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ENSAIO

Este ensaio analisa o currículo das escolas secundárias em Moçambique e suas estratégias de avaliação, destacando a importância de um referencial teórico para a pesquisa. As conclusões indicam que, embora a política educativa seja adequada, sua implementação enfrenta desafios devido à instabilidade econômica do país. O estudo enfatiza a necessidade de uma avaliação mais abrangente e crítica do currículo para melhorar o ensino e a aprendizagem.

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adelino sequene
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ENSAIO

Este ensaio analisa o currículo das escolas secundárias em Moçambique e suas estratégias de avaliação, destacando a importância de um referencial teórico para a pesquisa. As conclusões indicam que, embora a política educativa seja adequada, sua implementação enfrenta desafios devido à instabilidade econômica do país. O estudo enfatiza a necessidade de uma avaliação mais abrangente e crítica do currículo para melhorar o ensino e a aprendizagem.

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CURSO DE MESTRADO EM PEDAGOGIA E DIDÁTICA

ENSAIO FINAL

MÓDULO: CURRÍCULO: CONTEXTO, MUDANÇA E DESENVOLVIMENTO BASEADO


EM COMPETÊNCIAS ENSAIO FINAL

TEMA: ANÁLISE DO CURRÍCULO DA ESCOLAS SECUNDARIAS EM


MOÇAMBIQUE E ESTRATÉGIAS DA SUA AVALIAÇÃO

MESTRANDO: ADELINO CARLOS SEQUENE


PROFESSORES: TELMA LUÍS NHAMTUMBO E MPHATSO IMWA

Maputo, Maio de 2024

Resumo

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Este ensaio propõe a análise do currículo das escolas secundárias em moçambique e
estratégias da sua avaliação. Com o intuito de melhor elucidar a presente pesquisa,
buscou-se primeiramente o referencial teórico que pudesse subsidiar este estudo, para
tanto, fez-se um levantamento bibliográfico de alguns teóricos curriculistas, bem como
estudos de vários documentos que norteiam o currículo moçambicano. Tendo como
objectivo, captar varias percepções do impacto curricular do ensino secundário em
Moçambique, bem como analisar ate que ponto o currículo nas escolas secundarias trás
o sucesso no âmbito do ensino e aprendizagem. As conclusões desta reflexão mostram
que, o projeto da política educativa em Moçambique é adequado e otimista, falhando na
implementação ou nas ações práticas, pois requer um investimento numa situação em
que o país ressente de instabilidade econômica.

Palavra-chave: Currículo, Escolas Secundárias em Moçambique

Summary

This essay aims to analyze the curriculum of secondary schools in Mozambique and
strategies for its evaluation. In order to better elucidate the present research, we first
sought the theoretical framework that could support this study, for this purpose, a
bibliographic survey of some curriculum theorists was made, as well as studies of
several documents that guide the Mozambican curriculum. It aims to capture various
perceptions of the curricular impact of secondary education in Mozambique, as well as
to analyze the extent to which the curriculum in secondary schools brings success in the
field of teaching and learning. The conclusions of this reflection show that the project of
educational policy in Mozambique is adequate and optimistic, failing in implementation
or practical actions, as it requires an investment in a situation in which the country
suffers from economic instability.

Keywords: Curriculum, Secondary Schools in Mozambique

1. Introdução
2
A Educação é um processo dinâmico através do qual a sociedade prepara as novas
gerações para enfrentarem, com sucesso, as constantes mudanças que ocorrem ao nível
global; instrumento fundamental para o desenvolvimento do capital humano e condição
necessária para a redução da pobreza em qualquer país.

Em Moçambique, a educação para todos os cidadãos constitui uma prioridade do


Sistema Nacional de Educação (SNE), além disso, a educação escolar constitui um
direito de todos os moçambicanos, e os serviços básicos são proporcionados pelo
Estado, com vista à promoção e ao aumento de níveis de desenvolvimento do capital
humano e social. Segundo o Programa Quinquenal do Governo (PQG) 2020-2024, a
educação é um instrumento para afirmação e integração do indivíduo na vida social,
econômica e política, indispensável para o desenvolvimento do país e para o combate à
pobreza (MOÇAMBIQUE, 2020b), que tem assolado os países africanos em vias de
desenvolvimento.

De acordo com o número 1, do Artigo 88º da Constituição da República de


Moçambique (CRM), a educação constitui direito e dever do cidadão. É neste contexto
que o Plano Estratégico da Educação (PEE) 2020-2029 estabelece que a educação deve
formar cidadãos com conhecimentos, habilidades, atitudes, valores morais e cívicos,
capazes de contribuir para o desenvolvimento de uma sociedade coesa e adaptada ao
mundo em constante mudança.

No sistema do Ensino Secundário moçambicano, prevalecem algumas questões voltadas


à necessidade de adequação dos currículos, condições da atuação docente e redução da
taxa de insucesso escolar (MANDLATE, 2023). Por esse motivo, a reflexão sobre os
fatores aludidos pode ser associada aos objetivos previstos no documento PQG, que
representa a descrição das políticas educativas que consistem em melhorar as condições
e o ambiente de aprendizagem para que os alunos concluam o ES e estejam preparados
para continuar com os estudos e aceder ao mercado de trabalho (MOÇAMBIQUE,
2020).

No âmbito da Agenda 2025, no que concerne ao desenvolvimento do capital humano, a


visão estratégica da educação está orientada para uma formação integral do Homem
assente em quatro pilares: Saber Ser, Saber Conhecer, Saber Fazer, Saber Viver Juntos e
com os outros. A construção de um currículo é um processo dinâmico que se deve
ajustar às contínuas transformações da sociedade e do mundo.

3
Com o intuito de melhor elucidar a presente pesquisa, buscou-se primeiramente o
referencial teórico que pudesse subsidiar este estudo, para tanto, fez-se um
levantamento bibliográfico de alguns teóricos curriculistas, bem como estudos de vários
documentos que norteiam o currículo moçambicano. Tendo como objectivo, captar
varias percepções do impacto curricular do ensino secundário em Moçambique, bem
como analisar ate que ponto o currículo nas escolas secundarias trás o sucesso no
âmbito do ensino e aprendizagem.

2. Conceitos básicos sobre currículo

A palavra currículo etimologicamente deriva do termo curriculum, que significa


território demarcado e regrado do conhecimento correspondente aos conteúdos de
ensino. Trata-se de conteúdos lecionados nas escolas que os professores e centros de
educação deveriam cobrir, ou seja, o plano de estudos proposto e imposto pela escola
aos professores para que o ensinem e aos estudantes para que o aprendam
(SACRISTÁN, 2020). O currículo estabelece e dá sentido ao compromisso com a
formação dos alunos, principalmente para o exercício pleno da cidadania e o
desenvolvimento da pessoa humana para um tipo de sociedade desejável (SILVA, 2009;
VARELA, 2013)

É assim que Barrow (1984, cit por Goodson 1995) defende que o currículo deve ser
entendido como o conteúdo apresentado para ser estudado. O vínculo entre o currículo e
a prescrição foi forjado desde muito cedo e, com o passar do tempo, sobreviveu e
fortaleceu-se. Em parte, o fortalecimento deste vínculo deveu-se ao emergir de padrões
sequenciais de aprendizado para definir e operacionalizar o currículo segundo modo
fixado.

As discussões sobre o currículo são tantas, mormente quando se fala de qualidade de


ensino, porém nem sempre são acompanhadas por uma prática orientada para a
resolução de problemas com que se defrontam as instituições educativas (PACHECO,
2001). No entanto, os fundamentos que compõem a definição do currículo estão
necessariamente presentes na perspetiva de planificação sistêmica e ordenada dos
objetivos, conteúdos e competências de aprendizagem. De outra forma, podemos dizer
que a intencionalidade educativa (o currículo prescrito) do ES tem sido a
implementação dos planos de aprendizagem, com a respetiva aferição dos resultados (o

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currículo implementado, experienciado e avaliado), sem maiores prioridades voltadas às
condições, meios e fatores que impulsionam os alunos nas escolas.

O currículo é um dos locais privilegiados onde se entrecruzam saber e poder,


representação e domínio, discurso e regulação. É também no currículo que se
condensam relações de poder que são cruciais para o processo de formação de
subjetividades sociais. Em suma, currículo, poder e identidades sociais estão
mutuamente implicados. O currículo corporifica relações sociais.

Debatemos o currículo não como sinônimo de programa de estudos, uma vez que o
consistem conteúdos perfilados e planificados, aqueles formais e previamente prescritos
em tempos letivos, unidades temáticas e níveis de aprendizagens. A realidade mostra
que o currículo desejável não é o mesmo que se realiza na sala de aulas. Certamente, à
luz do debate sobre esse tema, uma vez que pretendemos objetivar a discussão dos
limites e possibilidades do currículo operacional e oculto na qualidade de Ensino
Básico, urge-nos definir alguns conceitos conexos ao de currículo

Currículo também é inseparável da cultura. Tanto a teoria educacional tradicional


quanto a teoria crítica vê no currículo uma forma institucionalizada de transmitir a
cultura de uma sociedade. Sem esquecer que, neste caso, há um envolvimento político,
pois o currículo, como a educação, está ligado à política cultural. Todavia, são campos
de produção ativa de cultura e, por isso mesmo, passíveis de contestação.

2.1. A avaliação de currículo educacional em Moçambique

Avaliação das aprendizagens dos alunos é encarada no ensino como uma entidade
autónoma, com vida e lógicas próprias. Ela impõe um corte na marcha normal das aulas.
Isto ilustra o divórcio entre o ensino e a avaliação, que se traduz na ausência de uma
cultura verdadeiramente escolar e exprime uma perspetiva mecanicista de ensino
fundada na análise dos processos de ensino aprendizagem escolares enquanto processos
de desenvolvimento curriculares, (Gaspar & Roldão, 2008).

Avaliação curricular é uma das fases importantes do desenvolvimento curricular, centra-


se na avaliação do processo e resultados obtidos. O significado mais usual de avaliação
é de dar nota, é este sentido dado por Tyler, para o qual avaliar é determinar até que
ponto objetivos educacionais são, efetivamente, alcançados pelo programa de currículo
e instrução, (Pacheco, 2001). A avaliação é considerada o dispositivo central da

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regulação de todo o trabalho desenvolvido, essa avaliação situa-se a dois níveis: nível de
regulação e verificação das aprendizagens conseguidas pelos alunos, relativamente aos
objetivos visados e o nível de regulação do processo do desenvolvimento curricular, da
sua pertinência, coerência e adequação, (Gaspar & Roldão, 2008).

Quanto ao desenvolvimento curricular, avalia-se quer a conexão dos contextos de


decisão e fases de desenvolvimento, com a distinção das funções e competências dos
intervenientes curriculares, quer o grau de descentralização ou desconcentração do
currículo e a abrangência da coordenação curricular através do coletivo de professores,
(Pacheco, 2001).

Segundo Flávio Magaia, em Moçambique ainda não tem instituído um sistema de


avaliação externa em larga escala, bem como um estudo dos resultados das avaliações,
gerando um índice (como o IDEB, por exemplo). Como avaliações institucionalizadas,
as primeiras experiências são realizadas atualmente, com as parcerias com convênios
como o CAEd e o Banco Mundial. Contudo, como rascunho de uma avaliação externa
nacional, eles utilizam os exames nacionais, modelo de avaliação do nível de
aprendizagem dos estudantes moçambicanos que já é posto em prática há algum tempo.

Além desse exame, denominado Exame Nacional, existem, segundo o mesmo


informante, o exame de formação dos professores, o de alfabetização e o extraordinário.
O exame de alfabetização é aplicado aos alunos da educação de adultos.

No nosso entender, utilizar os resultados de rendimento escolar proporcionados pelas


avaliações realizadas pelos professores como única informação disponível para
avaliação do sistema supõe meter-se à validade mecânica de realidade de métodos
desenvolvido por eles. O modo como esses procedimentos expressam os valores do
professor e do sistema escolar, a capacidade crítica que tal informação tem sobre a
realidade do currículo e a qualidade do ensino é muito baixa.

Nisto, as notas escolares, como dados expressos pelo sistema educativo, reproduzem
todas as práticas e valores dominantes nesse sistema educativo, por isso não servem
como informação para discuti-los. É importante não identificar resultados do sistema
com qualidade do mesmo, enquanto não se esclarecem os critérios, os conteúdos e os
processos que enfatizam e ponderam os procedimentos através dos quais os dados do
rendimento escolar são obtidos.

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Efetivamente, esta corresponde a autoavaliação, abrangendo os professores, o processo
de cada aluno, o funcionamento da turma, o clima institucional, as exigências feitas
pelas instituições que prestam uma educação posterior ou pelo mercado de trabalho.

Podemos dizer que, um sistema que não dispõe de mecanismo de informação sobre o
que produz fica fechado à comunidade imediata e a sociedade inteira, é difícil, o
currículo que não se avalia, ou que se faz somente através da avaliação de professores,
entre numa dinâmica de aperfeiçoamento constante. Sem informação sobre o
funcionamento qualitativo escolar e curricular os programas de inovação ou reforma
podem ficar na expressão de um puro voluntarismo.

Muito ao contrário da avaliação das aprendizagens, avaliação do desenvolvimento


curricular, avalia todo o processo desenvolvido, no sentido de regulação e reorientação,
quer mobilizando a função formativa como sumativa. Este processo, diz respeito ao
questionamento a partir dos resultados obtidos nas aprendizagens conseguidas e nos
processos de aprendizagens desenvolvidos pelos alunos, procurando investigar e
reapreciar os aspetos do processo que estarão na origem do sucesso ou insucesso da
escola e dos professores face a intenção de aprendizagem de que se partiu.

3. Varias reflexões das tendências, fragilidades e desafio do currículo em


Moçambique

O conflito de interesse verifica-se, de forma viva, quando se pretende modificar


situações estabelecidas, nas quais determinados conteúdos estão aceites como
componentes naturais do currículo e outros não. Por isso, o currículo comum não seja
suficiente se não se considerarem as oportunidades desiguais e as adaptações
metodológicas que devem ser feitas para favorecer a igualdade de todos.

É preciso chamar atenção para o fato das competências e habilidades dependerem,


fundamentalmente, não só dos conhecimentos teóricos, mas sobretudo, do treino que os
alunos estarão sujeitos durante as aulas. E, para o professor desenvolver competências
nos alunos não depende apenas dos conhecimentos científicos e técnicos, mas
igualmente de possuir competências e habilidades para treinar os outros nesse sentido.

O Currículo local deve ser entendido como um conjunto de conteúdos locais a serem
incluídos no Ensino Básico, desde que os mesmos sejam relevantes para aprendizagem
dos alunos. Um dos grandes objetivos da presente proposta curricular é formar cidadãos

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capazes de contribuir para a melhoria da sua vida, da vida da sua família, da
comunidade e do país, partindo da consideração dos saberes locais das comunidades
onde a escola se situa

Certamente que o objetivo do currículo local é garantir a formação que responda às reais
necessidades da sociedade moçambicana, dotando as crianças, jovens e adultos de
habilidades valores e atitudes que lhes permitam ter uma participação plena no
desenvolvimento social, cultural da sua comunidade e do país, criando condições para a
redução da pobreza absoluta, contudo muitos detalhes não foram tomados em conta para
permitir que, realmente, os jovens em cada zona tivessem a oportunidade de aprender os
aspetos considerados significativos pelas respetivas comunidades no sentido de se
integrarem facilmente nela

Já dissemos também que os alunos do Ensino Básico estudam em turnos com a duração
máxima de quatro horas cada. As horas de contato entre o aluno e o professor não são
suficientes, o que de certa forma, dificulta o alcance dos objetivos. Na realidade, o
professor não dispõe de tempo suficiente para acompanhar a evolução das crianças, não
tem como conhecer as particularidades individuais de cada aluno uma vez que as turmas
são, geralmente, superlotadas o que, em parte, dificulta a avaliação formativa

Igualmente, nessas circunstâncias pode-se dar o caso de o professor que, durante as


aulas, detete um aluno que precise de um trabalho adicional e, tendo vontade de faze-lo
em que local pode trabalhar separadamente com este aluno? Igualmente dissemos que
os professores durante a formação são geralmente, submetidos a avaliação sumativa,
neste sentido, como os professores seriam capazes de aplicar um modelo de avaliação
diferente daquele que conhecem? Por outras palavras e em termos mais genéricos, em
Moçambique, neste momento não estão reunidas as condições para se assegurar, mesmo
querendo os professores, a avaliação formativa.

Na nossa reflexão, quanto a este ponto começaremos por observar que, atualmente, em
Moçambique o que se valoriza é o certificado, ninguém está muito preocupado em
demonstrar as competências para conseguir ser competitivo quer para conseguir um
emprego como para mudar de categoria salarial no emprego.

4. Conclusão

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Torna-se necessário, desde já, ressaltar que o principal desafio, que se colocou ao
currículo ora em referência, foi tornar o ensino mais relevante, no sentido de formar
cidadãos capazes de contribuir para a melhoria da sua vida, da vida da sua família, da
sua comunidade e do país, dentro do espírito da preservação da unidade nacional,
manutenção da paz e estabilidade nacional, aprofundamento da democracia e respeito
pelos direitos humanos, bem como da preservação da cultura moçambicana.

O segundo ponto relevante que foi seriamente equacionado e integrado na construção do


novo plano curricular relaciona-se com o fato da sociedade moçambicana estar
empenhada na preservação da unidade nacional, manutenção da paz e estabilidade
nacional, aprofundamento da democracia e respeito pelos direitos humanos, bem como
a preservação da cultura moçambicana, fatores indispensáveis para a garantia do
desenvolvimento socioeconómico.

Muitos projetos curriculares fracassaram na prática, na longa história da inovação


curricular, enquanto as atividades metodológicas das aulas não foram mudadas,
mantendo-se as mesmas tarefas académicas que vinham sendo praticadas. Por isso, a
inovação curricular implica relacionar propostas novas de conteúdos com esquemas
práticos e teóricos nos professores, nisto, a tarefa é o elemento intermediário entre as
possibilidades teóricas que o currículo prescreve e os seus efeitos reais.

Nisto, a avaliação do desenvolvimento curricular é o dispositivo mais importante para a


melhoria da qualidade do ensino e das aprendizagens, pela auto-reflexão e análise
crítica que se proporciona aos atores responsáveis pelo processo, permitindo que a
escola se transforme numa instituição reflexiva.

Acreditamos que o projeto da política educativa em Moçambique é adequado e otimista,


falhando na implementação ou nas ações práticas, pois requer um investimento numa
situação em que o país ressente de instabilidade econômica

5. BIBLIOGRAFIA

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 VARELA, B. L. O currículo e o desenvolvimento curricular: concepções, práxis
e tendências. Praia: Edições Unicp, 2013
 SARAIVA, M.; REIS, E; ROLDÃO, V. Conceituar a qualidade de ensino: uma
aplicação prática no ISCTE e na Universidade de Évora. Évora: EU, 2006
 SACRISTÁN, G. O currículo: uma reflexão sobre a prática. 3. ed. Porto Alegre:
Artmed, 2000
 MOÇAMBIQUE. Programa Quinquenal do Governo: 2020-2024. Maputo:
Governo de Moçambique, 2020b. Disponível em:
[Link]
[Link]. Acesso em: 19 abr. 2023
 MOÇAMBIQUE. Lei n.º 18, de 28 de dezembro de 2018. Revisão da Lei sobre
o Sistema Nacional de Educação. Boletim da República, Maputo, n. 3748, 1ª
série, capítulo 1º, p. 20-325, 28 de dez. 2018. Disponível em:
[Link]
Dezembro_-[Link]. Acesso em: 19 abr. 2023.
 PACHECO, J.A. Currículo: teoria e práxis. Porto: Porto Editora, 2001.
 MANDLATE, Celso Daniel. Formação e atuação de professores no ensino
secundário do sistema nacional de educação: o período pós-colonial em
Moçambique. 2023. Tese (Doutorado em Educação) – Programa de Pós-
Graduação em Educação, Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2023.
 Goodson. I. F. (1995). Currículo: Teoria e História. Petropolis: Editora Vozes.

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