TRAUMA DE TORAX
-Epidemiologia: primeira causa de morte dos 5 aos 39 anos; morrem 10 brasileiros por hora,
proximadamente, sendo 30 a 60% no transito; 1 milhao de feridos
-Principais ferimentos: peneumotorax aberto, hipertensivo, hemotórax macico, lesão da arvore
traqueobronquica
Trauma de tórax → primeira prioridade é a permeabilidade da via respiratória (Remocao corpos
estranhos); entubacao traqueal; remocao para hospital (pneumotórax, hemotórax, tórax instável.
-Fisiopatologia: hipoxia (hipovolemia → desequilíbrio relação V/Q); hipercapnia (ventilação
inadequada/colapso pulmonar/TCE associado); acidose (hipoperfusão)
-Procedimentos:
Traqueostomia: abertura de um estoma na traqueia comunicando com meio externo (com
canula)
Traqueotomia: incisão na traqueia (apenas abertura)
Cricotireoidostomia: ebertura de um estoma na membrana cricotireoideana da laringe
comunicante com o meio externo
Cricotireotomia: incisão na membrana cricotireóidea
Pneumotórax hipertensivo (distancia da borda colapsada na margem lateral de 2cm e de 3cm na
vertical): acumulo de ar entre pleura parietal e visceral (compressão do pulmão), podem desviar
mediastino e colapso pulmão contralateral
TTO: drenagem de tórax na linha axilar anterior no 5º espaço intercostal OU 2º espaço
anterior (hemiclavicular), se for criança.
Pneumotorax aberto:
TTO: curativo de 3 pontas, entra ar e sai como se fosse valva (impede ar entre)
Drenagem: direção do tubo de drenagem – posterior e superior no 5 EI na linha axilar media
Retirada – parada escape de ar
Tamponamento cardíaco: liquido entre pericardio parietais e viscerais. Coração não consegue fazer
sístole e diástole adequadamente (< afterload). Sintomas são taquicardia, hipotensão, estase jugular,
pulso paradoxal.
Diagnostico pela ecocardiografia ou pelo RX
TTO: pericardiocentese – punção de Marfan (subxifoidiana)
TRAUMA ABDOMONINAL
Difícil de avaliar, devido múltiplas lesões e apresentações clinicas variadas → a prioridade no exame
físico abdominal pélvico e perineal é reconhecer as lesões cirúrgicas, mais que natureza especifica.
Diagnostico com FAST: janela subxifoidiana, hepatorenal, espleniorenal e supra púbica.
FAST + com estabilidade = investiga
Indicações de laparotomia: trauma abdominal fechado com instabilidade hemodinâmica + FAST +
Lavagem peritoneal diagnostica: Indicação → Hipotensão, taquicardia, anemia inexplicavel (pos
carga baixa, anemia inexplicável)
Positiva quando sangue visisvel OU hemacea > 100.000; leucocitos > 500; amilase > 20;
fosfatase alcalina > 3Ui; secreção gastrointestinal; vegetais e liquido dreno/tórax/sonda vesical
Quando positiva → laparoscopia
PRINCIPAIS NEOPLASIAS DO SISTEMA DIGESTORIO
CA ESOFAGO
-Epidemiologia: 1% de todos canceres, 3º câncer mais frequente do sistema digestório, mais
frequente no homem (3:1); faixa etária acima 60 anos; maior incidência na China, Japao, Africa do
Sul;
Tipo histológico mais comum é o carcinoma espino-celular (epidermoide), localizado no 1/3 medio,
adenocarcinoma (1/3 distal)
-Clinica: disfagia rapidamente progressiva (sólidos, pastosos e líquidos), odinofagia (disfagia dolorosa
– dor no peito), sialorreia (Estimulo reflexo esôfago salivar), regurgitação (vomito é precedido de
náusea e regurgitação sente no esôfago dor e volta material inteiro), hematêmese, caquexia
(desnutrição proteico calórica-restrição ingestão). Melanemese (sangue acumulo no estomoga,
digerido e depois vomitado)
Sintomas doença avançada: afagia (incapacidade deglutir); rouquidão (infiltração do nervo laríngeo
recorrente); tosse durante deglutição (fistula esôfago-traqueal); pneumonia aspirativa (regurgitação
por estenose do esôfago); insuficiência respiratória (infiltração traqueal)
-Fatores de risco: etilismo; tabagismo; mas condições de higiene bucal; uso crônico de bebidas
quentes; megaesôfago chagásico; esôfago de Barrett (refluxo de acido pro esôfago devido hernia que
causa desposicionamento entre cardia e esôfago ocorre diferenca de pressão que quando comida cai
no estomago ela volta → metaplasia - epitélio vira glandular igual estomago); esofagite caustica;
deficiências (vit A, C, ferro e zinco); síndrome plummer-vinson (disfagia pseudomembranossa,
espessamento esôfago proximas) e papiloma vírus humano
Tipo histológico: 70% carcinoma espino celular; 30% outros tipos (adenocarcinoma, melanoma,
sarcoma, tumor submucosa, linfoma
Localização 15% leito superior; 50% terco médio e 35% terco inferior
-Estadiamento TNM: T grau de profundidade, N linfonodos comprometidos e M metástases a
distancia.
Exames para estadiamento: biopsia de linfonodo cervical (metástase linfonodal); biopsia
transbronquica (metástase pulmonar); mapeamento ósseo por cintilografia (metástase óssea);
tomografia computadorizada de crânio (metástase cerebral) e TC por emissão de pósitron (pet scan)
-Diagnostico: radiografia contrastada de esôfago-duodeno (útil neoplasia obstrutiva, avalia extensão
do tumor; tumor > 10cm pode ser irressecavel (grudam pulmão)
Endoscopia digestiva alta com biopsia
Quando inoperável faz uma gastrostomia para poder comer
-Tratamento: tumor precoce (apenas 5% dos casos) → mucosectomia endoscópica
Tumor não avançado (quimio-radioterapia neoadjuvante + cirurgia – esfofagectomia sub total +
esofagogastroplastia
Tumor avançado (garantir uma via alimentar endoprotese/gastrostomia)
CA DE ESTOMAGO
-Epidemiologia: mais comum no antro gástrico (depois fundo > corpo) do tipo adenocarcinoma; mais
em mulher, com historia na família, aumenta com a idade; fumante; condimento em excesso; anemia
perniciosa.
Carcinoma 95%; não hodkin 4% e sarcoma 1%
Progressão no CA estomago por progressão linfática, pega linfonodos da grande curvatura e
mesocolon
-Classificação de Lauren:
Tipo intestinal: mais comum 7ª década, no sexo masculino, no antro gástrico, pequena curvatura,
associação com H pylori, nitrosaminas, melhor prognostico.
Tipo difuso: menos comum (mais jovens), sexo feminino, fundo gástrico
-Estadiamento TNM: penetração parede, linfonodos e metástases
Tis: in situ
T1: entra submucosa
T2: toca musculatura
T3: encosta serosa
T4a: ultrapassa serosa e b atinje estruturas vizinhas
-Clinica: emagrecimento, anorexia, anemia, hematêmese, náuseas, vomito e dor
-Diagnostico: sangue oculto nas fezes; seriografia de esôfago, estomago, duodeno (contrastada),
EDA, US endoscópica,
TC (pet scan) e RNM → estadiamento
-Diferencial: gastrite crônica, ulcera péptica (ulcera duodenal doi, come e passa, ulcera gástrica bem,
como, doi e passa), GIST (tumor estromal gastrointestinal), tumor carcinoide gástrico (produz
serotonina)
-Tratamento: ressecção endoscópica (depende estadiamento – lesão única limitada a mucosa, < 2cm,
sem depressão ou ulceração, sem linfonodas por TC. Quimioterapia e radioterapia. Cirurgia
Gastrectomia parcial:
Billroth I – estomago com duodeno e Billroth II – estomago com jejuno
-Classificação: precoce (passível mucosectomia) não pega musuculatura e avançado pega
msusculatura
TUMORES DE SIEWERT: junção esôfago cárdico
-Tipos: baseados nos epitélios transicionais
1 ate -5: siwert 1 (esofagectomia sub total): adenocarcinoma de esôfago dstal
1 a 2: siwert 2 (verdadeiro tumor de cardia)
2 a 5: siwert 3: carcinoma gástrico sub-cardico
CA DE PANCREAS:
Fase diagnostica: 20% ressecáveis; 30% localmente avançados e 50% doença metastática (maioria
quando diagnosticada são avançadas)
Componentes: Ilhotas, acinos e ductos
-Epidemiologia: mais comum na cabeça e ductal (Adenocarcinoma ductal)
-Formas: sólidos, císticos e mistos
Exocrinos (90%): acinos e ductos
Endócrinos: alfa (glucagonoma), beta (insulinoma), delta (somatostatinoma e vipoma), G
(gastrinoma) e outras
Mesenquimais: fibradenoma, lipoma, mixoma)
-Fatores de risco: fatores ambientais; síndromes genéticas, fumo, dieta, radioterapia previa,
pancreatite crônica, diabetes melitus. Hereditários (10% dos adenocarcinomas são hereditários;
familiar 1º grau aumenta 3 a 2x o risco de neoplasia)
-Clinica: dor nas costas (dor lombar), dor em faixa, anorexia, dispepsia, icterícia com prurido,
emagrecimento, metástases precoces.
Diabetes pode ser um sintomas inicial ou pancreatite aguda
Sinal de Courvoisier Terrier: vesícula biliar palpável secundaria a sua hiperdistensao pelo acumulo de
bile, icterícia obstrutiva
Acumulo de bilirrubina direta (obstrutiva, pois já foi conjugada)
-Diagnostico: bilirrubinas (direta); fosfatase alcalina, gama gt, ca 19-9, US endoscopico, TC (aumento
cabeça do pâncreas), RNM, CPRE, Spyglass (endoscopia com biopsia)
-Tratamento: radio, quimioterapia e cirurgia (Whipple) pode ser feita laparotomia, câmera ou
robótica.
Terapia de conversão: Quimioterapia para reverter massa tumoral (tornar ressecável) para fazer
cirurgia
Cirurgia após conversão é cirurgia de resgate
Tumores císticos (IPMN): neoplasia mucinosa papilar intraductal
CA HEHPATICA
-Metastases: Colon (42%) > estomago > pâncreas > mama > pulmão
CA COLORRETAL
-Epidemiologia: mais comum reto - sigmoide > descendente > ascendente
-Etiologia: fatores dietéticos; adenoma – carcinoma; doenças inflamatórias, polipose adenomatosa
familiar (PAF), câncer colorretal hereditário não polipoide (HNPCC)
Mais comum adenoma viloso > tubular > túbulo-viloso
Polipos adenomatosos > hiperplasicos
Pólipos pediculados e sesseis
Reto possui 3 segmentos de 5cm e depois começa sigmoide. Reto distal (1º e 2ª valva) é
extraperitoneal (terapia neoadjuvante) e proximal (acima valva de Houston) é intraperitoneal
(cirurgia direto)
-Patologia: geralmente colon direito são vegetantes (diarreia, anemia, massa palpável, dispepsia)
e de esquerdo são infiltrativos/estenosantes (obstipação intestinal, dor abdominal, enterorragia,
distensão abdominal)
Reto possui mais puxo (dor ao evacuar) e tenesmo (sensação de evacuação incompleta)
-Diagnostico e estadiamento: história, exame físico, sangue oculto nas fezes, exame proctologico,
enema opaco, colonoscopia, estudo histopatológico, dosagem CEA, RX tórax, teste função hepática,
US abdominal/US endorretal, TC de tórax e abdome pélvica e RNM
*Marcadores são mais de seguimento do que diagnostico
Marcador que eleva é o CEA
-Estadiamento: TC de abdome, RX de tórax, pet scan
-Classificação de Haggitt: quanto pólipo penetrou e quanto tumor pega do polipo
0 não invade (in situ)
1 invade submucosa
2 carcinoma invasor esta a nível cabeça para o pedículo
3 carcinoma invade qualquer parte pedículo
4 carcinoma invade a submucosa da parede intestinal
Disseminação tumoral: hematogênica, linfática, continuidade, contiguidade, implantação
Tumores extraperitoneais dao metástase fígado e intraperitoneais para pulmão
-Tratamento: depende se intra ou extraperitoneal e precisa de linfedenectomia. Os extras podem
não involuir com radio e quimio e retiram uma parte (ficam colostomia)
-Prognostico desfavorável: tumores indiferenciados, produtores de mucina, invasão de vasos, linfa e
nervo, infiltração linfocitica, tumores ulcerados, CEA elevado, < 40 anos, tumores de retossigmoide,
obstrução, perfuração e necessidade de transfusão sanguínea per-operatoria
Métodos de rastreamento: sangue oculto fecal, retossigmoidoscopia e colonoscopia