SEGUNDA-FEIRA da semana III
Branco – Ofício da féria.
Missa da féria, pf. pascal.
L 1 At 6, 8-15; Sl 118 (119), 23-24. 26-27. 29-30
Ev Jo 6, 22-29
* Na Diocese do Porto – Aniversário da entrada solene de D.
Manuel da Silva Rodrigues Linda.
Missa
Antífona de entrada
Ressuscitou o Bom Pastor, que deu a vida pelas suas ovelhas
e Se entregou à morte pelo seu rebanho. Aleluia.
Oração coleta
Concedei, Deus todo-poderoso,
que, abandonando a velha condição do pecado,
sigamos os caminhos da vida nova,
que nos abristes na celebração das festas pascais.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.
LEITURA I Atos 6, 8-15
«Não eram capazes de resistir à sabedoria
e ao Espírito Santo com que ele falava»
Estamos em presença das primeiras manifestações do Espírito
na Igreja. É agora que o mistério de Jesus se começa a revelar
aos homens para além do grupo que O tinha acompanhado em
sua vida mortal. E é o Espírito Santo quem o revela. Então em
Estêvão, o primeiro mártir, como depois em todos os outros
mártires, a Páscoa de Jesus vai arrastando em si os que se
deixam ensinar pela sabedoria do Espírito Santo. O processo de
S. Estêvão segue os mesmos passos que o de Jesus: as mesmas
falsas testemunhas, o mesmo ódio da parte dos acusadores; e, da
parte de Estêvão, o mesmo olhar fixo em Deus e as mesmas
palavras de perdão para os seus algozes, como Jesus para
aqueles que O crucificavam.
Leitura dos Atos dos Apóstolos
Naqueles dias, Estêvão, cheio de graça e fortaleza, fazia grandes
prodígios e milagres entre o povo. Entretanto, alguns membros da
sinagoga chamada dos Libertos, oriundos de Cirene, de
Alexandria, da Cilícia e da Ásia, vieram discutir com Estêvão,
mas não eram capazes de resistir à sabedoria e ao Espírito Santo
com que ele falava. Subornaram então uns homens para
afirmarem: «Ouvimos Estêvão proferir blasfémias contra Moisés
e contra Deus». Provocaram assim a ira do povo, dos anciãos e
dos escribas. Depois surgiram inesperadamente à sua frente,
apoderaram-se dele e levaram-no ao Sinédrio, apresentando falsas
testemunhas, que disseram: «Este homem não cessa de proferir
palavras contra este Lugar Santo e contra a Lei, pois ouvimo-l’O
dizer que Jesus, o Nazareno, destruirá este lugar e mudará os
costumes que recebemos de Moisés». Todos os membros do
Sinédrio tinham os olhos fixos nele e viram que o seu rosto
parecia o rosto de um Anjo.
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL Salmo 118 (119), 23-24.26-27.29-30
(R. 1b)
Refrão: Ditosos os que seguem a lei do Senhor. Repete-se
Ainda que os príncipes conspirem contra mim,
o vosso servo meditará os vossos decretos.
As vossas ordens são as minhas delícias
e os vossos decretos meus conselheiros. Refrão
Expus meus caminhos e destes-me ouvidos:
ensinai-me os vossos decretos.
Fazei-me compreender o caminho dos vossos preceitos
para meditar nas vossas maravilhas. Refrão
Afastai-me do caminho da mentira
e dai-me a graça da vossa lei.
Escolhi o caminho da verdade
e decidi-me pelos vossos juízos. Refrão
ALELUIA Mt 4, 4b
Refrão: Aleluia Repete-se
Nem só de pão vive o homem,
mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. Refrão
EVANGELHO Jo 6, 22-29
«Trabalhai, não tanto pela comida que se perde, mas pelo
alimento que dura até à vida eterna»
A partir da multiplicação dos pães, proclamada na semana
anterior, Jesus vai fazer uma longa catequese sobre o Pão da Vida.
E começa, hoje, por criar nos seus ouvintes a fome de Deus, pela
fé, pois que os sacramentos são sinais da fé. A multiplicação dos
pães e dos peixes era também um sinal. Jesus tinha matado a fome
àquela gente com o alimento que lhe multiplicara no monte. Mas,
o alimento de que eles precisam e que devem esforçar-se por
encontrar é Ele próprio, o Senhor, a quem alcançarão pela fé.
Acreditar em Jesus e viver dessa fé é alimentar-se com o alimento
que leva à vida eterna.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Depois de Jesus ter saciado os cinco mil homens, os seus
discípulos viram-n’O a caminhar sobre as águas. No dia seguinte,
a multidão que permanecera no outro lado do mar notou que ali só
estivera um barco e que Jesus não tinha embarcado com os
discípulos; estes tinham partido sozinhos. Entretanto, chegaram
outros barcos de Tiberíades, perto do lugar onde eles tinham
comido o pão, depois de o Senhor ter dado graças. Quando a
multidão viu que nem Jesus nem os seus discípulos estavam ali,
subiram todos para os barcos e foram para Cafarnaum, à procura
de Jesus. Ao encontrá-l’O no outro lado do mar, disseram-Lhe:
«Mestre, quando chegaste aqui?» Jesus respondeu-lhes: «Em
verdade, em verdade vos digo: vós procurais-Me, não porque
vistes milagres, mas porque comestes dos pães e ficastes saciados.
Trabalhai, não tanto pela comida que se perde, mas pelo alimento
que dura até à vida eterna e que o Filho do homem vos dará. A
Ele é que o Pai, o próprio Deus, marcou com o seu selo».
Disseram-Lhe então: «Que devemos nós fazer para praticar as
obras de Deus?» Respondeu-lhes Jesus: «A obra de Deus consiste
em acreditar n’Aquele que Ele enviou».
Palavra da salvação.
Oração sobre as oblatas
Subam à vossa presença, Senhor,
as nossas orações e as nossas ofertas,
de modo que, purificados pela vossa graça,
possamos participar dignamente
nos sacramentos da vossa misericórdia.
Por Cristo nosso Senhor.
Prefácio Pascal I-V.
PREFÁCIO PASCAL II
A vida nova em Cristo
46. Este prefácio diz-se no Tempo Pascal.
V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
que sempre Vos louvemos,
mas com maior solenidade neste tempo
em que Cristo, nossa Páscoa, foi imolado.
Por Ele nascem os filhos da luz para a vida eterna
e se abrem para os fiéis as portas do reino dos céus;
porque a nossa morte foi redimida pela sua morte
e na sua ressurreição ressurgiu a vida do género humano.
Por isso, na plenitude da alegria pascal,
exultam os homens por toda a terra
e com os Anjos e todos os coros celestes
proclamam a vossa glória,
dizendo (cantando) numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
Oração Eucarística II
O sacerdote, de braços abertos, continua:
Vós, Senhor, sois verdadeiramente santo,
sois a fonte de toda a santidade.
Nos domingos e outros dias solenes pode fazer-se a comemoração
própria.
Domingos
Reunidos na vossa presença, em comunhão com toda a Igreja, ao
celebrarmos o primeiro dia da semana, em que Nosso Senhor
Jesus Cristo ressuscitou dos mortos, humildemente Vos
suplicamos:
Natal do Senhor e sua oitava
Reunidos na vossa presença, em comunhão com toda a Igreja, ao
celebrarmos o dia santíssimo [a noite santíssima] em que a
Imaculada Virgem Maria deu à luz o Salvador do mundo,
humildemente Vos suplicamos:
Epifania do Senhor
Reunidos na vossa presença, em comunhão com toda a Igreja, ao
celebrarmos o dia santíssimo em que o vosso Filho Unigénito,
eterno convosco na glória, Se manifestou visivelmente na
realidade da nossa carne, humildemente Vos suplicamos:
Quinta-Feira Santa
Reunidos na vossa presença, em comunhão com toda a Igreja, ao
celebrarmos o dia santíssimo em que Nosso Senhor Jesus Cristo
Se entregou por nós, humildemente Vos suplicamos: Santificai
estes dons, derramando sobre eles o vosso Espírito, de modo que
se convertam, para nós, no Corpo e + Sangue de Nosso Senhor
Jesus Cristo. Hoje, na hora em que Ele Se entregava ...
Vigília Pascal até ao Domingo II da Páscoa
Reunidos na vossa presença, em comunhão com toda a Igreja, ao
celebrarmos o dia santíssimo [a noite santíssima] da ressurreição
de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo a carne, humildemente
Vos suplicamos:
Ascensão do Senhor
Reunidos na vossa presença, em comunhão com toda a Igreja, ao
celebrarmos o dia santíssimo em que Nosso Senhor Jesus Cristo,
vosso Filho Unigénito, colocou à direita da vossa glória a nossa
frágil natureza humana unida à sua divindade, humildemente Vos
suplicamos:
Pentecostes
Reunidos na vossa presença, em comunhão com toda a Igreja, ao
celebrarmos o dia santíssimo do Pentecostes, em que o Espírito
Santo Se manifestou aos Apóstolos em numerosas línguas de
fogo, humildemente Vos suplicamos:
Apresentação do Senhor
Reunidos na vossa presença, em comunhão com toda a Igreja, ao
celebrarmos o dia em que o vosso Filho Unigénito foi apresentado
no Templo, humildemente Vos suplicamos:
Anunciação do Senhor
Reunidos na vossa presença, em comunhão com toda a Igreja, ao
celebrarmos o dia em que a Virgem Santa Maria concebeu o
vosso Filho Unigénito pelo poder do Espírito Santo,
humildemente Vos suplicamos:
Nascimento de São João Baptista
Reunidos na vossa presença, em comunhão com toda a Igreja, ao
celebrarmos o dia do nascimento de São João Baptista, que
preparou o caminho do Salvador do mundo, humildemente Vos
suplicamos:
Assunção da Virgem Santa Maria
Reunidos na vossa presença, em comunhão com toda a Igreja, ao
celebrarmos o dia em que Santa Maria Mãe de Deus foi elevada à
glória do Céu, humildemente Vos suplicamos:
Natividade da Virgem Santa Maria
Reunidos na vossa presença, em comunhão com toda a Igreja, ao
celebrarmos o dia do nascimento da Virgem Santa Maria,
escolhida desde toda a eternidade para ser a Mãe do Redentor,
humildemente Vos suplicamos:
Dia de Todos os Santos
Reunidos na vossa presença, em comunhão com toda a Igreja, ao
celebrarmos o dia consagrado à memória de todos os Santos, que
durante a vida imitaram a Cristo e na morte receberam d’Ele a
coroa da glória, humildemente Vos suplicamos:
Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria
Reunidos na vossa presença, em comunhão com toda a Igreja, ao
celebrarmos o dia em que a Virgem Maria, escolhida para ser a
Mãe do Redentor, foi concebida sem mancha do pecado original,
humildemente Vos suplicamos:
Junta as mãos e, estendendo-as sobre as oblatas, diz:
Santificai estes dons,
derramando sobre eles o vosso Espírito,
Junta as mãos e traça um único sinal da cruz sobre o pão e sobre o
cálice, dizendo:
de modo que se convertam, para nós,
no Corpo e + Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Junta as mãos.
Nas fórmulas que se seguem, as palavras do Senhor devem
pronunciar-se distintamente, como o requer a natureza das
mesmas palavras.
Na hora em que Ele Se entregava,
para voluntariamente sofrer a morte,
Toma o pão e, sustentando-o um pouco elevado sobre o altar,
continua:
tomou o pão e, dando graças,
partiu-o e deu-o aos seus discípulos, dizendo:
Inclina-se um pouco.
TOMAI, TODOS, E COMEI:
ISTO É O MEU CORPO,
QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS.
Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a sobre a patena e
genuflecte em adoração.
Depois continua:
De igual modo, no fim da Ceia,
Toma o cálice e, sustentando-o um pouco elevado sobre o altar,
continua:
tomou o cálice e, dando graças,
deu-o aos seus discípulos, dizendo:
Inclina-se um pouco.
TOMAI, TODOS, E BEBEI:
ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE,
O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA,
QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS,
PARA REMISSÃO DOS PECADOS.
FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.
Mostra ao povo o cálice, coloca-o sobre o corporal e genuflecte
em adoração.
Em seguida, diz:
Mistério da fé!
O povo aclama, dizendo:
Anunciamos, Senhor, a vossa morte,
proclamamos a vossa ressurreição.
Vinde, Senhor Jesus!
Ou
Mistério admirável da nossa fé!
O povo aclama, dizendo:
Quando comemos deste pão
e bebemos deste cálice,
anunciamos, Senhor, a vossa morte,
esperando a vossa vinda gloriosa.
Ou
Mistério da fé para a salvação do mundo!
O povo aclama, dizendo:
Glória a Vós que morrestes na Cruz
e agora viveis para sempre.
Salvador do mundo, salvai-nos.
Vinde, Senhor Jesus!
Depois, o sacerdote, de braços abertos, diz:
Celebrando agora, Senhor,
o memorial da morte e ressurreição de vosso Filho,
nós Vos oferecemos o pão da vida e o cálice da salvação
e Vos damos graças
porque nos admitistes à vossa presença
para Vos servir nestes santos mistérios.
Humildemente Vos suplicamos
que, participando no Corpo e Sangue de Cristo,
sejamos reunidos, pelo Espírito Santo, num só corpo.
Lembrai-Vos, Senhor, da vossa Igreja,
dispersa por toda a terra,
e tornai-a perfeita na caridade
em comunhão com o Papa N.,
o nosso Bispo N.
e todos aqueles que estão ao serviço do vosso povo.
Podem acrescentar-se algumas intercessões próprias das Missas
rituais.
Nas Missas de Defuntos pode acrescentar-se:
Lembrai-Vos do vosso servo [da vossa serva] N.,
a quem [hoje] chamastes para Vós:
configurado [a] com Cristo na morte,
com Cristo tome parte na ressurreição.
Lembrai-Vos também dos [outros] nossos irmãos,
que adormeceram na esperança da ressurreição,
e de todos aqueles
que na vossa misericórdia partiram deste mundo:
admiti-os na luz da vossa presença.
Tende misericórdia de nós, Senhor,
e dai-nos a graça de participar na vida eterna,
com a Virgem Maria, Mãe de Deus, São José, seu esposo,
os bem-aventurados Apóstolos e todos os Santos
que desde o princípio do mundo viveram na vossa amizade,
para cantarmos os vossos louvores,
Junta as mãos
por Jesus Cristo, vosso Filho.
Toma o cálice e a patena com a hóstia e, elevando-os, diz:
Por Cristo, com Cristo, em Cristo,
a Vós, Deus Pai todo-poderoso,
na unidade do Espírito Santo,
toda a honra e toda a glória
agora e para sempre.
O povo aclama:
Tendo colocado o cálice e a patena sobre o altar, o sacerdote, de
mãos juntas, diz:
Fiéis aos ensinamentos do Salvador, ousamos dizer:
Ou
Num só coração e numa só alma,
ousamos dizer como o Senhor nos ensinou:
Ou
Porque nos chamamos e somos filhos de Deus,
ousamos dizer com toda a confiança:
Abre os braços e, juntamente com o povo, continua:
Pai nosso, que estais nos céus,
santificado seja o vosso nome;
venha a nós o vosso reino;
seja feita a vossa vontade
assim na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje;
perdoai-nos as nossas ofensas,
assim como nós perdoamos
a quem nos tem ofendido;
e não nos deixeis cair em tentação;
mas livrai-nos do mal.
De braços abertos, o sacerdote diz sozinho:
Livrai-nos de todo o mal, Senhor,
e dai ao mundo a paz em nossos dias,
para que, ajudados pela vossa misericórdia,
sejamos sempre livres do pecado e de toda a perturbação,
enquanto esperamos a vinda gloriosa
de Jesus Cristo nosso Salvador.
Junta as mãos.
O povo conclui a oração, aclamando:
Vosso é o reino e o poder
e a glória para sempre.
Em seguida, o sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta:
Senhor Jesus Cristo, que dissestes aos vossos Apóstolos:
Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz:
não olheis aos nossos pecados mas à fé da vossa Igreja
e dai-lhe a união e a paz, segundo a vossa vontade,
Junta as mãos.
Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
O povo responde:
Amen.
O sacerdote, voltado para o povo, estendendo e juntando as mãos,
diz:
A paz do Senhor esteja sempre convosco.
O povo responde:
O amor de Cristo nos uniu.
Em seguida, conforme as circunstâncias, o diácono ou o sacerdote
acrescenta:
Saudai-vos na paz de Cristo.
E todos se saúdam, segundo os costumes locais, em sinal de
mútua paz e caridade. O sacerdote saúda o diácono ou o ministro.
Em seguida, toma a hóstia, parte-a sobre a patena e deita um
fragmento no cálice, dizendo em silêncio:
Esta união do Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo,
que vamos receber, nos sirva para a vida eterna.
Entretanto, canta-se ou recita-se:
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo,
tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo,
tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo,
dai-nos a paz.
Estas invocações podem repetir-se várias vezes, se a fracção do
pão se prolongar. Contudo, na última vez diz-se: dai-nos a paz.
Em seguida, o sacerdote, de mãos juntas, diz em silêncio:
Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus vivo,
que, por vontade do Pai e com o poder do Espírito Santo,
destes a vida ao mundo pela vossa morte,
livrai-me de todos os meus pecados e de todo o mal,
por este vosso santíssimo Corpo e Sangue;
conservai-me sempre fiel aos vossos mandamentos
e não permitais que eu me separe de Vós.
Ou
A comunhão do vosso Corpo e Sangue,
Senhor Jesus Cristo,
não seja para meu julgamento e condenação,
mas, pela vossa misericórdia,
me sirva de protecção e remédio para a alma e para o corpo.
O sacerdote genuflecte, toma a hóstia, levanta-a um pouco sobre a
patena e, voltado para o povo, diz em voz alta:
Felizes os convidados para a Ceia do Senhor.
Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
E, juntamente com o povo, acrescenta uma só vez:
Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada,
mas dizei uma palavra e serei salvo.
Voltado para o altar, o sacerdote diz em silêncio:
O Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna.
E comunga com reverência o Corpo de Cristo.
Em seguida, toma o cálice e diz em silêncio:
O Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna.
E comunga com reverência o Sangue de Cristo.
Depois, toma a patena ou a píxide, aproxima-se dos comungantes
e, elevando um pouco a hóstia, mostra-a a cada um deles dizendo:
O Corpo de Cristo Ou Corpus Christi.
O comungante responde:
Amen.
E comunga.
O diácono procede do mesmo modo, se tiver de distribuir a
Comunhão.
Para a Comunhão sob as duas espécies, segue-se o rito descrito
em seu lugar próprio.
Enquanto o sacerdote comunga o Corpo de Cristo, começa-se o
CÂNTICO DA COMUNHÃO.
Terminada a distribuição da Comunhão, o sacerdote ou o diácono
purifica a patena sobre o cálice e o próprio cálice.
Durante a purificação, o sacerdote diz em silêncio:
O que em nossa boca recebemos, Senhor,
seja por nós acolhido em coração puro,
e estes dons da vida temporal
se tornem remédio de vida eterna.
Então, o sacerdote pode voltar para a sua cadeira. Se convier,
podem-se guardar uns momentos de silêncio sagrado, ou recitar
um salmo ou um cântico de louvor.
Em seguida, de pé, junto da sua cadeira ou do altar, o sacerdote
diz:
Oremos.
E todos, juntamente com o sacerdote, oram em silêncio durante
alguns momentos,
a não ser que já antes tenha havido silêncio. Em seguida, o
sacerdote diz, de
braços abertos, a ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO.
No fim da oração o povo aclama:
Amen.
Ritos de Conclusão
Seguem-se, se os houver, breves avisos ao povo.
Em seguida faz-se a despedida.
O sacerdote, voltado para o povo, abrindo os braços, diz:
O Senhor esteja convosco.
O povo responde:
Ele está no meio de nós.
O sacerdote abençoa o povo, dizendo:
Abençoe-vos Deus todo-poderoso,
Pai, Filho e + Espírito Santo.
O povo responde:
Amen.
O Bispo usa a seguinte fórmula:
V. Bendito seja o nome do Senhor.
R. Agora e para sempre.
V. O nosso auxílio vem do Senhor.
R. Que fez o céu e a terra.
V. Abençoe-vos Deus todo-poderoso,
Pai, + Filho + e Espírito + Santo.
R. Amen.
Em seguida, o diácono ou o próprio sacerdote, de mãos juntas e
voltado para o povo, diz:
Ide em paz e o Senhor vos acompanhe.
O povo responde:
Graças a Deus.
Em seguida, o sacerdote beija o altar em sinal de veneração, como
no início. Feita a devida reverência com os ministros, retira-se.
BÊNÇÃOS SOLENES
As bênçãos seguintes podem utilizar-se, segundo o critério do
sacerdote, no final da celebração da Missa, de uma celebração da
palavra, da Liturgia das Horas ou dos Sacramentos.
O diácono ou, na sua falta, o sacerdote, pode exortar os fiéis com
estas palavras ou outras semelhantes:
Inclinai-vos para receber a bênção.
Em seguida, o sacerdote, com as mãos estendidas sobre o povo,
diz as fórmulas da bênção. E todos respondem:
Amen.
Antífona da comunhão Cf. Jo 14, 27
Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz.
Não vo-la dou como a dá o mundo, diz o Senhor. Aleluia.
Oração depois da comunhão
Deus todo-poderoso e eterno,
que, em Cristo ressuscitado, nos renovais para a vida eterna,
multiplicai em nós os frutos do sacramento pascal
e infundi em nossos corações a força do alimento que nos salva.
Por Cristo nosso Senhor.