ATABAQUE:
Termo de origem árabe, o atabaque já era usado na poética medieval e era um dos
instrumentos preferidos dos reis, que o utilizavam em festas e nos conjuntos musicais.
O atabaque foi muito difundido na África, mas, segundo Waldeloir do Rego, foi trazido
para o Brasil por “mãos portuguesas”. Num primeiro momento, o atabaque era usado
em festas religiosas.
Por algum tempo, foi abolido das rodas de Capoeira. Para Bimba, era uma forma das
pessoas não acharem que a Capoeira tinha elementos do candomblé.É geralmente feito
de madeira de lei como o jacarandá, cedro ou mogno cortada em ripas largas e presas
umas às outras com arcos de ferro de diferentes diâmetros que, de baixo para cima
dão ao instrumento uma forma cônico-cilíndrica, na parte superior, a mais larga, são
colocadas “travas” que prendem um pedaço de couro de boi bem curtido e muito bem
esticado.
Sopapo é um tambor, instrumento afro-gaúcho, feito originalmente com casca de
árvore e couro de cavalo. Inventado pelos escravos que trabalhavam nas charqueadas, na
região de Pelotas, sul do Brasil. Há registros que datam seu uso desde 1826. O mais
autêntico e antigo tambor do estado do Rio Grande do Sul foi peça importante no carnaval
de Pelotas e na Praiana, primeira escola de samba de Porto Alegre, conferindo sonoridade
própria ao samba gaúcho, distinguindo-o assim do samba feito no Rio de Janeiro.
O Sopapo esteve em vias de extinção no fim dos anos 90. Sua revitalização se deu pelo
trabalho de artistas como Giba-Giba, Bataclã FC e Serrote Preto e Mestre Batista.
PANDEIRO:
Para alguns estudiosos, o pandeiro é um dos instrumentos africanos vindos para o
Brasil. Mas sua origem pode estar entre os hindus, uma vez que o pandeiro é um dos
mais antigos instrumentos musicais da “velha Índia”. No Brasil, trazido pelos
portugueses, o pandeiro fazia parte da primeira procissão de Corpus Christi, realizada
na Bahia, em 13 de junho de 1549. Depois disso, o negro aproveitou o pandeiro para
as suas festas. Em Cuba, existem pandeiros específicos para orixá, como é o caso de
Ereu.
SURDO
O surdo é um tambor cilíndrico de grandes dimensões e som profundamente grave. O
surdo é tipicamente feito de madeira ou metal e possui peles em ambos os lados. Este
tipo de tambor baixo é tradicionalmente usado em escolas de samba, cada escola tendo
em média de 25 a 35 unidades na sua bateria. Também é encontrado em torcidas
organizadas aonde eles ditam o ritmo e são considerados o "coração" da torcida. Sua
função principal no samba é a marcação do tempo. Surdos também podem ser
encontrados em bandas marciais ou militares e geralmente são utilizados para marcar o
pulso binário da marcha, em conjunto com o bumbo e a caixa.
O nome surdo pode designar também o tom-tom mais grave de uma bateria, o floor
tom, que geralmente fica apoiado sobre pés próprios, ao lado direito do baterista (no
caso de bateristas destros).
Caixa, tarola, tarol, caixeta clara ou, na designação original em inglês, snare
drum é um tipo de tambor bimembranofonecomposto por um corpo cilíndrico de
pequena seção, com duas peles fixadas e tensionadas através de aros metálicos, uma
esteira de metal, constituída por pequenas molas de arame colocada em contato com a
pele inferior, que vibra através da ressonância produzida sempre que a pele superior é
percutida, produzindo um som repicado, característico das marchasmilitares.
Popularmente, distingue-se o tarol da caixa pelo formato do corpo. O tarol tem
geralmente uma distância menor das membranas, algo em torno dos 10cm, e a caixa
pode ter acima de 15cm.
De uma maneira geral, e dependendo dos modelos, a esteira pode ser afastada da pele
inferior através de uma alavanca, permitindo também a execução de ritmos sem a
presença do som repicado. A caixa teve a sua origem na europa do século XV, onde a
sua utilização básica surgiu com a marcação de ritmos em marchas militares.
Atualmente seu uso se estendeu a praticamente todos os estilos musicais ocidentais,
sendo elemento essencial na bateria, onde é usada geralmente na marcação
dos contratempos ou na execução de células rítmicas ou exercícios musicais mais
complexos.
Seu uso é frequente no rock, pop e no jazz, sendo também presença habitual nas
seções de percussão das orquestras.
O uso de estilos afro-brasileiros tem suas raízes nos desfiles militares portugueses,
desempenhando seu papel principal nas marchas, batucadas, e outros estilos
do carnaval, apesar de ser também incluída em diversas outras formas de música.
As caixas fazem parte integrante da escola de samba.
BAQUETA:
A baqueta é um objeto em forma de pequeno bastão, geralmente, com uma das
extremidades arredondadas, para percutir diversos instrumentos musicais. Pode ser
feita de vários materias, principalmente de tipos variados de madeiras, plásticos e/ou
fibras.
As pontas podem ser arredondadas em formatos diferentes, esta variação é devida a
peculiariedade exposta por cada rítimo, e elas podem ser de plástico, borracha,
madeira, vidro e /ou outros materiais, fica ao gosto do músico, pois cada um extrai um
som diferente.
Os diferentes tipos de materias causam diferentes sons, assim como as diferentes peles
dos instrumentos percutidos.
As baquetas têm vários tamanhos e densidades, que se adequam ao estilo musical e à
sonoridade que o baterista queira produzir. Uma baqueta mais densa propicia um som
mais forte, enquanto uma baqueta mais longa propicia um controle maior.
Existem vários tipos de baquetas, variando em seu tamanho, peso, espessura.
Cada tipo geralmente é indicado a um determinado estilo musical. Mas os tipos de
baquetas também podem ser escolhidos, levando em conta o gosto pessoal.
As baquetas modelo 5A são as mais utilizadas, não são nem pesadas nem leves. São
muitos indicados para iniciantes, e a estilos musicais não muito pesados (pop, rock,
country, samba, reggae, etc). Já o modelo 5B é um pouco mais pesado. É indicado para
práticas de exercícios técnicos e a estilos de música um pouco mais pesada (hard-rock,
heavy-metal, etc).
AGOGÔ:
Instrumento de origem africana composto de um pequeno arco, uma alça de metal com
um “cone” metálico em cada uma das pontas, estes “cones” são de tamanhos
diferentes, portanto produzindo sons diferentes que também são produzidos com o
auxílio de um ferrinho que é batido nos “cones”. O agogô é um instrumento utilizado na
Capoeira Angola.
RECO-RECO:
O reco-reco é um instrumento utilizado na Capoeira Angola. Reco-reco antigamente
não é como os de hoje, era feito com o fruto da cabaceira (mesmo da cabaça do
berimbau), das que fossem cumpridas, então era serrado, na superfície, fazendo-se
vários cortes, não muito profundos, um do lado do outro, onde era esfregado a
baqueta, como nos reco-reco dos dias de hoje. Hoje são feitos de gomos de bambu ou
de madeira.
CAXIXI
O caxixi é uma pequena cesta de palha, com fundo de couro, usada como chocalho.
Tem de 10 a 15 centímetros de altura, cerca de 6 centímetros de diamêtro na
base(essas medidas variam) e um recheio de sementes, pedrinhas ou pequenos búzios.
Xequerê em português, Shekere em inglês e Sekere na ortografia Yoruba, é um
instrumento musical de percussão da África, consiste de uma cabaça seca cortada em uma das
extremidades e envolta por uma rede de contas. Ao longo de todo o continente africano
é chamado de diferentes nomes, como o lilolo, axatse (Gana), e chequere. É
predominantemente chamado shekere na Nigéria.[1]
O Xequerê é feito de pequenas cabaças que crescem no campo. A forma da cabaça
determina o som do instrumento. Um Xequerê é feito por secagem da cabaça, por
vários meses, em seguida, a remoção da polpa e sementes. O Xequerê é agitado
quando é tocado.