SECRETARIA EXECUTIVA DE EDUCAÇÃO DO PARÁ - SEDUC
ESCOLA ESTADUAL DE ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO AUGUSTO OLÍMPIO
CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS APLICADAS
ANO/TURMA: PROFESSOR ALEX TORRES DATA:
4° TESTE AVALIATIVO BIMESTRAL DE GEOGRAFIA
ALUNO(A):
QUESTÃ O 0 1 C interação de todas as dimensões do bem-estar humano
Os Yanomami constituem uma sociedade indígena do norte com o crescimento econômico, sem a preocupação com a
da Amazônia e formam um amplo conjunto linguístico e conservação dos recursos naturais que estivera presente
cultural. Para os Yanomami, urihi, a, “terrafloresta”, não é desde a Antiguidade.
um mero cenário inerte, objeto de exploração econômica, D proteção da biodiversidade em face das ameaças de
e sim uma entidade viva, animada por uma dinâmica de destruição que sofrem as florestas tropicais devido ao
trocas entre os diversos seres que a povoam. A floresta avanço de atividades como a mineração, a monocultura, o
possui um sopro vital, wixia, que é muito longo. Se não a tráfico de madeira e de espécies selvagens.
desmatarmos, ela não morrerá. Ela não se decompõe, isto E necessidade de se satisfazer as demandas atuais
é, não se desfaz. É graças ao seu sopro úmido que as colocadas pelo desenvolvimento sem comprometer a
plantas crescem. A floresta não está morta pois, se fosse capacidade de as gerações futuras atenderem suas
assim, as florestas não teriam folhas. Tampouco se veria próprias necessidades nos campos econômico, social e
água. Segundo os Yanomami, se os brancos os fizerem ambiental.
desaparecer para desmatá-la e morar no seu lugar, ficarão
pobres e acabarão tendo fome e sede. QUESTÃ O 0 3
ALBERT, B. Yanomami, o espírito da floresta. Almanaque Brasil
Socioambiental. São Paulo: ISA, 2007 (adaptado). TEXTO I
De acordo com o texto, os Yanomami acreditam que Área núcleo da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, o
A a floresta não possui organismos decompositores. Jardim Botânico do Rio de Janeiro é monumento nacional
tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico
B o potencial econômico da floresta deve ser explorado. Nacional, por seu significado histórico, paisagístico e cultural.
C o homem branco convive harmonicamente com urihi. Em seus cerca de 140 hectares, abriga um acervo de valor
D as folhas e a água são menos importantes para a floresta incalculável para a ciência e a cultura nacionais.
que seu sopro vital.
VIEIRA, L. O Jardim Botânico como espaço cultural. In: Jardim Botânico do
E Wixia é a capacidade que tem a floresta de se sustentar Rio de Janeiro: 1808-2008. Rio de Janeiro, 2008 (adaptado).
por meio de processos vitais.
TEXTO II
QUESTÃ O 0 2 O Museu Histórico Nacional, criado em 1922, surgiu com o
No presente, observa-se crescente atenção aos efeitos da objetivo de preservar e divulgar a história nacional.
atividade humana, em diferentes áreas, sobre o meio TOSTES, V. L. Anais do Museu Histórico Nacional, v. 27, 1995 (adaptado).
ambiente, sendo constante, nos fóruns internacionais e nas
instâncias nacionais, a referência à sustentabilidade como Apesar de diferentes, as duas instituições mencionadas nos
princípio orientador de ações e propostas que deles textos propõem-se a
emanam. A sustentabilidade explica-se pela
A incapacidade de se manter uma atividade econômica ao A resguardar a memória do país.
longo do tempo sem causar danos ao meio ambiente. B fortalecer o comércio da cidade.
B incompatibilidade entre crescimento econômico C privatizar os arquivos de pesquisa.
acelerado e preservação de recursos naturais e de fontes
não renováveis de energia.
D ampliar as áreas de reflorestamento.
E E E FM A UGUS T O O LÍM P IO – A v. C e a rá 5 9 5 ; Ba irro: C a n u dos – C E P : 6 6 0 7 0 - 0 8 0 . Be lé m - P A
CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS APLICADAS: GEOGRAFIA – PROFESSOR ALEX TORRES
QUESTÃ O 0 4 QUESTÃ O 0 6
Qualquer tipo de pele de peixe vira artesanato na mão de No Sul da Bahia, desde o século XVIII, têm-se
um biólogo do litoral de São Paulo. Ele criou um método registros de um tipo de sistema agroflorestal. Até hoje,
mais natural de transformar a fina camada de peixe em esse sistema é característica marcante da paisagem da
couro de peixe. Assim, ele retira do meio ambiente um região, conhecido como cabruca, que consiste no cultivo
material que seria jogado no lixo e inventa novas peças do cacau à sombra do dossel da floresta nativa. Esse
sistema de cultivo do cacau (graças à tolerância da
como bolsas, chaveiros e anéis, como os objetos
espécie à sombra) é considerável amigável para a vida
apresentados na imagem.
silvestre, pois apresenta superioridade em termos de
conservação da biodiversidade quando comparado com
outras plantações tropicais (monoculturas de dendê,
seringa ou café), agricultura ou pastagens.
SOLLBERG, I.; SCHIAVETTI, A.; MORAES, M. E. B. Manejo agrícola
no Refúgio de Vida Silvestre de Uma: agroflorestas como uma perspectiva de
conservação. Revista Árvore, n. 2, 2014 (adaptado).
A prática produtiva apresentada é um exemplo de
🅐 difusão comercial de lavouras temporárias.
🅑 utilização sustentável dos recursos naturais.
🅒 ampliação tecnológica da pecuária intensiva.
ROSSI, M. Produtos feitos com o couro de peixe em Guarujá, SP. Disponível 🅓 padronização alimentar dos povos tradicionais.
em: http:g1.globo.com. Acesso em: 4 set. 2024.
🅔 modernização logística de plantios convencionais.
A prática descrita é um exemplo de ação socioambiental
que proporciona a
A proteção da fauna silvestre.
B diminuição da pesca predatória.
C difusão de técnicas sustentáveis.
D divulgação de escolha profissional.
QUESTÃ O 0 5
O Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia ensina
indígenas, quilombolas e outros grupos tradicionais a
empregar o GPS e técnicas modernas de
georreferenciamento para produzir mapas artesanais,
mas bastante precisos, de suas próprias terras.
LOPES, R. J. O novo mapa da floresta. Folha de S. Paulo, 7 maio 2011
E F09GE13. Analisar a importância da produção agropecuária na sociedade urbano -industrial ante o problema da desigualdade mundial de
(adaptado).
acesso aos recursos alimentares e à matéria-prima.
A existência de um projeto como o apresentado no texto
indica a importância da cartografia como elemento
promotor da
A expansão da fronteira agrícola.
B remoção de populações nativas.
C superação da condição de pobreza.
D valorização de identidades coletivas.
E implantação de modernos projetos agroindustriais.
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