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Juventude e Participação Social no Brasil

O documento apresenta uma pesquisa sobre a participação social da juventude brasileira em regiões metropolitanas, destacando que educação, trabalho, violência e desigualdade social são as principais preocupações dos jovens. A pesquisa revela que a maioria dos jovens tem descrença nas formas tradicionais de participação, mas reconhece a importância do espaço público para promover mudanças. Além disso, a desigualdade socioeconômica impacta diretamente nas oportunidades de participação e nas condições de vida dos jovens, evidenciando a necessidade de políticas públicas direcionadas a essa população.

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Tópicos abordados

  • trabalho,
  • desconfiança política,
  • educação,
  • identidade cultural,
  • esferas públicas,
  • cidadania e lazer,
  • experiência juvenil,
  • grupos religiosos,
  • violência,
  • direitos
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Juventude e Participação Social no Brasil

O documento apresenta uma pesquisa sobre a participação social da juventude brasileira em regiões metropolitanas, destacando que educação, trabalho, violência e desigualdade social são as principais preocupações dos jovens. A pesquisa revela que a maioria dos jovens tem descrença nas formas tradicionais de participação, mas reconhece a importância do espaço público para promover mudanças. Além disso, a desigualdade socioeconômica impacta diretamente nas oportunidades de participação e nas condições de vida dos jovens, evidenciando a necessidade de políticas públicas direcionadas a essa população.

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Tópicos abordados

  • trabalho,
  • desconfiança política,
  • educação,
  • identidade cultural,
  • esferas públicas,
  • cidadania e lazer,
  • experiência juvenil,
  • grupos religiosos,
  • violência,
  • direitos

XXVI Congreso de la Asociación Latinoamericana de Sociología.

Asociación
Latinoamericana de Sociología, Guadalajara, 2007.

Juventude e participação social


no Brasil: evidên-cias de um
diálogo nacional com jovens de
regiões metropolitanas.

Paulo Cesar Rodrigues Carrano.

Cita:
Paulo Cesar Rodrigues Carrano (2007). Juventude e participação social
no Brasil: evidên-cias de um diálogo nacional com jovens de regiões
metropolitanas. XXVI Congreso de la Asociación Latinoamericana de
Sociología. Asociación Latinoamericana de Sociología, Guadalajara.

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Juventude e Participação social no Brasil – evidências de um diálogo
nacional com jovens de regiões metropolitanas

Paulo Carrano*

A pesquisa Juventude Brasileira e Democracia: participação, esferas públicas e


políticas sondou a disposição e a orientação participativa de jovens brasileiros de regiões
metropolitanas brasileiras (RMs). Indagar jovens sobre suas principais demandas públicas nas
áreas da educação, trabalho e cultura e sondá-los acerca de suas pré-disposições para o
envolvimento em processos sociais participativos orientados para a busca de direitos
constituíram os eixos centrais da investigação. A pesquisa foi iniciada em julho de 2004 e
concluída em novembro de 2005.1 Numa primeira etapa, 8 mil jovens na faixa de idade entre
15 e 24 anos responderam a um questionário estruturado. Num segundo momento, 913 jovens,
de diferentes regiões geográficas e condições socioeconômicas, dialogaram, em grupos, sobre
o tema da participação.
A pesquisa produziu dados significativos e gerou reflexões que estimularam o debate
sobre o desafio da participação dos jovens na construção da democracia no Brasil. Este artigo
dá seqüência ao debate sobre a importância da participação juvenil recuperando dados da
pesquisa de opinião que entrevistou os referidos 8.000 jovens entre 15 e 24 anos de 07
Regiões Metropolitanas2 brasileiras e do Distrito Federal.
Em síntese:
A pesquisa mostrou que educação, trabalho, violência e desigualdade
social são as questões que mais mobilizam a juventude brasileira hoje.
Escola de melhor qualidade, ampliação dos espaços de lazer, acesso a
bens culturais, maiores oportunidades profissionais foram demandas
recorrentes. À semelhança dos demais segmentos da sociedade, existe,
por parte da juventude, certa descrença a pelas formas tradicionais de
participação como sindicatos e partidos. Entretanto, cresce o número
de movimentos culturais e de lutas por direitos específicos. Se a visão
sobre a atuação da classe política e sobre a forma de fazer política é
negativa, a maioria dos(as) jovens reconhece a importância do espaço

*
Integrou a Equipe Técnica da Pesquisa Juventude Brasileira e Democracia: participação, esferas públicas e
políticas. Professor Dr. da Universidade Federal Fluminense (UFF). Coordenador do Observatório Jovem do Rio
de Janeiro/UFF. Pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
1
A investigação foi coordenada pelo IBASE (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas) e pelo
Instituto Polis, em parceria com uma rede de instituições, e apoiada por uma entidade canadense, o Centro de
Pesquisas para o Desenvolvimento Internacional (IDRC, na sigla em inglês).
2
Belém, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro.
público como um instrumento capaz de alavancar mudanças no país
(PANDOLFI, 2005:1).

Situações de vida e participação juvenil


Ao se tratar da participação juvenil, é preciso levar em consideração os múltiplos
fatores que configuram as barreiras objetivas e subjetivas que dificultam a inserção de sujeitos
situados num campo sociológico instável que antecede a inserção nas estruturas sociais e
produtivas. Os jovens não sendo mais crianças tuteladas e nem tampouco adultos emancipados
social e economicamente são sujeitos em condições especiais de formação. O tempo da
juventude pode ser considerado decisivo para a construção de valores e constituição de
subjetividades adultas mais ou menos orientadas para a participação cidadã.
Ainda que não se deva pensar em determinismos, existe uma íntima relação entre a
situação de vida e a participação social e política. As dificuldades sociais e econômicas
enfrentadas pela maioria da população jovem brasileira incidem diretamente no aumento da
sensação de insegurança no presente e das incertezas quanto à vida futura. É num quadro de
crescente instabilidade e desesperança frente às capacidades do Estado em promover direitos,
bem estar social e segurança que se estabelecem os principais entraves para o
desenvolvimento da cidadania e da participação juvenil. É preciso assinalar, ainda, que a
histórica e sistêmica desigualdade da sociedade brasileira debilita também a capacidade das
famílias em garantir condições objetivas para a qualidade da experiência do tempo de
juventude, fenômeno que compromete sobremaneira o processo de transição para a vida
adulta.

Os contextos de desigualdades e diversidades são atravessados por fios que permitem


falar de marcas geracionais em comum que criam determinada unidade de ser jovem nesta
época histórica. Além do compartilhamento de identidades culturais e expressividades
estéticas, há outras coisas em comum vividas pelos jovens: a vivência de um mesmo tempo
(acelerado) técnico-científico-informacional (Santos, 1994); o aumento nas possibilidades de
escolher caminhos frente ao jogo de construção do próprio eu (Melucci, 2004) e não apenas
trilhar o que foi traçado pela família; a maior liberdade sexual; a coexistência com a incômoda
impossibilidade – verdadeira angústia em alguns casos – de se pensar num futuro de trabalho e
felicidade com realismo e alguma precisão de prognóstico; a convivência cotidiana com o
medo da violência que já não é algo distante que acomete “os outros” mas é a presença

2
cotidiana da possibilidade da morte, da dor, da humilhação ou da perda do patrimônio; são
exemplos, dentre tantos outros, que permitem falar de experiência de geração em comum. É
preciso reconhecer, contudo, a igualdade relativa da experiência geracional em função da
desigual distribuição de liberdades, necessidades e violência numa sociedade dividida em
classes sociais e outras desigualdades que se fazem corpo na condição de gênero e cor da pele.

É a partir da percepção realista deste quadro societário de interdições e possibilidades


criativas que acreditamos devam ser elaboradas as políticas públicas dirigidas aos jovens.

O perfil dos entrevistados


A amostra entrevistada foi composta em partes iguais por homens e mulheres jovens.
Quanto à faixa etária, 30,1% entre 15 e17 anos; 30% estão entre 18 e 30 anos e 39,9% entre 21
e 24 anos3. A partir do molde “Critério Brasil”4 – aqui denominado “classe” –, foi realizado o
levantamento do tio e da quantidade de bens de consumo duráveis existentes na residência, do
grau de instrução do chefe de família e do local de moradia (distrito censitário) dos jovens
entrevistados nas RMs e no Distrito Federal. Dessa forma, observou-se uma concentração nas
classes C (44,0%), seguida das classes D/E, com 25,9%, tendo as classes A/B, a menor
representação: 24,3%. Tais percentuais expressam a média nacional e encobrem disparidades
socioeconômicas entre as diferentes regiões econômicas do país.

Os jovens entre o trabalho e a educação

Considerando que o objetivo principal da pesquisa esteve relacionado com as formas,


conteúdos e o potencial participativo dos jovens brasileiros, evidencia-se que quanto maior a
instrução e o rendimento familiar maiores são as chances para que os jovens se envolvam em
práticas associativas. A pesquisa de opinião demonstrou que os jovens mais escolarizados são
os que mais participam de grupos. Entretanto, constata-se que o avançar da idade coincide
com a diminuição do estímulo e das condições propícias ao associativismo.

3
O modelo de amostragem utilizado foi o de conglomerados, aplicado em duas etapas. Na primeira etapa, a
seleção dos conglomerados (setores censitários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/IBGE) foi
realizada com probabilidade proporcional ao tamanho, na qual a medida de tamanho foi o número de jovens de
15 a 24 anos residentes nos setores. Na segunda etapa, foram selecionados dentro de cada setor censitário
(selecionado na primeira etapa), dez jovens para serem entrevistados. O modelo de amostragem deu a cada jovem
das RMs igual probabilidade de ser selecionado para a amostra.
4
O Critério de Classificaçã Econômica Brasil é utilizado para se estimar o poder de compra das pessoas e
famílias urbanas.

3
A escola pública é a grande provedora de educação para os jovens brasileiros. De 8 mil
pessoas entrevistadas, 86,2% declaram estudar ou terem estudado em escolas públicas na
maior parte de sua trajetória escolar, ao passo que apenas 13,7% eram provenientes de escolas
privadas. Em relação ao grau de instrução, a pesquisa mostrou que a maior parte dos jovens
entrevistados possui o ensino médio incompleto (42,5%), seguido de ensino médio completo
ou mais escolaridade (33,2%) e, ainda, um percentual elevado de jovens que nem ao menos
concluíram o ensino fundamental 24,3%. Cabe ressaltar que, entre as pessoas jovens
entrevistadas, 52,9% declararam que não estavam estudando.

Do total entrevistado, 60,7% declaram não estar trabalhando. A pesquisa considerou


também as formas de trabalho remunerado sem vínculo formal. Considerando as faixas etárias,
60,6% das pessoas de 18 a 20 anos e 47,7% das de 21 a 24 anos de idade não trabalham. De
jovens de 15 a 17 anos, idade destinada à escolarização, 22,2% se encontrava trabalhando na
ocasião da pesquisa. Relacionando escolaridade à situação de trabalho das pessoas com ensino
médio completo ou mais, 52,4% estavam trabalhando. De jovens que informaram não estar
trabalhando, 62,9% disseram estar à procura de trabalho. As desigualdades de classe social
ficam evidentes quando se observa que 69,5% de jovens das classes D/E estavam procurando
trabalho, enquanto 49,6% das classes A/B se encontravam na mesma condição. Também é
significativo o número de jovens da classe C que afirmaram estar à procura de trabalho, um
total de 66,6%.

Entre os jovens que trabalhavam, 30,5% são empregados com carteira assinada e
44,6% são empregados sem carteira assinada, trabalhadores por conta própria ou autônomos
sem vínculos com a Previdência Social. Jovens enpregados sem carteira assinada das classes
A/B são 16,1%. Contudo, entre os jovens das classes D/E o percentual chega a 33,8%,
denotando a maior instabilidade nas relações de trabalho a que são submetidos jovens das
classes mais pobres. O quadro desenhado pela pesquisa aponta para uma situação de trabalho
entre jovens que atinge mais intensamente as pessoas mais pobres, negras, mais novas e com
menos escolaridade.

Os baixos níveis de renda e capacidade de consumo redundam na busca do trabalho


como condição de sobrevivência e satisfação de necessidades materiais e simbólicas para a
maioria dos jovens. Isso demarca um modo particular de vivência do tempo de juventude que

4
não se identifica com aquilo que o senso comum intui como o modelo do jovem com o direito
assegurado de viver a moratória social (Margulis e Urresti, 1996) que lhe permitiria ser
liberado da necessidade do trabalho, dedicar-se à formação, aos estudos, ao associativismo e
aos lazeres. A trajetória de busca e inserção no mundo do trabalho dos jovens, especialmente
os das famílias mais pobres, é incerta, ou seja, estes ocupam as ofertas de trabalho disponíveis
que, precárias e desprotegidas em sua maioria, permitem pouca ou nenhuma possibilidade de
iniciar ou progredir numa carreira profissional. A informalidade é crescente à medida que se
desce nos estratos de renda e consumo do beneficiário do emprego. O aumento da
escolaridade, em geral, coincide com maiores chances de conseguir empregos formais, algo
decisivo para os jovens, considerando que o desemprego juvenil no Brasil é quase três vezes
maior que o do conjunto da população.

Participação juvenil e escolarização

Quanto à qualidade do ensino (fundamental e médio), a situação brasileira é de


crescente piora nos índices de qualidade que afeta, de forma mais intensa e preponderante, a
rede escolar pública. As desigualdades regionais e intra-regionais que se verificam nas
estruturas básicas da vida material também se expressam na diferenciação do acesso e
permanência na escola, aos aparelhos de cultura e lazer e aos meios de informação,
especialmente no difícil acesso dos jovens mais empobrecidos a computadores e Internet. A
pesquisa revelou que 51,2% dos jovens entrevistados não tinham acesso a computadores. A
diferença de classe é acentuada: mais de 80% de jovens das classes A/B disseram ter acesso a
computadores; na classe C, esse percentual cai para 47,5%; entre jovens das classes D/E
(24,2%), o acesso a computadores diminui ainda mais.

Isso é algo que se configura como a face contemporânea da histórica exclusão dos
pobres aos benefícios científicos e tecnológicos nas sociedades do modo de produção
capitalista, particularmente quando se consideram aqueles situados na periferia do sistema. As
melhores condições de acesso à informação e aos bens culturais, somados a maior
escolaridade, colocam os jovens das classes altas em posições mais favoráveis à participação
social, cultural e política. A pesquisa aponta que a participação estudantil, por exemplo, é
quantitativamente superior nos estratos que representam os jovens mais ricos e escolarizados.
Para aqueles que lograram chegar ao ensino médio é acentuada a distorção idade-série que

5
demonstra o percurso intermitente – reprovações, abandonos e retornos – dos jovens pobres
em sua relação com a escola. É preciso considerar que o acesso aos mais altos níveis da
educação escolar é elemento chave para ampliar possibilidades de participação no mundo
social e também para propiciar situações de engajamento e de aprendizado ligados às próprias
instituições de ensino.

Além das dificuldades de acesso e permanência na escola, os jovens enfrentam a


realidade de instituições públicas que se orientam predominantemente para a oferta de
conteúdos curriculares formais e considerados pouco interessantes pelos jovens. Isso implica
em dizer que as escolas têm se apresentado como instituições pouco abertas para a criação de
espaços e situações que favoreçam experiências de sociabilidade, solidariedade, debates
públicos e atividades culturais e formativas de natureza curricular ou extra-escolar. A pesquisa
revelou a percepção de que a escola não abre espaços nem estimula a criação de hábitos e
valores básicos estimulantes da participação de seus jovens estudantes, fato que se torna mais
complexo para os jovens pobres, que praticamente só possuem esta instituição para o acesso a
estes bens simbólicos.

É possível afirmar que se encontra configurada uma nova e refinada desigualdade


formativa entre os jovens segundo a inserção de classe, especialmente, quanto à participação
em cursos de informática, língua estrangeira, esportes, artes e cursos pré-vestibulares. A
vantagem, também neste caso, pende para os jovens mais ricos e estudantes das escolas
particulares. A escolarização é determinante para a prática da leitura; os dados informam que
os jovens mais escolarizados lêem mais, assim como estudantes de escolas públicas lêem
menos que os jovens das escolas privadas.

A participação em grupos

Segundo as respostas obtidas pela pesquisa de opinião, 28,1% dos jovens dizem
participar de algum tipo de grupo. O aumento da idade coincide com a diminuição do
potencial de agregação juvenil. A “taxa de agregação” é mais variável, contudo, quando se
compara a inserção dos jovens em classe sociais e por anos de estudos. Os jovens mais ricos
(classes A/B) tendem a uma maior participação (33,5%), em seguida estão os jovens da classe
C (28,2%) e os jovens mais pobres, classes D/E, com 24,0% de incidência na participação em
grupos. Há, então, correlação direta entre classe social, anos de estudos e índice de

6
participação em grupos. Não há diferenças significativas naquilo que diz respeito à
participação segundo o sexo dos entrevistados.

Tabela 1

O nível de instrução é variável significativa. Os jovens mais escolarizados são os que


mais participam de grupos, sendo 30,5% dentre aqueles que estão no ensino médio ou
superior, 28,3% para os que possuem o ensino médio incompleto e o ensino fundamental
completo, e 24,4% para os que não completaram o ensino fundamental. Estes dados
demonstram a significativa influência exercida pela experiência de escolarização sobre a vida
associativa juvenil. É preciso considerar que, para além do direito sonegado à escolarização,
os jovens afastados da escola perdem importante oportunidade para o encontro e a formação
cidadã no convívio público especialmente entre seus pares de idade. Aos 28,1% dos jovens
que disseram que participam em grupos foi indagado sobre quais tipos de atividades mais se
identificavam com as práticas e objetivos dos grupos. Os grupos estão mais significativamente
relacionados com as atividades religiosas (42,5%), esportivas (32,5%) e artísticas – música,
dança e teatro – (26,9%). As atividades menos citadas foram: as estudantis (11,7%), de
comunicação (6,3%), as relacionadas com melhorias no bairro (5,8%), de meio ambiente
(4,5%), as político-partidárias (4,3%), o trabalho voluntário (1,3%) e outras atividades (0,8%).
Há um evidente predomínio das atividades de cunho religioso na organização da experiência
de participação coletiva. Estudos sobre a religiosidade juvenil têm apontado a influência do
grupo de amigos na escolha religiosa, algo que se insere como fator de destaque na
configuração dos novos quadros de pluralismo religioso intra-familiar que se caracteriza pela
diminuição dos índices de transferência religiosa dos pais para os filhos (Novaes, 2005).

7
As atividades esportivas se apresentaram como o segundo grupo de atividades mais
significativas, seguidas das atividades relacionadas com manifestações artísticas, confirmando
o destaque que a dimensão lúdica e expressiva assume para a compreensão dos interesses que
mobilizam os jovens na constituição de suas identidades coletivas. Os grupos esportivos, por
sua vez, possuem a dominância masculina 46,2% homens e 17,2% mulheres. Os dados
evidenciam a tradicional divisão sócio-espacial brasileira na qual homens possuem maior
mobilidade sócio-comunitária, não apenas para a prática de esportes mas para a vivência de
outros tempos e espaços da esfera pública (Brenner, Carrano e Dayrell, 2004).
Ainda que os grupos relacionados com as atividades artístico-culturais não sejam os
predominantes, é preciso destacar que são em torno de suas manifestações individuais e
coletivas que se configuram as mais marcantes representações sobre o ser jovem na
contemporaneidade. São os jovens envolvidos com as práticas artísticas e culturais que
possuem maior visibilidade na esfera pública e que orientam a busca ou produção de sentidos
simbólicos, estilos, identidades coletivas e atitudes sociais compartilhadas. São esses jovens
que adotando estilos característicos que se imprimem no corpo, nas formas de vestir, consumir
e se comunicar, atraem as atenções das indústrias culturais que procuram inspiração para a
produção de mercadorias juvenilizadas que influenciam não apenas as jovens gerações mas
toda a sociedade de consumo. Foram também os grupos culturais juvenis, notadamente os
grupos musicais formados por jovens negros, que deram visibilidade a graves problemas
sociais vividos por moradores das periferias das grandes cidades brasileiras.
Os grupos relacionados com as atividades artístico-culturais não se distinguem pela
maior ou menor participação entre os gêneros, embora esta seja uma opção participativa mais
freqüente para os jovens de maior poder aquisitivo. A proporção de participação entre os mais
novos é maior (32,3% na faixa de 15 a 17 anos) do que entre os mais velhos (21,5% na faixa
de 21 a 24 anos), assim como é mais acentuada a participação entre os que têm até o ensino
fundamental incompleto (34,0%) do que os que possuem ensino médio completo ou mais
(22,1%), o que confirma a inibição participativa trazida pelo aumento da idade.

A Participação em movimentos sociais

“Você já participou de algum movimento ou reunião para melhorar a vida do seu


bairro ou da sua cidade?”. Com esta pergunta se procurou saber sobre o envolvimento dos

8
jovens entrevistados em ações coletivas orientadas para as melhorias das condições de vida no
território. Dos respondentes, 18,5% afirmaram já ter participado e 80,6% disseram nunca ter
se envolvido com algum tipo de movimento social ou ação coletiva no bairro ou na cidade.
Diferentemente do que acontece com os grupos, onde a participação é maior entre os mais
jovens, o predomínio participativo comunitário é dos jovens mais velhos – 21 a 24 anos –
(21,3%) em comparação aos mais jovens – 15 a 17 anos – (14,8%). São também os mais
pobres – classes D/E – (22,0%) que mais participam por movimentos por melhorias
comunitárias em comparação com os mais ricos – classes A/B (16,9%).

Tabela 2

A pesquisa quis saber dos jovens que afirmaram participar sobre a natureza das
mobilizações orientadas para a melhoria das condições do bairro ou cidade. Os principais
objetivos se direcionam à conquista ou melhoria de áreas de lazer/quadras esportivas (37,8%),
educação/escola (36,5%), segurança (34,1%), saneamento/meio ambiente (29,2%) e postos de
saúde (27,2%). A desagregação dos dados aponta diferenciações significativas segundo o
gênero, a idade e a classe social.
Os homens, principalmente os jovens entre 15 e 17 anos e das classes A/B, se
mobilizam prioritariamente em torno de objetivos relacionados com as áreas de lazer e as
quadras esportivas (43,7% para homens e 31,7% para as mulheres), dado coerente com as
respostas que apontam o maior envolvimento dos homens com as atividades de lazer e esporte.
A maior razão da movimentação comunitária feminina, contudo, se dá no tema da segurança,
preocupação de 36,8% das jovens mulheres e de 31,6% de jovens homens que já se
envolveram neste tipo de mobilização. A mobilização pela segurança é maior entre os jovens
mais ricos (38,3%) do que entre os mais pobres (31,8%) – estes últimos mais mobilizados

9
para as questões relacionadas com educação/escola (38,7%). Em relação aos níveis de ensino,
há maior envolvimento dos(as) mais escolarizados(as) com o tema da segurança, ainda que os
temas do lazer e das quadras esportivas também provoquem significativo engajamento entre
todos os níveis.
A pesquisa perguntou aos jovens sobre seus engajamentos sociais e políticos, se
participavam ou não de grupos/entidades/movimentos mais institucionalizados no momento da
pesquisa e se já haviam participado e não o faziam mais. A participação atual em instituições
religiosas foi, mais uma vez, a mais apontada pelos entrevistados (15,3%). Em seguida
aparecem os envolvimentos em clube ou associação esportiva/lazer (8,3%) e grupos artísticos
(5,5%). É interessante notar que, em todos os setores de participação, aqueles que já
participaram e o não fazem são mais numerosos se comparados aos que participam
atualmente.

Os jovens que já participaram em diferentes entidades e organizações são


numericamente superiores em relação àqueles que participavam no momento da pesquisa. Este
dado que caracteriza uma deserção participativa pode significar a existência de perda de
interesse e confiabilidade nessas organizações. É preciso dizer, contudo, que a queda no
envolvimento dos jovens com as instituições não deveria significar, por si só, indicador de
apatia frente à participação social. O baixo capital social institucional (Putnam, 2002) dos
jovens pode estar sendo compensado pelo envolvimento em causas ou temas não
institucionalizados cujos resultados são mais visíveis em curto prazo e as ações percebidas
como mais autônomas se comparadas com esferas clássicas de participação política. O dado
que informa que mais de 70% de jovens não participa de nenhum tipo de grupo ou associação
voluntária, não deveria nos levar a qualificar os jovens do Brasil como refratários ao
associativismo. Especialmente se considerarmos o número significativo de jovens
participantes de organizações religiosas, esportivas e culturais e aqueles que já se envolveram
em movimentos relacionados com a melhoria das condições de vida no bairro ou na cidade. A
ausência de estudos comparativos entre a incidência da participação entre jovens e adultos nos
desautoriza a estabelecer juízos de valor sobre uma possível apatia dos jovens frente à
participação.

10
Percepções em torno da participação

Ao serem indagados sobre como classificariam sua participação política, a partir de


três possíveis alternativas, 8,5% dos(as) jovens se consideraram politicamente participantes
(i). Outros 65,6% disseram que procuram se informar, mas sem participar pessoalmente
(ii), e 24,7% declararam não procurar se informar sobre política nem participar
pessoalmente (iii). Os jovens acima de 18 anos (18,9%) e os mais escolarizados – com Ensino
Médio completo ou mais – (10,2%) são os que se consideram mais participantes
politicamente. Os mais jovens (15-17 anos) e aqueles que estudaram apenas até o Ensino
Fundamental incompleto (38,3%) foram os que mais disseram que não procuram se informar
nem participar pessoalmente em assuntos de política.
É revelador que a maioria dos jovens entrevistados demonstre interesse pelos
assuntos da política, rejeitando, assim, o estigma de alienados políticos; denominação esta
comumente encontrada nas mídias que ingênua e anacronicamente comparam jovens de hoje
com militantes do passado. Ainda que não participem diretamente nos espaços reconhecidos
como de domínio da política, os jovens demonstram participar de determinada esfera pública
ao buscarem informações sobre a atividade política. A última pergunta feita aos jovens na
Pesquisa de Opinião foi se eles teriam interesse e disponibilidade para participar de encontro
com outros jovens para dialogar sobre temas relativos à juventude brasileira; 57% dos(as)
entrevistados(as) responderam afirmativamente. Mais jovens mulheres (59,7%) do que jovens
homens (54,2%) se interessaram e mostraram disponibilidade em participar. A faixa etária
também se mostrou fator importante: os que se mostraram mais dispostos foram jovens entre
15 e 17 anos (60,2%) e os que menos tiveram interesse ou disponibilidade foram os de idade
entre 21 e 24 anos (52,6%), o que, uma vez mais, reitera a menor disponibilidade ou
disposição dos jovens adultos para a vida participativa quando comparados com os mais
jovens.
Os jovens participantes da pesquisa não rejeitaram a política de maneira definitiva,
porém, emitiram mensagens que evidenciam profunda desconfiança nos operadores políticos
tradicionais – “os políticos” em sua acepção mais ampla. Neste sentido, os dados não
configuram quadro de recusa participativa na esfera política, mas apontam para a ausência de
confiança nos canais institucionais, nas formas tradicionais de se fazer política e em seus
operadores partidários. Ao mesmo tempo em que há pouca confiança naquilo que se

11
assemelha à política tradicional é possível perceber a emergência de outras esferas
participativas que, pode-se dizer, ainda necessitam ser melhor compreendidas pelas
investigações sociais. Alguns coletivos juvenis emprestam novos sentidos ao político e
elaboram, com outras lógicas e sensibilidades, múltiplas formas e conteúdos de ação coletiva
na experimentação da esfera pública. É preciso ampliar as investigações para que se possa
aprofundar a compreensão sobre as maneiras pelas quais esses jovens participam da
construção de novas esferas públicas e podem estar contribuindo para a redefinição dos
sentidos da política.
É importante lembrar que 28,1% dos jovens informaram fazer parte de algum tipo de
grupo – esfera pública básica e voluntária cuja existência evidencia certo potencial de
participação associativa. Os grupos de orientação religiosa, esportiva e artística constituem o
substrato do associativismo juvenil no Brasil de hoje. Esses grupos constituem significativa
sociedade civil juvenil que articula ações coletivas nem sempre reconhecíveis como políticas
ou socialmente relevantes mas que se apresentam como sujeitos coletivos construtores de
cidadania cultural (Cruz, 2003). 5

Cefaï (2007:92) afirma que também na França os jovens têm demonstrado a perda de
confiança nas instituições clássicas de participação política, tais como partidos e sindicatos, e
encontrado nas associações menos formalizadas o lugar privilegiado de seu compromisso
político. A “crise de representação” também se reflete nas altas taxas de abstenção eleitoral
dos jovens entre 18 e 25 anos. Assim,

(...) el compromiso político de los que tienem entre 18 y 25 años ya no


se da tanto em organizaciones parudistas ou sindicales como en
asociaciones. La movilización se concentra más em pequeñas
estruturas locales – y podemos constatar el atractivo que las pequeñas
causas cotidianas, más cercanas, concretas y controlables ejerce em
los jóvenes – aunque también corre pareja com fenômenos de
adhesión a organizaciones internacionales como Greenpeace. Un
sinfín de asociaciones a favor de los parados, de los sin lecho y los
immigrantes sin papeles, en contra del racismo y del Frente Nacional,
se há constituído también para formar uma galáxia de redes
asociativas que conbinan al mismo tiempo objetivos práticos muy
concretos y objectivos morales relevantes y ejercen um fuerte

5
Essas práticas constituem experiência de cidadania cultural que se apresenta como uma quarta dimensão da
cidadania – além da civil, social e política – e síntese das possibilidades dos jovens vivenciarem o espaço público.

12
atractivo sobre los más jovenes. No debemos olvidar tampoco la
importância del compromiso católico y musulmán.

É preciso guardar a devida distância entre a situação francesa e a brasileira –


especialmente pela sua situação particular com a questão dos imigrantes e da geração de
franceses árabes não incorporados à cidadania plena. Entretanto, é possível enxergar
semelhanças com aquilo que se refere à queda de popularidade de partidos e sindicatos e a
adesão a “pequenas causas do cotidiano” mais compreensíveis e controláveis pelos jovens
participantes.

Encontra-se no plano da sociabilidade, da convivência cultural e da subjetividade


coletiva a principal direção dos sentimentos que informam a formação das coletividades
juvenis. Os grupos criam suas próprias regras de deliberação e contribuem para que os sujeitos
participantes construam suas próprias opiniões. Grupos são importantes por permitir que os
jovens pratiquem a autonomia de pensamento e ação que muitas vezes não se pode praticar na
condição de presença de adultos, especialmente quando são esses que detém as “regras do
jogo” de poder das instituições. As esferas de associativismo juvenil podem ser espaços de
formulação, crítica, criação de públicos reflexivos e enfrentamento de problemas que podem
ou não se transformar em políticas públicas. A transformação de um problema coletivo em
política pública é resultado dessa capacidade dos atores coletivos pautarem a agenda das
políticas.

É neste sentido que se pode dizer que os grupos são laboratórios da vida pública
democrática, entretanto, suas práticas precisam ser experimentadas nos territórios de encontro
entre os diferentes sujeitos das cidades. As políticas públicas neste sentido podem favorecer o
encontro das diferentes coletividades juvenis para que estas possam se reconhecer mutuamente
em esferas públicas participativas e democráticas. Assim, torna-se interessante distinguir a
sociabilidade pública existente nos grupos juvenis – que por si só não são espaços
democráticos – e as esferas públicas ampliadas que se fazem por múltiplas mediações entre
solidariedades, ações coletivas e conflitos democraticamente mediados. É preciso também
fomentar a participação e criar possibilidades para aqueles jovens de sociabilidade simples e
desvinculada de vida associativa. Esta, sem dúvida, poderia ser uma das tarefas democráticas
de atualização das pautas de ação da instituição escolar.

13
Conclusão

As respostas dos jovens sobre as principais atividades coletivas desenvolvidas indicam


que as motivações juvenis para a ação coletiva na esfera pública encontram-se orientadas
majoritariamente para objetivos de ordem prática em torno de valores que ganham coerência
no curso da vida cotidiana. Cabe perguntar, então, como despertar interesse para temas,
espaços e problemas nacionais ou globais, que podem parecer mundos distantes para jovens
cujos sentidos de participação estão orientados para o que está próximo e cotidiano? Como
ampliar os horizontes espaço-temporais de jovens aprisionados física e simbolicamente em
bairros populares que sofrem a violência de narcotraficantes e forças policiais e que ainda são
desprovidos de infra-estrutura urbana mínima para o exercício de uma vida social, cultural e
coletiva pluralista? A preocupação que os jovens demonstraram com a violência nas cidades é
pista que merece a devida atenção das políticas públicas. A história já demonstrou que a busca
por segurança pode ser sacrificante para as liberdades, caso não se constituam canais
institucionais democráticos para a solução dos problemas que afligem indivíduos e
coletividades.

Os números da pesquisa trazem o dado positivo de que a maioria dos jovens


entrevistados demonstra interesse pelos assuntos políticos. Isso significa que, ainda que muitos
não participem diretamente dos espaços conhecidos como do domínio da política, estes
participam de esfera pública específica ao buscarem informações sobre o tema. A pesquisa dá
pistas para a compreensão de processos sociais e políticos que orientam as concepções e
práticas desses jovens.
É interessante notar, considerando o conjunto dos dados da pesquisa, que os jovens
denunciam os fatores que bloqueiam o exercício pleno da cidadania e, ao mesmo tempo,
fazem “recomendações” para a constituição de políticas públicas – especialmente na área da
educação, da cultura e da geração de emprego e renda – que podem ser capazes de favorecer o
movimento de constituição de cidadanias juvenis em bases autônomas e democráticas.

É possível dizer que a pesquisa permitiu perceber dificuldades que precisam ser
superadas para ampliar a participação juvenil frente ao quadro societário que marginaliza
amplas parcelas da juventude brasileira dos direitos básicos de cidadania. As políticas públicas
que busquem estimular a participação da juventude não podem ser indiferentes aos entraves

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que os jovens, especialmente os mais pobres, enfrentam para subsistir e construir seus projetos
de vida. É preciso, então, considerar o quadro de escassez de oportunidades de formação,
participação e integração social. Políticas públicas democráticas necessitam partir de
diagnósticos realistas sobre as condições objetivas sobre as quais os jovens podem se elevar
para se constituir como atores sociais participativos da vida pública.

O reconhecimento dos entraves à participação torna-se, assim, elemento significativo


para a superação dos problemas. Trata-se, portanto, do desafio de formular políticas públicas
que sejam capazes de mobilizar recursos e envolvimento social para que os jovens tenham
condições de realizar escolhas alternativas e se constituir em sujeitos de suas próprias vidas.
Políticas emancipatórias de estímulo à participação são aquelas capazes de contribuir para
remover os obstáculos que impedem a elaboração de projetos pessoais e coletivos, que
bloqueiam canais de participação, e interditam espaços e tempos de exercício do diálogo, da
cooperação e do conflito na esfera pública.

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