue, detalhando a produção, composição e funções das células sanguíneas, incluindo hemácias, leucócitos e plaquetas. Discute também a importância do hemograma na avaliação da saúde do paciente e as diversas condições que podem afetar os componentes sanguíneos, como anemias e leucemias. Além disso, menciona aspectos laboratoriais e de biossegurança relacionados à análise do sangue.
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PATOLOGIA

Patologia
Produção do sangue
➡ Na medula óssea dos ossos chatos, vértebras,
costelas, quadril, crânio e esterno. Nas
INTRODUÇÃO crianças, também os ossos longos como o
fêmur produzem sangue
SANGUE
Tecido vivo que no corpo de um adulto
circulam, em média, 5 litros, variando de
acordo com o peso

Parte líquida:
- Plasma

Parte de células:
- Hemácias: transporte de gases
- Plaquetas: coagulação sanguínea
- Leucócitos: defesa do organismo ➡ Hematopoese:
- Processo de divisão, diferenciação e
➡ Plasma é composto 92% de água maturação das células sanguíneas que ocorre
➡ As proteínas respondem por 7%. na medula óssea
➡ 1% são moléculas orgânicas dissolvidas
(aminoácidos, glicose, lipídeos e resíduos Célula-tronco da origem à duas linhagens
nitrogenados), íons (Na+, K+, Cl-, Ca2+ e hematológicas
HCO3-), elementos - traço, vitaminas, oxigênio Linhagem linfoide - origina os linfócitos:
(O2) e dióxido de carbono dissolvidos. linfoblasto, pró linfoide (medula óssea) - linfócito
Linhagem mieloide - origina hemáceas,
Obs: Um homem de 70 kg possui plaquetas, granulócitos e monócitos:
aproximadamente 5 litros de sangue. megacarioblasto - megacariócito - plaqueta
- Deste volume, cerca de 2 litros são compostos
por células sanguíneas, e os três litros
restantes são compostos de plasma (porção
líquida do sangue).

➡ Se tiver linfoblasto no hemograma significa


alguma alteração na medula óssea, podendo
ser displasias, neoplasias.
Importante: Quando vemos células jovens
(blastos) no sangue, as quais deveriam estar na
medula óssea significa que há algo de errado.

Composição do sangue:
Um microlitro de sangue contém
- 5 milhões de eritrócitos
- 4.000 - 11.000 leucócitos (células brancas)
- 150.000 - 450.000 plaquetas (trombócitos)
PATOLOGIA
LEUCÓCITOS Hematócrito
Ainda que muitos leucócitos circulem pelo ➡ Proporção entre os eritrócitos e o plasma e
sangue, seu trabalho normalmente é realizado expressa como uma porcentagem do volume
nos tecidos, em vez de no sistema circulatório. total de sangue
Relação entre a porção líquida e a porção
➡ Granulócitos celular do sangue
neutrófilos (bastonete é sua forma jovem);
eosinófilos;
basófilos;

➡ Agranulócitos:
linfócitos;
monócitos

ERITRÓCITOS
➡ Os mais numerosas no sangue Grupo sanguíneo e fator Rh
➡ Pequenos e circulares ➡ Hemácia define o tipo sanguíneo
➡ Forma aproximada de discos bicôncavos Aglutinogênio: antígeno (Ag)
➡ Diametro de 7,5mm Aglutinina: anticorpo (AC)
➡ Não possuem núcleo
➡ Vida média: 120 dias O - doador universal pois não tem antígeno, ou
seja, não há anticorpos para ele - não é rejeitado
Função: por nenhum
➡ Transporte de O2 aos tecidos e retorno de AB - receptor universal - não rejeita ninguém
CO2 dos tecidos aos pulmões
➡ Para isso acontecer, há uma proteína
especializada, a hemoglobina

Hemoglobina:
➡ Tetrâmero;
Cada monômero é formado por duas partes:
(1) - porção que contém ferro denominada heme
(2) - porção proteica, denominada globina
PATOLOGIA
Aumento de neutrófilos: infecção bacteriana
Aumento de basófilos: as vezes reações
alérgicas, lesões de pele
Aumento de eosinófilos: alergia ou verminose
Aumento de linfocitos: infectes virais
Aumento de monócitos: pós cirurgia, trauma

Plasmas x Soro

➡ Nas análises laboratoriais podem ser por


esses 2 meios:
- Negativos doam e recebem apenas de Soro: não tem proteínas da coagulação; sem
anticoagulante; foi usado para fazer coágulos
negativos
- Positivos doam apenas para positivos mas Plasma: tem proteínas da coagulação; deve
conter anticoagulante o qual não permite que as
recebem de positivos e negativos
proteínas sejam consumidas

PLAQUETAS
São células que não possuem núcleo, originadas
de uma grande célula precursora chamada de
megacariócito (presentes apenas na medula;
precursor da plaqueta)

➡ Participam da coagulação; coágulos


sanguíneos impedem a perda de sangue dos
vasos lesados.
➡ Vida média: 10 dias.
➡ Estão presentes no sangue, mas não são
ativas a menos que algum dano ocorra nas
paredes do sistema circulatório.
Eritoblastose fetal:
Consiste na anemia hemolítica no feto causada
pela transmissão transplacentária de anticorpos
maternos para os eritrócitos fetais, geralmente
em decorrência da incompatibilidade entre os
grupos sanguíneos maternos e fetais, muitas
vezes antígenos Rho(D).
- Mae Rh negativo: hemácia aglutinogênio
- O problema é o segundo filho positivo
- Soro de Rogan: tira o Anti-Rh
PATOLOGIA
HEMOGRAMA Fase analítica:
Exame que avalia informações sobre tipos e - Análise laboratorial
quantidade dos componentes do sangue - Liberação dos resultados
como leucócitos, plaquetas e hemáceas
➡ Auxilia no diagnóstico, acompanhamento e Fase pós analítica:
rastreamento de diferentes situações clínicas - Laudo
do paciente - Interpretação dos resultados pelo médico

Celulas que evidenciam


- Anemia: eritrograma
- Leucemia: leucograma, porém, também
alteram o eritrograma

VCM: volume corpuscular médio


CHCM: concentração de hemoglobina
corpuscular média
HCM: hemoglobina corpuscular média
RDW: Red Cell Distribution Width / Amplitude de
Distribuição dos Glóbulos Vermelhos

Blastos, mielócitos e metamielócitos são células


jovens que indicam alteração hematológica (Ex:
leucemias)

FASES DO PROCESSO LABORATORIAL


Fase pré-analítica: solicitação do exame e
orientação do paciente (ex: jejum)
- Pedido de exame pelo médico
- Preparação do paciente (orientações, jejum,
restrições específicas, coleta)
- Coleta da amostra
- Identificação da amostra
- Transporte da amostra

Nota clínica: fase em que ocorre a maioria dos


erros
- Glicemia: 3 a 8 horas em jejum
PATOLOGIA
Hemoglobina baixa: deficiência de ferro ou
vitaminas, cirrose, leucemia, linfomas, anemia
aplástica, hipotiroidismo, insuficiência renal,
medicamentos, como os usados no tratamento
do câncer e da AIDS.
Reticulócito: última fase antes da transformação
em eritrócito, apresenta no citoplasma organelas
(Golgi, ribossomos, mitocôndrias) que podem ser
visualizadas como "grânulos" grosseiros, que se
organizam em pequenas fileiras dando-lhe o
aspecto reticulado,
A contagem de reticulócitos é usada para
determinar se a medula óssea está respondendo
de modo adequado às necessidades do corpo de
produção de hemácias e para esclarecer o
mecanismo de diferentes tipos de anemia.
Carência vitamina B12 - Anemia megaloblástica

- Coleta aberta
- Coleta fechada (com canhão): múltiplos tubos,
causa menos erros
- TG muito alto no hemograma: sorolipênico
- Exercício fisico altera exame de urina: cilindro
hialino

BIOSSEGURANÇA
Prevenção, minimização ou eliminação de riscos
inerentes às atividades de pesquisa, produção,
ensino e desenvolvimento tecnológico e
prestação de serviços, visando à saude do
homem, dos animais, a preservação do meio
ambiente e a qualidade dos resultados

Hemoglobina alta: estar em locais de grande


altitude, estado de desidratação, menopausa,
esforço físico extremo, tabagismo. Policitemia
Vera e Policitemias Reacionais
PATOLOGIA

Hemograma
ALTERAÇÃO DA SÉRIE VERMELHA
Essas alterações irão ser relatadas no
Avalia as células sanguíneas hemograma somente quando o analista
clínico visualizar na microscopia
Eritograma
Tamanho - Anisocitose
- Eritrócitos: milhões/mm3 - Microcitose
- Hemoglobina: g/dL - Macrocitose
- Hematócrito: %
Índices hematimétricos: determinados a partir Coloração:
da contagem global: - Hipocromia
- dos eritrócitos, - Policromasia
- da taxa de hemoglobina,
- da determinação do hematócrito. Forma - Poiquilocitose
- Esferócitos (grandes);
➡ VCM (fentolitros): volume corpuscular médio - Eliptócitos e ovalócitos;
das hemácias - Estomatócitos;
- Representa o quociente de um determinado - Hemácias em lágrima ou dacriócitos;
volume de hemácias pelo número de células - Eritrócitos em alvo;
contidas no mesmo volume. - Eritrócitos falciformes (drepanócitos);
➡ HCM (picograma): hemoglobina corpuscular - Células espiculadas;
média
- Conteúdo médio de hemoglobina nas Inclusões eritrocitárias
hemácias - Corpúsculos de Howell- Jolly;
- Representa o quociente de conteúdo de - Pontilhado basófilo;
hemoglobina em um determinado volume de - Corpúsculos de Pappenheimer;
hemácias pelo nº de células contidas no - Anéis de Cabot;
mesmo volume. - Microrganismos (protozoários);
➡ CHCM (%): Concentração de hemoglobina
corpuscular média AGLUTINAÇÃO, FORMAÇÃO DE ROULEAUX E DE
- Percentagem de hemoglobina em 100mL de ROSETAS
hemácias.
➡ RDW: amplitude de distribuição dos eritrócitos - Aglutinação de hemácia: doença autoimune
- Avalia anisocitose - micro ou macrocítica - Característico de pacientes com mieloma
- Subproduto da medida eletrônica do volume múltiplo
dos eritrócitos;
- Anemia hemolítica forma rosetas
- Valor normal está entre 11 e 14%;
- Valores acima de 14 indicam excessiva MICROCITOSE
heterogeneidade da população (anisocitose); Reconhecidas através VCM e do tamanho dos
Pode estar aumentado em: eritrócitos
- Anemia por deficiência de ferro;
- Anemia megaloblástica; ➡ Eritrócitos de tamanho menor do que o normal
- Talassemia; (abaixo de 7 µm).
São microcíticas:
Leucograma - as anemias ferropênicas,
Leucócitos granulócitos - as talassemias,
- Neutrofilos (bastonete / segmentado) - as anemias sideroblásticas,
- Eosinófilos - as anemias das doenças crônicas, quando
- Basófilos severas, também podem ser discretamente
Leucócitos agranulócitos microcíticas.
- Monócitos
- Linfócitos
Plaquetas
PATOLOGIA
MACROCITOSE ➡ Esta alteração indica resposta ativa da medula
Reconhecidas através VCM e do tamanho dos óssea, ou seja, ocorre nas anemias
eritrócitos regenerativas.

➡ Eritrócitos de tamanho acima dos limites


normais (mais do que 9 µm de diâmetro e bem
hemoglobinizados);
A macrocitose pode decorrer:
- deficiência de vitamina B12 ou ácido fólico;

Normocitose - VCM normal (80 - 100 fL)


Microcitose - VCM abaixo de 80 fL
Macrocitose - VCM acima de 100 FL

HCM e CHCM < VR (valor de referencia) =


Hipocromia
HCM e CHCM > VR = policromasia
CHCM (32 - 35%) = normocrômico

- Ferropriva - pouco ferro - pouca hemoglobina -


sem cor
- Anemia falciforme - em forme de foice
- Ta l a s s e m i a s : a n e m i a s m i c r o c í t i c a s e
hipocrômicas
- Drepanócito: anemia falciforme

ANEMIA VCM CHCM ETIOLOGIA

Macrocítica > 100 32 - 35 % Anemia


normocrôm megaloblásti
HIPOCROMIA ica ca
➡ Presença de eritrócitos com coloração mais (perniciosa)
pálida que o normal;
Normocític 80 - 100 32 - 35 %
➡ Quando há redução da síntese de heme ou de a
cadeias globínicas existe diminuição na normocrôm
produção de hemoglobina e a hemácia torna- ica
se hipocrômica;
Microcítica < 80 32 - 35 %
➡ A causa mais comum de redução da síntese normocrôm
de heme é a deficiência de ferro. ica
➡ Ocorre na anemia sideroblástica, anemia
Microcítica < 80 < 32 % Anemia
ferropriva e talassemias;
hipocrômic ferropênica
CHCM e HCM < VR a

POLICROMASIA OU POLICROMATOFILIA Anemia perniciosa: causada por uma gastrite


➡ Coloração róseo-azulada dos eritrócitos autoimune que leva à deficiência de fator
imaturos, particularmente os reticulócitos intrínseco, responsável pela absorção da
jovens. São maiores. vitamina B12 em nosso organismo.
➡ Devido à presença de RNA ribossômico e Anemia ferropriva: deficiência de ferro e é a
hemoglobina, absorvem simultaneamente mais comum de todas as anemias. Os sintomas
corantes básicos e eosina. são típicos e incluem palidez, cansaço, falta de
➡ elas são liberadas durante estímulo medular apetite, apatia, palpitações e taquicardia.
quando os altos níveis de eritropoietina levam
à liberação de reticulócitos imaturos.
PATOLOGIA
AGLUTINAÇÃO E FORMAÇÃO DE ROULEAX
Aglutinação:
Eritrócitos, quando revestidos por anticorpos,
podem aglutinar-se.
Aglutinação maciça pode ocorrer:
- nas anemias hemolíticas autoimunes;

POIQUILOCITOSE
➡ Alterações na forma dos eritrócito;
➡ Ocorrem em múltiplas condições anormais; Formação de Rouleax
➡ Termo francês traduzido por “cilindros” ou
“rolos”;
➡ Aumento de proteínas plasmáticas de alto
peso molecular → as hemácias podem se
empilhar, como se fossem pilhas de moedas

FORMAÇÃO DE ROSETAS
Fenômeno muito raro;
➡ Presença de rosetas em torno de neutrófilos
encontrado em algumas anemias
hemolíticas provavelmente de etiologia
imunológica;
PATOLOGIA
Via intrínseca (amarelo):
Distúrbios da Coagulação ➡ inicia com a exposição do colágeno e
envolvem proteínas que já estão presentes no
plasma.
➡ O colágeno ativa a primeira enzima, o fator XII,
iniciando a cascata.
Avalia os fatores - 12, 11, 9 e 8.

Via extrínseca (azul)


➡ começa quando o tecido danificado expõe o
fator tecidual (tromboplastina tecidual ou fator
III).
➡ O fator tecidual ativa o fator VII iniciando a via
extrínseca.
Avalia os fatores - 7, 3 (tromboplastina
individual)

3 Via comum
Valor de referência: 250 × 10 /mL (limites 140-
3
440 × 10 /mL),
➡ As duas vias se unem na via comum (verde),
produzindo trombina (enzima que converte o
fibrinogênio em polímeros insolúveis de
fibrina).
COAGULAÇÃO ➡ Essas fibras de fibrina se tornam parte do
Hemostasia: processo de manutenção do coágulo, entrelaçando-se no tampão
sangue dentro de um vaso sanguíneo danificado. plaquetário e prendendo os eritrócitos dentro
Três passos principais: da sua rede.
1) vasoconstrição, ➡ O fator XIII ativo converte a fibrina em um
2) bloqueio temporário de uma ruptura por meio polímero com ligações cruzadas que estabiliza
de um tampão plaquetário (ainda frouxo sem o coágulo.
fibrina) Avalia os fatores - 10 e 5 + todos os outros
3) coagulação do sangue, ou formação de um mediadores, como protrombina, trombina,
coágulo que sela o orifício até o tecido ser fibrinogênio e fibrina
reparado.
Coagulação do sangue pela rede de fibrina

3º passo: a coagulação é a transformação do


tampão plaquetário em um coágulo gelatinoso.
PATOLOGIA
➡ Os fatores são reguladores proteicos ➡ Tromboplastina tecidual (um extrato cerebral)
1. Rompe o vaso ou fator tecidual (sintético) com lipídios e cálcio
2. Libera colágeno (via intrínseca) e fator III (via são adicionados ao plasma citratado.
extrínseca) ➡ O tempo normal para coagulação é de 10 a 14
segundos.
➡ Quando o coágulo se forma, ele incorpora ➡ Ele costuma ser expresso, também, como
moléculas de plasmina. International Normalized Ratio (INR).
➡ A plasmina degrada os polímeros de fibrina
formando fragmentos de fibrina. Tempo de tromboplastina parcial ativada
➡ Fibrinólise: dissolução da fibrina pela plasmina (TTPA)
➡ A medida que a parede do vaso se repara, a ➡ Avalia os fatores VIII, IX, XI e XII, além dos
fibrinólise ajuda a remover os coágulos. fatores X, V, protrombina e fibrinogênio.
➡ Três substancias – o fosfolipídio, um ativador
Todos os fatores devem funcionar para de superfície (p. ex., caulim, por isso também é
ocorrer a formação do coágulo denominado K-TTP, de kaolin) e o cálcio – são
acrescentadas ao plasma citratado.
➡ O tempo normal para coagulação é de 30 a 40
segundos.

Tempo de trombina (TT)


➡ É sensível à deficiência de fibrinogênio ou à
inibição da trombina.
➡ É acrescentada trombina bovina diluída ao
plasma citratado.
➡ Tempo de coagulação de 14 a 16 segundos
em plasmas normais.

AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO HEMOSTÁTICA


Hemograma
➡ Contagem de plaquetas
- Valor Referência (VR): Entre 140-440×103/mL
- ↓ VR: Trombocitopenia
- ↑ VR: Trombocitose

➡ Volume Plaquetário Médio (VPM);


- volume médio (tamanho) das plaquetas.
- pode estar elevado tanto em pacientes com
angina instável (AI) quanto naqueles com
infarto do miocárdio (IM)
- é um preditor de evento isquêmico posterior e
de morte quando medido após IM.

➡ Platelet Distribution Width (PDW);


- índice de anisocitose plaquetária; Testes de função plaquetária
- variação entre o tamanho das plaquetas ➡ mede a queda na absorção da luz no plasma
(diferença de tamanho entre e a menor e a rico em plaquetas à medida que as plaquetas
maior plaqueta). se agregam.
➡ Citometria em fluxo tem uso crescente na
Tempo de protrombina (TP) rotina para identificação de defeitos das
➡ Avalia os fatores VII, X, V, protrombina (II) e glicoproteínas plaquetárias.
fibrinogênio.
PATOLOGIA
Dosagens específicas de fatores de
coagulação Exame Parasitológico de Fezes
➡ Dosagem de Dímeros-D (são produtos
específicos da degradação de coágulos de
Protozoários:
fibrina);
- Eucariontes
- é utilizada como auxiliar no diagnóstico ou - Unicelulares
para afastar a hipótese de doenças ou quadros - Podem conter cílios ou flagelos
trombóticos. - Cosmopolitas (vivem em vários locais)
➡ Estudo funcional do Fator de Von Willebrand- - Ex: Giárdia sp
FVW;
- Doença de von Willebrand: é uma deficiência Helmitos
ou anomalia hereditária da proteína sanguínea - Eucariontes
fator de von Willebrand, que afeta o - Multicelulares
funcionamento das plaquetas, causando - Cosmopolitas
sangramento excessivo. - Corpo alongado, achatado, cilindrico, proglotes
➡ Fator V d eLeiden - Ex: Taenia sp
- é uma mutação genética que predispõe seus
portadores ao tromboembolismo venoso.

Tempo de sangramento

Teste de fibrinólise

pouco se usa hoje em dia os últimos dois

PROTOZOÁRIOS
➡ Apresentam grandes varia es, conforme sua
fase evolutiva e meio a que estejam
adaptados.
➡ Podem ser esf ricos, ovais ou mesmos
alongados.
➡ Alguns s o revestidos de c lios, outros
possuem flagelos, e existem ainda os que n o
possuem nenhuma organela locomotora
especializada

VHS: Velocidade de Hemossedimentação; para Trofozoítos: a forma ativa / infectante


detectar inflamações ou infecções no organismo, do protozo rio, na qual ele se alimenta e
podendo diagnosticar desde resfriados até se reproduz por diferentes processos.
pancreatite aguda, por exemplo.
A sua coleta é feita com anticoagulante Cisto e oocisto: S o formas de resist ncia. O
Proteína C reativa (PCR):é uma proteína de fase protozo rio secreta uma parede resistente
aguda e inespecífica, produzida pelo fígado e (parede c stica) que o proteger quando estiver
estimulada por mediadores inflamatórios. em meio impr prio ou em fase de lat ncia (os
Proteínas de fase aguda são aquelas cuja cistos podem ser encontrados em tecidos ou
concentração sérica aumenta ou diminui pelo fezes dos hospedeiros; os oocistos s o
menos 25% durante estados inflamatórios. encontrados em fezes do hospedeiro e s o
provenientes de reprodu o sexuada).



















PATOLOGIA
Gameta: A forma sexuada, que aparece em Pode-se encontrar na amostra:
esp cies do filo Apicomplexa. O gameta ➡ Trofozoíto: forma infectante;
masculino o microgameta e o feminino o - reproduzir e alcançar novos tecidos;
macrogameta - Pode ser visto no EPF em caso de diarreia
intensa
- Não dura por muito tempo fora do corpo
HELMINTOS - Ex: Trichomonas vaginalis / IST (só possui
➡ Ocorrências nos homens é muito comum essa forma)
➡ Cerca de 20% da popula o humana do ➡ Cisto: forma de resistencia do protozoário
mundo est parasitada por ancilostom deos, o - podem permanecer por grandes períodos no
que equivale a mais de 1 bilh o de pessoas. A ambiente
situa o equivalente em rela o ao Ascaris - Ex: Giardia lamblia
lumbricoides.
➡ Estas infec es, em geral, resultam, para o Não precisa ser estéril
hospedeiro, em danos que se manifestam de
formas variadas.
Ovo: forma de reprodução
Verme adulto: Ex: Ascaris Lumbricoides
Larva: logo após a eclosão do ovo Ex: S.
Estercoralis

AMOSTRA IDEAL
➡ Amostras m ltiplas de fezes: 3 amostras
(ideal);
COLETA DAS AMOSTRAS ➡ O per odo para a coleta das tr s amostras de
Coleta das fezes → N o requer jejum; dez dias, e em dias alternados;
➡ Orientação: fazer na consist ncia em que as ➡ Colheita de seis amostras para os casos com
fezes se encontram, pois nas fezes diarreicas suspeita de Entamoeba histolytica, em dias
podem ser encontradas formas trofozo ticas alternados ou sequenciados, no per odo de 14
com maior facilidade do que em fezes dias;
formadas. Obs: Coleta inadequada → laborat rio deve
➡ Precisa ter 3 amostras em dias alternados para solicitar nova coleta!
evitar falsos negativos: garantir a coleta da
ovoposição Amostras formadas ou pastosas:
➡ A coleta pode ser realizada em um penico,
➡ As fezes podem se apresentar: comadre ou mesmo pl stico (limpo).
- aquosas: não da pra deixar na geladeira, as ➡ Colocar as fezes imediatamente no frasco
outras podem coletor Universal
- liquefeitas, ➡A quantidade deve corresponder a
- pastosas, aproximadamente meio frasco, cerca de 50 a
- amolecidas, 100 g.
- firmes,
- consistentes, Amostras liquefeitas
- petrificadas. ➡ A coleta da amostra liquefeita ou aquosa deve
ser feita diretamente no frasco coletor
Em amostras liquefeitas, pastosas ou universal.
amolecidas, pode ou n o haver muco ou sangue. ➡ Crian as podem fazer essa coleta no pr prio
A consist ncia, a colora o, a presen a de muco, laborat rio, utilizando coletor de cultura para
sangue ou outras estruturas e, principalmente, a urina.
presen a de vermes adultos podem ser relatados ➡ A quantidade da amostra, nesse caso, deve
no laudo do exame emitido pelo laboratório ser de cerca de 10 mL.


































PATOLOGIA
➡ A coleta de amostras m ltiplas aumenta a - Quando a coleta ocorre ap s realiza o de
possibilidade de encontrar organismos, em exame radiol gico com contraste, ela se torna
raz o: opaca e n o permite a visualiza o
- Da intermit ncia da passagem de certos microsc pica de parasitas.
parasitos a partir do hospedeiro.
- Da distribui o n o uniforme dos ovos de
helmintos. EPF
- Dos est gios dos protozo rios Diagnosticar os parasitos intestinais, por
- Das limita es das t cnicas de diagn stico meio da pesquisa das diferentes formas
parasit rias que s o eliminadas nas fezes.
➡ Um nico EPF negativo:
- Sem valor diagn stico
- Falso negativo

Tempo entre a coleta e a realiza o do


exame
➡ Amostras de fezes liquefeitas ou diarreicas
frescas → devem ser examinadas at 30
minutos ap s a coleta;
➡ Amostras pastosa → devem ser examinadas
at 60 minutos ap s a coleta;
➡ Amostras formadas ou endurecidas →
podem ser examinadas no mesmo dia ou no
dia seguinte.

LAXANTES
Nota clínica: Entamoeba coli, odamoeba
A indica
o de uso deve ter a prescri o
butschili, endolimax nana e isospora são
m dica.
protozoários que vivem na nossa flora; não é
➡ S o recomendados os laxantes salinos, n o
necessário tratamento
oleosos nem compostos com bismuto e
- coceira em região perianal: oxiúros
magn sio, que podem interferir no exame,
causando gotas de leo e opacidade nas
Exame macroscópio:
fezes, impossibilitando o exame microsc pico.
- Permite a verifica o da consist ncia das
➡ Podem ser utilizados o sulfato de s dio
fezes, do odor, da presen a de elementos
tamponado e o fosfato de s dio, que causam
anormais, como muco ou sangue, e de vermes
menos danos aos parasitas
adultos ou partes deles.
➡ As fezes coletadas devem ser levadas
imediatamente ao laborat rio
Exame microscópio:
Podem alterar a parede do protozoário e do
- Permite a visualiza o dos ovos ou larvas de
ovo
helmintos, cistos, trofozo tos ou oocistos de
protozo rios.
INTERFERENTES - Pode ser quantitativo (ovos / g com fezes) ou
Medicamentos antimal ricos,
- cido acetilsalic lico, qualitativo (presença de ovos).
- Antibi ticos (tetraciclina),
- Contrastes radiol gicos como b rio e bismuto, EXAME MACROSCÓPICO
- leo mineral (pode interferir no exame Identifcação de proglotes de taenia spp
parasitol gico, afetando principalmente ➡ Tamisação
protozo rios),
Cuidados:
- Quando o paciente fizer uso de tais
subst ncias, deve aguardar cerca de sete dias
para a coleta da amostra de fezes.





























































PATOLOGIA
➡ Método da Tinta da China Pode-se encontrar:
- Cora as ramifica es uterinas das t nias. - Trofozoítos
T. saginata (15 a 20 ramifica es, tipo - Cistos
dicot mica) → Saem ativamente no intervalo das - Ovos
defeca es. - Larva (menos comum)
T. solium (7 a 13 ramifica es, tipo dendr tica) →
Saem passivamente com as fezes

EXAME MICROSCÓPIO
➡Pode requerer uma variedade de
procedimentos, os quais dependem:
- da consist ncia das amostras enviadas,
- do tipo de preservantes usados na fixa o dos
esp cimes;
- sintomas cl nicos ou queixas dos pacientes,
que podem sugerir a presen a de um
determinado organismo

Infecção por protozoários


Ex: Giardia Lamblia
Fezes liquefeitas
Infecções por protozoários e helmintos
Fezes formadas

➡ Colorações de esfregaços permanentes


- Estudo da morfologia
- Organismos omitidos no exame direto a fresco
Nota clínica: Coleta com conservante - MIF
MÉTODO DIRETO:
➡ Esfregaços a fresco com solução salina a
0,85%
➡ Coloração temporária: Iodo Lugol
➡ Fezes líquidas

















PATOLOGIA
MÉTODO DE GRAHAM OU “FITA GOMADA”
Pesquisa direta de Enterobius vermiculares;
- Prurido na região perianal
- A coleta é feita com uma fita adesiva que é
colada na região anal e perianal e
posteriormente analisada na microscopia

TÉCNICAS DE CONCENTRAÇÃO NO EPF


Objetivos
- Aumentar o n mero de cistos, oocistos ovos
ou larvas na prepara o; Orientação: não fazer higiene de manhã cedo
- Eliminar a maioria dos detritos fecais; pois é durante a noite que a fêmea deposita seus
- Observar os organismos na sua forma ovos.
inalterada
- Facilitando a identifica o:
Sedimentação e flutuação

MÉTODOS QUANTITATIVOS
Obter a quantidade de ovos por grama de
fezes

➡ Importante para diagnóstico de helmintos


porque protozoários não têm ovos
➡Parasitos humanos que poss vel
correlacionar produ o de ovos e carga
parasit ria
- Ascaris lumbricoides
- Trichuris trichiuria
- Ancilostom deos (Ancylostoma duedenale e
Necator americanus) - Schistossoma mansoni

➡Determinar a intensidade da infec o;


➡Decidir pela medica o
➡Av a l i a r a e f i c c i a d o s m e d i c a m e n t o s
administrados;
A intensidade de uma infecção é determinada
pela quantidade de ovos encontradas

M todo de Kato-Katz
- Amplamente usado na rotina para ovos de
helmintos
- Procedimento recomendado pela OMS
- Amostras fecais frescas ou refrigeradas

















PATOLOGIA

Exame de Urina / Urinálise


Tira / fita de urina / fita reagente
➡ Densidade: diminuída quando o paciente
realizar ingestão acentuada de líquidos, e
aumentada se utilizar diuréticos ou estiver em
Coleta ideal: desidratação e em algumas patologias.
➡ 1ª da manhã ➡ pH: aumentado (alcalina) em produção de
➡ Jato médio amônia por bactérias produtores da urease;
➡ Limpeza da região e desprezar o primeiro jato diminuído em situações acidificantes como
alterações na gasometria.
Nota clínica: Pode ser feita a coleta outro horário
durante o dia mas o paciente deve estar sem ANÁLISE QUÍMICA (fita reagente)
urinar durante 4 horas ➡ Proteínas
➡ Corpos cetônicos
Orientações: ➡ Glicose
➡ Não utilizar medicamentos que pigmentem a ➡ Bilirrubina
urina antes da coleta (pelo menos 48 horas ➡ Urobilinogênio,
antes) ➡ Sangue - Hb
Ex: pyridium (analgésico), Cystex (anti-séptico ➡ Nitrito
das vias urinárias)
➡ Não fazer exercícios físicos vigorosos antes da
coleta (nem corridas no dia da coleta)
➡ Higiene local
➡ Coleta do jato médio

SEDIMENTOSCOPIA
Análise do sedimento urinário
- Hemáceas
- Leucócitos
- Células epiteliais
- Cilindros
ANÁLISE FÍSICA - Cristais
Macroscópio: - Bacterias
- Cor - Filamentos de muco
- Aspecto - Outros elementos
- Depósito (sedimentos no fundo)
Visual e subjetiva de aspecto complementar 1. Amostra
para o diagnóstico 2. EQU: exame qualitativo de urina (máximo 24
horas)
3. Urocultura: se necessário; (no mínimo 48
horas); é mais demorada
- Isolar a bactéria e fazer a cultura
4. Antibiograma: pra ver qual ATB a bactéria
esta sensível ou resistente
PATOLOGIA
ALTERAÇÕES NA URINA cetoacidose e diarreia relacionadas ao
- Proteinúria: gestação, IR, IC, desidratação. diabetes.
- Corpos cetônicos aumentados: dieta
cetogenica (sem ingestão de carbo); exercício Diabetes faz o mesmo que dieta cetogênica (sem
físico rigoroso; gestação; diabetes carbo)
- Glicose: aumentada na gestação, diabetes; 1. Sem glicose na célula
diminuída; diminuída é quando tem bateria na 2. Produção de glicose a partir de triacilglicerois
urina 3. Produção de corpos cetônicos
- Hematúria: infecções, sangramento na uretra,
bexiga, rins. COLETA DE URINA
Nota clínica: não se deve coletar exame de urina
durante o período menstrual para não haver
confusão no resultado.
- Nitrito: presença de enterobactérias
(desdobram nitrato em nitrito) = ITU
Nota clínica: ainda pode ter uma ITU apesar de
um teste de nitrito negativo pois nem todas as
bactérias são capazes de converter o nitrato
presente normalmente na urina em nitrito
- Urobilinogênio: problemas no fígado, anemia
hemolítica ou obstrução das vias biliares.
- Bilirrubina: problemas no fígado ou nos
ductos biliares.
- Leucocitúria / piúria: podem estar presentes
um pouco na urina normal; Neutrófilos são o
tipo mais comum; lesões inflamatórias,
infecciosas ou traumáticas em qualquer nível
do trato urinário. Pode ser um indicativo de CILINDROS
contaminação da amostra. Por isso, deve-se ➡ Elementos exclusivamente renais encontrados
sempre excluir contaminação por via genital no sedimento urinário.
- Cristais: precipitação de sais presentes na ➡ Formam-se principalmente no interior da luz do
urina por diversos fatores, como o pH e a túbulo contorcido distal e do ducto coletor,
concentração; doenças metabólicas ou possibilitando a visão microscópica das
infecciosas, sendo considerados cristais condições existentes no interior dos néfrons.
patológicos; sinal de distúrbios físico-químicos ➡ Forma → representam a luz do túbulo:
na urina; origem medicamentosa e de geralmente têm lados paralelos e
componentes de contrastes urológicos. extremidades arredondadas, mas podem ser
- Cilindros: exclusivamente renais compostos enrugados ou contorcidos, dependendo da sua
por proteínas e moldados principalmente nos idade.
túbulos distais dos rins; Indivíduos saudáveis,
principalmente após exercícios extenuantes,
febre ou uso de diuréticos, podem apresentar Hialinos: Mais frequentes;
pequena quantidade de cilindros, geralmente ➡ Constituídos quase inteiramente por proteína
hialinos; biomarcadores do local da lesão renal de Tamm-Horsfall.
(glomerular, tubular ou intersticial), de natureza ➡ Presença de 0 a 2 desses cilindros por campo
da lesão (funcional ou estrutural) e até mesmo de pequeno aumento é considerada normal,
de prognóstico. assim como o achado de quantidade elevada
- Bacteriúria: infecção urinária após exercício físico intenso na noite anterior
- Parasitas: Trichomonas vaginalis; ou no mesmo dia (mov da pelve) desidratação,
contaminação por secreções genitais exposição ao calor e estresse emocional.
(vagantes e uretrites) ➡ Significado clínico quando seu número é
- pH: alcalino - pode indicar condições como elevado: glomerulonefrite, pielonefrite, doença
problemas renais e infecção do trato urinário renal crônica e insuficiência cardíaca
(ITU). Ácido pode indicar condições como congestiva.
Obs: geralmente não são patológicos
PATOLOGIA
Céreo: Formados a partir da desidratação dos Hemáticos: Podem exibir coloração castanha,
cilindros hialinos ou a partir da fragmentação dos podem ser praticamente incolores ou laranja-
elementos granulares dos cilindros granulosos. avermelhados
➡ São representativos de estase urinária ➡ São sempre patológicos e acusam
extrema, que aponta insuficiência renal crônica hematúria renal.
grave. ➡ Encontrados na glomerulonefrite aguda,
➡ Presentes também em trauma renal, nefrite lúpica e endocardite
casos de hipertensão bacteriana subaguda.
maligna e doença renal do ➡ Podem estar presentes também na trombose
diabetes. de veia renal, infarto renal, na insuficiência
cardíaca congestiva direita, periarterite nodosa
Epiteliais: Gerados a partir de estase e da e pielonefrite grave.
descamação de células epiteliais tubulares renais ➡ Sangramento TGU
➡ Raramente vistos na urina, devido aos raros
episódios de doenças renais que causam
danos aos túbulos / néfron (necrose).
➡ Encontrados após exposição a agentes Leucocitários: Podem possuir bordas irregulares
nefrotóxicos ou vírus (ex: vírus da hepatite), e são compostos geralmente por neutrófilos e, a
que acarretam danos menos que tenha ocorrido desintegração, podem
tubulares que apresentar núcleos multilobulados;
acompanham a lesão ➡ Encontrados em situações de infecção e
glomerular, na rejeição de inflamação não bacteriana renais.
aloenxerto renal; ➡ Podem ser vistos na pielonefrite aguda, nefrite
intersticial e nefrite lúpica.
Granulosos: Superfície recoberta por grânulos ➡ Ta m b é m p o d e m s e r
sendo a origem patológica ou não. encontrados na doença
➡ Origem não patológica: provenientes de glomerular e em doenças
lisossomos eliminados pelas células epiteliais auto-imunes
tubulares renais durante o metabolismo
normal.
➡ Os cilindros granulosos
estão presentes na
CRISTAIS
glomerulonefrite e na
Cristais de bilirrubina: estão presentes nas
pielonefrite
doenças hepáticas que formam muita quantidade
Correlacionar com a
de bilirrubina na urina.
clínica
➡ Nos transtornos que produzem dado tubular
renal, como hepatite viral,
Graxos: Integraram gotículas de gordura livre ou esses cristais podem ser
corpos gordurosos ovais. agregados à matriz dos
➡ Vistos quando ocorre degeneração adiposa do cilindros.
epitélio tubular, como na doença tubular
degenerativa.
➡ Também geralmente aparecem na síndrome
Colesterol: Indicam intensa ruptura tissular,
nefrótica, glomeruloesclerose diabética, lúpus, nefrite, condições nefríticas e síndrome nefrótica.
nefrose lipoídica, envenenamento renal tóxico,
➡ Dano renal importante (rompimento de células)
glomerulonefrite crônica e síndrome de
Kimmelstiel-Wilson;
Tirosina: Presentes em disfunção hepática
grave;
➡ Encontrados também em doenças hereditárias
do metabolismo de aminoácidos,
principalmente a tirosinemia;

PATOLOGIA
Ácido úrico: Podem ser de ocorrência natural do CÉLULAS EPITELIAIS DE TRANSIÇÃO
organismo. Células provenientes da descamação normal
➡ Condições patológicas: elevado da bexiga, da pelve renal e dos ureteres
metabolismo de purina, nefrite crônica, ➡ Forma esférica, poliédrica ou com projeções
condições febris agudas, gota, em pacientes caudais.
com leucemia que ➡ Em geral, não possuem
recebem quimioterapia. significado patológico.

Oxalato de cálcio: Pode ser de ocorrência


natural do organismo, principalmente depois da CÉLULAS EPITELIAIS DO TÚBULO RENAL
ingestão de alimentos ricos em oxalato, como Em números elevados indica grave lesão
tomate, laranja e alho. tubular
➡ Grande número desses cristais, ➡ Podem ser decorrentes da pielonefrite,
especificamente quando existentes em urina necrose tubular aguda, rejeição de transplante
recente, indica a probabilidade de cálculos renal e intoxicação por salicilato.
renais, porque a maioria destes são
constituídos por oxalato.
➡ Situações patológicas: diabetes mellitus,
doença renal crônica grave,
doença hepática e
intoxicação por etilenoglicol UROCULTURA
(anticongelante). ➡ Positivo acima de 100.000 UFC (unidades
formadoras de colônia)

Cristais de urato amorfo: Pode ser de


ocorrência natural do organismo;

Fosfato triplo: Pode ser de ocorrência natural do


organismo;
➡ Observados em urinas que possuem bactérias
que metabolizam a ureia.
➡ Podem ser encontrados pielonefrite crônica, ANTIBIOGRAMA
cistite crônica, hiperplasia da ➡ Inicia com amoxicilina, por exemplo, e demais
próstata, além de casos outros sem sucesso de tratamento
quando a urina é retida na ➡ Pedir o antibiograma
bexiga; ➡ Semear bactérias e depois adicionar os
antibióticos

CÉLULAS EPITELIAIS
Células provenientes da descamação normal
da uretra e da vagina
➡ Possuem forma irregular, grandes, achatadas,
com citoplasma abundante e núcleos
proeminentes.
➡ Não possuem significado
patológico.
➡ Mulheres na menopausa

PATOLOGIA
MARCADORES FUNÇÃO RENAL Cistatina C: proteína relativamente pequena
produzida por todas as células nucleadas do
Creatinina: é uma proteína corpo.
Dosagem Soro (sérico / sangue) e Dosagem ➡ Produzida e destruída em uma velocidade
Urina constante, e é encontrada em líquidos
➡ Aumenta no sangue à medida que diminui o corporais como o sangue, o líquido
ritmo de filtração glomerular e diminui com o cefalorraquiano e o leite.
aumento da filtração;
VR: 0, 37 a 0, 91mg/l.

➡ Taxa de filtração glomerular - Coclcroft-Gault

VR: normal acima de 90 mL/min/1,73m

Ureia: resultado do metabolismo das


proteínas que o paciente ingere como
alimento.
➡ Aumentada quando o rim não está filtrando de
forma adequada, acumulando no sangue
➡ O fígado a produz e a secreta no sangue, e o
rim vai realizar a filtragem para que a ureia
seja eliminada na urina.
➡ O exame de ureia analisa os valores de ureia
circulando na corrente sanguínea.
Resultados ↑ VR: uremia

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