QUESTÃO
PALESTINA ISRAELENSE
E CONFLITOS NO ORIENTE MÉDIO
Eduarda
Clara Moreira
Soares
Alice Reis
Nathalia Cysneiros
ANTECEDENTES
SURGIMENTO DOS POVOS
O surgimento dos povos israelenses e palestinos
está ligado com a história de Abraão, um
homem da Mesopotâmia que teria recebido
uma profecia na qual ele deveria abandonar a
região e se estabelecer na "terra prometida"
localizada no Canaã, que atualmente é a região
que forma a faixa de Gaza, em Israel, para
aguardar a chegada do Messias
CONTEXTO RELIGIOSO
Na bíblia, Abraão teve dois filhos: Ismael (filho seu com sua serva
Agar) e o “prometido” Isaque (filho seu com sua esposa Sara) e
nas passagens, Deus diz que ambos irão prosperar e liderar
grandes povos/nações
.
Ao longo da história, Abraão manda Ismael e Agar
para o sul (Egito), onde o mesmo deu inicio à nação
Árabe, e Isaque, à nação judaica.
FORMAÇÃO DO ESTADO DE ISRAEL
14 de maio de 1948.
• O território da Palestina era parte do império otomano até o final da Primeira Guerra
Mundial, época em que ocorreu a primeira onda de emigração de judeus, estimulada pelo
movimento sionista (defensor da formação de um Estado Nacional próprio para os judeus na
Palestina) que surgiu na decada de 1890 a partir de um livro escrito por Theodor Herzl
• Após o fim do império Otomano, a região passou a
ser administrada pelo Reino Unido até o fim da
Segunda Guerra Mundial
• ONU promove uma “doação” de parte daquele
território para os judeus.
• O fato não agradou o mundo árabe, em particular
os palestinos, que foram realocados de acordo com as
novas fronteiras.
livro de Theodor Herzl
Primeira Guerra Árabe-Israelense (1948-1949)
A guerra, conhecida por “Nakba” ocorreu quando diferentes nações árabes (Síria,
Jordânia, Egito, Líbano e Iraque) se uniram contra o recém-fundado Estado de Israel.
O conflito durou cerca de 1 ano e se encerrou com a vitória Israelense.
Pós Guerra de Independência Guerra do Canal de Suez (1956)
Consolidação do Estado israelense
X
Gaza (Egito) e Cisjordânia (Jordânia)
Guerra dos Seis Dias (1967)
Conflito travado por Israel contra Egito, Síria e Jordânia em junho de 1967. Em seis
dias, Israel avançou e conquistou vários territórios.
2° dia: 3° dia:
1° dia:
As forças de Israel invadem o Israel conquista a porção
Israel realiza um ataque de Jerusalém que estava
território egípcio, adentram na
surpresa contra o Egito, Península do Sinai e sob o controle da Jordânia,
destruindo mais de 330 conquistam a Faixa de Gaza Jerusalém Oriental.
aeronaves de guerra (na época território egípcio).
egípcias
4° dia: 5° dia: 6° dia:
Israel avança no Deserto do Israel ataca a Síria, invade Síria e Egito estabeleceram um
Sinai, estabelecendo controle e conquista as Colinas de cessar-fogo com Israel,
total sobre a região, e Golã. encerrando o conflito.
conquista toda a Cisjordânia
Guerra dos Seis Dias (1967)
Conflito travado por Israel contra Egito, Síria e Jordânia em junho de 1967. Em seis
dias, Israel avançou e conquistou vários territórios.
Conquistas Israelenses com a Guerra dos 6 Dias
Territórios estratégicos: água Imagens do conflito
Yom Kippur (1973)
Feriado sagrado "dia do perdão eterno", 6 de outubro
O conflito se deu início quando os israelenses construíram uma linha de
fortificações (chamada Linha Bar-Lev) em Suez para garantirem a proteção dos
territórios conquistados na Guerra dos Seis Dias, em 1967.
Egito e Síria se opuseram a tal ação e entraram em conflito com Israel.
Objetivo: além de uma nova tentativa de expulsão dos judeus do Oriente, era
também retomar o controle da região sob o domínio israelense.
Consequência principal: Primeira Crise do petróleo
Acordos de Camp David (1978) Primeira Intifada (1987-1993)
O Egito foi o primeiro país árabe
a reconhecer Israel formalmente Revolta palestina contra
a ocupação israelense
Israel devolveu a Península do
Sinai ao Egito em troca da paz Hamas: Destruição de Israel
Acordos de Oslo (1993) Fracasso das Negociações:
Apesar dos progressos iniciais,
questões centrais como o status de
Jerusalém, o direito de retorno dos
refugiados e os assentamentos
permaneceram sem solução.
Assinados entre Israel e a OLP
(Organização para a Libertação da Palestina)
Os acordos previam a criação da
Autoridade Nacional Palestina (ANP)
Em 2006, o Hamas, grupo islamista palestino,
Segunda Intifada (2000-2005) venceu as eleições legislativas palestinas,
ganhando controle da Faixa de Gaza.
Israel, junto com o Egito, impôs um bloqueio à
Faixa de Gaza, e desde então, o território tem sido
palco de confrontos entre o Hamas e Israel.
Nova onda de violência caracterizada
por atentados suicidas, bombardeios
israelenses e repressão militar
A7 de GEOGRAFIA
MASSACRE
DE MUNIQUE
Data: 5 de Setembro de 1972
Objetivo: Negociar a libertação de 200
palestinos presos em território israelenses
após a Guerra de Yom Kippur.
Ocorreu na Vila Olímpica de Munique,
resultou em um caos envolvendo
bombardeios e tiros.
ALGUNS
REGISTROS;
O mais penoso
espetáculo de
incompetência e
perversidade
Um dia em Setembro;
07/10/2023
Em 7 de outubro de 2023, o grupo Hamas
atacou, majoritariamente, a parte sul de
Israel em um ataque surpresa, o grupo
afirmou ser uma tentativa se retomada
de território. Como já foi explicado, esse
conflito já se estende há décadas, já
tentaram estabelecer acordos de paz,
mas sem sucesso. A suposta ofensiva de
Israel na faixa de Gaza matou milhares
de pessoas e deixou outros milhares
feridos
Cúpula da Liga Árabe;
Cúpula da OCI;
Grupo Hezzbollah
Israel e o grupo armado libanês Hezbollah (apoiado
pelo Irã) têm trocado tiros através da sua fronteira
comum durante os últimos nove meses. Além de um
grupo armado, o Hezbollah também é um partido
político.
Se esse conflito evoluir para uma guerra, poderá
ofuscar a destruição em Gaza, atrair milícias apoiadas
pelo Irã no Iraque, na Síria e no lêmen, espalhar faíscas
pr todo o Oriente Médio e envolver os EUA. O próprio
Irã poderia intervir diretamente.
A Organização das Nações Unidas (ONU) alerta para
uma "catástrofe além da imaginação".
A SITUAÇÃO IRANIANA
E ISRAELENSE;
“ Como isso afeta
economicamente
o mundo e o brasil?
1. Preço dos combustíveis
"Qualquer conflito hoje afeta o mundo inteiro,
principalmente quando mexe no preço do barril
de petróleo"
2. Insumos industriais
“O aumento dos combustíveis é um efeito mais rápido,
mas à medida que o preço do petróleo se consolide num
novo patamar tudo isso acaba subindo de preço e o
destino é a inflação ao consumidor, à medida em que a
indústria vê seus insumos mais caros”
MOVIMENTOS
PRO PALESTINA E PRO ISRAEL
· Influências externas: guerra Arábe x Israel
Para grandes potências, como EUA, China e Rússia, o Oriente Médio deve ser entendido como um
dos múltiplos palcos em sua rivalidade global. Esses países aproveitam aquelas complicadas
relações regionais para assegurar presença, impedir a extensão de influência dos demais e gerar
um certo nível de controle no acesso, especificamente a petróleo e gás, além de garantir o livre
trânsito de navios no canal de Suez, estreitos de Ormuz e Bab el Mandeb, essenciais ao comércio
internacional
canal de suez; estreito de ormuz; Bab el Mandeb;
declaração de balfour;
O documento no qual o governo de uma potência da época - no caso, a
Grã-Bretanha - respalda pela primeira vez o estabelecimento de um lar
nacional para o povo judeu na Palestina.
-VISÃO PALESTINA : "Você acha que a Grã-Bretanha cometeu um crime contra o povo
palestino?", pergunta uma professora durante uma aula em uma escola palestina na
cidade de Ramallah, na Cisjordânia.
Todos levantam a mão.
"Sim", responde uma menina de 15 anos. "Essa declaração foi ilegítima porque a Palestina
ainda era parte do Império Otomano e a Grã-Bretanha não a controlava".
"A Grã-Bretanha considerava os árabes uma minoria enquanto eles eram mais de 90% da
população."
-VISÃO ISRAELENSE : "No momento em que foi dada, a declaração deu uma enorme
esperança e um grande impulso ao movimento sionista", diz Neve, seu pai.
"As pessoas viram que, se o governo britânico deu essa declaração, havia uma chance
de que um dia a nação judia poderia ser estabelecida, o que realmente aconteceu mais
tarde, em 1948" - o ano em que o Estado de Israel foi criado.
Estados Unidos
Simpatia Histórica da China pela Causa Palestina
Contexto: China sempre demonstraram apoio à causa palestina, mas, desde a guerra em Gaza há quase um
ano, emergiram como mediadores no conflito entre Israel e os palestinos.
Objetivos do Envolvimento:
Aumentar a Influência Internacional: Buscar maior protagonismo nas relações globais.
Neutralizar o Ocidente: Contrabalançar a influência dos EUA e de aliados ocidentais.
Perspectiva Histórica:
Mao Tsé Tung via Israel como um símbolo do imperialismo ocidental, refletindo a experiência da China
com a "humilhação" colonial. Durante seu governo, Mao apoiou a OLP, enviando armas e influência
ideológica.
Mudanças na Política Externa:
Sob Deng Xiaoping (1978), a China priorizou o pragmatismo e relações diplomáticas com potências,
afastando-se de apoio a movimentos não estatais.
Com Xi Jinping (2012), houve um retorno à ideologia, integrando-a à estratégia de fortalecer a posição da
China no conflito israelense-palesti
Rússia
Em 1948, a União Soviética, sob Stalin, foi um dos primeiros países a
reconhecer a independência de Israel, esperando que o país se alinhasse ao
socialismo.
Com o não cumprimento das expectativas socialistas, Nikita Khrushchev se
alinhou ao nacionalismo árabe na década de 1950. O apoio soviético à causa
palestina tornou Moscou popular entre os países árabes, especialmente como
contraponto ao apoio dos EUA a Israel.
contexto de guerra fria; para Moscou, a causa
palestina era uma questão de conveniência
política, sem disposição para um conflito direto
com os EUA
Acordos de paz de Oslo
Reconhecimento Mútuo
Negociações Futuras
Autonomia Palestina Retirada de Israel
Yitzhak Rabin e Yasser Arafat
O Acordo de Oslo, assinado em 1993, foi um marco nas tentativas de resolver o conflito israelo-palestino. Mediado
pela Noruega, o acordo estabeleceu um quadro para a criação de um governo autônomo palestino em partes da
Cisjordânia e Gaza, reconhecendo a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) como representante do
povo palestino.
Iniciativa de paz árabe
Liderado pela Arábia Saudita, uma das principais potências da Liga Árabe , em 2002.
Influência midiática no conflito:
Na conturbada relação entre Palestina e Israel, além das disputas territoriais e políticas, a influência
da mídia noticiosa transformou significativamente a dinâmica do embate. As relações entre mídia,
estratégias político-comunicativas e o panorama do conflito revelam como a cobertura jornalística
reconfigurou a narrativa e os desdobramentos dessa longa e complexa disputa.
política
surgimento da “justiça social”
sociedade representação de narrativas
impacto das redes sociais
comunicação
Manipulação midiática pró israelita
A narrativa sobre Israel
e Palestina não é
apenas uma questão de
fatos, mas uma questão
de poder e controle
sobre a história.
The Occupation of the American Mind;
BDS: movimento de Boicote, Desinvestimento e
Sanções contra o governo de Israel.
O foco da iniciativa era fragilizar economicamente o governo e constranger internacionalmente
financiadores cúmplices da opressão exercida por Israel sobre os palestinos.
O movimento desafia o apoio internacional ao que chama de apartheid israelense e colonialismo de
assentamentos – onde os colonos substituem a comunidade original – e defender o princípio de que “os
palestinos têm direito aos mesmos direitos que o resto da humanidade”.
Algumas nações e organismos internacionais impuseram sanções econômicas a Israel em resposta a ações
consideradas ilegais, como a expansão de assentamentos nos territórios ocupados. Simultaneamente,
países, especialmente na América Latina e no mundo árabe, têm fortalecido suas relações com a Palestina,
muitas vezes em oposição às políticas israelenses, buscando apoiar a autodeterminação palestina.
boicotes de desinvestimentos pressão sobre boicotes
consumidores de governos marcas orgânicos
O papel dos ativistas e grupos sociais na guerra:
Refugiados palestinos:
Fontes bibliográficas:
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catastrofe-do-povo-palestino/
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desdobramentos-do-conflito-entre-palestina-e-israel/
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