LABORATÓRIO DE FÍSICA II – 2020/2
PÊNDULO
VITÓRIA RIBEIRO DA SILVA
CURSO: ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
TURMA: C
Prof. Dr. DENIS REZENDE DE JESUS
CATALÃO, 22 DE JULHO DE 2021
1. INTRODUÇÃO
Um pêndulo simples é composto por uma partícula que oscila estando suspensa
por um fio de massa desprezível. Para pequenos ângulos, a oscilação do pêndulo
pode ser representada por um movimento harmônico simples (MHS) cujo período
é dado pela equação:
(Eq. 1 _ pêndulo simples)
onde I é o momento de inércia da partícula em relação ao seu ponto de suspensão,
m é a massa da partícula e L é o comprimento do fio.
O movimento harmônico simples (MHS) condiz à projeção do movimento
circular uniforme (MCU) no diâmetro de um círculo.
Toda a massa de um pêndulo simples está concentrada no peso do pêndulo,
estando a uma distância L de seu ponto de suspensão. Desta forma, I = mr2 pode
ser escrito como I = mL2 sendo este o momento de inércia do pêndulo.
Substituindo esse valor na Eq. 1 e simplificando, obtemos um período para
pequenos ângulos, sendo:
(Eq. 2_pêndulo simples, pequenos ângulos)
A aceleração angular α do pêndulo é proporcional ao deslocamento angular θ
tendo o sinal oposto. Ou seja, quando o peso do pêndulo se move para um lado
(lado direito ou esquerdo) como mostra a Imagem 1, a aceleração do lado oposto
aumenta até o peso parar e começar a se mover para este lado oposto (lado direito
ou esquerdo), e assim por diante, o que produz um MHS. Resumindo, um pêndulo
simples produzindo pequenos ângulos, pode ser aproximado por um MHS, ou a
amplitude angular Um do movimento deve ser pequena.
A imagem 1 representa um pêndulo simples e as forças que agem sobre ele.
(Imagem1_pêndulo simples)
Fonte: HALLIDAY & RESNICK. Fundamentos da física: gravitação, ondas e termodinâmica.
Vol.2. 10° edição.
Frequência Angular
É a raiz quadrada das constantes que multiplicam o deslocamento angular, sendo:
(Eq. 3_frequência angular)
Um pêndulo físico possui uma distribuição de massa mais complexa. Para
pequenos ângulos, a oscilação do pêndulo físico também pode ser representada
por um movimento harmônico simples (MHS) cujo período é dado pela equação:
(Eq. 4_pêndulo físico)
onde I é o momento de inércia da partícula em relação ao seu ponto de suspensão,
m é a massa do pêndulo e h é a distância entre seu ponto de suspensão e o seu
centro de massa.
No caso do pêndulo físico, o braço de alavanca da componente restauradora Fg
sen θ da força gravitacional corresponde à h e não o comprimento L do fio. Outros
aspectos como frequência e aceleração é idêntica ao pêndulo simples, porém para
pequenos ângulos cujo movimento é próximo ao MHS, seu período se difere.
Então, substituindo L por h na Eq. 1, obtemos uma equação para o período do
pêndulo físico, sendo:
(Eq. 5_pêndulo físico, pequenos ângulos)
A imagem 2 representa um pêndulo físico e as forças que agem sobre ele.
(imagem 2_pêndulo físico)
Fonte: HALLIDAY & RESNICK. Fundamentos da física: gravitação, ondas e termodinâmica.
Vol.2. 10° edição.
Um pêndulo físico não oscila se o ponto de suspensão for o centro de massa, o
que significa que o pêndulo jamais chega a completar uma oscilação. Todo
pêndulo físico que oscila com um período T em torno de um ponto de suspensão
zero corresponde a um pêndulo simples de comprimento L0 com o mesmo período
T. O ponto do pêndulo físico situado a uma distância L0 do ponto zero é chamado
de centro de oscilação do pêndulo físico para o ponto de suspensão dado.
2. OBJETIVO
1)Estudar o movimento oscilatório do pêndulo simples e do pêndulo físico;
2) Determinar experimentalmente o valor da aceleração da gravidade g utilizando
dois tipos de pêndulo.
3. MATERIAL UTILIZADO
O experimento foi realizado em laboratório pelo Prof. Denis Rezende de Jesus, os
materiais utilizados por ele para realizar os experimentos, foram:
1) Um tripé de sustentação;
2) Um pequeno cilindro de aço preso por um fio usado como pêndulo simples;
3) Uma barra retangular (aproximadamente uniforme), usada como pêndulo
físico, com três furos;
4) Um cronômetro digital, precisão 0,01s;
5) Uma trena, precisão 0,1 cm.
4. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
O procedimento experimental foi dividido em duas partes. A primeira parte se
utiliza um pêndulo simples, onde primeiramente, com um auxílio de uma trena
mediu-se o comprimento (L) do fio, tendo este uma massa desprezível. Após isso,
mediu-se seis vezes o tempo de dez oscilações do pêndulo simples.
A segunda parte do experimento é realizada com um pêndulo físico,
primeiramente, com um auxílio de uma trena, mediu-se comprimento e largura da
barra retangular, depois mediu-se a distância do ponto de articulação ao centro de
massa da barra (centro da barra), após isso prendeu-se a barra no suporte do tripé
no ponto próximo à extremidade e mediu-se três vezes o tempo de dez oscilações
do pêndulo físico.
Depois mediu-se novamente a distância do ponto de articulação, mas agora seria
até o ponto 0 marcado da barra (ponto de oscilação), e por último prendeu-se a
barra no ponto de oscilação mediu-se três vezes o tempo de dez oscilações do
pêndulo físico.
5. RESULTADOS
Todos os dados dispostos neste trabalho foram calculados e disponibilizados pelo
Prof. Denis Rezende de Jesus, para aproveito do aluno para o desenvolvimento do
relatório. Assim, este experimento foi dividido em duas partes, onde a primeira
consiste num pêndulo simples e a segunda parte em um pêndulo físico. Para
realização de todos os cálculos foi utilizado o Excel para auxiliar.
1ª PARTE – Período Pêndulo Simples.
Dados: 1.1) Comprimento L do fio de massa desprezível: (48,5 ± 0,1) cm;
1.2) Tabela 1: Seis repetições das medidas de tempo de 10 (dez)
oscilações do pêndulo simples:
Fonte: tabela disponibilizada pelo Prof. Dr. Denis Rezende de Jesus.
Para os resultados a seguir foram realizados cálculos utilizando o software
Excel.
Usando os valores da tabela 1 acima, foi feita uma análise estatística dos tempos
de 10 oscilações, onde se obteve um valor médio igual 14,01 e o desvio padrão
sendo este o erro do valor médio igual a 0,136381817 ≈ 0,17.
Com os dados acima foi calculado o valor do período (T) de oscilação do
pêndulo simples sendo (14,01 / 10) igual a 1,401s e sua respectiva incerteza
(ΔT) sendo (0,136381817 / 10) igual a 0,013638182 ≈ 0,014. Resultado em
(1,401 ± 0,014) s.
Com os valores do comprimento L do fio do pêndulo, o período (T) calculado e
com o auxílio da equação do período do pêndulo simples, foi encontrado o valor
da aceleração da gravidade g sendo (4 * π 2 * (L / T 2) igual a 9,745065343m/s2
≈ 9,74 m/s2 e sua incerteza Δg sendo calculada através da equação do erro
indeterminado resultando em 1,87. Logo, a gravidade resultou em (9,74 ± 1,87)
m/s2.
2ª PARTE – Período Pêndulo Físico
Dados: 2.1) Comprimento da barra retangular = (49,5 ± 0,1) cm e largura = (3,0
± 0,1) cm.
2.2) Distância do ponto de articulação ao centro de massa da barra = (24,8
± 0,1) cm
2.3) Tabela 2: Seis repetições das medidas de tempo de 10 (dez)
oscilações do pêndulo físico com a barra presa no ponto próximo à extremidade:
Fonte: tabela disponibilizada pelo Prof. Dr. Denis Rezende de Jesus.
Para os resultados a seguir foram realizados cálculos utilizando o software
Excel.
Usando os valores da tabela 1 acima, foi feita uma análise estatística dos tempos
de 10 oscilações, onde se obteve um valor médio igual 11,37666667 ≈ 11,38 e o
desvio padrão sendo este o erro do valor médio igual a 0,037859389 ≈ 0,04.
Com os dados acima foi calculado o valor do período (T) de oscilação do
pêndulo simples sendo (11,37666667 / 10) igual a 1,137666667s e sua
respectiva incerteza (ΔT) sendo (0,037859389 / 10) igual a 0,003785939.
Resultando em aproximadamente (1,138 ± 0,004) s.
Com os valores do comprimento L do fio do pêndulo, o período (T) calculado e
com o auxílio da equação do período do pêndulo simples, foi encontrado o valor
da aceleração da gravidade g sendo ((4 * π^2) * ((L^2 + l^2) + 12 * h^2)) / (12 *
h * T^2)) igual a 10,07487056 m/s2 ≈ 10,07 m/s2 e sua incerteza Δg sendo
calculada através da equação do erro indeterminado resultando em 0,33. Logo, a
gravidade resultou em (10,07 ± 0,33) m/s2.
A força gravitacional é considerada uma força restauradora é ela que faz com que
os pêndulos voltem ao seu ponto de equilíbrio. Comparando os valores de
gravidades obtidas acima, percebe-se que as gravidades calculadas para os dois
tipos de pêndulos foram bem próximas.
6. DISCUSSÃO/CONCLUSÃO
Com o auxílio da teoria retirada do livro HALLIDAY & RESNICK. Fundamentos
da física: gravitação, ondas e termodinâmica, e com os dados disponibilizado pelo
Prof. Dr. Denis Rezende de Jesus, se fez possível estudar o movimento oscilatório
do pêndulo simples e do pêndulo físico. Experimentalmente, foi viável determinar
desde o período (T) com a incerteza (ΔT) até a gravidade (g) e incerteza (Δg) para
ambos os casos em que em um tinha um pêndulo simples e no outro um pêndulo
físico.
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
HALLIDAY & RESNICK. Fundamentos da física: gravitação, ondas e termodinâmica.
Vol.2. 10° edição. Grupo Editorial Nacional (GEN).