AULA ROTIFERA
Disciplina: Invertebrados I (CH 869)
Professora: Helena Matthews Cascon
Departamento de Biologia
Universidade Federal do Ceará (UFC)
ROTIFERA
GNATHIFERA
• Os Gnathifera é um táxon (Super Filo) que
inclui os táxons (Filo) CHAETOGNATHA,
GNATHOSTOMULIDA, MICROGNATHOZOA e
ROTIFERA.
• Acredita-se que eles evoluíram de um
ancestral com faringe complexa formando
um aparato mandibular cuticular único.
GNATHIFERA
• Os Gnathifera é um táxon (Super Filo) que
inclui os táxons (Filo) CHAETOGNATHA,
GNATHOSTOMULIDA, MICROGNATHOZOA
e ROTIFERA.
Atualmente Acanthocephala é uma
Subclasse do Filo Rotifera dentro da Classe
Hemirotatoria onde possuem animais
endoparasitas ectoparasitas e de vida livre
(Brusca et al., 2018).
Hickman, et al.,2013
Uma filogenia de Metazoa
(Barnes et al., 2023).
Barnes et al., 2023
ROTIFERA
(do latim: rota = roda, ferre = portador)
A maioria dos rotíferos é de água doce.
O corpo dos rotíferos é composto por um tronco e um pé
posterior.
Na parte anterior dos rotíferos existe uma coroa de cílios
(corona), que é uma das características deste táxon.
Mastax
Coroa de cílios
- corona
Corona
Características
de Rotifera Animais blastocelomados,
triploblásticos, bilaterais,
não segmentado.
“Cabeça”
Trato digestivo completo.
Tronco
Faringe modificada em um
mastáx que contém
elementos semelhantes a
Pé mandíbulas, conhecidos
como “trofos”.
Características de Rotifera
Extremidade anterior com cílios
variáveis formando uma corona.
Extremidade posterior geralmente
com glândulas adesivas e “dedos”.
Epiderme podendo formar
estruturas esqueléticas em
algumas espécies (teca, ou lorica).
Características de Possuem protonefrídios.
Rotifera
Não têm sistema
circulatório, ou trocas
gasosas.
Os machos geralmente são
reduzidos ou ausentes; a
partenogênese é comum.
Vivem em habitats de água
salgada, doce ou são
semiterrestres; sésseis ou
livres-natantes.
[Link]
ROTIFERA
• Rotífero possui uma “cabeça” portando uma
corona ciliada, um tronco e uma região posterior,
ou pé.
ROTIFERA
• Com exceção da corona, o corpo é desprovido
de cílios e coberto por um glicocálix
gelatinoso.
• A corona, ou coroa ciliada envolve uma área
central sem cílios na cabeça, a qual pode
portar cerdas ou papilas sensoriais.
Cerdas
sensoriais
Philodina roseola
Subclasse Bdelloidea
(Brusca et al., 2018).
Nebalia – Crustáceo (Ordem
Leptostraca)
[Link]
d41deb_1587781959_web.jpg
Paraseison annulatus Subclasse Seisonidea um rotífero ectoparasita
marinho que vive nas brânquias de Nebalia (Brusca et al.,2018).
ROTIFERA
Os rotíferos variam
de 40 µm a 3 mm
de comprimento.
ROTIFERA
• Há cerca de 3.350 espécies de rotíferos
conhecidas.
• Brasil – 457 espécies (Lewinsohn & Prado, 2005)
Dissotrocha macrostyla
ROTIFERA
A. Stephanoceros apresenta cinco Variedades de formas
lobos coronais longos e digitiformes
com fileiras de cerdas curtas. Ele em Rotifera
captura alimento fechando seu funil
quando suas presas nadam para
dentro deste; os lobos cerdosos
evitam que a presa escape.
B. Asplanchna é um gênero
predador plânctonico sem pé.
C. Squatinella tem uma extensão
transparente semicircular, não retrátil
e em forma de capuz, que recobre a
cabeça.
D. Macrochaetus é achatado
dorsoventralmente.
ROTIFERA
• A distribuição dos
cílios na corona
varia nos diferentes
rotíferos.
• O tipo mais comum
de corona é: quando
os cílios estão
divididos em dois
discos.
ROTIFERA
• Estes discos batem de
forma circular, um no
sentido dos ponteiros
do relógio e o outro ao
contrário dos
ponteiros do relógio. [Link]
• Isto faz com que
pareçam duas rodas
de fiação, de onde se
deriva o nome
Rotifera.
ROTIFERA
• O pé é uma extensão
posterior estreita do
tronco e geralmente
termina em um par de
glâdulas adesivas.
ROTIFERA
Rotifera – estruturas internas
v
ROTIFERA
A ciclomorfose é um fenômeno natural
em que indivíduos de uma mesma
população, apresentam mudanças
morfológicas temporalmente cíclicas.
Kellicottia spp
ROTIFERA – CICLOMORFOSE
Brachionus quadridentatus
ROTIFERA
• Morfologia -teca
Lecane sp
Keratella sp
Euchlanis sp
CLADOCERO: Daphnia galeata
➢ REPRESENTAM UM MECANISMO IMPORTANTE DE CONTROLE DE
POPULAÇÃO DO ROTÍFERO keratella cochlearis.
Keratella Daphnia galeata
INSETOS: LARVAS DE ÁGUA DOCE
(Chaoborus)
DEFESAS DOS ROTÍFEROS:
➢ MORFOLÓGICAS: ESPINHOS E LÓRICA
➢ OS ESPINHOS SÃO AS
ESTRUTURAS MORFOLÓGICAS DE
DEFESA MAIS COMUM DOS
ROTIFEROS.
➢ AÇÃO DOS ESPINHOS:
DIFICULTAR A CAPTURA,
MANIPULAÇÃO E INGESTÃO.
➢ O BRACHIONUS DEFENDE-SE
CONTRA A Asplanchna,
AUMENTANDO O TURGOR DO
CORPO, ISSO CAUSA O
APARECIMENTO DE DOIS
ESPINHOS POSTERIORES,
IMPEDINDO-O DE SER ENGOLIDO.
➢ EFETIVIDADE DOS ESPINHOS
Brachionus
Keratella
Keratella sp Espinhos - defesa
Kellicottia
Kellicottia sp
ROTIFERA
A maioria dos rotíferos possuem um
glicocálix gelatinoso no lado de fora da
epiderme para proteção.
Eles não têm cutícula externa.
Eles têm uma lâmina proteica intracelular
localizada dentro da epiderme, que lhes
confere proteção e estabilização ao corpo.
ROTIFERA
• O MÁSTAX região modificada da
faringe é característico dos
Rotifera. Mástax
• O mástax é geralmente oval ou
alongado e possui muitos
músculos.
• As paredes internas do mástax
possuem 7 grandes peças
interconectadas que se projetam.
• Estas peças são compostas de
mucopolissacarídeos(a quitina é um
polissacarídeo).
ROTIFERA
• O tamanho e a forma dos dentes do
mástax variam de acordo com os
hábitos alimentares das espécies.
unco
1
2 manúbrio
4
3
6 5
7
ramo
fulcro
Dissotrocha
aculeata
MÁSTAX
Matéria em
suspensão
Synchaeta triophthalma
MÁSTAX
predador
MÁSTAX
Matéria em suspensão
A
B
C
D
A- Manúbrio
B- Unco
C- Ramo
D- Fulcro
Teca de Platyias
quadricornis
ROTIFERA
• A digestão é
extracelular
ocorrendo em um
grande estômago.
• Um curto intestino
liga o estômago ao
ânus.
ROTIFERA
As glândulas salivares
(gástricas e digestivas)
secretam enzimas para
a digestão extracelular.
A absorção ocorre no
estômago.
ROTIFERA
• O mástax é utilizado tanto na
captura do alimento como na
maceração do alimento. Brachionus calyciflorus
• A maioria dos Rotifera é
comedora de matéria em
suspensão ou predadora.
• Predam principalmente
protozoários e outros Brachionus calyciflorus:
rotíferos. medindo 300 µm. Alimentando-se
de Anabaena.
ROTIFERA
Brachionus sp – Açude Santo Anastácio
– Campus do Pici, UFC.
Indicadores de poluição orgânica.
Ocelo Glândula
gástrica
Estômago
Mástax Vitelária
Ovo
ROTIFERA
• O sistema nervoso consiste de uma massa
ganglionar dorsal que se situa acima do mástax e
origina uma série de nervos que se estendem para
os órgãos sensitivos e para outras partes do corpo.
[Link]
Sistema nervoso de Asplanchna (Brusca et al., 2018)
ROTIFERA
• Os órgãos sensitivos
são:
• cerdas sensoriais
localizadas em
diversas partes da
corona e possuem de 1
a 5 ocelos.
ROTIFERA
• Os ocelos são simples
compostos de uma ou
poucas células
fotoreceptoras, além de
uma célula pigmentada
acessória.
ROTIFERA
• Associado com o gânglio cerebral está
o chamado órgão retrocerebral.
• Órgão retrocerebral – tem a função de
secretar muco para facilitar o
rastejamento.
[Link]
resource/primer/techniques/dic/dicgallery/euchlanislarge
/
Área coronal de Euchlanis (vista apical) (Brusca et al, 2018)
ROTIFERA
• Sistema excretor consiste
tipicamente em um par de
túbulos protonefridiais, cada
um com varias células-flama
que se conectam a uma bexiga
comum.
• A bexiga, por pulsação,
esvazia-se em uma cloaca na
qual o intestino e os ovidutos
também se abrem.
c Pressão osmótica
c
ROTIFERA
• Eles possuem dois
protonefrídios, no
blastoceloma um
em cada lado do
corpo.
Rotifera
Pressão osmótica
a
d
c
a- corona
b- mástax
c- tubo digestivo
d-vitelaria
Philodina sp
ROTIFERA
ROTIFERA
ROTIFERA
ROTIFERA
• Os rotíferos nadam
por meio da coroa
de cílios e
arrastam-se como
sanguessugas,
usando as
glândulas
terminais adesivas
como meio de
fixação.
Philodina sp
ROTIFERA
• Eles habitam fundo
de lagos, musgos,
algas, alguns são
planctônicos.
Philodina sp
ROTIFERA
• A boca dos rotíferos é
ventral, usualmente
circundada por alguma
porção da corona.
• A boca pode abrir
diretamente na faringe ou
em um tubo entre a boca e
a faringe, como ocorre
nos rotíferos comedores
de matéria em suspensão.
ROTIFERA
• Philodina sp - Açude Santo Anastácio –
Campus do Pici, UFC.
Coroa de
cílios
Mástax
Estômago
Intestino
Pé
ROTIFERA
Durante a cópula
O macho é
o macho introduz
Os Rotifera geralmente
o pênis em
são dióicos menor que a
qualquer parte do
fêmea.
corpo da fêmea.
Este tipo de cópula é
Os espermatozoides
chamado de
migram até os óvulos
IMPREGNAÇÃO
para fecundá-los.
HIPODÉRMICA.
ROTIFERA
• Quando a fêmea eclode, já possui
todas as características da forma
adulta e atinge a maturidade sexual em
alguns dias. Ver imagem em tamanho grande
Epiphanes, rotifer
ROTIFERA
• Os machos que geralmente são
menores que as fêmeas, tornam-se
sexualmente maduros logo após a
eclosão.
ROTIFERA
Os rotíferos geralmente são ovíparos,
desenvolvendo os ovos fora do seu corpo
(Brachionus, Polyarthra).
12rotifer889
Carregando um ovo
ROTIFERA
• Platyias patulus – movimento do animal dentro do
ovo produzido partenogenetica.
• Movimento do mastax em um adulto de P. patulus.
ROTIFERA
• Alguns gêneros de Rotifera como
Asplanchna, Conochilus são ovovivíparos,
isto é, os ovos amadurecem e eclodem dentro
do corpo da fêmea, sendo liberados ou pela
cloaca ou por ruptura da parede do corpo.
Asplanchna
embrião Asplanchna sp
Asplanchna priodonta com um embrião
ROTIFERA
• OBS: Muitas espécies de
água doce produzem ovos
de casca fina que eclodem
rapidamente ou ovos de
casca grossa que são
latentes.
• A partenogeneses é comum
em Rotifera.
Mastax
Glândula gástrica
Estômago ovo
ASPLANCHNA SP - CARNÍVORO
12Conochilus
Conochilus sp.
Rotifera colonial
em que a região
basal fica embebida
em uma matrix
gelatinosa.
12Floscularia
Floscularia sp.
é um Rotifera séssil,
com uma lórica.
12Monommata
Monommata sp.
As espécies deste
gênero possuem um pé
bem desenvolvido e as
fibras musculares podem
ser vista dentro do pé
12Monostyla
Monostyla sp, tem
apenas um pé.
ROTIFERA
• Muitas espécies de
rotíferos podem suportar
longos períodos de
dessecação, durante os
quais se assemelham a
grãos de areia.
• Rotíferos em condição
de dessecação são
muito tolerantes a
condições ambientais
extremas.
ROTIFERA
• Por exemplo, algumas
espécies que vivem em
musgos foram mantidas
dessecadas por até 4
anos, revivendo após a
adição de agua.
• Outros rotíferos foram
capazes de sobreviver a
temperaturas tão frias
quanto –272°C.
Criptobiose - (estado de animação suspensa): estado extremo de
anabiose (suspensão das atividades vitais) no qual todos os sinais
externos de atividade metabólica estão ausentes.
ROTIFERA
Criptobiose – os processos metabólicos
param e a vida fica preservada em uma
condição cristalizada estável.
Duas moléculas são importantes na
formação e manutenção do estado
cristalino – Glicerol e Trealose
Dissacarídica.
Estas moléculas são produzidas a medida
que o animal entra em criptobiose.
ROTIFERA
Glicerol - protege os tecidos da oxidação e
repõe a água ligada às macromoléculas
biológicas.
Trealose Dissacarídica – repõe a água das
membranas.
OBS: Na substituição pela água, o glicerol
e a trealose agem como espaçadores para
conservar a organização das
macromoléculas durante a desidratação.
ROTIFERA
• Uma colonia de Sinantherina socialis
sobre uma planta aquática de água
doce.
12Collotheca1
Collotheca pertence à classe
Monogononta. Estes rotíferos são
sésseis.
12Collotheca2
Collotheca sp.
ROTIFERA
• Collotheca – uma espécie de rotifera
sedentária.
Classe Hemirotatoria
Subclasse
ACANTHOCEPHALA
ACANTHOCEPHALA
do grego: akantha = espinho, kephale = cabeça)
• Os acantocéfalos são endoparasitas
que necessitam de dois hospedeiros
para completar seu ciclo biológico.
File:Acanthocephala [Link]
ACANTHOCEPHALA
• Os indivíduos jovens são
parasitas de crustáceos e
insetos; os adultos vivem no
trato digestivo de vertebrados.
ACANTHOCEPHALA
A subclasse é cosmopolita, e mais de
1.100 espécies são conhecidas; a maioria
delas parasita peixes, aves e mamíferos.
Brasil – 50 espécies conhecidas.
Podem ser encontrados em ambientes
marinhos, de água doce e terrestres.
Características Animais blastocelomados triploblásticos,
da subclasse bilaterais, não segmentados.
Acanthocephala
(Filo Rotifera)
Trato digestivo ausente.
Extremidade anterior com probóscide com
ganchos.
Tegumento e músculos contendo um sistema
singular de canais, conhecido como sistema
lacunar.
Características da subclasse Acanthocephala (Filo Rotifera)
Protonefrídios
ausentes, exceto em
algumas espécies.
Possuem um sistema singular de
ligamentos e bolsas ligamentares,
que dividem parcialmente a
cavidade do corpo.
Estruturas hidráulicas chamadas de lemniscos,
que facilitam a extensão da probóscide.
Características da subclasse Acanthocephala (Filo
Rotifera)
São gonocorísticos.
Formam larvas acântor, acantela e cistacanto.
Todos são parasitas obrigatórios no trato digestivo
dos vertebrados; com ciclos de vida complexos.
ACANTHOCEPHALA
• As espécies de acantocéfala
apresentam tamanhos que variam de
menos de 2 mm a mais de 1 m de
comprimento.
• As fêmeas são geralmente maiores que
os machos.
ACANTHOCEPHALA
• O corpo do adulto é alongado e
composto de um tronco, uma
probóscide anterior e uma região
cervical.
Região
cervical
probóscide
tronco
ACANTHOCEPHALA
• Tipos de Probóscides
Fransozo & Negreiros-Fransozo, 2016
ACANTHOCEPHALA
• A probóscide é
retrátil e os espinhos
são responsáveis
pela fixação destes
animais no intestino
do hospedeiro.
ACANTHOCEPHALA
Probóscide retrátil.
Dois longos sacos
hidráulicos (lemniscos)
podem servir como
reservatórios do fluido
da probóscide quando
esse órgão é
invaginado, ou auxiliar
nas trocas gasosas
entre o corpo e a
probóscide; sua função
exata, entretanto,
permanece
desconhecida.
Leminisco
ACANTHOCEPHALA
• Possuem um sistema de canais
lacunares que serve como sistema
circulatório.
ACANTHOCEPHALA
ACANTHOCEPHALA
• Não possuem sistema
digestivo absorvem o alimento
direto através do tegumento.
A- Probóscide
B- Pescoço (região
cervical)
C- Tronco
Macracanthorhynchus
hiridinaceus -
hospedeiro final porco
ACANTHOCEPHALA
A- Probóscide
B- Lemnisco (sistema
A hidraulico na eversão da ACANTHOCEPHALA
probóscide
Acanthocephala
Acanthocephala
Ciclo de vida -
Acanthocephala
Hospedeiro paratênico ou de transporte: é o hospedeiro
intermediário no qual o parasita não sofre desenvolvimento ou
reprodução, mas permanece viável até atingir novo hospedeiro
definitivo.
probóscide
ACANTHOCEPHALA
Pomphorhynchus sp – parasita de peixe
ACANTHOCEPHALA
ACANTHOCEPHALA
probóscide
Probóscide
dentro do probóscide
tecido do
hospedeiro
ACANTHOCEPHALA
probóscide Southwellina hispida
(Acanthocephala)
perfurando o intestino de
Phalacrocorax carbo
(Aves).
ACANTHOCEPHALA
Phalacrocorax carbo [Link]
Εικόνα:
Comoram
ACANTHOCEPHALA
Parasita porco
Macracanthorhynchus
hirudinaceus
Ciclo de vida -
Acanthocephala
Adulto no
intestino
Ovos passados
com as fezes
A larva Cistacanto
fica encistada no
inseto onde é
consumida pelo
hospedeiro final
Ovos comidos por
larvas de insetos
Larva Acantor sai do ovo,
depois em Acantela e em
Cistacanto
ACANTHOCEPHALA
• Os Acanthocephala são dióicos e o poro genital está
localizado na extremidade posterior do tronco.
• Os machos possuem um pênis protátil.
ACANTHOCEPHALA
Macho
A cópula ocorre quando
o macho se fixa à fêmea,
com a bursa , ocorrendo
a transferência de
esperma por meio do
pênis.
ACANTHOCEPHALA
Os machos apresentam um par de
testículos, cada um com vaso deferente e
um ducto ejaculatório comum, o qual
termina em um pênis.
Durante a cópula, o esperma é lançado na
vagina, desloca-se em sentido superior no
ducto genital e entra na blastocele da
fêmea.
ACANTHOCEPHALA
Macho
v
ACANTHOCEPHALA
Lemnisco
Macrocanthorhyncus
- macho (região
posterior)
Leptorhynchoides
thecatus – macho
parasita de peixe
ACANTHOCEPHALA
ACANTHOCEPHALA
• No momento da copula o cimento adere à
vagina e após a transferencia do esperma,
endurece rapidamente, formando uma
capa copulatória que fecha a abertura
genital.
ACANTHOCEPHALA
Os ovos são fertilizados no interior do
corpo da fêmea em sacos que se
projetam para trás partindo da bainha
da probóscide.
ACANTHOCEPHALA
• Ocorre a formação de uma larva
encapsulada, com uma coroa anterior ou
rostelo com ganchos dentro de uma casca e
passa para fora do hospedeiro através das
fezes.
Larvas
encapsuladas
ACANTHOCEPHALA
Macrocanthorhyncus - fêmea (região
anterior)
ACANTHOCEPHALA
Aparelho genital de uma
fêmea de Acanthocephala:
Ovos imaturos ficam nos
sacos do ligamento até o
desenvolvimento.
Ovos contendo larvas
passam do sino uterino para
o útero e depois para o meio
externo.
Macrocanthorhyncus -
fêmea(região posterior)
ACANTHOCEPHALA
Hospedeiro
intermediário
barata Periplaneta
americana e o
hospedeiro final é o
rato doméstico
ACANTHOCEPHALA
Larvas
ACANTHOCEPHALA encapsuladas
Corynosoma wegeneri
Profilicollis altmani
Rhadinorhynchus
cadenati
ACANTHOCEPHALA
Morfologia interna di Corynosoma wegeneri (in inglese)
ACANTHOCEPHALA
Corynosoma
wegeneri
Macho
[Link]
CICLO PARASITA
• O ovo é comido pelo o hospedeiro intermediário......as
larvas emergem dos ovos, atravessam a parede do
intestino do hospedeiro e alojam-se no hemocelo....a
larva (acantor) alimenta-se de tecido do hospedeiro
(acantela)....pouco antes de tornar-se adulto o
indivíduo cessa o seu desenvolvimento e encista-se
(cistacanto).......quando o hospedeiro intermediário é
comido então os acantocéfalos se fixam a parede do
intestino do hospedeiro definitivo utilizando a
probóscide espinhosa.
Macho Fêmea
Emerita sp
Profilicollis sp
Acanthocephala no intestino de um pato
[Link]
ACANTHOCEPHALA
• OBS: Os acantocéfalos podem causar
graves lesões à parede intestinal.
• Já foram registrados 1000 acantocéfalos no
intestino de um pato e 1154 no intestino de
uma foca.
[Image, BIODIDAC, [Link] Acanthocephala Macracanthorhyncus Life cycle of an acanthocephalan worm, spiny headed worm, includes acanthella and
acanthor larval stages. ]
Adulto
ACANTHOCEPHALA
1
Larva
3 Acantor
Cistacanto
2
Acantela
Acanthocaphala no intestino de um pato
Ciclo de Vida de Polymorphus sp
Acanthocephala
Machos e fêmeas A larva cistacanto sai
dentro do intestino no intestino da ave
da ave onde amadurece
Ovos são liberados O hospedeiro final é
infectado quando
nas fezes da ave come o hospedeiro
intermediário
Os ovos são
O parasita se
comidos pelo
transforma na larva
hospedeiro
cistacanto
intermediário
FILOGENIA DE GNATHIFERA
Ruppert et al., 2006
ROTIFERA
[Link]
z5cM4TbroU0aktq7X39LOCSD7vOeSQHg9CFpZBRU&usqp=CAU