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Proposta Curricular Ensino Fundamental 2º Ano

A Proposta Pedagógica Curricular de Campo Mourão visa implementar o Referencial Curricular do Paraná em alinhamento com a Base Nacional Comum Curricular, orientando as aprendizagens essenciais para os estudantes do Ensino Fundamental. O documento enfatiza a formação integral do aluno, promovendo a equidade e a inclusão, e estabelece diretrizes para a organização do ensino, abordando temas sociais e culturais de forma interdisciplinar. Além disso, propõe um currículo que valoriza a diversidade de saberes e a utilização de diferentes linguagens, visando o desenvolvimento de competências específicas e gerais.
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Proposta Curricular Ensino Fundamental 2º Ano

A Proposta Pedagógica Curricular de Campo Mourão visa implementar o Referencial Curricular do Paraná em alinhamento com a Base Nacional Comum Curricular, orientando as aprendizagens essenciais para os estudantes do Ensino Fundamental. O documento enfatiza a formação integral do aluno, promovendo a equidade e a inclusão, e estabelece diretrizes para a organização do ensino, abordando temas sociais e culturais de forma interdisciplinar. Além disso, propõe um currículo que valoriza a diversidade de saberes e a utilização de diferentes linguagens, visando o desenvolvimento de competências específicas e gerais.
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SECRETARIA da EDUCAÇÃO

CAMPO MOURÃO

PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR

ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS –

2º ANO

CAMPO MOURÃO
2020
I. INTRODUÇÃO

A revisão da Proposta Pedagógica Curricular da rede municipal de ensino de


Campo Mourão, surge da necessidade de implementação do Referencial Curricular
do Paraná em consonância com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
O documento, além de cumprir com a questão legal, tem como principal
objetivo orientar o conjunto de aprendizagens essenciais para os estudantes das
unidades de ensino da Rede Municipal de Ensino – Centros Municipais de Educação
Infantil/CMEI’s e Escolas de Ensino Fundamental – Anos Iniciais e, servirá para o
estabelecimento das diretrizes que orientarão a organização e reelaboração de seus
planejamentos, planos de aula e demais atividades educacionais.
A revisão do Projeto Político Pedagógico e a readequação da Proposta
Pedagógica Curricular de Campo Mourão resultou de um movimento que envolveu a
Secretaria Municipal da Educação, as unidades de ensino, grupos de estudos com
especialistas e representantes do Conselho Municipal de Educação, devendo ter sua
implementação, apoiada nos princípios que efetivam os mesmos olhares para os
diferentes contextos educacionais.
A equipe da Secretaria de Educação primou por garantir os direitos e
objetivos de aprendizagem descritos no Referencial Curricular do Paraná (2018), os
quais afirmam o compromisso com a qualidade, igualdade e equidade da educação.
Refere-se à igualdade como o direito igualitário de acesso, permanência e sucesso
escolar, e à equidade como o princípio de superação da exclusão e da desigualdade
no âmbito escolar, pressupondo compreender as diferenças de necessidades dos
estudantes, na busca da qualidade da aprendizagem. O documento coloca, ainda,
que os direitos de aprendizagem são expressos em dez competências gerais que
orientam o desempenho escolar dos estudantes, destacando o seu pleno
desenvolvimento, os aspectos cognitivos e os sócio-afetivos, à luz do compromisso
com a educação integral.
Entende-se que, um currículo pautado na formação integral considera o
estudante como centro do processo pedagógico e compreende que todas as ações
voltadas para as aprendizagens devem ser construídas, avaliadas e reorientadas a
partir dos contextos, interesses e necessidades dos estudantes, proporcionando,
portanto, o desenvolvimento integral e entendendo que todos são capazes de
aprender, ainda que em tempos e formas diferentes. A formação integral se
compromete com o diálogo entre os diversos conhecimentos curriculares e a
realidade dos estudantes, com a transversalidade e a interdisciplinaridade.
Considerando tais aspectos do processo de ensino-aprendizagem no Ensino
Fundamental, o Referencial Curricular do Paraná (2018), apresenta os direitos de
aprendizagem comuns a todos os estudantes, como forma de buscar garantir a
equidade no processo de escolarização e permitindo melhores condições para o
desenvolvimento de capacidades estéticas, sensíveis, criativas, artísticas, culturais e
outras, para o ser humano compreender e agir no mundo. São eles:
1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o
mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar
aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e
inclusiva.
2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das
ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a
criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver
problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos
das diferentes áreas.
3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais
às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-
cultural.
4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras,
e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das
linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar
informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir
sentidos que levem ao entendimento mútuo.
5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e
comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas
sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar
informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e
autoria na vida pessoal e coletiva.
6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de
conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do
mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu
projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.
7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para
formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que
respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o
consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético
em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.
8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional,
compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos
outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.
9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação,
fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com
acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus
saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer
natureza.
10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade,
flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios
éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
Nesse contexto, é necessário que os professores se apropriem desses
pressupostos e planejem suas práticas pela abordagem de competências,
desconstruam conceitos que ainda estão cristalizados nos modelos tradicionais que
fragmentam os conhecimentos nos diversos componentes curriculares e,
considerem a necessidade de adaptações curriculares de acordo com as
especificidades da população escolar atendida.
Ressalta-se ainda, ao reorganizá-lo em uma nova estrutura, transformam-se
as expectativas de aprendizagem encaminhadas pelas unidades de ensino em
objetivos específicos que descrevem o que fazer (instrumentalização) e porque fazer
(prática social), visando garantir o máximo de informações necessárias ao
entendimento dos conteúdos a serem trabalhados, bem como o trabalho previsto
pela Pedagogia Histórico-Crítica, tendo sua base teórica fundamentada na Teoria
Histórico Cultural e no materialismo histórico-dialético.
Por fim, esses princípios ora citados constituem os fundamentos de todas as
práticas educativas apresentadas na Proposta Curricular da Rede Municipal de
Ensino de Campo Mourão e, dessa forma, indicam para a sociedade os sujeitos que
se deseja formar: indivíduos com valores éticos e humanos, conscientes de suas
responsabilidades e direitos, dispostos a construir uma sociedade mais justa,
democrática e inclusiva, bem como capazes de intervir na realidade e contribuir para
o desenvolvimento da humanidade.
Considerando a estrutura do Referencial Curricular do Paraná, a Proposta
Pedagógica Curricular, está organizada na forma a contemplar a Educação Básica
nos níveis e modalidades e especificidades da rede municipal e contempla, ainda,
temas sociais e saberes que envolvem várias dimensões, como: política, social,
histórica, cultural, ética e econômica. Tais dimensões são necessárias à formação
integral dos estudantes e afetam a vida humana em escala local, regional e global,
trazendo temáticas que devem integrar o cotidiano da escola.
Alguns desses temas estão diretamente relacionados às legislações
específicas, enquanto outros são sugeridos em diretrizes curriculares, ou mesmo,
demandados pela própria comunidade educativa. O que os une é o fato de se
relacionarem a diferentes componentes curriculares, garantindo uma abordagem
interdisciplinar, transversal e integradora.
Para a organização dos componentes curriculares das modalidades de
Educação Infantil e Ensino Fundamental, foram consideradas as categorias
presentes no Referencial Curricular do Paraná: unidades temáticas, objetos de
conhecimento e habilidades, agregado às especificidades locais. As unidades
temáticas são blocos de objetos de conhecimentos que servem para dar unidade a
diversos assuntos. Os objetos de conhecimento são os assuntos que deverão ser
desenvolvidos em cada unidade temática. Eles farão a ligação entre as unidades
temáticas e as habilidades específicas que se quer desenvolver. As habilidades
deverão ser o objetivo que se quer alcançar ao trabalhar cada objeto de
conhecimento. Importante frisar que mais de uma habilidade pode ser desenvolvida
a partir de um objeto de conhecimento. Assim, cada habilidade é identificada por um
código alfanumérico cuja composição é explicada a seguir:

Ensino Fundamental:
A opção por essa organização objetiva facilitar a leitura, a interação e o
manuseio do documento pelo professor, mas, especialmente, facilitar a identificação
da progressão de conhecimentos em cada ano e o modo como as habilidades foram
agrupadas e selecionadas para propiciar o desenvolvimento das competências do
componente curricular, da área e, principalmente, das competências gerais.
Em cada componente curricular, este documento traz uma parte introdutória,
onde são apresentados os aspectos que norteiam sua constituição como
conhecimento científico, organizado didaticamente e os objetivos de aprendizagem
por ano da Educação Infantil e do Ensino Fundamental a fim de auxiliar professores
e equipes pedagógicas em suas práticas educativas.
II. INTRODUÇÃO AOS COMPONENTES CURRICULARES

ÁREA DE CONHECIMENTO: LINGUAGENS

No Ensino Fundamental, a área de Linguagens, nos Anos Iniciais, é


composta pelos seguintes componentes curriculares: Língua Portuguesa, Arte e
Educação Física. A finalidade é proporcionar aos estudantes a participação em
práticas de linguagem diversificadas, que lhes permitam a possibilidade de interação
e de expressão de valores, sentimentos, ideologias, ampliando também suas
capacidades expressivas em manifestações artísticas, corporais e linguísticas, como
também seus conhecimentos sobre essas linguagens, em continuidade às
experiências vividas na Educação Infantil.
A área de Linguagens propõe o desenvolvimento do processo de
socialização e comunicação entre os diferentes campos da atividade humana,
auxiliando-nos no uso de recursos favoráveis para a manifestação dos diferentes
tipos de linguagem. Por meio dessas práticas, as pessoas interagem consigo
mesmas e com os outros, constituindo-se como sujeitos sociais.
As linguagens, antes articuladas, passam a ter status próprios de objetos de
conhecimento escolar. Considerando esses pressupostos, e em articulação com as
competências gerais da Educação Básica, a área de Linguagens deve garantir aos
alunos o desenvolvimento das seguintes competências específicas:
Compreender as linguagens como construção humana, histórica, social e
cultural, de natureza dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-as como formas de
significação da realidade e expressão de subjetividades e identidades sociais e
culturais.
Conhecer e explorar diversas práticas de linguagem (artísticas, corporais e
linguísticas) em diferentes campos da atividade humana para continuar aprendendo,
ampliar suas possibilidades de participação na vida social e colaborar para a
construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva.
Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras,
e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, para se expressar e partilhar
informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir
sentidos que levem ao diálogo, à resolução de conflitos e à cooperação.
Utilizar diferentes linguagens para defender pontos de vista que
respeitem o outro e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e
o consumo responsável em âmbito local, regional e global, atuando criticamente
frente às questões do mundo contemporâneo.
Desenvolver o senso estético para reconhecer, fruir e respeitar as
diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, inclusive
aquelas pertencentes ao patrimônio cultural da humanidade, bem como participar de
práticas diversificadas, individuais e coletivas, da produção artístico-cultural, com
respeito à diversidade de saberes, identidades e culturas.
Compreender e utilizar tecnologias digitais de informação e
comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas
sociais (incluindo as escolares), para se comunicar por meio das diferentes
linguagens e mídias, produzir conhecimentos, resolver problemas e desenvolver
projetos autorais e coletivos.

COMPONENTE CURRICULAR: ARTE

1. APRESENTAÇÃO DO COMPONENTE CURRICULAR

O ensino de Arte contribui para a ampliação do repertório cultural e artístico,


para a compreensão e leitura de mundo e, sobretudo, para que os sujeitos possam
intervir nele, criando e recriando novas formas e novos significados que podem ser
vivenciados e experienciados por meio dos múltiplos sentidos que possuímos. O
papel da escola no processo de democratização dos saberes estéticos e artísticos é
o de tornar acessível o campo da Arte. Aproximar as crianças, os jovens e os
adultos da Arte é essencial para o desenvolvimento do pensamento criador e
autonomia do sujeito nas reflexões sobre o mundo no qual está inserido. Por meio
do estudo da Arte e do seu ensino, ela colabora para uma ampla leitura social,
cultural, ética e estética do mundo.
Adotando esses pressupostos e alinhada às competências gerais previstas
neste documento, a Arte visa garantir o desenvolvimento dos seguintes direitos de
aprendizagem:
1. Explorar, conhecer, fruir e analisar criticamente práticas e produções
artísticas e culturais do seu entorno social, dos povos indígenas, das comunidades
tradicionais brasileiras e de diversas sociedades, em distintos tempos e espaços,
para reconhecer a arte como um fenômeno cultural, histórico, social e sensível a
diferentes contextos e dialogar com as diversidades.
2. Compreender as relações entre as linguagens da Arte e suas práticas
integradas, inclusive aquelas possibilitadas pelo uso das novas tecnologias de
informação e comunicação, pelo cinema e pelo audiovisual, nas condições
particulares de produção, na prática de cada linguagem e nas suas articulações.
3. Pesquisar e conhecer distintas matrizes estéticas e culturais –
especialmente aquelas manifestas na arte e nas culturas que constituem a
identidade brasileira–, sua tradição e manifestações contemporâneas, reelaborando-
as nas criações em Arte.
4. Experienciar a ludicidade, a percepção, a expressividade e a
imaginação, ressignificando espaços da escola e de fora dela no âmbito da Arte.
5. Mobilizar recursos tecnológicos como formas de registro, pesquisa e
criação artística.
6. Estabelecer relações entre arte, mídia, mercado e consumo,
compreendendo, de forma crítica e problematizadora, modos de produção e de
circulação da Arte na sociedade.
7. Problematizar questões políticas, sociais, econômicas, científicas,
tecnológicas e culturais, por meio de exercícios, produções, intervenções e
apresentações artísticas.
8. Desenvolver a autonomia, a crítica, a autoria e o trabalho coletivo e
colaborativo nas artes.
9. Analisar e valorizar o patrimônio artístico nacional e internacional,
material e imaterial, com suas histórias e diferentes visões de mundo.
COMPONENTE CURRICULAR: ARTE – 2º ANO
UNIDADE OBJETOS DE
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM CONTEÚDOS TRIMESTRE
TEMÁTICA CONHECIMENTO
(EF15AR01) Identificar e apreciar formas distintas das artes
visuais tradicionais e contemporâneas, cultivando a percepção, Formas distintas das artes visuais
o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório das tradicionais às
imagético. contemporâneas.
Contextos e práticas Elementos da linguagem visual:
• Conhecer e perceber os diferentes gêneros da arte como: retrato
e autorretrato, paisagem, natureza morta, cenas da mitologia, cenas identificação e distinção destes
religiosas e cenas históricas e dos diferentes contextos nas imagens diversas e na
históricos/artísticos comparando-os a partir das diferenças formais. natureza.

(EF15AR02) Explorar e reconhecer elementos constitutivos


das artes visuais (ponto, linha, forma, cor, espaço, movimento
etc.).
• Conhecer, reconhecer e explorar os elementos da linguagem visual
(ponto, linha, forma, cor, volume, superfície), presentes na natureza, Composições artísticas
nas obras de arte e imagens do cotidiano, para elaborar composições bidimensionais e tridimensionais
Elementos da Linguagem
artísticas tanto no bidimensional, como no tridimensional. tendo como referências obras e
• Realizar composições artísticas, tendo como referência, não como objetos artísticos.
modelo, obras de arte ou objetos artísticos de alguns diferentes
Artes Visuais períodos (Pré-história à Contemporaneidade, sem a obrigatoriedade 1º
de ser linear) para compreender o conceito de bidimensional e
tridimensional.
(EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão
artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura,
escultura, modelagem, instalação, vídeo, fotografia etc.), Composições artísticas visuais
fazendo uso sustentável de materiais, instrumentos, recursos diversas fazendo o uso
e técnicas convencionais e não convencionais. sustentável de materiais,
• Realizar trabalhos de diversas expressões artísticas: desenho, instrumentos, recursos e técnicas
Materialidades pintura, colagem, modelagem, gravura, fotografia, construções convencionais e não
tridimensionais e outros, conhecendo os diferentes materiais, convencionais.
instrumentos e técnicas, para que tenha maior domínio no seu fazer Objetivo comoessencialmente
artístico desenvolvendo uma linguagem própria / poética pessoal na procedimental (metodologia).
perspectiva da criação, experimentação, exercício e investigação de
materiais artísticos e alternativos e na produção de trabalhos
Técnicas de desenhos, pintura e
originais. colagem.
Gênero da arte: Natureza morta
• Produzir trabalhos de diversas expressões artísticas, utilizando
diferentes suportes (papel, tecido, muro, chão etc.) de cores, formas,
tamanhos e texturas diferentes, propiciando segurança e variedade
de possibilidades em suas criações.
• Explorar diferentes tipos de tintas e materiais pictóricos
(industrializados e artesanais), em diferentes suportes, para
experienciar possibilidades diversas e perceber efeitos com relação
ao material, tamanho do suporte, textura ecor, experimentando as
diversas possibilidades de uso de materiais, para desenvolver a
pesquisa, a capacidade de observação, a memória visual, a
imaginação criadora
• Realizar composições artísticas, tendo como referência, não como
modelo, obras de arte ou objetos artísticos de alguns diferentes
períodos (Pré- história à Contemporaneidade, não tendo a
necessidade de ser linear), para compreender o conceito de
bidimensional e tridimensional.
• Explorar as técnicas de desenho, pintura e colagem, utilizando
diferentes tipos de materiais (grafite de diferentesgramaturas 1º
Artes Visuais edensidades, carvão, giz de cera etc.), em diferentes suportes (papel,
tecido, muro, chão etc.), de cores, formas, tamanho e texturas
diferentes e compreender a diferença entre desenho de observação,
desenho de memória e desenho de criação, para experimentar
diversas possibilidades de uso de materiais e efeitos ao desenhar e
desenvolver a observação, a memória e a imaginação.
• Identificar e representar o gênero da arte Natureza Morta nas
produções artísticas locais, regionais, nacionais e internacionais para
se expressar, conhecer e distinguir este gênero da arte.
(EF15AR05) Experimentar a criação em artes visuais de
modo individual, coletivo e colaborativo, explorando
diferentes espaços da escola e da comunidade. Objetivo como essencialmente
• Compreender por meio do fazer artístico e da leitura da produção procedimental (metodologia).
Processos de criação artística, que o processo de criação envolve ação investigativa, .
pesquisa, experimentação, levantamento de hipóteses, reflexão,
acaso, sendo, tanto o produto artístico, como também o processo,
significativos.
(EF15AR06) Dialogar sobre a sua criação e as dos colegas, Objetivo como essencialmente
para alcançar sentidos plurais. procedimental (metodologia).
(EF15AR10) Experimentar diferentes formas de orientação no Locomoção no espaço: diferentes
espaço (deslocamentos, planos, direções, caminhos etc.) e formas de orientação no espaço e
ritmos de movimento (lento, moderado e rápido) na construção ritmos de movimento.
Elementos da Linguagem do movimento dançado.
Dança
(EF15AR10) Experimentar diferentes formas de orientação no
espaço (deslocamentos, planos, direções, caminhos etc.) e
ritmos de movimento (lento, moderado e rápido) na construção Ações básicas corporais em
Elementos da Linguagem do movimento dançado. situações cotidianas e em
• Conhecer as várias ações básicas corporais (arrastar, enrolar, brincadeiras.
engatinhar, arremessar, chutar, esticar, dobrar, torcer, correr, sacudir,
saltar, entre outras) em situações cotidianas e em brincadeiras,
vivenciando-as.
(EF15AR09) Estabelecer relações entre as partes do corpo e
destas com o todo corporal na construção do movimento
dançado.
Elementos da Linguagem
• Conhecer o corpo como totalidade formado por dimensões (física, Objetivo como essencialmente
intelectual, emocional, psicológica, ética, social), compreendendo que procedimental (metodologia).
se relacionam, analisando suas características corporais em suas
singularidades: diferenças e potencialidades para explorar as
possibilidades expressivas que o corpo pode realizar de modo
integral e suas diferentes partes.
(EF15AR12) Discutir, com respeito e sem preconceito, as

experiências pessoais e coletivas em dança vivenciadas na
escola, como fonte para a construção de vocabulários e Objetivo como essencialmente
Processos de criação repertórios próprios. procedimental (metodologia).
• Compreender a dança como um momento da integração e convívio
social presentes em diversos momentos da vida em sociedade
• Realizar exercícios reflexivos, a partir de rodas de conversa, sobre
as diversas manifestações, em dança e suas origens, valorizando a
identidade e a pluralidade cultural.
(EF15AR19) Descobrir teatralidades na vida cotidiana, Jogos teatrais: cenas do cotidiano;
identificando elementos teatrais (variadas entonações de voz, entonação de voz; figurino
Elementos da Linguagem diferentes fisicalidades, diversidade de personagens e (caracterização da personagem)
narrativas etc.). diversidade de narrativas.
Teatro

Realizar trabalhos cênicos, a partir de situações do seu Jogos teatrais: dar vida a imagens
Processos de criação cotidiano, para estabelecer relações entre os diferentes (obras de arte) que tenham como
contextos. temática Alimentação.

(EF15AR23) Reconhecer e experimentar, em projetos Projetos temáticos integrando


temáticos, as relações processuais entre diversas linguagens algumas linguagens artísticas:
Artes Integradas
Processos de criação
artísticas. Minha escola (sons, brincadeiras, 1º
planta, maquete etc).
(EF15AR25) Conhecer e valorizar o patrimônio cultural,
material e imaterial, de culturas diversas, em especial a
brasileira, incluindo-se suas matrizes indígenas, africanas e Patrimônio cultural material e
Patrimônio cultural europeias, de diferentes épocas, favorecendo a construção de imaterial de culturas diversas em
vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens diferentes épocas.
artísticas.
(EF15AR03) Reconhecer e analisar a influência de distintas
matrizes estéticas e culturais das artes visuais nas Reconhecimento de distintas
Matrizes estéticas e culturais manifestações artísticas das culturas locais, regionais e matrizes estéticas e culturais
nacionais. local, regional e nacional.

UNIDADE OBJETOS DE
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM CONTEÚDOS TRIMESTRE
TEMÁTICA CONHECIMENTO
(EF15AR11) Criar e improvisar movimentos dançados de
modo individual, coletivo e colaborativo, considerando os
aspectos estruturais, dinâmicos e expressivos dos elementos
constitutivos do movimento, com base nos códigos de dança. Criação e improviso de
• Explorar a dança com o uso de figurinos e objetos, adereços e movimentos dançados individual,
acessórios, com e sem o acompanhamento musical, em coletivo e colaborativo.
Dança Processo de criação improvisações em dança. Objetivo como essencialmente 2º
• Realizar pequenas sequências coreográficas a partir das procedimental (metodologia).
vivências, exercícios de expressão corporal, movimentos do Sequências coreográficas a partir
cotidiano, sequências e estruturas rítmicas, percebendo-as por meio de vivências.
de brincadeiras e jogos como: parlendas, cantigas de roda, trava-
línguas, percussão corporal, balança caixão, escravos de Jó,
cirandas etc., para expressar-se corporalmente, por meio da dança,
vivenciando-as.
(EF15AR20) Experimentar o trabalho colaborativo, coletivo e
Improvisação teatral: cenas curtas
autoral em improvisações teatrais e processos narrativos
do cotidiano - Eu e o ambiente;
Teatro Processos de criação criativos em teatro, explorando desde a teatralidade dos
rotina do meu dia com relação a
gestos e das ações do cotidiano até elementos de diferentes
minha higiene.
matrizes estéticas e culturais.
(EF15AR03) Reconhecer e analisar a influência de distintas
matrizes estéticas e culturais das artes visuais nas

manifestações artísticas das culturas locais, regionais e Land Art: composições artísticas
Artes Visuais Matrizes estéticas e culturais nacionais. pautado na fusão da natureza
• Conhecer o conceito de Land Art , identificando alguns de seus com a arte.
produtores (as) para apreciação, criação de repertório e de produção
artística.
(EF15AR05) Experimentar a criação em artes visuais de
modo individual, coletivo e colaborativo, explorando
diferentes espaços da escola e da comunidade.
Processos de criação • Conhecer, compreender e realizar relações cromáticas – Monocromia e policromia.
monocromia e policromia e seus significados em um contexto
colorístico, para diferenciá-las nas obras de arte e imagens do
cotidiano.
(EF15AR02) Explorar e reconhecer elementos constitutivos
Contextos e práticas das artes visuais (ponto, linha, forma, cor, espaço, movimento Elementos da linguagem visual.
etc.).
Produzir instrumentos musicais com materiais alternativos, Pesquisa de sons e confecção de
Música Materialidades para conhecer o instrumento, explorar seus sons e perceber a objetos sonoros.
possibilidade de criar instrumentos e sons diversos.
Experimentar e representar cenicamente as possibilidades Jogos teatrais; a partir da
dramáticas na: literatura infantil, poemas, fábulas, provérbios, literatura infantil, poemas, fábulas,
parlendas, pequenos contos, dentre outros, por meio de teatro provérbios, parlendas, pequenos
Teatro Processos de criação humano e/ou de bonecos (dedoche, marionetes, fantoches, contos, dentre outros, por meio do
etc.), para conhecer e vivenciar as diversas possibilidades de teatro humano, e/ou de bonecos
representação. (dedoche, marionetes, fantoches,
vara, sombra etc.). 3º
(EF15AR24) Caracterizar e experimentar brinquedos, Matrizes estéticas e culturais
brincadeiras, jogos, danças, canções e histórias de diferentes brasileiras: caracterização e
Artes Integradas Matrizes estéticas culturais matrizes estéticas e culturais brasileira. experimento de brinquedos,
brincadeiras, jogos, danças,
canções e histórias.
Conhecer as diversas expressões artísticas em artes visuais
encontradas no seu dia-a-dia, para reconhecer a importância
da arte como um meio de comunicação, de transformação Objetivo como essencialmente
Matrizes estéticas culturais social e de acesso à cultura, respeitando as diferenças e o procedimental (metodologia).
diálogo de distintas culturas, etnias e línguas percebendo ser
um importante exercício para a cidadania.
Conhecer arte Naïf para apreciação estética e realização de Arte Naïf: conhecimento e
Artes Integradas
propostas artísticas relacionadas a este tipo de arte. composições artísticas.

Construir na sala de aula, de um espaço cultural (painel) com:
Matrizes estéticas e culturais fotos, reportagens, convites, catálogos, curiosidades, dentre
outros, sobre eventos culturais, locais e/ou regionais, Confecção de um espaço (painel)
relacionados às artes visuais, dança, teatro e música, para cultural local e/ou regional.
que conheça e valorize sobre a vida cultural de seu munícipio
e/ou região.
(EF15AR07) Reconhecer algumas categorias do sistema das
artes visuais (museus, galerias, instituições, feiras, artistas, Reconhecimento e registro de
Sistemas da linguagem artesãos, curadores etc.), local ou regional, por meio de visitas algumas Categorias do sistema
e/ou registros fotográficos, cartazes, catálogos e/ou meios das artes visuais.
audiovisuais.
(EF15AR08) Experimentar e apreciar formas distintas de Manifestações artísticas diversas
manifestações da dança, presentes em diferentes contextos, em dança: festas e
Contextos e práticas cultivando a percepção, o imaginário, a capacidade de comemorações locais e/ou
simbolizar e o repertório corporal. regionais.
Conhecer espaços de dança local e/ou regional, grupos de
dança local e/ou regional, assistindo espetáculos, festas
Dança populares e manifestações culturais, presencialmente ou por Objetivo como essencialmente
Contextos e práticas
meio de canais de comunicação, para ampliar o repertório de procedimental (metodologia).
movimento corporal e conhecimento de manifestações
culturais.
(EF15AR09) Estabelecer relações entre as partes do corpo e Corpo e movimento:
destas com o todo corporal na construção do movimento relacionamento entre suas partes
Elementos da Linguagem
dançado. na construção de movimentos
expressivos.
(EF15AR13) Identificar e apreciar criticamente diversas formas
e gêneros de expressão musical, reconhecendo e analisando Identificação de gêneros musicais
Contextos e práticas
os usos e as funções. brasileiros.

(EF15AR14) Perceber e explorar os elementos constitutivos


da música (altura, intensidade, timbre, melodia, ritmo etc.), por
Elementos da linguagem meio de jogos, brincadeiras, canções e práticas diversas de Parâmetros sonoros.
composição/criação, execução e apreciação musical.

Assistir e analisar diferentes espetáculos musicais,


presencialmente e/ou por meio de vídeos, ou outros aparelhos Objetivo como essencialmente
Contextos e práticas
Música audiovisuais, para conhecer os diferentes gêneros musicais procedimental (metodologia). 3º
populares e eruditos.
(EF15AR16) Explorar diferentes formas de registro musical
Registro musical não
não convencional (representação gráfica de sons, partituras
convencional: representação
Notação e Registro criativas etc.), bem como procedimentos e técnicas de registro
gráfica de sons, partituras
em áudio e audiovisual, e reconhecer a notação musical
criativas etc.
convencional.
(EF15AR17) Experimentar improvisações, composições e Improvisos de sonorização em
sonorização de histórias, entre outros, utilizando vozes, sons histórias infantis entre outros de
Processo de criação corporais e/ou instrumentos musicais convencionais ou não modo individual, coletivo e
convencionais, de modo individual, coletivo e colaborativo. colaborativo.
Participar de jogos teatrais por meio de improvisos, mímicas, Jogos teatrais: improvisos,
imitação de pessoas, objetos, animais, cenas do cotidiano, mímicas, imitação de pessoas,
pequenos textos, dentre outros. objetos, animais, cenas do
cotidiano, pequenos textos dentre
outros.
Teatro Processo de criação (EF15AR22) Experimentar possibilidades criativas de
Encenações de movimento, voz e
movimento e de voz na criação de um personagem teatral,
criação de um personagem.
discutindo estereótipos.
Construir textos e roteiros teatrais individual e/ou coletivos, Processos de criação: criação de
baseados em leituras diversas, para habituar- se às roteiros teatrais a partir de leituras 3º
características dos textos teatrais. diversas.
Conhecer as formas estéticas híbridas, tais como as artes Formas estéticas híbridas:
circenses, o cinema e a performance, para perceber e conhecimento e fruição de artes
Processo de criação
vivenciar o campo vasto da arte. circenses, cinema, performance,
entre outras.
Artes Integradas
(EF15AR26) Explorar diferentes tecnologias e recursos digitais
Arte e tecnologia: diferentes
(multimeios, animações, jogos eletrônicos, gravações em
Artes e Tecnologia tecnologias e recursos digitais nos
áudio e vídeo, fotografia, softwares etc.) nos processos de
processos de criação artística.
criação artística.
3. ESTRATÉGIAS DE ENSINO

O trabalho pedagógico pressupõe, antes de tudo, uma análise mais crítica


da realidade social e dos processos de transformação da natureza feitos pela ação
do homem e, que são resultantes das necessidades humanas, tornando possível um
processo educativo dialético de construção do conhecimento escolar, conforme é
apresentada na Teoria Histórico Cultural e na Pedagogia Histórico-Crítica, as quais
fundamentam a prática pedagógica da Rede Municipal de ensino de Campo Mourão
(vide PPP).
Portanto, o procedimento que cada professor precisa realizar no
encaminhamento prático do conteúdo a ser trabalhado, obedecerá a um ritual de
diálogo constante e que expresse o nível de desenvolvimento atual que o aluno
apresenta, referente ao conteúdo a ser trabalhado.
Algumas estratégias indicadas:
Listagem do conteúdo; exposição do conteúdo; questionamentos; utilização
de textos, filmes e recursos áudio visuais; vivência cotidiana do conteúdo (o que o
aluno já sabe: visão da totalidade empírica); mobilização e desafio (o que o gostaria
de saber a mais?); resolução de problemas; correção de exercícios em conjunto;
identificação da e discussão sobre os principais problemas postos pela prática
social e pelo conteúdo; dimensões do conteúdo a serem trabalhadas.
As atividades propostas devem ser criativas e desafiadoras que busquem
promover o engajamento dos estudantes no processo de ação e reflexão,
favorecendo a construção e sistematização dos conhecimentos.
O ensino e a aprendizagem de Arte devem, por fim, contribuir para o
desenvolvimento da autonomia dos estudantes. O jovem deve, ao final dessa fase,
ser capaz de construir conhecimentos de Arte, de identificar e se referir a trabalhos
artísticos utilizando vocabulário apropriado a respeito de Arte, suas épocas
históricas e suas formas de expressão. Além disso, a Arte como campo de
conhecimento deve articular a leitura, a contextualização e o fazer artístico,
percorrendo trajetos de aprendizagens que propiciam conhecimentos específicos
sobre a relação dos estudantes com a Arte, consigo e com o mundo.
Embora o professor tenha autonomia na escolha de suas abordagens
metodológicas para o ensino de Arte, ela deverá sempre contemplar as
especificidades de cada linguagem: Artes Visuais, Dança, Música e Teatro,
observando também suas influências e a diversidade de seus contextos culturais,
sociais e estéticos. A metodologia de ensino e aprendizagem em Arte a ser
desenvolvida, portanto, deverá incluir a ida a espetáculos, exposições, concertos,
apresentação de processos artísticos, feiras e manifestações de tradições, visitação
ao patrimônio cultural local etc., bem como a presença, na escola, de artistas dos
diversos campos da Arte.
As estratégias específicas para cada aula será especificada em cada plano
de aula diário, contemplando os verbos que indicam as habilidades pretendias à
aquele ano. Observando as estratégias para as adaptações curriculares aos alunos
com necessidade educacionais especiais, bem como as atividades desenvolvidas
com os temas transversais ou contemporâneos.
Também serão incorporados aos objetivos de aprendizagem os temas
contemporâneos que afetam a vida humana em escala local, regional e global,
preferencialmente de forma transversal e integradora. Entre esses temas, destacam-
se: direitos da criança e do adolescente (Lei nº 8.069/1990), educação para o
trânsito (Lei nº 9.503/1997), educação ambiental (Lei nº 9.795/1999, Parecer
CNE/CP nº 14/2012 e Resolução CNE/CP nº 2/2012), educação alimentar e
nutricional (Lei nº 11.947/2009), processo de envelhecimento, respeito e valorização
do idoso (Lei nº 10.741/2003), educação em direitos humanos (Decreto nº
7.037/2009, Parecer CNE/CP nº 8/2012 e Resolução CNE/CP nº 1/2012), educação
das relações étnico-raciais e ensino de história e cultura afro-brasileira, africana e
indígena (Leis nº 10.639/2003 e 11.645/2008, Parecer CNE/CP nº 3/2004 e
Resolução CNE/CP nº 1/2004), bem como saúde, vida familiar e social, educação
para o consumo, educação financeira e fiscal, trabalho, ciência e tecnologia e
diversidade cultural (Parecer CNE/CEB nº 11/2010 e Resolução CNE/CEB nº
7/2010). No Referencial Curricular do Paraná, essas temáticas são contempladas
em habilidades dos componentes curriculares, cabendo às escolas, de acordo com
suas especificidades, tratá-las de forma contextualizada.

4. AVALIAÇÃO

A avaliação é um processo contínuo que serve de diagnóstico permanente


para superação das dificuldades, no decorrer do processo de ensino-aprendizagem,
respeitando as particularidades de cada aluno. É um processo de percepção dos
alcances e dos limites de toda a ação educativa. O sistema de avaliação da Rede
Municipal de Ensino de Campo Mourão é organizado trimestralmente com registro
(descritivo/conceito/nota).
De acordo com o Regimento Escolar (2018), na avaliação dos estudantes
devem ser considerados os resultados obtidos durante todo o período letivo, num
processo contínuo, expressando o seu desenvolvimento escolar, tomado na sua
melhor forma. Os resultados das atividades avaliativas serão analisados durante o
período letivo, pelos estudantes e pelos professores, observando os avanços e as
necessidades detectadas para novas ações pedagógicas. No entanto, para os
estudantes de baixo rendimento escolar, a recuperação de estudos deve oportunizar
apropriação dos conhecimentos básicos, e dar-se-á de forma permanente e
concomitante ao processo ensino-aprendizagem. É organizada com atividades
significativas, por meio de procedimentos didático-metodológicos diversificados, tais
como: avaliações diagnósticas, formativas, somativas. Como instrumentos:
atividades escritas, avaliação oral ou exposição oral dos alunos, dramatização,
trabalho de pesquisa, experimentação, desenhos, maquetes, produção textual,
seminário, portfólios, álbuns, dentre outros.
5. ARTICULAÇÃO DE TRANSIÇÃO:

Na transição dos anos iniciais para os anos finais do Ensino Fundamental,


considerando a amplitude da área de Arte, o principal objetivo é aprofundar o
conhecimento já construído anteriormente, de forma sistematizada e contínua, para
que nesse momento da vida escolar, o estudante não sinta uma cisão entre essas
etapas. Ao final do processo do Ensino Fundamental, o estudante precisa ter
acesso e conhecer os conceitos da Arte nas quatro linguagens: Artes Visuais,
Dança, Música e Teatro, bem como as técnicas possíveis e os períodos e
movimentos artísticos. É uma organização de conhecimentos de forma que o
estudante tenha um percurso contínuo de aprendizagem.

6. REFERÊNCIAS

PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Departamento de Educação Básica.


Referencial Curricular do Paraná: princípios, direitos e orientações. Arte. Curitiba-
Pr: 2018.

_______. Secretaria de Estado da Educação e do Esporte. Departamento de


Educação. Departamento de Desenvolvimento e Currículo. Referencial
Curricular do Paraná em Ação. Curitiba-Pr: 2019.
COMPONENTE CURRICULAR: EDUCAÇÃO FÍSICA

1. APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA

Compreender a Educação Física enquanto componente curricular é


desmistificá-la do senso comum e da prática alienada na busca de seu
entendimento pedagógico como agente do processo de ensino aprendizagem,
onde o sujeito reconheça seu corpo em movimento e sua subjetividade como
linguagem.
A inserção da Educação Física na área de Linguagens reflete a relevância
hoje atribuída ao movimento corporal humano como instância de comunicação, de
interações.
Nesse contexto, o corpo assume um papel fundamental no processo de
constituição da criança como sujeito cultural, pois a criança necessita agir para
compreender e expressar significados presentes no contexto histórico-cultural
em que se encontra, ou seja, ao transformar em símbolo aquilo que pode
experimentar corporalmente, a criança constrói o seu pensamento,
primeiramente sob a forma de ação. Por isso, a criança necessita agir (se
movimentar) para conhecer e compreender os significados presentes no seu
meio sociocultural.
Desta forma, entende-se que cabe aos(às) professores(as) de Educação
Física, junto com os estudantes, identificar, vivenciar, pesquisar, problematizar,
analisar, (re)significar e (re)construir a diversidade de manifestações da Cultura
Corporal, historicamente e culturalmente produzidas e socializadas, visando à
compreensão mútua de sentidos e significados impregnados em tais práticas, por
meio da valorização dos diversos saberes experienciados nas diversas realidades
vividas.
Por meio da articulação entre as unidades temáticas e os respectivos
objetos de conhecimento e objetivos de aprendizagem, a Educação Física
deverá garantir aos estudantes direitos de aprendizagem específicos durante todo
o Ensino Fundamental. São eles:
1. Compreender as origens das manifestações da Cultura Corporal e seus
vínculos com a organização da vida coletiva e individual, levando em consideração
as constantes transformações sociais.
2. Planejar e empregar estratégias para resolver desafios e aumentar as
possibilidades de aprendizagem das manifestações da Cultura Corporal, além de se
envolver no processo de ampliação do acervo cultural de forma crítica.
3. Refletir, criticamente, a respeito das relações entre a vivência das
manifestações da Cultura Corporal e os processos de formação humana integral.
4. Identificar a multiplicidade de padrões de desempenho, saúde, beleza e
estética corporal, analisando criticamente os modelos disseminados pelas mídias, e
discutir posturas consumistas e preconceituosas.
5. Identificar as formas de produção dos preconceitos, compreender seus
efeitos e combater posicionamentos discriminatórios em relação às manifestações
da Cultura Corporal e aos seus participantes.
6. Interpretar e recriar os valores, os sentidos e os significados atribuídos às
diferentes manifestações da Cultura Corporal, bem como aos sujeitos que delas
participam.
7. Reconhecer as manifestações da Cultura Corporal como elementos
constitutivos da identidade histórica e cultural dos povos e grupos, respeitando e
acolhendo as diferenças.
8. Usufruir das manifestações da Cultura Corporal de forma autônoma para
potencializar o envolvimento em tempos/espaços de Lazer, garantido como direito
social, ampliando as redes de sociabilidade e a promoção da saúde individual e
coletiva.
9. Reconhecer o acesso às manifestações da Cultura Corporal como direito
dos cidadãos, propondo e produzindo alternativas para sua realização no contexto
comunitário.
10. Experimentar, desfrutar, apreciar, vivenciar e (re)criar diferentes
Brincadeiras, Jogos, Danças, Ginásticas, Esportes, Lutas, Práticas corporais de
aventura e outras manifestações da Cultura Corporal, valorizando o trabalho
coletivo, o protagonismo e a inclusão social.

Com o propósito de contribuir para a melhor compreensão do componente


curricular Educação Física e a elaboração dos planos de aula, apresenta-se na
sequencia o Glossário, com as definições e especificidades do referido componente.

GLOSSÁRIO:

APTIDÃO FÍSICA: Tem sido definida de muitas maneiras, podendo referir-se


estritamente à capacidade de realizar movimentos. Bouchard et al. (1990) citados
por Gonçalves e Campane (2008) inserem no conceito a relação entre aptidão
fisiológica e física, apontando componentes do estilo de vida, condições do meio
ambiente, atributos pessoais e características genéticas como determinantes das
inter-relações entre essas aptidões. Aptidão física e aptidão física relacionada à
saúde são terminologias epidemiológicas distintas, em que a primeira significa
“conjunto de atributos que se relacionam com a capacidade individual de realizar
atividade física”, enquanto a segunda é considerada como “componentes da aptidão
física que estão associados em algum aspecto com a prevenção de doenças”
(MCARDLE et al., 1998 apud GONÇALVES e CAMPANE, 2014, p. 48-49).

ATIVIDADE FÍSICA: A atividade física consiste em qualquer movimento corporal,


independentemente de intensidade, produzido pela musculatura esquelética e que
resulta em aumento do gasto energético (BARBANTI, 2003; PELLEGRINOTTI e
CESAR, 2016).
BRINCADEIRA: Para Kishimoto (2009) não há conceito universal em relação aos
termos brinquedo e brincadeira. Para a autora o brincar é visto como polissêmico,
tendo várias significações. No entanto, um dos usos pode ser o de conceituar o
brinquedo no aspecto material e imaterial (qualquer objeto industrializado, sucata,
meu dedo, minha voz, uma ideia), como algo que se destina ao brincar, que se torna
um suporte para a ação de brincar. Posso brincar com meu ursinho ou boneca, uma
pedra, meus amigos e uma bola ou sozinho com meu amigo imaginário. Desta
forma, a brincadeira é o resultado de ações conduzidas por regras, em que se pode
usar ou não objetos, mas que tenha as características do lúdico: ser regrada,
distante no tempo e no espaço, envolver imaginação, dispor de flexibilidade de
conduta e de incerteza.

CULTURA CORPORAL: A Cultura Corporal representa as formas culturais do


“movimentar-se humano” historicamente produzidas pela humanidade. desta forma,
por meio da Educação Física escolar busca-se desenvolver reflexão pedagógica
sobre o acervo de formas de representação no mundo que o ser humano tem
produzido no decorrer da história, exteriorizadas pela expressão corporal por meio
de jogos, brincadeiras, danças, lutas, exercícios ginásticos, esportes, malabarismos,
contorcionismos, mímicas dentre outras, que podem ser identificados como formas
de representação simbólicas de realidades vividas pelo homem, historicamente
criadas e culturalmente desenvolvidas (COLETIVO DE AUTORES, 2012).

CULTURA CORPORAL DE MOVIMENTO: Este conceito deve ser entendido a partir


do processo de ruptura com a visão biologicista- mecanicista do corpo e do
movimento, representando a dimensão histórico-social ou cultural do corpo e do
movimento. No Brasil o conceito procura estabelecer uma ponte entre as noções de
cultura corporal e cultura de movimento (PICH, 2014). Para Bracht (2005, p.4) as
manifestações da cultura corporal de movimento significam (no sentido de conferir
significado) historicamente a corporeidade e a movimentalidade – são expressões
concretas, históricas, modos de viver, de experienciar, de entender o corpo e o
movimento e as nossas relações com o contexto – nós construímos, conformamos,
confirmamos e reformamos sentidos e significados nas práticas corporais.

ESPORTE: Os termos desporto e esporte possuem diferenças entre si. A palavra


desporto tem origem francesa (deport), significando prazer, descanso,
espairecimento, recreio. Na incorporação do termo pelos ingleses foram atribuídas
modificações, acrescentando o sentido de um uso atlético submetido a regras
(sport). Desta forma, O termo esporte seria o aportuguesamento do termo inglês
sport. Para Norbert Elias (1992, apud MARCHI JR., 2014) o esporte seria um dos
meios compensatórios que as sociedades revelam para aliviar as tensões
provenientes do autocontrole das emoções, ou seja, responderia de maneira
catártica e controlada às emoções miméticas das relações, riscos e tensões do
cotidiano. Para este autor o que caracteriza o esporte moderno é o seu impulso
civilizador no processo de esportivização dos passatempos lúdicos. José Gomes
Tubino (1992, apud MARCHI JR., 2014) o esporte foi percebido inicialmente pelo
seu viés de rendimento e pelo ideário olímpico. No seu uso político passou por
modificações conceituais quanto a sua abrangência e conteúdos. Desta forma, o
termo esporte é complexo, amplo e passível de várias perspectivas de análise, no
entanto, Marchi Jr. (2014) entende o esporte moderno como uma atividade física
regrada e competitiva, em constante desenvolvimento, construída e determinada
conforme sua dimensão ou expectativa sociocultural e, finalmente, em franco
processo de profissionalização, mercantilização e espetacularização.

ESPORTES DE MARCA: Conjunto de modalidades que se caracterizam por


comparar os resultados registrados em segundos, metros ou quilos (patinação de
velocidade, todas as provas do atletismo, remo, ciclismo, levantamento de peso etc.)
(BRASIL, 2017).

ESPORTES DE PRECISÃO: Conjunto de modalidades que se caracterizam por


arremessar/lançar um objeto, procurando acertar um alvo específico, estático ou em
movimento, comparando-se o número de tentativas empreendidas, a pontuação
estabelecida em cada tentativa (maior ou menor do que a do adversário) ou a
proximidade do objeto arremessado ao alvo (mais perto ou mais longe do que o
adversário conseguiu deixar), como nos seguintes casos: bocha, curling, golfe, tiro
com arco, tiro esportivo etc. (BRASIL, 2017).

ESPORTES TÉCNICOS-COMBINATÓRIO: Modalidades nas quais o resultado da


ação motora comparado é a qualidade do movimento segundo padrões técnico-
combinatórios (ginástica artística, ginástica rítmica, nado sincronizado, patinação
artística, saltos ornamentais etc.) (BRASIL, 2017).

ESPORTES DE REDE/QUADRA DIVIDIDA OU PAREDE DE REBOTE:


Modalidades que se caracterizam por arremessar, lançar ou rebater a bola em
direção a setores da quadra adversária nos quais o rival seja incapaz de devolvê-la
da mesma forma ou que leve o adversário a cometer um erro dentro do período de
tempo em que o objeto do jogo está em movimento. Alguns exemplos de esportes
de rede são voleibol, vôlei de praia, tênis de campo, tênis de mesa, badminton e
peteca. Já os esportes de parede incluem pelota basca, raquetebol, squash etc.
(BRASIL, 2017).

ESPORTES DE CAMPO E TACO: Categoria que reúne as modalidades que se


caracterizam por rebater a bola lançada pelo adversário o mais longe possível, para
tentar percorrer o maior número de vezes as bases ou a maior distância possível
entre as bases, enquanto os defensores não recuperam o controle da bola, e, assim,
somar pontos (beisebol, críquete, softbol etc.) (BRASIL, 2017).

ESPORTES DE INVASÃO OU TERRITORIAL: Conjunto de modalidades que se


caracterizam por comparar a capacidade de uma equipe introduzir ou levar uma bola
(ou outro objeto) a uma meta ou setor da quadra/campo defendida pelos adversários
(gol, cesta, touchdown etc.), protegendo, simultaneamente, o próprio alvo, meta ou
setor do campo (basquetebol, frisbee, futebol, futsal, futebol americano, handebol,
hóquei sobre grama, polo aquático, rúgbi etc.) (BRASIL, 2017).

ESPORTES DE COMBATE: Reúne modalidades caracterizadas como disputas nas


quais o oponente deve ser subjugado, com técnicas, táticas e estratégias de
desequilíbrio, contusão, imobilização ou exclusão de um determinado espaço, por
meio de combinações de ações de ataque e defesa (judô, boxe, esgrima, tae kwon
do etc.) (BRASIL, 2017).

GINÁSTICA GERAL: A ginástica geral (Essa manifestação da ginástica pode


receber outras tantas denominações, como ginástica básica, de demonstração,
acrobacias, entre outras), também conhecida como ginástica para todos, reúne as
práticas corporais que têm como elemento organizador a exploração das
possibilidades acrobáticas e expressivas do corpo, a interação social, o
compartilhamento do aprendizado e a não competitividade. Podem ser constituídas
de exercícios no solo, no ar (saltos), em aparelhos (trapézio, corda, fita elástica), de
maneira individual ou coletiva, e combinam um conjunto bem variado de piruetas,
rolamentos, paradas de mão, pontes, pirâmides humanas etc. Integram também
essa prática os denominados jogos de malabar ou malabarismo (BRASIL, 2017).

GINÁSTICA DE CONDICIONAMENTO FÍSICO: As ginásticas de condicionamento


físico se caracterizam pela exercitação corporal orientada à melhoria do rendimento,
à aquisição e à manutenção da condição física individual ou à modificação da
composição corporal. Geralmente, são organizadas em sessões planejadas de
movimentos repetidos, com frequência e intensidade definidas. Podem ser
orientadas de acordo com uma população específica, como a ginástica para
gestantes, ou atreladas a situações ambientais determinadas, como a ginástica
laboral (BRASIL, 2017).

GINÁSTICA DE CONSCIENTIZAÇÃO CORPORAL: As ginásticas de


conscientização corporal reúnem práticas que empregam movimentos suaves e
lentos, tal como a recorrência a posturas ou à conscientização de exercícios
respiratórios, voltados para a obtenção de uma melhor percepção sobre o próprio
corpo. Algumas dessas práticas que constituem esse grupo têm origem em práticas
corporais milenares da cultura oriental. Essas práticas podem ser denominadas de
diferentes formas, como: práticas corporais alternativas, introjetivas, introspectivas,
suaves. Alguns exemplos são a biodança, a bioenergética, a eutonia, a antiginástica,
o Método Feldenkrais, a ioga, o tai chi chuan, a ginástica chinesa, entre outros.

JOGO: Diversos estudiosos de áreas distintas (Pedagogia, Sociologia, Filosofia,


Psicologia, Educação Física, Matemática etc.) se debruçaram na tarefa de
conceituar o fenômeno jogo. Para Scaglia (2005) muitos destes estudiosos, ao invés
de conceituarem o jogo acabaram por caracterizá-lo. São exemplos os estudos de
Chateau (1987), que entende o jogo enquanto preparação para a vida, Caillois
(1990) que afirma que jogo é livre, delimitado, incerto, improdutivo, regulamentado
ou fictício, Brougère (1997, 1998) citando a característica de espontaneidade aliada
à co-construção da cultura lúdica por meio do jogo no campo da educação e
Huizinga (2004) que apresenta três conceituações do fenômeno em seu livro Homo
Ludens, atribuindo ao jogo o conceito de atividade ou ocupação voluntária, exercida
dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras
livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si
mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência
de ser diferente da vida cotidiana.

JOGOS DE AVENTURA: Os jogos de aventura se baseiam em construções ou


possibilidades que evidenciem as práticas de aventura urbanas e na natureza e
aproximem os estudantes das diferentes possibilidades de prática, sejam elas na
terra, no ar ou na água. Por se tratarem de jogos como meio de aproximação a
essas práticas, não têm o objetivo de replicá-las com todos os recursos e
equipamentos das práticas regulares, portanto, consiste em aproximações, com alto
grau de sucesso, dessas possíveis práticas. Os jogos de aventura não só
evidenciam a manifestação do lúdico como permite ao estudante a experimentação
do conflito entre duas das quatro sensações do lúdico observadas por Caillois
(1990), a competência (Agon) e a vertigem (Ilinx). Segundo Pimentel (2010) cada
uma dessas atitudes psicológicas do lúdico, ao proporcionar um modelo controlado
da realidade, concorrem para a aprendizagem de virtudes necessárias à vida.

JOGOS DE LUTA: representam estratégias de vivência para as lutas da escola.


Suas características correspondem às ações mais elementares nas quais as práticas
corporais relacionadas ao ato de lutar fazem parte, ou seja, é uma forma de
caracterizar os princípios universais (oposição, regras,
imprevisibilidade/previsibilidade, ações defensivas e ofensivas simultâneas, nível de
contato, alvo móvel personificado no oponente e enfrentamento físico
direto/indireto), princípios comuns, as ações ligadas à lógica interna das lutas,
independente das modalidades. Desta forma, os jogos serão compreendidos como
estratégias para o ensino significativo das lutas corporais, pelo seu potencial
pedagógico possibilitarão experiências significativas das características básicas de
inúmeras modalidades (RUFINO e DARIDO, 2015).

JOGOS DE TABULEIRO: São todos aqueles disputados, por uma ou mais


pessoas, em uma base, o tabuleiro, seja de madeira, metal, pedra, marfim, plástico,
papelão ou outro material, onde peças são movimentadas, colocadas ou retiradas do
tabuleiro, obedecendo a regras pré-estabelecidas. Exige a interação presencial entre
os jogadores e que requerem basicamente a capacidade de parar, concentrar-se,
elaborar pensamentos e, sobretudo saber respeitar o tempo do outro e as regras
pré-estabelecidas (GEHLEN, 2013). Muitas vezes, seja na escola ou mais
especificamente nas aulas de Educação Física, os jogos de tabuleiro não recebem a
atenção apropriada, sendo utilizados de forma descontextualizada, para
preenchimento do tempo em dias de chuva ou como instrumento de controle da
indisciplina. Esta falta de cuidado e planejamento em relação aos jogos de tabuleiro
acaba por desconsiderar todo o seu potencial educativo. Além disso, os contextos
históricos, sociais e culturais diversos e as múltiplas relações destes jogos,
carregados de sentidos e significados, por meio da multiplicidade infinita de jogos e

JOGOS ELETRÔNICOS/JOGOS ELETRÔNICOS DE MOVIMENTO: As reflexões a


respeito da utilização dos jogos eletrônicos na Educação Física escolar, seja como
ferramenta pedagógica ou como conteúdo, estão relacionadas com o ensino e o uso
de diferentes linguagens no processo de ensino e aprendizagem dessa disciplina.
Para Costa e Betti (2006) a Educação Física deve se apropriar de diversas formas
de vivências, fazendo oscilar os processos de virtualização e atualização dos jogos,
dos esportes e de outras manifestações da cultura corporal como as danças, as
ginásticas, as lutas, as práticas corporais de aventura dentre outras, e tendo a
atualização, a realização corporal do que é apenas vivência eletrônica como um
princípio norteador, uma vez que o virtual não se opõe ao real mas sim ao atual, ou
seja, virtualidade e atualidade são apenas duas maneiras de ser diferentes, sendo a
atualização a invenção de uma forma a partir do virtual, e a virtualização o
movimento inverso da atualização (LEVY, 1999). Os Jogos Eletrônicos de
Movimento podem ser considerados uma ferramenta pedagógica inovadora na
escola e para a Educação Física, principalmente por serem atrativos e possibilitarem
a manifestação da ludicidade e da inclusão. Além disso, são considerados também
enquanto conteúdo da Educação Física, como possibilidade educativa de formação
humana, incluindo nesse processo a formação para a cultura digital. Os Jogos
eletrônicos de movimento caracterizam-se por valorizar a experiência com o
movimento, sendo uma das possibilidades existentes de Jogo Eletrônico
(MONTEIRO et al., 2016, p. 462). Entretanto, pesquisas sinalizam algumas
dificuldades para a inserção destes Jogos na escola, como ausência de tecnologia
apropriada (consoles, acessórios, telas, televisores e jogos), espaços físicos
apropriados e conhecimento dos/as professores/as acerca não só do conteúdo
narrativo, mas também dos modos de funcionamento destes jogos.

LÚDICO: A escola, assim como qualquer outro espaço citadino, possibilitaria


experiências calcadas no universo lúdico, que, por sua vez, não se manifestaria
necessariamente e exclusivamente nos tempos/espaços de lazer, mas também nos
tempos/espaços do mundo do trabalho, nos tempos/espaços da vida, dentre eles os
tempos/espaços da escola, afinal, o lúdico é “parte indissociável da condição
humana e tem participação criadora no cotidiano” (MARINHO e PIMENTEL, 2010, p.
13), por meio da liberdade e espontaneidade. Enquanto fenômeno subjetivo, já que
envolve altas doses de subjetividade (MARCELLINO, 2009), torna-se inviável a sua
aferição, mensuração, contabilização ou até mesmo explicação, dificultando seu
estudo. Além disso, a ludicidade possibilita ao sujeito a criação, a capacidade de
atribuir significado à sua existência e, por consequência, não apenas ressignificar
algo, mas também transformar o mundo (GOMES, 2011). Marcellino (2009, p. 30)
defende a possibilidade do estabelecimento da relação lazer-escola-processo
educativo, desde que a função primordial e principal da escola seja respeitada, sem
desconsiderar as possibilidades de desenvolvimento e aprendizagem por meio das
experiências lúdicas, pois, "é possível trabalhar na escola com o elemento lúdico da
cultura, ultrapassando o lazer como seu espaço de manifestação".

LAZER: Dimensão da cultura construída por meio da vivência lúdica de


manifestações culturais em um tempo/espaço conquistado pelo sujeito ou grupo
social, estabelecendo relações dialéticas com as necessidades, os deveres e as
obrigações, especialmente com o trabalho produtivo (GOMES, 2008, p. 125).
Entendido também como prática da liberdade - possibilidade, mediante uma
experiência lúdica e educativa, refletir sobre a realidade que o cerca e praticar a
liberdade como um exercício de cidadania e participação social (MARCASSA, 2003).

MOVIMENTO: Do ponto de vista teórico as análises/estudos do movimento humano


referem-se quase sempre a um movimento artificial e fragmentado da realidade.
Estes estudos visam à interpretação e compreensão de movimentos já realizados,
notadamente, por indivíduos que passaram por um longo período treinando, ou seja,
automatizando aquele gesto ou aquele movimento analisado. No sentido
pedagógico, o mais importante em relação ao movimento humano é o sujeito que
se-movimenta. Na perspectiva do se-movimentar o movimento humano é entendido
como uma conduta autoral, em uma referência sempre pessoal-situacional. Para o
entendimento das diferenças entre o movimento (humano) em geral (análises
funcionais e mecânicas) e o movimento próprio (análise do se-movimentar) é que o
primeiro trata do movimento como deslocamento em que as intenções e referências
são externamente colocadas, apresentando-se como uma ação alienante para quem
executa a ação, enquanto que o segundo vê e concebe o movimento de forma
consciente e sempre a partir de referências (KUNZ, 2014, p. 608 e 611).

PRÁTICAS CORPORAIS: Um conjunto de características pode ser apontado em


relação às práticas corporais: (1) explicitam-se principalmente no corpo e pelo
movimento corporal; (2) são constituídas por um conjunto de técnicas disponíveis
em determinado tempo histórico e organizadas a partir de um saber, uma lógica
específica; (3) foram/são construídas a partir de interações sociais determinadas que
lhe conferem um significado coletivo; (4) são desenvolvidas com determinadas
finalidades e significados subjetivos, os quais dialogam com a tradição que as
organiza; (5) pressupõem determinados objetos para sua realização, sejam eles
materiais, equipamentos e/ou espaços; (6) são sistematizadas principalmente para o
tempo livre ou do não trabalho, ainda que possam ter origem no trabalho e possam
ser desenvolvidas como trabalho; (7) apresentam um componente lúdico; (8) em
geral, implicam um grau de dinamicidade, elevando a movimentação corporal com
atributos como agilidade e energia. As práticas corporais são constituídas como
representações, ideias e conceitos produzidos socialmente (SILVA et al., 2014).

PRÁTICAS CORPORAIS ALTERNATIVAS: São práticas que se afastam de formas


mais clássicas de educação do corpo (aquelas que trabalham apenas forma e
volume), já que repudiam a simples manutenção da forma física e a preocupação
puramente estética, aproximando-se, por outro lado, das terapias corporais, no
entendimento de que a solução para problemas psíquicos está no corpo. São
algumas das características dessas práticas corporais a condução do indivíduo ao
contato consigo mesmo, seu corpo e a natureza; a proposição de movimentos
suaves e precisos que ajudariam no processo de tomada de consciência corporal,
equilíbrio do tônus muscular e fluidez de energia; a prática harmoniosa, criativa,
crítica, pedagógica, artística e terapêutica; e, por fim, são práticas que contrariam o
adestramento esportivo e ginástico forçado do corpo e a exagerada hipertrofia
muscular, responsáveis por fazer o corpo exercitar-se com sofrimento
(MATTHIESEN e LORENZETTO, 2008; MATTHIESEN, 2014).

PRÁTICAS CORPORAIS DE AVENTURA: Segundo a BNCC (BRASIL, 2017)


nestas práticas possibilitam-se expressões e formas de experimentação corporal
centradas nas perícias e proezas provocadas pelas situações de imprevisibilidade
que se apresentam quando o praticante interage com um ambiente desafiador. A
palavra aventura está relacionada com o que há por vir, remetendo a algo diferente.
Neste conceito, consideram-se atividades de aventura as experiências físicas e
sensoriais recreativas que envolvem desafio, riscos avaliados, controláveis e
assumidos que podem proporcionar sensações diversas como liberdade, prazer,
superação, a depender da expectativa e experiência de cada pessoa e do nível de
dificuldade de cada atividade (BRASIL, 2006).
COMPONENTE CURRICULAR: EDUCAÇÃO FÍSICA – 2º ANO

UNIDADE OBJETOS DE
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM CONTEÚDO(S) 1º 2º 3º
TEMÁTICA CONHECIMENTO
(EF12EF07) Experimentar, fruir e identificar diferentes elementos
básicos da ginástica (equilíbrios, saltos, giros, rotações, acrobacias,
com e sem materiais), da ginástica geral e do movimento humano, de X
forma individual e em pequenos grupos, adotando procedimentos de
segurança.
(EF12EF08) Planejar e utilizar estratégias para a execução de
diferentes elementos básicos da ginástica, da ginástica geral e do
X
Jogos gímnicos, Movimentos
movimento humano. gímnicos (balancinha, vela,
(EF12EF09) Participar da ginástica geral, identificando e vivenciando rolamentos, paradas, estrela,
as potencialidades e os limites do corpo, e respeitando as diferenças rodante, ponte) dentre outras; X
Ginástica geral e o individuais e de desempenho corporal. Significado de corpo humano,
Ginásticas (EF12EF10) Descrever, por meio de múltiplas linguagens (corporal,
reconhecimento do esquema corporal, segmentos
corpo oral, escrita e audiovisual), as características dos elementos básicos maiores e menores, órgãos do
da ginástica, da ginástica geral e do movimento humano, corpo, percepção sensorial,
identificando a presença desses elementos em distintas práticas percepção motora, força,
corporais, bem como em ações e tarefas do cotidiano, questionando equlíbrio, entre outras.
padrões estéticos e prevenindo práticas de bullying.
• Experimentar e explorar sensações corporais diversas e compreender
X
como o corpo movimenta-se, comunica-se, relaciona-se e expressa-se por
meio dos sentidos.
• Identificar, usar e apropriar-se da percepção dos lados do corpo e a
predominância lateral, permitindo um conhecimento de si mesmo em
relação ao outro.
(EF12EF01) Experimentar, fruir, compreender e recriar diferentes
brincadeiras e jogos da cultura popular presentes no contexto Amarelinha, Elástico, 5 Marias,
comunitário local e regional, reconhecendo e respeitando as Caiu no poço, Mãe pega, Stop,
Brincadeiras e jogos da diferenças individuais de desempenho dos colegas, valorizando o Bulica, Bets, Peteca, Corrida de
cultura popular trabalho coletivo e enfatizando a manifestação do lúdico.
Brincadeiras e sacos, Pau ensebado, Paulada
Jogos
presentes no contexto
ao cântaro, Jogo do pião, Jogo X
comunitário local e
dos paus, Queimada, Caçador,
regional
Policia e ladrão dentre outros.
(EF12EF02) Explicar, por meio de múltiplas linguagens (corporal,
visual, oral e escrita), as brincadeiras e os jogos populares, do
contexto comunitário local e regional, reconhecendo e valorizando a
importância desses jogos e brincadeiras para suas culturas de X
origem

(EF12EF03) Planejar e utilizar estratégias para resolver desafios de


brincadeiras e jogos populares do contexto comunitário local e X
regional.
(EF12EF04) Colaborar na proposição e na produção de alternativas
para a prática, em outros momentos e espaços, de brincadeiras,
jogos e demais práticas tematizadas na escola, produzindo textos X
(orais, escritos, audiovisuais) para divulgá-las na escola e na
comunidade.
(EF12EF11) Experimentar e fruir diferentes brincadeiras cantadas,
cantigas de roda, brincadeiras rítmicas e expressivas, e recriá-las,
respeitando as diferenças individuais e de desempenho corporal, Gato rato, Adoletá, Capelinha X
valorizando os aspectos motores, culturais e sociais de cada uma de melão, Caranguejo, Atirei o
Brincadeiras cantadas e delas. pau no gato, Ciranda
Danças
cantigas de roda (EF12EF12) Identificar os elementos constitutivos (ritmo, espaço, cirandinha, Escravos de Jó,
gestos) das brincadeiras cantadas, cantigas de roda, brincadeiras Lenço atrás, Dança da cadeira,
rítmicas e expressivas, valorizando e respeitando as manifestações entre outras. X X
de diferentes culturas
(EF12EF05) Experimentar e fruir prezando pelo trabalho coletivo e
pelo protagonismo, a prática de jogos esportivos de precisão, por
meio de atividades e jogos diversificados, adequados à realidade
escolar e que evidenciem a modalidade esportiva ensinada,
identificando os elementos comuns a esses jogos esportivos e
Jogos que evidenciem X X
conhecimentos e práticas
refletindo sobre os aspectos culturais e sociais que envolvem a
ligadas aos esportes de
Jogos esportivos de prática das referidas modalidades, enfatizando a manifestação do
Esportes precisão como: Bocha, Tiro
precisão lúdico.
com arco, Tiro esportivo, tiro ao
(EF12EF06) Apresentar e discutir a importância da observação das alvo, boliche, argola, entre
normas e das regras dos jogos esportivos de precisão para outros.
assegurar a integridade própria e as dos demais participantes, X X
valorizando a ética, a cooperação, o respeito e acolhimento às
diferenças, a competição saudável e o espírito esportivo.
4. ESTRATÉGIAS DE ENSINO

Nos anos iniciais, a valorização da ludicidade para o ensino-aprendizagem,


resgatando as experiências vivenciadas na Educação Infantil e articulando-as de
forma ativa, isto é, internalizando novas formas de relação consigo mesmo, com os
outros e com o mundo, possibilitando a construção de conhecimentos de forma
progressiva e sistematizada, sendo repercutida e evidenciada, no processo de
desenvolvimento desses estudantes. Portanto, a progressão do conhecimento,
nessa fase do ensino fundamental, ocorre pela consolidação das aprendizagens
anteriores e pela ampliação das práticas de linguagem e da experiência estética,
inclusiva e intercultural das crianças.
O trabalho pedagógico pressupõe, antes de tudo, uma análise mais crítica
da realidade social e dos processos de transformação da natureza feitos pela ação
do homem e, que são resultantes das necessidades humanas, tornando possível um
processo educativo dialético de construção do conhecimento escolar, conforme é
apresentada na Teoria Histórico Cultural e na Pedagogia Histórico-Crítica, as quais
fundamentam a prática pedagógica da Rede Municipal de ensino de Campo Mourão
(vide PPP).
Portanto, o procedimento que cada professor precisa realizar no
encaminhamento prático do conteúdo a ser trabalhado, obedecerá a um ritual de
diálogo constante e que expresse o nível de desenvolvimento atual que o aluno
apresenta, referente ao conteúdo a ser trabalhado.
Algumas estratégias indicadas:
Listagem do conteúdo; exposição do conteúdo; questionamentos; utilização
de textos, filmes e recursos áudio visuais; vivência cotidiana do conteúdo (o que o
aluno já sabe: visão da totalidade empírica); mobilização e desafio (o que o gostaria
de saber a mais?); resolução de problemas; correção de exercícios em conjunto;
identificação da e discussão sobre os principais problemas postos pela prática social
e pelo conteúdo; dimensões do conteúdo a serem trabalhadas.
As atividades propostas devem ser criativas e desafiadoras que busquem
promover o engajamento dos estudantes no processo de ação e reflexão,
favorecendo a construção e sistematização dos conhecimentos.
As estratégias específicas para cada aula será especificada em cada plano
de aula diário, contemplando os verbos que indicam as habilidades pretendias à
aquele ano. Observando as estratégias para as adaptações curriculares aos alunos
com necessidade educacionais especiais, bem como as atividades desenvolvidas
com os temas transversais ou contemporâneos.
Entre esses temas, destacam-se: direitos da criança e do adolescente (Lei
nº 8.069/1990), educação alimentar e nutricional (Lei nº 11.947/2009), educação em
direitos humanos (Decreto nº 7.037/2009, Parecer CNE/CP nº 8/2012 e Resolução
CNE/CP nº 1/2012), educação das relações étnico-raciais e ensino de história e
cultura afro-brasileira, africana e indígena (Leis nº 10.639/2003 e 11.645/2008,
Parecer CNE/CP nº 3/2004 e Resolução CNE/CP nº 1/2004), bem como saúde, vida
familiar e social, educação para o consumo, educação financeira e fiscal, trabalho,
ciência e tecnologia e diversidade cultural (Parecer CNE/CEB nº 11/2010 e
Resolução CNE/CEB nº 7/2010). No Referencial Curricular do Paraná, essas
temáticas são contempladas em habilidades dos componentes curriculares, cabendo
às escolas, de acordo com suas especificidades, tratá-las de forma contextualizada.

5. AVALIAÇÃO

A avaliação é um processo contínuo que serve de diagnóstico permanente


para superação das dificuldades, no decorrer do processo de ensino-aprendizagem,
respeitando as particularidades de cada aluno. É um processo de percepção dos
alcances e dos limites de toda a ação educativa. O sistema de avaliação da Rede
Municipal de Ensino de Campo Mourão é organizado trimestralmente com registro
(descritivo/conceito/nota).
De acordo com o Regimento Escolar (2018), na avaliação dos estudantes
devem ser considerados os resultados obtidos durante todo o período letivo, num
processo contínuo, expressando o seu desenvolvimento escolar, tomado na sua
melhor forma. Os resultados das atividades avaliativas serão analisados durante o
período letivo, pelos estudantes e pelos professores, observando os avanços e as
necessidades detectadas para novas ações pedagógicas. No entanto, para os
estudantes de baixo rendimento escolar, a recuperação de estudos deve oportunizar
apropriação dos conhecimentos básicos, e dar-se-á de forma permanente e
concomitante ao processo ensino-aprendizagem. Deverá organizada com atividades
significativas, por meio de procedimentos didático-metodológicos diversificados, tais
como: avaliações diagnósticas, formativas, somativas. Como instrumentos:
atividades escritas, avaliação oral ou exposição oral dos alunos, dramatização,
trabalho de pesquisa, experimentação, desenhos, maquetes, produção textual,
seminário, portfólios, álbuns, dentre outros.

6. ARTICULAÇÃO DE TRANSIÇÃO

O referencial Curricular do Paraná também atenta ao processo de


articulação da transição que deve ser observado quando o aluno avança do 5º ano
para o 6º ano do Ensino Fundamental. Tais etapas da escolarização são de suma
importância para o desenvolvimento do estudante, pois o mesmo adentrará a novas
relações com o mundo. Na componente curricular da Educação Física, a progressão
do conhecimento, nessa fase do ensino fundamental, ocorre pela consolidação das
aprendizagens anteriores e pela ampliação das práticas de linguagem e da
experiência estética, inclusiva e intercultural das crianças. Assim, busca-se, assim,
potencializar a apropriação por parte dos estudantes da Cultura Corporal de
Movimento com ela interagindo (aprendendo, refletindo, reconstruindo,
ressignificando...) em sua materialidade, como práticas corporais.
7. REFERÊNCIAS

PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Departamento de Educação Básica.


Referencial Curricular do Paraná: princípios, direitos e orientações. Educação
Física. Curitiba-Pr: 2018.

_______. Secretaria de Estado da Educação e do Esporte. Departamento de


Educação. Departamento de Desenvolvimento e Currículo. Referencial
Curricular do Paraná em Ação. Curitiba-Pr: 2019.
ÁREA DE CONHECIMENTO: LINGUAGENS

COMPONENTE CURRICULAR: LÍNGUA PORTUGUESA

1. APRESENTAÇÃO DO COMPONENTE CURRICULAR

A LÍNGUA PORTUGUESA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO


FUNDAMENTAL: O PROCESSO DE ALFABETIZAR LETRANDO – 1º e 2º anos

A concepção de língua explicitada neste documento norteará a educação


infantil e todo o ensino fundamental, tendo repercussão direta no processo de
alfabetização das crianças. Tal processo deve ser sistematizado nos 1º e 2º anos do
ensino fundamental e consolidado nos três anos seguintes. As práticas de
ensino/aprendizagem não devem se restringir a atividades de repetição, de
memorização e de regras. A língua precisa ser compreendida como um sistema em
funcionamento, cujo desafio é proporcionar situações de ensino que proporcionem
às crianças atividades de desafios, que as levem a refletir sobre como esse sistema
funciona, de modo a compreendê-lo e usá-lo nas práticas de linguagem onde ele,
sujeito atuante através da linguagem, está inserido socialmente.
Partindo dessa ótica, o foco de ensino da alfabetização precisa estar
centrado em atividades que deem conta dessas práticas de linguagem, ou seja, na
formação de um usuário da língua que começa a perceber como esse sistema
funciona; na formação do leitor e produtor de textos escritos e orais, mesmo que
ainda não tenha a autonomia da leitura e escrita formais, tendo o professor
inicialmente como leitor e escriba; e na formação dos falantes e produtores de textos
que usam a língua de forma adequada em vários contextos interacionais.
Conforme orienta a BNCC no ensino fundamental – anos iniciais, os
componentes curriculares precisam tematizar diversas práticas, considerando
especialmente aquelas relativas às culturas infantis tradicionais e contemporâneas.
Nesse conjunto de práticas, nos dois primeiros anos dessa fase, o processo de
alfabetização deve ser o foco da ação pedagógica. Afinal, aprender a ler e escrever
oferece aos estudantes algo novo e surpreendente: amplia suas possibilidades de
construir conhecimentos nos diferentes componentes, por sua inserção na cultura
letrada, e de participar com maior autonomia e protagonismo na vida social
(BRASIL, 2017, p. 65.).
Essa inserção pressupõe a prática de alfabetizar e letrar, tornando o
processo de aquisição do sistema alfabético de escrita uma aprendizagem
significativa, até porque frases, palavras, sílabas, não existem fora dos textos com
os quais a criança interage diariamente.
Nesse contexto, as crianças em processo de alfabetização precisam saber
notar, escrever, bem como saber o que essa notação/escrita representa – partindo
das práticas de linguagem que desenvolvem. Saber apenas codificar e decodificar
palavras, frases ou textos não dá conta da inserção nessas práticas. É necessário
conhecer a diversidade de textos que percorrem a sociedade, suas funções,
intencionalidades, especificidades e as ações necessárias para interpretá-los e
produzi-los. Logo, ao assumir em sala de aula a perspectiva de alfabetizar letrando,
o professor promove o acesso à vivência de práticas de uso da leitura e da escrita,
ajudando o estudante a, ativamente, reconstruir essa invenção social que é a escrita
alfabética.
Essa ideia parte do princípio de que, através do desenvolvimento da
consciência fonológica, o estudante será ainda capaz de identificar que as unidades
das palavras podem se repetir. E se modificar, de forma reflexiva, em diferentes
palavras de forma reflexiva. Portanto, a consciência fonológica está intimamente
relacionada com a aprendizagem da leitura e da escrita, e ambas não existem fora
de seus usos no cotidiano. Crianças que têm a consciência fonológica dentro de
contexto de uso de língua podem ser leitores e produtores de forma autônoma –
objetivo principal da perspectiva de alfabetização e letramento.
Entretanto, para atingir esse objetivo, a sala de aula precisa ser o espaço em
que os textos circulam e norteiam todo o trabalho da alfabetização durante toda a
etapa do ensino fundamental - anos iniciais. Através de listas de palavras de um
mesmo campo semântico (brinquedos, jogos prediletos comidas preferidas,
personagens de livros e gibis, nomes dos estudantes da classe, frutas etc.), das
parlendas e de outros gêneros dos vários campos de atuação, os estudantes podem
ampliar suas concepções e progredir tanto na aquisição da base alfabética, como na
compreensão de outros aspectos (as relações som/grafia, regularidades e
irregularidades ortográficas, a grafia correta das palavras, o uso de sinais gráficos
etc.).
Conforme já salientado, a orientação estabelecida na BNCC é que a
sistematização da alfabetização aconteça nos dois primeiros anos de escolaridade.
Ou seja, que, ao final do segundo ano, as crianças estejam com a consciência
fonológica desenvolvida, sendo capazes de estabelecer a relação letra/som de
forma convencional – ainda que com ortografia não totalmente adequada às normas
estabelecidas –, e inseridas no mundo letrado dos campos de atuação e dos
gêneros adequados ao seu nível de escolaridade e a práticas de linguagem do seu
cotidiano.
A Língua Portuguesa, nesse contexto, através das práticas de linguagem
juntamente com diferentes estratégias, procedimentos e condições de produção,
efeitos de sentido, de articulação entre os recursos linguísticos e semióticos etc.,
possibilita a construção e expressão das diferentes identidades, para inserção e
participação social, para o projeto de vida, para o fortalecimento de posturas e
espaços democráticos, para leitura crítica e plurissignificativa da realidade e dos
bens simbólicos e culturais, entre tantos outros aspectos, uma vez que, segundo
Antunes (2004), a língua se atualiza a serviço da comunicação intersubjetiva, em
situações de atuação social e através de práticas discursivas, materializadas em
textos.

2. COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DE LINGUAGENS PARA O ENSINO


FUNDAMENTAL
Adotando esses pressupostos e alinhada às competências gerais previstas
neste documento, a área de linguagens tenciona garantir o desenvolvimento das
seguintes competências específicas:
1. Compreender a língua como fenômeno cultural, histórico, social, variável,
heterogêneo e sensível aos contextos de uso, reconhecendo-a como meio de
construção de identidades de seus usuários e da comunidade a que pertencem.
2. Apropriar-se da linguagem escrita, reconhecendo-a como forma de
interação nos diferentes campos de atuação da vida social e utilizando-a para
ampliar suas possibilidades de participar da cultura letrada, de construir
conhecimentos (inclusive escolares) e de se envolver com maior autonomia e
protagonismo na vida social.
3. Ler, escutar e produzir textos orais, escritos e multissemióticos que
circulam em diferentes campos de atuação e mídias, com compreensão, autonomia,
fluência e criticidade, de modo a se expressar e partilhar informações, experiências,
ideias e sentimentos, e continuar aprendendo.
4. Compreender o fenômeno da variação linguística, demonstrando atitude
respeitosa diante de variedades linguísticas e rejeitando preconceitos linguísticos.
5. Empregar, nas interações sociais, a variedade e o estilo de linguagem
adequados à situação comunicativa, ao(s) interlocutor(es) e ao gênero do
discurso/gênero textual.
6. Analisar informações, argumentos e opiniões manifestados em interações
sociais e nos meios de comunicação, posicionando-se ética e criticamente em
relação a conteúdos discriminatórios que ferem direitos humanos e ambientais.
7. Reconhecer o texto como lugar de manifestação e negociação de
sentidos, valores e ideologias.
8. Selecionar textos e livros para leitura integral, de acordo com objetivos,
interesses e projetos pessoais (estudo, formação pessoal, entretenimento, pesquisa,
trabalho etc.).
9. Envolver-se em práticas de leitura literária que possibilitem o
desenvolvimento do senso estético para fruição, valorizando a literatura e outras
manifestações artístico-culturais como formas de acesso às dimensões lúdicas, de
imaginário e encantamento, reconhecendo o potencial transformador e humanizador
da experiência com a literatura.
10. Mobilizar práticas da cultura digital, diferentes linguagens, mídias e
ferramentas digitais para expandir as formas de produzir sentidos (nos processos de
compreensão e produção), aprender e refletir sobre o mundo e realizar diferentes
projetos autorais.
No desenvolvimento das reflexões do documento de Língua Portuguesa é
possível apontar para a relação com os direitos da aprendizagem, os campos de
atuação, as práticas de linguagem e os objetos de conhecimento.
Os objetivos de aprendizagem evidenciam, ao longo dos anos escolares, a
importância de se considerar os conhecimentos historicamente construídos; da
pesquisa como princípio metodológico e parte do processo do aprendizado; da
valorização das diferentes manifestações culturais; da abordagem das
diferentes linguagens e os conhecimentos inerentes a elas; do uso crítico e ético
das tecnologias de comunicação; do uso da argumentação nas práticas da
oralidade e escrita, como forma de análise crítica e ética a partir de fatos e questões
sociais contemporâneas.
Reforça-se, assim, a ideia de que o processo de apropriação da linguagem
só é compreendido a partir das interações sociais mediadas por práticas discursivas,
enfatizando-se também a centralidade do texto como unidade de trabalho, de forma
a sempre relacionar os textos a seus contextos de produção e o desenvolvimento de
habilidade ao uso significativo da linguagem em atividades de leitura, escuta e
produção de textos em várias mídias e semioses.
O trabalho com o texto não significa a ausência de trabalho com elementos
menores do texto (parágrafos, períodos, orações, palavras, sílabas e letras).
Significa que cada um desses elementos deverá ser trabalhado no contexto do texto,
com atividades complementares de sistematização, quando for o caso; não se trata
de ir do texto à frase, ou do texto à palavra ou, ainda, do texto à letra ou à sílaba,
mas de: na leitura e interpretação de um texto, analisar os recursos linguísticos de
que o autor lançou mão; na produção de um texto, analisar os recursos linguísticos
disponíveis para a produção do significado pretendido; para poder desenvolver
várias possibilidades de uso dos recursos linguísticos, é necessário trabalhar com
diferentes tipos de textos.

A Proposta Pedagógica Curricular, no componente de Língua Portuguesa,


ensino fundamental, organiza-se estruturalmente por quatro práticas (eixos) de
linguagens: leitura; produção de texto (orais e escritos); oralidade; e análise
linguística/semiótica. E, pela centralidade do texto como unidade fundamental de
trabalho.
 A leitura, reconhecida como objeto de aprendizagem escolar. Este eixo
compreende diversas aprendizagens: decodificação de palavras e textos,
compreensão e interpretação de textos verbais e multimodais, identificação de
gêneros textuais, fluência, enriquecimento do vocabulário e principalmente a
formação do leitor e sua interação com práticas de leitura. Para aprimorar a
compreensão leitora, é sugerido que sejam proporcionadas ao aluno diversificadas
experiências de ler, ouvir, comentar textos escritos etc. Essas experiências devem
incluir a reflexão sobre quem escreveu, para quem, sobre o quê, com que finalidade,
em qual tempo e espaço, como o texto circulou e chegou até nós. Nesse processo,
fundamental para o desenvolvimento do pensamento crítico e para a formação
cidadã, amplia-se o conhecimento de mundo do aluno ao estimular a sistematização
de conceitos, a aquisição de informações e a discussão sobre valores.
 A produção de textos, compreende as práticas de linguagem
relacionadas à interação e à autoria (individual ou coletiva) do texto escrito, oral e
multissemiótico, com diferentes finalidades e projetos enunciativos, de modo a
convocar o desenvolvimento das etapas de planejamento, revisão, edição,
reescrita/redesign e avaliação de textos. Os aspectos fundamentais que estruturam
as condições de produção do texto podem ser assim didatizadas:
• sobre o que escrever (tema/assunto);
• por que escrever, com que intenção;
• para quem escrever (destinatário, público-alvo);
• em que circunstâncias comunicativas;
• com quais escolhas de linguagem
Essas condições orientarão o planejamento do texto a ser elaborado pelo
aluno. Os gêneros lidos e interpretados nas unidades serão os pontos de partida
para os estudos e elaboração de textos.
 A oralidade (fala e escuta) faz parte da vida dos alunos antes mesmo de
entrarem na escola. Nas interações sociais e familiares. Nesta etapa da
escolaridade, o eixo da oralidade inclui conhecimentos sobre suas características,
suas diferenças em relação à língua escrita, seus diferentes usos em relação às
situações sociais, assim como em situações comunicativas que requerem a fala
pública. Em Oralidade, propõe-se a produção de textos orais, considerando as
diferenças entre língua falada e escrita e as formas específicas de composição do
discurso oral, em situações formais ou informais. Além disso, a variação linguística
deverá ser explorada de acordo com a diversidade de práticas orais de uso da
linguagem. O trabalho enfoca a identificação das características de diferentes
gêneros textuais/discursivos orais que organizam determinadas atividades humanas.
 A análise linguística/semiótica, neste eixo se inserem o ensino e
aprendizagem de normas ortográfica e de pontuação, a reflexão sobre as estruturas
linguísticas, as regras de concordância e regência e a apropriação de recursos
semânticos, sintáticos e morfológicos:

ANÁLISE LINGUÍSTICA/SEMIÓTICA
• Conhecer e analisar as relações regulares e irregulares entre
Fono- fonemas e grafemas na escrita do português do Brasil.
ortografia • Conhecer e analisar as possibilidades de estruturação da sílaba na
escrita do português do Brasil.
• Conhecer as classes de palavras abertas (substantivos, verbos,
adjetivos e advérbios) e fechadas (artigos, numerais, preposições,
conjunções, pronomes) e analisar suas funções sintático-semânticas
nas orações e seu funcionamento (concordância, regência).
Morfossintaxe
• Perceber o funcionamento das flexões (número, gênero, tempo,
pessoa etc.) de classes gramaticais em orações (concordância).
• Correlacionar as classes de palavras com as funções sintáticas
(sujeito, predicado, objeto, modificador etc.).
• Conhecer e analisar as funções sintáticas (sujeito, predicado,
objeto, modificador etc.).
• Conhecer e analisar a organização sintática canônica das
sentenças do português do Brasil e relacioná-la à organização de
Sintaxe
períodos compostos (por coordenação e subordinação).
• Perceber a correlação entre os fenômenos de concordância,
regência e retomada (progressão temática – anáfora, catáfora) e a
organização sintática das sentenças do português do Brasil.
• Conhecer e perceber os efeitos de sentido nos textos decorrentes
de fenômenos léxico-semânticos, tais como aumentativo/diminutivo;
Semântica sinonímia/antonímia; polissemia ou homonímia; figuras de
linguagem; modalizações epistêmicas, deônticas, apreciativas;
modos e aspectos verbais.
• Conhecer algumas das variedades linguísticas do português do
Brasil e suas diferenças fonológicas, prosódicas, lexicais e
Variação sintáticas, avaliando seus efeitos semânticos.
linguística • Discutir, no fenômeno da variação linguística, variedades
prestigiadas e estigmatizadas e o preconceito linguístico que as
cerca, questionando suas bases de maneira crítica.
• Conhecer as diferentes funções e perceber os efeitos de sentidos
provocados nos textos pelo uso de sinais de pontuação (ponto final,
ponto de interrogação, ponto de exclamação, vírgula, ponto e vírgula,
Elementos dois pontos) e de pontuação e sinalização dos diálogos (dois pontos,
notacionais da travessão, verbos de dizer).
escrita • Conhecer a acentuação gráfica e perceber suas relações com a
prosódia.
• Utilizar os conhecimentos sobre as regularidades e irregularidades
ortográficas do português do Brasil na escrita de textos.

As práticas de linguagem estão intrinsicamente ligadas aos cinco campos


de atuação: campo da vida cotidiana, campo de atuação na vida pública, campo
jornalístico-midiático, campo das práticas de estudo e pesquisa e campo artístico-
literário, conforme explicitado anteriormente. Esses campos possibilitam a atuação
do sujeito nas práticas sociais que se realizam nos gêneros textuais. Entretanto, nem
os campos de atuação nem os gêneros são engessados, podendo um gênero
textual migrar de um campo de atuação para outro, dependendo de sua
funcionalidade e de suas especificidades.

CAMPOS DE ATUAÇÃO
Campo de atuação relativo à participação em situações de leitura,
próprias de atividades vivenciadas cotidianamente por crianças,
Campo da vida adolescentes, jovens e adultos, no espaço doméstico e familiar,
cotidiana escolar, cultural e profissional. Alguns gêneros textuais deste
campo: agendas, listas, bilhetes, recados, avisos, convites, cartas,
cardápios, diários, receitas, regras de jogos e brincadeiras.
Campo de atuação relativo à participação em situações de leitura,
fruição e produção de textos literários e artísticos, representativos da
Campo artístico- diversidade cultural e linguística, que favoreçam experiências
literário estéticas. Alguns gêneros deste campo: lendas, mitos, fábulas,
contos, crônicas, canção, poemas, poemas visuais, cordéis,
quadrinhos, tirinhas, charge/ cartum, dentre outros.
Campo de atuação relativo à participação em situações de leitura e
escrita, especialmente de textos das esferas jornalística, publicitária,
política, jurídica e reivindicatória, contemplando temas que impactam
a cidadania e o exercício de direitos. Alguns gêneros textuais
Campo da vida
deste campo: notas; álbuns noticiosos; notícias; reportagens; cartas
pública do leitor (revista infantil); comentários em sites para criança; textos de
campanhas de conscientização; Estatuto da Criança e do
Adolescente; abaixo-assinados; cartas de reclamação, regras e
regulamentos.
Campo de atuação relativo à participação em situações de
leitura/escrita que possibilitem conhecer os textos expositivos e
Campo das argumentativos, a linguagem e as práticas relacionadas ao estudo, à
práticas de pesquisa e à divulgação científica, favorecendo a aprendizagem
estudo e dentro e fora da escola. Alguns gêneros deste campo em mídia
pesquisa impressa ou digital: enunciados de tarefas escolares; relatos de
experimentos; quadros; gráficos; tabelas; infográficos; diagramas;
entrevistas; notas de divulgação científica; verbetes de enciclopédia.
Todos os campos
Contempla aspectos integrados de todos os campos.
de atuação

Nessa perspectiva estrutural, as práticas de linguagem, por sua vez,


articulam-se aos objetos de conhecimento e suas habilidades específicas e todos
apontando paras as competências gerais e específicas. O presente documento
divide-se também por ano (com organizadores do 1º ao 5º ano de escolarização). A
opção por essa organização objetiva facilitar a leitura, a interação e o manuseio do
documento pelo professor, mas, especialmente, facilitar a identificação da
progressão de conhecimentos em cada ano e o modo como as habilidades foram
agrupadas e selecionadas para propiciar o desenvolvimento das competências do
componente curricular, da área e, principalmente, das competências gerais.
Nos organizadores, as habilidades se encontram distribuídas nos seguintes
blocos: 15 – Habilidades progressivamente trabalhadas do 1º ao 5º ano e sua
complexidade se darão pelo trabalho com os gêneros e as necessidades do público
alvo, destacando que as mesmas devem ser introduzidas no 1º ano e consolidadas
até o 5º ano; 12 – Habilidades progressivamente trabalhadas no 1º e 2º anos,
relativas a práticas de linguagem específicas do processo de alfabetização; 35 –
Habilidades progressivamente desenvolvidas do 3º ao 5º ano devem consolidar o
processo de alfabetização e letramento em todas as práticas de linguagem.
COMPONENTE CURRICULAR: LÍNGUA PORTUGUESA – 2º ANO

CAMPOS
PRÁTICAS DE 1º 2º 3º
DE OBJETOS DE CONHECIMENTO OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM CONTEÚDO(S)
LINGUAGEM TRI. TRI TRI.
ATUAÇÃO

(EF12LP01) Ler, com a mediação do professor,


palavras novas com precisão na decodificação;
no caso de palavras de uso frequente, ler
Todos os Leitura/escuta globalmente, por memorização, adquirindo Decodificação e
Campos de (compartilhada e Decodificação/Fluência de leitura. domínio constante e progressivo fluência na compreensão de X X X
Atuação autônoma) leitura, de palavras e textos de diferentes palavras.
gêneros discursivos, com gradativa
identificação de elementos da intencionalidade
e da situacionalidade.

(EF12LP02) Buscar, selecionar e ler, com a


mediação do professor (leitura compartilhada), Produção de sentidos a
Todos os Leitura/escuta Formação de leitor; textos que circulam em meios impressos ou partir do texto lido;
Campos de (compartilhada e Atribuição de sentido ao texto lido; digitais, de acordo com as necessidades e X X X
Reconhecimento da
Atuação autônoma) Finalidade do texto/função social. interesses, atribuindo sentido a sua leitura, para finalidade do texto.
possibilitar a compreensão e a interpretação de
diferentes gêneros discursivos.

(EF12LP03) Copiar textos breves, mantendo


suas características e voltando para o texto
Construção do sistema alfabético/ sempre que tiver dúvidas sobre sua distribuição
Orientação
Todos os Escrita Estabelecimento de relações anafóricas gráfica, espaçamento entre as palavras, escrita
das palavras e pontuação, como meio de (alinhamento,
Campos de (compartilhada e na referenciação e construção da X X X
segmentação e
Atuação autônoma) coesão Segmentação e alinhamento da aperfeiçoar gradativamente as formas de
registro por meio das produções coletivas e pontuação).
escrita.
análise dos enunciados presentes no texto.
CAMPOS
PRÁTICAS DE 1º 2º 3º
DE OBJETOS DE CONHECIMENTO OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM CONTEÚDO(S)
LINGUAGEM TRI. TRI TRI.
ATUAÇÃO
(EF15LP01) Identificar, com a mediação do
professor, a função social de diferentes
gêneros discursivos que circulam em campo da
vida social dos quais participa cotidianamente Gêneros discursivos:
Todos os Leitura/escuta Reconstrução das condições de
(a casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas função social, contexto
Campos de (compartilhada e produção e recepção de textos; X X X
mídias impressa e oral, de massa e digital, de de produção e de
Atuação autônoma) Contexto de produção e de circulação.
modo a reconhecer, progressivamente, seu circulação.
contexto de produção: para que foram
produzidos, onde circulam, quem os produziu e
a quem se destinam.
(EF15LP02)Estabelecer, com a mediação do
professor, expectativas em relação ao texto que
vai ler e/ou ouvir (pressuposições
antecipadoras dos sentidos, da forma e da
função social do texto), apoiando-se em seus
conhecimentos prévios sobre as condições de Antecipação,
Todos os Leitura/escuta produção e recepção desse texto, o gênero, o inferências e
Estratégia de leitura; antecipação,
Campos de (compartilhada e suporte e o universo temático, bem como sobre verificação na leitura X X X
inferência e verificação.
Atuação autônoma) destaques textuais, recursos gráficos, imagens, (antes, durante e
dados da própria obra (índice, prefácio etc.), depois de ler).
confirmando antecipações e inferências
realizadas antes e durante a leitura de textos,
checando a adequação das hipóteses
realizadas.
(EF15LP03) Localizar, com a mediação do
Todos os
Leitura/escuta Estratégia de leitura; informações professor, informações explícitas em diferentes Reconhecimento de
Campos de
(compartilhada e explícitas. gêneros discursivos, como requisito básico informações explícitas X X X
Atuação
autônoma) para a compreensão leitora. em diferentes textos.

(EF15LP04) Identificar o efeito de sentido Efeitos de sentido


produzido pelo uso de recursos expressivos produzidos pelos
Todos os Leitura/escuta Estratégia de leitura; gráfico-visuais em textos multissemióticos, para recursos expressivos
Campos de (compartilhada e Linguagem verbal e não-verbal; compreender gradativamente o uso desses gráfico-visuais em X X X
Atuação autônoma) Uso dos recursos gráfico visuais. recursos e empregá-los quando necessário, textos ultissemióticos
dentro do contexto. (linguagem verbal e
não-verbal).
(EF15LP05)Planejar, coletiva e individualmente
com a mediação do professor, o texto que será
produzido, considerando a situação
comunicativa, os interlocutores (quem
escreve/para quem escreve); a finalidade ou o
Planejamento de texto; propósito (escrever para quê); a circulação
Produção de Adequação ao tema; (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o
Todos os
textos (escrita Adequação ao formato/estrutura do portador do texto); a linguagem, organização e Planejamento da
Campos de
compartilhada e
X X X
gênero; forma do texto e seu tema, pesquisando em produção do texto.
Atuação
autônoma) Adequação à esfera de circulação, ao meios impressos ou digitais, sempre que for
suporte físico e de circulação. preciso, informações necessárias à produção
do texto, organizando em tópicos os dados e as
fontes pesquisadas, a fim de adequar
gradativamente suas produções à estrutura do
gênero e à esfera na qual irá circular.

(EF15LP06) Reler, revisar, reestruturar e


Revisão e reescrita de
reescrever o texto produzido, com a mediação
textos, observando:
Produção de do professor e a colaboração dos colegas, para
Todos os Revisão de textos necessidades de
textos (escrita corrigi-lo e aprimorá-lo, fazendo cortes,
Campos de
compartilhada e
Sequência lógica de ideias; correções, X X X
acréscimos, reformulações, correções de
Atuação Ampliação de ideias. aprimoramentos,
autônoma) ortografia e pontuação, a fim de contribuir com
sequência lógica e
a expansão e organização das ideias
ampliação das ideias.
apresentadas pelos alunos.
(EF15LP07) Reestruturar a versão final do texto
coletivo ou individual, em colaboração com os Reescrita de texto
Produção de colegas e com a mediação do professor, observando:
Todos os Edição de textos;
textos (escrita disposição gráfica
Campos de Disposição gráfica (aspectos estruturais ilustrando, quando for o caso, em suporte X X X
compartilhada e adequado, manual ou digital, para apropriar-se (aspectos
Atuação dos gêneros discursivos).
autônoma) gradativamente dos aspectos estruturantes dos estruturantes dos
gêneros discursivos. gêneros discursivos).

(EF15LP08) Utilizar, com a mediação do


Utilização de tecnologia digital professor, software, inclusive programas de
Planejamento do texto, edição de texto, para editar e publicar os textos
Produção de
Todos os Adequação ao tema; produzidos, explorando os recursos Edição e publicação
textos (escrita
Campos de
compartilhada e
Adequação ao formato/estrutura do multissemióticos disponíveis, a fim de de textos em suportes X X
Atuação gênero; apropriar-se progressivamente desses digitais.
autônoma)
Adequação ao suporte físico de recursos.
circulação.
CAMPOS
PRÁTICAS DE
DE OBJETOS DE CONHECIMENTO OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM CONTEÚDO(S) 1ºTRI 2ºTRI 3ºTRI
LINGUAGEM
ATUAÇÃO
(EF15LP09) Expressar-se oralmente com
clareza, preocupando-se em ser compreendido Exposição oral de
pelo interlocutor e usando a palavra com tom de ideias: clareza, tom
Todos os Oralidade pública/Intercâmbio
voz audível, boa articulação e ritmo adequado, de voz audível, boa
Campos de Oralidade conversacional em sala de aula; X X X
a fim de demonstrar, gradativamente, clareza e articulação
Atuação Clareza na exposição de ideias.
organização nas exposições orais de ideias, (pronúncia) e ritmo
considerando os diferentes contextos sociais. adequado.

(EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de


professores e colegas, formulando perguntas
pertinentes ao tema e solicitando
Todos os
esclarecimentos sempre que necessário, de Escuta, compreensão e
Campos de Oralidade Escuta atenta X X X
modo a compreender que a escuta atenta é análise da fala do outro.
Atuação
fundamental para que os processos de ensino
e de aprendizagem aconteçam de forma
significativa.
(EF15LP11) Identificar características da
conversação espontânea presencial,
respeitando os turnos de fala, selecionando e Características da
Todos os Características da conversação utilizando, durante a as situações de fala, conversação
Campos de Oralidade espontânea; formas de tratamento adequadas, de acordo espontânea presencial:
Atuação Turnos de fala. X X X
com a situação e a posição do interlocutor, de turnos de fala, uso de
forma a melhor interagir na vida social e formas de tratamento
escolar. adequadas.

(EF15LP12) Atribuir, com a mediação do


professor, significado a aspectos não
linguísticos (paralinguísticos) observados na
Todos os fala, como direção do olhar, riso, gestos, Elementos
Aspectos não linguísticos
Campos de Oralidade movimentos da cabeça (de concordância ou paralinguísticos
Atuação
(paralinguísticos) no ato da fala. discordância), expressão corporal, facial, tom empregados no ato X X X
de voz, a fim de compreender que esses da fala.
elementos colaboram com a produção de
sentido do texto oral.
(EF15LP13) Identificar finalidades da interação
oral em diferentes contextos comunicativos
(solicitar informações, apresentar opiniões, Linguagem formal e
Todos os
Relato informal e formal informar, relatar experiências etc.), a fim de informal em diferentes
Campos de Oralidade X X X
/Registro formal perceber as diferenças entre os diversos usos contextos
Atuação
da linguagem, adequando seu discurso de comunicativos.
acordo com a situação (formal ou informal).
(EF02LP01) Utilizar, com a mediação do
professor, ao produzir o texto, grafia correta de Convenções da escrita:
palavras conhecidas ou com estruturas ortografia; substantivos
Todos os Escrita Construção do sistema alfabético/ silábicas já dominadas, letras maiúsculas em próprios; letras
Campos de (compartilhada e Convenções da escrita; início de frases e em substantivos próprios, maiúsculas e X X X
Atuação autônoma) Segmentação. segmentação entre as palavras, ponto final, minúsculas; ponto final,
ponto de interrogação e ponto de exclamação, ponto de interrogação e
de modo a apropriar-se, gradativamente, das ponto de exclamação.
convenções de uso da linguagem escrita.

CAMPOS
PRÁTICAS DE 1º 2º 3º
DE OBJETOS DE CONHECIMENTO OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM CONTEÚDO(S)
LINGUAGEM TRI. TRI TRI.
ATUAÇÃO
(EF02LP02) Segmentar, com a mediação do
professor e progressivamente com autonomia,
Análise palavras em sílabas, remover e substituir Ortografia; Consciência
Todos os
linguística/ Construção do sistema alfabético e da sílabas iniciais, mediais ou finais para criar fonológica: unidades
Campos de
semiótica
X X X
ortografia. novas palavras, a fim de compreender que este fonológicas ou
Atuação
(Alfabetização) é um dos princípios para formação de novas segmentos sonoros.
palavras.
(EF02LP03) Ler e escrever, com a mediação do
professor, palavras com correspondências
Construção do sistema alfabético e da
Análise regulares diretas entre letras e fonemas (f, v, t, Relação grafema x
Todos os ortografia; d, p, b) e correspondências regulares
linguística/ fonema; Relações
Campos de
semiótica
Relação grafema x fonema; contextuais (c e q; j e g; s e z e e o, em posição X X X
biunívocas, cruzadas e
Atuação Relações biunívocas, cruzadas e
(Alfabetização) átona em final de palavra), apropriando-se arbitrárias.
arbitrárias.
progressivamente da ortografia.
(EF02LP04) Ler e escrever corretamente
palavras com sílabas CV, V, CVC, CCV,
Análise Construção do sistema alfabético e da identificando que existem vogais em todas as
Todos os Convenções da língua;
linguística/ ortografia; sílabas, de modo que, gradativamente,
Campos de
semiótica
Sílabas canônicas e X X
Convenções da língua; Sílabas apresente domínio das sílabas canônicas e não
Atuação complexas.
(Alfabetização) canônicas e complexas. canônicas.

(EF02LP05) Ler e escrever, com a mediação do


Análise professor, corretamente palavras com marcas
Todos os Construção do sistema alfabético e da
linguística/ de nasalidade (til, m, n), a fim de compreender,
Campos de
semiótica
ortografia;
gradativamente, o uso de cada nasalizador.
Sons nasais. X X X
Atuação Sons nasais.
(Alfabetização)

Análise (EF02LP06) Perceber o princípio acrofônico que


Todos os Conhecimento do alfabeto do português opera nos nomes das letras do alfabeto, a fim
linguística/ Relação x grafema:
Campos de
semiótica
do Brasil; de dominar as convenções da escrita. X X
princípio acrofônico.
Atuação Relação grafema x fonema.
(Alfabetização)
(EF02LP07) Escrever palavras, frases, textos
Análise curtos nas formas imprensa e cursiva,
Todos os Conhecimento das diversas grafias do Categorização gráfica:
linguística/ mantendo a acentuação das palavras, para que
Campos de
semiótica
alfabeto (Categorização gráfica)/ traçado correto das X X X
Atuação Acentuação. apresente domínio da categorização gráfica. letras.
(Alfabetização)

(EF02LP08) Segmentar corretamente as


Análise palavras ao escrever frases e textos, a fim de
Todos os Classificação de
linguística/ Segmentação de palavras/Classificação superar a hiposegmentação ou a
Campos de
semiótica
palavras por número X X
de palavras por número de sílabas. hipersegmentação de palavras, percebendo a
Atuação de sílabas.
(Alfabetização) nomenclatura para o número de sílabas.
(EF02LP09) Identificar e usar, com a mediação
do professor, adequadamente, ponto final,
Todos os Análise ponto de interrogação, ponto de exclamação,
Campos de linguística/ além de outros sinais de pontuação, a fim de
semiótica
Pontuação Pontuação. X X X
Atuação compreender, gradativamente, o efeito de
(Alfabetização) sentido que eles conferem as frases e ao texto,
bem como faça tentativas de uso em suas
produções.
(EF02LP10) Identificar, com a mediação do
professor, sinônimos de palavras de texto lido,
Análise determinando a diferença de sentido entre eles,
Todos os
linguística/ Sinonímia e e formar antônimos de palavras encontradas Sinonímia; Antonímia;
Campos de
semiótica
X X
antonímia/Morfologia/Pontuação. em texto lido pelo acréscimo do prefixo de Prefixo in/im.
Atuação
(Alfabetização) negação in-/im-, para que gradativamente
amplie o campo lexical.
(EF02LP11) Usar o aumentativo e o diminutivo
Análise de palavras com os sufixos -ão e -inho/-zinho, a
Todos os
linguística/ partir dos gêneros abordados em sala de aula,
Campos de
semiótica
Morfologia (grau do substantivo). Grau do substantivo. X X
Atuação a fim de perceber os efeitos de sentidos
(Alfabetização) provocados pelos seus usos nos enunciados.
(EF12LP17) Ler e compreender, em
colaboração com os colegas e com a mediação
do professor, enunciados de tarefas escolares, Leitura e
Campo das diagramas, curiosidades, pequenos relatos de
Leitura/escuta compreensão de
Práticas de Compreensão em leitura; experimentos, entrevistas, verbetes de
(compartilhada e textos de diferentes X X X
Estudo e Identificação do tema do texto. enciclopédia infantil, entre outros gêneros do
autônoma) gêneros do campo
Pesquisa campo investigativo, de modo a considerar a investigativo.
situação comunicativa e o tema/assunto do
texto.
(EF02LP20) Reconhecer, com a mediação do
professor, a função de textos utilizados para
Campo das apresentar informações coletadas em "Objetivo
Leitura/escuta
Práticas de atividades de pesquisa (enquetes, pequenas essencialmente
(compartilhada e Imagens analíticas em textos. X X X
Estudo e entrevistas, registros de experimentações), procedimental
autônoma)
Pesquisa para que, progressivamente, reconheça a (metodologia)”.
função das atividades de pesquisa.
(EF02LP21) Explorar, com a mediação do
Campo das professor, textos informativos de diferentes "Objetivo
Leitura/escuta
Práticas de ambientes digitais e impressos de pesquisa, essencialmente
(compartilhada e Pesquisa conhecendo suas possibilidades e a fim de, X X X
Estudo e procedimental
autônoma)
Pesquisa gradativamente, aprimorar a capacidade de (metodologia)”.
pesquisa.
(EF02LP23) Planejar e produzir, com certa
Campo das autonomia, pequenos registros de observação
Escrita
Práticas de de resultados de pesquisa, coerentes com um
(compartilhada e Escrita autônoma; Adequação ao tema.
tema investigado, a fim de manter a adequação
Unidade temática. X X X
Estudo e
autônoma)
Pesquisa ao tema e produzir com gradativa autonomia.
(EF02LP24) Planejar e produzir, em
colaboração com os colegas e com a mediação
do professor, relatos de experimentos, registros
de observação, entrevistas, dentre outros
Campo das gêneros do campo investigativo, que possam Produção de textos
Planejamento de texto oral
Práticas de ser repassados oralmente por meio de orais, atendendo a
Oralidade Exposição oral; X X X
Estudo e ferramentas digitais, em áudio ou vídeo, finalidade de
Finalidade do texto.
Pesquisa considerando a situação comunicativa e o comunicação.
tema/assunto/ finalidade do texto, para que
produza e planeje textos orais com progressiva
autonomia.
(EF02LP25) Identificar e reproduzir, com a
mediação do professor, em relatos de
experimentos, entrevistas, verbetes de
Campo das Análise Forma de composição dos enciclopédia infantil, digitais ou impressos, a Adequação do texto às
Práticas de linguística/ textos/Adequação do texto às normas formatação e diagramação específica de cada normas de escrita;
X X X
Estudo e semiótica de escrita; Composição e estilo de cada um desses gêneros, inclusive em suas versões Composição e estilo de
Pesquisa (Alfabetização) gênero. orais, de modo a apropriar-se cada gênero.
progressivamente da composição e estilo
desses gêneros discursivos, bem como ampliar
gradativamente seu vocabulário.
(EF02LP26) Ler e compreender, "Objetivo
Campo Leitura/escuta progressivamente, com certa autonomia, textos essencialmente
Artístico- (compartilhada e Formação do leitor literário. literários, de gêneros variados, a fim de procedimental X X X
Literário autônoma) desenvolver o gosto e o hábito pela leitura. (metodologia)”.
(EF02LP27) Reescrever, coletiva ou
Campo Escrita
Escrita autônoma e compartilhada; individualmente, textos narrativos literários lidos Concordância verbal e
Artístico- (compartilhada e
Concordância verbal e nominal. pelo professor e pelo próprio aluno, de modo a nominal.
X X X
Literário autônoma)
promover progressivo domínio da escrita.
(EF02LP28) Reconhecer, com a mediação do
professor, o conflito gerador de uma narrativa
ficcional e suas possibilidades de resolução, Elementos da
Análise
Campo além de palavras, expressões e frases que narrativa: situação
linguística/
Artístico-
semiótica
Formas de composição de narrativas. caracterizam personagens e ambientes, inicial, conflito, X X X
Literário relacionando com o tempo e a sequência de desenvolvimento,
(Alfabetização)
fatos ocorridos, de modo a demonstrar clímax e desfecho.
progressivo domínio dos elementos que
compõem a narrativa.
Análise (EF02LP29) Observar, em poemas visuais, o Disposição gráfica
Campo
linguística/ Formas de composição de textos formato do texto na página, as ilustrações e (aspectos estruturantes
Artístico- outros efeitos visuais, para que gradativamente em textos poéticos).
semiótica poéticos visuais. X X
Literário
(Alfabetização) possa apropriar-se da composição dos textos
poéticos.

(EF12LP08) Ler e compreender, em


colaboração com os colegas e com a mediação
do professor, fotolegendas em notícias,
manchetes e lides em notícias (o que, quem,
Compreensão em leitura; quando, por que, como e onde), álbum de fotos Leitura e compreensão
Leitura/escuta
Campo da Identificação do tema e da finalidade do digital noticioso e notícias curtas para público de gêneros discursivos
(compartilhada e X X
Vida Pública texto; infantil, dentre outros gêneros do campo do campo jornalístico.
autônoma)
Interlocutores (papel/função social). jornalístico, considerando a situação
comunicativa e o tema/assunto do texto, de
forma a possibilitar o contato com esses
diferentes textos e os recursos inerentes a eles.
(EF12LP09) Ler e compreender, em
colaboração com os colegas e com a mediação
do professor, slogans, anúncios publicitários e
textos de campanhas de conscientização Leitura e compreensão
Leitura/escuta Compreensão em leitura; Atribuição de destinados ao público infantil, dentre outros do tema, da finalidade e
Campo da
(compartilhada e sentido ao texto lido; Finalidade do gêneros do campo publicitário, considerando a dos interlocutores em X X
Vida Pública
autônoma) texto/função social. situação comunicativa e o tema/assunto do texto do campo
texto, de forma a possibilitar o contato com publicitário.
esses diferentes textos e os recursos inerentes
a eles.
(EF12LP10) Ler e compreender, em
colaboração com os colegas e com a mediação
do professor, cartazes, avisos, folhetos, regras
Compreensão em leitura; e regulamentos que organizam a vida na Leitura e compreensão
Leitura/escuta comunidade escolar, dentre outros gêneros do do tema, da finalidade e
Campo da Atribuição de sentido ao texto lido;
(compartilhada e campo da atuação cidadã, considerando a dos interlocutores em X X
Vida Pública Finalidade do texto;
autônoma) situação comunicativa e o tema/assunto do texto do campo da
Interlocutores função social.
texto, de forma a possibilitar o contato com atuação cidadã.
esses diferentes gêneros discursivos e os
recursos inerentes a eles.
(EF12LP11) Escrever, em colaboração com os
colegas e com a mediação do professor, a
escrita de fotolegendas em notícias, manchetes
e lides (o que, quem, quando, por que, como e
Campo Escrita Escrita compartilhada; onde) em notícias, álbum de fotos digital Produção de textos de
da (compartilhada e Manutenção da temática e do assunto noticioso e notícias curtas para público infantil, diferentes gêneros do X X
Vida Pública autônoma) do texto. digitais ou impressos, dentre outros gêneros do campo jornalístico.
campo jornalístico, considerando a situação
comunicativa e o tema/assunto do texto, de
forma a desenvolver a prática da escrita desses
diferentes gêneros discursivos.
(EF12LP12) Escrever, em colaboração com os
colegas e com a mediação do professor,
slogans, anúncios publicitários e textos de
Escrita Escrita compartilhada; campanhas de conscientização destinados ao Produção de textos de
Campo da
(compartilhada e Estrutura textual, composição e estilo de público infantil, dentre outros gêneros do diferentes gêneros do X X
Vida Pública campo publicitário, considerando a situação
autônoma) cada gênero discursivo. campo publicitário.
comunicativa e o tema/ assunto/finalidade do
texto, de forma a desenvolver a prática da
escrita desses diferentes gêneros.
(EF12LP13) Planejar, em colaboração com os
colegas e com a mediação do professor,
slogans e peça de campanha de
conscientização destinada ao público infantil
Estrutura e organização
Campo da Produção de texto oral; Estrutura do que possam ser repassados oralmente por
Oralidade
meio de ferramentas digitais, em áudio ou
de textos transmitidos X X
Vida Pública texto oral.
oralmente.
vídeo, de modo a considerar a situação
comunicativa e o tema/assunto/finalidade do
texto, a fim de ampliar o repertório de produção
de texto oral.
(EF12LP14) Identificar e reproduzir, com a
mediação do professor, em fotolegendas de
Análise notícias, álbum de fotos digital noticioso, cartas Estrutura e
Campo da linguística/ de leitor (revista infantil), digitais ou impressos, composição de
semiótica
Forma de composição do texto. a formatação e diagramação específica de X X
Vida Pública gêneros da esfera
(Alfabetização) cada um desses gêneros, inclusive em suas jornalística.
versões orais, a fim de permitir o contato com as
diferentes formas de composição do texto.
(EF12LP15) Identificar a forma de composição
Análise de slogans publicitários, em parceria com os
colegas e com a mediação do professor, para Estrutura e
Campo da linguística/
Vida Pública semiótica
Forma de composição do texto. que progressivamente aproprie-se da forma de composição de X X
composição/estrutura desses gêneros slogans publicitários.
(Alfabetização)
destinados ao público infantil.
(EF12LP16) Identificar e reproduzir, com a
mediação do professor e em parceria com os
colegas, em anúncios publicitários e textos de
campanhas de conscientização destinados ao Estrutura
Análise público infantil (orais e escritos, digitais ou composicional dos
Campo da linguística/ impressos), a formatação e diagramação gêneros anúncio
semiótica
Forma de composição do texto. X X
Vida Pública específica de cada um desses gêneros, publicitário e
(Alfabetização) inclusive o uso de imagens, para apropriar-se, campanhas de
gradativamente, da forma de organização conscientização.
desses textos.

(EF02LP18) Planejar e produzir, com a


mediação do professor, cartazes e folhetos
para divulgar eventos da escola ou da
comunidade, utilizando linguagem persuasiva e Planejamento e
Escrita
Campo da Escrita compartilhada; Adequação ao elementos textuais e visuais (tamanho da letra, produção de textos de
(compartilhada e X X X
Vida Pública suporte físico de circulação. leiaute, imagens) adequados ao gênero, diferentes gêneros da
autônoma)
considerando a situação comunicativa e o esfera cotidiana.
tema/assunto do texto, a fim de planejar e
produzir gêneros de divulgação de eventos.
(EF02LP19) Planejar e produzir, em
colaboração com os colegas e com a mediação
do professor, notícias curtas para público
infantil, para compor jornal falado que possa
ser repassado oralmente ou em meio digital,
Campo da Produção de texto oral; Clareza na Clareza e objetividade
Oralidade em áudio ou vídeo, dentre outros gêneros do X X X
Vida Pública exposição de ideias. na exposição das ideias.
campo jornalístico, considerando a situação
comunicativa e o tema/assunto do texto, para
que produza textos para serem oralizados.
CAMPOS
PRÁTICAS DE 1º 2º 3º
DE OBJETOS DE CONHECIMENTO OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM CONTEÚDO(S)
LINGUAGEM TRI. TRI TRI.
ATUAÇÃO
(EF12LP04) Ler e compreender, em
colaboração com os colegas e com a mediação
do professor ou já com certa autonomia, listas,
agendas, calendários, avisos, convites,
receitas, instruções de montagem (digitais ou Leitura e
Campo da Leitura/escuta impressos), dentre outros gêneros do Campo
Compreensão em leitura; Unidade compreensão de
Vida (compartilhada e da Vida Cotidiana, considerando a situação X X X
temática. textos do campo da
Cotidiana autônoma) comunicativa e o tema/assunto do texto e vida cotidiana.
relacionando sua forma de organização à sua
finalidade, para que progressivamente
relacione que os elementos inerentes a cada
gênero auxiliam na compreensão leitora.

(EF12LP05) Planejar, produzir e reproduzir, em


colaboração com os colegas e com a mediação
do professor, (re)contagens de histórias,
poemas e outros textos versificados (letras de Planejamento,
Campo da Escrita canção, quadrinhas, cordel), poemas visuais, produção e reescrita
Escrita compartilhada; função social do tiras e histórias em quadrinhos, dentre outros
Vida (compartilhada e de textos pertencentes X X X
gênero. gêneros do campo artístico-literário,
Cotidiana autônoma) a gêneros do campo
considerando a situação comunicativa e a artístico-literário.
finalidade do texto, a fim de, progressivamente,
apropriar-se dos elementos constitutivos
desses gêneros.
(EF12LP06) Planejar e produzir, em
colaboração com os colegas e com a mediação
do professor, recados, avisos, convites, dentre
outros gêneros do Campo da Vida Cotidiana, Planejamento e
Campo da produção de textos
Produção de texto oral; Estrutura do que possam ser repassados oralmente por
Vida Oralidade meio de ferramentas digitais, em áudio ou orais pertencentes a X X X
gênero oral.
Cotidiana vídeo, considerando a situação comunicativa e gênero da vida
o tema/assunto/finalidade do texto, a fim de cotidiana.
ampliar a capacidade de produção dos gêneros
orais.
(EF12LP07) Identificar e (re)produzir, com a
mediação do professor, em cantiga, quadras,
Análise quadrinhas, parlendas, trava- línguas e Rimas, aliteração e
Campo da Forma de composição do texto; canções, rimas, aliterações, assonâncias, o
linguística/ assonância prosódia
Vida
semiótica
Adequação a estrutura composicional do ritmo de fala relacionado ao ritmo e à melodia X X X
da fala e melodia das
Cotidiana gênero; Rimas, aliteração e assonância. das músicas e seus efeitos de sentido, de
(Alfabetização) músicas.
modo a reconhecer, progressivamente, o estilo
do gênero.
(EF15LP14) Produzir e analisar, em
cooperação com os colegas e com a mediação
do professor, o sentido de histórias em "Objetivo
Campo da Leitura/escuta
Leitura de imagens em narrativas quadrinhos e tirinhas, relacionando imagens e essencialmente
Vida (compartilhada e
visuais; Linguagem verbal e não- verbal. palavras e interpretando recursos gráficos procedimental
Cotidiana autônoma)
(tipos de balões, de letras, onomatopeias), para (metodologia)”.
que gradativamente aproprie-se da linguagem
utilizada nesses gêneros.
(EF02LP12) Ler e compreender com certa
autonomia cantigas, letras de canção, dentre
outros gêneros do Campo da Vida Cotidiana,
Campo da Leitura/escuta
Compreensão em leitura; Identificação considerando a situação comunicativa e o Identificação do
Vida (compartilhada e tema/assunto do texto, bem como relacionar X X X
do tema do texto. tema/assunto do texto.
Cotidiana autônoma)
sua forma de organização a sua finalidade, de
modo a compreender com certa autonomia o
conteúdo presente nesses gêneros discursivos.
(EF02LP13) Planejar e produzir, coletiva e
individualmente, bilhetes e cartas, em meio
impresso e/ou digital, dentre outros gêneros do
Campo da Escrita Produção de bilhetes e
Escrita autônoma e compartilhada; Campo da Vida Cotidiana, considerando a
Vida (compartilhada e
situação comunicativa e o cartas atendendo a X X
Adequação a esfera de circulação.
Cotidiana autônoma) esfera de circulação.
tema/assunto/finalidade do texto, a fim de
demonstrar progressivo conhecimento na
produção desses gêneros.
(EF02LP14) Planejar e produzir, em
cooperação com os colegas e com a mediação
do professor, pequenos relatos de observação Produção de relatos
Escrita autônoma e compartilhada;
Campo da Escrita de processos, de fatos, de experiências atendendo ao: suporte
Adequação ao suporte físico de
Vida (compartilhada e pessoais e cotidianas, mantendo as físico de circulação, X X
circulação, ao interlocutor e a situação
Cotidiana autônoma) características do gênero, considerando a interlocutor e a
comunicativa.
situação comunicativa e o tema/assunto do situação comunicativa.
texto, de modo a demonstrar gradativa
autonomia na produção desses gêneros.
CAMPOS
PRÁTICAS DE 1º 2º 3º
DE OBJETOS DE CONHECIMENTO OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM CONTEÚDO(S)
LINGUAGEM TRI. TRI TRI.
ATUAÇÃO
(EF02LP15) Cantar cantigas e canções,
obedecendo ao ritmo e à melodia, a fim de "Objetivo
Campo da
Produção de texto oral; Articulação perceber a sonoridade presente nesses textos, essencialmente
Vida Oralidade
correta das palavras. criando novas estruturas sonoras e fazendo procedimental
Cotidiana
uso de rimas. (metodologia)”.
(EF02LP16) Reconhecer e reproduzir, com a
mediação do professor, em bilhetes, recados,
avisos, cartas, e-mails, receitas (modo de Produção de textos do
Análise
Campo da Forma de composição do texto; fazer), relatos (digitais ou impressos), a campo da vida
linguística/
Vida
semiótica
Estrutura textual (composição e estilo do formatação e diagramação específica de cada cotidiana: estrutura X X X
Cotidiana gênero). um desses gêneros, de modo a apreender textual (composição e
(Alfabetização)
gradativamente a estrutura, a composição e o estilo do gênero).
estilo de cada um desses gêneros.
(EF02LP17) Identificar e reproduzir, com a
mediação do professor, em relatos de
experiências pessoais, a sequência dos fatos,
Análise utilizando expressões que marquem a
Campo da
linguística/ Forma de composição do texto; Coesão passagem do tempo (“antes”, “depois”, “ontem”,
Vida
semiótica “hoje”, “amanhã”, “outro dia”, “antigamente”, “há Coesão sequencial. X X
sequencial.
Cotidiana muito tempo” etc.), e o nível de informatividade
(Alfabetização)
necessário, a fim de manter a progressão do
texto, por meio do emprego da coesão
sequencial..
(EF12LP18)Apreciar poemas e outros textos
versificados, observando rimas, sonoridades,
jogos de palavras, reconhecendo seu
pertencimento ao mundo imaginário e sua
dimensão de encantamento, jogo e fruição.
Campo Leitura/escuta Conhecer e apreciar, com a mediação do Apreciação estética
Apreciação estética/Estilo; Ritmo,
Artístico- (compartilhada e professor, poemas e outros textos versificados, de poemas e textos X X X
fluência e entonação.
Literário autônoma) observando rimas, sonoridades, jogos de versificados.
palavras, reconhecendo seu pertencimento ao
mundo imaginário e sua dimensão de
encantamento, jogo e fruição, a fim de
identificar as características próprias destes
gêneros.
(EF12LP19)Reconhecer, com a colaboração
dos colegas e com a mediação do professor, Identificação e
Análise em textos versificados, rimas, sonoridades, reconhecimento de
Campo Formas de composição de textos
linguística/ jogos de palavras, palavras, expressões, rimas, sonoridades,
Artístico-
semiótica
poéticos; Disposição gráfica (aspectos X X X
comparações, relacionando-as com sensações jogos de palavras,
Literário estruturantes).
(Alfabetização) e associações, de modo a ser capaz de palavras, expressões,
perceber as formas de composição dos textos comparações.
poéticos.
(EF15LP15) Reconhecer que os textos
literários fazem parte do mundo do imaginário e
Reconhecimento de
apresentam uma dimensão lúdica, de
textos literários, em
Campo Leitura/escuta encantamento, valorizando-os, em sua
sua diversidade
Artístico- (compartilhada e Formação do leitor literário. diversidade cultural, como patrimônio artístico X X X
cultural, como
Literário autônoma) da humanidade, de modo a contribuir para sua
patrimônio artístico da
formação e aprimoramento como leitor literário,
humanidade.
bem como permitir o contato com diferentes
culturas.
(EF15LP16) Ler e compreender, em
colaboração com os colegas e com a mediação
Leitura e compreensão
do professor e, gradativamente, de maneira
Campo Leitura/escuta Leitura colaborativa e autônoma; de textos pertencentes
autônoma, textos narrativos de maior porte
Artístico- (compartilhada e Atribuição de sentido ao texto lido;
como contos (populares, de fadas,
à tipologia narrativa, X X X
Literário autônoma) Finalidade e função social. adequados para o ano
acumulativos, de assombração etc.) e crônicas,
escolar.
de modo a ampliar e diversificar sua capacidade
leitora, cognitiva e a análise textual.
(EF15LP17) Apreciar, com a mediação do
professor, poemas visuais e concretos,
observando efeitos de sentido criados pelo Estilo; Formas de
Campo Leitura/escuta
Apreciação estética/Estilo; Formas de formato do texto na página, distribuição e representação de
Artístico- (compartilhada e
diagramação das letras, pelas ilustrações e por X X
representação. textos poéticos
Literário autônoma)
outros efeitos visuais, a fim de compreender, visuais e concretos.
gradativamente, as formas de representação
desses textos.
(EF15LP18) Relacionar, com a mediação do
Campo Leitura/escuta professor, texto com ilustrações e outros
Formação do leitor literário/Leitura recursos gráficos, para que compreenda de Leitura de textos
Artístico- (compartilhada e X X
multissemiótica. forma gradativa a relação existente entre os multissemióticos.
Literário autônoma)
textos imagéticos e os textos escritos.
(EF15LP19) Recontar oralmente, com e sem
apoio de imagem, textos literários lidos pelo
Campo Contagem de histórias; professor, a fim de empregar,
Artístico- Oralidade Marcas linguísticas; progressivamente, os elementos da narrativa Contação de história. X X X
Literário Elementos coesivos. (tema, personagens, espaço, enredo, marcas
linguísticas próprias da narrativa)
4. ESTRATÉGIAS DE ENSINO

O ensino sistemático e gradual do processo da alfabetização precisa se dar


atrelado aos usos que os estudantes fazem da língua, através das práticas sociais
(leitura, escrita, oralidade, produção textual e análise linguística/semiótica) para que
percebam, desde o início do processo escolar, que o sistema de escrita notacional
que estão estudando e se apropriando na escola representa a língua que usam
diariamente.
É necessário, portanto, que as atividades planejadas para o
desenvolvimento de habilidades deem conta dessas competências elencadas acima
e, sobretudo, se concretizem através de um trabalho sistemático de formação do
leitor, do produtor de textos e de atividades planejadas especificamente para que as
crianças se apropriem do sistema da escrita, bem como fundamentado pelo contato
constante e sistematizado com os gêneros textuais impressos e digitais que circulam
na sociedade contemporânea.
Metodologicamente, a ideia defendida aqui é que o trabalho de
alfabetização, de apropriação do sistema da escrita precisa ser planejado,
sistematizado, lançando desafios para que a criança perceba a complexa relação
existente entre a escrita e o que ela representa. Cabe aos professores elaborarem
tarefas que permitam aos estudantes refletirem sobre a aprendizagem desse
sistema. Portanto, essa aquisição não deve acontecer apenas pela memorização de
letras e sons, ou pela memorização de famílias silábicas descontextualizadas, mas
como um processo reflexivo sobre o funcionamento desse sistema, tanto nas
especificidades da alfabetização, como na sua relação com os gêneros que circulam
socialmente.
O trabalho pedagógico pressupõe, antes de tudo, uma análise mais crítica
da realidade social e dos processos de transformação da natureza feitos pela ação
do homem e, que são resultantes das necessidades humanas, tornando possível um
processo educativo dialético de construção do conhecimento escolar, conforme é
apresentada na Teoria Histórico Cultural e na Pedagogia Histórico-Crítica, as quais
fundamentam a prática pedagógica da Rede Municipal de ensino de Campo Mourão
(vide PPP).
Portanto, o procedimento que cada professor precisa realizar no
encaminhamento prático do conteúdo a ser trabalhado, obedecerá a um ritual de
diálogo constante e que expresse o nível de desenvolvimento atual que o aluno
apresenta, referente ao conteúdo a ser trabalhado.
Algumas estratégias indicadas:
Listagem do conteúdo; exposição do conteúdo; questionamentos; utilização
de textos, filmes e recursos áudio visuais; vivência cotidiana do conteúdo (o que o
aluno já sabe: visão da totalidade empírica); mobilização e desafio (o que o gostaria
de saber a mais?); resolução de problemas; correção de exercícios em conjunto;
identificação da e discussão sobre os principais problemas postos pela prática social
e pelo conteúdo; dimensões do conteúdo a serem trabalhadas.
As atividades propostas devem ser criativas e desafiadoras que busquem
promover o engajamento dos estudantes no processo de ação e reflexão,
favorecendo a construção e sistematização dos conhecimentos.
As estratégias específicas para cada aula será especificada em cada plano
de aula diário, contemplando os verbos que indicam as habilidades pretendias à
aquele ano. Observando as estratégias para as adaptações curriculares aos alunos
com necessidade educacionais especiais, bem como as atividades desenvolvidas
com os temas transversais ou contemporâneos.
Alguns desses temas estão diretamente relacionados às legislações
específicas, enquanto outros são sugeridos em diretrizes curriculares, ou mesmo,
demandados pela própria comunidade educativa. O que os une é o fato de se
relacionarem a diferentes componentes curriculares, garantindo uma abordagem
interdisciplinar, transversal e integradora. Citamos alguns desses temas, entendendo
que outros poderão ser acrescentados em função de novas demandas legais ou por
escolha das próprias escolas, inserindo-os em seus projetos político-pedagógicos
por meio de práticas educativas voltadas para a criação de uma cultura de paz.
Entre esses temas, destacam-se: direitos da criança e do adolescente (Lei nº
8.069/1990), educação para o trânsito (Lei nº 9.503/1997), educação ambiental (Lei
nº 9.795/1999, Parecer CNE/CP nº 14/2012 e Resolução CNE/CP nº 2/2012),
educação alimentar e nutricional (Lei nº 11.947/2009), processo de envelhecimento,
respeito e valorização do idoso (Lei nº 10.741/2003), educação em direitos humanos
(Decreto nº 7.037/2009, Parecer CNE/CP nº 8/2012 e Resolução CNE/CP nº
1/2012), educação das relações étnico-raciais e ensino de história e cultura afro-
brasileira, africana e indígena (Leis nº 10.639/2003 e 11.645/2008, Parecer CNE/CP
nº 3/2004 e Resolução CNE/CP nº 1/2004), bem como saúde, vida familiar e social,
educação para o consumo, educação financeira e fiscal, trabalho, ciência e
tecnologia e diversidade cultural (Parecer CNE/CEB nº 11/2010 e Resolução
CNE/CEB nº 7/2010). No Referencial Curricular do Paraná, essas temáticas são
contempladas em habilidades dos componentes curriculares, cabendo às escolas,
de acordo com suas especificidades, tratá-las de forma contextualizada.

5. AVALIAÇÃO

A avaliação é um processo contínuo que serve de diagnóstico permanente


para superação das dificuldades, no decorrer do processo de ensino-aprendizagem,
respeitando as particularidades de cada aluno. É um processo de percepção dos
alcances e dos limites de toda a ação educativa. O sistema de avaliação da Rede
Municipal de Ensino de Campo Mourão é organizado trimestralmente com registro
(descritivo/conceito/nota).
De acordo com o Regimento Escolar (2018), na avaliação dos estudantes
devem ser considerados os resultados obtidos durante todo o período letivo, num
processo contínuo, expressando o seu desenvolvimento escolar, tomado na sua
melhor forma. Os resultados das atividades avaliativas serão analisados durante o
período letivo, pelos estudantes e pelos professores, observando os avanços e as
necessidades detectadas para novas ações pedagógicas. No entanto, para os
estudantes de baixo rendimento escolar, a recuperação de estudos deve oportunizar
apropriação dos conhecimentos básicos, e dar-se-á de forma permanente e
concomitante ao processo ensino-aprendizagem. É organizada com atividades
significativas, por meio de procedimentos didático-metodológicos diversificados, tais
como: avaliações diagnósticas, formativas, somativas. Como instrumentos:
atividades escritas, avaliação oral ou exposição oral dos alunos, dramatização,
trabalho de pesquisa, experimentação, desenhos, maquetes, produção textual,
seminário, portfólios, álbuns, dentre outros.

6. ARTICULAÇÃO DE TRANSIÇÃO:

O processo de transição da fase dos anos iniciais para a fase dos anos
finais, da etapa do ensino fundamental, requer uma atenção cuidadosa para a sua
especificidade, pois esta última deverá consolidar o caminho alicerçado na fase
anterior. Reitera-se, portanto, a premência de uma formação para o respeito aos
direitos humanos, à vida em comum, à coesão social, à cooperação, às práticas
cidadãs ativas e à solidariedade no convívio comunitário, por meio da articulação
entre todas as etapas da educação. Nesse movimento, é imprescindível o
entrelaçamento de professores, crianças e suas famílias. Caminhando nesse
sentido, aumenta a possibilidade de se promover ações, esforços e sentimentos
capazes de contribuir para uma vivência segura e tranquila dos processos
educativos e das práticas pedagógicas. O trabalho deve ser no sentido de
fortalecer a autonomia dos estudantes de tal maneira que possam acessar e
interagir criticamente com diferentes conhecimentos e fontes de informação,
visando também o multiletramento e a cultura digital. Essas ações devem ocorrem
por meio de gradativas estratégias de leitura de textos de nível de complexidade
crescente, bem como ampliam-se as estratégias de produção de textos de
diferentes gêneros discursivos.
O propósito do trabalho pedagógico será garantir a identificação dos
saberes/conhecimentos escolares a serem sistematizados e que lhes são
apresentados na fase a que acabam de chegar, realizando uma prática de ensino
significativa para os estudantes em seu novo momento do processo educativo.
Assim, poderão ser superados, entre outros, problemas, como a indiferença de
muitos estudantes a conteúdos e eles expostos sem os valores do sentido e da
representatividade para a sua vida.

7. REFERÊNCIAS

CAMPO MOURÃO. Secretaria Municipal da Educação. Departamento de Ensino.


Regimento Escolar da Rede Municipal de Ensino. Campo Mourão, 2018.
PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Departamento de Educação Básica.
Referencial Curricular do Paraná: princípios, direitos e orientações. Língua
Portuguesa. Curitiba-Pr: 2018.

_______. Secretaria de Estado da Educação e do Esporte. Departamento de


Educação. Departamento de Desenvolvimento e Currículo. Referencial
Curricular do Paraná em Ação. Curitiba-Pr: 2019.

SOARES, M. Alfabetização e Letramento. 5 ed. São Paulo: Contexto, 2008.


Área de Conhecimento: CIÊNCIAS DA NATUREZA

Componente Curricular: CIÊNCIAS

1. APRESENTAÇÃO DO COMPONENTE CURRICULAR

Partindo do pressuposto de que o ser humano vem modificando o meio


ambiente no decorrer dos tempos, interagindo com a natureza de acordo com suas
necessidades sociais, podemos afirmar que o ensino de Ciências objetiva a
socialização do conhecimento científico historicamente acumulado, criado e
registrado pelos homens para transmitir de geração em geração. Devemos explicitar
as necessidades que levaram os homens a compreender e apropriar-se das leis que
movimentam, produzem e reagem aos fenômenos naturais e justificar os motivos
que impulsionaram esses conhecimentos. No contexto da escolarização cabe-nos
reafirmar que o processo de apropriação do conhecimento, se efetiva pela interação
do homem com a natureza, incorporando-o à prática social, partindo sempre do
conhecimento já elaborado e criando novas necessidades. Ações pedagógicas que
permitam o acesso à cultura científico-tecnológica e possibilite ao estudante assumir
responsabilidades, refletir e discutir criticamente acerca da produção, construção
social e utilização da tecnologia no dia a dia conforme seu contexto social.
As experiências e as vivencias dos alunos devem ser o ponto de partida
para a sistematização do conhecimento científico. Para tanto, é proposto que os
assuntos sejam apresentados a partir de elementos concretos. O ensino deve
aguçar a curiosidade natural dos estudantes, incentivando a formulação de
perguntas.
Proposta de progressão da aprendizagem, com as habilidades sendo
desenvolvidas ano a ano; conhecimentos de física e química estão presente numa
progressão gradual e contínua desde o 1º ano até o 9º ano
A articulação entre estes elementos deve garantir aos estudantes o
desenvolvimento dos Direitos de Aprendizagem, conforme orientações do
Referencial Curricular do Paraná, específicos da área de Ciências da Natureza para
o Ensino Fundamental (BRASIL, 2018), os quais estão enumerados a seguir:
1. Compreender as Ciências da Natureza como empreendimento humano, e
o conhecimento científico como provisório, cultural e histórico;
2. Compreender conceitos fundamentais e estruturas explicativas das
Ciências da Natureza, bem como dominar processos, práticas e procedimentos da
investigação científica, de modo a sentir segurança no debate de questões
científicas, tecnológicas, socioambientais e do mundo do trabalho, continuar
aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e
inclusiva;
3. Analisar, compreender e explicar características, fenômenos e processos
relativos ao mundo natural, social e tecnológico (incluindo o digital), como também
as relações que se estabelecem entre eles, exercitando a curiosidade para fazer
perguntas, buscar respostas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos
conhecimentos das Ciências da Natureza;
4. Avaliar aplicações e implicações políticas, socioambientais e culturais da
ciência e de suas tecnologias para propor alternativas aos desafios do mundo
contemporâneo, incluindo aqueles relativos ao mundo do trabalho;
5. Construir argumentos com base em dados, evidências e informações
confiáveis e negociar e defender ideias e pontos de vista que promovam a
consciência socioambiental e o respeito a si próprio e ao outro, acolhendo e
valorizando a diversidade de indivíduos e de grupos sociais, sem preconceitos de
qualquer natureza;
6. Utilizar diferentes linguagens e tecnologias digitais de informação e
comunicação para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir
conhecimentos e resolver problemas das Ciências da Natureza de forma crítica,
significativa, reflexiva e ética;
7. Conhecer, apreciar e cuidar de si, do seu corpo e bem-estar,
compreendendo-se na diversidade humana, fazendo-se respeitar e respeitando o
outro, recorrendo aos conhecimentos das Ciências da Natureza e às suas
tecnologias;
8. Agir pessoal e coletivamente com respeito, autonomia, responsabilidade,
flexibilidade, resiliência e determinação, recorrendo aos conhecimentos das Ciências
da Natureza para tomar decisões frente a questões científico-tecnológicas e
socioambientais e a respeito da saúde individual e coletiva, com base em princípios
éticos, democráticos, sustentáveis e solidários.
COMPONENTE CURRICULAR: CIÊNCIAS – 2º ANO
UNIDADES OBJETOS DE
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM CONTEÚDO(S) TRIMESTRE
TEMÁTICAS CONHECIMENTO
(EF02CI06) Hábitos de higiene como
• Reconhecer a importância de hábitos saudáveis de higiene, (lavar as mãos, prevenção de doenças,
escovar os dentes, tomar banho, entre outros) para prevenir doenças e promoção do bem-estar e da
Cuidados com o proporcionar bem-estar físico. saúde.
Vida e evolução corpo humano
• Compreender a importância das vacinas para a prevenção de doenças. Vacinação como prevenção
• Reconhecer que seu corpo lhe pertence e só pode ser tocado por outra de doenças.

pessoa por seu consentimento ou por razões de saúde e higiene. Cuidados com o corpo
humano.
(EF02CI03) Discutir os cuidados necessários à prevenção de acidentes
Prevenção de Cuidados necessários
Matéria e domésticos (objetos cortantes e inflamáveis, eletricidade, produtos de limpeza,
acidentes prevenção de acidentes
energia medicamentos etc.), reconhecendo atitudes de segurança em relação às
domésticos domésticos.
situações de risco.
(EF02CI04) Descrever características de plantas e animais (tamanho, forma, cor,
fase da vida, local onde se desenvolvem etc.) que fazem parte de seu cotidiano e Características de plantas e
relacioná-las ao ambiente em que eles vivem. animais e relação com o
ambiente onde vivem.
• Identificar os seres vivos aquáticos e terrestres, reconhecendo suas Seres vivos aquáticos e
características no ambiente onde vive. terrestres e relação com o
• Compreender que os seres vivos têm um ciclo de vida, reconhecendo os ambiente.
cuidados básicos com as plantas e animais por meio de seu cultivo e criação. Ciclo de vida dos seres
• Conhecer e valorizar a diversidade das plantas e animais como fator vivos.
Seres vivos no importante para o equilíbrio do ambiente, considerando sua relação com os Respeito e cuidados básicos
Vida e evolução
ambiente elementos naturais abióticos (água, solo, ar etc.). com plantas e animais.
Diversidade de plantas e
animais como fator 2º
importante para equilíbrio do
ambiente.
Relação de interdependência
entre os seres vivos e os
elementos abióticos (água,
solo, ar etc.).
(EF02CI04) Características do planeta
Ambientes da Terra: • Identificar as características (formato, presença de água, solo etc.) do Terra: formato, presença de
Terra e Universo planeta Terra, percebendo que é formado por diferentes ambientes aquáticos e água, solo etc.
aquáticos e terrestres
terrestres. Ambientes aquáticos e
terrestres.
(EF02CI05) Investigar a importância da água e da luz para a manutenção da Importância da água e da luz
vida de plantas em geral. para o desenvolvimento das
plantas.
(EF02CI06) Identificar as principais partes de uma planta (raiz, caule, folhas, Partes das plantas (raiz,
Vida e evolução Plantas flores e frutos) e a função desempenhada por cada uma delas, e analisar as caule, folhas, flores e frutos)
relações entre as plantas, o ambiente e os demais seres vivos. e suas funções.
Relações entre as plantas, o
ambiente e demais seres
vivos.
Movimento aparente do Sol
Movimento aparente (EF02CI07) Descrever as posições do Sol em diversos horários do dia e associá- no céu. 2º
do Sol no céu las ao tamanho da sombra projetada. Sombra: variações no decorrer
• Reconhecer que o Sol é fonte de luz e calor para o planeta Terra e interfere do dia.
nos processos que tem relação aos elementos da natureza (ar, água, solo e O Sol como fonte de luz e
seres vivos). calor.
Terra e Universo Importância do Sol para os
O Sol como fonte de seres vivos.
luz e calor (EF02CI08) Comparar o efeito da radiação solar (aquecimento e reflexão) em
diferentes tipos de superfície (água, areia, solo, superfícies escura, clara e Efeitos da radiação solar em
metálica etc.). diferentes superfícies.

(EF02CI01) Identificar de que materiais (metais, madeira, vidro etc.) são feitos os Materiais que compõem os
objetos que fazem parte da vida cotidiana, como esses objetos são utilizados e objetos da vida cotidiana.
com quais materiais eram produzidos no passado. Características dos objetos
em diferentes tempos e
espaços.
(EF02CI02) Propor o uso de diferentes materiais para a construção de objetos de
uso cotidiano, tendo em vista algumas propriedades desses materiais Noções das propriedades
(flexibilidade, dureza, transparência etc.) específicas dos materiais:
Propriedades e usos
Matéria e energia
dos materiais
• Compreender a importância de evitar o desperdício de materiais na flexibilidade, dureza, 3º
produção de objetos de uso cotidiano. transparência etc.
• Identificar tecnologias que contribuem para minimizar os problemas Uso dos materiais de acordo
ambientais (por exemplo: filtros nas chaminés de fábricas, catalisadores nos com suas propriedades.
escapamentos de automóveis, reciclagem do vidro, do papel, do metal e do Uso consciente dos
plástico, entre outros). materiais.
Tecnologias criadas pelo ser
humano para minimizar
problemas ambientais.
3. ESTRATÉGIAS DE ENSINO

Na área de Ciências da Natureza, o processo de ensino-aprendizagem deve


conduzir o estudante à compreensão de como a ciência e a tecnologia são
produzidas, enfatizando-as como uma forma de obter conhecimento sobre o mundo
em que se oferecem oportunidades para interpretação dos fenômenos naturais, para
estabelecer relações dos seres humanos com o ambiente e com a tecnologia e
assim, compreender os aspectos sobre a evolução e os cuidados da vida humana,
da biodiversidade e do planeta. A intenção é ampliar a curiosidade dos estudantes,
incentivá-los a levantar hipóteses e se apropriar de conhecimentos sobre os
fenômenos físicos e químicos, sobre os seres vivos e as relações que se
estabelecem envolvendo a natureza e a tecnologia (CORSINO, 2007).
O trabalho pedagógico pressupõe, antes de tudo, uma análise mais crítica
da realidade social e dos processos de transformação da natureza feitos pela ação
do homem e, que são resultantes das necessidades humanas, tornando possível um
processo educativo dialético de construção do conhecimento escolar, conforme é
apresentada na Teoria Histórico Cultural e na Pedagogia Histórico-Crítica, as quais
fundamentam a prática pedagógica da Rede Municipal de ensino de Campo Mourão
(vide PPP).
Portanto, o procedimento que cada professor precisa realizar no
encaminhamento prático do conteúdo a ser trabalhado, obedecerá a um ritual de
diálogo constante e que expresse o nível de desenvolvimento atual que o aluno
apresenta, referente ao conteúdo a ser trabalhado.
Algumas estratégias indicadas:
Listagem do conteúdo; exposição do conteúdo; questionamentos; utilização
de textos, filmes e recursos áudio visuais; vivência cotidiana do conteúdo (o que o
aluno já sabe: visão da totalidade empírica); mobilização e desafio (o que o gostaria
de saber a mais?); resolução de problemas; correção de exercícios em conjunto;
identificação da e discussão sobre os principais problemas postos pela prática social
e pelo conteúdo; dimensões do conteúdo a serem trabalhadas.
As atividades propostas devem ser criativas e desafiadoras que busquem
promover o engajamento dos estudantes no processo de ação e reflexão,
favorecendo a construção e sistematização dos conhecimentos.
As estratégias específicas para cada aula será especificada em cada plano
de aula diário, contemplando os verbos que indicam as habilidades pretendias à
aquele ano. Observando as estratégias para as adaptações curriculares aos alunos
com necessidade educacionais especiais, bem como as atividades desenvolvidas
com os temas transversais ou contemporâneos.
Entre esses temas, destacam-se: direitos da criança e do adolescente (Lei
nº 8.069/199016), educação alimentar e nutricional (Lei nº 11.947/200919),
educação em direitos humanos (Decreto nº 7.037/2009, Parecer CNE/CP nº 8/2012
e Resolução CNE/CP nº 1/201221), educação das relações étnico-raciais e ensino
de história e cultura afro-brasileira, africana e indígena (Leis nº 10.639/2003 e
11.645/2008, Parecer CNE/CP nº 3/2004 e Resolução CNE/CP nº 1/200422), bem
como saúde, vida familiar e social, educação para o consumo, educação financeira e
fiscal, trabalho, ciência e tecnologia e diversidade cultural (Parecer CNE/CEB nº
11/2010 e Resolução CNE/CEB nº 7/201023). No Referencial Curricular do Paraná,
essas temáticas são contempladas em habilidades dos componentes curriculares,
cabendo às escolas, de acordo com suas especificidades, tratá-las de forma
contextualizada.

4. AVALIAÇÃO

A avaliação é um processo contínuo que serve de diagnóstico permanente


para superação das dificuldades, no decorrer do processo de ensino-aprendizagem,
respeitando as particularidades de cada aluno. É um processo de percepção dos
alcances e dos limites de toda a ação educativa. O sistema de avaliação da Rede
Municipal de Ensino de Campo Mourão é organizado trimestralmente com registro
(descritivo/conceito/nota).
De acordo com o Regimento Escolar (2018), na avaliação dos estudantes
devem ser considerados os resultados obtidos durante todo o período letivo, num
processo contínuo, expressando o seu desenvolvimento escolar, tomado na sua
melhor forma. Os resultados das atividades avaliativas serão analisados durante o
período letivo, pelos estudantes e pelos professores, observando os avanços e as
necessidades detectadas para novas ações pedagógicas. No entanto, para os
estudantes de baixo rendimento escolar, a recuperação de estudos deve
oportunizar apropriação dos conhecimentos básicos, e dar-se-á de forma
permanente e concomitante ao processo ensino-aprendizagem. Deverá organizada
com atividades significativas, por meio de procedimentos didático-metodológicos
diversificados, tais como: avaliações diagnósticas, formativas, somativas. Como
instrumentos: atividades escritas, avaliação oral ou exposição oral dos alunos,
dramatização, trabalho de pesquisa, experimentação, desenhos, maquetes,
produção textual, seminário, portfólios, álbuns, dentre outros.

5. ARTICULAÇÃO DE TRANSIÇÃO:

O Referencial Curricular do Paraná também atenta ao processo de


articulação da transição que deve ser observado quando o aluno avança do 5º ano
para o 6º ano do Ensino Fundamental. Tais etapas da escolarização são de suma
importância para o desenvolvimento do estudante, pois o mesmo adentrará a novas
relações com o mundo. Assim sendo, propõe-se para cada ano, um conjunto de
conhecimentos essenciais apresentados neste documento, a fim de buscar a
superação de qualquer fragmentação ou ruptura dos Objetivos de Aprendizagem no
processo de transição do Ensino Fundamental – anos iniciais e finais e, desse modo,
ao término da etapa de ensino, o estudante terá um percurso contínuo de
aprendizagem.

6. REFERÊNCIAS

CORSINO, P. As crianças de seis anos e as áreas do conhecimento. In: BRASIL.


Ministério da Educação. Ensino fundamental de nove anos: orientações para a
inclusão da criança de seis anos de idade. Brasília: Ministério da Educação,
Secretaria de Educação Básica, 2007. p. 57-68.

PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Departamento de Educação Básica.


Referencial Curricular do Paraná: princípios, direitos e orientações. Cências.
Curitiba-Pr: 2018.

_______. Secretaria de Estado da Educação e do Esporte. Departamento de


Educação. Departamento de Desenvolvimento e Currículo. Referencial Curricular
do Paraná em Ação. Curitiba-Pr: 2019.
Área de conhecimento: Ciências Humanas

Componente Curricular: HISTÓRIA

1. APRESENTAÇÃO DO COMPONENTE CURRICULAR

Os professores Marcos Silva e Selva Guimarães (2010) afirmam que “em


diferentes contextos da história do Brasil, é possível dimensionar a preocupação do
Estado com a institucionalização de currículos e programas de História para a
educação básica.” (SILVA e GUIMARÃES, 2010, p. 15). Mais uma vez, vivemos um
desses momentos, agora com a promulgação de uma Base Nacional Comum
Curricular que estabelece conteúdos mínimos que os estudantes de todo o Brasil
têm direito de aprender ao longo do percurso escolar da educação básica. Isso
significa estabelecer “De quais formas os currículos de História, ‘prescritos e vividos’
operam no sentido de selecionar o para quê, o quê e como ensinar em História”
(IDEM, p. 16).
O currículo de História nos anos iniciais deve contemplar as competências
gerais e as habilidades estabelecidas pelo Referencial Curricular do Paraná (2018)
e, ao mesmo tempo, possibilitar um ensino do componente que privilegie as
especificidades desse saber, sobretudo no que diz respeito a desenvolver nos
estudantes a capacidade de pensar-se como sujeitos (eu) no tempo, como produtos
e produtores de uma sociedade (nós) em que devem agir e atuar como cidadãos e
da qual sofrem os constrangimentos do outro que se apresenta como seu diferente.
Assim, os professores dos anos iniciais, ao trabalharem e ensinarem
História, não podem perder de vista essa dimensão que particulariza esse saber,
qual seja: que ele trabalha com um sujeito que é histórico, que essa historicidade se
refere a um dado modo de relação com o tempo e com o espaço, variável de
sociedade pra sociedade e de período para período; e que só pode ser acessada
através do estabelecimento de uma mediação pelos indícios (rastros, fontes,
documentos, etc.) deixados por estes homens e sociedades, ou seja, que não há
história sem fontes.
Desta forma, a História cumprirá sua função pedagógica ao viabilizar o
caminho que conduz os estudantes à compreensão de si mesmos enquanto sujeitos
históricos capazes de agir no seu próprio tempo e espaço e a se relacionarem com o
outro de forma democrática, solidária, aceitando as diversidades, promovendo a
dignidade, os direitos humanos e a sustentabilidade ambiental, tornando-os aptos a
produzirem uma sociedade mais justa, solidária e digna para todos.
Neste contexto, conforme o Referencial Curricular do Paraná (2018), o
Componente Curricular de História deve promover os seguintes Direitos de
Aprendizagem:
1. Compreender acontecimentos históricos, relações de poder e processos e
mecanismos de transformação e manutenção das estruturas sociais, políticas,
econômicas e culturais ao longo do tempo e em diferentes espaços para analisar,
posicionar-se e intervir no mundo contemporâneo.
2. Compreender a historicidade no tempo e no espaço, relacionando
acontecimentos e processos de transformação e manutenção das estruturas sociais,
políticas, econômicas e culturais, bem como problematizar os significados das
lógicas de organização cronológica.
3. Elaborar questionamentos, hipóteses, argumentos e proposições em
relação a documentos, interpretações e contextos históricos específicos, recorrendo
a diferentes linguagens e mídias, exercitando a empatia, o diálogo, a resolução de
conflitos, a cooperação e o respeito.
4. Identificar interpretações que expressem visões de diferentes sujeitos,
culturas e povos com relação a um mesmo contexto histórico e posicionar-se
criticamente com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e
solidários.
5. Analisar e compreender o movimento de populações e mercadorias no
tempo e no espaço e seus significados históricos, levando em conta o respeito e a
solidariedade com as diferentes populações.
6. Compreender e problematizar os conceitos e procedimentos norteadores
da produção historiográfica.
7. Produzir, avaliar e utilizar tecnologias digitais de informação e
comunicação de modo crítico, ético e responsável, compreendendo seus
significados para os diferentes grupos ou estratos sociais.
A BNCC destaca a importância de compreender a construção do
conhecimento histórico; sendo as etapas de ensino e aprendizagem: primeiro
conhecer a si mesmo, para depois, o do outro; fazer o estudo do passado vinculado
ao presente para que façam uma leitura da realidade que os torne cidadãos críticos
e autônomos.
E tem como objetivo principal:
 1º e 2º anos: o reconhecimento do “Eu”, do “Outro” e do “Nós”,
destacando o conhecimento de si, das referências do mudo pessoal, da noção de
comunidade e da vida em sociedade;
 3º e 4º anos: evidenciam-se as particularidades locais por meio da noção
de lugar em que se vive e das dinâmicas em torno da cidade e dos regionalismos
(Estado), diferenciando aspectos da vida privada e da vida pública, urbana e rural;
 5º ano: o destaque está na diversidade de povos e culturas e suas
formas de organização, realizando uma breve introdução ao início da humanidade
(cidadania, direitos e deveres, diversidade das sociedades)

GLOSSÁRIO

ALTERIDADE: implica que um indivíduo seja capaz de conhecer e se colocar no


lugar do outro, em uma relação baseada no encontro e nas trocas culturais por meio
do diálogo e da valorização das diferenças existentes. Considera-se que no
processo de interação social o sujeito constitua sua identidade. (BITTENCOURT,
2013).

CONSCIÊNCIA HISTÓRICA: Aprendizagem histórica a partir do conceito de


consciência histórica de Rüsen o qual é constituída de situações genéricas e
elementares da vida prática dos homens, como experiência e interpretações do
tempo, e por serem fenômenos comuns do pensamento histórico operado por
qualquer homem, produzem determinados resultados cognitivos. (RÜSEN, 2010, p.
55- 57).

CULTURA IMATERIAL: São bens culturais imateriais (intangíveis) relacionados aos


saberes, às habilidades, às crenças, às práticas, aos modos de ser e viver das
pessoas. (IPHAN, 2012, p.18).

CULTURA MATERIAL: São bens culturais materiais (denominados como tangíveis)


como paisagens naturais, objetos, edifícios, monumentos e documentos. (IPHAN,
2012, p.18).

LITERACIA HISTÓRICA: Corresponde ao desenvolvimento da capacidade de ler o


mundo no qual nos inserimos, partindo de situações concretas do passado que
possibilitem a compreensão do mesmo. A utilização de diferentes fontes possibilita a
materialização do passado no tempo presente, de modo que os sujeitos se remetam
a diferentes temporalidades e contextos históricos. (LEE, 2006).

MULTIPERSPECTIVIDADE: Refere-se aos múltiplos olhares e entendimentos que


se dão a partir da análise e/ou estudo de diferentes fontes documentais e/ou de
pesquisa. (CAINELLI, 2008).

NARRATIVA HISTÓRICA: É a prática cultural de interpretar e narrar o passado ou a


vida cotidiana materializados de diferentes formas. O passado no presente é
representado por diferentes narrativas. As mesmas podem ser sistematizadas por
meio da oralidade, da escrita, de representações imagéticas, entre outras. (RÜSEN,
2001).

PEDAGOGIA URBANA: processo de ensino aprendizagem que precisa reconhecer-


se em múltiplos espaços educativos que não neguem a significatividade histórica da
instituição escolar. (ao contrário, a enriqueçam), mas que ao mesmo tempo os
ampliem. (BRARDA e RIOS, 2004).
COMPONENTE CURRICULAR: HISTÓRIA – 2º ANO
UNIDADE
OBJETO DE
TEMÁTIC OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM CONTEÚDO(S) TRIMESTRE
CONHECIMENTO
A
(EF02HI04) Selecionar e compreender o significado de objetos e
documentos pessoais como fontes de memórias e histórias nos âmbitos
pessoal, familiar, escolar e comunitário. Narrativas familiares e
As diferentes formas  Conhecer elementos da própria história de vida. comunitárias.
de organização da
Mundo pessoal:  Identificar o nome e sobrenome como elementos da sua identidade. História de vida da criança,
família e da
meu lugar no  Identificar os laços de parentesco na árvore genealógica. da família e da comunidade.
comunidade: os
mundo.
vínculos pessoais e as  Perceber a diversidade no contexto familiar. Famílias em diferentes
 Relacionar elementos da própria história com base em narrativas temporalidades, espaços e
relações de amizade.
familiares, documentos escritos e imagens (fotos e/ou objetos). culturas.
 Apresentar noções de temporalidade em sua história de vida e em
momentos rotineiros.
(EF02HI01) Reconhecer espaços de sociabilidade e identificar os 1°
motivos que aproximam e separam as pessoas em diferentes grupos
sociais ou de parentesco.
As formas de A noção do “Eu” e do (EF02HI02) Identificar e descrever práticas e papéis sociais que as Espaços de sociabilidade.
registrar as “Outro”: comunidade, pessoas exercem em diferentes comunidades e/ou instituições (família, Relações sociais em
experiências da convivências e escola, igreja, entre outras). diferentes grupos e diferentes
comunidade. interações entre  Participar na construção de regras cotidianas, considerando grupos e em comunidades.
pessoas. diferentes grupos e espaços de convívio. Participação social.
(EF02HI03) Selecionar situações cotidianas que remetam à percepção
de mudança, pertencimento e memória.
 Identificar-se enquanto sujeito histórico e agente de transformação.
(EF02HI05) Selecionar objetos e documentos pessoais e de grupos
A vida em casa, a vida próximos ao seu convívio e compreender sua função, seu uso e seu
na escola e formas de significado. Contexto histórico e cultural
Mundo pessoal:
representação social e  Conhecer a história da escola identificando mudanças e de atividades realizadas pela
eu, meu grupo
espacial: os jogos e permanências no espaço escolar e a importância dos profissionais que criança e sua comunidade. 2º
social e meu
brincadeiras como trabalham e/ou trabalharam nele. Diversidade cultural e cidadania
tempo.
forma de interação  Respeitar as diferenças existentes nos grupos de convívio. no meio social.
social e espacial.  Conhecer etnias e culturas que caracterizam nossa sociedade.
UNIDADE OBJETO DE TRIMEST
OBJETIVO DE APRENDIZAGEM CONTEÚDO(S)
TEMÁTICA CONHECIMENTO RE

(EF02HI06) Identificar e organizar, temporalmente, fatos da vida cotidiana,


usando noções relacionadas ao tempo (antes, durante, ao mesmo tempo e
depois).
(EF02HI07) Identificar e utilizar diferentes marcadores do tempo presentes
na comunidade, como relógio e calendário.
As formas de  Interpretar o calendário e linhas do tempo para situar-se no tempo
registrar as O tempo como cronológico. Tempo cronológico

experiências da medida  Comparar brinquedos e brincadeiras regionais e em sociedades e Tempo Histórico
comunidade temporalidades distintas apontando semelhanças e diferenças com a
comunidade.
 Estabelecer comparações entre passado e presente.
 Perceber a passagem do tempo e a evolução de objetos e tecnologias
por meio de imagens e narrativas;
 Identificar mudanças e permanências nas pessoas, nos objetos e
lugares ao longo do tempo.
As fontes: relatos (EF02HI08) Compilar histórias do estudante, da família, da escola e/ou da
orais, objetos, comunidade registradas em diferentes fontes.
imagens (pinturas, (EF02HI09) Identificar objetos e documentos pessoais que remetam à
fotografias, vídeos), própria experiência no âmbito da família e/ou da comunidade, discutindo as
As formas de razões pelas quais alguns objetos são preservados e outros são
músicas, escrita,
registrar as descartados.
tecnologias digitais Fontes históricas
experiências da  Comparar fontes orais, escritas e/ou visuais, de natureza material e/ou
de informação e
comunidade. imaterial, que retratem diferentes comunidades, formas de trabalhar,
comunicação e
Inscrições nas produzir, brincar e festejar.
paredes, ruas e  Reconhecer a importância da conservação dos bens e espaços públicos
espaços sociais. e privados.
(EF02HI10) Identificar diferentes formas de trabalho e lazer existentes na 3°
comunidade em que vive, seus significados, suas especificidades e
importância. Trabalho, lazer e as
 Conhecer os direitos da criança relacionados ao trabalho e ao lazer na relações sociais na
O trabalho e a A sobrevivência e a infância. comunidade.
sustentabilidade na relação com a  Comparar meios de transporte, de produção e de comunicação no
comunidade. natureza. passado e no presente.
(EF02HI11) Identificar impactos no ambiente causados pelas diferentes
formas de trabalho existentes na comunidade em que vive. Formação histórica e
populacional da cidade.
3. ESTRATÉGIAS DE ENSINO

O trabalho pedagógico pressupõe, antes de tudo, uma análise mais crítica


da realidade social e dos processos de transformação da natureza feitos pela ação
do homem e, que são resultantes das necessidades humanas, tornando possível um
processo educativo dialético de construção do conhecimento escolar, conforme é
apresentada na Teoria Histórico Cultural e na Pedagogia Histórico-Crítica, as quais
fundamentam a prática pedagógica da Rede Municipal de ensino de Campo Mourão
(vide PPP).
Portanto, o procedimento que cada professor precisa realizar no
encaminhamento prático do conteúdo a ser trabalhado, obedecerá a um ritual de
diálogo constante e que expresse o nível de desenvolvimento atual que o aluno
apresenta, referente ao conteúdo a ser trabalhado.
Algumas estratégias indicadas:
Listagem do conteúdo; exposição do conteúdo; questionamentos; utilização
de textos, filmes e recursos áudio visuais; vivência cotidiana do conteúdo (o que o
aluno já sabe: visão da totalidade empírica); mobilização e desafio (o que o gostaria
de saber a mais?); resolução de problemas; correção de exercícios em conjunto;
identificação da e discussão sobre os principais problemas postos pela prática social
e pelo conteúdo; dimensões do conteúdo a serem trabalhadas.
As atividades propostas devem ser criativas e desafiadoras que busquem
promover o engajamento dos estudantes no processo de ação e reflexão,
favorecendo a construção e sistematização dos conhecimentos.
Como bem sabemos, o livro didático é considerado um dos diversos
recursos de que o professor dispõe para auxiliá-lo na sala de aula enquanto ministra
seu respectivo componente de formação e, diga-se de passagem, um dos melhores,
pois possui a estrutura didática adequada para cada ano, com orientações para
pesquisa/trabalhos e atividades diversas. Contudo, cabe destacar que o professor
não deve ter o livro didático como a única ferramenta pedagógica para seu trabalho
em sala de aula, em especial o livro de História, uma vez que esse deve ser mais um
documento/indício/fonte a ser problematizado e discutido em sala de aula. Isso
obriga o professor a sair de uma perspectiva centrada apenas no conteúdo e passar
para a forma, para como o saber histórico é produzido e pode ser agenciado por
diversos sujeitos históricos, em especial os estudantes.
Nesse sentido, o professor em sua prática pedagógica, deverá utilizar-se de
atividades que possam contribuir para o desenvolvimento do processo de ensino-
aprendizagem, de modo a ajudar a aguçar o entendimento crítico dos estudantes a
respeito dos modos como se produz o conhecimento histórico e como, a partir disso,
escreve-se a história de um dado lugar e período. Pretende-se, com tudo isso, que
esse estudante se torne capaz de contribuir para a construção de uma vivência
social mais equitativa.
As estratégias específicas para cada aula será especificada em cada plano
de aula diário, contemplando os verbos que indicam as habilidades pretendias à
aquele ano. Observando as estratégias para as adaptações curriculares aos alunos
com necessidade educacionais especiais, bem como as atividades desenvolvidas
com os temas transversais ou contemporâneos.
Entre esses temas, destacam-se: direitos da criança e do adolescente (Lei
nº 8.069/1990), educação em direitos humanos (Decreto nº 7.037/2009, Parecer
CNE/CP nº 8/2012 e Resolução CNE/CP nº 1/2012), educação das relações étnico-
raciais e ensino de história e cultura afro-brasileira, africana e indígena (Leis nº
10.639/2003 e 11.645/2008, Parecer CNE/CP nº 3/2004 e Resolução CNE/CP nº
1/2004), bem como saúde, vida familiar e social, educação para o consumo,
educação financeira e fiscal, trabalho, ciência e tecnologia e diversidade cultural
(Parecer CNE/CEB nº 11/2010 e Resolução CNE/CEB nº 7/2010). No Referencial
Curricular do Paraná, essas temáticas são contempladas em habilidades dos
componentes curriculares, cabendo às escolas, de acordo com suas
especificidades, tratá-las de forma contextualizada.
Ressalta-se que o ensino de História não se encerra nas abordagens aqui
propostas, cabendo ao(à) professor(a) trazer em seu planejamento suas realidades,
complexidades, contextos e especificidades locais e regionais, possibilitando
discussões sobre a construção do conhecimento histórico e a diversidade do
universo escolar, de acordo com a Lei n.º 13.381/2001 que versa a respeito do
ensino da História do Paraná.

4. AVALIAÇÃO

A avaliação é um processo contínuo que serve de diagnóstico permanente


para superação das dificuldades, no decorrer do processo de ensino-aprendizagem,
respeitando as particularidades de cada aluno. É um processo de percepção dos
alcances e dos limites de toda a ação educativa. O sistema de avaliação da Rede
Municipal de Ensino de Campo Mourão é organizado trimestralmente com registro
(descritivo/conceito/nota).
De acordo com o Regimento Escolar (2018), na avaliação dos estudantes
devem ser considerados os resultados obtidos durante todo o período letivo, num
processo contínuo, expressando o seu desenvolvimento escolar, tomado na sua
melhor forma. Os resultados das atividades avaliativas serão analisados durante o
período letivo, pelos estudantes e pelos professores, observando os avanços e as
necessidades detectadas para novas ações pedagógicas.
No entanto, para os estudantes de baixo rendimento escolar, a recuperação
de estudos deve oportunizar apropriação dos conhecimentos básicos, e dar-se-á de
forma permanente e concomitante ao processo ensino-aprendizagem. Deverá
organizada com atividades significativas, por meio de procedimentos didático-
metodológicos diversificados, tais como: avaliações diagnósticas, formativas,
somativas. Como instrumentos: atividades escritas, avaliação oral ou exposição oral
dos alunos, dramatização, trabalho de pesquisa, experimentação, desenhos,
maquetes, produção textual, seminário, portfólios, álbuns, dentre outros.
5. ARTICULAÇÃO DE TRANSIÇÃO

O Referencial Curricular do Paraná (2018) também atenta ao processo de


articulação da transição que deve ser observado quando o aluno avança do 5º ano
para o 6º ano do Ensino Fundamental. Tais etapas da escolarização são de suma
importância para o desenvolvimento do estudante, pois o mesmo adentrará a novas
relações com o mundo. Trata-se de educar o olhar para o patrimônio histórico por
meio de experiências diretas e indiretas com fatos e bens históricos, sujeitos e
fenômenos, o que promove a compreensão e a valorização dos mesmos, bem como
o estreitamento dos laços de pertença de todos sujeitos históricos de diferentes
grupos e locais.

6. REFERÊNCIAS

BRASIL, Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília:


MEC, SEB, 2017. Disponível em: <[Link] Acesso
em: 16/09/2019.

CAMPO MOURÃO. Secretaria Municipal da Educação. Departamento de Ensino.


Regimento Escolar da Rede Municipal de Ensino. Campo Mourão, 2018.

PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Departamento de Educação Básica.


Referencial Curricular do Paraná: princípios, direitos e orientações. Ciências
Humanas – História. Curitiba-Pr: 2018.

_______. Secretaria de Estado da Educação e do Esporte. Departamento de


Educação. Departamento de Desenvolvimento e Currículo. Referencial Curricular
do Paraná em Ação. Curitiba-Pr: 2019.

SILVA, Marcos e GUIMARÃES, Selva. Ensino de História hoje: errâncias, conquistas


e perdas. In: Revista Brasileira de História. São Paulo, 2010, v. 31, nº 60, p. 13-33.
Área de Conhecimento: Ciências Humanas

Componente Curricular: GEOGRAFIA

1. APRESENTAÇÃO DO COMPONENTE CURRICULAR

Tendo em vista o quanto o mundo é dinâmico e passível de transformações,


considera-se a Geografia uma área do conhecimento que tem por objetivo estudar o
espaço geográfico, isso é, o meio ou a realidade material onde a humanidade vive
tornando-o compreensível para os educandos. A partir de suas experiências
cotidianas e próximas, vivenciadas pelos educandos, que deverão adquirir atitudes
procedimentos e conhecimentos que passam da dimensão do local para a
compreensão do global, fazendo comparações, identificando semelhanças e
diferenças. Dessa forma, valoriza-se a importância de se perceberem como agentes
construtores de paisagens e lugares; entendendo que essas são resultantes de
múltiplas interações entre a sociedade, a cultura e a natureza.
De acordo com Cavalcanti (2012), ensinar Geografia não é apenas ministrar
um conjunto de temas e conteúdos, mas é, antes de tudo, ensinar um modo
específico de pensar, de perceber a realidade. Trata-se de ensinar um modo de
pensar geográfico, um olhar geográfico, um raciocínio geográfico. Assim, o
pensamento espacial é uma ferramenta para pensar geograficamente, sendo o
mesmo um processo cognitivo necessário para compreender os fenômenos sociais
e naturais existentes na sociedade. Foco: importância de se conhecer os espaços de
vivência, a ludicidade; estabelecer relações entre o que ocorre nos lugares em que
vivem e em outros lugares.
Para dar conta desse desafio, o componente curricular Geografia engloba
cinco unidades temáticas, as quais são elementos articuladores que estruturam o
estudo sistematizado e permitem amplas formas de ver o mundo, de maneira crítica,
a partir do entendimento das relações existentes na realidade, com base nos
princípios da ciência geográfica, em uma progressão, ano a ano, dos conhecimentos
geográficos, as quais são: O sujeito e seu lugar no mundo; Conexões e escalas;
Mundo do trabalho; Formas de representação e pensamento espacial; Natureza,
ambientes e qualidade de vida.
O componente curricular Geografia, a partir de suas competências
específicas, tem a finalidade de levar o estudante a desenvolver autonomia para
estimular o senso crítico; entender a interação sociedade/natureza; compreender e
aplicar o raciocínio geográfico; fazer uso da linguagem cartográfica e iconográfica;
utilizar-se do método científico; construir argumentos com base em informações
geográficas, considerando aspectos relevantes relacionados às novas tecnologias
(geoinformação, internet, etc.) e praticar princípios éticos, democráticos,
sustentáveis e solidários.
Neste contexto, o documentos apresenta a seguinte dinâmica:
• No 1.º ano, discutem-se questões inerentes ao modo de vida das
crianças em diferentes lugares; situações de convívio em diferentes lugares; ciclos
naturais e a vida cotidiana; diferentes tipos de trabalho existentes no seu dia a dia;
pontos de referência e condições de vida nos lugares de vivência bem como os
diferentes tipos de moradia e objetos construídos pelo homem.
• No 2.º ano, a criança ampliará questões pertinentes a convivência e
interações entre pessoas na comunidade; riscos e cuidados nos meios de transporte
e de comunicação; experiências da comunidade no tempo e no espaço; mudanças e
permanências; tipos de trabalho em lugares e tempos diferentes; localização,
orientação e representação espacial; os usos dos recursos naturais: solo e água no
campo e na cidade bem como qualidade ambiental dos lugares de vivência.
• Já no 3.º ano, apresentam-se discussões relacionadas a cidade e o
campo: aproximações e diferenças; paisagens naturais e antrópicas em
transformação; matéria-prima e indústria; produção, circulação e consumo; impactos
das atividades humanas.
• No 4.º ano, temos: território e diversidade cultural; processos migratórios
no Brasil e no Paraná; instâncias do poder público e canais de participação social;
relação campo e cidade; unidades políticoadministrativas do Brasil; territórios étnico-
culturais; trabalho no campo e na cidade; produção, circulação e consumo; sistema
de orientação; elementos constitutivos dos mapas; conservação e degradação da
natureza.
• No 5.º ano, trabalha-se, em um nível de complexidade maior que os
anos anteriores, questões envolvendo a dinâmica populacional; a divisão política
administrativa do Brasil; diferenças étnico-raciais e étnico-culturais e desigualdades
sociais; o processo de formação da população brasileira: a diversidade cultural;
território, redes e urbanização; trabalho e inovação tecnológica; mapas e imagens de
satélite; representação das cidades e do espaço urbano; qualidade ambiental;
diferentes tipos de poluição e gestão pública da qualidade de vida.
Tendo em vista a relação dialética entre as questões locais e mundiais, no
atual processo de mundialização do capital, os direitos de aprendizagem em
Geografia são:
1. Utilizar os conhecimentos geográficos para entender a interação
sociedade/natureza e exercitar o interesse e o espírito de investigação e de
resolução de problemas.
2. Estabelecer conexões entre diferentes temas do conhecimento
geográfico, reconhecendo a importância dos objetos técnicos para a compreensão
das formas como os seres humanos fazem uso dos recursos da natureza ao longo
da história.
3. Desenvolver autonomia e senso crítico para compreensão e aplicação do
raciocínio geográfico na análise da ocupação humana e produção do espaço,
envolvendo os princípios de analogia, conexão, diferenciação, distribuição, extensão
localização e ordem.
4. Desenvolver o pensamento espacial, fazendo uso das linguagens
cartográficas e iconográficas, de diferentes gêneros textuais e das geotecnologias
para a resolução de problemas que envolvam informações geográficas.
5. Desenvolver e utilizar processos, práticas e procedimentos de
investigação para compreender o mundo natural, social, econômico, político e o
meio-técnico-científico e informacional, avaliar ações e propor perguntas e soluções
(inclusive tecnológicas) para questões que requerem conhecimentos científicos da
Geografia.
6. Construir argumentos com base em informações geográficas, debater e
defender ideias e pontos de vista que respeitem e promovam a consciência
socioambiental e o respeito à biodiversidade e ao outro, sem preconceitos de
qualquer natureza.
7. Agir pessoal e coletivamente com respeito, autonomia, responsabilidade,
flexibilidade, resiliência e determinação, propondo ações sobre as questões
socioambientais, com base em princípios éticos, democráticos, sustentáveis e
solidários.
COMPONENTE CURRICULAR: GEOGRAFIA – 2º ANO

UNIDADE OBJETOS DE
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM CONTEÚDO(S) TRIMESTRE
TEMÁTICA CONHECIMENTO
(EF02GE01) Descrever a história das migrações no bairro
ou comunidade em que vive, reconhecendo os grupos
O bairro: formação migratória e organização
Convivência e migratórios que contribuíram para essa organização.
O sujeito e seu Interações entre
lugar no mundo pessoas na (EF02GE02) Comparar costumes e tradições de diferentes
comunidade. populações inseridas no bairro ou comunidade em que vive, Costumes, tradições e diversidade da população
reconhecendo a importância do respeito às diferenças. do bairro.

(EF02GE04) Reconhecer semelhanças e diferenças nos 1º


Experiências da hábitos, nas relações com a natureza e no modo de viver de
Comunidade no tempo pessoas em diferentes lugares, comparando as Modo de vida das pessoas em diferentes lugares.
e no espaço. particularidades, tendo em vista a relação sociedade-
Conexões
natureza.
eescalas
(EF02GE05) Analisar mudanças e permanências,
Mudanças e comparando imagens de um mesmo lugar em diferentes
Mudanças das paisagens.
permanências tempos, identificando os fatores que contribuíram para
essas mudanças.
(EF02GE08) Identificar e elaborar diferentes formas de
representação (desenhos, mapas mentais, maquetes) para Formas de representação espacial dos espaços
representar componentes da paisagem (elementos naturais de vivência.
e culturais) dos lugares de vivência.
(EF02GE09) Identificar objetos e lugares de vivência
(escola e moradia) em imagens aéreas e mapas (visão
Projeção horizontal, vertical e oblíqua.
Formas de Localização, vertical) e fotografias (visão oblíqua), comparando as
representação e orientação e diferentes visões e representações de um mesmo objeto.
representação (EF02GE10) Aplicar princípios de localização e posição de 2º
pensamento
espacial espacial. objetos (referenciais espaciais, como frente e atrás,
esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora) por Percepção espacial: pontos de referência,
meio de representações espaciais da sala de aula e da localização, organização e representação
escola. espacial.
 Localizar a escola, bem como saber seu endereço, Compreensão da localização de sua escola, seu
pontos de referência próximos, a fim de o estudante endereço e pontos de referência.
conhecer o espaço onde está localizado.
(EF02GE11) Reconhecer a importância do solo e da água
para a vida, identificando seus diferentes usos (plantação e Relação cotidiana do homem em seus espaços de
Os usos dos recursos
extração de materiais, entre outras possibilidades) e os vivência com a natureza;
naturais: solo e água
impactos desses usos no cotidiano da cidade e do campo e Responsabilidade social para preservação e
Natureza, no campo e na cidade.
as ações de conservação e preservação desses recursos no conservação dos recursos naturais.
ambientes e
espaço vivenciado pela criança. 2º
qualidade de
Observar a qualidade dos ambientes nos espaços de
vida
Qualidade ambiental vivência, avaliando o estado em que se encontram as ruas
dos lugares de e calçadas, estado de conservação, manutenção e limpeza Condições dos espaços de vivência.
vivência. na escola e seus arredores, entre outros, apontando
possíveis soluções para os problemas identificados.
(EF02GE06) Relacionar o dia e a noite a diferentes tipos de
Tipos de trabalho em atividades sociais (horário escolar, comercial, sono etc.),
Mundo do
lugares e tempos identificando as atividades cotidianas, realizadas em cada Atividades cotidianas do dia e da noite.
trabalho
diferentes. um desses períodos.

(EF02GE07) Descrever as atividades extrativas (minerais,


agropecuárias e industriais), de diferentes lugares, Atividades extrativas que dão origem a produtos do
Tipos de trabalho em
Mundo do identificando as origens de produtos do cotidiano e os nosso cotidiano;
lugares e tempos 3º
trabalho impactos ambientais oriundos dessas produções e Problemas ambientais causados pela produção
diferentes.
extrações. industrial e extração.

(EF02GE03) Comparar diferentes meios de transporte e de


Riscos e cuidados nos comunicação, indicando o seu papel na conexão entre
O sujeito e seu
meios de transporte e lugares, reconhecendo como esses meios interferem Meios de Transporte e Meios de Comunicação.
lugar no mundo
de comunicação. nesses processos, e discutir os riscos para a vida e para o
ambiente e seu uso responsável.
3. ESTRATÉGIAS DE ENSINO

As ações em Geografia, nos anos iniciais, caracterizam-se pela


interdisciplinaridade. Em conjunto com outros componentes curriculares, concorre
com o processo de alfabetização e letramento para o desenvolvimento de diferentes
raciocínios, entre eles o raciocínio geográfico.
A Cartografia se apresenta a partir de uma unidade temática desde o 1º até
o 9º ano. Por meio de uma metodologia em que a prática perpassa as demais
unidades, o estudante é conduzido de um processo de alfabetização cartográfica até
a leitura, interpretação e construção de mapas com a perspectiva de localizar e
compreender as formas pelas quais a sociedade organiza seu espaço geográfico.
O trabalho pedagógico pressupõe, antes de tudo, uma análise mais crítica
da realidade social e dos processos de transformação da natureza feitos pela ação
do homem e, que são resultantes das necessidades humanas, tornando possível um
processo educativo dialético de construção do conhecimento escolar, conforme é
apresentada na Teoria Histórico Cultural e na Pedagogia Histórico-Crítica, as quais
fundamentam a prática pedagógica da Rede Municipal de ensino de Campo Mourão
(vide PPP).
Portanto, o procedimento que cada professor precisa realizar no
encaminhamento prático do conteúdo a ser trabalhado, obedecerá a um ritual de
diálogo constante e que expresse o nível de desenvolvimento atual que o aluno
apresenta, referente ao conteúdo a ser trabalhado.
Algumas estratégias indicadas:
Listagem do conteúdo; exposição do conteúdo; questionamentos; utilização
de textos, filmes e recursos áudio visuais; vivência cotidiana do conteúdo (o que o
aluno já sabe: visão da totalidade empírica); mobilização e desafio (o que o gostaria
de saber a mais?); resolução de problemas; correção de exercícios em conjunto;
identificação da e discussão sobre os principais problemas postos pela prática social
e pelo conteúdo; dimensões do conteúdo a serem trabalhadas.
As atividades propostas devem ser criativas e desafiadoras que busquem
promover o engajamento dos estudantes no processo de ação e reflexão,
favorecendo a construção e sistematização dos conhecimentos.
As estratégias específicas para cada aula será especificada em cada plano
de aula diário, contemplando os verbos que indicam as habilidades pretendias à
aquele ano. Observando as estratégias para as adaptações curriculares aos alunos
com necessidade educacionais especiais, bem como as atividades desenvolvidas
com os temas transversais ou contemporâneos.
Entre esses temas, destacam-se: direitos da criança e do adolescente (Lei
nº 8.069/1990), educação em direitos humanos (Decreto nº 7.037/2009, Parecer
CNE/CP nº 8/2012 e Resolução CNE/CP nº 1/2012), educação das relações étnico-
raciais e ensino de história e cultura afro-brasileira, africana e indígena (Leis nº
10.639/2003 e 11.645/2008, Parecer CNE/CP nº 3/2004 e Resolução CNE/CP nº
1/2004), bem como saúde, vida familiar e social, educação para o consumo,
educação financeira e fiscal, trabalho, ciência e tecnologia e diversidade cultural
(Parecer CNE/CEB nº 11/2010 e Resolução CNE/CEB nº 7/2010). No Referencial
Curricular do Paraná, essas temáticas são contempladas em habilidades dos
componentes curriculares, cabendo às escolas, de acordo com suas especificidades,
tratá-las de forma contextualizada.

4. AVALIAÇÃO

A avaliação é um processo contínuo que serve de diagnóstico permanente


para superação das dificuldades, no decorrer do processo de ensino-aprendizagem,
respeitando as particularidades de cada aluno. É um processo de percepção dos
alcances e dos limites de toda a ação educativa. O sistema de avaliação da Rede
Municipal de Ensino de Campo Mourão é organizado trimestralmente com registro
(descritivo/conceito/nota).
De acordo com o Regimento Escolar (2018), na avaliação dos estudantes
devem ser considerados os resultados obtidos durante todo o período letivo, num
processo contínuo, expressando o seu desenvolvimento escolar, tomado na sua
melhor forma. Os resultados das atividades avaliativas serão analisados durante o
período letivo, pelos estudantes e pelos professores, observando os avanços e as
necessidades detectadas para novas ações pedagógicas. No entanto, para os
estudantes de baixo rendimento escolar, a recuperação de estudos deve oportunizar
apropriação dos conhecimentos básicos, e dar-se-á de forma permanente e
concomitante ao processo ensino-aprendizagem. Deverá organizada com atividades
significativas, por meio de procedimentos didático-metodológicos diversificados tais
como: avaliações diagnósticas, formativas, somativas. Como instrumentos:
atividades escritas, avaliação oral ou exposição oral dos alunos, dramatização,
trabalho de pesquisa, experimentação, desenhos, maquetes, produção textual,
seminário, portfólios, álbuns, dentre outros.

5. ARTICULAÇÃO DE TRANSIÇÃO

O Referencial Curricular do Paraná (2018) também atenta ao processo de


articulação da transição que deve ser observado quando o aluno avança do 5º
ano para o 6º ano do Ensino Fundamental. Tais etapas da escolarização são de
suma importância para o desenvolvimento do estudante, pois o mesmo adentrará
a novas relações com o mundo. Busca-se, portanto, nesse movimento de
consolidação do processo formativo do estudante que o mesmo possa ser capaz
de compreender o mundo em que vive em diferentes escalas de análise, desde o
lugar de vivência até o mundo globalizado. Utilizando-se de um instrumental
estritamente da Geografia, ele será capaz de configurar o seu raciocínio
geográfico para a construção e o entendimento de seu projeto de vida. Poderá
atuar de forma determinante no espaço em que vive e que constrói/transforma.
6. REFERÊNCIAS

BRASIL, Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília:


MEC, SEB, 2017. Disponível em: <[Link]
Acesso em: 16/09/2019.

CAMPO MOURÃO. Secretaria Municipal da Educação. Departamento de Ensino.


Regimento Escolar da Rede Municipal de Ensino. Campo Mourão, 2018.

CAVALCANTI, Lana de Souza. O ensino de Geografia na escola. Campinas,


SP: Papirus, 2012.

PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Departamento de Educação Básica.


Referencial Curricular do Paraná: princípios, direitos e orientações. Ciências
Humanas – Geografia. Curitiba-Pr: 2018.

_______. Secretaria de Estado da Educação e do Esporte. Departamento de


Educação. Departamento de Desenvolvimento e Currículo. Referencial
Curricular do Paraná em Ação. Curitiba-Pr: 2019.
Área de Conhecimento: Matemática

Componente Curricular: MATEMÁTICA

1. APRESENTAÇÃO DO COMPONENTE CURRICULAR

As práticas matemáticas estiveram, em todas as épocas, entre as formas


de interação do ser humano com o mundo físico, social e cultural em intensidade e
diversidade crescentes com a evolução histórica. No mundo contemporâneo, elas
estão presentes nas mais diversas culturas como respostas a um amplo leque de
demandas. As mais elementares ações cotidianas requerem competências
matemáticas que se tornam mais complexas na medida em que as interações
sociais e as relações de produção e de troca de bens e serviços vão sendo
diversificadas e intensificadas. Tais práticas matemáticas, movidas pela
necessidade do homem de organizar e ampliar seu conhecimento e pela sua
capacidade de intervenção sobre os fenômenos que o cercam, geraram, ao longo
da evolução histórica, um corpo de saber – a Matemática, que é um campo
científico extenso, diversificado e em permanente evolução.
No Ensino Fundamental, faz-se necessário para a área da Matemática, por
meio da articulação de seus diversos campos, garantir que os estudantes
relacionem observações empíricas do mundo real a representações (tabelas,
figuras, esquemas), associando-as a uma atividade matemática (conceitos e
propriedades), fazendo induções e conjecturas, para tanto, propõem 4 unidades
temáticas: números e álgebras; geometria; grandezas e medidas e tratamento
da informação, correlacionadas entre si e recebem ênfase diferentes de acordo
com a escolarização.
Apesar do acervo de conhecimentos matemáticos ser organizado
didaticamente em unidades temáticas, conforme o Referencial Curricular do Paraná
(2018), a Matemática não deve ser encarada como uma justaposição de
subdisciplinas estanques, mas como uma área em que os conhecimentos são
fortemente articulados entre si, o documento enfatiza o desenvolvimento de
competências no aluno. O foco do ensino e aprendizagem está no que o aluno
precisa desenvolver, para que o conhecimento matemático seja uma ferramenta
para ler, compreender e transformar a realidade. Fica claro que hoje o aprendizado
vai além do conteúdo do livro, plataforma educacional ou atividade. Falamos aqui
de interdisciplinaridade.
A responsabilidade do professor aqui não é apenas ensinar a calcular, mas
sim mostrar aos alunos o que está por trás das operações e que existem relações
entre essas operações.
Além da resposta correta, as crianças devem resolver problemas e
aprender a justificar, explicar como e porque chegaram naquela resposta,
mostrando o seu raciocínio para os demais colegas e professores.
Há, ainda, a ideia de que um conceito pode levar mais de um ano para ser
aprendido. Assim, um mesmo conteúdo aparece em diversos anos, mas as
expectativas de aprendizagem aumentam a cada nova etapa, bem como as
habilidades que se espera desenvolver a partir do conhecimento construído em
sala de aula.
Para que nossos estudantes desenvolvam as competências se faz
necessário um trabalho coerente e conciso com a utilização de situações-
problema do cotidiano do aluno direcionadas pedagogicamente em sala de aula
para estimular os alunos à construção do pensamento lógico – matemático de
forma significativa e a convivência social.
Múltiplos papéis podem ser atribuídos ao ensino de Matemática,
independentemente da modalidade ou etapa de ensino. Um deles, é defender um
ensino que reconheça e valorize saberes e práticas matemáticas dos cidadãos e
das comunidades locais, a partir da exploração dos conhecimentos prévios, sem
abrir mão do saber matemático mais universal. E outro, é preciso desenvolver
competências e habilidades matemáticas que contribuam mais diretamente para
auxiliar o cidadão a ter uma visão crítica da sociedade em que vive e a lidar com as
formas usuais de representar indicadores numéricos de fenômenos econômicos,
sociais, físicos, que ajudam os estudantes a compreenderem o mundo e suas
opções diante da vida, da história e do cotidiano.
Considerando esses pressupostos e em consonância com o Referencial
Curricular do Paraná (2018), são Direitos Específicos de Aprendizagem de
Matemática:
1. Reconhecer que a Matemática é uma ciência humana, fruto das
necessidades e preocupações de diferentes culturas, em diferentes momentos
históricos, além de que é uma ciência viva, que contribui para solucionar
problemas científicos e tecnológicos e para alicerçar descobertas e construções,
inclusive com impactos no mundo do trabalho.
2. Desenvolver o raciocínio lógico, o espírito de investigação e a
capacidade de produzir argumentos convincentes, recorrendo aos conhecimentos
matemáticos para compreender e atuar no mundo.
3. Compreender as relações entre conceitos e procedimentos dos
diferentes campos da Matemática (Aritmética, Álgebra, Geometria, Estatística e
Probabilidade) e de outras áreas do conhecimento, sentindo segurança quanto à
própria capacidade de construir e aplicar conhecimentos matemáticos,
desenvolvendo a autoestima e a perseverança na busca de soluções.
4. Fazer observações sistemáticas de aspectos quantitativos e qualitativos
presentes nas práticas sociais e culturais de modo a investigar, organizar,
representar e comunicar informações relevantes para interpretá-las e avaliá-las
crítica e eticamente, produzindo argumentos convincentes.
5. Utilizar processos e ferramentas matemáticas, inclusive tecnologias
digitais disponíveis, para modelar e resolver problemas cotidianos, sociais e de
outras áreas de conhecimento, validando estratégias e resultados.
6. Enfrentar situações-problema em múltiplos contextos, incluindo-se
situações imaginadas, não diretamente relacionadas com o aspecto prático-
utilitário, expressar suas respostas e sintetizar conclusões, utilizando diferentes
registros e linguagens (gráficos, tabelas, esquemas, além de texto escrito na
língua materna e outras linguagens para descrever algoritmos como fluxogramas
e dados).
7. Desenvolver e/ou discutir projetos que abordem, sobretudo, questões
de urgência social, com base em princípios éticos, democráticos, sustentáveis e
solidários, valorizando a diversidade de opiniões de indivíduos e de grupos sociais
sem preconceitos de qualquer natureza.
8. Interagir com seus pares de forma cooperativa, trabalhando
coletivamente no planejamento e desenvolvimento de pesquisas para responder a
questionamentos e na busca de soluções para problemas de modo a identificar
aspectos consensuais ou não na discussão de uma determinada questão,
respeitando o modo de pensar dos colegas e aprendendo com eles.
COMPONENTE CURRICULAR: MATEMÁTICA – 2º ANO
UNIDADE OBJETO(S) DE
OBJETIVO(S) DE APRENDIZAGEM CONTEÚDO(S) TRIMESTRE
TEMÁTICA CONHECIMENTO
(EF02MA01) Comparar e ordenar números naturais (até a
ordem de centenas) pela compreensão de características do
sistema de numeração decimal (valor posicional e função do Comparação e ordenação de
zero). números naturais.
• Comparar e ordenar números (até a ordem de centenas)
para identificar: maior, menor e igualdade em diferentes A função social do número.
contextos.
• Compreender o número natural no contexto de leitura de Números Naturais: relação entre
diferentes gêneros textuais que circulam em sociedade, em quantidade e número.
especial nos rótulos de produtos e panfletos de propaganda.
• Contar os elementos de um conjunto estabelecendo a Representação, leitura e escrita de
relação entre a quantidade e o número natural que o números naturais por extenso.
representa, escrever esse número utilizando algarismos e por
extenso. Números naturais: Antecessor e
sucessor de um número.
• Ler, escrever por extenso e representar os números,
utilizando algarismos e recursos manipuláveis e/ou digitais,
Sistema de Numeração Decimal:
até a ordem de centenas.
Números e Sistema de numeração valor posicional e função do zero.
álgebra decimal Números naturais • Reconhecer o antecessor e o sucessor de um número 1º
natural (até a ordem de centenas) em diferentes situações. Composição e decomposição de
• Reconhecer o valor posicional dos algarismos em um números naturais.
número, estabelecendo as relações entre as ordens: 10
unidades = 1 dezena, 10 dezenas = 1 centena utilizando Agrupamentos: base 2, base 3,
recursos manipuláveis e digitais. base 5 [...] base 10.
• Realizar agrupamentos e trocas nas diferentes bases
(base 2, 3, 5 e 10) utilizando recursos didáticos (manipuláveis Valor posicional dos números
digitais) e registros pessoais para compreender as naturais: unidades, dezenas e
regularidades que compõe o sistema de numeração decimal. centenas.
• Utilizar o zero com o significado de ordem vazia e
ausência de quantidade.
Estratégias de contagem:
(EF02MA02) Fazer estimativas por meio de estratégias estimativa (pareamento,
diversas (pareamento, agrupamento, cálculo mental, agrupamento, cálculo mental e
correspondência biunívoca) a respeito da quantidade de correspondência biunívoca).
objetos de coleções e registrar o resultado da contagem Contagem exata e aproximada:
desses objetos (até 1000 unidades). relações entre números naturais e
quantidade.
(EF02MA03) Comparar quantidades de objetos de dois Comparação de quantidades de
conjuntos, por estimativa e/ou por correspondência (um a um, objetos de dois conjuntos: tem
dois a dois, entre outros), para indicar “tem mais”, “tem mais, tem menos, tem a mesma
menos” ou “tem a mesma quantidade”, indicando, quando for o quantidade, quanto a mais e
caso, quantos a mais e quantos a menos. quanto a menos.
(EF02MA05) Construir fatos básicos da adição e subtração e
utilizá-los no cálculo mental ou escrito em diferentes Números Naturais: fatos básicos de
contextos com o apoio de recursos manipuláveis e pictóricos. Adição e subtração.
• Construir estratégias pessoais de cálculo, com registro,
para resolver problemas envolvendo adição e subtração. Estratégias pessoais de cálculo.
• Resolver operações de adição com apoio de recursos Algoritmos para resolver
manipuláveis e/ou digitais, registros pictóricos e algorítmicos
operações de adição.
(com e sem agrupamento na dezena).
Números naturais: adição e (EF02MA06) Resolver e elaborar problemas de adição e de
Números e
subtração subtração, envolvendo números de até três ordens, com os
álgebra Problemas de adição e de
significados de juntar, acrescentar, separar, retirar, com o
suporte de imagens, material manipulável e/ou digital, subtração: significados de juntar,
utilizando estratégias pessoais ou convencionais. acrescentar, separar e retirar.
• Resolver e elaborar problemas de adição e de subtração,
com números de até três ordens, envolvendo as ideias de
Problemas de subtração 1º
envolvendo a ideia de comparação:
comparação (quanto a mais, quanto a menos, qual a
quanto a mais, quanto a menos,
diferença, quanto falta para) com o suporte de imagens,
qual a diferença, quanto falta para.
material manipulável e/ou digital, utilizando estratégias e
formas de registro pessoais ou convencionais.
(EF02MA12) Identificar e registrar, em linguagem verbal ou
não verbal, a localização e os deslocamentos de pessoas e
de objetos no espaço, considerando mais de um ponto de
referência, e indicar as mudanças de direção e de sentido. Localização Espacial: pontos de
Localização no espaço
• Identificar pontos de referência para situar-se e deslocar- referência.
Geometrias (direita, esquerda, em cima,
embaixo, frente e atrás) se no espaço.
Descrição de percursos.
• Descrever e comunicar a localização de objetos no
espaço utilizando noções de direita, esquerda, entre, em
cima e embaixo.
(EF02MA18) Indicar a duração de intervalos de tempo entre
duas datas, como dias da semana e meses do ano, utilizando Medidas de tempo: intervalos de
calendário, para planejamentos e organização de agenda. tempo entre duas datas.
• Conhecer aspectos históricos relacionados às medidas de Medidas de tempo: aspectos
tempo.
históricos.
• Reconhecer os dias da semana e os meses do ano para
registrar datas, indicando o dia, mês e ano em diferentes Medidas de tempo: calendário (dia,
situações, na forma abreviada e escrita por extenso. mês e ano).
• Utilizar o calendário para registrar e localizar datas
Grandezas relacionadas às diferentes situações vivenciadas e que fazem Escrita de datas por extenso e
Medidas de tempo
e medidas parte da cultura local/regional. abreviações.
(EF02MA19) Medir a duração de um intervalo de tempo por
meio de relógio digital e registrar o horário do início e do fim Medições de intervalos de tempo.
do intervalo.
Medidas de tempo: relógio digital e
• Conhecer diferentes tipos de relógio (digital e analógico) analógico (hora exata).
e ler horas em relógios digitais e analógicos (hora exata).
• Relacionar os acontecimentos diários aos registros de Planejamento e organização de
tempo (hora). agendas.
(EF02MA01) Comparar e ordenar números naturais (até a
ordem de centenas) pela compreensão de características do
sistema de numeração decimal (valor posicional e função do
zero). Número Natural: ordem ascendente
Sistema de numeração
Números e
decimal:
• Contar (de forma ascendente e descendente no contexto e descendente.

álgebra das práticas sociais e escrever os números na ordem
Números naturais.
definida. Números naturais: pares e ímpares.
• Compreender e utilizar os conceitos de número par e
ímpar no contexto de jogos, brincadeiras e resolução de
problemas.
(EF02MA04) Compor e decompor números naturais de até
três ordens, com suporte de material manipulável, por meio
de diferentes adições para reconhecer o seu valor posicional.
• Representar números de até três ordens utilizando
recursos manipuláveis e digitais.
• Resolver e elaborar problemas utilizando diferentes Composição e decomposição de
estratégias de cálculo, dentre elas a composição e a números naturais.
decomposição de números (de até três ordens) por meio de
adições. Agrupamento: Dúzia e meia dúzia.
• Reconhecer e utilizar agrupamentos de quantidades que
representam dúzia e meia dúzia no contexto das práticas
sociais.
• Utilizar o zero com o significado de ordem vazia e
ausência de quantidade.
(EF02MA09) Identificar e construir sequências de números
naturais em ordem crescente ou decrescente a partir de um Sequências de Números Naturais:
número qualquer, utilizando uma regularidade estabelecida. ordem crescente e decrescente.
(EF02MA05) Construir fatos básicos da adição e subtração e Algoritmos para resolver operações

utilizá-los no cálculo mental ou escrito em diferentes de adição e de subtração.
contextos com o apoio de recursos manipuláveis e pictóricos.
• Utilizar a reta numérica como suporte para desenvolver Reta Numérica: representações e
procedimentos de cálculo durante o processo de resolução de operações de adição e de
problemas, envolvendo adição e subtração. subtração

(EF02MA06) Resolver e elaborar problemas de adição e de


Números naturais: subtração, envolvendo números de até três ordens, com os
adição e subtração significados de juntar, acrescentar, separar, retirar, com o Problemas de adição e de
suporte de imagens, material manipulável e/ou digital, subtração: significados de juntar,
utilizando estratégias pessoais ou convencionais. acrescentar, separar e retirar.
• Resolver e elaborar problemas de adição e de subtração, Problemas de subtração
com números de até três ordens, envolvendo as ideias de envolvendo a ideia de comparação:
comparação (quanto a mais, quanto a menos, qual a quanto a mais, quanto a menos,
diferença, quanto falta para) com o suporte de imagens, qual a diferença, quanto falta para.
material manipulável e/ou digital, utilizando estratégias e
formas de registro pessoais ou convencionais.

(EF02MA10) Identificar e descrever um padrão (ou Sequências repetitivas e


Sequências figurais e
regularidade) de sequências repetitivas e de sequências recursivas: números naturais,
numéricas.
recursivas, por meio de palavras, símbolos ou desenhos. figuras e símbolos.
(EF02MA11) Descrever os elementos ausentes em
Elementos ausente em sequências
sequências repetitivas e em sequências recursivas de
repetitivas e recursivas.
números naturais, objetos ou figuras.
(EF02MA14) Reconhecer, nomear e comparar figuras
geométricas espaciais (cubo, bloco retangular, pirâmide,
cone, cilindro e esfera), relacionando-as com objetos do
mundo físico (natureza e construções humanas). Geometria Espacial: características
Geometrias Geometria espacial • Identificar as características das figuras geométricas e classificação das figuras (cubo,
espaciais observando semelhanças e diferenças (cones, bloco retangular, pirâmide, cone,
cilindros, esferas, pirâmides e blocos retangulares) e cilindro e esfera).
classificá-las em dois grupos: formas arredondadas (não-
poliedros ou corpos redondos) e formas não-arredondadas
(poliedros).
(EF02MA16) Estimar, medir e comparar comprimentos de
lados de salas (incluindo contorno) e de polígonos, utilizando
unidades de medida não padronizadas e padronizadas (metro, Conceito de Medidas.
centímetro e milímetro) e instrumentos adequados.
• Conhecer aspectos históricos relacionados às medidas de Medidas de comprimento, massa e
comprimento, os instrumentos de medida mais usuais (metro, capacidade: unidades de medidas
régua, fita métrica, trena e metro articulado) e a sua função mais usuais (metro, centímetro,
social. milímetro, grama e quilograma, litro 2º
e mililitro).
• Estabelecer relações entre as unidades mais usuais de
medida como: metro, centímetro e milímetro. Histórias das medidas e função
• Resolver e elaborar problemas utilizando medidas não social.
Grandezas e Medidas de comprimento, padronizadas e padronizadas de comprimento (metro e
medidas massa e capacidade. centímetro).
(EF02MA17) Estimar, medir e comparar capacidade e massa,
utilizando estratégias e registros pessoais e unidades de
medida não padronizadas ou padronizadas (litro, mililitro,
grama e quilograma). Relações entre unidades de
• Compreender as unidades de medidas no contexto dos medida mais usuais (metro,
gêneros textuais que circulam em sociedade, em especial nos centímetro, milímetro, grama e
rótulos dos produtos e panfletos de propaganda. quilograma, litro e mililitro).
• Identificar produtos que podem ser comprados por litro e Função social do termômetro.
quilograma.
• Reconhecer instrumentos de medição da temperatura em
seu contexto social de uso.
(EF02MA15) Reconhecer, comparar e nomear figuras planas
(círculo, quadrado, retângulo e triângulo), por meio de
características comuns, em desenhos apresentados em Geometria Plana: características e
Geometrias Geometria plana diferentes disposições ou em sólidos geométricos. classificação das figuras (círculo,
• Identificar a figura geométrica plana a partir da forma da quadrado, retângulo e triângulo).
face de uma figura geométrica espacial, por meio do seu
contorno.
(EF02MA18) Indicar a duração de intervalos de tempo entre
duas datas, como dias da semana e meses do ano, utilizando
calendário, para planejamentos e organização de agenda.
• Reconhecer os dias da semana e os meses do ano para Medidas de tempo: calendário
registrar datas, indicando o dia, mês e ano em diferentes (dia, mês e ano).
situações, na forma abreviada e escrita por extenso. 2º
• Utilizar o calendário para registrar e localizar datas Escrita de datas por extenso e
relacionadas às diferentes situações vivenciadas e que fazem abreviações.
Grandezas e parte da cultura local/regional.
Medidas de tempo
medidas
(EF02MA19) Medir a duração de um intervalo de tempo por
meio de relógio digital e registrar o horário do início e do fim
do intervalo. Intervalos de tempo.
Medidas de tempo: relógio digital e
• Conhecer diferentes tipos de relógio (digital e analógico) analógico (hora exata).
e ler horas em relógios digitais e analógicos (hora exata).
Planejamento e organização de
• Relacionar os acontecimentos diários aos registros de agendas.
tempo (hora).

(EF02MA07) Resolver e elaborar problemas de multiplicação


(por 2, 3, 4 e 5) com a ideia de adição de parcelas iguais por
meio de estratégias e formas de registro pessoais, utilizando Problemas de multiplicação: ideia
ou não suporte de imagens, material manipulável e digital. de adição de parcelas iguais.
Números naturais
(multiplicação e divisão) • Resolver e elaborar problemas de divisão (por 2, 3, 4 e 5) Problemas de divisão: ideia de
Números e que envolvem as ideias de distribuição e medida, utilizando distribuir e medir.
álgebra estratégias e formas de registros pessoais, recursos 3º
manipuláveis, digitais e registros pictóricos como apoio.
(EF02MA08) Resolver e elaborar problemas envolvendo
Problemas envolvendo dobro, metade, triplo e terça parte, com o suporte de imagens Problemas envolvendo significados
significados de dobro, ou material manipulável, utilizando estratégias pessoais em de dobro/metade e triplo/terça
metade, triplo e terça parte. diferentes contextos, em especial: jogos e brincadeiras. parte.
(EF02MA12) Identificar e registrar, em linguagem verbal ou
não verbal, a localização e os deslocamentos de pessoas e Localização e deslocamento de
Localização no espaço de objetos no espaço, considerando mais de um ponto de pessoas e objetos no espaço.
(direita, esquerda, em cima, referência, e indicar as mudanças de direção e de sentido.
embaixo, frente e atrás) • Ler a representação de um dado percurso e deslocar-se Leitura e compreensão de roteiros
no espaço da sala de aula/escola a partir da sua de percurso.
Geometrias
compreensão.
(EF02MA13) Esboçar roteiros a ser seguidos ou plantas de
ambientes familiares, assinalando entradas, saídas e alguns Elaboração de roteiros e plantas
Localização no espaço
pontos de referência. baixas.
(direita, esquerda, em cima,
embaixo, frente e atrás) • Representar o espaço por meio de registros pessoais Representação de percursos.
(desenhos e maquetes) indicando pontos de referência.
(EF02MA20) Estabelecer a equivalência de valores entre Medidasde valor: Sistema
moedas e cédulas do sistema monetário brasileiro, para Monetário Brasileiro.
resolver situações cotidianas.
Grandezas e • Reconhecer as cédulas e moedas que circulam no Brasil Reconhecimento de cédulas e
Sistema monetário brasileiro e alguns aspectos históricos relacionados. moedas. Relações entre cédulas e
medidas
• Resolver e elaborar problemas envolvendo o sistema moedas (trocas e destrocas).
monetário brasileiro.
Problemas envolvendo o Sistema
Monetário Brasileiro.
(EF02MA21) Classificar resultados de eventos cotidianos
Eventos aleatórios: aleatórios como “pouco prováveis”, “muito prováveis”, Probabilidade: classificação de
probabilidade “improváveis” e “impossíveis”. eventos aleatórios.
(EF02MA22) Comparar informações de pesquisas 3º
apresentadas por meio de tabelas de dupla entrada e em
gráficos de colunas simples ou barras, para melhor
compreender aspectos da realidade próxima. Listas, tabelas de dupla entrada e
Dados e informação Tabelas
gráficos de colunas simples ou
e gráficos • Compreender informações apresentadas em listas, barras.
tabelas, gráficos e outros tipos de imagens e produzir
Tratamento da textos38 para expressar as ideias que elaborou a partir da
informação leitura.
(EF02MA23) Realizar pesquisa em universo de até 30
elementos, escolhendo até três variáveis categóricas de seu
interesse, organizando os dados coletados em listas, tabelas e Pesquisa, organização, tratamento
gráficos de colunas simples com apoio de malhas de dados e informações.
Dados e informação Tabelas quadriculadas. Legendas.
e gráficos
• Ler e compreender legendas em diferentes situações. Problemas envolvendo tabelas e
• Resolver e elaborar problemas a partir das informações gráficos.
apresentadas em tabelas e gráficos de colunas ou barras
simples.
3. ESTRATÉGIAS DE ENSINO

No contexto da Matemática escolar, para o acompanhamento do processo


de ensino e aprendizagem e a garantia do seu sucesso, é fundamental que se reflita
não apenas sobre os objetos de conhecimentos a serem ensinados, mas também
sobre as habilidades básicas, as aprendizagens essenciais que devem ser
asseguradas ao estudante na expectativa de que ele as desenvolva ao longo do seu
percurso escolar.
No ensino fundamental, deve-se dar ênfase ao desenvolvimento do
letramento matemático, definido como as competências e habilidades de
raciocinar, representar, comunicar e argumentar matematicamente, de modo a
favorecer o estabelecimento de conjecturas, a formulação e a resolução de
problemas, utilizando ferramentas matemáticas, em uma variedade de contextos.
Desse modo, trabalhar na perspectiva do letramento permite assegurar aos
estudantes o reconhecimento de que os conhecimentos matemáticos são
fundamentais para a compreensão e a atuação no mundo e na comunidade local na
qual estão inseridos.
Recomenda-se propor e explorar atividades matemáticas ricas e produtivas,
considerando as experiências e os interesses dos estudantes. A sala de aula deve
ser um ambiente onde os estudantes sejam convidados a buscar soluções para os
problemas apresentados, conduzindo-os a pensar, argumentar e dar sentido. É
importante criar um espaço no qual os estudantes devem ser instigados a
compreender ativamente os conceitos matemáticos explorados, testar ideias e fazer
conjecturas, desenvolver raciocínios e apresentar explicações de forma escrita ou
verbal.
Para isso, são oferecidos diferentes caminhos ao professor, tais como a
estratégia da resolução de problema, a investigação, a modelagem matemática, as
tecnologias digitais, a calculadora, a evolução histórica dos conceitos matemáticos,
os jogos matemáticos na sala de aula, o desenvolvimento de projetos de trabalho
colaborativo, a etnomatemática ou abordagem cultural, entre outros. Essas formas
privilegiadas da atividade matemática são, ao mesmo tempo, objeto e estratégia
para a aprendizagem ao longo de toda a educação básica. Esses processos de
aprendizagem são potencialmente ricos para o desenvolvimento de competências
fundamentais, por exemplo, para o letramento matemático (raciocínio,
representação, comunicação e argumentação) e para o desenvolvimento do
pensamento computacional.
Pertinente também destacar que a resolução de problemas seja considerada
o foco principal a nortear o ensino da matemática no ensino fundamental. Tal
estratégia de ensino permite que as atividades ou problemas podem e devem ser
propostos de modo a envolver os estudantes no pensar, no fazer e no desenvolver a
matemática básica e essencial tão necessária para a sua aprendizagem. Para isto, é
importante planejar e propor atividades motivadoras que instiguem a curiosidade dos
estudantes, que os levem a investigar, a experimentar, a confrontar e interpretar
resultados, de modo a buscar respostas ou soluções para as situações vivenciadas
dentro e fora da sala de aula. Sendo assim, o processo de resolução de problemas
está articulado com a aprendizagem, cujo efeito esperado é o seguinte: as crianças
aprendem matemática fazendo matemática.
O trabalho pedagógico pressupõe, antes de tudo, uma análise mais crítica
da realidade social e dos processos de transformação da natureza feitos pela ação
do homem e, que são resultantes das necessidades humanas, tornando possível um
processo educativo dialético de construção do conhecimento escolar, conforme é
apresentada na Teoria Histórico Cultural e na Pedagogia Histórico-Crítica, as quais
fundamentam a prática pedagógica da Rede Municipal de ensino de Campo Mourão
(vide PPP).
Portanto, o procedimento que cada professor precisa realizar no
encaminhamento prático do conteúdo a ser trabalhado, obedecerá a um ritual de
diálogo constante e que expresse o nível de desenvolvimento atual que o aluno
apresenta, referente ao conteúdo a ser trabalhado.
Algumas estratégias indicadas:
Listagem do conteúdo; exposição do conteúdo; questionamentos; utilização
de textos, filmes e recursos áudio visuais; vivência cotidiana do conteúdo (o que o
aluno já sabe: visão da totalidade empírica); mobilização e desafio (o que o gostaria
de saber a mais?); resolução de problemas; correção de exercícios em conjunto;
identificação da e discussão sobre os principais problemas postos pela prática social
e pelo conteúdo; dimensões do conteúdo a serem trabalhadas.
As atividades propostas devem ser criativas e desafiadoras que busquem
promover o engajamento dos estudantes no processo de ação e reflexão,
favorecendo a construção e sistematização dos conhecimentos.
O apoio em recursos didáticos também pode ser necessário nessa etapa,
tais como material dourado, ábaco, escala Cuisenaire, malhas quadriculadas e
softwares de geometria dinâmica, geoplano, tangran, entre outros. Porém, é
esperado que as situações criadas pelo professor levem o estudante a operar
mentalmente, por meio de representações, registros pessoais escritos e verbais.
As estratégias específicas para cada aula será especificada em cada plano
de aula diário, contemplando os verbos que indicam as habilidades pretendias à
aquele ano. Observando as estratégias para as adaptações curriculares aos alunos
com necessidade educacionais especiais, bem como as atividades desenvolvidas
com os temas transversais ou contemporâneos.
Entre esses temas, destacam-se: o Parecer CNE/CEB nº 11/2010 e
Resolução CNE/CEB nº 7/201023 - saúde, vida familiar e social, educação para o
consumo, educação financeira e fiscal, trabalho, ciência e tecnologia e diversidade
cultural. No Referencial Curricular do Paraná, essas temáticas são contempladas em
habilidades dos componentes curriculares, cabendo às escolas, de acordo com suas
especificidades, tratá-las de forma contextualizada.

4. AVALIAÇÃO
A avaliação é um processo contínuo que serve de diagnóstico permanente
para superação das dificuldades, no decorrer do processo de ensino-aprendizagem,
respeitando as particularidades de cada aluno. É um processo de percepção dos
alcances e dos limites de toda a ação educativa. O sistema de avaliação da Rede
Municipal de Ensino de Campo Mourão é organizado trimestralmente com registro
(descritivo/conceito/nota).
De acordo com o Regimento Escolar (2018), na avaliação dos estudantes
devem ser considerados os resultados obtidos durante todo o período letivo, num
processo contínuo, expressando o seu desenvolvimento escolar, tomado na sua
melhor forma. Os resultados das atividades avaliativas serão analisados durante o
período letivo, pelos estudantes e pelos professores, observando os avanços e as
necessidades detectadas para novas ações pedagógicas. No entanto, para os
estudantes de baixo rendimento escolar, a recuperação de estudos deve oportunizar
apropriação dos conhecimentos básicos, e dar-se-á de forma permanente e
concomitante ao processo ensino-aprendizagem. Deverá ser organizada com
atividades significativas, por meio de procedimentos didático-metodológicos
diversificados, tais como: avaliações diagnósticas, formativas, somativas. Como
instrumentos: atividades escritas, avaliação oral ou exposição oral dos alunos,
dramatização, trabalho de pesquisa, experimentação, desenhos, maquetes,
produção textual, seminário, portfólios, álbuns, dentre outros.

5. ARTICULAÇÃO DE TRANSIÇÃO

O referencial Curricular do Paraná também atenta ao processo de


articulação da transição que deve ser observado quando o aluno avança do 5º ano
para o 6º ano do Ensino Fundamental. Tais etapas da escolarização são de suma
importância para o desenvolvimento do estudante, pois o mesmo adentrará a novas
relações com o mundo. Conforme a BNCC, deve-se retomar as vivências cotidianas
das crianças com números, formas e espaço, e também as experiências
desenvolvidas na educação infantil, para iniciar uma sistematização dessas noções
(BRASIL, 2017). A criança, ao chegar à escola, traz consigo um conjunto de saberes
matemáticos construídos em interação com seu meio social. Trata-se, então, de
incentivá-la a utilizar tais conhecimentos para resolver situações que apresentem
significado para ela e que facilitem a construção de saberes mais elaborados nas
etapas posteriores.

6. REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base Nacional


Comum Curricular. Brasília, 2017.

CAMPO MOURÃO. Secretaria Municipal da Educação. Departamento de Ensino.


Regimento Escolar da Rede Municipal de Ensino. Campo Mourão, 2018.
PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Departamento de Educação Básica.
Referencial Curricular do Paraná: princípios, direitos e orientações. Matemática.
Curitiba-Pr: 2018.

_______. Secretaria de Estado da Educação e do Esporte. Departamento de


Educação. Departamento de Desenvolvimento e Currículo. Referencial
Curricular do Paraná em Ação. Curitiba-Pr: 2019.
Área de Conhecimento: Ensino Religioso

Componente Curricular: ENSINO RELIGIOSO

1. APRESENTAÇÃO DO COMPONENTE CURRICULAR

O Ensino Religioso constitui um componente curricular de oferta obrigatória


nas escolas públicas de Ensino Fundamental, com matrícula facultativa,
regulamentado pela legislação vigente como parte integrante da formação básica do
cidadão, assegurando o respeito à diversidade cultural religiosa, sem proselitismos.
O Ensino Religioso está presente no contexto educacional brasileiro desde
os tempos do Brasil Colônia. Na Constituição de 1988 e na Lei de Diretrizes e Bases
da Educação Nacional nº 9.394/1996, sua oferta tornou-se obrigatória nas escolas
públicas do Ensino Fundamental e sua matrícula facultativa. Com as Diretrizes
Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos (Resolução
CNE/CEB no 7/2010), foi reconhecido como área de conhecimento no âmbito da
Educação Nacional. Esse documento apresenta todas as áreas de conhecimento
com seus respectivos componentes curriculares.
Nesse sentido, considerando o processo histórico vivenciado pelo Estado do
Paraná, a construção dos documentos orientadores estaduais para a Educação
Básica, as Diretrizes Curriculares Nacionais e a homologação da Base Nacional
Comum Curricular – BNCC (2018) para o Ensino Fundamental, que define as
Competências Gerais e Específicas para a Área de Ensino Religioso, sendo elas:

Competências da área de Ensino Religioso:


 Conhecer os aspectos estruturantes das diferentes tradições/movimentos
religiosos e filosofias de vida, a partir de pressupostos científicos, filosóficos,
estéticos e éticos. Compreender, valorizar e respeitar as manifestações religiosas e
filosofias de vida, suas experiências e saberes, em diferentes tempos, espaços e
territórios.
 Reconhecer e cuidar de si, do outro, da coletividade e da natureza,
enquanto expressão de valor da vida.
 Conviver com a diversidade de crenças, pensamentos, convicções,
modos de ser e viver.
 Analisar as relações entre as tradições religiosas e os campos da cultura,
da política, da economia, da saúde, da ciência, da tecnologia e do meio ambiente.
 Debater, problematizar e posicionar-se frente aos discursos e práticas de
intolerância, discriminação e violência de cunho religioso, de modo a assegurar os
direitos humanos no constante exercício da cidadania e da cultura de paz.

Neste contexto, a BNCC orienta que cabe ao Ensino Religioso tratar os


conhecimentos religiosos a partir de pressupostos éticos e científicos, sem privilégio
de nenhuma crença ou convicção, abordando os conhecimentos com base nas
diversas culturas e tradições religiosas. Sendo assim, os objetivos de
aprendizagem do componente curricular Ensino Religioso são:
a) Proporcionar a aprendizagem dos conhecimentos religiosos, culturais e
estéticos, a partir das manifestações religiosas percebidas na realidade dos
educandos;
b) Propiciar conhecimentos sobre o direito à liberdade de consciência e de
crença, no constante propósito de promoção dos direitos humanos;
c) Desenvolver competências e habilidades que contribuam para o diálogo
entre perspectivas religiosas e seculares de vida, exercitando o respeito à liberdade
de concepções e o pluralismo de ideias, de acordo com a Constituição Federal;
d) Contribuir para que os educandos construam seus sentidos pessoais de
vida a partir de valores, princípios éticos e da cidadania.

O conhecimento religioso, objeto da área de Ensino Religioso, é produzido


no âmbito das diferentes áreas do conhecimento científico das Ciências Humanas e
Sociais, notadamente da(s) Ciência(s) da(s) Religião(ões). Essas Ciências
investigam a manifestação dos fenômenos religiosos em diferentes culturas e
sociedades enquanto um dos bens simbólicos resultantes da busca humana por
respostas aos enigmas do mundo, da vida e da morte.
De modo singular, complexo e diverso, esses fenômenos alicerçaram
distintos sentidos e significados de vida e diversas ideias de divindade(s), em torno
dos quais se organizaram cosmovisões, linguagens, saberes, crenças, mitologias,
narrativas, textos, símbolos, ritos, doutrinas, tradições, movimentos, práticas e
princípios éticos e morais. Os fenômenos religiosos em suas múltiplas
manifestações são parte integrante do substrato cultural da humanidade.
Cabe ao Ensino Religioso tratar os conhecimentos religiosos a partir de
pressupostos éticos e científicos, sem privilégio de nenhuma crença ou convicção.
Isso implica abordar esses conhecimentos com base nas diversas culturas e
tradições religiosas, sem desconsiderar a existência de filosofias seculares de vida.
No Ensino Fundamental, o Ensino Religioso adota a pesquisa e o diálogo
como princípios mediadores e articuladores dos processos de observação,
identificação, análise, apropriação e ressignificação de saberes, visando o
desenvolvimento de competências específicas. Dessa maneira, busca problematizar
representações sociais preconceituosas sobre o outro, com o intuito de combater a
intolerância, a discriminação e a exclusão.
COMPONENTE CURRICULAR: ENSINO RELIGIOSO – 2º ANO

UNIDADE OBJETOS DE
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM CONTEÚDO(S) TRIMESTRE
TEMÁTICA CONHECIMENTO

(EF02ER01) Reconhecer os diferentes espaços de convivência.


O eu, a família e o
(EF02ER02) Identificar costumes, crenças e formas diversas de viver em
Identidades e ambiente de
variados ambientes de convivência. O sentido de organização social
alteridades convivência.
Compreender as diferentes regras de convivência nos espaços: familiar e e pertencimento nos espaços
(contemplando comunitário (privado e público). de vivência.
as quatro
matrizes: (EF02ER03) Identificar as diferentes formas de registro das memórias
Indígena, pessoais, familiares e escolares (fotos, músicas, narrativas, álbuns, entre
Ocidental, outros).
Memórias e Símbolos 1º
Africana e
Oriental). (EF02ER04) Identificar os símbolos presentes nos variados espaços de
convivência. Símbolos religiosos naturais e
(EF02ER05) Identificar, distinguir e respeitar símbolos religiosos de distintas construídos.
Símbolos Religiosos
manifestações, tradições e instituições religiosas.

(EF02ER06) Exemplificar alimentos considerados sagrados por diferentes


Os alimentos sagrados e seu
culturas, tradições e expressões religiosas.
Alimentos Sagrados simbolismo dentro das
(EF02ER07) Identificar significados atribuídos a alimentos em diferentes organizações religiosas.
manifestações e organizações religiosas.
Manifestações
religiosas Identificar a diversidade de lugares sagrados naturais e/ou construídos da
(contemplando comunidade ou de espaços de vivência e referência. Lugares sagrados e não
as quatro Lugares Sagrados sagrados na comunidade e nos
matrizes: espaços de vivência.
Indígena, Desenvolver atitudes de respeito aos diferentes lugares sagrados.
Ocidental,

Africana e As diferentes organizações
Oriental). religiosas, suas características
Organizações Conhecer as diversas organizações religiosas da comunidade ou de espaços e especificidades nos espaços
Religiosas de vivência e referência. de vivência (contemplando as
quatro matrizes: Indígena,
Ocidental, Africana e Oriental).
As diferentes festas religiosas
Festas Religiosas Reconhecer as festas religiosas a partir do contexto onde vive.
do contexto onde se vive.

Diferentes ritos e suas


Manifestações características ritualísticas
Conhecer a importância de diferentes ritos e rituais de passagem nas
religiosas Ritos e Rituais (contemplando as quatro
organizações religiosas.
(contemplando matrizes: Indígena, Ocidental,
as quatro Africana e Oriental).
matrizes: 3º
Indígena, Textos sagrados orais e
Ocidental, escritos sobre mitos de criação
Identificar mitos de criação em textos sagrados orais e escritos nas diferentes
Africana e Linguagens Sagradas (contemplando as quatro
culturas e organizações religiosas.
Oriental). matrizes: Indígena, Ocidental,
Africana e Oriental).
3. ESTRATÉGIAS DE ENSINO

A metodologia do Ensino Religioso deve possibilitar uma relação dialética,


um “fazer pedagógico” dinâmico, permitindo a interação e o diálogo no processo de
construção e socialização do conhecimento, de maneira que professor e aluno
juntos possam (re)significar o conhecimento.
Ao considerar a religiosidade, as religiões e os sistemas de crença sob a
perspectiva do fenômeno religioso, enseja-se uma análise crítica de qualquer
tradição ou cultura religiosa, sem proibições, limitações ou proselitismo. O pluralismo
de ideias e concepções pedagógicas dispostas no art. 3º da Lei de Diretrizes e
Bases da Educação Nacional garante as diferenças de opiniões.
Como consequência dessa atitude investigativa, as Ciências da Religião
proporcionam abertura e disposição para a compreensão dos fenômenos religiosos
e sua importância na vida do estudante, além de possibilitar o trabalho pedagógico
com o método transdisciplinar, uma vez que elas dialogam na interface com as
outras ciências.

A transdisciplinaridade, como o prefixo ‘trans.” indica, diz respeito àquilo que


está ao mesmo tempo entre as disciplinas, através das diferentes disciplinas
e além de qualquer disciplina. Seu objetivo é a compreensão do mundo
presente, para o qual um dos imperativos é a unidade do conhecimento
(NICOLESCU, 2001, p. 51).

Nesse contexto, o caminho metodológico indicado pelas Ciências da


Religião, que valoriza a pluralidade religiosa no Brasil e no mundo, poderá despertar
no estudante do Ensino Religioso a necessidade da pesquisa e da compreensão dos
fenômenos religiosos e das Filosofias de Vida existentes, promovendo o
conhecimento, o respeito mútuo e a valorização cultural e religiosa. Como parte da
formação básica, o Ensino Religioso deverá garantir o respeito à diversidade cultural
e religiosa do país e impedir o proselitismo. Tal recomendação está sustentada no
art. 33 da Lei nº 9.394/96, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
No que concerne ao “como ensinar” (método), tais objetivos traduzem- se
em práticas pedagógicas radicadas na autonomia do professor. A partir desse
pressuposto, sugerimos uma caminhada metodológica do Ensino Religioso
vivenciado através da pesquisa, da observação, identificação, da reflexão e análise,
apropriação e ressignificação de saberes, com ênfase no diálogo. Tal opção atende
à apropriação dos conhecimentos propostos por esse componente no Ensino
Fundamental cuja finalidade é a formação básica dos estudantes no sentido de
construir atitudes e valores de respeito às diferenças existentes na sociedade
brasileira em geral.
O trabalho pedagógico pressupõe, antes de tudo, uma análise mais crítica
da realidade social e dos processos de transformação da natureza feitos pela ação
do homem e, que são resultantes das necessidades humanas, tornando possível um
processo educativo dialético de construção do conhecimento escolar, conforme é
apresentada na Teoria Histórico Cultural e na Pedagogia Histórico-Crítica, as quais
fundamentam a prática pedagógica da Rede Municipal de ensino de Campo Mourão
(vide PPP).
Portanto, o procedimento que cada professor precisa realizar no
encaminhamento prático do conteúdo a ser trabalhado, obedecerá a um ritual de
diálogo constante e que expresse o nível de desenvolvimento atual que o aluno
apresenta, referente ao conteúdo a ser trabalhado.
Algumas estratégias indicadas:
Listagem do conteúdo; exposição do conteúdo; questionamentos; utilização
de textos, filmes e recursos áudio visuais; vivência cotidiana do conteúdo (o que o
aluno já sabe: visão da totalidade empírica); mobilização e desafio (o que o gostaria
de saber a mais?); resolução de problemas; correção de exercícios em conjunto;
identificação da e discussão sobre os principais problemas postos pela prática social
e pelo conteúdo; dimensões do conteúdo a serem trabalhadas.
As atividades propostas devem ser criativas e desafiadoras que busquem
promover o engajamento dos estudantes no processo de ação e reflexão,
favorecendo a construção e sistematização dos conhecimentos.
As estratégias específicas para cada aula será especificada em cada plano
de aula diário, contemplando os verbos que indicam as habilidades pretendias à
aquele ano. Observando as estratégias para as adaptações curriculares aos alunos
com necessidade educacionais especiais, bem como as atividades desenvolvidas
com os temas transversais ou contemporâneos.
Entre esses temas, destacam-se: direitos da criança e do adolescente (Lei
nº 8.069/1990), educação em direitos humanos (Decreto nº 7.037/2009, Parecer
CNE/CP nº 8/2012 e Resolução CNE/CP nº 1/2012), educação das relações étnico-
raciais e ensino de história e cultura afro-brasileira, africana e indígena (Leis nº
10.639/2003 e 11.645/2008, Parecer CNE/CP nº 3/2004 e Resolução CNE/CP nº
1/2004). No Referencial Curricular do Paraná, essas temáticas são contempladas
em habilidades dos componentes curriculares, cabendo às escolas, de acordo com
suas especificidades, tratá-las de forma contextualizada.

4. AVALIAÇÃO

A avaliação é um processo contínuo que serve de diagnóstico permanente


para superação das dificuldades, no decorrer do processo de ensino-aprendizagem,
respeitando as particularidades de cada aluno. É um processo de percepção dos
alcances e dos limites de toda a ação educativa. O sistema de avaliação da Rede
Municipal de Ensino de Campo Mourão é organizado trimestralmente com registro
(descritivo/conceito/nota).
De acordo com o Regimento Escolar (2018), na avaliação dos estudantes
devem ser considerados os resultados obtidos durante todo o período letivo, num
processo contínuo, expressando o seu desenvolvimento escolar, tomado na sua
melhor forma. Os resultados das atividades avaliativas serão analisados durante o
período letivo, pelos estudantes e pelos professores, observando os avanços e as
necessidades detectadas para novas ações pedagógicas. No entanto, para os
estudantes de baixo rendimento escolar, a recuperação de estudos deve oportunizar
apropriação dos conhecimentos básicos, e dar-se-á de forma permanente e
concomitante ao processo ensino-aprendizagem. É organizada com atividades
significativas, por meio de procedimentos didático-metodológicos diversificados, tais
como: avaliações diagnósticas, formativas, somativas. Como instrumentos:
atividades escritas, avaliação oral ou exposição oral dos alunos, dramatização,
trabalho de pesquisa, experimentação, desenhos, maquetes, produção textual,
seminário, portfólios, álbuns, dentre outros.

5. A TRANSIÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS PARA OS


ANOS FINAIS

O processo de transição da fase dos anos iniciais para a fase dos anos
finais, da etapa do ensino fundamental, requer uma atenção cuidadosa para a sua
especificidade, pois esta última deverá consolidar o caminho alicerçado na fase
anterior. Reitera-se, portanto, a premência de uma formação para o respeito aos
direitos humanos, à vida em comum, à coesão social, à cooperação, às práticas
cidadãs ativas e à solidariedade no convívio comunitário, por meio da articulação
entre todas as etapas da educação, como preveem as Diretrizes Curriculares
Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos (2010).
Também é imprescindível considerar as particularidades integrantes do
amplo arcabouço conceitual e metodológico dos anos finais, no sentido de garantir
um processo continuado e progressivo de construção das aprendizagens previstas
para o ensino fundamental (AGUIRRE, 2017). Isso requer a sistematização de
conhecimentos no sentido de proporcionar oportunidades para a elaboração de
conceitos e a preocupação com o desenvolvimento cognitivo que reconheça os
aspectos objetivos e subjetivos da prática educativa, enfatizando as transformações
que ocorrem e que caracterizam essa passagem como momento de reflexão e
reorganização da vida dos estudantes, bem como a dos professores (BONDÍA,
2002).
A articulação entre essas fases é de grande importância e nela inclui-se,
principalmente, a relação entre os anos iniciais e os anos finais do ensino
fundamental, haja vista serem nestas fases que se intensificam as rupturas
decorrentes do gradativo desenvolvimento da maturidade dos estudantes e a
consequente e necessária adequação teórico-metodológica às capacidades
cognitivas destes por parte da escola, por meio das práticas pedagógicas ali
desenvolvidas (MESOMO, 2014).

6. REFERÊNCIAS

AGUIRRE, K. C. A transição dos anos iniciais para os anos finais do ensino


fundamental: o que diz a produção nacional. 2017.24f. Graduação (Licenciatura
em Pedagogia da Universidade Federal da Fronteira Sul), Chapecó, UFFS, 2017.
ARAGÃO, G. Transdisciplinaridade e diálogo inter-religioso no Recife. In:
Espiritualidades, Transdisciplinaridade e Diálogo 2. Recife: UNICAP, 2018, p.
26- 46.

BONDÍA, J. L. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Revista


Brasileira de Educação. n.19, jan/fev/mar/abr 2002.

BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Básica.


Resolução nº. 07, de 14 de dezembro de 2010. Fixa Diretrizes Curriculares
Nacionais para o Ensino Fundamental de 09 (nove) anos. Diário Oficial da União,
Brasília, 2010.

BRASIL. Lei nº.11.274, de 6 de fevereiro de 2006. Altera a LDB, dispondo sobre


a duração de 09 (nove) anos para o ensino fundamental, com matrícula
obrigatória a partir dos 06 (seis) anos de idade. Brasília, 2006.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base Nacional


Comum Curricular. Brasília, 2017.

MELO, C.J. B. Maracatu estudantil rainha Adelaide. In: ARAGÃO, G.; VICENTE,
M. Espiritualidades, Transdisciplinaridade e Diálogo 2. Recife: UNICAP, 2018,
p. 225-241.

NICOLESCU,B.. O manifesto da transdisciplinaridade. São Paulo: Trion, 2001.

MESOMO, O. L C.; PAWLAS, N. O. Articulação entre as duas etapas do ensino


fundamental: anos iniciais (5º ano) e anos finais (6º ano). Unicentro, Paraná, 2014.

PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Departamento de Educação Básica.


Referencial Curricular do Paraná: princípios, direitos e orientações. Ensino
Religioso. Curitiba-Pr: 2018.

PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação e do Esporte. Departamento de


Educação. Departamento de Desenvolvimento e Currículo. Referencial
Curricular do Paraná em Ação. Curitiba-Pr: 2019.

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