Manejo bezerras
Pré-parto:
- Período seco de 60 dias
- Condição corporal alimentação pré-natal
- Baia e pasto maternidades
- Gestação de 280 dias (280-295 dias)
- Sinais do parto:
- Fase 1: preparatória (semana que antecede ao parto)
- Flanco profundo
- Vulva inchada e com corrimento mucoso
- Úbere cheio
- Relaxamento dos ligamentos
- Colostro
- 2-6 horas antes do parto
- Comportamento: isolamento, agitação e olha o flanco
- Contração a cada 15 minutos e ao final a cada 3 minutos
- Fase 2 - expulsão do feto (1/2 a cada 4 horas)
- Cérvix toda dilatada
- Bolsa amniótica aparente
- Dor faz vaca deitar
- 1-3 contrações/min
- Fase 3 - expulsão dos envoltórios fetais ( 8-12 hs)
- Expulsão placentária
- Sinais de anormalidades - escore de distocia (1-5)
- Quando e como intervir no parto
- Na fase 2
- Bolsa amniótica visível por 2 hs e a vaca não está
“trabalhando”
- Vaca “trabalhando” por mais de 30 min sem progresso
- Intervalo maior do que 20 min sem “trabalho”
- Sinais de fadiga (vaca) e língua inchada (bezerra)
- Ao determinar apresentação, posição e posturas anormais
durante o parto
Manejo da bezerra
- Bezerra está respirando?
- Solução alcoólica de iodo no umbigo
- Checar anormalidades
- Hérnia umbilical
- Mandíbulas simétricas
- Tetas
- Palato convexo
- Freemartin - ovários não se desenvolvem corretamente
(infértil) e com comportamento de machos
- Partos gemelares 4,2% sendo 1,2% primíparas e 5.8% multíparas
- Taxa de mortalidade de 28,2% de gêmeos e 7,2% simples
- Identificação (brinco) e pesagem: balança ou fita torácica
Separação vaca-bezerra
- Estudos mostram que quanto maior é o tempo que o bezerro fica
com a mãe, maior será o estresse de separação para ambos, mãe e
cria - vocalização, tempo em pé e se movimentando e cabeça para
fora da baia.
Colostro
- Primeira secreção da glândula mamária obtida na primeira ordenha
pós-parto.
- Secreção amarelada e viscosa
- Conforme vai sendo feita as ordenha após o parto, os sólidos totais,
gordura, proteína, anticorpos e minerais diminuem, somente a
lactose aumenta
- O período entre o nascimento até 1 dia de vida - predomínio dos
anticorpos maternos (imunidade passiva)
- Mas o período entre 1 dia de vida e 14 dias é um período de risco,
pois somente após os 14 dias de vida que ocorre a ativação do
sistema imune da bezerra/o (imunidade ativa)
Avaliação da qualidade do colostro
- Colostrômetro – forte correlação entre a gravidade específica do
colostro e a concentração de imunoglobulinas (Ig).
- Temperatura adequada para o teste de realizado: 20 a 25°C.
- Refratômetro de brix óptico
- Refratômetro de brix digital
- Conforme as horas após o nascimento, menor a eficiência na
absorção de IgG no plasma
- A permeabilidade intestinal às imunoglobulinas diminui
rapidamente após o nascimento.
Qualidade de transmissão da imunidade passiva colostral
- Fatores ligados à vaca:
- Qualidade do colostro = ideal > 50 mg de IgG/ml (uso de
colostrômetro).
- Raça;
- Ordem de lactação;
- Limpeza do úbere;
- Período seco;
- Nutrição da vaca no período seco (Selênio, vitamina E,
proteína).
- Fatores ligados ao bezerro
- Motivação para mamar:
- Bezerros recém- nascidos mamam de 5 a 8 vezes ao dia
podendo ingerir até 5% do seu peso vivo em uma única
mamada.
- Quanto maior a quantidade de colostro ingerido nas
primeiras 12h após o nascimento, menor a mortalidade
de bezerras
- Fatores que podem impedir consumo de colostro
- Vaca: lesões, superlotação, tetas grandes, úbere penduloso,
liberação do leite
- Bezerra: distocia, fraqueza, doenças, experiência, refuga a
bezerra, acesso a teta, outra bezerra beve
- Fatores ligados ao manejo
- Métodos de fornecimento do colostro
1. Permanência da bezerra com a vaca durante toda a fase de
aleitamento. Método mais natural
2. Permanência da bezerra com a vaca somente nas primeiras
24h
3. Separá-las das mãos logo após o nascimento, recebendo o
colostro da primeira ordenha em mamadeira. Higiene dos
tetos e utensílios
- Fornecimento de colostro por sonda esofágica
- Vacas com mastites → pasteurização
- Fermentar é melhor do que congelar
- Estocar em recipiente limpo, de plástico, com tampa e manter a
10-21ºC, agitar antes do uso
- Diluição do colostro
- 2:1 se de 1ª ordenha
- 3:1 se de 3ª ordenha
Sistemas de aleitamento
- Aleitamento natural
- Bezerros mamam diretamente nas mães.
- Adotada em rebanhos onde as vacas não são capazes de
manter a lactação sem a presença do bezerro.
- Liberação da ocitocina
- Sistemas extensivos
- Permanece com a vaca até a desmama natural
- Vacas zebuínas e produção < 10 l/d
- Uma só ordenha por dia
- Concentrado a partir do declínio acentuado da produção de
leite
- Bezerros soltos com as mães - ordenha realizado uma vez ao
dia pela manhã;
- Bezerros com as mães somente nas ordenhas - ordenha
realizada duas vezes ao dia.
- Aleitamento natural controlado
- 2 ordenhas + 2 mamadas - meia hora com a vaca
- 1 ordenha + 1 mamada - 1 hora com a vaca
- Leite integral e aleitamento artificial
- Restrito 3-6 kg/dia - 10% PV
- Tetos artificiais e temperatura do leite
- Vantagens:
- Controle leiteiro de vacas;
- Ordenha com ausência do bezerro;
- Controle quantitativo da ingestão do leite pelo bezerro;
- Controle econômico da criação;
- Melhor manejo da ordenha;
- Possibilita a substituição total ou parcial do leite integral
por seus sucedâneos
- Desvantagens
- Mão-de-obra selecionada;
- Custo operacional elevado;
- Maior exigência no controle de qualidade e higienização
dos materiais
Alimentação
- Até 60% custo total cria
- Taxa desenvolvimento
- Efeito no retorno do capital investido
- Atente mais para peso e tamanho
- Fornecer água durante o aleitamento? Sim, com água disponível,
os bezerros consomem mais ração inicial, crescem mais rápido e
têm diarreia por menor número de dias
- Colostro excedente
- Pode ser fornecido para as bezerras mais velhas.
- Alto valor nutritivo e ação protetora contra infecções no trato
gastrointestinal.
- Dilui-se 2 partes de colostro com 1 parte de leite integral.
- Pode ser mantido congelado
- Leite mamítico
- Produzido por vacas recebendo antibiótico no tratamento
contra infecções, principalmente da glândula mamária
- Não pode ser comercializado;
- Pode ser fornecido aos bezerros somente após processo de
pasteurização na fazenda.
- Pasteurização do leite: reduz contaminação de bactérias e doenças
- Aleitamento em grupo: leite “livre” e tetos artificiais bezerreiro para
grupos
- Alimento sólido: ração inicial
- 20-21% proteína
- Alta palatabilidade
- Textura grossa
- Medidas de manejo para estimular o consumo
- Colocar o concentrado à disposição das bezerras o mais cedo
possível;
- Estimular o consumo colocando um pouco de concentrado
na boca da bezerra;
- Água à disposição dos animais a partir da primeira semana de
vida;
- Substituí-lo diariamente.
- Forrageiras
- Forragens ou concentrado?
- FIbra da ração promove desenvolvimento ruminal
- Silagem após 3 meses de idade
- Desmame precoce
- Vantagens:
- Reduções no custo da alimentação, da mão-de-obra e
na ocorrência de distúrbios gastrintestinais;
- Antecipar o desenvolvimento ruminal.
- Critérios para desmame precoce
- Idade ou peso
- Consumo de ração de 0.5-0.7 kg/3 dias consecutivos.
- Desmame abrupto
- Desmame gradativo
- Vacas azebuadas?
- Usar bom senso sempre
- Vocalização é menor quando as bezerras estão em par do que
se estivessem sozinhas
- Como avaliar se as bezerras estão sendo bem cuidadas
- Taxa de mortalidade: ideal não perder nenhuma bezerra, mas
considera-se razoável uma taxa de 5% ao ano em rebanhos
maiores;
- Morbidade: pode ser avaliada pelos gastos com
medicamentos;
- Pesos podem ser utilizados para monitorar o crescimento das
bezerras;
- Observar o aspecto geral e a condição corporal das bezerras.
- Desmame com 8 semanas causa menor taxa de mortalidade do
que se fizesse com 3-7 semanas
Mochação
- O que é? Envolve a remoção de células queratogênicas produtoras
de chifres em bezerros com menos de dois meses de idade. Nesse
estágio, os brotos dos chifres ainda não se fundiram ao crânio.
- Porque mochar? Facilitar o manejo de bovinos na fase adulta, uma
vez que animais com os cornos podem oferecer maior risco à
segurança dos trabalhadores e de outros animais, podendo até
mesmo ter o seu valor comercial reduzido
- Métodos: soda cáustica, ferro quente, cortar
- Quando realizar? A partir do momento em que há a boa
visualização do botão cornual, e em animais com até 2 meses de
idade. Após esse período o botão cornual vai ter fundido no osso do
crânio, sendo necessário a realização da descorna cirúrgica para a
retirada dos cornos
Abrigo individual móvel
- Facilita o aleitamento;
- Controle da quantidade de ração ingerida;
- Mobilidade e facilidade de limpeza e desinfecção;
- Aumenta o poder de observação sobre o animal, facilitando a
identificação imediata dos primeiros sinais de doenças
Sistemas de estacas
- Suporte para baldes com concentrado e água;
- Boa cobertura vegetal;
- Deve contar com árvores para prover sombra e proteção contra
ventos;
- Utilizar sombrites.
Melhoramento genético em bovinos leiteiros
1. Objetivos
- Conhecer as variáveis ambientais e genéticas que afetam a
produção de leite
- Como fazer o controle leiteiro do rebanho
- Seleção de características leiteiras
- Métodos dos cruzamentos
- Manusear testes de progênie
2. Introdução
- Raças europeias
- Holandesa
- Jersey
- Parda suíça
- Raças indianas
- Gir
- Guzerá
- Raças sintéticas
- Pitangueiras
- Lavínia
- Girolanda
3. Variáveis
- Condição corporal ao parto, ano de estação, idade
- Manejo, região, valor genético*
- Gestação, intervalo de partos, período seco, ordem de parto,
duração da lactação, frequência e intervalo de ordenhas
4. Controle leiteiro e reprodutivo
- Vantagens:
- Permite seleção de vacas superiores
- Facilita manejo alimentar
- Facilita manejo de vaca seca
- Permite avaliar touros
- Valor comercial
- Conhecer o intervalo entre partos
- Identificar vacas que repetem o cio
- Identificar vacas que abortam
- Permite avaliar se touro ou sêmen é eficiente
- Controle mensal
- Feito durante ordenha
- Medir leite 2x por mês
- Pesagem ou volume
- Aleitamento natural - deixar 1 quarto para bezerro
5. Melhoramento
- Seleção de características desejáveis
- Cruzamentos de raças com diferentes potenciais
- Seleção para produção
- Seleção para tipo
- Seleção de 2 ou + características
- Taxa de descarte
- Métodos de seleção
- Paralela
- Seleção de uma característica por vez até atingir nível
desejado para cada uma delas
- Ganho rápido de uma característica, mas há perda
quando outras estão sendo selecionadas
- Nível independente
- Descarte simultâneo mas independente para cada
característica
- Nível é estabelecido para cada característica e descarte
ocorre quando um deles não é atingido
- Índice de seleção
- Totalizar o escore para cada característica e descartar os
animais com escore baixo
- Mesmo que nível em uma característica não for atingido, o
animal pode permanecer no rebanho
- Características de seleção
- Produção e qualidade
- kg leite produzido
- Duração da lactação
- Kg gordura e proteína e de sólidos totais
- Tipo conformação: sistema linear
- Adaptação: intervalo entre partos, idade a primeira cria e
resistência às doenças
- Repetibilidade
- Herdabilidade: estatura, profundidade corporal, angulosidade,
ângulo da garupa, ângulo dos pés e pés
- Metas para reprodução
- Prenhez no 1º serviço = 70%
- Infertilidade < 10% das vacas
- Serviços/concepção = 1.3
- Intervalo entre partos = < 380 dias
- Herdabilidade para outras características adaptativas:
carrapatos, moscas, endoparasitas, estresse calórico,
fertilidade do touro
6. Cruzamentos
- Objetivos: maior produção, precocidade, adaptação, produção de
bi-mestiços, complementação entre raças
- Opções de cruzamentos: raças europeias puras, raças europeias de
dupla aptidão, zebuínas e mestiças
- Simples ou industrial:
- Touro europeu com vaca azebuada
- 1/2 sangue tem aumento do grau de heterose
- Rusticidade
- Exemplo: holandesa x gir
- Somente uma vez, fêmeas e machos vão para abate
- Contínuo ou absorvente
- Holandês x zebu
- Puro por cruzamento (PC) = pai x filhas
- Para produtor tecnificado
- Triplo ou tricross
- Holandês → zebu = F1 (parda suíça, jersey, simental)
- Para reprodutor tecnificado
- Consanguinidade
- Aumento com modelo animal
- Consequentemente aumento da possibilidade de recessivos
indesejáveis
- Deprime produção
- Heterose: efeito oposto à consanguinidade → maior gordura,
proteína, PV e sobrevivência
7. Defeitos congênitos
- Prognatismo: maxilar superior maior que inferior
- Hérnia umbilical solução de continuidade na parede do abdômen
- Polialelia: tetos extras
- Sintelia: tetos fundidos
- Freemartin: órgãos genitais subdesenvolvidos
- Hipoplasia gonadal: ovários lisos e pequenos
8. Testes de progênie
- 5% do rebanho em IA
- Menor estrutura nacional
- Grande nº de descendentes
- Maior intensidade de seleção
- Touros testados em condições brasileiras
- Processo de avaliação genética no qual os animais têm seu valor
genético estimado com base, principalmente, nos desempenhos
de suas crias.
- Metodologia: São utilizadas as informações de todas as fêmeas com
produção registrada - todos os parentes, progênie e relação entre
eles
9. Conclusão
- Grande progresso genético em bovinos leiteiros nos últimos anos
- Necessita estruturar melhor o sistema de teste de tourinhos
- Melhor condições a nível de propriedade
Manejo de vacas em lactação
1. Objetivos
- Discutir métodos e estratégias de alimentação de vacas leiteiras de
acordo com seu ciclo de gestação/lactação
- Estudar o manejo reprodutivo
2. Como manejar
- Manter o pH do rúmen em 6.0
- Dividir dieta em várias refeições e limitar concentrado até 2.5
kg de MS por refeição
- Limitar até 0.5 kg/v/dia óleo vegetal e limitar até 100 g/dia óleo
de peixe
- Fornecer fibra: forragem fibra longa - as vacas devem passar 9-10
horas/dia ruminando
- Quanto maior o PV, maior o consumo de matéria seca e maior o
nível de produção
- Consumo de MS é mais baixo no início da lactação
- Pico de consumo 5-10 semanas depois do pico de produção
- A dieta concentrada no período de transição no final
diminui o tempo do pico de consumo
- A cada 0.5kg adicional de MS consumida, espera-se 1-1.5 kg
aumento de leite (<3 kg leite/kg ração)
- Se isso não acontecer:
- Vacas podem estar ganhando condição corporal
- Novilhas em crescimento
- Aumentar o nível de energia na ração
- Acima de 5% de gordura na ração, diminui o consumo de MS
no início da lactação
- Há competição entre mobilização de ácidos graxos corporais
e gordura proveniente da dieta
- Fornecer gordura após período de mobilização de condição
corporal não deprime consumo
- Redução na qualidade da forragem = redução de consumo MS
- Somatotropina bovina (BST)
- Vacas injetadas com BST aumentam consumo 3-5 semanas
após aumento da produção
- Aumenta a produção e o período de pico de produção
- Ração balanceada e bom manejo no cocho favorece aumento
no consumo até atingir requerimento
- Essa técnica pode afetar o BEA
- O que faz a vaca parar de comer?
- Trato digestivo cheio
- Dieta rica em fibra
- Forragem de baixa qualidade
- Níveis sanguíneos de gordura
- Alimentos fermentados com mais de 50% de umidade diminuem
o consumo de MS em 3-5%
- Inclui silagem e outros produtos fermentados
- Acesso ao alimento
- Mais de 4 horas/dia restrição alimentar pode limitar o
consumo de MS
- Exemplos: ordenha muito longa, cocho vazio, procura de
sombra
3. Ciclo gestação-lactação
- Fatores relacionados ao ciclo
- 1 - curva de produção de leite
- Pico de produção de leite ocorre 40-60 dias após o
parto
- Vacas primíparas devem ter no mínimo pico de 75% ou
mais das multíparas
- Exemplo: 27 kg / 36 kg x 100 = 75%
- 2 - curvas de produção de gordura e proteína
- Há variação racial
- Se o teor de gordura no leite for 0.4% menor que
proteína, suspeite de acidose ruminal
- Se teor de proteína for menor que a média da raça ou
variar muito nas fases, considere como causas:
- Níveis baixos de energia fermentável
- Níveis baixos de MS
- Níveis baixos de proteína e aminoácidos
- Gordura e óleo na dieta
- 3 - curva de consumo de MS
- Aumento do consumo de MS
- Evita desordens metabólicas
- Evita perda da condição corporal
- Melhora desempenho reprodutivo
- 4 - curva de alteração da CC
- Cada 1.0 CC = 30-60 kg PV
- Evitar perdas > 1.5 CC
- Evitar perdas > 0.9 kg PV/dia
- Antes de secar 3.0 a 3.75 CC
- 6 fases do ciclo
- FASE 1 - DE 60 ATÉ 21 DIAS ANTES DO PARTO
- FASE 2 - 3 SEMANAS ANTES DO PARTO
- FASE 3 - DO PARTO ATÉ 21 DIAS PÓS-PARTO
- FASE 4 - DE 21 ATÉ 70 DIAS PÓS-PARTO → pico de leite
- FASE 5 - DE 70 ATÉ 200 DIAS PÓS-PARTO
- FASE 6 - DE 200 DIAS ATÉ SECAGEM (305 DIAS)
- Fase 1: período seco (0-40 dias)
- Mudar para grupo de vaca seca
- Evitar desordem metabólica: ganho de CC limitado a 0.5
- Exemplo de 3.0 para 3.5 (ganho de peso até 0.5 kg/dia)
- 1.0-3.0 kg de concentrado dependendo da CC
- Estratégia: o volumoso deve ser maior proporção da dieta
- Fornecer 1/3 ou 2-4kg MS silagem de milho para
aumentar energia
- Limitar o consumo de sal a 28g e forçar o consumo de
microminerais e vitaminas (fornecido na ração)
- Fase 2 - período seco (40-60 dias)
- Período de transição
- Consumo de MS menor que 15-30%
- Crescimento rápido do feto
- Risco de cetose maior devido a mobilização CC
- Estratégia: aumentar consumo de MS
- Concentrado 2–4 kg MS
- Limitar gordura a 0.15-0.2 kg/dia
- Fornecer 3-5 kg feno longo/dia
- Prevenir distúrbios metabólicos: fornecer sal aniônico,
levedura, niacina, administrar propileno glicol - antes
do parto
- Fase 3 - lactação (0-21 dias)
- Período de transição - balanço energético negativo
- Checar saúde da vaca - Tº, descarga uterina, corpos cetônicos
(urina, sangue, leite)
- Monitorar comportamento alimentar e funcionamento
ruminal e condição corporal (evitar perdas maiores que 1.5
nas próximas fases)
- Estratégia
- Ração intermediária para melhor adaptação
- 3 kg feno longo - evitar queda do pH ruminal
- Limitar fornecimento de gordura até 5% da MS para
evitar competição com a mobilização de energia
corporal
- Levedura estimula digestão bacteriana da fibra
- Tampões de pH, niacina, propileno glicol
- Produção da saliva: feno > past. madura > past. nova >
concentrado
- Fase 4 - lactação (21-100 dias)
- Balanço energético negativo
- Estratégia
- Forragem de alta qualidade
- Nível de proteína é importante
- Aumento gradativo de concentrado (máximo 0.5 kg/dia)
- Evitar competição por espaço no cocho
- Fase 5 - lactação (100-200 dias)
- Equilíbrio energético
- Estratégia
- Otimizar consumo de MS
- Iniciar reposição da CC
- Revisar necessidade de aditivos
- BST - cuidar com BEA
- Fase 6 - lactação (200-305 dias)
- Balanço energético positivo
- Vaca deve estar prenhe - ganho de peso - 0.5-0.7 kg/dia
- Estratégia:
- Descontinuar aditivos. aumentar proporção de
forragem, remover suplementos de gordura e CC
3.5-3.75
Alimentação baseada em pasto
- Sistemas
- Tradicional
- Rotacionado
- Intensivo
- Vantagens:
- diminui custos com máquinas
- equipamentos e construções para estocar forragem
- melhora saúde da vaca e solo
- reduz custo com manejo de esterco
- Desvantagens:
- diminui produção de leite/vaca
- dificulta controle no consumo
- necessário estocar forragem em épocas críticas
- subpastejo reduz qualidade da forragem
- reduz consumo de MS e promove crescimento de ervas
daninhas
- Superpastejo = reduz recuperação da forragem, reduz consumo de
MS e danos ao solo
- Consumo de MS: vacas pastam agressivamente por 8h/dia,
consumo de 2kg por hora em pasto de boa qualidade, vacas de alta
produção chegam a consumir 0.9% do PV com forragem FDN
- Suplementação: fornecer 0.5kg de concentrado para cada 2.5 kg de
leite, limitar amido para 2 kg/refeição para evitar acidose e adicionar
magnésio em pasto com alto nível de potássio
Manejo reprodutivo
- Detecção do estro (cio) é fundamental para: inseminação,
confirmar se está ciclando normalmente e prever próximo estro
- fator mais crítico na eficiência reprodutiva
- Sinais secundários de estro: vaca inquieta e excitada, secreção de
muco vaginal aquosa e clara, vulva avermelhada, vocalização, reduz
temporária da produção de leite e tentar montar outras vacas
- Sinais primários: se deixa montar por outras vacas
- Detectar o estro - observar 2-3x/dia antes da ordenha da manhã e
depois da ordenha da tarde
- Ideal: monitoramento constante, identificação das vacas em
estro automática, reduzir mão de obra e operar
continuamente
- Se a detecção ainda for um problema
- Controle hormonal do estro (sincronização)
- Vantagens: reduz tempo com detecção e maior
conveniência na IA
- Desvantagem: custo
- Dispositivos detecção do estro
- Giz / tinta na garupa = baixo custo, codificação através de
cores diferentes
- Detectores sensíveis à pressão
- Transponder
- Pedômetros
- Cabrestos marcadores em rufião
- Quando inseminar
- Novilhas: para parir com 20-24 meses
- Vacas:
- Menos fértil no primeiro cio pós-parto
- Recomendado 45-60 dias pós-parto em:
- estro de manhã - IA à tarde
- estro meio dia - IA à noite
- estro de tarde - IA na manhã seguinte
- Deve estar prenhe até 100 dias depois para não
aumentar IEP
- Temperatura ALTA = reduz taxa de concepção
Conclusão:
- Produção de leite e componentes, consumo de MS e perda de peso
= várias fases de alimentação desenvolvidas
- Primeira fase inicia com a vaca seca
- Bom manejo durante a fase de transição evitará problemas
metabólicos e produção de leite será otimizada
- Detecção do estro é importante
- Manter as vacas livres de estresse calórico melhora a detecção do
estro e taxa de concepção
Manejo de vacas secas
- Período seco
- Fase 1 + fase 2 = 45-70 dias
- Fase 1: 30-40 dias
- Involução completa do úbere
- Fase 2: mínimo 15 dias
- Regeneração celular
- Formação de colostro
- Transição da alimentação
- Menor que 45 ou maior que 70 dias:
- Compromete dieta de transição
- Aumenta o custo com alimentação
- Aumenta desordens metabólicas
- Diminui a produção de leite
- Porque secar?
- Ganho na produção
- Lucro ao estender a lactação
- Involução do úbere evita mastite e regenera células
epiteliais
- Priorizar nutrientes para feto (>60% crescimento do feto)
e produção de colostro
- Estimular o sistema imune
- Estimular musculatura, papilas e microrganismos do
rúmen
- Minimizar desordens metabólicas
- Condição corporal
- Um dos pontos mais críticos na secagem é a condição
corporal
- Supercondicionar (>3.5-3.75) aumenta os riscos e dificuldade
no parto e doenças metabólicas
- Subcondicionar (<2.75-2.5) reduz a produção, persistência,
proteína no leite e reprodução
- Quando secar?
- Controle leiteiro e reprodutivo
- Depende do nível de produção (litros/dia) e condição corporal
- Vacas multíparas 6-8 semanas
- Novilhas - 8 semanas
- Animais com <2.5 ECC dar mais 2 semanas de período seco
- Como secar?
- Retirar concentrado na semana anterior a secagem
- Deixar de ordenhar abruptamente
- Vacas produzindo >25 L retirar concentrado 15 dias antes
- Fornecer feno
- Retirar água a noite
- Ordenhar 1x por dia por um período curto de tempo e
depois secar abruptamente
- Checar eficácia da secagem
- Suplemento vitamínico
- A produção de leite é menor quando o feno é de aveia do que
de grama
- Reagrupamento de vacas secas: é importante separar as vacas
secas do grupo de vacas em lactação pois as necessidades
nutricionais entre os dois grupos são diferentes
Alimentação
- Monitorar desordens metabólicas
- Febre do leite
- Hipocalcemia
- Cetose
- Retenção de placenta
- Deslocamento de abomaso
- Quanto mais calor, mais água as vacas tomam (tanto novilhas,
quanto secas e em lactação)
- Ingestão de água: lactação > seca > novilhas
- Qualidade da água: problemas variam de redução de consumo,
diarreia e outras doenças e alcalose
Conclusão
- Período seco é importante para a saúde e produtividade da vaca
- Dividir em duas fases
- Atentar ao BEA da vaca
Manejo geral
- Iniciar manejo alimentar e sanitário com a secagem da vaca, não
esperar a vaca parir
- Prevenir sub e supercondicionamento da vaca
- Alta condição corporal (>3.5) aumenta o risco de cetose, fígado
gorduroso e baixa fertilidade
- Monitorar o escore de locomoção das vacas
- Minimizar o estresse (competição por área no cocho e baia de
repouso, estresse calórico, troca excessiva de grupo)
Manejo de novilhas
1. Introdução
- Após desmame
- Manejo em grupos
- Fazendas de recria
- Todos dentro / todos fora
- Freestall
2. Alimentação
- Requer de 80-100 até 300-350 kg PV (2-14 meses)
- Ração 66% NDT
- Bom pasto
- Feno / silagem
- Até 1 ano
- Volumoso (sem limites)
- Concentrado 1-3 kg/cabeça
- Monitorar condição corporal
- 1-2 anos
- 1/2 a 2/3 bom feno
- 1/3 a 1/2 silagem de milho
- Sal mineral
- Concentrado - depende da qualidade do volumoso e
monitorar CC
- Feno excelente: ração diminui o consumo
- Forragem pobre: ração supre energia e proteína
- Diferenças em consumo de MS, tamanho, competição, necessidade
de IA e de gestação → rações diferentes
- Recomendações gerais:
- Não super-condicionar (4-10 meses de idade)
- Ganho de peso de 0.6-0.75 kg/PV/dia
- 1ª lactação aos 24 meses
- Peso na puberdade de 200-270 kg PV
- Úbere gorduroso: fase crítica dos 4 aos 10 meses de idade
- Último 1/3 de gestação
- Ganho de peso 1.2-1.5 kg/dia
- Crescimento = 0.7 a -.8 kg
- Feto 0.5-0.7 kg
- Peso na 1ª cobrição de 250-360 kg
- Peso ao parto de 300-540 kg e ECC de 3-3.75
- Taxa de ganho de peso depende do custo do alimento, produto
final e retorno do investimento
- Bebedouro:novilha = 1:20 - 6 L água/45 kg PV
- Instalações simples mas funcionais
- Monitorar crescimento
- Grupos homogêneos
- Volumoso de boa qualidade
Manejo da ordenha
1. Objetivos do manejo
- Eficiência na retirada do leite
- Minimizar riscos à saúde do úbere
- Preservar a qualidade do leite
- Manter a rotina e tranquilidade
- Maximizar eficiência da mão de obra
- Usar luvas - 50% dos ordenhadores tem mãos contaminadas
- Lavar com desinfetante
2. Manejo
- Retirada dos 3 primeiros jatos
- Vantagens
- Detectar mastites
- Ajuda ejeção do leite
- Reduz contagem bacteriana total
- Desvantagens:
- Consome tempo
- Risco de espalhar mastites pelas mãos do ordenhador
- Teste de califórnia (CMT)
- Quantidade de células somáticas no leite
- Ajuda a detectar mastite subclínica
- Preparo
- Tetas limpas - limpeza a seco
- Tetas sujas - lavar e secar
- Lavar somente as tetas e não todo úbere
- Secar com toalhas individuais
- Desinfecção das tetas
- Pré-dipping: reduz mastite ambiental - 30 segundos
- Bactérias no insuflador podem ser transmitidas para
próximas vacas
- Formação de colônias no orifício da teta (aberto logo
após a ordenha)
- Repetir a retirada dos 3 primeiros jatos depois do pré
- pós-dipping: reduz mastite contagiosa
- Remove bactérias da pele das tetas e de lesões = acelera
processo de cura
- Melhora qualidade da pele = evitar rachaduras
- Borrifar spray pré e pós-ordenha - mais caro
- Desinfetantes: solução de iodo, amônia quaternária, hipoclorito,
clorexidina
- Limitações pós-dipping:
- Não tem efeito em infecções já instaladas
- Pouca ação contra mastite ambiental
- Inativado por matéria orgânica
- Pode causar irritação da teta
- Resíduos no leite: consumo máximo longe da quantidade que 1 L
de leite tem de iodo
- Maior [ ] de iodo no pós-dipping (iodo pode entrar no canal
no pós-dipping)
- Ordenhar por último vaca infectada/com mastite e remover da linha
do leite
- Lavar e desinfetar teteiras após ordenha delas
- usar unidade de ordenha separada
- Ordem de ordenha: recém paridas > alta produção > média > baixa
> alta CCS > mastite
- Leite residual: estresse e demora na ordenha, intervalos de ordenha
irregulares, lesões na teta, não alinhamento das teteiras, término
precoce do desacoplador