0% acharam este documento útil (0 voto)
31 visualizações6 páginas

Medidas Elétricas e Leis de Kirchhoff

O documento é um guia de experiência para o curso de Engenharia Elétrica Industrial, focando em medidas de corrente elétrica, tensão e resistência em circuitos de corrente contínua, além das Leis de Kirchhoff. Ele descreve os materiais necessários, objetivos, introdução teórica sobre circuitos elétricos, uso de multímetros, resistores e potenciais erros de medição. O guia inclui procedimentos práticos e questões para análise dos resultados obtidos nas experiências realizadas.

Enviado por

Adamo Oliveira
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
31 visualizações6 páginas

Medidas Elétricas e Leis de Kirchhoff

O documento é um guia de experiência para o curso de Engenharia Elétrica Industrial, focando em medidas de corrente elétrica, tensão e resistência em circuitos de corrente contínua, além das Leis de Kirchhoff. Ele descreve os materiais necessários, objetivos, introdução teórica sobre circuitos elétricos, uso de multímetros, resistores e potenciais erros de medição. O guia inclui procedimentos práticos e questões para análise dos resultados obtidos nas experiências realizadas.

Enviado por

Adamo Oliveira
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DO MARANHÃO

DEPARTAMENTO DE ENSINO SUPERIOR


CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA INDUSTRIAL
DISCIPLINA: CIRCUITOS ELÉTRICOS I
PROFESSOR: LINDOMAR SOUZA

ALUNO(A): __________________________________________________________ COD: ______________

GUIA DE EXPERIÊNCIA No 01 ( / / )

Título: Medidas de corrente elétrica, tensão e resistência em circuitos de corrente contínua;


Leis de Kirchhoff

Material necessário:

1. Equipamentos: Microcomputador com o simulador “Workbanch” (Simulação).


2. Fonte de tensão CC, multímetro.
3. Resistores e potenciômetro.
4. Diversos: protoboard, ferramental.

Parte I - Medidas CC, Multímetro e Fonte de Alimentação CC

Objetivos: Familiarização com os equipamentos de laboratório: multímetro, fonte de


alimentação DC e montagem de circuitos simples.

Introdução Teórica

A eletricidade tem uma característica muito importante quando comparada a outras fontes de
energia: sua mobilidade e flexibilidade. A energia elétrica pode ser movimentada para
qualquer lugar usando um par de fios e convertida para calor, luz ou movimento.

Um circuito elétrico é uma interconexão de elementos elétricos dispostos juntos em um


caminho fechado de forma que a corrente elétrica possa passar continuamente. Eles são
usados para controlar a corrente elétrica em determinados elementos do circuito, produzindo
um efeito desejado. Para iniciar o estudo de circuitos elétricos, foram separados alguns de
seus elementos para análise neste experimento, e outros para análise em experimentos
posteriores.

Sinais CC

Uma das funções básicas de circuitos elétricos é o processamento (tratamento) de sinais. Estes
sinais podem representar informação de áudio, dados de computador, sinais de Os sinais
elétricos podem ser classificados segundo sua mudança com o passar do tempo: CC (corrente
contínua ou DC direct current), constante no tempo ou CA (corrente alternada ou AC alternate
current), que varia no tempo, geralmente de forma senoidal. Nesse primeiro experimento,
trataremos somente de sinais que não mudam com o tempo, sendo chamados de sinais de
contínuos (no sentido de que o seu valor não muda), constantes ou CC. Esses sinais podem ser
tanto de tensão quando de corrente.
2

Multímetro

Entre os medidores usados em medidas elétricas tem-se o multímetro. O multímetro é um


instrumento de medição que combina várias funções em um único dispositivo. As funções
mais básicas são as funções de: voltímetro, amperímetro e ohmímetro (ou seja, medições de
tensão, corrente e resistência). Outras funções comumente encontradas em multímetros são: a
medida de capacitância, indutância, parâmetros de diodos e transistores, temperatura e
freqüência.

Os multímetros fornecem informação numérica (medição) de um sinal aplicado. Para realizar


essas medidas, é necessário saber em que situações e como o equipamento deve ser ligado. No
caso em que o multímetro é utilizado como um ohmímetro, ele sempre se liga aos dois
terminais do resistor. Essa medida deve ser realizada com o circuito desligado e o componente
desconectado dos outros, já que outros componentes em paralelo com o resistor sendo medido
podem alterar a medida. Já para o caso do voltímetro, ele deve sempre ser ligado em paralelo
com o componente sobre o qual se deseja medir a diferença de potencial (tensão). Para o caso
do amperímetro, ele deve estar sempre em série com o componente, no ramo do circuito que
se deseja medir a corrente. É importante estar sempre atento a forma de interligação e a escala
escolhida, já que a conexão de um amperímetro em paralelo ou a utilização do ohmímetro
com o circuito ligado podem causar danos ao multímetro ou aos componentes do circuito.

Nos circuitos elétricos os elementos ativos são usados de uma forma geral para fornecer
energia ao resto do circuito. Exemplos de elementos ativos são: fonte CC e o gerador de
sinais. Uma fonte de alimentação CC fornece uma tensão constante e pode ser usada não só
como fonte de tensão, mas também como fonte de corrente, quando dispõe de circuito
limitador de máxima corrente de saída. Uma fonte de alimentação ideal deve manter a tensão
especificada independentemente da corrente fornecida pela fonte. Entretanto, em uma fonte de
alimentação real, em geral, esta condição só pode ser aproximada dentro de determinadas
condições. Esta experiência deve mostrar o efeito da resistência de saída da fonte de
alimentação sobre um circuito resistivo.

Resistor

Um resistor é um elemento elétrico cuja equação constitutiva é dada pela lei de Ohm:
V(t) = Ri(t), para t ≥ 0
onde R é o valor da resistência do elemento. Geralmente, podemos encontrar resistores
comerciais sob a forma de resistores de fio e de resistores de carbono. O valor de resistência
dos resistores de carbono é especificado por um conjunto de código de cores que aparecem
como faixas no corpo do resistor. Cada cor representa um dígito de acordo com a Tabela 1.1.

As faixas de cores são lidas a partir da faixa mais próxima da extremidade do resistor. A
primeira e a segunda faixa indicam o primeiro e o segundo dígito, respectivamente. A terceira
faixa indica o número de zeros que segue os dois primeiros dígitos, exceto quando as faixas
ouro e prata são usadas, que representam os fatores multiplicativos de 0.1 e 0.01,
respectivamente. A quarta faixa indica a tolerância. A ausência desta quarta faixa significa
que a tolerância é de ±20%. A quinta faixa indica que o resistor possui um dígito a mais na
representação de seu valor ôhmico; neste caso a primeira, a segunda e a terceira faixas
indicam os dígitos do valor ôhmico.
3

Tabela 1.1 – Código de cores para identificar o valor da resistência

Potenciômetro

O Potenciômetro consiste de um resistor com ajuste, podendo ter o seu valor modificado. O
seu símbolo inclui um terceiro terminal, a partir do qual se pode ter um valor de resistência
que varia com o movimento do ajuste.

Erros de Medida

O valor real é a magnitude da grandeza na entrada do equipamento de medida. A medição


fornece apenas uma aproximação do valor real, porque o próprio processo da medição altera a
grandeza medida. O valor medido é a magnitude da grandeza indicada, ou visualizada, na
saída do equipamento. A diferença entre o valor medido e o valor real é chamada de erro. O
erro percentual é expresso como uma porcentagem do valor real ou padrão:

erro
erro(%) = × 100%
valor

Alternativamente, a diferença entre o valor real e o medido é chamada de precisão do


equipamento. A precisão é geralmente expressa como uma porcentagem do valor de fundo de
escala, isto é, o valor máximo da escala particular do equipamento que estiver sendo utilizado.

Os erros não se limitam apenas àqueles inerentes ao próprio equipamento, mas são sempre um
resultado da qualidade do procedimento e da medida. Por exemplo, a falha do operador no
ajuste da leitura de um equipamento de medida no valor zero inicial leva à leitura de um valor
superior ou inferior ao que deveria ser normalmente medido. Além disso, erros pessoais de
interpolações são sempre possíveis com equipamentos analógicos de medida.
4

Procedimento I
1. Utilizando a tabela de código de cores, identifique os valores das resistências dos resistores e
coloque os valores na Tabela 1.2.
2. Utilizando o multímetro, meça as resistências dos resistores e registre na Tabela 1.2.

Questões

1.1 Compare os valores medidos com os valores nominais, isto é, indicados pelo código de cores.
Eles são sempre iguais?
1.2 Caso você tenha encontrado diferenças entre os valores nominais e medidos, os valores medidos
estão dentro da faixa de tolerância?

Tabela 1.2
Resistor R Resistência (código de Valor medido
(Ω) cores / valor nominal) (Ohmímetro)
R1 = 10kΩ
R2 = 2.200Ω (2k2)
R3 = 1.200Ω
R4 = 3.300Ω
R5 = 470Ω (470R)
R6 = 330Ω

1.3 Compare os valores lidos com os valores nominais dos resistores. Calcule o erro
percentual.
1.4 Supondo que o modelo real da fonte de alimentação contém um resistor de pequeno valor
(chamado resistência interna) em série com a fonte, os resultados poderiam ser
justificados?
1.5 Determine a resistência interna da fonte de alimentação. Compare com o valor
especificado pelo fabricante.
5

Parte II – Leis de Kirchhoff


Objetivos:
1. Familiarizar-se com o multímetro, realizando medidas de corrente, tensão e resistência.
2. Verificar através de simulação e experimentação que o resultado da soma das quedas de
tensão nos elementos de um circuito fechado é nulo.
3. Verificar que a corrente que entra na junção (nó) de um circuito elétrico é igual à corrente
que sai dessa junção.

Introdução
Nos problemas de circuitos complexos, empregam-se dois princípios básicos,
denominados Leis de Kirchhoff. Essas leis podem ser enunciadas da seguinte maneira:
1. Lei das Tensões de Kirchhoff (LTK): A soma algébrica das diferenças de potencial, ao
longo de um circuito fechado, é nula.
2. Lei das Correntes de Kirchhoff: A soma das correntes que chegam a um nó é igual à soma
das correntes que dele saem.

Para explicar a Lei das Tensões de Kirchhoff, considere o circuito da Figura 1.

Figura 1

Neste circuito circulará uma corrente I. A queda de tensão num resistor será dada pelo
produto I∗R, onde R é o seu valor de resistência. Representando por VRX a queda de tensão no
resistor RX, a Lei das Tensões de Kirchhoff estabelece que:
V = VR1 + VR2 + VR3 + VR4
Considere agora o circuito da Figura 2. A corrente total existente no circuito divide-se
em três correntes (I1, I2,3, I4) como está indicado. A corrente que entra na junção A é igual à
corrente que sai da junção B, ou vice-versa. Esta é a corrente total. Isto quer dizer que:
It = I1 + I2,3 + I4,
que explica o princípio de Kirchhoff para as correntes.

Figura 2
6

Procedimento:
1. Montar o circuito da Figura 1, utilizando os seguintes valores: R1 com 330Ω, R2 com
470Ω, R3 com 1.200Ω e R4 com 2.200Ω. Aplicar ao circuito uma tensão igual a 12V.
2. Calcular a tensão em cada resistor e anotar na Tabela 2.1.
3. Medir e anotar o valor da tensão aplicada em cada elemento do circuito e anotar na Tabela
2.1. Manter constante o valor da tensão no decorrer de toda a tarefa. Não se esqueça de
colocar a posição do multímetro em CC (DC).

Tabela 2.1
Tensão (V) V VR1 VR2 VR3 VR4 VR1 + VR2 + VR3 + VR4
Calculada
Simulação
Medida

4. Medir e anotar na Tabela 2.1 a tensão existente entre os extremos de cada resistor.
5. Montar o circuito da Figura 2 (sem os amperímetros - montagem), usando os seguintes
valores de resistência:

R1 : 1.000Ω R2 : 2.200Ω R3 : 330Ω


R4 : 3.300Ω R5 : 470Ω R6 : 560Ω

Obs: se for usado valores diferentes dos acima anotá-los na tabela acima e repetir os mesmos
durante a simulação.

6. Calcular e anotar na Tabela 2.2 a queda de tensão em cada resistor, utilizando a mesma
tensão que se empregou anteriormente.
7. Medir e anotar a tensão em cada um dos resistores.

Tabela 2.2
Tensão (V) V VR1 VR2 VR3 VR4 VR5 VR6
Calculada
Simulação
Medida

8. Calcular e anotar na Tabela 2.3, as correntes indicadas no circuito da Figura 2.


9. Medir as correntes calculadas anteriormente (item 8) e anotar na Tabela 2.3.

Tabela 2.3
Corrente (mA) I1 I2,3 I4 It
Calculada
Simulação
Medida

Obs: No relatório apresentar o desenvolvimento para obtenção dos valores teóricos,


calculados.

Você também pode gostar