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Exame de Economia Política I - 2019

O exame de Economia Política I consiste em duas partes, abordando conteúdos teóricos e práticos, com questões sobre organização econômica, mão invisível do mercado, e impactos de políticas fiscais. O Grupo II foca em medidas para controlar a inflação e conceitos como desemprego e deflação. As respostas devem ser elaboradas em folhas separadas e a prova é sem consulta, com duração de 2 horas.
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Exame de Economia Política I - 2019

O exame de Economia Política I consiste em duas partes, abordando conteúdos teóricos e práticos, com questões sobre organização econômica, mão invisível do mercado, e impactos de políticas fiscais. O Grupo II foca em medidas para controlar a inflação e conceitos como desemprego e deflação. As respostas devem ser elaboradas em folhas separadas e a prova é sem consulta, com duração de 2 horas.
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ECONOMIA POLÍTICA I

EXAME – ÉPOCA NORMAL


15 de janeiro de 2019

i) RESPONDA EM FOLHAS SEPARADAS AOS GRUPOS I E II


ii) A PROVA TEM A DURAÇÃO DE 2 HORAS
iii) PROVA SEM CONSULTA

GRUPO I – CONTEÚDOS DAS AULAS TEÓRICO-PRÁTICAS – 10 VALORES

Q1 (3 VALORES – 1 valor por alínea)


a) Indique quais os três grandes problemas da organização económica.
b) Qual a informação que obtemos da Fronteira de Possibilidades de Produção?
c) O que estuda a ciência económica?

Q2 (4,5 VALORES – 1,5 valores por alínea)


a) O que significa a “mão invisível” do mercado?
b) Porque é necessária a condição “ceteris paribus” na análise económica?
c) Explique quais as eventuais consequências no mercado de trabalho pela fixação por parte do Estado de um
salário mínimo.

Q3 (2,5 VALORES)
Imagine um mundo em que apenas há dois países (A e B). Suponha que no país A, que produz essencialmente bens de
primeira necessidade e em que a produção é muito intensiva em mão de obra, há uma subida da tributação dos
rendimentos de capital, o mesmo não acontecendo no país B. Admita ainda que há liberdade de circulação de
mercadorias, de capital e de pessoas entre os países, sendo que os produtos que se produzem no país B são pouco
intensivos em mão de obra e são essencialmente bens de luxo. Os tipos de bens produzidos pelos países refletem os seus
respetivos custos de produção e caraterísticas contextuais próprias. Admita ainda que ambos os países têm legislação
sobre o salário mínimo, de modo a que os salários dificilmente podem descer face aos níveis que vigoravam antes da
alteração da tributação no país A. Explique a repercussão da alteração fiscal para os dois países.

GRUPO II – CONTEÚDOS DAS AULAS TEÓRICO-PRÁTICAS – 10 VALORES

(RESPONDA A ESTE GRUPO UTILIZANDO, NO MÁXIMO, UMA FOLHA DE EXAME)

Q1 (4 VALORES)
O país Z, que viveu durante os últimos anos um período de franco crescimento económico e uma situação de quase
pleno emprego, vê-se atualmente a braços com uma inflação muito elevada, havendo bastante contestação às políticas
económicas governamentais, sobretudo por parte das classes sociais que auferem rendimentos mais baixos. Indique
algumas medidas que as autoridades nacionais (nomeadamente o Banco Central) podem tomar para, no curto prazo,
tentarem controlar este problema, explicando os efeitos (positivos e negativos) que podemos esperar das medidas
referidas.

Q2 (6 VALORES – 2 valores por alínea)

Explique e distinga os conceitos seguintes:


a) Desemprego friccional, cíclico e estrutural.
b) Deflação e estagflação.
c) Zona de Comércio Livre, União Aduaneira e Mercado Comum.

Bom trabalho!
CRITÉRIOS DE CORREÇÃO – GRUPO I
Q1 - 1 valor por alínea
a) Que mercadorias produzir e em que quantidades? Como são produzidos os bens? Para quem são produzidos os bens?
b) A fronteira de possibilidades de produção representa a máxima quantidade de bens que podem ser produzidos de forma
eficiente numa economia, dado a sua tecnologia e conhecimentos e a quantidade disponível de fatores de produção.
c) Estudo de como as sociedades usam recursos escassos para produzir bens e serviços necessários e distribuí-los entre os
diferentes indivíduos.
Q2 - 1,5 valores por alínea
a) O interesse privado pode levar ao ganho coletivo quando tem lugar num mercado que funciona bem, ou seja, sem
programação por uma entidade supra individual, num contexto em que os indivíduos podem transacionar livremente
(mercado), cada um seguindo o seu interesse, levará a que se produza na sociedade uma solução em que tudo o que é
produzido é vendido e os recursos são usados da melhor forma possível. (de forma eficiente).
b) Como a ciência económica na maior parte dos casos produz conhecimento a partir da observação da realidade e esta é
constituída por muitas variáveis que atuam ao mesmo tempo, para se perceber a influência de uma variável sobre o
sistema económico é necessário tornar constante todas as outras variáveis, pois de outro modo não seria discernível o
papel de cada variável nas alterações na economia.
c) Se o salário de equilíbrio do mercado de trabalho é inferior ao salário mínimo, então o equilíbrio não poderá ocorrer e
haverá desemprego, pois a quantidade oferecida de trabalho será superior à quantidade procurada.
Q3 - 2,5 valores
A alteração fiscal no país A leva a que algum capital se desloque para o país B. Isso vai implicar que no país A se gere desemprego
(se os salários não podem baixar) e que no país B aumente a procura de emprego, o que vai ser respondido por migração de A para
B. Contudo, nem toda a mão de obra liberta no país A vai ser absorvida no país B, pelo que vai gerar-se algum desemprego e os
salários mantêm-se em ambos os países ao nível do salário mínimo. Daí que não vai ser possível repercutir a totalidade do imposto
para os trabalhadores. Reduzindo-se a produção de bens essenciais no país A, o seu preço no mercado de bens finais vai aumentar
nos dois países, reduzindo-se os preços dos bens de luxo, dado que aumentou a sua oferta, por maior produção no país B. Isto
significa que em parte os empresários que ficam no país A conseguem repercutir o imposto para os consumidores. Tendo em conta
o tipo de bens produzidos por ambos os países, em termos de distributivos, a medida fiscal vai ter um impacto mais prejudicial sobre
os mais pobres.

CRITÉRIOS DE CORREÇÃO – GRUPO II


Q1 (4 valores)
O combate à inflação requer medidas tendentes a diminuir o consumo (e, portanto, a procura) e a quantidade de moeda disponível.
O banco central (e as demais autoridades nacionais competentes) podem, para atingir esse efeito no curto prazo, fazer o seguinte:
- comprar dinheiro aos bancos comerciais através de operações de open market, limitando a capacidade de estes bancos emprestarem
dinheiro a empresas e particulares (uma vez que passam a dispor de menos liquidez);
- subir a taxa de juro praticada nas operações com esses mesmos bancos, aumento que eles repercutirão nas operações de crédito
com os seus clientes, dessa forma encarecendo (e desincentivando) o recurso ao crédito ao mesmo tempo que se incentiva o aforro
(uma vez que os depósitos são melhor remunerados);
- estabelecer limites mais apertados ao endividamento dos bancos, minimizando o efeito de criação de liquidez decorrente do
chamado “multiplicador da moeda” (cujo valor é inversamente proporcional à percentagem de capitais próprios, em função do seu
volume de endividamento, que os bancos são obrigados a deter).
Importa referir que todas estas medidas, ao mesmo tempo que (normalmente) contribuem para baixar a taxa de inflação, irão por
outro lado provocar um abrandamento do investimento e da atividade económica, e, portanto, um aumento do desemprego. Ou seja,
que é impossível, no curto prazo, combater a primeira sem aumentar o segundo.

Q2 (2 valores por alínea)


a) O desemprego ficcional refere-se à situação de pessoas entre dois empregos, ou com empregos sazonais, sendo inevitável e, em
geral, pouco crítico; o desemprego cíclico é o que resulta das fases de recessão que se seguem inevitavelmente a períodos de
crescimento (do abrandamento no investimento e do encerramento de empresas que essas fases acarretam); o desemprego estrutural
resulta de desequilíbrios de base (estruturais) de uma dada economia, como por exemplo o excesso de mão de obra (em função da
procura) ou a falta de qualificação da mesma.
b) Deflação é uma descida generalizada dos preços, que apesar de normalmente ser percebida pela população como um facto
positivo, traduz muitas vezes problemas estruturais da economia, nomeadamente a incapacidade de escoar a produção, que irão
desincentivar o investimento e limitar (quando não impedir) o crescimento económico; estagflação é um surto de inflação
acompanhada de estagnação económica, normalmente provocada por um aumento dos custos de produção (em grande parte dos
casos, dos preços das matérias primas ou de outros bens essenciais à produção, como o petróleo).
c) Zona de comércio livre é um espaço em que foi estabelecida a livre circulação de mercadorias para os produtos originários dos
países signatários, mantendo cada um a sua soberania alfandegária relativamente ao exterior da zona; numa União Aduaneira, os
membros adotam uma pauta aduaneira comum face ao exterior, pelo que a liberdade de circulação se estende a todas as mercadorias
que circulem no seu espaço; finalmente, num Mercado Comum a liberdade de circulação não se limita a produtos finais, estendendo-
se aos fatores de produção (instituindo-se entre os seus membros a livre circulação de trabalhadores e de capitais e a liberdade de
estabelecimento económico de empresas e sociedades).

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