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Nutrição e DPOC: Prato Típico e Cuidados

O documento aborda a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), suas causas, sintomas, diagnóstico e tratamento, enfatizando a importância da nutrição na gestão da doença. Apresenta uma receita de bolo de banana adaptada para pacientes com DPOC, destacando os benefícios dos ingredientes para a saúde pulmonar e a manutenção da massa muscular. Conclui que a terapia nutricional individualizada é essencial para melhorar a qualidade de vida dos pacientes com DPOC.
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Nutrição e DPOC: Prato Típico e Cuidados

O documento aborda a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), suas causas, sintomas, diagnóstico e tratamento, enfatizando a importância da nutrição na gestão da doença. Apresenta uma receita de bolo de banana adaptada para pacientes com DPOC, destacando os benefícios dos ingredientes para a saúde pulmonar e a manutenção da massa muscular. Conclui que a terapia nutricional individualizada é essencial para melhorar a qualidade de vida dos pacientes com DPOC.
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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNA

NUTRIÇÃO

ANNA CLARA ALVES SANTOS


GIOVANNA DAS GRAÇAS NOMELINI NEVES
ISABELA CARVALHO DE OLIVEIRA
LEANDRO GONÇALVES
VICTOR HUGO

DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA


Preparação de prato típico

ITUMBIARA

2021
ANNA CLARA ALVES SANTOS
GIOVANNA DAS GRAÇAS NOMELINI NEVES
ISABELA CARVALHO DE OLIVEIRA
LEANDRO
VICTOR HUGO

DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA


Preparação de prato típico

Trabalho apresentado no curso de Nutrição


no Centro Universitário UNA.

Professoras: Alecsandra
Maira

ITUMBIARA

2021
INTRODUÇÃO

DPOC é uma doença que pode acometer os brônquios (canais de ar) e/ou os alvéolos,
que são pequenos espaços responsáveis pela troca de ar, ou seja, de gás carbônico e de
oxigênio, ainda sim é uma doença prevenível e tratável ocasionada pela exposição ao
tabagismo e gases tóxicos, relacionada a uma resposta inflamatória anormal dos pulmões à
inalação de partículas e/ou gases tóxicos, sobretudo a fumaça de cigarro.

A doença pulmonar obstrutiva crônica apresenta diversas manifestações sistêmicas


que incluem a depleção nutricional, a disfunção dos músculos esqueléticos, que contribui para
a intolerância ao exercício, e as manifestações relacionadas a comorbidades comumente
observadas nestes pacientes. Essas manifestações têm sido relacionadas à sobrevida e ao
estado geral de saúde dos pacientes. Nesse sentido, esta revisão tem como objetivo discutir os
achados da literatura relacionados às manifestações sistêmicas da doença pulmonar obstrutiva
crônica, ressaltando o papel da inflação sistêmica, e algumas perspectivas de tratamento.

“Globalmente, o número de pessoas com DPOC está aumentando. Os fatores que


contribuem para a DPOC incluem o aumento do tabagismo em muitos países em
desenvolvimento e, em todo o mundo, a exposição a toxinas presentes em combustíveis de
biomassa, como madeira e gramíneas. As taxas de morte podem estar aumentando nos
países em desenvolvimento. Em 2030, prevê-se que a DPOC se torne a terceira maior causa
de morte no mundo”. ( 2021 Merck Sharp & Dohme Corp., subsidiária da Merck & Co.,
Inc., Kenilworth, NJ, EUA).

A suspeita clínica de DPOC é considerada com base em sinais e sintomas respiratórios


crônicos, geralmente presentes em indivíduos com 40 anos ou mais e com história de
exposição a fatores de risco para esta doença (tabaco, combustíveis de biomassa, vapores ou
poeiras ocupacionais). Para confirmação da suspeita clínica, o exame de escolha é a
espirometria. Esse exame é fundamental para o diagnóstico e determinação da gravidade da
doença. Nele, é possível observar a presença de obstrução ao fluxo aéreo.
A radiografia de tórax não é útil para se estabelecer o diagnóstico de DPOC, mas pode
ser indicada para sugerir diagnósticos alternativos ou para auxiliar na identificação de
comorbidades. A tomografia de tórax auxilia na avaliação da extensão do comprometimento
pulmonar, além de ser indicada para pacientes com critérios para rastreamento de câncer de
pulmão, em candidatos à cirurgia redutora de volume ou nos candidatos ao transplante
pulmonar.
OBJETIVO

O principal intuído deste trabalho foi buscar informações para melhor Conhecimento das
necessidades dos pacientes com DPOC, principalmente em sua alimentação e nos riscos que a
mesma oferece sem acompanhamento, trazendo assim desde as causas da doença até seu
tratamento. Tivemos como foco a Elaboração de uma receita seguindo suas restrições
alimentar com todas informações necessárias como, modo de preparo, informações
nutricionais até sua ficha técnica com todos os ingredientes.
DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA- DPOC
 Definição

Consiste em uma limitação progressiva do fluxo aéreo, com caráter inflamatório anormal a
partículas e gases tóxicos, ou seja, ocorre devido a uma inflamação ou obstrução crônica no
revestimento dos brônquios ou bronquíolos, dificultando a troca de gases da respiração. Essa
inflamação pode ser causada por bronquite crônica ou enfisema pulmonar.

 Causas

Tabagismo a principal causa, mas também está associada à atividade ocupacional (indústria
de borracha, plástico, couro, têxtil, moagem de grãos, poeira ou irritantes químicos, fumaça de
lenha, infecções respiratórias graves na infância). Essa inflamação pode ser causada por
bronquite crônica ou enfisema pulmonar.

 Sintomas

Tosse constante com produção de catarro de cor clara, branca, amarela ou esverdeada;
Respiração rápida e ofegante; Sensação de ruído ou chiado no peito ao respirar; Falta de ar,
que vai piorando aos poucos, até estar presente mesmo quando se está em repouso; Produção
de muito catarro, principalmente pela manhã; Sensação de falta de energia; Perda de peso;
Inchaço nos tornozelos, pernas ou pés.

 Diagnóstico

É feito alguns pedidos exames pelo médico (sangue, raios-X ou tomografia computadorizada
e espirometria). Assim obtêm-se o resultado.

 Tratamento

O tratamento deve ser orientado por um pneumologista, com o objetivo de aliviar os sintomas,
evitar que a doença evolua e prevenir o surgimento de complicações. Inclui no tratamento:
parar de fumar, o uso de medicamentos (seja eles broncodilatadores inalatórios, corticoides
orais, inibidores da fosfodiesterase, teofilina, mucolíticos e antibióticos), fisioterapia
pulmonar, alterações na dieta (a dieta também pode ajudar a melhorar a respiração, onde se
diz que o metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas consomem oxigênio, produzem
energia e liberam gás carbônico. Sendo assim se torna especialmente importante, pois essa
doença dificulta as trocas gasosas realizadas nos alvéolos pulmonares, tornando mais difícil
para o gás carbônico ser eliminado pela respiração), oxigênoterapia (tratamento que permite
aumentar os níveis de oxigênio no sangue), cirurgia (indicada em alguns casos muito grave
causada por enfisema pulmonar quando o tratamento com remédios não é eficaz para controlar os
sintomas) e transplante pulmonar.
NUTRIÇÃO E DPOC

Uma das principais manifestações sistêmicas é a perda de peso acentuada. Quando associada
à perda de massa magra, o prognóstico é pior. O hipermetabolismo gerado pelo esforço
respiratório é agravado pela ingestão insuficiente de alimentos, aumento da termogênese
induzida pela dieta e aumento de citocinas inflamatórias e sua atividade catabólica.

É importante que consulte um(a) nutricionista pois, durante o metabolismo dos carboidratos
há um maior consumo de oxigênio e maior liberação de gás carbônico do que quando se
consome gorduras, por isso, o ideal é fazer alterações na dieta, reduzindo o consumo de
carboidratos, principalmente açúcares simples, e dar preferência por consumir alimentos ricos
em fibras e gorduras mono ou poliinsaturadas. O uso dos medicamentos como os corticóides,
podem reduzir os níveis de cálcio e vitamina D.

 Fatores que afetam o consumo alimentar

Anorexia, gerada pelas citocinas inflamatórias, como o fator de necrose tumoral alfa;
dispneia; tosse; fadiga; saciedade precoce; e efeitos colaterais medicamentosos ( náuseas,
vômitos, diarreia, xerostomia, irritação da mucosa gástrica).

 Objetivos da terapia nutricional

Prevenir a progressão da doença; manter o equilíbrio entre massa magra e tecido adiposo;
reduzir o catabolismo e a perda nitrogenada em pacientes com exacerbação da doença; manter
o equilíbrio hídrico; aliviar os sintomas principalmente em relação à dispneia; controlar
interações entre fármacos e nutrientes.

 Suporte Nutricional

Promove significante ganho de peso e músculo em pacientes com DPOC;

Ganho de força muscular respiratória e teste de caminhada de 6 minutos;

Efeitos positivos com a suplementação só ou + com exercícios físicos;


 Dicas

Sintomas Condutas para Otimização do Suporte


SBPT, 2004; GOLD, 2015
Perda de peso Suplementação oral deve ser indicada para
todos os pacientes desnutridos ou com perda
de peso de 10% em relação ao peso habitual
em 6 meses.
Náusea e vômito Fracionar; oferecer pequenos volumes.
Diminuir alimentos com alto teor de gordura,
diminuir temperos.
Saciedade precoce Limitar consumo de líquidos durante as
refeições. Alimentos frios podem produzir
menos plenitude que alimentos quentes.
Ingerir inicialmente alimentos mais
energéticos.
Paladar alterado por medicações/ boca seca Aumentar hidratação; diminuir preparações
secas.
Dispneia durante a ingestão do alimento/ Repousar antes das refeições. Se necessário
Taquipnéia usar broncodilatadores e realizar higiene
brônquica antes das refeições. Comer
devagar. Mastigar lentamente. Avaliar
dessaturação durante a refeição e se
necessário suplementar com oxigênio nasal.
Flatulência/ diarreia/ constipação Estimular práticas supervisionadas de
exercício físico. Estimular ingestão de
alimentos ricos em fibra.
Anorexia Ingerir refeições com alto teor energético,
oferecer alimentos da preferencia do
paciente, aumentar fracionamento, adicionar
azeite.
Tosse/ fadiga Planejar o uso de medicações expectorantes
em horários separados das refeições; Avaliar
junto fisioterapia suporte multidisciplinar.
RECEITA ESCOLHIDA

 Bolo de banana

Ingredientes

• 3 ovos
• 3 bananas maduras
• 1/2 xícara de óleo
• 2/3 xícara de açúcar
• 1 xícara de farinha de aveia
• 1/2 xícara de farinha de coco
• 1 colher de canela
• 1 colher de sopa de pó royal
Modo de preparo
• Bater no liquidificador os ovos, a banana, o óleo e o açúcar;
• Colocar em um recipiente esse líquido já homogêneo, acrescentar as farinhas e
a canela e misturar bem;
• Acrescentar uma colher de ferment em pó;
• Transferir a massa para uma forma untada com óleo e farinha de coco;
• Adicionar por cima o damasco, as nozes, as ameixas e os chips de coco;
• Assar em forno pré-aquecido a 180 ºC por cerca de 35 minutos.
• Opcional: Adicionar por cima, nozes, damasco, chips de coco, ameixas seca
ou outro de sua preferencia.

 Escolhemos essa receita por qual motivo?!


Escolhemos pelo fato do ovo, banana e nozes ter um grande benéfico pra quem possui a
patologia e por ser uma receita fácil de preparo e por possui um alto nível de calorias. Em
alguns estágios dessa patologia seria recomendado deixar esse bolo mais molhadinho, pois o
paciente em um nível bastante elevado não conseguiria deglutir.

 Benefícios dos ingredientes para pacientes com DPOC

Ovo- consumir ovos é importante para esse grupo de pessoas, pois são fontes de proteína e
ajudam na manutenção da massa muscular. A quantidade ideal de proteínas na dieta delas
deve ser de 20% do total para restaurar a força muscular e melhorar a função pulmonar.
Banana- é recomendada para quem tem DPOC devido à quantidade de vitaminas, minerais e
potássio. Durante o tratamento da doença é necessário à manutenção dos níveis de potássio
que ajudam o funcionamento dos brônquios e melhoram a força muscular.
Aveia- auxilia o bom funcionamento intestinal de quem tem DPOC, pois retarda o
esvaziamento gástrico, o que gera maior saciedade. Possui antioxidante que aliviam o
processo inflamatório e contém zinco que melhora o sistema imunológico. Além disso,
contribui na redução do colesterol ruim, o que previne doenças do coração. Sabe-se que
algumas pessoas com a DPOC podem também ter problemas cardíacos, como infartos.
Nozes- contém boas fontes de ácidos graxos mono e poli-insaturados que são importantes
para a saúde e favorecem a redução do colesterol ruim do organismo. Também é fonte de
vitamina E, antioxidante que protege o organismo contra inflamações e limita a destruição do
tecido dos pulmões.

INFORMAÇÃO NUTRICIONAL

Informação Nutricional
Porção de 62g (1fatia)

Valor energético 208 kcal


Carboidrato 26,6 g
Proteínas 4,55 g
Lipídios 9,26 g
Fibra Alimentar 3,4 g
Sódio 26,5 mg

CUSTOS DA RECEITA

Custo Total: 53,30 reais


Custo da preparação: 13,40 reais
Custo da porção (fatia): 1,34 reais
FICHA TÉCNICA
CONCLUSÃO

O tratamento da desnutrição e de outras complicações nutricionais associadas à DPOC é


fundamental na evolução do quadro e na melhoria da qualidade de vida do paciente. A terapia
nutricional individualizada é muito importante e deve ser instituído o mais precocemente
possível, a fim de proporcionar ao paciente uma melhoria do estado nutricional, da função
imunológica, da função muscular respiratória e da tolerância ao exercício.
Sendo assim, devemos fornecer uma alimentação que promova a manutenção da força, massa
e função muscular respiratória, corrigir o desequilíbrio hídrico, manter uma reserva adequada
de massa corporal magra e tecido adiposo, contudo melhorando a qualidade de vida do
paciente.

REFERÊNCIAS

Terapia Nutricional na Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica e suas complicações


nutricionais. Artigo de Revisão. J. Bras. pneumond. V. 32, N. 5, 2006.
<https://doi.org/10.1590/S1806-37132006000500014>.
Tabela Nutricional de Composição de Alimentos (TACO) 1º ed. Campinas: NEPA -
UNICAMP, 2004.

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