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Manejo Eficiente de Bezerras: Guia Completo

O documento aborda o manejo de bezerras, incluindo cuidados pré-parto, sinais de parto e manejo pós-nascimento, enfatizando a importância do colostro e da alimentação adequada. Também discute a separação entre vaca e bezerra, sistemas de aleitamento, moção e abrigo, além de estratégias para melhoramento genético em bovinos leiteiros. A ênfase é na saúde e no desenvolvimento das bezerras, visando reduzir a mortalidade e melhorar a produtividade do rebanho.

Enviado por

Flavia Costa
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Manejo Eficiente de Bezerras: Guia Completo

O documento aborda o manejo de bezerras, incluindo cuidados pré-parto, sinais de parto e manejo pós-nascimento, enfatizando a importância do colostro e da alimentação adequada. Também discute a separação entre vaca e bezerra, sistemas de aleitamento, moção e abrigo, além de estratégias para melhoramento genético em bovinos leiteiros. A ênfase é na saúde e no desenvolvimento das bezerras, visando reduzir a mortalidade e melhorar a produtividade do rebanho.

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Manejo bezerras

Pré-parto:
-​ Período seco de 60 dias
-​ Condição corporal alimentação pré-natal
-​ Baia e pasto maternidades
-​ Gestação de 280 dias (280-295 dias)
-​ Sinais do parto:
-​ Fase 1: preparatória (semana que antecede ao parto)
-​ Flanco profundo
-​ Vulva inchada e com corrimento mucoso
-​ Úbere cheio
-​ Relaxamento dos ligamentos
-​ Colostro
-​ 2-6 horas antes do parto
-​ Comportamento: isolamento, agitação e olha o flanco
-​ Contração a cada 15 minutos e ao final a cada 3 minutos
-​ Fase 2 - expulsão do feto (1/2 a cada 4 horas)
-​ Cérvix toda dilatada
-​ Bolsa amniótica aparente
-​ Dor faz vaca deitar
-​ 1-3 contrações/min
-​ Fase 3 - expulsão dos envoltórios fetais ( 8-12 hs)
-​ Expulsão placentária
-​ Sinais de anormalidades - escore de distocia (1-5)
-​ Quando e como intervir no parto
-​ Na fase 2
-​ Bolsa amniótica visível por 2 hs e a vaca não está
“trabalhando”
-​ Vaca “trabalhando” por mais de 30 min sem progresso
-​ Intervalo maior do que 20 min sem “trabalho”
-​ Sinais de fadiga (vaca) e língua inchada (bezerra)
-​ Ao determinar apresentação, posição e posturas anormais
durante o parto
Manejo da bezerra
-​ Bezerra está respirando?
-​ Solução alcoólica de iodo no umbigo
-​ Checar anormalidades
-​ Hérnia umbilical
-​ Mandíbulas simétricas
-​ Tetas
-​ Palato convexo
-​ Freemartin - ovários não se desenvolvem corretamente
(infértil) e com comportamento de machos
-​ Partos gemelares 4,2% sendo 1,2% primíparas e 5.8% multíparas
-​ Taxa de mortalidade de 28,2% de gêmeos e 7,2% simples
-​ Identificação (brinco) e pesagem: balança ou fita torácica

Separação vaca-bezerra
-​ Estudos mostram que quanto maior é o tempo que o bezerro fica
com a mãe, maior será o estresse de separação para ambos, mãe e
cria - vocalização, tempo em pé e se movimentando e cabeça para
fora da baia.

Colostro
-​ Primeira secreção da glândula mamária obtida na primeira ordenha
pós-parto.
-​ Secreção amarelada e viscosa
-​ Conforme vai sendo feita as ordenha após o parto, os sólidos totais,
gordura, proteína, anticorpos e minerais diminuem, somente a
lactose aumenta
-​ O período entre o nascimento até 1 dia de vida - predomínio dos
anticorpos maternos (imunidade passiva)
-​ Mas o período entre 1 dia de vida e 14 dias é um período de risco,
pois somente após os 14 dias de vida que ocorre a ativação do
sistema imune da bezerra/o (imunidade ativa)

Avaliação da qualidade do colostro


-​ Colostrômetro – forte correlação entre a gravidade específica do
colostro e a concentração de imunoglobulinas (Ig).
-​ Temperatura adequada para o teste de realizado: 20 a 25°C.
-​ Refratômetro de brix óptico
-​ Refratômetro de brix digital
-​ Conforme as horas após o nascimento, menor a eficiência na
absorção de IgG no plasma
-​ A permeabilidade intestinal às imunoglobulinas diminui
rapidamente após o nascimento.

Qualidade de transmissão da imunidade passiva colostral


-​ Fatores ligados à vaca:
-​ Qualidade do colostro = ideal > 50 mg de IgG/ml (uso de
colostrômetro).
-​ Raça;
-​ Ordem de lactação;
-​ Limpeza do úbere;
-​ Período seco;
-​ Nutrição da vaca no período seco (Selênio, vitamina E,
proteína).
-​ Fatores ligados ao bezerro
-​ Motivação para mamar:
-​ Bezerros recém- nascidos mamam de 5 a 8 vezes ao dia
podendo ingerir até 5% do seu peso vivo em uma única
mamada.
-​ Quanto maior a quantidade de colostro ingerido nas
primeiras 12h após o nascimento, menor a mortalidade
de bezerras
-​ Fatores que podem impedir consumo de colostro
-​ Vaca: lesões, superlotação, tetas grandes, úbere penduloso,
liberação do leite
-​ Bezerra: distocia, fraqueza, doenças, experiência, refuga a
bezerra, acesso a teta, outra bezerra beve
-​ Fatores ligados ao manejo
-​ Métodos de fornecimento do colostro
1.​ Permanência da bezerra com a vaca durante toda a fase de
aleitamento. Método mais natural
2.​ Permanência da bezerra com a vaca somente nas primeiras
24h
3.​ Separá-las das mãos logo após o nascimento, recebendo o
colostro da primeira ordenha em mamadeira. Higiene dos
tetos e utensílios
-​ Fornecimento de colostro por sonda esofágica
-​ Vacas com mastites → pasteurização
-​ Fermentar é melhor do que congelar
-​ Estocar em recipiente limpo, de plástico, com tampa e manter a
10-21ºC, agitar antes do uso
-​ Diluição do colostro
-​ 2:1 se de 1ª ordenha
-​ 3:1 se de 3ª ordenha

Sistemas de aleitamento
-​ Aleitamento natural
-​ Bezerros mamam diretamente nas mães.
-​ Adotada em rebanhos onde as vacas não são capazes de
manter a lactação sem a presença do bezerro.
-​ Liberação da ocitocina
-​ Sistemas extensivos
-​ Permanece com a vaca até a desmama natural
-​ Vacas zebuínas e produção < 10 l/d
-​ Uma só ordenha por dia
-​ Concentrado a partir do declínio acentuado da produção de
leite
-​ Bezerros soltos com as mães - ordenha realizado uma vez ao
dia pela manhã;
-​ Bezerros com as mães somente nas ordenhas - ordenha
realizada duas vezes ao dia.
-​ Aleitamento natural controlado
-​ 2 ordenhas + 2 mamadas - meia hora com a vaca
-​ 1 ordenha + 1 mamada - 1 hora com a vaca
-​ Leite integral e aleitamento artificial
-​ Restrito 3-6 kg/dia - 10% PV
-​ Tetos artificiais e temperatura do leite
-​ Vantagens:
-​ Controle leiteiro de vacas;
-​ Ordenha com ausência do bezerro;
-​ Controle quantitativo da ingestão do leite pelo bezerro;
-​ Controle econômico da criação;
-​ Melhor manejo da ordenha;
-​ Possibilita a substituição total ou parcial do leite integral
por seus sucedâneos
-​ Desvantagens
-​ Mão-de-obra selecionada;
-​ Custo operacional elevado;
-​ Maior exigência no controle de qualidade e higienização
dos materiais
Alimentação
-​ Até 60% custo total cria
-​ Taxa desenvolvimento
-​ Efeito no retorno do capital investido
-​ Atente mais para peso e tamanho
-​ Fornecer água durante o aleitamento? Sim, com água disponível,
os bezerros consomem mais ração inicial, crescem mais rápido e
têm diarreia por menor número de dias
-​ Colostro excedente
-​ Pode ser fornecido para as bezerras mais velhas.
-​ Alto valor nutritivo e ação protetora contra infecções no trato
gastrointestinal.
-​ Dilui-se 2 partes de colostro com 1 parte de leite integral.
-​ Pode ser mantido congelado
-​ Leite mamítico
-​ Produzido por vacas recebendo antibiótico no tratamento
contra infecções, principalmente da glândula mamária
-​ Não pode ser comercializado;
-​ Pode ser fornecido aos bezerros somente após processo de
pasteurização na fazenda.
-​ Pasteurização do leite: reduz contaminação de bactérias e doenças
-​ Aleitamento em grupo: leite “livre” e tetos artificiais bezerreiro para
grupos
-​ Alimento sólido: ração inicial
-​ 20-21% proteína
-​ Alta palatabilidade
-​ Textura grossa
-​ Medidas de manejo para estimular o consumo
-​ Colocar o concentrado à disposição das bezerras o mais cedo
possível;
-​ Estimular o consumo colocando um pouco de concentrado
na boca da bezerra;
-​ Água à disposição dos animais a partir da primeira semana de
vida;
-​ Substituí-lo diariamente.
-​ Forrageiras
-​ Forragens ou concentrado?
-​ FIbra da ração promove desenvolvimento ruminal
-​ Silagem após 3 meses de idade
-​ Desmame precoce
-​ Vantagens:
-​ Reduções no custo da alimentação, da mão-de-obra e
na ocorrência de distúrbios gastrintestinais;
-​ Antecipar o desenvolvimento ruminal.
-​ Critérios para desmame precoce
-​ Idade ou peso
-​ Consumo de ração de 0.5-0.7 kg/3 dias consecutivos.
-​ Desmame abrupto
-​ Desmame gradativo
-​ Vacas azebuadas?
-​ Usar bom senso sempre
-​ Vocalização é menor quando as bezerras estão em par do que
se estivessem sozinhas
-​ Como avaliar se as bezerras estão sendo bem cuidadas
-​ Taxa de mortalidade: ideal não perder nenhuma bezerra, mas
considera-se razoável uma taxa de 5% ao ano em rebanhos
maiores;
-​ Morbidade: pode ser avaliada pelos gastos com
medicamentos;
-​ Pesos podem ser utilizados para monitorar o crescimento das
bezerras;
-​ Observar o aspecto geral e a condição corporal das bezerras.
-​ Desmame com 8 semanas causa menor taxa de mortalidade do
que se fizesse com 3-7 semanas

Mochação
-​ O que é? Envolve a remoção de células queratogênicas produtoras
de chifres em bezerros com menos de dois meses de idade. Nesse
estágio, os brotos dos chifres ainda não se fundiram ao crânio.
-​ Porque mochar? Facilitar o manejo de bovinos na fase adulta, uma
vez que animais com os cornos podem oferecer maior risco à
segurança dos trabalhadores e de outros animais, podendo até
mesmo ter o seu valor comercial reduzido
-​ Métodos: soda cáustica, ferro quente, cortar
-​ Quando realizar? A partir do momento em que há a boa
visualização do botão cornual, e em animais com até 2 meses de
idade. Após esse período o botão cornual vai ter fundido no osso do
crânio, sendo necessário a realização da descorna cirúrgica para a
retirada dos cornos

Abrigo individual móvel


-​ Facilita o aleitamento;
-​ Controle da quantidade de ração ingerida;
-​ Mobilidade e facilidade de limpeza e desinfecção;
-​ Aumenta o poder de observação sobre o animal, facilitando a
identificação imediata dos primeiros sinais de doenças

Sistemas de estacas
-​ Suporte para baldes com concentrado e água;
-​ Boa cobertura vegetal;
-​ Deve contar com árvores para prover sombra e proteção contra
ventos;
-​ Utilizar sombrites.

Melhoramento genético em bovinos leiteiros

1.​ Objetivos
-​ Conhecer as variáveis ambientais e genéticas que afetam a
produção de leite
-​ Como fazer o controle leiteiro do rebanho
-​ Seleção de características leiteiras
-​ Métodos dos cruzamentos
-​ Manusear testes de progênie

2.​ Introdução
-​ Raças europeias
-​ Holandesa
-​ Jersey
-​ Parda suíça
-​ Raças indianas
-​ Gir
-​ Guzerá
-​ Raças sintéticas
-​ Pitangueiras
-​ Lavínia
-​ Girolanda

3.​ Variáveis
-​ Condição corporal ao parto, ano de estação, idade
-​ Manejo, região, valor genético*
-​ Gestação, intervalo de partos, período seco, ordem de parto,
duração da lactação, frequência e intervalo de ordenhas
4.​ Controle leiteiro e reprodutivo
-​ Vantagens:
-​ Permite seleção de vacas superiores
-​ Facilita manejo alimentar
-​ Facilita manejo de vaca seca
-​ Permite avaliar touros
-​ Valor comercial
-​ Conhecer o intervalo entre partos
-​ Identificar vacas que repetem o cio
-​ Identificar vacas que abortam
-​ Permite avaliar se touro ou sêmen é eficiente
-​ Controle mensal
-​ Feito durante ordenha
-​ Medir leite 2x por mês
-​ Pesagem ou volume
-​ Aleitamento natural - deixar 1 quarto para bezerro​
5.​ Melhoramento
-​ Seleção de características desejáveis
-​ Cruzamentos de raças com diferentes potenciais
-​ Seleção para produção
-​ Seleção para tipo
-​ Seleção de 2 ou + características
-​ Taxa de descarte
-​ Métodos de seleção
-​ Paralela
-​ Seleção de uma característica por vez até atingir nível
desejado para cada uma delas
-​ Ganho rápido de uma característica, mas há perda
quando outras estão sendo selecionadas
-​ Nível independente
-​ Descarte simultâneo mas independente para cada
característica
-​ Nível é estabelecido para cada característica e descarte
ocorre quando um deles não é atingido
-​ Índice de seleção
-​ Totalizar o escore para cada característica e descartar os
animais com escore baixo
-​ Mesmo que nível em uma característica não for atingido, o
animal pode permanecer no rebanho
-​ Características de seleção
-​ Produção e qualidade
-​ kg leite produzido
-​ Duração da lactação
-​ Kg gordura e proteína e de sólidos totais
-​ Tipo conformação: sistema linear
-​ Adaptação: intervalo entre partos, idade a primeira cria e
resistência às doenças
-​ Repetibilidade
-​ Herdabilidade: estatura, profundidade corporal, angulosidade,
ângulo da garupa, ângulo dos pés e pés
-​ Metas para reprodução
-​ Prenhez no 1º serviço = 70%
-​ Infertilidade < 10% das vacas
-​ Serviços/concepção = 1.3
-​ Intervalo entre partos = < 380 dias
-​ Herdabilidade para outras características adaptativas:
carrapatos, moscas, endoparasitas, estresse calórico,
fertilidade do touro
6.​ Cruzamentos
-​ Objetivos: maior produção, precocidade, adaptação, produção de
bi-mestiços, complementação entre raças
-​ Opções de cruzamentos: raças europeias puras, raças europeias de
dupla aptidão, zebuínas e mestiças
-​ Simples ou industrial:
-​ Touro europeu com vaca azebuada
-​ 1/2 sangue tem aumento do grau de heterose
-​ Rusticidade
-​ Exemplo: holandesa x gir
-​ Somente uma vez, fêmeas e machos vão para abate
-​ Contínuo ou absorvente
-​ Holandês x zebu
-​ Puro por cruzamento (PC) = pai x filhas
-​ Para produtor tecnificado
-​ Triplo ou tricross
-​ Holandês → zebu = F1 (parda suíça, jersey, simental)
-​ Para reprodutor tecnificado
-​ Consanguinidade
-​ Aumento com modelo animal
-​ Consequentemente aumento da possibilidade de recessivos
indesejáveis
-​ Deprime produção
-​ Heterose: efeito oposto à consanguinidade → maior gordura,
proteína, PV e sobrevivência

7.​ Defeitos congênitos


-​ Prognatismo: maxilar superior maior que inferior
-​ Hérnia umbilical solução de continuidade na parede do abdômen
-​ Polialelia: tetos extras
-​ Sintelia: tetos fundidos
-​ Freemartin: órgãos genitais subdesenvolvidos
-​ Hipoplasia gonadal: ovários lisos e pequenos
8.​ Testes de progênie
-​ 5% do rebanho em IA
-​ Menor estrutura nacional
-​ Grande nº de descendentes
-​ Maior intensidade de seleção
-​ Touros testados em condições brasileiras
-​ Processo de avaliação genética no qual os animais têm seu valor
genético estimado com base, principalmente, nos desempenhos
de suas crias.
-​ Metodologia: São utilizadas as informações de todas as fêmeas com
produção registrada - todos os parentes, progênie e relação entre
eles

9.​ Conclusão
-​ Grande progresso genético em bovinos leiteiros nos últimos anos
-​ Necessita estruturar melhor o sistema de teste de tourinhos
-​ Melhor condições a nível de propriedade

Manejo de vacas em lactação

1.​ Objetivos
-​ Discutir métodos e estratégias de alimentação de vacas leiteiras de
acordo com seu ciclo de gestação/lactação
-​ Estudar o manejo reprodutivo

2.​ Como manejar


-​ Manter o pH do rúmen em 6.0
-​ Dividir dieta em várias refeições e limitar concentrado até 2.5
kg de MS por refeição
-​ Limitar até 0.5 kg/v/dia óleo vegetal e limitar até 100 g/dia óleo
de peixe
-​ Fornecer fibra: forragem fibra longa - as vacas devem passar 9-10
horas/dia ruminando
-​ Quanto maior o PV, maior o consumo de matéria seca e maior o
nível de produção
-​ Consumo de MS é mais baixo no início da lactação
-​ Pico de consumo 5-10 semanas depois do pico de produção
-​ A dieta concentrada no período de transição no final
diminui o tempo do pico de consumo
-​ A cada 0.5kg adicional de MS consumida, espera-se 1-1.5 kg
aumento de leite (<3 kg leite/kg ração)
-​ Se isso não acontecer:
-​ Vacas podem estar ganhando condição corporal
-​ Novilhas em crescimento
-​ Aumentar o nível de energia na ração
-​ Acima de 5% de gordura na ração, diminui o consumo de MS
no início da lactação
-​ Há competição entre mobilização de ácidos graxos corporais
e gordura proveniente da dieta
-​ Fornecer gordura após período de mobilização de condição
corporal não deprime consumo
-​ Redução na qualidade da forragem = redução de consumo MS
-​ Somatotropina bovina (BST)
-​ Vacas injetadas com BST aumentam consumo 3-5 semanas
após aumento da produção
-​ Aumenta a produção e o período de pico de produção
-​ Ração balanceada e bom manejo no cocho favorece aumento
no consumo até atingir requerimento
-​ Essa técnica pode afetar o BEA
-​ O que faz a vaca parar de comer?
-​ Trato digestivo cheio
-​ Dieta rica em fibra
-​ Forragem de baixa qualidade
-​ Níveis sanguíneos de gordura
-​ Alimentos fermentados com mais de 50% de umidade diminuem
o consumo de MS em 3-5%
-​ Inclui silagem e outros produtos fermentados
-​ Acesso ao alimento
-​ Mais de 4 horas/dia restrição alimentar pode limitar o
consumo de MS
-​ Exemplos: ordenha muito longa, cocho vazio, procura de
sombra

3.​ Ciclo gestação-lactação


-​ Fatores relacionados ao ciclo
-​ 1 - curva de produção de leite
-​ Pico de produção de leite ocorre 40-60 dias após o
parto
-​ Vacas primíparas devem ter no mínimo pico de 75% ou
mais das multíparas
-​ Exemplo: 27 kg / 36 kg x 100 = 75%
-​ 2 - curvas de produção de gordura e proteína
-​ Há variação racial
-​ Se o teor de gordura no leite for 0.4% menor que
proteína, suspeite de acidose ruminal
-​ Se teor de proteína for menor que a média da raça ou
variar muito nas fases, considere como causas:
-​ Níveis baixos de energia fermentável
-​ Níveis baixos de MS
-​ Níveis baixos de proteína e aminoácidos
-​ Gordura e óleo na dieta
-​ 3 - curva de consumo de MS
-​ Aumento do consumo de MS
-​ Evita desordens metabólicas
-​ Evita perda da condição corporal
-​ Melhora desempenho reprodutivo
-​ 4 - curva de alteração da CC
-​ Cada 1.0 CC = 30-60 kg PV
-​ Evitar perdas > 1.5 CC
-​ Evitar perdas > 0.9 kg PV/dia
-​ Antes de secar 3.0 a 3.75 CC
-​ 6 fases do ciclo
-​ FASE 1 - DE 60 ATÉ 21 DIAS ANTES DO PARTO
-​ FASE 2 - 3 SEMANAS ANTES DO PARTO
-​ FASE 3 - DO PARTO ATÉ 21 DIAS PÓS-PARTO
-​ FASE 4 - DE 21 ATÉ 70 DIAS PÓS-PARTO → pico de leite
-​ FASE 5 - DE 70 ATÉ 200 DIAS PÓS-PARTO
-​ FASE 6 - DE 200 DIAS ATÉ SECAGEM (305 DIAS)
-​ Fase 1: período seco (0-40 dias)
-​ Mudar para grupo de vaca seca
-​ Evitar desordem metabólica: ganho de CC limitado a 0.5
-​ Exemplo de 3.0 para 3.5 (ganho de peso até 0.5 kg/dia)
-​ 1.0-3.0 kg de concentrado dependendo da CC
-​ Estratégia: o volumoso deve ser maior proporção da dieta
-​ Fornecer 1/3 ou 2-4kg MS silagem de milho para
aumentar energia
-​ Limitar o consumo de sal a 28g e forçar o consumo de
microminerais e vitaminas (fornecido na ração)
-​ Fase 2 - período seco (40-60 dias)
-​ Período de transição
-​ Consumo de MS menor que 15-30%
-​ Crescimento rápido do feto
-​ Risco de cetose maior devido a mobilização CC
-​ Estratégia: aumentar consumo de MS
-​ Concentrado 2–4 kg MS
-​ Limitar gordura a 0.15-0.2 kg/dia
-​ Fornecer 3-5 kg feno longo/dia
-​ Prevenir distúrbios metabólicos: fornecer sal aniônico,
levedura, niacina, administrar propileno glicol - antes
do parto
-​ Fase 3 - lactação (0-21 dias)​
-​ Período de transição - balanço energético negativo
-​ Checar saúde da vaca - Tº, descarga uterina, corpos cetônicos
(urina, sangue, leite)
-​ Monitorar comportamento alimentar e funcionamento
ruminal e condição corporal (evitar perdas maiores que 1.5
nas próximas fases)
-​ Estratégia
-​ Ração intermediária para melhor adaptação
-​ 3 kg feno longo - evitar queda do pH ruminal
-​ Limitar fornecimento de gordura até 5% da MS para
evitar competição com a mobilização de energia
corporal
-​ Levedura estimula digestão bacteriana da fibra
-​ Tampões de pH, niacina, propileno glicol
-​ Produção da saliva: feno > past. madura > past. nova >
concentrado
-​ Fase 4 - lactação (21-100 dias)
-​ Balanço energético negativo
-​ Estratégia
-​ Forragem de alta qualidade
-​ Nível de proteína é importante
-​ Aumento gradativo de concentrado (máximo 0.5 kg/dia)
-​ Evitar competição por espaço no cocho
-​ Fase 5 - lactação (100-200 dias)
-​ Equilíbrio energético
-​ Estratégia
-​ Otimizar consumo de MS
-​ Iniciar reposição da CC
-​ Revisar necessidade de aditivos
-​ BST - cuidar com BEA
-​ Fase 6 - lactação (200-305 dias)
-​ Balanço energético positivo
-​ Vaca deve estar prenhe - ganho de peso - 0.5-0.7 kg/dia
-​ Estratégia:
-​ Descontinuar aditivos. aumentar proporção de
forragem, remover suplementos de gordura e CC
3.5-3.75

Alimentação baseada em pasto


-​ Sistemas
-​ Tradicional
-​ Rotacionado
-​ Intensivo
-​ Vantagens:
-​ diminui custos com máquinas
-​ equipamentos e construções para estocar forragem
-​ melhora saúde da vaca e solo
-​ reduz custo com manejo de esterco
-​ Desvantagens:
-​ diminui produção de leite/vaca
-​ dificulta controle no consumo
-​ necessário estocar forragem em épocas críticas
-​ subpastejo reduz qualidade da forragem
-​ reduz consumo de MS e promove crescimento de ervas
daninhas
-​ Superpastejo = reduz recuperação da forragem, reduz consumo de
MS e danos ao solo
-​ Consumo de MS: vacas pastam agressivamente por 8h/dia,
consumo de 2kg por hora em pasto de boa qualidade, vacas de alta
produção chegam a consumir 0.9% do PV com forragem FDN
-​ Suplementação: fornecer 0.5kg de concentrado para cada 2.5 kg de
leite, limitar amido para 2 kg/refeição para evitar acidose e adicionar
magnésio em pasto com alto nível de potássio

Manejo reprodutivo
-​ Detecção do estro (cio) é fundamental para: inseminação,
confirmar se está ciclando normalmente e prever próximo estro
-​ fator mais crítico na eficiência reprodutiva
-​ Sinais secundários de estro: vaca inquieta e excitada, secreção de
muco vaginal aquosa e clara, vulva avermelhada, vocalização, reduz
temporária da produção de leite e tentar montar outras vacas
-​ Sinais primários: se deixa montar por outras vacas
-​ Detectar o estro - observar 2-3x/dia antes da ordenha da manhã e
depois da ordenha da tarde
-​ Ideal: monitoramento constante, identificação das vacas em
estro automática, reduzir mão de obra e operar
continuamente
-​ Se a detecção ainda for um problema
-​ Controle hormonal do estro (sincronização)
-​ Vantagens: reduz tempo com detecção e maior
conveniência na IA
-​ Desvantagem: custo
-​ Dispositivos detecção do estro
-​ Giz / tinta na garupa = baixo custo, codificação através de
cores diferentes
-​ Detectores sensíveis à pressão
-​ Transponder
-​ Pedômetros
-​ Cabrestos marcadores em rufião
-​ Quando inseminar
-​ Novilhas: para parir com 20-24 meses
-​ Vacas:
-​ Menos fértil no primeiro cio pós-parto
-​ Recomendado 45-60 dias pós-parto em:
-​ estro de manhã - IA à tarde
-​ estro meio dia - IA à noite
-​ estro de tarde - IA na manhã seguinte
-​ Deve estar prenhe até 100 dias depois para não
aumentar IEP
-​ Temperatura ALTA = reduz taxa de concepção

Conclusão:
-​ Produção de leite e componentes, consumo de MS e perda de peso
= várias fases de alimentação desenvolvidas
-​ Primeira fase inicia com a vaca seca
-​ Bom manejo durante a fase de transição evitará problemas
metabólicos e produção de leite será otimizada
-​ Detecção do estro é importante
-​ Manter as vacas livres de estresse calórico melhora a detecção do
estro e taxa de concepção
Manejo de vacas secas

-​ Período seco
-​ Fase 1 + fase 2 = 45-70 dias
-​ Fase 1: 30-40 dias
-​ Involução completa do úbere
-​ Fase 2: mínimo 15 dias
-​ Regeneração celular
-​ Formação de colostro
-​ Transição da alimentação
-​ Menor que 45 ou maior que 70 dias:
-​ Compromete dieta de transição
-​ Aumenta o custo com alimentação
-​ Aumenta desordens metabólicas
-​ Diminui a produção de leite
-​ Porque secar?
-​ Ganho na produção
-​ Lucro ao estender a lactação
-​ Involução do úbere evita mastite e regenera células
epiteliais
-​ Priorizar nutrientes para feto (>60% crescimento do feto)
e produção de colostro
-​ Estimular o sistema imune
-​ Estimular musculatura, papilas e microrganismos do
rúmen
-​ Minimizar desordens metabólicas
-​ Condição corporal
-​ Um dos pontos mais críticos na secagem é a condição
corporal
-​ Supercondicionar (>3.5-3.75) aumenta os riscos e dificuldade
no parto e doenças metabólicas
-​ Subcondicionar (<2.75-2.5) reduz a produção, persistência,
proteína no leite e reprodução
-​ Quando secar?
-​ Controle leiteiro e reprodutivo
-​ Depende do nível de produção (litros/dia) e condição corporal
-​ Vacas multíparas 6-8 semanas
-​ Novilhas - 8 semanas
-​ Animais com <2.5 ECC dar mais 2 semanas de período seco
-​ Como secar?
-​ Retirar concentrado na semana anterior a secagem
-​ Deixar de ordenhar abruptamente
-​ Vacas produzindo >25 L retirar concentrado 15 dias antes
-​ Fornecer feno
-​ Retirar água a noite
-​ Ordenhar 1x por dia por um período curto de tempo e
depois secar abruptamente
-​ Checar eficácia da secagem
-​ Suplemento vitamínico
-​ A produção de leite é menor quando o feno é de aveia do que
de grama
-​ Reagrupamento de vacas secas: é importante separar as vacas
secas do grupo de vacas em lactação pois as necessidades
nutricionais entre os dois grupos são diferentes

Alimentação
-​ Monitorar desordens metabólicas
-​ Febre do leite
-​ Hipocalcemia
-​ Cetose
-​ Retenção de placenta
-​ Deslocamento de abomaso
-​ Quanto mais calor, mais água as vacas tomam (tanto novilhas,
quanto secas e em lactação)
-​ Ingestão de água: lactação > seca > novilhas
-​ Qualidade da água: problemas variam de redução de consumo,
diarreia e outras doenças e alcalose
Conclusão
-​ Período seco é importante para a saúde e produtividade da vaca
-​ Dividir em duas fases
-​ Atentar ao BEA da vaca

Manejo geral
-​ Iniciar manejo alimentar e sanitário com a secagem da vaca, não
esperar a vaca parir
-​ Prevenir sub e supercondicionamento da vaca
-​ Alta condição corporal (>3.5) aumenta o risco de cetose, fígado
gorduroso e baixa fertilidade
-​ Monitorar o escore de locomoção das vacas
-​ Minimizar o estresse (competição por área no cocho e baia de
repouso, estresse calórico, troca excessiva de grupo)
Manejo de novilhas

1.​ Introdução
-​ Após desmame
-​ Manejo em grupos
-​ Fazendas de recria
-​ Todos dentro / todos fora
-​ Freestall

2.​ Alimentação
-​ Requer de 80-100 até 300-350 kg PV (2-14 meses)
-​ Ração 66% NDT
-​ Bom pasto
-​ Feno / silagem
-​ Até 1 ano
-​ Volumoso (sem limites)
-​ Concentrado 1-3 kg/cabeça
-​ Monitorar condição corporal
-​ 1-2 anos
-​ 1/2 a 2/3 bom feno
-​ 1/3 a 1/2 silagem de milho
-​ Sal mineral
-​ Concentrado - depende da qualidade do volumoso e
monitorar CC
-​ Feno excelente: ração diminui o consumo
-​ Forragem pobre: ração supre energia e proteína
-​ Diferenças em consumo de MS, tamanho, competição, necessidade
de IA e de gestação → rações diferentes
-​ Recomendações gerais:
-​ Não super-condicionar (4-10 meses de idade)
-​ Ganho de peso de 0.6-0.75 kg/PV/dia
-​ 1ª lactação aos 24 meses
-​ Peso na puberdade de 200-270 kg PV
-​ Úbere gorduroso: fase crítica dos 4 aos 10 meses de idade
-​ Último 1/3 de gestação
-​ Ganho de peso 1.2-1.5 kg/dia
-​ Crescimento = 0.7 a -.8 kg
-​ Feto 0.5-0.7 kg
-​ Peso na 1ª cobrição de 250-360 kg
-​ Peso ao parto de 300-540 kg e ECC de 3-3.75
-​ Taxa de ganho de peso depende do custo do alimento, produto
final e retorno do investimento
-​ Bebedouro:novilha = 1:20 - 6 L água/45 kg PV
-​ Instalações simples mas funcionais
-​ Monitorar crescimento
-​ Grupos homogêneos
-​ Volumoso de boa qualidade

Manejo da ordenha

1.​ Objetivos do manejo


-​ Eficiência na retirada do leite
-​ Minimizar riscos à saúde do úbere
-​ Preservar a qualidade do leite
-​ Manter a rotina e tranquilidade
-​ Maximizar eficiência da mão de obra
-​ Usar luvas - 50% dos ordenhadores tem mãos contaminadas
-​ Lavar com desinfetante

2.​ Manejo
-​ Retirada dos 3 primeiros jatos
-​ Vantagens
-​ Detectar mastites
-​ Ajuda ejeção do leite
-​ Reduz contagem bacteriana total
-​ Desvantagens:
-​ Consome tempo
-​ Risco de espalhar mastites pelas mãos do ordenhador
-​ Teste de califórnia (CMT)
-​ Quantidade de células somáticas no leite
-​ Ajuda a detectar mastite subclínica
-​ Preparo
-​ Tetas limpas - limpeza a seco
-​ Tetas sujas - lavar e secar
-​ Lavar somente as tetas e não todo úbere
-​ Secar com toalhas individuais
-​ Desinfecção das tetas
-​ Pré-dipping: reduz mastite ambiental - 30 segundos
-​ Bactérias no insuflador podem ser transmitidas para
próximas vacas
-​ Formação de colônias no orifício da teta (aberto logo
após a ordenha)
-​ Repetir a retirada dos 3 primeiros jatos depois do pré
-​ pós-dipping: reduz mastite contagiosa
-​ Remove bactérias da pele das tetas e de lesões = acelera
processo de cura
-​ Melhora qualidade da pele = evitar rachaduras
-​ Borrifar spray pré e pós-ordenha - mais caro
-​ Desinfetantes: solução de iodo, amônia quaternária, hipoclorito,
clorexidina
-​ Limitações pós-dipping:
-​ Não tem efeito em infecções já instaladas
-​ Pouca ação contra mastite ambiental
-​ Inativado por matéria orgânica
-​ Pode causar irritação da teta
-​ Resíduos no leite: consumo máximo longe da quantidade que 1 L
de leite tem de iodo
-​ Maior [ ] de iodo no pós-dipping (iodo pode entrar no canal
no pós-dipping)
-​ Ordenhar por último vaca infectada/com mastite e remover da linha
do leite
-​ Lavar e desinfetar teteiras após ordenha delas
-​ usar unidade de ordenha separada
-​ Ordem de ordenha: recém paridas > alta produção > média > baixa
> alta CCS > mastite
-​ Leite residual: estresse e demora na ordenha, intervalos de ordenha
irregulares, lesões na teta, não alinhamento das teteiras, término
precoce do desacoplador

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