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SUPREMOTRIBUNAL FEDERAL
MEMORIAIS
Desde 10 de Setembro de 2015, após pedido de vistas dos autos feito pelo saudoso
ministro Teori Zavascki, a sociedade aguarda a retomada do julgamento do Recurso
Extraordinário nº 635.659 - cujo protocolo remonta a 2011 -, no qual foi reconhecida
a repercussão geral sobre o tema “tipicidade penal do porte de droga para consumo
pessoal” (tema 506). Até aquele momento o eminente relator, Ministro Gilmar
Mendes, já havia proferido voto no sentido de declarar a "inconstitucionalidade, sem
redução de texto do art. 28 da Lei 11.343/2006, de forma a afastar do referido
dispositivo todo e qualquer efeito de natureza penal", no que foi seguido
parcialmente pelos eminentes Ministros Luís Roberto Barroso e Edson Fachin. No
1
entanto, desde a interrupção do julgamento, em setembro de 2015, novas
descobertas científicas foram feitas, novos dados sobre segurança pública e sistema
prisional foram publicados, novas decisões judiciais e até mesmo a composição do
Supremo Tribunal Federal foi alterada. A cada dia fica mais evidente a urgência do
posicionamento da mais alta corte do país sobre este tema. É sobre esses novos dados
e informações que as entidades subscritoras vêm aqui se manifestar.
2
no Brasil, conforme reconhece o próprio Departamento Penitenciário do Ministério
da Justiça:
A causa dessa realidade tem a ver com a jurisprudência que admite a presunção de
tráfico de drogas, o que viola de forma chapada não apenas a Constituição Federal,
que consagra a presunção de inocência (art. 5º, inciso LVII), mas também e
especialmente o art. 156 do Código de Processo Penal, segundo o qual “a prova da
alegação incumbirá a quem a fizer”.
Infelizmente, a pessoa flagrada com drogas no Brasil passa a ter o ônus de provar
que não é traficante. Há uma tendência de enquadrar como tráfico casos de mero
porte para consumo pessoal, de modo que a capitulação como tráfico é a regra em
situações envolvendo a posse de drogas. A mera comparação aritmética entre o
número de verbos que compõem os núcleos dos tipos descritos na Lei nº 11.343/06,
nos arts. 28 (posse para uso pessoal) e 33 (tráfico), indica a prevalência deste sobre
aquele: são 18 verbos indicadores da conduta prevista no art. 33 da Lei nº 11.343/06,
incluindo todos os 5 verbos constantes no art. 28 (adquirir, guardar, tiver em
depósito, transportar ou trouxer consigo). E a regra prevista no art. 28, §2º (“Para
determinar se a droga se destinava a consumo pessoal, o juiz atenderá à natureza e
à quantidade da substância apreendida, ao local e às condições em que se
desenvolveu a ação, às circunstâncias sociais e pessoais, bem como à conduta e aos
antecedentes do agente”), que deveria indicar com clareza os critérios dogmáticos
diferenciadores da posse para uso pessoal do tráfico de drogas, não tem sido capaz
de evitar a presunção de tráfico.
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Embora a conduta de porte para consumo pessoal não enseje pena de prisão, o art.
28 da Lei de Drogas tem relevante papel no superencarceramento, recaindo
justamente sobre aqueles mais vulneráveis perante o sistema criminal, para os quais
as figuras de traficante e usuário se confundem. Sua manutenção enquanto crime
esvazia a tentativa de despenalização do legislador de 2006. Como não há critérios
distintivos adequados para identificar a posse para uso pessoal do tráfico, qualquer
apreensão de drogas, em qualquer quantidade, pode configurar o crime previsto no
art. 33 da Lei nº 11.343/06, tendo impactos nas políticas de segurança pública e, por
conseguinte, prisional, como será exposto a seguir:
Vale ressaltar que, mesmo hoje, passados dez anos da aprovação da referida
legislação, ainda é possível identificar no Congresso Nacional a perspectiva de não
aprisionamento de usuários de drogas, como mostram os resultados de pesquisa
publicada pela Plataforma Brasileira de Política de Drogas (PBPD) em março de
2016, com o mapeamento da opinião dos congressistas brasileiros sobre o assunto.
4
Com a participação de 200 deputados e 34 senadores, o levantamento1 apontou que
68% dos deputados se posicionaram contra a criminalização, patamar que se elevou
a 79% entre os senadores.
1
Disponível em: <http://pbpd.org.br/publicacao/pesquisa-sobre-percepcao-dos-parlamentares-brasileiros-sobre-politica-
de-drogas/>. Acessada em 18 de dezembro de 2016.
5
Fonte: Plataforma Brasileira de Política de Drogas.
Tomamos o exemplo do Estado de São Paulo, que responde por 53% das prisões por
drogas do país (Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo, 20152), para
destacar que o aprisionamento dessas tantas pessoas se dá de forma seletiva,
recaindo justamente sobre aqueles mais vulneráveis perante o sistema criminal, para
os quais a figura de traficante e usuário se confundem.
2
Disponível em> <www.sap.sp.gov.br/download_files/pdf_files/levantamento_presosxdelitos.pdf>.
3
Disponível em: <www.nevusp.org/downloads/down254.pdf>.
7
Em 62,17% dos casos, as pessoas presas por drogas declararam exercer algum tipo
de atividade remunerada (JESUS et al., 2011).
O estudo apontou que as prisões em flagrante respondem por 82% dos casos de
prisões por drogas em São Paulo. Entre os anos de 2005 e 2015 os flagrantes
representaram entre 65% e 74% das prisões efetuadas no Estado.
Percentual de presos
Ano
em flagrante
2005 68%
2006 67%
2007 65%
2008 67%
2009 67%
2010 68%
2011 68%
2012 71%
2013 74%
2014 72%
2015 69%
4
Disponível em: <https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/8386>.
5
Disponível em: <http://www.iddd.org.br/index.php/2016/05/06/liberdade-em-foco>.
8
48,5% dos casos houve relatos de violência policial (agressões físicas durante a
abordagem policial, ou no momento do flagrante, ou na delegacia), sendo a PM a
responsável por 74,9% das agressões. As ameaças se somam aos casos de agressão,
tendo sido verificadas em 40% das entrevistas. Nesse caso, a PM foi apontada como
autora exclusiva de 76,7% das ameaças.
6
Disponível em:< http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-03112016-162557/fr.php>.
9
passo da aplicação do direito penal desde o flagrante, chamando atenção para o fato
de que “o enquadramento estabelecido no primeiro momento tende a ser mantido
ou agravado”.
Pesquisa7 produzida pelo Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro (ISP) traz
dados ilustrativos da realidade das ocorrências policiais envolvendo os crimes de
drogas (Lei 11.343/2006).
7
RAPIZO, Emmanuel (org). “Panorama das apreensões de drogas no Rio de Janeiro (2010-
2016).(2016) Disponível em:
http://arquivos.proderj.rj.gov.br/isp_imagens/uploads/RelatorioDrogas2016.pdf
Observações: No relatório em tela dados de massa só estão disponíveis a partir de 2010 e para o ano
de 2016 foram considerados dados de janeiro a agosto.
Pela documentação analisada (registros e laudos) foi possível analisar a massa de 80% das
apreensões.
11
No gráfico a seguir é possível observar a tendência de volume de apreensões por
tipo de drogas: há o aumento das apreensões de cocaína e maconha, e estabilidade
das apreensões de crack. A maconha é a droga mais apreendida, tanto em número
de ocorrências quanto em massa, conforme mostram os gráficos 3 e 4.
12
Fonte: Instituto de Segurança Pública – ISP /RJ
13
Os dados mais impactantes, no entanto, estão relacionados às medianas de
apreensões. Os números demonstram que há milhares de ocorrências com prisões e
apreensões com quantidade de droga muito baixa, e algumas centenas de
apreensões que respondem pela esmagadora maioria de quantidade de droga
apreendida. Nas palavras dos responsáveis pelo relatório:
14
Fonte: Instituto de Segurança Pública – ISP /RJ
15
Gráfico 8 – Registros de ocorrências de apreensões de drogas totais e por
modalidade
Tendo em vista que dados similares também são disponibilizados pela Secretaria de
Segurança Pública de São Paulo, elaboramos o gráfico abaixo com organização
semelhante para fins de comparação. As distribuições não são muito distintas. No
estado de São Paulo é possível verificar que em 2006 e 2007 o volume de ocorrências
de porte é superior às ocorrências de tráfico, como pode ser observado.
16
Gráfico 9 – Boletins de Ocorrência de apreensões de drogas totais e por
modalidade no Estado de São Paulo
Para cada uma dessas ocorrências, é imperioso lembrar que a ação se inicia em geral
com uma prisão ou apreensão da polícia, geralmente militar, que encaminhará o
suspeito e a droga encontrada para uma delegacia de polícia. Aguardará a lavratura
da ocorrência (em muitos casos por horas), antes de ser liberado.
8
Dados consultados em 26/06/2017 no site: http://www.ssp.sp.gov.br/Estatistica/Pesquisa.aspx
17
Paralelamente inicia-se também a movimentação da estrutura da Justiça Criminal.
Provocação do Judiciário, Ministério Público, Defensorias (se ausente advogado
particular).
Infelizmente não há estudos que avaliem o custo dessa tramitação para o sistema e
para o cidadão, tanto em termos de recursos quanto de serviços que deixaram de ser
prestados por conta da ocupação do efetivo policial com as ocorrências.
Enquanto todo porte de drogas configurar crime, variando apenas sua tipificação
com base no alegado dolo específico do portador, a construção de políticas de
segurança pública incidirá desproporcionalmente sobre as pessoas com pequenas
quantidades de entorpecentes.
9
Disponível em:
http://www.cnj.jus.br/files/conteudo/arquivo/2017/02/b5718a7e7d6f2edee274f93861747304.pdf
18
são mais sujeitos a prisão provisória do que outros presos. Pesquisa10 realizada
pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido
Mendes (CESEC), analisando 1.330 casos de pessoas presas em 2013 na cidade do
Rio de Janeiro aponta que:
10
Pesquisa: Tráfico de drogas na cidade do Rio de Janeiro: prisão provisória e direito de defesa”).
Disponível em: http://www.ucamcesec.com.br/wp-content//uploads/2015/10/Boletim-Trafico-
de-drogas-epresos-provis%C3%B3rios.pdf
11
Disponível em “Prisão Provisória, Danos Permanentes”:
http://danospermanentes.org/sobre.html
19
Guilherme de Souza Nucci, magistrado e professor de direito penal, aponta os
chamados “pontos cegos” da Lei 11.343/06 como razão para essa distorção que se
materializa na jurisprudência que acolhe a presunção de tráfico:
[...]
12
A droga da lei de drogas, http://www.conjur.com.br/2016-nov-04/nucci-nao-nada-comemorar-
10-anos-lei-drogas, acesso em 20.6.17).
21
No substancioso voto já proferido pelo eminente relator, está dito que a
interpretação do art. 33 da Lei nº 11.343/06 deve ser realizada em conformidade com
a Constituição, na medida em que o tipo penal do tráfico de drogas pressupõe, de
forma implícita, a finalidade diversa do consumo pessoal, cuja demonstração é
ônus da acusação, verbis:
Além deste aspecto essencial, relativo à presunção de tráfico, há dois outros que dele
se desdobram: o valor probatório do depoimento policial e o protagonismo da
quantidade de droga apreendida na tipificação do crime de tráfico de drogas, muito
embora a mesma quantidade, para um juiz, seja evidência de finalidade mercantil,
enquanto para outro juiz indique uso próprio.
22
cultivo de canábis pelo Tribunal de Justiça de São Paulo”13, estudou 135 acórdãos da
Corte estadual paulista, metade sob a égide da Lei nº 6.368/76, metade sob a
vigência da Lei nº 11.343/06. O pesquisador referido intuía que após a entrada em
vigor do art. 28, §1º, da Lei nº 11.343/06, que introduziu o chamado cultivo para uso
próprio (“às mesmas medidas submete-se quem, para seu consumo pessoal, semeia,
cultiva ou colhe plantas destinadas à preparação de pequena quantidade de
substância ou produto capaz de causar dependência física ou psíquica”), inexistente
na Lei nº 6.368/76, haveria na jurisprudência uma inflexão no sentido de aumentar
o número de casos envolvendo plantio de maconha tipificados como uso pessoal e
não como tráfico. O resultado encontrado, no entanto, indica o oposto, com base em
dois motivos principais: o relevo dado pelos juízes ao depoimento policial, em
especial no que diz com a finalidade (a palavra do policial a respeito da finalidade
do cultivo se revela uma espécie de rainha das provas) e a ignorância dos juízes a
respeito da capacidade produtiva do cultivo no contexto de imprecisão da elementar
“pequena quantidade”.
13
http://bibliotecadigital.fgv.br/dspace/bitstream/handle/10438/16519/(Versao%20Finalissima%2
0Deposito)%20N%C3%A3o%20compre,%20plante%20-
%20A%20tipifica%C3%A7%C3%A3o%20de%20situa%C3%A7%C3%B5es%20de%20cultivo%20de%
20canabis%20pelo%20TJSP%20(revisto).pdf?sequence=1, acesso em 20.6.17.
23
em via pública. Apreensão de 81 pedras de crack (6g). Réu
travesti, que fazia programa no local e alegou ter adquirido a
droga com o dinheiro auferido dessa atividade, para consumir
com outros dois “colegas”. Policial condutor que confirmou
a presença de outras duas pessoas com características de
usuárias com o réu. Ausência de valores em dinheiro.
Demais elementos probatórios que confortam a versão
defensiva (consumo compartilhado), gerando dúvida
relevante sobre a hipótese acusatória. Tipicidade. Insuficiência
probatória. RECURSO PROVIDO. ABSOLVIÇÃO.
24
acusatória denunciada, impondo-se a absolvição por
insuficiência probatória. (TJRS, 3ª CCrim., Ap. nº 70064451495,
v.u., j. 20.7.16).
14
STF – HC 118.533
25
estaduais, referendada pelo Superior Tribunal de Justiça determina que a pessoa já
condenada pelo porte para consumo não faz jus à minorante do art. 33, §4º:
Artigo publicado por Csete et. al. (2016)15 na revista Lancet, a segunda mais
conceituada publicação científica sobre saúde e medicina, constatou:
15
Csete, J., Kamarulzaman, A., Kazatchkine, M., Altice, F., Balicki, M., Buxton, J., … Beyrer, C. (2016).
Public Health and International Drug Policy: Report of the Johns Hopkins – Lancet Commission on
Drug Policy and Health. Lancet (London, England), 387(10026), 1427–1480.
http://doi.org/10.1016/S0140-6736(16)00619-X
16
The war on drugs has failed: doctors should lead calls for drug policy reform. BMJ 2016; 355:i6067.
Disponível em: http://www.bmj.com/content/355/bmj.i6067
27
Sobre os efeitos econômicos e sociais da política de controle de substâncias
específicas, como a maconha, J Rehm e B Fisher escreveram na Clinical Pharmacology
& Therapeutics, em 201517:
CONCLUSÃO
Timbre-se que o Brasil se encontra hoje entre as nações mais atrasadas em matéria
de controle de drogas, por ainda tipificar como crime a posse de drogas para
consumo próprio. Há em curso um giro radical no modo como o estado vem
tratando a questão das drogas, como demonstra a experiência uruguaia ou
estadunidense. Mesmo no âmbito das instâncias multilaterais, a fratura no consenso
proibicionista é visível, havendo urgentes chamados para a adoção de novas
abordagens, como foi o caso da UNGASS 2016.
17
Rehm J, Fischer B. Cannabis legalization with strict regulation, the overall superior policy option
for public health. Clin Pharmacol Ther. 2015 Jun;97(6):541-4. doi: 10.1002/cpt.93. Epub 2015 May 2.
28
Mais recentemente, em comunicado oficial publicado no dia 27 de junho de 2017, a
Organização Mundial de Saúde e a Organização das Nações Unidas pediram que os
Estados adotem políticas de combate à discriminação nos serviços de saúde18. Entre
as recomendações, as organizações pedem que sejam revistas e revogadas as leis
penais que provaram ter resultados negativos para a saúde e que contrariam
evidências comprovadas em saúde pública, entre elas as leis que criminalizam o
consumo de drogas e o porte de drogas para uso pessoal.
Por todo o exposto e contando ainda com os doutos subsídios que Vossas
Excelências certamente trarão à colação quando da retomada do julgamento,
pugnam os subscritores - a Recorrente e os amici curiae abaixo apontados - pelo
provimento do recurso extraordinário em tela, de modo a extirpar do ordenamento
jurídico a antijurídica incriminação da posse de drogas para uso pessoal, com a
respetiva declaração de inconstitucionalidade do art. 28 da Lei nº 11.343/06.
18
Disponível em: http://www.who.int/mediacentre/news/statements/2017/discrimination-in-
health-care/en/
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30