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Formação e Análise de Solos em Pedologia

O documento aborda a formação de solos, destacando os processos pedogenéticos e as características físicas que influenciam sua formação e classificação. A pesquisa visa entender a dinâmica do solo e suas interações com o ambiente, além de fornecer subsídios para práticas de manejo sustentável. O estudo inclui análises laboratoriais e observações de campo para caracterizar os diferentes perfis de solo e suas funções ecológicas e econômicas.

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JONAS VIMBANE
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Formação e Análise de Solos em Pedologia

O documento aborda a formação de solos, destacando os processos pedogenéticos e as características físicas que influenciam sua formação e classificação. A pesquisa visa entender a dinâmica do solo e suas interações com o ambiente, além de fornecer subsídios para práticas de manejo sustentável. O estudo inclui análises laboratoriais e observações de campo para caracterizar os diferentes perfis de solo e suas funções ecológicas e econômicas.

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Faculdade de Ciências e Tecnologias - Extensão Beira

Curso de Gestão Ambiental e Desenvolvimento Comunitário

1º Ano/2024-Pós Laboral

CADEIRA: PEDÓLOGIA

Tema: Formação de solos

ESTUDANTE: DOCENTE:

Chelinho Jonas Massingue Prof. Doutor Mário Silva Uacane

Beira, Maio de 2024


Índic

1. Introdução............................................................................................................................1

1.1. Processos de formação do solo............................................................................................1

1.2. Características físicas do solo.............................................................................................2

1.3. Observação do campo..........................................................................................................3

1.4. Análise de solos.............................................................................................................3

1.2. Colecta de amostras e leitura de resultados...............................................................3

1.3. Análise física, química para textura e estrutura de solo...........................................3

2. Definição de solo..................................................................................................................4

2.1. Função do solo..............................................................................................................4

2.2. Objetivo do estudo dos solo.........................................................................................5

2.3. Perfil do Solo.................................................................................................................5

2.4. Composição do solo......................................................................................................6

2.5. Características físicas do solo......................................................................................6

2.6. Características físicas...................................................................................................6

3. ESTUDO FÍSICO DO SOLO.............................................................................................7

3.1. COMPOSIÇÃO DO SOLO.........................................................................................7

3.2. CINCO ELEMENTOS NATURAIS CONSTITUINTES DO SOLO.....................7

3.3. O QUE OBSERVAR NA ANÁLISE DE SOLO........................................................7

3.4. COMO É FEITA A ANÁLISE FÍSICA DO SOLO..................................................7

3.5. QUAIS SÃO AS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DOS TIPOS DE SOLO?........7

3.6. QUAL A COMPOSIÇÃO DO SOLO?......................................................................7


3.7. QUAL A FUNÇÃO DO SOLO?.................................................................................8

3.8. QUAL A COMPOSIÇÃO DO SOLO?......................................................................8

3.9. Quais são os tipos de solo?...........................................................................................9

4. CLASSIFICAÇÃO DO SOLO...........................................................................................9

10 PRÁTICAS DE PRESERVAÇÃO DO SOLO..............................................................10

1. Preparo do solo adequado....................................................................................................10

2. Plantio em curvas de nível....................................................................................................11

3. Terraceamento.......................................................................................................................11

4. Planejamento do trânsito de maquinário...........................................................................12

5. Conclusão...........................................................................................................................17
1. Introdução

A formação do solo é um processo complexo influenciado por uma série de factores locais e
processos pedogenéticos que atuam ao longo do tempo geológico. Compreender a interação
entre esses elementos é fundamental para a caracterização e classificação dos solos, bem
como para o manejo adequado das terras. Neste contexto, este trabalho propõe-se a analisar os
processos pedogenéticos e a influência dos factores locais na formação e diferenciação
espacial do solo, utilizando observações de campo e análises laboratoriais. Ao investigar a
biologia, as características físicas e químicas do solo, bem como a cobertura vegetal, busca-se
elucidar a complexa rede de interacções que culminam na diversidade de perfis pedogenéticos
encontrados em diferentes ambientes. Dessa forma, esta pesquisa visa contribuir para um
melhor entendimento da dinâmica da formação do solo e fornecer subsídios para práticas de
manejo sustentável em diversas paisagens

1.1. Processos de formação do solo


Os solos Os processos de formação do solo são influenciados por factores como clima,
organismos vivos, relevo, material de origem e tempo. Dentre os principais processos de
formação do solo, destacam-se:

i. Intemperismo: é a ação de intemperização que resulta da ação do clima sobre as


rochas e minerais, levando à sua desintegração e decomposição.

ii. Transformações químicas: envolvem reacções químicas que alteram a composição dos
minerais presentes no solo, resultando na formação de novos minerais e compostos.

iii. Processos biológicos: a actividade das plantas, microorganismos e outros organismos


vivos contribui para a decomposição da matéria orgânica e a liberação de nutrientes no
solo.

iv. Processos físicos: incluem a ação do gelo, da água, do vento e da gravidade, que
atuam na fragmentação e no transporte de materiais, contribuindo para a formação e
estruturação do solo.

1
v. Transferência de materiais: envolve o movimento vertical ou lateral de substâncias no
perfil do solo, como água, argila, ferro e alumínio.

Esses processos atuam em conjunto ao longo do tempo geológico para formar os diferentes
horizontes do solo e conferir-lhe características específicas em cada ambiente.

1.2. Características físicas do solo

As características físicas do solo incluem diversos atributos que descrevem sua estrutura,
textura, porosidade, densidade, capacidade de retenção de água, permeabilidade, entre outros.
Algumas das principais características físicas do solo são:

a) Textura do solo: refere-se à proporção relativa de areia, silte e argila presentes no solo,
influenciando directamente a capacidade de retenção de água, aeração e facilidade de
cultivo.

b) Estrutura do solo: descreve a organização das partículas do solo em agregados,


influenciando a porosidade e a capacidade de infiltração de água.

c) Porosidade: representa a quantidade e o tamanho dos espaços vazios no solo,


influenciando a capacidade de armazenamento de água e aeração.

d) Densidade do solo: indica a massa de solo por unidade de volume, reflectindo a


compactação e a resistência à penetração das raízes.

e) . Capacidade de retenção de água: descreve a habilidade do solo em reter água


disponível para as plantas.

f) Permeabilidade: refere-se à capacidade do solo em permitir o fluxo de água e aeração.

2
Essas características físicas são essenciais para compreender o comportamento do solo em
relação ao crescimento das plantas, à infiltração e movimentação da água, à resistência à
erosão, entre outros aspectos relevantes para seu uso e manejo adequado.

1.3. Observação do campo

Ao realizar uma observação de campo para descrever um perfil pedogenético, é importante


seguir algumas etapas. Primeiramente, escolha um local representativo e faça uma escavação
vertical para expor o perfil do solo. Em seguida, observe e registe as características de cada
horizonte do solo, como cor, textura, estrutura, presença de raízes, pedregosidade, entre outros
aspectos. Também é relevante colectar amostras para análises laboratoriais que
complementem a descrição feita em campo.

1.4. Análise de solos


A produtividade agrícola depende da qualidade das terras agrícolas, e uma análise de solo pode
relatar oportunamente um problema nas condições de crescimento das culturas. A análise de
adequação do campo ajuda a escolher as culturas apropriadas ou decidir sobre o uso da terra
para a agricultura.

1.2. Colecta de amostras e leitura de resultados


Análise de solos regulares são, em última análise, importantes não apenas para os produtores,
mas podem fornecer insights de campo valiosos para todos os participantes do agronegócio,
incluindo cooperativas agrícolas, seguradoras agrícolas, bancos, fornecedores de insumos ou
comerciantes de commodities. No entanto, os laboratórios designados descrevem apenas as
propriedades de campo actuais. Portanto, ao analisar os resultados de análise de solo para
decisões sobre a melhoria do campo, é melhor combinar relatórios de laboratório com dados
históricos de análises de imagens de satélite.

1.3. Análise física, química para textura e estrutura de solo


Além do teor químico, as análises químicas de solo também analisam o tipo de solo e suas
propriedades físicas, como textura, estrutura e humidade.
Os principais componentes são argila, areia e lama, e suas proporções definem a textura do solo
e sua capacidade de reter nutrientes com humidade. Por exemplo, campos arenosos secam mais

3
rápido do que os argilosos, então uma análise de textura do solo ajuda na irrigação de precisão e
no planejamento da fertirrigação.
A estrutura do solo descreve o tamanho de suas partes e espaços de poros, que afectam o fluxo
de água e ar na terra. Os campos de argila são mais finos, e seus espaços de poros são pequenos.
Portanto, são propensos à compactação e requerem aeração regular.
As análises de tipo de solo também auxiliam na determinação da adequação do tipo de cultura.
Assim, as plantas amantes da água são adequadas para campos argilosos, enquanto as espécies
tolerantes à seca são boas para as arenosas secas.

2. Definição de solo
Solo pode ser definido como um corpo dinâmico de origem mineral e orgânica formado por
material inconsolidado (ou friável) que reveste a superfície do planeta Terra. Os solos são o
produto directo da acção dos agentes intempéricos sobre as rochas, sendo constituídos pela
acção lenta e continuada das águas, dos ventos, da variação de temperatura e também dos
animais e micro-organismos.
A composição e a estrutura de um solo variam consideravelmente de acordo com a sua rocha de
origem e ainda de região para região, a depender da disponibilidade hídrica e do regime de
temperaturas. Dessa forma, a característica de um perfil de solo é compatível com o clima da
região onde ele se formou. A morfologia dos terrenos, isto é, seu relevo, também interfere na
dinâmica dos solos.

2.1. Função do solo


Os solos são estruturas que apresentam múltiplas funções. Listamos abaixo algumas das suas
principais funções.
Manutenção do equilíbrio ambiental por meio da sua participação nos ciclos biogeoquímicos (da
água, do nitrogénio, do carbono etc.) que acontecem na natureza.
Sustentação dos mais variados tipos de cobertura vegetal, desde florestas a estepes, o que faz
com que se tornem também importantes reservatórios de nutrientes e minerais.
Fornecimento de recursos naturais para os seres humanos.
Base para o desenvolvimento de actividades económicas, como a agricultura e a pecuária.
Armazenamento e circulação de água.
Protecção da rocha-mãe.
Habitat para milhares de formas de vida que compreendem de pequenos animais a micro-
organismos.
4
2.2. Objetivo do estudo dos solo
 Perceber a importância do solo para a sobrevivência dos diferentes seres vivos;
 Realizar um experimento científico e elaborar hipóteses no decorrer do processo;
 Reconhecer os diferentes tipos de solo, relacionando-os ao desenvolvimento de
determinadas culturas.

2.3. Perfil do Solo


Os solos são definidos como corpos naturais independentes, constituídos de materiais minerais e
orgânicos, organizados em camadas e/ou horizontes."
Em síntese, o perfil do solo é a seção vertical que se inicia na superfície do solo até chegar na
última camada próximo à rocha. Na prática, ele é formado por um conjunto de horizontes, ou
seja, uma sequência de camadas horizontais originadas da ação simultânea dos processos
químicos, físicos e biológicos que ocorrem no solo. Em resumo, esses horizontes dividem-se
em seis camadas. Sendo elas:

Horizonte O (Orgânico): camada orgânica superficial, em decomposição;


Horizonte A (Superfície): caracterizado com fragmentos de rocha, matéria orgânica e húmus;
Horizonte B (Subsolo): camada mineral pobre em matéria orgânica, porém rica em ferro e
minerais resistentes como quartzo;
Horizonte C (Mineral): camada pouco ou parcialmente alterada, constituído por material
inconsolidado de rocha alterada;
Horizonte R (Base Rochosa): rocha matriz, sem alteração, a criadora de todo o solo.
Vide a figura abaixo

5
Figura 1: Demonstração do perfil da terra
Fonte: Autor
2.4. Composição do solo
O solo é composto por matéria mineral, matéria orgânica, água e ar;
Além da areia, argila e MO (fase sólida), o solo apresenta canais ou poros, importantes
para armazenar água para as plantas e organismos, para permitir a drenagem do excesso de
água da chuva, evitar a erosão e facilitar o crescimento das raízes;
2.5. Características físicas do solo
As características físicas do solo são (textura, estrutura, densidade, porosidade, permeabilidade,
fluxo de água, ar e calor) são responsáveis pelos mecanismos de atenuação física de poluentes,
como filtração e lixiviação, possibilitando ainda condições para que os processos de atenuação
química e biológica possam ocorrer.
2.6. Características físicas
As propriedades químicas dos solos (pH, potencial hidrogeniônico) teor de nutrientes,
capacidade de troca iónica, condutividade eléctrica e matéria orgânica) são, ao lado da
actividade biológica, responsáveis pelos principais mecanismos de atenuação de poluentes nesse
meio.
6
3. ESTUDO FÍSICO DO SOLO

3.1. COMPOSIÇÃO DO SOLO


 Composição dos solos, de modo geral, 45% de elementos minerais, 25% de ar, 25% de
água e 5% de matéria orgânica. O solo é composto por três fases distintas: sólido, que
compreende matéria orgânica e inorgânica; líquido, que é a solução do solo ou água do
solo; e gasoso, que é o ar do solo.
3.2. CINCO ELEMENTOS NATURAIS CONSTITUINTES DO SOLO
 São cinco os elementos que constituem o solo: matéria mineral, matéria orgânica, água,
ar e organismos vivos (biota do solo), embora estes últimos não sejam considerados
constituintes do solo em termos geológicos.
3.3. O QUE OBSERVAR NA ANÁLISE DE SOLO
 Análise de solo é o termo utilizado para se referir ao conjunto de procedimentos
realizados para fazer o diagnóstico completo das propriedades da terra. Para
isso, além de quantificar os nutrientes do solo, as amostras colectadas também são
utilizadas para avaliar suas propriedades químicas, físicas e biológicas.

3.4. COMO É FEITA A ANÁLISE FÍSICA DO SOLO

Na análise física de solo, a determinação destes parâmetros é feita por um processo chamado
granulometria, que permite proporcionar melhores resultados na agricultura assim como
apresentar os atributos necessários para subsidiar o manejo de uso e ocupação das terras,
visando produções mais sustentáveis e melhor.

3.5. QUAIS SÃO AS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DOS TIPOS DE SOLO?

A diferenciação dos tipos de solo é uma forma de classificá-los de acordo com suas
características físicas, como cor, textura e porosidade. Sendo um recurso natural renovável
formado por meio do processo de intemperismo das rochas, o solo é o principal substrato para o
desenvolvimento das actividades humanas.
3.6. QUAL A COMPOSIÇÃO DO SOLO?
 minerais (a maior parcela de seus componentes);
 água;
 ar;
 matéria orgânica.
7
3.7. QUAL A FUNÇÃO DO SOLO?
 Os solos são estruturas que apresentam múltiplas funções. Listamos abaixo algumas das
suas principais funções.
 Manutenção do equilíbrio ambiental por meio da sua participação nos ciclos
biogeoquímicos (da água, do nitrogênio, do carbono etc.) que acontecem na natureza.
 Sustentação dos mais variados tipos de cobertura vegetal, desde florestas a estepes, o que
faz com que se tornem também importantes reservatórios de nutrientes e minerais.
 Fornecimento de recursos naturais para os seres humanos.
 Base para o desenvolvimento de atividades econômicas, como a agricultura e a pecuária.
 Armazenamento e circulação de água.
 Proteção da rocha-mãe.
 Habitat para milhares de formas de vida que compreendem de pequenos animais a
micro-organismos.
 Fundação para as obras de infraestrutura e edificações."
 Veja mais sobre "Solo" em: [Link]

3.8. QUAL A COMPOSIÇÃO DO SOLO?


A composição química de um solo varia de acordo com a localidade onde ele se formou e com a
sua rocha-mãe. No entanto, todos os perfis de solo apresentam determinados elementos em
comum que, em geral, constituem materiais orgânicos e materiais inorgânicos. Levando isso em
consideração, podemos afirmar que todos os solos apresentam em sua composição:
a) minerais (a maior parcela de seus componentes);
b) água;
c) ar;
d) matéria orgânica.
Os materiais que compõem um solo estão dispostos por meio de camadas que recebem o nome
de horizontes. O número de horizontes presentes em um solo não é o mesmo para todos, e a sua
variação acontece em função do tempo de desenvolvimento daquele perfil."
"Quando bem desenvolvidos, os solos apresentam, pelo menos, quatro horizontes, os quais
descrevemos abaixo.
a) Horizonte O: é o horizonte orgânico do solo, representa a camada superficial formada
por matéria orgânica e água. Apresenta coloração mais escura do que os demais
horizontes.
b) Horizonte A: camada formada por minerais e matéria orgânica, o que lhe confere
também uma coloração escura.
c) Horizonte B: camada formada por nutrientes lixiviados das camadas superiores do solo e
outros minerais decorrentes da decomposição química da rocha. É mais espesso que os
horizontes superiores, e a presença de matéria orgânica é muito baixa.
d) Horizonte C: corresponde ao horizonte de transição entre a rocha-mãe e as demais
camadas do solo. Apresenta minerais decorrentes do intemperismo químico e também
fragmentos da rocha original, produto do intemperismo químico. Não apresenta matéria
orgânica."

8
3.9. Quais são os tipos de solo?
Uma das maneiras de se determinar os diferentes tipos de solo é de acordo com a sua
granulometria (diâmetro dos grãos nele presentes) e composição.
Com base nesses critérios, existem quatro tipos de solo.
a) Solo arenoso
Os solos arenosos são formados predominantemente por areia — grânulos que possuem
entre 0,05 mm e 2 mm de espessura. São porosos, bastante frágeis e apresentam baixa
fertilidade química.
b) Solo siltoso
Os solos siltosos são formados por materiais com espessura entre 0,002 mm e 0,05 mm, o
que caracteriza uma granulometria intermediária entre a areia (mais grossa) e a argila
(mais fina). Apresentam uma característica em comum com os solos arenosos: a sua
suscetibilidade à erosão, uma vez que são constituídos por material com elevado nível
de desagregação.
c) Solo argiloso
Os solos argilosos são formados por materiais muito finos, com espessura igual ou inferior
a 0,002 mm. Trata-se de um solo pouco poroso que tem uma capacidade muito grande
de armazenar água, embora sua permeabilidade seja menor do que a dos demais tipos
apresentados.
d) Solo orgânico
Os solos orgânicos são muito férteis, constituídos por um horizonte rico em nutrientes e
matéria orgânica. São chamados também de solos húmicos devido à presença do
horizonte com o mesmo nome.
4. CLASSIFICAÇÃO DO SOLO
A classificação dos solos não é uma constante nos estudos sobre o solo no mundo. Isso acontece
porque, como vimos, a sua formação e composição depende de factores associados à
localização, ao clima, à estrutura geológica e à biota.
No Brasil existe um sistema oficial de classificação estabelecido pela Embrapa, o Sistema
Brasileiro de Classificação de Solos (SiBCS). Abaixo listamos as principais classes de solos e
apresentamos a principal característica que os diferencia dos demais."

9
10 PRÁTICAS DE PRESERVAÇÃO DO SOLO

Você sabe que a qualidade do solo é uma das bases da boa agricultura. No entanto, para
mantê-lo bom e produtivo, é indispensável que sejam adotadas medidas de preservação do
solo.

Assim, existem cuidados com o manejo durante as práticas de cultivo que são indispensáveis
para a conservação. Sabia que, com a adoção de algumas iniciativas de manutenção da terra
cultivada, você consegue garantir a continuidade de boas colheitas?

Continue a leitura e descubra 10 práticas para preservar as boas características do solo. Vamos
lá!

Preparo do solo adequado


10
Um preparo de solo tecnicamente bem conduzido é essencial para todo o ciclo da cultura,
assim como para o resultado da lavoura. No entanto, a atenção, nesse momento das atividades
de produção, também é indispensável para garantir a adequada preservação para as próximas
safras.

Assim, devem ser consideradas a estrutura e a textura do solo ao definir as operações de


aração e de gradagem do terreno. Na verdade, o que é preciso evitar é a excessiva
pulverização, o que o tornaria muito mais exposto à erosão pelas águas de chuva e de irrigação
e sujeito a perdas significativas.

Nesse sentido, a prática mais indicada é a do plantio direto, que interfere bem pouco na
estrutura do solo. No entanto, como nem sempre é possível adotar essa opção, o melhor é ter
cuidado na condução das operações de preparo.

Plantio em curvas de nível


A curva de nível é a linha altimétrica imaginária ou traçada no terreno sobre pontos diferentes,
mas que apresentam a mesma nivelação, isto é, têm a mesma altitude.
Desse modo, considerando que a água só escorre de um ponto de nível mais alto para outro
mais baixo, essa é uma excelente iniciativa para impedir grandes escoamentos sobre o solo
cultivado. Este é o princípio dessa técnica de conservação: plantar em linhas de nível.

Assim, essa técnica de preservação do solo é utilizada em áreas em que a declividade do


terreno começa a se mostrar mais acentuada. Essa condição facilita o escoamento e a
formação do processo de erosão do solo, chegando a produzir grandes cavas no terreno cuja
recuperação envolve custos muito elevados.

Terraceamento

O terraceamento — ou cultivo em terraços — é uma técnica de preservação do solo para


lavouras localizadas em terrenos de topografia muito acidentada, com declives bem
acentuados. Sem essa correção aplicada, o cultivo ficaria bastante limitado, e a mecanização
seria praticamente impossível.

Trata-se, assim, da formação de terraços que criam áreas planas, contornando o perfil de
11
colinas ou morros onde são moldados. O traçado utilizado deve acompanhar as curvas de nível
do terreno, como visto antes.

Por sua vez, o terraceamento permite disciplinar o comportamento das águas que escoam,
impedindo que iniciem processos de erosão, que é uma das causas da degradação dos solos.
Nas áreas onde é necessária, a técnica deve ser acompanhada de outras práticas
complementares de conservação.

Na estrutura do terraço, além da plataforma que é criada, existe um canal que percorre todo o
seu comprimento. Esse canal tem a finalidade de conduzir o excesso de água que escorre pelo
terraço, fazendo-a infiltrar no solo.

Planejamento do trânsito de maquinário

Um dos grandes danos provocados às condições adequadas do solo é a sua compactação. Um


solo compactado torna-se pesado, de difícil manejo, com pouca infiltração da água necessária,
e impõe restrições para o bom desenvolvimento radicular das plantas cultivadas.

O tráfego de máquinas agrícolas no campo vai provocando o adensamento das camadas do


perfil do solo. Essa compactação torna-se mais intensa conforme a umidade do terreno.

Por essa razão, o deslocamento de máquinas agrícolas, de tratores e de seus implementos nos
períodos de chuva constitui a experiência mais drástica para os cuidados com a compactação
do solo. Esse é um fator que deve ser levado em consideração.

Assim, durante o planejamento da lavoura, é preciso considerar o tipo de solo, as necessidades


de cultivo e de colheita mecanizadas e a época dessas atividades. Com isso, é possível fazer a
opção menos onerosa para o solo e para o bolso.

Irrigação controlada
Os benefícios da irrigação para a produção agrícola são indiscutíveis, em especial como
12
garantia para a lavoura atingir a produtividade necessária. No entanto, para que esses
benefícios sejam alcançados, é imprescindível que se faça uso de sistemas de irrigação bem
dimensionados, adequados à área e à cultura a ser irrigada.
A falta de atenção a esses cuidados técnicos no uso da irrigação pode conduzir a consumos
excessivos de água, muito além das necessidades hídricas das plantas cultivadas.

O resultado que se obtém é, primeiramente, uma grande perda de um bem tão precioso como a
água. Em seguida, observa-se a implantação de processos físicos e químicos de depreciação da
qualidade do solo. Finalmente, as perdas por erosão provocadas pela água de escoamento são
identificadas.

Desse modo, é preciso considerar a necessidade de utilização da irrigação apenas quando


planejada, bem dimensionada e seguindo à risca as previsões do projeto. Sem esse cuidado, as
perdas do solo são irrecuperáveis.

Rotação de culturas
Uma mesma área pode abrigar cultivos subsequentes, conduzidos um após o outro. Trata-se da
técnica conhecida por rotação de culturas, que evita manter, durante safras seguidas, o cultivo
da mesma lavoura.

Assim, ao se substituir a espécie de plantas que ocuparão a área durante determinado tempo,
diversas ocorrências de interesse agrícola podem ser observadas, como:

a) a retirada diferente de nutrientes do solo;


b) o uso diferente de fertilizantes;
c) a interrupção do ciclo de pragas e doenças instaladas naquele campo;
d) a alteração das demandas de irrigação;
e) a movimentação diferente de máquinas para o cultivo

Essas mudanças ajudam a aliviar uma mesma carga submetida ao solo seguidamente, seja
explorando seus recursos, seja movimentando-os no cultivo. A rotação de culturas deve ser
considerada como um importante método complementar nas iniciativas de preservação da
qualidade do solo.

13
Reflorestamento
As áreas não produtivas deixadas descobertas são mais suscetíveis aos processos de
degradação pelos ventos e pela chuva. A reconstituição da cobertura florestal é uma
importante iniciativa para a preservação do solo onde é implantada, mas também se reflete no
entorno da área plantada.
Os efeitos de sombreamento e de redução das temperaturas médias próximas são
significativos. Para os solos próximos e suas culturas, ainda há o benefício da ação de quebra-
vento, muito utilizada pelos agricultores gaúchos.

De todo modo, a existência de mais áreas reflorestadas em determinadas regiões forma


barreiras contra processos de erosão profundamente instalados e progressivos. Imensas áreas
brasileiras sofrem com processos de desertificação pela ausência de cobertura vegetal
adequada e pelo mau uso da irrigação.

Conservação da vegetação nativa


Acima, falamos da necessidade de reflorestamento. No entanto, uma das formas mais eficazes
para garantir a preservação do solo é mantendo a vegetação nativa, ou seja, evitando o
desmatamento. A vegetação natural tem características e elementos que contribuem para
proteger o solo e mantê-lo saudável.

Muitas empresas escolhem o desmatamento quando vão edificar grandes construções, não
atentando muito para a necessidade de conservar o solo. Uma boa solução para esse caso é
contar com a ajuda de um consultor ambiental, o qual vai prestar serviços de perícia
ambiental, avaliação de risco e outros. Isso contribuirá para que o empreendimento se
destaque de forma positiva no mercado, já que tem responsabilidade socioambiental.

Plantio direto
O plantio é realizado sem aração ou gradagem prévia, pois a semente é depositada no solo não
revolvido e o plantio é feito por plantadeiras que abrem sulcos pequenos, mas com largura e
profundidade suficientes para assegurar uma boa cobertura e o contato da semente com a terra,
favorecendo a germinação.
Nesse sistema de plantio, as ervas daninhas são controladas com a ajuda de herbicidas, pois as
capinas mecânicas não são usadas a fim de não revolver o solo. O plantio direto se divide em
três etapas:
14
 a colheita e a distribuição do restante da cultura precedente para formar o que se chama
“palhada”;
 a aplicação de herbicidas;
 o plantio.

Esse sistema é muito útil para controlar a erosão porque os resíduos vegetais permanecem
sobre a terra e o solo sofre mobilização mínima.

Redução do lixo
O ideal é trabalhar na redução, na reciclagem ou na reutilização do lixo produzido pelo
negócio todas as vezes em que for possível agir assim. O sistema de compostagem ajuda a
diminuir a geração de lixo. A compostagem é a utilização dos resíduos como adubo para a
lavoura. São os restos do beneficiamento de soja, sorgo, milho e aveia.

A compostagem ainda melhora a qualidade do solo, pois repõe os nutrientes por meio da
matéria orgânica. Ela promove a proliferação de micro-organismos benéficos, reduzindo a
necessidade de aplicar produtos químicos.

Outra forma de diminuir a produção de lixo é optando por produtos com embalagens
biodegradáveis ou com pouca embalagem. Enfim, não se deve descartar remédios e outros
produtos de farmácia no lixo comum ou no vaso sanitário.

Benefícios da preservação do solo


A preservação do solo é como a manutenção de uma máquina que não pode parar. Assim, com
as medidas recomendadas, é possível garantir todo o potencial da terra na produção da
lavoura, em razão dos benefícios que a conservação propicia, como:

 mantém a estrutura do solo, pois as boas práticas de preservação contribuem para melhorá-la,
descompactando o solo, tornando-o mais arejado e aumentando seu potencial para
armazenamento de água (isso é conseguido especialmente por meio da técnica de plantio direto
com rotação de cultura);

 evita a erosão, que é o processo de desgaste e sedimentação do solo por causa de certos agentes,
como a água, os ventos e os seres vivos, formando ravinas (grandes buracos), estratificações

15
(caminhos deixados pela água) e voçorocas (buracos mais profundos que podem atingir o lençol
freático);

 reduz as perdas de nutrientes, ou seja, evita que o solo perca, parcial ou completamente, as
substâncias necessárias ao desenvolvimento de espécies vegetais (em outras palavras, a
preservação do solo contribui para mantê-lo fértil, evitando a esterilidade);

 reduz as perdas de água, sem a qual é impossível obter uma lavoura efetiva (a cobertura vegetal,
por exemplo, é fundamental para evitar a erosão e a perda de água e de nutrientes essenciais);

 permite a condução de diferentes culturas, ou seja, a rotação e a consorciação de culturas, ou


cultivos múltiplos, o que é uma grande vantagem para o produtor dinâmico.

Assim, com essas iniciativas de preservação do solo, é possível garantir boas safras por muitas
gerações. Cabe a cada um implantá-las e ensinar a fazê-las.

16
5. Conclusão
A análise dos processos pedogenéticos e da influência dos factores locais na formação do solo
revelou a complexidade e a interdependência dos elementos que contribuem para a
diversidade de perfis pedogenéticos encontrados em diferentes ambientes. A observação
directa em campo e as análises laboratoriais permitiram identificar a influência significativa
de factores como a cobertura vegetal, o clima, a topografia e a geologia na formação e na
diferenciação espacial do solo. Além disso, a presença de horizontes pedogenéticos bem
desenvolvidos em determinadas áreas evidenciou a actuação de processos de formação do
solo ao longo do tempo geológico. Compreender essas interacções é essencial para o manejo
adequado das terras e para a promoção da sustentabilidade ambiental.

Diante disso, este estudo reforça a importância de considerar os processos pedogenéticos e os


factores locais na caracterização e classificação dos solos, bem como no planejamento de
práticas de manejo sustentável. A integração de conhecimentos da biologia, da geologia, da
química e da física do solo é fundamental para uma abordagem holística que leve em conta a
dinâmica complexa da formação do solo. Espera-se que os resultados obtidos possam
contribuir para um melhor entendimento dos mecanismos envolvidos na génese do solo,
subsidiando a tomada de decisões embasadas em dados científicos para a gestão responsável
dos recursos naturais.

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6. Referências Bibliográficas

 Brady, N.C., & Weil, R.R. (2016). The Nature and Properties of Soils (15th ed.). Pearson.

 Buol, S.W., Southard, R.J., Graham, R.C., & McDaniel, P.A. (2011). Soil Genesis and
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 FAO. (2020). Status of the World's Soil Resources: Main Report. Food and Agriculture
Organization of the United Nations.

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