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Relatório de Visita à Barragem Chicamba

O relatório documenta a visita ao Centro de Captação e Tratamento de Água do FIPAG, destacando a importância da gestão e tratamento de água potável em Moçambique. Os objetivos incluíram compreender os processos operacionais e a infraestrutura, além de analisar métodos de captação e tratamento. A experiência proporcionou uma visão aprofundada sobre a sustentabilidade e qualidade do abastecimento de água na região.

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Relatório de Visita à Barragem Chicamba

O relatório documenta a visita ao Centro de Captação e Tratamento de Água do FIPAG, destacando a importância da gestão e tratamento de água potável em Moçambique. Os objetivos incluíram compreender os processos operacionais e a infraestrutura, além de analisar métodos de captação e tratamento. A experiência proporcionou uma visão aprofundada sobre a sustentabilidade e qualidade do abastecimento de água na região.

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UNIVERSIDADE PÚNGUÈ

Faculdade de Ciências Exactas e Tecnológicas


Relatório das Visitas realizadas na Barragem de Chicamba

Licenciatura em Ensino de Química com Habilitações em Gestão de Laboratórios

1°Grupo

Albertina Simão Bila

Ana Massasse Vilanculo

Márcia Lourenço Castigo

Mércia João Augusto

Mineses Bina Victor

Tacudzua Zacarias Paulo

Chimoio

Outubro, 2024
1°Grupo

Albertina Simão Bila

Ana Massasse Vilanculo

Márcia Lourenço Castigo

Mércia João Augusto

Mineses Bina Victor

Tacudzua Zacarias Paulo

Relatório das Visitas realizadas na Barragem de Chicamba

Relatório de visita a Barragem de Chicamba , a ser entregue na


Faculdade de Ciências Exactas e Tecnológicas, no Curso de
Licenciatura em Ensino de Química com Habilitações em Gestão de
Laboratórios, Regime Laboral, 3º ano, 2º semestre, Sob orientação do:
PhD. Daniel Nanicuacua

Chimoio

Outubro, 2024
3

Índice

1 Introducao................................................................................................................................5

1.1 Objetivos........................................................................................................................5

1.1.1 Geral.....................................................................................................................5

1.1.2 Específicos............................................................................................................5

1.2 Metodologia...................................................................................................................5

2 Caracterização da instituição...................................................................................................6

2.1 Historial..........................................................................................................................6

2.1.1 Enquadramento do abastecimento de água em moçambique...............................6

[Link] Enquadramento do fipag....................................................................................6

2.4 Objetivos do fipag..........................................................................................................7

2.3 Fundamentação teórica...................................................................................................9

2.3.1 Bacia Hidrográfica................................................................................................9

2.3,2 Tratamento de Água...........................................................................................10

2.3.3 Estação de Tratamento de Água.........................................................................10

2.3.4 Turbidez..............................................................................................................10

2.3.5 Cor......................................................................................................................10

2.3.6 Dispersão............................................................................................................10

2.3.7 Suspensão...........................................................................................................10

2.3.8 Solução...............................................................................................................10

2.4 Descrição e análise das atividades desenvolvidas e dos resultados obtidos................11


4

2.4.1 Visita no estacão de captação de água................................................................11

2.4.2 Torre de captação................................................................................................11

2.4.3 Sala de comando.................................................................................................11

2.4.4 Comboios de filtração e desinfeção....................................................................12

3 Conclusão...............................................................................................................................13

Referências bibliográficas.........................................................................................................14

Anexos......................................................................................................................................15
5

1 Introdução

O presente relatório reflete sobre a experiência enriquecedora durante a visita de estudo ao


Centro de Captação e Tratamento de Água, uma iniciativa essencial conduzida pelo Fundo de
Investimento e Património do Abastecimento de Água (Fipag). Esta incursão proporcionou
uma visão aprofundada dos processos críticos envolvidos na garantia da qualidade e
sustentabilidade do abastecimento de água, desvendando os bastidores fundamentais que
sustentam a vitalidade desse recurso precioso. Neste relato, exploraremos as descobertas e
reflexões resultantes desta imersão no coração do sistema que alimenta não apenas torneiras,
mas também a vida e o desenvolvimento da comunidade que serve.

1.1 Objetivos

1.1.1 Geral

 Compreender de maneira abrangente os processos operacionais e a


infraestrutura do Centro de Captação e Tratamento de Água do Fundo de
Investimento e Património do Abastecimento de Água (Fipag),

1.1.2 Específicos

 Analisar os métodos e tecnologias empregados no processo de captação de


água,

 Identificar os procedimentos de tratamento adotados pelo Fipag, identificando


os padrões de qualidade estabelecidos e as medidas de segurança
implementadas para assegurar a potabilidade da água distribuída.

 Investigar as práticas de gestão e manutenção da infraestrutura do Fipag,


examinando a eficiência operacional,

1.2 Metodologia

Para a elaboração da pesquisa recorreu-se a vários métodos que oferecem sentido a pesquisa,
sendo os métodos a destacar: método de abordagem (dedutivo) e o de procedimento
(bibliográfico, observação).
6

2 Caracterização da instituição

O centro de Captação e Tratamento de Água, Fundo de Investimento e Património do


Abastecimento de Água (Fipag). se localiza a 36 km a sudeste da sede do distrito de Manica.
Concebida com uma capacidade instalada de 40.920 m3/d, a água é captada através duma
torre de captação implantada na albufeira de Chicamba.

O objetivo do sistema de abastecimento de água de Manica é o de prover às


populações das cidades de Manica, Chimoio e Gondola e vilas de Méssica e Bandula de água
potável. O sistema de abastecimento de água tem como capacidades de captação, produção e
armazenamento 40.920 m3/d, 38.600 m3/d e 18.960 m3, respectivamente.

2.1 Historial

2.1.1 Enquadramento do abastecimento de água em moçambique

O abastecimento de água urbano em Moçambique é uma prioridade estratégica plasmada nos


principais instrumentos legais e de planificação estratégica do sector de água à escala
nacional, que reflectem o posicionamento do Governo de Moçambique com relação à moldura
legal, arquitectura institucional, intervenientes e estratégia de promoção do acesso à água, de
forma sustentável, por parte dos cidadãos.

O abastecimento de água urbano é abordado com profundidade pelos instrumentos seguintes


instrumentos: Programa Quinquenal do Governo, Estratégia Nacional de Abastecimento de
Água e Saneamento e Quadro de Gestão Delegada do Abastecimento de Água Urbano.

[Link] Enquadramento do fipag

Criado no âmbito da implementação do Quadro de Gestão Delegada (QDG) em 1998, o


Fundo de Investimento e Património do Abastecimento de Água (FIPAG) é uma instituição
pública de âmbito nacional, dotada de personalidade jurídica e com autonomia financeira,
administrativa e patrimonial, tutelada sectorialmente pelo Ministro que superintende a Área
de Abastecimento de Água e financeiramente pelo Ministro que superintende a Área das
Finanças.
7

Havendo necessidade de se adequar as atribuições do FIPAG, através do decreto 48/2012 de


28 de Dezembro, o Conselho de Ministros aprovou o novo Estatuto Orgânico do FIPAG, que
entre outras atribuições abre espaço para que o FIPAG possa:

Agir em nome do estado, como interlocutor principal com o operador privado gerir, de
forma, eficiente e financeiramente viável, o Programa de Investimento Público e Privado nos
Sistemas de Abastecimento de Água que lhe forem confiadas

Gerir os bens operacionais e de exploração afectos aos sistemas de abastecimento de água que
lhe forem confiados a título transitório, entre outras.

2.2 Missão
Promover o serviço de abastecimento de água nas principais cidades, através de uma gestão
efectiva da participação do sector privado, realizando investimentos e usando património de
uma forma eficiente e sustentável, promovendo tarifas justas e salvaguardando o meio
ambiente.
2.3 Visão
Excelência na provisão de um serviço sustentável de Abastecimento de Água urbano,
impulsionando o desenvolvimento do país.

2.4 Objetivos do fipag

O quadro legal do funcionamento do FIPAG foi introduzido pelo Decreto nº.73/98, de 23 de


dezembro, e mais tarde, de forma a adequar as atribuições do FIPAG ao contexto do QGD, foi
aprovado o Decreto nº 48/2012 de 28 de Dezembro. Assim, são objectivos do FIPAG:

 Agir, em nome do Estado, como interlocutor principal com o operador privado;

 Gerir, de forma eficiente e financeiramente viável, o programa de investimento


público e privado nos sistemas de abastecimento de água que lhe forem confiados;

 Gerir os bens operacionais e de exploração afectos aos sistemas de abastecimento de


água que lhe forem confiados, a título transitório e pelo período estipulado;

 Delegar a exploração ou a gestão dos sistemas de abastecimento de água à entidades


de direito privado e proceder ao seu acompanhamento e supervisão;
8

 Promover a rentabilização dos serviços de abastecimento de água através da


participação nas sociedades, bem como a capacitação e desenvolvimento de
operadores nacionais.
9

2.3 Fundamentação teórica


A água é um recurso essencial à vida na Terra, porém é um recurso limitado, estimando-se
que somente cerca de 3% do total é doce (Rao, 2011; Moreira, 2016). Encontra-se em
diferentes estados na natureza, cerca de 77% em forma de neve e gelo, 22% é água
subterrânea e menos de 0,4% encontra-se nos lagos, rios e a pouca profundidade no solo
(Hilaco, 2012). A sua importância define-se pelas suas diferentes utilizações, que a torna
fundamental para a manutenção da vida (Rosalino, 2011; Tebbutt, 2013; Santos, 2018;
Westall e Brack, 2018).
A água é o principal constituinte do corpo humano (cerca de 70%), por exemplo, o cérebro é
constituído por 85%, o fígado por 90%, o sangue por 83% e os ossos por 35% (Ellis, 2000),
sendo fundamental o seu consumo diário, de modo a manter o corpo hidratado e saudável.
Cada pessoa precisa de 25 a 50 litros de água livre de contaminantes químicos e microbianos
nocivos para beber, cozinhar e manter a higiene (Lakhote et al., 2016).

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2017, cerca de 5,3 mil milhões de
pessoas (71% da população mundial) tiveram acesso a serviços de água potável com
segurança (Figura 1) (WHO, 2019).

2.3.1 Bacia Hidrográfica

A Bacia Hidrográfica é formada pelo ciclo hidrológico e é definida como uma área drenada
total ou parcialmente por um curso da água ou por um sistema conectado de cursos de água ,
dispondo apenas de uma única saída. È na bacia hidrográfica que ocorrem os grandes
impactos ambientais, provenientes da ocupação humana e suas mais diversas atividades, tais
como os processos industriais, as actividades agrícolas, e a produção de rejeitos e dejetos
humanos. Os corpos receptores, sempre foram a base da história do homem, já que as grandes
cidades foram construídas ao longo dos rios, dos lagos e dos mares.

Durante o processo de infiltração das águas no solo, a sua composição química está sempre
sendo modificada pelas interações com os elementos minerais das rochas e do solo (Silva
Filho,1993)
10

2.3,2 Tratamento de Água

É o conjunto de medidas necessárias para enquadrar a água nos padrões de potabilidade pré-
estabelecidos.

2.3.3 Estação de Tratamento de Água

É a unidade do sistema de abastecimento de água responsável pelo enquadramento da água a


ser fornecida a população nos padrões de potabilidade.

2.3.4 Turbidez

A turbidez da água é ocasionada pela presença de bactérias, protozoários, plâncton e


partículas de matéria inorgânica, constituindo flocos com diâmetros superiores a 1µ (1
mícron).

2.3.5 Cor

A cor é provocada pela presença de impurezas na água que se encontram em suspensão fina,
em estado coloidal ou ainda em solução, constituindo partículas com diâmetros variando de
1mµ (1 milimícron) a 1µ (1 mícron) e só podem ser observadas através de microscópios de
grande capacidade.

2.3.6 Dispersão

Uma dispersão ocorre quando uma substância é distribuída uniformemente no seio de outra
substância, ficando finamente dividida.

2.3.7 Suspensão

É uma dispersão opaca a luz, cujas partículas podem ser separadas por filtração. Ex.: Areia
em um copo com água.

2.3.8 Solução

É uma dispersão transparente a luz, cujas partículas não podem ser separadas por simples
filtração. Ex.: Açúcar em um copo com água.
11

2.4 Descrição e análise das atividades desenvolvidas e dos resultados obtidos

2.4.1 Visita no estacão de captação de água

É neste local a fonte de captação de água que posteriormente ela é transporta-a através de
algumas tubagens como tubo dúctil com destino ao estacão de tratamento da agua.

A estacão é localiza a beira do rio isso que faculta na própria captação da avua bruta, as
bombas estão em funcionamento cerca de 24/24 horas.

À medida que o desenvolvimento aumenta, se verifica uma interferência cada vez


maior do homem sobre os mananciais, tornando-os mais poluídos ainda, de modo que a água
a ser fornecida a população, quer para seu consumo direto, quer para o emprego industrial,
necessite de tratamentos mais intensos e melhores.

2.4.2 Torre de captação

A torre de captação é um poço molhado que não pode estar seco porque pode danificar
as bombas. A torre é composta por cinco (5) bombas submersas, apenas três (3) estão em
funcionamento, nomeadamente, bomba 1, 3 e 5; possui um guincho de três 3 toneladas no
caso do avarias e duas condutas, uma de 500 mm de diâmetro feito de ferro dúctil e outra de
250 mm de aço com válvulas de retorno.

No caso de corte de corrente eléctrica, o tanque Hidropneumático protege a bomba


contra o recuo de água, a barreira é feita por ar. A torre de captação dispõe de duas
entradas/tomadas de níveis diferentes, uma superior à cota de 614,4 metros e outra inferior à
cota de 609,1 metros, de modo a permitir uma melhor qualidade de água à superfície de
acordo com os ciclos sazonais do nível de água na albufeira. Quando o nível de água baixa
usa-se bombas temporárias flutuantes.

2.4.3 Sala de comando

Depois de observarmos a torre de captação, entrou-se na sala de comando, onde se faz


o arranque e paragem das bombas. Cada bomba possui uma estação pela é controlada. O
operador explicou que nesta sala, faz se o controle das bombas por botões de luzes coloridas.
Azul significa que bomba está pronto para arrancar, Verde indica que a bombas está
12

funcionar, Vermelho a bomba está parar e Amarelo a bomba parou devido problemas. O
processo de captação de água é contínuo e funciona 24/24.

2.4.4 Comboios de filtração e desinfeção

A filtração consiste na passagem da água pelos meios filtrantes ou camadas filtrantes. Isto é, a
água passa por três camadas de areia com espessura que varia entre 550 a 1000 milímetros e
três camadas de pedras. A água filtrada é coletada por tubos PVC de 110 milímetros que estão
por baixo do meio filtrante e em seguida passada para a caixa coletora conectadas à tubos
PVC .
13

3 Conclusão

Fim do relatório sobre a visita de estudo ao Centro de Captação e Tratamento de Água


do Fundo de Investimento e Património do Abastecimento de Água (Fipag), destaco a
relevância fundamental desta experiência na ampliação do entendimento sobre a gestão
hídrica. A imersão nos processos operacionais, desde a captação até a distribuição, evidenciou
a complexidade e a precisão necessárias para garantir um abastecimento de água seguro e
sustentável.

Ao analisar os métodos de captação, tratamento e gestão, tornou-se evidente a


dedicação do Fipag em adotar práticas inovadoras e eficientes. A atenção à qualidade da água
e a implementação de medidas preventivas refletem um compromisso inabalável com a saúde
pública e o meio ambiente.

Além disso, a compreensão das estratégias de gestão e manutenção da infraestrutura


proporcionou insights valiosos sobre a resiliência do sistema diante de desafios diversos.
Concluímos que a atuação do Fipag desempenha um papel crucial não apenas na provisão de
água, mas também na promoção do desenvolvimento sustentável e na mitigação de impactos
adversos.

Em última análise, esta visita fortaleceu a consciência da importância de políticas


eficazes de gestão hídrica e ressaltou a necessidade contínua de investimentos e inovações
para enfrentar os crescentes desafios relacionados à água. Este relatório não apenas
documenta nossa experiência, mas também destaca a vitalidade do trabalho realizado pelo
Fipag em assegurar um recurso tão essencial para a vida.
14

Referências bibliográficas

VIEIRA, P., ROSA, M. J. e ALEGRE, H. (2007). Estações de tratamento de água para


consumo humano em Portugal. ITH 44. Laboratório Nacional de Engenharia Civil.
Lisboa.

ROSA, M. J., CAMPINAS, M., SOARES, S. e CECÍLIO, T. (2007). Alterações tecnológicas


a implementar na linha de tratamento para cumprimento da nova legislação relativa à
qualidade de água para consumo humano. Tecnologia da Água, Edição II, 49, p.
18-31.

RIBAU TEIXEIRA M. e ROSA, M. J. (2003). Ultrafiltração no tratamento de águas para


consumo humano: fundamentos e aplicações. Recursos Hídricos, 24 (2), p. 7-20.

CAMPINAS, M., LUCAS, H. e ROSA, M. J. (2003a). Análise das eficiências de tratamento


na ETA de Alcantarilha. Recursos Hídricos, 24(2), p. 21-31.
15

Anexos
16

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