Manual Técnico
Enfoque da Agroecologia Aplicada
CULTIVO DE
OLERÍCOLAS
Marituba - Pará
Marituba-Pará
2013
2023
CULTIVO DE
OLERÍCOLAS
(Manual Técnico, 2)
(Enfoque da Agroecologia Aplicada)
Ronaldo da Silva Sanches
Marituba-Pará
2023
Obra editada pela
Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará - EMATER-PARÁ
Rodovia BR 316, Km 12, s/n. CEP: 67201-045. Marituba-Pará
Teefone.: (91) 3299-3400 / 3404
Site: www.emater.pa.gov.br
Equipe de revisão técnica
EngºAgrº Thiago Augusto de Carvalho Leão
Engº Agrº Antônio Andrey Silva Matos
Pedagogo Mauro dos Santos Ferreira
Introdução do Enfoque Agroecológico:
Engº Agrº Raimundo Nonato da Silveira Ribeiro
Revisão de texto
Cristina Reis dos Santos
Normalização
BibliotecáriaAna Cristina Ferreira-CRB/1420
Arte / Diagramação/ Editoração Eletrônica
Socióloga Rosa Helena Campos de Melo
Impressão/Acabamento: Gráfica EMATER-PARÁ
Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP)
Biblioteca da EMATER, Marituba – PA
Sanches, Ronaldo da Silva
S211t Cultivo de Olerícolas. 2 ed. rev. ampl. / Ronaldo da Silva Sanches. Marituba:
EMATER, 2015. rev. atual.
55 p. : il. __ (Manual técnico 2- - com enfoque da agroecologia aplicada)
Inclui Bibliografias.
ISSN 2317-9252
1. Hortaliças - cultivo. I. Título.
CDD. 635.0483
APRESENTAÇÃO
A Empresa Pública de Assistência Técnica e Extensão Rural do
Governo do Estado do Pará- EMATER-PARÁ é o órgão responsável em
prestar serviços especializados nas áreas de ciências agrárias e humanas por
meio deinformações tecnológicase interação de conhecimentos que
venham a contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas que
trabalham no meio rural.
Tem como missão contribuir com soluções para a agricultura
familiar com serviços de assistência técnica, extensão rural e pesquisa,
baseados nos princípios éticos e agroecológicos.
Deste modo, a instituição apresenta a cartilha sobre o “Cultivo de
Olerícolas”, revisada e ampliada, com o objetivo de disponibilizar
informações sobre esse sistema, de forma a subsidiar técnicos e agricultores
que trabalham com essa cultura, e ainda, pessoas interessadas no assunto, na
tentativa de contribuir para o aperfeiçoamento do sistema de produção da
mandioca, tendo como base o desenvolvimento sustentável.
Portanto, esta publicação faz parte da série “Manual Técnico”,
resultado dos esforços de profissionais da extensão rural, comprometidos
com o trabalho da assistência técnica junto aos produtores rurais, disposto a
compartilhar informações atualizadas a partir de dados de pesquisa e das
experiências de campo, considerando a realidade local e todas as possíveis
adaptações que se fizerem necessárias para sua efetivação.
A TRANSIÇÃO AGROECOLÓGICA
A assistência técnica e extensão rural desenvolvida pela
EMATER-PARÁ no contexto da transição agroecológica, em
conformidade com a Política Nacional de Assistência Técnica e
Extensão Rural-PNATER, estimula a produção de alimentos sadios e
de melhor qualidade biológica, com orientação aos agricultores
familiares e suas organizações, para a construção e adaptação de
tecnologias de produção ambientalmente saudáveis.
O foco da ação extensionista está voltado para a
sustentabilidade dos sistemas produtivos; otimização do uso e manejo
dos recursos naturais; gestão e conformidade ambiental das unidades
familiares de produção; e a viabilização de condições para redução da
pobreza e exercício da cidadania, buscando contribuir para a promoção
da qualidade de vida da população rural e urbana.
Trabalhar o enfoque da sustentabilidade no paradigma
agroecológico, orientado para os processos produtivos, tem como
ponto de partida o conhecimento da realidade local e o desejo das
famílias por mudanças em suas práticas, no sentido de estabelecer uma
relação mais harmoniosa de produção, com respeito e ética em relação
ao consumidor, e a preservação de recursos naturais, o que remete ao
princípio de solidariedade com as gerações futuras, que têm direitos
também sobre os recursos naturais e seu uso.
A edição dos “Manuais Técnicos com enfoque da Agroecologia
Aplicada”se constitui uma ferramenta auxiliar que compõe o conjunto
de esforços e mecanismos da EMATER-PARÁ no sentido de contribuir
na construção de outras formas de agriculturas mais sustentáveis.
Assim, os manuais técnicos auxiliam na instrumentalização focada
no processo produtivo partindo do modelo convencional, para
recomendações de práticas alternativas, por entender que a
transição passa, necessáriamente, pelo consciente de cada um, e
por diferentes estágios de mudanças, seja do técnico, seja do
agricultor.
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ................................................................... 11
2 PLANEJAMENTO .............................................................12
3 PREPARO DO SOLO .........................................................15
4 PRODUÇÃO DE MUDAS ..................................................17
5 TRATOS CULTURAIS .......................................................18
6 ESPÉCIES PRODUZIDAS .................................................25
6.1 ABÓBORA SECA .............................................................25
6.2 AGRIÃO DA ÁGUA ..........................................................26
6.3 ALFACE ............................................................................28
6.4 BERINJELA ......................................................................30
6.5CENOURA .........................................................................32
6.6 COENTRO ........................................................................34
6.7 COUVE MANTEIGA .......................................................36
6.8 FEIJÃO DE METRO ........................................................38
6.9 PEPINO .............................................................................39
6.10 QUIABO ..........................................................................41
6.11 REPOLHO .......................................................................43
6.12 SALSA ..............................................................................45
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS .............................................. 47
REFERÊNCIAS......................................................................48
ANEXOS/TABELAS
CULTIVO DE OLERÍCOLAS
1 INTRODUÇÃO
“Hortaliças” é a denominação comumente dada a um grupo
de mais de 100 espécies de plantas, das quais podemos utilizar
diferentes partes na alimentação, dependendo da espécie.
Apresentam elevado valor nutritivo, podendo ser consumidas cruas,
cozidas, industrializadas, ou ainda como condimentos. Muitas
espécies são conhecidas dos consumidores, mas algumas só
aparecem em mercados regionais e são ingredientes importantes no
preparo de pratos típicos.
A grande diversidade de espécies, aliada a condições
edafoclimáticas favoráveis, especialmente na região do nordeste
paraense, permite a produção de “hortaliças” ao longo de todo o ano,
dependendo do nível tecnológico aplicado e dos tratos culturais
dispensados ao longo do ciclo de produção das plantas.
O cultivo de “hortaliças” pode ser feito em pequenas áreas,
com baixa escala de produção, onde não se tem como finalidade a
comercialização, mas pode-se optar pelo cultivo de forma extensiva
ou intensiva, buscando lucratividade.
No município de Santa Isabel do Pará, que dista
aproximadamente 35 Km de Belém, capital do estado, o cultivo de
hortaliças é uma atividade tradicionalmente desenvolvida pelos
agricultores familiares. Segundo dados da EMATER-PARÁ, as
comunidades de Areia Branca, Santa Rosa, Conceição do Itá e Vila do
Carmo, são as regiões que mais produzem hortaliças no município,
onde a área média plantada por produtor é de aproximadamente 0,25
ha.
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CULTIVO DE OLERÍCOLAS
Ainda segundo a EMATER-PARÁ, somente no ano de 2010,
foram produzidos mais de 14 milhões de maços de diferentes
hortaliças, cujo destino foram as feiras livres, supermercados e
restaurantes da capital, e ainda a Central de Abastecimento do Estado
(CEASA).
Os Municípios de Santa Isabel do Pará e Santo Antônio do
Tauá são os municípios do nordeste paraense que mais produzem
hortaliças, especialmente folhosas, onde respondem por mais de 80%
da produção de olerícolas que é consumida na capital do estado,
envolvendo mais de 1000 agricultores na atividade.
Esta publicação destina-se a todos os interessados no cultivo de
hortaliças, seja no nível doméstico ou em pequena escala comercial,
utilizando procedimentos e tecnologias simples e pouco impactantes,
em um sistema de transição agroecológico de produção, o que
necessariamente não implica em baixa produtividade, sendo
indispensável a aplicação de práticas sustentáveis de produção e
manejo dos recursos naturais, de forma especial o solo e a água;
2 PLANEJAMENTO
Escolha da Área: Recomenda-se que a área esteja próxima da
residência e com acesso o ano todo devido a rotina da família nas
atividades produtivas, transporte e comercialização. A escolha da área
também ocorre em função das olerícolas a serem produzidas, das
condições climáticas da região e das demandas do mercado
consumidor. Outro aspecto relevante na escolha da área é que seja
desmatada e com dimensão igual ou superior ao dobro da necessidade
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CULTIVO DE OLERÍCOLAS
da horta, para permitir a rotação de área com pousio para recuperação
da fertilidade natural e desintoxicação do solo cultivado.
No planejamento da horta em um contexto de transição
agroecológica, a recomendação é que a propriedade seja considerada
no seu aspecto global, entendida como um organismo vivo, dinâmico e
sistêmico. Neste sentido, há de se levar em conta aspectos funcionais
no planejamento, aqui destacados alguns aspectos:
a) Fonte de biomassa para alimentação do sistema–
Identificar a fonte, pois ela determinará o tipo de infraestrutura de
armazenagem, o método de processamento e de aplicação do material
fertilizante. A localização dessa infra-estrutura, bem como das áreas
de compostagem, deve facilitar a distribuição dos fertilizantes nas
áreas de cultivo. Considerar que o preparo, a distribuição de adubo e a
quantidade de fertilizante necessária por área são todos bem maiores
que no sistema convencional;
b) Fonte de água de irrigação – deve ser de qualidade e que os
contaminantes químicos ou biológicos não podem estar acima dos
limites de segurança. Caso a água disponível não se enquadre nas
normas de qualidade, será necessário tratá-la ou encontrar uma fonte
alternativa;
c) Identificação dos talhões e faixas de cultivo – são
fundamentais para o gerenciamento dos cultivos, facilitando a
implantação de esquemas de rotação de culturas, cultivos seqüenciais,
consórcios e estabelecimento de áreas de pousio ou para adubação
verde;
d) Definir carreadores principais e secundários - O
dimensionamento dos carreadores deve ser realizado de forma a
perder o mínimo possível de área produtiva. Recomenda-se caminhos
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secundários com dimensões de 30 cm de largura para permitir o
trânsito de pessoas e carrinhos de mão e os carreadores principais
devem ser dimensionados com 1,5 m a 2 m, permitindo o transito de
máquinas e equipamentos para transporte de insumos e escoamento
da produção;
e) Implantar cordões de contorno multifuncionais - São
faixas de vegetação que circundam a área perimetral da horta,
fazendo o isolamento das áreas de cultivo convencional
circunvizinhas. Apresentam múltiplas finalidades: barreiras
fitossanitárias, dificultando a livre circulação de pragas e doenças
entre propriedades vizinhas e entre os talhões de cultivo; a criação de
microclimas mais propícios ao cultivo de hortaliças; a formação de
áreas de refúgio e abrigo para inimigos naturais de pragas e outros
pequenos animais úteis. Permite a criação de condições climáticas
favoráveis à redução do estresse sofrido pelas plantas e é fundamental
para o manejo fitossanitário da propriedade agroecológica/orgânica.
As faixas podem ser formadas por espécies que podem servir como
fontes de biomassa, nutrientes e fixadoras de nitrogênio, como capim
elefante, gliricídia, titônia, hibiscos, girassol, etc. que possam ser
utilizadas como adubos verdes, espécies atrativas para insetos e
pequenos animais, e plantas de interesse econômico, visando à
complementação de renda da atividade principal também podem ser
utilizadas;
f) Áreas de pousio - são áreas que garantem o “descanso” do
solo, após cultivo intensivo, para reconstituir e conservar suas
propriedades químicas, físicas e biológicas. As áreas em pousio
devem permanecer cobertas com alguma vegetação, que pode ser
adubos verdes ou a vegetação natural da área. Essas áreas são muito
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importantes para garantir a manutenção da vida no solo. O agricultor
deve prever esse período no planejamento da horta, pois para
produção de hortaliças, que utiliza intensamente os recursos do solo,
essa prática é fundamental.
Localização: Deve ser próximo do mercado consumidor e
vias de escoamento com boa trafegabilidade.
Topografia do Terreno: Deve ser plana ou levemente
declivoso.
Fonte de água: De boa qualidade, de preferência de poços
semi-artesianos ou poços abertos.
Escolha das variedades: Cultivar olerícolas com grande
demanda, de maior valor agregado e baixa relação custo/benefício, e
ainda, aquelas consumidas pela família para contribuir com a
segurança alimentar famíliar.
Comercialização: Venda in natura de produtos recém-
colhidos, livres de agrotóxicos, direto ao consumidor e,
preferencialmente, para os mercados institucionais como o PAA e o
PNAE, agregando valor pela qualidade do produto e pelo processo
produtivo com enfoque agroecológico;
3 PREPARO DO SOLO
Em terrenos com vegetação: Roçagem, destoca, retirada de
raízes, pedras e outras sujidades. O preparo inicial pode ser feito
mecanizado ou manual, de maneira geral. O solo deve ser “cortado,
destorroado e ancinhado”.
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CULTIVO DE OLERÍCOLAS
Em terrenos já cultivados: O solo deve ser revirado,
deixando-o exposto ao sol por pelo menos dois dias, para posterior
preparo do canteiro.
i. Área em pousio para rotação: Recomenda-se a
identificação de uma área em pousio a qual deve ser anualmente
roçada e enriquecida com um coquetel de sementes com a função de
melhorar a fertilidade natural do solo (sementes de leguminosas,
curcubitáceas, gramíneas) para onde será transportada a horta no
futuro planejado.
Levantamento de canteiros: Demarcar a área do canteiro
com auxílio de quatro piquetes. A largura deve ser de 1,20 m e de
acordo com a época de cultivo. Na região amazônica a altura deve
ser de 20 cm no verão e de 25 cm no inverno, de acordo com sistema
radicular da olerícola a ser cultivada.
No enfoque agroecológico o solo é o centro de todo o
processo produtivo. Prioriza práticas que proporcionem a
manutenção e a melhoria da qualidade do solo, fazendo o
revolvimento mínimo e obtenção do aumento dos teores de matéria
orgânica e da atividade biológica. Adota práticas tradicionais de
conservação do solo, como o plantio em curva de nível, a formação
de faixas de retenção, cordões de contorno, manutenção de
cobertura vegetal sobre o solo, adubação verde, cultivo mínimo,
plantio direto, entre outras práticas conservacionistas. Prioriza as
fontes orgânicas de nutrientes e não utiliza fertilizantes químicos de
alta solubilidade.
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CULTIVO DE OLERÍCOLAS
Promover a construção da fertilidade, utilizando rotação de
culturas adequada, revolvimento mínimo do solo, plantio direto e
cobertura do solo. As espécies que melhor se adaptam ao sistema de
plantio direto são a couve, repolho, couve-flor, brócolis, berinjela,
jiló, abobrinha, abóboras, tomate, pimentão, entre outras. A
cobertura morta pode ser feita de duas maneiras: pela importação de
palhada de outra área e pelo cultivo de plantas de cobertura,
fornecedoras de palhada, e seu manejo (corte) no próprio local.
Destinação de área em pousio para rotação, que deve ser
anualmente roçada e enriquecida com um coquetel de sementes com
a função de melhorar a fertilidade natural do solo (sementes de
leguminosas, curcubitáceas, gramíneas) para onde será transportada
a horta no futuro planejado.
4 PRODUÇÃO DE MUDAS
As mudas poderão ser produzidas em sementeiras suspensas
e cobertas que devem oferecer condições ideais à germinação e ao
desenvolvimento das plantas. Outra forma de produzir as mudas
seria em copos de papel (jornal) ou descartáveis mais utilizados na
produção de mudas de tomate, berinjela, pimenta, pepino entre
outros. A produção de mudas em bandejas de poliestireno expandido
(isopor) é a mais aconselhável, pela qualidade da muda produzida,
pela economia de tempo, de semente, de água, redução de injúrias
nas raízes das plantas, fácil manuseio, escalonamento da produção.
O local onde ficarão as bandejas, deve ser coberto com filme plástico
aditivado para proteção e melhor desenvolvimento da planta.
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CULTIVO DE OLERÍCOLAS
Semeadura direta: Em algumas culturas não se faz necessário
o preparo das mudas em recipientes, e estas são feitas diretamente nas
covas (quiabo, abóbora, melancia, melão entre outros) ou aqueles
semeados em sulcos (coentro, salsa, agrião, cenoura, etc.).
No contexto da transição agroecológica os locais de produção
de mudas podem ser em ambiente de estufa ou céu aberto, devendo-se
definir os tratos culturais para que sejam minuciosamente executados.
O substrato para produção de mudas deve estar livre de sementes de
ervas invasoras e de microrganismos causadores de doenças, ter boa
retenção de água e bom arejamento, permitindo assim um perfeito
crescimento das raízes.
O substrato pode ser produzido na própria propriedade a custos
muito mais baixos, porém é preciso ter cuidado ao se combinar
materiais. Materiais disponíveis na propriedade, como cascas de
árvores, restos de culturas como café, pimenta do reino, acerola, palha
de arroz, etc., podem ser misturados a outros materiais, como húmus,
estercos fermentados e fibra de coco, constituindo excelentes
alternativas de substratos. Dedicar atenção ao suprimento das
necessidades nutricionais das plantas no início de seu
desenvolvimento, suplementando com pulverizações de
biofertilizantes.
5 TRATOS CULTURAIS
Capinas: Realizadas com enxadas ou sachos. Servem para
manter a área da horta livre de ervas daninhas, que concorrem pelos
nutrientes, água, luz e são hospedeiras de pragas.
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Raleação: Nas olerícolas que são semeadas diretamente nos
canteiros, faz-se necessário eliminar as plantas menos desenvolvidas,
deixando espaço para as outras se desenvolverem adequadamente.
Desbaste: Nas olerícolas frutos é preciso eliminar o excesso de
frutificação, para o melhor desenvolvimento dos frutos deixados na
planta.
Desbrota: É retirada dos brotos que nascem nas axilas das
folhas.
Tutoramento: Apoiar a planta com estacas, evitando que as
plantas tombem pela ação do vento ou pelo excesso de produção. Em
alguns casos é necessário fazer amarração das plantas na estaca.
Monda: eliminação das ervas daninhas com as mãos para não
danificar as raízes das plantas.
Rotação de cultura: É o plantio de espécie de famílias
diferentes das que ocuparam as leiras anteriormente.
Cobertura morta: Cobrir o canteiro com uma leve camada de
serragem, casca de arroz ou palha triturada, visando proteger as
sementes e o solo do canteiro da ação da água de chuva ou de irrigação,
evitar erosão do solo e a evaporação da água.
Adubação complementar: É a adubação realizada após o
plantio, que varia de acordo com a cultura.
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Irrigação: Pode ser feita por aspersão, santeno e regadores, e
deve ser feita duas vezes por dia, nos períodos de estiagem (falta
prolongada de chuva).
Os tratos culturais no enfoque da agroecologia estão
concebidos para o estabelecimento do equilíbrio no agroecossistema,
o que perpassa pela fertilidade do solo, equilíbrio nutricional das
plantas, controle de pragas e doenças, onde destacamos:
a) Para evitar a manutenção de áreas com plantio de espécies que
não tragam retorno econômico, os produtores podem utilizar o
consórcio entre a cultura de interesse comercial e outra espécie que
apresente funções importantes, como atração de inimigos naturais,
repelente de insetos, adubos verdes, etc. A associação entre milho e
mucuna permite que a floração da leguminosa coincida com a seca da
planta de milho, originando uma palhada bastante rica em nutrientes
que pode ser utilizada no cultivo de várias hortaliças;
b) Hortaliças em consórcio ocorrem em faixas e em linhas. No
consórcio em linha, são intercaladas linhas de cultivo de uma ou mais
espécies com a cultura principal. Pode-se consorciar alface e
cebolinha, couve e cebola, tomate e coentro, pimentão e feijão
guandu anão, tomate e crotalária, entre outras. No consórcio em
faixas, são intercaladas faixas de cultivo de uma ou mais espécies
com a cultura principal. Pode-se agrupar as hortaliças companheiras,
como cenoura e tomate, batata e repolho, tomate e cebola, cebola e
pepino, alface e rúcula, abóbora e chicória, repolho e arruda, entre
outras;
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CULTIVO DE OLERÍCOLAS
c) As plantas podem ser divididas em companheiras e
antagonistas, são exemplos de plantas antagonistas: abóbora e batata,
alface e salsa, cebola e ervilha, tomate e batata, batata e pepino, entre
outras. Deve-se evitar a utilização dessas culturas ao mesmo tempo
no campo, pois uma pode servir de fonte de inóculo (pragas e
doenças) para a outra cultura e assim desencadear um grande prejuízo
para o produtor;
d) O cultivo associado entre hortaliças repelentes e/ou atrativas
à cultura principal protege contra ataques de insetos. As plantas com
sabor e cheiro forte são chamadas atrativas ou repelentes, pois
possuem substâncias que afastam ou inibem a ação de insetos. As
plantas atrativas e repelentes mais comuns são: i) Cravo-de-defunto
(Tagetes minuta) e/ou cravorana silvestre (Tagetes sp.) – Repelente
de insetos e nematoides; ii) Cinamomo (Melia azedorach L.) – Ação
inseticida. Os frutos devem ser moídos e seu pó pode ser usado na
conservação de grãos armazenados; iii) pau-amargo (Quassia amara)
– Ação inseticida, especialmente contra moscas e mosquitos, pelo
alto teor de substâncias amargas na casca e na madeira; iv) Mucuna
(Mucuna spp.) e crotalária (Crotalaria spp.) – Ação nematicida; v)
Coentro (Coriandrum sativum) – Ação repelente para insetos; vi)
Arruda (Ruta graveolens) – Ação repelente para lagartas em folhosas;
vii) Manjericão (Oncimum basilicum) – Por causa do forte odor e
compostos que exala, é um repelente de insetos; viii) Gergelim
(Sesamum indicum) – Cordões de contorno com gergelim oferecem
excelente proteção contra saúvas e outras formigas cortadeiras; ix)
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EMATER-PARÁ - MANUAL TÉCNICO
CULTIVO DE OLERÍCOLAS
Purungo ou cabaça (Lagenaria vulgaris) – Atrativo para o besourinho
ou vaquinha-verde-amarela (Diabrotica speciosa). Pode ser plantado
como cerca viva ou pode-se utilizar seus frutos cortados e espalhados
na lavoura; x) Plantas aromáticas, medicinais e condimentares são
menos atacadas por pragas, constituindo, dessa forma, uma boa
opção para compor canteiros na horta, próximo às culturas,
exemplos: artemísia, alecrim, menta, hortelã, etc.;
e) O uso de biofertilizante funciona como fonte alternativa de
suplementação de nutrientes, aplicados no solo via sistemas de
irrigação ou sobre as plantas em pulverização. No caso das mudas,
recomenda-se pulverização foliar, com diluição em água,
dependendo da composição do biofertilizante, em proporções que
variam de 2 % a 20 %. Isso é recomendável especialmente para
hortaliças com maior tempo de viveiro, como tomate, pimentão, etc.;
f) Os biofertilizantes podem ser aplicados nas hortaliças via
foliar (exceto em folhosas de consumo inatura), diluídos em água na
proporção de 2%a 5 %, ou no solo, via gotejamento. Apresenta efeitos
nutricionais (fornecimento de micronutrientes) e fitossanitários,
atuando diretamente no controle de alguns fitoparasitas por meio de
substâncias com ação fungicida, bactericida ou inseticida presentes
em sua composição. Parece atuar equilibrando e tonificando o
metabolismo da planta, tornando-a mais resistente ao ataque de
pragas e doenças;
g) Preparo de biofertilizante líquido básico: Em uma bombona
de plástico, colocam-se volumes iguais de esterco fresco e água,
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deixando um espaço vazio de 15 cm a 20 cm. Essa bombona deve ser
fechada hermeticamente, adaptando-se uma mangueira fina de
plástico em sua tampa. Uma extremidade da mangueira fica no
espaço vazio da bombona e a outra deve ser imersa em um recipiente
com água para permitir a saída do gás metano e impedir a entrada de
ar (oxigênio). O final do processo, que dura de 30 a 40 dias, coincide
com a cessação do borbulhamento observado no recipiente d'água,
quando a solução deve ter atingido pH próximo de 7,0. Para
separação da parte ainda sólida, o material deve ser coado em peneira
e filtrado em um pano ou tela bem fina. Geralmente é utilizado
diluído em água em concentrações variáveis de acordo com os
diferentes usos e aplicações. É recomendado em dosagens mais
elevadas de até 30 % do que as do Supermagro ou do Agrobio. Esse
biofertilizante tem múltiplas finalidades, desde o controle de
determinados fitopatógenos até a promoção de florescimento e
enraizamento de algumas plantas cultivadas;
h) O cálculo da adubação orgânica para o plantio deve basear-se
na análise química do solo, na composição química do adubo e na
exigência da cultura. Em geral, as recomendações de material
orgânico situam-se entre 10 t/ha e 50 t/ha de composto orgânico ou
esterco curtido;
i) Na adubação verde utilizar plantas que também funcionam
como recicladoras de nutrientes como as leguminosas que garante o
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fornecimento de um nutriente essencial, o nitrogênio oriundo do ar,
além dos elementos que se encontram no solo e ainda minimizarem o
surgimento de pragas e doenças, como a crotalária, a mucuna e o
guandu que ajudam no controle de nematóides formadores de galhas.
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6 ESPÉCIES PRODUZIDAS
6.1 ABÓBORA SECA (Cucurbita moschata Duch. ex Poir.)
Fonte: Acervo da EMATER-PARÁ
Valor Nutritivo : Pró-vitamina A, Vitamina B1, B2,B6, e C, sais de
Fósforo, Potássio, Cálcio, Silício, Magnésio, Ferro e Cloro.
Variedades Comerciais : Jacarezinho, de Leite, Cabocla, Baianinha.
Clima : tropical, ( quente com baixa umidade )
Solo : textura média, bem drenado, rico em matéria orgânica.
Propagação : por sementes ( 8/g)
Espaçamento : 4,0m x 4,0m; 4,0m x 3,0m 3,50m x 3,50m ,
2,5m x 2,5m.
Época de Plantio: meados a fim do período de inverno.
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Cronograma de Cultivo: Germinação 5 dias- Floração 40 dias -
Colheita + 35 dias - Prolongando-se por + 30 dias
Adubação : na cova{ orgânica:3 kg de esterco bovino; químico:30 g
de uréia,50 g de superfosfato triplo,30 g de cloreto de potássio}.
Adubação de cobertura: 10 g da formulação NPK 10-28-20, na
floração repetindo a cada 15 dias.
Tratos culturais: Capina e amontoa no pé e entrenó da planta para
enraizar e fortalecer a planta.
Rotação de Cultura: Repolho, Couve, Tomate, Pimentão, Alface,
Berinjela.
Rendimento: 8 a12 frutos/planta
Controle de pragas e doenças: na ocorrência destas procure um
técnico da EMATER-PARÁ ou SAGRI.
Colheita: Início da secagem do pedúnculo.
6.2 AGRIÃO DA ÁGUA ( Nasturtium officinale R. Br.)
Valor Nutritivo: Pró-vitamina A, Vitamina B1, B2, B5 e C. Sais de
Enxofre, Potássio, Sódio, Cálcio, Fósforo, Cloro, Magnésio e Ferro.
Variedades Comerciais: Verde, Verde de talos brancos e de folhas
largas.
Clima: Tropical, temperatura média de 22°C, são melhores.
Solos: Textura média, onde a alta umidade do solo favorece o
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CULTIVO DE OLERÍCOLAS
desenvolvimento da cultura.
Propagação: Semente e estacas (3 a 4 estacas, enraizadas por cova)
300g.
Espaçamento: 15cm x 15cm ou 15cm x 20cm.
Época de plantio: Ano todo
Cronograma: Germinação 10 dias – Repicagem + 10 dias –
Transplantio + 5 dias - Colheita 50 dias.
2
Adubação: Orgânica: 10 pás de esterco de galinha/m de canteiro,
(isso em terra firme), com cobertura alta de palha sobre o canteiro
durante todo ciclo no cultivo.
2 2
Química: 50g/m de Superfosfato Triplo ou 110g/m de Superfosfato
Simples, aplicação semanal de Uréia a 0,1%.
Tratos Culturais: Irrigação é o mais importante, molhando-se até
saturação do solo em terra firme e por inundação, lâmina de 12cm. É
muito importante que as folhas fiquem fora da água. A água deve ser
constantemente renovada.
Controle de Pragas e Doenças: Na ocorrência destas procure
orientação de um Técnico da EMATER-PARÁ ou SAGRI.
Colheita: Cortando-se o ramo a uns 5cm do solo, (admite-se 4 cortes
com intervalo de 1 mês).
27
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CULTIVO DE OLERÍCOLAS
6.3 ALFACE (Lactuca sativa L. var. sativa L.)-(var. capitata L.)
Fonte: Acervo EMATER-PARÁ
Variedade Botânica: Não repolhuda.
Valor Nutritivo: Vitaminas B1, B5, C, Sais Minerais de K, P, Ca, Na,
Mg e Fe.
Variedades Comerciais: Simpson, Verônica,Tainá, Regina e Kaeser,
Vera e Veneranda.
Clima: Variedades adaptadas às condições tropicais.
Solo: Leves (soltos), bem drenados.
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CULTIVO DE OLERÍCOLAS
Propagação: Por sementes, (em média 1g de sementes de alface tem
550 sementes viáveis).
Espaçamento: 20cm x 20 cm ou 25 cm x 25 cm.
Época de Plantio: É plantada à céu aberto ou com a utilização de
cobertura plástica nos períodos de maior precipitação pluviométrica
(chuvas).
Cronograma de Cultivo: Germinação–(24 horas)-transplantio-
(verão 20 dias /– inverno 25 dias)- colheita (25 dias).
Casa de Vegetação: Bandejas (0 a 20 dias) - local Definitivo (+20
dias) colheita.
Adubação do Canteiro: Colocar 3 a 6 pás de cama de frango ou de 6 a
2
12 pás de esterco de bovinos curtido por m de canteiro, uma semana
antes do plantio. Aplicação de uréia de 0,1 à 0,3g por litro de água
semanalmente.
2
Rendimento: De 8 a12 maços por m de canteiro.
Plasticultura: Utilizar túnel baixo no período chuvoso.
Tratos Culturais: cobertura morta (serragem, casca de arroz ou outro
material inerte.), Monda, Cobertura alta com tela se necessário.
Rotação de Cultura: Couve, Cebolinha, Salsa e Repolho.
Controle de Pragas e Doenças: No caso de aparecimento de pragas e
doenças, procure orientação de um Engº. Agrônomo ou Técnico
Agrícola da EMATER-PARÁ .
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EMATER-PARÁ - MANUAL TÉCNICO
CULTIVO DE OLERÍCOLAS
6.4 BERINJELA ( Solanum melongena Wall.)
Fonte: Acervo EMATER-PARÁ
Valor Nutritivo: Pró-vitamina A, Vitamina B1, B2, B5 e C. Sais de
Potássio, Sódio, Cálcio, Fósforo, Enxofre, Cloro e Magnésio.
Variedades Comerciais: Embu, Florida Market, Híbridos.
Clima: Tropical (mas, deve-se evitar os período de maior índice de
chuva).
olos: Textura média, bem drenados.
Propagação: Sementes 200g/ hectare.
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EMATER-PARÁ - MANUAL TÉCNICO
CULTIVO DE OLERÍCOLAS
Espaçamento: 1,0 x 0,50m ou 1,0 x 1,5m (variedades comuns)
1,0 x 1,50m - (para as híbridas devido o seu porte maior)
Época do Plantio: O ano todo, evitando o período mais chuvoso.
(Em altos índices de chuva aumentam os risco de fusariose e
murchas).
Cronograma de cultivo: Germinação do 5° ao 7° dia – Transplantio
25 a 28 dias – Floração 45 a 60 dias - Início da colheita 15 a 25 dias,
após semeio.
Adubação da cova: Calagem - 100 a 200g/ cova, 30 dias antes do
plantio. Orgânica - 500g de esterco de galinha/cova ou 1 kg de
esterco bovino.
Adubação química: 40g de Uréia, 100g de Superfosfato Triplo, 100g
de Cloreto de Potássio (fracionar de 3 vezes a cada 15 dias) e/ou 60 kg
de Uréia, 100g de Superfosfato Triplo, 120g de Cloreto de Potássio
(fracionar de 3 vezes a cada 15 dias).
Adubação de cobertura: Antes da floração, (Uréia 10 a 15g por
planta e mensal, ( 15g de NPK 10-10-10 / planta).
Tratos Culturais: Enxertia no jurubebão, capinas, irrigação por
infiltração (sulcos).
Rotação de cultura: Quiabo, Alface, Maxixe e Abóbora.
Rendimento: Depende da variedade - 100g a 500g (por fruto) 30 à
100 ton/ha/ano.
Controle Fitossanitário: Na ocorrência procure um Técnico da
EMATER-PARÁ ou SAGRI.
Colheita: Com 80 a 100 dias de semeio. Frutos devem estar
brilhosos.
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CULTIVO DE OLERÍCOLAS
6.5 CENOURA (Daucus carota L.)
Fonte: Acervo EMATER-PARÁ
Valor nutritivo: Pró-vitamina A, Vitamina B1, B2, B5 e C. Sais de
Potássio, Sódio, Cálcio, Fósforo, Enxofre, Cloro, Magnésio, Silício e
Ferro.
Variedades comerciais: Brasília, Kuroman, Kuroda melhorada.
Clima: Existem cultivares adaptadas a regiões de temperaturas
médias de 25°C.
Solo: Textura média, bem fofo, preparados e drenados.
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CULTIVO DE OLERÍCOLAS
Propagação: Sementes (3 à 5 sementes/m2 no local definitivo).,
Distribuído nos sulcos de plantio com densidade variada.
Espaçamento: Linhas distanciadas de 20 à 30 cm. As plantas
deverão ficar distantes entre 5 à 8cm.
Época de Plantio: No período de verão, não suportando áreas
alagadas.
Cronograma de cultivo: Germinação de 10 a 15 dias - colheita de 90
dias.
2
Adubação: 200g de Calcário Dolomítico/m , 30 dias antes do plantio
2
e 100g de NPK 10-28-20/m .
2
Adubação Orgânica: 2 pás/m incorporado até 20cm.
Tratos Culturais: Cobertura morta com serragem curtida, fina
camada, desbaste feito da seguinte forma: Primeiro quando as plantas
tiverem 2cm de altura, segundo com 5cm e o terceiro que deverá estar
com o espaçamento recomendado quando atingirem 12cm de altura.
Irrigação: É necessária até que haja a formação da raiz. Suspender na
semana da colheita.
Rotação da cultura: Quiabo, Alface e Repolho.
Rendimento: 10 a 20 toneladas / hectare.
Controle de pragas e doenças: Na ocorrência destas procure
orientação um Técnico da EMATER-PARÁ ou SAGRI.
Colheita: Duração 15 dias - caracterização com raízes bem formadas
e folhas tombadas.
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EMATER-PARÁ - MANUAL TÉCNICO
CULTIVO DE OLERÍCOLAS
6.6 COENTRO (Coriandrumsativum L.)
Fonte: Acervo EMATER-PARÁ
Variedade Comerciais: Português, Verdão,Taboca.
Valor Nutritivo: Erva aromática
Clima: Tropical, evitando os períodos de alta precipitação
pluviométrica.
Solo : Bem drenado de textura média
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CULTIVO DE OLERÍCOLAS
Espaçamento: 10 cm x 10 cm, 20 cm x 20 cm, 30 cm x 30 cm .
Época de plantio: o Ano todo, diretamente no canteiro,sendo que nos
períodos de maior incidência de chuvas utilizar túnel de plástico.
Cronograma de Cultivo: Germinação (5 a 7 dias) - Colheita ( 60
dias).
Adubação: Cama de Frango (6 pás/m2 de canteiro; 10 dias após
plantio, aplicar 450 gramas do mesmo adubo entre linhas de plantio,
repetindo a cada 10 dias.
Espaçamento: 15,0cm x 15,0cm, se não for em sulcos
20cm.
Época de Plantio: Ano todo, evitando o período de maior incidência
de chuvas.
Adubação de cobertura: 10 dias após a germinação, aplicar uma lata
de leite condensado (200g) de esterco de galinha entre os sulcos de
plantio e repetir a cada 10 dias.
Tratos Culturais: Monda (capina manual) e cobertura morta.
Adubo Químico: Aplicação liquida de Uréia, semanal na
concentração de 0,1 a 0,5g por litro.
Tratos Culturais: Cobertura Morta ( com casca de arroz ou serragem
curtida) e Monda
Rendimento : 8 a 12 maços / m2 de canteiro.
Rotação de Cultura: Couve , Pepino , Repolho , Feijão.
Controle Fitossanitário: Quando da ocorrência de pragas e doenças,
procure um Técnico da EMATER-PARÁ ou SAGRI.
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CULTIVO DE OLERÍCOLAS
6.7 COUVE MANTEIGA (Brassica oleracea var. acephala DC.)
Fonte: Acervo EMATER-PARÁ
Valor Nutritivo: Rico em Vitaminas C, E e K, Pró-vitamina A,
Vitamina B1, B2 e B5. Sais de Cálcio, Enxofre, Fósforo, Sódio, Cloro,
Magnésio e Ferro.
Variedades Comerciais: Hi crop, Geórgia Híbridos.
Clima: A variedade é adaptada às condições tropicais.
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CULTIVO DE OLERÍCOLAS
Propagação: Semente (1g tem em média 350 sementes), ou por
perfilhos que surgem nas hastes.
Espaçamento: 1,0m x 0,50m.
Cronograma de Cultivo: Germinação de 3 dias - Transplantio de 22
a 25 dias (verão) - Colheita de 60 dias (verão) - Ciclo total de
(170 a 240 dias)
2
Adubação: Calcário 50g/m , aplicado a lanço 15 dias antes do
plantio. 1Kg de esterco curtido de galinha, 30Kg de Uréia, 60Kg de
Superfosfato triplo ou 130g de Superfosfato simples e 50g de Cloreto
de Potássio, 1g de Bórax/cova. Pode fracionar a adubação química de
3 vezes em partes iguais.
Adubação em cobertura de adubo orgânico: 200 a 300g em meia
lua, 1mês após o plantio no canteiro definitivo.
Adubação nitrogenada complementar
a) Aplicar 5g de Uréia na projeção das folhas, 15 dias após o
transplantio e a partir daí, aplicar quinzenalmente 10 a 15g de
Uréia/planta.
b) Ou aplicar soluções de Uréia a 0,1% (1g de Uréia/litro de água), 15
dias após o transplantio e repetir semanalmente esta aplicação.
Tratos Culturais: Cobertura alta de palha (80cm) retirar 8 dias
depois no final do dia (se o transplantio for em raiz nua) irrigação,
amontoa, capina, monda, quando for necessário, cobertura morta.
Rotação de Cultura: Alface, Maxixe, Abóbora, Cenoura, Salsa,
Coentro e Quiabo (alternativas).
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CULTIVO DE OLERÍCOLAS
Rendimento: 2Kg de folhas/plantas no inverno, variável. E 4Kg de
folhas/plantas no verão, variável.
Controle de Pragas e Doenças: na ocorrência destas procure
orientação de um Técnico da EMATER-PARÁ ou SAGRI.
6.8 FEIJÃO DE METRO
(Vigna sinensis Endl. Sesquipedalis Savi ex Hassk.)
Valor Nutritivo: Fonte de proteínas.
Variedades Comerciais: Vagens, Sementes Pretas e Sementes
Marrons.
Clima: Tropical (onde as boas condições de luminosidade aumentam
a produção).
Solo: Areno argilosos, bem drenados.
Propagação: Por sementes, colocando-se 3 sementes/cova. No caso
de semeio em copos, levar para o canteiro definitivo quando a planta
estiver com 12 cm de altura.
Espaçamento: 100X50 cm, deixando duas plantas/cova.
Época de plantio: Ano todo, sendo que no período chuvoso é mais
problemático o seu cultivo. Devido a grande ocorrência de pragas e
doenças.
Cronograma de cultivo: Germinação (3 a 4 dias); Floração (+30
dias); Colheita (+20 dias) prolongando-se por mais ou menos 50 dias.
Adubação de cova: 1 litro de cama de frango + 50g de NPK 10-28-20.
Aplicações semanais de 10g de 10-28-20.
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EMATER-PARÁ - MANUAL TÉCNICO
CULTIVO DE OLERÍCOLAS
Tratos culturais: Capina, Tutoramento, Irrigação.
Rotação de Cultura: Como alternativa o cultivo de Tomate.
Rendimento: De 43 à 83 vagens (2 plantas/cova).
Controle de Pragas e Doenças: Na ocorrência procure orientação de
um Técnico da EMATER-PARÁ ou SAGRI.
Comercialização: Em feixes com peso médio de 500 gramas.
6.9 PEPINO (Cucumis sativus L.)
Fonte: Acervo EMATER-PARÁ
Valor nutritivo: Vitaminas B1, B2, B5, e C, Pró-vitamina A, Sais de
Potássio, Sódio, Silício, Enxofre, Cloro, Magnésio e Ferro.
Variedades Comerciais: Aodai melhorado, caipira, Jóia, Guarani,
Híbridos japoneses.
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EMATER-PARÁ - MANUAL TÉCNICO
CULTIVO DE OLERÍCOLAS
Clima: Tropical, (evitar o plantio a céu aberto no período de inverno).
Solo: Bem drenado, texturas médias.
Propagação: Através de Sementes utilizando 3 por cova (30
sementes por grama).
Espaçamento: 1,00m x 0,60m x 0,50m - tutorado, sem tutorar
1mx1m.
Época do Plantio: Ano todo, direto no canteiro, evitando o período
de maior precipitação pluviométrica.
* Utilizar a plasticultura, para produzir no inverno.
Cronograma de Cultivo: Germinação - (5 dias) Floração -
(início de 30 dias) Início da colheita + 25 dias
Adubação:
Orgânica: na cova utilizar 1 litro de cama de frango.
Químico: Calcário e NPK10-28-20 100g de cada na cova.
Em cobertura: 20 à 30g de NPK 10-28-20, em aplicações
quinzenais.
Tratos Culturais: Desbastar (deixando duas plantas por cova).
Tutoramento (dependendo da exigência do mercado) Irrigação (por
infiltração).
Rotação de Cultura: Repolho, Tomate, Pimentão e Quiabo.
Rendimento: 10 a 15 frutos/planta.
Controle Fitossanitário: Quando da ocorrência de pragas e doenças,
procure um Técnico da EMATER-PARÁ ou SAGRI.
Colheita: Duração de 1 a 2 meses.
40
EMATER-PARÁ - MANUAL TÉCNICO
CULTIVO DE OLERÍCOLAS
6.10 QUIABO (Abelmochus esculentus)
Fonte: Acervo EMATER-PARÁ
Valor Nutritivo: Açúcares, Proteínas, Gorduras, Vitaminas B1, B2, B5
e C, Pró-vitamina A.
Variedades Comerciais: Chifre de Veado, Chifrinho, Grosso e Santa
Cruz.
Clima: Tropical (nos períodos secos deve ser irrigado).
Solo: Areno argiloso com textura média.
Propagação: Por sementes utilizando-se 3/cova. 4 Kg de sementes
são suficientes para plantar 1 hectare (18 sementes por grama).
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EMATER-PARÁ - MANUAL TÉCNICO
CULTIVO DE OLERÍCOLAS
Espaçamento: 1,0m x 0,50m.
Época do plantio: Ano todo.
Cronograma de Cultivo: Germinação de 4 dias - Floração no verão
40 dias, no inverno 30 dias, Colheita +15 dias. Prolongando por mais 4
meses (inverno) e 3 meses (verão).
Adubação: 15 dias antes do plantio (100g de esterco de galinha, 10g
de uréia, 20g de super fosfato triplo e 10g de cloreto de potássio).
Aplicações quinzenais: Usar Uréia na quantidade de 10g a
15g/planta.
Tratos Culturais: Capina, amontoa e realiza irrigação por infiltração.
Rotação de cultura: Alface, Abóbora e Tomate.
Rendimento: 35 a 42 frutos/cova com 3 plantas, com uma produção
de 20t por hectare.
Controle de pragas e doenças: na ocorrência destas procure um
Técnico da EMATER-PARÁ ou SAGRI.
Colheita: Manual com simples torção no pedúnculo ou corte com
lâmina no início da manhã.
Comercialização: Em grupo de 4 a 5 frutos dependendo do tamanho
ou/Kg.
42
EMATER-PARÁ - MANUAL TÉCNICO
CULTIVO DE OLERÍCOLAS
6.11 REPOLHO ( Brassica oleracea var.capitata L.)
Fonte: Acervo EMATER-PARÁ
Valor Nutritivo: Rico em Pró-vitamina B1, B2, B5, e Sais de Potássio,
Cálcio, Sódio, Fósforo, Enxofre e Ferro.
Variedades Comerciais: Híbridos japoneses (Sooshu, Midori),
Chato de quintal.
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EMATER-PARÁ - MANUAL TÉCNICO
CULTIVO DE OLERÍCOLAS
Clima: Variedade adaptada ao clima tropical.
Solos: Bem drenados.
Propagação: Por sementes 1g/350 à 400 sementes, mas devido ao
período de germinação, considerando-se que, 1g tem 200 sementes
viáveis.
Espaçamento: 80cm x 50cm - Fileiras simples. 50cm x 80cm - em
fileiras duplas afastadas1,0m.
Época do Plantio: No período de menor incidência de chuvas, quando
a formação de cabeça é de bom tamanho e firme, (no período chuvoso
são frouxas e menores).
Cronograma do cultivo: Germinação 3 dias - Transplantio +26
dias - Colheita + 54 a 59 dias - Duração até 15 dias - total 3 meses.
2
Adubação: 100 a 200g de Calcário Dolomítico/m , 30 dias antes do
plantio. A adubação varia em função do tipo de solo. Para textura
média, arenoso - Esterco de curral - 1000g/cova, Superfosfato triplo -
80g/cova, Superfosfato simples - 170g/cova,
Cloreto Potássio - 60g/cova, Uréia - 40g/cova, Bórax 1g/cova; areno
argiloso - Esterco de curral - 500g/cova, Superfosfato triplo -
60g/cova, Superfosfato simples - 130g/cova, Cloreto Potássio -
50g/cova, Uréia - 30g/cova, Bórax 1g/cova ( Fracionar de 03 vezes a
adubação química).
Adubação de cobertura: 20g de Uréia em meia lua de 15 em 15 dias
antes de começar a fechar a cabeça. Fazer aplicações de adubos
foliares com macro e micro nutrientes seguindo as instruções dos
fabricantes.
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EMATER-PARÁ - MANUAL TÉCNICO
CULTIVO DE OLERÍCOLAS
Tratos Culturais : Capinas, irrigação.
Rotação de Cultura: Alface, Cenoura, Maxixe e Abóbora
(alternativas).
Rendimento: De 30 à 50 toneladas/ha.
Controle de Pragas e Doenças: Na ocorrência destas procure
orientação de um Técnico da EMATER-PARÁ ou SAGRI.
Colheita: Cabeças bem compactas (termo técnico e mais usado).
6.12 SALSA (Petroselinum crispum Nym.)
Fonte: Acervo EMATER-PARÁ
Valor Nutritivo: Vitaminas B1, B2, B5, C e Pró-vitamina A, Sais de
Cálcio, Potássio, Fósforo, Enxofre, Magnésio e Ferro.
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CULTIVO DE OLERÍCOLAS
Variedades Comerciais: Lisa Comum, Gigante Portuguesa,
Comum.
Clima: Tropical (evitar o plantio a céu aberto no período de inverno).
Solo: Areno argiloso, textura média, ricos em matéria orgânica.
Propagação: Por semente, plantio direto no canteiro em sulcos, na
2
proporção de 5g de semente/m de canteiro.
Espaçamento: 15,0cm x 15,0cm, se não for em sulcos 20cm.
Época de Plantio: Ano todo, evitando o período de maior
precipitação pluviométrica e utilizando canteiros em áreas novas.
Utilizar túnel de plástico para produzir no inverno.
Cronograma de Cultivo: Germinação de 10 dias - Colheita de 60
dias - colhendo-se só folhas no período máximo de 1 ano.
2
Adubação: Orgânica - 3 a 6 pás de esterco/m de canteiro.
Adubação de cobertura: 10 dias após a germinação, aplicar uma
lata de leite condensado (200g) de esterco de galinha entre os sulcos
de plantio e repetir a cada 10 dias.
Tratos Culturais: Monda (capina manual) e cobertura morta.
2
Rendimento: 12 a 14 de maços/m ou 02 maços/semanas (com
folhas)
Comercialização: Maços de 2 a 5 pés, dependendo do
tamanho/maços com 5 a 10 folhas, se colher somente folhas.
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EMATER-PARÁ - MANUAL TÉCNICO
CULTIVO DE OLERÍCOLAS
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Esta cartilha teve como objetivo contribuir, ainda que de
forma insipiente, com as poucas publicações sobre o tema em
questão, onde foi abordado de maneira simples as exigências de mais
de vinte anos de cultivo de hortaliças na região do ‘‘Cinturão Verde’’
de Belém, especificamente no município de Santa Izabel do Pará.
A finalidade desta cartilha é, também, contribuir para que
outros profissionais da área agronômica e produtores familiares
possam nortear suas atividades, e expandi-las com informações
contidas nesta publicação.
Vale ressaltar que a região trabalhada apresenta algumas
características edafoclimáticas próprias e que em outras regiões
devem ser adequadas as suas características de solo e clima.
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EMATER-PARÁ - MANUAL TÉCNICO
CULTIVO DE OLERÍCOLAS
REFERÊNCIAS
Embrapa Informação Tecnológica: Produção Orgânica de Hortaliça,
Brasília-DF, 2007
GUSMÃO, Sérgio Antônio Lopes de. Produção de hortaliças com
principio orgânico.
Manual Técnico de Olericultura/Emater-Paraná.
MAKISHIMA, Nozomu. O cultivo de hortaliças.
PIMENTEL, Álvaro Augusto Moussallem Pantoja. Olericultura no
trópico úmido.
Produtor de hortaliças/ Instituto Centro de Ensino Tecnológico.
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EMATER-PARÁ - MANUAL TÉCNICO
ANEXOS
TABELAS
TABELA 01 - ÉPOCA DE PLANTIO
HORTALIÇAS
INÍCI INÍCIO TRANSPLA
ESPÉCIE LOCAL
ÉPOCA / PLANTIO O COLHEITA NTIO E
CLIMA INICIAL
GERM. APÓS REPICAGE
PLANTIO
J F MA MJ J A S O N D (DIAS) PLANTIO M
Abóbora menina Quente * * * * * Definitivo 5 90
Abóbora seca gigante Quente * * * * Definitivo 5 150
Abobrinha caserta Quente * * * * * * * Definitivo 5 60
Acelga Ameno * * * * * * Definitivo 6 70
Agrião Ameno * * * * * * * * * * * * Definitivo 6 70
Aipo (salsão) Ameno * * * * Sementeira 12 160
Alface Ameno * * * * * * * * * * * * Sementeira 1 35-40
Almeirão Ameno * * * * * * * * * * * * Definitivo 5 40-50
Berinjela Quente * * * * * * * Sementeira 8 100
Beterraba Ameno * * * * * * * * * * * * Definitivo 6 70
Brócolos Ameno * * * * * Sementeira 4 100
Cebola Ameno * * * Sementeira 6 180
Cebolinha Ameno * * * * * * * * * * * * Sementeira 6 60
Cenoura Ameno * * * * * * * * * * * * Definitivo 7 90
Chicoria Ameno * * * * * * * * * * * * Sementeira 5 90
Agroseres, Guia Técnico de Hortaliças, São Paulo, 1994, 32p
CULTIVO DE OLERÍCOLAS
TABELA 02 - CONTINUAÇÃO DA TABELA ÉPOCA DE PLANTIO
Coentro Quente * * * * * * * * * * * Definitivo 6 40-60
Couve manteiga Ameno * * * * * * * * * * * * Sementeira 4 60-90
Couve flor Ameno * * * * * * * * * * * * Sementeira 4 90
Espinafre Ameno * * * * * Definitivo 7 50-60
Fava Ameno * * * * * Definitivo 5 90-120
Feijão vagem Quente * * * * * * * Definitivo 5 50-60
Jiló Quente * * * * * * * Sementeira 7 90
Melancia Quente * * * * * Definitivo 5 90-100
Melão Quente * * * * * * Definitivo 5 90-100
Mostarda Ameno * * * * * * * * * * * * Sementeira 4 60
Nabo Ameno * * * * * Definitivo 4 50
Pepino Quente * * * * * * * * Definitivo 5 70
Pimenta Quente * * * * * * * Sementeira 7 120
Pimentão Quente * * * * * * * Sementeira 7 100-120
Quiabo Quente * * * * * * * Definitivo 5 80-90
Rabanete Ameno * * * * * * * * * * * * Definitivo 4 25
Repolho Ameno * * * * * * * * * * * * Sementeira 4 120
Rúcula Ameno * * * * * * * * * * * * Definitivo 5 40
Salsa Quente * * * * * * * * * * * * Definitivo 10 70
Tomate Quente * * * * * * Sementeira 6 100
Agroseres, Guia Técnico de Hortaliças, São Paulo, 1994, 32p
CULTIVO DE OLERÍCOLAS
TABELA 03 - NECESSIDADES DE SEMENTES OU MUDAS
NECESSIDADE DE SEMENTES OU MUDAS
Nº DE
SEMENTES TAREFA HECTARE P/ 1000
ESPÉCIE/VARIEDADE ESPAÇAMENTO PÉS/Ha
POR GRAMA (22 x 22m) (10.000 m²) PÉS
Abóbora menina 6- 7 3,0 x 3,0m 25g 500g 500g 1100
Abóbora seca gigante 7- 8 5,0 x 5,0m 10 - 20g 200-400g 500g 200-400
Abobrinha caserta 6- 7 1,20 x 0,80m 200g 4kg 500g 6500
Acelga 300 60 x 20cm 100g 2kg - -
Agrião 4900-5300 20 x 20cm 200g 4kh - -
Aipo (salsão) 3500 30 x 30cm 7g 140g 1,3g 110.000
Alface 900 - 1000 25 x 25cm 30g 500/700g - 270.000
Almeirão 950 15 x 10cm 100g 2kg -
Berinjela 230 150 x 80cm 6g 200g 20g -
Beterraba 56 20 x 10cm 200g 4kg - 20.000
Brócolos 270 100 x 50cm 8g 150g 7g 5.700
Cebola 330 40 x 10cm 60g 1,2kg - -
Cebolinha 480 40 x 5cm 300g 6kg - -
Cenoura 800-1300 20 x 7cm 200/300g 4/6g - 110.000
Chicoria 800-950 30 x 30cm 50/60g 1kg - 2.000
Agroseres, Guia Técnico de Hortaliças, São Paulo, 1994, 32p
CULTIVO DE OLERÍCOLAS
TABELA 04 - CONTINUAÇÃO DA TABELA NECESSIDADES DE SEMENTES OU MUDAS
Coentro 20-30 15 x 15cm 9kg 32 kg - -
Couve manteiga 1,0 x0,50m 900/1000md 18/20.000 - 20.000
Couve flor 320 80 x 50cm 10/15g 200/250g - 20.000
Espinafre 100 40 x 50cm 1,5kg 30kg - -
Fava 2-3 1,0 x 0,30m 2/4kg 40/80kg - -
Feijão vagem 2/3 1,0 x 0,60m 1,5/2kg 30/40kg - 16.000
Jiló 330/450 1,20 x 0,80m 3g 100g - 25.000
Melancia 20 2,0 x2,0m 50g 800g 400/700g 4.800
Melão 30 1,5 x 1,5m 40g 800g 180g 4.400
Mostarda 630 45 x25cm 100g - - -
Nabo 530 30 x10cm 150g 2kg - 160.000
Pepino 30/40 1,0 x 0,70m 100g 2kg 150g 14.000
Pimenta - 1,20 x 0,80m 10g 250g 20g 31.000
Pimentão 165 1,0 x 0,50m 15g 300g 10g 25.000
Quiabo 18/23 1,0 x 0,40m 300g 6kg - -
Rabanete 91 15 x8cm 1kg 20kg - -
Repolho 250/300 80 x30cm 8g 150g 7/8g 25.000
Rúcula 580 10 x5cm 80g 1,6kg - -
Salsa 650 40 xcm/linha 300g - - -
Tomate 300/400 1,0 x0,60m 7/8g 170/200g 10/20g 15.000
Agroseres, Guia Técnico de Hortaliças, São Paulo, 1994, 32p
CULTIVO DE OLERÍCOLAS
GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ
Helder Zahluth Barbalho
Governador
Hana Ghassan Tuma
Vice-governadora
Giovanni Corrêa Queiroz
Secretário de Desenvolvimento
Agropecuário e da Pesca
Joniel Vieira de Abreu
Presidente
Robson de Castro Silva
Diretor Administrativo
Rosival Possidônio do Nascimento
Diretor Técnico