Relatório de Introdução ao Laboratório de Química Geral
LIGAÇÕES QUÍMICAS
Data de realização da prática: 29/05/2019
Turma: 2
Curso: Engenharia Química
Professor: Maurício
Aluna: Tayenne Damasceno Coutinho
Diego
João Gabriel
Victor Doné
Daivid
Rio de Janeiro
Maio de 2019
1. INTRODUÇÃO
Para determinar as propriedades das substâncias durante um aquecimento e seu comportamento
quando dissolvido em diferentes tipos de solução ou ainda prever sua condutividade elétrica em meio
aquoso deve-se analisar suas interações químicas. Isso pode ser verificado através do tipo de ligação
que cada espécie química faz, para espécies iônicas as forças eletrostáticas são as que formam a ligação
entre íons de cargas contrárias, devido a natureza eletrostática esse tipos elementos produzem uma
ligação de rede forte com altos pontos fusão e ebulição. São formadas por espécies metálicas e ametais,
quanto maior a natureza metálica do cátion e quanto mais eletronegativo o ânion maior será a força de
interação eletrostática, á exemplo o NaF. Ádemais, em meio aquoso devido a polaridade da molécula de
água substâncias iônicas irão se dissolver mais facilmente. Já para espécies covalentes as ligações entre
ametais dependerão do compartilhamento de um ou mais pares de elétrons que produzirão uma molécula
polar ou apolar dependo da eletronegatividade dos elementos envolvidos. Além disso, essas espécies
tendem a ter uma rede mais fraca se comparada a iônica, pois as interações intermoleculares se darão
por forças de Van der Waals. A exceção a essa regra é a ligação covalente atômica que forma uma rede
muito forte, com altíssimos pontos de fusão, díficil de ser quebrada como exemplo pode-se citar o
diamante e o quartzo. Por último, tem-se a ligação metálica formada por elementos metálicos, como Cu,
Fe e Zn que tem propriedades como alta condutividade elétrica, brilho, maleabilidade e dúcteis, por
exemplo, nesses átomos os elétrons ligantes se movem pela estrutura do metal.
2. OBJETIVO
2.1. AQUECIMENTO
Através da técnica de aquecimento explicar os fenômenos observados quando algumas
substâncias são aquecidas no bico de bunsen.
2.2. SOLUBILIDADE E MISCIBILIDADE
Determinar o comportamento das substâncias químicas em diferentes meios avaliando sua
solubilidade e miscibilidade.
2.3. CONDUTIVIDADE ELÉTRICA
Determinar as propriedades de condutividade elétrica de algumas soluções.
3. MATERIAIS
3.1. AQUECIMENTO
4.2.1. MATERIAIS
Tubo de ensaio
Bico de bunsen
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4.2.1. REAGENTES
Cloreto de sódio, paradiclorobenzeno, sulfato de cobre e cloreto de cálcio di-hidratado
3.2. SOLUBILIDADE E MISCIBILIDADE
3.2.1. MATERIAIS
Tubos de ensaio
3.2.2. REAGENTES
Solutos para técnica de solubilidade (Cloreto de sódio, sacarose, sulfato de cobre,
parafina)
Soluções para técnica de miscibilidade (Acetona, éter etílico e clorofórmio)
Solventes utilizados em ambas as técnicas (Água, álcool e ciclohexano)
3.3. CONDUTIVIDADE ELÉTRICA
3.3.1. MATERIAIS
Bécher
3.3.2. REAGENTES
Água da bica
Água destilada
Solução de NaCl 0.1mol/L
Solução de sacarose 0.1mol/L
Solução de HCl 0.1mol/L
Solução de ácido acético 0.1mol/L
Solução de NaOH 0.1mol/L
Solução de NH4OH 0.1mol/L
3.3.3. EQUIPAMENTOS
Dispositivo elétrico com lâmpada para ensaio com eletrólitos.
4. PROCEDIMENTO
4.1. AQUECIMENTO
4.1.1. OPERAÇÃO
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Primeiramente coloca-se uma pequena quantidade de cloreto de sódio sólido em um tubo de
ensaio e leva-se ao bico de bunsen para o aquecimento e observa-se até que ocorra alguma
modificação em sua característica física.
Em seguida repete-se o mesmo procedimento em outros três tubos de ensaio para o
paradiclorobenzeno, sulfato de cobre e cloreto de cálcio di-hidratado.
4.2. SOLUBILIDADE E MISCIBILIDADE
4.2.1. OPERAÇÃO PARA SOLUBILIDADE
Em quatro tubos de ensaio dissolve-se uma pequena quantidade de cada soluto (NaCl,
Sacarose, CuSO4 e parafina em cerca de 2mL de cada um dos solventes (água, álcool e
ciclohexano). E observa-se se ocorre a dissolução dos mesmos
4.2.1. OPERAÇÃO PARA MISCIBILIDADE
Mistura-se 2mL de cada um dos líquidos (Acetona, Éter etílico e clorofórmio) em cada um
dos solventes (água, álcool e ciclohexano). E observa-se se ocorre a dissolução dos mesmos.
4.3. CONDUTIVIDADE ELÉTRICA
Lava-se os eletrodos com a solução a ser analisada e em seguida mergulha-os nos líquidos
para medir sua condutividade elétrica. Lembrando sempre de limpá-los com água e secá-lo após
uma análise e outra. Observa-se se a lâmpada acende ou não, e se acender observar se o seu
brilho é fraco ou intenso.
5. RESULTADOS E DISCUSSÃO
5.1. Resultados para o ensaio de aquecimento
Tabela 1 – Ensaio de aquecimento de algumas substâncias sólidas
Solutos Observações
NaCl Não aconteceu nada
Paradiclorobenzeno Fundiu
CuSO4 .5H2O Mudança de coloração de azul para branco e formação de vapor d'água
CaCl2 . 2H2O Mudou de estado físico, ficou líquido e depois voltou a ser sólido
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5.2. Resultados para o teste de solubilidade
Tabela 2 – Dissolução dos solutos em água, álcool e ciclohexano
Solutos Solventes
H2O Álcool C6H12
NaCl Solúvel Pouco solúvel Insolúvel
C12H22O11 Solúvel Pouco solúvel Insolúvel
CuSO4 Solúvel Pouco solúvel Insolúvel
Parafina Insolúvel Pouco solúvel Solúvel
5.3. Resultados para o teste de miscibilidade
Tabela 3 – Miscibilidade em água, álcool e ciclohexano
Líquidos Solventes
H2O Álcool C6H12
Acetona Miscível Imiscível Imiscível
Éter etílico Imiscível Imiscível Miscível
Clorofórmio Imiscível Imiscível Miscível
5.4. Resultados para o teste de condutividade elétrica
Tabela 4 – Condutividade elétrica
Soluções Acende Não acende Brilho fraco Brilho intenso
Água da bica
Água destilada
NaCl 0.1mol/L
C12H22O11 0.1mol/L
HCl 0.1mol/L
HAc 0.1mol/L
NaOH 0.1mol/L
NH4OH 0.1mol/L
5.5. Discussão
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5.1.1. Discussão ensaio de aquecimento
O cloreto de sódio é um sólido iônico e portanto possui altos pontos fusão e ebulição, a
explicação para a não ocorrência de nenhum fenômeno observado ao se levar a chama deve-se
a rede cristalina ligada por interações eletrostáticas que requer um alta energia fornecida pela
chama para que ela se rompa e funda isso ocorreria se a chama do bico de bunsen alcançasse a
temperatura de 801°C.
Em relação ao paradiclobenzeno observou-se sua fusão devido ao seu baixo ponto de
fusão em torno de 53°C, em geral substâncias que fazem ligação covalente como essa possuem
baixos pontos de fusão e ebulição devido as forças intermoleculares de Vander Waals serem mais
fracas e por isso é mais fácil quebrar a suas ligações de redes.
Já para o sulfato de cobre foi observada a mudança de coloração azul para branco e
formação de vapor de água isso ocorre porque o sulfato de cobre penta-hidratado é azul e ao levar
essa substância ao aquecimento ela perde água, ao se remover a substância da chama ela volta
a sua estrutura original. O aparecimento da coloração branca se deve a formação do sulfato de
cobre anidro sem a presença de água.
Com relação ao cloreto de cálcio di-hidratado houve mudança de estado físico de sólido
para líquido. Isso possível mente ocorre porque ao atingir a temperatura de 200°C ocorre
formação de HCl devido a presença de água na substância com a liberação de vapores tóxicos,
quando se remove o fornecimento de energia térmica da chama a espécie química se rearranja e
volta a sua estrutura mais estável de sólido iônico.
5.1.2. Discussão Solubilidade e Miscibilidade
O cloreto de sódio por ser uma substância iônica terá seus íons dissociado em água devido
alta polaridade deste solvente, pois em meio aquoso o cátion é solvatado pelo átomo de oxigênio
enquanto que o ânion é solvatado pelo átomo de hidrogênio. Isso ocorre porque as espécies
aniônica são menores que as catiônicas e o átomo de hidrogênio por ser menor consegue solvatar
mais que o oxigênio da molécula de água. Já em álcool a espécie é pouco solúvel devido a baixa
polaridade do solvente e por álcool ter uma parte apolar que á a cadeia cabônica, logo o NaCl
será muito pouco dissolvido. Já para o ciclohexano não houve solubilidade devido a esse solvente
ser apolar.
Já a sacarose por ter ( –OH) ligada a sua estrutura fará ligação de hidrogênio com a molécula
de água e por isso se dissolverá nesse solvente. O álcool dissolverá pouco devido a sua estrutura
ter uma parte pequena apolar e uma parte polar devido a presença de (-OH). O ciclohexano não
dissolve a sacarose pelo mesmo motivo anterior, ele é um solvente apolar.
Para o sulfato de cobre o ocorrerá total dissolução em água por ele ser um sólido iônico a molécula
de água que é polar solvatará seus íons separando as espécies químicas. O mesmo não ocorrerá
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para o álcool devido a sua baixa polaridade e para o ciclohexano pelo fato de ser um solvente
apolar.
A parafina por ser um sólido apolar se dissolverá somente em ciclohexano que é um
solvente apolar, semelhante dissolve semelhante.
Para o experimento de miscibilidade os líquidos apolares se misturarão somente aos solventes
apolares como é observado para o éter etílico e cloroformio. Já acetona por ser polar se dissolverá
melhor em água.
5.1.3. Discussão Condutividade elétrica
Na condutividade elétrica quanto maior o grau de ionização da solução maior será a
condutividade, pois apenas soluções que contém íons é que conduzirão corrente elétrica
(fluxo de carga). Com isso a água pura ou água destilada não conduz corrente elétrica
uma vez que sua concentração de íons é muito pequena cerca de aproximadamente 10^-
7 mol/L não permitindo assim uma condução significativa de eletricidade e por isso é
considerada um não eletrólitica. Para a sacarose, a solução é considerada não eletrolítica
pelo fato de ela não dissociar seus íons em meio aquoso, isto, estão, explica porque a
lâmpada não acende uma vez que não há íons dissociados não haverá fluxo de carga e
portanto não tem corrente elétrica. Já, as soluções eletrolíticas são maiores condutoras
de eletricidade por terem seus íons mais dissociadas, como exemplo soluções de sais
iônicos e ácidos e bases fortes são eletrólitos fortes, pois seus íons encontram-se
completamente dissociados em meio aquoso. Isso explica, o brilho mais intenso da
lâmpada em soluções de NaCl, NaOH e HCl, pois para essas soluções o grau de ionização
é maior ou seja seus íons estão completamente dissociados. No caso do ácido acético e
do hidróxido de amônio por serem ácidos e bases fracas tem grau de ionização menor,
em outras palavras seus íons estão pouco dissociados e por isso são considerados
eletrólitos fracos isso explica brilho fraco da lâmpada quando os eletrodos imersos nesses
tipo soluções. A água da bica acendeu lâmpada com brilho fraco, então, provavelmente,
por ser um eletrólito fraco com presença de poucos íons solução.
6. CONCLUSÃO
Os experimentos permitiram verificar a propriedades da substâncias em diferentes condições
físicas e químicas, a técnica de aquecimento, por exemplo, permitiu avaliar o comportamento de
substâncias sólidas quando aquecidas e possibilitou a observação de sólidos iônicos fundem a
tempaturas altíssimas devido a natureza eletrostática de suas ligações enquando sólidos
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moleculares fundem mais facilmente por suas forças intermoleculares de Van der Waals serem
mais fracas. Além disso, foi possível também observar a miscibilidade de líquidos apolares em
solventes apolares provando que semelhante dissolve semelhante, e no experimento de
solubilidade que sólidos iônicos se dissolvem melhor em solventes polares devido a solvatação
dos íons e em outos devido a formação de ligação de hidrogênio, no caso da sacarose. Já para os
sólidos moleculares a solubilização foi melhor eem solventes apolares devido as interações de Van
der Waals. Com relação a condutividade elétrica, o experimento permitiu verificar quais soluções
tem grau de ionização maior e por isso são eletrólitos considerados fortes e quais são eletrólitos
fracos onde o brilho da lâmpada teve menor intensidade, além, também da identificação de
soluções que não conduzem corrente elétrica por não dissociarem em meio aquoso.
7. BIBLIOGRAFIA
7.1. Príncipios de química: questionando a vida moderna e o meio ambiente - Peter Atkins; Loreta
Jones; tradução técnica: Ricardo Bicca de Alencastro – 5 ed.- Porto Alegre: Bookman, 2012.
7.2.