0% acharam este documento útil (0 voto)
22 visualizações28 páginas

Epidemiologia e Interações Patógenas

O documento aborda conceitos fundamentais de epidemiologia, incluindo definições de infecção, doença, contaminação e relações ecológicas entre hospedeiros e patógenos. Discute também características de fungos e protozoários, suas classificações, mecanismos de infecção e a importância de medidas de profilaxia. Além disso, menciona a tríade epidemiológica e o modelo de multicausalidade na compreensão das doenças.

Enviado por

Pedro Delaroli
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
22 visualizações28 páginas

Epidemiologia e Interações Patógenas

O documento aborda conceitos fundamentais de epidemiologia, incluindo definições de infecção, doença, contaminação e relações ecológicas entre hospedeiros e patógenos. Discute também características de fungos e protozoários, suas classificações, mecanismos de infecção e a importância de medidas de profilaxia. Além disso, menciona a tríade epidemiológica e o modelo de multicausalidade na compreensão das doenças.

Enviado por

Pedro Delaroli
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Juliana Picarella

INTRODUÇAO AGENTE HOSPEDEIRO

Aula 1 - 05 de agosto de 2024


Conceitos gerais de epidemiologia e transmissão a patógenos
→ Hospedeiros: seres humanos e outros animais.
→ Zoonoses: infecções compartilhadas entre seres humanos e outros animais.
→ Antroponoses: infecções que só são transmitidas entre humanos.
→ Microorganismos: são aqueles que precisam ser visualizados no microscópio. Como por
exemplo as bactérias, protozoários, helmintos e fungos.
→ infecção latente: microorganismo que permanece infectando o hospedeiro mas nem
sempre vai provocar o quadro de doença.
→ Infecção ou Doença; doença nem sempre é causada por um agente infeccioso e essa se
caracteriza por uma manifestação por um sinal e ou sintoma. Pode acontecer de um
microorganismo entrar no corpo e o sistema imune começar a combater e consegue
combater e pode não gerar a doença. Infecção é o processo de entrada de algum ser e o
estabelecimento dele no seu local, essa infecção pode ou não gerar a doença. Logo, a
doença se caracteriza necessariamente pelo aparecimento de sinais e sintomas, já a
infecção é o processo de entrada e acomodação do microorganismo.
→ Contaminação: estágio antes da infecção, ocorre antes da interação com o hospedeiro.
Ou seja, é a presença de microorganismo e vírus em superfícies inanimadas e na
superfície do corpo.
→ Infecção latente: quando o vírus não está em multiplicação. Exemplo: herpes.
→ Infecções crônicas: sem sintomas agudos. A maior parte das infecções são crônicas.
→ Relações ecológicas: intraespecíficas (sociedade, colônias, competição e canibalismo) e
interespecíficas (mutualismo, inquilinismo, comensalismo, amensalismo, predação,
parasitismo e competição).

Aula 2 - 12 de agosto
Conceitos da interação
→ Relação de parasitismo: relação ecológica desenvolvida entre indivíduos de espécies
diferentes em que se estabelece uma relação íntima e duradoura. Os seres dependem da
hospedeira. O melhor parasito é aquele que causa poucos danos ao hospedeiro. A maior
parte desses seres fazem infecção crônica, a maior parte desses são protozoários,
artrópodes (insetos, ácaros, carrapatos), helmintos (trematódeos, cestódeos e
nematódeos).
→ Agente etiológico: da origem às doenças, fatores que podem levar a um agravo em
saúde.
Juliana Picarella

→ Hospedeiro susceptível: hospedeiro possível de sofrer infecção.


→ Zoonoses: infecções que são transmitidas entre humanos e animais, ou seja, o agente
etiológico infecta humanos e animais.
→ Infectividade: capacidade de certos agentes de penetrar, se desenvolver e/ou se
multiplicar em um outro hospedeiro ocasionando a infecção.
→ Patogenicidade: capacidade dele a produzir sinais e sintomas após instalado.
→ Não patogênico: relação comensal, o agente vai estar junto ao hospedeiro sem causar
nenhum mal.
→ Virulência: capacidade do agente de produzir efeitos graves ou fatais, relaciona-se a
capacidade de produzir toxinas e de se multiplicar.
→ Patogenia: mecanismo que o agente infeccioso vai causar uma lesão.
→ Profilaxia: conjunto de medidas que visam a prevenção, erradicação ou controle de
doenças.
→ Doença manifesta: ´é aquela que apresenta sinais e ou sintomas clássicos de
determinada doença.
→ Doença subclínica: o indivíduo não apresenta nenhum sinal ou sintoma (ou muito pouco)
mas apresenta a doença.
→ Infecção: o patógeno penetra no hospedeiro com uma relação bem estabelecida.
→ Contaminação: simples presença do ser em superfície externa do corpo ou superfícies
inanimadas.
→ Infestação: quando há uma relação duradoura do lado de fora do corpo, na superfície
externa. Por exemplo, piolho.
→ A relação parasito hospedeira não é estática.
→ Tríade epidemiológica: a doença é resultado dessa tríade, o agente, o hospedeiro
suscetível e o ambiente.
→ Modelo de multicausalidade: se aplica a todos os tipos de doenças. De acordo com esse
modelo, a doença se produz por um conjunto mínimo de condições que agem em sintonia.
Dentro desse processo multifatorial, existem diversos fatores que envolvem o surgimento da
doença, como por exemplo, pobreza, escassez de alimentos, escolaridade etc.
→ Carga parasitária: quantidade de parasitos que existem no hospedeiro, isso é importante
para o aparecimento dos sinais e sintomas e da gravidade da infecção. A carga parasitária
pode aumentar devido a alta exposição ao agente etiológico. Isso faz muita diferença para
determinação do quadro da doença. Existem parasitos que conseguem se multiplicar eles
mesmos, exemplo bactéria e outros é preciso de uma nova exposição para aumentar a
carga parasitária, exemplo lumbriga.
→ O fator nutricional, idade, predisposição genética, exposição e fatores socioeconômicos
possuem relação com o aparecimento e com o agravo da doença.
→ Cepa: novo grupo de microrganismo que sofreu alguma modificação genética o que vai
fazer com que ele seja mais patogênico ou não.
→ Incidência: incidência de uma doença, em um determinado local e período, é o número
de casos novos da doença que incidiram no mesmo local e período.
→ Prevalência: é o número total de casos de uma doença, existentes num determinado
local ou período.
→ Mecanismos de transmissão
- Diretas: individuo para individuo; contato (sarnas);congênita(toxoplasmose) e sexual
(tricomonose)
- Indireta: …
Juliana Picarella

→ Vias de infecção:
- Oral
- Cutânea
- Mucosa
- Genital
→ Mecanismos particulares
- Transplacentária
- Transmamária
- Transfuncional
- Por transplantação.
→ Tropismo: microorganismo que possui mais preferência para determinado local do
hospedeiro. Exemplo, a cepa de toxoplasmose que tem no Brasil tem tropismo pelo globo
ocular.
→ Hospedeiro definitivo: alberga o parasito em fase de maturidade ou atividade sexual.
→ Hospedeiro intermediário: alberga o parasito em fase de larva ou assexuada.
→ Hospedeiro paratênico: exemplo de mosca, transporta mas não se infecta. Ao sofrer
infecção, o que diferencia o vetor, o vetor pode ou não ter uma infecção além do transporte.
→ Hospedeiro reservatório: hospedeiro capaz de manter uma infecção com pouca
patogenia.

Aula 3 - 19 de agosto
Características morfológicas, genéticas e diagnóstico de fungos
Reino Fungi
→ São caracterizados por um estrutura somática geralmente constituídas de filamentos
alongados microscópicos, denominados de HIFAS.
→ O conjunto de hifas que compõem o corpo do fungo é chamado de micélios,que pode
formar estruturas reprodutivas macroscópicas morfologicamente complexas.
→ Os fungos são bolores, cogumelos e fungos propriamente ditos
→ Elementos fundamentais dos fungos e citologia :
- Organismos eucariontes
- Unicelulares (leveduriformes/fermentação das cervejas) ou multicelular (filamentoso)
- Haplóides (homo ou hetero cariótipos)
- Parede celular contendo quitina e a-glucanos
- Não apresentam plastos ou pigmentos fotossintéticos (por isso não são plantas) →
aclorofilados
- Produzem esporos (forma do fungo para sobreviver em um meio ambiente
desfavorável a ele)
- Reserva de glicogênio (por exemplo, pessoas diabetes tendem a ter mais
candidiase).
- Fase assexuada e sexuada
→ A partir das hifas forma-se os esporos para a propagação das espécies. Então, os poros
são para a reprodução das espécies. Na grande maioria dos fungos os esporos podem ser
chamados de conídios.
→ Os fungos estão no rio de vegetais, ar atmosférico, solo e água .
→ Os fungos de interesse médico são as leveduras são unicelulares e bolores e
fungos filamentosos são multicelulares.
Juliana Picarella

→ Leveduras são fungos capazes de colonizar o homem e animais e, frente à perda do


equilíbrio parasita-hospedeiro, podem causar diversos quadros infecciosos com formas
clínicas disseminadas ou localizadas.
→ Fungos filamentosos ou bolores, normalmente, não fazem parte da microbiota animal e,
portanto, o homem não é um reservatório importante para esse grupo de fungos.
→ As portas de entrada no hospedeiro são : contato direto, as vias aéreas superiores ou
quebra de barreira epidérmica após traumatismo com objetos perfuro cortantes. Importante
para saber a conduta.
→ Os fungos podem fazer parte da produção de antibióticos, vitaminas, queijos,
fermentação de pão, etanol, micorrizas, enzimas, líquens, micoses, alergias, deterioração
de micotoxinas.
→ O diagnóstico das infecções fúngicas têm por base a combinação de dados clínicos e
laboratoriais. Para isso o processo laboratorial, precisa ter um exame da classificação
clínica, após isso medindo anticorpos para determinado fungo, depois os antígenos e
metabólitos liberados pelo fungo nos fluidos corpóreos.
→ Bactérias, fungos, protozoários e helmintos são denominados de acordo com o sistema
binominal de lines, mas o vírus recebe a denominação de forma única.
FUNGOS
→ Classificação das micoses
- Local a lesão
- Vias de penetração
- Vias de disseminação
- Resposta do hospedeiro
→ Tipos de micose
- Micoses superficiais (dermatomicoses), via direta ou fômites; ao longo dos fios de
cabelo e células epidérmicas superficiais
- Micoses cutâneas - contato direto ou fómite.
- Micoses subcutâneas (é preciso de microtraumas)
- Micoses sistêmicas - Via aérea
- Micoses oportunistas - acometem indivíduos debilitados
- Pneumocistose
- Algas
→ Via superficial e cutânea → diagnóstico superficial e direito
→ Vía subcutanea → diagnóstico por biopsia
→ Via sistêmica, pulmonar por exemplo → teste de escarro
→ Agar Sabouraud : presença de fungo.
→ Drogas que têm atuação a nível de membrana (moléculas de ergosterol) n
- Derivados poliênicos: anfote

Aula 4 - 26 de agosto
Características morfológicas e genéticas dos protozoários
→ Um parasito é um ser vivo que vai necessitar de outro para a sua alimentação, habitat e
nicho. Relação ecológica de parasitismo, desenvolvido entre organismos de espécies
diferentes que estabelecem uma relação íntima e duradoura. Geralmente ocasiona poucos
danos. Exemplos: protozoários, artrópodes (insetos, ácaros, carrapatos) e helmintos.
→ Agente infeccioso: parasito capaz de produzir a infecção precisa de um parasita
suscetível, dentro do hospedeiro o parasita vai ficar em um local chamado de habitat.
Juliana Picarella

Existem as fontes de infecção,que são as formas que o parasito entrou, como objetos,
pacientes. Ou por fômites, utensílios que veiculam o paraíso entre diferentes hospedeiros.
→ Os parasitos podem ser classificados quanto ao requerimento de uma vida parasitário:
- Obrigatório; parasito é incapaz de sobreviver sem o seu hospedeiro. Muitos
protozoários e helmintos precisam
- Facultativo: espécies que podem ter um ciclo em sua íntegra de vida livre e
opcionalmente podem ser encontradas em estado parasitário.
- Acidental: quando corre em um hospedeiro anormal ao esperado. Exemplo, parasito
de cão que pode infectar o humano, exemplo a larva migrans cutânea.
- Errático: encontrado em outro local que não é o habitat natural. Exemplo, parasita o
fígado e migra para outro órgão.
- Proteliano: expressa uma forma de parasitismo exclusiva de estágio larvas e o
estágio adulto é de vida livre Exemplo algumas espécies de moscas.
→ Segundo o local:
- Endoparasitas: ocupam o interior do organismos
- Ectoparasitos: ficam na superfície corpórea.
→ segundo o tempo
- Periódico ou provisórios: somente são parasitos em uma fase de desenvolvimento
- Permanence: passam toda a vida dele. x: piolho
- Temporário ou intermitentes: realizam somente parte do seu desenvolvimento no
hospedeiro ou se utilizam periodicamente para sua alimentação ou abrigo. Exemplo:
insetos hematófagos.
→ Quando a especificidade
- Estenoxenos: afetam apenas uma espécie hospedeira, ou grupo de espécies
próximas.
- Próximos; apresentam ampla variedade de hospedeiros
→ Tipo de ciclo
- Monoxenos: necessita só de um hospedeiro. Não precisa de hospedeiro
intermediário
- Heteroxenos: são os parasitos que as formas evolutivas têm que passar por mais de
um hospedeiro. Necessita de um hospedeiro intermediário e outro definitions
HOSPEDEIRO
- Definitivo: alberga o parasito em fase de maturidade ou atividade sexual.
- Intermediário: alberga o parasito em fase larvária ou assexuada
- Parentesco ou de transporte: quando no mesmo, não ocorre evolução parasitária.
Apenas de transporte, exemplo uma mosca que pode apenas carregar o protozoário.
- Reservatório: hospedeiro capaz de manter uma infecção com pouca patogenia.
Exemplos: ratos, morcegos. Eles não adoecem e passam para outros hospedeiros.
→ Infecção:quando tem a entrada, reprodução e desenvolvimento do parasito. Entra e vai
para o seu habitat.
→ Infestação: parasitos localizados em superfície externa. Exemplo: carrapatos e piolhos.
→ Contaminação:
- Biológica: presença de agentes biológicos no eio ambiente externo fômites ou na
superfície EXTERNA do corpo
- Não biológica: é a presença de elementos químicos e físicos no ambiente ou interior
de seres vivos.
→ Mecanismos de infecção
Juliana Picarella

Formas de infecção:
- Atia: caso ocorra necessidade de energia para o parasito infetar
- Passio: quando não existe gasto de energia para a invasão.
Vias de infecção
- Oral
- Cutânea
- Mucosa
- Gential
→ Patogenia: mecanismo com que o agente infeccioso causa lesões no hospedeiro
→ PAtogenicidade: capacidade de determinar o aparecimento dos sintomas das
lesões/doenças
→ Profilaxia: conjuntos de medidas que visam a prevenção, erradicação e controle.
PROTOZOÁRIOS
→ São seres unicelulares que possuem grande diversidade biológica e genética.
→ Pertencentes ao reino protista.
→ Temos as amebas, flagelados protozoários, ciliados e microsporídeos.
→ Principais protozooses:
- Intestinais
→ Amebíase
→ Giardíase
→ Balantidíase
→ Criptosporidíase
- Genito urinário
→ Tricomoníase
- Sanguíneos e teciduais
→ Malária
→ Toxoplasmose
→ Doença de chagas
→ Leishmaniose
→ Babesiose

→ Protozoários são organismos unicelulares, mas diferente das bactérias, esses estão bem
à frente do desenvolvimento. São seres eucariontes (núcleo bem delimitado). Possuem
organelas especializadas. O tamanho desses vai variar de 1-150 micrometros.
→ Esses protozoários se apresentam de diversas formas: como ovais, elípticos e
alongados, conhecer essas formas é importante para o diagnóstico. Além disso, eles têm
diversas formas de locomoção: flagelos, cílios e pseudópodes.
→ A estrutura da célula é simples, tem membrana plasmática, com citoplasma, organelas e
núcleo. As organelas têm uma especificidade a esses organismos. Fazem respiração por
forma aeróbica e anaeróbica. Podem ser alimentados por citóstoma (possui uma boquinha
que o cílios faz movimento e narra a comunidade), pode ser por vacúolos e pseudópodes
com fagocitose e pinocitose. Fazem reprodução assexuada e secada.
→ Formas:
- Trofozoíto: forma ativa que se alimenta e se reproduz (divisão binária, assexuada).
Forma que está dentro do hospedeiro
- Cisto e oocisto: tomás de resistência, quando percebes que o ambiente não está
favorável. Possui uma parede cística para dar resistência e ganhar o ambiente para
posteriormente infectar novos hospedeiros. Quando esse cisto chega ao novo
Juliana Picarella

hospedeiro ele sai dessas estruturas. Oócito é gerado a partir da forma sexuada,
isso que diferencia.
- Gametas: microgameta e macrogameta. Esses fazem a função de gerar outro
organismo.
*A formação de cisto é importante para que ele passe de um organismo para o outro. Para
que chegue ele precisa estar no meio ambiente e com isso precisa de uma forma resistente.
Forma de cisto maduro é encontrado na maior parte dos diagnósticos de protozoários.

Aula 5 - 02 de setembro
Helmintos
→ Existem dois grandes grupos de helmintos, os vermes achatados (platelmintos) e os de
corpo cilíndrico (nematelmintos).
→ Podem ser de tamanhos microscópicos ou pode alcançar um metro de tamanho
(exemplo: tênia).
→ A maior parte dos helmintos ao conseguem sobreviver sem o hospedeiro, os helmintos
por exemplo apresentam sistema digestório e respiratórios reduzido e por isso precisam
estar em algum organismo para se alimentar.
→ Possuem alta capacidade reprodutiva.
*Fezes no meio favorecem a infecção por helmintos.
→Temos um sistema cíclico, na qual o agente é eliminado do hospedeiro, transferido para o
meio e lança posteriormente outro hospedeiro.
Filo Platelminto
→ Corpo achatado
→ Simetria bilateral
→ Órgãos em fixação
→ Não possuem sistema esquelético, circulatório e respiratório
→ Maioria hermafrodita
→ Pode ser de vida livre, ecto e
endoparasitos
- Classe Trematoda
→ Corpo não segmentado
→ Ventosas para a fixação
→ Hermafroditas ou sexos separados
→ Tubo digestivo sem anus
→ Ovíparos

- Classe Cestoda
→ Composta por corpo constituído por pedaços, chamados de proglotes.
→ Hermafroditas
→ Grupo principal da família da Tênia. Causador da teníase
→ Existem alguns parasitas que vão ter um habitat quando são adultos e outro quando
estão em forma de lava. A forma de larva fica nos tecidos musculares e a forma de tênia
adulta fica no intestino.
→ Na parte anterior da tênia adulta temos o chamado escólex, semelhante a uma cabeça.
Essa parte o parasito vai usar para se fixar no habitat.
Juliana Picarella

*O crescimento do adulto se dá pelo “pescoço” e empurra as partes mais antigas para o


longo da tênia. Ou seja, quanto mais perto do pescoço e da cabeça (escólex) mais imaturo
é o fragmento (proglote). No final do corpo mais maduro ele é.
→ Ser hermafrodita, parte do corpo feminina e a outra masculina, quando uma parte
encontra com a outra eles se fecundam. A partir disso gera uma proglote gravídica dentro
dela existem vários ovos. A partir disso, esses ovos são estruturas super resistentes para
proteger o ser que está lá dentro e que vai originar a tênia.
*As últimas proglotes estão maduras e normalmente são gravídicas, a última proglote se
solta do corpo da tênia e essa possui muito ovos, como ela está solta ela sai pelas fezes.
Ao cair na água, ela rompe e elimina os ovos, no ambiente a parede do proglote se rompe.
Esse voo garante muita resistência, podendo ficar entre 9-12 meses viável até encontrar o
próximo hospedeiro. Esse próximo hospedeiro vai ser o boi ou o porco, esse ovo dentro do
organismo desse naval vai se transformar em larva, chamado de cisticerco, essa estrutura
vai se estabelecer nos tecidos musculares do boi ou do corpo. Ao ingerir a carne desses
animais a larva vai ser ingerida (cozimento é importante), caso essa carne não seja cozida
de forma correta, vamos ingerir a larva e essa vai se transformar na tênia adulta dentro do
nosso corpo.
*Se a água for bebida por um ser humano essa pode se instalar em diversas partes, mas a
mais importante é a chamada neurocisticercose.
→ Ovo (estrutura de resistência com embrião) → Larva (cisticerco no caso do porco
e do boi /no hospedeiro) → Tênia adulta
→ Se for ingerido o ovo o que vai ter no organismo depois é a larva, ou seja,
cisticerco. Caso seja ingerido a larva, vai se desenvolver o adulto. Para ter um adulto
no intestino, esse vai ter se infectado pelo cisticerco através da carne. Caso o
paciente tenha neurocisticercose ele tem o ovo no cérebro, ou seja, ele ingere o ovo
(ovo proveniente das fezes humanas). APENAS O SER HUMANO TEM ADULTO DE
TÊNIA.
*O ser humano que tem neurocisticercose só consegue transmitir para outro através
do canibalismo.
Filo Nematelminto
→ Corpo cilíndrico, em formato de fio.
→ Dióicas (sexos separados)
→ Realizam troca de cutícula, eles deixam essa cutícula para trás. Essa troca de cutícula
pode ocorrer no nosso pulmão. Essa cutícula vai funcionar como um antígeno no pulmão,
sendo capaz de gerar uma resposta imune.
→ Corpo alongado cilíndrico.
→ Após a cópula entre o macho e fêmea formam ovos. Dentro do o teremos uma estrutura
chamada ded mas embrionário. Posteriormente, vai se transformar em Laura e depois
adulto.
→ Geomintos: seres que precisam da terra para fazer uma das fases do seu
desenvolvimento. Para que essa massa embrionária dentro do ovo se transforme em uma
lava, esse ovo precisa passar pelo ambiente. Ou seja, tem uma lombriga no intestino, os
ovos são liberados com a massa embrionária no seu interior, caso esse ovo fique no corpo
no hospedeiro ele morre, não se desenvolve no corpo. Para ele seguir o resto do ciclo ele
precisa ir para o ambiente (fezes) e lá ocorre o desenvolvimento da lara dentro do ovo.
Então, outro ser humano vai ingerir água ou alimentos com o ovo larvado e esse vai sofrer
digestão e a larva sai e infecta o intestino.
Juliana Picarella

*Todo ser que no seu desenvolvimento precisa passar um tempo no solo para
desenvolver é chamado de GeoHelminto.
*Indivíduo com coprofagia (comer a propria fezes) nao teria como pegar pois esse
precisa passar pelo meio ambiente pois esse é um geohelminto
*Ancilostomídeo (causador do amarelão) tem uma casca muito pequena, então o chegar no
meio ambiente se transforma em larva e essa larva sai do ovo. Ao sair do ovo ela não tem
poder infectante esfogo rabditóide, ela precisa de um tempo no ambiente para que ela se
torne uma larva infectante, com esofago filarioide. Então caso eu entre em contato com uma
larva rabditóide eu não vou me infectar.
→ Strongyloides Stercoralis temos adulto infectando ser humano , fêmea libera ovos
dentro da mucosa intestinal, na mucosa acontece o processo de desenvolvimento e as
larvas vão ser liberadas na luz intestinal (não sendo helminto). Essa lavar ao sair do ovo vai
ser rabditóide, não infectante, para se tornar infectante filarióide, ela pode se tornar no
ambiente ou dentro do nosso corpo. No nosso corpo ela se torna infectante através de um
estímulo para a rabditóide se tornar filarióide, um desses estímulos pode ser o uso de
corticoide prolongado. Essa pessoa vai ter um aumento acentuado de carga parasitária,
entra em uma hiperinflação.
*Antes de fazer o uso prolongado de corticoide seria ideal fazer uma pesquisa contra esse
helminto e um tratamento contra ele (anti-helmínticos /vermífugos)
Ciclo de Loss
→ Exemplo, a ascaris lumbricoide, quando a gente ingere o ovo larvado, essa larva sai
dentro do nosso intestino, porém para essa desenvolver precisa fazer o ciclo de loss.
→ Esse ciclo diz respeito ao ciclo pulmonar. A larva penetra na mucosa intestinal e
ganha a circulação sanguínea ou linfática, chega no coração (antes do coração ela
pode também chegar no fígado antes) e depois ganha o pulmão, esse processo é o
ciclo pulmonar ou ciclo de Loss. No parênquima ela faz as mudas, o que gera
cutículas no pulmão, depois dela bem desenvolvida (depois de todas as mudas), ela
chega nos bronquíolos, brônquios, traqueia, laringe e faringe e é deglutida
novamente para o intestino.
*Algumas espécies para fazer o seu desenvolvimento precisam fazer um ciclo pulmonar
para se desenvolver após a chegada no intestino. É no pulmão pois é o local mais
oxigenado.
→ Ao liberar a cutícula no intestino essa é capaz de gerar uma resposta imune no local.
→ O ciclo de loss pode gerar o que chamamos de síndrome de loeffler → síndrome é um
conjunto de sinais e sintomas, então, essa é caracterizada por eosinofilia (eosinofilia é a
célula que combate os helmintos), tosse e febre.
*Uma pessoa que acabou de se infectar, começou a apresentar tosse e eosinofilia, pode ser
feito exame de fezes? Pode até pode, mas pode acontecer que não exista ainda a estrutura
para fazer o diagnóstico, o parasita ainda pode estar no pulmão. Deve-se esperar um tempo
para que eles terminem o ciclo do pulmão e chegue no intestino. Esse ciclo no pulmão pode
levar 30 dias, então só teremos no intestino o ducto gerando ovos no intestino depois de 30
dias. Depois de um tempo o paciente vai apresentar o sintoma pulmonar e intestinal.
*Enterobius vermicularis: coceira na região perianal. A fêmea migra do intestino e sai pela
região perianal e coloca os ovos. Esses ovos saem com a massa embrionária, e esses se
desenvolvem rapidamente para o estado larvário. Ao coçar, o indivíduo fica com esse
material nas unhas e pode ser levado a boca ou a outros alimentos. Não é um helminto.

Aula 6 - 9 de setembro
Juliana Picarella

Resposta imune contra fungos e parasitas


→ Nosso sistema imune é extremamente eficiente, pois não estamos todos os dias doentes.
→ Sistema imune é dividido em dois: inata (rápida, inespecífica e não gera memória) e a
adquirida (lent, específica e gera memória)
→ A carga parasitária e a virulência desempenham bastante influência na resposta imune.
→ Os fungos extracelular são aqueles que se multiplicam fora das nossas células, exemplo
mais clássico é a Candida.
*Quando o microorganismo começa a se reproduzir com frequência e volume chamam
atenção do sistema imune e com isso gera a resposta.
→ Macrófago, neutrófilos e células dendríticas (fagócitos) são muito importantes para o
combate dos fungos extracelulares. Além disso, o sistema complementar atua na
neutralização do fungo extracelular. Na resposta adquirida temos a opsonização e a
produção de anticorpos. Essa resposta pode produzir doenças de duas formas:
- Induzem inflamação que gera destruição do tecido infectado. Exemplo, granuloma
ou necrose
- Produzem toxinas com efeitos adversos.
→ Para fungos e protozoários intracelulares na resposta inata é de suma importância as
células NK, macrófagos e neutrófilos. Já na resposta adquirida acontece a neutralização
por anticorpos livres, linfócitos T citotóxicos (CD8) e linfócitos T helper.
*Para helmintos o IgE atua na sua neutralização. Os Eosinófilos fazem o papel de atuar no
incômodo dos helmintos.
Aula 7 - 16 de setembro
Infecções e infestações parasitárias de pele
Relato de caso 1 e 2
1. Infestação com piolho → Pediculose do couro cabeludo
2. Infestação por piolho → Pediculose do corpo
3. Infestação por piolho → Ptiríase
4. As condições de higiene só vão influenciar a pediculose do corpo.
PIOLHOS
→ São animais do filo arthropoda.
→ Temos diferentes famílias que vão estar acometendo o ser humano.
→ Temos o pediculus capitis (piolho da cabeça), pediculus humanus (piolho do corpo) e
Pthirus Pubis (piolho do púbis)
→ Tem 1 a 3,5 mm de comprimento. Tem pernas que terminam em garra em forma de
pinça. Apresentam um aparelho bucal sugador que provoca lesões no couro cabeludo e
isso gera um resposta do sistema imune a partir da lesão tecidual e do contato com a saliva
do olho, essa resposta imunológica gera coceira.
→ Piolho tem corpo achatado dorsoventralmente (piolho não pula e nem voa). Passa de
uma cabeça para outra pelo fomitê ou contato.
→ Precisa estar vivendo no hospedeiro.
→ Os filhos são insetos que colocam ovos, então, quando eles colocam ovos em fios
(piolho de cabelo e pêlos pubianos) ou colocam o ovo no fio da roupa (piolho de corpo). A
lêndea é a estrutura do ovo do piolho, ele leva em torno de 6 dias para sair do ovo. Uma
fêmea coloca 4-10 ovos por dia na cabeça. Essa lenda fica grudado nos fios de cabelo, ela
libera uma substância que fixa ela no fio, a lenda não consegue ser facilmente transmitida,
dificultando sua retirada.
→ Caso este piolho não seja tratado, ele tem um aumento exponencial.
Juliana Picarella

→ O piolho da cabeça é o mais comum de ser encontrado, sua transmissão se dá por


contato corporal e fitas (pentes, escovas, bonés e fronhas). E independe da higiene.
→ O piolho do corpo tem a deposição dos ovos nos fios de roupa, incluído roupa de cama.
Tem maior prevalência em países frios, comum em populações marginalizadas, pois a troca
de roupa é bem menos frequente. Mais frequentes em pessoas com hábitos de higiene
precários. Pode ser mais frequente em asilos, instituições de caridade e prisões. Quando
esse piolho está na rua significa que a roupa está contaminada, mas o hospedeiro está
infestado.
→ Piolho do púbis é mais achatado, encontrado mais comum e região gential e perianal.
Também encontrado na barba, sobrancelha e axila. Esse pode ser encontrado no cabelo,
mas é difícil por questões de adaptação. O modo de transmissão se dá na maior parte das
vezes através do contato sexual. O ciclo de vida e sintomas são muito semelhantes entre os
três. Não tendo muita relação com higiene.
→ Os piolhos podem causar uma reação a lesão de pele e a saliva → Diagnóstico:
Pediculose do couro cabeludo, pediculose do corpo ou Pitiríase (púbis)
*Ao colocar muito pode dar lesão pela coceira e provocar infecção secundária bacteriana e
pode ocorrer miíase.
→ O diagnóstico do piolho é visual e associa as lesões e sintomas de coceira. No caso da
pediculose do couro cabeludo temos usos tópicos e sistêmicos (não é recomendado). Pode
ser usado vinagre para retirar as vendas. A pediculose do corpo pode ser aumentar a
lavagem de roupas e corpo, aumentar a higiene.

Relato de caso 3: BIcho de pé ou chamado de Tungíase


PULGA
→ 1 a 3 mm
→ Apresenta o corpo achatado latero-lateralmente
→ Uma parte do seu desenvolvimento ocorre no solo, mas em um momento ela precisa se
alimentar de sangue e com isso pula para o animal.
→ Essa Pulga é chamada de Tunga penetrans. Conhecida como bicho de pé ou bicho de
poroc. Mais comum em porcos.
→ Novamente entra na pele do porco e fica ali se alimentando, com isso libera seus ovos
novamente no solo e volta para o ciclo.
→ Áreas mais comuns: pés, calcanhar e cantos dos dedos.
→ A lesão a apresenta com um orifício que é onde a pulga fica e coloca os ovos dentro da
pele.
→ Causa prurido intenso e dor. Pode provocar lesão secundária bacteriana, principalmente
aquela relacionada com o tétano, pois essa pulga pode estar com a bactéria do tétano nela.
Ou seja, paciente com a tunga é preciso ver se ele está com a antitetânica em dia.
→ Tratamento é feito através da desinfecção local, com uma agulha para retirar a pilha e
fazer um tratamento tópico.
→ Algumas outras famílias de pulgas não provocam a mesma coisa que a tunga, apenas
utilizam para se alimentar sem entrar na pele. A família Xenopsylla cheopis está nos ratos e
pode passar a peste bubônica. A pulga dos cachorros e gatos não causa mal ao humano,
apenas coceira, são chamadas de Ctenocephalides.
*Ainda é chamado de infestação.

Relato de caso 4: Miíase com relação aos maus tratos


Juliana Picarella

→ Existem algumas espécies de moscas que vão se desenvolver no ambiente e outras


necessitam do hospedeiro. E existem outras que são facultativas, que podem ser
obrigatórias ou não.
→ Então temos a miasia, que é a infestação de vertebrados por larvas de dípteros. Essas
larvas podem ser de corpos vivos ou mortos.
→ Existem então miíases obrigatórias, facultativas e pseudomiíases.
→ Cochliomyia hominivorax: principal causadora de miíase. Nesse caso a própria larva
pode gerar a lesão.
*Enquanto as larvas estão na cavitação elas produzem substâncias bactericidas e com isso
não se proliferam infecções bacterianas. Porém, ao retirar as larvas se deve entrar com o
uso de antibióticos para evitar as infecções.
*Estão associadas a falta de cuidado.
→ Cochliomyia macellaria: mosca varejeira. Essas larvas são necrobiontófagas, estão em
tecido necrosante e cadáveres .
→ Dermatobia hominis: larvae denominada de berne. Essas tem ao redor do corpo
espinhos que ao espremer pode arranhar tudo. Larva penetra em pele normal ou lesionada.
Causam doses agudas e ferroadas pelo movimento das larvas

Relato de caso 5: larva migrans cutânea.


→ “Bicho geográfico”
→ Geralmente são provenientes de outros animais e que eventualmente encontram a pele
humana e com isso entram na pele e não somos o hospedeiro dele certo, com isso a larva
tenta migrar até morrer dentro da pele. Por isso gera esse caminho.
→ Se dá normalmente em ambientes de praia, pois essas larvas se dão por meio das fezes
dos animais. Esses são geomintos.
→ Gera coceira nas mãos, pernas e antebraços. Tratamento geralmente tópico com
Tiabendazol, podendo também ser via oral.

Relato 6 - Escabiose ou Sarna


→ Causa muito prurido especialmente a noite, preenchimento de sulcos escuros e vesículas
perícias. Presença de descamação da pele e exsudação da linfa e espessamento da pele e
crostas.
→ É causada por um tipo de ácaro, sendo da classe arachnida. São muito pequenos,
visíveis no microscópio. Não é o tipo de ácaro que provoca alergias respiratórias, ficam em
pele.
→ Eles escavam galerias na pele. Colocam os ovos dentro das galerias. Tem muitas coisas
para causar reação no sistema imune por isso gera muito prurido e esse é mais
característico a noite pois ele escava mas a noite.
→ A sarna humana é causada pela Sarcoptes scabiei.
*Escabin é para sarna.
→ É possível que a sarna tenha sido transmitida pelo cachorro. Porém se o quadro clínico
do paciente for muito característico, com muitas lesões, vai ser uma variedade humana.
→ Durante todo o período da doença a transmissão e ela ocorre por contato direto e por
fômites (sobrevivem por 24-48 horas).
→ Diagnóstico é feito através de um raspagem de pele ou fita gomada para a visualização
do ácaro. → Tratamento feito por medicações específicas e banho de enxofre. Lavar os
fômites com água quente e fazer a limpeza do ambiente. Necessário fazer um
afastamento das atividades por até 24 horas após o término do tratamento.
Juliana Picarella

→ Criança do período escolar com situação de sarna precisa ter um atestado de


afastamento até 1 dia após o fim do tratamento. (questão de prova).

Aula 7

Aula 8 - 07 de outubro
Corrimentos vaginais
→ Corrimento: extravasamento de líquido endógeno que nem sempre é mucoso. Esse
corrimento pode se alterar de cor ao sair do corpo.
→ 4 parâmetros para definição do corrimento:
- Macroscopia do corrimento
- Microscopia do corrimento
- pH da cavidade vaginal
- Teste de odor ou teste de Aminas voláteis
- +grau de pureza vaginal

Grau de pureza
→ Grau que existe um equilíbrio de cavidade. Esse equilíbrio é produzido a partir de um
bacilo chamado de Doderlein. A microbiota é pura quando há muito bacilo, esse bacio tem
uma determinada quantidade. Durante o ciclo menstrual teremos uma regulagem desses
bacilos, quando mas hormônio temos um pico de colônia desses maciços, estes produzem
na sua secreção um ácido, este é responsável por uma das barreiras que fazem a defesa
da cavidade. Então, o critério do grau de pureza da cavidade é por esses bacilos. Essa
cavidade pode estar entre 3,8-4,5 em relação ao pH.
→ O pH vai produzir ácido na ovulação, ou seja, 14 dias da última DUM. No período
pré-menstrual temos uma queda da acidez pela uma redução hormonal.
→Esse bacilo produz substâncias que são antibióticas. Esses regulam a atividade
microbiana da microbiota da cavidade vaginal.
→ Esse grau foi instituído a partir de números romanos (I, II, III, IV), esse quarto grau foi
instituído no Brasil.
- Grau I: 85% de bacilo (patologia por excesso)
- Grau II; 50% de bacilo
- Grau III: menos de 5% de bacilo (patológico)
- Grau IV: zero bacilo
*O grau IV institui outro tratamento quando se compra com o grau III. Por que não adianta
fazer um tratamento para estimular o crescimento da microbiota sendo que não tem bacilo.
Então preciso fazer um repovoamento probiótico.

Microbiota vaginal
→ Composta por bacilo de Doderlein por outras bactérias residentes. Além disso, tem a
candidata Sp.
→ Caso tenha alterações nessa microbiota, gera o corrimento.

Candidíase
→ Candidíase está relacionado com o aumento do bacilo de Doderlein, aumento do pH.
→ Na candidíase o grau de pureza está I (85% de bacilo). pH abaixo de 3,8.
→ Está no grupo dos fungos, apresenta na microscopia hifas e micélios. → Microscopia
Juliana Picarella

→ Teste de odor negativo (não é anaeróbico)


→ Corrimento caseoso abundante (coalhado) → Macroscopia
→ Mulheres com diabetes têm mais chance de aparecimento de diabetes, por conta do
aumento do aporte energético, pelo excesso de glicose (grau I chega para mais de 90%).

Corrimentos

Mucorréia
→ Grau de pureza I
→ Aumento da secreção de muco e extravasamento desse muco. Isso ocorre por um
aumento do sistema de defesa da vagina.
→ Situação fisiológica
→ Secreção semelhante a clara de ovo → Macroscopia
→ Bacilo e neutrófilos → Microscopia
→ Em torno de 3,6-3,8.
→ Teste de odor negativo
*A questão da última prova falava sobre uma mulher com 10 dias do ciclo menstrual , com
secreção mucóide e perguntava quais são os parâmetros desse muco.
→ No exame do espéculo muito claro e limpo.

Vaginose
→ Origem bacteriana, pode ser pela gardnerella ou por outras bactérias aeróbias. O que vai
diferenciar é a microscopia.
→ Corrimento escasso, branco acinzentado ou amarelado. → Microscopia
→ pH acima de 4,5.
→ Teste de odor positivo pela presença de bactérias aerobicas.
→ Grau de pureza III e IV. Diminuição dos bacilos.
→ Podem ser acompanhados de alguma doença viral vaginal. Pois reduz as porosidades
(diminuição dos bacilos) e fica mais suscetível.
→ Gardnerella aderida às células epiteliais → Clue cells → Microscopia (90% das vezes é
pela gardnerella).
→ Comma cels vaginoses provocadas por outras bactérias aeróbicas → Microscopia.

Tricomoníase
→ Infecçao sexualmentetrasmisivel
→ Grau de pureza III ou IV
→ Corrimento branco ou amarelo em véu de noiva → Macroscopia
→ Protozoário (forma trofozoíta) → Microscopia
→ Teste de odor positivo
→ pH acima de 4,5

Micoses Profundas
→ Doenças sistêmicas que chegam a corrente sanguínea.
→ Pode ser transmitido por inalação e contato direto
→ Os sintomas podem ser confundidos com outras doenças sistêmicas. Diagnóstico é
diferencial
→ Sintomas: tosse produtiva, febre e uma marca no pulmão vista radiografia.
Juliana Picarella

→ Diagnóstico para fungo pode ser feito por raspado, teste de escarro. Posteriormente,
ambiente de cultura ou avaliação microscópica para o diagnóstico diferencial. A anamnese
vai ser muito importante para o diagnóstico também.
→ Tipo :
- Aspergilose ; lesão pulmonar, com tosse produtiva e febre
- Criptococose: processo pulmonar que posteriormente consegue acessar o sistema
nervoso central que leva à meningite. Mais invasiva e virulenta.
- Paracoco:infarto de linfonodo, lesões cutâneas e pulmonares.
- Histoplasmose: febre, tosse e dor torácica, visto a destruição do parênquima
pulmonar.
→ Os exames complementares podem ser feitos por microscopia, cultura ou sorologia
→ Problemas dessas micoses é tempo prolongado do tratamento em torno de 6 meses.
Isso gera problemas de adesão, lesões hepáticas ou renais e custo do tratamento.
→ Fezes de aves são fator de risco para Histoplasmose e Criptococose.
→ Pessoas que entram em cavernas devem usar vestimentas próprias pois também
indicam fator de risco.
→ Evitar locais úmidos

Doenças

Aspergillus
→ Doença pulmonar clássica com a presença de bolas fúngicas
→ Bola fúngica: vista no raio X
→ Diagnóstico é feito a partir do crescimento em cultura. A partir do teste de escarro
→ Entramos em contato com esse fungo a maior parte do tempo.
→ Fungo extracelular
→ O local úmido é fator de risco.

Cryptococcus
→ Fungo intracelular
→ No Brasil, a doença é associada com pessoas que vivem HIV/AIDS, por conta da
imunossupressão.
→ Fungo presente em larga escala no ambiente.
→ Indivíduos transplantados que usam imunossupressor também podem estar sujeitos.
→ Meningite por cryptococcus não é raro.
→ Pneumonia clássica, cursando com perda de peso, tosse e febre.
→ Perigo pois elas invadem muito rapidamente a corrente sanguínea podendo gerar a
meningite. Mas o pulmão é o órgão clássico
→ Risco para pessoas HIV/AIDS

Paracoccidioides brasiliensis
→ Perfil epidemiológico: homem aproximadamente com 30 anos- 52 anos produtor rural
especialmente agricultor.
→ Fungo terrestre, está no solo.
→ Doença pulmonar + linfoadenopatia.

Histoplasma Capsulatum
→ Fungo pulmonar relacionado com fezes de aves e morcegos.
Juliana Picarella

→ Manifestações pulmonares (pneumonia), tosse, febre, dispneia e emagrecimento. Cursa


como uma pneumonia que não melhora.

Aula - 21 de outubro
Diarreias Parasitárias
Diarreia
→ Modificação nas fezes, modificações como: coexistência, frequência (normal: três vezes
ao dia ou 3x por semana). Então, para entender a alteração de frequência é preciso
perguntar. Além disso, podem existir alterações no peso, a normalidade é em torno de 200g
por defecação. Por fim, urgência e desconforto abdominais também são sinais de diarreia.
→ Essas alterações podem estar todas juntas, mas podem ser alterações únicas.
→ São provocadas a partir da liberação maior de líquidos que vai alterar o volume das
fezes, esse aumento de volume pode ser resultado de um processo inflamatório ou lesão
[Link] ter essa inflamação ou lesão, vai depender de alguns fatores, um desses
fatores bem importante ‘e a carga parasitária. Além disso, entender a lesão é importante,
para entender se foi o parasito que fez a penetração da mucosa, que neste caso a lesão é
maior. Quando se tem algum parasito que penetra na parede pode-se ter a presença de
sangue. As características das fezes tem haver com as características (patogenia) do
patógeno que infecto. Ou existem inflamações que vão gerar um aumento de muco e isso
vai conseguir ser visto nas fezes (muco tem aspecto de clara de ovo nas fezes). Outros
patógenos vão provocar esteatorreia (aspecto gorduroso).
*Nem toda diarreia tem a presença de sangue nas fezes.
→ Entender as diarréias é importante principalmente quando estamos falando de idosos e
crianças, pois essas podem ser fatais em caso de desidratação severa.
→ As diarreias associadas a helmintos e protozoários são muito mais crônicos. Isso impacta
diretamente em alterações em absorção de nutrientes, isso porque lesões crônicas
começam a afetar na absorção. Essas deficiências na absorção estão diretamente
relacionadas com a deficiência de crescimento

Classificação das diarreias


→ Aguda: menor que 2 semanas de duração
→ Crônica: maior que 2 semanas de duração.
→ Diarreia alta: localizada no intestino delgado
→ Diarreia baixa: localizada no intestino grosso.

Reabsorção de água no intestino


→ Jejuno; aproximadamente 6 litros
→ Íleo: aproximadamente 2,5 litros
→ Ceco: aproximadamente 1,5 litros.
*No intestino delgado é onde ocorre a maior parte da absorção dos líquidos. Se esse
patógeno se posiciona nessa parte do intestino, a diretoria tem característica de muito
volume, porque a água foi impedida de ser reabsorvida. Em compensação essa diarreia é
de baixa frequência em comparação ao intestino grosso. Pois nesse intestino grosso
existem terminações nervosas que vão estimular a vontade de deitar, quando a inflamação
ocorre nesse local, a inflamação gera essa vontade de defecar, logo a frequência aumenta,
gerando uma situação chamada de tenesmo, essa é a vontade de deitar só que sem saída
de conteúdo.
Juliana Picarella

*Inflamações no intestino delgado a fezes ainda se apresentam com restos alimentares.


*Sangue, muco ou pus são possíveis de aparecer nas fezes. Disenteria pode apresentar
sangue, muco ou pus. Se esse sangue for proveniente do intestino grosso o sangue vai se
apresentar mais vermelho.

Protozooses intestinais
- Amebíase
- Giardíase
- Balantidíase
- Criptosporidíase
Giardíase
→ É um protozoário
*Assemblage: são pequenos grupos dentro da giardíase. Esses apresentam pequenas
diferenças entre si. Existem assemblages mais comuns em caninos, em bovinos e
humanos. Pode ser que esse tipo de assemblage de animais pode infectar humanos. Até
hoje não foi conseguido determinar se é ou não uma zoonose.
→ Forma de infecção: comida e água contaminada por fezes humanas. A forma de
infecção é passiva e oral.
*Caso tenha um caso que a mãe fala que a filha está com giardia e o cachorro também é
preciso confirmar os dois diagnósticos. Mas isso não é um caso comum, pois não tem
estudos que comprovem que é uma zoonose.
→ Quando é ingerido, esse cisto vai ser bombardeado por todos os nossos fluidos no
intestino e com isso ele eclode e se estabelece no intestino de gado.
→ Giardia apresenta um disco suctorial, ela se prende no intestino e faz um vácuo que
deixa ela aderida por pressão, sem perfurar. Com isso, os trofozoítos ficam no intestino e se
proliferam. A reação inflamatória produz muito muco. Essa diarreia não apresenta sangue
porque não ocorre perfuração.

Criptosporidiase
→ Zoonose
→ Parasito vivendo em intestino delgado, esse vive dentro da célula, mas fora do
citoplasma, ou seja, vê na borda.
→ Como ele teve que penetrar na célula, essa diarreia vai se apresentar com sangue.
→ Faz um ciclo assexuado e sexuado. Temos a liberação de oocisto nas fezes (liberação a
partir da reprodução sexuada). Nas fezes, ele vai contaminar água e alimentos e outras
pessoas vão se infectar. Como são zoonoses a contaminação pode ser por fezes de
animais.
→ É muito comum ter surtos. Esses surtos estão muito associados a água de recreação,
por exemplo, piscinas em clubes e parques aquáticos,
→ CIstos e oocistos são resistentes à coloração da água, ou seja, mesmo o cloro na piscina
não mataria essas partículas.
*Quadro clínico exacerbado em pessoas com alguma imunodeficiência.
Amebíase
→ VIve em intestino grosso
→ Cepas que vivem na luz do intestino sem penetrar e temos outras copas que penetram
no intestino fazendo um ciclo que invade a mucosa e chega em outros locais. O que vai
determinar isso é a genética dela, a resposta do hospedeiro.
Juliana Picarella

→ Pode causar infecção intestinal, pode ir para o fígado, pulmões e cérebro. Isso só ocorre
em caso de penetração.
→ A entameba coli é não patogênica, ou seja, ela não causa doenças/lesões. Ela vive em
intestino de seres humanos, caso encontremos esse parasita o exame isso não causa
problema. Mas isso tem um significado importante, que os alimentos e água estão sendo
contaminados por fezes humanas. Aponta fatores de risco para esse indivíduo.

Balantidíase
→ Protozoário que é originalmente parasita de suínos.
→ Transmissão por águas e alimentos contaminados por fezes.
→ Associados a ambientes que tem criação de suínos.

*Muito mais comuns hoje em dia infecções por protozoários. Esses protozoários podem ser
evitados por saneamento básico, filtração de água, fervura. Caso, o paciente seja
imunosuprimido é recomendado o cozimento de tudo.
→ Diarréias crônicas, apresentam o quadro clínico, o organismo vai controlar e os sintomas
vão passar. Porém, a infecção ainda está acontecendo.

*Quadros agudos podem também ser causados por protozoários:


Resposta imune
→ VÁrios componentes da resposta imune intacta participam do mecanismo de defesa
contra os protozoários, mas esses microrganismos escapam dessa defesa.
→ A exceção da Giardia duodenalis, que pode causar infecção grave em pacientes com
deficiência de produção de antílope, a resposta imune celular é fundamental na defesa
contra infecções causadas por protozoários.
→ Em várias doenças causadas por protozoários, existem evidências de que a resposta
imune exacerbada está envolvida no dano tecidual: na amebíase é dependente da ação dos
neutrófilos

Helmintoses Intestinais
- Ascaridíase
- Ancilostomíase
- Tricuríase
- Estrongiloidíase
Juliana Picarella

Ascaridíase
→ Macho e fêmea que vivem em intestino delgado, eles copulam e a fêmea libera ovos,
esses vão sair no ambiente na forma não infectante. Precisa de um tempo no solo para se
tornar infectante e chegar em um novo hospedeiro.
→ São considerados geo-helmintos. A carga parasitária não é aumentada dentro do
hospedeiro, só se pode aumentar ingerindo um volume muito grande de ovos ou ingerir com
frequência.
→ Uma forma grave é esses ascaris se embolaram dentro do intestino e isso só é possível
a partir do aumento da carga parasitária.
→ Faz o ciclo pulmonar ou ciclo de Loss. Apresentando sintomas como tosse, febre e
eosinofilia.
→ Após sair do pulmão, volta para o intestino e fica nadando contra o movimento
peristálticos.

Ancilostomídeo
→ Macho e fêmea no intestino, a fêmea libera ovos, esses ovos vão para o ambiente e
passam por um desenvolvimento, como a casca do ovo é fina, a larva sai no ambiente e
essa penetra na pele do próximo ser humano.
→ Geominto.
→ Penetraçao cutanea
→ Amarelão → Anemia. Esse possui uma cápsula bucal que se assemelha com dentes, ele
acopla na nossa mucosa e fica sugado o sangue e tecidos
→ Penetração em pele, logo, ambiente de terra ou solo que alguém tenha defecado.
→ Faz ciclo pulmonar

Estrongiloidíase
→ Nascimento das larvas dentro do próprio corpo. Libera larvas na fezes, essa pode sofrer
uma maturação e dentro do indivíduo se tornar infectante.
→ Esse processo pode ocorrer em região perianal e ali mesmo se torna infectante e penetra
de volta ao hospedeiro.
→ Não é helminto.
→ Faz ciclo de Loss
→ Essa larva ao sair e infectar um outro hospedeiro.

Tricuríase
→ Geominto. O macho e fêmea parasita de intestino grosso copulam e a fêmea libera o
ovo no meio.
→ Fazem lesão.
→ Não faz ciclo de loss.

Diagnóstico
→ Fezes: não é recomendado em fezes diarreicas. Isso porque a quantidade de parasitos
nas fezes vai ser baixa.

*Enterobius: não causa diarreia. A fêmea cúpula migra para a região perianal e coloca os
ovos na região. Diagnóstico feito a partir da fêmea gomada. Esses vivem entre o delgado e
o grosso. A transmissão é feita a partir da coceira e a mão vai até a boca.
Juliana Picarella

Aula - 28 de outubro
Toxoplasmose
Aspectos gerais
→ Causada por um protozoario da especie toxoplasma condi. Esse onsegue viver em
qualuer celula nucleada de mamífeo e aves. Essa ultima caracteritica ndica uma grande
dificuldade de controle desse parasito.
→ É uma zoonose.
→ Em seres humanos a infeccao crônica assintomatica é a mais comum. Grande arte da
populaçao ja se infectou. ⅓ da populaçao humana global ja se infectou. Esse valor, indica
que 80% das pessoas ja se infectaram pelo protozoario toxoplasma. Dentre esses 80% uma
parte conseguiu matar esse protozoario e criou anticorpos contra ele (IgG). A outra parte se
infectou e vai ter o toxoplasma aivo em algum local do corpo, so que e um estado que nao
ocasiona sintomsssas (infecção cronica)
→ Apenas pessoas imunocomprometidas e gestantes que precsam testar. Isso porque para
pessoas saudaveis nao temos problemas na maior parte das vezes.
Importâncias
– Gestantes sao assintóticas e 90% dos bebes que nascem sao tameb. POrem no decorrer
do desenvolvimento vao apresentar retardo mental e problema oftalmologios.
→ Imunocomprometimento permite a reinfecçao.
Formas de infeção
Infecção aguda
→ Forma taquizoita: sao formas que se mulplicam rapidamente; formas moveis. Essa forma
tem a capacidade de passar atrves da placenta. Entre entram nas diversa celulas do corpo
e ao encontar uma celula e comecam a se modificar eles se tornam o chamados
bradizoitos. Essa forma encontramos em ammiferos e aves de forma circulante e netrando
nas celulas. Pode ser encotrados tambem no leite
Infecção crônica
→ Forma Bradizoítas; encontramos os bradizoitos, encontrados em celulas de tecido
nervoso, retina, musculares, esqueléticos e cardiacos. Esse ao comecar a se multiplicar
forma um cisto que tem muitos bradizoitos dentro. Essa forma fica “quieto” dentro dos
tecidos. Essa forma nao passa pela placenta.
*Temos outra forma chamada de oocitos (estruturas resistentes provenientes da reproduçao
sexuada), esses sao roduzidos nas celulas instestinais de felinos e saem das fezes. Porém,
saem na forma nao infectante, precisam de 1-5 dias no ambiente para esporular e tornar
infectante.
*Na fase aguda, responderemos a partir da produção de IgM, com isso as formas
circulantes vão ser mortas e ficam apenas as formas teciduais que estao escondidas.
Isso é impornate, pois a gesante so transmite para o feto o toxoplasma na forma
aguda, isso porque nessa fase é que tem as formas taquizoítas (infecções primárias).
Ifecoes osteriores ou cronicas nao é passadas para o bebe, apenas na infecção
primária e aguda.
*Qunado a gestane, no pré natal, tem um teste IgG positiva e IgM negativa, essa esta
gestane teve conato com o toxoplasma , mas nao da pra dizer se ela esta em uma infecçao
cronica ou se ea consegiu matar ese, apenas dizer que ela nao esta em infecçao aguda r
conta do IgM negativo. Casp essa gestante queira engravidar nobamente nao tem
problema. Caso essa gestante, ainda tem o bradizoíta no corpo, caso ela tenha uma
imunossupressão, ele pode migrar para o sistema nervoso,chamado de neurotoxoplasmose
Juliana Picarella

ou retina, nesse momento os bradizoítas saem do cisto e vão migrar para outros lugares do
corpo. Tratamento medicamentoso apenas para indivíduos com sintomas.

Hospedeiros
→ Gatos são hospedeiros definitivos e intermediários pois estes geram os oocistos. Os
outros hospedeiros são intermediários e transmitem apenas por ingestão desses
hospedeiros, pois eles estão em cistos teciduais.
→ O gato pode se infectar atraves da ingestao de outros bichos, leite da mãe e contato de
fezes de outros atos. Depois isso, esse gato entra em infecção aguda e durante essa
infecção ele elimina os oocitos e depois nao elimina mais esses oocitos. Depois disso, na
infecção crônica, só consegue pegar a partir do gato através da alimentação.
*Se essa fees do gato for retirada no mesmo dia que ele fez a chance de contaminaçao ´e
muito pequena, isso porque essas fezes precisa ficar 5-10 dias no ambiente.
*Caso tenha uma gestante que é negativa para toxoplasmose e convive com um gato a
mais de 6 anos, qual a recomendação a essa gestante? A chance dessa gestante pegar
toxoplasmose a partir do contato com o gato tem chances muito pequenas de pegar desse
gato. Ou seja, nenhuma gestante precisa se desfazer desse gato. Para essa gestante
deve- se indicar que esse gato evite de ir para a rua, evitar alimentos crus, retirar as fezes
rapidamente e com uma proteção.
*No Brasil a maior forma de transmissão por toxoplasmose é por água contaminada. Se
uma gestante estiver em risco de se infectar vai ser a partir da água contaminada. No Brasl,
tivemos os dois maiores surtos de toxoplasmose no mundo.
*No Brasil temos cepas que causam sintomas relevantes.
*Leite humano não é relevante para a transmissão.
→ Os mamíferos podem se infectar através da ingestão dos oocistos, ou através de carne
mal passada com os bradizoítas ou por via transplacentária através dos taquizoítas. Depois
da contaminação, o parasita fica estável em qualquer local do corpo, e na maior parte das
vezes sem sintomas, quando aparecem os sintomas é só febre, dor no corpo e mal estra,
apenas sintomas inespecíficos.
*Como a nossa prevalneica para toxoplasmose é alto, ao ter esses sintomas é preciso
suspeitar desse caso. Esses sintomas inespecíficos sao caracteristicos da manfestacao
aguda, da manifestacos cronica temos sintomas graves neuris e na retina.

Infecção congênita
→ 40% dessas infecções durante a gestação tem a transmissão para o feto.
→ 66% de chance quando a grávida está no 3 trimestre, 30% no 2 trimestre e 205 no
primeiro trimestre. Caso essa infecção ocorra no primeiro trimestre é muito mais grave,
podendo levar o feto a óbito ou abortamento. Caso seja no segundo trimestre, gera
calcificações no cérebro, hidrocefalia, microcefalia, retardo mental. Já no terceiro trimestre a
criança pode se apresentar normal e com anos mais tarde podendo apresentar retardo
mental e cegueira.

Diagnóstico
→ IgM é o primeiro que positivo de 5-14 dias, esse pode permanecer até 18 meses positivo.
Esse indica infecção aguda,
→ IgA também é POSITIVA.
→ O IgG é positivo, tendo o seu pico máximo em 2 meses de infecção e permanece ao
longo da vida positivo.
Juliana Picarella

→ Gestante IgM + e IgG - : está em infecção aguda com prima infecção. Precisa entrar
com tratamento urgente para que não ocorra a transmissão para o bebe.
→ Gestante com IgM - e IgG + : paciente já teve toxoplasmose e não está em infecção
aguda e não tem o risco. Ela pode ou não estar em crônica.
→ Gestante IgM - e IgG - : essa gestante não apresenta o toxoplasmose e nunca teve
contato. Essa gestante vai repetir o teste no próximo trimestre, isso porque ela é
suscetível. Essa gestante deve tomar cuidado com carnes mal passadas, evitar
saladas, água contaminada.
→ Gestante com IgM + e IgG + : nesse caso não vamos conseguir entender em qual
momento essa gestante está. Logo, é necessário pedir um teste de avidez de IgG. Se
esse teste de alta avidez significa que essa infecção já acontece a mais de 12 a 16
semanas, ou seja, risco baixo de passar para o bebe, essa infecção vai estar mais
perto da crônica. Caso o teste seja de baixa avidez, esse caso vai estar perto da fase
aguda, ou seja, essa gestante vai precisar de tratamento.

*Foi implementado desde 2012, no teste do pezinho o teste para toxoplasmose.

Parasitoses sistêmicas
→ Malária e doenças de chagas, por exemplo.
→ Malária por exemplo é endêmico do Rio de Janeiro, logo, ao abordar pacientes é preciso
pensar em malária.
Malária
→ Agente etiológico Plasmodium, o vivax é o que causa maiores números de casos no
Brasil. Ele que causa a chamada febre terçã benigna. Existe o plasmodium falciparum,
menor número de casos, orem e mais patogênico, causa a febre terçã maligna. Existem
outros tipos que causam febre quartã. Esses nomes designam as diferenças do ciclo da
febre na malária.
*No Rio os casos estão concentrados no plasmodium de simbiose, ou seja, ocorre
transmissão de animais silvestres para gente. Na amazônia o número de casos é alto pois a
transmissão ocorre de pessoa para pessoa.
→ O mosquito anopheles é responsável por essa transmissão. Além disso, pode ocorrer por
transmissão vertical, transfusão sanguínea e transplante de órgãos. Isso porque o
plasmodium faz ciclos nas hemáceas.
→ Quando esse parasito entra no corpo, ele faz um ciclo chamado de eritrocítico, ou seja,
fora das hemácias, esse ciclo ocorre no fígado. Após isso, ele faz ciclo apenas nas
hemácias.
*Nesse ciclo no fígado, pode ocorrer que alguns dos agentes podem ficar em estado de
latência.
→ O plasmodium por ciclo no fígado, começa a fazer nas hemácias, eles começam a se
multiplicar no interior dessas células e gerar rompimento, após isso, eles infectam outras
fêmeas e repete esse ciclo. Toda vez que ele rompe as gémeas, o sistema imune produz
TNF alfa pelos macrofagos e isso gera a febre.
*Os ciclos de febre na malária estão diretamente relacionados com a produção do TNF alfa
e esses diretamente relacionados com o rompimento das hemácias pela reprodução do
plasmodium no seu interior.
*Esse ciclo dentro das hemácias vai variar de acordo com as espécies
Sintomas
Juliana Picarella

→ Acessos paroxísticos - são acessos de febre ou dor.


→ Calafrio
→ Cefaleia
→ Dor muscular
→ Febre muito alta e estado de sudorese. Essa febre e em ciclos, apresenta febre muito
alta e calafrios, após 24 horas repete esse ciclo.
*Inicialmente esse estado cíclico pode ocorrer depois de um tempo, inicialmente ocorre
febre, dor no corpo e calafrios sem apresentar padrão cíclico.
*Pessoas que estão em áreas endêmicas precisam ser investigadas. No rio é mais difícil a
suspeita de malária, pois não é muito comum aqui.
*Período de incubação 9-40 dias.

Resposta imune
→ Quando a pessoa se infecta com malária ela induz uma resposta imune parcial de curta
duração. Ou seja, uma pessoa que teve malária pela primeira vez, ela pode se curar da
malária com as médicas e ela ter essa infecção novamente diversas vezes na vida. O'Que
acontece é que essa pessoa vai ter quadros menos graves.
*Casos importantes são em crianças, gestantes e adultos procedentes de áreas não
endêmicas

Sintomas graves
→ Anemia progresiva
→ Esplenomegalia e hepatomegalia
→ Insuficiência renal e convulsão
→ Mala Malária cerebral.

*Um problema quando pensamos em malária é o diagnóstico diferencial. Essa doença pode
ser confundida com muitas outras arboviroses e isso pode gerar uma negligência no
tratamento.
*A letalidade da malária nas regiões extra amazônicas é 80x maior. Isso ocorre por conta do
diagnóstico diferencial e o diagnóstico da malária e negligenciado, e quando não é tratada
de forma correta a pessoa pode evoluir para morte. Isso já não ocorre na região amazônica
ou em viagens procedentes da região amazônica, nesses casos suspeita de malária vem
rapidamente.

Diagnóstico
→ Sangue de ponta de dedo ou coleta venosa. A partir disso faz uma lâmina e essa lâmina
é corada e de fácil visualização.
*Para lugares remotos é possível fazer o teste rápido.

Tratamento
→ Cloroquina e primaquina
→ No SUS temos um medicamento que é dose única e isso é ótimo pois favorece a adesão
do tratamento.
*Tem cura parasitológica.
*Todo quadro de malária precisa ser acompanhado para ver se não restou as formas
latentes.
Juliana Picarella

Doença de Chagas
→ Causada pelo protozoário Trypanosoma Cruzi.
→ Esse trypanosoma infecta vários outros mamíferos além do ser humano.
→ Forma clã clássica de transmissão através dos barbeiros, são insetos.
→ Durante os anos foram feitas diversas campanhas de controle desses animais.
*Esses animais são hematofagos, quando eles vão se alimentar eles defecam e urinam no
local da ferida e esses dejetos têm o trypanosoma. Não transmite a partir da picada e sim
do material que ele emite. Ao coçar a lesão facilita a entrada do trypanosoma.
*Hoje em dia, devido ao controle dos animais, a maior parte das transmissões estão
relacionadas com a forma oral. Através do caldo de cana, açaí, carne de caça.
*Essa transmissão, principalmente no caldo de cana e açaí, ocorre a partir do próprio
barbeiro triturado. No caso da carne de caça, está relacionado com esse trypanosoma nos
tecidos dos animais.
*Pode ocorrer através de transmissão vertical, transfusão de sangue e de órgãos.
→ Quando esses parasitos entram no corpo vai para células do sistema fagocitico,
células nervosas e fibras musculares.
→ Na natureza, podem existir vários animais que são reservatórios do trypanosoma, isso
dificulta a eliminação dos parasitas. Porém, a maior parte dos casos estão relacionados
com a transmissão alimentar principalmente relacionado ao consumo de açaí. Quando esse
passa pelo processo de pasteurização não tem como transmitir a chagas.
*No norte o consumo de açaí é feito sem ser pasteurizado e assim aumenta o risco de
infecção.
*Sinal de romanha - sinal onde o barbeiro picou. (Não necessariamente houve a
transmissão, pois isso é uma reação do barbeiro e nem todo barbeiro está infectado)
*Nem todos os barbeiros estão contaminados.
Sintomas da fase aguda
- Febre
- Cefaleia
- Vômito
- Espleno e hepatomegalia
*SIntomas que se assemelham com a malária
*Formas graves e letalidade mais direcionado a crianças menores de 5 anos.
→ Após a fase aguda, os parasitos se estabelecem nos tecidos. Com isso, pode se
estabelecer dois processos, pode ocorrer a forma crônica indeterminada (logo depois da
forma aguda), com poucos parasitos circulantes porém sem sintomas, pois estes ainda
estão se estabelecendo, mas eles estão formando os ninhos de amastigota dentro dos
nossos tecidos e um dos lugares de predileção e no sistema cardíaco e no sistema
digestivo, com isso esses parasitos ficam ali se estabelecendo. Podendo não causar nada
ou depois de 10-20 anos pode evoluir para forma crônica determinada. Essa forma crônica
determinada, pode ter sintomas cardíacos, como ICC ou morte súbita, as lesões
provocadas geram uma cardiomegalia importante. além disso, existe a forma digestiva, que
ocorre a destruição dos plexos nervosos e com isso gera as megaloviceras (vísceras
crescem de tamanho) e com isso a função vai ser perdido, gerando sintomas como
distensão abdominal, fecaloma e constipação.
*Na forma aguda tem muito parasito sistêmica, nas outras formas crônicas não existe
mais tantos. Isso é importante porque a forma de diagnóstico vai ser diferente, na
fase aguda vai ser possível diagnosticar por gota espessa de sangue, na crônica com
Juliana Picarella

poucos parasitos circulantes não é possível, uma das técnicas utilizadas são os
métodos sorológicos (elisa)
*Notificação é obrigatória, tanto de caso agudo e crônico
*Tem tratamento, porém sem cura parasitológica. Ocorre apenas uma redução dos
parasitos.

Esquistossomose
→ Schistosoma mansoni é o causador da barriga da água.
→ O grande problema também é a infecção crônica. Levam doenças importantes só 10-20
anos depois.
→ O macho e a fêmea vão viver nas veias mesentéricas. A femea vai colocar os ovo e
esses ovos podem ou sair pelas fezes (diagnóstico pela amostra de fezes) ou pode ganhar
a circulação e ir para vario s locais (agrava quando chega no fĩgado), essa ida para outros
órgãos que e o problema, esses ovos são grandes e podem causar uma enorme reação
inflamatória com necrose.
→ O indivíduo com os ovos, vai defecar e essas fezes precisam cair em uma coleção de
água, nessa coleção precisa que tinha a bionfalária (caramujo) que vai ser o hospedeiro
intermediário. Quando ela invade o caramujo vai sair a forma de cercária que penetra na
pele do ser humano quando entra nessa coleção de água.
Fatores para que a transmissão aconteça
- Fezes contaminadas
- Coleção de água
- Caramujo biomphalaria
*Se faltar um desses três não ocorre a transmissão. Ocorre a partir da penetração, ingestão
de água não contaminada.
Sintomas da esquistossomose aguda
- Febre
- Diarréia muco sanguinolenta
- Hepatomegalia
- Esplenomegalia
*Geralmente esse quadro e resolutiva, só que o processo crônico e o mais importante
Sintomas na fase crônica
- Fibrose periportal
- Esplenomegalia
- Glomerulopatia
- Alterações neurológicas
*Os processarem relação com os locais que os ovos alcançam. É muito comum ganhar o
fígado.
Diagnóstico
→ Exame de fezes
→ Formas mais graves podemos fazer USG ou outros exames de imagem que mostram os
órgãos acometidos
Tratamento
→ Para casos simples é feito com um medicamento em dose única.
→ Casos graves e um tratamento que vai além do tratamento para o helminto, deve-se
fazer tratamento para as sequelas.
Juliana Picarella

Filariose
→ Quase erradicada no Brasil.
→ A filariose causada no Brasil é causada por um helminto chamado de Wuchereria
Bancrofti. Esse helminto se abriga em vasos linfáticos.
→ COm esse helminto nos vasos, ele obstrui a circulação linfática, provocando linfedema e
hidrocele que é o chamado de Elefantĩase.
→ Transmissão feita pelo Culex, é um mosquito.
→ No Brasil os casos estão concentrados em Recife e Olinda.
→ Quando esse verme está nos gânglios linfáticos ele libera a larva que são os
microfilários. Essa vai para o sangue no período noturno, isso é importante no
diagnóstico, a coleta de sangue precisa ser noturna.
→ Período de incubação ẽ longo, de 6-12 meses.
→ Sintomas agudos se concentram em febre e fraqueza e cronicamente surgem os edemas
e hidrocele.
→ Tem tratamento.

Leishmaniose Visceral
→ Transmitida pelo mosquito palha.
→ Transmissão ocorre também de maneira vertical e parenteral.
→ Quem causa e a leishmania chagasi. Quando essa invade o corpo ela vai habitar células
do sistema fagocitico nuclear e vai acometer órgãos como baço, fígado, medula óssea e
tecido linfóide.
→ O grande problema da leishmaniose visceral é que ela possui muitos reservatórios.
Temos reservatórios silvestres, como raposas e marsupiais, mas temos reservatórios
importantes que são os cães.
*Agora os cães já podem ser tratados, mas sempre com acompanhamento veterinário.
→ Leishmaniose deve fazer notificação de caso suspeito
→ Diagnóstico deve começar pela clínica, paciente vai apresentar febre e esplenomegalia,
associado ou não a hepatomegalia.
→ No primeiro momento o paciente apresenta uma febre e palidez discreta, com a presença
de esplenomegalia. Evolui para um período chamado período de estado ( mais crônico) o
paciente apresenta um emagrecimento associado aos outros sintomas. No período final, os
sintomas se acentuam muito, com emagrecimento muito importante e espleno e
hepatomegalia importantes também.
→ O diagnóstico pode ser composto com o parasitológico, mas agora existe um novo
esquema: no momento que surge a hipótese (suspeita) realiza a notificação e a partir disso
fazer o teste rápido. Se for não reagente e a pessoa viver HIV e AIDs ẽ preciso fazer um
novo teste direto parasitológico e molecular.
*Usar a epidemiologia para direcionar a suspeita, indivíduos que apresentam febre e
esplenomegalia e são provenientes de áreas de transmissão é preciso suspeito logo. Por
exemplo, Nova Iguaçu no Rio de Janeiro.
*A leishmaniose em cães segue quase os mesmos sintomas, então na suspeita, perguntar
ao paciente se os cães apresentaram alguma alteração.

*Diagnóstico diferencial é muito importante, pois todas essas doenças sistêmicas


têm o mesmo sintomas. Observar muito bem a epidemiologia para fazer o diagnóstico
diferencial.
Juliana Picarella

Parasitoses do Sistema Nervoso


→ Os parasitos que podem provocar doenças no sistema nervoso são diversos. Como por
exemplo, fungos (histoplasmose, paracoco…) esses são exemplos de fungos respiratórios
mas que em algum momento podem invadir o sistema nervoso e gerar sintomas como,
confusão mental, demência, déficit motor, sem padrão de sintomas.
*A sintomatologia depende do local que o patógeno se estabelecer
*Patologias graves que levam a óbito.
*Prestar atenção nas doenças pulmonares fúngicas principalmente pois elas evoluem para
quadro cerebrais.
→ Os protozoários como os causadores de malária, toxoplasmose e doença de chagas
também podem evoluir para quadros cerebrais.
→ Além disso, os protozoários intestinais como entameba histórica também podem evoluir.

Teníase- Cisticercose
→ Temos duas espécies: tinha solium e tinha saginata. A solium tem como hospedeiro
definitivo os seres humanos e como intermediário os suínos, só que eventualmente os
seres humanos também podem ser hospedeiros intermediários. Já a taenia saginata tem os
hospedeiros definitivos os humanos e os intermediários os bovinos (ser humano não
funciona como intermediário).
→ Os adultos da tênia moram nos hospedeiros definitivos, apenas nos seres humanos.
Então, temos os proglotes que são os pedaços da tênia adulta e dentro desses pedaços, a
partir da fecundação gera a proglote grávida, cheia de ovos. No intestino do ser humano,
esse último proglote rompe e vai para o ambiente através das fezes, no ambiente a parede
rompe e os ovos são liberados, nas fezes são liberados a proteção gravídica. Esses ovos
contém o embrião que gera uma nova tigela.
→ Se estamos falando de uma área sem saneamento básico, esses ovos vão ficar
contaminando água e alimentos e vão ser ingeridos pelo próximo hospedeiro que
normalmente vão ser os suínos ou bovinos.
→ Esses animais ao ingerirem os ovos, o embrião vai se desenvolver e ir para os tecidos
dos animais. No tecido esse embrião se torna uma larva e essa larva vai ser chamada de
cisticerco → Suínos e bovinos possuem CISTICERCOSE.
*O ser humano só pode ser intermediário da tênia solium, ou seja, podem ter o
cisticerco. Esse pode desenvolver neurocisticercose. Esse vai se contaminar a partir de
água e alimento contendo ovos que vão ser originários de fezes humanas!!!!
*Consumindo a carne com a larva (cisticerco) o ser humano vai desenvolver a tênia adulta,
um quadro chamado de teníase.
→ Cisticercose - pessoa tem a larva - ingere o ovo → Água e alimentos contaminados
por fezes humanas. Outra formaa e ingerir os propio ovos a apartir das propias fezes
(corpofai)
→ Teniase - pessoa tem o adulto - ingeriu a larva → Carne bovina e suína com as
larvas
*A teníase é evitada a partir do cozimento correto da carne.
*Importante para o controle da teníase e o controle dos animais. Abatedouros clandestinos
não possuem regulamentação a partir da inspeção veterinária. Essa inspeção é feita a
partir de um veterinário que observa a musculatura dos bovinos ou suínos e conta a
quantidade de cisticerco que esse boi possui, caso ela ultrapasse a quantidade permitida o
Juliana Picarella

animal vira subproduto cozido. Se ele ultrapassar muito a quantidade não será utilizado
para a alimentação.
*Abatedouros clandestinos não tem essa inspeção.
*Existem inspeção federal, estadual e municipal. Serviços federais possuem 1 veterinário
por abatedouro
*Não existe teste então na fazendo a forma de controle e saneamento básico. Porém, a
forma mais fácil de acabar com a contaminação desses animais é diagnosticar os humanos
e tratar eles para que as fezes não contaminem o solo e água. Estadual visita 3
abatedouros na semana e no municipal visita 5 abatedouros por mes.

Você também pode gostar