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Exame de Economia Política II - 2021

O exame de Economia Política II apresenta questões sobre externalidades, efeito multiplicador do consumo e a evolução das tecnologias digitais. Os alunos devem responder em folhas separadas, com limite de uma página por grupo, em um tempo de 2 horas e sem consulta. O exame avalia o conhecimento científico e a capacidade de argumentação dos alunos em relação a conceitos econômicos.
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O exame de Economia Política II apresenta questões sobre externalidades, efeito multiplicador do consumo e a evolução das tecnologias digitais. Os alunos devem responder em folhas separadas, com limite de uma página por grupo, em um tempo de 2 horas e sem consulta. O exame avalia o conhecimento científico e a capacidade de argumentação dos alunos em relação a conceitos econômicos.
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ECONOMIA POLÍTICA II

EXAME ÉPOCA DE RECURSO


29 de junho de 2021

i) RESPONDA EM FOLHAS SEPARADAS AOS GRUPOS I. E II.


ii) AS RESPOSTAS NÃO PODEM ULRAPASSAR UMA FOLHA DE EXAME POR CADA GRUPO
iii) A PROVA TEM A DURAÇÃO DE 2 HORAS
iv) PROVA SEM CONSULTA

Em todas as respostas é valorizado o recurso aos conhecimentos científicos lecionados, evitando cingir-se a opiniões ou à
simples linguagem de senso-comum.

GRUPO I –– 10 VALORES

Q 1. (4 VALORES)

Existem várias soluções para corrigir efeitos externos negativos. Imagine uma situação em que a solução de Coase possa
adequar-se à correção de um problema de externalidade negativa. (limite máximo uma página -20 linhas)

Q 2. (3 VALORES)

Explique de que forma o efeito multiplicador do consumo contribui para que o Estado possa corrigir uma recessão
económica. (limite máximo uma página -20 linhas)

Q 3. (3 VALORES)

A evolução das tecnologias digitais e a possibilidade de trabalho em rede veio tornar a descentralização menos atrativa
em diversas áreas da intervenção do Estado. Explique e exemplifique. (limite máximo uma página – 20 linhas)

GRUPO II – 10 VALORES
Q1 (1 VALOR POR ALÍNEA)

Diga, justificando brevemente, em qual dos quatro grandes tipos de mercado estudados incluiria as seguintes empresas:
i) uma empresa que produz e comercializa água engarrafada;
ii) uma mercearia de bairro;
iii) uma farmacêutica que produz e comercializa um medicamento protegido por patente.

Q2 (4 VALORES)

É correto afirmarmos que uma empresa inserida num mercado de concorrência monopolística é uma “price-maker”? Que
limitações impõe este tipo de mercados à estratégia destas empresas, e que não encontramos nos mercados monopolistas?

Q3 (3 VALORES)

“A perspetiva de Michael Porter sobre as condicionantes das relações comerciais internacionais representou uma mudança de
paradigma por comparação com a generalidade das teorias anteriores.”
Comente a afirmação, dizendo se concorda com ela e porquê.
.

BOM TRABALHO!
CRITÉRIOS DE CORREÇÃO GRUPO I
Q1 Imaginar uma situação em que os efeitos sejam localizados e os afetados pela externalidade não sejam muito numerosos. Por
exemplo, um bar que emita ruído afetando o bem-estar dos residentes de uma determinada rua. Explicar quem tem “direito ao
ruído/silêncio” e como se processaria a negociação. Indicar alguns problemas da aplicação da solução, como o problema do “free-
riding”.

Q2. O exercício de política orçamental através de descida de impostos ou aumento de despesa pública através do efeito
multiplicador leva a que o aumento de consumo gerado por essa política se multiplique, pelos sucessivos aumentos de rendimento
e consumo que vai gerando, acabando por ter um impacto elevado face ao efeito inicial. O facto de que um aumento de
rendimento não seja totalmente poupado, mas usado em acréscimo de consumo, permite a multiplicação do rendimento.

Q3 As tecnologias digitais e o trabalho em rede vieram permitir grandes economias de escala em diversas áreas da intervenção do
Estado, permitindo que o custo baixe com o número de utilizadores e/ou com a área abrangida. Exemplos: a gestão das compras
de forma centralizada; a gestão de hospitais, da segurança social, do sistema de educação, a gestão do pagamento de impostos, de
taxas ou tarifas, gestão de parques de estacionamento.

CRITÉRIOS DE CORREÇÃO GRUPO II


Q1:
i) Mercado concorrencial quase (mas não completamente) perfeito: liberdade de entrada no mercado, grande número
de concorrentes, forte homogeneidade do produto; no entanto, ainda alguma importância das marcas na
diferenciação das empresas, qua faz com que estas não sejam absolutamente “price-takers”;
ii) Concorrência monopolística com traços de concorrência perfeita: apesar de nenhuma mercearia ser igual às outras
(oferecem produtos diferentes e têm um atendimento diferente, estão melhor ou pior localizadas, etc.), muitos dos
produtos oferecidos (v.g., batatas, couves, produtos embalados) são absolutamente idênticos, e nessa medida os seus
preços são dados pelo mercado;
iii) Monopólio, por força da proteção legal conferida às patentes.

Q2: Sim, é “price maker” uma vez que não há substitutos perfeitos para o produto/serviço que oferece. No entanto sofre pressão
concorrencial de muitos produtos que, mesmo não sendo rigorosamente idênticos, podem ser substitutos inferiores. Para além
disso, a liberdade de entrada e saída do mercado faz com que o número de empresas concorrentes aumente ou diminua até que o
lucro económico se aproxime do zero.

Q3: A originalidade da perspetiva de Michael Porter foi a de conseguir integrar num modelo único (representado pelo “diamante”)
as diferentes condicionantes (disponibilidade de fatores de produção, procura interna, setores de suporte, concorrência e ação do
governo) que determinam que determinado sector seja, em cada economia nacional (ou regional) um “nicho” com vantagem
competitiva sobre os seus concorrentes exteriores.

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