Composição e Funções do Sangue
Composição e Funções do Sangue
Patologia
Produção do sangue
➡ Na medula óssea dos ossos chatos, vértebras,
costelas, quadril, crânio e esterno. Nas
INTRODUÇÃO crianças, também os ossos longos como o
fêmur produzem sangue
SANGUE
Tecido vivo que no corpo de um adulto
circulam, em média, 5 litros, variando de
acordo com o peso
Parte líquida:
- Plasma
Parte de células:
- Hemácias: transporte de gases
- Plaquetas: coagulação sanguínea
- Leucócitos: defesa do organismo ➡ Hematopoese:
- Processo de divisão, diferenciação e
➡ Plasma é composto 92% de água maturação das células sanguíneas que ocorre
➡ As proteínas respondem por 7%. na medula óssea
➡ 1% são moléculas orgânicas dissolvidas
(aminoácidos, glicose, lipídeos e resíduos Célula-tronco da origem à duas linhagens
nitrogenados), íons (Na+, K+, Cl-, Ca2+ e hematológicas
HCO3-), elementos - traço, vitaminas, oxigênio Linhagem linfoide - origina os linfócitos:
(O2) e dióxido de carbono dissolvidos. linfoblasto, pró linfoide (medula óssea) - linfócito
Linhagem mieloide - origina hemáceas,
Obs: Um homem de 70 kg possui plaquetas, granulócitos e monócitos:
aproximadamente 5 litros de sangue. megacarioblasto - megacariócito - plaqueta
- Deste volume, cerca de 2 litros são compostos
por células sanguíneas, e os três litros
restantes são compostos de plasma (porção
líquida do sangue).
Composição do sangue:
Um microlitro de sangue contém
- 5 milhões de eritrócitos
- 4.000 - 11.000 leucócitos (células brancas)
- 150.000 - 450.000 plaquetas (trombócitos)
PATOLOGIA
LEUCÓCITOS Hematócrito
Ainda que muitos leucócitos circulem pelo ➡ Proporção entre os eritrócitos e o plasma e
sangue, seu trabalho normalmente é realizado expressa como uma porcentagem do volume
nos tecidos, em vez de no sistema circulatório. total de sangue
Relação entre a porção líquida e a porção
➡ Granulócitos celular do sangue
neutrófilos (bastonete é sua forma jovem);
eosinófilos;
basófilos;
➡ Agranulócitos:
linfócitos;
monócitos
ERITRÓCITOS
➡ Os mais numerosas no sangue Grupo sanguíneo e fator Rh
➡ Pequenos e circulares ➡ Hemácia define o tipo sanguíneo
➡ Forma aproximada de discos bicôncavos Aglutinogênio: antígeno (Ag)
➡ Diametro de 7,5mm Aglutinina: anticorpo (AC)
➡ Não possuem núcleo
➡ Vida média: 120 dias O - doador universal pois não tem antígeno, ou
seja, não há anticorpos para ele - não é rejeitado
Função: por nenhum
➡ Transporte de O2 aos tecidos e retorno de AB - receptor universal - não rejeita ninguém
CO2 dos tecidos aos pulmões
➡ Para isso acontecer, há uma proteína
especializada, a hemoglobina
Hemoglobina:
➡ Tetrâmero;
Cada monômero é formado por duas partes:
(1) - porção que contém ferro denominada heme
(2) - porção proteica, denominada globina
PATOLOGIA
Aumento de neutrófilos: infecção bacteriana
Aumento de basófilos: as vezes reações
alérgicas, lesões de pele
Aumento de eosinófilos: alergia ou verminose
Aumento de linfocitos: infectes virais
Aumento de monócitos: pós cirurgia, trauma
Plasmas x Soro
PLAQUETAS
São células que não possuem núcleo, originadas
de uma grande célula precursora chamada de
megacariócito (presentes apenas na medula;
precursor da plaqueta)
- Coleta aberta
- Coleta fechada (com canhão): múltiplos tubos,
causa menos erros
- TG muito alto no hemograma: sorolipênico
- Exercício fisico altera exame de urina: cilindro
hialino
BIOSSEGURANÇA
Prevenção, minimização ou eliminação de riscos
inerentes às atividades de pesquisa, produção,
ensino e desenvolvimento tecnológico e
prestação de serviços, visando à saude do
homem, dos animais, a preservação do meio
ambiente e a qualidade dos resultados
Hemograma
ALTERAÇÃO DA SÉRIE VERMELHA
Essas alterações irão ser relatadas no
Avalia as células sanguíneas hemograma somente quando o analista
clínico visualizar na microscopia
Eritograma
Tamanho - Anisocitose
- Eritrócitos: milhões/mm3 - Microcitose
- Hemoglobina: g/dL - Macrocitose
- Hematócrito: %
Índices hematimétricos: determinados a partir Coloração:
da contagem global: - Hipocromia
- dos eritrócitos, - Policromasia
- da taxa de hemoglobina,
- da determinação do hematócrito. Forma - Poiquilocitose
- Esferócitos (grandes);
➡ VCM (fentolitros): volume corpuscular médio - Eliptócitos e ovalócitos;
das hemácias - Estomatócitos;
- Representa o quociente de um determinado - Hemácias em lágrima ou dacriócitos;
volume de hemácias pelo número de células - Eritrócitos em alvo;
contidas no mesmo volume. - Eritrócitos falciformes (drepanócitos);
➡ HCM (picograma): hemoglobina corpuscular - Células espiculadas;
média
- Conteúdo médio de hemoglobina nas Inclusões eritrocitárias
hemácias - Corpúsculos de Howell- Jolly;
- Representa o quociente de conteúdo de - Pontilhado basófilo;
hemoglobina em um determinado volume de - Corpúsculos de Pappenheimer;
hemácias pelo nº de células contidas no - Anéis de Cabot;
mesmo volume. - Microrganismos (protozoários);
➡ CHCM (%): Concentração de hemoglobina
corpuscular média AGLUTINAÇÃO, FORMAÇÃO DE ROULEAUX E DE
- Percentagem de hemoglobina em 100mL de ROSETAS
hemácias.
➡ RDW: amplitude de distribuição dos eritrócitos - Aglutinação de hemácia: doença autoimune
- Avalia anisocitose - micro ou macrocítica - Característico de pacientes com mieloma
- Subproduto da medida eletrônica do volume múltiplo
dos eritrócitos;
- Anemia hemolítica forma rosetas
- Valor normal está entre 11 e 14%;
- Valores acima de 14 indicam excessiva MICROCITOSE
heterogeneidade da população (anisocitose); Reconhecidas através VCM e do tamanho dos
Pode estar aumentado em: eritrócitos
- Anemia por deficiência de ferro;
- Anemia megaloblástica; ➡ Eritrócitos de tamanho menor do que o normal
- Talassemia; (abaixo de 7 µm).
São microcíticas:
Leucograma - as anemias ferropênicas,
Leucócitos granulócitos - as talassemias,
- Neutrofilos (bastonete / segmentado) - as anemias sideroblásticas,
- Eosinófilos - as anemias das doenças crônicas, quando
- Basófilos severas, também podem ser discretamente
Leucócitos agranulócitos microcíticas.
- Monócitos
- Linfócitos
Plaquetas
PATOLOGIA
MACROCITOSE ➡ Esta alteração indica resposta ativa da medula
Reconhecidas através VCM e do tamanho dos óssea, ou seja, ocorre nas anemias
eritrócitos regenerativas.
POIQUILOCITOSE
➡ Alterações na forma dos eritrócito;
➡ Ocorrem em múltiplas condições anormais; Formação de Rouleax
➡ Termo francês traduzido por “cilindros” ou
“rolos”;
➡ Aumento de proteínas plasmáticas de alto
peso molecular → as hemácias podem se
empilhar, como se fossem pilhas de moedas
FORMAÇÃO DE ROSETAS
Fenômeno muito raro;
➡ Presença de rosetas em torno de neutrófilos
encontrado em algumas anemias
hemolíticas provavelmente de etiologia
imunológica;
PATOLOGIA
Via intrínseca (amarelo):
Distúrbios da Coagulação ➡ inicia com a exposição do colágeno e
envolvem proteínas que já estão presentes no
plasma.
➡ O colágeno ativa a primeira enzima, o fator XII,
iniciando a cascata.
Avalia os fatores - 12, 11, 9 e 8.
3 Via comum
Valor de referência: 250 × 10 /mL (limites 140-
3
440 × 10 /mL),
➡ As duas vias se unem na via comum (verde),
produzindo trombina (enzima que converte o
fibrinogênio em polímeros insolúveis de
fibrina).
COAGULAÇÃO ➡ Essas fibras de fibrina se tornam parte do
Hemostasia: processo de manutenção do coágulo, entrelaçando-se no tampão
sangue dentro de um vaso sanguíneo danificado. plaquetário e prendendo os eritrócitos dentro
Três passos principais: da sua rede.
1) vasoconstrição, ➡ O fator XIII ativo converte a fibrina em um
2) bloqueio temporário de uma ruptura por meio polímero com ligações cruzadas que estabiliza
de um tampão plaquetário (ainda frouxo sem o coágulo.
fibrina) Avalia os fatores - 10 e 5 + todos os outros
3) coagulação do sangue, ou formação de um mediadores, como protrombina, trombina,
coágulo que sela o orifício até o tecido ser fibrinogênio e fibrina
reparado.
Coagulação do sangue pela rede de fibrina
Tempo de sangramento
Teste de fibrinólise
PROTOZOÁRIOS
➡ Apresentam grandes varia es, conforme sua
fase evolutiva e meio a que estejam
adaptados.
➡ Podem ser esf ricos, ovais ou mesmos
alongados.
➡ Alguns s o revestidos de c lios, outros
possuem flagelos, e existem ainda os que n o
possuem nenhuma organela locomotora
especializada
AMOSTRA IDEAL
➡ Amostras m ltiplas de fezes: 3 amostras
(ideal);
COLETA DAS AMOSTRAS ➡ O per odo para a coleta das tr s amostras de
Coleta das fezes → N o requer jejum; dez dias, e em dias alternados;
➡ Orientação: fazer na consist ncia em que as ➡ Colheita de seis amostras para os casos com
fezes se encontram, pois nas fezes diarreicas suspeita de Entamoeba histolytica, em dias
podem ser encontradas formas trofozo ticas alternados ou sequenciados, no per odo de 14
com maior facilidade do que em fezes dias;
formadas. Obs: Coleta inadequada → laborat rio deve
➡ Precisa ter 3 amostras em dias alternados para solicitar nova coleta!
evitar falsos negativos: garantir a coleta da
ovoposição Amostras formadas ou pastosas:
➡ A coleta pode ser realizada em um penico,
➡ As fezes podem se apresentar: comadre ou mesmo pl stico (limpo).
- aquosas: não da pra deixar na geladeira, as ➡ Colocar as fezes imediatamente no frasco
outras podem coletor Universal
- liquefeitas, ➡A quantidade deve corresponder a
- pastosas, aproximadamente meio frasco, cerca de 50 a
- amolecidas, 100 g.
- firmes,
- consistentes, Amostras liquefeitas
- petrificadas. ➡ A coleta da amostra liquefeita ou aquosa deve
ser feita diretamente no frasco coletor
Em amostras liquefeitas, pastosas ou universal.
amolecidas, pode ou n o haver muco ou sangue. ➡ Crian as podem fazer essa coleta no pr prio
A consist ncia, a colora o, a presen a de muco, laborat rio, utilizando coletor de cultura para
sangue ou outras estruturas e, principalmente, a urina.
presen a de vermes adultos podem ser relatados ➡ A quantidade da amostra, nesse caso, deve
no laudo do exame emitido pelo laboratório ser de cerca de 10 mL.
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PATOLOGIA
➡ A coleta de amostras m ltiplas aumenta a - Quando a coleta ocorre ap s realiza o de
possibilidade de encontrar organismos, em exame radiol gico com contraste, ela se torna
raz o: opaca e n o permite a visualiza o
- Da intermit ncia da passagem de certos microsc pica de parasitas.
parasitos a partir do hospedeiro.
- Da distribui o n o uniforme dos ovos de
helmintos. EPF
- Dos est gios dos protozo rios Diagnosticar os parasitos intestinais, por
- Das limita es das t cnicas de diagn stico meio da pesquisa das diferentes formas
parasit rias que s o eliminadas nas fezes.
➡ Um nico EPF negativo:
- Sem valor diagn stico
- Falso negativo
LAXANTES
Nota clínica: Entamoeba coli, odamoeba
A indica
o de uso deve ter a prescri o
butschili, endolimax nana e isospora são
m dica.
protozoários que vivem na nossa flora; não é
➡ S o recomendados os laxantes salinos, n o
necessário tratamento
oleosos nem compostos com bismuto e
- coceira em região perianal: oxiúros
magn sio, que podem interferir no exame,
causando gotas de leo e opacidade nas
Exame macroscópio:
fezes, impossibilitando o exame microsc pico.
- Permite a verifica o da consist ncia das
➡ Podem ser utilizados o sulfato de s dio
fezes, do odor, da presen a de elementos
tamponado e o fosfato de s dio, que causam
anormais, como muco ou sangue, e de vermes
menos danos aos parasitas
adultos ou partes deles.
➡ As fezes coletadas devem ser levadas
imediatamente ao laborat rio
Exame microscópio:
Podem alterar a parede do protozoário e do
- Permite a visualiza o dos ovos ou larvas de
ovo
helmintos, cistos, trofozo tos ou oocistos de
protozo rios.
INTERFERENTES - Pode ser quantitativo (ovos / g com fezes) ou
Medicamentos antimal ricos,
- cido acetilsalic lico, qualitativo (presença de ovos).
- Antibi ticos (tetraciclina),
- Contrastes radiol gicos como b rio e bismuto, EXAME MACROSCÓPICO
- leo mineral (pode interferir no exame Identifcação de proglotes de taenia spp
parasitol gico, afetando principalmente ➡ Tamisação
protozo rios),
Cuidados:
- Quando o paciente fizer uso de tais
subst ncias, deve aguardar cerca de sete dias
para a coleta da amostra de fezes.
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PATOLOGIA
➡ Método da Tinta da China Pode-se encontrar:
- Cora as ramifica es uterinas das t nias. - Trofozoítos
T. saginata (15 a 20 ramifica es, tipo - Cistos
dicot mica) → Saem ativamente no intervalo das - Ovos
defeca es. - Larva (menos comum)
T. solium (7 a 13 ramifica es, tipo dendr tica) →
Saem passivamente com as fezes
EXAME MICROSCÓPIO
➡Pode requerer uma variedade de
procedimentos, os quais dependem:
- da consist ncia das amostras enviadas,
- do tipo de preservantes usados na fixa o dos
esp cimes;
- sintomas cl nicos ou queixas dos pacientes,
que podem sugerir a presen a de um
determinado organismo
MÉTODOS QUANTITATIVOS
Obter a quantidade de ovos por grama de
fezes
M todo de Kato-Katz
- Amplamente usado na rotina para ovos de
helmintos
- Procedimento recomendado pela OMS
- Amostras fecais frescas ou refrigeradas
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PATOLOGIA
SEDIMENTOSCOPIA
Análise do sedimento urinário
- Hemáceas
- Leucócitos
- Células epiteliais
- Cilindros
ANÁLISE FÍSICA - Cristais
Macroscópio: - Bacterias
- Cor - Filamentos de muco
- Aspecto - Outros elementos
- Depósito (sedimentos no fundo)
Visual e subjetiva de aspecto complementar 1. Amostra
para o diagnóstico 2. EQU: exame qualitativo de urina (máximo 24
horas)
3. Urocultura: se necessário; (no mínimo 48
horas); é mais demorada
- Isolar a bactéria e fazer a cultura
4. Antibiograma: pra ver qual ATB a bactéria
esta sensível ou resistente
PATOLOGIA
ALTERAÇÕES NA URINA cetoacidose e diarreia relacionadas ao
- Proteinúria: gestação, IR, IC, desidratação. diabetes.
- Corpos cetônicos aumentados: dieta
cetogenica (sem ingestão de carbo); exercício Diabetes faz o mesmo que dieta cetogênica (sem
físico rigoroso; gestação; diabetes carbo)
- Glicose: aumentada na gestação, diabetes; 1. Sem glicose na célula
diminuída; diminuída é quando tem bateria na 2. Produção de glicose a partir de triacilglicerois
urina 3. Produção de corpos cetônicos
- Hematúria: infecções, sangramento na uretra,
bexiga, rins. COLETA DE URINA
Nota clínica: não se deve coletar exame de urina
durante o período menstrual para não haver
confusão no resultado.
- Nitrito: presença de enterobactérias
(desdobram nitrato em nitrito) = ITU
Nota clínica: ainda pode ter uma ITU apesar de
um teste de nitrito negativo pois nem todas as
bactérias são capazes de converter o nitrato
presente normalmente na urina em nitrito
- Urobilinogênio: problemas no fígado, anemia
hemolítica ou obstrução das vias biliares.
- Bilirrubina: problemas no fígado ou nos
ductos biliares.
- Leucocitúria / piúria: podem estar presentes
um pouco na urina normal; Neutrófilos são o
tipo mais comum; lesões inflamatórias,
infecciosas ou traumáticas em qualquer nível
do trato urinário. Pode ser um indicativo de CILINDROS
contaminação da amostra. Por isso, deve-se ➡ Elementos exclusivamente renais encontrados
sempre excluir contaminação por via genital no sedimento urinário.
- Cristais: precipitação de sais presentes na ➡ Formam-se principalmente no interior da luz do
urina por diversos fatores, como o pH e a túbulo contorcido distal e do ducto coletor,
concentração; doenças metabólicas ou possibilitando a visão microscópica das
infecciosas, sendo considerados cristais condições existentes no interior dos néfrons.
patológicos; sinal de distúrbios físico-químicos ➡ Forma → representam a luz do túbulo:
na urina; origem medicamentosa e de geralmente têm lados paralelos e
componentes de contrastes urológicos. extremidades arredondadas, mas podem ser
- Cilindros: exclusivamente renais compostos enrugados ou contorcidos, dependendo da sua
por proteínas e moldados principalmente nos idade.
túbulos distais dos rins; Indivíduos saudáveis,
principalmente após exercícios extenuantes,
febre ou uso de diuréticos, podem apresentar Hialinos: Mais frequentes;
pequena quantidade de cilindros, geralmente ➡ Constituídos quase inteiramente por proteína
hialinos; biomarcadores do local da lesão renal de Tamm-Horsfall.
(glomerular, tubular ou intersticial), de natureza ➡ Presença de 0 a 2 desses cilindros por campo
da lesão (funcional ou estrutural) e até mesmo de pequeno aumento é considerada normal,
de prognóstico. assim como o achado de quantidade elevada
- Bacteriúria: infecção urinária após exercício físico intenso na noite anterior
- Parasitas: Trichomonas vaginalis; ou no mesmo dia (mov da pelve) desidratação,
contaminação por secreções genitais exposição ao calor e estresse emocional.
(vagantes e uretrites) ➡ Significado clínico quando seu número é
- pH: alcalino - pode indicar condições como elevado: glomerulonefrite, pielonefrite, doença
problemas renais e infecção do trato urinário renal crônica e insuficiência cardíaca
(ITU). Ácido pode indicar condições como congestiva.
Obs: geralmente não são patológicos
PATOLOGIA
Céreo: Formados a partir da desidratação dos Hemáticos: Podem exibir coloração castanha,
cilindros hialinos ou a partir da fragmentação dos podem ser praticamente incolores ou laranja-
elementos granulares dos cilindros granulosos. avermelhados
➡ São representativos de estase urinária ➡ São sempre patológicos e acusam
extrema, que aponta insuficiência renal crônica hematúria renal.
grave. ➡ Encontrados na glomerulonefrite aguda,
➡ Presentes também em trauma renal, nefrite lúpica e endocardite
casos de hipertensão bacteriana subaguda.
maligna e doença renal do ➡ Podem estar presentes também na trombose
diabetes. de veia renal, infarto renal, na insuficiência
cardíaca congestiva direita, periarterite nodosa
Epiteliais: Gerados a partir de estase e da e pielonefrite grave.
descamação de células epiteliais tubulares renais ➡ Sangramento TGU
➡ Raramente vistos na urina, devido aos raros
episódios de doenças renais que causam
danos aos túbulos / néfron (necrose).
➡ Encontrados após exposição a agentes Leucocitários: Podem possuir bordas irregulares
nefrotóxicos ou vírus (ex: vírus da hepatite), e são compostos geralmente por neutrófilos e, a
que acarretam danos menos que tenha ocorrido desintegração, podem
tubulares que apresentar núcleos multilobulados;
acompanham a lesão ➡ Encontrados em situações de infecção e
glomerular, na rejeição de inflamação não bacteriana renais.
aloenxerto renal; ➡ Podem ser vistos na pielonefrite aguda, nefrite
intersticial e nefrite lúpica.
Granulosos: Superfície recoberta por grânulos ➡ Ta m b é m p o d e m s e r
sendo a origem patológica ou não. encontrados na doença
➡ Origem não patológica: provenientes de glomerular e em doenças
lisossomos eliminados pelas células epiteliais auto-imunes
tubulares renais durante o metabolismo
normal.
➡ Os cilindros granulosos
estão presentes na
CRISTAIS
glomerulonefrite e na
Cristais de bilirrubina: estão presentes nas
pielonefrite
doenças hepáticas que formam muita quantidade
Correlacionar com a
de bilirrubina na urina.
clínica
➡ Nos transtornos que produzem dado tubular
renal, como hepatite viral,
Graxos: Integraram gotículas de gordura livre ou esses cristais podem ser
corpos gordurosos ovais. agregados à matriz dos
➡ Vistos quando ocorre degeneração adiposa do cilindros.
epitélio tubular, como na doença tubular
degenerativa.
➡ Também geralmente aparecem na síndrome
Colesterol: Indicam intensa ruptura tissular,
nefrótica, glomeruloesclerose diabética, lúpus, nefrite, condições nefríticas e síndrome nefrótica.
nefrose lipoídica, envenenamento renal tóxico,
➡ Dano renal importante (rompimento de células)
glomerulonefrite crônica e síndrome de
Kimmelstiel-Wilson;
Tirosina: Presentes em disfunção hepática
grave;
➡ Encontrados também em doenças hereditárias
do metabolismo de aminoácidos,
principalmente a tirosinemia;
PATOLOGIA
Ácido úrico: Podem ser de ocorrência natural do CÉLULAS EPITELIAIS DE TRANSIÇÃO
organismo. Células provenientes da descamação normal
➡ Condições patológicas: elevado da bexiga, da pelve renal e dos ureteres
metabolismo de purina, nefrite crônica, ➡ Forma esférica, poliédrica ou com projeções
condições febris agudas, gota, em pacientes caudais.
com leucemia que ➡ Em geral, não possuem
recebem quimioterapia. significado patológico.
CÉLULAS EPITELIAIS
Células provenientes da descamação normal
da uretra e da vagina
➡ Possuem forma irregular, grandes, achatadas,
com citoplasma abundante e núcleos
proeminentes.
➡ Não possuem significado
patológico.
➡ Mulheres na menopausa
PATOLOGIA
MARCADORES FUNÇÃO RENAL Cistatina C: proteína relativamente pequena
produzida por todas as células nucleadas do
Creatinina: é uma proteína corpo.
Dosagem Soro (sérico / sangue) e Dosagem ➡ Produzida e destruída em uma velocidade
Urina constante, e é encontrada em líquidos
➡ Aumenta no sangue à medida que diminui o corporais como o sangue, o líquido
ritmo de filtração glomerular e diminui com o cefalorraquiano e o leite.
aumento da filtração;
VR: 0, 37 a 0, 91mg/l.