0% acharam este documento útil (0 voto)
15 visualizações33 páginas

Concreto - Pós Unidavi

O documento discute o consumo de concreto e cimento no Brasil, destacando que o concreto é o material mais utilizado após a água. Apresenta dados sobre a demanda de cimento por diferentes setores e enfatiza a importância de seguir normas e especificações para garantir a qualidade do concreto. Além disso, aborda a versatilidade do concreto e os cuidados necessários durante sua produção e aplicação.

Enviado por

Vanessa Zanotto
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
15 visualizações33 páginas

Concreto - Pós Unidavi

O documento discute o consumo de concreto e cimento no Brasil, destacando que o concreto é o material mais utilizado após a água. Apresenta dados sobre a demanda de cimento por diferentes setores e enfatiza a importância de seguir normas e especificações para garantir a qualidade do concreto. Além disso, aborda a versatilidade do concreto e os cuidados necessários durante sua produção e aplicação.

Enviado por

Vanessa Zanotto
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

24/03/2017

CONCRETO
Eng. Denis Weidmann, M.Sc.

Março de 2017

Consumo de Concreto
• É proporcional ao consumo de cimento
• Demanda de Cimento (2013):
– Concreteiras:
• 21% do cimento nacional Volumes Totais de Cimento:
• 14 milhões ton / ano ~47 milhões m3 •2013: 70 Mi ton
“O CONCRETO É O MATERIAL MAIS UTILIZADO – Artefatos: •2014: 72 Mi ton
• 5% do cimento nacional
PELO HOMEM, DEPOIS DA ÁGUA.” • 3,2 milhões ton / ano
•2015: 64,8 Mi ton
•2016: 57,2 Mi ton (-11,7%)
– Outros Industriais (pré-moldados, •2017: Previsão -5 a -7%
fibrocimento, argamassas):
P. Kumar Mehta • 6% do cimento nacional
In: Concrete – Microstructure, Properties and Materials. Berkeley, University of California • 4,0 milhões ton / ano
– Construtoras/Empreiteiras:
• 12% do cimento nacional (8,4 milhões ton / ano)
– Revendas (ensacado):
• 54% do cimento nacional (36,2 milhões ton / ano)
– Outros:
• 2% do cimento nacional (1,5 milhões ton / ano)

Cimento

1
24/03/2017

• 1 pá de cimento : 3 pás de areia : 3 pás de brita

• Traço 3 : 1

• Água???
– R.: A gosto!

MATERIAIS DEVIDAMENTE PROPORCIONADOS


E MEDIDOS!

Fácil de preparar e manusear


“Qualquer” consistência (fluidez)
“Qualquer” resistência
Relativamente barato
Epóxi: ~ R$13.000 / m³
Aço: ~ R$22.000 / m³
Concreto: ~ 2%

Fácil de preparar e manusear


“Qualquer” consistência (fluidez)
“Qualquer” resistência
Relativamente barato
Epóxi: ~ R$13.000 / m³
Aço: ~ R$22.000 / m³
Concreto: ~ 2%

2
24/03/2017

72m

Fácil de preparar e manusear


“Qualquer” consistência (fluidez)
“Qualquer” resistência
Relativamente barato
Epóxi: ~ R$13.000 / m³
Aço: ~ R$22.000 / m³
Concreto: ~ 2%

3
24/03/2017

Blocos de
Concreto de
Vedação

~2,5MPa

Material de construção que pode ser feito com a


Fácil de preparar e manusear consistência “desejada”, preencher “qualquer”
“Qualquer” consistência (fluidez) formato e pode alcançar “qualquer” resistência
“Qualquer” resistência Pode ainda ter variações de densidade, viscosidade,
tempo de pega, cor, etc (aditivos e adições)
Relativamente barato Extremamente versátil e barato...
Epóxi: ~ R$13.000 / m³
Material de construção mais
Aço: ~ R$22.000 / m³ consumido no Brasil e no mundo!!!
Concreto: ~ R$250/m³

+ Aditivos e Adições!!!

4
24/03/2017

De quem é a
responsabilidade?

5
24/03/2017

O QUE FAZER PARA EVITAR


PROBLEMAS: PRINCÍPIOS BÁSICOS:
• BASTA FAZER A COISA CERTA! • Cimento + água = reação química
• Cada um envolvido deve cumprir seu papel !!! – Cada 1 kg de cimento necessita de aproximadamente 0,30
– Especificação litros para reagir completamente
– Compras • O que acontece quando se coloca água em
– Produção e Transporte excesso???
– Recebimento – Vazios
– Lançamento e Adensamento – Perda de resistência
– Cura – Fissuração
• Concreto é perecível! • Importância da constância dos materiais e de
• Concreto é uma promissória! controlar slump em obra!!!

Concreto com água em excesso

V A
Materiais Constituintes
P

V = Vazios de ar incorporado
M = Matriz de agregados
P = Pasta de cimento hidratada
A = Vazios decorrentes de excesso de água

Materiais Constituintes Materiais Constituintes


• NBR 12655/2015: • Adições:
– 5.1.1 Requisitos para os materiais componentes do concreto
– Sílica ativa:
• Cimento
• Obedecer à NBR 13956-1
– Conforme seu tipo e classe, deve cumprir com os requisitos das
normas ABNT: NBR5732, NBR5733, NBR5735, BR5736, – Metacaulim:
NBR5737, NBR11578, NBR12989 ou NBR13116. • Obedecer aos requisitos da NBR 14894-1
• Agregados – Outros materiais pozolânicos:
– Devem cumprir com os requisitos estabelecidos na NBR7211
• Atender aos requisitos da NBR 12653
– Reatividade com Álcalis: obedecer requisitos da NBR15577-1
• Água
– Deve atender aos requisitos da NBR 15900-1
• Aditivos
– Devem cumprir com os requisitos da NBR 11768

6
24/03/2017

Cimento Portland Cimento Portland


• Definição: • Tipos
– O cimento Portland é um material pulverulento, constituído de Norma Tipo Sigla Classes
silicatos e aluminatos de cálcio. Estes silicatos e aluminatos NBR 5732/91 Cimento Portland
CP I - Cimento Portland Comum 25,32,40
CP I-S - Cimento Portland Comum
complexos, ao serem misturados com água, hidratam-se e (EB-1/91) Comum
c/ adição
25,32,40
produzem o endurecimento da massa, oferecendo elevada CP II-E - Cimento Portland
25,32,40
Composto c/ escória
resistência mecânica e hidraulicidade NBR 11578/91 Cimento Portland CP II-Z - Cimento Portland
25,32,40
(EB-2138) Composto Composto c/ pozolana
CP II-F - Cimento Portland
– É uma mistura de clinquer e gipsita além de um ou mais tipos de Composto c/ filer
25,32,40
adição normalizada (fíler calcário, pozolana, escória de alto NBR 5735/91 Cimento Portland de CP III - Cimento Portland de Alto
25,32,40
(EB-208) Alto Forno Forno
forno, entre outras) NBR 5736/91 Cimento Portland CP IV - Cimento Portland
25,32
(EB-758) Pozolânico Pozolânico
NBR 5733/91 Cimento Portland de CP V- ARI - Cimento Portland de
(EB2) Alta Resistência Inicial Alta Resistência Inicial
Cimento Portland RS - Cimento Portland resistente a
NBR 5737/92 25,32
resistente a sulfatos sulfatos

Cimento Portland Cimento Portland – Exemplo de Laudo


• Limites de composição
Clínquer + Escória Material Material
Sigla sulfatos de granulada Pozolânico Carbonático
cálcio (%) (%) (%) (%)
CP I 100 0 0 0
CP I-S 99 - 95 1-5
CP II-E 94 - 56 6 - 34 0 0 - 10

CP II-Z 94 - 76 0 6 - 14 0 - 10
CP II-F 94 - 90 0 0 0 - 10
CP III 65 - 25 35 - 70 0 0-5
CP IV 85 - 45 0 15 - 50 0-5
CP V 100 - 95 0 0 0-5

Cimento Portland Cimento Portland


• Ensaios de controle e sua interpretação: • Pega
– Massa Específica – Definição:
– Finura (Peneiramento e Blaine) • Início de pega: É o momento em que a pasta de cimento aumenta
bruscamente sua viscosidade e temperatura
– Água de Consistência Normal
– Tempo de Pega (Agulha de Vicat) • Fim de pega: A pasta de cimento passa para o estado sólido,
– Resistência à compressão (argamassa 1:3:0,48) apresentando resistência mecânica

– Resíduo Insolúvel
– Perda ao Fogo

7
24/03/2017

Cimento Portland Cimento Portland


• Pega • Pega
– Determinação: – Calorímetro
• Aparelho de Vicat (normatizado) • Pasta, argamassa, concreto c/ e s/ aditivo
– Início de Pega:
• Tempo em que a agulha de 1mm2
estaciona a 4mm do fundo.
Obtido por interpolação (>1h)
t = (t2 − t1 ).(4 − l1 ) /(l2 − l1 ) + t1

– Fim de pega:
• Tempo em que a agulha de 1mm2 não penetra mais que 0,5mm na
superfície da pasta (< 10h)
tf = (t 4 − t3 ) / 2

Cimento Portland Adições


• Perda ao Fogo: • Definição
– É a perda de massa de um cimento submetido a 1000oC. – São todos os insumos utilizados na fabricação de concretos e
Reflete teor de pó calcário e/ou grau de hidratação do demais produtos à base de cimento que não se enquadram
na definição de cimento, agregados, aditivos ou água e que
cimento, no caso de armazenamento por tempo
servem para alterar as propriedades físicas, químicas ou
prolongado. mecânicas do concreto nos estados fresco ou endurecido.
– Usa-se com objetivo de alterar as propriedades de um ou
• Resíduo Insolúvel: mais dos seguintes aspectos do concreto ou produtos à base
– É a perda por dissolução em ácido clorídrico (HCl). Seu de cimento:
valor é relacionável com o teor de pozolana que contém o • DURABILIDADE
• COMPORTAMENTO MECÂNICO
cimento
• REOLOGIA NO ESTADO FRESCO
• ESTÉTICA
• CUSTO

Adições Adições
• Principais tipos: • Definição da NBR 12.653/2014: Materiais Pozolânicos
– Adições minerais ativas: POZOLANAS; – Materiais silicosos ou silicoaluminosos pulverulentos que
– Adições inertes: rochas pulverizadas (“filler”), resíduos de possuem pouca ou nenhuma propriedade ligante em
obras ou usinas de concreto (RCD), borracha pulverizada, etc; presença de água, mas que na presença do hidróxido de
– Fibras: orgânicas (PP, PA, PVA, PET, vegetais), cerâmicas cálcio – Ca(OH)2 – reagem à temperatura ambiente,
(vidro, alumina) ou metálicas; formando compostos com propriedade aglomerante (CSH).
– Pigmentos: inorgânicos (minerais) ou orgânicos; – Exemplos: argila calcinada, cinza volante, escória siderúrgica,
cinza vulcânica, etc.
– Outros: argila expandida, vermiculita, gelo, etc.
• NBR 15.894/2010 – Metacaulim
• NBR 13.596/2012 – Sílica Ativa

8
24/03/2017

Agregados Agregados
• Definição: • Composição Granulométrica:
– Entende-se por agregado o material granular, sem forma e volume – Denomina-se composição granulométrica de um agregado a
definidos, geralmente inerte, de dimensões e propriedades adequadas proporção em massa relativa, expressa em percentagem, dos
para uso em obras de engenharia diferentes tamanhos de grãos que constituem o material
– São agregados as rochas britadas, os fragmentos rolados no leito dos
– Peneiras
cursos d'água e os materiais encontrados em jazidas, provenientes de
Série Normal- Abertura (mm) Série Intermediária - Abertura (mm)
alterações de rochas (areias) 76 --
-- 63
• Importância -- 50
37,5 --
– Era atribuído papel secundário (enchimento) -- 31,5
-- 25
– Ocupam cerca de 70% do volume do concreto 19 --
– Podem ser superficialmente reativos -- 12,5
9,5 --
– Influenciam muito na demanda de água (granulometria, forma, etc) -- 6,3
4,75 --
– Influenciam nas propriedades do estado endurecido (módulo, 2,36 --
1,18 --
resistência à tração, etc) 0,6 --
0,3 --
0,15 --

Agregados Agregados
• Definições quanto à granulometria: • Composição Granulométrica - Agregados Miúdos:
– Miúdos: Aqueles cujos grãos passam pela peneira ABNT
4,75mm e ficam retidos na peneira 0,15mm; – Exemplo de ensaio:
– Graúdos: Aqueles cujos grãos passam por uma peneira de D. máx= 4,8mm; D. mín < 0,15; M.F.= 2,54
malha quadrada com abertura nominal de 75mm e ficam Massa Porcentagens Massa Porcentagens
retidos na peneira ABNT 4,75mm; Peneiras Média %
(mm) retida retida acumulada
– Dimensão Máxima Característica: Abertura de malha, em mm, Retida Acumulada Retida Acumulada
(g) (g)
da peneira da série normal ou intermediária, a qual corresponde 9,5 ---
uma % retida acumulada igual ou imediatamente inferior a 5% 6,3 4 0,8 0,8 4 1,0 1,0 1
em massa; 4,8 5,5 1,1 1,9 4,8 1,2 2,2 2
– Dimensão Mínima Característica: Abertura de malha, em mm, 2,4 40,5 8,1 10,0 32 8,0 10,2 10
da peneira da série normal ou intermediária, a qual corresponde 1,2 78 15,6 25,6 60,8 15,2 25,4 26
uma % retida acumulada igual ou imediatamente superior a 0,6 112,5 22,5 48,1 92 23,0 48,4 48
95% em massa 0,3 134,5 26,9 75,0 103,6 25,9 74,3 75
– Módulo de Finura: É o valor da soma das % retidas acumuladas 0,15 91 18,2 93,2 73,6 18,4 92,7 93
nas peneiras da série normal, dividido por 100. Fundo 34 6,8 100 29,2 7,3 100 100
Soma 500 100 400 100

Agregados Agregados
• Agregados Miúdos: Limites Granulométricos • Agregados Miúdos: Limites Granulométricos
– Não é restritivo! Limites NBR 7211:2005
0
Porcentagens Retidas Acumuladas
10
Abertura Limites Inferiores Limites Superiores
20
(mm) Zona utilizável Zona Ótima Zona Ótima Zona utilizável
9,5 0 0 0 0 30
% Ret Acumulada

6,3 0 0 0 7 40
4,75 0 0 5 10
50
2,36 0 10 20 25
1,18 5 20 30 50 60

0,6 15 35 55 70 70
0,3 50 65 85 95 80
0,15 85 90 95 100
90
Notas: 1. O módulo de finura da zona ótima varia de 2,20 a 2,90
2. O módulo de finura da zona utilizável inferior varia de 1,55 a 2,20 100
3. O módulo de finura da zona utilizável superior varia de 2,90 a 3,50 0,15 0,3 0,6 1,2 2,4 4,8 6,3
# Peneira (mm)

Zona Utiliz Inf Zona Ótima Inf Zona Ótima Sup Zona Utiliz Sup

9
24/03/2017

Agregados Agregados
• Agregados Graúdos: Composição Granulométrica • Agregados Graúdos: Limites Granulométricos
– Exemplo de ensaio: – Não é restritivo!
D.máx= 32mm; D.mín = 12,5; M.F.= 7,88 1 - d=D.mín e D=D.máx; 2 - Limites onde pode variar até 5%.

Massa Porcentagens Massa Porcentagens % Ret. Porcentagem, em massa, retida acumulada


Peneiras Média % Acum. Zona granulométrica - d/D1
(mm) retida retida acumulada
Retida Acumulada Retida Acumulada # (mm) 4,75/12,5 9,5/25 19/31,5 25/50 37,5/75
(g) (g)
50 --- 75 - - - - 0-5
37,5 200 1,3 1,3 200 1,0 1,0 1 63 - - - - 5 – 30
31,5 500 3,1 4,4 600 3,0 4,0 4 50 - - - 0-5 75 – 100
25 1500 9,4 13,8 2000 10,0 14,0 14 37,5 - - - 5 – 30 90 – 100
19 12500 78,0 91,8 15200 76,0 90,0 91 31,5 - - 0-5 75 – 100 95 – 100
12,5 800 5 96,8 1200 6,0 96,0 96 25 - 0-5 5 – 252 87 – 100 -
9,5 200 1,3 98,1 200 1,0 97,0 98 19 - 2 – 152 652 – 95 95 – 100 -
2 2
6,3 50 0,3 98,4 100 0,5 97,5 98 12,5 0-5 40 - 65 92 – 100 - -
2 2
4,8 50 0,3 98,7 100 0,5 98,0 98 9,5 2 – 15 80 – 100 95 – 100 - -
Fundo 200 1,3 100 400 2,0 100 100 6,3 402 - 652 92 – 100 - - -
Soma 16000 100 20000 100 4,75 802 – 100 95 – 100 - - -
2,36 95 – 100 - - - -

Agregados Agregados
• Massa Específica (d1): • Umidade
– É a relação entre a massa de um agregado seco e seu – Definições:
volume (volume de seus grãos incluindo os poros
permeáveis)
– Agregado Miúdo:
• Método do Picnômetro m ag
h= .100
m

m
d1 = m= massa seca
(Pag − (Pag +a − m))
Pag= massa do picnômetro com água
Pag+a= massa do picnômetro com água mais amostra
m = mB − m A

Agregados Agregados
• Umidade • Absorção
– Métodos de Determinação: – Método da norma para agregado miúdo não é confiável
• Umidade Total: h = (mh - ms) / ms – Agregado graúdo:
– Secagem em estufa A = ms-m
– Secagem ao fogo
– Micro-ondas
• Umidade Superficial – Agregado miúdo:
– Frasco de Chapman A = htotal - hsup
– Picnômetro
– Speedy
– Sensores eletro-magnéticos (resistividade porcelana porosa, micro
ondas, etc)
» Calibração constante

10
24/03/2017

Agregados Agregados
• Massa Unitária • Inchamento
– Definição: – Definição:
• É o aumento do volume unitário quando o agregado passa do
• Massa unitária é a relação entre a massa de um agregado no estado seco para o úmido
estado seco e seu volume compreendendo o volume aparente e o • Coeficiente de inchamento i:
volume de vazios intergranulares (Vunit).
i = Vh / Vs
• Na prática, é a relação entre a massa de um agregado seco e o
volume de um recipiente que o contem.

δ = m / Vunit

Agregados Agregados
• Limites teores de Cloretos e Sulfatos presentes nos agregados • Substâncias Nocivas: Agregados Miúdos
• A NBR 7211 fixa os teores máximos de substâncias nocivas em:
a) Torrões de argila, determinado segundo a NBR 7218 ....................................3,0%
b) Materiais carbonosos, determinado de acordo com a ASTM C123:
- Em concretos cuja aparência é importante .................................................0,5%
- Nos demais concretos ..................................................................................1,0%
c) Material pulverulento*, determinado de acordo com a NM 46:
- Em concretos submetidos a desgaste superficial ........................................3,0%
- Nos demais concretos ..................................................................................5,0%
d) Impurezas orgânicas: NBR NM 49 – Mais clara que a solução padrão
- Ensaio de qualidade – NBR 7221: diferença menor que 10%

* Nota: Estes limites podem ser aumentados para 10 e 12% em massa respectivamente,
quando o material que passa na peneira 0,075mm for constituído totalmente de grãos
gerados durante o britamento de rocha

Agregados Agregados
• Substâncias Nocivas: Agregados Graúdos • Substâncias Nocivas: Material Pulverulento
• As quantidades de substâncias nocivas não devem exceder os seguintes limites máximos em
percentagem da massa do material: – Definição:
a) Torrões de argila e partículas friáveis, determinados de acordo com a NBR 7218:
• É o % em massa passante na peneira 0,075mm.
- Em concretos cuja aparencia é importante .............................................1,0%
- Em concretos submetidos à desgaste superficial .....................................2,0%
- Nos demais concretos ...............................................................................3,0% Dimensão máxima Massa mínima da
característica do amostra de ensaio
b) Materiais carbonosos*, determinados de acordo com a ASTM C 123: agregado (mm) (g)
- Em concretos onde a aparência é importante ...........................................0,5%
- Nos demais concretos ................................................................................1,0% 2,36 100
4,75 500
c) Materiais pulverulentos, determinados de acordo com a NM 46..................1,0*% 9,5 1000
* Para agregados de rochas c/ absorção < 1% o limite passa para 2% 19 2500
≥37,5 5000
• O limite para agregado total será de 6,5% se os finos não forem materiais inadequados
* Após secagem

11
24/03/2017

Agregados Agregados
• Substâncias Nocivas: Material Pulverulento • Forma dos Grãos
– Procedimento de Ensaio: – Comprimento (C): a distância entre dois planos paralelos que
• Secar a amostra em estufa (105 a 110ºC); possam conter o agregado em sua maior dimensão;
• Determinar a massa seca do agregado (m); – Largura (L): o diâmetro da menor abertura circular, através da
• Colocar o material num recipiente e adicionar água em qual o agregado possa passar;
abundância, misturando a amostra nesta água frequentemente. – Espessura (E): a distância mínima entre dois planos paralelos
Verter a solução (água suja com pó) sobre um conjunto de que possam conter o agregado.
peneiras superpostas (#1,2 e # 0,075mm). Colocar nova porção de – Índice de forma dos agregados graúdos (NBR 7809:83): Relação
água e repetir a operação de lavagem tantas vezes quantas forem entre o comprimento e espessura do grão.
necessárias para que se obtenha uma solução praticamente limpa; if = C/L
• Coletar o material restante no recipiente e retido nas duas
peneiras para uma bandeja metálica e secar em estufa até – A NBR 7211:2005 estabelece que if< 3 em ensaio de 200 grãos
constância de massa (msf). Mp = (m - msf) / m x100 separados por fração em quantidades proporcionais às% retidas
no ensaio de granulometria.

Agregados Aditivos
• Forma dos Grãos • Definição da NBR 11768/11
– Coeficiente volumétrico dos agregados graúdos: Relação entre o
Produtos adicionados durante o processo de preparação do
volume do grão e o da esfera que o circunscreve.
concreto, em quantidade não maior que 5% da massa de
Cm = Vap / (π L3/6) material cimentício contida no concreto, com objetivo de
modificar propriedades do concreto no estado fresco e/ou no
a) Concretos estruturais armados e de baixa permeabilidade (barragens, estado endurecido, exceto pigmentos inorgânicos para o
reservatórios e obras marítimas): 0,20; preparo do concreto colorido.
b) Concretos pouco ou não armados (blocos e maciços de fundação): 0,15.

Classificação da NBR 11768/11: Classificação da NBR 11768/11:


• Aditivo redutor de água/plastificante • Outros aditivos:
(PR, PA, PN) – Aditivos modificadores de viscosidade;
• Aditivo de alta redução de água/superplastificante tipo I – Aditivos inibidores de corrosão;
– Aditivos redutores de permabilidade capilar;
(SP-I, SP-I A, SP-I N)
– Aditivos retentores de água;
• Aditivo de alta redução de água/superplastificante tipo II – Aditivos aceleradores para concreto projetado;
(SP-II, SP-II A, SP-II N) – Aditivos redutores e compensadores de retração por secagem;
• Aditivo incorporador de ar (IA) – Aditivos redutores de reação álcali-agregado;
– Aditivos para preparação de concreto extrudado e vibroprensado;
• Aditivo acelerador de pega (AP)
– Aditivos controladores de hidratação;
• Aditivo acelerador de resistência (AR) Efeito Químico! – Aditivos para produção de concretos com altos teores de ar incorporado.
• Aditivo retardador de pega (RP) • Não abordados:
– Pigmentos, desmoldantes, agentes de cura, adesivos, fibras, …

12
24/03/2017

Utilização dos Aditivos Por que utilizar aditivos?


• Concreto Dosado em Central • Funções e Benefícos
– Modificações de Propriedades no Estado Fresco:
• Concreto Pré-Fabricado ou Pré-Moldado – Maior tempo de manutenção de abatimento, maior trabalhabilidade, etc
• Artefatos de Concreto (blocos, pavers, tubos, postes, etc) – Modificações de Propriedades no Estado Endurecido:
– Maiores resistência mecânicas, maior estabilidade volumétrica, maior
• Argamassa Industrializadas (estabilizada, ensacada, etc...)
resistência a agentes agressivos, etc
• Concretos Especias (submerso, CAD, CAA, etc) – Permitem desenvolvimento de novos concretos
• ... – Permitem o emprego de novas tecnologias e novos processos
construtivos
• Resumo:
Todo concreto “industrial” utiliza
– Redução de custos
pelo menos um tipo de aditivo!!! – Adequação do concreto ao uso

Plastificantes e Superplastificantes Ação dos Policarboxilatos


Redução da quantidade de água por m3
para mesmo abatimento
(redução da Relação Água / Abatimento)

+ =

Dispersão das partículas


Trabalhabilidade versus tipos de aditivos
Partículas após dispersão com aditivo
Muito Baixa Baixa Moderada Alta superplastificante - Micrografias

Sem aditivo Plastificante – P Superplastificante Hiperplastificante


Partículas cimento floculadas em água
(~1960) - LS SP I (~1960) NS SP II (~1998) PCE sem aditivo- Micrografias
• Defloculação Mehta e Monteiro, 2008
Polifuncionais – PF (2000) – Melhor hidratação
– Redução de atrito interno
MidRanges (2013) – Maior disponibilidade de água
• Alteração da tensão superficial da água

13
24/03/2017

Aspectos Importantes
• Efeito da temperatura:

Princípios de Dosagem de
Concreto

• Cuidados especiais: 10o C > T > 40o C

Dosagem do Concreto Trabalhabilidade


• Definição • Definição
– Processo pelo qual se faz a seleção dos – Propriedade do estado fresco que identifica a
componentes adequados, determinando suas maior ou menor aptidão do concreto para ser
quantidades relativas, objetivando obter, da empregado com determinada finalidade, sem
maneira mais econômica possível, um concreto perda de sua homogeneidade
que preencha basicamente os requisitos de
trabalhabilidade, resistência mecânica e
durabilidade
• Depende
– Fatores externos
– Fatores internos

Trabalhabilidade Trabalhabilidade
• Fatores Externos • Fatores Internos
- Tipo de aplicação (finalidade) - Consistência ou fluidez
- Tipo de misturador - Relação água/materiais secos
- Presença de aditivos
- Tipo e tempo de transporte
- Tipo de lançamento
- Tipo de adensamento - Coesão e Exsudação
- Traço (agregados/cimento)
- Dimensões e armadura da peça a concretar
- Granulometria dos agregados
- Forma dos grãos
- Tipo e finura do cimento
- Aditivos

14
24/03/2017

Dosagem do Concreto Dosagem do Concreto


• Métodos de Dosagem • Métodos Empíricos
– São muitos os métodos existentes. Podem ser divididos em – A antiga NBR 6118-78 aceitava seu uso em obras de
dois grupos: pequeno vulto, desde que fossem obedecidas as seguintes
prescrições:
• Empíricos
• Consumo de cimento ≥ 300kg/m3
• Racionais e experimentais
• Proporção mínima possível do agregado miúdo no total
• Quantidade de água mínima possível para atingir a
trabalhabilidade desejada
• Fck ≤ 10MPa
• Baseados em usos consagrados (Ex: 3:1)
– Atualmente a NBR 12.655/2015 permite nos seguintes
casos:
• Consumo de cimento ≥ 300kg/m3
• Classes C10 e C15

Dosagem do Concreto Dosagem do Concreto


• Métodos Experimentais e Racionais • Método ABCP/ACI
– Baseia-se na existência de um teor ótimo de argamassa,
– São métodos mais precisos e que requerem um expresso em volume, para cada tipo de agregado graúdo
laboratório para o seu desenvolvimento. Baseiam-se em empregado (caracterizado por seu Dmáx e δcomp) e miúdo
filosofias distintas (Curvas granulométricas ideais, teores (expresso por seu módulo de finura)
– Ao aceitar a Lei de Lyse, define um consumo fixo de água no
de argamassa ideais) e geralmente aceitam como concreto, que depende apenas do Dmáx do agregado graúdo
premissas básicas as leis de Abrams e Lyse. empregado e do slump desejado
– Os mais conhecidos no Brasil são:
• ITERS (Petrucci)
– Etapas do método:
• Determinação da resistência de dosagem (fcj)
• ABCP/ACI • Estabelecimento da relação água/cimento
• IPT/EPUSP IBRACON • Determinação de Água/m³ f(Dmáx, Slump)
• Determinação do Consumo de cimento
• Cálculo do agregado graúdo
• Cálculo do agregado miúdo

Dosagem do Concreto Dosagem do Concreto


• Método IPT/EPUSP • Método IPT/EPUSP
– Baseia-se na existência, para qualquer traço obtido a partir de Fcj (MPa)
um dado conjunto de materiais, de um teor ótimo de
argamassa, expresso em massa, que deve ser determinado
experimentalmente por tentativas
– Aceita indiretamente a Lei de Lyse, ao definir a existência de
uma constância na relação água/materias secos

– Etapas do método:
• Determinação de αideal em traço piloto 1:5
• Preparação de três traços (1:3,5 1:5 e 1:6,5) determinando
experimentalmente a água p/ dado slump
• Construção do diagrama de dosagem (3 quadrantes)
• Determinação da resistência de dosagem
• Cálculo do traço final

15
24/03/2017

Características Gerais dos Métodos Características Gerais dos Métodos


• Determinação do Dmáx do agregado graúdo: • Determinação da resistência de dosagem (fcj)
– Menor do que 1/4 da menor distância entre faces de formas (a)
– Menor do que 1/3 da espessura das lajes (b) fcj = fck + 1,65 Sd
– Menor do que 5/6 do espaçamento das armaduras em camadas
horizontais (c) – Condição A (aplicável a todas as classes): Proporcionamento em massa
– Menor do que 1,2 vezes do menor espaçamento entre camadas na de cimento e agregados; correção da umidade; Sd = 4 Mpa
vertical (d) – Condição B (aplicável às classes C10 a C20): Cimento proporcionado
– Menor do que 1/3 do diâmetro da tubulação (quando o concreto for em massa; agregados em massa combinada com volume; água em
bombeado) volume; correção da umidade; Sd = 5,5 Mpa
– Menor do que 1,2 vezes o cobrimento – Condição C (aplicável apenas às classes C10 e C15): Cimento
proporcionado em massa; agregados em volume; água em volume;
estimativa da umidade (expedito). Sd = 7,0 MPa
– Desvio padrão conhecido:
• Mesmos materiais e equipamentos e condições semelhantes
• n ≥ 20 em 30 dias
• Sd ≥ 2MPa

Características Gerais dos Métodos

Propriedades do Concreto

Propriedades no Estado Fresco Segregação / Exsudação


• Lei de Lyse (H é constante para determinado slump) • Causas
• Lei de Molinari – Falta de argamassa (cimento, areia e água)
• Coesão – Excesso de adensamento
• Consistência / Fluidez – Traço ruim
– Normal: Abatimento de tronco de cone – Falha na granulometria dos agregados
– Seco: Vebe Test – Excesso de água ou de aditivos (superplastificantes)
– Fluído: Espalhamento do concreto – Arremessar com pá o concreto a distância
• Manutenção da Fluidez – “transportá-lo” sobre as fôrmas com o vibrador
• Segregação / Exsudação – Queda sobre as fôrmas altura superior a 2,5 m
• Massa específica
• Teor de ar incorporado

16
24/03/2017

Abatimento de Tronco de Cone Abatimento de Tronco de Cone


• Slump Test – NBR NM 67 • Slump Test – NBR NM 67
– Base nivelada e equipamentos úmidos

Verificar a distância da haste para o topo

1/3 1/3 1/3


Atenção!
1/3 1/3 1/3 Durante o ensaio de abatimento, se o
1/3 1/3 1/3
tronco de cone cisalhar ao invés de
apenas sofrer abatimento, pode
1 a camada 2a camada 3 a camada indicar falta de coesão.

Propriedades no Estado Endurecido Moldagem CP’s – NBR 5738


• Resistência à Compressão
– Propriedade mais especificada e mais controlada A base deve estar nivelada
e as fôrmas limpas!
• Por quê?
– Fácil de moldar e ensaiar!
– Boa correlação com demais propriedades e durabilidade!
– No Brasil, medida em corpos de prova cilíndricos (h/d =2)
• 10x20cm ou 15x30cm
• Adensamento
– Mecânico
– Manual
• Desforma entre 24 ou 48 horas
• Cura em câmara úmida ou por imersão até o ensaio
• Preparo da superfície
Os moldes cilíndricos 10X20cm devem ser preenchidos
• Ensaio com velocidade controlada até a ruptura com 2 camadas iguais e sucessivas
• Adota-se o maior valor (potencial)
Observação: se o slump for maior que 16cm, preencher em
apenas uma camada

Em cada camada, são


aplicados 12 golpes com a
haste. Estes golpes são
aplicados da maneira mais
uniforme possível

Ao aplicar a última camada, o excesso de concreto é retirado com uma régua


Ao aplicar cada camada, deve-se fazer o adensamento com a haste somente nesta ou colher de pedreiro
camada.

17
24/03/2017

Os corpos-de-prova ficam descansando nos moldes por, no mínimo, 24 horas, em


temperatura ambiente Não mexer nos corpos-de-prova durante este período

CONTROLE DE QUALIDADE NÃO É CONTROLE DE QUALIDADE

CURA:
EVITAR A
EVAPORAÇÃO DE ÁGUA
DO CONCRETO FRESCO

18
24/03/2017

Resistência à Compressão Resistência à Compressão


• Condições de ensaio • Fatores que influenciam:
– Preparo das faces – Relação água/cimento (a/c) – Lei de Abrams
– Idade (grau de hidratação do cimento)
– Grau de compactação (ar incorporado)
– Qualidade e quantidade dos constituintes
– Granulometria e tamanho dos
agregados
– Condição de cura
• Principais influências no cálculo
• Distribuição normal das
– Região comprimida de vigas resistências de diferentes lotes
– Área de pilares (Curva de Gaus)
• Case E-Tower

Fatores Influentes na Resistência à Compressão Resistência à Tração


• Importância:
– Especificado em pisos e pavimentos
– Cálculos de ancoragem da armadura (item 9.3 da NBR 6118)
– Concreto protendido e/ou nas verificações de serviços – ELS-F (item 13.4
da NBR 6118)
– Ordem de grandeza: 10% de fc (mas pode variar)
• Método de ensaio:
– Tração simples (direta, colagem c/ epóxi ou dispositivo Leroy)
– Tração por compressão diametral (Ensaio Lobo Carneiro)
– Tração na flexão

Tração por Compressão Diametral Tração na Flexão (Ensaio de Prisma)

Outras Propriedades Estado Endurecido Deformações do Concreto


• Desgaste por abrasão • Devido a causas externas:
– Pisos – Carregamento (Tensões)
– Pavimentos • Deformações Imediatas – E
• Deformações Lentas – Fluência
• Cisalhamento direto
– Variações de temperatura
• Barragens
• Juntas Frias
• Devido a causas internas:
– Retração – desaparecimento da água líquida

19
24/03/2017

Retração do Concreto Retração Plástica


• Estado Fresco • Risco de Fissuração x Taxa de
– Retração plástica única que pode ser evitada Evaporação
• Crítico: quando a velocidade de evaporação de água é maior que a exsudação – 0,0 a 0,5kg/m².h Nenhum
– Assentamento plástico – 0,6 a 1,4kg/m².h Algum
– Retração autógena – >1,5kg/m².h 100%
• Estado Endurecido – Mehta e Monteiro: medidas
– Retração por secagem preventivas são necessárias para taxa
– Retração autógena de evaporação acima de 1,0kg/m².h
– Retração por carbonatação
– Retração de origem térmica
• Coef. De dilatação linear ~10-6 m.°C (em metros)

• Retração Plástica e por Secagem


– F (teor de água no concreto; Temperatura; UR; Vento; etc)

Retração por Secagem Retração por Secagem


• Definição: redução volumétrica do material no estado
endurecido, que ocorre por perda de água de seu interior • Considerações sobre relação
(retração hidráulica) perda de água e retração:
– Principal causa é a redução da UR do ambiente – Pasta: direta e linear entre
• Ensaio para determinação da Retração volume de água evaporada e
retração
– Fenômeno volumétrico → geralmente mede-se a variação linear
– ↓teor de cimento: patamar
– Mais comum: comparação da variação do comprimento de horizontal – perda de água
corpos-de-prova com uma dimensão padronizada (gabarito) capilar
– Várias normas brasileiras (uma para cada material) – Após certo ponto, há paralelismo
• NM131 - Concreto endurecido - Determinação da retração entre as “retas”
hidráulica ou higrométrica do concreto
– Concretos mal adensados podem
apresentar patamares ainda
maiores
Powers (1959) apud Neville (1997)
Retratômetro

Fatores que Influenciam a Retração Retração


• Relação a/c; Consumo de cimento e Consumo de água • Autógena
– Quanto maiores, – Ou Retração por Auto-secagem, ocorre quando a água dos
maior a retração poros do concreto é consumida nas reações de hidratação e
(↑ pasta = ↑ retração) para adsorção nas superfícies de C-S-H recém formadas, sem
que esta seja reposta pelo meio

• Agregados:
– Quanto mais, menor a retração
• Química
– Módulo do agregado, tamanho,
– Ou Contração Le Chatelier, é a redução de volume que ocorre
forma e distribuição granulométrica
influenciam menos e nessa ordem devido à diminuição do volume dos produtos após a
hidratação
– Inter-relação a/c e teor de agregado:
quanto maior o teor de agregado, menor
a influência de a/c

20
24/03/2017

Módulo de Elasticidade Módulo de Elasticidade


• Ou Módulo de Deformação • Determinação
– Relação entre a tensão aplicada no componente e a deformação – Eci: o módulo de elasticidade (Eci) deve ser obtido segundo o
resultante desta tensão método de ensaio estabelecido na NBR 8522, sendo
– Tipos: considerado nesta norma o módulo de deformação tangente
• Eci: módulo de elasticidade tangente inicial do concreto, referindo-se inicial, obtido aos 28 dias de idade
sempre ao módulo cordal a 30% fc e aos 28 dias – Ecs: o módulo de deformação secante pode ser obtido segundo
• Ecs: módulo de elasticidade secante do concreto método de ensaio estabelecido na NBR 8522, ou estimado pela
Módulo tangente expressão:
Tensão inicial

Módulo de deformação – Eci: Na ausência de resultados de ensaio, o valor do módulo


Eci = 5600.fck ½ estático de elasticidade do concreto a ser considerado na
Módulo de elasticidade
fck = 20MPa → Eci = 25GPa elaboração do projeto pode ser estimado em função do fck de
secante
projeto (ou da resistência média esperada através do ensaio à
compressão aos j dias de idade) conforme:
Deformação

Módulo de Elasticidade Módulo de Elasticidade


• Fatores que influenciam:
Resistência à Compressão Módulo de Elasticidade do Agregado
(massa específica)

Helene at all, 2014

Módulo de Elasticidade Fluência


• Importância • Definição:
– Verificação das deformações limites em vigas e lajes de – Ou Deformação Lenta, é um fenômeno viscoelástico de
obras gerais e pré-moldados - Tabela 13.3 da NBR 6118 e deformação do concreto sobre carregamento constante ao
Tabela 2 da NBR 9062 longo do tempo
– Pré-fabricados: – Causada pela expulsão da água que preenche os poros
• Evolução do módulo com o tempo é importante por conta das devido a tensões de compressão
etapas construtivas – Duas partes:
• Deformação de peças protendidas
• Lenta irreversível
• Comportamento de peças com seção composta (pré-fabricado +
• Lenta reversível
moldado in loco)
• Dimensionamento por ELS e não por ELU

21
24/03/2017

Fluência Fatores que aumentam a Fluência


• Ensaio:
• ↑ Tensão aplicada
• ↑ Relação água/cimento
• ↓ Teor de agregado 1600

• ↓ Módulo do agregado 1400


A/C=0,70

1200 A/C=0,62
• ↓ Resistência do concreto 1000
• Importância: •

Fluência (10 -6 )
↓ UR 800 A/C=0,50

– Fenômeno reduz em até 15 % a tensão de ruptura do • ↓ Dimensões da peça 600


400
concreto frente a cargas de longa duração (efeito Rüsch) 200
• Projetos estruturais - coeficiente de 0,85 x fck
0 100 200 300 400 500 600 Tempo (dias)
– Relaxação de tensão em armaduras e cabos/cordoalhas Influência da relação a/c na fluência
– Cálculo da flecha diferida (pode chegar a 2,5x flecha imediata) (CONCRETO - IBRACON, 2005)

Concretos Secos
• Definição
– O Concreto Seco, como o próprio nome sugere, apresenta
uma menor adição de água na sua composição
– É também denominado Concreto com Consistência de
Tipos de Concreto Terra Úmida ou Concreto “Slump Zero”
• Características
– Elevada consistência inicial, não necessitando de tempo
para desforma
– Baixa relação água/materiais secos (5% < H < 7%)
– Não obedece plenamente à Lei de Abrams

CURVA CARACTERÍSTICA ELEVADA CONSISTÊNCIA INICIAL


RELAÇÃO A/C x fck
• Ao contrário do Concreto Plástico, o concreto seco é
desformado logo após a moldagem
Fck (Mpa)

Conc reto Plástic o


Conc reto Seco

a/c

22
24/03/2017

Concretos Secos Concretos Secos


• Características • Considerações Importantes
– Sua produção exige equipamentos especiais – Dosagem depende sempre da máquina:
• Máquinas estrusoras (rosca sem fim) • Interação Máquina x Concreto
– Lajes alveolares – Garantir a compacidade do concreto após aplicado
• Máquinas moldadoras (vibradores) 1
• Para o mesmo consumo de cimento podem ter resistências
– Lajes alveolares, vigotas, estacas, Vigas V distintas depende do grau de compactação
• Máquinas Vibro-Prensas • Ex.: Peso dos blocos x resistência
– Blocos e Pavers

Concreto Auto Adensável - CAA Aditivo a base de Policarboxilatos


• O que é?
– Mesmos materiais utilizados • Superplastificante de 3ª geração
– Cadeias longas e ramificadas (tipo
em concreto convencional
pente)
– Diferença básica está – Efeito principal: Repulsão estérica
na introdução de dois novos (pêlos - efeito físico/mecânico)
constituintes: • Obtenção complexa: bastante puros
– Dosagens usuais: 0,4 a 1,2% m.c.
1. Aditivo hiperplastificante (a base de policarboxilatos) – Dosagens excessivas: incorporação
exagerada de ar, exsudação e
segregação da mistura (principalmente
2. Materiais finos (pozolânicos, não-pozolânicos e/ou para baixo consumo de finos)
cimentantes, quando necessário) – Interfere pouco no tempo de
início de pega (fc inicial inalterada)

Aplicação de CAA: Concreto Auto Adensável - CAA

• O CAA, ou concreto
autocompactante, destaca-se
por apresentar as seguintes
características:
 Fluidez: facilidade do material fluir na
peça e passar entre as armaduras;
 Estabilidade: Viscosidade e coesão
para combater as forças de
segregação e exsudação.

Em resumo, o importante é o
concreto ter a fluidez desejada
sem perder as suas
características originais.

23
24/03/2017

Aplicação de CAA

Aplicação de CAA Aplicação de CAA

Por que utilizar CAA? CONCRETO DOSADO EM CENTRAL

• Melhorar qualidade das peças e do concreto


– Melhorar superfícies e reduzir bolhas
– Cantos e arestas perfeitas
– Eliminar falhas de concretagem
– Reduzir acabamento (estuque / maquiagem)
• Aumentar produção
• Reduzir custos com MO
– Produção
– Estuque: retrabalho
• Maior liberdade na criação de peças esbeltas
• Menos barulho (sem vibradores) PROCESSO COMPLEXO!!!

24
24/03/2017

Pedido de Concreto Validade do Concreto

Com a chegada do caminhão Volume do concreto


betoneira na obra, conferir NF junto
com motorista: Resistência (fck) ou Consumo EM OBRA: VERIFICAR ACESSO
Consistência do concreto
(Abatimento, espalhamento, etc) • CAMINHÃO + 8M³ DE CONCRETO = ± 28.000 kg
Numeração do lacre da
tampa da bica
Tamanho da brita
Aditivo solicitado
Hora de início da mistura
Quantidade máxima de água
a ser adicionada em obra

•Lacre

25
24/03/2017

ADIÇÃO DE ÁGUA NA OBRA: Recebimento do Concreto


• Aceitação do Concreto no Estado fresco (NBR 7212)
– Abatimento de Tronco de Cone - Slump (NBR NM 67/1998)
Abatimento Tolerância
(mm)
De 10 a 90 ± 10
De 100 a 150 ± 20
Acima de 160 ± 30

– CAA: NBR 15823/2010

Moldagem Corpos de Prova LANÇAMENTO DO CONCRETO


• Regra geral: “O concreto deve ser lançado o mais próximo
possível de sua posição final, evitando- se incrustações de
A amostra de concreto
deve ser retirada no terço argamassa nas paredes das fôrmas e nas armaduras.”
médio da carga! – Ou seja, todo e qualquer procedimento de lançamento que provoque
segregação do concreto deve ser evitado.
• NBR 14931/2004: Execução de estruturas de concreto –
Procedimento
– Item 9.5.1 - O concreto deve ser lançado com técnica que elimine ou
reduza significativamente a segregação entre seus componentes,
observando-se maiores cuidados quanto maiores forem a altura de
lançamento e a densidade de armadura. Estes cuidados devem ser
majorados quando a altura de queda livre do concreto ultrapassar 2m, no
caso de peças estreitas e altas, de modo a evitar a segregação e falta de
argamassa (como nos pés de pilares e nas juntas de concretagem de
paredes).”

Coletar a amostra de no mínimo 30 litros em carrinho de mão

26
24/03/2017

Cura
Vibrar o concreto é importante para Iniciar a cura logo que a superfície concretada tenha
eliminar as bolhas de ar e facilitar o resistência à ação da água, molhando continuamente
adensamento do concreto no interior das
fôrmas, garantindo as reais características o concreto, logo após seu endurecimento, pelo menos
especificadas do concreto. durante os 7 primeiros dias, mantendo uma lâmina
d’água, areia ou sacos úmidos sobre a peça ou
• Comece a vibrar o concreto logo após o mantendo as peças submersas em água
lançamento
Alternativa: agentes de cura
• Evite vibrar a menos de 10 cm da parede da
fôrma. VIBRE O CONCRETO e não a fôrma e a
armadura! A NBR 14931/2003 - Execução de Estruturas de
Concreto, recomenda que a cura deva se estender por
•Evite vibrar EM EXCESSO, para que o concreto
não segregue
um período até que o concreto atinja resistência de
15,0 MPa

Cura Cura Química

Escoramento
a) Verificar se suportam o peso do concreto no estado fresco
b) Nenhum escoramento deve ser removido, enquanto não
houver certeza que os elementos estruturais têm
resistência suficiente para suportar com segurança as ações
a que estarão sujeitos
c) A análise estrutural e os dados de deformabilidade e
resistência do concreto, usados no planejamento do
reescoramento devem ser fornecidos pelo responsável pelo
projeto estrutural ou pelo responsável pela obra
d) Se o escoramento de peças que trabalham na flexão for
retirado antes do módulo ter atingido o valor de cálculo, a
flecha apresentada pode ser maior que a esperada

27
24/03/2017

Outros Aspectos Importantes em Obra


• Agentes de Desforma (Desmoldantes)
– Efeito significativo no acabamento
das peças
• Bases Químicas:
– Mineral; vegetal e sintético
• Apresentações: Especificação do Concreto
– puro, diluído, disperso / emulsionado

Desmoldante Mineral – Desmoldante Biodegradável


Óleo Diesel Solúvel em Água

NBR 8953/2011 NBR 8953/2011


• Concreto para fins estruturais – Classificação pela • Classes de Consistência
massa específica, por grupos de resistência e
consistência
– Concreto Leve (<2.000kg/m³), Normal (2.000 a 2.800kg/m³) e
Pesado (>2.800kg/m³)
– Grupos de Resistência:
• Não estruturais: C10 e C15
• I: C20 a C50
• II: C55 a C100 (permite-se uso de normas internacionais para projeto)

Bombeamento x Concreto Critérios de Durabilidade


• Agressividade do Ambiente (item 6.4 NBR 6118/2014)

28
24/03/2017

Critérios de Durabilidade Critérios de Durabilidade


• Cobrimento (item 7.4.7 NBR 6118/2014) • Qualidade do concreto (NBR 12655/2015 item 5.2.2.1)
– Correspondência entre classe de agressividade e qualidade do concreto

Critérios de Durabilidade Critérios de Durabilidade


• Qualidade do concreto (NBR 12655/2015 item 5.2.2.2) • Qualidade do concreto (NBR 12655/2015 item 5.2.2.3)
– Condições especiais de exposição – Exposição à Sulfatos
• Usar cimento resistente a sulfatos

Critérios de Durabilidade
• Qualidade do concreto (NBR 12655/2015 item 5.2.2.4)
– Limites de teores de cloreto para despassivação da armadura

Recebimento e aceitação do
Concreto

29
24/03/2017

Controle Estatístico do Concreto Controle Estatístico do Concreto


• Produtor - Concreteira • Concreteira: Controle de produção
• Definições – Exemplo Numérico
– Lote NBR 7212 Exemplar
1
CP1 (MPa)
30
CP2 (MPa)
29
• Um exemplar tomado aleatoriamente a cada 50 m³ de concreto 2 35 33
3 27 28
entregue (retirados no terço médio) 4 26 26
• Exemplar: mínimo 2 CP’s para 28 dias 5 31 28
6 27 28
• Moldagem remota 7 28 29
8 32 33
– Corpos de prova (≥2 por idade) 9 35 33
10 27 28
– Exemplar – resistência potencial = fi 11 35 37 fcj = 30,5 MPa
12 26 25
– Resistência de Dosagem – fcj 13 29 27 Sd = 3,22 MPa
14 31 29
– Resistência Característica - fck 15 30 32
16 30 28 fck = 25,2 MPa

Aceitação do Concreto Aceitação do Concreto


• Estado endurecido (NBR 12655):
– Amostragem total – todos os caminhões betoneira são
amostrados
• fck,est = f1
• f1 = menor resistência potencial entre os caminhões betoneira
amostrados

• Precisa atender 100% do fck projeto


• Não há o que estimar:
– População = amostra

Aceitação do Concreto Aceitação do Concreto


• Definições • Estado endurecido (NBR 12655):
– Formação dos lotes – Casos Excepcionais:
• Lote < 10m³
• 2<n<5 fck est = ψ 6 . f1
• N Pequenas < N exemplares

– Amostragem parcial – apenas alguns caminhões betoneira


são amostrados
• Precisa ser usado um estimador
• Para 10 MPa < fck projeto < 50 Mpa: N° exemplares ≥ 6/lote
• Para 55 MPa < fck projeto < 80 Mpa: N° exemplares ≥ 12/lote

• Se n ≥ 20:

fck est = f cm − 1,65.S d

30
24/03/2017

Aceitação do Concreto Aceitação do Concreto


• Por Amostragem Parcial EXEMPLO NUMÉRICO
fck especificado: 25 MPa
– Se 6 < n < 20: f1 + f 2 + ... + f m −1
fck est = 2 − fm
m −1
Exemplares
• m=n/2 n é par CP
1 2 3 4 5 6
• m=(n-1)/2 n é ímpar
1 27 23 27 29 30 29
• f1 < f2 < ... < fm < ... < fn Resistências mais altas (potenciais) de
2 25 28 25 27 30 31
cada exemplar
f1=27; f2=27; f3=28
– Não se poderá adotar: fck est < ψ 6 . f1

– Valores de ψ6 27 + 27
fck est = 2 − 28 = 26 Mpa
Condição
2
Número de exemplares (n) fckest = 26 MPa OK!
de
preparo 2 3 4 5 6 7 8 10 12 14 16 ψ6.f1 = 0,92.27 = 24,85 MPa
A 0,82 0,86 0,89 0,91 0,92 0,94 0,95 0,97 0,99 1,00 1,02
B ou C 0,75 0,80 0,84 0,87 0,89 0,91 0,93 0,96 0,98 1,00 1,02

Resumo de Aceitação Não Conformidade


• O procedimento de controle adotado no Brasil é o mais • fckest < fck (fck de projeto ou especificado)
rigoroso do mundo! (mais que ACI e EN)
• Causas:
• Na amostragem total é conhecida toda a população em
análise. Não há maior segurança que isso! – Problemas de ensaio (moldes, cura, umidade do cp no
momento de ensaio e capeamento)
• Na amostragem parcial, os lotes são limitados a volumes
máximos de 50m³ ou de 100m³ para os quais são exigidos no – Problemas relacionados ao concreto
mínimo 6 exemplares. Isso representa um exemplar a cada • Relação a/c alta - água em excesso devido:
8,3m³ (~amostragem total) ou a cada 16,7m³ (um sim e um – Erro na umidade (h) da areia
não) e, portanto, continua muito mais rigoroso que outros – Excesso de material pulverulento
países! – Tempo de lançamento e temperatura, quando água total não é
controlada
• Não aceitamos nenhum valor fci abaixo de fck enquanto • Cimento c/ resistência abaixo da esperada (mesmo dentro da
outros países aceitam 3,5MPa; 4MPa ou mais (10%) abaixo de Norma)
fck.
Adaptado de Helene , 2016

Não Conformidade Rastreabilidade

Téchne 152, Nov/2009

31
24/03/2017

Não Conformidade Não Conformidade


• Como prevenir / Tratar não conformidades: – NBR 12655/2015: fck,est
– NBR 6118/2014: fck Referencial de segurança
– Adotar controle por amostragem total e fazer
– NBR 7680/2015: fck,ext,j
rastreabilidade (identificar o concreto de cada caminhão
na estrutura) • ABNT NBR 7680/2015: Concreto - Extração, preparo, ensaio e
análise de testemunhos de estruturas de concreto
– Corpos-de-prova reservas para contraprova
– Base nas teses de Cremonini, 1994 e Vieira, 2007
– Uso de ensaios não destrutivos: comparar partes da
• Resistência potencial: CP’s cilíndricos moldados e ensaiados
estrutura conformes com não conformes
(NBR 5738 e NBR 5739) aos 28 dias
– Extração de corpos-de-prova testemunhos (NBR
• Resistência efetiva: testemunhos cilíndricos extraídos cfme
7680/2015)
NBR 7680 e ensaiados cfem NBR 5739 aos 28 dias
– Recalcular a estrutura, ou parte dela, com o fckest
conforme NBR 12655

ABNT NBR 7680/2015 ABNT NBR 7680/2015


• Formação de lotes
– Mínimo de extrações possíveis
– Rastreabilidade ou mapeamento por END (ou ambos!)
• Dureza superficial por esclerômetro de reflexão (NBR 7584)
• Velocidade de propagação de onda ultrassônica (NBR 8802)
• Muitos fatores influentes nos ensaios
• Variabilidade máxima de 15%
• Equipe competente
– Estruturar existentes:
• Lotes por END e importância dos elementos
• Extrações
– ɸ de distância de bordas e entre furos
– Não cortar armadura: Pacômetro ou retirada do cobrimento
– Pilares e paredes: 30cm de distância do topo e da base, na mesma
prumada e não comprometer mais do que 10% da seção transversal

ABNT NBR 7680/2015 Não Conformidade


• Preparo dos CPs • Problema: Qual o fck a ser adotado para revisão da segurança estrutural,
uma vez conhecido o fcext a qualquer idade j?
• Corpos estranhos devem ser eliminados
• ABNT NBR 7680/2015
– Registrado porém descartado das análises
• Determinação da massa específica fciext = [1 + (k1 + k 2 + k3 + k 4 )]. fciext ,inicial
– Comparar com a do mesmo concreto no CP ou variabilidade (qualidade fckest = resistência à compressão característica do concreto equivalente à obtida de
de execução) corpos de prova moldados, a j dias de idade
k1 = correção devido à geometria do testemunho cilíndrico relativo à relação h/d
• Umidade dos CPs (72h imerso ou seco) varia de 0,00 a -0,14
k2 = correção devido ao efeito de broqueamento em função do diâmetro do
• Rompimentos testemunho varia de 0,12 a 0,04
– Resultados não devem diferir em mais de 15% k3 = correção em função da direção da extração em relação ao lançamento do
• Avaliação com maior rigor, resultado é expúrio ou não faz parte do lote definido concreto varia de 0 a 0,05;
• Nova extração, nova formação de lote ou eliminação de valor expúrio K4 = correção em função da umidade do testemunho varia de 0 a -0,04

fciext = 0,86 a 1,17 x fcext,inicial

32
24/03/2017

Não Conformidade Não Conformidade


• Existiria ainda… • Avaliação da resistência do concreto entregue para sua
k5 = correção da idade de extração para os 28 dias; aceitação
K6 = correção em função do efeito Rüsch (redução de resistência do fcext,pot ≥ fckext
concreto submetido à carregamento constante)
fcext,pot é o maior valor de cada lote
• Porém, ambos são muito difíceis de estimar
– Cresceimento de resistência depende do tipo de cimento e adições, • Recebimento da estrutura ou avaliação da segurança
a/c, cura, adensamento, temperatura, UR, … estrutural
– Todos estudos de crescimento são CP relaxado, curando (UR e ToC), – Fck do lote
sem carga, …
– Qual o decréscimo da resistência? Qual carga? Ciclos de carga? fckext,seg = média de fciext
– A resistência de projeto fcd deve ser calculada com a redução de 10% do
γc previsto na NBR 6118 (item 12.4.1)

• Não aprovou, o que fazer?


– Prova de carga, restrição ao uso, recuperação ou reforço da estrutura

OBRIGADO!

Eng. Denis Weidmann, M.Sc.


[email protected]
(47) 9.9606-1063

33

Você também pode gostar